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  • Vamos ao Reader…

    O que tá rolando de interessante pelo meu Reader:

    1. Cienna Lounge by Bluearch:

    Muito interessante a solução para o projeto de iluminação usando RGB.

    Iluminação geral feita pelas sancas que não interfere no todo.

    Iluminação mais pontual sobre as mesas.

    Destaque também para o belo trabalho feito no balcão com iluminação built-in em cor contrastante com o entorno.

    Muito bom o projeto.

    2. Plenty of colour – RGB wallpapper:

    Muito bom esse trabalho. O uso da luz em RGB e de tintas especiais favorecendo a mutabilidade do ambiente.

    Se a luz branca reflete todas as cores, o que aconteceria se usássemos cores específicas com pigmentos que reagem à elas?

    Está aí o resultado.

    3. Rock

    Apesar de alguns reflexos. mo geral este é um belo exemplo de projeto tanto de interiores quanto de iluminação.

    Destaque para o elemento suspenso sobre o balcão acompanhando o desenho.

    4. dilicias para ter em casa:

    Olhem que delicia de mimo para ter em casa. Mega fácil de fazer e com um efeito surpreendente.

    Adorei!!!

    5. decoração floral através da luz:

    Genial essa idéia para usar a luz rebatida.

    Não fica uma luz agressiva e tampouco cansativa.

    Esse projeto me fez lembrar de um outro que vi a algum tempo atrás usando o mesmo princípio:

    Um outro recurso que gosto muito é o de desenhar com a luz. Um bom exemplo desse tipo de trabalho:

    Mas percebam que este elemento não fica visível de forma direta aos olhos dos usuários, portanto não oferecem risco de ofuscamento.

    E há também o recurso dos vitrais para a iluminação diurna, especialmente:

    Além de embelezar as paredes, os vitrais oferecem a possibilidade de colorir os ambientes independente da cor das paredes. Percebam que nessa foto a parede é em concreto puro e mesmo assim a cor dos vitrais traz vida à frieza do material.

    6. Aura Spa at the Park Hotel / Khosla Associates:

    Um ambiente desse, com uma musiquinha zen de fundo… Precisa de algo mais???

    Agora, observem que fantástica esta escultura e o efeito que ela causa no ambiente quando iluminada:

    Apenas dois spots embutidos no teto iluminam esta peça. Revestidas com aqueles espelhinhos quadriculados, refletem a luz para o ambiente.

    Agora tentem imaginar esta peça iluminada por 4 spots ligados num sequencial, acendendo um de cada vez, dimerizados. Cada facho irá gerar um efeito diferente, dinamizando o ambiente.

    7. Vidros adesivados.

    Bom, vi vários tipos e aplicações, aqui vai uma idéia:

    Puckapunyal Military Area Memorial Chapel / BVN Architecture

    Olhem que idéia bárbara para fazer no insufilm. Esse aqui foi feito em chapas mas dá pra fazer em insufilm e aplicar nos vidros. O efeito da luz que passa direto pelos vãos podem gerar e tudo vai depender do desenho e da luz que atinge diretamente o ambiente.

    Mas também pode ser usado em panos de vidro que dividem ambientes com diferentes niveis e tipos de iluminação.

    8. DIY (Do It Yourself)

    Do blog de minha amiga Elenara uma idéia bárbara que me fez viajar na maionese aqui:

    É, são moedas antigas… Ah se meu pai sonha com minhas reais intenções com relação à coleção de moedas que ele guarda que herdou de meu avô, que herdou de meu bisavô…

    Mais DIY: Tol Dot é um imã  bastante resistente ideal para pendurar objetos mais pesados. De fácil aplicação, basta usar a criatividade para atender as necessidades.

    Vi no Bem Legaus!

    9. Banco para jardim?

    Da série#EuQuero…

    Olhem que delicia de banco (rede, sei lá) para sentar, deitar e relaxar…

    10. Customizar?

    Aí sim!!!

    Estas cadeiras são cópias portanto a idéia é mais que bem vinda para personalizar os ambientes.

    Nada de sair fazendo isso com móveis originais ok pessoal?

    As cópias existem para isso mesmo ;-))

    Via: Chair Blog

    11. Chuva de luz

    O que muitos cristais, fibra ótica, criatividade e  extremo senso estético podem fazer? Isso:

    Fala sério… #EuQuero

    E o que luminárias muito bem construídas e aplicadas podem fazer? Isso:

    12. Aeronaves: interiores

    Prestem atenção nas soluções. O ambiente não é grande – coisa mais que comum nos projetos que realizamos hoje em dia.

    Bom, acho que já deu, acabou virando um mega post e não coloquei tudo.

    Posto mais durante a semana.

    Abraços.

  • analisando iluminação

    No post anterior, onde expliquei o porque de não postar freneticamente, coloquei também o porque não gosto de realizar postagens apenas com imagens. No entanto quero deixar claro que não acho este tipo de postagem inútil, muito pelo contrário.

    Eu sempre olho estes posts porém usando uma metodologia bastante analítica e crítica. Já escrevi aqui sobre ela num post ja ha bastante tempo. Ele foi alvo de críticas de algumas pessoas que alegaram não ser possível realizar este exercício uma vez que não conhecemos o autor do projeto, o conceito, etc. Porém alguém aqui sabe esses e outros dados de todos os ambientes que entramos diariamente? Claro que não. E sempre ouvimos comentários sobre os ambientes.

    Então, mantendo a linha de pensamento deste exercício, vamos aplica-lo à iluminação neste post.

    Pode parecer estranho para quem lida com interiores, mas sempre que olho para uma foto ou entro num ambiente, o faço “olhando para cima” ou seja, para a iluminação. Claro né, sou lighting designer. Depois de observar este item é que parto para a parte de interiores propriamente dita.

    Nesta primeira observação, a intenção é conseguir detectar de onde vem a luz, ou luzes. Quantas, onde e quais são as fontes de luz.

    Isso ajuda a perceber como o projeto foi trabalhado e também se houve cuidados com ofuscamento direto, se o trabalho foi feito usando fachos retos (fácil) ou cruzados (difícil), se a temperatura de cor está correta para o projeto, se o IRC é adequado, se houve a preocupação com luz e sombra entre tantos elementos. Outro elemento importante a ser observado é o tipo de iluminação empregado. Uplight, downlight, built-in, sidelight, direta, indireta, etc. Há variações? Se há, ponto positivo.

    Por exemplo: você sabe dizer que tipo de lâmpada foi utilizada para conseguir este efeito?
    

    Aqui também já dá para ter uma idéia do tipo de fonte de luz que foi utilizado e, sabendo disso, se a aplicação está correta de acordo com os dados técnicos destas. Por exemplo: uma lampada AR111 foi originalmente projetada para ser utilizada em pés direitos duplos, no mínimo. No entanto, vemos constantemente nos diversos projetos que isso não é considerado pelos projetistas.

    Depois de detectados estes elementos, passa-se para uma análise das luminárias e equipamentos empregados no projeto. Muitas vezes as pessoas confundem os efeitos de lâmpadas com os efeitos produzidos por luminárias, especialmente as mais técnicas. As lâmpadas halógenas mais conhecidas (AR, dicróica, PAR, etc) geralmente tem uma variedade de aberturas de fachos, dos mais fechados até os abertos. No entanto existem luminárias que promovem efeitos de fachos que as lampadas sozinhas não conseguem atingir. A observação e reconhecimento deste item é fundamental para a compreensão do projeto. Você conhece todos os tipos de luminárias e suas respectivas aplicações?

    Você sabe qual equipamento é usado para conseguir este efeito? 
    A cor que vemos na luz é original da lâmpada ou conseguida através de algum acessório? (se há acessório...)
    

    Conhecer tecnicamente as luminárias é essencial para um bom projeto de iluminação. A diferença dos bons projetos é que estes usam peças técnicas. Elas não são tão vistosas quanto as peças de design, porém, a maioria é projetada para ficar o mais neutra possível no ambiente.

    Saber o funcionamento e limitações delas também é fundamental. Quais as suas partes, que tipo de refletor é utilizado, temperaturas máximas de operação, resistência dos materiais, qualidade da marca, etc. E estes elementos não se consegue nos catálogos comerciais, apenas nos técnicos, que são, via de regra, bem difíceis de conseguir junto à indústria. Por falar nisso, na indústria nacional são raras as empresas que disponibilizam este tipo de material, fundamental para o desenvolvimento e especificação nos projetos. Você já viu alguma luminária com uma aplicação técnica sendo utilizada de outra forma?

    Muitas vezes nos deparamos com detalhes dos projetos de iluminação que nos deixam a pensar se é uma luminária industrializada ou se é algum elemento feito especificamente para aquele projeto. Existe na indústria uma luminária assim? Se não, como foi feito? Quais materiais foram empregados? Como é o seu funcionamento? Consegue visualizar este elemento em corte? Quais as suas partes? Houve necessidade de intervenção/integração ao projeto arquitetônico?

    Depois disso tudo, passamos a “olhar para baixo” ou seja, para o ambiente de um modo geral. Aqui buscamos detalhes que possam valorizar ou depreciar, qualificar ou denegrir o projeto. Nesta fase buscamos elementos como ofuscamento indireto (reflexos) e danos em materiais, produtos e superfícies, principalmente. Também é hora de procurar por luminárias que estejam desligadas e verificar o tipo de luz x altura de montagem. Qual a temperatura (calor) dentro do espaço? Você consegue se posicionar tranquilamente embaixo de qualquer uma das luminárias sem se sentir desconfortável? Observando os usuários percebe alguém “desviando da luz”, forçando os olhos?

    Também devemos considerar outros elementos nessa observação:

    1 – A iluminação atende às necessidades?

    2 – A iluminação é econômica?

    3 – Há excessos ou falta de luz?

    Tem uma loja num shopping daqui que eu não consigo olhar para dentro dela pois ela é ofuscante. O excesso de luz ali, num ambiente pequeno, é absurdo. Dias atrás fui a este shopping e percebi de longe que tinha algo de diferente nesta loja e fui olhar. Para piorar a situação, eles retiraram um lado da vitrina e colocaram um piso branco. Resultado: a luz ficou mais ofuscante ainda. Se eles queriam chamar a atenção conseguiram porém, qualidade projetual nota 0.

    4 – Há padronização na temperatura de cor de lâmpadas iguais?

    Pode parecer absurdo mas direto encontro lojas com fileiras de lâmpadas com diferenças entre elas: abertura de fachos, TC, angulação, etc. Caso o projeto não seja tão novo e já houveram trocas de lâmpadas, o erro é do projetista que não deixou um manual técnico para o usuário saber exatamente qual a especificação da lâmpada que deve ser utilizada.

    De uma maneira geral é este o exercício que faço, especialmente em ambientes reais (não imagens) mas dá para fazer isso observando as diversas fotos que vemos diariamente pela web.

    Espero que ajude vocês a lerem melhor os diversos projetos e imagens e que consigam aumentar seus conhecimentos fazendo este exercício.