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  • Reader: cores e mais cores

    É, resolvi fazer um post mais leve baseado em meu reader já que andam me chamando de ranzinza (ah ah ah). Vamos então a um post sobre o uso de cores e outros detalhes interessantes que encontrei em meu reader hoje. Quem vai gostar é a minha amiga mega colorida Joyce Diehl:

    foto 1 – woodmat1

    Simples, alegre, divertido, customizável nas cores. Adorei!!!

    foto 2 – Corian Loves Missoni

    Quem já trabalhou com este material conhece bem suas características físicas como a sua resistência e durabilidade. Isso possibilita a sua aplicação em áreas perigosas e problemáticas como os banheiros. Porque não tornar os banheiros mais alegres, usar e abusar dos geometrismos na paginação?

    foto 3 – Hot Paper Restaurant

    Eu simplesmente amei o detalhe da parede com built-in.

    Podemos chamar este elemento de “sanca de parede”?

    Para facilitar as coisas, sim.

    Como podem perceber, é um ambiente sóbrio. Mas a cor entra sutilmente neste elemento de parede quebrando a seriedade do espaço tornando-o mais leve.

    foto 4 – Acne Store

    Gritante e berrante sobreposição de tons de vermelhos.

    Achou pesado?

    Eu não.

    Na verdade eu amo estas ousadias que, infelizmente, poucos clientes permitem.

    foto 5 – house beautful banheiro

    Perceberam a leveza desta cor aplicada neste banheiro? Relaxante e suave.

    Outro detalhe é a brincadeira gráfica do revestimento das paredes.

    Show!!!

    foto 6 – quarto Contemporary Condo

    E quem falou que o preto não é cor? (tou brincando ok teóricos chatos de plantão!)

    Quem estudou comigo e teve aulas com um determinado professor vai entender esta frase:

    “Olhem o lilás das flores….. que lindo… perfeito… é o ponto focal…”

    AHAHAHAHARRRRRRRRRRRGH!!!

    Agora, parando de brincadeira, sim o preto é cor pigmento. Sóbrio e sério como o perfil de muitos clientes. Porém, culturalmente, aqui no Brasil ele ainda é relacionado com um lado não muito agradável da vida: a morte, o doloroso luto (credo, que incoerência entre os termos vida e morte).

    Mas ele é “chique no úrtimo” e a garantia de espaços lindíssimos. Outra prova disso vocês podem ver neste post sobre o ateliê do artista plástico Jadir Battaglia.

    Eu adoro!!!

    foto 7 – a arte dos dedos mágicos de Judith Ann Braun

    Não consigo expressar tamanha surpresa e admiração ao descobrir esta artista. Sugiro que visitem o site dela para conhecer outros trabalhos e mais detalhes sobre a sua arte “digital”

    foto 9 – Sala

    A beleza está nos detalhes que alegram e personalizam os ambientes.

    ;-)

    As fotos à seguir vieram do excelente Retail Design Blog by Artica que conheci este final de semana. Já entrou para meu reader e para o blogroll aqui do blog!!!

    Foto 10 – “SUPER by Dr. Nicholas Perricone” store by Janis Bell Design, Malibu

    Duas considerações sobre este projeto:

    1 – a deliciosa mistura de cores tem tudo a ver com a empresa: se observarem atentamente irão perceber que cada cor utilizada nos módulos é a mesma que está presente na embalagem dos produtos expostos em cada um deles.

    2 – a perfeição do IRC do projeto de iluminação garantindo a fidelidade exata da reprodução das cores do ambiente e das embalagens/produtos.

    PERFECT!!!

    ;-)

    foto 11 – Etch Web lamp by Tom Dixon

    Luz e texturas ou luz e sombra brincando, dialogando numa perfeita interação.

    foto 12 – Aurelia lamp by QisDesign

    Luz e cor ou, luz é cor. Não importa.

    Observando bem percebemos que esta é uma luminária que, apesar de ter a luz mais aberta (espalha-se pelo ambiente) não interfere tanto em outros efeitos que podemos utilizar no restante do ambiente.

    foto 13 – Luxury cladding collection by Lithos Design

    Olha o preto aí de novo, mas desta vez sem o seu fiel escudeiro branco e sim acompanhado do dourado…

    Confesso que demorei um pouco para entender o que é este revestimento mesmo observando as fotos mas próximas.

    Pelo que entendi (em meu inglês nem tão perfeito), trata-se de placas cerâmicas pretas e os círculos dourados são, na verdade, “entalhes”.

    Possuem duas opções de cores: preto com dourado e preto com prata.

    Vertiginosamente lindo!!!

    fotos 14, 15 e 16 – Dent Cube by Teruo Yasuda for Inax

    Quando vi este produto me lembrei na hora do revestimento da TWBrazil que usei na mostra e que agora está aqui em casa num painel de TV na sala.

    Só que este não é de madeira. Porém ele é um produto muito versátil podemdo ser aplicado de diversas formas e pode ser customizado em suas cores como podem observar nas duas fotos a seguir:

    Para os que buscam possibilidades em paisagismo vertical.

    Para os que buscam mais alegria e cor nos ambientes.

    Finalizando, deixo alguns vídeos para apreciação de vocês.

    Primeiro, três vídeos do The Creators Project:

    E agora vejam este desfile. Passarela limpa, estrutura simples e um elemento excelente como pano de fundo:

    Aproveito para deixar um exercício de observação: estes quadros no piso da passarela, do lado direito, são o que? Projeção, elemento físico (algum material aplicado) ou o que?

    Espero que tenham gostado.

    Até o próximo post!!!

    ;-)

  • analisando iluminação

    No post anterior, onde expliquei o porque de não postar freneticamente, coloquei também o porque não gosto de realizar postagens apenas com imagens. No entanto quero deixar claro que não acho este tipo de postagem inútil, muito pelo contrário.

    Eu sempre olho estes posts porém usando uma metodologia bastante analítica e crítica. Já escrevi aqui sobre ela num post ja ha bastante tempo. Ele foi alvo de críticas de algumas pessoas que alegaram não ser possível realizar este exercício uma vez que não conhecemos o autor do projeto, o conceito, etc. Porém alguém aqui sabe esses e outros dados de todos os ambientes que entramos diariamente? Claro que não. E sempre ouvimos comentários sobre os ambientes.

    Então, mantendo a linha de pensamento deste exercício, vamos aplica-lo à iluminação neste post.

    Pode parecer estranho para quem lida com interiores, mas sempre que olho para uma foto ou entro num ambiente, o faço “olhando para cima” ou seja, para a iluminação. Claro né, sou lighting designer. Depois de observar este item é que parto para a parte de interiores propriamente dita.

    Nesta primeira observação, a intenção é conseguir detectar de onde vem a luz, ou luzes. Quantas, onde e quais são as fontes de luz.

    Isso ajuda a perceber como o projeto foi trabalhado e também se houve cuidados com ofuscamento direto, se o trabalho foi feito usando fachos retos (fácil) ou cruzados (difícil), se a temperatura de cor está correta para o projeto, se o IRC é adequado, se houve a preocupação com luz e sombra entre tantos elementos. Outro elemento importante a ser observado é o tipo de iluminação empregado. Uplight, downlight, built-in, sidelight, direta, indireta, etc. Há variações? Se há, ponto positivo.

    Por exemplo: você sabe dizer que tipo de lâmpada foi utilizada para conseguir este efeito?
    

    Aqui também já dá para ter uma idéia do tipo de fonte de luz que foi utilizado e, sabendo disso, se a aplicação está correta de acordo com os dados técnicos destas. Por exemplo: uma lampada AR111 foi originalmente projetada para ser utilizada em pés direitos duplos, no mínimo. No entanto, vemos constantemente nos diversos projetos que isso não é considerado pelos projetistas.

    Depois de detectados estes elementos, passa-se para uma análise das luminárias e equipamentos empregados no projeto. Muitas vezes as pessoas confundem os efeitos de lâmpadas com os efeitos produzidos por luminárias, especialmente as mais técnicas. As lâmpadas halógenas mais conhecidas (AR, dicróica, PAR, etc) geralmente tem uma variedade de aberturas de fachos, dos mais fechados até os abertos. No entanto existem luminárias que promovem efeitos de fachos que as lampadas sozinhas não conseguem atingir. A observação e reconhecimento deste item é fundamental para a compreensão do projeto. Você conhece todos os tipos de luminárias e suas respectivas aplicações?

    Você sabe qual equipamento é usado para conseguir este efeito? 
    A cor que vemos na luz é original da lâmpada ou conseguida através de algum acessório? (se há acessório...)
    

    Conhecer tecnicamente as luminárias é essencial para um bom projeto de iluminação. A diferença dos bons projetos é que estes usam peças técnicas. Elas não são tão vistosas quanto as peças de design, porém, a maioria é projetada para ficar o mais neutra possível no ambiente.

    Saber o funcionamento e limitações delas também é fundamental. Quais as suas partes, que tipo de refletor é utilizado, temperaturas máximas de operação, resistência dos materiais, qualidade da marca, etc. E estes elementos não se consegue nos catálogos comerciais, apenas nos técnicos, que são, via de regra, bem difíceis de conseguir junto à indústria. Por falar nisso, na indústria nacional são raras as empresas que disponibilizam este tipo de material, fundamental para o desenvolvimento e especificação nos projetos. Você já viu alguma luminária com uma aplicação técnica sendo utilizada de outra forma?

    Muitas vezes nos deparamos com detalhes dos projetos de iluminação que nos deixam a pensar se é uma luminária industrializada ou se é algum elemento feito especificamente para aquele projeto. Existe na indústria uma luminária assim? Se não, como foi feito? Quais materiais foram empregados? Como é o seu funcionamento? Consegue visualizar este elemento em corte? Quais as suas partes? Houve necessidade de intervenção/integração ao projeto arquitetônico?

    Depois disso tudo, passamos a “olhar para baixo” ou seja, para o ambiente de um modo geral. Aqui buscamos detalhes que possam valorizar ou depreciar, qualificar ou denegrir o projeto. Nesta fase buscamos elementos como ofuscamento indireto (reflexos) e danos em materiais, produtos e superfícies, principalmente. Também é hora de procurar por luminárias que estejam desligadas e verificar o tipo de luz x altura de montagem. Qual a temperatura (calor) dentro do espaço? Você consegue se posicionar tranquilamente embaixo de qualquer uma das luminárias sem se sentir desconfortável? Observando os usuários percebe alguém “desviando da luz”, forçando os olhos?

    Também devemos considerar outros elementos nessa observação:

    1 – A iluminação atende às necessidades?

    2 – A iluminação é econômica?

    3 – Há excessos ou falta de luz?

    Tem uma loja num shopping daqui que eu não consigo olhar para dentro dela pois ela é ofuscante. O excesso de luz ali, num ambiente pequeno, é absurdo. Dias atrás fui a este shopping e percebi de longe que tinha algo de diferente nesta loja e fui olhar. Para piorar a situação, eles retiraram um lado da vitrina e colocaram um piso branco. Resultado: a luz ficou mais ofuscante ainda. Se eles queriam chamar a atenção conseguiram porém, qualidade projetual nota 0.

    4 – Há padronização na temperatura de cor de lâmpadas iguais?

    Pode parecer absurdo mas direto encontro lojas com fileiras de lâmpadas com diferenças entre elas: abertura de fachos, TC, angulação, etc. Caso o projeto não seja tão novo e já houveram trocas de lâmpadas, o erro é do projetista que não deixou um manual técnico para o usuário saber exatamente qual a especificação da lâmpada que deve ser utilizada.

    De uma maneira geral é este o exercício que faço, especialmente em ambientes reais (não imagens) mas dá para fazer isso observando as diversas fotos que vemos diariamente pela web.

    Espero que ajude vocês a lerem melhor os diversos projetos e imagens e que consigam aumentar seus conhecimentos fazendo este exercício.