LD – Luz dinâmica

Um assunto bastante interessante e que infelizmente ainda não é utilizado aqui pelo Brasil salvo pouquíssimas excessões: a luz dinâmica.

Mas o que vem a ser essa tal de “luz dinâmica”?

De uma forma simples e rápida é a luz não estática.

Entende-se por luz estática aquela que estamos acostumados a usar nos projetos, que utilizam luminárias “normais” como spots embutidos ou nao, pendentes, arandelas, projetores, etc.

Já a luz dinâmica pode-se dizer que nasceu da iluminação cênica pura, especialmente a de shows musicais e boates.

Ela pode ser “fixa”: sofrendo alteração de cores (RGB e filtros), texturas ou imagens (através de gobos e filtros) sobre a superfície iluminada.

Mas ela também pode ser “móvel” utilizando-se de equipamentos específicos.

O vídeo a seguir mostra uma bela apresentação de efeitos para boates e eventos:

Toda esta movimentação, cores e texturas projetadas podem ser aproveitadas num projeto de LD voltado para a arquitetura ou Design de Interiores/Ambientes.

Observe neste vídeo uma fantástica aplicação para o espaço urbano:

Bom né? Pois observe este outro vídeo do mesmo grupo com outras idéias geniais:

Olha só o que este grupo de estudantes de design aprontaram:

Curti muito especialmente a parte de projeções de sombras dos transeuntes. Vivemos em cidades violentas, estressantes e este tipo de produção certamente pode ajudar a contrapor isso. Lembro-me de uma oficina que ministrei em Curitiba para professores da rede estadual de educação, na disciplina de educação Artística, e que mostrei a eles como é fácil brincar com o teatro de sombras nas escolas usando um retroprojetor e um lençol. Professores com 40, 50,60 anos viraram crianças ao brincar com suas proprias sombras. E é isso que a população necessita nas cidades.

Já postei este vídeo aqui num outro tópico mas vale a pena mostra-lo de novo pela beleza da instalação:

Agora, misturando LD com um painel cinético, diga que isso não caberia perfeitamente dentro de um shopping, uma boate ou até mesmo dentro de uma residência ou loja, guardadas as devidas proporções?

Outra boa forma de aplicação da luz dinâmica é com a aplicação de paineis fixos em LED que promovem maravilhosas alterações do espaço e o melhor de tudo: são programáveis. Sei que ainda são equipamentos caros, porém a beleza que estes trazem para os ambientes é incrível. Observe este vídeo de instalação e teste de um destes painéis:

Observem como a simples aplicação de um sistema RGB pode mudar muito o visual urbano, seu skyline:

Aqui no próximo, a aplicação em um objeto que pode ser, tranquilamente, uma mesa de centro ou apoio numa loja ou numa residência de um cliente mais descolado:

Ou também numa instalação parietal como estas de um estande da Flos e de algumas outras imagens que tenho aqui em meu PC, que eu acho geniais pela aplicação destes diversos recursos:

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Finalizando, para quem acha que os LEDs ainda são ineficientes para iluminação de grandes áreas, dê uma olhadinha neste próximo vídeo. Observem que em alguns momentos aperecem aplicações, por vezes simples, mas que fazem muita diferença:

Então, dá para encarar? Dá para pensar em como aplicar estas soluções em nossos projetos?

Projeção arquitetural

No post anterior mostrei um vídeo de mapeamento arquitetural. No Mapeamento, buscamos as formas arquitetônicas e trabalhamos a luz em cima destas.

Na Projeção, as formas nem sempre são respeitadas, mas as percebemos sempre.

Observem agora estes com projeção arquitetural (alguns tem elementos de mapeamento):

DESIGN DE INTERAÇÃO

O Design de Interação surgiu como um recurso tecnológico pelo qual, com a utilização da multimídia, os produtores pudessem tornar os shows artísticos mais atrativos para o público. Além das projeções em telões de imagens ao vivo, começaram a surgir novas padronagens em lighting design através de grafismos, psicodelismos, vídeo-clipes e interação entre platéia e palco através de mesas digitais e, mais recentemente SMS.

Após essa fase, o Design de Interação começou a ser explorado tendo como base os filmes de ficção científica onde vemos coisas acontecerem que por vezes pensávamos que seria apenas para meados de 2050. Mas os avanços tecnológicos nos trazem para hoje estas possibilidades.

Os museus foram os primeiros espaços a adotar esta interação como meio de tornar a visita ao espaço museológico algo mais prazeroso, sensitivo e didático uma vez que não apenas olhamos a certa distância os objetos mas sim, temos a oportunidade de interagir com os mesmos sejam estes objetos reais ou virtuais.

Como isso pode ser transportado para ambientes residenciais, comerciais e institucionais é o ponto “X”.

Dentre as diversas linguagens utilizadas e disponíveis hoje pelo Design de Interação apresentarei algumas que podem ser transportadas para Interiores e Ambientes:

1 – Projeções Arquiteturais: as projeções arquiteturais podem ser realizadas com diversas finalidades dentre as quais destacamos as projeções de logotipos, telas artísticas, grafismos culturais e projeções de textos. Através deste recurso, temos a possibilidade de interagir/educar os usuários com projeções de telas artísticas, poemas e textos diversos enfim, qualquer coisa que quisermos.

2 – Mapeamento com Projeções: este tipo de projeção visa enaltecer elementos arquiteturais através da aplicação de imagens recortadas com a forma exata sobre os mesmos. Ela pode ser estática ou dinâmica onde vários grafismos intercalam-se sequencialmente.

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3 – Super Teto: o uso do super teto geralmente torna-se o ponto principal do sistema de iluminação do ambiente por suas características luminosas e dinamismo. Nele são mostrados grafismos diversos, em imagens dinâmicas e animações especialmente criadas para este cenário. Uma deliciosa brincadeira de luz, imagens e sensações.

4 – Telas Semi-Transparentes Interativas: Esta tela é um painel de vidro – ou tela LCD TouchScreen – onde é apresentado um programa multimídia especialmente desenvolvido para o espaço. Nesta interação o visitante pode escolher entre diversas opções como por exemplo, numa loja: conhecer a história da empresa, visualizar álbuns de imagens dos produtos, relatos em vídeo de clientes sobre a empresa, vídeos de desfiles e ações publicitárias, passeio turístico virtual pela cidade, entre várias outras opções.

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5 – SMS: através de uma moderna tecnologia, hoje podemos interagir com os espaços elaborados e seus usuários com os princípios do Design de Interação através de dispositivos móveis. O usuário manda uma mensagem SMS – torpedo – para um determinado número de celular e a sua mensagem é automaticamente projetada sobre uma superfície – parede.

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APLICAÇÕES RESIDENCIAIS, COMERCIAIS E INSTITUCIONAIS DO DESIGN DE INTERAÇÃO.

Como exposto acima, as aplicações do Design de Interação vão além daquelas destinadas a shows e espetáculos. Ela pode sim – e deve – ser também aplicada em residências e pontos comerciais aliada aos processos de automação.

Muitas vezes, por insegurança, vemos pessoas guardando suas obras de arte mais valiosas em cofres de bancos ou até mesmo emprestando-as para museus em busca desta segurança. Com o Design de Interação podemos ter o objeto material sem expô-lo a riscos de assaltos, incêndios e outros. As imagens das telas são fotografadas em alta resolução e depois projetadas sobre paredes. Isso garante, além da segurança, uma maior versatilidade pois podemos ter não uma tela estática, mas sim várias de forma dinâmica o que altera o clima do espaço/ambiente conforme a imagem que está sendo projetada.

Com as telas interativas – touch-screen – encontramos uma variedade enorme de aplicações para as mesmas. Aplicações estas que vão desde uma tela porta retrato onde o usuário pode dispor de todas as suas fotos de forma dinâmica e interativa até mesmo com programações mais elaboradas como intercomunicação entre os ambientes da edificação. Há também a possibilidade de elaborar agendas eletrônicas, listas de compras enfim, incontáveis benefícios para o usuário seja residencial, comercial ou institucional.

As projeções arquiteturais através do mapeamento visam transformar os ambientes sem que seja necessário realizar alterações arquitetônicas. Através das imagens modificamos totalmente um ambiente como um todo ou em determinado detalhe da construção – por exemplo, uma coluna.

Também há a possibilidade da interação entre os usuários da construção através de um sistema de comunicação com projeções. Se o filho está numa festa e vai atrasar para chegar ele pode mandar uma mensagem SMS para o numero da casa e esta mensagem irá ser projetada em determinados pontos da casa como um aviso aos pais para que fiquem mais tranqüilos. Já em casos de comércio e sedes institucionais encontramos uma vasta gama de aplicações deste recurso como, por exemplo, numa clínica médica, a substituição da chamada oral ou através daqueles painéis com números e senhas. Aqui o nome do paciente é projetado num espaço determinado, já indicando a sala que deve dirigir-se. Ou ainda na sede de uma empresa, uma reunião de emergência é solicitada pelo presidente e todos os diretores visualizam em suas salas a convocação para a mesma.

Estas são apenas algumas aplicações que o Design de Interação pode colaborar com um projeto de Design de Ambientes. Muitas outras também são possíveis. Basta conhecer as possibilidades e usar e abusar da sua criatividade na hora de projetar.

Para saber mais acesse o site do SuperUber. As imagens e vídeos são deles.

Enquetes

Bom pessoal, mais uma novidade no blog: Enquetes!

Isso também faz parte do Desafio 21 Dias em sua 13ª tarefa.

Se olharem ali na barra superior, logo abaixo do nome do Blog, verão uma nova página chamada Enquetes ou então clique aqui.

Abro esta nova seção com uma projeção para 2008 na primeira enquete:

O que você gostaria de ver aqui no blog em 2009?

Pode escolher mais de uma opção, caso nao esteja ali listado o que você deseja clique em outras que uma janela aparecerá para que você possa colocar a sua opinião.

Os comentários também estão abertos para sugestões ok?

Esta enquete vai ficar aberta até o dia 31/12/2008. Depois disso farei a avaliação dos resultados para que eu possa me programar melhor para o ano de 2009.

A segunda enquete é uma avaliação do blog desde o seu início até agora e também ficará aberta até o dia 31/12/2008.

E a terceira enquete é para que eu conheça um pouco mais de vocês e com qual finalidade vocês acessam este Blog.

Ela também ficará aberta até o dia 31/12/2008.

Podem votar e comentar a vontade.

Conto com a participação de vocês.

Abraços.

Emergência…

Um produto bastante interessante uma vez que serve de luminária de emergência e também como sinalização para rotas de fugas.

Trata-se da Halo of Light, projetada para salva-lo.

Usando dois sistemas LED, a luminária ao mesmo tempo que quebra a escuridão, projeta no chão uma sinalização indicativa através de setas do trajeto a ser percorrido em caso de emergência.

Designer: Foo Wei Zen & Chua Wenfong

Via: Yanko Design

Vantagens da luz – LD

Uma das grandes vantagens em contratar um profissional de Light Design, por um profissional devidamente capacitado e habilitado, é o aproveitamento da plasticidade e, dependendo dos equipamentos utilizados, o lado mutável, ilusório, lúdico que a luz é capaz de nos proporcionar.

Colocar-se diante do mercado, dizendo-se ser, como um Lighting Designer hoje em dia é fácil graças à web. Nela encontramos facilmente as características, fundamentos, discursos e entrevistas de profissionais reconhecidos e que ao lê-las, muitos acabam incorporando no seu discurso no dia a dia profissional. É o caso do trabalho em cenas de luz. Hoje não se ilumina mais um ambiente mas sim as possíveis cenas que nele podem ser montadas.

Porém, o grande diferencial entre um Light Designer e um iluminador é o seu conhecimento técnico e as aplicações não comerciais/comuns/usuais que vemos infinitamente repetidos nos projetos por aí. É a capacidade de leitura dos espaços, adaptar equipamentos, criar novos equipamentos quando necessário.

Muitas vezes, um projeto que um iluminador iria surtar para resolver além de ter um alto custo, um Light Designer consegue resolver num piscar de olhos. Observe as imagens abaixo da mesma fachada:

Perceba que não foi feita alteração alguma nesta fachada. Provavelmente, se um iluminador comum tivesse pego este projeto o cliente teria um alto custo com instalações elétricas, muitas luminárias espalhadas pelo plano, alto consumo energético e, muito provavelmente, ela se pareceria e muito com as fachadas vizinhas.

Já o Light Designer consegue ver além da fachada, colocar a sua pincelada artística e aplicar conceitos e equipamentos que para um iluminador comum é dificil conceber pela simples razão dele desconhecer equipamentos e aplicações.

Taí o que foi usado para esta fachada. Dois projetores de imagens, ligados a um software e só.