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  • Casa Conceito 2011 – Lounge Externo

    Pois é pessoal, vamos falar agora sobre o espaço que me deixou irado e que me levou a escrever este post de desabafo: o Lounge Externo.

    Bom, tivemos de fazer mágica para conseguir montar o espaço à tempo para a abertura da mostra. De nada adiantou reclamar com a coordenação da mostra sobre o acúmulo de entulhos e lixo no espaço pois, por mais que elas (Jacqueline e Andreia) tentassem nos auxiliar, o pessoal não respeitava e continuavam a jogar lixo. Pior ainda foi ter de ouvir de uma fulana que estava entupindo a rampa com caminhões que eu precisava compreender a situação pois ela precisava finalizar seu espaço. (que vontade de falar um baita palavrão aqui). Então, montamos o ambiente na sexta feira à noite e sábado pela manhã e tarde até o momento da abertura – 14hs.

    A mostra abriu com ele ainda inacabado, infelizmente, e tivemos de fazer sérias alterações no projeto inicial seja por problemas causados por fonecedores ou pelos problemas já citados no outro post.

    Aliás, isso não foi um problema enfrentado somente por nós. A arquiteta Alice Prandini fez uma verdadeira mágica em seu espaço depois que o marceneiro a deixou na mão no sábado de manhã da abertura da mostra ao não entregar o mobiliário e ela teve de sair correndo nas lojas “catando” peças para conseguir montar o espaço e posso dizer: ficou show!!!

    Mostrou uma maturidade, seriedade e competência profissional ímpar!!! Parabéns Alice!!! ;-))

    Well, voltando ao Lounge.

    Tenho um roblema sério para resolver com o pessoal da 3DBoard, especialmente o Dyone: pela falta de profissionalismo e responsabilidade do fornecedor que ia fazer a cobertura do lounge acabei não tendo como aplicar o produto deles já que a parede recebe chuva direta e, mesmo com a idéia de usar pintura automotiva, ficamos com receio de aplicar o produto e acabar queimando-o já que não sabemos qual seria o resultado dessa exposição direta às intempéries (sol/chuva). Julguei melhor não aplicar para não correr riscos. Tentei repassar o material para profissionais de outros ambientes sem sucesso (trouxas pois perderam de expor um produto de primeiríssima qualidade e beleza em seus espaços). Então Dyone, tenho de ver se remeto esse produto para você novamente com os mais sinceros pedidos de desculpas por todo o processo envolvido no antes mostra, se pago o produto e aproveito-o aqui em casa ou se você libera para ser sorteado aqui no blog entre os leitores.

    Tivemos então a primeira alteração séria no ambiente que acabou afetando também o projeto do muro (Passeio) onde tivemos de tirar uma escultura do Jadir Battaglia e aplica-la na parede onde iríamos usar o 3DBoard. E também alterar a bancada de vidro após a mesma ser danificada “não se sabe por quem”. O Marcelo nos socorreu providenciando uma base e um filete de granito branco que acabou ficando perfeito e escondendo o deslocamento e sustentando o peso. Para esconder as imperfeições causadas pela água jogada na parede com a massa ainda fresca (que provocou bolhas) optamos por usar a mesma tinda do muro, a alumínio, da Hydronort, que escondeu bem os defeitos.

    O Oratorium não saiu pois a rampa estava inutilizável até a hora da abertura da mostra. Então, acabamos tranferindo-o para dentro do espaço do lounge tranformando-o num estar. Ficou super legal o espaço onde estamos com os dois protótipos finais de uma peça da LaCasa Design sendo experimentadas e avaliadas pelo público: são dois “pêndulos” que servem para área externa, varandas e até mesmo para salas de estar internas. Estão fazendo um sucesso enorme e tenho de tirar o chapéu para o Renato da LaCasa Design: é surpreendente esta peça. Também neste espaço temos a bancada de madeira de demolição (peroba rosa) fornecida pela EcoDesign que também ficou perfeita no espaço.

    Ainda falando em móveis, a mesa do lounge ficou show e também estão elogiando muito a idéia do tramado do tampo com o vazado no centro. E as cadeiras e chaises estão fazendo a alegria do pessoal que senta ali para conversar. Estão elogiando muito também a ousadia da mistura de peças e disposição das mesmas.

    O painel de mosaico de teca da TWBrazil que usamos para esconder a janela também é outro detalhe que está chamando bastante atenção dos visitantes e profissionais pela beleza do material. A facilidade de aplicação também é outra característica que está agradando bastante a todos.

    A Madeplast entrou com o pisante da escada de acesso/saída. É um produto surpreendente, belo e ecologicamente correto.

    As esculturas do Jadir Battaglia estão surpreendendo o pessoal pelas formas orgânicas. Já ouvi muitas palavras na tentativa de traduzi-las mas a mais recorrente é: sensuais. =0 Mesmo sendo “sensuais” estão gostando bastante e muitas pessoas já disseram que retornarão dia 16 quando ele estará por aqui visitando a mostra para conversar com ele.

    O mais interessante é que este ambiente foi feito exatamente para mostrar o que a iluminação é capaz de fazer num espaço. Se você passa por ele ainda durante o dia percebe um ambiente bastante simples e limpo, porém acolhedor, confortável. Bem diferente dos outros ambientes requintados, mega detalhados e iluminados da mostra. Quando você passa novamente por ele na saída, já durante a noite, percebe que o ambiente é outro: fruto de um projeto de LD muito bem pensado e planejado.

    Outra intenção, como já escrevi também neste outro post, era montar algo usável pelos visitantes. Um espaço onde eles pudessem sentar-se para esperar os amigos ou decansar um pouco após a visita pela casa. É pra usar mesmo e não apenas para olhar com medo de tocar.

    Na bancada de vidro da Arti In Vetro, usamos em built-in, uma fita LED RGB fornecida pela Sinalon. A película que acabamos perdendo como já retratado anteriormente, foi trocada por um adesivo automotivo branco, o que realçou ainda mais o efeito RGB dos LEDs.

    No muro, aplicamos as arandelas da iLED de maneira não convencional. Invertemos a sua posição e forçamos o Victor a alterar a vedação das mesmas para podermos utiliza-las dessa maneira. Brincando com a luz, desenhando com a luz. A pintura alumínio e a textura original do muro acabaram ressaltando o efeito.

    Um detalhe interessante é que uma brincadeira boba que fizemos está fazendo bastante sucesso: a aplicação de uma mangueira LED dentro da grelha de águas pluviais. O desenho de luz e sombra projetado no muro está agradando as pessoas e até mesmo os profissionais dos outros ambientes.

    Já surpresa mesmo fica por conta do Hallucination, da Acme. Comprei (já que não consegui nenhum fornecedor) este equipamento especialmente para este ambiente e foi a primeira idéia que tive para o espaço: aplicar um equipamento de iluminação cênica para mostrar que estes podem, e devem, ser utilizados tambem na arquitetura. O efeito está surpreendente.

    O que mais ouço das pessoas é: nossa tem que passar pela água?

    Ou ainda: trouxeram o lago (Igapó) aqui pra cima?

    Ele está instalado embaixo do beiral do telhado (para proteção das intempéries e cobertura do facho) projetando o efeito diretamente sobre o chão. Coloquei-o em stand-by para que não ficasse muito boate então temos um efeito fixo (sem pan ou tilt) onde apenas os gobos estão em movimento dando o efeito de água sobre o chão.

    Ele também lava uma das faces das esculturas. Quando você entra (à noite) percebe a silhueta das esculturas levemente iluminadas pela luz das arandelas e grelha. Quando sai, percebe a textura e cor projetada pelo Hallucination que acaba reforçando as formas das esculturas.

    O melhor de tudo é que este ambiente é todo iluminado por LEDs com exceção do Hallucination que usa uma dicróica. Mais eficiente, impossível ;-)

    Bom, taí o resultado do espaço problemático.

    Independente de termos feito sérias alterações no projeto, mandamos o nosso recado, fizemos o que quisemos e estamos sendo bastante elogiados tanto pelo trabalho como pela ousadia de lançar um ambiente bastante “simples” logo na entrada da casa.

    É o que eu sempre digo: montar um ambiente com R$ 100.000,00 e com fornecedores desesperados para aparecer em seu ambiente por causa de seu “nome profissional” é fácil. Qualquer um faz.

    Difícil é montar um ambiente com fornecedores te deixando na mão por causa de outras “estrelinhas” e sofrendo todo tipo de desrespeito por parte de alguns profissionais e também, com um orçamento bastante apertado já que tivemos de dividi-lo entre 3 ambientes.

  • Apresentando: Madeplast

    Meio Ambiente

    Quando o assunto é Meio Ambiente é preciso ficar atento, pois nem sempre é atribuída a devida importância a este tema. Uma questão importante é saber a diferença entre produtos recicláveis e reciclados.

    Produtos sustentáveis são aqueles cuja matéria prima utilizada em sua composição não foi extraída da natureza, e sim, reaproveitada a partir de resíduos. Esses resíduos reciclados são os que se transformam em produtos sustentáveis, pois contribuem para a limpeza do meio ambiente, evitam a exploração dos recursos naturais e ainda geram renda. No Brasil apenas 11% dos resíduos sólidos urbanos são reciclados, portanto, são produtos sustentáveis apenas aqueles produzidos a partir dessa porcentagem.

    No âmbito da preservação do meio ambiente, a MADEPLAST impacta diretamente na redução do extrativismo florestal, na medida em que usa resíduos de madeira proveniente da indústria de transformação e também impacta indiretamente na redução do passivo ambiental pelo uso de plástico reciclável, impedindo sua deposição no meio ambiente.

    Mesmo na própria planta industrial da MADEPLAST, a preservação do meio ambiente é mantida. Na medida em que os resíduos de compósitos de seus processos podem ser recicláveis na própria indústria, não gerando qualquer resíduo prejudicial ao meio ambiente.

    Produto

    A MADEPLAST tem como foco principal oferecer ao mercado um produto inovador e ambientalmente sustentável, denominado “madeira plástica”. É um produto que apresenta características visuais e mecânicas idênticas às da madeira convencional, com os benefícios físico-químicos do plástico.

    O produto substitui a madeira convencional, com significativas melhorias, pois é possível serrar, cortar, pregar, parafusar e trabalhar utilizando as mesmas ferramentas e máquinas da madeira convencional, com ganhos funcionais, de acabamento e de sustentabilidade ambiental, representando um melhor custo benefício.

    É um produto ecologicamente correto, pois tem como matéria-prima principal os resíduos plásticos, sendo possível também a incorporação dos resíduos de fibras vegetais. É também reciclável, pois o descarte do produto pode ser reincorporado à linha de produção.

    Vantagens da Madeplast

    Madeira ecológica na Cor Teca ou Mogno;
    Produto sustentável, pois utiliza como matéria-prima resíduos de plásticos e madeira, evitando desmatamento das florestas tropicais;
    Aparência similar à da madeira com a resistência do plástico;
    É imune a pragas como cupins e fungos;
    Sem manutenção, pois não necessita aplicação de verniz, antifungo e selador;
    Pode ser cortada, parafusada, pregada e colada como a madeira convencional;
    Pode ser trabalhada com as mesmas ferramentas aplicadas na madeira natural;
    Não racha, não solta farpas e aplicada corretamente não empena;
    Resistente a abrasão e elevadas cargas entre os vãos de apoio.
    Facilidade de escoamento da água;
    Baixa absorção de água e umidade;
    100% reciclável e reciclada;
    resistente à corrosão natural;
    pode ser lavada com água e sabão;
    10 anos de garantia.

    Contatos:
    Rodovia Curitiba – Ponta Grossa BR 277 nº 3903 Mossunguê – Curitiba – PR
    http://www.madeplast.com.br/
    madeplast@madeplast.com.br
    Fone: (41) 3045-4050

  • Insista, invista e contrate um Designer de Interiores/Ambientes.

    Vivemos um período onde cada dia mais o mercado exige profissionais especializados e não cabem mais aqueles generalistas. Assim como na medicina existem diversas especialidades (cardiologia, dermatologia, irologia, etc etc etc), nas áreas de engenharia e arquitetura também aconteceu isso.

    Das necessidades cada vez mais específicas e personalizadas nos projetos um novo profissional surgiu: o DESIGNER DE INTERIORES/AMBIENTES.

    Bem diferente do que se escrevem, dizem e pregam por aí – “O designer onera uma obra, é um profissional incompleto e limitado, etc,etc,etc” – pode ter a certeza de que este profissional foi devidamente treinado para otimizar os espaços e os custos.

    O DESIGNER aprende durante 2,5 a 5 anos universitários (e outros tantos mais de prática profissional através de estágios e mercado) sobre a melhor maneira de otimizar os espaços arquitetônicos para que atendam às suas necessidades de uso diário. Esta otimização pode referir-se à um novo layout, à iluminação, à ventilação, à circulação ou à uma mistura disso tudo, sempre preocupado com o usuário e suas necessidades REAIS. Uma das premissas do profissional de Design é o trabalho desenvolvido através dos conhecimentos de ecologia, sustentabilidade e eficiência energética.

    Sim, o DESIGNER também minimiza instalações (elétrica, hidráulica, esgoto), projetando suas interligações para que todos os elementos sejam compatíveis. Ele une estética e função seja em projetos de interiores ou exteriores.

    O DESIGNER desenvolve um projeto executivo a partir do anteprojeto – que é apenas a parcela que o leigo re(conhece) -, onde os detalhamentos (de alvenaria, esquadrias, carpintaria, mobiliários, revestimentos, cores, texturas, etc etc etc) viabilizam a construção.

    O DESIGNER acompanha toda a execução da obra. Assim ele tira as dúvidas dos operários envolvidos e soluciona as novas demandas (alterações) dos proprietários em tempo hábil, para que o cronograma não seja prejudicado. É também o coordenador dos projetos complementares como paisagismo, luminotécnica e sonorização.

    Portanto, INSISTA no DESIGNER!

    Se você vai construir, é importante contratar este profissional desde o início para que ele possa trabalhar junto com o arquiteto que construirá o seu sonho. Por mais que o arquiteto não queira, INSISTA no DESIGNER! É o DESIGNER que tornará o seu sonho usável, acessível, esteticamente agradável e aconchegante.

    INVISTA NO DESIGNER!

    Se você vai fazer alguma intervenção (projetos, obras, reformas), seja residencial, comercial ou institucional, de pequeno ou grande porte, INVISTA e CONTRATE um DESIGNER.

    Ele é o profissional mais apto a solucionar as suas demandas, a deixar o projeto “com a sua cara” e atender ÀS SUAS NECESSIDADES pois estudou especificamente para isso.

    Afinal, sua casa não é produto descartável, e seu tempo é precioso e o seu dinheiro não floresce em árvores.

    Insistir, investir e contratar um DESIGNER é ter a certeza de que o seu investimento e os seus sonhos serão realizados.

  • desopilando ou melhor, xô fantasmas

    Hoje a tarde uma amiga me falou que não gosta quando eu fico muito quieto e sem postar aqui no blog. Na verdade, ela tem medo do que pode vir a seguir quando eu resolver escrever,

    Perguntei porque e ela me respondeu: “Você vai acumulando coisas e assuntos que percebe e depois vem com uns posts que é um direto em nosso estômago e nos deixa envergonhados.”

    Na hora eu ri do comentário dela mas fiquei matutando sobre isso.

    A minha intenção não é esmurar ninguem. Cada um é cada um e faz o que quer.

    A única coisa que defendo é: respeito e ética profissional.

    Mas realmente ela esta certa.

    Por absoluta falta de tempo estou acumulando assuntos que poderia explorar melhor em posts separados mas acabo lançando tudo em um só.

    Vamos a esse então?

    1. Programa do Gugu e o quadro das reformas de casas:

    Não só o dele, mas o último dele foi a gota d’água.

    Não venham colocar palavras em minha boca e prestem muita atenção no que eu vou escrever ok?

    O último quadro foi deprimente do ponto de vista projetual – entra aqui tudo que envolve um projeto, especialmente o programa de necessidades x a realidade do usuário.

    Uma família que nao está acostumada ao luxo (a mãe é bóia-fria) de uma hora para outra é enfiada dentro de um palacete. Papel de parede por tudo que é canto, mobiliários caros e com revestimentos sensíveis, pisos laminados numa região bem próxima ao… barro, lustres caros, etc etc etc…

    Fiquei imaginando como estará esta residência daqui a um ano. Se mal tinham condições de manter o casebre que tinham, como irão sustentar a manutenção de revestimentos e objetos caríssimos e que merecem cuidados especiais na hora da limpeza?

    Aquele piso laminado irá aguentar o entra e sai de pés de barro?

    Os mármores das bancadas dos banheiros irão suportar a sujeira e a mania que o povo tem de limpar tudo com água sanitária?

    A conta de luz e a menutenção do sistema todo – baseado na quantidade de dicróicas, incandescentesm etc – conseguirá ser paga por uma família que ganha pouco mais de R$ 1.000,00 juntos?

    O “seu” Zé afirmou que agora terá como trazer seus amigos pra assistir futebol. Vocês já viram como o povo torce alopradamente durante um jogo e tudo que roda de comes&bebes durante uma partida. Imaginem isso sobre estofados de…. camurça…

    Tem ainda muitos outros detalhes deste projeto que eu poderia colocar aqui mas acho que já deu para vocês entender o meu pensamento.

    A arquiteta – para quem tudo é especial – só acertou numa coisa: o aproveitamento da luz natural atraves da abertura zenital.

    Nem de longe ela se preocupou com a questão da inserção da edificação no entorno urbano. Enfiou ali uma edificação que destoa completamente do restante da região.

    Que fique claro: EU NÃO estou dizendo que a família não merece tudo aquilo e sim que o erro aí é da projetista, no caso a arquiteta, e da direção do programa que em nome do “show” acabam cometendo erros crasos.

    A preocupação em atender aos fornecedores (na verdade patrocinadores) acaba atropelando questões básicas do projetar e esquecem-se que qualquer projeto deve, antes de tudo, atender as necessidades do usuário. Os patrocinadores não irão fazer uso daquela residência, e sim pessoas muito simples, humildes, que trabalham demais e mal tem tempo de ficar em casa quiçá para mantê-la.

    Nesse ponto, o Rosembaum é bem mais atencioso.

    2. Formação acadêmica

    Pois é, e lá vou eu de novo bater nisso:

    Basta de professores em cursos de Design, que não são formados em Design e ficam disseminando suas bestialidades.

    Durante minha formação toda tive professores que afirmavam coisas como:

    “O curso é Design de Interiores, logo você só poderá mexer no que estiver entre 4 paredes”.

    Ou:

    “Isso você não pode fazer pois fere o direito autoral do arquiteto que projetou a construção”.

    Ou ainda:

    “Não, você não pode projetar um banco para uma praça”.

    Pois bem, nem vou me ater à primeira e à terceira afirmações pois nem merecem resposta tamanha a sandice desse tipo de afirmações. Mas sobre a segunda digo a estes:

    VÃO ESTUDAR SOBRE DIREITOS AUTORAIS, ESPECIALMENTE O QUE O CONFEA FALA SOBRE ISSO.

    E mais:

    Já passou da hora das IES e da ABD tomarem alguma atitude contra os abusos cometidos por professores que não são designers.

    3. Blogs

    Não, meu blog não é um mero espaço de re-re-re-re-repetição. Meu blog é sim diferenciado pois não busca ficar replicando o que já foi replicado incontáveis vezes por outros e tampouco tenho tempo disponível para ficar à frente do PC à espera da novidade para fazer posts do tipo Você viu primeiro aqui“.

    Não, esta não é a minha intenção e tampouco a forma como gosto de postar.

    Também não criei este espaço para competir com ninguém, acho isso infantil demais e já passei da fase do “meu carro é melhor que o seu” ha muito tempo. Se alguém “acha” que está competindo comigo, está perdendo o seu tempo, pois o meu precioso tempo estou gastando com coisas bem mais úteis.

    Outra coisa é que também este não é um espaço tipo “vitrina” que apresenta produtos de forma irresponsável.

    Ha pouco, numa busca pelo Google, descobri um blog nacional que fala sobre iluminação até então desconhecido para mim. Claro, fui olhar né…

    Bah que coisa…

    Um vendedor de iluminação, com um blog sobre o assunto, tratando questões projetuais de forma leviana.

    O que percebi olhando o blog é que a única intenção ali é apresentar produtos (a maioria caros que certamente devem estar á venda na loja onde ele trabalha) em “estudos de caso” totalmente descompromissados com a usabilidade, manutenção, usuário, sustentabilidade. Porém devidamente escondidos estes detalhes dentro de uma linguagem aparentemente técnica, para “dar valor e credibilidade” às suas sandices.

    O pior: tem blogs de profissionais renomados replicando aqueles conteúdos.

    Lamentável.

    4. Praças, (in)segurança, urbes…

    Postei a pouco no face a foto acima acompanhada do seguinte pensamento:

    “Porque é tão difícil, aqui no Brasil, termos áreas públicas assim que durem mais que 6 meses???”

    Aqui em Londrina ganhamos a pouco mais de um ano uma praça em homenagem à comunidade nipônica. Apesar de eu nao gostar de algumas coisas dela – especialmente o projeto de iluminação absurdo e tosco – valeu a iniciativa e a promessa:

    “Mais um espaço público para as famílias e para os londrinenses curtir e se divertir.”

    Ok, lindo discurso.

    Pouco tempo se passou e as fontes já não funcionavam mais, marginais tomaram conta do espaço, tudo aos poucos, esta sendo destruído.

    Porque?

    Oras, nem preciso citar aqui pois TODOS vocês já sabem as respostas.

    Até quando teremos de aturar tantos discursos e nenhuma AÇÃO????

    5. Irresponsabilidade e leviandade. Prefiro a autenticidade

    Sim tou falando da cobertura da mídia sobre o infeliz acontecimento na escola do RJ. Mas não só sobre isso.

    Também estou falando de muitas pessoas que sigo pelo facebook e pelo Twitter que ao replicar as incontáveis “suposições” jornalísticas (Deus deveria mandar um raio direto na cabeça de cada integrante da Rede Record especialmente!) ou inventaram suas proprias sandices.

    Em ambos vejo o mesmo ato criminoso, covarde e irresponsável do assassino.

    Também me refiro nesta parte àqueles que defendem uma falsa democracia. Demagosos e hipócritas.

    Apoiar Bolsonaro e suas teses absurdas, insanas e irresponsáveis sobre homossexualidade em nome dodireito/liberdade de expressão” é o mesmo que apoiar uma ditadura da pior espécie.

    “Ele tem o direito/liberdade de dizer o que pensa”.

    Concordo.

    Mas nem de longe ele e ninguém tem o direito/liberdade de incitar a intolerância e o ódio contra quem quer que seja. Especialmente se este “pensar” vem de doutrinas, que é o caso das Igrejas, que se esquecem que Deus nos manda “amar ao proximo como a si mesmo”. E neste ao proximo incluem-se todos, não apenas aqueles que concordam com você.

    Ao fazer esta simples pergunta no Twitter, descobri que um “amigo” de longa data não é tão democrático assim:

    “O que fizeram ao Michel do Volley é “liberdade de expressão”?

    E, por tentar um debate aberto sobre o assunto, fui bloqueado, chamado de canalha, coletivista e, acreditem se quiser, um PTista disfarçado.

    My God!! ahahahahhahah

    O grande abismo entre nós dois é que eu consigo “suspender o juízo” quando necessário para nao ser parcial.

    Se você entra num debate com as armaduras e armas de seus dogmas em riste você não quer debate, você quer discussão apenas. E disso, tou fora.

    Vieram me criticar diretamente e “pelas costas” dizendo o quanto fui grosso com algumas pessoas e até mesmo por ter utilizado alguns termos “chulos”.

    Não, não usei. Preferi utilizar alguns sinais gráficos como por exemplo este >*<

    A interpretação é que ficou a cargo das mentes poluídas, depravadas e hipócritas.

    Separar o profissional do pessoal? Isso é pra quem tem tempo disponível, ou so vive o lado profissional ou só vive o lado pessoal.

    Eu só tenho 1 msn, 1 twitter, 1 facebook, 1 orkut (sem tempo até de eliminar aquela joça). Não enho tempo de ficar fazendo traslados entre contas e também, como bom e típico descendente de iltalianos, sou tão estabanado que fatalmente iria começar a falar com minha mae pelo msn profissional e com vocês pelo pessoal sem me dar conta disso.

    Cidadão? Por favor, não me venham com esse papo de que não se deve misturar assuntos profissionais com questçoes de cidadania. Tudo, absolutamente tudo está intrinsecamente e diretamente ligado.

    Então sim, quem quiser me seguir terá de me seguir por completo. Eu não gosto de quem quer que seja apenas por causa dos seus belos olhos. Gosto exatamente pela complexidade que forma o ser.

    O ser que deseja e tem o direito de simplesmente ser, em sua plenitude.

    Durante o final de semana volto e escrevo mais ok?

    Abraços

  • My Reader – 03-01-11

    Quero mostrar para vocês duas coisas geniais que encontrei em meu Reader hoje.

    Primeiro, o trabalho desenvolvido pelos designers Yvonne Laurysen e Eric Mantel, do estúdio de design holandês Lama Concept.

    Tem muita coisa linda no site deles mas destaco os tapetes com LEDs desenvolvidos com produtos e pensamento sustentáveis. Neste caso, usam lã 100% natural onde, na trama, são deixados espaços para a inclusão dos LEDs.

    O melhor de tudo é o que o produto pode ser personalizado dependendo do projeto de interiores. Ah, também tem a vantagem de ser construído em células que podem ser trocadas no caso de desgaste de alguma parte.

    Fantástico!!

    Imagine seus clientes podendo contar agora com um chão de estrelas com o suave toque da lã natural. Bom demais não é? Seguem algumas imagens:

    Outra coisa que vi e gostei demais foi o trabalho da Elena Colombo. Em suas esculturas ela trabalha com os quatro elementos naturais e consegue tirar dos mesmos o máximo proveito no tocante a efeitos.

    Como podem ver, vale a pena conhecer o trabalho desta artista ;-)

    Bom, estou acrescentando aqui na barra de links a categoria Mostras para facilitar a vida dos leitores que gostam de acompanhar o que está rolando nelas por aí.

    Inicio colocando o link da Haus Innen que acontece anualmente aqui em Londrina e agora também começando a sacudir o mercado em Maringá. As responsáveis são as minhas amigas Jacqueline Luz (publicitária) e a Andréia Scherer Hovgesen (arquiteta).

    Além do site oficial, elas montaram um blog muito bom onde postam as novidades sobre a mostra e nos trazem informações sobre as novidades do mercado em materiais, equipamentos, etc.

    Este ano a Haus Innen Londrina completa 15 anos e a festa promete!!!! Vai rolar de 30 de Julho a 30 de Agosto de 2011.

    Belíssima a casa escolhida para abrigar o evento. Tenho certeza de que será novamente um sucesso.

  • Pra não dizer que não falei… dos erros…

    Bom gente, sempre que escrevo aqui sobre iluminação e LD, escrevo sobre erros absurdos que os profissionais não especializados nesta área fazem em seus projetos. Muita gente me escreve cobrando “provas” do que escrevo…

    Fui dias atrás no Catuaí Londrina e fiz questão de entrar numa das lojas para fotografa-la para provar aos críticos de plantão o que escrevo.

    A loja da Vivo é um show de abuso, desconhecimento técnico e falta de noção sobre iluminação. Vejam as imagens:

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    Numa das fotos eu apareço de propósito para mostrar a vocês a distância em que as lâmpadas AR111 foram instaladas. É impossível permanecer embaixo destas por mais de 30 segundos – especialmente para aqueles que como eu, são desprovidos de “telhado”…

    Outro detalhe é que se você for pegar algum dos aparelhos expostos na ilha central perceberá que os mesmos estão quentes – e não é por estarem ligados carregando não…

    Perceberam a quantidade de luminárias enfileiradas? Pra que isso tudo???? Onde é que fica a sustentabilidade, a conservação de energia, etc????

    E a mistureba de K das diferentes lâmpadas instaladas?

    Notaram o cuidado com o ofuscamento? Claro que não perceberam, pois não houve esse cuidado neste projeto.

    No close que dei na fileira das ARs, perceberam a diferença de K entre elas? Claro, muito provavelmente não foi repassado ao cliente um Manual do Usuário com as especificações corretas de cada lâmpada o que levou o cliente a comprar qualquer AR para substituir a queimada pois não tinha em mãos as especificações técnicas (facho, TC, IRC, etc).

    Outro detalhe é que a loja é toda branca. Olhem bem as fotos e percebam como as paredes e mobiliário estão manchados de branco e amarelo de uma forma nada proposital.

    Pois é, taí a PROVA do que eu sempre escrevo alertando vocês.

    Abraços corretamente iluminados.

  • Dúvidas sobre iluminação (LD)?

    Estava eu pesquisando pela web quando me deparo com o título de uma matéria no site de uma revista. Fui ver e, logo de cara já me deparei com absurdos, desinformação e erros contidos no texto.

    Então, vamos arruma-lo e escrever a VERDADE sobre o tema iluminaçãoe corrigir pontos falhos?

    Mãos à obra!!!

    1. Qual o papel do projeto luminotécnico?
    O papel da iluminação é valorizar o trabalho do arquiteto ou do designer de interiores sempre atendendo as necessidades do cliente.
    Nele são planejados os circuitos de luz considerando o uso que se faz de cada espaço e as necessidades de quem o ocupa. Deve levar em consideração os aspectos humanos, estéticos, arquitetônicos, financeiros e ambientais. Por exemplo, a manutenção precisa ser fácil e de baixo custo e os elementos escolhidos devem partir dos cuidados eco-sustentáveis.
    Compõe-se de projetos (plantas, cortes, perspectivas e detalhes) memorial descritivo (especificações de lâmpadas, luminárias e demais equipamentos), e orçamentos.

    2. Em qual momento deve-se pensar nesse projeto?
    Aqui temos duas situações distintas:
    A – Construção: o ideal é que o lighting designer seja contratado no mesmo momento que o arquiteto, ainda na concepção da idéia da edificação, pois as escolhas dos equipamentos e tipo de iluminação interferem em outras partes da construção, como no planejamento elétrico e até mesmo na alvenaria – no caso de iluminação arquitetural.
    B – Reforma: idem ao anterior, logo no início da fase de pensar o projeto. Porém aqui o trabalho é mais complexo pois a construção já está levantada e as intervenções são mais difíceis – mas não impossíveis.Há limitações e as intervenções são realizadas se possível. Edificações já construídas possuem algumas condicionantes de estrutura, hidráulica e elétrica. O profissional da obra terá de avaliar o que já existe e o que poderá ser feito naquelas condições. Existem no mercado produtos que foram desenvolvidos para aumentar as possibilidades de intervenções nestes casos.

    3. Por onde iniciá-lo?
    Nas necessidades dos usuários para cada ambiente. Nestas necessidades o profissional deve ser capaz de captar inclusive como cada membro da família responde à luz, necessidades individuais e coletivas. etc. Jamais deve-se começar pela escolha de lâmpadas e luminárias. O planejamento luminotécnico faz parte do projeto de interiores (design ou arquitetura pura) e para isso o profissional considera as particularidades de cada ambiente, as atividades exercidas ali, sem se esquecer da incidência da luz natural e como aproveita-la da melhor maneira possível.
    Depois desse levantamento, é hora de interpretar essas ideias e colocá-las no papel.

    Fonte: Zeospot.com

    4. Quem contratar?
    Profissionais formados em arquitetura, engenharia, ou design de interiores/ambientes possuem conhecimentos básicos sobre iluminação e elétrica, o bê-a-bá.
    O ideal é colocar o projeto de iluminação (lighting design) nas mãos de um profissional especializado na área.
    Hoje no Brasil já existem profissionais especialistas em iluminação que são conhecidos como Lighting Designer.
    Com a contratação de um especialista certamente o seu projeto irá atender as suas necessidades, ser bastante autoral e refletir a personalidade do usuário. Além da grande vantagem de não correr o risco futuro de ter em mãos um projeto que não funciona direito e/ou vive dando problemas.
    Tenho visto com tristeza – por falta da regulamentação profissional – vários profissionais dizendo que são lighting designers, arquitetos de iluminação e designer de iluminação sem ter a devida especialização. Estão tentando “pegar a onda” deste novo mercado mas não tem a devida especialização e conhecimento necessários.
    Assim como num emprego comum, caso você se sinta inseguro(a) com o profissional, exija a apresentação de seu currículo completo (incluindo certificados e diplomas).
    Dica: Um especialista consegue explicar a iluminação usando uma linguagem simples, sem o uso exagerado dos termos técnicos para “vomitar conhecimento”.

    5. O projeto luminotécnico pode ser feito pelo mesmo arquiteto/designer que está fazendo os projetos para a minha casa/empresa?
    O ideal é que não seja o mesmo profissional.
    Isso serve tanto para projetos arquitetônicos quanto de design de Interiores/Ambientes.
    Profissionais de arquitetura e de interiores que primam pela qualidade de seus projetos possuem parcerias com profissionais especialistas, dentre eles os lighting designers.
    Assim como a medicina, a arquitetura e o design tem se fragmentado em especialidades e o lighting design é uma delas.

    6. Como dimensionar a elétrica da casa/empresa pensando no projeto luminotécnico?
    Novamente temos duas situações distintas aqui: à construir e já construída.
    1 – à construir: o projeto de iluminação deve ser feito antes, pois traz as especificações de lâmpadas (tipo, potência e voltagem) e equipamentos (transformadores e reatores) que o engenheiro elétrico irá utilizar para elaborar o sistema elétrico (carga, especificação, distribuição, etc).
    2 – já construída: numa reforma, pode-se trabalhar de duas formas: para evitar sobrecarga avalia-se a construção identificando qual carga há disponível e fazer a quantificação/distribuição desta entre as luminárias e equipamentos elétricos (geladeira, fornos, computadores, etc). Também há reformas que permitem a ampliação desta carga, mas isso deve ser realizado por um profissional especializado, preferencialmente engenheiro elétrico. Ele também irá orientar sobre como reforçar a instalação elétrica caso necessário.

    7. Quais as consequências de fazer o projeto luminotécnico com a casa pronta?
    Basicamente o custo que irá ficar um pouco mais alto. Depois devo lembra-los também que ele será mais trabalhoso exigindo a contratação de mais profissionais (pedreiros, gesseiros, pintores, etc).
    Isso se deve ao fato de termos de quebrar muito do que foi construído ou executar adaptações – como trabalhar com gesso, por exemplo.
    Porém, mesmo com a edificação finalizada, as opções de soluções integradas com a arquitetura são possíveis. Nesse caso, é imprescindível a contratação de um profissional especializado em iluminação.

    8. Quando devo pensar na automação?
    Se você pensa em usar automação para a iluminação é bom conversar com o profissional logo no inicio.
    Assim ele pensará em toda a parte estrutural necessária para a instalação dos equipamentos e fará o projeto para atender as necessidades técnicas dos equipamentos levando em consideração também a usabilidade. Assim, no momento da obra esta estrutura (dutos, calhas, etc) já serão implantadas independente se o sistema irá ser instalado imediatamente ou, por causa do alto custo, futuramente.
    Pense sempre que se você optar por instalar futuramente e não tiver a estrutura pronta terá de quebrar tudo de novo para conseguir passar o cabeamento. Mais trabalho, mais transtornos, mais custos.

    9. Quantos pontos de luz são necessários para cada espaço?
    Existem profissionais que dizem que alguns aspectos devem ser considerados, tais como o tamanho do ambiente, o pé-direito, as cores que predominam no local (do acabamento e dos móveis), a maneira como o espaço é utilizado (por exemplo, para leitura ou para assistir televisão) e o modo de vida dos moradores.
    Eu já prefiro dizer que o que vai definir isso é a necessidade do usuário aliada aos conhecimentos técnicos e estéticos do profissional e a sua relação com o ambiente a ser iluminado.
    Já vi ambientes ricamente iluminados com uma ou duas luminárias que atendiam perfeitamente as necessidades dos usuários.
    Existem normas técnicas para a iluminação, mas como diz Howard M. Brandston regras e normas num bom projeto de iluminação são feitas para rasga-las e joga-las no lixo.
    Mas calma, isso só é feito por profissionais realmente especializados e que entendem do assunto. Profissionais que não precisam ficar correndo atrás de números técnicos para “não errar”.
    O cálculo de quantidade de lâmpadas de acordo com as normas técnicas é necessário em obras comerciais – como lojas, clínicas e escritórios – pois estes ambientes precisam de uma iluminação mais forte, precisae em alguns casos, específica.
    Quando você ouvir um profissional falando que tem de ser implantado um sistema com uma determinada quantidade de lux para determinada tarefa, desconfie.

    10. Quais os principais erros?
    Eu já fiz um post aqui no blog entitulado Lighting – erros básicos.
    Porém vale lembrar aqui de erros mais que comuns que vejo diariamente nos mundos real/virtual/midiático:
    – encher o teto de spots – pra que????
    – iluminar excessivamente o local – ofuscamento…
    – eliminação do maior numero de sombras possível – a luz sem sombra fica morta e chata…
    – iluminação que causa reflexos em superfícies espelhadas, envernizadas, cromadas, etc.
    – uso de lâmpadas inadequadas para o pé direito/uso – AR111 em pé direito de 4m (ou inferior) ou sobre uma bancada de trabalho…
    – projeções de sombras desnecessárias ou que “não deveriam aparecer.
    – entre outros.

    11. Quando uma iluminação pode ser considerada adequada?
    Se ela atende à eficiência (visibilidade suficiente, baixo consumo elétrico, etc), praticidade funcional (manutenção simples, não esquente o ambiente, manuseio de controles, etc) e prazer sensorial (boa estética e conforto visual) pode ser considerada boa.

    12. De que forma a luz interfere na maneira como enxergamos os objetos e os ambientes?
    A nossa visão é dependente da luz, por mínima que seja. Logo, ela altera a nossa percepção do espaço e suas formas, cores, brilho, volumetria, sombras, contornos.
    A luz também influencia na fisiologia e na psicologia humana.
    Por isso é fundamental que o profissional contratado para realizar o projeto de iluminação seja um especialista pois somente ele detém os conhecimentos técnicos e estéticos para atender as necessidades dos usuários de maneira coerente e correta.

    13. Que recursos são possíveis para iluminar um ambiente?
    Hoje há uma gama enorme de produtos para iluminação e todos são aplicáveis em praticamente todos os ambientes.
    Tipos de luminárias: spots, arandelas, lustres, pendentes, projetores embutidos no piso ou no teto, balizadores, washers entre outros. Também existe dentro dos recursos de iluminação o built-in (embutidos em sancas, móveis, painéis, etc) que geram belos efeitos e são também eficientes..
    Ficaria muito extenso reunir aqui nesta pequena resposta todas as possibilidades.

    14. Como harmonizar o uso desses recursos em um mesmo ambiente?
    Cada tipo de iluminação (direta, indireta, direta/indireta, built-in, etc) tem uma função. Mas profissionais que realmente entendem do assunto conseguem brincar com estes equipamentos criando novas aplicações para os mesmos sem alteração de sua qualidade ou vida util.
    O que você tem de pensar é que a iluminação virá para coroar o ambiente dando o toque final necessário e valorizando elementos.
    O uso do jogo luz e sombra é fundamental para que um projeto fique agradável e bonito.E é através deste jogo que o profissional de iluminação – o lighting designer – vai brincar com o espaço como se fosse uma tela e ele o pintor. As lâmpadas, luminárias e equipamentos são as suas tintas para concretizar efeitos cênicos e eficientes.

    15. O que fazer em áreas integradas?
    Em áreas integradas o ideal é optar por uma iluminação versátil, com circuitos independentes e que possibilite alteração no layout (trilhos e spots direcionáveis). Assim o usuário poderá criar diversos cenários de acordo com o uso de cada cômodo.

    16. Que recursos adotar em um escritório em casa?
    Você deve pensar da seguinte maneira:
    – se quer um ambiente para relaxar use luz com temperatura de cor mais quente.
    – se quer um ambiente para produzir, use lampadas com temperatura de cor mais fria.
    O ideal é fazer um mix distribuindo as lâmpadas com diferentes TC em diferentes luminárias pelo ambiente.
    Claro que, sobre a sua área de trabalho, o ideal é optar por uma luminária de mesa com luz mais fria (branca).
    Prefira investir sempre em lâmpadas que usem transformadores/reatores pois assim elimina-se a oscilação que causa fadiga visual e diminui a produtividade.

    17. As lâmpadas fluorescentes são desaconselháveis em áreas sociais?
    De maneira alguma.
    O profissional que realmente conhece sobre iluminação saberá utiliza-las de maneira correta, eficiente e esteticamente perfeitas.
    Desconfie de profissionais que dizem o contrário.

    18. Por que as incandescentes continuam sendo as mais adotadas?
    Principalmente pelo baixo custo e facilidade de instalação.
    Mas elas apresentam curta durabilidade, alto consumo de energia, pouca diversidade em tamanhos e modelos além de não ter a opção de temperatura de cor diferentes.
    Estas lâmpadas já estão sendo proibidas em diversos países e aqui no Brasil a sua “morte” está agendada para 2016.

    19. Onde usar lâmpadas halógenas?
    São mais indicadas quando se quer excelente qualidade de luz e sombra, pois valorizam os objetos iluminados.
    Lembre sempre que qualquer lâmpada halógena aquece o ambiente e possui alta emissão de raios UV que causam danos nas superfícies iluminadas e podem também causar danos à saúde se mal locadas nos projetos, como o câncer de pele. Portanto o que vai especificar estas lâmpadas são, principalmente, a distância da área iluminada, pé direito e acessórios (filtros).

    20. Os tons dos acabamentos interferem na sensação de luminosidade?
    Sim pois as cores são refletidas pela luz.
    Superfícies claras e brilhantes refletem. Dão a falsa sensação de que o ambiente pareça ainda mais iluminado.
    Os cromados e espelhados tendem a produzir reflexos que, se não pensados e observados pelo projetista, podem estragar todo o efeito do projeto de iluminação.
    nestes dois casos o cuidado deve ser também com relação ao ofuscamento.
    Toda superfície com cor acaba por, em maior ou menor grau, refletindo a sua cor para as áreas proximas. Coloque um pano vermelho junto a uma parede branca e jogue o facho de uma lanterna sobre ele e veja o que acontece. A parede próxima não ficou levemente avermelhada?
    Então, o projeto de iluminação deve pensar no sentido de que a cor de um objeto ou superfície não interfira no ambiente – salvo se isso for intencional.

    21. Como usar cor na iluminação?
    Existem hoje no mercado lâmpadas coloridas, leds e acessórios como as gelatinas e lentes que podem ser acopladas em uma luminária e algumas luminárias já dispõem de “garras” para a colocação destes elementos.
    Mas é preciso tomar muito cuidado com o uso destes acessórios e os mesmos somente devem ser comprados com a consultoria e orientação de um profissional especializado pois o tom da lâmpada aliado ao tom da lente interferem na percepção do ambiente. Cuidado pois se o profissional não souber utilizar as cores, pode estragar todo o projeto.

    22. Que cuidados tomar em áreas externas?
    Ponto fundamental: uso de equipamentos com proteção IP igual ou superior a 66 (proteção contra chuva e outros agentes externos).
    Distribuir as luzes coerentemente: áreas são para circulação com luz suficiente para enchegar onde pisa, de convivência com iluminação suficiente para o uso, e a iluminação paisagística/arquitetônica que devem destacar o que há de melhor na área. Todas estas devem ser integradas num mesmo estilo. Outro ponto importante é com a instalação elétrica que deve ser embutida em conduítes e enterrada para evitar acidentes.

    Fonte: Junior Barreto estúdio Fotográfico

    23. Que soluções atendem à piscina?
    Por segurança recomenda-se o uso de lâmpadas de baixa voltagem (de 12 volts) para não haver riscos de choques elétricos.
    Existem no mercado hoje além das lâmpadas convencionais sistemas como a fibra óptica e o led.  Ambas tem baixo consumo durabilidade maior (vida útil).
    Nestes sistemas também é possível programar trocas de – você não só ilumina como também modifica a coloração da água ou qualquer elemento iluminado por estes sistemas.

    24. Cada ambiente tem um tipo de luminária adequado? Por exemplo, lustre para salas, abajures para quartos, etc?
    O tipo de iluminação determina a lâmpada, e esta determina qual a luminária mais adequada.
    Os cuidados maiores devem considerar:
    – áreas úmidas: luminárias adequadas e com isolamento/proteção. Estas não devem deixar a lâmpada exposta à umidade e outros agentes. Spots embutidos no box por exemplo.
    – áreas sociais: vai depender dos efeitos desejados tomando sempre os cuidados para evitar os erros comuns (questão 10). Trabalha-se bastante com spots embutidos (direcionáveis ou não), abajoures, pendentes e arandelas. Para a mesa de jantar é bastante comum (modismo) utilizar pendentes sobre a mesma mas tome muito cuidado com ofuscamento, tipo de làmpada e para que a luminária não obstrua visão de uma pessoa em pé para o outro lado da mesa.
    – áreas de trabalho: luz geral, de trabalho e decorativa. Cuidado com ofuscamento e escolha da lâmpada – especialmente a da bancada de trabalho. Plafons, spots e luminárias de mesa. Se houver um canto para leitura uma boa opção é umaluminária de coluna ou arandela de leitura articuláveis.
    – quartos: pedem uma luz mais aconchegante. Plafons, pendentes, abajoures. Muito cuidado com spots sobre a cama pois imagine que quando você estiver deitado(a) a luz estará incidindo diretamente sobre seus olhos.
    – áreas com armários: a iluminação deverá promover a perfeita visualização do interior dos armários. Plafons, spots, embutidos, etc.
    – idosos e crianças: cuidados especiais com as áreas de circulação, BWC e de maior uso.
    Bom, não existem regras fixas para iluminar um ambiente. O importante é considerar o gosto/uso dos usuários e ter bom senso.

    Fonte: Magazine Enlighter

    25. Quais as áreas de atuação de um especialista em iluminação?
    O profissional especializado em iluminação – o lighting designer – está habilitado para realizar com eficiência e qualidade projetos de:
    – Iluminação Residencial
    – Iluminação Comercial
    – Iluminação Corporativa
    – Iluminação Paisagística
    – Iluminação Pública
    – Iluminação Esportiva
    – Iluminação de Eventos
    – Iluminação para Publicidade
    – Iluminação Cênica
    – Design de Produtos
    – Educação superior e pesquisa

    Tem ainda mais alguma dúvida?

    É só postar nos comentários aqui embaixo que respondo ok?

    Abraços corretamente iluminados!!!

  • Chegando com muitas novidades – I – Iguape SP

    Bom pessoal, cheguei ontem de minhas férias (virei sapo de tanta chuva) e tenho bastante novidades para vocês.

    Vou posta-las divididas por assunto pois tem muita coisa legal, mas também muitos assuntos sérios que envolvem a nossa profissão.

    Para começar então 2011 com o pé direito gostaria de compartilhar com vocês uma de minhas viagens: Iguape-SP.

    Iguape é uma cidadezinha deliciosamente bucólica com uma arquitetura de cair o queixo pela beleza e importância histórica, tanto que é tombada como patrimônio histórico, cultural e paisagístico nacional.

    Iguape localiza-se na Estação Ecológica Juréia-Itatins, daí a sua importância como patrimônio paisagístico.

    Além das belezas naturais, possui atrativos culturais, históricos e religiosos. Fundada em 1538, encontrou no passado sustentação econômica nos ciclos do ouro e do arroz, período em que foram construídos os casarões coloniais, hoje tombados como patrimônio nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

    Oficialmente fundada em 3 de dezembro de 1538, data em que é comemorado o seu aniversário, Iguape era em 1577 a Freguesia de Nossa Senhora das Neves de Iguape, que se transformou em Vila em 1635. Em 3 de abril de 1849, a antiga Vila chega à categoria de cidade com o nome de Bom Jesus da Ribeira de Iguape, mudado para Bom Jesus de Iguape em 1850, e, mais tarde, simplificado para Iguape, atingindo em 30 de março de 1858 a categoria de Comarca.

    Sucessivas pesquisas realizadas na região comprovam sinais de ocupação antes do contato com os europeus.Iguape possui um grande número de sítios arqueológicos. Hoje estão cadastrados cerca de 140 sítios, datados de milhares de anos.

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    Como podem ver, visitar Iguape é ter acesso a uma “baita” aula de história nacional.

    Tem também a Igreja Matriz que leva anualmente milhares de romeiros a festejarem o Bom Jesus de Iguape, uma das mais antigas e tradicionais festas católica do Brasil.

    É uma pena que as principais imagens originais tenham sido removidas para o Vaticano.

    A igreja precisa de uma restauração urgente pois alguns pontos estão com sérios problemas e muitos afrescos, pinturas e estruturas estão sofrendo com infiltrações e corrosão.

    O que eu realmente amei de paixão foi a edificação da imagem abaixo. Nela funcionou o Consulado Francês no Brasil. Uma pena que estava fechado e não pude entrar para fotografar.

    Outro ponto que vale muito a pena em Iguape é a natureza e as belas praias. Além de Ilha Comprida, tem um lugarzinho chamado Barra da Ribeira que é simplesmente delicioso. Praia do jeito que eu gosto: vazia, limpa, sossegada.

    E olhem que belezura essa casinha de frente pro mar:

    Não dá vontade de ficar lá, e ficar, e ficar, e ficar… (?)

    Bom, no meu perfil no facebook tem mais fotos de minhas férias e de Iguape. Espero que gostem e, principalmente, vão até lá para conhecer assim que possível. Vale a pena.

    Para quem quiser conhecer mais sobre a cidade é só acessar o site da prefeitura.

    Também tem este PDF disponível com a história completa da cidade e região que vale a pena ler.

    *As partes em itálico do texto foram retiradas deste PDF.

  • Natal aqui de casa – 2010

    Como coloquei para vocês dias atrás neste post, eu estava em busca de inspiração para resolver a decoração de natal daqui de casa.

    Como sabem, não suporto a importação do modelo de decoração natalina da Europa/EUA por alguns simples motivos:

    1 – Já passei da idade de papai noel, contos de fada e histórias da carochinha.

    2 – Passamos o natal debaixo de um calor infernal, em pleno verão; portanto nada tem a ver a nossa decoração ser baseada em modelos com neve, bonecos de neve, etc.

    3 – O Brasil é riquíssimo culturalmente; então, nada mais justo que buscarmos em nossas raízes ou até mesmo no gosto pessoal os elementos para decorarmos o nosso natal.

    Baseado nisso, aboli de vez o pinheirinho, quem sabe quando conseguir enfiar uma araucária aqui dentro do meu “apertamento” eu volte a usar algo assim.

    Então, fiz uma guirlanda para a porta e um arranjo sobre o espelho da sala – básico. O presépio vai ficar num canto da sala pois não consegui deixa-lo com a cara que eu queria. Depois acrescento a foto dele montado aqui neste mesmo post para vocês verem ok?

    Então seguem as três imagens, da guirlanda e do arranjo do espelho com breves descrições:

    As guirlandas e arranjos de portas são elementos já tradicionais. Este ano resolvi não trabalhar a parte superior da porta e colocar apenas uma guirlanda fixada na mesma. O festão que eu usava na parte superior virou a guirlanda.

    Optei por usar flores este ano na composição em tons de azul, branco e prata pois:

    O azul é a minha cor predileta.

    O prata traz luz, brilho – lembrando que o natal é a festa do nascimento daquele que veio para nos salvar morrendo numa cruz; Nunca penso nesta cruz como símbolo de morte e sim vejo a LUZ que dela irradia sobre nossas vidas.

    E o branco, trazendo a pureza, a paz além de dar leveza ao arranjo.

    Uma constatação: preciso aprender a fazer laços rsrsrrs.

    Já no arranjo sobre o espelho este ano resolvi me confrontar: sempre tive receio no vermelho. É uma cor que me incomoda. Mas encarei o desafio. Também usando flores: a espírito santo que é bastante popular aqui no Brasil e sempre aparece nas decorações natalinas.

    Aboli as tradicionais bolinhas e optei por estas 4 que encontrei no mesmo tom das flores pois gostei da forma e do desenho em veludo nas mesmas.

    Optei por luzes brancas em LED pois se eu usasse as vermelhas ficaria pesado demais pela combinação da cor das flores e das luzes; já as tradicionais amareladinhas, não dariam o efeito que eu gosto além de consumir mais energia. Achei nas caixas que guardo as coisas de natal estes dois fios de lampadas brancas em LED que eu nem me lembrava que tinha aqui. BINGO!

    Na foto as luzes acabaram explodindo pois tirei a foto sem o flash mas aqui no real o efeito ficou suave e deu o contraste perfeito que eu queria.

    Espero que gostem das idéias.

    E você, já preparou o seu natal?

  • LD – Luz dinâmica

    Um assunto bastante interessante e que infelizmente ainda não é utilizado aqui pelo Brasil salvo pouquíssimas excessões: a luz dinâmica.

    Mas o que vem a ser essa tal de “luz dinâmica”?

    De uma forma simples e rápida é a luz não estática.

    Entende-se por luz estática aquela que estamos acostumados a usar nos projetos, que utilizam luminárias “normais” como spots embutidos ou nao, pendentes, arandelas, projetores, etc.

    Já a luz dinâmica pode-se dizer que nasceu da iluminação cênica pura, especialmente a de shows musicais e boates.

    Ela pode ser “fixa”: sofrendo alteração de cores (RGB e filtros), texturas ou imagens (através de gobos e filtros) sobre a superfície iluminada.

    Mas ela também pode ser “móvel” utilizando-se de equipamentos específicos.

    O vídeo a seguir mostra uma bela apresentação de efeitos para boates e eventos:

    Toda esta movimentação, cores e texturas projetadas podem ser aproveitadas num projeto de LD voltado para a arquitetura ou Design de Interiores/Ambientes.

    Observe neste vídeo uma fantástica aplicação para o espaço urbano:

    Bom né? Pois observe este outro vídeo do mesmo grupo com outras idéias geniais:

    Olha só o que este grupo de estudantes de design aprontaram:

    Curti muito especialmente a parte de projeções de sombras dos transeuntes. Vivemos em cidades violentas, estressantes e este tipo de produção certamente pode ajudar a contrapor isso. Lembro-me de uma oficina que ministrei em Curitiba para professores da rede estadual de educação, na disciplina de educação Artística, e que mostrei a eles como é fácil brincar com o teatro de sombras nas escolas usando um retroprojetor e um lençol. Professores com 40, 50,60 anos viraram crianças ao brincar com suas proprias sombras. E é isso que a população necessita nas cidades.

    Já postei este vídeo aqui num outro tópico mas vale a pena mostra-lo de novo pela beleza da instalação:

    Agora, misturando LD com um painel cinético, diga que isso não caberia perfeitamente dentro de um shopping, uma boate ou até mesmo dentro de uma residência ou loja, guardadas as devidas proporções?

    Outra boa forma de aplicação da luz dinâmica é com a aplicação de paineis fixos em LED que promovem maravilhosas alterações do espaço e o melhor de tudo: são programáveis. Sei que ainda são equipamentos caros, porém a beleza que estes trazem para os ambientes é incrível. Observe este vídeo de instalação e teste de um destes painéis:

    Observem como a simples aplicação de um sistema RGB pode mudar muito o visual urbano, seu skyline:

    Aqui no próximo, a aplicação em um objeto que pode ser, tranquilamente, uma mesa de centro ou apoio numa loja ou numa residência de um cliente mais descolado:

    Ou também numa instalação parietal como estas de um estande da Flos e de algumas outras imagens que tenho aqui em meu PC, que eu acho geniais pela aplicação destes diversos recursos:

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    Finalizando, para quem acha que os LEDs ainda são ineficientes para iluminação de grandes áreas, dê uma olhadinha neste próximo vídeo. Observem que em alguns momentos aperecem aplicações, por vezes simples, mas que fazem muita diferença:

    Então, dá para encarar? Dá para pensar em como aplicar estas soluções em nossos projetos?

  • My Reader 6/11/2010

    Bom, vou começar uma série de posts nesse estilo para compartilhar com vocês um pouco sobre o que ando lendo pela web, aqui em meu reader.

    Vamos lá então?

    1 – No Arch Daily, dois posts me chamaram a atenção hoje:

    primeiro o TED Prize-winner JR com suas impressionantes instalações fotográficas levando beleza e, em muitos casos, humor para as ruas das cidades seja em muros, fachadas, áreas degradadas ou qualquer outro ponto. Belíssimo trabalho, merecedor do prêmio.

    Depois o Tourist Stop Hardanger Fjord do Huus Og Heim Architecture. Um belíssimo exemplo de projeto para o que chamamos por aqui de Ponto de Apoio Turístico. Mas infelizmente, assim como o nome feio que recebe por aqui no Brasil, os projetos são geralmente ridículos de feios. Quem sabe um dia cheguaremos a esse nivel de projeto.

    2 – Do excelente blog de minha amiga Marcia Nassrallah, um excelente post sobre casa acessível. Um post muito bem elaborado sobre como devemos pensar os projetos que realizamos. Não somente visando o hoje mas também pensando e prevendo questões futuras que poderão tornar os ambientes inviáveis. São as casas para uma vida inteira, alguns cuidados que devem ser considerados na hora de projetar.

    3 – No Kuriositas um post com mais uma bela apresentação em vídeo sobre mapeamento arquitetural, trabalho de Lighting Design e Arte digital: The LightLine of Gotham.

    4 – No deliciosamente machista Papo de Homem, uma cobertura excelente sobre o Salão do Automóvel, em especial um post para aqueles que assim como eu, adoram os carrões.

    5 – Do sempre excelente e muito crítico Urbanismo: ainda mais negligências, um post fora do contexto do blog falando sobre as problemáticas RTs. De forma simples e curta a Mary conseguiu levantar alguns pontos fundamentais e suas consequências possíveis. O que fazer?

    #pausa… sinceramente não sei pq continuo seguindo alguns blogs…. #pensandoalto

    5 – Já no Born Rich – que sepois que eu li o livro A Linguagem das Coisas, passei a vê-lo como um desserviço ao Design pela futilidade de muitas coisas ali – continuo acompanhando pelos excelentes projetos de interiores de embarcações e aviões, como este aqui, realizado pela empresa International Jet Interiors de New York.

    6 – No sempre excelente Brainstorm9, confesso que ri muito com esse vídeo sobre o Serra e a Dilma pós-eleições.

    7 – Do ChairBlog, uma verdadeira biblioteca sobre este móvel, um post apresentando o trabalho incrível do Sebastian Brajkovic. São peças muito inusitadas que brincam com a sensação motion gerando cadeiras e poltronas muito interessantes. A impressão é de uma foto tirada movimentando o objeto, ou esticando-o, deformando-o. Não sei se são confortáveis, ergonômicas ou seguras, mas que são lindas são!

    8 –  Já o Contemporist, apresenta um grupo que trabalha com paisagens urbanas: o Urban Landscape Group. Vale a pena a visita ao site deles pois tem uns projetos incríveis para áreas públicas e algumas intervenções e/ou soluções bastante interessantes como a apresentada no post para iluminação de uma via pública.

    Por hoje está bom né pessoal?

    Depois volto com mais news e infos pra vocês sobre o que ta rolando pelo meu reader.

    Abs e um excelente final de semana!

  • Pós em iluminação – IPOG – novas turmas

    Amigos, recebi um e-mail da Jamile Tormann informando a abertura de mais duas turmas do curso de especialização em Iluminação e Design de Interiores:

    Curitiba III – 05 de novembro de 2010

    Porto Alegre V – 26 de novembro de 2010

    O planejamento de 2011 está iniciando este mês e assim que tivermos a confirmação das filias repassaremos. Creio que isto ocorrerá após reunião do dia 20 de dezembro.

    Bom, assim que eu receber estas informações vou postar aqui para vocês ok?

    Ah, claro, para maiores informações, entre em contato com a secretaria do IPOG.

  • Coletânea de materiais – LabLuz

    Pessoal, já postei aqui ha bastante tempo mas sempre é bom relembrar:

    O LabLuz – Laboratório de Iluminação da UNICAMP – tem uma coletânea de arquivos disponível no site deles com muuuuuuuito material sobre iluminação, arquitetura, cênica, etc.

    É um trabalho desenvolvido pelo colega Valmir Peres, LD especialista em iluminação cênica.

    Vale a pena uma visita pois tem muita coisa boa por lá pra quem gosta de ler e busca informação.

    O link para a coletânea é este aqui.

     

     

  • R Design Londrina 2010 – oficineiro

    Olá pessoas!

    Ontem tive a felicidade de receber um e-mail da CORDE confirmando que a minha oficina foi escolhida para o RLondrina2010.

    A proposta da oficina é a seguinte:

    Nome: Design Crítico – formação de pensadores próprios em Design.

    Justificativa: É cada dia mais urgente a necessidade da formação de pensadores e críticos específicos em Design. O que temos visto na mídia são profissionais de outras áreas tecendo seus comentários ácidos sobre as áreas do design em virtude da carência de pessoal próprio disposto a realizar este trabalho.

    A crítica séria (positiva ou negativa) feita através da observação ou da análise de algo (ambiente, produto, serviço, etc) faz-se necessária em um país que não tem ainda o Design regulamentado e, muitas vezes, confundido com artesanato.

    Esta oficina busca fazer os participantes pensar o Design além do projeto. É comum vermos a maioria dos acadêmicos nos cursos voltando o seu foco apenas para a área projetual, esquecendo-se que existem áreas editoriais e acadêmicas que podem ser tão ou até mais rentáveis que a projetual.

    Objetivo: Formar pensadores próprios em Design é uma necessidade urgente.

    Turma: min 15 máx 30 – sala de aula

    participantes levar:
    papel almaço (2 folhas)
    caneta
    revistas e catálogos que possam ser recortados

    Bibliografia: A Linguagem das Coisas. Deyan Sudjic. Ed Intrínseca.

    Informações e inscrições: no site do RLondrina2010

    Zés, preparem-se pois a cobra vai fumar nessa oficina!

     

     

  • Diverso Design 2010 – Biônico

    Saiu a programação completa do Diverso Design 2010 que esse ano tem como tema o Design Biônico:

    Segunda 13/09

    Abertura (19h)
    Design Biônico – Inspiração no Natural.

    Oficinas (19h30 Às 22h30)

    – Customização Automotiva – Parte I.
    (Fabrício E. Fujishima)
    Local: Oficina/Prédio da Oficina

    – Street Art – Parte I.
    (Marcelo Campos da Paixão)
    Local: Sala de Desenho 2/Teatro

    – Tye Dye e Flores – Parte I.
    (Carmen Laranjeira)
    Local: Sala de Desenho 1/Teatro

    – Expressão Corporal.
    (Camila Paes)
    Local: Estudio Fotográfico/Teatro

    Terça-Feira 14/09

    Oficinas (19h30 Às 22h30)

    – Customização Automotiva – Parte II.
    (Fabrício E. Fujishima)
    Local: Oficina/Prédio da Oficina

    – Street Art – Parte II.
    (Marcelo Campos da Paixão)
    Local: Sala de Desenho 2/Teatro

    – Tye Dye e Flores – Parte II.
    (Carmen Laranjeira)
    Local: Sala de Desenho 1/Teatro

    – Tipografia Estrangeira.
    (Rafael Arrivabene)
    Local: Sala 64/Teatro

    – Design de Calçados
    (Flavio Cardoso Ventura)

    Debate (19h às 22h30)
    “Design Biônico”.

    Quarta-Feira 15/09

    Palestras (19h às 22h30)

    19h – Falando em público.
    (Franco Junior)

    21h – Design Automotivo.
    (Luigi Comini)

    Quinta-Feira 16/09

    19h – Design e Mercado de Animação.
    (Quiça Design)

    21h – Design de Interiores.
    (Rômulo Cavalcanti)

    Sexta-Feira 17/09

    Encerramento (19h)
    Prêmio “Diverso Design”.

    Local: Teatro Edson Celulari
    Rua Rubens Arruda, nº 3-33
    Bauru – SP
    Custo R$ 30,00 (todas as palestras e 1 ou 2 oficinas)
    As inscrições podem ser feitas diariamente na Rua Cussy Jr, 4-55 das 20h30 às 21h ou na hora do evento. Lembrando que o valor é referente ao pacote fechado com todas as palestras e oficinas, em caso de avulso o valor é de R$ 15,00 por dia.
    www.diversodesign.com.br

    Não existe designer melhor do que a natureza. (Alexander McQueen)

    Via: designZando

  • ainda dá tempo: 350.org

    A campanha internacional 350.org acaba de lançar uma convocatória para o Dia Global de Soluções Climáticas, no próximo 10 de outubro (10/10/10), quando promoverá em todo o mundo eventos de combate ao aquecimento global.

    A 10/10 é uma campanha que começou na Inglaterra em 2009 para ajudar e unir um movimento de cidadãos, escolas, organizações, governos e empresas para cumprir o ambicioso objetivo de reduzir as suas emissões em 10% até 2010.  A 350.org Brasil, está liderando nacionalmente a Campanha 10/10/10  para apoiar as pessoas que querem aderir a este objetivo, e para coordenar projetos de sustentabilidade em todo o Brasil no dia de Soluções Climáticas em 10/10/10.

    Quem quiser se juntar ao movimento, pode participar dos eventos já definidos (mais aqui) ou organizar a sua própria ação. Algumas sugestões: plantar árvores, divulgar projetos de energia solar, promover uma marcha ou pedalada, trabalhar em uma horta orgânica ou ajudar na limpeza de parques e praias.

    O site da 350.org, com versão em português, conta com um espaço para o cadastro dos eventos já definidos. Até agora, foram contabilizadas mais de 1.300 ações. Na home da campanha Tic Tac Tic Tac, que apoia a 350.org, você encontra materiais para produzir camisetas, faixas e banners com a mensagem “Estamos colocando as mãos à obra – e vocês?”

    A 350.org ainda pede que o organizador não deixe de fotografar ou filmar a atividade. A campanha pretende reunir todos esses registros em um grande mosaico e divulgá-los para os governantes e a mídia em todo o mundo.

    Para inscrever seu evento, clique aqui.

  • Material disponível na WEB

    Encontrei dias atrás uma reportagem da revista Epoca falando sobre cursos online disponíveis na web oferecidos por diversas universidades espalhadas pelo mundo.

    A coisa boa mesmo é que na maioria delas os professores disponibilizam os materiais destes cursos gratuitamente nos sites dos cursos.

    Pra variar, virei a noite xeretando em todos os sites da lista e posso afirmar: tem mesmo!!!! Cada material de cair o queixo!!!

    Você terá de ter um pouco de paciência para foçar, procurar e encontrar (mais ainda se seu inglês não for bom) os materiais dentro dos portais, mas não é tão difícil assim. Tem material sobre Arte, Design, Engenharias, Arquitetura, Urbanismo, Paisagismo, mobiliário, design automotivo, aeroespacial, embarcações enfim, muita coisa ali, disponíveis a um clique.

    No entanto vale ressaltar que tem materiais de outras áreas que são bastante pertinentes ao nosso trabalho. Vale a pesquisa também.

    A lista é esta:

    Massachussetts Institute of Technology – MIT (EUA): oferece dois mil cursos, com material de leitura, atividades e vídeo aulas. É um dos mais completos que existe.

    Fundação Getúlio Vargas (Brasil): é a única no país a oferecer esse tipo de serviço. São 20 cursos divididos em quatro categorias.

    Universidade Yale (EUA):  o material disponível introduz aos cursos ministrados na instituição.

    Universidade de Berkeley (EUA): os cursos gratuitos são selecionados a cada semestre. Servem principalmente para os alunos estudarem.

    Universidade Virtual de Monterrey (México): é pioneira no ensino online na América Latina. Foi criada no fim dos anos 90.

    Universidade Estadual de Utah (EUA): o material online vem de 20 departamentos diferentes, entre eles Economia e Comunicação.

    Universidade de Michigan (EUA): os departamentos de Medicina e Informática estão entre os que mais tem cursos disponíveis.

    Paris Tech (França): é uma associação entre doze institutos de educação e pesquisa na França. Para quem se interessa por ciência e engenharia. Os cursos são em francês.

    Universidade de Nova Jersey (EUA): os cursos são de quatro departamentos diferentes, alguns têm vídeo, outros só áudio. O material de leitura disponível também varia.

    Para encontrar outros cursos, procure por Open Course Ware ou visite o site OCW (em inglês).

    Existem escolas que oferecem cursos híbridos: misturam ensino online com a presença no campus. São pagos, garantem diploma e tem processo seletivo.

    Universidade de Columbia (EUA)
    : matérias a distância podem ser usadas como crédito para cursos presenciais.

    Universidade de Londres (Inglaterra): o primeiro programa de ensino a distância foi criado ainda no século 19. Hoje, há instituições cadastradas pelo mundo onde os alunos a distância podem ter acompanhamento e fazer as provas. No Brasil, há seis pontos credenciados.

    Universidade Harvard (EUA): o aluno pode ganhar créditos a distância, mas não ganha diploma sem frequentar o campus num tempo determinado. Harvard também tem uma seção digital, com materiais gratuitos.

    Tem ainda outras universidades no Canadá, Reino Unido e Espanha que também disponibilizam seus cursos e materiais gratuitamente na web.

    Boa pesquisa e leitura!!!