Categoria: embelezamento urbano

  • R Design Londrina 2010 – oficineiro

    Olá pessoas!

    Ontem tive a felicidade de receber um e-mail da CORDE confirmando que a minha oficina foi escolhida para o RLondrina2010.

    A proposta da oficina é a seguinte:

    Nome: Design Crítico – formação de pensadores próprios em Design.

    Justificativa: É cada dia mais urgente a necessidade da formação de pensadores e críticos específicos em Design. O que temos visto na mídia são profissionais de outras áreas tecendo seus comentários ácidos sobre as áreas do design em virtude da carência de pessoal próprio disposto a realizar este trabalho.

    A crítica séria (positiva ou negativa) feita através da observação ou da análise de algo (ambiente, produto, serviço, etc) faz-se necessária em um país que não tem ainda o Design regulamentado e, muitas vezes, confundido com artesanato.

    Esta oficina busca fazer os participantes pensar o Design além do projeto. É comum vermos a maioria dos acadêmicos nos cursos voltando o seu foco apenas para a área projetual, esquecendo-se que existem áreas editoriais e acadêmicas que podem ser tão ou até mais rentáveis que a projetual.

    Objetivo: Formar pensadores próprios em Design é uma necessidade urgente.

    Turma: min 15 máx 30 – sala de aula

    participantes levar:
    papel almaço (2 folhas)
    caneta
    revistas e catálogos que possam ser recortados

    Bibliografia: A Linguagem das Coisas. Deyan Sudjic. Ed Intrínseca.

    Informações e inscrições: no site do RLondrina2010

    Zés, preparem-se pois a cobra vai fumar nessa oficina!

     

     

  • Veja antes que tirem novamente do ar

    Postei aqui ha um tempo atrás – pouco antes do natal – os vídeos da série Lighting Fantastic que a BBC de Londres fez.

    Deixei avisado que por questões de direitos autorais aquele material acabaria sendo retirado do Youtube e pimba! Não durou mais que uma semana.

    Mas como sempre tem gente “do bem”, os vídeos foram repostados. Então corra e assista pois é uma mega viagem pela história da iluminação.

    Ah, clique aqui para a página do youtube com os vídeos. Perceba que são vários capítulos divididos em partes, então atenção na sequência correta para não se perder e achar tudo sem pé e sem cabeça.

    Ah, e também uma outra informação: está em inglês.

    Só para aguçar a curiosidade, aqui vai a primeira parte do primeiro episódio:

  • Diverso Design 2010 – Biônico

    Saiu a programação completa do Diverso Design 2010 que esse ano tem como tema o Design Biônico:

    Segunda 13/09

    Abertura (19h)
    Design Biônico – Inspiração no Natural.

    Oficinas (19h30 Às 22h30)

    – Customização Automotiva – Parte I.
    (Fabrício E. Fujishima)
    Local: Oficina/Prédio da Oficina

    – Street Art – Parte I.
    (Marcelo Campos da Paixão)
    Local: Sala de Desenho 2/Teatro

    – Tye Dye e Flores – Parte I.
    (Carmen Laranjeira)
    Local: Sala de Desenho 1/Teatro

    – Expressão Corporal.
    (Camila Paes)
    Local: Estudio Fotográfico/Teatro

    Terça-Feira 14/09

    Oficinas (19h30 Às 22h30)

    – Customização Automotiva – Parte II.
    (Fabrício E. Fujishima)
    Local: Oficina/Prédio da Oficina

    – Street Art – Parte II.
    (Marcelo Campos da Paixão)
    Local: Sala de Desenho 2/Teatro

    – Tye Dye e Flores – Parte II.
    (Carmen Laranjeira)
    Local: Sala de Desenho 1/Teatro

    – Tipografia Estrangeira.
    (Rafael Arrivabene)
    Local: Sala 64/Teatro

    – Design de Calçados
    (Flavio Cardoso Ventura)

    Debate (19h às 22h30)
    “Design Biônico”.

    Quarta-Feira 15/09

    Palestras (19h às 22h30)

    19h – Falando em público.
    (Franco Junior)

    21h – Design Automotivo.
    (Luigi Comini)

    Quinta-Feira 16/09

    19h – Design e Mercado de Animação.
    (Quiça Design)

    21h – Design de Interiores.
    (Rômulo Cavalcanti)

    Sexta-Feira 17/09

    Encerramento (19h)
    Prêmio “Diverso Design”.

    Local: Teatro Edson Celulari
    Rua Rubens Arruda, nº 3-33
    Bauru – SP
    Custo R$ 30,00 (todas as palestras e 1 ou 2 oficinas)
    As inscrições podem ser feitas diariamente na Rua Cussy Jr, 4-55 das 20h30 às 21h ou na hora do evento. Lembrando que o valor é referente ao pacote fechado com todas as palestras e oficinas, em caso de avulso o valor é de R$ 15,00 por dia.
    www.diversodesign.com.br

    Não existe designer melhor do que a natureza. (Alexander McQueen)

    Via: designZando

  • Material disponível na WEB

    Encontrei dias atrás uma reportagem da revista Epoca falando sobre cursos online disponíveis na web oferecidos por diversas universidades espalhadas pelo mundo.

    A coisa boa mesmo é que na maioria delas os professores disponibilizam os materiais destes cursos gratuitamente nos sites dos cursos.

    Pra variar, virei a noite xeretando em todos os sites da lista e posso afirmar: tem mesmo!!!! Cada material de cair o queixo!!!

    Você terá de ter um pouco de paciência para foçar, procurar e encontrar (mais ainda se seu inglês não for bom) os materiais dentro dos portais, mas não é tão difícil assim. Tem material sobre Arte, Design, Engenharias, Arquitetura, Urbanismo, Paisagismo, mobiliário, design automotivo, aeroespacial, embarcações enfim, muita coisa ali, disponíveis a um clique.

    No entanto vale ressaltar que tem materiais de outras áreas que são bastante pertinentes ao nosso trabalho. Vale a pesquisa também.

    A lista é esta:

    Massachussetts Institute of Technology – MIT (EUA): oferece dois mil cursos, com material de leitura, atividades e vídeo aulas. É um dos mais completos que existe.

    Fundação Getúlio Vargas (Brasil): é a única no país a oferecer esse tipo de serviço. São 20 cursos divididos em quatro categorias.

    Universidade Yale (EUA):  o material disponível introduz aos cursos ministrados na instituição.

    Universidade de Berkeley (EUA): os cursos gratuitos são selecionados a cada semestre. Servem principalmente para os alunos estudarem.

    Universidade Virtual de Monterrey (México): é pioneira no ensino online na América Latina. Foi criada no fim dos anos 90.

    Universidade Estadual de Utah (EUA): o material online vem de 20 departamentos diferentes, entre eles Economia e Comunicação.

    Universidade de Michigan (EUA): os departamentos de Medicina e Informática estão entre os que mais tem cursos disponíveis.

    Paris Tech (França): é uma associação entre doze institutos de educação e pesquisa na França. Para quem se interessa por ciência e engenharia. Os cursos são em francês.

    Universidade de Nova Jersey (EUA): os cursos são de quatro departamentos diferentes, alguns têm vídeo, outros só áudio. O material de leitura disponível também varia.

    Para encontrar outros cursos, procure por Open Course Ware ou visite o site OCW (em inglês).

    Existem escolas que oferecem cursos híbridos: misturam ensino online com a presença no campus. São pagos, garantem diploma e tem processo seletivo.

    Universidade de Columbia (EUA)
    : matérias a distância podem ser usadas como crédito para cursos presenciais.

    Universidade de Londres (Inglaterra): o primeiro programa de ensino a distância foi criado ainda no século 19. Hoje, há instituições cadastradas pelo mundo onde os alunos a distância podem ter acompanhamento e fazer as provas. No Brasil, há seis pontos credenciados.

    Universidade Harvard (EUA): o aluno pode ganhar créditos a distância, mas não ganha diploma sem frequentar o campus num tempo determinado. Harvard também tem uma seção digital, com materiais gratuitos.

    Tem ainda outras universidades no Canadá, Reino Unido e Espanha que também disponibilizam seus cursos e materiais gratuitamente na web.

    Boa pesquisa e leitura!!!

  • Magical Egypt – Illumination

    Um presente para os mais curiosos e já pensando numa possível entrevista com o professor Farlley Derze sobre história da iluminação.

    Uma série de cinco vídeos falando sobre a arte, arquitetura e iluminação egípcia. Nestes vídeos são mostrados alguns elementos utilizados pelos antigos egípcios para promover a iluminação natural bem como expõe um projeto de iluminação artificial projetado especialmente para estes espaços visando melhorar a experiência dos visitantes. Degustem:

    Parte 1

    Parte 2

    Parte 3

    Parte 4

    Parte 5

  • Agenda:

    A seguir tres eventos importantes que vão acontecer até o final do ano:

    De 25/8 a 1º/12/2010, o Senac realiza o Design Essencial 2010  em 18 unidades da capital e do interior do Estado de São Paulo. São diversas atividades ligadas ao universo de concepção e produção em design, como exposições, workshops, palestras e encontros com o tema Brasilidade no Design. Mais informações aqui.

    De 14/09 a 31/10 de 2010 – Curitiba – Paraná. Maiores informações aqui.

    Participe!

  • Entrevista: Jamile Tormann – iluminadora

    Bom, prometi que iria começar a sessão de entrevistas aqui no blog em alto estilo. Cumpro a promessa com esta entrevista exclusiva da lighting designer Jamile Tormann.

    Uma “iluminadora de bolso” (como ela mesma se entitula) que tem um trabalho de excelência e respeitadíssimo. Pesquisadora, autora de livros, coordenadora de cursos, faz parte e ajudou a fundar as principais associações de iluminação do Brasil além de ser uma pessoa adorável.

    Agradeço a ela pela presteza e simpatia de sempre no atendimento aos seus contatos e também, por aceitar compartilhar -e muito – de sua experiência profissional com todos através desta entrevista.

    Para quem desejar conhecer mais de seu trabalho, visite o site dela, sempre recheado de informações e novidades.

    Segue a entrevista:

    Jamile, fale um pouco sobre a sua formação e início de carreira.

    Trabalho há 21 anos com iluminação. Tornei-me iluminadora graças à minha fada madrinha, Marga Ferreira, que desde os meus seis anos, me levava para os teatros gaúchos todos os finais de semana. Minha escolha profissional teve influência também em minha mãe, que foi professora de artes dramáticas, em meu pai, que chegou a ser editor de revistas, meu irmão que sempre me incentivou e por muita gente que sem saber passou por mim, e me influenciou no jeito de ver “luz”, de conceber, de agir, de pensar e de ser. Como diz Kafka: “somos a quantidade de pessoas que conhecemos”. Com 14 anos me tornei assistente de iluminação de João Acir de Oliveira, então chefe do Teatro São Pedro e, entre separar um filtro e outro, meu interesse pela área cresceu. Hoje, moro em Brasília, realizo projetos de iluminação cênica e arquitetural, sempre executado por equipes das empresas atuantes no mercado, supervisionadas por minha equipe. Como pesquisadora, investigo há seis anos a educação profissional no mundo produtivo da iluminação, com o objetivo de atuar no processo de formação, bem como de encontrar subsídios para desenvolver minha proposta de regulamentação profissional no Brasil, junto à Câmara Legislativa.

    Sou sócio-fundadora de duas associações: A Associação Brasileira de Iluminação (ABIL) e a Associação Brasileira de Iluminação Cênica (ABrIC). Coordeno o curso de especialização em Iluminação e o Master em Arquitetura, ambos do Instituto de Pós-Graduação (IPOG). Cursei Arquitetura e Urbanismo, no Rio de Janeiro, e Licenciatura Plena em Artes Visuais, em Brasília, tenho pós-graduação em Iluminação, mestrado em arquitetura.

    Quais as principais dificuldades encontradas nesse início? Como as superou?

    O problema, desde sempre, foi a ausência da regulamentação da profissão de iluminador.  O governo necessita deste olhar mais apurado e urgente sobre o assunto para colocar ordem na casa. Fala-se tanto em eficiência energética e etiquetagem de edifícios, sabe-se que a economia gerada pelo entretenimento é a quarta maior do mundo, que sem luz não vivemos, e ainda assim não sabemos qual profissional estará de fato qualificado para atender estas demandas e lidar com a tecnologia de ponta que nos invade a cada dia. Quem sabe projetar com luz ? Ser projetista de iluminação é ser responsável por direcionar o olhar do outro. É ser um alfabetizador visual. É oferecer conforto luminoso para todos que quiserem nos contratar e usufruir deste prazer necessário. No entanto, ainda não há esse reconhecimento e nossa profissão sequer consta na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO, do Ministério do Trabalho). Somos aquele item “outros” para a lei e para os formulários que preenchemos quando, por exemplo, fazemos um check in nos hotéis. Essa é uma das razões para eu realizar uma pesquisa, por meio do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, sob a coordenação da professora doutora Cláudia Naves Amorim. Esta pesquisa pretende revelar qual a importância do profissional de iluminação, sua trajetória, área de atuação, organização, atribuições, condições de trabalho e formação profissional e, ainda, se o mercado está apto a recebê-lo. A pesquisa será a base para a elaboração do projeto de lei que pretende regulamentar o setor e será apresentado à Câmara dos Deputados pelo deputado federal Luiz Paulo Velloso Lucas (PSDB/ES).

    A falta de formação do profissional de iluminação e a falta de uma metodologia de projeto, com uma linguagem unificada, são duas coisas que sempre me incomodaram muito desde o inicio. Busco desafios e tento abrir o mercado de trabalho para os que estão se formando, pesquisando e estudando, pois o empirismo acabou nos anos 90 e precisamos dar um basta a ele.


    Jamile, você que também trabalha diretamente com educação, sendo coordenadora e professora do curso de pós em iluminação do IPOG, como vê a formação em iluminação nos cursos de superiores (não pós) existentes no Brasil? Falta alguma coisa?

    Não há exigência de diploma para que iluminadores/lighting designers, eu chamo “projetistas de iluminação”, possam exercer suas atividades. Não há cursos regulares de iluminação, mas sim cursos livres, esporádicos, inclusive oferecidos por empresas de iluminação.

    Os interessados devem procurar estágios com profissionais que tenham escritórios, em teatros, TVs, produtoras, lojas de iluminação, empresas de iluminação ou a indústria, para aprender na prática. Para quem tem graduação em outra área, já podem contar com os cursos de especialização em Iluminação que algumas Universidades oferecem em cidades como: Rio de Janeiro, Florianópolis, Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Belém, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Londrina, Fortaleza, Salvador, Aracaju, João Pessoa, Natal, Vitória, São Paulo, Florianópolis e São Luiz. Tais cursos trazem em sua grade excelentes profissionais e docentes, com uma boa proposta pedagógica e de especialização para o profissional voltar ao mercado de trabalho com formação adequada.

    Uma proposta de curso, em nível superior, poderia criar diferenciais para se crescer na profissão, seja pela aquisição de um conhecimento objetivamente sistematizado, isto é, para aplicação na vida prática do mundo produtivo, seja pela inserção do profissional no campo da pesquisa, que ainda é quase inexistente no Brasil. Eu apresentei um projeto de graduação em iluminação em 2006 mas ao longo de minha pesquisa descobri que falta mesmo é função técnica, de nível técnico, no mercado. Temos deficiência de profissionais qualificados em executarem nossos projetos. Profissionais que saibam ler o que está nas plantas e ser reconhecido como tal. Espero que a pesquisa e a regulamentação da profissão, possam ajudar a modificar para melhor o cenário da formação do profissional em iluminação, no Brasil, com o apoio da indústria, das empresas e dos profissionais deste segmento.

    Pós -formação. Qual a importância disso na vida do profissional?

    Sabe-se que o mercado de trabalho, nos dias de hoje, vem exigindo dos trabalhadores níveis de formação cada vez mais altos, para que desenvolvam competências cada vez mais refinadas, exigidas pela complexidade que caracteriza a vida em sociedade.

    Segundo relatório da UNESCO para a Educação do século XXI (UNESCO, p. 1, 2002) a Educação Profissional no Brasil está mudando. O país alertou-se para o fato de que sua população economicamente ativa não pode permanecer com tão baixos níveis de escolaridade e de formação profissional.

    Nesse contexto, a educação profissional precisa proporcionar às pessoas um nível mínimo de competências que lhes possibilitem:
    – Capacidade de adaptação a um aprendizado ágil e contínuo;
    – Flexibilidade na aprendizagem;
    – Domínio das novas tecnologias, incorporadas ao mundo do trabalho e ao conhecimento humano;
    – Refletir sobre o que diz Berger Filho, quando escreveu em 2002 sobre a educação profissional e o mundo produtivo, que “o princípio da educação profissional é o da empregabilidade, pois não adianta formar pessoas para um mercado que não existe.

    O mercado existe e isso explica meu esforço para com a educação profissional.

    Hoje existem cursos de pós-graduação em iluminação, e o acesso ao conhecimento está mais fácil do que há 10 anos. A troca de informações entre os profissionais também melhorou bastante. Existe uma demanda grande no mercado de iluminação para profissionais capacitados e, nesse sentido, se o profissional quer sobreviver ao mercado, precisa se especializar. Não tem para onde correr.

    Com relação ao mercado de trabalho, percebo que fora dos grandes centros, a resistência do mercado a projetos de Lighting Design ainda é grande. O que vemos na maioria das vezes é a aplicação daqueles “splashes” de luz colorida. Qual a situação atual e as perspectivas para o Lighting Design aqui no Brasil fora dos grandes centros?

    O fazer iluminação evoluiu e transformou-se no mundo produtivo, mas não tão rápido e nítido como os equipamentos de iluminação disponíveis atualmente no mercado. A razão disto está ligada ao fato de que o material humano não é tão maleável como a aparelhagem técnica. (ROUBINE, 1998, p.182).

    Quando o assunto diz respeito aos profissionais de iluminação, o ato de intervir no espaço com a luz agrega um conjunto de ações que resultam no ato de iluminar, ato sujeito às especificidades de cada situação (local, prazos, objetivos, espaço, estrutura física, outros profissionais envolvidos, tipos de equipamentos, materiais disponíveis, nível de conhecimento do projetista de iluminação (lighting designer) sobre o “objeto” que vai iluminar). Ser um profissional de iluminação significa pertencer a uma categoria com funções determinadas pela natureza do trabalho e conhecimento na área, que não pode se desvincular do desenvolvimento tecnológico da área e das áreas multidisciplinares com as quais é necessário dialogar.

    O cenário de iluminação no Brasil, muitas vezes, apresenta uma dicotomia: de um lado profissionais com muita prática e sem o aprendizado teórico, e outros com muita formação teórica e nenhuma prática.

    Não se trata aqui de julgar ou atribuir valores aos tipos de formação existentes, mas, antes, questionar o que seria necessário ou suficiente em termos de formação profissional. O que está na pauta, atualmente, nas reflexões que busco nutrir juntos aos pares, junto aos alunos, por exemplo, é que o mercado de trabalho, de maneira geral, vem buscando cada vez mais o profissional com conhecimento específico, aprimorado e atualizado. Em suma, alguém com desenvoltura artística e técnica, prática e teórica. Principalmente em virtude dos avanços tecnológicos e dos altos custos dos equipamentos de iluminação, bem como a sua manutenção.

    Como o debate gira em torno de formação profissional, ou, ainda, a educação profissional e a sua relevância para as demandas do mundo produtivo, que são grandes, seria o caso de reconhecer o valor de uma formação que compreenda, no objeto de estudo, a prática e a teoria como fatores indissociáveis e complementares. Pois a teoria precisa estar vinculada à prática e esta, muitas vezes, precisa recorrer à teoria para obter respostas e soluções.

    Assim, para que isto seja viável, entretanto, o mercado de trabalho precisa se adequar e promover as adaptações que se mostrarem necessárias para responder ao conjunto de necessidades que estiverem em jogo, seja por parte do empregador, seja por parte do novo ou antigo profissional.

    A demanda é grande em centros urbanos mais populosos, mas fora deles não existe ainda a cultura de se contratar um profissional de iluminação. Muitas pessoas sequer sabem da nossa existência (profissional com formação acadêmica e pós-graduado) e quando sabem, por se tratar de algo ‘novo’, muitas vezes não querem pagar o valor que cobramos.

    Quais pontos falham nesse sentido e que medidas poderiam ser tomadas visando o reconhecimento da profissão fora dos grandes centros?

    Neste contexto de idéias que citei anteriormente, é necessário promover ajustes no espírito de um novo paradigma: a educação profissional do projetista de iluminação (lighting designer). Valorizar-se o estudo, o aperfeiçoamento, a teoria e a prática – o conhecimento cientifico (realização de pesquisas) em diálogo com o conhecimento adquirido empiricamente, situações de ensino e aprendizagem em favor do profissional, em favor da produção artística, em favor do mercado. Penso que há muita demanda de trabalho, mas os profissionais e o mercado de trabalho estão mais preocupados em resolver o agora e não a sustentabilidade do mercado e do profissional qualificado. É difícil o reconhecimento deste profissional fora dos grandes centros, pois as grandes indústrias estão nas grandes capitais brasileiras. No entanto, creio que o reconhecimento, por meio de lei, da nossa profissão, ajudará muito. Os profissionais também precisam se reconhecerem e compreenderem que pertencem a um núcleo de profissionais ou a uma categoria profissional.

    Uma mostra pública – como a Luminalle, Fête dês Lumières, etc – não tornaria mais fácil a visualização por parte do mercado da diferença entre o trabalho do Lighting Designer especializado do daqueles profissionais com apenas a carga horária acadêmica de sua formação universitária? Quais as possibilidades disso acontecer aqui no Brasil mesmo que em menor porte que estas internacionais?

    No Brasil já existem alguns eventos específicos, prova de que já existe um vasto mercado nessa área e público para essas mostras. Um exemplo é a Expolux, que já está indo para a 13ª edição e a Lighting Week Brasil, que acontecerá em São Paulo, no mês de setembro de 2010. Os organizadores precisam investir no material humano e a indústria precisa investir em pesquisa. O que se tem feito é marketing cultural e não cultura de disseminação em iluminação tampouco eventos de cunho científico.

    “A aplicação de elementos cênicos na iluminação arquitetural” ou “A iluminação hoje em dia tem um caráter cênico”. Frases desse tipo já caíram nos discursos de profissionais não especializados na tentativa de trazer para o seu trabalho um valor a mais. Eu particularmente não percebo o Lighting Design presente nos projetos de grandes nomes da arquitetura e Design de Interiores (nacionais e locais) e sim apenas uma iluminação melhorzinha – esteticamente falando – que a anterior. Quais os pilares que o projeto deve estar alicerçado para poder realmente ser considerado um projeto de Lighting Design?

    Meu processo de desenvolvimento de projetos é sempre criar o espaço a partir da luz, encontrar a função e o significado da luz naquela obra de arte, objeto ou espaço que estou iluminando, contar uma história com ela, depois analiso os recursos que tenho disponíveis e quais podem me auxiliar a contar esta história.  Ou seja, só depois parto para as especificidades de cada situação (local, prazos, objetivos, espaço, estrutura física, outros profissionais envolvidos, tipos de equipamentos, materiais disponíveis). Neste caso, creio que os principais fatores que devem ser levados em conta são:

    1º. – cuidado e atenção. Tento pensar em várias possibilidades e achar soluções eficientes para aquele projeto. Pois não existe uma solução e sim uma para cada projeto. Projetar em escala e fazer o que está ao nosso alcance, com os pés no chão. Projeto que não é executado é sonho, não é realidade. A realidade, ou seja, a implantação do projeto de luz é que nos permite fechar o círculo infinito da criação, da contemplação, da reflexão, da mudança.

    2º. – observar onde o projeto estará inserido, sob que contexto, que cultura. Que tipo de espectador ou usuário estará se apropriando dele, o quanto o usuário se apropria, o quanto este compreende os seus signos e valores, o quanto aquela luz é importante no cotidiano de vida dele. Eu acredito que a luz influenciou e influencia até hoje a vida e o comportamento das pessoas. Gosto de projetar pensando nestas questões e o quanto posso intervir e interferir neste percurso.  Procuro conhecer as pessoas, tento me familiarizar com o “modus operandi” delas.  Observo muito e fico calada. Depois, troco idéias com quem me contratou para projetar e tento trabalhar dentro da realidade local, agregando valor àquela cultura, através da iluminação.

    Concordo com o Lighting Designer mexicano Gustavo Avilés, quando diz que “a luz pode ser considerada um elo entre aspectos subjetivos e objetivos da humanidade, pois funciona como mensageiro visual que permite ao ser humano fazer diversas correlações, como medidas lineares, volumes, área, geometria, contagem do tempo, outros eventos”.

    3º. – projeto coerente ao orçamento, para que possa ser realizado integralmente.

    E por fim – a escolha dos equipamentos (abertura de facho, desenho do facho, alcance em metros da luz, potência de luz – lumens – e temperatura de cor), em virtude dos fatores supramencionados.

    Finalizando, sobre a ABIL. Como e porque surgiu esta associação?

    A ABIL é uma associação, cultural e social, sem fins lucrativos, que surgiu para desenvolver o conhecimento da luz no âmbito nacional, criando assim uma cultura da luz.  Nossa missão é oferecer cursos, organizar palestras, organizar simpósios e mostras, que visam à divulgação da produção mundial das técnicas e arte de iluminar. Editar ou reeditar publicações nacionais e estrangeiras. Disponibilizar informações sobre assuntos luminotécnicos e afins de maneira mais eficaz. Mas a correria do dia-a-dia tem nos impedido de sermos mais eficientes como gostaríamos. Mas isso não anula os motivos que deram origem à Associação Brasileira de Iluminação (ABIL), isto é, a paixão pela iluminação em suas diversas linguagens e inserção no ambiente onde o ser humano interage. Já arcamos do próprio bolso a vinda de profissionais da França, Estados Unidos, Argentina, Chile, Áustria, Alemanha, além dos profissionais residentes nas várias cidades brasileiras. Tudo isso para mobilizar idéias, compartilhar experiências, produzir uma cultura da iluminação e consolidar a profissão. Nesse sentido, quero lhe parabenizar, Paulo Oliveira, por sua gestão na proliferação da cultura da iluminação, quando idealiza a realização de entrevistas com profissionais, quando administra um blog chamado Design: Ações e Críticas. Precisamos de mais pessoas como você. Obrigada.

  • pra quem gosta de ler

    Estava me preparando para ir dormir e um link no Google me chamou a atenção. Fui ver e cá estou eu, três horas depois, ainda acordado, zonzo de tanto ler, para compartilhar com vocês este achado.

    Trata-se de uma página, na verdade uma biblioteca de artigos e teses específicos sobre Design dentro do site modavestuario.

    Você pode ler e salvar em PDF aqueles que você quiser.

    Destaco alguns interessantes que li e outros que salvei para ler depois:

    – O Processo de Design de Aeronaves: um Estudo Exploratório
    – Questões de Ética: Relações entre o Design e a Ecologia Profunda
    – O tratamento do espaço pela cenografia nos desfiles de moda
    – Percepção de conforto por meio da avaliação visual de assentos: parâmetros para o design ergonômico de mobiliário
    – Design e Significação sob uma Perspectiva Mitológica
    – Desenvolvimento de Alternativas Sustentáveis Para Habitação de Baixa Renda
    – As transformações dos estilos de vida na modernidade e a (re)configuração dos interiores domésticos
    – Reflexões sobre a caracterização da pesquisa científica e da prática profissional no design
    – O resgate da ética no design: a evolução da visão sustentável
    – Análise de maçanetas cilíndricas e de alavanca por usuários idosos – aspectos de uso e percepção
    – Design de Interiores e Consumo Sustentável
    – Aproximações entre Arte e Design: Paisagem urbana e olhar de artista
    – Valorização do território através do design estratégico: um estudo dos indicadores de qualidade de vida urbana no âmbito do bairro
    – Design versus Artesanato: Identidades e Contrastes.
    – Cores e Iluminação Aplicadas num Projeto de Interior de Aeronaves
    – Informação ou poluição: processos de descaracterização do espaço urbano
    – Lighting Design e Planos Diretores de Iluminação Pública: A Requalificação da Cidade por meio da Luz Artificial.

    Tem muita coisa boa ali dentro. São mais de 500 artigos sobre interiores, lighting, moda, produtos, embalagens, educação, história, têxtil, arquitetura, eco-design, design social, ética, etc.

    Acesse a página e divirta-se com uma boa leitura!

  • parques e praças urbanas…

    Vi hoje um vídeo no Vimeo que mostra um parque situado na cidade de Laatzen, Alemanha.

    É uma apresentação que mostra o projeto de LD que foi instalado naquele espaço.

    Simplesmente lindo!

    Quem dera aqui no Brasil pudéssemos implantar projetos assim sem ter de nos preocupar com a falta de segurança, vandalismo e desvios de verbas públicas.

  • fontes de informação – LD

    Bom, a seguir compartilho vocês com uma série de links interessantes e mais que úteis sobre Lighting Design.

    Divirtam-se e leiam muuuuuuuuitoooo!!!

    IALD Guidelines for specification integrity – um guia de orientações para a correta especificação de luminárias.

    Revista Ilumina – revista nacional sobre iluminação.

    Lightlife – revista eletrônica do fabricante Zumtobel.

    Mondo – revista sobre arquitetura, lighting, etc.

    Lighting for libraries – como projetar corretamente a iluminação para livrarias, bibliotecas, etc.

    Louiszone – revista eletrônica da perfeita Louis Puolsen.

    ArchLight – revista eletrônica italiana sobre lighting design.

    ERCO – uma das melhores industrias de luminárias e equipamentos. No site você encontrará diversos materiais na área de download.

    PLD Professional Lighting Design – revista internacional de lighting Design.

    Lighting Campus – um portal excelente para aprendizado de iluminação. Na verdade é quase uma universidade online com muito material, cursos, etc.

    Lume Arquitetura – revista nacional sobre iluminação.

    Portal Lumière – site da editora Lumière com notícias, assinatura de revistas (L+D e outras).

    HighLight – revista sobre lighting design.

    Bom, já tem bastante material aí para vocês se divertirem.

    Espero que gostem e aproveitem.

  • ainda sobre ilusão e percepção visual

    Já postei vários projetos aqui que, através da luz, buscam alterar a percepção do que vemos sejam construções, elementos urbanos ou interiores.

    Com equipamentos pesados e caros conseguimos efeitos absurdos assim como com equipamentos simples.

    Tudo dependerá da capacidade criativa do Lighting Designer.

    Aqui, apresento um projeto de fotografia que usa o light graffiti de uma forma surreal ao alia-lo com outro elemento artístico: o stencil.

    Se pararmos para pensar, isso não é nada difícil de ser transportado para o universo do LD. Basta os equipamentos certos que consegue-se essa ilusão “maluca de bela” ajudando a embelezar áreas abandonadas das cidades.

    Vejam as idéias:

    É claro que para conseguirmos estes efeitos no LD será necessário um elemento fundamental: o mapeamento.

    É, me refiro exatamente ao mesmo tipo de trabalho que postei tempos atrás sobre mapeamento arquitetural aqui neste post.

    Ah quem dera se no Brasil nossos governantes fossem sérios e tivessem um mínimo de bom gosto implementando obras que visem o embelezamento urbano…

    Imagens via: oddstuffmagazine

  • Bienal de Design 2010 – Curitiba

    Pois é pessoal, muitos já devem saber que este ano a Bienal Brasileira de Design acontecerá em Curitiba – PR, de 14 de setembro a 31 de outubro.

    Andei olhando o site da Bienal e lá pude encontrar informações bem detalhadas sobre tudo o que vai rolar neste evento impostantíssimo para o Design nacional.

    Vale a pena conferir os workshops, cursos, palestras, eventos paralelos, etc.

    Só me entristece perceber que mais uma vez o Design de Interiores foi deixado de lado pelo grupo que organiza a Bienal. Já percebi em diversos fóruns que alguns* profissionais e associações de Desenho Industrial tem uma resistência enorme contra o Design de Interiores e não conseguem – ou não querem – ver as características reais da profissão e dos cursos. estes só conseguem ver os cursos como sendo algo ligado apenas à decoração.

    Isso ficou claro tempos atrás na formação de mais uma associação aqui no Paraná onde, de forma jocosa e irresponsável, o Design de Interiores foi excluído do rol de profissões associadas. No entanto aceitaram publicitários… vai entender….

    Assim, fica aqui mais uma dica para a ABD: lutar pelo nosso reconhecimento dentro da nossa propria área mãe/raiz: o Design.

    * – não me refiro a todos e sim a alguns profissionais.

  • Atividades complementares – formação

    Dando sequência aos posts relacionados à formação, gostaria de aprofundar um pouco mais aqui sobre um elemento que não é explorado pelas universidades.

    Praticamente todos os cursos de Design de Interiores/Ambientes tem em sua Matriz Curricular as atividades complementares, porém estas ficam desconhecidas e/ou escondidas dentro dos ementários não possibilitando ao pré-acadêmico analisar corretamente sobre o que são, na verdade, estas. Já coloquei em outro post sobre estas atividades que, muitas vezes, estas não passam de “embromattion” para fechar a carga horária dada a dificuldade de se conseguir informações sobre o que estas vem a ser na verdade. Geralmente só descobrimos isso durante o curso.

    Também tem este post a ver com o carater social que a nossa profissão deve ter já desde a formação e, através disso, além de formar profissionais mais conscientes de seu papel no mundo real – lembrando que este também é composto por pessoas de baixo poder aquisitivo que merecem ter uma vida mais digna e que a nossa profissão não só pode como deve ser utilizada com um carater social e não somente naquilo que aparece em capas de revistas – auxiliar aqueles mais necessitados com o que a nossa profissão puder alcançar.

    Pois bem, as IES que oferecem os cursos de Design de Interiores/Ambientes possuem estrutura para estender estas atividades além de seus muros. É comum vermos dentro destas as incubadoras de empresas em várias áreas, menos em Design de Interiores/Ambientes.

    No entanto, percebemos que a maioria dos cursos superiores exigem dos alunos o estágio. Então porque não aproveitar  uma idéia como componente curricular que atenda a esta necessidade trabalhando de uma forma socialmente responsável?

    Os investimentos para isso por parte das IEs são baixíssimos se comparados aos benefícios sociais e retornos que a mídia pode oferecer.

    Basicamente teríamos dois pontos de ação:

    1 – desenvolvimento, acompanhamento e execução de projetos voltados a entidades assistenciais (orfanatos, asilos, centros de recuperação, hospitais, etc). Veja bem: não me refiro às casas de repouso e outras entidades particulares e sim aquelas públicas e filantrópicas que carecem de recursos de todos os tipos.

    2 – desenvolvimento, acompanhamento e execução de projetos voltados às residências e comércios de populações menos favorecidas.

    No primeiro caso, temos a oportunidade de desenvolver projetos que irão atender entidades filantrópicas e assistenciais buscando soluções para seus problemas funcionais através de intervenções no layout, mobiliário, iluminação, cores e texturas, paisagismo, higiene e bem-estar, etc.

    Em asilos e orfanatos, por se tratar de ambientes onde os usuários permanecem o dia todo muitos por um longo período e outros até a morte, podemos entrar com ações que visem a melhoria da qualidade de vida dentro destes espaços buscando atender as necessidades de acessibilidade, higiene, segurança, fluxo e organograma, estética, conforto (térmico, acústico, sensorial) entre outros. Estas ações são necessárias para diminuir a sensação de prisão, isolamento, afastamento e rompimento dos laços familiares (abandono), rejeição, inutilidade entre tantos outros sentimentos e sensações ruins.

    Nos hospitais, centros de recuperação e creches as ações são parecidas e as finalidades as mesmas, porém aqui, temos um ponto a mais de atenção que está voltada à saúde, pressupondo, assim, projetos mais específicos.

    No segundo caso, dar atendimento às pessoas oriundas de classes menos favorecidas buscando soluções para melhorar a qualidade de vida delas e o bem-estar através de projetos simples com custos adequados aos seus orçamentos.

    Sempre que vemos imagens dos interiores dessas residências percebemos a falta de noção espacial e de arrumação. Também é comum percebermos um sistema elétrico sobrecarregado, ou insuficiente, ou ineficaz assim como o sistema hidráulico. Além disso é comum percebermos as coisas amontoadas, armários sobrecarregados, falta de espaço para circulação, acidentes domésticos acontecendo rotineiramente por causa destes motivos.

    Tanto em um como no outro, são intrínsecas as ações de conscientização e educação ambiental, higiene e saúde coletiva, segurança entre outros tópicos importantes na construção da cidadania e do cidadão.

    Uma sala para atendimento/desenvolvimento/administração, uns três computadores para desenvolvimento dos projetos, suporte de mídia e/ou divulgação e um professor orientador. Basicamente esta é a estrutura que a IES tem de oferecer. Nada perto do que isso significa socialmente.

    Um ponto a se destacar aqui é que não é difícil encontrar na indústria voltada para a nossa área, parceiros e patrocinadores para uma empreitada desse porte. De tintas e revestimentos, passando por mobiliários e chegando aos acessórios finais de decoração, são produtos fáceis de se conseguir através de patrocínios e parcerias afinal, responsabilidade social e ambiental estão em alta.

    Eu particularmente adoraria pegar a responsabilidade de um projeto nesta linha pois não gosto de ações que visam arrecadar fundos que eu não sei como, onde e se serão realmente e corretamente utilizados. Prefiro agir, fazer. Isso faz parte de mim. A necessidade de fazer algo pelo próximo e não simplesmente pagar para que outro o faça por mim.

    Ao pessoal que está no meio acadêmico fica aqui uma dica: conversem com seus professores e coordenadores de curso para viabilizar isso na sua IES.

    Todos tem a ganhar com isso seja o discente, o docente, a IES, os parceiros e, principalmente, aqueles que realmente necessitam de ajuda.

  • Embelezamento urbano

    É impressionante como ações simples podem melhorar o ambiente urbano. Seja colocando apenas um foco de luz em uma árvore da rua, pintando um muro ou qualquer outra intervenção pequena, os resultados podem ser surpreendentes.

    O artista Aakash Nihalani nos dá uma bela mostra com esta instalação:

    Como se vê, uma ação simples acabou conseguindo resultados positivos.

    Aqui em Londrina seria uma boa uma vez que quando estamos dirigindo não sabemos se olhamos para a sinalização (quase inexistente ou escondida), para os pedestres ou para os buracos no asfalto.

    Brincadeiras sérias à parte, ao menos acaba-se aquele visual duro e feio das placas de sinalização que emporcalham todos os cruzamentos de nossas cidades. Tão emporcalhado que as vezes temos de ficar um tempão procurando a placa certa diante do amontoado delas existentes num único cruzamento.

  • Projeção arquitetural

    No post anterior mostrei um vídeo de mapeamento arquitetural. No Mapeamento, buscamos as formas arquitetônicas e trabalhamos a luz em cima destas.

    Na Projeção, as formas nem sempre são respeitadas, mas as percebemos sempre.

    Observem agora estes com projeção arquitetural (alguns tem elementos de mapeamento):

  • Mapeamento arquitetural

    Já postei aqui no blog tempos atrás sobre mapeamento arquitetural, um trabalho que envolve Lighting Design e Design de Interação.

    Prestem atenção neste vídeo:

    Tudo bem, estão pensando: “Ah mas isso foi feito dentro de uma sala usando módulos…”

    Ok, vejam então a aplicação arquitetural disso neste próximo que mistura mapeamento com projeção:

    E neste aqui também:

    É…

    Não temos como negar que a luz nos surpreende a cada lumen liberado.

  • Pós IPOG – novas turmas

    Pós-Graduação Iluminação e Design de Interiores – IPOG

    O Instituto de Pós-Graduação (IPOG) lançará, ainda este ano, mais dez novas turmas de Pós-Graduação em ILUMINAÇÃO E DESIGN DE INTERIORES. O curso, coordenado pela projetista de iluminação JAMILE TORMANN, tem como foco capacitar os profissionais às exigências do mercado de trabalho e as novas tendências mundiais em iluminação e design. Por meio de aulas teóricas e práticas, ministradas pelos mais renomados professores, os profissionais especializados pelo IPOG estarão aptos a inserir a iluminação e o design como ferramenta qualitativa, considerando seus aspectos estéticos, funcionais, técnicos, ambientais e de gestão.

    VERIFIQUE A CIDADE MAIS PROXIMA DE SUA REGIÃO. PROXIMAS ABERTURAS

    1. Salvador III (BA) – abertura prevista para 09 de julho
    2. São Paulo III (SP) – abertura prevista para 06 de agosto
    3. Curitiba III (PR) – abertura prevista para 13 de agosto
    4. Foz do Iguaçu I (PR) – abertura prevista para 03 de setembro
    5. NATAL II (RN) – abertura prevista para 24 de setembro
    6. Brasília V (DF) – abertura prevista para 08 de outubro
    7. Recife I (PE) – abertura prevista para 22 de outubro
    8. Vitória – (ES) abertura prevista para 05 de novembro
    9. Porto Alegre IV (RS) – abertura prevista para 19 de novembro
    10. Ribeirão Preto I (SP) – abertura prevista para 03 de dezembro

    Pós-Graduação Iluminação e Design de Interiores

    Para saber de outros cursos acesse o site do IPOG.

    Horário: 20 Meses (Aulas um final de semana por mês) – Sexta das 18 às 23 horas; Sábado 8 às 19horas e Domingo 8 às 13 horas.
    Local: 19 capitais brasileiras
    Inscrições e informações: (62) 3945-5050 ou pelo site do IPOG.

    Atenciosamente,

    Jamile Tormann
    Projetista de Iluminação
    55 61 3208 4444 / 7812 4442 radio 85 *38415
    jamile@jamiletormann.com
    www.jamiletormann.com

  • IELD 2010

    IELD 2010 – Encontro Iberoamericano de Lighting Design

    En Iberoamérica existe un Diseño de Iluminación arquitectónico profesional que debido a condiciones culturales, económicas y técnicas muy específicas, tiene una forma de trabajo muy diferente de las de EUA y el resto de la UE. Es en ese sentido que este Encuentro se transforma en una plataforma única de conexión entre los Lighting Designers de Iberoamérica que fortalecerá nuestra identidad común, difundirá nuestro quehacer y crear una base de intercambios profesionales y educacionales en nuestra región.

    El Encuentro Iberoamericano de Lighting Design, potenciará la actividad del Lighting Design y todos sus actores; diseñadores, fabricantes, arquitectos, autoridades.

    Daylighting Workshop

    Dirigido a profesionales del Lighting Design y dictado por Matthew Tanteri (IALD), quien es consultor en daylighting y experto en la enseñanza de esta disciplina.
    En sus cuatro días de duración, el curso comprenderá el proceso de diseño con luz natural, acristalamiento (glazing) e integración de daylighting con iluminación eléctrica.

    Congreso de Lighting Design

    Este congreso contará con 24 conferencias de destacados profesionales de Estados Unidos, Europa y América latina, enfocados a los siguientes temas:
    Iluminación Urbana, Iluminación Arquitectónica, Daylighting y Sustentabilidad, Patrimonio y Museos. Entre los invitados especiales, contaremos con la presencia de exponentes tales como Roger Narboni (FR)(PLDA, ACE), Matthew Tanteri (USA) (IALD), Anne Bureau (FR) (PLDA – ACE), entre otros.

    Mesa redonda

    El objetivo de la mesa redonda es hacer un diagnóstico del estado de la profesión en los distintos países, donde se evaluarán formas de fortalecer vínculos entre profesionales liberoamericanos, y así apoyar al desarrollo de la profesión en Iberoamérica.
    Feria Internacional de equipos de iluminación profesional Durante el desarrollo del Congreso de EILD 2010, una exhibición de productos y servicios ofrecidos por la industria de la iluminación, complementará el programa de las exposiciones. En un lugar especialmente habilitado para este propósito, los principales fabricantes de equipos de iluminación de EUA y UE, tendrán la oportunidad presentar sus productos a los profesionales y especificadores del Lighting Design liberoamericano reunidos en este encuentro.

    Intervenciones lumínicas en hitos urbanos de la ciudad de Valparaíso.

    Como una forma de abrir EILD 2010 a la comunidad y conectar el quehacer del Lighting Design con el espacio público, se realizará una serie de intervenciones lumínicas en hitos urbanos de la ciudad de Valparaíso. Estas instalaciones efímeras permitirán poner en valor parte del patrimonio arquitectónico de la ciudad anfitriona y contribuir con las actividades conmemorativas del Bicentenario.

    Exposición “Orígenes y cultura del Lighting Design en Iberoamérica”

    Esta exposición reunirá parte importante del material documental que describe los orígenes de la iluminación en Argentina, Brasil y Chile y explorará la tesis de una Cultura del Lighting Design en Iberoamérica. Esta muestra se mantendrá abierta a los asistentes a EILD 2010 y al público en general durante la semana del encuentro.

    Muestra Internacional de instrumentos de iluminación profesional

    Durante el desarrollo del Congreso de EILD 2010, una exhibición de productos abierta al público complementará el programa de las exposiciones.
    La muestra contará con stands individuales, una sala para conferencias y un lounge dónde las empresas auspiciadoras tendrán la oportunidad de presentar sus productos y filosofía a los profesionales y especificadores del Lighting Design Iberoamericano, en una muestra que estará abierta al público general.

    Realização:

    PLDA – Professional Lighting Designers Association

    AsBAI – Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação

    APDI – Asociación Profesional de Diseñadores de Iluminación de Espanha

  • Mais correria…

    Recebi hoje um comentário, na página Portfólio, de minha eterna Mestre e ex-professora, Drª Maria Tereza Devides.

    Já a citei aqui neste blog algumas vezes pois sou mesmo fã dela.

    Bom, recebi um convite para uma palestra/conversa com os alunos do primeiro período do curso de Design de Interiores da Unopar amanhã a noite (16/06).

    Muito me honra este pedido vindo de quem vem e também pela oportunidade de poder conversar com o pessoal que está iniciando na área, certamente carregados de dúvidas e incertezas sobre o futuro profissional.

    Não vou perder tempo dizendo quem sou eu, o que faço pois pelo que pude perceber eles já sabem pois conhecem e acompanham meu blog e meu trabalho. Então vou procurar focar na profissão, mercado e legislação vigente, associações, áreas profissionais possíveis, etc.

    Infelizmente não é aberto então nao posso convidar outros para participar ok?

  • IPOG – pós em iluminação

    Pessoal, vocês já sabem que estou fazendo o curso do IPOG em Iluminação (lighting).

    Vim aqui fazer um breve relato sobre o mesmo.

    Até agora tivemos 3 módulos:

    História da Iluminação: este módulo não participei pous estava de quarentena por causa da H1N1. Mas a turma disse que foi excelente. Pelo material que o professor nos passou pude comprovar que realmente é bastante aprofundado e tem muitos dados que eu não fazia a menor ideia rsrsrrss e olha que conheço bastante sobre esta parte.

    Grandezas e cálculos: excelente! Apesar de ser uma constante em meus projetos e de qualquer outra pessoa que projete iluminação. Mesmo assim, muitos detalhes e dicas importantíssimas que facilitaram bastante o projeto.

    Fontes de Luz artificiais: foi neste final de semana. Só o trabalho de campo já valeu a pena o módulo. De um modo geral tivemos a apresentação das fontes de luz e depois fomos aplicar os conhecimentos na prática. Excelente!

    O próximo módulo será sobre Conforto Ambiental.

    Assim, indico a vocês que estão procurando uma pós para fazer e que realmente gostem de iluminação que façam este curso.

    Dê uma olhadinha no site www.ipoggo.com.br e vejam onde tem uma turma aberta próximo de onde você está. Vale cada centavo investido.

    Vale aqui lembrar também que eles estão com outra pós com inscrições abertas: o Master em Arquitetura, que promete ser tão bom quanto este de Iluminação.