Abaixo o Splash!

Este ia ser o tema de uma de minhas colunas futuras na revista Lume Arquitetura. Mas diante de alguns acontecimentos recentes resolvi cortá-lo da revista para dar espaço a um outro texto mais sério e contundente. Portanto segue aqui no blog o texto sobre o uso do “Splash” na iluminação.

Para quem não sabe, o termo “splash” é utilizado pelos designers gráficos para designar um elemento gráfico que os clientes deles (especialmente os comerciantes) adoram colocar em suas peças:

É isso mesmo… esse espirro que geralmente vem com inscrições como:

– Imperdível!

– Oferta!

– Grátis!

– Promoção!

Dentre outras palavras ou conjunto de palavras que sempre “puxam o olhar e a atenção do observador”. Não podemos negar que realmente chama, mas isso deve-se a vários fatores dentre os quais podemos destacar:

– busca do cliente pelo menor preço;

– aos olhos mais “esteticamente treinados”, pela bizarrice desse elemento.

Sim, é bizarro, feio, emporcalha e estraga o material. Em Design, um elemento mal planejado ou pensado pode estragar todo o projeto. É o caso do “splash”.

Mas o que isso tem a ver com iluminação? Simples, explico: costumo usar este termo para indicar aquelas aplicações de projetores que lavam as fachadas. Verdinho, lilás, azul, vermelho enfim, seja a cor que for deveriam proibir este tipo de iluminação.

Não, “splash” é bastante diferente do “wall-wash”. Splash estraga enquanto o wall-wash valoriza.

Mais que modismo, isso virou uma praga nas cidades. De empresas privadas a espaços públicos, temos assistido ao aumento vertiginoso deste tipo de aplicação. O resultado disso? O enfeiamento das urbes e o descaso com o meio ambiente. E, para piorar a situação, o “projeto” e instalação disso geralmente foi feito por algum eletricista. Mas tem também muito profissional de engenharia, arquitetura e design implantando este lixo pelas cidades.

Observem atentamente a imagem acima. Onde foram parar os relevos e detalhes arquitetônicos desta construção? Perceberam como a construção ficou “chapada”, esmagada pela luz que não valoriza sua volumetria?

Outro detalhe a destacar é o desperdício de energia elétrica e a poluição luminosa que este tipo de iluminação provoca. É só olhar a potência das lâmpadas normalmente utilizadas nos refletores e projetores  que promovem este efeito. Observe também a quantidade de luz vazando para fora do espaço iluminado e afetando o entorno.

Devemos considerar também o risco de acidentes aos usuários afinal, pela alta potência destas lâmpadas, a temperatura das luminárias é sempre muito alta.

Mais um péssimo exemplo do emprego do “splash”. Porém nesta mesma foto percebe-se um elemento interessante sobre o uso desta técnica: observem a parte mais colorida (azul/lilás). Aqui temos um excelente exemplo do que diferencia o “splash” do “wall-wash”: o posicionamento das luminárias e o direcionamento da luz.

Perceberam como a parte alta da edificação está chapada, lisa? E perceberam como na parte baixa conseguimos – mesmo à distância – perceber melhor seus relevos e formas?

Geralmente o “splash” vem de iluminação aérea (aquela instalada em postes pegando a construção de frente) mas não somente assim. É óbvio que qualquer elemento com volume perderá a sua percepção ao olhar pois as sombras desaparecerão. Já no caso de luminárias instaladas lateralmente ou no chão, o excesso de luz pode distorcer as formas.

É bem diferente deste caso:

Conseguem perceber como, apesar da explosão de luzes e cores, conseguimos perceber a volumetria e texturas das árvores? Isso é a técnica do wall-wash aplicada ao paisagismo.

Nesta outra imagem, conseguem perceber a textura do reboco da parede apesar da quantidade de cores? Isso é wall-wash.

Não há a menor necessidade de fazer uma construção explodir em luz para que ele fique perceptível ou bela à noite afinal, a sombra faz parte da iluminação e o olhar necessita dela para perceber as formas.

Assim, proponho com urgência o movimento ABAIXO O SPLASH!

Fête des Lumières 2011 – Lyon, França

A “Fête des Lumières” (Festa da Luz) nasceu no dia 8 dezembro de 1852. Começou com o povo de Lyon iluminando as suas janelas com velas e depois, desciam na rua para celebrar a instalação da estátua da Virgem Maria. Hoje a Festa das Luzes faz parte do patrimônio urbano e do calendário oficial não só da cidade, mas do país. Aqui, uma apresentação/chamada geral para a festa:

E aqui, uma geral da festa deste ano:

Percebam como a cidade toda se veste de luz?

Agora vamos a alguns destaques deste ano:

1 – Catedral Saint Jean

O vídeo traz a apresentação em video-mapping a história da construção desta bela catedral. Do desenho à construção melhor dizendo.

Apesar de ser um belo trabalho, essa instalação parece mais com algo relacionado ao cinema e à TV que um trabalho de lighting mesmo. Mas como esta festa da iluminação de Lyon é algo passageiro, valem as instalações também, que é mais o caso aqui.

Percebam quase no final do vídeo que tem um momento (+- 9:08) em que não é projeção e sim iluminação mesmo feita através de projetores – magnificamente bem colocados por sinal.

2 – Place des terreaux

Primeiro prestem atenção no tamanho desta instalação. Todos os edifícios que circundam a praça foram envolvidos num mesmo projeto.

Segundo ponto: destaco a maestria do mapeamento arquitetônico, a construção e desconstrução (ou destruição – no sentido de derrubar mesmo) da arquitetura envolvida.

3 – Place de la République

Uma bela instalação sobre o corpo humano e o movimento.

4 – Hommage à Bartholdi – Fontaine – Place des Terreaux

Este é sempre um dos elementos urbanos mais esperados pela população. Sempre belíssimos projetos acontecem aqui. Por sinal você sabe quem foi Bartholdi?

Este vídeo é da edição 2010 da festa, mas vale a pena coloca-lo aqui por sua beleza.

5 – Balais de lumières Pont du palais de justice

A ponte, o rio, o entorno, o som e a luz….

6 – Place des Célestins – une partie de flipper géant

Adorei!!!

Uma partida num fliperama gigante. Mapeamento arquitetural numa instalação interativa onde o público pode jogar e se divertir.

7 – Bellecour Statue Louix XIV

Lúdico, alegre e simples.

8 – Parc de la Tête d’Or – Le Mythe de la Tête d’Or

Uma instalação num parque para contar um mito. Luz e materiais simples. Bela e lúdica instalação!!!

Gostou? Tem mais aqui:

www.blogdeslumieres.fr

Vídeos mais completos e detalhados sobre todas as instalações.

900.000 – Sorteio revista Lume Arquitetura

Pois é pessoal, como anunciei no Facebook, vamos a mais um sorteio de assinatura da Revista Lume Arquitetura.

Só que desta vez, em comemoração aos 900.000 acessos a este blog, a De maio Editora presenteia vocês leitores deste blog não com uma, mas com DUAS chances de ganhar a assinatura da melhor revista sobre iluminação e Lighting Design do Brasil!

Para concorrer às assinaturas você deverá:

1 – inscrever-se (ou já ser membro) no grupo deste blog e no de Lighting Design lá no Facebook

2 – Compartilhar algum material (vídeo, texto, foto) sobre iluminação (relacionada à luz, projeto) que você goste muito e compartilha-lo com todos lá no grupo Lighting Design do Facebook. (apenas buscamos incitar a troca de informações e a interação entre os profissionais).

3 – Colocar aqui embaixo nos comentários a frase: “Eu quero ganhar a assinatura da Revista Lume Arquitetura”. (este apenas para gerar os numeros de ordem de inscrição para fins do sorteio).

O sorteio da primeira assinatura será realizado no dia 10/12/2011 às 20:00hs (horário de Brasília).

O sorteio da segunda assinatura será realizado no dia 10/12/2011 às 20:30hs (horário de Brasília).

Ambos serão realizados através do site http://www.random.org/

Boa sorte à todos!!!

Vamos ver quem foram os sortudos (ou sortudas) da vez e vão levar este presentaço da De Maio Editora?

Vamos aos resultados?

1° sorteio:

Vencedora: Luciana Galvão

2° sorteio:

Vencedora: Natalia Ladeira

Às felizardas:

Entrem em contato com a Katia (katia@lumearquitetura.com.br) para formalizar a sua assinatura.

Parabéns à Luciana e Natalia.

A valeu pela participação dos que não tiveram sorte desta vez.

Até o próximo sorteio!!!

;-)

Integração entre Design e Arquitetura

Estava percorrendo meu reader e no Brainstorm#9 me deparei com um post falando sobre um edifício de Sampa que o Marcelo Rosenbaum e o Guto Requena fizeram o projeto de requalificação (Ed. Brasil).

Sim, requalificação e não revitalização. Já existia e arquitetura do espaço e eles entraram com a ferramentas do design para requalificar e dar um novo sentido não só à edificação em si mas também no entorno. Por isso a requalificação. Como bem diz o Guto no vídeo “o centro já é vivo, então não faz sentido revitalizar. ”

Assistam os dois vídeos e vejam que belíssimo trabalho foi realizado por esta parceria entre os dois.

Primeiro um vídeo mais institucional:

E agora um outro onde os dois comentam mais detalhadamente sobre o projeto:

É o que eu sempre digo: segregar para que? É muito mais útil unir-se, fazer parcerias. Todos ganham!

;-)

de novo…. então é Natal…..

Eu até acho que ja postei isso por aqui mas tou sem tempo de procurar.
Todo ano é a mesma repetição de postagens sobre o Natal. Encontramos imagens e mais imagens pela web e fica cada dia mais difícil definirmos o que faremos em nossa casa (não faço a menor idéia ainda aqui para a minha casa). O assunto vem à tona novamente com a ligeira proximidade do Natal.

Mas, não sou adepto dos natais tradicionais. Ok, para quem tem crianças ainda vá lá incentivar a fantasia porém, porque temos de reforçar uma imagem nada a ver com a nossa identidade e cultura brasileiras (considerando ainda a nossa realidade climática) ao usarmos simbolos que não tem a menor relação conosco?

Tradição? Tudo bem. Estas são feitas para serem quebradas. No mais, elas só servem realmente para as sociedades que as criaram.

Então, que tal deixarmos essa utopia para os shoppings e lojas e assumirmos que somos brasileiros? (gostou do plágio Elenara? ahahaha). Que tal rechearmos a nossa festa com elementos típicos de nossa cultura?

Wilma Camargo – compositora curitibana – é a culpada por esta minha visão realista e patriota com relação ao Natal. Assisti uma vez em Curitiba o Natal do Palácio Avenida e as crianças cantaram uma de suas músicas: Natal verde e amarelo. Diz a letra (pena que não tou encontrando o áudio ou um vídeo decente):

“Feliz Natal,
Natal brasileiro, sem nada estrangeiro,
Calor de dezembro sem neve e sem frio.
Natal todo nosso, com sinos tocando,
Nas velhas matrizes do nosso Brasil.

Feliz Natal,
Na hora da ceia não sirva peru,
Sirva um bom café, vatapá, caruru.
Família reunida, contente da vida,
Que bom festejar, festejar o Natal a cantar.

“Não há, oh gente, oh não…”
Natal tão bonito, Natal tão azul,
Luar do sertão e o Cruzeiro do Sul,
A iluminar o Brasil por inteiro.

Eu quero este ano,
ver Papai Noel de verde e amarelo,
Chegar alta noite e em cada chinelo deixar
O orgulho de ser brasileiro.”

Refiro-me especialmente às imagens de renas, flocos e bonecos de neve e o tal Papai Noel (que todos sabemos é um simbolo meramente comercial) que não tem absolutamente nada a ver com o Brasil especialmente nesta data quando estamos em pleno verão enfrentando temperaturas médias de 35 a 40°C.

Gosto demais de trabalhar com as bolas (tem umas maravilhosas) e claro, abusar nas luzes. Também sempre tenho o meu presépio montado: este sim é o verdadeiro sentido do Natal.

Vejamos algumas imagens que encontrei com idéias:

1) Lembro-me saudosista da época em que aconteciam os concursos de fachadas e áreas públicas decoradas. As cidades ficavam lindas, alegres… Hoje poucas cidades investem nesses concursos. Muitas tentam mas oferecem premios tão ridículos que não compensa o esforço e investimento dispensados.


2) Decoração de casa: eu particularmente não tenho mais paciência para todo o processo envolvido nisso (pegar as caixas, desempacotar tudo, montar, limpar a sujeira, depois de um tempo fazer o processo inverso, limpando a sujeira no final). Prefiro decorações diferenciadas, simples ou sofisticadas,e  isso depende de vários fatores. E porque tem de ficar no enjoado verde, vermelho e dourado? Algumas idéias:

Para quem não tem muito espaço...

Para quem não tem muito espaço... adesivos

Para os minimalistas

Já pensou em algo semelhante para o seu jardim???

Que tal usar acrílico e luz para montar a sua árvore?

Para os roqueiros

No entanto eu gosto demais dos elementos decorativos, especialmente os bem diferentes. Cores não somente neles, sua casa pode ter renovado o ar com a simples pintura das paredes para fundo da decoração natalina que pode ficar depois.

Ok, tem rena e flocos de neve. Mas observem o contraste da cor da parede.

Como já falei, adoro as bolas e as infinitas possibilidades de uso delas.

Porque não usar e abusar dos tons de roxo e lilás?

 

Olhem que idéia genial. Mas claro que algo bem montado e decorado, não esse "baguio" aí da foto rsrsrs

Bolas e mais bolas....

... e mais bolas...

... e mais bolas ainda...

O que me fez definir que vou aproveitar o globo espelhado que usei na bilheteria da mostra e que ele será o ponto de partida da decoração deste ano aqui de casa.

Sorte que não vou precisar comprar outros dois beams para conseguir o efeito (já que me roubaram os meus dois na desmontagem da mostra e agora ninguém é responsável por isso e tenho de morrer com esse prejuízo) e posso contar com lâmpadas e luminárias que tenho aqui em casa mesmo.

Bom é isso. Idéias lançadas. Vamos ver o que vai dar.

;-)

Casa Conceito 2011 – Passeio

Demorei, a mostra já foi encerrada, mas aqui está o ambiente “Passeio” que fizemos na Casa Conceito 2011 aqui em Londrina.

Trata-se da calçada frontal da residência.

A avenida onde a casa está implantada é de grande fluxo e importância para a cidade porém não vemos nada que se destaque, falando sobre muros.

Se passamos na avenida durante o dia vemos uma sequencia de nada ou salpicados de alguma coisa copiada de qualquer lugar (era, tijolinhos, pintura ou falta dela, etc). Se passamos durante a noite, é tudo cinza, escuro e sem vida (incluindo a péssima iluminação pública).

Calçada e muro - antes

Outro fator a destacar é que nas mostras (e na vida real) dificilmente as pessoas dão o devido valor à este elemento que faz parte da edificação. Costumam dizer que o Hall de entrada é o cartão de visitas da casa.

NÃO MESMO. Sempre digo que o muro e a calçada frontal é que o são, afinal eles são os primeiros contatos dos visitantes com a edificação.

Assim pensamos num projeto que desse o devido destaque à estes elementos da construção, chamando a atenção do público. E acredito piamente que conseguimos pois com todos os visitantes que conversei perguntavam se o muro “era meu” e parabenizavam.

O projeto original foi pensado já desde o início para utilizar as esculturas de parede do Jadir Battaglia. Apesar dos riscos envolvidos (vandalismo e roubos) ele aceitou ceder as peças pois nunca tinha realizado uma aplicação nesse sentido de suas peças. Isso nos levou a fechar parceria também com a empresa de segurança Digitemp que colocou um sistema de alarme magnético nas esculturas e nas luminárias.

O projeto inicial era esse:

As molduras em EPS da Decorpol formariam os “quadros” e a “tampa” do muro. Em uma semana a empresa enviou o produto. O detalhe é que eu precisava de um modelo que proporcionasse a instalação de fita ou mangueira LED para iluminar as esculturas. Fiz o desenho, encaminhei e recebi o produto exato, como eu precisava.

Porém, com o passar do tempo este projeto começou a gerar dúvidas: não tínhamos contato direto com a proprietária da casa para verificar a necessidade de alterações pós-mostra e também começamos a perceber que estávamos caindo no óbvio, na aplicação comum. Também o detalhe que na escultura da direita, bem nesse espaço, há o relógio de luz da Copel e este não poderia ficar inacessível. O projeto em si não atrapalhava em nada o acesso a ele, porém ele estragava o visual do projeto. Resolvemos então alterar radicalmente o projeto.

Como estávamos precisando de algo para a parede do Lounge Externo por causa da sacanagem do fornecedor da cobertura, optamos por retirar uma escultura do muro e colocá-la lá. Buscamos então uma linguagem mais clean e contemporânea, algo inexistente aqui em Londrina.

Alteramos o projeto de LD, o paisagismo, as cores e a disposição dos elementos do muro. Com isso ganhamos muito esteticamente. Mantivemos o volume que desejávamos desde o início e o destaque de dia e/ou noite.

Foto oficial by Ruffino

Sim, chapamos uma tinta branca em todo o muro e abusamos com os números (também feitos sob encomenda em EPS pela Decorpol) em vermelho.

Para esconder (ou ao menos suavizar esteticamente) o quadro de luz, optamos por vasos com samambaias afixados acima dele onde, as folhas, não atrapalham o acesso ao mesmo. Este mesmo elemento aplicamos em outros pontos do muro para não chamar a atenção justamente em cima do problema. Poucas pessoas perceberam que tinha um quadro de luz ali.

Pra ajudar, na noite anterior à inauguração da mostra, enquanto estávamos tentando finalizar o Lounge um caminhão saindo acabou por enroscar o seu baú no portão e nos fez esse favor:

Isso porque já eram mais de 23:00hs. Quiseram jogar a responsabilidade disso sobre nós mas, como viram que eu tinha tudo devidamente registrado (fotos, vídeos e testemunhas), desistiram. Porém o portão ficou lá danificado durante toda a mostra e ainda está. Será entregue assim à Luciane, proprietária da residência?

Sobre este portão, vale ainda ressaltar que tentaram nos forçar a pinta-lo. Relutei fortemente contra isso pois trata-se de madeira bruta (peroba rosa), bastante antiga que não merece essa infelicidade. Sim sou contra este tipo de destruição. Este portão, assim como o deixamos, nos conta a sua história. Se soltássemos uma camada de tinta sobre ele, não seria mais ele. Também perderia o seu valor material.

Fundamental foi a parceria com a Arte Flores e Paisagismo M.E., através de seu proprietário Fabiano, na parte de paisagismo que nos forneceu as plantas, elementos e insumos necessários e também a Madeplast que forneceu o deck de madeira plástica (que infelizmente não saiu na foto oficial pois não estava instalado ainda). Também temos a parte de iluminação com o apoio da Eletroville, da GE Iluminação e do Renaldo.

Por falar em iluminação, neste projeto pensamos numa forma de atingir os objetivos estéticos e dar o devido destaque aos elementos aliado ao baixo consumo energético. Apesar de termos trabalhado com lâmpadas halógenas, o alto rendimento das luminárias nos permitiu isso.

Está aí, um belo projeto, bastante elogiado e destacado na CasaConceito 2011 aqui de Londrina.

Análise da iluminação… mais do mesmo: erros

Bom, vamos lá analisar mais algumas imagens de projetos.

(E foda-se se são ambientes de pseudas estrelinhas das revistas).

Começando por erros crassos cometidos com o uso das lâmpadas AR111 e 70.

Vocês acreditam realmente que estas plantas (especialmente as orquídeas e bromélias) não irão sentir essa luz e tudo que ela carrega em si (radiação e calor)? Fala sério… Sem contar ainda que o “destaque” pretendido não foi alcançado (prefiro acreditar nisso que na péssima estética projetual) seja por erro de especificação de luminária/lâmpada ou de instalação.

Bah, num ambiente desse, com esse pé direito, apresentar um projeto desse porte carregado de AR111 é de doer heim? Não digam que é por ser uma mostra e que o “conceito” é que manda pois esse erro é cometido repetidas vezes em diversas obras por aí.

Já disse e repito: sim, a luz das ARs é linda e os efeitos alcançados com o uso delas é único. Porém, creio que cliente algum deseja ter o seu inve$$timento destruído ou manchado em pouco tempo por causa de danos provocados por uma iluminação errada. Isso sem contar que o ambiente fica insuportavel, especialmente onde a luz incide diretamente sobre os usuários.

Conseguiram perceber a belezura da luminária sobre a mesa???

DEZ (10) AR111 sobre essa mesa… Talvez não seja uma mesa e sim um fogão ou forno… É só colocar os pratos ainda crus ali em cima, deixar por algumas horas e depois chamar o povo pra sentar-se e comer. Seria isso um conceito sobre a facilidade que a vida atual exige??? Também a família e convidados aproveitam para “pegar um bronze” enquanto se alimentam… Vai saber…

Depois acham ruim quando o cliente liga reclamando que as peças que são expostas estão ficando manchadas, desbotadas ou os tecidos enfraquecidos, queimados, etc… Ah, os manequins também estão “entortando”… Sempre tem um cheiro estranho de queimado dentro da loja, etc etc etc etc etc…

Essa está ÓTEMAAAA!!!!

Descontando a quantidade de reflexos, fico imaginando como estes materiais – especialmente as imagens – estarão daqui a uns 6 meses…

Saindo das ARs, vamos a outros erros também crassos:

Gente do cecéu!!! Quem vai limpar a gordura e sujeira que fatalmente vão emporcalhar estas peças???

.

Ai, pelamor!!! Luzinha verdinha na plantinha???

Pior que isso só isso aqui ó:

Pra quê essa mistureba de cores??? Pra que alterar de forma tão estúpida a cor natural das plantas? Pra que essa variedade de cores???

Mas tem gente que ainda consegue fazer pior:

Splash de luz já é ridículo, pior ainda quando usa a mesma luz para iluminar as plantas.

Mas tem quem consiga fazer pior que isso:

O splash numa cor já é ridículo, usando duas então…  Irão dizer que isso é um walwash em uplight?

Noooooooooooooooo!!!! Olhem os refletores no chão. É splash mesmo!!!

Melhor nem escrever mais nada sobre essa foto…

Esse tipo de coisa só contribui para o EMPORCALHAMENTO URBANO!!!.

Olhem isso agora:

Que efeito, digamos, interessante não? (Uma bosta mesmo!)

Que é isso???

Ah, não posso deixar de apontar também as ARs…

“Ah, são peças caras…”

Problema do cliente que escolheu isso por conta própria ou pior: do projetista que especificou isso.

Quer “status-cús” ou gordas RTs, dá nisso…

Por falar em gordas RTs, o que dizer disso:

Aham… montar um projeto chiqueterrérrimo desse é fácil quando os clientes são cheios da grana e querem ambientes pra esfregar na fuça dos “amigos”. E também para o projetista encher os bolsos com poupudas RTs.

Energeticamente ineficiente, ergonomicamente instável, com relação à manutenção é bastante complicado e ao uso volto à velha questão: sentado até que tudo bem (tirando o peso sobre a cabeça das pessoas) mas em pé, são obstáculos visuais para lados opostos da mesa.

Luz direta sobre os travesseiros???

G-Zuiz!!!

Bom, paro este post por aqui… Tem ainda várias fotos que eu poderia colocar neste post mas fica para os próximos ok?

Observem as imagens. Atentem para as críticas que faço e as relacionem com o uso. Imaginem as pessoas usando estes ambientes no dia a dia.

Como bem colocou o Oz Perrenoud nesse ultimo modulo da pós (este exercício que faço tem tudo a ver com este modulo), pensem a iluminação já no inicio do projeto, se possível, iniciem pela luz e o seu uso diário.

JAMAIS deixem a iluminação para o final e muito menos se deixem seduzir pelo “status” de luminárias.

É a luz que tem de ser SENTIDA, PERCEBIDA pelo usuário e não a luminária cara. Deixe o caro, o “status” para mobiliarios, revestimentos, etc.

Só assim estes erros serão eliminados nos projetos.

E claro, muito conhecimento sobre iluminação.

Abraços e até o próximo post!!

Artigo definido: LIGHTING DESIGN – UM ESBOÇO SOBRE SEU ESTATUTO EPISTEMOLÓGICO.

Pois é galera, finalmente defini o tema de meu artigo da pós do IPOG.

LIGHTING DESIGN – UM ESBOÇO SOBRE SEU ESTATUTO EPISTEMOLÓGICO.

De modo resumido, será isso que vou analisar:

1. PROBLEMAS:

Problema Geral
A falta de uma denominação, delimitação e/ou definição correta da área profissional para os profissionais que trabalham com iluminação.

Problemas específicos
Qual a denominação mais adequada à ser utilizada pelos profissionais?
Qualquer pessoa formada em engenharia, arquitetura, design e outras áreas que utilizam a luz como ferramenta pode utilizar-se desta denominação?
“X” é uma especialidade ou um simples complemento de outras áreas?
Qual a permeabilidade da área?
Qual a hibridicidade da área?

2. OBJETIVOS:

Objetivo Geral: 

Estabelecer um esboço para um estatuto epistemológico da área profissional de iluminação.

Objetivos Específicos:
Investigar se a área de Lighting Design pode ser fechada com exclusividade dentro de alguma outra baseada na formação acadêmica e assim propor a definição da denominação da área;
Verificar se o direito adquirido por outras áreas pode barrar a independência desta nova área;
Analisar a permeabilidade da área sobre outras e verificar o que torna esta área híbrida mostrando o porquê desta hibridicidade gerar uma área pura, exclusiva e não poder ser fechada dentro – ou exclusiva – de outra.

3. HIPÓTESES
O mercado está interessado e necessita do profissional de Iluminação especializado.
O aprendizado formal em Iluminação favorece o desempenho de um profissional de Iluminação
O profissional de outras áreas sente necessidade de conhecer e aprender aspectos qualitativos e quantitativos da luz para trabalhar com iluminação pois sua formação acadêmica foi insuficiente.
O mercado de trabalho exige um aprendizado formal para um profissional de Iluminação.

 

Bom, como puderam perceber é uma bomba (eu e minhas santas sandices que invento e me meto ahahahahha) e vai me dar uma trabalhão danado escrever este artigo. Vou utilizar dois questionários para reforçar as idéias:

a – destinado aos profissionais que atuam exclusivamente com iluminação

b – com profissionais de outras áreas que trabalham TAMBÉM com iluminação em seus projetos.

A dificuldade é contar com a sinceridade e honestidade no segundo grupo, então, creio que o melhor caminho seja realizar estas entrevistas pessoalmente ou através do MSN ou Skype (com câmera), assim consigo perceber quando o entrevistado enrola, titubeia, não responde de imediato (acaba pesquisando para responder corretamente e não passar carão) entre outras coisas.

Assim que tudo estiver pronto vou disponibilizar o questionario para profissionais de iluminação.

Os profissionais de outras áreas (engenharia, arquitetura, Interiores e Ambientes, decoração, design, etc) que desejar me ajudar nesta pesquisa respondendo à entrevista, é só entrar em contato comigo pelo e-mail LD.PAULOOLIVEIRA@GMAIL.COM me passando o contato do MSN ou do Skype para que eu possa adiciona-los e realizar a entrevista ok?

Mas lembro que somente iniciarei as entrevistas com outros profissionais em agosto.

Abraços a todos ;-)

P.S. > continuarei meio sumido aqui do blog por causa desse artigo mas não os deixarei na mão, fiquem tranquilos.

Artigo da pós… thinkando… thinkando….

Putz a pós já está para acabar e eu aqui perdido entre idéias e ideais sem conseguir  chegar a um tema para desenvolver o artigo.

Em outubro eu estava com 12 idéias de temas.

Comecei a peneirar e ficaram 5.

São temas sobre coisas que me incomodam muito, me deixam inquietos pois são coisas que acontecem diariamente e parecem passar despercebidas pelas pessoas, pelos profissionais, pelas associações (bom pra essas é normal isso ahahahha).

Tenho percebido que se o tema/assunto incomoda as pessoas* preferem não opinar, omitir-se, dar de ombros como se o assunto não lhes disessem respeito como por exemplo, as autuações do CREA contra nós Designers.

As pessoas só tendem a se mecher quando a “água bate na bunda” infelizmente. Tenho acompanhado isso acontecer com profissionais, associações, IES e mercado.

Talvez por acharem o assunto áspero, ácido, exigir estudo e análise imparcial do foco as pessoas parecem ficar esperando “pra ver no que vai dar”.

Digo isso pois cansei de “gritar” denunciando por anos seguidos pela web sobre este problema do CREA e só vimos alguma ação da ABD no ano passado depois que uma das diretoras enfrentou o problema ou seja, a “água bateu na bunda dela” (sorry a brincadeira Bradalize). Só depois disso a ABD se mecheu e adotou uma postura clara sobre o assunto.

Porém existem muitos outros assuntos bastante sérios que precisam ser tratados com urgência e necessitam da atenção de todos. Se não quer expor-se opinando, então ao menos ajude na divulgação retuitando, compartilhando no facebook, enviando por e-mail ou o que for. Mas ajude de alguma forma.

É impressionante como os profissionais fogem do debate ou tentam deturpar o mesmo quando o assunto é a responsabilidade técnica do profissional. Tem muitos por aí que nem fazem idéia do que seja isso.

Também temos os problemas gerados pela troca da RT pelo valor do projeto – o que vem prostituindo e destruindo o mercado. É sim e não adianta tentar tapar o sol com a peneira. Tem muita gente NÃO COBRANDO PROJETO em troca das RTs oferecidas pelas lojas.

#PUTASACANAGEM ISSO!!!

Tem também o problema das IES formando mal e porcamente futuros “profissionais” lançando no mercado a cada ano muitos completamente despreparados e incompetentes que fatalmente irão sujar o nome da profissão.

Tem também a tentativa de ingerência de outras áreas sobre a nossa.

DEVO colocar aqui especialmente, a falta da regulamentação profissional que permite todos estes absurdos citados acima e muitos outros mais.

Mas o assunto não é com você não é mesmo?

Vai nessa…. até a “água bater na tua bunda”… aí vai ver o que é bom por não ter ajudado antes e agora não ter a quem recorrer.

Bom, mas voltando ao assunto da pós e dos temas.

Hoje conversando com um amigo da pós, o Dan Mendes, rimos pacas gerando idéias para temas mais locais para o artigo.

Conforme o papo ia rolando sobre as aulas que já tivemos iam surgindo idéias como por exemplo:

– Análise do espectro da luz refletida pelo óleo que envolve os pastéis vendidos no terminal urbano de Londrina.

Afff…

Os temas que eu ja tinha definido falam sobre questões locais, relativas à Londrina, cidade onde resido. Do skyline noturno mórbido à iluminação pública digna de uma roça, pensei em vários assuntos para gerar temas.

Cheguei até a pensar em algo falando da resistencia do mercado londrinense em acreditar no Lighting Design incluindo aqui os falsos especialistas em iluminação que tem por aqui e que só fazem “botar umas luzinhas” por onde passam que não traz novidade alguma seja em conceito, projeto ou equipamentos.

Talvez sobre os espaços públicos da cidade que durante a noite desaparecem no breu e não oferecem a mínima segurança luminosa.

Também pensei sobre os projetos de iluminação dos condomínios horizontais que, pelo alto valor, deveriam ser algo bem melhor elaborado mas não, são comuns e sem graça/novidade alguma.

E por aí vai…

Mas tem um assunto que já me fez perder alguns projetos que está me picando atras da orelha (pulga) ultimamente. Mas pra isso terei de (novamente) me meter com questões jurídicas, analisar leis, cruzar dados e fatos assim como fiz na primeira minha primeira especialização.

Ou será que se eu apenas lançar a idéia (denúncia na verdade) alguém irá depois refletir sobre o assunto e gerar mais artigos sobre o mesmo tema?

Ou será que volto aos temas anteriores e continuo no risco de perder mais projetos por causa desse probleminha que, na verdade é uma reserva de mercado para alguns, disfarçada por outro nome que não vou citar aqui agora.

Bom, 4 projetos em andamento/estudos e mais isso pra pensar…. tá difícil…

E ainda o contato com as duas senadoras que me ofereceram apoio sobre a Carta Aberta ao Senado Federal que publiquei.

Putz, acho que preciso abrir um escritório e colocar gente pra me ajudar com urgência…

Bom, nem meu reader tou tendo tempo de olhar rsrsrs

Mas é isso, se alguém tiver uma luz pra me ajudar agradeço rsrsrs

Não se esqueçam de participar da promo aqui embaixo valendo o livro “Aprender a Ver”!

Abraços

 

Sobre a praça citada no post Cidade Limpa

O Marcel do blog Janela Londrinense me mandou um link com um post que ele fez em 2010 falando sobre esta praça. Apesar de ser popularmente conhecida como “praça da bandeira”, na verdade chama-se Praça Mal. Floriano Peixoto.

“Chupei” de lá estas duas fotos que mostram a praça:

 

foto: Yutaka Yasunaka

foto: Yutaka Yasunaka

Perceberam como – bem destacado pelo Marcel – a forma não tem nada a ver com a tal bandeira, salvo uma similaridade?

E também Marcel, agora você já sabe quem desenhou e quem construiu a tal praça ;-)

Mas o que me levou a fazer este novo post – claro, além de mostrá-la a vocês o mais próximo do original possível – é destacar a antiga catedral de Londrina.

Olhem a maravilha que tínhamos aqui em nossa cidade:

 

foto: Yutaka Yasunaka

foto: Yutaka Yasunaka

foto: Yutaka Yasunaka

Pois é, linda, majestosa, imponente.

Sua inauguração aconteceu no dia 24 de outubro de 1943, ainda sem o forro. Somente em fevereiro de 1945 a Igreja foi rebocada e as duas torres ficaram prontas em 1949.

Em junho de 1968, a Igreja Matriz antiga, de material, começa a ser totalmente demolida. Em nome da “evolução”, da modernização e sob a alegação de que precisavam de mais espaço para os frequentadores da igreja, simplesmente derrubaram este patrimônio histórico para a construção disso:

Uma cópia estúpida da forma – que provavelmente estava na moda – de outras tantas existentes por aí. Só em Maringá, que eu sei, existem 4 assim. Lamentável.

Lamentável também ter de engolir os absurdos argumentos, especialmente o acima sobre “espaço” quando vemos santuários com igrejas menores que a antiga catedral de Londrina recebendo milhares de devotos sem terem derrubado sequer um único tijolo das paredes.

Pelo contrário, para conseguir atender a todos, eles simplesmente multiplicam as missas, abrindo mais horários.

Mas aqui em Londrina é assim. Seja por parte da administração pública ou da própria sociedade, o desrespeito à história beira a crueldade e tem seus pés fincados na mais absoluta falta de bom senso.

Desculpem mas faz tempo que eu precisava desabafar sobre isso.

Lei Cidade Limpa – Londrina-PR

Muito bate-boca baseado em argumentos desnecessários tanto por parte da prefeitura quanto da ACIL e comerciantes por causa da Lei Cidade Limpa que foi (?) recém implantada aqui em Londrina. Baseada na mesma lei que foi implantada em São Paulo, aqui ela tem gerado controvérsias e brigas judiciais que, no meu ponto de vista, são totalmente desnecessárias. Está faltando diálogo no lugar de acusações.

A ACIL, que deveria agir com precaução, deixou até mesmo o corporativismo de lado e agiu de maneira inesperada e inoportuna, posso dizer até mesmo emocional e impensada demais. Seria muito mais útil se tivesse procurado informar-se com as associações das cidades que já passaram pela mesma situação e, antes de cometer os mesmos erros, antecipar-se usando a inteligência.

Do outro lado, a prefeitura que insiste em impor normas e regras sem o devido diálogo entre as partes envolvidas seja para o que for. Por sinal, enta administração e sai administração, a prefeitura continua insistindo nos mesmos erros de seus antecessores. Londrina é a única cidade do mundo que tem rotatórias em forma de “S” – o projetista certamente é um fã eufórico do Airton Senna.

Brincadeiras à parte, tem um blog aqui de Londrina sobre arquitetura e urbanismo que, ao conhecê-lo, gostei muito e acrescentei-o ao blogroll aqui ao lado pela seriedade que – aparentemente – levantava assuntos através de seus posts. Lendo meu reader hoje me deparei com mais um excelente texto de seu autor sobre este assunto da Lei Cidade Limpa e postei um comentário que – claro – deverá ser ou não aprovado pelo mesmo.

Ser aprovado ou não?

Nesse momento fui verificar se o comentário que eu tinha feito num outro post do referido blog, falando sobre as horrendas cabines-cópias-fajutas-vermelhas das cabines telefônicas de Londres – que estão querendo enfiar goela abaixo aqui em nossa cidade sob uma falaciosa historização e romantização de uma pseuda e nunca existente colonização desta minha amada terra por ingleses – tinha sido aprovado.

Para minha surpresa e espanto ele não está lá aprovado.

Então, já que meu post não foi aprovado lá, vamos à uma breve aulinha de história sobre minha amada terrinha: Londrina (que foi o conteúdo do comentário censurado).

No comentário proibido, acrescentei alguns dados REAIS sobre a verdadeira história de Londrina para complementar a excelente análise estética/urbana/climática realizada sobre as tais cabines telefônicas.

Postei com argumentos baseados em fatos também REAIS que Londrina não é nem nunca foi uma “pequena Londres” e que não foram os ingleses que colonizaram esta minha terra amada e sim que eles, através da Companhia de Terras Norte do Parana, estavam apenas abrindo novos espaços para venda terras em toda esta região. Que na vila recém aberta em meio a mata nativa permaneceram apenas sete ingleses gerenciando o escritório de vendas de terras e que, na verdade, quem construiu e fez essa cidade “vingar” foram os imigrantes japoneses, italianos e de outras etinias que migraram para cá atras de seus sonhos.

Também informei que a “Praça  da Bandeira” nada tem a ver com o desenho da bandeira inglesa salvo a triste ironia da forma de seu calçamento. Na verdade, não remete à esta bandeira e sim ao FATO de que por esta ter sido construída num momento em que o Brasil passava por um forte sentimento nacionalista, era “norma nacional ” que todos os espaços públicos onde houvessem o Pavilhão Nacional, seus acessos deveriam direcionar ao mesmo e forçar o olhar dos transeuntes para o este elemento de qualquer lado que chegassem. Por isso existem praticamente em todas as cidades, praças com formato semelhante ao da bandeira inglesa. Mas isso não quer dizer que é uma homenagem à esta. Se assim fosse, quantas “pequenas Londres” teríamos de ter espalhadas por este Brasil? Eu que não vou contar todas.

Olhem bem meu caros leitores, qual forma é melh0r que esta para permitir o acesso por todos os lados e trazer para um mesmo ponto central/focal não concordam?

Como eu sei disso tudo?

Simples: foi o meu avô quem desenhou e construiu aquela praça. Minha família chegou aqui em Londrina logo em seu “iniciozinho”. Além de meu avô que construiu e pavimentou grande parte dessa cidade – sim, os paralelepípedos que hoje se encontram sufocados embaixo de camadas de asfalto foram colocados por ele – tem também a minha bisavó que foi a primeira educadora desta vila Londrina quando ainda nem existia escolas por aqui e ela lecionava na garagem de sua residência. No entanto, nem uma escola com o seu nome existe aqui nesta cidade.

Como sempre, a VERDADE dói em alguns pois terão de assumir seus erros e mentiras. Então é melhor deixar quieto, ignorar a verdade e sufocar os que tentam mostra-la. Além de claro, pagar bem para ter matérias jornalísticas apoiando cegamente essas MENTIRAS disseminando a desinformação e deseducando a sociedade.

Mas eu tenho este meu delicioso espaço para poder compartilhar estas histórias com vocês não é mesmo? E melhor: sem sofrer censura dessa gente que só busca desinformar.

Pô prefeitura, faltou um Designer pra fazer o logo?

 

Bom, mas voltando ao tema do tópico, como não sei se meu novo comentário será aprovado lá naquele blog, então vou transcrevê-lo aqui e, claro, acrescentar mais alguns dados já que o espaço me permite isso (e sei que vocês adoram me ler demorada e longamente ahahahah).

Percebo que,

o que tenta ser imposto pelos comerciantes, pela ACIL e pelos publicitários com relação à Lei Cidade Limpa, é uma forma de acomodação. E isso é facilmente percebido pelos “argumentos” postados nos comentários em diversos sites e blogues que vem tratando do “assunto da moda” aqui por estas bandas.

O problema maior? A desinformação que forma a base dessa acomodação.

Ora meus caros, com desculpas como “atrapalhar o trânsito” ou que os clientes “não vão achar determinada loja” entre tantos outros mais no mesmo sentido, só demonstram que vocês não estão dando o devido valor e respeito nem aos seus próprios clientes nem à nossa cidade que os sustenta e abriga.

Para quem tem o costume de ir a São Paulo como eu, sabe perfeitamente que este tipo de argumento é irreal e absurdo. São Paulo continua “andando” e os clientes continuam “achando” o que procuram da mesma forma que antes da lei e sua cidade emporcalhada pelos horrendos frontões sem contudo, provocar qualquer destes “problemas” elencados por vocês  pela web.

A resposta para estas e tantas outras indagações é simples: usar das ferramentas disponíveis no mercado. Principalmente o Design (e suas vertentes lighting, interiores, gráfico e produtos)  buscando uma solução visualmente agradável e dentro da Lei em questão.

São Paulo aprendeu rápido a recorrer a esta ferramenta. Então, porque os londrinenses tem de ficar choramingando e não tratam de aproveita-la?

Não tenho visto grandes alterações até o momento. A maioria das edificações que já tiveram seus frontões retirados, acabaram desnudadas expondo o descaso “por trás das fachadas”.

 

Foto: Lilian Oyama

Para os que desconhecem, a ferramenta mais utilizada atualmente em todo o mundo é o Lighting Design (não é mera iluminação). Este, quando projetado por profissionais especializados, tem efeito muito mais atrativo tanto durante o dia quanto à noite.

Londrina tem edifícios e áreas que merecem um bom projeto de Lighting Design mas o que vemos – aos montes – são aqueles horríveis “splashes” de luzes verdes, violetas, amarelas e assim por diante como se isso desse algum valor ao negócio. Porém o efeito disso – já mostrado em pesquisas – é exatamente o contrário pois, entre outros pontos, além de ofuscar pelo excesso de luz, distorce a marca da empresa ao alterar a sua cor tornando-a, por vezes, irreconhecível.

Já locais – se existem 10 aqui em Londrina é muito – onde a iluminação foi corretamente planejada e projetada, tende a chamar a atenção dos passantes seja pelo destaque focal, pela beleza, pela suavidade, pelo elemento surpresa, pela tecnologia empregada entre tantas outras.

É claro estou aqui “vendendo o meu peixe”, como profissional especializado em Lighting Design que sou, mas sim – e acima de tudo – trazer novos horizontes e educar o mercado e seus gestores.

Também não posso deixar de observar o seguinte:

Dias atrás passando pela rua São Paulo, percebi que numa das quadras a maioria dos frontões já haviam sido retirados. Porém, o que mais me chamou a atenção não foram as fachadas nuas e horríveis pelo descuido do que estava “embaixo do tapete” e sim, a rede elétrica pública emporcalhando e que – agora sem os frontões – acabou ficando totalmente exposta, tornando-se também o ponto focal para o observador.

 

Foto: Lilian Oyama

FICA A DICA:

Se a lei prevê uma cidade limpa, menos agressiva e poluída visualmente então a prefeitura, como gestora principal, tem de fazer a sua parte também.

A ACIL e os comerciantes – mas também toda a sociedade – devem se unir e exigir a imediata (também dentro do prazo da Lei afinal a Lei é igual para todos não é mesmo?) eliminação do abastecimento “aéreo” através dos postes e fiações suspensas através de um projeto de iluminação pública eficiente ( também projetado por especialista e não por uma equipe que insiste em errar nos projetos urbanísticos) incluindo a implantação de cabeamentos subterrâneos promovendo assim o embelezamento urbano de nossa já tão sofrida e deteriorada Londrina que a Lei Cidade Limpa trata.

Se é para deixar a cidade realmente limpa e mais bonita, então que tal encerrar as guerras e dar as mãos trabalhando juntos por isso?

Certamente todos irão ganhar com isso.

Quem passou e quem passa hoje pela rua São Bento em São Paulo (na verdade pela cidade toda) sabe do que estou falando. É uma rua comercial que hoje respira e atrai muito mais clientes do que em sua fase poluída que só atraía marginais, tornando-a um local ermo dentro do centro da cidade. Hoje consegue-se olhar para cima e perceber a cidade que existe acima, coisa que antes era impossível. Também é possível ver a extensão toda da rua o que também era impossível antes. Quando passávamos por lá, a sensação de estar sufocando era constante pois os frontóes de um lado da rua quase se encontravam com os do outro lado em alguns pontos. Isso só era bom para uma coisa: esconder-se da chuva.

Porém, vejam bem nobres empreendedores: agora sem os frontões os transeuntes terão de buscar abrigo onde?

Claro, dentro de suas lojas e isso significa o que?

Heim, heim, heim?

Potenciais vendas inesperadas!!!

Querem coisa melhor que isso?

Estão percebendo como podemos transformar pedras em diamantes? Basta para isso querer e agir?

Embelezamento Urbano é uma soma de ações e, neste caso específico podemos destacar:

A despoluição visual (em todos os níveis e elementos) + A recuperação e renovação urbana + O respeito pela história local + O respeito pela cidade e seus usuários.

Tudo isso tendo como ponto principal o bem-estar e a qualidade de vida urbana.

Portanto, vamos agir com mais serenidade de ambos lados visando esta qualidade de vida que tanto sonhamos e lutamos para mante-la, ao menos, respirando?

Estou aqui à disposição para os empresários que desejarem realmente algo de qualidade e que valorizará o seu empreendimento.

Também estou à disposição da ACIL para conversar com seus diretores e associados sobre o assunto mostrando como o Design pode e deve ser utilizado como ferramenta pró-empreendedorismo e valorização empresarial.

Também estou à disposição dos publicitários para mostrar-lhes como o Design (feito por DESIGNERS REAIS) pode ajuda-los a ampliar o leque de produtos que vocês oferecem agregando qualidade e valorizando os seus produtos para que consigam cobrir as “perdas” provocadas por esta Lei.

Também estou à disposição da mídia para ajudar a apontar o que realmente vale a pena e que seja realmente importante neste e em outros assuntos relacionados à nossa cidade e, principalmente, como o Design pode e deve ser aproveitado para a melhoria e embelezamento urbano e para a vida de qualquer pessoa.

Também estou à disposição para ajudar a prefeitura e a Copel a repensar seus projetos urbanos através do Design, transformando gradualmente a nossa Londrina numa cidade referência não através de matérias elaboradas mas sim com materias que mostrem que aqui realmente se investe em qualidade de vida de forma correta e coerente.

É, estou aqui à disposição.

Dúvidas sobre iluminação (LD)?

Estava eu pesquisando pela web quando me deparo com o título de uma matéria no site de uma revista. Fui ver e, logo de cara já me deparei com absurdos, desinformação e erros contidos no texto.

Então, vamos arruma-lo e escrever a VERDADE sobre o tema iluminaçãoe corrigir pontos falhos?

Mãos à obra!!!

1. Qual o papel do projeto luminotécnico?
O papel da iluminação é valorizar o trabalho do arquiteto ou do designer de interiores sempre atendendo as necessidades do cliente.
Nele são planejados os circuitos de luz considerando o uso que se faz de cada espaço e as necessidades de quem o ocupa. Deve levar em consideração os aspectos humanos, estéticos, arquitetônicos, financeiros e ambientais. Por exemplo, a manutenção precisa ser fácil e de baixo custo e os elementos escolhidos devem partir dos cuidados eco-sustentáveis.
Compõe-se de projetos (plantas, cortes, perspectivas e detalhes) memorial descritivo (especificações de lâmpadas, luminárias e demais equipamentos), e orçamentos.

2. Em qual momento deve-se pensar nesse projeto?
Aqui temos duas situações distintas:
A – Construção: o ideal é que o lighting designer seja contratado no mesmo momento que o arquiteto, ainda na concepção da idéia da edificação, pois as escolhas dos equipamentos e tipo de iluminação interferem em outras partes da construção, como no planejamento elétrico e até mesmo na alvenaria – no caso de iluminação arquitetural.
B – Reforma: idem ao anterior, logo no início da fase de pensar o projeto. Porém aqui o trabalho é mais complexo pois a construção já está levantada e as intervenções são mais difíceis – mas não impossíveis.Há limitações e as intervenções são realizadas se possível. Edificações já construídas possuem algumas condicionantes de estrutura, hidráulica e elétrica. O profissional da obra terá de avaliar o que já existe e o que poderá ser feito naquelas condições. Existem no mercado produtos que foram desenvolvidos para aumentar as possibilidades de intervenções nestes casos.

3. Por onde iniciá-lo?
Nas necessidades dos usuários para cada ambiente. Nestas necessidades o profissional deve ser capaz de captar inclusive como cada membro da família responde à luz, necessidades individuais e coletivas. etc. Jamais deve-se começar pela escolha de lâmpadas e luminárias. O planejamento luminotécnico faz parte do projeto de interiores (design ou arquitetura pura) e para isso o profissional considera as particularidades de cada ambiente, as atividades exercidas ali, sem se esquecer da incidência da luz natural e como aproveita-la da melhor maneira possível.
Depois desse levantamento, é hora de interpretar essas ideias e colocá-las no papel.

Fonte: Zeospot.com

4. Quem contratar?
Profissionais formados em arquitetura, engenharia, ou design de interiores/ambientes possuem conhecimentos básicos sobre iluminação e elétrica, o bê-a-bá.
O ideal é colocar o projeto de iluminação (lighting design) nas mãos de um profissional especializado na área.
Hoje no Brasil já existem profissionais especialistas em iluminação que são conhecidos como Lighting Designer.
Com a contratação de um especialista certamente o seu projeto irá atender as suas necessidades, ser bastante autoral e refletir a personalidade do usuário. Além da grande vantagem de não correr o risco futuro de ter em mãos um projeto que não funciona direito e/ou vive dando problemas.
Tenho visto com tristeza – por falta da regulamentação profissional – vários profissionais dizendo que são lighting designers, arquitetos de iluminação e designer de iluminação sem ter a devida especialização. Estão tentando “pegar a onda” deste novo mercado mas não tem a devida especialização e conhecimento necessários.
Assim como num emprego comum, caso você se sinta inseguro(a) com o profissional, exija a apresentação de seu currículo completo (incluindo certificados e diplomas).
Dica: Um especialista consegue explicar a iluminação usando uma linguagem simples, sem o uso exagerado dos termos técnicos para “vomitar conhecimento”.

5. O projeto luminotécnico pode ser feito pelo mesmo arquiteto/designer que está fazendo os projetos para a minha casa/empresa?
O ideal é que não seja o mesmo profissional.
Isso serve tanto para projetos arquitetônicos quanto de design de Interiores/Ambientes.
Profissionais de arquitetura e de interiores que primam pela qualidade de seus projetos possuem parcerias com profissionais especialistas, dentre eles os lighting designers.
Assim como a medicina, a arquitetura e o design tem se fragmentado em especialidades e o lighting design é uma delas.

6. Como dimensionar a elétrica da casa/empresa pensando no projeto luminotécnico?
Novamente temos duas situações distintas aqui: à construir e já construída.
1 – à construir: o projeto de iluminação deve ser feito antes, pois traz as especificações de lâmpadas (tipo, potência e voltagem) e equipamentos (transformadores e reatores) que o engenheiro elétrico irá utilizar para elaborar o sistema elétrico (carga, especificação, distribuição, etc).
2 – já construída: numa reforma, pode-se trabalhar de duas formas: para evitar sobrecarga avalia-se a construção identificando qual carga há disponível e fazer a quantificação/distribuição desta entre as luminárias e equipamentos elétricos (geladeira, fornos, computadores, etc). Também há reformas que permitem a ampliação desta carga, mas isso deve ser realizado por um profissional especializado, preferencialmente engenheiro elétrico. Ele também irá orientar sobre como reforçar a instalação elétrica caso necessário.

7. Quais as consequências de fazer o projeto luminotécnico com a casa pronta?
Basicamente o custo que irá ficar um pouco mais alto. Depois devo lembra-los também que ele será mais trabalhoso exigindo a contratação de mais profissionais (pedreiros, gesseiros, pintores, etc).
Isso se deve ao fato de termos de quebrar muito do que foi construído ou executar adaptações – como trabalhar com gesso, por exemplo.
Porém, mesmo com a edificação finalizada, as opções de soluções integradas com a arquitetura são possíveis. Nesse caso, é imprescindível a contratação de um profissional especializado em iluminação.

8. Quando devo pensar na automação?
Se você pensa em usar automação para a iluminação é bom conversar com o profissional logo no inicio.
Assim ele pensará em toda a parte estrutural necessária para a instalação dos equipamentos e fará o projeto para atender as necessidades técnicas dos equipamentos levando em consideração também a usabilidade. Assim, no momento da obra esta estrutura (dutos, calhas, etc) já serão implantadas independente se o sistema irá ser instalado imediatamente ou, por causa do alto custo, futuramente.
Pense sempre que se você optar por instalar futuramente e não tiver a estrutura pronta terá de quebrar tudo de novo para conseguir passar o cabeamento. Mais trabalho, mais transtornos, mais custos.

9. Quantos pontos de luz são necessários para cada espaço?
Existem profissionais que dizem que alguns aspectos devem ser considerados, tais como o tamanho do ambiente, o pé-direito, as cores que predominam no local (do acabamento e dos móveis), a maneira como o espaço é utilizado (por exemplo, para leitura ou para assistir televisão) e o modo de vida dos moradores.
Eu já prefiro dizer que o que vai definir isso é a necessidade do usuário aliada aos conhecimentos técnicos e estéticos do profissional e a sua relação com o ambiente a ser iluminado.
Já vi ambientes ricamente iluminados com uma ou duas luminárias que atendiam perfeitamente as necessidades dos usuários.
Existem normas técnicas para a iluminação, mas como diz Howard M. Brandston regras e normas num bom projeto de iluminação são feitas para rasga-las e joga-las no lixo.
Mas calma, isso só é feito por profissionais realmente especializados e que entendem do assunto. Profissionais que não precisam ficar correndo atrás de números técnicos para “não errar”.
O cálculo de quantidade de lâmpadas de acordo com as normas técnicas é necessário em obras comerciais – como lojas, clínicas e escritórios – pois estes ambientes precisam de uma iluminação mais forte, precisae em alguns casos, específica.
Quando você ouvir um profissional falando que tem de ser implantado um sistema com uma determinada quantidade de lux para determinada tarefa, desconfie.

10. Quais os principais erros?
Eu já fiz um post aqui no blog entitulado Lighting – erros básicos.
Porém vale lembrar aqui de erros mais que comuns que vejo diariamente nos mundos real/virtual/midiático:
– encher o teto de spots – pra que????
– iluminar excessivamente o local – ofuscamento…
– eliminação do maior numero de sombras possível – a luz sem sombra fica morta e chata…
– iluminação que causa reflexos em superfícies espelhadas, envernizadas, cromadas, etc.
– uso de lâmpadas inadequadas para o pé direito/uso – AR111 em pé direito de 4m (ou inferior) ou sobre uma bancada de trabalho…
– projeções de sombras desnecessárias ou que “não deveriam aparecer.
– entre outros.

11. Quando uma iluminação pode ser considerada adequada?
Se ela atende à eficiência (visibilidade suficiente, baixo consumo elétrico, etc), praticidade funcional (manutenção simples, não esquente o ambiente, manuseio de controles, etc) e prazer sensorial (boa estética e conforto visual) pode ser considerada boa.

12. De que forma a luz interfere na maneira como enxergamos os objetos e os ambientes?
A nossa visão é dependente da luz, por mínima que seja. Logo, ela altera a nossa percepção do espaço e suas formas, cores, brilho, volumetria, sombras, contornos.
A luz também influencia na fisiologia e na psicologia humana.
Por isso é fundamental que o profissional contratado para realizar o projeto de iluminação seja um especialista pois somente ele detém os conhecimentos técnicos e estéticos para atender as necessidades dos usuários de maneira coerente e correta.

13. Que recursos são possíveis para iluminar um ambiente?
Hoje há uma gama enorme de produtos para iluminação e todos são aplicáveis em praticamente todos os ambientes.
Tipos de luminárias: spots, arandelas, lustres, pendentes, projetores embutidos no piso ou no teto, balizadores, washers entre outros. Também existe dentro dos recursos de iluminação o built-in (embutidos em sancas, móveis, painéis, etc) que geram belos efeitos e são também eficientes..
Ficaria muito extenso reunir aqui nesta pequena resposta todas as possibilidades.

14. Como harmonizar o uso desses recursos em um mesmo ambiente?
Cada tipo de iluminação (direta, indireta, direta/indireta, built-in, etc) tem uma função. Mas profissionais que realmente entendem do assunto conseguem brincar com estes equipamentos criando novas aplicações para os mesmos sem alteração de sua qualidade ou vida util.
O que você tem de pensar é que a iluminação virá para coroar o ambiente dando o toque final necessário e valorizando elementos.
O uso do jogo luz e sombra é fundamental para que um projeto fique agradável e bonito.E é através deste jogo que o profissional de iluminação – o lighting designer – vai brincar com o espaço como se fosse uma tela e ele o pintor. As lâmpadas, luminárias e equipamentos são as suas tintas para concretizar efeitos cênicos e eficientes.

15. O que fazer em áreas integradas?
Em áreas integradas o ideal é optar por uma iluminação versátil, com circuitos independentes e que possibilite alteração no layout (trilhos e spots direcionáveis). Assim o usuário poderá criar diversos cenários de acordo com o uso de cada cômodo.

16. Que recursos adotar em um escritório em casa?
Você deve pensar da seguinte maneira:
– se quer um ambiente para relaxar use luz com temperatura de cor mais quente.
– se quer um ambiente para produzir, use lampadas com temperatura de cor mais fria.
O ideal é fazer um mix distribuindo as lâmpadas com diferentes TC em diferentes luminárias pelo ambiente.
Claro que, sobre a sua área de trabalho, o ideal é optar por uma luminária de mesa com luz mais fria (branca).
Prefira investir sempre em lâmpadas que usem transformadores/reatores pois assim elimina-se a oscilação que causa fadiga visual e diminui a produtividade.

17. As lâmpadas fluorescentes são desaconselháveis em áreas sociais?
De maneira alguma.
O profissional que realmente conhece sobre iluminação saberá utiliza-las de maneira correta, eficiente e esteticamente perfeitas.
Desconfie de profissionais que dizem o contrário.

18. Por que as incandescentes continuam sendo as mais adotadas?
Principalmente pelo baixo custo e facilidade de instalação.
Mas elas apresentam curta durabilidade, alto consumo de energia, pouca diversidade em tamanhos e modelos além de não ter a opção de temperatura de cor diferentes.
Estas lâmpadas já estão sendo proibidas em diversos países e aqui no Brasil a sua “morte” está agendada para 2016.

19. Onde usar lâmpadas halógenas?
São mais indicadas quando se quer excelente qualidade de luz e sombra, pois valorizam os objetos iluminados.
Lembre sempre que qualquer lâmpada halógena aquece o ambiente e possui alta emissão de raios UV que causam danos nas superfícies iluminadas e podem também causar danos à saúde se mal locadas nos projetos, como o câncer de pele. Portanto o que vai especificar estas lâmpadas são, principalmente, a distância da área iluminada, pé direito e acessórios (filtros).

20. Os tons dos acabamentos interferem na sensação de luminosidade?
Sim pois as cores são refletidas pela luz.
Superfícies claras e brilhantes refletem. Dão a falsa sensação de que o ambiente pareça ainda mais iluminado.
Os cromados e espelhados tendem a produzir reflexos que, se não pensados e observados pelo projetista, podem estragar todo o efeito do projeto de iluminação.
nestes dois casos o cuidado deve ser também com relação ao ofuscamento.
Toda superfície com cor acaba por, em maior ou menor grau, refletindo a sua cor para as áreas proximas. Coloque um pano vermelho junto a uma parede branca e jogue o facho de uma lanterna sobre ele e veja o que acontece. A parede próxima não ficou levemente avermelhada?
Então, o projeto de iluminação deve pensar no sentido de que a cor de um objeto ou superfície não interfira no ambiente – salvo se isso for intencional.

21. Como usar cor na iluminação?
Existem hoje no mercado lâmpadas coloridas, leds e acessórios como as gelatinas e lentes que podem ser acopladas em uma luminária e algumas luminárias já dispõem de “garras” para a colocação destes elementos.
Mas é preciso tomar muito cuidado com o uso destes acessórios e os mesmos somente devem ser comprados com a consultoria e orientação de um profissional especializado pois o tom da lâmpada aliado ao tom da lente interferem na percepção do ambiente. Cuidado pois se o profissional não souber utilizar as cores, pode estragar todo o projeto.

22. Que cuidados tomar em áreas externas?
Ponto fundamental: uso de equipamentos com proteção IP igual ou superior a 66 (proteção contra chuva e outros agentes externos).
Distribuir as luzes coerentemente: áreas são para circulação com luz suficiente para enchegar onde pisa, de convivência com iluminação suficiente para o uso, e a iluminação paisagística/arquitetônica que devem destacar o que há de melhor na área. Todas estas devem ser integradas num mesmo estilo. Outro ponto importante é com a instalação elétrica que deve ser embutida em conduítes e enterrada para evitar acidentes.

Fonte: Junior Barreto estúdio Fotográfico

23. Que soluções atendem à piscina?
Por segurança recomenda-se o uso de lâmpadas de baixa voltagem (de 12 volts) para não haver riscos de choques elétricos.
Existem no mercado hoje além das lâmpadas convencionais sistemas como a fibra óptica e o led.  Ambas tem baixo consumo durabilidade maior (vida útil).
Nestes sistemas também é possível programar trocas de – você não só ilumina como também modifica a coloração da água ou qualquer elemento iluminado por estes sistemas.

24. Cada ambiente tem um tipo de luminária adequado? Por exemplo, lustre para salas, abajures para quartos, etc?
O tipo de iluminação determina a lâmpada, e esta determina qual a luminária mais adequada.
Os cuidados maiores devem considerar:
– áreas úmidas: luminárias adequadas e com isolamento/proteção. Estas não devem deixar a lâmpada exposta à umidade e outros agentes. Spots embutidos no box por exemplo.
– áreas sociais: vai depender dos efeitos desejados tomando sempre os cuidados para evitar os erros comuns (questão 10). Trabalha-se bastante com spots embutidos (direcionáveis ou não), abajoures, pendentes e arandelas. Para a mesa de jantar é bastante comum (modismo) utilizar pendentes sobre a mesma mas tome muito cuidado com ofuscamento, tipo de làmpada e para que a luminária não obstrua visão de uma pessoa em pé para o outro lado da mesa.
– áreas de trabalho: luz geral, de trabalho e decorativa. Cuidado com ofuscamento e escolha da lâmpada – especialmente a da bancada de trabalho. Plafons, spots e luminárias de mesa. Se houver um canto para leitura uma boa opção é umaluminária de coluna ou arandela de leitura articuláveis.
– quartos: pedem uma luz mais aconchegante. Plafons, pendentes, abajoures. Muito cuidado com spots sobre a cama pois imagine que quando você estiver deitado(a) a luz estará incidindo diretamente sobre seus olhos.
– áreas com armários: a iluminação deverá promover a perfeita visualização do interior dos armários. Plafons, spots, embutidos, etc.
– idosos e crianças: cuidados especiais com as áreas de circulação, BWC e de maior uso.
Bom, não existem regras fixas para iluminar um ambiente. O importante é considerar o gosto/uso dos usuários e ter bom senso.

Fonte: Magazine Enlighter

25. Quais as áreas de atuação de um especialista em iluminação?
O profissional especializado em iluminação – o lighting designer – está habilitado para realizar com eficiência e qualidade projetos de:
– Iluminação Residencial
– Iluminação Comercial
– Iluminação Corporativa
– Iluminação Paisagística
– Iluminação Pública
– Iluminação Esportiva
– Iluminação de Eventos
– Iluminação para Publicidade
– Iluminação Cênica
– Design de Produtos
– Educação superior e pesquisa

Tem ainda mais alguma dúvida?

É só postar nos comentários aqui embaixo que respondo ok?

Abraços corretamente iluminados!!!

Alguns vídeos interessantes

Dias atras conversando com uma amiga minha, ela me relatou o problema de uma cliente: um pano de vidro enorme na sala que não sabia como resolver pois a familia reclamava demais daquilo pois tornava a sala totalmente sem condições de ser utilizada durante a tarde toda.

Conversamos, trocamos alguma idéias e, já que o cliente tem $$ para investir, encontrei este produto aqui que vou indicar a ela:

Fantástico para quem tem grandes áreas totalmente fechadas em vidro.

Gosto demais dessas tecnologias todas, especialmente aquelas que favorecem mudar o que se vê, tornando uma fachada em algo inesperado e surpreendente.

Já postei aqui ha algum tempo o da Flare Facade que também gostei demais.

Mas olhando outros vídeos no youtube, encontrei algumas coisas legais:

Aperture é um painel usado em instalações artísticas. Mas dependendo do cliente, especialmente os institucionais e comerciais, pode-se aproveitar esta tecnologia interativa num projeto. Fiquei imaginando isso em RGB…

Olhem que interessante a aplicação dos coolers de computadores nesta instalação.

Olhem só que delícia de brincadeira. Não te lembrou daqueles dias de outono que caminhamos pelas ruas com as folhas voando sobre o chão numa deliciosa dança?

Por falar em voar e leveza, vejam isso:

Impressionante como um simples pedaço de pano e alguns ventiladores podem gerar uma instalação tão bela e poética!

Isso me faz pensar sobre as nossas cidades e como a falta dessa poesia, beleza, do lúdico afetam seriamente a nossa vida cotidiana. Por exemplo, aqui em Londrina temos dois lagos belíssimos e não se vê vontade alguma em fazer algo que ajude a implementar o turismo embelezando estas duas áreas. Quem me dera tivéssemos administradores públicos com boa vontade e, principalmente bom gosto:

Perceberam que isso tudo aí é água?

Pois é, semaninha começando e eu continuo queimando a cabeça com várias coisas ahahah então tou normal.

Abraços e até o próximo post!

LD – Luz dinâmica

Um assunto bastante interessante e que infelizmente ainda não é utilizado aqui pelo Brasil salvo pouquíssimas excessões: a luz dinâmica.

Mas o que vem a ser essa tal de “luz dinâmica”?

De uma forma simples e rápida é a luz não estática.

Entende-se por luz estática aquela que estamos acostumados a usar nos projetos, que utilizam luminárias “normais” como spots embutidos ou nao, pendentes, arandelas, projetores, etc.

Já a luz dinâmica pode-se dizer que nasceu da iluminação cênica pura, especialmente a de shows musicais e boates.

Ela pode ser “fixa”: sofrendo alteração de cores (RGB e filtros), texturas ou imagens (através de gobos e filtros) sobre a superfície iluminada.

Mas ela também pode ser “móvel” utilizando-se de equipamentos específicos.

O vídeo a seguir mostra uma bela apresentação de efeitos para boates e eventos:

Toda esta movimentação, cores e texturas projetadas podem ser aproveitadas num projeto de LD voltado para a arquitetura ou Design de Interiores/Ambientes.

Observe neste vídeo uma fantástica aplicação para o espaço urbano:

Bom né? Pois observe este outro vídeo do mesmo grupo com outras idéias geniais:

Olha só o que este grupo de estudantes de design aprontaram:

Curti muito especialmente a parte de projeções de sombras dos transeuntes. Vivemos em cidades violentas, estressantes e este tipo de produção certamente pode ajudar a contrapor isso. Lembro-me de uma oficina que ministrei em Curitiba para professores da rede estadual de educação, na disciplina de educação Artística, e que mostrei a eles como é fácil brincar com o teatro de sombras nas escolas usando um retroprojetor e um lençol. Professores com 40, 50,60 anos viraram crianças ao brincar com suas proprias sombras. E é isso que a população necessita nas cidades.

Já postei este vídeo aqui num outro tópico mas vale a pena mostra-lo de novo pela beleza da instalação:

Agora, misturando LD com um painel cinético, diga que isso não caberia perfeitamente dentro de um shopping, uma boate ou até mesmo dentro de uma residência ou loja, guardadas as devidas proporções?

Outra boa forma de aplicação da luz dinâmica é com a aplicação de paineis fixos em LED que promovem maravilhosas alterações do espaço e o melhor de tudo: são programáveis. Sei que ainda são equipamentos caros, porém a beleza que estes trazem para os ambientes é incrível. Observe este vídeo de instalação e teste de um destes painéis:

Observem como a simples aplicação de um sistema RGB pode mudar muito o visual urbano, seu skyline:

Aqui no próximo, a aplicação em um objeto que pode ser, tranquilamente, uma mesa de centro ou apoio numa loja ou numa residência de um cliente mais descolado:

Ou também numa instalação parietal como estas de um estande da Flos e de algumas outras imagens que tenho aqui em meu PC, que eu acho geniais pela aplicação destes diversos recursos:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Finalizando, para quem acha que os LEDs ainda são ineficientes para iluminação de grandes áreas, dê uma olhadinha neste próximo vídeo. Observem que em alguns momentos aperecem aplicações, por vezes simples, mas que fazem muita diferença:

Então, dá para encarar? Dá para pensar em como aplicar estas soluções em nossos projetos?

Hãããnn?? O Natal já taí….

Pois é gente, mais um ano que se passa, já estamos chegando ao Natal novamente e daqui uns dias o ano já findou-se e temos de olhar pra frente esperançosos sobre o que se inicia. Foi rápido não?

Então, e ontem a noite me dei conta de que isso está rolando e eu nem tinha ousado pensar sobre a decoração daqui de casa.

Árvore eu não tenho mais, pois a minha “veinha” estava meio desfolhada e eu a levei pra casa da praia… e não comprei outra ainda. Isso já tem 3 anos rsrsrs. Também se for pra investir em outra, que seja “A árvore”, daquelas que o ponteiro faz cócegas no teto. Então estou pensando em apenas usar instalações, sei lá.

Mas olhando pela web encontrei algumas imagens inspiradoras que gosteria de compartilhar com vocês:

Recebi esta imagem num e-mail durante a semana e achei-a muito bonita. É uma guirlanda simples, limpa e elegantérrima. Mostrei a um amigo e ele me disse que parece aquelas coroas de luto rsrsrs. Mas, como a minha porta é na cor padrão e envernizada, pensei em trabalhar ou em branco ou num tom hortência. Montar isso eu consigo facilmente, mas fazer essas rosas de tecido… Vou ter de ver se encontro delas aqui na cidade se resolver assumi-la mesmo como enfeite de minha porta.

Esta imagem eu encontrei no blog da vovó Rô. Muito bonita, trabalhosa e elegante também. Mas como leva muito tempo preparar todos estes cordões acho que vou abortar esta idéia. Quem sabe para o próximo ano…

Não, eu não gostei dessa aqui por causa das luzinhas mas sim pela idéia de colocar um espelho fechando o miolo da guirlanda. Pensei em como as pessoas irão se sentir ai dar de cara com suas faces refletidas bem no meio de uma guirlanda. Essa idéia, seja qual modelo de guirlanda for que eu escolher, vou aproveitar certamente. Ah, a imagem veio do site da Apia Iluminações.

É, esta aqui eu já adorei por causa do efeito das luzinhas. Esta é feita com aqueles plasticos que usamos para doces de festas, mas fiquei imaginando como as luzinhas LED azuis que tenho aqui iriam se comportar no miolo de rosas brancas naquele primeiro modelo. A imagem vem do blog da Maria Dorotéia.

Já esta idéia que apareceu no blog Inspiração Inesperada, eu achei genial e bonita para enfeitar os “arredores” da casa. Pelo que parere é super simples de fazer, basta encontrar os “ninhos” já prontos.

Como tenho um balcão aqui em casa que todo ano recebe uma vasta decoração no espelho que fica sobre dele, gostei dessa idéia: descer a decoração para o Balcão. No espelho mantenho apenas o festão com as luzes e sobre o balcão, crio alguma cena. Gostei também do branco. Essa veio do blog AmareloOuro.

Pela quantidade e diversidade de bolas de natal que eu tenho aqui, gostei dessa idéia de aproveita-las de uma maneira diferente. Acho que vale a pena distribui-las pela casa não deixando o Natas restrito à porta de entrada e à sala. Esta eu peguei na Revista Casa e Jardim ja ha algum tempo atrás.

É, eu não tenho este espaço todo e nem o meu apartamente é ousado assim nas cores, mas confesso que ADOREI essa produção!

Talvez brincar um pouco com a quantidade imensa de cordões de luz que tenho aqui em casa? Pode ser… Gostei da idéia quando vi este post no M²Arquitetura.

Pois é, pensar nisso faz um bem danado na gente não é mesmo? Mas ao mesmo tempo, isso me entristeceu muito ao ir pesquisando as imagens. Cada vez que eu encontrava alguma imagem de decoração natalina em ruas meu coração chorava, e dói agora ao escrever este post para vocês. Vou explicar:

Se tem uma coisa que me lembra de minha infância é o Natal. Lembro-me que vínhamos lá de Assis Chateaubriand (PR) para Londrina reunirmo-nos com a família de minha mãe que é daqui de Londrina. A cidade era simplesmente linda nessa época do ano. Os comerciantes e muitos moradores investiam nas decorações de Natal e, em alguns anos, tínhamos de sair vários dias à noite para conseguir ver tudo que estava rolando.

Lembro-me que aconteciam também concursos da mais bela decoração natalina onde os vencedores residenciais e comerciais ganhavam prêmios. Então a disputa era muito acirrada e o pessoal mandava ver, caprichavam mesmo. Até hoje guardo na memória uma decoração que o Hotel Bourbon fez em meados dos anos 80 usando anjos. Tenho esta imagem com perfeição em minha mente.

As praças públicas, ruas e rotatórias das vias também recebiam decorações bem elaboradas o que nos permitia passear pela cidade absortos por tanta beleza, cores e luzes.

Mas infelizmente, a marginália e o desrespeito das pessoas pelas coisas chegou a níveis tão absurdos aqui em Londrina que eu não tenho coragem de colocar um fiozinho de luz que seja na frente do meu prédio pois sei que não vai durar um único dia. Certamente vai passar algum malaco e vai destruir tudo.

Esse tipo de acontecimento acabou por enfraquecer a vontade dos Londrinenses de continuar com aquele belíssimo espetáculo de luzes que tínhamos por aqui e que, independente da idade, todos adoravam, ficavam hipnotizados. Quem daqui de Londrina não se lembra da “casa do Quebec”?

Hoje, se quisermos ver decoração natalina de qualidade aqui em Londrina, só nos resta ir aos shoppings pois nas ruas, temos de nos contentar com os pavorosos pinheiros de mangueira ou de lâmpadas que a prefeitura coloca todos os anos no poste central das rotatórias da cidade. Ô mau gosto do cão. E, mesmo sendo algo simples assim, sempre aparecem uns vândalos pra destruir o pouco que foi feito.

É, ainda bem que meus natais são em Sampa, onde posso contemplar maravilhosas decorações não só na Paulista (que é maravilhosaaaaa!) mas sim em vários pontos da cidade, inclindo a belíssima e surpreendente árvore do Ibirapuera, montada pela prefeitura todos os anos e que engloba toda a parte do lago do parque onde as árvores recebem uma iluminação especial entre outros detalhes mais. Este ano vou levar meus pais e minha vozinha, para que possam maravilhar-se também.

Ainda bem que ainda existem locais onde essa sensibilidade para com os habitantes e visitantes existe e, principalmente, existe segurança para que isso possa ser feito.

E você? Já pensou no seu natal?

My Reader 6/11/2010

Bom, vou começar uma série de posts nesse estilo para compartilhar com vocês um pouco sobre o que ando lendo pela web, aqui em meu reader.

Vamos lá então?

1 – No Arch Daily, dois posts me chamaram a atenção hoje:

primeiro o TED Prize-winner JR com suas impressionantes instalações fotográficas levando beleza e, em muitos casos, humor para as ruas das cidades seja em muros, fachadas, áreas degradadas ou qualquer outro ponto. Belíssimo trabalho, merecedor do prêmio.

Depois o Tourist Stop Hardanger Fjord do Huus Og Heim Architecture. Um belíssimo exemplo de projeto para o que chamamos por aqui de Ponto de Apoio Turístico. Mas infelizmente, assim como o nome feio que recebe por aqui no Brasil, os projetos são geralmente ridículos de feios. Quem sabe um dia cheguaremos a esse nivel de projeto.

2 – Do excelente blog de minha amiga Marcia Nassrallah, um excelente post sobre casa acessível. Um post muito bem elaborado sobre como devemos pensar os projetos que realizamos. Não somente visando o hoje mas também pensando e prevendo questões futuras que poderão tornar os ambientes inviáveis. São as casas para uma vida inteira, alguns cuidados que devem ser considerados na hora de projetar.

3 – No Kuriositas um post com mais uma bela apresentação em vídeo sobre mapeamento arquitetural, trabalho de Lighting Design e Arte digital: The LightLine of Gotham.

4 – No deliciosamente machista Papo de Homem, uma cobertura excelente sobre o Salão do Automóvel, em especial um post para aqueles que assim como eu, adoram os carrões.

5 – Do sempre excelente e muito crítico Urbanismo: ainda mais negligências, um post fora do contexto do blog falando sobre as problemáticas RTs. De forma simples e curta a Mary conseguiu levantar alguns pontos fundamentais e suas consequências possíveis. O que fazer?

#pausa… sinceramente não sei pq continuo seguindo alguns blogs…. #pensandoalto

5 – Já no Born Rich – que sepois que eu li o livro A Linguagem das Coisas, passei a vê-lo como um desserviço ao Design pela futilidade de muitas coisas ali – continuo acompanhando pelos excelentes projetos de interiores de embarcações e aviões, como este aqui, realizado pela empresa International Jet Interiors de New York.

6 – No sempre excelente Brainstorm9, confesso que ri muito com esse vídeo sobre o Serra e a Dilma pós-eleições.

7 – Do ChairBlog, uma verdadeira biblioteca sobre este móvel, um post apresentando o trabalho incrível do Sebastian Brajkovic. São peças muito inusitadas que brincam com a sensação motion gerando cadeiras e poltronas muito interessantes. A impressão é de uma foto tirada movimentando o objeto, ou esticando-o, deformando-o. Não sei se são confortáveis, ergonômicas ou seguras, mas que são lindas são!

8 –  Já o Contemporist, apresenta um grupo que trabalha com paisagens urbanas: o Urban Landscape Group. Vale a pena a visita ao site deles pois tem uns projetos incríveis para áreas públicas e algumas intervenções e/ou soluções bastante interessantes como a apresentada no post para iluminação de uma via pública.

Por hoje está bom né pessoal?

Depois volto com mais news e infos pra vocês sobre o que ta rolando pelo meu reader.

Abs e um excelente final de semana!

Pós em iluminação – IPOG – novas turmas

Amigos, recebi um e-mail da Jamile Tormann informando a abertura de mais duas turmas do curso de especialização em Iluminação e Design de Interiores:

Curitiba III – 05 de novembro de 2010

Porto Alegre V – 26 de novembro de 2010

O planejamento de 2011 está iniciando este mês e assim que tivermos a confirmação das filias repassaremos. Creio que isto ocorrerá após reunião do dia 20 de dezembro.

Bom, assim que eu receber estas informações vou postar aqui para vocês ok?

Ah, claro, para maiores informações, entre em contato com a secretaria do IPOG.

Grade de oficinas do RLondrina2010

Olha só pessoal, acabou de sair a grade de oficinas do RLondrina2010:

A minha oficina, Design Crítico, será ministrada nos dias 4 e 5/11 das 09:00h às 11:00h.

As inscrições podem ser feitas através do site do RLondrina2010.

Nos vemos lá ok?

Coletânea de materiais – LabLuz

Pessoal, já postei aqui ha bastante tempo mas sempre é bom relembrar:

O LabLuz – Laboratório de Iluminação da UNICAMP – tem uma coletânea de arquivos disponível no site deles com muuuuuuuito material sobre iluminação, arquitetura, cênica, etc.

É um trabalho desenvolvido pelo colega Valmir Peres, LD especialista em iluminação cênica.

Vale a pena uma visita pois tem muita coisa boa por lá pra quem gosta de ler e busca informação.

O link para a coletânea é este aqui.