Categoria: mercado

  • My Reader 6/11/2010

    Bom, vou começar uma série de posts nesse estilo para compartilhar com vocês um pouco sobre o que ando lendo pela web, aqui em meu reader.

    Vamos lá então?

    1 – No Arch Daily, dois posts me chamaram a atenção hoje:

    primeiro o TED Prize-winner JR com suas impressionantes instalações fotográficas levando beleza e, em muitos casos, humor para as ruas das cidades seja em muros, fachadas, áreas degradadas ou qualquer outro ponto. Belíssimo trabalho, merecedor do prêmio.

    Depois o Tourist Stop Hardanger Fjord do Huus Og Heim Architecture. Um belíssimo exemplo de projeto para o que chamamos por aqui de Ponto de Apoio Turístico. Mas infelizmente, assim como o nome feio que recebe por aqui no Brasil, os projetos são geralmente ridículos de feios. Quem sabe um dia cheguaremos a esse nivel de projeto.

    2 – Do excelente blog de minha amiga Marcia Nassrallah, um excelente post sobre casa acessível. Um post muito bem elaborado sobre como devemos pensar os projetos que realizamos. Não somente visando o hoje mas também pensando e prevendo questões futuras que poderão tornar os ambientes inviáveis. São as casas para uma vida inteira, alguns cuidados que devem ser considerados na hora de projetar.

    3 – No Kuriositas um post com mais uma bela apresentação em vídeo sobre mapeamento arquitetural, trabalho de Lighting Design e Arte digital: The LightLine of Gotham.

    4 – No deliciosamente machista Papo de Homem, uma cobertura excelente sobre o Salão do Automóvel, em especial um post para aqueles que assim como eu, adoram os carrões.

    5 – Do sempre excelente e muito crítico Urbanismo: ainda mais negligências, um post fora do contexto do blog falando sobre as problemáticas RTs. De forma simples e curta a Mary conseguiu levantar alguns pontos fundamentais e suas consequências possíveis. O que fazer?

    #pausa… sinceramente não sei pq continuo seguindo alguns blogs…. #pensandoalto

    5 – Já no Born Rich – que sepois que eu li o livro A Linguagem das Coisas, passei a vê-lo como um desserviço ao Design pela futilidade de muitas coisas ali – continuo acompanhando pelos excelentes projetos de interiores de embarcações e aviões, como este aqui, realizado pela empresa International Jet Interiors de New York.

    6 – No sempre excelente Brainstorm9, confesso que ri muito com esse vídeo sobre o Serra e a Dilma pós-eleições.

    7 – Do ChairBlog, uma verdadeira biblioteca sobre este móvel, um post apresentando o trabalho incrível do Sebastian Brajkovic. São peças muito inusitadas que brincam com a sensação motion gerando cadeiras e poltronas muito interessantes. A impressão é de uma foto tirada movimentando o objeto, ou esticando-o, deformando-o. Não sei se são confortáveis, ergonômicas ou seguras, mas que são lindas são!

    8 –  Já o Contemporist, apresenta um grupo que trabalha com paisagens urbanas: o Urban Landscape Group. Vale a pena a visita ao site deles pois tem uns projetos incríveis para áreas públicas e algumas intervenções e/ou soluções bastante interessantes como a apresentada no post para iluminação de uma via pública.

    Por hoje está bom né pessoal?

    Depois volto com mais news e infos pra vocês sobre o que ta rolando pelo meu reader.

    Abs e um excelente final de semana!

  • #5do11 O que comemorar?

    Pois é Designers, chegamos a mais um #5do11. Mais um do mesmo, de novo.

    Mais um ano se passou e aí?

    Como vai o Design por aí onde você mora e trabalha?

    Como vai o design por aí, dentro de você?

    QQ tá rolando? QQ tá pegando? QQ tá acontecendo? Alguma novidade sobre isso tudo?

    Pois é, vi que ha pouco tempo atrás fundaram uma tal de associação de designers aqui do Paraná, só feita por curitibanos e pelo que pude observar, a tal paranaense só vai atender aos curitibanos… e se diz “paranaense”. Sei, sei… E ainda há o fato de os mentores terem “engolido” atravessado a sub-área de moda, porém regurgitaram completamente a de Interiores e Ambientes.

    “Isso me fez pensar…” e tem gente que odeia quando escrevo isso….

    Outra coisa é que tivemos recentemente também aqui no Paraná uma tal de Bienal de Design. Tudo bem ser realizada em Curitiba até mesmo porque nas outras cidades do Estado, infelizmente, não encontramos estrutura necessária para a realização de um evento deste porte. Mas então, observando as noticias, coberturas, fotos e posts por aí, além de todos os pappers lançados anteriormente, percebi com tristeza que a minha área foi deixada de fora. Deixada não, foi ignorada mesmo. No entanto, contrataram profissionais de outras áreas para fazer trabalhos que qualquer profissional de Design de Interiores e Ambientes é capaz de fazer. Mas não estranhei tanto não isso…

    Pouco antes disso, percebi numa comunidade do Orkut que alguns profissionais de outras áreas do design estão atacando seriamente Interiores e Ambientes. Afirmo com toda certeza de que se tratam de “dezáiners” independente de ter formação superior, mestrado ou doutorado. Pelo tipo e formato de argumentação percebe-se claramente que, depois de anos de estudos e vida profissional, ainda não conseguiram compreender a complexidade e abrangência do DESIGN. Porém, o mais triste foi ver um deles (que é arrogante ao extremo e se acha um deus, e odeia críticas) que é da área de produtos, postar que está começando a fazer… interiores… #KiMedo…. rsrsrs

    Pois é, mais um ano se passou, nada mudou e a população do país reelegeu o partido que diz que o Design não deve ser regulamentado porque “senão a dona Maria, que mora lá na vila, não vai mais poder pintar seus panos de pratos”…. é gente, a dona Maria vai continuar a ser uma excluída, à margem da sociedade, com a sua TV de plasma pendurada na parede da sala que ela ainda tem mais umas 500 prestações à pagar nas Casas Bahia, vai continuar a pisar no esgoto a céu aberto no portão da sua casa, agonizando nas filas do SUS, vendo seus netinhos serem deseducados na escola e marginalizando-se pelas ruas mas está feliz: tá pintando e vendendo os seus paninhos de pratos.

    Enquanto isso a gente vai seguindo, sem uma identidade própria, vendo empresas e empresários importarem design e designers, a mídia deseducando e desinformando ao apresentar “dezáiners e dezáine”, qualquer um virando “dezáiner e fazendo dezáine”, nossos parlamentares continuando a confundir Design com artesanato e a gente aqui, no nosso cantinho, cômodamente vendo a caravana passar… e aplaudindo… assoviando e chupando cana… e batendo no peito cheio de orgulho e arrogância que “eu sou Designer!”

    E as associações? O que elas fizeram por nós este ano?

    Ah, você nem sabe que existem associações de Designers? Ah, você sabe, faz parte mas apenas paga a anuidade e nem se importa com o que rola dentro da associação? Tem um número apenas para dizer que tem?

    Aham… senta lá Cláudia, senta….

    Pois é né, e aquele monte de grupos, comunidades, redes sociais que você participa?

    Tá ja sei, você [Insane mode enabled] entra diariamente em todas elas, troca lances imagéticos (coraçõezinhos, leõezinhos, carneirinhos, cachorrinhos, inhosinhosinhos) com seus contatos, marca baladas e apenas dá uma geral nos assuntos. Afinal você é uma pessoa normal. E o Design não precisa nem um pouco do seu pensamento, da sua voz, da sua reflexão… Para quê se, afinal de contas, já existem uns 20 malucos por ai que já fazem isso, pensam por todos nós não é mesmo? Eles até falam sobre todos os assuntos que me interessam, então nem preciso me meter, propor algo, questionar nada, já está tudo ali mastigadinho. Ah, eu prefiro entrar nos blogs de meus amigos, ver aquele monte de imagens lindas e deixar um beijinho pra eles no comentário. Tá ótimo! Já fiz a minha parte!

    Quando eu precisar de alguma coisa dou uma corrida até o blog da Mônica, ou o IFD da Iris, este aqui do Paulo, quem sabe o do Morandini, dou uma chegadinha até o Portal DesignBR, talvez no Espaço.com, pode até ser no Brains9 ou quem sabe ainda na Design Brasil do Orkut. Tem tudo por aí, dou um ctrlC+ctrlV, troco umas palavrinhas e pronto, posso apresentar a minha criação pro meu professor ou pro meu cliente. Tá ótimo!

    Mas eu acho que ainda faltou trocar a cor daquela cadeira… azul não tá “ornando”.. acho que vou mudá-la pra vinho aí ninguém vai perceber de onde chupei a idéia.

    Ah meu, tem tbm aquele povo chato daquele grupo que tá achando que eu sou um trouxa e vou dar dinheiro pra ajuda-los a manter aquilo lá… Tudo bem que tem muita coisa legal lá, fiz excelentes contatos, já rolaram até alguns jobs por lá.. ah, mas eu não tenho nada a ver com isso não. Nem tem empresários que visitam aquele espaço mesmo… Como o nome de lá diz é um ponto de encontro apenas para designers. E também tem outra, eles que são donos que tem de agitar aquilo lá e não vir entupir a minha caixa de e-mails com spams pedindo que eu entre lá para dar idéias. Fala sério meu…

    E se tem uma coisa que me irrita profundamente é começar a trocar umas idéias com uns colegas da minha área lá naquele grupo e sem mais nem menos vem uns idiotas de outra área querer dar pitaco. Pô que sem noção aquela mina que faz roupas vir querer discutir sobre grafismos com a gente… [Insane mode disabled]

    Pois é, meio amargo ler isso tudo não é mesmo? Mas infelizmente é a realidade.

    Tá bom, parei!!!!

    Afinal hoje é dia #5do11 e temos de comemorar!

    Ok, então apesar da #vergonhalheia, eu vou comemorar o meu sucesso profissional, os novos contatos que eu fiz, clientes atuais e prospects, novos projetos, idéias e possibilidades, o sucesso deste meu blog, o respeito e reconhecimento que venho recebendo, o diálogo com parlamentares sérios que consegui abrir e que vou usa-los para regulamentar as minhas área s profissionais, entre outras coisas mais.

    E faço da alegria desta minha comemoração, um brinde a todos os Designers brasileiros, de todas as áreas por este dia tão especial.

    Tim-tim!

  • Pós em iluminação – IPOG – novas turmas

    Amigos, recebi um e-mail da Jamile Tormann informando a abertura de mais duas turmas do curso de especialização em Iluminação e Design de Interiores:

    Curitiba III – 05 de novembro de 2010

    Porto Alegre V – 26 de novembro de 2010

    O planejamento de 2011 está iniciando este mês e assim que tivermos a confirmação das filias repassaremos. Creio que isto ocorrerá após reunião do dia 20 de dezembro.

    Bom, assim que eu receber estas informações vou postar aqui para vocês ok?

    Ah, claro, para maiores informações, entre em contato com a secretaria do IPOG.

  • R Design Londrina 2010 – oficineiro

    Olá pessoas!

    Ontem tive a felicidade de receber um e-mail da CORDE confirmando que a minha oficina foi escolhida para o RLondrina2010.

    A proposta da oficina é a seguinte:

    Nome: Design Crítico – formação de pensadores próprios em Design.

    Justificativa: É cada dia mais urgente a necessidade da formação de pensadores e críticos específicos em Design. O que temos visto na mídia são profissionais de outras áreas tecendo seus comentários ácidos sobre as áreas do design em virtude da carência de pessoal próprio disposto a realizar este trabalho.

    A crítica séria (positiva ou negativa) feita através da observação ou da análise de algo (ambiente, produto, serviço, etc) faz-se necessária em um país que não tem ainda o Design regulamentado e, muitas vezes, confundido com artesanato.

    Esta oficina busca fazer os participantes pensar o Design além do projeto. É comum vermos a maioria dos acadêmicos nos cursos voltando o seu foco apenas para a área projetual, esquecendo-se que existem áreas editoriais e acadêmicas que podem ser tão ou até mais rentáveis que a projetual.

    Objetivo: Formar pensadores próprios em Design é uma necessidade urgente.

    Turma: min 15 máx 30 – sala de aula

    participantes levar:
    papel almaço (2 folhas)
    caneta
    revistas e catálogos que possam ser recortados

    Bibliografia: A Linguagem das Coisas. Deyan Sudjic. Ed Intrínseca.

    Informações e inscrições: no site do RLondrina2010

    Zés, preparem-se pois a cobra vai fumar nessa oficina!

     

     

  • Stimmung

    Bom, como já encaminhei o trabalho para o prof Glaucus, posso postá-lo aqui e compartilhar com vocês. Este trabalho foi feito em grupo por mim, Marcia Ely Tano, Carlos Cavalcante %&#&)@%&%*%$# (Kühnlein), José Fernando Garla e Simone de Aquino Araujo El Haouli.

    Brincadeira Carlos, sabe que todos conseguem falar e escrever seu nome com a maior facilidade e naturalidade ahahahah.

    Vamos lá:

    “Definir stimmung, as ferramentas para a sua concepção e a forma pela qual o designer de interiores pode usufruir destas para a concepção de seus espaços interiores.”

    Stimmung é, em resumo, a atmosfera, a sensação que produz cada ambiente. Também conhecido como o “feeling” do espaço, constitui-se no elemento principal para que o profissional consiga projetar os ambientes buscando atender as necessidades objetivas e subjetivas dos clientes.

    Stimmung (Stim-mung)
    Sf, -en 1 – ambiente, atmosfera, clima.
    2 – tendência.
    3 – humor, disposição, ânimo.
    4 – animação. in Stimmung sein estar animado. (WIKI)

    A noção de stimmung é buscada – e/ou levantada – pelo profissional no momento do brieffing, na conversa informal com o cliente onde se tornam conhecidos os desejos, vontades e sonhos. Através deste conhecer, conseguimos perceber quais são os pontos relevantes e mais pessoais que devemos cuidar de forma mais precisa no projetar que mais agradará no resultado final.

    É bastante comum vermos clientes buscando não um lar, mas sim uma casa para exibir, as casas de revista. Este tipo de projeto dificilmente consegue atingir o lado psicológico pessoal do cliente. Mantém-se na superficialidade, sem identidade própria. Em geral, observam-se ambientes belos e ricos, porém frios e impessoais por mais que os produtos, cores e texturas tentem dizer o contrário. É uma sensação de “quarto de hotel”: por melhor e mais confortável que possa ser não é a nossa casa, o nosso cantinho e lar. Não conseguimos nos ver dentro do espaço ou reconhecer-se como parte integrante do mesmo. Não tem a nossa identidade.

    Conhecer a fundo o cliente, a sua história, trajetória e perspectivas de vida é fundamental para que o profissional consiga direcionar o projeto para algo mais vivo, pessoal, personalizado e com atmosfera particular e pessoal.

    A definição de stimmung como a “atmosfera do espaço” nos direciona a concretizar e equilibrar os desejos e sonhos conscientes e inconscientes dos clientes, com os espaços projetados buscando um diálogo permanente e conciso entre os dois.

    O que pretende “passar” para quem vai conviver com você neste espaço ou ambiente?. Acredito que essa frase resume bem tudo o que stimmung quer dizer: atmosfera, sensações, vibração, energia.

    A palavra “atmosfera” apenas, pode não passar de um clima passageiro como, por exemplo, quando arrumamos a casa para receber visitas. Stimmung está bem à frente disso, é uma constante, vive-se a cada momento em um fluxo contínuo e regular.

    É complicado traduzir o que o cliente deseja, pois temos que tentar entender o que a resposta que ele nos dá realmente significa para ele. Lidar com palavras para traduzir sentimentos é complicado e por vezes pode ser enganoso. Por isso faz-se necessário que nos primeiros contatos com o cliente, o profissional consiga coletar informações subjetivas através de um brieffing bem elaborado. Ainda neste brieffing, é importante que o profissional não fale e sim deixe o cliente a vontade para fazê-lo.

    O livro A terapia do Apartamento, de Maxwell Gillingham-Tyan, nos apresenta um excelente exemplo ou forma de como conseguir captar este lado mais íntimo e que dificilmente os clientes expõem. É-nos apresentada também uma outra forma de pensar o lar: um corpo composto de ossos, respiração, coração e cabeça. Segundo esta visão, o stimmung, aqui, está intrinsecamente ligado ao coração da casa. É este coração que vai permitir que fluam as paixões e sentimentos (bons ou ruins) e que estes mesmos atinjam aqueles que moram ou visitam esta casa. Através das cores, texturas, aromas e outros elementos este coração pulsa fortemente mostrando a sua identidade.

    No entanto, Maxwell deixa claro que, de nada adianta uma casa confortável, muito bem organizada em todos os sentidos e esteticamente bela se os moradores e/ou usuários não estiverem bem. É o que acontece quando vamos a alguma festa na casa de alguém e, mesmo sem saber se está acontecendo algo de ruim entre o casal, o “clima”, por mais que eles se esforcem, fica estranho e as pessoas percebem que algo está “deslocado” ou fora do lugar. É um algo imperceptível aos olhos, mas que incomoda. É a energia pessoal influindo no ambiente.

    Esta energia negativa pode ter origem em vários pontos: pessoal, familiar, profissional, etc. Ao profissional cabe detectar e, de uma maneira sutil, procurar direcionar o cliente para que busque uma forma de arrumar a área que está afetando negativamente a sua vida.

    Assim percebemos que o stimmung, além de toda a parte física necessária para compor o espaço, tem, na energia pessoal, uma influência e impacto direto sobre o espaço.

    “A casa é uma caixa de sentimentos humanos”. (Arq. Aurélio Martinez Flores)

  • como anda o seu vocabulário?

    Neste final de semana tive mais um módulo da pós. Desta vez a grata surpresa foi a aula com o mestre Glaucus Cianciardi (Belas Artes-SP) no módulo Design de Interiores Residenciais.

    Não preciso escrever aqui que o cara é fera, conhece e entende pacas sobre o assunto. Foi simplesmente brilhante a aula. Aos poucos vou compartilhando com vocês algumas coisas sobre este módulo.

    Uma coisa que me deixou bastante feliz foi ver, no meio do material distribuído, o  meu modelo de contrato já disponibilizado para vocês aqui no blog, como modelo padrão que está sendo divulgado e distribuído a todas as turmas do IPOG.

    UIA!!! Virei bibliografia, agora oficialmente ahahahaahha.

    Bom, mas vamos ao que realmente interessa então neste post. Como anda o seu vocabulário profissional?

    Este é um tema bastante complicado de ser apresentado pois os regionalismos e jargões profissionais existem e sempre há bastante resistência na aceitação de termos, muitas vezes, oficiais em detrimento daqueles comumente usados. E isso não deixou de acontecer aqui em Londrina neste módulo.

    Os termos oficiais existem sim porém, no dia a dia das obras e contatos diversos acabamos assimilando e colocando em uso palavras mais “fáceis” ou populares. A lista abaixo eu fui anotando no meio da aula e confesso que me peguei rindo diversas vezes por causa de algumas delas comparando-as com as que eu uso. Não estão em ordem alfabética e tampouco com a definição exata pois foram sendo anotadas no decorrer da aula. Mas já dá para vocês terem uma excelente idéia. Vamos lá:

    Apuí: fibra natural possível de vergar. Ela não racha ou trinca quando “entortada”.

    Boiserie: Revestimento de paredes típico dos séculos XVII e XVIII. Trata-se de painéis de madeira adornados com baixos-relevos.

    Lambri: a mesma coisas que bouaserie – painel de madeira na parede porém sem entalhes e baixos relevos.

    Woodflex: madeira plástica.

    Escabelo: banco de origem africana.

    Etologia: delimitação de espaços. Pense no mesmo que um animal delimitando o seu espaço ou território. Da mesma forma, nós humanos fazemos isso em nossos lares.

    Frugalidade: busca pela simplicidade.

    Stimmung: criar um stimmung para o espaço. Atmosfera do espaço. O elemento primordial para a criação de um stimmung é a luz.

    Mélange: ecletismo, mistura de estilos.

    Vintage: peças que marcaram determinada época. São o que as revistas chamam de clássicos do design.

    Baldaquim: estrutura (balaustres) sobre as camas para fixar tecidos (dosel).

    Alabastro: pedra translúcida de cor amarelada, bastante usada em iluminação.

    Alma: um espaço que eu deixo entre um quadro e outro ou entre objetos. Necessário para que a composição e o olhar “respirem”.

    Aplique: arandela de parede de estilo clássico.

    Bandeira: parte superior da porta (janela) para auxiliar na ventilação e iluminação naturais.

    Bay window: janela avançada.

    Chinoiserie: qualquer coisa de influência chinesa.

    Blanc d’chine: branco chinês.

    Chine blue: azul chinês, tendência para casas junto à água.

    Botonê: botões colocados no estofado que ficam na superfície.

    Capitonné: botões mais para baixo, mais afundados no estofamento.

    Bordure: faixa (de acabamento) externa dos tapetes clássicos.

    Border: mesma faixa mas em modelos contemporâneos.

    Brise-brise: meia cortina colocada na parte metade baixa da janela. A parte de cima chama-se sanefa.

    Cabuchon: (ou toseto) detalhes no piso.

    Colchão grego: o que chamam de futton.

    Cantaria: revestimento em pedra.

    Casual: frugal, simples.

    Clapboard: revestimento de parede em escamas feita com gesso acartonado na horizontal.

    Clean: década de 80, limpeza formal, bastante minimalista.

    Damier: piso em duas cores ou texturas com a função de gerar movimento.

    Day bed: cama para área de piscina e praia com cobertura em tecido.

    Dipitco: quadro em duas partes.

    Triptico: quadro em tres partes.

    Debrum: costura grossa (reforçada e aparente) em estofados.

    Draperie: um tecido preso à parede para dar acabamento às cortinas.

    Espaleta: parede geralmente usada para dar acabamento (laterais de armários por exemplo com no Maximo 50cm) mas pode ser usada também como elemento compositivo.

    Faiança: é uma porcelana mais grosseira, rústica. Usada bastante no estilo provençal Francês.

    Faux: ou fake – coisas falsas que imitam outras.

    Ferronerie: serralheria.

    Frontão: parte fronteiriça da lareira.

    Roda pia ou saia: para bancadas de banheiros.

    Galuchat: revestimento com pele de arraia esticada. Mais anti-ecológico impossível.

    Gregas: grafismo ou desenho espiral de tendência grega.

    High tech: alta tecnologia aparente, exposta.

    Housse: capa de cadeira.

    Japonaiserie: influência japonesa na decoração.

    Kitsch: não é mau gosto e sim uma irreverência, brincadeira de bom gosto.

    Loft: espaço comercial ou industrial (geralmente galpões) que passou por um processo de retrofit arquitetônico para ser tornar um espaço residencial. Nem de longe loft quer dizer estes apartamentos ou casas construídas de forma integrada que vemos hoje.

    Masstige: a peça de mais prestígio, elegância e destaque da ambientação.

    Óculum: abertura circular na parede que não abre como a janela.

    Off White: tons de branco ou branco sujo que não o branco puro – 001.

    Panejamento: um trabalho com tecido colocado nas paredes como composição. Bastante comum em festas e casamentos. Pode ser chamado também como draperie.

    Peanhas: suporte afixado na parede para colocar algo em cima, mão francesa.

    Peça curinga: é a peça versátil no ambiente que pode ser utilizada de varias formas devido a sua versatilidade.

    Repaginar: trocar a composição interna.

    Reformar: envolve a parte arquitetônica.

    Retro: estilo das décadas de 50, 60 e 70.

    Faux boiserie: parede falsa de madeira.

    Saia e blusa: forro em duas folhas, padrão da casa colonial brasileira. Neste caso dá a sensação de descer o pé direito.

    Tabica: espaço deixado entre a parede e o forro. Na verdade é a junta de dilatação. Deve ser pintado na cor da parede e não do forro para um melhor efeito.

    Trompe l’oeil: enganar os olhos. Falsa perspectiva ou falsa representação de algo feita com pintura. Pode ser aplicado em paredes, tetos, pisos ou móveis. Pintura parietal.

    Verdure: é o tema da tapeçaria para paredes.

    Washed: efeito lavado.

    Composé: é a combinação de padronagens, cores e texturas.

    Incrustração: aplicação de metal sobre a madeira.

    Marchetaria: junção de lâminas de madeira. Não necessariamente para formar desenhos e recortes.

    Laca: é uma resina natural aplicada sobre a madeira. Nada tem a ver com o que o mercado chama de laca para mobiliário. Nem na aparência.

    Plafonnier: luminária de sobrepor. É o que chamam de plafon.

    Existem ainda muitos outros termos. Dentro de cada parte de um projeto existem estes termos como por exemplo no panejamento. Porém, o mais acertado é você adquirir o seguinte livro para saber certinho o que é cada um deles:

    MOUTINHO, Stella Rodrigo Octavio; et alli, Dicionário de artes decorativas e decoração. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999

    Lembro que devemos ter bom senso quando do uso deste vocabulário junto aos clientes que geralmente são leigos. Ao mesmo tempo em que estes podem passar uma imagem positiva do profissional, demonstrando o seu conhecimento e segurança, para outros clientes pode passar uma informação boçal, arrogante. Imagine então usar estes termos numa obra junto aos operários.

    Portanto devemos conhecer os termos, seus significados e as palavras mais simples (jargões) que dizem o mesmo e também saber quando, como e com quem utiliza-los.

    Espero que se divirtam fazendo biquinho para falar varias delas já que a maioria tem origem francesa.

    Até o próximo post

  • Palestra LAC Philips/Senac – SP

    Como vocês já estão sabendo, o LAC da Philips encontra-se de mudança e por isso não estão sendo ofertados cursos neste segundo semestre. No entanto eles estão ministrando palestras junto a IES e associações.

    Hoje recebi um informativo da Lume Arquitetura falando sobre uma destas palestras:

    PALESTRAS DE ILUMINAÇÃO NO SENAC LAPA TITO

    O Senac Lapa Tito, juntamente com o LAC (Lighting Aplication Center) da Philips, realiza em 29 de setembro as palestras:

    Princípios Básicos de Iluminação, das 14 às 16 horas

    Iluminação Residencial, das 16 às 18 horas.

    Entre os temas abordados estão: geração de luz; o que é luz; reflexão; absorção e transmissão; visão; curva da sensibilidade do olho; princípios básicos da luz e pigmentos de cores; e a maneira adequada de iluminar os mais variados ambientes residenciais, abordando também a iluminação decorativa.

    As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do Senac.

    Local: Senac Lapa Tito
    Endereço: Rua Tito, 54 – Vila Romana – São Paulo -SP
    Data: 29 de setembro
    Horário: das 14 às 16 horas e das 16 às 18 horas
    Preço: gratuito
    Inscrições: www.sp.senac.br
    Mais informações: (11) 2888-5500 ou lapatito@sp.senac.br

  • Mundo hipócrita

    Assista ao vídeo a seguir. Depois leia o que coloco.

    Pois bem, o vídeo mostra claramente como as pessoas são hipócritas e misteriosamente “deixam de ser” quando há algum interesse particular em jogo.

    No vídeo temos duas situações distintas porém semelhantes e que demonstram claramente a hipocrisia que existe no ser humano.

    Primeiro, um ser prestativo, ajuda a comunidade num momento de dificuldade inclusive protegendo crianças. Quando a tormenta passa e esta comunidade não precisa mais de sua ajuda, simplesmente deixam aflorar o que há de mais bizarro no ser que se diz humano: o lado animal, irracional, intolerante.

    Depois, hipocritamente, o endeusam. Mas em meio a esse “arrependimento” eis que surge outro diferente querendo participar e, assim como o primeiro, o animal selvagem aflora. Hipocritamente as placas, faixas que levantavam ha pouco ainda permanecem em suas mãos no momento do segundo ato bizarro.

    Assim, esta é a hipocrisia do ser que se diz humano. E você tem sido um hipócrita ou um animal irracional e selvagem com seus clientes?

    Pergunto isso pelo seguinte: me lembro que ainda na faculdade, em um dos trabalhos desenvolvidos, optei por fazer o projeto de uma residência tendo por base um casal de amigos meus de São Paulo. Dois homens já maduros, sérios, profissionais respeitadíssimos em suas áreas e… gays. Amantes da arte, do design, da música de qualidade, etc.

    Pra mim não há problema algum nisso, muito pelo contrário e por isso mesmo resolvi encarar este desafio. Como sempre sozinho pois sempre fui arredio com trabalhos em grupos. Confesso que abusei nas artes homoeróticas, porém não havia uma única peça de cunho ou carater pornográfico.

    Lembro-me claramente do momento da apresentação. Teve gente que só faltou enfartar dentro da sala enquanto eu apresentava o trabalho. Outros preferiram fechar seus olhos e orar sei lá pra qual deus intolerante eles servem. Mas cumpri o meu papel firme e forte em meus propósitos, idéias e ideais.

    Posto isso, me recordo de tempos atrás numa conversa informal com uma arquiteta evangélica, ela ter me falado que tinha pego um projeto para um casal gay. Até aí tudo bem se ela não tivesse proferido suas “bestialidades homofóbicas insanas” com relação aos dois clientes.

    Aí pergunto:

    1 – O que vale é só o dinheiro ou seus princípios?

    2 – Qual a qualidade e qual o atendimento às  necessidades dos clientes neste caso?

    3 – Será que enquanto projeta e constrói, não estaria esta arquiteta “azarando ou rogando praga” sobre estes clientes movida por sua intolerância?

    Tudo bem que eu não acredito em pragas, isso é coisa de gente fraca que precisa de muletas para apoiar e desculpar as suas fraquezas. O meu Deus é maior que qualquer coisa!

    Mas o que me pega mesmo é onde está a ética deste tipo de profissional. Onde está o respeito deste tipo de profissional para com os seus clientes. Pois assim como ela fez este comentário comigo (e foi de forma irada e jocosa) certamente o fez com outras pessoas.

    Digamos que para um profissional racista apareça um cliente afro-descendente.

    Digamos que para um cliente homofóbico apareça um cliente gay.

    Digamos que para um profissional socialista (ECA!) apareça um cliente milionário.

    Entre tantas outras combinações possíveis.

    Qual será a reação?

    Serão estes éticos e agirão de acordo com os seus princípios?

    Ou serão animais irracionais como os do filme acima?

    E você, que tipo de profissional é?

  • Diverso Design 2010 – Biônico

    Saiu a programação completa do Diverso Design 2010 que esse ano tem como tema o Design Biônico:

    Segunda 13/09

    Abertura (19h)
    Design Biônico – Inspiração no Natural.

    Oficinas (19h30 Às 22h30)

    – Customização Automotiva – Parte I.
    (Fabrício E. Fujishima)
    Local: Oficina/Prédio da Oficina

    – Street Art – Parte I.
    (Marcelo Campos da Paixão)
    Local: Sala de Desenho 2/Teatro

    – Tye Dye e Flores – Parte I.
    (Carmen Laranjeira)
    Local: Sala de Desenho 1/Teatro

    – Expressão Corporal.
    (Camila Paes)
    Local: Estudio Fotográfico/Teatro

    Terça-Feira 14/09

    Oficinas (19h30 Às 22h30)

    – Customização Automotiva – Parte II.
    (Fabrício E. Fujishima)
    Local: Oficina/Prédio da Oficina

    – Street Art – Parte II.
    (Marcelo Campos da Paixão)
    Local: Sala de Desenho 2/Teatro

    – Tye Dye e Flores – Parte II.
    (Carmen Laranjeira)
    Local: Sala de Desenho 1/Teatro

    – Tipografia Estrangeira.
    (Rafael Arrivabene)
    Local: Sala 64/Teatro

    – Design de Calçados
    (Flavio Cardoso Ventura)

    Debate (19h às 22h30)
    “Design Biônico”.

    Quarta-Feira 15/09

    Palestras (19h às 22h30)

    19h – Falando em público.
    (Franco Junior)

    21h – Design Automotivo.
    (Luigi Comini)

    Quinta-Feira 16/09

    19h – Design e Mercado de Animação.
    (Quiça Design)

    21h – Design de Interiores.
    (Rômulo Cavalcanti)

    Sexta-Feira 17/09

    Encerramento (19h)
    Prêmio “Diverso Design”.

    Local: Teatro Edson Celulari
    Rua Rubens Arruda, nº 3-33
    Bauru – SP
    Custo R$ 30,00 (todas as palestras e 1 ou 2 oficinas)
    As inscrições podem ser feitas diariamente na Rua Cussy Jr, 4-55 das 20h30 às 21h ou na hora do evento. Lembrando que o valor é referente ao pacote fechado com todas as palestras e oficinas, em caso de avulso o valor é de R$ 15,00 por dia.
    www.diversodesign.com.br

    Não existe designer melhor do que a natureza. (Alexander McQueen)

    Via: designZando

  • Material disponível na WEB

    Encontrei dias atrás uma reportagem da revista Epoca falando sobre cursos online disponíveis na web oferecidos por diversas universidades espalhadas pelo mundo.

    A coisa boa mesmo é que na maioria delas os professores disponibilizam os materiais destes cursos gratuitamente nos sites dos cursos.

    Pra variar, virei a noite xeretando em todos os sites da lista e posso afirmar: tem mesmo!!!! Cada material de cair o queixo!!!

    Você terá de ter um pouco de paciência para foçar, procurar e encontrar (mais ainda se seu inglês não for bom) os materiais dentro dos portais, mas não é tão difícil assim. Tem material sobre Arte, Design, Engenharias, Arquitetura, Urbanismo, Paisagismo, mobiliário, design automotivo, aeroespacial, embarcações enfim, muita coisa ali, disponíveis a um clique.

    No entanto vale ressaltar que tem materiais de outras áreas que são bastante pertinentes ao nosso trabalho. Vale a pesquisa também.

    A lista é esta:

    Massachussetts Institute of Technology – MIT (EUA): oferece dois mil cursos, com material de leitura, atividades e vídeo aulas. É um dos mais completos que existe.

    Fundação Getúlio Vargas (Brasil): é a única no país a oferecer esse tipo de serviço. São 20 cursos divididos em quatro categorias.

    Universidade Yale (EUA):  o material disponível introduz aos cursos ministrados na instituição.

    Universidade de Berkeley (EUA): os cursos gratuitos são selecionados a cada semestre. Servem principalmente para os alunos estudarem.

    Universidade Virtual de Monterrey (México): é pioneira no ensino online na América Latina. Foi criada no fim dos anos 90.

    Universidade Estadual de Utah (EUA): o material online vem de 20 departamentos diferentes, entre eles Economia e Comunicação.

    Universidade de Michigan (EUA): os departamentos de Medicina e Informática estão entre os que mais tem cursos disponíveis.

    Paris Tech (França): é uma associação entre doze institutos de educação e pesquisa na França. Para quem se interessa por ciência e engenharia. Os cursos são em francês.

    Universidade de Nova Jersey (EUA): os cursos são de quatro departamentos diferentes, alguns têm vídeo, outros só áudio. O material de leitura disponível também varia.

    Para encontrar outros cursos, procure por Open Course Ware ou visite o site OCW (em inglês).

    Existem escolas que oferecem cursos híbridos: misturam ensino online com a presença no campus. São pagos, garantem diploma e tem processo seletivo.

    Universidade de Columbia (EUA)
    : matérias a distância podem ser usadas como crédito para cursos presenciais.

    Universidade de Londres (Inglaterra): o primeiro programa de ensino a distância foi criado ainda no século 19. Hoje, há instituições cadastradas pelo mundo onde os alunos a distância podem ter acompanhamento e fazer as provas. No Brasil, há seis pontos credenciados.

    Universidade Harvard (EUA): o aluno pode ganhar créditos a distância, mas não ganha diploma sem frequentar o campus num tempo determinado. Harvard também tem uma seção digital, com materiais gratuitos.

    Tem ainda outras universidades no Canadá, Reino Unido e Espanha que também disponibilizam seus cursos e materiais gratuitamente na web.

    Boa pesquisa e leitura!!!

  • Agenda:

    A seguir tres eventos importantes que vão acontecer até o final do ano:

    De 25/8 a 1º/12/2010, o Senac realiza o Design Essencial 2010  em 18 unidades da capital e do interior do Estado de São Paulo. São diversas atividades ligadas ao universo de concepção e produção em design, como exposições, workshops, palestras e encontros com o tema Brasilidade no Design. Mais informações aqui.

    De 14/09 a 31/10 de 2010 – Curitiba – Paraná. Maiores informações aqui.

    Participe!

  • Entrevista: Jamile Tormann – iluminadora

    Bom, prometi que iria começar a sessão de entrevistas aqui no blog em alto estilo. Cumpro a promessa com esta entrevista exclusiva da lighting designer Jamile Tormann.

    Uma “iluminadora de bolso” (como ela mesma se entitula) que tem um trabalho de excelência e respeitadíssimo. Pesquisadora, autora de livros, coordenadora de cursos, faz parte e ajudou a fundar as principais associações de iluminação do Brasil além de ser uma pessoa adorável.

    Agradeço a ela pela presteza e simpatia de sempre no atendimento aos seus contatos e também, por aceitar compartilhar -e muito – de sua experiência profissional com todos através desta entrevista.

    Para quem desejar conhecer mais de seu trabalho, visite o site dela, sempre recheado de informações e novidades.

    Segue a entrevista:

    Jamile, fale um pouco sobre a sua formação e início de carreira.

    Trabalho há 21 anos com iluminação. Tornei-me iluminadora graças à minha fada madrinha, Marga Ferreira, que desde os meus seis anos, me levava para os teatros gaúchos todos os finais de semana. Minha escolha profissional teve influência também em minha mãe, que foi professora de artes dramáticas, em meu pai, que chegou a ser editor de revistas, meu irmão que sempre me incentivou e por muita gente que sem saber passou por mim, e me influenciou no jeito de ver “luz”, de conceber, de agir, de pensar e de ser. Como diz Kafka: “somos a quantidade de pessoas que conhecemos”. Com 14 anos me tornei assistente de iluminação de João Acir de Oliveira, então chefe do Teatro São Pedro e, entre separar um filtro e outro, meu interesse pela área cresceu. Hoje, moro em Brasília, realizo projetos de iluminação cênica e arquitetural, sempre executado por equipes das empresas atuantes no mercado, supervisionadas por minha equipe. Como pesquisadora, investigo há seis anos a educação profissional no mundo produtivo da iluminação, com o objetivo de atuar no processo de formação, bem como de encontrar subsídios para desenvolver minha proposta de regulamentação profissional no Brasil, junto à Câmara Legislativa.

    Sou sócio-fundadora de duas associações: A Associação Brasileira de Iluminação (ABIL) e a Associação Brasileira de Iluminação Cênica (ABrIC). Coordeno o curso de especialização em Iluminação e o Master em Arquitetura, ambos do Instituto de Pós-Graduação (IPOG). Cursei Arquitetura e Urbanismo, no Rio de Janeiro, e Licenciatura Plena em Artes Visuais, em Brasília, tenho pós-graduação em Iluminação, mestrado em arquitetura.

    Quais as principais dificuldades encontradas nesse início? Como as superou?

    O problema, desde sempre, foi a ausência da regulamentação da profissão de iluminador.  O governo necessita deste olhar mais apurado e urgente sobre o assunto para colocar ordem na casa. Fala-se tanto em eficiência energética e etiquetagem de edifícios, sabe-se que a economia gerada pelo entretenimento é a quarta maior do mundo, que sem luz não vivemos, e ainda assim não sabemos qual profissional estará de fato qualificado para atender estas demandas e lidar com a tecnologia de ponta que nos invade a cada dia. Quem sabe projetar com luz ? Ser projetista de iluminação é ser responsável por direcionar o olhar do outro. É ser um alfabetizador visual. É oferecer conforto luminoso para todos que quiserem nos contratar e usufruir deste prazer necessário. No entanto, ainda não há esse reconhecimento e nossa profissão sequer consta na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO, do Ministério do Trabalho). Somos aquele item “outros” para a lei e para os formulários que preenchemos quando, por exemplo, fazemos um check in nos hotéis. Essa é uma das razões para eu realizar uma pesquisa, por meio do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, sob a coordenação da professora doutora Cláudia Naves Amorim. Esta pesquisa pretende revelar qual a importância do profissional de iluminação, sua trajetória, área de atuação, organização, atribuições, condições de trabalho e formação profissional e, ainda, se o mercado está apto a recebê-lo. A pesquisa será a base para a elaboração do projeto de lei que pretende regulamentar o setor e será apresentado à Câmara dos Deputados pelo deputado federal Luiz Paulo Velloso Lucas (PSDB/ES).

    A falta de formação do profissional de iluminação e a falta de uma metodologia de projeto, com uma linguagem unificada, são duas coisas que sempre me incomodaram muito desde o inicio. Busco desafios e tento abrir o mercado de trabalho para os que estão se formando, pesquisando e estudando, pois o empirismo acabou nos anos 90 e precisamos dar um basta a ele.


    Jamile, você que também trabalha diretamente com educação, sendo coordenadora e professora do curso de pós em iluminação do IPOG, como vê a formação em iluminação nos cursos de superiores (não pós) existentes no Brasil? Falta alguma coisa?

    Não há exigência de diploma para que iluminadores/lighting designers, eu chamo “projetistas de iluminação”, possam exercer suas atividades. Não há cursos regulares de iluminação, mas sim cursos livres, esporádicos, inclusive oferecidos por empresas de iluminação.

    Os interessados devem procurar estágios com profissionais que tenham escritórios, em teatros, TVs, produtoras, lojas de iluminação, empresas de iluminação ou a indústria, para aprender na prática. Para quem tem graduação em outra área, já podem contar com os cursos de especialização em Iluminação que algumas Universidades oferecem em cidades como: Rio de Janeiro, Florianópolis, Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Belém, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Londrina, Fortaleza, Salvador, Aracaju, João Pessoa, Natal, Vitória, São Paulo, Florianópolis e São Luiz. Tais cursos trazem em sua grade excelentes profissionais e docentes, com uma boa proposta pedagógica e de especialização para o profissional voltar ao mercado de trabalho com formação adequada.

    Uma proposta de curso, em nível superior, poderia criar diferenciais para se crescer na profissão, seja pela aquisição de um conhecimento objetivamente sistematizado, isto é, para aplicação na vida prática do mundo produtivo, seja pela inserção do profissional no campo da pesquisa, que ainda é quase inexistente no Brasil. Eu apresentei um projeto de graduação em iluminação em 2006 mas ao longo de minha pesquisa descobri que falta mesmo é função técnica, de nível técnico, no mercado. Temos deficiência de profissionais qualificados em executarem nossos projetos. Profissionais que saibam ler o que está nas plantas e ser reconhecido como tal. Espero que a pesquisa e a regulamentação da profissão, possam ajudar a modificar para melhor o cenário da formação do profissional em iluminação, no Brasil, com o apoio da indústria, das empresas e dos profissionais deste segmento.

    Pós -formação. Qual a importância disso na vida do profissional?

    Sabe-se que o mercado de trabalho, nos dias de hoje, vem exigindo dos trabalhadores níveis de formação cada vez mais altos, para que desenvolvam competências cada vez mais refinadas, exigidas pela complexidade que caracteriza a vida em sociedade.

    Segundo relatório da UNESCO para a Educação do século XXI (UNESCO, p. 1, 2002) a Educação Profissional no Brasil está mudando. O país alertou-se para o fato de que sua população economicamente ativa não pode permanecer com tão baixos níveis de escolaridade e de formação profissional.

    Nesse contexto, a educação profissional precisa proporcionar às pessoas um nível mínimo de competências que lhes possibilitem:
    – Capacidade de adaptação a um aprendizado ágil e contínuo;
    – Flexibilidade na aprendizagem;
    – Domínio das novas tecnologias, incorporadas ao mundo do trabalho e ao conhecimento humano;
    – Refletir sobre o que diz Berger Filho, quando escreveu em 2002 sobre a educação profissional e o mundo produtivo, que “o princípio da educação profissional é o da empregabilidade, pois não adianta formar pessoas para um mercado que não existe.

    O mercado existe e isso explica meu esforço para com a educação profissional.

    Hoje existem cursos de pós-graduação em iluminação, e o acesso ao conhecimento está mais fácil do que há 10 anos. A troca de informações entre os profissionais também melhorou bastante. Existe uma demanda grande no mercado de iluminação para profissionais capacitados e, nesse sentido, se o profissional quer sobreviver ao mercado, precisa se especializar. Não tem para onde correr.

    Com relação ao mercado de trabalho, percebo que fora dos grandes centros, a resistência do mercado a projetos de Lighting Design ainda é grande. O que vemos na maioria das vezes é a aplicação daqueles “splashes” de luz colorida. Qual a situação atual e as perspectivas para o Lighting Design aqui no Brasil fora dos grandes centros?

    O fazer iluminação evoluiu e transformou-se no mundo produtivo, mas não tão rápido e nítido como os equipamentos de iluminação disponíveis atualmente no mercado. A razão disto está ligada ao fato de que o material humano não é tão maleável como a aparelhagem técnica. (ROUBINE, 1998, p.182).

    Quando o assunto diz respeito aos profissionais de iluminação, o ato de intervir no espaço com a luz agrega um conjunto de ações que resultam no ato de iluminar, ato sujeito às especificidades de cada situação (local, prazos, objetivos, espaço, estrutura física, outros profissionais envolvidos, tipos de equipamentos, materiais disponíveis, nível de conhecimento do projetista de iluminação (lighting designer) sobre o “objeto” que vai iluminar). Ser um profissional de iluminação significa pertencer a uma categoria com funções determinadas pela natureza do trabalho e conhecimento na área, que não pode se desvincular do desenvolvimento tecnológico da área e das áreas multidisciplinares com as quais é necessário dialogar.

    O cenário de iluminação no Brasil, muitas vezes, apresenta uma dicotomia: de um lado profissionais com muita prática e sem o aprendizado teórico, e outros com muita formação teórica e nenhuma prática.

    Não se trata aqui de julgar ou atribuir valores aos tipos de formação existentes, mas, antes, questionar o que seria necessário ou suficiente em termos de formação profissional. O que está na pauta, atualmente, nas reflexões que busco nutrir juntos aos pares, junto aos alunos, por exemplo, é que o mercado de trabalho, de maneira geral, vem buscando cada vez mais o profissional com conhecimento específico, aprimorado e atualizado. Em suma, alguém com desenvoltura artística e técnica, prática e teórica. Principalmente em virtude dos avanços tecnológicos e dos altos custos dos equipamentos de iluminação, bem como a sua manutenção.

    Como o debate gira em torno de formação profissional, ou, ainda, a educação profissional e a sua relevância para as demandas do mundo produtivo, que são grandes, seria o caso de reconhecer o valor de uma formação que compreenda, no objeto de estudo, a prática e a teoria como fatores indissociáveis e complementares. Pois a teoria precisa estar vinculada à prática e esta, muitas vezes, precisa recorrer à teoria para obter respostas e soluções.

    Assim, para que isto seja viável, entretanto, o mercado de trabalho precisa se adequar e promover as adaptações que se mostrarem necessárias para responder ao conjunto de necessidades que estiverem em jogo, seja por parte do empregador, seja por parte do novo ou antigo profissional.

    A demanda é grande em centros urbanos mais populosos, mas fora deles não existe ainda a cultura de se contratar um profissional de iluminação. Muitas pessoas sequer sabem da nossa existência (profissional com formação acadêmica e pós-graduado) e quando sabem, por se tratar de algo ‘novo’, muitas vezes não querem pagar o valor que cobramos.

    Quais pontos falham nesse sentido e que medidas poderiam ser tomadas visando o reconhecimento da profissão fora dos grandes centros?

    Neste contexto de idéias que citei anteriormente, é necessário promover ajustes no espírito de um novo paradigma: a educação profissional do projetista de iluminação (lighting designer). Valorizar-se o estudo, o aperfeiçoamento, a teoria e a prática – o conhecimento cientifico (realização de pesquisas) em diálogo com o conhecimento adquirido empiricamente, situações de ensino e aprendizagem em favor do profissional, em favor da produção artística, em favor do mercado. Penso que há muita demanda de trabalho, mas os profissionais e o mercado de trabalho estão mais preocupados em resolver o agora e não a sustentabilidade do mercado e do profissional qualificado. É difícil o reconhecimento deste profissional fora dos grandes centros, pois as grandes indústrias estão nas grandes capitais brasileiras. No entanto, creio que o reconhecimento, por meio de lei, da nossa profissão, ajudará muito. Os profissionais também precisam se reconhecerem e compreenderem que pertencem a um núcleo de profissionais ou a uma categoria profissional.

    Uma mostra pública – como a Luminalle, Fête dês Lumières, etc – não tornaria mais fácil a visualização por parte do mercado da diferença entre o trabalho do Lighting Designer especializado do daqueles profissionais com apenas a carga horária acadêmica de sua formação universitária? Quais as possibilidades disso acontecer aqui no Brasil mesmo que em menor porte que estas internacionais?

    No Brasil já existem alguns eventos específicos, prova de que já existe um vasto mercado nessa área e público para essas mostras. Um exemplo é a Expolux, que já está indo para a 13ª edição e a Lighting Week Brasil, que acontecerá em São Paulo, no mês de setembro de 2010. Os organizadores precisam investir no material humano e a indústria precisa investir em pesquisa. O que se tem feito é marketing cultural e não cultura de disseminação em iluminação tampouco eventos de cunho científico.

    “A aplicação de elementos cênicos na iluminação arquitetural” ou “A iluminação hoje em dia tem um caráter cênico”. Frases desse tipo já caíram nos discursos de profissionais não especializados na tentativa de trazer para o seu trabalho um valor a mais. Eu particularmente não percebo o Lighting Design presente nos projetos de grandes nomes da arquitetura e Design de Interiores (nacionais e locais) e sim apenas uma iluminação melhorzinha – esteticamente falando – que a anterior. Quais os pilares que o projeto deve estar alicerçado para poder realmente ser considerado um projeto de Lighting Design?

    Meu processo de desenvolvimento de projetos é sempre criar o espaço a partir da luz, encontrar a função e o significado da luz naquela obra de arte, objeto ou espaço que estou iluminando, contar uma história com ela, depois analiso os recursos que tenho disponíveis e quais podem me auxiliar a contar esta história.  Ou seja, só depois parto para as especificidades de cada situação (local, prazos, objetivos, espaço, estrutura física, outros profissionais envolvidos, tipos de equipamentos, materiais disponíveis). Neste caso, creio que os principais fatores que devem ser levados em conta são:

    1º. – cuidado e atenção. Tento pensar em várias possibilidades e achar soluções eficientes para aquele projeto. Pois não existe uma solução e sim uma para cada projeto. Projetar em escala e fazer o que está ao nosso alcance, com os pés no chão. Projeto que não é executado é sonho, não é realidade. A realidade, ou seja, a implantação do projeto de luz é que nos permite fechar o círculo infinito da criação, da contemplação, da reflexão, da mudança.

    2º. – observar onde o projeto estará inserido, sob que contexto, que cultura. Que tipo de espectador ou usuário estará se apropriando dele, o quanto o usuário se apropria, o quanto este compreende os seus signos e valores, o quanto aquela luz é importante no cotidiano de vida dele. Eu acredito que a luz influenciou e influencia até hoje a vida e o comportamento das pessoas. Gosto de projetar pensando nestas questões e o quanto posso intervir e interferir neste percurso.  Procuro conhecer as pessoas, tento me familiarizar com o “modus operandi” delas.  Observo muito e fico calada. Depois, troco idéias com quem me contratou para projetar e tento trabalhar dentro da realidade local, agregando valor àquela cultura, através da iluminação.

    Concordo com o Lighting Designer mexicano Gustavo Avilés, quando diz que “a luz pode ser considerada um elo entre aspectos subjetivos e objetivos da humanidade, pois funciona como mensageiro visual que permite ao ser humano fazer diversas correlações, como medidas lineares, volumes, área, geometria, contagem do tempo, outros eventos”.

    3º. – projeto coerente ao orçamento, para que possa ser realizado integralmente.

    E por fim – a escolha dos equipamentos (abertura de facho, desenho do facho, alcance em metros da luz, potência de luz – lumens – e temperatura de cor), em virtude dos fatores supramencionados.

    Finalizando, sobre a ABIL. Como e porque surgiu esta associação?

    A ABIL é uma associação, cultural e social, sem fins lucrativos, que surgiu para desenvolver o conhecimento da luz no âmbito nacional, criando assim uma cultura da luz.  Nossa missão é oferecer cursos, organizar palestras, organizar simpósios e mostras, que visam à divulgação da produção mundial das técnicas e arte de iluminar. Editar ou reeditar publicações nacionais e estrangeiras. Disponibilizar informações sobre assuntos luminotécnicos e afins de maneira mais eficaz. Mas a correria do dia-a-dia tem nos impedido de sermos mais eficientes como gostaríamos. Mas isso não anula os motivos que deram origem à Associação Brasileira de Iluminação (ABIL), isto é, a paixão pela iluminação em suas diversas linguagens e inserção no ambiente onde o ser humano interage. Já arcamos do próprio bolso a vinda de profissionais da França, Estados Unidos, Argentina, Chile, Áustria, Alemanha, além dos profissionais residentes nas várias cidades brasileiras. Tudo isso para mobilizar idéias, compartilhar experiências, produzir uma cultura da iluminação e consolidar a profissão. Nesse sentido, quero lhe parabenizar, Paulo Oliveira, por sua gestão na proliferação da cultura da iluminação, quando idealiza a realização de entrevistas com profissionais, quando administra um blog chamado Design: Ações e Críticas. Precisamos de mais pessoas como você. Obrigada.

  • Bah… que coisa…

    Quando uma imagem diz tudo:

    via: designcomlimao
    

    Será que assim dá pra entender um pouco na importância da contratação de um designer formado?

    Sem mais palavras… Já tem muitas aí bem mal empregadas, alinhadas, pensadas e planejadas.

  • Twittando em prol do #Design brasileiro.

    Depois de mais de um ano com conta aberta e sem usar o meu twitter, @ldpaulooliveira, resolvi encarar a empreitada.
    Antes não tinha muita paciência de ficar lá na página web atualizando e atualizando e atualizando além de que, pra mim, escrever em poucas palavras sempre foi uma tortura.

    Até que dias atrás um amigo me indicou o TweetDeck. Meus problemas se acabaram!!! Maravilha! Ele só não escreve as mensagens por mim, mas atualiza automaticamente, tenho acesso a todas as informações que preciso sobre os perfis, etc.

    Bom, comecei a usa-lo e rapidamente percebi a quantidade de candidatos que estão utilizando esta ferramenta em suas campanhas eleitorais.

    Sei que este assunto (política) provoca um embróglio no estômago de muitas pessoas, e que outras preferem “não se sujar” ao se envolver com isso.

    Ao mesmo tempo percebo, triste, uma quantidade absurda de designers twitando sobre jogo de futebol, cor que pintou os cabelos, que vai pra balada e mais um mundaréu de fuleirices sem noção. Tudo bem, gosto é gosto e cada um tem o seu direito de ir e vir.

    Porém, entre estes que perdem tempo com blablabla infinito e inútil, encontram-se vários que reclamam da falta da regulamentação do Design aqui no Brasil.

    Reclamar é fácil, dizia minha avó. Difícil é agir, dar a cara pra bater sobre algo que você acredita defendendo isso publicamente.

    Novamente falo sobre os “expertus” que preferem ficar confortavelmente sentadinhos em suas poltronas esperando outros levarem porrada em seu lugar pra depois, quando a regulamentação acontecer, serem os primeiros a exigir a carteira do conselho federal.

    Vamos lá pessoal, não custa nada fazer algo de bom e de útil pela profissão que vocês escolheram, ou ao menos aparentemente escolheram.

    Comecei ha três dias uma série de postagens diretas aos candidatos seja de que estado for. Geralmente o texto é este:

    “@srfulano, qual a sua posição com relação à #regulamentação da profissão de #designer no #Brasil? #5do11 #DesignBR”

    Mando e fico aguardando.

    Enquanto aguardo faço minhas outras coisas.

    Quando recebo alguma resposta dou RT rapidamente para que os que me seguem por lá fiquem sabendo seja a resposta positiva ou negativa.

    Se demora muito a vir a resposta, mando de novo. Faço juz ao que dizem de mim porém com ajustes: não sou chato, sou persistente e luto pelo que acredito.

    De um modo geral, já consegui alguns retornos bem interessantes de alguns candidatos como por exemplo:

    @Raul_Jungmann: Sou a favor da regulamentação da profissão de designer, ok?
    @Raul_Jungmann: Claro, estou a disposição. Aliás, vou amanhã prá Brasília. Me mande mais informações, ok?

    @SenCesar222: Caro Paulo, a profissão de Designer deve sim ser regularizada, ela q mostra cada vez mais a sua importância p a sociedade.
    @SenCesar222: A profissão precisa ser regulamentada nos termos da lei, por fazer parte do nosso dia a dia com atribuições tão próprias.

    @alberto_fraga: Acredito que profissões novas como #design precisam ser reconhecidas, só assim os profissionais terão reconhecimento.

    @deputadoHauly: sou a favor da regulamentação sim, trabalharemos para isso. Obrigado.

    @alvarodias_ sou favorável à regulamentaçao de todas as profissoes. Direitos e deveres consagrados em legislaçao apropriada
    @alvarodias_ vou tentar ajudar a acelerar a tramitaçao.
    @alvarodias_ vou procurar saber e opinar.Primeiro verificr com quem está parado o projeto e depois solicitar que seja colocado na pauta

    @deputadocaiado Toda profissão merece ser regulamentada. Até hoje, nós, médicos, não temos a nossa regulamentada.

    @edmararruda Vou verificar e estudar o assunto e responderei, certo?

    Nada nada, temos alguns exemplos aí em cima de candidatos conscientes sobre o assunto e outros que disseram que vão estudar e conhecer melhor a situação.

    Já um grande passo.

    Além de questionar sobre a posição, convido cada candidato a acessar o portal DesignBR.ning e também mando o link do portal designbrasil direto na página sobre a regulamentação.

    fonte: designcomlimao

    São ações que não me custam nada e que podem vir sim contribuir para a nossa tão sonhada #regulamentação do #design aqui no nosso #Brasil.

    Quem sabe no dia #5do11 teremos finalmente algo a comemorar e possamos bradar felizes que o design brasileiro conta com parlamentares conscientes e comprometidos com a nossa causa.

    Faça a sua parte.

    A sua profissão e seus clientes agradecem.

  • pra quem gosta de ler

    Estava me preparando para ir dormir e um link no Google me chamou a atenção. Fui ver e cá estou eu, três horas depois, ainda acordado, zonzo de tanto ler, para compartilhar com vocês este achado.

    Trata-se de uma página, na verdade uma biblioteca de artigos e teses específicos sobre Design dentro do site modavestuario.

    Você pode ler e salvar em PDF aqueles que você quiser.

    Destaco alguns interessantes que li e outros que salvei para ler depois:

    – O Processo de Design de Aeronaves: um Estudo Exploratório
    – Questões de Ética: Relações entre o Design e a Ecologia Profunda
    – O tratamento do espaço pela cenografia nos desfiles de moda
    – Percepção de conforto por meio da avaliação visual de assentos: parâmetros para o design ergonômico de mobiliário
    – Design e Significação sob uma Perspectiva Mitológica
    – Desenvolvimento de Alternativas Sustentáveis Para Habitação de Baixa Renda
    – As transformações dos estilos de vida na modernidade e a (re)configuração dos interiores domésticos
    – Reflexões sobre a caracterização da pesquisa científica e da prática profissional no design
    – O resgate da ética no design: a evolução da visão sustentável
    – Análise de maçanetas cilíndricas e de alavanca por usuários idosos – aspectos de uso e percepção
    – Design de Interiores e Consumo Sustentável
    – Aproximações entre Arte e Design: Paisagem urbana e olhar de artista
    – Valorização do território através do design estratégico: um estudo dos indicadores de qualidade de vida urbana no âmbito do bairro
    – Design versus Artesanato: Identidades e Contrastes.
    – Cores e Iluminação Aplicadas num Projeto de Interior de Aeronaves
    – Informação ou poluição: processos de descaracterização do espaço urbano
    – Lighting Design e Planos Diretores de Iluminação Pública: A Requalificação da Cidade por meio da Luz Artificial.

    Tem muita coisa boa ali dentro. São mais de 500 artigos sobre interiores, lighting, moda, produtos, embalagens, educação, história, têxtil, arquitetura, eco-design, design social, ética, etc.

    Acesse a página e divirta-se com uma boa leitura!

  • simplicidade

    Vejo constantemente nos projetos elementos complexos hora para atender necessidades físicas, hora para atender necessidades estéticas e assim por diante. Sempre há uma justificativa para tudo.

    No entanto muitas vezes a opção por coisas mais simples podem resolver um problema que parece difícil. Por exemplo:

    Como resolver aquele canto da sala que “sobrou” medindo 1x1m?

    Já tenho mesinhas demais, ali não cabe uma poltrona, uma estante ficaria ridículo e assim por diante. Os empecilhos parecem ser sempre maiores que a nossa possibilidade de solucionar o que, muitas vezes, nos levam a fazer coisas que depois de prontas vem aquela sensação: “Não gostei”.

    Não sei se sou adepto de um dos motes da arquitetura “menos é mais”. Só sei que não suporto ambientes entupidos de cacarecos. Me dá náusea. Só de pensar naquele monte de bibelôs enfileirados e/ou amontoados me arrepia a alma.

    Fico pensando na “praticidade” que será para o/a usuário/a limpar um por um (ou coitadas das empregadas), em crianças correndo histericas derrubando tudo, etc. Sem contar que acho horrorosas, especialmente aquelas miniaturas de vidro/cristal.

    Por isso sempre admiro ambientes mais limpos, cleans, fáceis de manter arrumado e limpo além de serem ambientes mais leves.

    Pois bem, voltando ao cantinho nojento de difícil solução: o que fazer para não se decepcionar depois?

    Uma excelente alternativa é a arte para compor este tipo de canto. Pode ser uma arte clássica ou contemporânea, o importante é que ela tenha alguma ligação com o restante do espaço. E sim, uma arte contemporânea pode conviver tranquilamente com um ambiente clássico e austero. Depende da aplicação.

    As imagens a seguir mostram uma das obras do artista Olafur Eliasson, que está com uma exposição no Martin-Gropius-Bau em Berlin, com o nome Arco-Íris Circular:

    Pois bem. Múltiplos efeitos, lúdico para observação e contemplação. Uma peça que prende a atenção de quem a vê. Afinal, me digam um foco de luz diferente, com ou sem movimento, que não chame a atenção do olhar humano.

    A sutileza e a leveza deste tipo de peça certamente não irá interferir e muito menos pesar naquele cantinho sem graça que sobrou. Pelo contrário, irá valoriza-lo e muito.

    Consegue você aplicar este tipo de coisa nos seus projetos? Já tinha pensado nisso?

    Agora para finalizar, um exercício: você consegue listar os materiais utilizados para construir esta peça e atingir este efeito?

    Bons pensamentos e muita criatividade a vocês.

    E muita luz!

    Até o próximo post.

  • Excelentes soluções

    Bom, quando digo que Design de Interiores e Ambientes tem muito de Desenho Industrial tem muita gente que torce o nariz.

    Alguns da área de interiores, por preguiça mental. Só de pensar em ter de criar soluções, pesquisar materiais e mais um mundaréu de coisas para depois ainda colocar tudo no papel, conseguir quem execute com qualidade e etecéteras dá um frio na barriga, um sono.

    É mais fácil comprar tudo pronto nas lojas né não senhores DECORADORES?

    Alguns da área de DI-Produtos, alegam que esta é uma área deles e que os Designers de Interiores  não devem se meter ora por nao ter formação em produtos, ora por seja lá qual for o motivo alegado. De qualquer forma, estes que defendem esta visão demonstram absoluto desconhecimento das matrizes curriculares dos cursos de Design de Interiores e Ambientes. No mais, porque não reclamam de arquitetos, engenheiros, cozinheiros e tantos outros profissionais de áreas que não tem nada a ver com o Design que atualmente vem fazendo design? Bah…

    Bom, independente destas fuleirices, sempre que encontro em design excelente posto aqui para vocês.

    Muitas vezes, e hoje em dia é cada vez mais comum isso devido aos reduzidos espaços das novas construções, buscar soluções inteligentes para resolver os ambientes é uma constante.

    Assim, exige-se do profissional de Design de Interiores e Ambientes mais que uma especificação de produtos prontos e sim a solução, a criação destas soluções.

    O vídeo acima nos traz excelentes soluções para espaços reduzidos.

    Não é questão de copiar – até mesmo porque isso é CRIME, mas sim, e antes de tudo, analisar as soluções apresentadas buscando indentificar possíveis soluções que possam ser adaptadas ao seu problema.

    Este adaptar pressupõe criar, recriar, entender o funcionamento e reconhecer os materiais utilizados para que se possa aplica-los de outras formas na solução de seus problemas projetuais.

    Bom, lapiseiras na mão, muita borracha e bom trabalho!

  • Pós.. pesquisas e metepe

    Ha dois meses tive aula da pós (do IPOG) e dessa vez o módulo foi sobre a famigerada e odiada METEPE (Metodologia e Técnicas de Pesquisas).

    Apesar do receio inicial geral da turma com relação à disciplina, conseguimos atingir um nivel bastante interessante nas propostas dos trabalhos desenvolvidos.

    Entrei com três idéias para a Monografia e saí com cinco… Está difícil escolher pois são temas distintos e polêmicos dentro de áreas distintas do universo do LD. Mas este não é o foco deste post.

    Foi interessante perceber como as pessoas tem dificuldade em focar um elemento dentro de um tema e, por vezes, resistem quando alguém tenta mostrar que não existe um foco e sim vários no que foi apresentado. Tentam se justificar e não prestam atenção no que está sendo apontado.

    Pelas nossas profissões (arquitetura e Design) serem bastante criativas – e exigirem muito disso da gente – acabamos por “viajar na maionese” jogando tinta demais sobre a tela. No entanto, quando vamos escrever um artigo temos de ser extremamente específicos e focados. Interessante notar que nos outros módulos mais práticos isso não tina aparecido ainda na turma.

    Vou exemplificar usando o meu grupo e o que aconteceu nele. Escolhemos como área, “Iluminação e Terceira Idade”.  Na hora de recortar o tema foi um auê geral pois cada um apontava uma coisa. Da acessibilidade ao tipo de lâmpada com características menos danosas aos idosos, rolou de tudo:

    – Segurança

    – Acessibilidade

    – Características fisiológicas dos idosos

    – tipos de lâmpadas mais adequadas

    – tipos de luminárias mais adequadas

    – tipo de iluminação mais adequada

    – efeitos psico-fisiológicos da luz na terceira idade

    – adequação projetual de espaços voltados à terceira idade

    Enfim, idéias não paravam de borbulhar em nossas cabeças. Mas analisando as idéias acima, começamos a perceber que mesmo assim, cada uma nos davam margem para vários focos, ou artigos distintos, que é o caso do curso.

    Depois de horas debatendo, conseguimos focalizar em um problema e escolher um objeto:

    Area:

    Iluminação e Terceira Idade.

    Tema:

    Melhoria da qualidade de vida para pessoas da terceira idade através da implantação de iluminação artificial adequada em residências institucionais.

    Imagem: joaobem

    Parece ainda bastante aberto o tema não é mesmo? Porém, ele já está bem fechado e isso fica claro nos itens seguintes descritos no trabalho:

    Problemas:

    1 – Como trabalhar a iluminação artificial para as pessoas da terceira idade que já não tem a mesma percepção visual e espacial do jovem e do adulto.

    2 -As necessidades de adequação do projeto de iluminação artificial para idosos visando saúde, segurança e bem-estar.

    Hipóteses:

    1 -A ausência de projetos de iluminação artificial específica para a terceira idade nas instituições.

    2 -Os cuidados com o bem estar dos idosos e o desconhecimento sobre a iluminação adequada.

    3 -O alto custo para implantação de um projeto de iluminação adaptado.

    Objetivo Geral:

    1 -Identificar as necessidades fisiológicas de idosos para que através da adequação da iluminação artificial possa melhorar sua qualidade de vida.

    Objetivos Específicos:

    1 -Verificar os pontos deficientes da iluminação artificial nos ambientes;

    2 -Coletar dados para viabilizar a elaboração de projetos adequados;

    3 -Demonstrar que o custo inicial para implantação de um projeto de iluminação adaptado para idosos tem retorno a curto prazo.

    Metodologia:

    1 – Método: Monográfico.
    2 – Universo: Iluminação de Interiores.
    3 – População: Iluminação artificial para terceira idade.
    4 – Amostra: Iluminação artificial para terceira idade em residências institucionais em Londrina.
    Imagem: djibnet

    Não entenderam nada? Claro, isso aqui é apenas uma cópia do powerpoint da apresentação. Vamos entender melhor como se daria este trabalho de pesquisa:

    Dentro de todos os recortes que o grupo fez vinham ligados de uma forma ou de outra às questões sociais, especialmente aquelas ligadas a entidades assistenciais que carecem de recursos.

    Ponto 1 – clientela:

    Trabalharemos apenas com entidades não privadas e sim aquelas mantidas pelo estado (ou que o estado tenta manter).

    Mas o que fazer?

    O foco do curso é a iluminação, logo, recortamos mais ainda o tema especificamente em cima da iluminação e excluímos todo o resto. Qualquer coisa que não tenha a ver com iluminação estava em definitivo descartado.

    Veja bem, o projeto de interiores existente é mantido, porém a análise fica sobre como a iluminação interfere e interage com este também,

    Ponto 2 – O que fazer exatamente?

    1 – Através de pesquisas bibliográficas, buscar elementos e dados para

    2 – realizar uma avaliação da iluminação instalada no ambiente visando

    3 – detectar erros, falhas e problemas buscando e propondo

    4 – soluções  e ajustes no sistema de iluminação que

    5 – atendam as necessidades dos usuários.

    Clareou?

    Perceberam como conseguimos focar em um determinado problema?

    Não?

    Pois bem, o que isso quer dizer é que formataríamos – caso este fosse um projeto real – um modelo avaliativo para os sistemas de iluminação existentes especificamente nos espaços voltados a guarda e cuidados de idosos em situação de risco.

    De posse destes dados coletados nessa análise, pode-se então seguir adiante para a proposta de melhoria através de projeto que vise atender as reais necessidades dos idosos usuários do espaço. Mas isso já não entra na proposta nem no artigo. É apenas um direcionamento para o trabalho pós-artigo. E também, por se tratar de um espaço mantido pelo estado, busca-se então no projeto, além do bem-estar dos usuários, elementos que visem ajustar o custo/benefício: um projeto de excelente qualidade, a baixo custo, de fácil manutenção. É a tão falada viabilidade econômica da gestão pública.

    Entendeu agora?

    Mas porque de ser assim tão fechado?

    Porque no curso, a construção de artigos monográficos tem um limite de páginas. Então, se abrirmos demais o tema  corremos o risco de falar sobre muitas coisas sem ser aprofundado em quase nada ou seja, muito blablabla para pouco resultado.

    Houveram alguns casos de grupos que não conseguiram ser tão específicos e acabaram com seus temas dando margem para muitas suposições.

    Outro ponto interessante foi a metodologia de avaliação utilizada pela professora Glaucia Yoshida:

    Foi montado na frente da sala uma banca (duas mesas) onde cada grupo era avaliado por esta banca composta de 3 membros-alunos do curso. Inicialmente era esta banca que avaliava, inquiria, apontava problemas sobre os projetos. Após isso, abria-se para o restante da turma que quisesse fazer alguma pergunta. E a professora fazia as suas considerações finais.

    Cada membro desta banca recebia um papel com elementos que deveriam ser avaliados no projeto:

    1 – Tema (englobando a área e o recorte, se foi bem recortado)

    2 – originalidade e execução (se é exequível, dentro da realidade, etc)

    3 – apresentação (clareza na apresentação, firmeza nos argumentos)

    Muito interessante a metodologia empregada pela professora Glaucia e os resultados obtidos.

    Bom, é isso, finalmente consegui finalizar este post que estava aqui nos rascunhos desde o dia seguinte da aula.

    Espero que os ajude.

  • de luto e de mudança: DesignBR

    Bom pessoal, infelizmente tenho de informar que o nosso espaço DesignBR no Ning irá desaparecer dentro de alguns dias.

    Eu e a equipe que vinha mantendo aquele espaço estamos bastante chateados pois sabemos que muito do conteúdo que ali foi depositado irá perder-se assim que a equipe do Ning apertar a tecla “delete”.

    Isso se deve ao fato de que a partir de agora, a hospedagem de grupos naquela plataforma passou a ser paga – e bem paga.

    Tentamos contato com diversas empresas buscando apoio, patrocínio ou ajuda para que pudéssemos levantar a quantia necessária para manter o portal online e, infelizmente, não conseguimos. Até mesmo com faculdades e universidades nós conversamos e nada.

    As que sinalizavam aparentemente de forma positiva vinham tentando impor suas condições que, via de regra eram:

    – exclusividade

    – exigências com relação ao conteúdo querendo impor censuras absurdas

    – acesso direto aos dados de membros

    – entre outros absurdos.

    Com isso, tivemos de engolir o amargo sabor da derrota, da perda de um trabalho desenvolvido exaustivamente pela equipe de moderadores, especialmente o Ed Ramos que é quem estava tocando firme o DesignBR nestes últimos tempos.

    Um espaço voltado para designers que em menos de 4 anos conseguiu reunir num mesmo espaço uma quantidade absurda de estudantes, profissionais, professores das diversas áreas do design como nenhum outro espaço já conseguiu.

    Um espaço onde o livre pensar, os debates, a troca de informações, a construção do conhecimento eram as chamas que mantinham o portal em pé.

    Um espaço técnico, acadêmico e profissional que tornou-se uma grande enciclopédia do design.

    Um espaço que transformou-se numa verdadeira vitrina do design brasileiro.

    Triste, constatamos que se fossemos pedir apoio, patrocínio ou socorro para um timinho qualquer de futebol, de fundo de vila, para um campeonatinho de milésima categoria, não nos faltariam recursos cedidos. Absolutamente tudo nos seria cedido.

    Triste constatamos que aqui neste país não se valoriza o que é daqui, a produção nacional.

    Triste constatamos que tampouco valoriza-se a construção permanente do conhecimento.

    Não conseguimos salvar quase nada de lá do portal. Na verdade, pouco mais que arquivos com a listagem de membros.

    Os materiais das comunidades, fórum, imagens e todos os outros dados serão, fatalmente perdidos.

    Até mesmo o Ning não respondeu sobre um possível apoio ao portal reduzindo o valor ou isentando-nos deste valor. Vou tentar mais um contato nesta semana tentando mostrar a eles a importância da manutenção daquele espaço.

    Pensamos em fazer uma chamada de fundos junto aos membros mas desistimos ao analisar outras ações envolvendo arrecadação de fundos onde quem recebe sempre é acusado de absurdos, por melhor, pura e verdadeira que seja e sua intenção.

    Assim, estamos sim de luto por causa da “morte” anunciada daquele espaço.

    De luto por causa da ignorância nacional.

    De luto por causa da leviandade dos empresários nacionais.

    De luto por causa da falsidade das Instituições de Ensino que “dizem” promover o conhecimento.

    De luto por nos ver de mãos e pés amarrados, boca, olhos e ouvidos vedados por causa da superficialidade humana.

    Se você também sente-se de luto por esta perda assim como nós, divulgue este manifesto contra a ignorância e descaso cultural que varre nosso país. Seja por e-mail, em seu blog, nas redes sociais que você participa. O importante é mostrar publicamente qual é a realidade de nosso país.

    Outra forma de você tentar ajudar é mandando mensagens ao Ning solicitando apoio a nossa causa, que o portal não seja eliminado, mostrando que é um espaço acadêmico, voltado á construção e disseminação do conhecimento.

    Mesmo assim, estamos tentando elaborar um outro espaço com as mesmas funcionalidades mas isso demandará tempo.

    O Jonas do blog espaço.com é quem está nos ajudando nisso tudo. Valeu garoto!

    Portanto mesmo de luto, nos sentindo como uma ave que acaba de ter sua asa decepada, estamos tentando voar em prol do conhecimento e da cultura do Design aqui no Brasil.