O projeto realizado por Christoph Niemann, é uma aula de paginação:




‘template’, 1001 portas e janelas de madeira de demolição de casas das dinastias Ming e Qing, por Ai Wewei

smoke bombs’, por Olaf Breuning

‘hanging garden’ por Mona Hatoum



Hoje enquanto almoçava, assistindo a TV vi uma triste passagem no quadro Vídeo Game. Dois casais foram chamados da platéia e as meninas teriam de fazer uma “tatoo” com canetinhas nos meninos. O tema escolhido foi TUBARÃO.
Foi de doer o resultado da brincadeira. Lamentável mesmo.
O que ficou claro ali e que facilmente percebemos no dia a dia no contato com alunos é que a educação de hoje em dia simplesmente vem destruindo qualquer capacidade de desenho que possa existir nos alunos. E a informática tem muita culpa nisso tudo.
Tanto em uma quanto na outra a visível falta de referências gráficas e pictóricas ficou claramente visível. Nenhuma foi capaz de expressar nem ao menos a conhecidíssima barbatana dorsal. Para piorar, tentaram desenhar o bicho inteiro.

Me lembro que no meu jardim de infância as professoras nos ensinavam a desenhar peixinhos usando como referência a letra L minúscula. Era fácil e ali aprendíamos que era possível intentar o peixe que quiséssemos.
Depois outras formas básicas nos eram ensinadas: nuvens, árvores, casinhas e pessoas “de palitinhos” e mais uma infinidade de formas que nos levaram facilmente a soltar o traçado, o risco, a mão.

A semiótica nos apresenta o mundo – que o vemos gráfico – de forma escrita e também por símbolos simples como o desenho simples de uma cadeira. Porém o que se percebe é que tanto os elementos da semiótica como, principalmente o de desenho parecem estar desaparecendo da educação.
É uma constante nos fóruns de Design e Arquitetura postulantes ao curso perguntando se tem de saber desenhar a mão. E a paúra dos THEs – as medonhas prévias?
A maioria opta por gráfico porque “tudo é feito no computador”. Alunos de séries iniciais reclamam quando o professor pede trabalhos à mão e, não difícil acontecer, alguns insistem em entregar os trabalho feitos no PC.
Muitos quando tentam entregar algo feito à mão deixam claro seu protesto e entregam trabalhos mais parecidos com garatujas.

O que acontece com o desenho?
Onde foi parar o desenho?
Onde foi parar a sensibilidade da análise, estudo e observação das formas, das referências, das estruturas?
Onde foi parar a capacidade dos professores do ensino de base em ensinar ao menos o básico do desenho?
Onde foi parar as garatujas que o ser humano foi um dia capaz de fazer?
Teremos de voltar à pré-história e, como primatas ainda não desenvolvidos, começarmos tudo do zero?

Será que é preferível agir como o Pequeno Príncipe e a sua “cobra que comeu o elefante”, diante dos clientes?

Gostei tanto da sinceridade deste post ddo pessoal da BADE que resolvi trazê-lo na íntegra pra cá. Espero que curtam também.

Você comprou uma pintura parecida com essa aí de cima em uma daquelas lojas de decoração e presentes para colocar na parede da sua casa? Se comprou, saiba que você levou gato por lebre e ainda está pagando o maior mico.
Essas “obras de arte” são uma enganação armada para levar o precioso dinheirinho de pessoas bem intencionadas que pensam que ela é uma pintura.
Na verdade esses quadros não passam de produtos feitos em série, distribuídos por todas essas lojas e não valem absolutamente nada! Nada mesmo, até uma tela em branco é mais valiosa que eles, porque nela ainda pode ser pintado algo que valha a pena.
Portanto, nunca compre um quadro se o vendedor lhe perguntar qual a cor do seu sofá ou da sua parede e lhe oferecer um que vai combinar porque tem os mesmos tons.
Não é assim que se compra um quadro e se você pensa que quadro é objeto de decoração, melhor não tê-lo.
Usando um pôster com a reprodução de uma foto famosa ou de uma pintura de um artista famoso você vai estar pagando muito menos, fazendo um papel mais relevante para a humanidade e ficando livre de pagar um mico achando que tem um quadro quando não é um quadro.
Por um quadro fajuta você pode ser obrigado a gastar de $ 250 a R$ 450. Por esse mesmo valor você consegue comprar uma obra autêntica, única e original de um artista verdadeiro.
E aonde você encontra? Nas ruas, em espaços públicos, casas de cultura, bibliotecas e todos os outro lugares que normalmente e freqüentemente promovem exposições.
Aí você fala: mas eu não entendo nada de arte! Sem problema, vá pela sua intuição, escolha a tela que lhe faz bem.
Tenha em mente que nas lojas de decoração que vendem aqueles quadros eles entendem menos ainda, tanto que se propõem a vender algo que não é uma pintura como se fosse.
E não se preocupe com a sua decoração. Qualquer pintura razoável fica bem em qualquer parede e independe da cor e dos móveis.
Quanto ao tema, também fique à vontade: pode ser uma paisagem, uma natureza morta (para quem não sabe, aquelas frutas em cima de uma mesa ao lado de um jarro é uma natureza morta clássica), um retrato, um floral ou um conceito. Vale a mesma regra para o estilo: pode ser moderno, clássico, acadêmico, vanguarda, conceitual, contemporâneo etc.
A regra é simples: gostei, então eu levo.
Uma última dica: se for possível você conhecer o artista, para que ele fale sobre o trabalho, verá que automaticamente você vai criar um conceito de valor afetivo pela obra que ultrapassará o quanto pagou e, conseqüentemente, o quanto vale. Para terminar esta postagem, seria legal enfocar também a moda das mandalas e das esculturas de parede, mas é melhor terminar por aqui, o assunto vai ficar longo e muito cabeludo…
Os links abaixo mostram o trabalho de alguns artistas pinçados de uma busca bem superficial no Google. Aproveite!
Flávio Fernandes
Crovadore
Márcio Camargo
Sugado: Decorando Tudo
* E deixo mais uma dica: as Galerias nem sempre são espaços inacessíveis aos menos abastados. É possível sim encontrar obras belíssimas com valores razoáveis e acessíveis.

Continuando as dicas sobre desenho e perspectivas, seguem indicações de alguns sites interessantes sobre o assunto:
Um site bastante didático. Online você encontrará aulas sobre Aspectos Teóricos, Temáticos, Passo a passo, Downloads de aulas, Galerias e muitas outras informações.

É um site bastante genérico e que mostra como as coisas funcionam. Para quem é curioso nato com eu é uma boa pedida. Na parte de desenho, tem aulas disponiveis online numa linguagem bastante simples sobre perspectivas, desenhos gerais e vários outros. Vale uma visitinha.

Os DEZ MANDAMENTOS – Na avaliação do Desenho de Observação
Um site bem simples, porém com dicas bem interessantes sobre enquadramentos, papéis, pontos de fuga, luz e sombra, texturas, verticalidade, profundidade, texturas, croquis entre outros.

Um site voltado para as HQs mas que tem dicas bem interessantes que cabem nos desenhos utilizados por nós Designers. Destaque para Perspectivas enfileiradas e Subidas e Descidas.

Entendendo a Perspectiva – coloco este link aqui pois de nada adianta querer desenhar em perspectiva se não formos capazes de entender o que ela é e representa.

DESENHISTAS AUTODIDATAS – Blog
Um blog bem interessante mantido pelo Renato. Muito material, vídeos, dowloads sobre os diversos tipos de desenho.
Já está pronta a edição 18 da revista Mary in Foco na qual saiu a minha coluna, desta vez falando sobre Arte Urbana – Embelezamento Urbano.
Mais uma vez, agradeço ao amigo Marco Felipak pela oportunidade.
Abaixo as imagens.



Valeu Marco!!!
Confesso que nunca fui fã de papéis de parede.
Não sei explicar exatamente o porque mas talvez tenha a ver com a infinita repetição de grafismos e texturas.
Talvez porque também sempre nos deparamos com os mesmos papéis de parede em vários ambientes projetados por diferentes profissionais…
Hoje ao navegar pela WEB deparei-me com o site da Maxalot.
Grande e grata surpresa!!!





Agora tou começando a gostar.
Muito se tem falado ultimamente sobre embelezamento urbano, porém poucas são as ações que visem realmente isto aqui em terras tupiniquins.
Um dos meios para o embelezamento urbano é a instalação de esculturas nos espaços públicos e também nos espaços privados que fiquem visíveis nas ruas como a entrada de edifícios, por exemplo.
um bom exemplo de trabalho nesta linha é o do The Art Office como poderão ver nas imagens a seguir:




fiz ha poucos dias um post sobre os trabalhos do Pye com a água.
Agora, vejamos o que pode ser feito usando o fogo como elemento artístico. Os trabalhos a seguir são da Colombo Construction Corp.






Mais um artigo meu publicado na revista Mary in Foco (ed. 17 ano 3), de meu amigo Marco Felipak, de Curitiba.
Trata-se do “Iluminação e Arte” já publicado aqui neste blog.




Valeu Marco!!!!
É gente, a moda está pegando mesmo e agora é a vez de Berlin nos brindar com um uma nova edição do festival de Light Design, nos mesmos padrões da Luminalle e da Lumière…
Este já aconteceu duas vezes e agora, em sua terceira edição, será realizada entre os dias XX a XX de outubro de 2008.
A seguir umas imagens das edições anteriores:






Para saber mais: http://www.city-stiftung-berlin.eu/index.php
Eu às vezes me pego numa batalha interna terrível quando me deparo com arte abstrata. Algumas vezes gosto e outras não mesmo.
Porém quando esta arte vem carregada de elementos que me remetem ao Rococó e outras contemporâneas à esta, ou até mesmo quando ela não vem carregada daquela linha blasè e já manjada daquelas tintinhas salpicadas sobre uma tela, a coisa fica mais tranquila.
É o caso do trabalho do designer gráfico Evgeny Kiselev.






Tudo bem, eu sei que não dá pra se comparar um trabalho numa tela, com o feito em computador… Mas é raro encontrar algo neste padrão feito numa tela…
Em minhas andanças na minha última ida à Sampa, numa passagem pela Gabriel durante a noite, duas coisas me chamaram a atenção:
1 – A fachada da Lampadário. O trabalho com nichos rasos onde foi aplicado uma fita de LED internamente formando, ao que me parecei, um arbusto. Muito bonito o efeito e destaca-se na páisagem de e caras belas fachadas daquela rua.

2 – A vitrine de uma galeria de arte, também na Gabriel. Quando passei de carro, dirigindo, olhei de relance e pensei ser mais uma loja de iluminação. Ao voltar percebi que tratava-se na verdade de uma galeria de arte (que não peguei o nome infelizmente). Não aguentei e fui fotografar mesmo com medo de ser re´preendido por algum “guardinha” ou segurança rsrsrsrsr. Belíssimo trabalho:



Não sou muito adepto de certas coisas que vejo como frescurites até mesmo porque tenho um estilo bem minimalista no projetar.
No entanto algumas coisas me chamam a atenção seja pela leveza, pela graça ou por sutilidade.

Estas imagens são de uma instalação artística realizada pelo grupo multidisciplinar composto por Canary Warf, Wokmedia e o lighting designer Admir Jukanovic/Mindseye.

Achei muito criativa e lúdica a idéia. Uma brincadeira que nos remete a alguns animais de nossa fauna (siris, lesmas, sapos, etc) e dependendo da aplicação até mesmo de seres imagináveis. Imagine isso na cabeça de uma criança a quantidade de versões e visões divertidíssimas.

Acho que a notícia de que serei titio novamente acabou me deixando meio bobão ehehehehehe

Particularmente adorei as iluminadas.
Iluminar peças de Arte não se faz da mesma forma que ambientes residenciais ou comerciais. Obras de arte são objetos, em sua maioria bastante sensíveis, e devem ser tratadas com zelo e cuidados especiais.
Toda peça de arte é confeccionada com materiais que são frágeis, delicados. A mistura luz + material na maioria das vezes acaba em resultados desagradáveis se o projetista não tiver domínio e conhecimentos sobre os efeitos negativos da luz sobre materiais.
Este cuidado também deve ser tomado quando o projeto é para ambientes pois a luz estraga sim os materiais sobre os quais é lançada. Quem é dono de lojas sabe bem do que estou falando: aquelas peças em exposição na vitrine que saem “queimadas” depois de um tempo em exposição.
Dias atrás um lojista daqui me chamou para uma consultoria em sua loja de colchões. Todas as peças estavam desbotando rapidamente e naquelas onde haviam fachos concentrados, percebia-se uma marca de forma circular exatamente onde o facho de luz incidia. As lâmpadas e luminárias utilizadas em sua loja estavam deteriorando os produtos.
Não é nada difícil encontrarmos até mesmo dentro de casa, bancadas de madeira ou pedras também com essas marcas, perda de brilho, ressecamento enfim, vários eventos que nos indicam que algo não está bom ou funcionando direito.
Se esse tipo de dano acontece em materiais como madeiras e pedras, imagine então o que a luz não é capaz de fazer com estofados, cortinas e especialmente com os objetos de arte, com as tintas, pigmentos, tecidos…
O que a maioria das pessoas não sabem ou não levam em consideração é o fato de que as lâmpadas emitem uma alta carga de raios UV, especialmente os UVA. Estes raios são nocivos a qualquer material – até mesmo a nós tanto que usamos bloqueadores no verão. Porém, a moda e beleza de certas lâmpadas e luminárias acabam por direcionar facilmente ao erro projetual quando não se leva em consideração este fator ou até mesmo de técnicas e equipamentos que visam diminuir o efeito dos raios UV sobre as peças de arte.
É, refiro-me aqui ao mesmo raio UV do sol e que temos de nos proteger especialmente no verão.
Nas normas técnicas internacionais, os objetos de arte estão divididos em três categorias de acordo com suas características compositivas, porém vamos usar aqui uma outra mais simples:
Pouco sensíveis: metal, pedra, vidro, cerâmica, jóias e peças esmaltadas.
Nesses materiais não se aplica uma quantidade máxima de lux/ano, porém deve-se levar em consideração o calor radiante.
Moderadamente sensíveis: pinturas (óleo, tempera), couros naturais, tecidos com tinturas estáveis, chifre, osso, marfim, madeiras finas e lacas.
Para esses materiais já temos de observar que durante o ano todo as peças podem receber no máximo 150 lux (360.000 lux/hora/ano) e o calor radiado não deve atingir as peças.
Extremamente sensíveis: pinturas (guache, aquarela e similares), desenhos, manuscritos e impressos, selos, papéis em geral, fibras naturais, algodão, seda, rendas, lã, tapeçarias, couro tingido e peles e peças da história natural.
Para esse grupo, temos de usar no máximo 50 lux (120.000 lux/hora/ano) e também evitar o calor radiante.
O quadro abaixo (I) tipifica com maiores detalhes os tipos de materiais e os cuidados necessários.
Para cada categoria descrita acima, existe um nível máximo tanto de luz quanto de incidência de raios UV como se pode ver. Há também um tempo máximo de exposição anual que esses materiais suportam e que devem ser respeitados.
O calor radiante ao qual me refiro é aquela sensação de calor que temos quando paramos embaixo de uma lâmpada, especialmente dicróicas e ARs. Para verificar se a iluminação de sua obra está correta quanto a isso, basta colocar a sua mão sobre a superfície da mesma. Se sentir calor em sua pele, apague a luz e reveja o projeto luminotécnico, pois certamente a sai obra está sendo danificada pela iluminação.
Quem já visitou museus entende perfeitamente o que coloco aqui. Os museus tinham até um tempo atrás um período de visitação curto que mal dava para vermos tudo ou quando chegavamos a alguma peça, a mesma já está com a luz apagada. Isso se devia àquele tempo máximo de exposição anual colocado acima. (120.000 lux/hora/ano). Eles tinham de dividir essa radiação máxima anual pelo tempo de exposição diária. Assim chegavam ao tempo máximo de exposição possível sem que a luz viesse a danificar as peças.
Para entenderem melhor esta parte sobre lux/hora/ano vou colocar aqui alguns exemplos:
Uma obra em guache, da categoria Extremamente Sensíveis: ela pode ficar exposta com a luz incidente por no máximo 4 semanas/ano ou 12.000 lux/hora/ano.
Uma obra à óleo, da categoria Moderadamente Sensíveis: poderá ficar exposta 10 semanas/ano ou receber 42.000 lux/hora/ano.
Uma escultura em madeira, da categoria Pouco Sensíveis: poderá permanecer exposta à luz por 20 semanas ou receber 84.000 lux/hora/ano.
E um detalhe importantíssimo: os casos acima referem-se às normas para museus e galerias de arte onde a aplicação de filtros que reduzem a radiação UV são obrigatórios pela inexistência de equipamentos adequados.

Hoje, estes mesmos equipamentos utilizados pelos museus e galerias de arte estão num ponto tal de tecnologia que vemos alguns museus e galerias abertos praticamente 24 horas por dia. Esta mesma tecnologia pode e deve ser usada em residências e espaços comerciais onde existam peças de arte expostas.
Para uma melhor compreensão das novas tecnologias vou seccionar os equipamentos:
Lâmpadas (fontes de luz): hoje já dispomos de lâmpadas ou fontes de luz que não emitem a radiação UV. Porém são materiais ainda caros e na maioria das vezes tem de ser importados. As mais fáceis de encontrarmos são as dicroleds (dicróicas com leds) que tem emissão zero de UV. Mas a Osram está com uma nova linha de lâmpadas halógenas (linha energy saver) que tem emissão zero de raios UV e quase zero de calor. Há ainda a fibra óptica. Porém tem de ser aplicado na base (fonte de luz) um filtro.
Lentes: as lentes foram desenvolvidas primeiramente para colorir (disco de cor) e posteriormente para aplicações técnicas em museus (filtros). São discos que podem ou não alterar a cor da luz, mas que tem em sua composição – ou aplicado à superfície – uma camada de PVB que reduz ou bloqueia a radiação UV.
Luminárias: existem varias que já prevêem a instalação de filtros e lentes mas a maioria das comuns – estas que você tem em sua casa – não podem ser adaptadas para receber este tipo de complemento. Existem algumas que já tem em seu espelho refletor filmes ou outros revestimentos que absorvem a radiação UV.
É fácil percebermos que os museus e galerias estão mudando seus projetos luminotécnicos. Para um leigo pode parecer que o trabalho foi apenas estético, mas na realidade eles vem sendo desenvolvidos para eliminar os riscos às peças. Hoje os grandes museus e galerias tem optado pelo uso dos LEDs ou da fibra óptica seja por sua qualidade na reprodução de cores ou pela emissão zero de radiação.
E esta tecnologia toda já está disponível também para os espaços residenciais e comerciais.
Um fator muito importante que é preciso ressaltar aqui é que se o seu projeto luminotécnico não foi desenvolvido tomando estes cuidados procure apagar as luzes que incidem sobre as peças. Deixe para acendê-las apenas quando você recebe visitas ou, no caso de ambientes comerciais, aplicar um sensor de presença que fará a luz acender somente quando alguém estiver próximo à peça. Com isso você irá garantir uma vida mais longa à tua obra de arte diminuindo os riscos de perda ou dano.
Mas lembre-se que mesmo assim, a troca das lâmpadas e equipamentos normais por estes especiais é essencial.

Outro fator bastante comum são os reflexos que ocorrem sobre a superfície das peças. Este erro acontece já na fase do projeto onde o ângulo de incidência não foi corretamente calculado ficando muito acima ou abaixo dos 30° no caso de telas em paredes.
Já em peças tridimensionais temos de levar em consideração que a mesma necessidade de no mínimo três focos de luz para que a mesma apareça como realmente é. Se colocamos apenas um foco superior temos uma visão bastante dramática com pontos de muita luz e outros de sombra total. Se colocamos um ponto atrás da peça, ao observarmos pela frente veremos a silhueta da peça e perderemos toda a textura. Se colocarmos um frontal teremos uma frente acesa e o resto apagado com uma luz chapada que nos faz perder a sensação de volume.

O ideal neste caso é adotarmos uma iluminação triangular onde temos uma luz de fundo fraca, uma superior forte e uma frontal fraca que servirá para preenchimento. Ou então optamos pelo sistema utilizado em estúdios de TV onde temos a luz de fundo e dois pontos frontal-lateral que banhará a peça por igual porém sem deixar a sensação de chapada.
Uma outra opção é deixar o objeto de arte ser banhado indiretamente pela luz do ambiente sem ter um foco direto sobre o mesmo. E colocar um foco direto para ser aceso apenas quando há visitas, por exemplo.
Outra ponto muito importante que não posso deixar de ressaltar é a influência da luz sobre as cores. As lâmpadas tem duas características que precisam ser observadas neste ponto: IRC (índice de reprodução de cor e a TC (temperatura de cor). O IRC diz a capacidade de fidelidade na reprodução das cores dos elementos iluminados. Quanto mais próximo do 100 mais corretas e reais serão as cores do elemento iluminado. A TC diz respeito àquela tonalidade da luz que vai do amarelo âmbar (quente) até o branco azulado (fria). O ideal neste caso é utilizar uma lâmpada o mais neutra possivel, com TC proximo dos 4000K (kelvin). É a mais próxima da luz do dia. Com estes cuidados, o seu vermelho nao irá virar laranja ou roxo por exemplo.
Se você tem condições de alterar o seu projeto de Light Design faça-o o quanto antes. Caso contrário, procure uma consultoria com um profissional de Light Design para verificar como você pode diminuir os efeitos nocivos da luz sobre as suas obras de arte.
Saudações iluminadas!!!
Paulo Oliveira
Quadro I – Categorias Moderadamente Sensíveis e Extremamente Sensíveis
CAT 1 / Materiais: pastéis, cores sensíveis ou de origem desconhecida, aquarelas, guache, tintas de impressão, tintas orientais, papéis tingidos, objetos tingidos da história natural, fotografias coloridas antigas e polaróides, sépias, tintas amarelas e vermelhas de origem desconhecida e qualquer produto similar de origem ignorada.
ISO 1, 2 e 3 / Pigmentos: laca amarela, pretos complexos, tinturas vegetais e índigo em algodão, índigo em aquarelas, quercina, carmim, aquarelas em papel, açafrão, azul flor-do-dia, vermelho curtume.
CAT 2 / Materiais: polpa de madeira, papéis de baixa gramatura, fotografias com revelação a base de prata, slides coloridos modernos, cybachromes, fotografias coloridas da década de 90 em diante.
ISO 4, 5 e 6 / Pigmentos: tinturas tradicionais, vermelhão, amarelo índio, principais vermelhos brilhantes (carmim, alizarina e garança).
CAT 3 / Materiais: papel de jornal de ótima qualidade, tintas à base de carbono, grafite, carvão, pigmentos de terra (ocres, óxido de ferro), giz, lápis vermelho, marrom, preto, crayons, foto P&B, gelatinas fotográficas, processos fotográfico com banho de ouro, selênio e outros processos permanentes, plásticos, polietileno e resinas sintéticas.
ISO 7 e 8 / Pigmentos: aquarelas, guaches e pastéis modernos e de alta qualidade, cádmio vermelho moderno, ultramarino, amarelo, amarelo cobalto, índigo e garança em lã.
Texto desenvolvido a partir da apostila “Iluminação de Museus, Galerias e Objetos de Arte” do professor Luís Antônio Greno Barbosa, da Universidade Estácio de Sá – RJ.
Resumo de palestra no 3º. Seminaluz – 2007
Por: Valmir Perez
Com o avanço técnico das soluções em iluminação das últimas décadas, pudemos observar uma revolução bastante efetiva no design de iluminação de interiores, exteriores, pública, museológica, de monumentos, etc.
Essa revolução tem como uma das principais características a busca de elementos estéticos e expressivos da luz cênica. Isso não foi gratuito, pois grande parte das lâmpadas, luminárias e equipamentos hoje utilizados na iluminação arquitetural tiveram seus desenhos inspirados nos equipamentos da iluminação cênica e em suas características ópticas, de movimento, trocas de cores, etc. que sempre possibilitaram um leque bastante variado de aplicações criativas sobre os palcos.
Desde então, e é claro, podemos supor que se, a performance técnica dessas ferramentas oferece condições amplas de aplicação estética da luz sobre os ambientes, certamente os designers de iluminação, que utilizam essas ferramentas, acabam se tornando artistas e co-criadores das obras arquiteturais. Dessa forma e muito provavelmente, desde essas últimas décadas do século passado e até o presente momento, estamos assistindo ao nascimento de novas formas de expressão artística ligadas á arquitetura e à luz, o que também certamente nos trará abertura para discussões mais amplas sobre essa nova arte.
Mas por que arte? Por que devemos conceber a iluminação cênica e, consequentemente a iluminação arquitetural, como arte, e seus designers como artistas? Serão verdadeiras essas afirmações apenas porque novas tecnologias estão á disposição desses profissionais, ou outras questões entram no jogo?
Para responder a essas e outras perguntas, devemos primeiramente tentar definir, mesmo que resumidamente, do que trata a arte. Como se dá sua mecânica, entrando um pouco em sua intimidade.
Segundo alguns teóricos, a arte pode ser dividida em três aspectos: arte como pensar, arte como conhecer e arte como exprimir. Esses aspectos ou concepções, ora se contrapõe, ora se combinam e aliam-se, ora se excluem mutuamente,
Sendo assim, podemos entender que é “arte do pensar” de como a luz e suas propriedades influenciam psicologicamente as pessoas através de suas manifestações e processos que se desenvolvem sobre os ambientes e palcos.
É “arte do conhecer”, pois, desenhistas de iluminação precisam saber claramente o que eles vêem no mundo real e como e porque as luzes se comportam de determinadas formas, suas propriedades físicas, etc.
É “arte do exprimir”, ou seja, de como esses artistas utilizam as técnicas e conhecimentos, suas ferramentas, etc. para materializarem suas obras, suas idéias e ideais.
Tudo isso também nos leva a pensar que podemos verdadeiramente denominar as atividades dos designers de iluminação e iluminadores como arte, exatamente porque essas atividades contém aspectos semelhantes a outras manifestações artísticas, como, por exemplo, as da pintura, pois, tanto a arte pictórica como a iluminação necessitam de suportes para que se dêem as suas materializações; realizam-se no espaço, inclusive a iluminação também no universo temporal; solicitam de seus criadores e executores conhecimentos técnicos e estéticos; são realizadas e construídas com o apoio e utilização de ferramentas e acessórios; exigem conhecimento de linguagem expressiva e, por fim ainda, a iluminação tanto pode ser ela mesma a própria obra, como elemento de apoio, participativo e interativo á outras.
Podemos ainda intuir que os artistas da luz dividem seu espaço e sua criação com outros artistas e meios de expressão em busca de uma obra coerente, harmônica, e são aqueles cujas obras estão ligadas a conceitos criativos não-repetitivos, intencionais, cujas funções são determinadas pelos seus momentos expressivos através da luz, e o design de iluminação, como sendo “a arte ou o trabalho manual de criação visual através da luz e suas propriedades”. Entre essas propriedades, podemos citar o brilho, a intensidade, a direção, o ângulo de incidência, a velocidade, a cor a textura, a forma, o volume, o tipo movimento, a duração, etc.
Artistas se utilizam dessas propriedades da luz para determinar espaços; evidenciar e ocultar; controlar o resultado visual das formas; modular o tempo; reforçar e criar “climas” emocionais; criar sensações de frio, calor, condições climatológicas, estados mentais, etc. aproximar e distanciar seres, objetos, etc.
Se então, como afirmamos anteriormente, as ferramentas e instrumentos de iluminação cênica, que possibilitam mais facilmente essas criações, tiveram seus conceitos transferidos para a iluminação arquitetural, fica obviamente claro que as aplicações estéticas também. Essa a influência maior que pode ser observada nos novos projetos. Uma abertura e liberdade maiores de expressão pelos designers de iluminação arquitetural. O que não ficou claro ainda é como isso está funcionando ou pode funcionar, pois, se os iluminadores cênicos possuem métodos de trabalho em suas criações expressivas, provavelmente esses métodos estão começando a ser utilizados pelos designers de iluminação de espaços arquitetônicos e, devem existir então paralelos visíveis e mesmo semelhantes nessas atividades.
Para facilitar nosso resumido estudo, dividi essas atividades em algumas etapas:
• Pesquisa – Levantamento das informações que determinarão as bases do processo criativo.
• Criação – É o processo criativo do artista em funcionamento. O desenvolvimento imagético de suas idéias e concepções visuais.
• Desenho – Expressão visual técnica e estética dos mecanismos de comunicação.
• Execução – A construção material da obra sobre os suportes com a utilização dos meios ferramentais.
• Operação – A obra quando expressa através de mecanismos de controle dessas ferramentas dentro de um determinado universo espetacular.
Na fase da pesquisa:
Essas pesquisas compreendem os levantamentos no interior do universo das técnicas, ferramentas e condições oferecidas para concretização dos trabalhos, assim como as pesquisas estéticas, visuais e do conjunto dos elementos participantes da obra.
Na fase da criação:
Que é o processo criativo em ação, onde se dá a utilização dos elementos da pesquisa na concepção estética da obra, a criação de esboços, onde entra a intuição criativa, as adaptações poéticas da obra para fins harmônicos, a utilização de ferramentas para criação de materiais de comunicação, e isso pode também se dar através softwares de simulação. É também, em muitos casos, a fase dos cálculos e adaptações e a busca pelas ferramentas e suportes ideais para materialização da obra.
Na fase da execução:
Nessa fase os designers executam os projetos, mas não as obras, que são executadas por outros profissionais. Esses projetos são mecanismos de comunicação entre as partes envolvidas na execução da obra. É também nessa fase que os designers definem os movimentos das luzes (quarta dimensão), acompanham a execução dos projetos e, em alguns casos, tais como o da iluminação cênica, podem ou não acompanhar as apresentações e suas repetições.
Para completar nossa análise, devemos compreender que, as atividades desenvolvidas pelos designers de iluminação cênica e os designers de iluminação arquitetural, embora bastante semelhantes, no que diz respeito aos processos, tornam-se muito diferentes e peculiares em aspectos mais objetivos. Para falar sobre isso, vou analisar rapidamente a luz nos espaços arquitetônicos em relação à luz sobre os palcos:
Na arquitetura: os personagens “são” o próprio público; os pontos de vista são complexos; as cenas cotidianas não seguem roteiros rígidos; os atores saem de cena apenas e quando deixam o “teatro”; a iluminação é operada pelos próprios atores (residências); os equipamentos compõem parte da “atmosfera” e da cenografia; a luz nos palcos, como na arquitetura, deve iluminar, mas ao mesmo tempo contribuir para a valorização das poéticas inseridas no todo da obra; A luz deve contribuir, na arquitetura, para o conforto ambiental.
Podemos também concluir que a influência da iluminação cênica na arquitetura surgiu das mudanças culturais profundas as quais vimos passando. De uns tempos para cá, nos tornamos culturalmente mais livres, fomos levados a dar maior importância às imagens em nossas vidas cotidianas, dessa forma, buscamos maior sentido expressivo para nossas vidas. Somos ensinados a comprar estilos de vida e não apenas produtos e vivemos num momento de busca por mudanças de paradigmas na arte, na filosofia, na religião, na ciência, etc.
Essas coisas, ou o próprio conjunto delas, provavelmente estejam também mudando o olhar das pessoas em relação à luz. Vivemos há um tempo atrás o mundo das máquinas, hoje vivemos o mundo dos robôs, das comunicações. Nesse novo mundo, a mim me parece, as cores, sons, formas, movimentos, etc. são muito mais rápidos, alucinantes, envolventes. Esse envolvimento, que é a essência do teatro, da performance cênica, pulsa agora nas ruas de nossas cidades, em nossas vidas diárias. Talvez por isso mesmo, a luz teatral, cênica, aquela que vem carregada de sentidos, esteja tomando o espaço da luz confortável, mais preocupada com o relaxamento e saúde das pessoas. Questiono muitas vezes se estamos tomando a estrada correta ao transformarmos nossas cidades em parques de diversão. Creio que o melhor, seria o uso equilibrado dessas novas tecnologias, para que as gerações futuras possam olhar para cima e ver as estrelas do céu.
Valmir Perez
Lighting Designer
Laboratório de Iluminação
Unicamp
www.iar.unicamp.br/lab/luz
http://valmirperez.blogspot.com/
http://imprensanaprensa.blogspot.com/
Deixei bem clara a minha visão sobre Restauração e destruição de bem móveis em meu artigo Destruição da Restauração.
Vira e mexe navegando pela web encontro exemplos claros desse tipo de coisa. Hoje não foi diferente:

Não posso tirar o mérito da artista que tem como foco de seu trabalho transformar mobilias do século 20 em peças de arte contemporânea. Porém, também não posso deixar de colocar que a cada peça original destruída dessa forma que vejo, sinto uma punhalada no coração.
Um crime contra a história das pessoas, da cidade, do País. A história das famílias, a história dos fabricantes mesmo que pequenos anônimos.
Ela bem que poderia trabalhar com cópias não é mesmo?
Dando sequência à série sinalizações, mais algumas imagens inusitadas que podemos encontrar por aí:





Mas sem sombra de dúvida, a que mais gosto é esta:

fonte: http://caligraffiti.wordpress.com