Tag: ética

  • Na correria…

    mas passando para dar um oi para vocês. Tou conseguindo sobreviver à loucura do dia a dia rsrsrs

    Recebi um e-mail hoje com algumas questões interessantes. Não vou citar o nome do autor pois se ele preferiu o contato direto através de e-mail é porque prefere assim e seria anti ético de minha parte expo-lo aqui.

    A primeira colocação dele refere-se basicamente ao temido “entrar no mercado”. Muitos profissionais optam pela carreira solo com seu escritório montado, outros preferem ligar-se a alguma empresa, outros vão na onda dos “freelances” e muitos desistem.

    Para montar o seu escritório faz-se necessário, principalmente, que você já tenha um vasto círculo social que conheça quem é você, o que faz, como faz, o que já fez. Também é preciso ter grana para investir tanto na montagem do escritório quanto na divulgação do mesmo. Porém, de nada adianta montar um escritório “meia boca”. Isso atrairá clientes “meia boca” para projetos “meia boca” e seu pagamento será “meia boca”. E você será tido como um profissional “meia boca”. De nada vai adiantar gastar fortunas com publicidade se o cartão de visitas do produto que você oferece não for bom.

    Ligar-se a alguma empresa é um meio de sobrevivência na maioria dos casos e de carreira em raros casos. Se for para ligar-se como mais um vendedor, terá de contentar-se com uma vidinha de vendedor e muitas vezes deixar de aproveitar todo o conhecimento que você adquiriu no seu curso. Para vender cadeiras, basta que você pesquise sobre elas e entenda um pouco de tudo sobre elas. Não há necessidade alguma de você entender de iluminação, gesso, etc.

    Você pode também ter a sorte de seguir carreira dentro de alguma empresa. Departamento de projetos de uma construtora, uma grife de móveis, área educacional, enfim. É uma carreira que só vai depender de você mostrar a que veio.

    Já para os “freelas” a coisa pega fogo. É um desgaste diário atrás de clientes quando você opta por trabalhar sozinho. Mas também pode ser uma boa dependendo de suas parcerias profissionais. Uma consultoria em lighting pode ser considerado um “freela”? Sim, afinal numa consultoria não há projeto.

    Já os que desistem…

    Um outro questionamento dele diz respeito à idade para se começar e tem referências à uma troca de carreira, bem sucedida por sinal.

    Buscar fazer o que se gosta, sempre! Para que tudo saia bem feito e todos satisfeitos: o produto, o cliente, a empresa e você.

    Trocar de carreira não é nenhum bicho de 7 cabeças como muitos pensam. Isso está mais ligado ao medo pessoal que à prática propriamente dita.

    Independente da idade, sempre é tempo de recomeçar, renovar, reavaliar-se, reorganizar-se. Independente se há troca de área ou não. Isso é necessário para a sobrevivência humana.

    Vejam meu caso. Era para eu ser um músico, com faculdade de música e estar tocando ou cantando a Renascença por esse mundão. Mas, no meio do curso me deparei com a cenografia e a iluminação cênica e vi os meus anos e anos de estudos e investimentos em música “desafinarem” porque uma nova luz se acendeu em minha vida. E eu já estava com 27 anos.

    Desgostei da música? NUNCA! É uma das coisas que mais amo em minha vida, não vivo sem. Estou agora mesmo escrevendo este post com uma web-radio rolando ao fundo aqui em casa. Quando estou dirigindo, mesmo que seja pra ir ao supermercado que fica ha duas quadras daqui de casa, o som do carro vai ligado. Em viagens, sempre ligado. Quando estou de bobeira (coisa rara ultimamente)? Sempre com um som de qualidade como fundo. Sim, canto também e solto meus brados de tenor que por vezes assustam os vizinhos e deixam minhas cachorras eufóricas e começam a uivar rsrsrs

    Porém, o Design falou mais forte profissionalmente por duas razões básicas:

    1 – Sempre gostei demais de lidar com vitrinismo, mexer com materiais diversos e montar coisas, fazer e refazer. A possibilidade de atuar numa outra área que, junto com a música, faz a platéia delirar e sonhar me agradava. Eu teria de materializar, contextualizar o som em matéria.

    2 – Viver de música clássica aqui no Brasil? aiminhanossasinhoradabicicretinhavremêia….. do jeito que andava – e anda – a cultura musical do brasileiro me fez temer por um futuro na sarjeta.

    Entrando nas áreas de cenografia e iluminação cênica, foi um “pulinho” voltar-me totalmente para o Design.

    Se você tem medo de virar sua vida 180° numa paulada só como eu fiz, faça devagar, aos poucos. Continue em sua carreira, faça um bom curso de Design de Interiores e outros complementares, vá frequentando lugares, festas, lojas e outros espaços que te possibilitem o contato com os “prospects” que nada mais são que potenciais clientes futuros.

    Vá mudando devagar o seu foco profissional. Comece desenvolvendo pequenos projetos para conhecidos, familiares, amigos até que você sinta segurança para abandonar de vez a outra carreira e seguir a nova.

    Outro ponto levantado diz respeito a quanto tempo é necessário para que a pessoa torne-se um profissional respeitado e reconhecido no mercado.

    Isso é bastante complicado responder pois cada um é cada um. Alguns podem nunca sair do anonimato. Outros podem de uma hora para outra virar estrela de uma parca constelação. Tudo vai depender do emprenho, seriedade e ética profissional. E em empenho refiro-me à ir atras de clientes e parcerias, publicidade, relacionamentos profissionais e pessoais.

    Essa vou colar na íntegra:

    3 – Notei em seus tópicos, que você “valoriza pouco” (Digamos assim), a engenharia Civil, e concordo com vc a respeito da frieza da àrea (Somado ainda à questão da ABD, que considero ser irritante, injusto e desestimulante), mas, será que vc não estaria, mesmo que inconsientemente, apoiando as pessoas a fazerem DI, apenas para conseguir um maior apoio(Mais profissionais no mercado) para o reconhecimento da àrea ???
    (Minha intenção não é ofendê-lo de maneira alguma, mas queria ter certeza de que o mercado e a àrea é realmente tudo isso que está dizendo…Ao ler seu blog, super positivo, tive uma boa perspectiva do ramo)

    Em momento algum desvalorizo a engenharia civil. Muito pelo contrário, sempre mostro a importância, para o profissional de Design de Interiores/Ambientes, desta parceria com os engenheiros, sejam civis, elétricos, mecânico, etc.

    Não sei se é frieza dos profissionais da área. Creio que o termo melhor colocado seria apatia, coisa muito em voga hoje no nosso país. Apatia cultural, apatia política, apatia educacional, apatia social. Vivemos numa apatia generalizada. Parece que a população opensante encontra-se anestesiada ou num estado de coma vegetativo o que as libera do ônus de ter de lutar, dar a cara para bater em benefício geral. O que vemos é cada um defendendo o seu umbigo e dando de ombros para o coletivo. Porém o que estes não percebem é que o coletivo se não for cuidado agora, no futuro afetará também a estes cômodos umbiguistas.

    Jamais eu seria tão sem noção e irresponsável ao ponto de chamar pessoas para “gerar número”. Sempre que digo a alguém algo sobre a entrada no mundo do Design deixo bem claro: você gosta? Tem certeza? Já entendeu o que é e como funciona? Se sim, seja bem vindo(a), se não, tua busca ainda não terminou.

    Eu, como regulamentista que sou, seria uma contradição imensurável convocar aos quatro ventos as pessoas para virarem Designers. Imagine a quantidade de porcarias que seriam feitas por esses “designers de carteirinha”, que não são comprometidos com a carreira e que nos afetariam diretamente ao ter seus trabalhos reprovados pelo mercado. Conseguem entender a gravidade disso?

    Eu prefiro entrar numa sala de aulas no primeiro dia e ver que nela tem 40 alunos e no último apenas 10 do que encontrar com os 40 lá no ultimo dia. Ao menos, uma boa peneirada já foi dada.

    Ele volta a questionar sobre a atuação dentro de empresas. Vamos lá…

    Desmembrando melhor o que já postei acima, só para se ter uma idéia:

    Construtoras: você pode vir a ser contratado por uma construtora para integrar a equipe de projetos. Aqui entrará o trabalho conjunto de vários profissionais: arquitetos, engenheiros, designers entre outros. Se o grupo for coeso certamente sairão excelentes projetos além de que você tem ainda a grande possibilidade de “papar” os clientes das mesmas em sua área específica. Imagine um edifício de 20 andares quantos apartamentos você terá a oportunidade direta de lidar com seus compradores…

    Indústria: Seja de móveis de alto padrão, planejados de grife e até mesmo de móveis mais populares. Todas tem um departamento de design que é o responsável por criar as coleções.

    Publicidade e Propaganda: é um ramo que os profissionais geralmente se esquecem e isso vemos diariamente refletido nos cenarios das propagandas de TV.

    Isso só para trazer um pouco mais de luz para vocês. Mas existem muitas outras empresas em que podemos atuar. Tudo vai depender de seu portfolio, sua experiência e empenho profissional.

    Criatividade…

    Um profissional medíocre não cria, copia apenas e aceita quando o cliente lhe joga no colo um monte de revistas e diz que é exatamente aquilo que deseja. Este está sim amarrado ao mercado prostituto. Mas não para por aí, ele estará ajudando também a destruir a identidade brasileira a partir do momento em que muito do que vemos nas revistas veio de fora, não tem referência à cultura brasileira.

    O profissional correto, ético e comprometido com a sua profissão, jamais aceita realizar um trabalho desses. Ele tem consciência de além de estar infringindo leis de direitos autorais estará ajudando a aumentar essa prostituição. Este profissional tem a consciência de que todo o material apontado lhe servirá apenas de referência, de repertório cultural e só. E saberá habilmente como fazer o cliente entender isso e estará livre para criar.

    Finalizando:

    Desculpas pelo enorme texto, mas vc sabe né ?…
    O mundo dá muitas voltas, quem sabe não serei eu amanhã tendo a oportunidade e o prazer de te dar uma mãozinha, uma ajuda….

    Sempre! Como sempre digo, ninguém é perfeito, ninguém sabe tudo, muito menos eu. Sou normal, mortal como qualquer um aqui. E isso inclui estar aberto ao aprendizado.

    Assim como gosto muito de compartilhar meus conhecimentos e pesquisas com vocês e meus alunos, também gosto muito da interação, a troca de conhecimentos, informação, diálogos. Isso faz os dois lados crescerem.

    Achei interessante a idéia de responder ao e-mail na forma de um post. As dúvidas e questões levantadas podem servir para muitos e não seria interessante mante-las no reservado diálogo de uma troca de e-mails. Portanto, a partir de agora, sempre que eu receber algum e-mail com um contexto e questões como as desse, procurarei responde-lo aqui no blog desta forma.

    Abraços e muita luz a todos!

  • Extensão CESUMAR – 2° semestre

    Saiu a lista de cursos de extensão para o segundo semestre do CESUMAR.

    Vou ministrar dois cursos:

    CONTRATOS E DOCUMENTOS – COMO ELABORAR CORRETAMENTE

    MINISTRANTE
    PAULO OLIVEIRA
     
    OBJETIVO GERAL
    Conscientizar os profissionais sobre os principais pontos de atenção quanto a elaboração de documentos e a necessidade de que estes sejam muito bem elaborados.

    CRITÉRIOS
    Freqüência de 80%, participação e desenvolvimento dos trabalhos em sala.

    REQUISITOS
    Trazer os modelos adotados pela empresa para serem discutidos em sala de aula.

    PÚBLICO ALVO
    Acadêmicos, professores, profissionais das áreas de Design, Arquitetura e Engenharia e demais interessados.

    VAGAS
    30

    CARGA HORÁRIA
    16 horas/aula

    AULAS
    01 e 08|Novembro

    INSCRIÇÕES 
    http://www.cesumar.br/inscricao/inscricao/extensao/inscricao_form.php

    AULAS
    Sábados, das 8h às 12h e 14h às 17h30

    INVESTIMENTO 
    ALUNO DO CESUMAR 1x R$ 65,00
    COMUNIDADE 1x R$ 75,00 
    EX-ALUNO DO CESUMAR 1x R$ 65,00
    FUNCIONÁRIO DO CESUMAR 1x R$ 65,00
    PROFESSOR DO CESUMAR 1x R$ 65,00

    DISCIPLINAS
    ACOMPANHAMENTO E EXECUÇÃO
    ADENDOS E ANEXOS (PÓS-CONTRATOS)
    CONTRATOS – MODELOS E MODALIDADES
    DESIGN – PRODUÇÃO OU DIREITOS?
    ÉTICA CONTRATUAL
    IMPORTÃNCIA E NECESSIDADE
    INTERIORES, ARQUITETURA E LIGHT – EMPREITADA OU OBRA?
    PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
    RISCOS

    LIGHT DESIGN I

    MINISTRANTE
    PAULO OLIVEIRA

    OBJETIVO GERAL
    Apresentar o trabalho, mercado, campos de atuação, referências técnicas e metodologia projetual de um Light Designer.

    CRITÉRIOS
    Freqüência de 80%, participação e desenvolvimento dos trabalhos em salas de aula. Projeto final de curso.

    REQUISITOS
    Conhecimentos básicos de iluminação e AutoCAD.

    PÚBLICO ALVO
    Acadêmicos,professores, profissionais das áreas de Design, Arquitetura e Engenharia e demais interessados na área de Light Design.

    VAGAS
    30

    CARGA HORÁRIA
    48 horas/aula

    AULAS
    06, 13, 20, 27|Setembro, 04 e 11|Outubro
    Sábados, 8h às 12h e 14h às 18h

    INSCRIÇÕES 
    http://www.cesumar.br/inscricao/inscricao/extensao/inscricao_form.php

    INVESTIMENTO
    ALUNO DO CESUMAR 1x R$ 180,00 
    COMUNIDADE 1x R$ 200,00 
    EX-ALUNO DO CESUMAR 1x R$ 180,00 
    FUNCIONÁRIO DO CESUMAR 1x R$ 180,00
    PROFESSOR DO CESUMAR 1x R$ 180,00 

    DISCIPLINAS
    APLICAÇÕES BÁSICAS E EFEITOS
    EQUIPAMENTOS I – LÂMPADAS
    EQUIPAMENTOS II – LUMINÁRIAS
    EQUIPAMENTOS III – ESPECIAIS E TECNOLOGIAS
    ESTUDO DE CASOS – OBSERVAÇÃO, ANÁLISE CRÍTICA E CONSTEXTUALIZAÇÃO
    ILUMINAÇÃO ARQUITETURAL
    ILUMINAÇÃO CÊNICA
    INTRODUÇÃO AO LD
    LIGHT EM EVENTOS – CÊNICO, SHOWS, EVENTOS DIVERSOS
    LIGHT INTERIOR E EXTERIOR – COMERCIAL
    LIGHT INTERIOR E EXTERIOR – RESIDENCIAL
    NORMAS TÉCNICAS
    SOFTWARES PARA LD

  • Dos deveres…

    Vou logo avisando, este texto não é no tom de desabafo (parece), nem tão pouco pessoal (mas poderia ser) e nem sequer vem desejar pisar nos calos de ninguém (mas eu sei que pisa)

    Eu converso diariamente com diversos designers e vira e mexe converso também com uns “dizairneres” que eu carinhosamente chamo de entusiastas (Um dia titio Ed explica o porque desse apelidinho carinhoso).

    E se temos algo em comum é que todos reclamam da ausência de direitos que nossa atividade vive nos dias de hoje.

    Ora bolas! Mas que direitos? Nem regularizados estamos como poderíamos ter direitos? A não ser que sejam os direitos Miranda*, mas como não estamos nos EUA, nem isso temos!

    A regularização da nossa atividade visa realmente conseguir alguns direitos para nossa classe, mas nem tudo são rosas!

    Quem já assinou um contrato na vida (ou teve que fazer um) sabe que a velha máxima do Tio Bem (tio do Peter Parker…O HOMEM-ARANHA!!!) é verdadeira; vamos a máxima:

    “Com grandes poderes (ou direitos) vem grandes responsabilidades.”

    E é exatamente por isso, que todo contrato que se preze, se o seu não tem é por que não é um contrato que se preze, só lamento especifica claramente em um item a parte em letras garrafais DAS RESPONSABILIDADES… (daí o título desse texto…tá vendo como tudo aqui tem um por quê?)

    E a, triste, verdade é essa mesma. Todo direito vem cercado de deveres e por assim dizer, responsabilidades. Afinal é assim desde que somos crianças: “Quer comer a sobremesa? Então tem que raspar o prato!” (um caramelo para quem nunca ouviu isso a mãe ou da avó! Eu sei que ouvi…MUITO!).

    E como esse texto não trata dos direitos e sim dos deveres vamos a eles? Agora vocês podem fechar o browser e ignorar o que vêm a seguir, ou tomar a decisão que eu tomei na faculdade, ler se conscientizar e ficar chato que nem eu! To avisando que é um caminho sem volta!

    1) O dever de zelar pela profissão:

    Você é profissional? Ótimo! Não faz mais que a sua obrigação! A verdade é essa mesma, vendeu? Entregue no prazo e em perfeitas condições de uso. Ao fazer isso você está zelando não apenas pelo seu bom nome profissional mas também de toda uma classe de profissionais.

    E não é só isso não. Cada um de nós somos fiscais da nossa atividade. Afinal uma maça podre pode arruinar um cesto inteiro em pouco tempo.

    Então, profissional do design, fiscalize. Entusiastas, “dizaineres”, blogueiros, micreiros, AUTODIDATAS (eu não disse que ia pisar em calos?) NÃO SÃO DESIGNERS! Logo não deveriam exercer a mesma atividade que você… Eu, enquanto não se regulariza a atividade, faço a minha parte denunciando esses escroques sempre que os encontro vendendo “conhecimento” que não possuem…

    E diga-se que as vezes denuncio até mesmo maus profissionais…mas isso também faz parte de zelar pela profissão.

    2) O dever de atualizar-se:

    Isso vale para qualquer atividade… OU você segue as tendências ou acaba fora do mercado. Qual vai ser?

    Ou você acha que a cerejinha do sundae hoje em dia é um “super-site” em HTML e GIFS Animados? (eu vi semana passada um néscio vendendo isso como se fosse a descoberta da pólvora…).

    Seu cliente quer o melhor, e merece! Então ofereça isso ou caia fora!

    3) Ética não é opcional de fabrica é, sim, um DEVER:

    Isso por si só já dava um novo texto, então eu faço o seguinte, vou resumir aqui nesse parágrafo e depois venho com um sermão maior sobre Ética (Deus sabe como esse país precisa disso…)

    Povo, é sério, contrato não é só para impressionar o cliente não. Ë um ACORDO entre as partes, está lá? Então é para ser cumprido por AMBAS as partes. Simples assim!

    Prometeu? Entrega.

    Errou? Assuma o erro e concerte-o sem ônus para a outra parte.

    Eu tenho uma frase que resume bem isso, quando meus clientes começam a chorar suas pitangas sobre os “profissionais” do passado com os quais se meteram eu sempre digo:

    “Bom, desses eu não sei. Só dou garantias sobre o MEU trabalho.”

    Muito se fala em comer o bolo, todos querem os direitos de se viver em uma legislação que acalente e proteja o profissional.

    Mas quantos profissionais estão, hoje, dispostos a viver sob a batuta de um estatuto que regulamente e rege DEVERES que devem ser obedecidos com o risco de sanções para aqueles que o descumprem?

    As vezes eu penso que é por isso que tem tanto designer contra a regulamentação…a anarquia é mais segura.

    *Para os que desconhecem a legislação americana, e nem tenham assistido a um episódio de Lay & Order nos últimos 18 anos (por onde vocês andaram caramba???) eu explico:

    Miranda Rights é um direito garantido ao réu/suspeito de uma ação criminal que no momento de sua prisão deve ser avisado pelo responsável pela efetuação da mesma o direito que assiste a esse réu/suspeito de permanecer calado e de que tudo que ele possa por ventura dizer, poderá e será usado contra ele no tribunal. Ele também tem direito a um advogado para assistir a sua defesa e caso não tenha meios de prove-lo o ESTADO providenciará um advogado para ele.
    Viu? NEM ISSO TEMOS!

    Por Ed Sturges