Tag: iluminação

  • Mais do mesmo – mídia tosca.

    Já escrevi a pouco tempo aqui neste post sobre os pseudos LDs que estão por aí atuando livremente no mercado e, por falta de um órgão fiscalizador, continuam emporcalhando as cidades, edificações e as cabeças dos clientes com suas sandices. Este é mais um texto sem figurinhas ou fotinhas para olhar. É para ler, refletir e ajudar a mudar este quadro.

    Hoje, não me surpreendeu quando li pelo face a chamada de uma revista para um evento via Twitter: o arquiteto fulano vai responder as dúvidas dos leitores sobre iluminação. Até aí tudo bem. Fui então ver quem era o fulano. Meia hora esperando o site dele carregar e não encontrei referência curricular alguma. Voltei então ao Google e mandei ver “nome+curriculo”.

    =0

    Formação em arquitetura + 3 cursos na Philips – e se apresenta como “luminotécnico”. (ai que vontade de soltar um palavrão aqui)

    Segundo esta revista isso o habilita como especialista e referência no assunto para “tirar dúvidas” sobre iluminação. Ele é tão profissional e especialista na área que está disposto a dar “dicas grátis” sobre o assunto. Se realmente trabalhasse especificamente com iluminação ou LD e vivesse disso, certamente não ficaria aí prostituindo o mercado dessa maneira, não se submeteria a esse tipo de coisa.

    Ah, o cara é podero$o?? Que se exploda. Só pagando jabá mesmo pra sair nas revistas como suposto queridinho ou referência em alguma coisa. O dia que para mim ser poderoso significar ter grana pra bancar jabá pra sair em revistas e mais revistas, mudo de profissão pois é sinal que não estou nem um pouco bem profissionalmente e meu produto está abaixo da mediocridade, por isso tenho de pagar.

    É, depois quando eu venho aqui e esculacho com uma marca, profissional, produto ou mídia dizem que sou grosso, faltei com a ética e mais um monte de blablablas.

    Essa mídia brasileira é porca e torta (com raríssimas excessões como a Lume Arquitetura, por exemplo). Seja ela impressa, televisiva ou da web, mais desinforma que informa. Tanto para o mercado, quanto para os profissionais e consumidores finais, ela só faz emporcalhar tudo. Muitos dos atritos existentes entre Designers e Arquitetos provém dessa estupidez dessa mídia de quinta categoria (que se acha “a maior”, “a melhor”, etc) quando demonstra claramente que não tem um mínimo de conhecimento sério sobre as áreas citadas em seus lixos publicados.

    Gostaria de saber onde é que seus editores estudaram, onde é que seus jornalistas se formaram e se seus proprietários realmente querem um país melhor para todos.

  • Casa Conceito 2011 – Passeio

    Demorei, a mostra já foi encerrada, mas aqui está o ambiente “Passeio” que fizemos na Casa Conceito 2011 aqui em Londrina.

    Trata-se da calçada frontal da residência.

    A avenida onde a casa está implantada é de grande fluxo e importância para a cidade porém não vemos nada que se destaque, falando sobre muros.

    Se passamos na avenida durante o dia vemos uma sequencia de nada ou salpicados de alguma coisa copiada de qualquer lugar (era, tijolinhos, pintura ou falta dela, etc). Se passamos durante a noite, é tudo cinza, escuro e sem vida (incluindo a péssima iluminação pública).

    Calçada e muro – antes

    Outro fator a destacar é que nas mostras (e na vida real) dificilmente as pessoas dão o devido valor à este elemento que faz parte da edificação. Costumam dizer que o Hall de entrada é o cartão de visitas da casa.

    NÃO MESMO. Sempre digo que o muro e a calçada frontal é que o são, afinal eles são os primeiros contatos dos visitantes com a edificação.

    Assim pensamos num projeto que desse o devido destaque à estes elementos da construção, chamando a atenção do público. E acredito piamente que conseguimos pois com todos os visitantes que conversei perguntavam se o muro “era meu” e parabenizavam.

    O projeto original foi pensado já desde o início para utilizar as esculturas de parede do Jadir Battaglia. Apesar dos riscos envolvidos (vandalismo e roubos) ele aceitou ceder as peças pois nunca tinha realizado uma aplicação nesse sentido de suas peças. Isso nos levou a fechar parceria também com a empresa de segurança Digitemp que colocou um sistema de alarme magnético nas esculturas e nas luminárias.

    O projeto inicial era esse:

    As molduras em EPS da Decorpol formariam os “quadros” e a “tampa” do muro. Em uma semana a empresa enviou o produto. O detalhe é que eu precisava de um modelo que proporcionasse a instalação de fita ou mangueira LED para iluminar as esculturas. Fiz o desenho, encaminhei e recebi o produto exato, como eu precisava.

    Porém, com o passar do tempo este projeto começou a gerar dúvidas: não tínhamos contato direto com a proprietária da casa para verificar a necessidade de alterações pós-mostra e também começamos a perceber que estávamos caindo no óbvio, na aplicação comum. Também o detalhe que na escultura da direita, bem nesse espaço, há o relógio de luz da Copel e este não poderia ficar inacessível. O projeto em si não atrapalhava em nada o acesso a ele, porém ele estragava o visual do projeto. Resolvemos então alterar radicalmente o projeto.

    Como estávamos precisando de algo para a parede do Lounge Externo por causa da sacanagem do fornecedor da cobertura, optamos por retirar uma escultura do muro e colocá-la lá. Buscamos então uma linguagem mais clean e contemporânea, algo inexistente aqui em Londrina.

    Alteramos o projeto de LD, o paisagismo, as cores e a disposição dos elementos do muro. Com isso ganhamos muito esteticamente. Mantivemos o volume que desejávamos desde o início e o destaque de dia e/ou noite.

    Foto oficial by Ruffino

    Sim, chapamos uma tinta branca em todo o muro e abusamos com os números (também feitos sob encomenda em EPS pela Decorpol) em vermelho.

    Para esconder (ou ao menos suavizar esteticamente) o quadro de luz, optamos por vasos com samambaias afixados acima dele onde, as folhas, não atrapalham o acesso ao mesmo. Este mesmo elemento aplicamos em outros pontos do muro para não chamar a atenção justamente em cima do problema. Poucas pessoas perceberam que tinha um quadro de luz ali.

    Pra ajudar, na noite anterior à inauguração da mostra, enquanto estávamos tentando finalizar o Lounge um caminhão saindo acabou por enroscar o seu baú no portão e nos fez esse favor:

    Isso porque já eram mais de 23:00hs. Quiseram jogar a responsabilidade disso sobre nós mas, como viram que eu tinha tudo devidamente registrado (fotos, vídeos e testemunhas), desistiram. Porém o portão ficou lá danificado durante toda a mostra e ainda está. Será entregue assim à Luciane, proprietária da residência?

    Sobre este portão, vale ainda ressaltar que tentaram nos forçar a pinta-lo. Relutei fortemente contra isso pois trata-se de madeira bruta (peroba rosa), bastante antiga que não merece essa infelicidade. Sim sou contra este tipo de destruição. Este portão, assim como o deixamos, nos conta a sua história. Se soltássemos uma camada de tinta sobre ele, não seria mais ele. Também perderia o seu valor material.

    Fundamental foi a parceria com a Arte Flores e Paisagismo M.E., através de seu proprietário Fabiano, na parte de paisagismo que nos forneceu as plantas, elementos e insumos necessários e também a Madeplast que forneceu o deck de madeira plástica (que infelizmente não saiu na foto oficial pois não estava instalado ainda). Também temos a parte de iluminação com o apoio da Eletroville, da GE Iluminação e do Renaldo.

    Por falar em iluminação, neste projeto pensamos numa forma de atingir os objetivos estéticos e dar o devido destaque aos elementos aliado ao baixo consumo energético. Apesar de termos trabalhado com lâmpadas halógenas, o alto rendimento das luminárias nos permitiu isso.

    Está aí, um belo projeto, bastante elogiado e destacado na CasaConceito 2011 aqui de Londrina.

  • Pós em iluminação do IPOG – Londrina TLD2

    Pessoal do norte pioneiro e noroeste do Paraná e região sul e noroeste de São Paulo, atenção:

    o IPOG já tem uma nova turma sendo formada aqui em Londrina da pós em Iluminação e Design de Interiores. É a turma LD2.

    A data de início das aulas será nos dias 25, 26 e 27 de novembro próximo.

    Corra e faça a sua inscrição.

    Garanto que este curso vale a pena!!!

    São aulas distribuídas em módulos mensais (1 final de semana por mês) e a coordenação do curso é da mega profissional de LD Jamile Tormann.

    Maiores informações:

    www.ipog.edu.br

    E-mail> curitiba@ipog.edu.br

    Telefones> (41) 3203-2899 / 3203-2884 / 9655-7756.

    Fale com o Sandro e diga que viu aqui em meu blog sobre a pós. Garanto que ele dará um atendimento mais que especial para vocês ;-))

    P.S.> é claro que vou assistir à aula do Farley sobre história da iluminação que perdi por estar com H1N1…

  • Especialista em Lighting Design???

    Vejo com tristeza diariamente diversos profissionais não especialistas falando sobre LD sem ter a menor noção do que vem a ser isso na realidade. Na verdade, é um show de repetições de jargões e clichês que estão na mídia acessível a qualquer um, especialmente através do Google. Fazem isso apenas para garantir um naco do mercado tentando iludir e confundir os clientes.

    Já escrevi sobre isso aqui no blog algumas vezes mas nunca é demais voltar à este assunto dada a sua relevância e seriedade.

    “LD é uma iluminação mais cênica” – clichê mais que batido, não cola mais hoje em dia pois LD nunca foi apenas isso.

    Na verdade, o cênico em um projeto de LD fica apenas em suas bases.  Cênica é o conceito básico do projeto e não a aplicação ou resultado final (salvo em caso de iluminação cênica mesmo: teatro, dança, shows, etc). Tem gente que chega até a usar aquelas luminárias em formato reduzido dos refletores de palco para tentar iludir e reforçar essa falsa idéia do que vem a ser um verdadeiro projeto de LD. No entanto ISSO NÃO QUER DIZER NADA. É apenas mais uma luminária solta no espaço.

    “LD é buscar a eficiência energética” – também mas não só isso.

    A eficiência energética e o baixo impacto ambiental são apenas premissas de um projeto de LD de qualidade, devem fazer parte dele, devem ser pensados e considerados no momento do projetar, desde o início. Mas não são o todo de um projeto de LD.

    “LD é atender às necessidades do usuário” – no entanto o que vemos nas imagens logo após o destaque da frase é um show de sandices luminotécnicas. Vemos uma re-re-re-re-repetição de erros crassos e básicos cometidos ainda nos bancos das faculdades, pelos acadêmicos iniciantes que não sabem de nada sobre iluminação e/ou elétrica. Vemos também muitas repetições dos erros baseados nas tendências e na “moda” que as revistas, infelizmente, pregam.

    “Esta luminária do fulano é de design assinado e garantirá a qualidade e beleza no projeto de lighting design que estou fazendo” – MINTCHIIIIIRAAAAAAAAAAA!!!

    Gente, para um projeto de LD o que menos importa é a estética da luminária e sim o efeito que a luz proporcionará. Não é a toa que num projeto de LD verdadeiro você dificilmente percebe as luminárias. Elas só ficam visíveis quando não há outra opção mesmo. Um verdadeiro LD muito dificilmente especificará um pendente de cristais caríssimo sobre a mesa de jantar (carne-de-vaca) pois sabe que ele irá acabar com os efeitos do entorno pois é uma luminária que não tem controle de luz.

    Isso me lembrou também que o verdadeiro LD não está preocupado com quanto ele ganhará de RTs das lojas. Se ele tiver de escolher entre um pendente de cristais de 30.000 e um projetor de 300 ele certamente optará pelo projetor.

    O profissional de LD é aquele que busca a especialização, aprofunda-se diariamente, embrenha-se sem medo no universo da iluminação. É aquele que conhece antecipadamente o que há por vir sobre tecnologias em iluminação. É, especialmente, aquele que trabalha exclusivamente com projetos de iluminação e, quando não encontra uma luminária que atenda às necessidades do projeto, concebe, cria, desenha, projeta e produz uma – ou várias – específica. É também aquele profissional que não inventa respostas para dar a seus clientes.

    Buscar a especialização, tornar-se um especialista nesse sentido não quer dizer fazer uma pós-graduação apenas (isso qualquer um faz). Conheço muita gente que fez diversos cursos de iluminação – incluindo especializações – e seus projetos não mudaram absolutamente nada do que era feito antes. Tem gente que continua confundindo e desconhecendo as lâmpadas, não faz a menor idéia dos requisitos mínimos para a aplicação das ARs, continuam a errar em seus projetos ou a solicitar a especificação dos equipamentos para os vendedores de lojas simplesmente porque não dominam a matéria/produto que estão vendendo para seus clientes.

    Infelizmente tem muitos profissionais que fazem especialização, levam o curso com a barriga e depois recebem o papel que lhes dará o direito de ostentar o título de “Lighting Designer” ou “especialista em iluminação” por aí, enganando o mercado e seus clientes e soltando estas mesmas frases clichês quando surge uma oportunidade na mídia.

    O pior disso tudo? Alimentam e ampliam o rol dos desinformados e incompetentes que marcham atrapalhando o desenvolvimento sério da área através de seus projetos toscos e chupados – pode-se dizer também, chutados.

    Quer realmente ser um profissional de LD?

    Então viva da luz e na luz!!!

    Leve choques acompanhando o eletricista instalando os equipamentos, faça você mesmo a afinação da iluminação, atreva-se a instalar luminárias e, principalmente, tenha experiência em iluminação de teatros.

    Dias atrás dei uma entrevista para a Helenida Tauil aqui de Londrina e quando ela me perguntou a diferença entre iluminação e lighting design eu coloquei mais ou menos isso:

    Num projeto de iluminação – que é o que vemos em revistas – o profissional define o layout e depois joga a luz em cima com a intenção de “tapar buracos” ou esconder aquilo que não se quer mostrar através da ausência de luz. Num projeto de LD o especialista faz o caminho inverso: primeiro ele pensa na luz buscando atender às necessidades do cliente/usuário e depois complementa com o layout. Seja na arquitetura ou em interiores o ponto de partida é sempre a luz, seja ela natural ou artificial, ou ainda quando possível, as duas.

    Sim o LD não trabalha apenas com a luz artificial. A luz natural faz parte de seu trabalho também.

    Estou trabalhando atualmente em 5 projetos onde o ponto de partida (ou partido) é a luz – isso aprendi conversando com o Oz Perrenoud.

    Estranho? Difícil entender? Complicado demais conceber algo partindo da luz?

    Um destes projetos é um oratório e comecei pensando em tudo que a Cruz e a vida de Jesus representam. Eu sempre tive na cruz a imagem da Luz Divina, da luz irradiando dela banhando nossas vidas. Parti daí.

    “A cruz será com retro-iluminada então Paulo?”

    NÃO! Built-in nisso seria óbvio demais.

    “Ah, então terá um projetor no centro dela jogando luz pra frente ou pegando ela de frente?”

    NÃO! Isso seria brega e comum demais.

    “#ComoFaz então Paulo?”

    Aguardem pois assim que estiver finalizado tirarei fotos e colocarei aqui para vocês verem. Mas posso adiantar: comecei pelas sensações que eu quero que as pessoas tenham ao estar naquele ambiente. E a luz é uma sensação fundamental para a vida, incluindo a vida espiritual.

    Portanto, se você usa o título LD ou especialista em iluminação – ou qualquer outro – sem ter conhecimento tenha consciência de que quem está perdendo é você mesmo ao enganar seus clientes oferecendo um produto para o qual você não é capacitado e, principalmente, o respeito dos profissionais sérios da área e que são verdadeiros LDs.

    #FicaDica

    Parcerize-se com um verdadeiro especialista no assunto. Já no primeiro projeto em parceria você irá perceber o ganho em qualidade no seu projeto.

    ;-)

  • Portal Lighting Now

    Apresentando mais um parceiro do blog: Portal Lighting Now.

    O Lighting Now acaba de completar 1 ano de estrada e ao longo desta curta jornada vem colecionando excelentes resultados.

    Além do reconhecimento da ferramenta pelos profissionais do mercado (mais de 1500 profissionais cadastrados), o site tem apoio de diversas empresas, tais como: Philips, GE, Lume Arquitetura, ABD, Aureside, AD Fórum, Academia de Engenharia e Arquitetura, entre outros.

    O site, que é definido como um sistema de informações qualitativas sobre o mercado de iluminação nacional, foi criado por Alexandre Rautemberg, arquiteto, MBA em marketing e com experiência de 12 anos neste mercado e tem por objetivo, estreitar o relacionamento entre profissionais e fornecedores, facilitando as rotinas do dia a dia.

    Segundo Rautemberg, o grande problema da WEB é que existe uma grande quantidade de dados espalhados, com pouca consistência e desta forma deixam “pobre” a informação. O site veio para juntar estes dados em um único lugar, de forma organizada e prática para todos aqueles que atuam ou se relacionam com este mercado, transformando tais dados em informação de qualidade.

    O sistema tem o foco muito bem definido e totalmente orientado para o Marketing e TI (tecnologia da informação). “Não temos um cunho jornalístico, por isso não temos matérias ou entrevistas. Isto os nossos amigos das Revistas e Blogs fazem com extrema perfeição”, acrescenta Rautemberg.

    Algumas ferramentas já estão disponíveis, tais como:

    – Cadastro de Fornecedores (fabricantes, distribuidores, representantes, lojas e serviços)
    – Pesquisa (por região, atividade, produto/serviço, materiais, etc…)
    – Vitrine de Lançamentos
    – Agenda e Cursos
    – Auditório Virtual
    – Catálogos On-Line
    – Biblioteca Virtual
    – Newsletter, etc…

    Para o mês de aniversário, o site vem prevendo mais seções e funcionalidades tais como:

    – Espaço Lighting Designer
    Seção onde os profissionais poderão divulgar seus principais projetos, com fotos, ficha técnica, contatos, curriculm, etc…

    – Acontece no Mercado
    Post de notícias sobre produtos, lançamentos, cursos, eventos e tudo o que acontece no mercado de iluminação.

    – Versão para IPAD
    Novo layout para possibilitar ser consultado pelos equipamentos da Apple.

    O Cadastro é gratuito e outras funcionalidades, principalmente aquelas que vão auxiliar o departamento de marketing das empresas estão sendo implantadas à medida que o sistema ganha corpo.

    www.lightingnow.com.br

  • Insista, invista e contrate um Designer de Interiores/Ambientes.

    Vivemos um período onde cada dia mais o mercado exige profissionais especializados e não cabem mais aqueles generalistas. Assim como na medicina existem diversas especialidades (cardiologia, dermatologia, irologia, etc etc etc), nas áreas de engenharia e arquitetura também aconteceu isso.

    Das necessidades cada vez mais específicas e personalizadas nos projetos um novo profissional surgiu: o DESIGNER DE INTERIORES/AMBIENTES.

    Bem diferente do que se escrevem, dizem e pregam por aí – “O designer onera uma obra, é um profissional incompleto e limitado, etc,etc,etc” – pode ter a certeza de que este profissional foi devidamente treinado para otimizar os espaços e os custos.

    O DESIGNER aprende durante 2,5 a 5 anos universitários (e outros tantos mais de prática profissional através de estágios e mercado) sobre a melhor maneira de otimizar os espaços arquitetônicos para que atendam às suas necessidades de uso diário. Esta otimização pode referir-se à um novo layout, à iluminação, à ventilação, à circulação ou à uma mistura disso tudo, sempre preocupado com o usuário e suas necessidades REAIS. Uma das premissas do profissional de Design é o trabalho desenvolvido através dos conhecimentos de ecologia, sustentabilidade e eficiência energética.

    Sim, o DESIGNER também minimiza instalações (elétrica, hidráulica, esgoto), projetando suas interligações para que todos os elementos sejam compatíveis. Ele une estética e função seja em projetos de interiores ou exteriores.

    O DESIGNER desenvolve um projeto executivo a partir do anteprojeto – que é apenas a parcela que o leigo re(conhece) -, onde os detalhamentos (de alvenaria, esquadrias, carpintaria, mobiliários, revestimentos, cores, texturas, etc etc etc) viabilizam a construção.

    O DESIGNER acompanha toda a execução da obra. Assim ele tira as dúvidas dos operários envolvidos e soluciona as novas demandas (alterações) dos proprietários em tempo hábil, para que o cronograma não seja prejudicado. É também o coordenador dos projetos complementares como paisagismo, luminotécnica e sonorização.

    Portanto, INSISTA no DESIGNER!

    Se você vai construir, é importante contratar este profissional desde o início para que ele possa trabalhar junto com o arquiteto que construirá o seu sonho. Por mais que o arquiteto não queira, INSISTA no DESIGNER! É o DESIGNER que tornará o seu sonho usável, acessível, esteticamente agradável e aconchegante.

    INVISTA NO DESIGNER!

    Se você vai fazer alguma intervenção (projetos, obras, reformas), seja residencial, comercial ou institucional, de pequeno ou grande porte, INVISTA e CONTRATE um DESIGNER.

    Ele é o profissional mais apto a solucionar as suas demandas, a deixar o projeto “com a sua cara” e atender ÀS SUAS NECESSIDADES pois estudou especificamente para isso.

    Afinal, sua casa não é produto descartável, e seu tempo é precioso e o seu dinheiro não floresce em árvores.

    Insistir, investir e contratar um DESIGNER é ter a certeza de que o seu investimento e os seus sonhos serão realizados.

  • TEXTURIZANDO COM A LUZ

    Uma opção bastante inteligente e bela de melhorar os ambientes é usando o efeito de texturização através da luz.

    #CUMA?

    Simples: lançando mão de luminárias, equipamentos e revestimentos que favorecem as manchas (ou desenhos) que formarão as texturas.

    Pode ser um simples abajour ou uma arandela, ou a aplicação de iluminação built-in em painéis recortados ou ainda com o uso de equipamentos de iluminação cênica: o efeito é sempre bárbaro e vai surpreender a todos.

    Alguns exemplos:

    Jessica Rosenkrantz and Jesse Louis-Rosenberg – "Hyphae"

    Taí um exemplo do uso de abajour texturizando as superfícies. Assim como esta existem inúmeros outros modelos de luminárias que causam este tipo de efeito. Fica muito bom se usado corretamente.

    Outro efeito bastante interessante é aproveitar os elementos disponíveis no ambiente e forçar a sombra deles sobre as paredes como na foto acima. Com luminárias simples consegue-se este tipo de efeito. Perceba que além de texturizar as paredes, você tem uma falsa impressão de volume maior.

    Aqui já temos a opção de painéis retro iluminados (built-in) – é um processo similar ao utilizado em sancas que também aparecem na foto acima.

    Por falar em sancas, quem disse que elas tem de ser retinhas, certinhas?

    Ou que elas podem ser usadas apenas no teto?

    Já mostrei num post anterior sobre o uso de películas em vidros visando alcançar este efeito. No entanto a foto não estava muito boa pois não mostrava corretamente o efeito. Então aí vai outra:

    Tudo vai depender do desenho que você escolher e da incidência da luz solar ou artificial na área externa, nesse caso.

    Também há neste mesmo espaço o uso de painéis com iluminação built-in que ficou bastante interessante e vale destacar aqui:

    Já nos equipamentos de iluminação cênica a possibilidade de efeitos é giga.

    Tá, eu sei que essa imagem acima vem de um espetáculo de dança, mas foi só para apresentar o tipo de efeito que, produzidos por estes equipamentos são bem mais precisos e intensos.

    Este equipamento da luz vermelha é um basicão utilizado em boates e danceterias. No entanto, hoje já existem luminárias bem menores (LED + lentes) que oferecem a possibilidade de fazer estes riscos de luz nas paredes, teto, piso, etc.

    Caso você tenha um bom eletricista, talvez consiga que ele faça uma aplicação de LEDs ou fibra ótica como esta:

    Nos equipamentos de iluminação cênica, o mais indicado para ambientes residenciais são os projetores gobos:

    Como se pode observar na foto acima, os gobos são customizados. Você pode mandar fabricar um especial para o seu cliente usando textos, fotos, abstratos ou texturas:

    E os gobos podem ser utilizados em áreas externas também:

    Como podem ver, são muitas as possibilidades e este é sem sombra de dúvida um super equipamento para utilizar nos projetos de iluminação.

    Se o cliente dispõe de uma verba bastante boa para o projeto de iluminação, você pode especificar produtos mais complexos como este painel de LEDS:

    Além de texturar a parede, estes painéis tem a possibilidade de aplicação da luz dinâmica que nada mais é que o sistema RGB aliado a desenhos predefinidos no sistema do conjunto.

  • Vamos ao Reader…

    O que tá rolando de interessante pelo meu Reader:

    1. Cienna Lounge by Bluearch:

    Muito interessante a solução para o projeto de iluminação usando RGB.

    Iluminação geral feita pelas sancas que não interfere no todo.

    Iluminação mais pontual sobre as mesas.

    Destaque também para o belo trabalho feito no balcão com iluminação built-in em cor contrastante com o entorno.

    Muito bom o projeto.

    2. Plenty of colour – RGB wallpapper:

    Muito bom esse trabalho. O uso da luz em RGB e de tintas especiais favorecendo a mutabilidade do ambiente.

    Se a luz branca reflete todas as cores, o que aconteceria se usássemos cores específicas com pigmentos que reagem à elas?

    Está aí o resultado.

    3. Rock

    Apesar de alguns reflexos. mo geral este é um belo exemplo de projeto tanto de interiores quanto de iluminação.

    Destaque para o elemento suspenso sobre o balcão acompanhando o desenho.

    4. dilicias para ter em casa:

    Olhem que delicia de mimo para ter em casa. Mega fácil de fazer e com um efeito surpreendente.

    Adorei!!!

    5. decoração floral através da luz:

    Genial essa idéia para usar a luz rebatida.

    Não fica uma luz agressiva e tampouco cansativa.

    Esse projeto me fez lembrar de um outro que vi a algum tempo atrás usando o mesmo princípio:

    Um outro recurso que gosto muito é o de desenhar com a luz. Um bom exemplo desse tipo de trabalho:

    Mas percebam que este elemento não fica visível de forma direta aos olhos dos usuários, portanto não oferecem risco de ofuscamento.

    E há também o recurso dos vitrais para a iluminação diurna, especialmente:

    Além de embelezar as paredes, os vitrais oferecem a possibilidade de colorir os ambientes independente da cor das paredes. Percebam que nessa foto a parede é em concreto puro e mesmo assim a cor dos vitrais traz vida à frieza do material.

    6. Aura Spa at the Park Hotel / Khosla Associates:

    Um ambiente desse, com uma musiquinha zen de fundo… Precisa de algo mais???

    Agora, observem que fantástica esta escultura e o efeito que ela causa no ambiente quando iluminada:

    Apenas dois spots embutidos no teto iluminam esta peça. Revestidas com aqueles espelhinhos quadriculados, refletem a luz para o ambiente.

    Agora tentem imaginar esta peça iluminada por 4 spots ligados num sequencial, acendendo um de cada vez, dimerizados. Cada facho irá gerar um efeito diferente, dinamizando o ambiente.

    7. Vidros adesivados.

    Bom, vi vários tipos e aplicações, aqui vai uma idéia:

    Puckapunyal Military Area Memorial Chapel / BVN Architecture

    Olhem que idéia bárbara para fazer no insufilm. Esse aqui foi feito em chapas mas dá pra fazer em insufilm e aplicar nos vidros. O efeito da luz que passa direto pelos vãos podem gerar e tudo vai depender do desenho e da luz que atinge diretamente o ambiente.

    Mas também pode ser usado em panos de vidro que dividem ambientes com diferentes niveis e tipos de iluminação.

    8. DIY (Do It Yourself)

    Do blog de minha amiga Elenara uma idéia bárbara que me fez viajar na maionese aqui:

    É, são moedas antigas… Ah se meu pai sonha com minhas reais intenções com relação à coleção de moedas que ele guarda que herdou de meu avô, que herdou de meu bisavô…

    Mais DIY: Tol Dot é um imã  bastante resistente ideal para pendurar objetos mais pesados. De fácil aplicação, basta usar a criatividade para atender as necessidades.

    Vi no Bem Legaus!

    9. Banco para jardim?

    Da série#EuQuero…

    Olhem que delicia de banco (rede, sei lá) para sentar, deitar e relaxar…

    10. Customizar?

    Aí sim!!!

    Estas cadeiras são cópias portanto a idéia é mais que bem vinda para personalizar os ambientes.

    Nada de sair fazendo isso com móveis originais ok pessoal?

    As cópias existem para isso mesmo ;-))

    Via: Chair Blog

    11. Chuva de luz

    O que muitos cristais, fibra ótica, criatividade e  extremo senso estético podem fazer? Isso:

    Fala sério… #EuQuero

    E o que luminárias muito bem construídas e aplicadas podem fazer? Isso:

    12. Aeronaves: interiores

    Prestem atenção nas soluções. O ambiente não é grande – coisa mais que comum nos projetos que realizamos hoje em dia.

    Bom, acho que já deu, acabou virando um mega post e não coloquei tudo.

    Posto mais durante a semana.

    Abraços.

  • Senac Santa Cecília promove palestras sobre iluminação

    No dia 14/7/2011, o Senac Santa Cecília promove palestras sobre Iluminação, com palestras ministradas pelos profissionais Fernando Prado e Regina Heinrich. O evento é voltado aos profissionais e estudantes das áreas de arquitetura, engenharia e design, como também profissionais do segmento de iluminação.

    O objetivo do evento é discutir questões relacionadas ao projeto de iluminação, tendo em vista que os profissionais da área necessitam de atualização constante para aprimoramento da sua formação e atuação no mercado de trabalho.

    Veja a programação:

    • Às 19 horas – Credenciamento
    • Às 19h30 – Palestra Luz e Forma, com Fernando Prado
    • Às 20h30 – Intervalo
    • Às 21 horas – Palestra Uma visão prática do Projeto, com Regina Heinrich
    • Às 22 horas – Encerramento

    Confira o perfil dos palestrantes:

    Fernando Prado
    Formado em Desenho Industrial pela Faap. Em 2002, iniciou sua carreira como designer desenhando produtos para a empresa Lumini, e em 2003 foi convidado a, também, coordenar o setor de produtos da empresa. Em 2007 passou a fazer parte do Conselho Editorial da Revista L+D. Em 2008 foi escolhido para fazer parte da 1ª edição do livro “10 cases do design brasileiro”, Prof. Eddy – Editora Blucher. Conquistou importantes prêmios de 2003 a 2007 e participou de exposições como Designmay em Berlim, Bienal de Design em Saint Etienne, Ícones do design França-Brasil 2009, entre outras. Em 2005 uma luminária desenhada por ele foi imortalizada em um selo dos correios com representante da criatividade do design brasileiro.

    Regina Heinrich
    Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie. Vem atuando desde 1982 na área comercial de empresas de destaque no mercado de produtos de design. A partir de 1997, tem se dedicado totalmente ao segmento de iluminação residencial, integrando equipes comerciais de importantes marcas do mercado. Atualmente, gerencia a unidade de São Paulo da Lumini, onde tem treinado equipes e assessorado profissionais do setor em inúmeros projetos residenciais.

    Palestras sobre Iluminação

    Dia: 14/7/2011, das 19 horas às 22 horas
    Preço: R$ 30,00
    Auditório do Senac Santa Cecília
    Al. Barros, 910 – São Paulo – SP
    Tel.: (11) 2178-0200

    Inscrições:

    http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?tab=00002&newsID=a18679.htm&subTab=00423&uf=&local=&testeira=369&l=&template=&unit

    E-mail: santacecilia@sp.senac.br
    www.sp.senac.br/santacecilia

  • Análise da iluminação… mais do mesmo: erros

    Bom, vamos lá analisar mais algumas imagens de projetos.

    (E foda-se se são ambientes de pseudas estrelinhas das revistas).

    Começando por erros crassos cometidos com o uso das lâmpadas AR111 e 70.

    Vocês acreditam realmente que estas plantas (especialmente as orquídeas e bromélias) não irão sentir essa luz e tudo que ela carrega em si (radiação e calor)? Fala sério… Sem contar ainda que o “destaque” pretendido não foi alcançado (prefiro acreditar nisso que na péssima estética projetual) seja por erro de especificação de luminária/lâmpada ou de instalação.

    Bah, num ambiente desse, com esse pé direito, apresentar um projeto desse porte carregado de AR111 é de doer heim? Não digam que é por ser uma mostra e que o “conceito” é que manda pois esse erro é cometido repetidas vezes em diversas obras por aí.

    Já disse e repito: sim, a luz das ARs é linda e os efeitos alcançados com o uso delas é único. Porém, creio que cliente algum deseja ter o seu inve$$timento destruído ou manchado em pouco tempo por causa de danos provocados por uma iluminação errada. Isso sem contar que o ambiente fica insuportavel, especialmente onde a luz incide diretamente sobre os usuários.

    Conseguiram perceber a belezura da luminária sobre a mesa???

    DEZ (10) AR111 sobre essa mesa… Talvez não seja uma mesa e sim um fogão ou forno… É só colocar os pratos ainda crus ali em cima, deixar por algumas horas e depois chamar o povo pra sentar-se e comer. Seria isso um conceito sobre a facilidade que a vida atual exige??? Também a família e convidados aproveitam para “pegar um bronze” enquanto se alimentam… Vai saber…

    Depois acham ruim quando o cliente liga reclamando que as peças que são expostas estão ficando manchadas, desbotadas ou os tecidos enfraquecidos, queimados, etc… Ah, os manequins também estão “entortando”… Sempre tem um cheiro estranho de queimado dentro da loja, etc etc etc etc etc…

    Essa está ÓTEMAAAA!!!!

    Descontando a quantidade de reflexos, fico imaginando como estes materiais – especialmente as imagens – estarão daqui a uns 6 meses…

    Saindo das ARs, vamos a outros erros também crassos:

    Gente do cecéu!!! Quem vai limpar a gordura e sujeira que fatalmente vão emporcalhar estas peças???

    .

    Ai, pelamor!!! Luzinha verdinha na plantinha???

    Pior que isso só isso aqui ó:

    Pra quê essa mistureba de cores??? Pra que alterar de forma tão estúpida a cor natural das plantas? Pra que essa variedade de cores???

    Mas tem gente que ainda consegue fazer pior:

    Splash de luz já é ridículo, pior ainda quando usa a mesma luz para iluminar as plantas.

    Mas tem quem consiga fazer pior que isso:

    O splash numa cor já é ridículo, usando duas então…  Irão dizer que isso é um walwash em uplight?

    Noooooooooooooooo!!!! Olhem os refletores no chão. É splash mesmo!!!

    Melhor nem escrever mais nada sobre essa foto…

    Esse tipo de coisa só contribui para o EMPORCALHAMENTO URBANO!!!.

    Olhem isso agora:

    Que efeito, digamos, interessante não? (Uma bosta mesmo!)

    Que é isso???

    Ah, não posso deixar de apontar também as ARs…

    “Ah, são peças caras…”

    Problema do cliente que escolheu isso por conta própria ou pior: do projetista que especificou isso.

    Quer “status-cús” ou gordas RTs, dá nisso…

    Por falar em gordas RTs, o que dizer disso:

    Aham… montar um projeto chiqueterrérrimo desse é fácil quando os clientes são cheios da grana e querem ambientes pra esfregar na fuça dos “amigos”. E também para o projetista encher os bolsos com poupudas RTs.

    Energeticamente ineficiente, ergonomicamente instável, com relação à manutenção é bastante complicado e ao uso volto à velha questão: sentado até que tudo bem (tirando o peso sobre a cabeça das pessoas) mas em pé, são obstáculos visuais para lados opostos da mesa.

    Luz direta sobre os travesseiros???

    G-Zuiz!!!

    Bom, paro este post por aqui… Tem ainda várias fotos que eu poderia colocar neste post mas fica para os próximos ok?

    Observem as imagens. Atentem para as críticas que faço e as relacionem com o uso. Imaginem as pessoas usando estes ambientes no dia a dia.

    Como bem colocou o Oz Perrenoud nesse ultimo modulo da pós (este exercício que faço tem tudo a ver com este modulo), pensem a iluminação já no inicio do projeto, se possível, iniciem pela luz e o seu uso diário.

    JAMAIS deixem a iluminação para o final e muito menos se deixem seduzir pelo “status” de luminárias.

    É a luz que tem de ser SENTIDA, PERCEBIDA pelo usuário e não a luminária cara. Deixe o caro, o “status” para mobiliarios, revestimentos, etc.

    Só assim estes erros serão eliminados nos projetos.

    E claro, muito conhecimento sobre iluminação.

    Abraços e até o próximo post!!

  • Artigo definido: LIGHTING DESIGN – UM ESBOÇO SOBRE SEU ESTATUTO EPISTEMOLÓGICO.

    Pois é galera, finalmente defini o tema de meu artigo da pós do IPOG.

    LIGHTING DESIGN – UM ESBOÇO SOBRE SEU ESTATUTO EPISTEMOLÓGICO.

    De modo resumido, será isso que vou analisar:

    1. PROBLEMAS:

    Problema Geral
    A falta de uma denominação, delimitação e/ou definição correta da área profissional para os profissionais que trabalham com iluminação.

    Problemas específicos
    Qual a denominação mais adequada à ser utilizada pelos profissionais?
    Qualquer pessoa formada em engenharia, arquitetura, design e outras áreas que utilizam a luz como ferramenta pode utilizar-se desta denominação?
    “X” é uma especialidade ou um simples complemento de outras áreas?
    Qual a permeabilidade da área?
    Qual a hibridicidade da área?

    2. OBJETIVOS:

    Objetivo Geral: 

    Estabelecer um esboço para um estatuto epistemológico da área profissional de iluminação.

    Objetivos Específicos:
    Investigar se a área de Lighting Design pode ser fechada com exclusividade dentro de alguma outra baseada na formação acadêmica e assim propor a definição da denominação da área;
    Verificar se o direito adquirido por outras áreas pode barrar a independência desta nova área;
    Analisar a permeabilidade da área sobre outras e verificar o que torna esta área híbrida mostrando o porquê desta hibridicidade gerar uma área pura, exclusiva e não poder ser fechada dentro – ou exclusiva – de outra.

    3. HIPÓTESES
    O mercado está interessado e necessita do profissional de Iluminação especializado.
    O aprendizado formal em Iluminação favorece o desempenho de um profissional de Iluminação
    O profissional de outras áreas sente necessidade de conhecer e aprender aspectos qualitativos e quantitativos da luz para trabalhar com iluminação pois sua formação acadêmica foi insuficiente.
    O mercado de trabalho exige um aprendizado formal para um profissional de Iluminação.

     

    Bom, como puderam perceber é uma bomba (eu e minhas santas sandices que invento e me meto ahahahahha) e vai me dar uma trabalhão danado escrever este artigo. Vou utilizar dois questionários para reforçar as idéias:

    a – destinado aos profissionais que atuam exclusivamente com iluminação

    b – com profissionais de outras áreas que trabalham TAMBÉM com iluminação em seus projetos.

    A dificuldade é contar com a sinceridade e honestidade no segundo grupo, então, creio que o melhor caminho seja realizar estas entrevistas pessoalmente ou através do MSN ou Skype (com câmera), assim consigo perceber quando o entrevistado enrola, titubeia, não responde de imediato (acaba pesquisando para responder corretamente e não passar carão) entre outras coisas.

    Assim que tudo estiver pronto vou disponibilizar o questionario para profissionais de iluminação.

    Os profissionais de outras áreas (engenharia, arquitetura, Interiores e Ambientes, decoração, design, etc) que desejar me ajudar nesta pesquisa respondendo à entrevista, é só entrar em contato comigo pelo e-mail LD.PAULOOLIVEIRA@GMAIL.COM me passando o contato do MSN ou do Skype para que eu possa adiciona-los e realizar a entrevista ok?

    Mas lembro que somente iniciarei as entrevistas com outros profissionais em agosto.

    Abraços a todos ;-)

    P.S. > continuarei meio sumido aqui do blog por causa desse artigo mas não os deixarei na mão, fiquem tranquilos.

  • Concepção e Crítica da Iluminação – pós

    Pois é, tive nesse final de semana este módulo na pós com o Oz Perrenoud.

    A aula foi bem diferente do que eu imaginava inicialmente.

    Como ando numa fase meio estranha em minha vida, confesso que foi bastante complicado este modulo. Por incrível que pareça, não consegui desenvolver um texto corrido no trabalho e parti para responder à lista de itens.

    Tivemos de analisar o filme “Moça com brinco de Pérola” que retrata parte da vida do pintor holandês Johannes Vermeer, mais especificamente, o período da pintura do quadro “Girl with a pearl earring” (1665) que empresta o nome ao filme.

    Eu já tinha assistido este filme logo em seu lançamento portanto, quando foi passado na sala de aulas pude fixar a minha atenção nos detalhes exigidos na lista.  Pura observação da luz no filme todo – tanto a natural quanto a artificial. É estranho observarmos como a nossa luz natural, diurna ou noturna, é diferente da existente na europa ou em qualquer outro local do planeta. Vamos nos dando conta de detalhes que geralmente passam despercebidos quando assistimos a filmes.

    Já na iluminação artificial, especialmente em filmes de época, isso também ocorre. No entanto percebem-se detalhes que nos tiram daquela realidade.

    Um exemplo é a iluminação artificial daquela época que era baseada no fogo: velas, toucheiros e lanternas. Por vir do fogo, a luz deveria ser toda trêmula mas percebem-se em diversas cenas que esse detalhe fica apenas no cenário. As personagens sempre são iluminadas por luz complementar o que acaba deixando a luz chapada e fixa.

    Porém neste filme especificamente, isso não tira totalmente a beleza e realismo das cenas por um detalhe técnico: o angulo de incidência da luz. O projeto da iluminação foi muito bem elaborado refletindo com precisão isso nas cenas. São raras aquelas onde isso não ocorre.

    Naquela época, como já coloquei acima, a luz era produzida através de candelabros, velas, tochas. Quase não existiam lustres pela dificuldade em ficar acendendo e apagando ou trocando as velas – estes resumiam-se a grandes áreas. Então, a luz vinha ou de um plano semi baixo (candelabros nas mesas, lareiras, etc) ou de um plano médio (tochas = arandelas). Assim, a sombra das personagens é essencialmente paralela à sua altura ou levemente mais alta que ela.

    Já na iluminação natural o que impressiona – especialmente para nós dos trópicos – é a tonalidade da luz mais branca e por vezes azulada. Não vemos a luz amarelada que temos naturalmente por aqui. Esta última só aparece nas cenas de outono mas não nos espanta pois já estamos acostumados com as belas fotos retratando o outono europeu e mesmo assim, é diferente da nossa pois é um pouco mais carregada de séphia.

    Mas o interessante é a percepção exata dos ângulos de incidência dessa luz natural nas diversas cenas do filme, tanto diurna quanto noturna. Muito bem feito.

    Além da iluminação tivemos de analisar outros itens como cenografia, estética, cor, texturas, etc. Foi um trabalho exaustivo onde detalhes mínimos tiveram de ser observados, com o controle do DVD player na mão adiantando, voltando, pausando, ajustando imagem, zoom e etcéteras para conseguir obervar com detalhes toda esta bela obra dirigida p/ Peter Webber.

    Para quem não assistiu é uma excelente dica pois vale cada cena.

    #FicaDica

    ;-)

  • LD – Vamos falar dos erros? Reflexos.

    É bastante comum vermos projetos na mídia em que os erros nos projetos de iluminação acabam estragando o resultado final. De erros pequenos aos grandes, a especificação errada de uma luminária ou lâmpada pode destruir o efeito esperado. Percebam como é difícil encontrar imagens que mostre o teto dos ambientes com a iluminação acesa.

    Devemos nos atentar que, além de “sujar” o visual dos ambientes, os reflexos também são os responsáveis por grande parte do ofuscamento.

    Um detalhe que deve ser sempre observado ao projetar a iluminação de uma ambiente é a presença de elementos e objetos reflexivos. Estes, se não forem muito bem estudados e observados podem destruir um projeto. Vidro, acrílico, metais, cromados e tantos outros materiais podem simplesmente refletir um facho de luz e estragar tudo num projeto.

    Não há cor de tinta ou tipo de acabamento que elimine isso. Das cores mais escuras às mais claras aos acabamentos foscos, acetinados ou com brilho, quando o reflexo bate sobre a superfície provoca manchas.

    Já mostrei alguns exemplos em outros posts, mas nenhum tão específico sobre o assunto como neste, então vamos lá. Tem gente que não gosta deste tipo de post por vê-los como um desrespeito aos autores dos projetos. Eu não vejo dessa forma e sim apenas como um exercício de observação – prática esta mais que necessária àqueles que desejam trabalhar ou trabalham com iluminação ou Lighting Design.

    Vamos analisar algumas imagens a seguir. Para começar, não posso deixar de citar os reflexos provocados pela luz natural.

    Observem no teto, canto direito superior da imagem. Se alguém aí me disser que isso é intencional no projeto leva uma tamancada. Se fosse algo intencional, teria sido mais explorado no ambiente e não apenas naquele pedaço de teto. Todos nós sabemos que a radiação solar provoca danos em uma grande variedade de materiais, incluindo a madeira que está neste piso. Daí a atenção aos controles de iluminação natural que existem. Observo ainda que este tipo de reflexo é um dos que mais incomoda no que diz respeito ao ofuscamento pois, vindo de baixo para cima – na direção dos olhos – faz o usuário perder o foco de onde está pisando.

    Esta foto, curiosamente recebi a pouco pelo facebook através de uma consulta de uma profissional me perguntando sobre o efeito da parede, enquanto estava pesquisando imagens na web sobre reflexos. Olhem que belezura isso. Perceberam que o reflexo chegou a provocar um efeito em negativo dos vasos sobre o tampo do aparador no teto?

    Fico aqui pensando: se este material colorido (provavelmente acrílico) provoca todos estes multireflexos no teto, imagine a sensação do observador tendo de fazer uma ginástica para encontrar um ponto de observação onde os reflexos não ocorram e ele consiga observar o que está exposto. Percebam também que os próprios reflexos provocam a projeção de sombras das luminárias sujando ainda mais o teto do ambiente.

    Os reflexos podem ser também pequenos como neste caso. Observem a lateral da coifa. Nesta foto não dá para ver mas muito provavelmente aqueles riscos de luz estão sendo projetados em algum lugar na lateral esquerda desta cozinha.

    Aqui em exemplo minusculo, mas perceptível a olhos bem treinados. Se prestarem atenção no teto sobre a bancada perceberão uma “roda de luz”. Parece uma “sujeirinha” no teto. De onde vem? provavelmente daquele elemento minúsculo cromado que está sobre a bancada.

    Ah, um outro detalhe aqui nesta foto: este tipo de pendente é lindo, mas se você que trabalhar efeitos na iluminação esqueça pois ele espalha luz para todos os lados “apagando” qualquer facho ou destaque. Esse tipo de pendente acaba deixando o ambiente com uma sensação de chapado. Eu não uso isso em meus projetos.

    Observem nesta foto o reflexo que está no rebaixo do gesso (direita-superior). Agora, imagine o seu cliente em pé usando esta bancada. Onde este reflexo irá pegar? Exatamente: direto nos olhos dele.

    Olha lá heim, se alguém ousar falar que isso aqui foi proposital, vai a outra tamanca no meio da cara. SE e somente SE fosse proposital, este reflexo estaria centralizado no ambiente e o “desenho” formado no teto seria mais uniforme. Como se pode observar pela imagem, nenhuma das duas hipoteses são verdadeiras.

    Agora, para finalizar, uma pérola que encontrei na pesquisa:

    Gente, fala sério. Eu não tenho nem palavras para descrever isso aqui sem soar grosseiro. Me vem diversas palavras à mente mas se colocá-las aqui terei de alterar a classificação etária deste blog, então resumo: que diabos é isso??? Onde é que este projetista (se é que isso foi feito realmente por alguém que estudou um mínimo sobre iluminação) estava com a cabeça? O cliente aceitou esse lixo visual e ainda pagou por isso?

    #FalaSério!

    Como puderam ver, de pequenos objetos (bibelôs) a grandes superfícies, se a iluminação não for muito bem planejada pode estragar o resultado final do seu projeto. Por isso, muito cuidado ao iluminar ambientes com tampos de mesas e objetos feitos ou revestidos com materiais reflexivos.

    Lembre-se que, além de estragar visualmente o seu projeto, podem colocar em risco o usuário por causa do ofuscamento gerado.

    Bom é isso. No proximo post vou escrever sobre luz e texturas ok?

    Forte abraço.

  • Curso de Iluminação Residencial

    É, todo mundo correndo aqui para ver onde vai ter esse curso não é mesmo?

    Pois é, recebi esta notícia por e-mail através de um boletim eletrônico e confesso que me deixou bastante irritado.

    Reconheço no SENAC uma instituição séria e que merece respeito pela qualidade dos cursos oferecidos em diversas áreas e pelo seu papel social na formação de trabalhadores qualificados (ponto).

    No entanto, já ha bastante tempo estou com ele “entalado”. Na verdade desde que o curso superior de Design de Interiores foi eliminado e mantiveram apenas o técnico e a especialização.

    Isso para o mercado é péssimo pois os cursos técnicos formam “profissionais” de qualificação duvidosa, bem inferiores aos dos cursos superiores – com raríssimas excessões.

    Como se não bastasse isso, agora o SENAC de Jaú resolveu lançar, provavelmente baseado nas diretrizes curriculares Tabajara, o curso de Iluminação Residencial.

    Requisitos necessários? Basta estar com o ensino médio em andamento.

    Gente, fala sério… Isso já não é nem sacanagem e sim PUTARIA com a cara dos profissionais sérios.

    Como se já não bastassem os problemas e dificuldades que enfrentamos dia a dia no mercado onde eletricistas autodidatas oferecem projetos de iluminação para os clientes e os técnicos eletricistas também ( estes ao menos tem algum curso) agora teremos também de competir com gente totalmente desqualificada vendendo “projetos de iluminação residencial” no melhor estilo dos micreiros que disputam o mercado com os designers gráficos?

    Na minha turma de pós em Iluminação, tem um bando de arquiteto lá que, depois de 12 meses de curso, ainda não sabem diferenciar os tipos de lâmpadas, imaginem esse povo que vai fazer um curso de – acreditem – 24 horas de duração!!!!

    Estão duvidando? Vejam com seus próprios olhos então neste link.

    Onde é que esses professores conseguirão enfiar na cabeça – prefiro aqui colocar goela abaixo – desses alunos leigos noções de tudo o que envolve a parte técnica (lampadas e equipamentos, luminarias) + projeto, + estética, + eficiência, + sistemas, + automação, + programa de necessidades, + normas técnicas e mais um monte de elementos que envolvem um projeto de iluminação?

    Conhecendo o povo como conheço, jajá estes que se formarem nesse curso de iluminação RESIDENCIAL estarão por aí soltos no mercado vendendo seus projetos de iluminação de lojas e onde mais conseguirem se enfiar vendendo ao cliente algo que não possuem: CONHECIMENTO.

    Pra piorar, fui olhar o site do Senac para ver a grade do curso e outras informações e também encontrei um de Iluminação Aplicada ao Paisagismo, com carga horária de…. 21 horas!!!!!

    Isso já é um esculacho!!!

    Se nos cursos superiores de arquitetura, engenharia, design de interiores que tem – no mínimo nos piores cursos – 60 horas de iluminação os egressos saem quase sem entender patavinas de nada de iluminação além do BE-A-BÁ, imagina nesses de 20 horas…

    E não adianta virem aqui reclamar ou chiar com blablablas pois isso é FATO e todos vocês sabem que acontece diariamente. É só ir nas lojas de materiais elétricos e luminárias que encontrarão um monte de vendedores sem formação alguma fazendo e vendendo “projetos de iluminação”. Claro, assim a comissão fica só pra eles e não tem de dividir com arquitetos e designers a poupuda RT.

    Acompanho – e faço parte também – diariamente a luta dos profissionais e das associações tentando arrumar o mercado da área da iluminação levando informação séria e correta sobre a mesma. Este é um trabalho árduo já de anos desenvolvida por gente séria como o Valmir Perez (Unicamp), da Jamile Tormann e de tantos outros profissionais além das associações como ABIL, AsBAI, ABriC entre outros.

    Mas num país onde artesão é chamado de designer, eletricista de engenheiro elétrico, pedreiro de engenheiro civil podemos esperar o que???

    É lamentável e ao mesmo tempo estarrecedor ver instituições sérias como o SENAC prestando este tipo de desserviço à sociedade.

    É a visível a fundamentação em apenas dois pontos:

    1- ganhar o dinheiro dos alunos

    2- fôda-se o mercado, os clientes e a seriedade dos profissionais habilitados e especializados.

    Fica aqui o meu protesto com essa falta de respeito e também o alerta aos leitores (clientes):

    Exijam a apresentação do diploma de curso superior ou especialização antes de contratar alguém para fazer o seu projeto de iluminação. Isso é sério demais para ser colocado nas mãos de qualquer um.

    Também fica o alerta aos parlamentares e aos profissionais sobre a urgente necessidade da regulamentação da área de Iluminação e Lighting Design.

  • Carta aberta ao Senado Federal

    Excelentíssimos Senadores e Senadoras da República Federativa do Brasil.

    .

    Venho através desta mensagem solicitar a sua atenção para a regulamentação da minha profissão: Design de Interiores/Ambientes.

    Tenho visto com tristeza profissões sendo regulamentadas enquanto a minha parece ser desprezada pelo Congresso Nacional ou não sendo devidamente considerada diante de sua técnica, complexidade e seriedade.

    Segundo a Lei, devem ser regulamentadas as profissões que coloquem o usuário (outrém) em risco por causa das ações de seus respectivos profissionais. No entanto tenho visto profissões como palhaços, astrólogos, DeeJays, peão de rodeio, entre outras, sendo regulamentadas desconsiderando o que a Lei determina: risco ao usuário e não ao profissional.

    Medicina, engenharia, arquitetura e outras mais são profissões que foram regulamentadas exatamente por isso: colocam o usuário em risco.

    Com tristeza percebo que muitos parlamentares confundem Design com Artesanato. E também confundem Design de Interiores/Ambientes com Decoração. Creio que tal confusão ocorra pela desinformação afinal é difícil encontrar tempo suficiente para estar a par de tudo de forma correta.

    Gostaria então de auxilia-los corretamente na distinção destas áreas:

    O Decorador é aquele profissional formado (ou não) naqueles antigos cursos de finais de semana ou de curtíssima duração (antigos do SENAC, por exemplo). Sua função é a escolha de acessórios como vasos, toalhas, almofadas e afins. Na realidade o seu trabalho acontece depois de tod o trabalho de engenheiros, arquitetos e designers ou seja, após a obra estar finalizada. Ele não está apto a especificar trocas de pisos, lidar com gesso e outros elementos que não são estruturais, mas fazem parte da estrutura ou podem vir a afetar a mesma. Sua atuação restringe-se ao espaço interno de uma edificação.

    O Designer de Interiores/Ambientes, além de incorporar as atribuições do Decorador limitadas ao final do projeto, tem por competência profissional elaborar o espaço coerentemente, seguindo normas técnicas de ergonomia, acústica, térmico e luminotécnica além de ser um profissional capaz de captar as reais necessidades, explícitas ou não, dos clientes e concretizá-las através de projetos específicos. A reconstrução do espaço a ser habitado ou utilizado comercialmente através da releitura do layout, da ampliação ou redução de espaços, dos efeitos cênicos e aplicações de novidades tecnológicas, do desenvolvimento de peças exclusivas de mobiliários e acessórios entre outras tantas atribuições deste profissional. A formação acadêmica deste profissional lhe permite atuar fora dos limites internos de uma edificação podendo atuar em paisagismo e iluminação de áreas externas, concepção de praças, clubes e parques. No entanto, sua atuação nas áreas que afetem elementos estruturais, mantém-se, por segurança técnica e respeito à legislação vigente, sob a supervisão/acompanhamento de um engenheiro estrutural e/ou arquiteto.

    Tais atribuições do Designer de Interiores/Ambientes constituem um fato inequívoco – mesmo que estas ainda não tenham sido regulamentadas – pois o mesmo teve em sua formação superior conteúdos curriculares suficientes que o  habilitam em conhecimentos técnico-operacionais específicos para desenvolver tais projetos. Segundo a Constituição Federal este é o principal requisito necessário para o exercício profissional.

    Para que os senhores e senhoras tenham a exata noção da formação do Designer de Interiores/Ambientes, baseado nas matrizes curriculares e ementários dos cursos de nível superior oferecidos aqui no Brasil, estas são as possíveis áreas de atuação profissional do Designer de Interiores/Ambientes:

    Design e decoração de Interiores:
    Residencial
    Comercial
    Corporativo
    Espaços Públicos
    Eventos
    Estandes (concepção e ambientação)
    Show-Room
    Feiras
    Vitrinismo
    SET Design (TV, Editoriais e Desfiles de Moda, Cenografia para Teatro)
    Acompanhamento de obra

    Iluminação:
    Residencial
    Comercial
    Corporativa
    Paisagística
    Acompanhamento de obra

    Design:
    Desenvolvimento de Mobiliário
    Desenvolvimento de Luminárias
    Desenvolvimento de Acessórios
    Comunicação Visual (concepção)
    Manuais técnicos

    Educacional:
    Aulas
    Palestras
    Cursos
    Seminários
    Treinamentos
    Desenvolvimento de material didático
    Pesquisa

    Porém muitas destas atribuições vem sendo tolhidas ou coibidas através de denúncias a conselhos federais de outras profissões correlatas baseadas em argumentos que demonstram claramente o desconhecimento da formação acadêmica do profissional de Design de Interiores/Ambientes, atentando contra o que prega o que prega a CF, art. 5.º, inciso XIII – “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;”.

    Formação acadêmica sufuciente para o pleno exercício profissional nós temos, somente nos falta o reconhecimento Legal através da regulamentação de nossa profissão.

    Esta área profissional deve ser regulamentada à parte, respeitando sua identidade própria, de forma específica, pois ela mescla elementos do Design (Desenho Industrial) e da Arquitetura não cabendo então, uma regulamentação conjunta com qualquer destas duas áreas sob risco de perda da autonomia profissional. São áreas correlatas e complementares que se sobrepõem em alguns pontos e se distanciam em outros aspectos. Por isso a necessidade da regulamentação específica e em separado.

    Sobre os riscosque a Lei exige para qualquer processo de regulamentação profissional – posso citar alguns exemplos para que V.Excia compreenda a importância específica ao Designer de Interiores/Ambientes , no que tange às suas competências:

    1 – SITUAÇÃO: uma residência onde há idosos: o profissional não considera as limitações naturais dos idosos e especifica um piso de porcelanato polido, liso, incluindo nos banheiros e outras áreas úmidas. Também não especifica as barras de segurança dentro do box de banho. Faz um projeto de iluminação onde a luz não é suficiente para atender às necessidades visuais do idoso e também projeta armários altos dificultando o acesso. RISCOS: quedas com fraturas de leves a gravíssimas e até risco de morte.

    2 – SITUAÇÃO: uma residência onde há crianças: o profissional não considera este aspecto altamente relevante e especifica móveis com quinas secas (90°), piso liso, móveis ou tampos de vidros, projeta ou especifica mobiliário (estantes e armários) que facilitem a escalada, entre outros itens. RISCOS: quedas, lesões de leves a gravíssimas incluindo o risco de morte.

    3 – SITUAÇÃO: uma loja onde há as exigências técnicas e estruturais do local (ex: shoppings e lojas de rua): o profissional não considera nem estas exigências e também despreza as normas da ABNT sobre estruturas e segurança. RISCOS: incêndios, desmoronamento de estruturas por sobrecarga, ferimentos em usuários, etc.

    4 – SITUAÇÃO: alterações estruturais: o Designer de Interiores/Ambientes, apesar de possuir conhecimentos suficientes para ler e analisar uma planta arquitetônica/estrutural para conseguir propor soluções visando a melhoria dos ambientes, não tem uma sólida formação em estruturas como ocorre com os engenheiros e arquitetos. Esta prática, portanto, não é de competência do Designer de Interiores/Ambientes e convencionalmente proibida. A regulamentação do Designer de Interiores/Ambientes permite que se estabeleça as devidas competências impedindo que estas sejam ultrapassadas. Para realizar as alterações estruturais o Designer de Interiores/Ambientes deve trabalhar em parceria com engenheiros ou arquitetos que, por competência, são os responsáveis por esta parte na obra. No entanto, alguns profissionais da área de Interiores/Ambientes, não considerando os limites de suas competências profissionais (aproveitando-se da ausência da regulamentação), determinam que os pedreiros derrubem paredes e abram vãos sem o acompanhamento dos profissionais adequados. RISCOS: desabamento de partes da estrutura ou toda ela colocando os usuários em riscos até mesmo de morte.

    5 – SITUAÇÃO: projeto de mobiliário: o profissional “desenha” a forma de uma cadeira e simplesmente “larga nas mãos” de algum marceneiro para execução sem atentar para questões como resistência dos materiais, segurança, normas técnicas, insumos, qualidade, etc. RISCOS: esta cadeira que o senhor ou a senhora encontra-se sentado neste momento pode ceder provocando graves ferimentos através das lascas e ferragens que ficam expostas. E isso pode acontecer com qualquer mobiliário.

    6 – SITUAÇÃO: mercado de trabalho: temos percebido uma desvalorização do profissional de Design de Interiores/Ambientes por esta profissão não ser regulamentada. Esta desvalorização – e por vezes desrespeito – finca-se na questão da responsabilidade técnica sobre os projetos executados especialmente. A responsabilidade técnica é o equivalente às ARTs que os engenheiros e arquitetos são obrigados a assinar junto ao CREA. Por este documento,  no caso de haver qualquer problema futuro, a justiça irá encontrar e punir os responsáveis. Como ainda não temos um Conselho Federal que normatize e fiscalize a profissão, elaboramos contratos com cláusulas específicas sobre este assunto discriminando claramente até onde vai a nossa responsabilidade sobre o projeto. Isso torna o documento extenso demais. Ressalta-se ainda que os clientes ao perceberem que não temos um órgão fiscalizador acabam optando por arquitetos ou tentam nos obrigar a inserir responsabilidades para as quais não fomos formados e nem temos interesse em atuar profissionalmente. Sem contar que qualquer problema futuro o transtorno é bem maior para ambos os lados pois tudo deve correr dentro da justiça comum, bastante onerosa e demorada. Porém esta prática de acrescentar no contrato tais cláusulas não é uma prática de todos os profissionais. Na verdade são poucos os que agem eticamente nesse sentido.

    7 – SITUAÇÃO: eventos: o profissional projeta a ambientação de um evento desconsiderando questões como acessibilidade, circulação e áreas livres de barreiras, segurança e rotas de fuga, mistura e proximidade de materiais e equipamentos, informação visual. RISCOS: incêndios, pânico na fuga, dificuldades de acesso/saída, quedas, atropelamentos, pisoteamentos, etc.

    Vale salientar também que por não ser uma profissão regulamentada, somos impedidos de realizar vários projetos em outros segmentos como por exemplo:

    Não existem concursos específicos para a área – uma perda considerável tanto para os profissionais quanto para os órgãos públicos e sociedade;

    Não podemos lecionar nas IES públicas – pois, por um lado, a maioria das IES não considera ainda estes profissionais aptos por mero desconhecimento real sobre a profissão e, por outro lado, não se reconhece um estatuto epistemológico do Design de Interiores/Ambientes necessário para se implementar cursos de pós-graduação stricto sensu, necessários para a produção de conhecimento na área e  habilitação docente para o ensino superior;

    – A grande maioria das mostras de decoração exige o registro profissional no respectivo conselho federal o que nos impede de participar e mostrar as competências e habilidades desta profissão;

    – A maioria dos shoppings exigem o registro no CREA por causa das ARTs (responsabilidade técnica) o que nos faz perder clientes importantes.

    A mídia não valoriza e nem respeita esta área profissional e acaba sempre colocando profissionais de outras áreas para falar sobre Design de Interiores/Ambientes;

    Ainda não somos reconhecidos como pesquisadores/pensadores o que gera uma desacreditação sobre a área e sua produção acadêmica;

    As bolsas para iniciação científica não contemplam ou facilitam o ingresso de projetos nesta área mantendo o Brasil praticamente fora dos ciclos científico e editorial mundiais nesta área.

    Eu poderia salientar ainda várias outras situações mas creio que esta mensagem ficaria extensa demais.

    Lembro também que o Design de Interiores/Ambientes não visa apenas projetos majestosos de ambientes luxuosos e caros mas também pode – e deve – ser aproveitado no social visando a melhoria da qualidade de vida dos menos favorecidos através de projetos voltados para este público. Já existem alguns exemplos deste trabalho sendo desenvolvido por algumas IES através de incubadoras de empresas ou projetos de extensão que tem conseguido resultados excelentes.

    Sem a regulamentação profissional continuaremos vivendo em um mercado bastante impreciso e perigoso onde alguns profissionais, ao extrapolar os limites de sua formação e competência, acabam colocando muitas pessoas em risco além de prejudicar os profissionais que atuam corretamente e eticamente, dentro de suas delimitações.

    Espero também que não sejam convidadas apenas associações profissionais para debater sobre este assunto,  mas também, e especialmente, profissionais da área, formados em Design de Interiores/Ambientes pois só assim chegaremos a uma visão real do mercado, bem além daquela pretendida pelas associações que insistem em não diferenciar os profissionais.

    Assim, espero que V.Excia reflita sobre este assunto com carinho, ética e seriedade que a matéria exige pois é de grande importância para a sociedade brasileira.

    Grato pela preciosa atenção, conto com a Vossa compreensão e apoio nesta matéria.

    .

    Paulo Oliveira

    Designer de Interiores/Ambientes

    Especialista em Educação superior

    Especializando em Lighting Design

  • Pra não dizer que não falei… dos erros…

    Bom gente, sempre que escrevo aqui sobre iluminação e LD, escrevo sobre erros absurdos que os profissionais não especializados nesta área fazem em seus projetos. Muita gente me escreve cobrando “provas” do que escrevo…

    Fui dias atrás no Catuaí Londrina e fiz questão de entrar numa das lojas para fotografa-la para provar aos críticos de plantão o que escrevo.

    A loja da Vivo é um show de abuso, desconhecimento técnico e falta de noção sobre iluminação. Vejam as imagens:

    Este slideshow necessita de JavaScript.

    Numa das fotos eu apareço de propósito para mostrar a vocês a distância em que as lâmpadas AR111 foram instaladas. É impossível permanecer embaixo destas por mais de 30 segundos – especialmente para aqueles que como eu, são desprovidos de “telhado”…

    Outro detalhe é que se você for pegar algum dos aparelhos expostos na ilha central perceberá que os mesmos estão quentes – e não é por estarem ligados carregando não…

    Perceberam a quantidade de luminárias enfileiradas? Pra que isso tudo???? Onde é que fica a sustentabilidade, a conservação de energia, etc????

    E a mistureba de K das diferentes lâmpadas instaladas?

    Notaram o cuidado com o ofuscamento? Claro que não perceberam, pois não houve esse cuidado neste projeto.

    No close que dei na fileira das ARs, perceberam a diferença de K entre elas? Claro, muito provavelmente não foi repassado ao cliente um Manual do Usuário com as especificações corretas de cada lâmpada o que levou o cliente a comprar qualquer AR para substituir a queimada pois não tinha em mãos as especificações técnicas (facho, TC, IRC, etc).

    Outro detalhe é que a loja é toda branca. Olhem bem as fotos e percebam como as paredes e mobiliário estão manchados de branco e amarelo de uma forma nada proposital.

    Pois é, taí a PROVA do que eu sempre escrevo alertando vocês.

    Abraços corretamente iluminados.

  • Dúvidas sobre iluminação (LD)?

    Estava eu pesquisando pela web quando me deparo com o título de uma matéria no site de uma revista. Fui ver e, logo de cara já me deparei com absurdos, desinformação e erros contidos no texto.

    Então, vamos arruma-lo e escrever a VERDADE sobre o tema iluminaçãoe corrigir pontos falhos?

    Mãos à obra!!!

    1. Qual o papel do projeto luminotécnico?
    O papel da iluminação é valorizar o trabalho do arquiteto ou do designer de interiores sempre atendendo as necessidades do cliente.
    Nele são planejados os circuitos de luz considerando o uso que se faz de cada espaço e as necessidades de quem o ocupa. Deve levar em consideração os aspectos humanos, estéticos, arquitetônicos, financeiros e ambientais. Por exemplo, a manutenção precisa ser fácil e de baixo custo e os elementos escolhidos devem partir dos cuidados eco-sustentáveis.
    Compõe-se de projetos (plantas, cortes, perspectivas e detalhes) memorial descritivo (especificações de lâmpadas, luminárias e demais equipamentos), e orçamentos.

    2. Em qual momento deve-se pensar nesse projeto?
    Aqui temos duas situações distintas:
    A – Construção: o ideal é que o lighting designer seja contratado no mesmo momento que o arquiteto, ainda na concepção da idéia da edificação, pois as escolhas dos equipamentos e tipo de iluminação interferem em outras partes da construção, como no planejamento elétrico e até mesmo na alvenaria – no caso de iluminação arquitetural.
    B – Reforma: idem ao anterior, logo no início da fase de pensar o projeto. Porém aqui o trabalho é mais complexo pois a construção já está levantada e as intervenções são mais difíceis – mas não impossíveis.Há limitações e as intervenções são realizadas se possível. Edificações já construídas possuem algumas condicionantes de estrutura, hidráulica e elétrica. O profissional da obra terá de avaliar o que já existe e o que poderá ser feito naquelas condições. Existem no mercado produtos que foram desenvolvidos para aumentar as possibilidades de intervenções nestes casos.

    3. Por onde iniciá-lo?
    Nas necessidades dos usuários para cada ambiente. Nestas necessidades o profissional deve ser capaz de captar inclusive como cada membro da família responde à luz, necessidades individuais e coletivas. etc. Jamais deve-se começar pela escolha de lâmpadas e luminárias. O planejamento luminotécnico faz parte do projeto de interiores (design ou arquitetura pura) e para isso o profissional considera as particularidades de cada ambiente, as atividades exercidas ali, sem se esquecer da incidência da luz natural e como aproveita-la da melhor maneira possível.
    Depois desse levantamento, é hora de interpretar essas ideias e colocá-las no papel.

    Fonte: Zeospot.com

    4. Quem contratar?
    Profissionais formados em arquitetura, engenharia, ou design de interiores/ambientes possuem conhecimentos básicos sobre iluminação e elétrica, o bê-a-bá.
    O ideal é colocar o projeto de iluminação (lighting design) nas mãos de um profissional especializado na área.
    Hoje no Brasil já existem profissionais especialistas em iluminação que são conhecidos como Lighting Designer.
    Com a contratação de um especialista certamente o seu projeto irá atender as suas necessidades, ser bastante autoral e refletir a personalidade do usuário. Além da grande vantagem de não correr o risco futuro de ter em mãos um projeto que não funciona direito e/ou vive dando problemas.
    Tenho visto com tristeza – por falta da regulamentação profissional – vários profissionais dizendo que são lighting designers, arquitetos de iluminação e designer de iluminação sem ter a devida especialização. Estão tentando “pegar a onda” deste novo mercado mas não tem a devida especialização e conhecimento necessários.
    Assim como num emprego comum, caso você se sinta inseguro(a) com o profissional, exija a apresentação de seu currículo completo (incluindo certificados e diplomas).
    Dica: Um especialista consegue explicar a iluminação usando uma linguagem simples, sem o uso exagerado dos termos técnicos para “vomitar conhecimento”.

    5. O projeto luminotécnico pode ser feito pelo mesmo arquiteto/designer que está fazendo os projetos para a minha casa/empresa?
    O ideal é que não seja o mesmo profissional.
    Isso serve tanto para projetos arquitetônicos quanto de design de Interiores/Ambientes.
    Profissionais de arquitetura e de interiores que primam pela qualidade de seus projetos possuem parcerias com profissionais especialistas, dentre eles os lighting designers.
    Assim como a medicina, a arquitetura e o design tem se fragmentado em especialidades e o lighting design é uma delas.

    6. Como dimensionar a elétrica da casa/empresa pensando no projeto luminotécnico?
    Novamente temos duas situações distintas aqui: à construir e já construída.
    1 – à construir: o projeto de iluminação deve ser feito antes, pois traz as especificações de lâmpadas (tipo, potência e voltagem) e equipamentos (transformadores e reatores) que o engenheiro elétrico irá utilizar para elaborar o sistema elétrico (carga, especificação, distribuição, etc).
    2 – já construída: numa reforma, pode-se trabalhar de duas formas: para evitar sobrecarga avalia-se a construção identificando qual carga há disponível e fazer a quantificação/distribuição desta entre as luminárias e equipamentos elétricos (geladeira, fornos, computadores, etc). Também há reformas que permitem a ampliação desta carga, mas isso deve ser realizado por um profissional especializado, preferencialmente engenheiro elétrico. Ele também irá orientar sobre como reforçar a instalação elétrica caso necessário.

    7. Quais as consequências de fazer o projeto luminotécnico com a casa pronta?
    Basicamente o custo que irá ficar um pouco mais alto. Depois devo lembra-los também que ele será mais trabalhoso exigindo a contratação de mais profissionais (pedreiros, gesseiros, pintores, etc).
    Isso se deve ao fato de termos de quebrar muito do que foi construído ou executar adaptações – como trabalhar com gesso, por exemplo.
    Porém, mesmo com a edificação finalizada, as opções de soluções integradas com a arquitetura são possíveis. Nesse caso, é imprescindível a contratação de um profissional especializado em iluminação.

    8. Quando devo pensar na automação?
    Se você pensa em usar automação para a iluminação é bom conversar com o profissional logo no inicio.
    Assim ele pensará em toda a parte estrutural necessária para a instalação dos equipamentos e fará o projeto para atender as necessidades técnicas dos equipamentos levando em consideração também a usabilidade. Assim, no momento da obra esta estrutura (dutos, calhas, etc) já serão implantadas independente se o sistema irá ser instalado imediatamente ou, por causa do alto custo, futuramente.
    Pense sempre que se você optar por instalar futuramente e não tiver a estrutura pronta terá de quebrar tudo de novo para conseguir passar o cabeamento. Mais trabalho, mais transtornos, mais custos.

    9. Quantos pontos de luz são necessários para cada espaço?
    Existem profissionais que dizem que alguns aspectos devem ser considerados, tais como o tamanho do ambiente, o pé-direito, as cores que predominam no local (do acabamento e dos móveis), a maneira como o espaço é utilizado (por exemplo, para leitura ou para assistir televisão) e o modo de vida dos moradores.
    Eu já prefiro dizer que o que vai definir isso é a necessidade do usuário aliada aos conhecimentos técnicos e estéticos do profissional e a sua relação com o ambiente a ser iluminado.
    Já vi ambientes ricamente iluminados com uma ou duas luminárias que atendiam perfeitamente as necessidades dos usuários.
    Existem normas técnicas para a iluminação, mas como diz Howard M. Brandston regras e normas num bom projeto de iluminação são feitas para rasga-las e joga-las no lixo.
    Mas calma, isso só é feito por profissionais realmente especializados e que entendem do assunto. Profissionais que não precisam ficar correndo atrás de números técnicos para “não errar”.
    O cálculo de quantidade de lâmpadas de acordo com as normas técnicas é necessário em obras comerciais – como lojas, clínicas e escritórios – pois estes ambientes precisam de uma iluminação mais forte, precisae em alguns casos, específica.
    Quando você ouvir um profissional falando que tem de ser implantado um sistema com uma determinada quantidade de lux para determinada tarefa, desconfie.

    10. Quais os principais erros?
    Eu já fiz um post aqui no blog entitulado Lighting – erros básicos.
    Porém vale lembrar aqui de erros mais que comuns que vejo diariamente nos mundos real/virtual/midiático:
    – encher o teto de spots – pra que????
    – iluminar excessivamente o local – ofuscamento…
    – eliminação do maior numero de sombras possível – a luz sem sombra fica morta e chata…
    – iluminação que causa reflexos em superfícies espelhadas, envernizadas, cromadas, etc.
    – uso de lâmpadas inadequadas para o pé direito/uso – AR111 em pé direito de 4m (ou inferior) ou sobre uma bancada de trabalho…
    – projeções de sombras desnecessárias ou que “não deveriam aparecer.
    – entre outros.

    11. Quando uma iluminação pode ser considerada adequada?
    Se ela atende à eficiência (visibilidade suficiente, baixo consumo elétrico, etc), praticidade funcional (manutenção simples, não esquente o ambiente, manuseio de controles, etc) e prazer sensorial (boa estética e conforto visual) pode ser considerada boa.

    12. De que forma a luz interfere na maneira como enxergamos os objetos e os ambientes?
    A nossa visão é dependente da luz, por mínima que seja. Logo, ela altera a nossa percepção do espaço e suas formas, cores, brilho, volumetria, sombras, contornos.
    A luz também influencia na fisiologia e na psicologia humana.
    Por isso é fundamental que o profissional contratado para realizar o projeto de iluminação seja um especialista pois somente ele detém os conhecimentos técnicos e estéticos para atender as necessidades dos usuários de maneira coerente e correta.

    13. Que recursos são possíveis para iluminar um ambiente?
    Hoje há uma gama enorme de produtos para iluminação e todos são aplicáveis em praticamente todos os ambientes.
    Tipos de luminárias: spots, arandelas, lustres, pendentes, projetores embutidos no piso ou no teto, balizadores, washers entre outros. Também existe dentro dos recursos de iluminação o built-in (embutidos em sancas, móveis, painéis, etc) que geram belos efeitos e são também eficientes..
    Ficaria muito extenso reunir aqui nesta pequena resposta todas as possibilidades.

    14. Como harmonizar o uso desses recursos em um mesmo ambiente?
    Cada tipo de iluminação (direta, indireta, direta/indireta, built-in, etc) tem uma função. Mas profissionais que realmente entendem do assunto conseguem brincar com estes equipamentos criando novas aplicações para os mesmos sem alteração de sua qualidade ou vida util.
    O que você tem de pensar é que a iluminação virá para coroar o ambiente dando o toque final necessário e valorizando elementos.
    O uso do jogo luz e sombra é fundamental para que um projeto fique agradável e bonito.E é através deste jogo que o profissional de iluminação – o lighting designer – vai brincar com o espaço como se fosse uma tela e ele o pintor. As lâmpadas, luminárias e equipamentos são as suas tintas para concretizar efeitos cênicos e eficientes.

    15. O que fazer em áreas integradas?
    Em áreas integradas o ideal é optar por uma iluminação versátil, com circuitos independentes e que possibilite alteração no layout (trilhos e spots direcionáveis). Assim o usuário poderá criar diversos cenários de acordo com o uso de cada cômodo.

    16. Que recursos adotar em um escritório em casa?
    Você deve pensar da seguinte maneira:
    – se quer um ambiente para relaxar use luz com temperatura de cor mais quente.
    – se quer um ambiente para produzir, use lampadas com temperatura de cor mais fria.
    O ideal é fazer um mix distribuindo as lâmpadas com diferentes TC em diferentes luminárias pelo ambiente.
    Claro que, sobre a sua área de trabalho, o ideal é optar por uma luminária de mesa com luz mais fria (branca).
    Prefira investir sempre em lâmpadas que usem transformadores/reatores pois assim elimina-se a oscilação que causa fadiga visual e diminui a produtividade.

    17. As lâmpadas fluorescentes são desaconselháveis em áreas sociais?
    De maneira alguma.
    O profissional que realmente conhece sobre iluminação saberá utiliza-las de maneira correta, eficiente e esteticamente perfeitas.
    Desconfie de profissionais que dizem o contrário.

    18. Por que as incandescentes continuam sendo as mais adotadas?
    Principalmente pelo baixo custo e facilidade de instalação.
    Mas elas apresentam curta durabilidade, alto consumo de energia, pouca diversidade em tamanhos e modelos além de não ter a opção de temperatura de cor diferentes.
    Estas lâmpadas já estão sendo proibidas em diversos países e aqui no Brasil a sua “morte” está agendada para 2016.

    19. Onde usar lâmpadas halógenas?
    São mais indicadas quando se quer excelente qualidade de luz e sombra, pois valorizam os objetos iluminados.
    Lembre sempre que qualquer lâmpada halógena aquece o ambiente e possui alta emissão de raios UV que causam danos nas superfícies iluminadas e podem também causar danos à saúde se mal locadas nos projetos, como o câncer de pele. Portanto o que vai especificar estas lâmpadas são, principalmente, a distância da área iluminada, pé direito e acessórios (filtros).

    20. Os tons dos acabamentos interferem na sensação de luminosidade?
    Sim pois as cores são refletidas pela luz.
    Superfícies claras e brilhantes refletem. Dão a falsa sensação de que o ambiente pareça ainda mais iluminado.
    Os cromados e espelhados tendem a produzir reflexos que, se não pensados e observados pelo projetista, podem estragar todo o efeito do projeto de iluminação.
    nestes dois casos o cuidado deve ser também com relação ao ofuscamento.
    Toda superfície com cor acaba por, em maior ou menor grau, refletindo a sua cor para as áreas proximas. Coloque um pano vermelho junto a uma parede branca e jogue o facho de uma lanterna sobre ele e veja o que acontece. A parede próxima não ficou levemente avermelhada?
    Então, o projeto de iluminação deve pensar no sentido de que a cor de um objeto ou superfície não interfira no ambiente – salvo se isso for intencional.

    21. Como usar cor na iluminação?
    Existem hoje no mercado lâmpadas coloridas, leds e acessórios como as gelatinas e lentes que podem ser acopladas em uma luminária e algumas luminárias já dispõem de “garras” para a colocação destes elementos.
    Mas é preciso tomar muito cuidado com o uso destes acessórios e os mesmos somente devem ser comprados com a consultoria e orientação de um profissional especializado pois o tom da lâmpada aliado ao tom da lente interferem na percepção do ambiente. Cuidado pois se o profissional não souber utilizar as cores, pode estragar todo o projeto.

    22. Que cuidados tomar em áreas externas?
    Ponto fundamental: uso de equipamentos com proteção IP igual ou superior a 66 (proteção contra chuva e outros agentes externos).
    Distribuir as luzes coerentemente: áreas são para circulação com luz suficiente para enchegar onde pisa, de convivência com iluminação suficiente para o uso, e a iluminação paisagística/arquitetônica que devem destacar o que há de melhor na área. Todas estas devem ser integradas num mesmo estilo. Outro ponto importante é com a instalação elétrica que deve ser embutida em conduítes e enterrada para evitar acidentes.

    Fonte: Junior Barreto estúdio Fotográfico

    23. Que soluções atendem à piscina?
    Por segurança recomenda-se o uso de lâmpadas de baixa voltagem (de 12 volts) para não haver riscos de choques elétricos.
    Existem no mercado hoje além das lâmpadas convencionais sistemas como a fibra óptica e o led.  Ambas tem baixo consumo durabilidade maior (vida útil).
    Nestes sistemas também é possível programar trocas de – você não só ilumina como também modifica a coloração da água ou qualquer elemento iluminado por estes sistemas.

    24. Cada ambiente tem um tipo de luminária adequado? Por exemplo, lustre para salas, abajures para quartos, etc?
    O tipo de iluminação determina a lâmpada, e esta determina qual a luminária mais adequada.
    Os cuidados maiores devem considerar:
    – áreas úmidas: luminárias adequadas e com isolamento/proteção. Estas não devem deixar a lâmpada exposta à umidade e outros agentes. Spots embutidos no box por exemplo.
    – áreas sociais: vai depender dos efeitos desejados tomando sempre os cuidados para evitar os erros comuns (questão 10). Trabalha-se bastante com spots embutidos (direcionáveis ou não), abajoures, pendentes e arandelas. Para a mesa de jantar é bastante comum (modismo) utilizar pendentes sobre a mesma mas tome muito cuidado com ofuscamento, tipo de làmpada e para que a luminária não obstrua visão de uma pessoa em pé para o outro lado da mesa.
    – áreas de trabalho: luz geral, de trabalho e decorativa. Cuidado com ofuscamento e escolha da lâmpada – especialmente a da bancada de trabalho. Plafons, spots e luminárias de mesa. Se houver um canto para leitura uma boa opção é umaluminária de coluna ou arandela de leitura articuláveis.
    – quartos: pedem uma luz mais aconchegante. Plafons, pendentes, abajoures. Muito cuidado com spots sobre a cama pois imagine que quando você estiver deitado(a) a luz estará incidindo diretamente sobre seus olhos.
    – áreas com armários: a iluminação deverá promover a perfeita visualização do interior dos armários. Plafons, spots, embutidos, etc.
    – idosos e crianças: cuidados especiais com as áreas de circulação, BWC e de maior uso.
    Bom, não existem regras fixas para iluminar um ambiente. O importante é considerar o gosto/uso dos usuários e ter bom senso.

    Fonte: Magazine Enlighter

    25. Quais as áreas de atuação de um especialista em iluminação?
    O profissional especializado em iluminação – o lighting designer – está habilitado para realizar com eficiência e qualidade projetos de:
    – Iluminação Residencial
    – Iluminação Comercial
    – Iluminação Corporativa
    – Iluminação Paisagística
    – Iluminação Pública
    – Iluminação Esportiva
    – Iluminação de Eventos
    – Iluminação para Publicidade
    – Iluminação Cênica
    – Design de Produtos
    – Educação superior e pesquisa

    Tem ainda mais alguma dúvida?

    É só postar nos comentários aqui embaixo que respondo ok?

    Abraços corretamente iluminados!!!

  • Victoria’s Secret Fashion Show 2010-2011

    Bom, para os antenados de plantão, isso já nem é tão novidade. Consegui agora o vídeo completo do show da Victoria’s Secret deste ano. Na verdade, está dividido em 4 partes.

    Quem já viu algum sabe do tipo de show que estou falando, vale cada segundo, cada detalhe. E, como a produção de Set é uma das possíveis áreas para os Designers de Interiores/Ambientes, vou posta-los aqui para vocês com alguns comentários abaixo de cada parte.

    Quem está acostumado com as mega produções deste desfile pode ter estranhado o deste ano. Apesar de continuar sendo um mega evento, com uma mega produção, este ano eles optaram pela simplicidade: prova de que nem tudo precisa ser caro e/ou precioso para valorar a montagem.

    Um outro detalhe importante é que nestes vídeos aparece o backstage (as coxias como chamam aqui no Brasil) que é o espaço de preparação e produção das modelos e de moda. Além de todo o aparato necessário, que é também, este espaço, trabalho nosso.

    Vamos aos vídeos.

    Na primeira parte devemos observar a largura da passarela que eles sempre usam. Essa deve ser larga o suficiente para que as modelos possam exibir os adereços que fazem parte da produção de moda. Perceberam o revestimento do piso da passarela? Não sei se é isso, mas me lembrou um papel de parede que vi em São Paulo aplicado na parede de uma loja. É um papel com gliter, maravilhoso!

    Na boca de cena, vemos um cortinão simples e  levemente translúcido com grafismo simples. Sobre a boca de cena, apenas um trabalho também simples de frontão que passa perfeitamente o recado da marca. Identidade total!

    Temos um grande coreto giratório no centro do palco que é, na verdade, o único elemento cênico desta parte. Simples, e manda o seu recado.

    Já na parte do show da Katy Perry, nada de especial cenograficamente falando a não ser os fresnéis que descem sobre a passarela criando um efeito fantástico e inesperado. Raramente se vê uma iluminação que desce para o meio do palco.

    Nota mil para esta parte!

    Repito, prestem muita atenção na estrutura montada no backstage. Tudo tem de ser muito bem layoutado e atendendo um fluxograma que permita a agilidade de locomoção de toda a equipe.

    Nesta parte vemos que para a cenografia foi utilizado um elemento bastante simples que lembra bastante os celeiros das fazendas norte-americanas. Muito simples e com um efeito belíssimo!

    Na sequência entra uma parte mais agitada onde, cenograficamente falando, não temos elementos. Na verdade temos apenas os adereços utilizados pelos atletas de ginástica e um trabalho de Lighting Design estonteante. É a parte esportiva.

    Peceberam como tudo muda do vermelho para o azul num piscar de olhos? É o poder da luz.

    Nesta parte temos o show do Akon com as modelos desfilando ao mesmo tempo. Prestem atenção na quantidade de cristais suspensos formando um grande céu estrelado sobre a platéia. E, novamente, quem faz a cenografia é o lighting design. Quando as modelos comeam a entrar, descem fios com cristais presos nas pontas sobre a boca de cena. Conforme as modelos vão esbarando nos mesmos, eles começam a balançar (dançar) suavemente ampliando ainda mais o efeito. Certamente também há um pouco de vento promovendo a movimentaçção.

    Simples e lindo!

    Após, entramos numa cenografia bastante simples com grandes árvores na boca de cena. Sobre a passarela descem lanternas. Tudo bastante étnico.

    E novamente, quem comanda o espetáculo é o Lighting design.

    Na última parte do vídeo temos novamente a participação da Katy Perry. A cenografia foi muito bem sacada: simples e linda! Mostra toda a alegria e energia, características muito fortes na marca.

    Em cada lateral do palco temos um monte de balões metalizados coloridos. No centro, um elemento bastante simples também na forma de um cachorro deitado.  Ao ser virado, aparece uma escadaria.

    De fundo, temos um trabalho muito bonito também de lighting design.

    E, promovendo a interação com a platéia, além da que as modelos já fazem, vemos os mesmos balões do palco caindo suavemente sobre a platéia.

    Por falar em platéia, vocês perceberam o layout dela? O recuo necessário para as câmeras sobre trilhos e gruas? A iluminação de segurança trabalhada de forma bastante estética fugindo dos tradicionais balizadores de piso?

    Bom é isso gente. Este show da Victoria’s Secret mostra claramente que não é necessário um cenário gigantesco, cheio de detalhes para conseguir passar o recado.

    Espero que tenham gostado.

    Abraços.