Tag: iluminação

  • O Semeador de Estrelas

    Nada como um pouco de poética para reiniciar os posts após termos rompindo os 300.000 acessos ao blog.

    Arte + luz = poesia.

    Ciência Cênica ou Cênica Ciência…

    O Semeador de Estrelas trata-se de um excelente exemplo de como a iluminação pode criar a realidade espacial, sensorial e imagética.

    Esta estátua está em Kaunas, Lituânia.

    semeador_01

    Quem passa por ela durante o dia, pode até pensar não tratar-se de mais um bronze perdido em meio à paisagem urbana, herança da época soviética, como mostra a foto acima. E também pode até notar o ato de vandalismo com a pichação na parede ao fundo. Ou melhor, pensar tratar-se de apenas mais um ato de vandalismo.

    Mas quando a noite chega, a estátua justifica seu título. Com um simples projeto de LD e cálculos precisos a cena se transforma e tudo passa a fazer sentido.

    semeador_02

    Esta é a essência do trabalho de um Lighting Designer. Esse é o diferencial entre um Lighting Designer e um simples iluminador: o seu olhar artístico sobre tudo.

    Recebi estas fotos por e-mail de meu colega de profissão Valmir Perez.

    VALEU!!!

  • Manipulação!!!!

    Calma!

    Fiquem tranquilos que não é mais uma cacetada em alguma associação ou coisa do gênero rsrsrsr

    A manipulação à qual me refiro no título deste post diz respeito à prática profissional. Na verdade, à falta desta por muitos profissionais.

    Como é comum encontrar profissionais tentando e tentando e tentando (…) atingir aquele efeito maravilhoso e não conseguem. É um tal de levanta/derruba, constrói/derruba, monta/desmonta que parece nunca ter fim.

    Seja no desenvolvimento de um produto, numa textura de uma parede, num efeito de luz ou em vãrias outras aplicações, na realidade o que falta aos profissionais é uma simples palavra: MANIPULAÇÃO!

    Manipular o que se idealiza/projeta/(argh) copia (argh) não deve ficar apenas na manipulação de papéis, lapiseiras, réguas ou mouse. De nada vai adiantar você fazer um belo desenho se desconhece como aquele material funciona na prática. Var dar errado certamente. O efeito jamais será o desejado/idealizado.

    Essa manipulação já deve começar na parte teórica, na fase de pesquisas onde você terá de conhecer – e muito bem – os materiais selecionados. Não basta apenas olhar para uma chapa de MDF revestida com BP Rovere, acha-la linda e especificar em seu projeto. Você tem de conhecer as características físico-mecânicas  destes materiais para ter a certeza de que são os ideais para o projeto.

    DoS materiaIS? Sim pois na chapa citada acima temos dois materiais básicos: a chapa de MDF e o BP que é o papel que dará a cor/textura. Mas além destes tem a cola usada para fixar o BP na chapa, a resina impregnante/isolante/acabamento…

    Você sabe diferenciar a ferragem ideal para ser aplicada numa chapa de MDP? E para uma chapa de MDF? Por falar em chapas, você sabe o que é um tamburato e para que e como pode ser aplicado?

    E se eu colocar três imagens aqui agora, você saberá dizer qual é qual rapidamente sem precisar pensar?

    Consegue identificar qual é qual?

    Pois é, assim vamos nos debatendo diariamente na elaboração dos projetos e o desconhecimento de elementos básicos como este acabam por nos forçar a usar sempre o mesmo, do mesmo modo que todo mundo e tudo fica maravilhosamente IGUAL.

    Um outro elemento importantíssimo disso é que a maioria dos profissionais amarra-se à lojas e se esquecem das fábricas. Porém é exatamente na industria de matérias primas que estão as informações fundamentais sobre os produtos. Isso sem contar que indo diretamente às fábricas você irá conhecer materiais que não estão no mercado porque o responsável pelo departamento de design da loja/grife X não gostou daquela cor, daquela textura, daquela forma, etc. E assim, muita coisa excelente fica de fora sendo utilizado apenas por poucos profissionais antenados na indústria.

    Essa manipulação (pegar, apalpar, torcer, entortar, quebrar, virar, etc) deve estar presente no dia a dia profissional de todos nós com relação a todos os materiais que utilizamos. Claro que não vamos ser loucos de quebrar ou torcer uma ferragem Roca – a não ser que teu bolso te possibilite uma excentricidade dessas.

    É assim que conseguimos atingir se não a perfeição – pois nao acredito em perfeição em projetos de arquitetura/design – ao menos um padrão de excelência.

    De início de carreira já forrei um sofácom um tecido onde tive a garantia da dona da loja (boa e reconhecida de outra cidade) de que ele aguentaria tranquilamente o fluxo da sala de espera de uma clínica. Menos de dois meses depois o tecido estava esgarçando todo. Má aplicação? Não! Tecido inadequado. Os erros? Simples: não fui beber água da fonte (indústria) e acreditei no conto da carochinha (loja). Depois dessa aprendi. Não compro tecido algum sem saber quem é o fabricante, entrar em contato e esgotar todas as minhas dúvidas técnicas/físicas sobre o tecido.

    Repito:

    ESSES CUIDADOS DEVEMOS TER COM ABSOLUTAMENTE TODOS OS ELEMENTOS DO PROJETO.

    Para não me estender demais, vamos às texturas junto com o lighting.

    Belíssimo trabalho o da imagem acima. Muitos devem estar pensando: Nossa é isso que eu queria para aquela parede, vou aplicar já no projeto.

    Tudo bem, faça como quiser. Mas se o resultado não ficar bom não venha chorar em meu ombro depois.

    Novamente pergunto: você sabe que material foi usado na parede para criar estas “ondas”? Como ele é aplicado? Pinta-se depois ou antes da aplicação? Pode ser lavado? Como é feita a limpeza? É poroso, junta pó?

    “Ah, mas eu apliquei o material e não consegui este efeito…” (carinha fazendo beicinho)

    Claro que não! Não temos apenas o revestimento da parede “trabalhando” aqui na imagem. Você chegou a perceber a iluminação? Sabe quais equipamentos (luminárias, lâmpadas, etc) foram utilizados? Você sabe dizer se o projeto acima é de lighting ou de iluminação? Você sabe dizer a abertura dos fachos das lâmpadas e outras características mais dela para se conseguir este efeito?

    “Poxa, eu fiz uns painéis estilo os da imagem acima no teto e eles estão cedendoe a iluminação não ficou bonita assim…” (novamente fazendo beicinho)

    Novamente: que material você usou? Você especificou e detalhou corretamente, de acordo com as especificações físico/mecânicas do material, o projeto? O marceneiro fez exatamente o que você projetou ou aplicou as famosas “gambiarras”? Você acompanhou a instalação para saber se ele aplicou ou não as gambiarras?

    “Sim estava tudo perfeito…” (com carinha de arrogante)

    Se estava perfeito não teria porque estar com risco de ceder e cair.

    Quanto à luz… Você alguma vez já manipulou a lampada e os equipamentos utilizados para sancas? Já brincou com esses materiais para perceber, na pratica, como funcionam e como os efeitos são atingidos? Você já ficou no chão da obra acompanhando a instalação dos sistemas de iluminação? Você tem o costume de fazer a afinação da iluminação?

    “Sim, sim, sim, sim… (já com cara de irritado) Sempre faço isso de dia quando passo na obra…”

    AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

    Meus pêsames! Nem peço desculpas pela estrondosa gargalhada.

    Luz instala-se de dia e testa-se e afina-se de noite.

    Sim DE NOITE!

    Continuando assim, é claro que nunca você irá conseguir atingir os efeitos tão desejados!

    “Ah, mas os projetos estão perfeitos, dentro das normas e especificações, tudo milimetricamente planejado e traçado…” (sem perder a arrogância,ainda…)

    Aqui é que está o ponto X.

    Não existe projeto no papel que fique perfeito no final da execução sem necessitar de ajustes “in loco”.

    Para tanto, é preciso siim sujar a sapatilha ou o Nike novinho com cimento, terra, gesso, tinta…

    É preciso levar choques, escorregar numa tábua de passagem, pagar micos na frente dos pedreiros, eletricistas, pintores, gesseiros, etc…

    É preciso ter a experiência da vivência de obra, do dia a dia da obra, da manipulação dos materiais da obra…

    É preciso saber que, na prática, pouco sabemos do que pode vir a acontecer. Todos estamos sujeitos a erros e acertos, Mas quando os erros aparecem, sempre é bom você já ter noção de como corrigi-los rapidamente.

    E isso só acontece quando o profissional tem a experiência da manipulação dos materiais.

    Pensem nisso com carinho e excelentes projetos daqui pra frente!

  • Luz, Iluminação, Lighting Design

    “A luz em si é invisível, o que vemos é o objeto iluminado e a fonte luminosa. A luz depende totalmente da matéria e reage de forma diferente com cada tipo de material”
    “Há fabricantes que copiam formas mas não outras qualidades do produto, como ótica, engenharia, cálculos, tipo de anodização, curvaturas que refletem ou dispersam a luz e a especificidade do material”
    Guinter Parschalk.

    “Isso é positivo porque dispensa o rotineiro e ajuda a conquistar avanços a cada projeto”
    “É preciso ter uma clara identificação do que e como será iluminado”
    Antônio Carlos Mingrone.

    “A integração dos projetos é fundamental”
    Gilberto Franco.

    “Algumas luminárias bonitinhas só servem para disfarçar a falta de um trabalho de luz”
    Esther Stiller.

    ETAPAS DE UM PROJETO
    Esther Stiller trabalha com três parâmetros básicos que se aplicam a todos os seus projetos, mudando apenas o peso que cada um tem conforme as necessidades do ambiente e as expectativas do usuário:
    1) O aspecto emocional, que inclui atração visual, é prioridade em espaços como lojas ou restaurantes.
    2) O conforto visual – controle de reflexos, brilhos e ofuscamento, além de cuidados com contrastes – é fundamental em locais onde as pessoas permanecem por horas seguidas.
    3) A economia de energia, que ganhou maior importância após a crise energética de 2001. Mas mesmo fora das crises, a conservação de energia é fundamental em projetos de maiores dimensões ou de grandes redes, de forma que o somatório do consumo tenha menor impacto no conjunto.

    Compreender o universo do projeto
    · Atentar para as condições de visão dos usuários
    · A linguagem luminotécnica deve ser compatível com a arquitetura
    · Observar restrições decorrentes de sistemas embutidos nos forros
    · Observar restrições decorrentes das características do meio ambiente
    · Avaliar as condicionantes de custo de implantação e de operação

    Conceber o sistema
    · Conhecer as expectativas dos usuários
    · Definir requisitos luminotécnicos segundo as funções exercidas em cada ambiente
    · Utilizar recursos da informática para prever os cenários, com perspectivas de cada ambiente
    · Definir os fachos luminosos que desenharão o cenário
    · Checar a adequação dos fachos quanto aos requisitos luminotécnicos
    · Checar a conveniência do custo unitário do equipamento ao custo global da obra
    · Checar a eficácia do equipamento segundo requisitos operacionais
    · Definir um repertório de equipamentos que possa ser aplicado em todo o projeto

    Projetar o sistema
    · Calcular o sistema somente depois de ter avaliado todas as questões anteriores

    Acompanhar a implantação do sistema
    · Etapa importante para que tudo saia conforme o esperado

    Avaliar os resultados
    · Conheça os erros e acertos na execução de um trabalho

    QUESITOS BÁSICOS
    1. Desenvolver um projeto atribuindo o devido peso a três fatores básicos: conforto visual, luminotécnica e economia de energia.

    2. Avaliar se a quantidade de luz (iluminância, medida em lux) é adequada às atividades exercidas no ambiente

    3. Promover a correta distribuição das iluminâncias no campo visual para garantir conforto ao usuário

    4. Promover o controle de brilhos de fontes luminosas e superfícies iluminadas para não causar deslumbramento (excesso de brilho que reduz a capacidade visual) e evitar reflexões veladoras
    (reflexo da lâmpada no papel ou na tela do computador)

    5. Quando o projeto exigir contrastes de luz e sombra, cuidar para que haja uniformidade de luminância sobre superfícies de trabalho, como caixa de loja ou balcão de demonstração

    6. Tomar cuidado ao trabalhar com contrastes e zonas de sombra

    Fonte: Esther Stiller

    Sugado: ArcoWEB

  • Pipe Light- São Paulo

    Este projeto da Triptyque foi realizado numa construção abandonada em São Paulo. O conceitto saiu de uma loja de móveis para fazer uma exposição temporária.

    O interessante é perceber a brincadeira entre o estilo arquitetônico do espaço e a forma utilizada na instalação: tubulações expostas por onde passam a fiação  até as luminárias. Algo meio High-Tech.

    A idéia nasceu na verdade da observação de como as eras vão tomando conta das fachadas, sua ramificação. Daí a idéia geral para a instalação.

     

  • Alguns projetos de LD pelo mundo

    Osaka Aquarium Kaiyukan, Minato Japan

    Allianz Arena, Munich

    HSBC Main Building, Hong Kong

    Conference Center, Salt Lake City Utah

    Commerzbank Tower, Frankfurt

    Hayward Gallery, London

    America’s Cup Pavilion, Valencia Spain

    Pacific Design Center, Los Angeles

    Hotel San Ranieri

  • Diagonal Hotel – Barcelona, Espanha

    Os 240 quartos e demais espaços do Diagonal Hotel em Barcelona, Espanha foram projetados por Capella Architecture.

    Percebam três pontos bem específicos:

    – mistura de técnicas de Light Design e equipamentos variados

    – mistura de materiais

    – nas áreas comuns do Hotel, o uso das formas orgânicas.

     

     

     

     

     

     

    Um belo projeto tanto de interiores quanto de lighting design.

    Visite o site do hotel e conheça mais detalhes.

  • Solar tree

    Com um desenho que remete à um buquê de flores, a Solar Tree, de autoria do designer Ross Lovegrove é alimentada com energia solar e utiliza LEDs.

    As placas fotovoltaicas encontram-se na parte superior das “pétalas” e as baterias embutidas no interior das mesmas.

    Destinada à iluminação pública, tem seu foco estético também no embelezamento urbano.

     

  • Brincando com a luz

    Tenho visto alguns lançamentos pela WEB bastante interessantes e vou compartilhar neste post alguns com vocês.

    Que tal um céu estrelado particular?

    Só seu, de ninguém mais… Ou ainda, quem sabe, no quarto de seus filhos?

    Pois é! O Laser Cosmos faz isso por você. Trabalhando com laser verde e tecnologia holográfica promove um belo efeito estrelado em suas paredes e tetos.

    Já para aqueles que não dispensam um som dançante nem mesmo na rora do banho, o Underwater Light Show é uma bela solução.

    Com tecnologia LED alimentado por pilhas, é diversão pura na hora do sua banheira ou até mesmo dentro da piscina.

    Se quer algo menos psicodélico, pode optar pela Rose Bath Lights:

    Pode ainda optar para seu banheiro pelo LavNav:

    Ou então na torneira com o Glow Flow Tap:

    Calma, pra quem não tem banheira a opção é o LED Shower Light:

    Adam Frank desenvolveu uma luminária usando um equipamento já antigo: as lamparinas a óleo. Porém usando e abusando da gostosa brincadeira de luzes e sombras chegou à Lumen.

    Fiona Jean Thompson brincando com acessórios que bem poderiam ser herança recebida da vovó, criou o candelabro a seguir:

    Potes com o sol ou a lua dentro?

    Esta é a proposta de Tobias Wong. Alimentado por energia solar, basta deixa-lo em local ensolarado que, durante o dia o pote produz uma luz amarelo-alaranjado bem proxima à luz solar. Conforme vai escurecendo e chegando a noite, o pote vai assumindo o branco azulado característico da lua.

    Já o Light Bench é a peça ideal para quem deseja dar uma cara nova, tecnológica e sustentávem ao seu jardim. Alimentado com energia solar, traz tecnologia LED RGB dentro de placas de policarbonato no assento e no encosto.

    Que tal pegar seus convidados de surpresa com um rechaud feito de gelo?

    Esta é a idéia do produto Mathmos Thaw. É uma base para vela daquelas redondinhas usadas normalmente em rechaud. Porém ele vem com uma forma interna (cilindro) que vai para o freezer onde a água formará a cúpula deste rechaud. Conforme a vela vai queimando, esta cúpula vai derretando e a água voltando para o interior da forma.

     

    Não sei se estes produtos já se encontram à venda aqui no Brasil, se alguém souber ficarei grato pela informação!

  • Festival of Lights – Berlin

    É gente, a moda está pegando mesmo e agora é a vez de Berlin nos brindar com um uma nova edição do festival de Light Design, nos mesmos padrões da Luminalle e da Lumière…

    Este já aconteceu duas vezes e agora, em sua terceira edição, será realizada entre os dias XX a XX de outubro de 2008.

    A seguir umas imagens das edições anteriores:

    Para saber mais: http://www.city-stiftung-berlin.eu/index.php

  • Leds Orgânicos

    Já havia postado aqui, bem no início deste blog uma pequena matéria sobre isso, mas vale a pena “sugar” esta da revista ABCDesign.

     

    Recebo muitas sugestões de produtos aqui para a revista. A maioria é legal, mas normal.

    Quando recebi esta sugestão da OSRAM, achei bem mais interessante. Leds Orgânicos ou OLEDS.

    Com uma nova composição para os diodos produtores de luz, os leds orgânicos mantém as qualidades de eficiência de energia, baixa voltagem e design livre de mercúrio, mas, além disso, possui algumas propriedades impressionantes: a fonte não é uma coleção de pontos de luz individuais, mas uma superfície uniforme geradora de luz.

    “Será possível usar OLEDs como fontes de luz flexíveis ou transparentes”, garante Guilherme Sartori, gerente do departamento de Semicondutores Óticos da OSRAM. “Um OLED transparente em um telhado poderá transmitir luz natural ao interior da residência durante o dia. No entanto, à noite, quando ligado, fornecerá uma iluminação artificial fascinante”.

    Outra diferença em relação à iluminação convencional é a fonte que gera luz. Graças à própria estrutura, será possível não apenas produzir OLEDs muito finos, mas também escaláveis, ou seja, manipulá-los da maneira que for mais conveniente.

    Seria possível transformá-los em telas de televisão com poucos centímetros de espessura, ou algumas divisórias e paredes poderão ser substituídas por OLEDs na nova Era das luzes.

    “Quando um funcionário de uma empresa quiser fazer uma reunião, por exemplo, poderá acender quatro paredes inteiras de luz no meio do escritório e criar uma mini-sala, sendo que as paredes serão coloridas e ninguém, do lado de fora, enxergará o seu interior”, exemplifica Sartori.

    As possibilidades vão além. Estão em estudo aplicações para estas novas fontes de luz na indústria automotiva, criando uma perfeita integração de todos os elementos que compõe a iluminação dentro do pára-brisa.

    Ou seja, bem interessante…

    Hoje, a utilização desse material ainda não é viável financeiramentea, mas a empresa acredita mas em um futuro próximo essa idéia deve se difundir. Especialistas prevêem que o mercado deve valer milhões em 2015. Quem está dando o primeiro passo para a utilização do OLED é o designer Ingo Maurer.

    Conhecido no mundo todo por utilizar a iluminação como obra de arte, o alemão apresentou no Light&Building 2008, uma das maiores feiras de iluminação do planeta, a luminária Early Futures, que tem formato de mesa e demonstra o enorme potencial dos LEDs orgânicos. Maurer utilizou placas com uma área de 132 x 33 milímetros para uma luminosidade de 1000 cd/m2 (candela por metro quadrado).

    O tempo de vida da luminária é de aproximadamente 2.000 horas. Para Maurer, “a Early Future representa um estágio importante na transição do objeto abstrato para iluminação funcional projetada”. Não há mais dúvidas, os LEDs orgânicos vieram para ficar

    Obrigada ao Rubens Nogueira (assessor da OSRAM) por ter conseguido as fotos!
    Sugado: Revista abcDesign

  • Iluminação e Arte

    Iluminar peças de Arte não se faz da mesma forma que ambientes residenciais ou comerciais. Obras de arte são objetos, em sua maioria bastante sensíveis, e devem ser tratadas com zelo e cuidados especiais.

    Toda peça de arte é confeccionada com materiais que são frágeis, delicados. A mistura luz + material na maioria das vezes acaba em resultados desagradáveis se o projetista não tiver domínio e conhecimentos sobre os efeitos negativos da luz sobre materiais.

    Este cuidado também deve ser tomado quando o projeto é para ambientes pois a luz estraga sim  os materiais sobre os quais é lançada. Quem é dono de lojas sabe bem do que estou falando: aquelas peças em exposição na vitrine que saem “queimadas” depois de um tempo em exposição.

    Dias atrás um lojista daqui me chamou para uma consultoria em sua loja de colchões. Todas as peças estavam desbotando rapidamente e naquelas onde haviam fachos concentrados, percebia-se uma marca de forma circular exatamente onde o facho de luz incidia. As lâmpadas e luminárias utilizadas em sua loja estavam deteriorando os produtos.

    Não é nada difícil encontrarmos até mesmo dentro de casa, bancadas de madeira ou pedras também com essas marcas, perda de brilho, ressecamento enfim, vários eventos que nos indicam que algo não está bom ou funcionando direito.

    Se esse tipo de dano acontece em materiais como madeiras e pedras, imagine então o que a luz não é capaz de fazer com estofados, cortinas e especialmente com os objetos de arte, com as tintas, pigmentos, tecidos…

    O que a maioria das pessoas não sabem ou não levam em consideração é o fato de que as lâmpadas emitem uma alta carga de raios UV, especialmente os UVA. Estes raios são nocivos a qualquer material –  até mesmo a nós tanto que usamos bloqueadores no verão. Porém, a moda e beleza de certas lâmpadas e luminárias acabam por direcionar facilmente ao erro projetual quando não se leva em consideração este fator ou até mesmo de técnicas e equipamentos que visam diminuir o efeito dos raios UV sobre as peças de arte.

    É, refiro-me aqui ao mesmo raio UV do sol e que temos de nos proteger especialmente no verão.

    Nas normas técnicas internacionais, os objetos de arte estão divididos em três categorias de acordo com suas características compositivas, porém vamos usar aqui uma outra mais simples:

    Pouco sensíveis: metal, pedra, vidro, cerâmica, jóias e peças esmaltadas.
    Nesses materiais não se aplica uma quantidade máxima de lux/ano, porém deve-se levar em consideração o calor radiante.

    Moderadamente sensíveis: pinturas (óleo, tempera), couros naturais, tecidos com tinturas estáveis, chifre, osso, marfim, madeiras finas e lacas.
    Para esses materiais já temos de observar que durante o ano todo as peças podem receber no máximo 150 lux (360.000 lux/hora/ano) e o calor radiado não deve atingir as peças.

    Extremamente sensíveis: pinturas (guache, aquarela e similares), desenhos, manuscritos e impressos, selos, papéis em geral, fibras naturais, algodão, seda, rendas, lã, tapeçarias, couro tingido e peles e peças da história natural.
    Para esse grupo, temos de usar no máximo 50 lux (120.000 lux/hora/ano) e também evitar o calor radiante.

    O quadro abaixo (I) tipifica com maiores detalhes os tipos de materiais e os cuidados necessários.

    Para cada categoria descrita acima, existe um nível máximo tanto de luz quanto de incidência de raios UV como se pode ver. Há também um tempo máximo de exposição anual que esses materiais suportam e que devem ser respeitados.

    O calor radiante ao qual me refiro é aquela sensação de calor que temos quando paramos embaixo de uma lâmpada, especialmente dicróicas e ARs. Para verificar se a iluminação de sua obra está correta quanto a isso, basta colocar a sua mão sobre a superfície da mesma. Se sentir calor em sua pele, apague a luz e reveja o projeto luminotécnico, pois certamente a sai obra está sendo danificada pela iluminação.

    Quem já visitou museus entende perfeitamente o que coloco aqui. Os museus tinham até um tempo atrás um período de visitação curto que mal dava para vermos tudo ou quando chegavamos a alguma peça, a mesma já está com a luz apagada. Isso se devia àquele tempo máximo de exposição anual colocado acima. (120.000 lux/hora/ano). Eles tinham de dividir essa radiação máxima anual pelo tempo de exposição diária. Assim chegavam ao tempo máximo de exposição possível sem que a luz viesse a danificar as peças.

    Para entenderem melhor esta parte sobre lux/hora/ano vou colocar aqui alguns exemplos:

    Uma obra em guache, da categoria Extremamente Sensíveis: ela pode ficar exposta com a luz incidente por no máximo 4 semanas/ano ou 12.000 lux/hora/ano.

    Uma obra à óleo, da categoria Moderadamente Sensíveis: poderá ficar exposta 10 semanas/ano ou receber 42.000 lux/hora/ano.

    Uma escultura em madeira, da categoria Pouco Sensíveis: poderá permanecer exposta à luz por 20 semanas ou receber 84.000 lux/hora/ano.

    E um detalhe importantíssimo: os casos acima referem-se às normas para museus e galerias de arte onde a aplicação de filtros que reduzem a radiação UV são obrigatórios pela inexistência de equipamentos adequados.

    Hoje, estes mesmos equipamentos utilizados pelos museus e galerias de arte estão num ponto tal de tecnologia que vemos alguns museus e galerias abertos praticamente 24 horas por dia. Esta mesma tecnologia pode e deve ser usada em residências e espaços comerciais onde existam peças de arte expostas.

    Para uma melhor compreensão das novas tecnologias vou seccionar os equipamentos:

    Lâmpadas (fontes de luz): hoje já dispomos de lâmpadas ou fontes de luz que não emitem a radiação UV. Porém são materiais ainda caros e na maioria das vezes tem de ser importados. As mais fáceis de encontrarmos são as dicroleds (dicróicas com leds) que tem emissão zero de UV. Mas a Osram está com uma nova linha de lâmpadas halógenas (linha energy saver) que tem emissão zero de raios UV e quase zero de calor. Há ainda a fibra óptica. Porém tem de ser aplicado na base (fonte de luz) um filtro.

    Lentes: as lentes foram desenvolvidas primeiramente para colorir (disco de cor) e posteriormente para aplicações técnicas em museus (filtros). São discos que podem ou não alterar a cor da luz, mas que tem em sua composição – ou aplicado à superfície – uma camada de PVB que reduz ou bloqueia a radiação UV.

    Luminárias: existem varias que já prevêem a instalação de filtros e lentes mas a maioria das comuns – estas que você tem em sua casa – não podem ser adaptadas para receber este tipo de complemento. Existem algumas que já tem em seu espelho refletor filmes ou outros revestimentos que absorvem a radiação UV.

    É fácil percebermos que os museus e galerias estão mudando seus projetos luminotécnicos. Para um leigo pode parecer que o trabalho foi apenas estético, mas na realidade eles vem sendo desenvolvidos para eliminar os riscos às peças. Hoje os grandes museus e galerias tem optado pelo uso dos LEDs ou da fibra óptica seja por sua qualidade na reprodução de cores ou pela emissão zero de radiação.

    E esta tecnologia toda já está disponível também para os espaços residenciais e comerciais.

    Um fator muito importante que é preciso ressaltar aqui é que se o seu projeto luminotécnico não foi desenvolvido tomando estes cuidados procure apagar as luzes que incidem sobre as peças. Deixe para acendê-las apenas quando você recebe visitas ou, no caso de ambientes comerciais, aplicar um sensor de presença que fará a luz acender somente quando alguém estiver próximo à peça. Com isso você irá garantir uma vida mais longa à tua obra de arte diminuindo os riscos de perda ou dano.

    Mas lembre-se que mesmo assim, a troca das lâmpadas e equipamentos normais por estes especiais é essencial.

    Outro fator bastante comum são os reflexos que ocorrem sobre a superfície das peças. Este erro acontece já na fase do projeto onde o ângulo de incidência não foi corretamente calculado ficando muito acima ou abaixo dos 30° no caso de telas em paredes.

    Já em peças tridimensionais temos de levar em consideração que a mesma necessidade de no mínimo três focos de luz para que a mesma apareça como realmente é. Se colocamos apenas um foco superior temos uma visão bastante dramática com pontos de muita luz e outros de sombra total. Se colocamos um ponto atrás da peça, ao observarmos pela frente veremos a silhueta da peça e perderemos toda a textura. Se colocarmos um frontal teremos uma frente acesa e o resto apagado com uma luz chapada que nos faz perder a sensação de volume.

    O ideal neste caso é adotarmos uma iluminação triangular onde temos uma luz de fundo fraca, uma superior forte e uma frontal fraca que servirá para preenchimento. Ou então optamos pelo sistema utilizado em estúdios de TV onde temos a luz de fundo e dois pontos frontal-lateral que banhará a peça por igual porém sem deixar a sensação de chapada.

    Uma outra opção é deixar o objeto de arte ser banhado indiretamente pela luz do ambiente sem ter um foco direto sobre o mesmo. E colocar um foco direto para ser aceso apenas quando há visitas, por exemplo.

    Outra ponto muito importante que não posso deixar de ressaltar é a influência da luz sobre as cores. As lâmpadas tem duas características que precisam ser observadas neste ponto: IRC (índice de reprodução de cor e a TC (temperatura de cor). O IRC diz a capacidade de fidelidade na reprodução das cores dos elementos iluminados. Quanto mais próximo do 100 mais corretas e reais serão as cores do elemento iluminado. A TC diz respeito àquela tonalidade da luz que vai do amarelo âmbar (quente) até o branco azulado (fria). O ideal neste caso é utilizar uma lâmpada o mais neutra possivel, com TC proximo dos 4000K (kelvin). É a mais próxima da luz do dia. Com estes cuidados, o seu vermelho nao irá virar laranja ou roxo por exemplo.

    Se você tem condições de alterar o seu projeto de Light Design faça-o o quanto antes. Caso contrário, procure uma consultoria com um profissional de Light Design para verificar como você pode diminuir os efeitos nocivos da luz sobre as suas obras de arte.

    Saudações iluminadas!!!

    Paulo Oliveira

     
    Quadro I – Categorias Moderadamente Sensíveis e Extremamente Sensíveis

    CAT 1 / Materiais: pastéis, cores sensíveis ou de origem desconhecida, aquarelas, guache, tintas de impressão, tintas orientais, papéis tingidos, objetos tingidos da história natural, fotografias coloridas antigas e polaróides, sépias, tintas amarelas e vermelhas de origem desconhecida e qualquer produto similar de origem ignorada.
    ISO 1, 2 e 3 / Pigmentos: laca amarela, pretos complexos, tinturas vegetais e índigo em algodão, índigo em aquarelas, quercina, carmim, aquarelas em papel, açafrão, azul flor-do-dia, vermelho curtume.

    CAT 2 / Materiais: polpa de madeira, papéis de baixa gramatura, fotografias com revelação a base de prata, slides coloridos modernos, cybachromes, fotografias coloridas da década de 90 em diante.
    ISO 4, 5 e 6 / Pigmentos: tinturas tradicionais, vermelhão, amarelo índio, principais vermelhos brilhantes (carmim, alizarina e garança).

    CAT 3 / Materiais: papel de jornal de ótima qualidade, tintas à base de carbono, grafite, carvão, pigmentos de terra (ocres, óxido de ferro), giz, lápis vermelho, marrom, preto, crayons, foto P&B, gelatinas fotográficas, processos fotográfico com banho de ouro, selênio e outros processos permanentes, plásticos, polietileno e resinas sintéticas.
    ISO 7 e 8 / Pigmentos: aquarelas, guaches e pastéis modernos e de alta qualidade, cádmio vermelho moderno, ultramarino, amarelo, amarelo cobalto, índigo e garança em lã.

     

    Texto desenvolvido a partir da apostila “Iluminação de Museus, Galerias e Objetos de Arte” do professor Luís Antônio Greno Barbosa, da Universidade Estácio de Sá – RJ.

     

  • Quer estudar mais sobre Lighting Design?

    Então aproveite a lista abaixo das enidades que oferecem cursos aqui no Brasil.

    Acesse o site e entre em contato:

    LAC – Lighting Application Center
    São Paulo
    Tel: 11 2125-0606
    http://www.luz.philips.com

    Curso de Luminotécnica Osram
    São Paulo
    Tel: 0800 55 7084
    sac@osram.com.br

    Ceilux
    Minas Gerais
    Tel: 31 3221-4818
    http://www.ceilux.com.br
    cursos@ceilux.com.br

    AEA – Academia de Engenharia e Arquitetura
    São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e outras.
    Tel: 11 2626-0101 / 11 3739-0901
    http:// www.aeacursos.com.br

    Instituto de Iluminação GE
    Rio de Janeiro
    Tel: 0800 78 7843
    falecom@ge.com

    Cursos de Atualização Profissional da Câmara de Arquitetos e Consultores
    São Paulo
    Tel: 11 3868-3090
    http://www.camaradearquitetos.com.br

    Assoc. Bras. de Ensino de Arquitetura e Urbanismo
    Brasília – DF
    Tel: 61 340-0223
    http://www.abea-arq.org.br
    abea.arq.urb@uol.com.br

    FUPAM – Fundação para a Pesquisa Ambiental / USP – Universidade de São Paulo
    Cursos de Especialização em Conforto Ambiental e Conservação de Energia, Introdução à Iluminação Artificial de Edifícios, O Uso Eficiente do Vidro na Arquitetura, entre outros.
    São Paulo
    Coordenadora Geral dos Cursos – Cláudia Moreira
    Tel: 11 3091-4566 / 3819-4999
    http://www.fupam.com.br
    claudia@fupam.com.br

     

    Pós Graduação

    :: BRASIL

    ILUMINAÇÃO APLICADA – ARTE, ARQUITETURA E ENGENHARIA
    Coordenação: Eng. Carlos Russo e Eng. Prof. João Gabriel Pereira de Almeida
    Locais: Belo Horizonte (MG); Campinas (SP); Caxias do Sul (RS); Curitiba (PR); Fortaleza (CE); Manaus (AM); Marabá (PA); Palmas (TO); Ribeirão Preto (SP); São José dos Campos (SP); São Paulo (SP); e Vitória (ES).
    Pré-requisitos: Formação superior. São admitidos 10% de alunos sem diploma superior ou com curso superior em fase final, mediante análise curricular.
    Duração: 18 meses
    Formato: Sextas-feiras, das 18 às 23 horas; sábados das 8 às 18 horas; e domingos das 8 às 13 horas; um final de semana por mês.
    Informações: contato@ciadoscursos.com.br, (11) 3385-3015, (54) 3027-2020 ou www.ciadoscursos.com.br

    DESIGN DE LUMINÁRIAS
    Coordenação: Luís Emiliano Costa Avendaño (mestre em Gestão do Design, proprietário da Leca Design & Comunicação).
    Local: São Paulo (SP)
    Pré-requisito: formação em curso superior
    Observação: Se o aluno não for graduado e tiver interesse em cursar alguns módulos, receberá certificado de extensão universitária.
    Duração: 18 meses
    Formato: duas vezes por semana, 8 horas semanais
    Informações: (11) 3667-4000 e 3826-6734
    pos@oswaldocruz.br
    Faculdades Oswaldo Cruz – www.oswaldocruz.br

    ENGENHARIA DE ILUMINAÇÃO
    Coordenação: Públio Mello (engenheiro eletricista eletrônico, professor universitário e diretor do CEASEG – Centro de Cursos Livres).
    Locais: Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Teresópolis (RJ). Demais localidades, consultem a coordenação.
    Pré-requisito: formação em curso superior
    Duração: 18 meses
    Formato: um final de semana por mês
    Informações: (21) 2482-4045
    publio.mello@gmail.com
    Universidade Castelo Branco – www.castelobranco.br

    PROJETOS DE ILUMINAÇÃO
    Coordenação: Ricardo Lopes (lighting designer – especialista em docência superior em fundamentos e práticas educativas pela Universidade Estácio de Sá).
    Local: Rio de Janeiro (RJ)
    Pré-requisito: formação em curso superior
    Duração: 14 meses (360 horas/aula)
    Formato: terças e quintas-feiras, das 19 às 22 horas
    Informações: (21) 3410-7400
    iluminacao@estacio.br
    Universidade Estácio de Sá – http://www.estacio.br/posgraduacao/cursos/arquitetura/pro_ilu.asp

    APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL EM ILUMINAÇÃO ARQUITETURAL
    Coordenação: Ricardo Lopes (lighting designer – especialista em docência superior em fundamentos e práticas educativas pela Universidade Estácio de Sá).
    Local: Rio de Janeiro (RJ)
    Pré-requisito: formação em curso superior e/ou pós-graduados em Projetos de Iluminação.
    Duração: 7 meses (180 horas/aula)
    Formato: terças e quintas-feiras, das 19 às 22 horas
    Informações: (21) 3410-7400
    iluminacao@estacio.br
    Universidade Estácio de Sá – www.estacio.br

    ILUMINAÇÃO E DESIGN DE INTERIORES
    Coordenação: Jamile Tormann (arquiteta, lighting designer, pós-graduada em Iluminação e Designer de Interiores pela UCB – RJ, com Licenciatura Plena em Artes – Habilitação em Artes Visuais pela FADM-DF, e autora do livro “Caderno de iluminação: arte e ciência”).
    Locais: Porto Alegre ( RS), Florianópolis (SC), Curitiba ( PR), São Paulo ( SP), Campo Grande (MT), Cuiabá ( MS), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Goiânia ( GO), Palmas ( TO), Belém (PA), Rio Branco (AC), Natal ( RN), Manaus ( AM), Recife (PE) e Salvador (BA).
    Pré-requisito: Formação em curso superior.
    Duração: 1 ano e oito meses
    Formato: sextas-feiras, das 18 às 23 horas; sábados das 8 às 19 horas; e domingos das 8 às 13 horas (sendo um fim de semana por mês)
    Informações: (62) 3945-5050
    cursos@ipoggo.com.br
    Universidade São Marcos em parceria com o IPOG – Instituto de Pós-Graduação – www.ipoggo.com.br

    ILUMINAÇÃO
    Coordenação: José Luiz Galvão (arquiteto/ FAU-UFRJ e Master of Sciences / The Pennsylvania State University)
    Local: Rio de Janeiro (RJ)
    Pré-requisito: formação em curso superior
    Duração: 13 meses
    Formato: terças e quintas, das 18h20 às 21h10
    Informações: (21) 3325-2333 ramal 153
    arquiteturadeiluminacao@gmail.com / luz@uva.br
    Universidade Veiga de Almeida – www.uva.br

    ESPECIALIZAÇÃO LATO-SENSU EM ILUMINAÇÃO NATURAL E ARTIFICIAL NO AMBIENTE CONSTRUÍDO
    Coordenação: Marcelo de Andrade Romero (professor titular, doutor e mestre em Estruturas Ambientais e Urbanas) e Márcia Peinado Alucci (professora, doutora e mestre em Arquitetura e Urbanismo)
    Local: São Paulo (SP)
    Duração: 476 horas
    Formato: segundas, terças e quartas-feiras, das 19h às 23 horas
    Informações: (11) 3819-4999, claudia@fupam.com.br ou camila@fupam.com.br
    Fundação para a Pesquisa Ambiental – www.fupam.com.br

    EXTERIOR

    Alemanha

    Universidade de Ciências Aplicadas de Hildesheim (Hildesheim)
    www.fh-hildesheim.de

    Universidade de Wismar (Wismar)
    www.hs-wismar.de

    Argentina

    Universidade Nacional de Tucumán (San Miguel de Tucumán)
    www.herrera.unt.edu.ar

    6ª EDIÇÂO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÂO EM MEIO AMBIENTE E ILUMINAÇÂO EFICIENTE (MAVILE)
    Local: Tucumán (Argentina)
    Duração: 400 horas
    Datas: 4 de Março – 30 de Junho de 2008
    Informações: ilum@herrera.unt.edu.ar (PDF)
    Universidade Nacional de Tucumán – www.herrera.unt.edu.ar

    Estados Unidos

    Instituto Politécnico Rensselaer (Troy, Nova York)
    www.lrc.rpi.edu

    Parsons Escola de Design (Nova York, NY)
    www.parsons.edu/aidl

    Universidade de Nebraska-Lincoln (Omaha, Nebraska)
    www.ae.unomaha.edu

    Inglaterra

    The Barlett (Londres)
    www.bartlett.ucl.ac.uk

    Itália

    Instituto Europeo di Design (Milão)
    www.ied.it

    Università Degli Studi di Roma La Sapienza (Roma)
    www.uniroma1.it
    www.masterlighting.it

    México

    Universidade Nacional Autônoma do México (Cidade do México)
    www.unam.mx

    Suécia

    Royal Technical College Haninge (região metropolitana de Estocolmo)
    www.kth.se

     

  • Planeje seu Espaço Profissional

    A maioria das pessoas passa cerca de um terço de suas vidas trabalhando e poucas são aquelas que têm consciência do quanto é importante que o ambiente de trabalho possua algumas características que podem ser determinantes para a sua saúde. A configuração do ambiente pode afetar diretamente o bem-estar tanto físico quanto emocional das pessoas, determinando até o seu desempenho profissional. São vários os fatores que influenciam a qualidade do ambiente e eles devem ser levados em consideração no momento de escolher o lugar onde se pretende permanecer por um período tão longo de tempo.

    O planejamento do local de trabalho deve contemplar uma boa iluminação, ambiente arejado, espaço suficiente para que a circulação ocorra sem dificuldades, ausência de odores fortes, baixo nível de ruídos, temperatura agradável, além de condições de segurança. Estes são itens básicos para se começar a criar um ambiente favorável ao bom desempenho no trabalho.

    Também é importante que o mobiliário e os equipamentos atendam adequadamente às necessidades de cada tipo de trabalho e sejam ergonomicamente projetados, oferecendo conforto, de modo a proporcionar uma boa postura e mobilidade ao longo do dia. A beleza visual, por sua vez, ajuda a proporcionar a sensação de bem-estar que se espera sentir num local onde se permanece tantas horas durante o dia. O local de trabalho deve ser pensado como um sistema cujos elementos se inter-relacionam de tal modo a produzir o equilíbrio do todo.

    É preciso atentar, também, para as cores que serão utilizadas porque nosso sistema nervoso reage a elas, afetando diretamente o humor. Escolhe-se a cor mais adequada a cada ambiente em função da resposta que se deseja provocar nas pessoas em termos de comportamento. Não é por acaso que os projetistas das grandes redes de lanchonetes escolhem o amarelo, o laranja e o vermelho. Eles sabem que essas cores são estimulantes e produzem o efeito de ativar a impulsividade. O resultado é que os indivíduos tornam-se mais propensos a reagir compulsivamente ao produto que estiver sendo oferecido ali. Em outras palavras, a comprar.

    Por outro lado, os funcionários que permanecem o dia todo expostos a um ambiente carregado de cores vivas, têm seus centros nervosos continuamente excitados. O resultado é negativo para sua saúde porque provoca irritabilidade, estresse e apatia, além de outras consequências.

    Em vista disso, deve-se optar por tons que tendem à neutralidade, por não interferirem tanto no humor. Tons suaves do lilás, verde, azul, rosa e laranja-claro podem ser usados porque, além de alegres, são aconchegantes. O verde claro tem efeito calmante e é altamente recomendado para ambientes terapêuticos, como hospitais e clínicas. Já o cinza, o preto e o marrom escuros tendem a provocar um efeito depressivo e devem, portanto, ser evitados.

    O branco vai bem com qualquer ambiente e possui a vibração de todas as cores. Ele ilumina e amplia o ambiente, mas, em excesso, tende a produzir efeito desestimulante, entediante. As cores mais fortes e impactantes devem ser reservadas para pequenas áreas ou para os acessórios, complementando a decoração com um pequeno toque de contraste, nunca nas paredes, piso ou teto.

    Quando o conjunto dos elementos com os quais interagimos cotidianamente é adequado, desenvolvemos uma predisposição positiva para trabalhar e isto se reflete na produtividade. O processo que gera essa predisposição, embora inconsciente, é o responsável pela fácil fluidez no desempenho das tarefas no dia-a-dia. Isso ocorre porque, num ambiente favorável, não desperdiçamos nossa energia para destacar dificuldades, reclamando de condições insatisfatórias.

    Situações de baixa interferência externa negativa fazem com que toda a energia disponível seja canalizada para a atividade na qual se está concentrando. Condições favoráveis de trabalho levam o indivíduo a tornar-se o único responsável pelo seu desempenho. Ele não é alimentado com nenhum argumento que justifique uma má performance, de modo que fica desimpedido, livre para dar o melhor de si. Se estiver se sentindo devidamente aparelhado para realizar um bom trabalho, ele buscará em si mesmo as razões de suas falhas ou fracassos, quando – e se – ocorrerem.

    Um bom desempenho no trabalho interessa a ambos, empregado e empregador. A este pelas razões óbvias, relacionadas a lucro; àquele, pelo aumento de sua auto-estima, conseqüência do sentimento de auto-gratificação, além do reconhecimento externo.

    Há, evidentemente, muitos outros fatores que exercem influência importante sobre o sentimento de bem-estar, de satisfação pessoal e, por conseqüência, em produtividade no trabalho e não devem de forma alguma ser desconsiderados. O aspecto físico do ambiente de trabalho, porém, precisa ser elevado à categoria de elemento determinante do humor e pré-disposição. E, embora seja verdade que quase todo mundo prefere trabalhar num lugar bonito e bem decorado, isso só não basta: a adequação dessa estética às necessidades das pessoas que ali permanecerão tem que estar em primeiro lugar.

    A falta de planejamento e o descuido com o ambiente de trabalho podem gerar conseqüências nefastas sobre a vida das pessoas, porque, ao desprazer, se associa diretamente a desmotivação, abrindo um perigoso caminho para o estado depressivo, que hoje é responsável por um número enorme de afastamentos do trabalho.

    Também outras patologias estão diretamente ligadas à falta de planejamento e ao uso inadequado de equipamentos, como é o caso da DORT – Disfunção Osteomolecular Relacionada ao Trabalho, mais popularmente conhecida como LER, cuja principal causa é o esforço repetitivo associado às más condições de trabalho, como postura inadequada, excesso de horas numa mesma posição, fadiga mental e/ou muscular e estresse.

    Artigo elaborado a partir de entrevista concedida pela autora à Revista Espaços Profissionais, Editora Online, que originou a matéria especial intitulada “Motivação: Item Fundamental”. A íntegra da entrevista foi publicada na revista Espaços Profissionais, Ano 2 – n? 6

    Mariuza Pregnolato Tanouye é psicóloga clínica com especialidade em Psicologia Analítica e Terapia Corporal. Escreve crônicas, artigos e trabalhos científicos, ministra palestras e cursos. Atende em seu consultório à Av. Paulista 1159, conj. 1512 e pode ser contatada pelo telefone 11 – 3253 0384. E-mail: mptanouye@hotmail.com
    Fonte – Artigos.com

  • Tijolos com fibra ótica

    Arquiteto húngaro desenvolveu um tijolo com fibra ótica transversal que quando tem a incidência da luz natural transfere esta luz para seu interior projetando imagens na parede de acordo ao visual externo.
    sugado: blog da ABIL
  • Iluminação com energia solar

    O Sol: uma mega-usina de energia logo ali
    Em apenas 1 hora o Sol despeja sobre a Terra uma quantidade de energia superior ao consumo global de um ano inteiro. Energia gratuita, renovável e não poluente.
    Então porque não aproveitá-la?
    Diferente dos aquecedores solares de água comuns hoje em dia, o efeito fotovoltaico transforma a energia luminosa proveniente do Sol em eletricidade para abastecer lâmpadas, TVs, bombas e quaisquer outros equipamentos elétricos.

    A crescente demanda global por energia e a importância do impacto das políticas energéticas sobre a sociedade e, principalmente sobre o meio ambiente criam a necessidade de optarmos por uma fonte de energia que possa abastecer a humanidade de forma inesgotável e que possa servir de base para um desenvolvimento sustentável. Com isso, iniciou-se também a pesquisa e o desenvolvimento de produtos ecologicamente corretos e eco-sustentáveis.

    Como funciona

    O efeito fotovoltaico começou a ser pesquisado em 1954 por cientistas da área espacial que buscavam uma forma eficiente de fornecer energia aos equipamentos dos satélites colocados em órbita. Desde então a energia solar fotovoltaica tem se desenvolvido de forma espetacular e se faz cada vez mais presente em regiões onde a rede elétrica convencional não chega ou não é confiável.
    A Energia Solar Fotovoltaica é a energia da conversão direta da luz em eletricidade (Efeito Fotovoltaico). O efeito fotovoltaico é o aparecimento de uma diferença de potencial nos extremos de uma estrutura de material semicondutor, produzida pela absorção da luz. A célula fotovoltaica é a unidade fundamental do processo de conversão.

    Atualmente o custo das células solares é um grande desafio para a indústria e o principal empecilho para a difusão dos sistemas fotovoltaicos em larga escala. Porém, a tecnologia fotovoltaica está se tornando cada vez mais competitiva, tanto porque seus custos estão decrescendo. Hoje já encontramos equipamentos com preços bastante acessíveis e, em alguns casos, mais baixos que os de equipamentos convencionais.
    O atendimento de comunidades isoladas tem impulsionado a busca e o desenvolvimento de fontes renováveis de energia. No Brasil, por exemplo, 15% da população não possui acesso à energia elétrica. Coincidentemente, esta parcela da população vive em regiões onde o atendimento por meio da expansão do sistema elétrico convencional é economicamente inviável. Trata-se de núcleos populacionais esparsos e pouco densos, típicos das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
    No Brasil a geração de energia elétrica por conversão fotovoltaica teve um impulso notável, através de projetos privados e governamentais, atraindo interesse de fabricantes pelo mercado brasileiro. A quantidade de radiação incidente no Brasil é outro fator muito significativo para o aproveitamento da energia solar.

    Quais as vantagens desta tecnologia ?
    A Energia Solar apresenta inúmeras vantagens, principalmente em onde o sol é soberano na maioria das regiões:
    • É uma energia limpa: não gera nenhum tipo de poluição.
    • Instalação muito simples: não necessita assistência técnica.
    • Mínima manutenção: não há desgaste dos módulos ou placas solares.
    • Vida útil dos módulos comprovadamente superior a 25 anos.
    • Não consome combustíveis.
    • Permite sua autosuficiência energética.
    • Sem conta de luz, o sol é grátis!

    Tanto nos EUA, como na Europa, o desenvolvimento subsidiado da Energia Solar está trazendo a um número crescente de pessoas a certeza de que há uma saída econômica e consciente para a questão energética através da autosuficiência e independência proporcionadas por esta tecnologia.
    Graças à explosão da demanda verificada nos últimos anos, existem nesses países diversas organizações, grupos de usuários e revistas especializadas em geração independente de energia.

    A Energia Solar é aplicável em quaisquer circunstâncias
    Graças a sua modularidade, portabilidade e simplicidade de instalação, a Energia Solar pode ainda ser aplicada a diversas outras áreas de atividade:
    • Repetidoras remotas de rádio e TV.
    • Telefonia Celular convencional ou por satélite (Iridium ou Globalstar).
    • Camping, motor-homes e barcos de passeio.
    • Dessalinização de água.
    • Iluminação pública.
    • Sinalização marítima.
    • Abastecimento de campos avançados militares e científicos.
    • Até robôs em Marte.
     Jangada com orelhão celular em Maceió: Teleja

    Fontes:
    http://www.energia-solaris.com/iluminacao-energia-solar.html
    http://www.ecoviagem.com.br/fique-por-dentro/noticias/ambiente/tecnologias-limpas-e-energias-renovaveis/a-energia-solar-esta-ficando-barata-e-iluminacao-em-leds-fara-parte-do-futuro–6917.asp
    http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./energia/index.html&conteudo=./energia/solar.html

     

  • Pista produz eletricidade em danceteria ecológica

    Ir à uma discoteca e ao mesmo tempo contribuir para o desperdício de energia. Este é o princípio de uma discoteca que abrirá as portas em Roterdam, Holanda, em setembro, e que no último final de semana começou a fazer apresentações em cidades européias para difundir a idéia da pista de dança sustentável.

    A Sustainable Dance Club funciona com a própria energia do movimento do corpo dos freqüentadores do lugar. Enquanto as pessoas dançam, ao som de DJs, um sistema sob o assoalho capta a energia gerada pelo movimento na pista e conduz até um gerador que a transforma em eletricidade e na iluminação do estabelecimento.

    O projeto, que já funciona como um evento itinerante, inclui abastecimento dos banheiros com água da chuva, paredes que mudam de cor numa reação ao calor e turbinas de vento para arejar o terraço.

    A idéia tem contribuído bastante para a economia de energia. Uma danceteria, que funciona três vezes por semana, gasta por ano até 150 vezes mais energia elétrica que um lar. Em função do sucesso do projeto, os idealizadores do clube estão tentando empreender novas danceterias sustentáveis em Nova York, Londres, Amsterdã e Merlbourne.

    A danceteria sustentável é um conceito de duas organizações: Enviu – Innovators in sustainability e a empresa de arquitetura Döll.

    A primeira exibição foi em Paris, no dia 19 de abril, durante o Salão do Planeta Sustentável. Centenas de pessoas foram testar o princípio e acompanhar a transformação da energia em eletricidade.

    O custo de instalação de uma pista ecologicamente correta como essa é alto: 3,5 mil euros (R$ 9,2 mil) o metro quadrado. Mas o idealizador da engenhoca garante que, a longo prazo, a economia compensa, especialmente sob o ponto-de-vista da consciência ambiental.

    “O gasto com energia é um dos mais expressivos em um estabelecimento noturno. Se der para economizar e ainda poupar o meio ambiente, melhor para todo mundo”, explica o idealizador do projeto, Daan Roosegaarde.

    A pista de dança pode produzir de entre quatro a oito watts por segundo em cada 65cm² de espaço. Para uma discoteca pequena, com 6m² de pista de dança, por exemplo, a produção de energia seria de entre 400 e 700 watts, dependendo, evidentemente, da animação do público.

    “A expectativa é de que, para a inauguração da boate, a energia produzida seja capaz de alimentar também a aparelhagem do DJ, além das luminárias. Esperamos que acima de tudo os jovens adquiram mais consciência sobre o quanto eles podem colaborar com a preservação da natureza, mesmo quando pensam estar só se divertindo e fazendo festa”, disse o holandês, que conta com o auxílio da Universidade Tecnológica de Delft para desenvolver o projeto, além do apoio de diversas empresas holandesas públicas e privadas.

    A reciclagem da energia não é a única iniciativa do clube – que será apropriadamente chamado de Watt − para conscientizar os jovens. Para os toaletes, será utilizado um sistema de renovação da água da chuva, capturada no telhado.

    Antes, porém, a água ainda faz uma participação na decoração do ambiente, passando por uma parede de cascata. Até mesmo os copos de plástico serão lavados e reutilizados várias vezes durante a noite. Para isso, os freqüentadores do local receberão um suporte de copos reciclável − para que não os danifiquem durante o uso.

    A danceteria terá capacidade para duas mil pessoas e tem inauguração prevista para o dia 4 de setembro. Até lá, os organizadores pretendem difundir a idéia nas principais capitais européias em salões e exposições de meio ambiente. O próximo evento será no dia 30 de abril, durante a “Festa da Rainha”, tradicional na Holanda e que normalmente deixa um rastro de sujeira plástica para trás.

    Da redação, com agências www.portallumiere.com.br