Tag: lighting

  • O Semeador de Estrelas

    Nada como um pouco de poética para reiniciar os posts após termos rompindo os 300.000 acessos ao blog.

    Arte + luz = poesia.

    Ciência Cênica ou Cênica Ciência…

    O Semeador de Estrelas trata-se de um excelente exemplo de como a iluminação pode criar a realidade espacial, sensorial e imagética.

    Esta estátua está em Kaunas, Lituânia.

    semeador_01

    Quem passa por ela durante o dia, pode até pensar não tratar-se de mais um bronze perdido em meio à paisagem urbana, herança da época soviética, como mostra a foto acima. E também pode até notar o ato de vandalismo com a pichação na parede ao fundo. Ou melhor, pensar tratar-se de apenas mais um ato de vandalismo.

    Mas quando a noite chega, a estátua justifica seu título. Com um simples projeto de LD e cálculos precisos a cena se transforma e tudo passa a fazer sentido.

    semeador_02

    Esta é a essência do trabalho de um Lighting Designer. Esse é o diferencial entre um Lighting Designer e um simples iluminador: o seu olhar artístico sobre tudo.

    Recebi estas fotos por e-mail de meu colega de profissão Valmir Perez.

    VALEU!!!

  • PHILIPS – Cursos 2009

    A Philips disponibilizou a agenda para o segundo semestre de 2009 de cursos de Iluminação.

    Confira a agenda:

    CURSOS PRESENCIAIS:

    Setembro/ 2009
    Data
    01 Princípios Básicos de Iluminação 120,00
    02 Iluminação de Escritórios – Conceitos e Tecnologias 120,00
    15 Cálculos e Projetos – Método dos Lúmens 120,00
    16 LED – Tecnologia, Produtos e Aplicações 120,00
    17 Iluminação Residencial 120,00

    Outubro/ 2009
    Data
    06 Princípios Básicos de Iluminação 120,00
    07 LED – Tecnologia, Produtos e Aplicações 120,00
    27 Princípios Básicos de Iluminação 120,00
    28 Iluminação de Lojas – Conceitos e Tecnologias 120,00

    Novembro/ 2009
    Data
    11 Princípios Básicos de Iluminação 120,00
    18 LED – Tecnologia, Produtos e Aplicações 120,00
    19 Iluminação Residencial 120,00

    Dezembro/ 2009
    Data
    01 Princípios Básicos de Iluminação 120,00
    02 LED – Tecnologia, Produtos e Aplicações 120,00

    CURSOS ONLINE:

    SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO – TECNOLOGIAS E APLICAÇÕES – grátis
    CÁLCULOS E PROJETOS – MÉTODOS DOS LÚMENS – 60.00
    A QUALIDADE DE ILUMINAÇÃO EM ESCRITÓRIOS – 60.00
    A Qualidade de Iluminação em Indústrias – 60.00

    CONTATOS E MAIORES INFORMAÇÕES:

    Localização do LAC em São Paulo:

    Rua Verbo Divino, 1400 – Chacara Sto. Antonio

    Maiores informações: clique aqui

    Fale com o LAC: clique aqui

  • Manipulação!!!!

    Calma!

    Fiquem tranquilos que não é mais uma cacetada em alguma associação ou coisa do gênero rsrsrsr

    A manipulação à qual me refiro no título deste post diz respeito à prática profissional. Na verdade, à falta desta por muitos profissionais.

    Como é comum encontrar profissionais tentando e tentando e tentando (…) atingir aquele efeito maravilhoso e não conseguem. É um tal de levanta/derruba, constrói/derruba, monta/desmonta que parece nunca ter fim.

    Seja no desenvolvimento de um produto, numa textura de uma parede, num efeito de luz ou em vãrias outras aplicações, na realidade o que falta aos profissionais é uma simples palavra: MANIPULAÇÃO!

    Manipular o que se idealiza/projeta/(argh) copia (argh) não deve ficar apenas na manipulação de papéis, lapiseiras, réguas ou mouse. De nada vai adiantar você fazer um belo desenho se desconhece como aquele material funciona na prática. Var dar errado certamente. O efeito jamais será o desejado/idealizado.

    Essa manipulação já deve começar na parte teórica, na fase de pesquisas onde você terá de conhecer – e muito bem – os materiais selecionados. Não basta apenas olhar para uma chapa de MDF revestida com BP Rovere, acha-la linda e especificar em seu projeto. Você tem de conhecer as características físico-mecânicas  destes materiais para ter a certeza de que são os ideais para o projeto.

    DoS materiaIS? Sim pois na chapa citada acima temos dois materiais básicos: a chapa de MDF e o BP que é o papel que dará a cor/textura. Mas além destes tem a cola usada para fixar o BP na chapa, a resina impregnante/isolante/acabamento…

    Você sabe diferenciar a ferragem ideal para ser aplicada numa chapa de MDP? E para uma chapa de MDF? Por falar em chapas, você sabe o que é um tamburato e para que e como pode ser aplicado?

    E se eu colocar três imagens aqui agora, você saberá dizer qual é qual rapidamente sem precisar pensar?

    Consegue identificar qual é qual?

    Pois é, assim vamos nos debatendo diariamente na elaboração dos projetos e o desconhecimento de elementos básicos como este acabam por nos forçar a usar sempre o mesmo, do mesmo modo que todo mundo e tudo fica maravilhosamente IGUAL.

    Um outro elemento importantíssimo disso é que a maioria dos profissionais amarra-se à lojas e se esquecem das fábricas. Porém é exatamente na industria de matérias primas que estão as informações fundamentais sobre os produtos. Isso sem contar que indo diretamente às fábricas você irá conhecer materiais que não estão no mercado porque o responsável pelo departamento de design da loja/grife X não gostou daquela cor, daquela textura, daquela forma, etc. E assim, muita coisa excelente fica de fora sendo utilizado apenas por poucos profissionais antenados na indústria.

    Essa manipulação (pegar, apalpar, torcer, entortar, quebrar, virar, etc) deve estar presente no dia a dia profissional de todos nós com relação a todos os materiais que utilizamos. Claro que não vamos ser loucos de quebrar ou torcer uma ferragem Roca – a não ser que teu bolso te possibilite uma excentricidade dessas.

    É assim que conseguimos atingir se não a perfeição – pois nao acredito em perfeição em projetos de arquitetura/design – ao menos um padrão de excelência.

    De início de carreira já forrei um sofácom um tecido onde tive a garantia da dona da loja (boa e reconhecida de outra cidade) de que ele aguentaria tranquilamente o fluxo da sala de espera de uma clínica. Menos de dois meses depois o tecido estava esgarçando todo. Má aplicação? Não! Tecido inadequado. Os erros? Simples: não fui beber água da fonte (indústria) e acreditei no conto da carochinha (loja). Depois dessa aprendi. Não compro tecido algum sem saber quem é o fabricante, entrar em contato e esgotar todas as minhas dúvidas técnicas/físicas sobre o tecido.

    Repito:

    ESSES CUIDADOS DEVEMOS TER COM ABSOLUTAMENTE TODOS OS ELEMENTOS DO PROJETO.

    Para não me estender demais, vamos às texturas junto com o lighting.

    Belíssimo trabalho o da imagem acima. Muitos devem estar pensando: Nossa é isso que eu queria para aquela parede, vou aplicar já no projeto.

    Tudo bem, faça como quiser. Mas se o resultado não ficar bom não venha chorar em meu ombro depois.

    Novamente pergunto: você sabe que material foi usado na parede para criar estas “ondas”? Como ele é aplicado? Pinta-se depois ou antes da aplicação? Pode ser lavado? Como é feita a limpeza? É poroso, junta pó?

    “Ah, mas eu apliquei o material e não consegui este efeito…” (carinha fazendo beicinho)

    Claro que não! Não temos apenas o revestimento da parede “trabalhando” aqui na imagem. Você chegou a perceber a iluminação? Sabe quais equipamentos (luminárias, lâmpadas, etc) foram utilizados? Você sabe dizer se o projeto acima é de lighting ou de iluminação? Você sabe dizer a abertura dos fachos das lâmpadas e outras características mais dela para se conseguir este efeito?

    “Poxa, eu fiz uns painéis estilo os da imagem acima no teto e eles estão cedendoe a iluminação não ficou bonita assim…” (novamente fazendo beicinho)

    Novamente: que material você usou? Você especificou e detalhou corretamente, de acordo com as especificações físico/mecânicas do material, o projeto? O marceneiro fez exatamente o que você projetou ou aplicou as famosas “gambiarras”? Você acompanhou a instalação para saber se ele aplicou ou não as gambiarras?

    “Sim estava tudo perfeito…” (com carinha de arrogante)

    Se estava perfeito não teria porque estar com risco de ceder e cair.

    Quanto à luz… Você alguma vez já manipulou a lampada e os equipamentos utilizados para sancas? Já brincou com esses materiais para perceber, na pratica, como funcionam e como os efeitos são atingidos? Você já ficou no chão da obra acompanhando a instalação dos sistemas de iluminação? Você tem o costume de fazer a afinação da iluminação?

    “Sim, sim, sim, sim… (já com cara de irritado) Sempre faço isso de dia quando passo na obra…”

    AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

    Meus pêsames! Nem peço desculpas pela estrondosa gargalhada.

    Luz instala-se de dia e testa-se e afina-se de noite.

    Sim DE NOITE!

    Continuando assim, é claro que nunca você irá conseguir atingir os efeitos tão desejados!

    “Ah, mas os projetos estão perfeitos, dentro das normas e especificações, tudo milimetricamente planejado e traçado…” (sem perder a arrogância,ainda…)

    Aqui é que está o ponto X.

    Não existe projeto no papel que fique perfeito no final da execução sem necessitar de ajustes “in loco”.

    Para tanto, é preciso siim sujar a sapatilha ou o Nike novinho com cimento, terra, gesso, tinta…

    É preciso levar choques, escorregar numa tábua de passagem, pagar micos na frente dos pedreiros, eletricistas, pintores, gesseiros, etc…

    É preciso ter a experiência da vivência de obra, do dia a dia da obra, da manipulação dos materiais da obra…

    É preciso saber que, na prática, pouco sabemos do que pode vir a acontecer. Todos estamos sujeitos a erros e acertos, Mas quando os erros aparecem, sempre é bom você já ter noção de como corrigi-los rapidamente.

    E isso só acontece quando o profissional tem a experiência da manipulação dos materiais.

    Pensem nisso com carinho e excelentes projetos daqui pra frente!

  • Manual do Usuário – precisa disso?

    Já há algum tempo venho analisando e percebendo algumas dificuldades de clientes meus e de outros profissionais das áreas de Interiores e Lighting em entender e saber como funcionam alguns elementos do projeto.

    Depois de ler um artigo postado pelo Jonas no blog http://www.design.com.br, em meu comentário sobre o mesmo, já demonstrei e deixei pendente algo sobre o assunto voltado especificamente para estes projetos.

    Muito podem alegar que é uma piração ou exagero do profissional propor-se a fazer um manual de instruções/uso sobre estes elementos. Pois bem, eu digo que não é não, especialmente nos dias de hoje em que a tecnologia nos coloca dia a dia frente a inovações.

    Fico pensando em como irá se comportar um de meus clientes que estou finalizando seu projeto diante de alguns detalhes como: eletros de cozinha novos de última geração, lâmpadas e equipamentos de iluminação complexos (ex: LEDs RGB e sua parafernália), revestimentos extras (tecidos ou palha em paredes, por exemplo), pisos entre muitas outras coisas.

    Quando o cliente recebe a “chave de volta” ele está inebriado por causa das novidades, da beleza, do cheiro do novo enfim, encontra-se absorto num mundo utópico de perfeição. Até precisar clicar em algum botão.

    Pronto, aí começam as brigas do cliente com o projeto.

    Como entender os interruptores paralelos? Qual está paralelo com qual e porquê, pra quê?

    E as persianas automáticas ou não, como usa-las corretamente? Como fazer a limpeza das mesmas?

    Da mesma maneira, tem aquela parafernália de luzes, spots, pendentes, reatores, controladores… A lâmpada queimou! Ah, vou colocar essa que tem aqui – porém não atenta se a lâmpada serve para aquele circuito, se vai sobrecarregar a rede. Isso sem contar o transtorno até ele descobrir como soltar aquele spot embutido sem arrebentar com o gesso e o próprio spot.

    Ainda dentro da parte de light, hoje em dia não se aplica mais uma iluminação única para um ambiente. Nos projetos é comum encontrarmos 3, 4 ou até mais sistemas independentes que podem ser usados individualmente ou agrupados, mas nunca TODOS de uma só vez. Além do excesso de luz que causará desconforto, temos também a questão da conservação de energia elétrica (meio ambiente) e o bolso dele no final do mês com a conta que virá bem alta.

    Dentro da parte de equipamentos, encontramos uma infinidade destes que tem suas características distintas e únicas seja no manuseio diário, seja na manutenção.

    Passe uma esponja de aço numa torneira cromada pra você ver o que vai te sobrar.

    Limpe uma geladeira ou fogão com produtos abrasivos (ex: veja) pra ver o estrago.

    Estes são apenas alguns exemplos bem básicos. Portanto vamos destrinchar algumas áreas:

    ILUMINAÇÃO:
    – Lâmpadas:
    Num projeto existem diversos tipos de lâmpadas que, obviamente, o cliente desconhece suas características. Portanto, nada melhor que ele receber em seu manual do usuário informações importantes para que o projeto luminotécnico não acabe por ser descaracterizado ou até mesmo destruído por falta destas.
    Quais informações devemos colocar sobre as lâmpadas e como fazer isso? Primeiramente devemos dividir as informações por cômodos e detalhar como por exemplo:

    Estar/Living:
    Sistema 1 (abajoures): lâmpadas fluorescentes compactas 16W, 120V, 2800K, preferencialmente todas da mesma marca/lote “X”. Tipo/marca/modelo do abajour. Características das cúpulas, etc.
    Sistema 2 (sanca RGB): barra LED RGB, marca “X”, seguir instruções do manual em anexo. Para os controladores fazer a mesma coisa: uma instrução básica (guia rápido) e anexar o manual técnico ao final do Manual do usuário.
    Sistema 3 (geral): modelo/marca dos spots, explicar basicamente a fixação, cuidados com limpeza, se há ou não reatores/transformadores, etc.
    Interruptores: caso existam interruptores de ultima geração, especificar quais são (localização) e explicar suas características e funcionalidades especiais.

    E assim por diante até fechar todos os sistemas que compõem o ambiente.

    PISOS:
    – Porcelanatos:
    Explicar como deve ser realizado os trabalhos de limpeza e manutenção dos mesmos. Existem peças porosas que podem vir a manchar caso seja derramado sobre as mesmas algum produto/pigmento. Já outras peças não correm este risco, porém se forem utilizados produtos abrasivos os mesmos podem acabar com riscos, perda de brilho entre vários outros problemas. Alguns vem com uma “capa” antiderrapante que também pode acabar sendo removida por causa do uso constante de produtos químicos.
    Nos sites dos fabricantes geralmente estão disponibilizados arquivos em PDF com estas informações. Busque-os e os anexe ao final do Manual.

    REVESTIMENTOS:
    Tecidos, lâminas, BP, melamínicos, vinil, palhas e outros naturais/rusticos, enfim. São muitos produtos que utilizamos nos revestimentos dentro de um projeto. Assim como os pisos, estes materiais também tem suas características próprias que merecem atenção.

    Especialmente os tecidos, os naturais e papéis de parede. Cada tecido tem sua característica, forma de lavar, produtos que devem ser evitados, se podem ou não ser passados, etc. Os clientes geralmente desconhecem estas informações.
    Portanto lembre-se de detalhar nesta parte cada revestimento especificando as suas características e cuidados.

    EQUIPAMENTOS:
    Não existe coisa mais chata que você chegar à frente de um aparelho eletrônico e ficar um tempão tentando adivinhar como fazê-lo funcionar.
    Estes equipamentos vem de fábrica com seus manuais de instruções. Porém você pode inserir dicas rápidas sobre uso/manutenção dos mesmos – ou no manual ou destacando aqui.

    Um problema muito sério é com relação à limpeza dos mesmos. Vemos constantemente geladeiras riscadas (arranhadas), peças de metal idem. Os cuidados devem ser destacados. Existem na web inúmeras informações e dicas sobre como evitar problemas como estes.

    MOBILIÁRIOS/MARCENARIA:
    Alguns moveis tem características particulares, outros são aqueles multi-funções enfim.
    Estas características devem ser destacadas e explicadas para o usuário final.

    Como escrevi acima, são apenas algumas informações que eu iria passar. No entanto, se formos pensar no todo de um projeto existem muitos outros pontos que devem ser destacados neste manual. Basta observar bem tudo o que está sendo especificado.

    Como apresentar isso a um cliente?

    A coisa mais irritante é, quando preciso de alguma informação, ter de ficar revirando gavetas e armários atrás dos manuais de instruções.


    Que tal juntar tudo isso numa pasta – pode ser daquelas A-Z – onde você coloca tudo ali dentro?
    Manuais técnicos, garantias, notas fiscais e, claro, o seu manual profissional.
    Pode-se optar por mandar alguém fazer um scrapbook bem bonito, transado e que promova uma apresentação legal do mesmo. Tudo vai depender de você.

    Claro que isso tem um custo para ser feito e não é só referente aos custos dos materiais para confecciona-lo mas também o seu tempo de trabalho e empenho para a construção deste manual.

    Pense com carinho neste assunto. Seus clientes merecem esta atenção e isso certamente vai valorizar e muito o seu trabalho.

    E.T.: a primeira imagem deste post é de uma obra – da mais interessante – da Nuit Blanche. A instalação de Robert Stadler na Igreja Saint-Paul Saint-Louis. Ao entrar na igreja, por uma porta lateral, o público vê apenas grandes esferas luminosas, que parecem organizadas aleatoriamente. Ao se dirigir para o centro da igreja, entretanto, as esferas formam um grande ponto de interrogação sobre o altar.

  • DESIGN DE INTERAÇÃO

    O Design de Interação surgiu como um recurso tecnológico pelo qual, com a utilização da multimídia, os produtores pudessem tornar os shows artísticos mais atrativos para o público. Além das projeções em telões de imagens ao vivo, começaram a surgir novas padronagens em lighting design através de grafismos, psicodelismos, vídeo-clipes e interação entre platéia e palco através de mesas digitais e, mais recentemente SMS.

    Após essa fase, o Design de Interação começou a ser explorado tendo como base os filmes de ficção científica onde vemos coisas acontecerem que por vezes pensávamos que seria apenas para meados de 2050. Mas os avanços tecnológicos nos trazem para hoje estas possibilidades.

    Os museus foram os primeiros espaços a adotar esta interação como meio de tornar a visita ao espaço museológico algo mais prazeroso, sensitivo e didático uma vez que não apenas olhamos a certa distância os objetos mas sim, temos a oportunidade de interagir com os mesmos sejam estes objetos reais ou virtuais.

    Como isso pode ser transportado para ambientes residenciais, comerciais e institucionais é o ponto “X”.

    Dentre as diversas linguagens utilizadas e disponíveis hoje pelo Design de Interação apresentarei algumas que podem ser transportadas para Interiores e Ambientes:

    1 – Projeções Arquiteturais: as projeções arquiteturais podem ser realizadas com diversas finalidades dentre as quais destacamos as projeções de logotipos, telas artísticas, grafismos culturais e projeções de textos. Através deste recurso, temos a possibilidade de interagir/educar os usuários com projeções de telas artísticas, poemas e textos diversos enfim, qualquer coisa que quisermos.

    2 – Mapeamento com Projeções: este tipo de projeção visa enaltecer elementos arquiteturais através da aplicação de imagens recortadas com a forma exata sobre os mesmos. Ela pode ser estática ou dinâmica onde vários grafismos intercalam-se sequencialmente.

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    3 – Super Teto: o uso do super teto geralmente torna-se o ponto principal do sistema de iluminação do ambiente por suas características luminosas e dinamismo. Nele são mostrados grafismos diversos, em imagens dinâmicas e animações especialmente criadas para este cenário. Uma deliciosa brincadeira de luz, imagens e sensações.

    4 – Telas Semi-Transparentes Interativas: Esta tela é um painel de vidro – ou tela LCD TouchScreen – onde é apresentado um programa multimídia especialmente desenvolvido para o espaço. Nesta interação o visitante pode escolher entre diversas opções como por exemplo, numa loja: conhecer a história da empresa, visualizar álbuns de imagens dos produtos, relatos em vídeo de clientes sobre a empresa, vídeos de desfiles e ações publicitárias, passeio turístico virtual pela cidade, entre várias outras opções.

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    5 – SMS: através de uma moderna tecnologia, hoje podemos interagir com os espaços elaborados e seus usuários com os princípios do Design de Interação através de dispositivos móveis. O usuário manda uma mensagem SMS – torpedo – para um determinado número de celular e a sua mensagem é automaticamente projetada sobre uma superfície – parede.

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    APLICAÇÕES RESIDENCIAIS, COMERCIAIS E INSTITUCIONAIS DO DESIGN DE INTERAÇÃO.

    Como exposto acima, as aplicações do Design de Interação vão além daquelas destinadas a shows e espetáculos. Ela pode sim – e deve – ser também aplicada em residências e pontos comerciais aliada aos processos de automação.

    Muitas vezes, por insegurança, vemos pessoas guardando suas obras de arte mais valiosas em cofres de bancos ou até mesmo emprestando-as para museus em busca desta segurança. Com o Design de Interação podemos ter o objeto material sem expô-lo a riscos de assaltos, incêndios e outros. As imagens das telas são fotografadas em alta resolução e depois projetadas sobre paredes. Isso garante, além da segurança, uma maior versatilidade pois podemos ter não uma tela estática, mas sim várias de forma dinâmica o que altera o clima do espaço/ambiente conforme a imagem que está sendo projetada.

    Com as telas interativas – touch-screen – encontramos uma variedade enorme de aplicações para as mesmas. Aplicações estas que vão desde uma tela porta retrato onde o usuário pode dispor de todas as suas fotos de forma dinâmica e interativa até mesmo com programações mais elaboradas como intercomunicação entre os ambientes da edificação. Há também a possibilidade de elaborar agendas eletrônicas, listas de compras enfim, incontáveis benefícios para o usuário seja residencial, comercial ou institucional.

    As projeções arquiteturais através do mapeamento visam transformar os ambientes sem que seja necessário realizar alterações arquitetônicas. Através das imagens modificamos totalmente um ambiente como um todo ou em determinado detalhe da construção – por exemplo, uma coluna.

    Também há a possibilidade da interação entre os usuários da construção através de um sistema de comunicação com projeções. Se o filho está numa festa e vai atrasar para chegar ele pode mandar uma mensagem SMS para o numero da casa e esta mensagem irá ser projetada em determinados pontos da casa como um aviso aos pais para que fiquem mais tranqüilos. Já em casos de comércio e sedes institucionais encontramos uma vasta gama de aplicações deste recurso como, por exemplo, numa clínica médica, a substituição da chamada oral ou através daqueles painéis com números e senhas. Aqui o nome do paciente é projetado num espaço determinado, já indicando a sala que deve dirigir-se. Ou ainda na sede de uma empresa, uma reunião de emergência é solicitada pelo presidente e todos os diretores visualizam em suas salas a convocação para a mesma.

    Estas são apenas algumas aplicações que o Design de Interação pode colaborar com um projeto de Design de Ambientes. Muitas outras também são possíveis. Basta conhecer as possibilidades e usar e abusar da sua criatividade na hora de projetar.

    Para saber mais acesse o site do SuperUber. As imagens e vídeos são deles.

  • The Norwegian National Opera

    O The Norwegian National Opera, localizado em Oslo impressiona não somente pelo projeto arquitetônico em si – que é belíssimo – mas principalmente pelos equipamentos e acabamentos.

    Nas imagens deste post podemos ver o grande salão (platéia, fosso de orquestra e palco) que por si só já dizem tudo.

    Mas não posso deixar passar em branco o lustre central deste espaço.

    É isso mesmo. Esta “bola” branca no centro do teto é um lustre desenvolvido especialmente para este espaço. Ele pesa aproximadamente 8 toneladas e é composto por 1250 módulos com LEDs de alta potência e conta ainda com um diâmetro de 7 metros.

    Usando dimmers, os módulos podem variar a sua intensidade luminosa individualmente o que proporciona diversas cenas e climas ao espaço todo. Por estar instalado a 16 metros do chão, eles conseguiram chegar a 300 lux no nível do chão. Isto facilita também o trabalho com a luz para gerar as cenas.

    O lustre foi desenvolvido pela OSRAM.

    Lindo, simples e eficaz!!!!

  • Quer ter uma luminária dessas?

    É super fácil de fazer:

    1 – compre uma tela para pintura

    2 – compre um cordão de luzes para natal

    3 – pinte a frente com a cor desejada

    4 – no verso, faça o desenho – lembre-se que desenhando no verso a imagem tem de estar espelhada (invertida)

    5 – faça pequenos furos, com diâmetro suficiente para passar apenas as lampadinhas

    6 – vá colando com cola quente ou silicone (melhor) a fiação, lembrando-se de deixar as lâmpadas livres para serem inseridas nos buraquinhos

    7 – deixe o pedaço do fio com a tomada totalmente livre para que alcance uma tomada.

    Uma outra idéia é utilizar uma base de vidro leitoso – tem de ser mandado fazer em uma vidraçaria de qualidade – ou então mandar fazer um bastidor – base de tela – e aplicar um tecido com maior transparência:

    Viram?

    Super fácil e com um efeito mais que interessante!!!

    Adorei e já estou com minha cabeça aqui fervendo de idéias!!!!

  • Rosso Restaurant – SO Architecture

    Belíssimo projeto de arquitetura e interiores para um restaurante localizado em Ramat Ishay, Israel.

    A beleza do cenário do norte de Israel, com suas paisagens verdes e vermelhas, é uma atração turística popular.

    O conjunto convida o turista a explorar o lugar todo.

    A paisagem imediata influenciou no design do espaço. As paredes das janelas foram pintadas com um tom de verde bem próximo ao que se vê na paisagem. Já as áreas internas, num tom de cinza suave.

    O teto foi feito com estrutura de aço, encapada com madeira e posteriormente pintada. A forma, levou em consideração a topografia local.

    Belíssimo projeto.

  • Pipe Light- São Paulo

    Este projeto da Triptyque foi realizado numa construção abandonada em São Paulo. O conceitto saiu de uma loja de móveis para fazer uma exposição temporária.

    O interessante é perceber a brincadeira entre o estilo arquitetônico do espaço e a forma utilizada na instalação: tubulações expostas por onde passam a fiação  até as luminárias. Algo meio High-Tech.

    A idéia nasceu na verdade da observação de como as eras vão tomando conta das fachadas, sua ramificação. Daí a idéia geral para a instalação.

     

  • Reforma: de galpão abandonado à apartamento

    Mais um belíssimo projeto que vale a pena ser mostrado.

    Trata-se de um antigo galpão onde antes funcionara uma academia de ginástica e que estava ha anos abandonado. O trabalho para a equipe de designers foi transforma-lo num luxuoso e contemporâneo apartamento com 5 quartos.

    ANTES:

    DEPOIS:

  • Belo projeto de interiores Australiano

    Esta maravilhosa casa está localizada na Costa Dourada da Austrália.
    Eu adoro o “branco” e poucos móveis e acessórios. Para mim, isso dá uma “folga” para viver.
    Depois há a cor azul. Azul é uma das minhas cores favoritas que me proporciona uma sensação de serenidade.

  • Barbearia por Lior Vaknin e SABI Aroch

    A concepção desta barbearia, foi inspirada por uma vertente de cabelo:

    Localizada num subsolo o ponto de partida deste projeto foi o café localizado ao fundo.

    Os locais de trabalho, hair styling e preparação foram adicionados de acordo com a função e o fluxograma dos trabalhos tornando fácil o acesso e fluxo entre as diversas áreas.

    Este processo foi dividido em três fases, cada uma levando em consideração como funciona cada espaço.
    – A primeira, área de trabalho.
    – Uma segunda, espaços para os clientes – café, estar, etc.
    – Uma terceira a recepção, escritório.

    Além da beleza do projeto, percebe-se a facilidade de acesso às áreas com amplos espaços de circulação, iluminação na medida certa, bastante confortavel e aconchegante.

     

  • Quer estudar mais sobre Lighting Design?

    Então aproveite a lista abaixo das enidades que oferecem cursos aqui no Brasil.

    Acesse o site e entre em contato:

    LAC – Lighting Application Center
    São Paulo
    Tel: 11 2125-0606
    http://www.luz.philips.com

    Curso de Luminotécnica Osram
    São Paulo
    Tel: 0800 55 7084
    sac@osram.com.br

    Ceilux
    Minas Gerais
    Tel: 31 3221-4818
    http://www.ceilux.com.br
    cursos@ceilux.com.br

    AEA – Academia de Engenharia e Arquitetura
    São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e outras.
    Tel: 11 2626-0101 / 11 3739-0901
    http:// www.aeacursos.com.br

    Instituto de Iluminação GE
    Rio de Janeiro
    Tel: 0800 78 7843
    falecom@ge.com

    Cursos de Atualização Profissional da Câmara de Arquitetos e Consultores
    São Paulo
    Tel: 11 3868-3090
    http://www.camaradearquitetos.com.br

    Assoc. Bras. de Ensino de Arquitetura e Urbanismo
    Brasília – DF
    Tel: 61 340-0223
    http://www.abea-arq.org.br
    abea.arq.urb@uol.com.br

    FUPAM – Fundação para a Pesquisa Ambiental / USP – Universidade de São Paulo
    Cursos de Especialização em Conforto Ambiental e Conservação de Energia, Introdução à Iluminação Artificial de Edifícios, O Uso Eficiente do Vidro na Arquitetura, entre outros.
    São Paulo
    Coordenadora Geral dos Cursos – Cláudia Moreira
    Tel: 11 3091-4566 / 3819-4999
    http://www.fupam.com.br
    claudia@fupam.com.br

     

    Pós Graduação

    :: BRASIL

    ILUMINAÇÃO APLICADA – ARTE, ARQUITETURA E ENGENHARIA
    Coordenação: Eng. Carlos Russo e Eng. Prof. João Gabriel Pereira de Almeida
    Locais: Belo Horizonte (MG); Campinas (SP); Caxias do Sul (RS); Curitiba (PR); Fortaleza (CE); Manaus (AM); Marabá (PA); Palmas (TO); Ribeirão Preto (SP); São José dos Campos (SP); São Paulo (SP); e Vitória (ES).
    Pré-requisitos: Formação superior. São admitidos 10% de alunos sem diploma superior ou com curso superior em fase final, mediante análise curricular.
    Duração: 18 meses
    Formato: Sextas-feiras, das 18 às 23 horas; sábados das 8 às 18 horas; e domingos das 8 às 13 horas; um final de semana por mês.
    Informações: contato@ciadoscursos.com.br, (11) 3385-3015, (54) 3027-2020 ou www.ciadoscursos.com.br

    DESIGN DE LUMINÁRIAS
    Coordenação: Luís Emiliano Costa Avendaño (mestre em Gestão do Design, proprietário da Leca Design & Comunicação).
    Local: São Paulo (SP)
    Pré-requisito: formação em curso superior
    Observação: Se o aluno não for graduado e tiver interesse em cursar alguns módulos, receberá certificado de extensão universitária.
    Duração: 18 meses
    Formato: duas vezes por semana, 8 horas semanais
    Informações: (11) 3667-4000 e 3826-6734
    pos@oswaldocruz.br
    Faculdades Oswaldo Cruz – www.oswaldocruz.br

    ENGENHARIA DE ILUMINAÇÃO
    Coordenação: Públio Mello (engenheiro eletricista eletrônico, professor universitário e diretor do CEASEG – Centro de Cursos Livres).
    Locais: Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Teresópolis (RJ). Demais localidades, consultem a coordenação.
    Pré-requisito: formação em curso superior
    Duração: 18 meses
    Formato: um final de semana por mês
    Informações: (21) 2482-4045
    publio.mello@gmail.com
    Universidade Castelo Branco – www.castelobranco.br

    PROJETOS DE ILUMINAÇÃO
    Coordenação: Ricardo Lopes (lighting designer – especialista em docência superior em fundamentos e práticas educativas pela Universidade Estácio de Sá).
    Local: Rio de Janeiro (RJ)
    Pré-requisito: formação em curso superior
    Duração: 14 meses (360 horas/aula)
    Formato: terças e quintas-feiras, das 19 às 22 horas
    Informações: (21) 3410-7400
    iluminacao@estacio.br
    Universidade Estácio de Sá – http://www.estacio.br/posgraduacao/cursos/arquitetura/pro_ilu.asp

    APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL EM ILUMINAÇÃO ARQUITETURAL
    Coordenação: Ricardo Lopes (lighting designer – especialista em docência superior em fundamentos e práticas educativas pela Universidade Estácio de Sá).
    Local: Rio de Janeiro (RJ)
    Pré-requisito: formação em curso superior e/ou pós-graduados em Projetos de Iluminação.
    Duração: 7 meses (180 horas/aula)
    Formato: terças e quintas-feiras, das 19 às 22 horas
    Informações: (21) 3410-7400
    iluminacao@estacio.br
    Universidade Estácio de Sá – www.estacio.br

    ILUMINAÇÃO E DESIGN DE INTERIORES
    Coordenação: Jamile Tormann (arquiteta, lighting designer, pós-graduada em Iluminação e Designer de Interiores pela UCB – RJ, com Licenciatura Plena em Artes – Habilitação em Artes Visuais pela FADM-DF, e autora do livro “Caderno de iluminação: arte e ciência”).
    Locais: Porto Alegre ( RS), Florianópolis (SC), Curitiba ( PR), São Paulo ( SP), Campo Grande (MT), Cuiabá ( MS), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Goiânia ( GO), Palmas ( TO), Belém (PA), Rio Branco (AC), Natal ( RN), Manaus ( AM), Recife (PE) e Salvador (BA).
    Pré-requisito: Formação em curso superior.
    Duração: 1 ano e oito meses
    Formato: sextas-feiras, das 18 às 23 horas; sábados das 8 às 19 horas; e domingos das 8 às 13 horas (sendo um fim de semana por mês)
    Informações: (62) 3945-5050
    cursos@ipoggo.com.br
    Universidade São Marcos em parceria com o IPOG – Instituto de Pós-Graduação – www.ipoggo.com.br

    ILUMINAÇÃO
    Coordenação: José Luiz Galvão (arquiteto/ FAU-UFRJ e Master of Sciences / The Pennsylvania State University)
    Local: Rio de Janeiro (RJ)
    Pré-requisito: formação em curso superior
    Duração: 13 meses
    Formato: terças e quintas, das 18h20 às 21h10
    Informações: (21) 3325-2333 ramal 153
    arquiteturadeiluminacao@gmail.com / luz@uva.br
    Universidade Veiga de Almeida – www.uva.br

    ESPECIALIZAÇÃO LATO-SENSU EM ILUMINAÇÃO NATURAL E ARTIFICIAL NO AMBIENTE CONSTRUÍDO
    Coordenação: Marcelo de Andrade Romero (professor titular, doutor e mestre em Estruturas Ambientais e Urbanas) e Márcia Peinado Alucci (professora, doutora e mestre em Arquitetura e Urbanismo)
    Local: São Paulo (SP)
    Duração: 476 horas
    Formato: segundas, terças e quartas-feiras, das 19h às 23 horas
    Informações: (11) 3819-4999, claudia@fupam.com.br ou camila@fupam.com.br
    Fundação para a Pesquisa Ambiental – www.fupam.com.br

    EXTERIOR

    Alemanha

    Universidade de Ciências Aplicadas de Hildesheim (Hildesheim)
    www.fh-hildesheim.de

    Universidade de Wismar (Wismar)
    www.hs-wismar.de

    Argentina

    Universidade Nacional de Tucumán (San Miguel de Tucumán)
    www.herrera.unt.edu.ar

    6ª EDIÇÂO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÂO EM MEIO AMBIENTE E ILUMINAÇÂO EFICIENTE (MAVILE)
    Local: Tucumán (Argentina)
    Duração: 400 horas
    Datas: 4 de Março – 30 de Junho de 2008
    Informações: ilum@herrera.unt.edu.ar (PDF)
    Universidade Nacional de Tucumán – www.herrera.unt.edu.ar

    Estados Unidos

    Instituto Politécnico Rensselaer (Troy, Nova York)
    www.lrc.rpi.edu

    Parsons Escola de Design (Nova York, NY)
    www.parsons.edu/aidl

    Universidade de Nebraska-Lincoln (Omaha, Nebraska)
    www.ae.unomaha.edu

    Inglaterra

    The Barlett (Londres)
    www.bartlett.ucl.ac.uk

    Itália

    Instituto Europeo di Design (Milão)
    www.ied.it

    Università Degli Studi di Roma La Sapienza (Roma)
    www.uniroma1.it
    www.masterlighting.it

    México

    Universidade Nacional Autônoma do México (Cidade do México)
    www.unam.mx

    Suécia

    Royal Technical College Haninge (região metropolitana de Estocolmo)
    www.kth.se

     

  • Estudos de casos: observação, análise, crítica e contextualização

    Vou disponibilizar aqui para vocês um exercício que sempre desenvolvo com meus alunos em sala de aulas. Aqui este exercício está voltado para o Lighting Design, mas deve também ser aplicado em Interiores e Ambientes.

     

    Sem a menor sombra de dúvida, a principal arma de um LD é a sua capacidade de observação. É através da observação que o profissional vai perceber todas as nuances e características que formam o espaço ou ambiente a ser projetado.

    É um exercício diário que por muitas vezes deixamos de lado. Devemos observar não só o foco de nosso trabalho ou nossos projetos em desenvolvimento, mas sim, e principalmente, observar toda e qualquer imagem que encontramos pela frente seja ao vivo, impressa ou na web.

    É através deste exercício de observação que vamos construindo o nosso leque de possibilidades e cultivando a nossa capacidade criativa.

    Porém, para este exercício não podemos ser apenas observadores, meros espectadores de uma cena. Temos também que exercitar em conjunto, outras habilidades que possuímos: análise, senso estético, conhecimentos específicos, contextualização e finalmente a crítica.

    Analisar algo impõe que tenhamos conhecimentos sobre o objeto que está sendo observado. Durante a análise você vai detectar as formas, cores, texturas, luz e sombra, volumetria, estética, possíveis equipamentos utilizados, entre vários outros elementos.

    É uma leitura “fria” do objeto observado. Toda análise deve ser isenta de partidarismos e favoritismos (amizades) para que seja realmente séria e realista. Disto nasce a crítica que, na verdade, não é nada mais que um relatório onde descrevemos as sensações que tivemos durante a fase de observação. A crítica é o lado duro deste exercício, é aquele que todo profissional – seja de que área for – detesta e prefere mantê-la bem longe de si.

    Porém, não estou me reportando àquelas críticas já conhecidas que figuram em jornais e revistas, cujos autores muitas vezes são considerados personas non gratas em vários meios. Refiro-me a uma crítica particular, íntima do profissional, que atesta dia a dia o seu crescimento profissional, a apuração e refinamento de seu senso estético.

    Mas claro que tal crítica vem a se tornar como uma outra área de atuação quando se pode contar com uma imprensa especializada realmente independente e não corporativista como já acontece em vários ramos de atividade profissional.

    Muitas vezes nos deparamos com alguma coisa que nos tocam de maneira tão profunda que acabamos por emudecer, por não conseguir expor nossos sentimentos, travamos literalmente. Seja por nos provocar sentimentos bons ou maus. Aqui entra o papel do exercício da contextualização. É através deste exercício que iremos expor – pelo uso de palavras escritas, desenhos, etc – o que estamos sentindo. Porém este exercício serve também para todos os outros casos e é uma excelente fonte de informação e referência para a crítica.

    Muitas vezes fazemos estes exercícios sem nos dar conta do que estamos fazendo e da importância disso no seu percurso profissional. Quem já não parou diante de uma imagem em uma revista onde rapidamente apareceram frases e sua cabeça como estas:
    – Maravilhoso!!!
    – Que cor horrorosa a deste sofá…
    – Eu jamais me sentiria bem neste espaço com toda essa luz incidente.
    – Interessante a solução para o cortineiro com a sanca built-in.

    Essas frases e incontáveis outras são pura e simplesmente reflexos involuntários ou intuitivos de nossa capacidade de observação, análise e crítica. Já estão impregnadas em nós, fazem parte do ser humano. Porém alguns em maior ou menor grau, menos ou mais desenvolvida e aguçada.

    Para efetivação destes exercícios permita-se ao menos 5 minutos diários trabalhando com isso. Pode ser quando está na frente do computador navegando. Sempre temos uma imagem na nossa frente que nos chamam a atenção ou não.

    Se sim, por quê? O que tem de especial, de belo, que esteja em sintonia com o meu gosto?

    Se não, por quê? O que tem de errado, feio, que me desagrada?

    Alguns podem dizer que este tipo de análise e crítica é um erro pois desconhecemos a realidade da concepção do projeto, o briefing do cliente, a linha e estilo projetual do autor bem como do todo que engloba o projeto (áreas próximas) entre várias outras alegações. Concordo com tudo isso. Porém temos que relembrar que isso é apenas um exercício de refinamento estético, de observação. Tudo o que você pensar, rabiscar e anotar não irão para nenhuma página de revista e tampouco aparecerão em programas de TV. É uma coisa sua, o SEU olhar sobre determinada cena. Isso se chama análise e crítica às cegas – quando não temos informações detalhadas e técnicas sobre o objeto ou cena em questão. Temos somente a imagem. Para ser mais exato, aquela cena da foto como se fosse uma tela de algum artista. E como tal, deve ser observada da mesma maneira. Não vale aqui ler os textos explicativos sobre conceitos, equipamentos enfim, nada que lhe dê informações sobre a cena em si. Legendas sim estão liberadas desde que não apresentem as locações de cada peça. Depois que você fizer a sua análise, aí tudo bem, pode ler.

    É um exercício de leitura e releitura. Por exemplo, observe a imagem abaixo:

    Você concorda com o projeto executado acima? Onde estão os erros e acertos? O que você faria diferente, que soluções proporia para melhorar este espaço? Que materiais, equipamentos e plantas utilizaria? A cor da luz foi bem escolhida? Está bem empregada?

    Outra imagem:

    O que a imagem acima lhe diz? Que sentimentos provoca em você? Quais os recursos e equipamentos que provavelmente foram utilizados para confecção desta cena? Você parou para contar quantas pessoas estão presentes na cena? Usam roupas ou não? Que cores você jogaria ao fundo? Como se comportaria a cena se houvesse a projeção de uma imagem neste ________ (qual é mesmo o nome daquele pano de fundo dos palcos?)? Qual música deve estar tocando e qual eu colocaria?

    E quando nos deparamos com imagens que nos trazem alguma informação, será que somos capazes de fazer a leitura técnica desta imagem? Você seria capaz de alocar cada equipamento observando apenas a imagem?  Consegue perceber onde começam os fachos? A luz usada é simétrica? É um sistema MIX?

    A realização deste tipo de exercício diariamente afina e apura a nossa sensibilidade para coisas que normalmente passam despercebidas por vários motivos. Porém, um LD tem de ser perfeccionista quanto à observação. Isso vai refletir em seu trabalho de uma forma ou de outra. É esta capacidade de observação que irá tornar os projetos perfeitos em todos os sentidos seja no que diz respeito às instalações quando nos efeitos reais obtidos.

    Outro ponto importante a destacar neste tipo de exercício é o fato de que ele nos permite uma leitura mais complexa quando estamos na fase de análise de correlatos, onde conseguimos perceber detalhes que antes passariam despercebidos ou simplesmente não daríamos a devida atenção. Detalhes estes que podem fazer toda a diferença num projeto.

    Sempre sugiro uma tabela onde meus alunos irão colocar suas observações. A ordem é esta:

    1 – Objeto de estudo:

    2 – Imagem da cena.

    3 – Percepção sensoria: onde você irá descrever as sensações que a cena provoca em você (aconchego, frio, etc)

    4 – Percepção técnica: onde você irá descrever as suas observações técnicas da cena (fachos, pontos de luz, luminárias, prováveis equipamentos, etc).

    5 – O que eu gosto: (e manteria)

    6 – O que eu não gosto: (e alteraria ou teria feito diferente)

    7 – Conclusão:

     

    Bom exercício!!!

     

    Paulo Oliveira

  • Bela aplicação em LEDs

    Como sempre digo, os LEDs vieram para revolucionar mesmo a iluminação. Pela sua pequena dimensão, versatilidade e facilidade de montagem em formatos diferentes nas réguas, é só botar a cabeça para funcionar e usar a criatividade. Foi o que fez Billy May, designer, neste projeto.

     

     

  • Andando pelo teto….

    Que tal fazer suas compras caminhando pelo teto da loja?

    Pois foi exatamete este o conceito do projeto da nova loja Victor & Rolf Boutique, na Itália. O site deles é um show a parte… Belíssimo!!!!

    A interação, inesperada, inusitada e vertiginosa, já começa pela vitrine que provoca no observador um certo desconforto visual e mental pelo fato de algo não estar no seu devido lugar. Até a mente se acostumar com o que está sendo visto vai algo em torno de 5 a 10 segundos.

    Porém, ao entrar na loja é que a coisa fica mais interessante ainda pois tudo lá dentro, pertinente ao projeto, está “de pernas para cima” ou de ponta cabeça. Percebam a aplicação de materiais para piso, no teto, a iluminação aplicada de forma invertida, tudo no seu devido lugar. Você é quem está de ponta cabeça.

    Um belo projeto com excelentes soluções como por exemplo, os bancos locados nos arcos.

    Eu já tinha visto outras intervenções neste estilo, porém limitavam-se a espaços pequenos como vitrines e, ha pouco tempo atrás, a moda de árvores de natal penduradas no teto das casas.

    Inusitado realmente!!!

     

  • Disponibilizando alguns materiais de pesquisa

    Muita gente me escreve pedindo informações variadas sobre interiores, ambientes, lighting, produtos e design em geral.

    Porém a grande maioria de pedidos vem em forma “solicitação de trabalho ou resumo” não sei pra qual finalidade, se acadêmica ou profissional.

    Como educador, creio que qualquer profissional só se faz competente através do esforço próprio. Isso se consegue por meio de leitura, muita leitura. Não concordo com essa onda de professores que entregam tudo mastigadinho para seus alunos o que os libera de ter que pensar sobre determinado assunto.

    Portanto, abri um 4Share onde começarei a disponibilizar materiais diversos para pesquisa. São materiais encontrados na web para download porém muitos complicados para se encontrar. Então, fica este o “mastigado” que ofereço a vocês: pastas com muito material, alguns até conseuidos fora da web.

    O link é: http://www.4shared.com/dir/7199762/dfe53a7c/sharing.html

    Boas pesquisas!!!

    LD&DA Paulo Oliveira