PROJETO COMBOIO UNOESTE – CARRETA ARTISTÍCA

Por:

Lisleângela de Carvalho Leite

Luís Otávio Sanches Barreto

Maísa Bianchi Vieira

 

Projeto apresentado à disciplina de Projeto de Ambientes Institucionais e Serviços, ministrada pelo Prof. Esp. Paulo Oliveira ao 3° termo do curso Superior de Tecnologia em Design de Interiores da UNOESTE.

 

BRIEFING

  • Empresa: Instituição Unoeste;
  • Finalidade: Levar conhecimento/cultura para cidades da região em um caminhão;
  • Tipo de caminhão: Caminhão Truck, bitrem.
  • Estilo: Artístico (teatro, música e dança);
  • Publico alvo: Moradores de cidades com carência de cultura;
  • Sexo: Feminino e masculino;
  • Idade: todas as idades;
  • Classe social: Todas as classes sociais com foco nas menos favorecidas;
  • Escolaridade: Todas as escolaridades, com foco nas menos favorecidas;
  • Programação visual: adesivagem no baú;
  • Conceito: Arte;
  • Modelo de palco: Palco tipo Italiano;
  • Capacidade de assento de lugares : 236 lugares;
  • Camarins: capacidade para 08 pessoas, no mínimo;

PROBLEMA

O trabalho refere-se ao projeto de um caminhão truck onde seu baú deverá ser adaptado para atender todas as necessidades de um Teatro móvel, o qual também terá apresentações de música e dança. A Instituição UNOESTE visa levar com seu truck das Artes cultura para todas as cidades da região.

Este trabalho busca apresentar procedimentos para o tratamento acústico de baú buscando analisar o uso adequado de materiais acústicos e condições que permitam à a inteligibilidade e audibilidade plateia, relatando formas e tamanhos adequados de aberturas, utilização de elementos decorativos com aplicações corretas de materiais difusores e absorventes, localização adequada caixas de som e mesa de som e iluminação, tempos de reverberação em relação a volume e finalidades especificas para a atividade a ser desenvolvida.

O QUE É?

Teatro

O termo teatro deriva do grego theatrón, que significa “lugar para contemplar”. O teatro é um dos ramos da arte cénica (ou performativa), relacionado com a atuação/interpretação, através do qual são representadas histórias na presença de um público (a plateia). Esta forma de arte combina discurso, gestos, sons, música e cenografia.

É uma forma de arte na qual um ou vários atores apresentam uma determinada história que desperta na plateia sentimentos variados. Imprimir dramaticamente às próprias palavras e/ou atitudes, para suscitar comoção ou interesse.

Pode expressar a realidade. Neste caso, torna-se instrumento de divergência, advertência, ensinamento, documentação e instrução. As formas pelas quais se desempenha essa missão são diferentes e variadas.

Dá-se o nome de dramaturgia à arte de escrever peças de teatro, sendo o dramaturgo a pessoa responsável pela composição dos textos.

Existem muitos gêneros de teatro, dentre os quais destacam-se: auto, comédia, drama, fantoche, ópera, musical, revista, tragédia, tragicomédia.

Dança:

É a arte de movimentar expressivamente o corpo seguindo movimentos ritmados, em geral ao som de música. O significado da dança vai além da expressão artística, podendo ser vista como um meio para adquirir conhecimentos, como opção de lazer, fonte de prazer, desenvolvimento da criatividade e importante forma de comunicação. Através da dança, uma pessoa pode expressar o seu estado de espírito. A dança pode ser acompanhada por instrumentos de percussão ou melódicos, ou ainda pela leitura de diferentes textos.

Música:

É a combinação de ritmo, harmonia e melodia, de maneira agradável ao ouvido. No sentido amplo é a organização temporal de sons e silêncios (pausas). No sentido restrito, é a arte de coordenar e transmitir efeitos sonoros, harmoniosos e esteticamente válidos, podendo ser transmitida através da voz ou de instrumentos musicais.

A música é uma manifestação artística e cultural de um povo, em determinada época ou região. A música é um veículo usado para expressar os sentimentos.

A música evoluiu através dos séculos, resultando numa grande variedade de gêneros musicais, entre eles, a música sacra ou religiosa, a erudita ou clássica, a popular e a tradicional ou folclórica. Cada um dos gêneros musicais possui uma série de subgêneros e estilos.

NECESSIDADES

Espaço cênico: O assunto principal deste elemento é o Palco. A primeira parte desta série de matérias será sobre os diferentes tipos de palcos e suas histórias.

Cenografia: Cria e transforma o espaço cênico. Técnica que organiza os elementos que representarão os lugares onde acontecem as cenas, as ações.

Iluminação: Parte técnica muito importante para o teatro, pois através dela é possível ambientar as cenas e ampliar as emoções que estarão contidas nas mesmas.

Sonoplastia: Técnica que une um conjunto de sons (vocais ou instrumentais) para destacar ações de uma cena. A música tem função semelhante à iluminação: enfatizar cenas, emprestar-lhes maior ou menor conteúdo dramático e reforçar os sentimentos expressos pelos atores.

Figurino: Conjunto de acessórios e vestimentas, usados pelos atores em cena, que facilita a compreensão dos personagens. Possui funções específicas no contexto, como marcar a própria presença, chamar a atenção e dar destaque a determinadas partes do corpo.

Maquiagem: Elemento fundamental, que faz parte da composição do espetáculo, auxiliando na criação do personagem e na transformação estética dos atores, servindo também para fazer modificações da aparência do rosto ou de partes descoberta do corpo, a fim de adequar essa aparência aos efeitos singulares das luzes de cena.

CORRELATOS

O presente projeto utilizou ambientes arquitetônicos de teatros, bem como teatros móveis para entender as necessidades das atividades que ocorrem nesses espaços. Foi observado que tais atividades exigem ambientes específicos, tais como: caixa cênica, coxia, camarins, plateia, equipamentos de som e luz, entre outros.

Esses espaços dependem de materiais que ajustem os efeitos de forma flexível, pois trata-se de espetáculos culturais que envolvem a necessidade acústicas de forma inteligível em situação itinerante.

Entretanto, os projetos de tetros móveis observados utilizam pequenos espaços e de forma improvisada.

Nota-se que através de estudos e análises, o profissional de Design de Interiores pode atuar de forma a atender as necessidades desses ambientes móveis, sem perder a qualidade oferecida nos ambientes arquitetônicos.

Assim, o presente projeto teve como desafio ajustar o baú do truck para ganhar espaço nos ambientes. Por maior que fosse o baú escolhido ainda não atingia a proporção desejada nesse projeto. Através do sistema hidráulico pode-se alcançar a expansão desejada da caixa cênica e demais espaços.

Para isso, foi necessário estudos de sistemas hidráulicos, trilhos, formas de aberturas com embasamentos em empresas especializadas em maquinas que existe uma variedade de suportes nesse sentido, o que demonstra ser possível e viável tal utilização no presente projeto. Ressalta-se que são necessários profissionais competentes da área de engenharia elétrica e mecânica para executar tal projeto juntamente com o Design de Interiores.

Portanto, este projeto utilizou as experiências já realizadas nesse sentido e adequou de forma ousada, flexível e segura atingindo assim resultados satisfatórios quanto ao atendimento das necessidades oriundas das atividades artísticas desse projeto.

DIFERENCIAIS SOCIAIS

Para o público alvo de Prudente e região temos gostos ecléticos, mas o sertanejo e a moda de viola estão ligados às raízes das famílias que viveram no campo e da cultura agropecuária, assim como, eventos regionais influenciaram com musicas de axé (trio elétricos). Em algumas localidades ou bairros afastados, há também a predominância do funk e Rap. No caso de público infantil, teatro, danças e musicas que levam conhecimento em geral, os folclores e clássicos infantis.

O teatro pode se desenvolver em vários níveis: na socialização, criatividade, coordenação, memorização, vocabulário. Ajuda a expressar, comunicar, e também a perceber traços da personalidade, do comportamento individual e em grupo, do seu desenvolvimento. O teatro também ajuda na cooperação e na socialização, pois envolve o grupo inteiro.

Pode ser um instrumento para educar, preparar para a vida prática na sociedade e ao mesmo tempo proporcionar lazer.

A música propicia a abertura de canais sensoriais, facilitando a expressão de emoções, ampliando a cultura geral e contribuindo para a formação integral do ser.

No que diz respeito à dança, esta não se resume em aquisição de habilidades, mas sim, contribui para o aprimoramento de habilidades básicas, no desenvolvimento das potencialidades humanas e sua relação com o mundo. Segundo os PCNs ( 2003), a dança é uma forma de integração e expressão tanto individual quanto coletiva, em que o aluno exercita a atenção, a percepção, a colaboração e a solidariedade. Ela atua como elemento transformador, pois, sem dúvida, promove em quem dela participa a aceitação de si mesmo e uma maior receptividade nos relacionamentos com os outros, mediante o envolvimento que se estabelece num trabalho prático.

 

OBJETO BASE DO PROJETO

Bitrem ou treminhão:

01

É uma combinação de veículos de carga composta por um total de seis eixos, que permite o transporte de um peso bruto total de 57 toneladas. Os semirreboques dessa combinação podem ser tracionados por um cavalo-mecânico trucado.

O baú do projeto terá comp. 14m, alt. 3,37m e larg. 2,60m. O primeiro baú terá um sistema de gaveta hidráulica horizontal que amplia a largura total do mesmo para o lado esquerdo, que por sua vez, abre outra gaveta, no sentido vertical, dando altura para a caixa cênica (para o palco). Esses deslocamentos serão dados pelo sistema hidráulico. haverá também o deslocamento horizontal da lateral direita para proporcionar mais profundidade e condições de alocar adequadamente a cozia e os camarins.

Escolheu-se esta carreta para nosso tema, teatro, por haver a necessidade de espaço para acoplar todos os materiais necessários para os efeitos (tanto em comprimento, largura e altura). E como utiliza-se materiais muito pesados, pensou-se na que melhor suportaria esta carga. A escolha de um bitrem (segundo baú) é dada pela necessidade de um baú para guardar as arquibancadas retráteis, e o material que usará como piso para a mesma, caixas de som, tenda, dentre outras necessidades.

MEMORIAL TÉCNICO

O tema deste projeto é a Arte onde engloba o Teatro, a música e a dança, onde serão adaptados os baús de um bitrem com comp. 14 m, alt. 3,37 m e larg. 2,60m. O primeiro baú terá uma “gaveta” de 10 m centralizada que se abrirá para o lado esquerdo ganhando profundidade e outra dentro desta, abrindo-se para cima proporcionando a altura para a caixa cênica. Os dois metros intactos do baú que sobram para os lados estarão os banheiros no mesmo sistema dos de ônibus. Para a abertura que dá largura para os camarins tem-se a mesma ideia da abertura do palco, abre-se como outra gaveta na lateral direita do baú, com a mesma medida de 10 m. Esses deslocamentos serão todos dados por sistemas hidráulicos. Ainda lembrando-se que na traseira do baú tem-se uma porta com altura total do mesmo (descontando-se as medidas do piso e de teto) e sua largura de 1,48 m. A fixação destas aberturas é dada pela plataforma tucklift horizontal o qual é formado por um sistema hidráulico compacto e provido de válvula de segurança. Observe as imagens para entender o sistema:

A

Baú fechado.

Palco: etapa 1.

Palco: etapa 1.

Palco: etapa 2.

Palco: etapa 2.

Palco: etapa 3.

Palco: etapa 3.

Palco aberto: Vista superior.

Palco aberto: Vista superior.

Camarins: baú fechado.

Camarins: baú fechado.

Camarins: etapa 1.

Camarins: etapa 1.

Camarins abertos: Vista superior.

Camarins abertos: Vista superior.

Escolheu-se esta carreta para tal tema, por haver a necessidade de espaço para acoplar todos os materiais necessários para os efeitos (tanto em comprimento, largura e altura). E como utiliza-se materiais muito pesados, pensou-se na que melhor suportaria esta carga. A escolha de um bitrem é dada pela necessidade de um segundo baú para guardar as arquibancadas retráteis, o material que usará como piso portátil, caixas de som, tenda, dentre outras necessidades.

Valendo-se ressaltar que o projeto teve parceria de engenheiro mecânico para analisar a proposta da parte estrutural da carreta.

Fazendo parte da composição do teatro tem-se os Mecanismos Cênicos, onde as varas de iluminação, cenário e vestimentas são movimentados para a montagem de cada apresentação, fixação de cenários, refletores, etc. Esses mecanismos de suspensão são constituídos em sistemas motorizados, pois apresenta maiores condições de segurança e operabilidade. O sistema de motorização consiste em varas ajustáveis através de motores e tambores de recolhimento de cabos, que são simplesmente comandadas por um quadro touch-screen. Juntamente com esta motorização, fez-se a automação dessas varas tornando-se um sistema seguro, onde qualquer peso excedente faz com que o sistema inteiro pare. Esses mecanismos ajudam na fácil configuração e instalação do espaço cênico para abrigar uma variedade de espetáculos.

A Vestimenta Cênica tem como destaque protegendo o palco a cortina de boca e o lambrequim. A cortina de boca é instalada na abertura da boca de cena, podendo ser utilizadas diversas formas de aberturas de acordo com o tipo de apresentação que será realizada. O lambrequim tem um corte reto e é ajustável em sua altura para ajudar a esconder da plateia os equipamentos instalados no teto e dando também o acabamento a cortina de boca. Dentro da caixa cênica já estão os reguladores, que se dividem em horizontal e vertical, cuja função é definir a altura e largura da boca de cena em cada apresentação. Em seguida temos as pernas que estão localizadas nas laterais do palco e escondem o que acontece nos espaços da coxia. Já as bambolinas que são penduradas em varas de cenotecnia ocultam da plateia as varas de cenário quando recolhidas, ou as varas de luz. Essas varas de cenotecnia se dividem basicamente em 3 tipos: as varas de iluminação, responsáveis por comportar os refletores de luz; as varas de cenário, e as varas de vestimenta cênica que se subdividem em: as bambolinas, as pernas laterais, a rotunda e o ciclorama. A Rotunda consiste em um pano de fundo com a função de delimitar a profundidade do espaço cênico no palco, e o Ciclorama que consiste em uma tela branca que tanto pode ser usada para efeitos com luzes, como para ser projetados filmes e imagens a partir de um sistema de reprodução. E por fim tem-se a concha acústica constituída por peças de madeira em que se encaixam com sistema macho-fêmea com a finalidade de refletir o som para plateia.

O tratamento da qualidade sonora interna é denominado tratamento acústico e incide no acabamento que é dado às paredes com o intuito de diminuir a reflexão das ondas sonoras dentro do ambiente interno, (fenômeno de reverberação) com o desígnio de melhorar a inteligibilidade do som. Sendo assim, foi utilizada como revestimento de chão para o palco, local das apresentações feitas, a madeira freijó, uma madeira resistente e ao mesmo tempo não muito dura. Para instalação construiu-se uma estrutura metálica para a colocação dos barrotes e eventualmente do assoalho. Já para as áreas da coxia e camarins foram dispostos o carpete, qual preenche duas funções: para revestir pisos e para absorver o som, assim evitando que toda a correria interna não venha a chegar à plateia. A capacidade do carpete em absorver sons (música, vozes) é de até 10 vezes maior a dos outras espécies de revestimentos. Além disso, consegue-se diminuição de ruídos de superfície (impacto de quedas, arrastar, andar) o que faz do carpete um ótimo isolante acústico. Eles são também muito seguros, evitam escorregões e deslizamentos que podem provocar quedas com efeitos mais ou menos sérios. E, mesmo que elas ocorram a sua capacidade de amortecer é superior a dos outros tipos de revestimentos.

Outro elemento que compõe os bastidores são as placas acústicas utilizadas nas paredes e teto. Elas proporcionam uma ótima acústica e são sustentáveis. As referidas placas harmonizam a nitidez das palavras e o conforto, reduzindo os níveis de ruídos dos ambientes. A sua geometria superficial adapta a difração do som, ou seja, reduz a distorção das ondas causadas por obstáculos, enquanto sua estrutura celular promove absorção sonora através do atrito. Sua excelente capacidade de absorção é graduada pelas diferentes espessuras, dando a redução de ruído e conforto acústico.

Comumente, o tratamento acústico interior é feito com materiais leves e porosos, com boa idoneidade de absorção, tais como espuma, tecido ou carpete, por contraste com os materiais pesados usados para isolamento acústico. Estes materiais em geral são eficientes para absorver agudos, por terem tamanhos de onda pequenos, e assim qualquer pequena irregularidade do material é capaz de atenuar a energia da onda sonora. Já no caso dos graves, é necessário designar dispositivos compatíveis com os tamanhos de ondas grandes, o que é feito com painéis específicos de amortecimento que vibram com os graves e também concentram a energia dessa vibração, não retornando a onda ao espaço.

Quanto mais perto as caixas de som estiverem com o publico, menor será a necessidade de aumentar o volume do equipamento, sem dizer que o publico também abafará uma boa parte do som emitido pela fonte sonora. O som se propaga em linha reta em todas as direções, sendo assim, o lugar deve ser estudado para a locação ideal das caixas de som, as quais devem ser dispostas e norteadas de forma a diminuir a vazão do som.

Outro componente de suma importância é o tratamento feito a partir da cabine de comando, capaz de regular de várias maneiras as configurações de áudio do palco e da plateia, deixando configurações pré-determinadas.

A Cabine de Comando é composta por mesas de comando de luz cênica e som, os equipamentos de áudio e os painéis de controle da luz da plateia.

É essencial a iluminação aplicada no espaço cênico, devendo ser inteiramente controlável e flexível, de forma que se habituem às mais diversas apresentações que o espaço puder comportar. Por isso, a dimerização dos pontos de iluminação cênica é imprescindível. Os dimmers são unidades de potência que proporcionam o controle da luz com intensidades variáveis em todos os refletores, a cada cena. Estes são programados e controlados diretamente da cabine de comando durante uma apresentação.

Outro elemento indispensável são estruturas metálicas para dois outros elementos usados nos teatros. A primeira delas é a varando de palco, que são estruturas metálicas levantadas nas laterais e nos fundos do palco para manobra e manutenção na parte elevada do palco. A outra é a passarela, que são construídas em estruturas metálicas acima da plateia, tendo como emprego permitir o acesso às varas de iluminação e os refletores de luz.

PROJETO COMBOIO UNOESTE – CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES

Por:

Jader dos Santos Barbosa;

Maria Angelica Rafael Melo;

Rodrigo Wendell da Costa;

 

Projeto apresentado à disciplina de Projeto de Ambientes Institucionais e Serviços, ministrada pelo Prof. Esp. Paulo Oliveira ao 3° termo do curso Superior de Tecnologia em Design de Interiores da UNOESTE.

 

O projeto terá como cliente e mantenedora a Universidade Do Oeste Paulista (Unoeste), com sede no Campus I e II, com o Campus II como local idealizador deste projeto, com endereço na Rodovia Raposo Tavares, km 572, Bairro Limoeiro em Presidente Prudente no Estado de São Paulo.

O foco do projeto será a criação de um comboio de carretas personalizadas para diversas necessidades da população. As carretas serão preparadas com o máximo de estudo de condições e estrutura de materiais, pois a maioria das cidades alvo são pequenas, afastadas e desprovidas de muitos recursos abundantes em grandes centros.

O objetivo principal será levar até esses municípios um contato com projetos transformadores de qualidade de vida, que agreguem conhecimento e habilidades práticas e que mexam com o cotidiano monótono desses lugares.

Com um comboio de atividades em carretas, nossa carreta terá como atividade um Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). O CCZ é responsável pelo controle de agravos e doenças transmitidas por animais (zoonoses), através do controle de populações de animais domésticos e sinantrópicos (que oferecem risco à vida humana por conta de sua proximidade com as habitações).

O Centro de Controle de Zoonoses envolve diversas especificações de estrutura e higiene e como trabalharemos como unidade móvel, nossa estação de serviço será somente como base de apoio para pequenas intervenções no meio de zoonoses como pequenas cirurgias e vacinações.

CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES

O que é?

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) é o órgão responsável pelo controle de agravos e doenças transmitidas por animais (zoonoses), através do controle de populações de animais domésticos (cães, gatos e animais de grande porte) e controle de populações de animais sinantrópicos (morcegos, pombos, ratos, mosquitos, abelhas entre outros).

O centro de Controle de Zoonoses foi criado com a finalidade das ações e objetivos de controle das populações animais e das providências de prevenção e controle das Zoonoses no município de Presidente Prudente.

O que faz?

O CCZ tem como objetivo diminuir o numero de cães e gatos abandonados nas cidades, além de buscar a diminuição da ocorrência de agravos e do risco de transmissão de zoonoses por essas espécies.

Como faz?

O Programa de Controle de Animal do CCZ conta com cinco pilares:

    1-Educar a população sobre a posse responsável de animais de estimação;

    2-Esterilização em massa de cães e gatos;

    3-Registro de animais e seus proprietários com implantação de chip;

    4-Adoção responsável (para os animais recolhidos nas ruas);

    5-Incentivo a criação de leis que deem suporte a essas ações.

Características Principais:

Dar recomendações para os proprietários de animais de estimação de como mante-lo domiciliado em condições saudáveis, entre as recomendações estão às vacinações anuais contra a raiva, além dessa vacina o proprietário pode se informar com o médico veterinário sobre as demais vacinas, que protegem contra doenças transmissíveis entre os animais.

Diferenciais Sociais:

Atualmente o CCZ busca proporcionar melhor atendimento a população e aumentar cada vez mais sua abrangência, e principalmente continuar na missão desenvolver trabalhos de prevenção, proteção e promoção à saúde publica, por meio de controle e vigilância de animais domésticos, de animais sinantrópicos, e educação em saúde.

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A região estudada abrange uma área do estado de São Paulo que contém os munícipios basicamente pequenos, com população retraída e sem avanços em crescimento com o decorrer dos anos. Sua renda vem em maior parte da produção agrícola de cana de açúcar, soja e milho, e da parte de serviços. Esses municípios não possuem contato e estrutura para a instalação de uma unidade de Zoonoses, que envolve medidas e objeções específicas de projeto, realizando medidas preventivas de controle de doenças e agravos através das Unidades Básicas de Saúde.

O Centro de Zoonoses (CCZ) foi criado para que se obtivesse conhecimento primordial para a realização de atividades aliadas a conhecimento e métodos específicos que ocasionassem em diminuição e controle de diversas doenças transmitidas por animais que possam conviver conosco em nosso dia-a-dia (caso dos animais domésticos), e os que vivem próximos as nossas residências e que possam trazer riscos à saúde humana, como os insetos e os animais sinantrópicos (que se adaptaram a viver junto ao homem: ratos, aranhas, escorpiões).

O projeto carreta de Zoonoses engloba um conceito que tem como base a cor tema da Unoeste, que é o verde da sustentabilidade. A sustentabilidade leva a um parâmetro de pensamento racional em que todo ser vivo se encontrará de bem-estar consigo e com os outros em seu campo de rotina diária, levando ao conceito base desta carreta, o de bem-estar animal com a vida humana.

A estrutura levará em conta primeiramente parâmetros base em um estrutura de CCZ física feita em projeto pela Fundação Nacional da Saúde (FUNASA), que conta com áreas definidas para trabalho, manuseio de resíduos biológicos e condições hábeis de atividades que envolvam vidas de animais. Os equipamentos devem ser úteis e eficientes para atividades laboratoriais, e de vacinações, e os materiais e revestimentos devem manter a higiene e não correr o risco de proliferar doenças que sem os devidos cuidados, podem se desenvolver nesses locais. Um CCZ em toda a sua atividade envolve medidas sanitárias que não podem ser aplicadas em uma carreta, sendo assim, nosso projeto será uma unidade de apoio que realiza vacinações, observações e exames.

O tipo de carreta usada será o cavalo mecânico de 3 eixos, que chega a 18 metros de comprimento, suportando o peso máximo de 45 toneladas. Como pontos de entrada de pessoas, a carreta conta com duas portas específicas: uma para uso da população e outra para uso exclusivo do pessoal preparado que trabalhará na carreta, diminuindo assim riscos de contaminação direta entre resíduos biológicos, vírus, bactérias e seres humanos.

Como fator de divisão, serão quatro salas mais banheiro e depósito. A primeira sala é a da Recepção (a única em que o público terá acesso), a segunda sala é a de Vacinação, a terceira de Diagnóstico (onde serão feitos exames laboratoriais) e a quarta e última sala é o Canil, onde animais ficarão em observação.

Os materiais usados neste projeto não devem ser porosos e rugosos (para não armazenar resíduos), e não devem ser muito rígidos por conta do transporte constante.

  • O piso será todo feito em Paviflex, que é um piso altamente durável composto resinas de PVC, minerais, pigmentos e plastificantes, garantindo resistência, impermeabilidade e não propagação de chamas.
  • As paredes terão laminado melamínico branco, também resistente, fácil de limpar e impermeável.
  • A estrutura de revestimento da carreta e de suas divisórias serão feitas com o sistema construtivo de Steel Frame que faz parte do Sistema CES – Construção Energitérmica Sustentável. A preocupação com a sustentabilidade faz parte do sistema CES, uma obra em CES gera menos de 1% de resíduos, o que representa grande economia para construtoras e proprietários de imóveis. Outro fator importante é a baixa emissão de CO², até 73% menos que a construção em alvenaria, por exemplo. A estrutura é composta por perfis leves de aço que em conjunto com as placas estruturais formam painéis estruturais capazes de resistir às cargas verticais (telhados e pavimentos), e perpendiculares (ventos). O fechamento dessa estrutura será feito com o OBS estrutural que é composto por: Tiras de madeira reflorestada; Resina fenólica (camada externa) e MDI (camada interna); as bordas são seladas com impermeabilizante e possuem aditivos à base de ciflutrina contra o ataque de cupins.
  • A carreta terá entrada e saída de ar feita por janelas basculantes aliadas a circulação interna feita com ar condicionado.

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Projeto Comboio Unoeste

Pois bem meus amigos, conforme já tinha apontado noutro post tempos atras, decidi trabalhar um outro objeto base para projetos com a turma do 3° termo da UNOESTE.

Eu tenho motivos bem claros para propor isso e tudo fica claro quando insisto que o nome dos cursos “Design de Interiores” está equivocado e é o grande empecilho para o desenvolvimento pleno da área. Defendo, portanto, que o mais coerente seria a alteração do nome de todos os cursos para “Design de Ambientes” (ou Espaços) já que adquirimos muitos conhecimentos na academia que não cabem dentro dos “interiores” apenas e menos ainda permanecer amarrados apenas ao objeto arquitetônico (edificação) e devem, sim, serem aproveitados onde houver necessidade por parte dos usuários.

Assim, lancei o desafio aos alunos de projetar utilizando um outro objeto base: CARRETAS. Transformar carretas baús em alguma coisa (temas lançados) aproveitando-se da estrutura da mesma e deixando-os criar livremente de acordo com as necessidades de sua área tema.

“Ah, mas isso não é atribuição de vocês!” irão berrar alguns.

OK! Mas também não é de arquitetos.

“Ah, mas nós arquitetos assinamos RRT e nos responsabilizamos pelos nossos projetos!”

Sério mesmo? De todos os projetos que você já fez na sua vidinha e que lidou com estruturas, quantos VOCÊ assinou as RRTs sobre a parte estrutural? Hummm, e de elétrica? Talvez hidráulica facilita?

Ok! Então parem de chororô e aceitem que existem profissionais de OUTRA área, que NÃO DEPENDEM DA ARQUITETURA para “sobreviver”, Aliás, por falar em sobreviver, o que seria dos arquitetos sem os engenheiros né?

Indiferente a todo esse chororô (o choro é livre) a minha intenção é simplesmente mostrar que sim, temos condições de desenvolver projetos diferenciados que vão muito além daquele beabá ensinado nas academias amarrado ao elemento arquitetônico.

Oras, existe sim algumas dificuldades técnicas e que não são nossas atribuições (e nem devem pois fatalmente irão afetar o lado criativo). Para isso existem as parcerias profissionais, o trabalho multidisciplinar. No caso específico aqui, os engenheiros (mecânica, elétrica, hidráulica) além do constante contato com os profissionais das áreas temas trabalhadas em cada carreta.

Pois bem, vou começar a postar alguns dos projetos que foram desenvolvidos pelos alunos do TERCEIRO termo (semestre) do curso da Unoeste.

Isso aqui serve também para mostrar que apesar do pouco tempo de duração dos cursos de tecnologia, esta alegação de “falta de conhecimento” não procede pois eles conseguiram encontrar os problemas e dificuldades de projeto e propor as soluções mais adequadas para cada caso. E olha que não é nada fácil trabalhar com uma estrutura que se “contorce” quando está em movimento.

E, finalmente, serve para mostrar o quão equivocado está o PL4692, que regulamenta a nossa profissão, ao insistir em nos manter amarrados ao objeto arquitetônico em sua justificativa que é, na verdade, a “alma da Lei” e permanecerá para sempre atrelada à ela.

Espero que apreciem SEM moderação!!!

Design de Interiores, outro objeto base: Comboio Social Unoeste.

Pois bem meus amigos e seguidores, poucos sabem mas estou lecionando também no curso de Design de Interiores na Unoeste, em Presidente Prudente – SP. A disciplina é “Projeto de Ambientes Institucionais e de Serviços”.

O coordenador, Prof. Ms Marcelo Motta, me deu total liberdade para trabalhar a disciplina e agradeço a ele a credibilidade e a oportunidade de poder desenvolver este projeto. Resolvi então fazer o que mais gosto: pensar fora da caixinha e agir fora da gaiola. Estou fazendo isso ao escolher como objeto base dos projetos algo não arquitetônico.

Chega de casinhas, lojinhas e outros projetos que tem como objetos base apenas aqueles ligados à Arquitetura. Design é muito mais que isso e as possibilidades de sua aplicação vão muito além de um objeto arquitetônico. Consequentemente, é um erro insistir em manter a área de Design de Interiores/Ambientes fechada dentro da caixinha arquitetônica. Além de erro, este ato traz danos à nossa profissão. Mas isso é assunto para outro post.

Resolvi então levar os alunos a pensar em um espaço inesperado. Para tal, tive que procurar algo onde eles conseguissem ir além do básico e fixo (as paredes de uma edificação) e trabalhar em algo nem tão estático assim. Aqui temos um grande problema a ser solucionado (base do Design) que implica em conhecer o desconhecido e buscar materiais e outras soluções para atingir o objetivo: um projeto móvel, instável (ocorrem torções, grande vibraçãoe solavancos) além do espaço reduzido para a maioria dos projetos: as carretas do tipo baú.

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É o projeto Comboio Social. São dez carretas que estão sendo trabalhadas por grupos, cada uma com seu tema específico. Este comboio percorrerá as pequenas cidades, vilarejos e assentamentos levando diversos atendimentos, diversão e conhecimento a estas pequenas comunidades que tanto necessitam.

Um detalhe importante é que estamos trabalhando ao mesmo tempo ambientes institucionais e de serviços: a instituição por trás do projeto é a própria Unoeste que deve estar representada e os serviços, aqueles relacionados aos cursos oferecidos pela universidade. Uma mescla perfeita onde os alunos tem de resolver qual a melhor forma de apresentar a instituição mantenedora bem como projetar atendendo as necessidades de sua área tema. Além disso, estas carretas serão utilizadas como espaços para estágio dos alunos dos cursos da Unoeste.

Os temas são:

1 – Arte: uma carreta destinada à apresentações artísticas como música, dança e teatro.

2 – UBS: uma carreta destinada ao atendimento básico em saúde, medicina (não invasiva) e enfermagem.

3 – Biblioteca: uma biblioteca que atenda de crianças a adultos, com espaços para emprestar, atividades culturais e doações de livros.

4 – Clínica Veterinária: uma carreta para atendimentos a animais de pequeno e médio porte. De consultas a pequenas cirurgias.

5 – Corte e costura: esta área infelizmente ainda não está contemplada na Unoeste, porém, ainda é bastante comum encontrarmos famílias que sobrevivem com serviços de pequenos reparos em roupas e até mesmo da confecção. Portanto, uma atualização faz-se necessária a estas pessoas.

6 – Serviço Social: uma carreta destinada ao atendimento social envolvendo psicologia, assistência social, direito, pedagogia.

7 – Estética: carreta para atendimento nas páreas de estética, dermatologia e fisioterapia.

8 – Gastronomia: carreta que oferecerá cursos de culinária saudável, cultivo de alimentos para consumo próprio e treinamento para merendeiras escolares. Envolve as áreas de gastronomia, nutrição e agronomia.

9 – Coletivo: uma carreta voltada para o empreendedorismo e soluções de conflitos públicos. Nesta carreta ocorrerão atendimentos a associações de bairros, audiências públicas e outras atividades relacionadas com a vida coletiva/comunitária. Administração, economia, direito, design, arquitetura, engenharia, gestão e outras áreas que podem contribuir para a melhoria e soluções dos conflitos.

10 – Design Social: como o Design pode ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas? É o que esta carreta buscará apresentar. De um redesign residencial, comercial ou de um espaço público à assessoria na elaboração de materiais gráficos e melhoria na qualidade de produtos.

Para que o projeto consiga atender às demandas particulares de cada área, dividi o trabalho em sete fases. Importante ressaltar que antes da sexta fase ficou proibido o uso de softwares. O foco é o sketch, usar e abusar desta ferramenta para reforçar nos alunos a importância do estudo manual antes do projeto. São as fases:

COLETA DE INFORMAÇÕES INSTITUCIONAIS: Conhecer a instituição mantenedora do projeto:

Quem é, o que faz, sua marca, qual sua missão, quais seus valores, suas características principais, diferenciais e sua estrutura.

COLETA DE INFORMAÇÕES PÚBLICO ALVO – Conhecer os públicos alvos do projeto:

Pessoas: quem são, realidade social, onde estão, necessidades. Cidades: mapeamento, estrutura local, espaços públicos disponíveis.

COLETA DE INFORMAÇÕES SOBRE A ÁREA TEMA – Conhecer a área tema do projeto:

O que é, o que faz, como faz, suas características principais, diferenciais sociais, estrutura necessária e normas técnicas relativas à área.

COLETA DE INFORMAÇÕES SOBRE CARRETAS – Conhecer o objeto base do projeto (carreta):

O que é, o que faz, suas características principais, tipos, necessidades e limitações, fabricantes, exemplos de transformações e legislação vigente.

PAINÉIS SEMÂNTICOS – Apresentação do conceito do projeto:

Elaboração dos painéis semânticos relativos à área tema do projeto para explicar adequadamente o conceito do projeto apresentando os correlatos, materiais, equipamentos e utensílios necessários à área e os primeiros sketches.

PROJETO I – Desenvolvimento de projeto conceitual:

A fusão de todos os conhecimentos levantados nas etapas anteriores e que os direcionaram para o desenvolvimento do projeto, os problemas encontrados e as possíveis soluções aplicáveis. Desenho manual (sketch) e desenho digital (CAD e SketchUp).

PROJETO II – Desenvolvimento de projeto executivo:

Detalhamentos totais dos projetos e elaboração de maquetes.

Importante ressaltar que, como ainda estamos no inicio da disciplina, mesmo sem trabalhar os projetos no computador os alunos já começaram a perceber os problemas e necessidades específicas de cada área. Para algumas uma carreta basta, outras terão de utilizar carretas do tipo bi-trem e outras terão de elaborar propostas de expansões verticais e/ou horizontais para conseguir atender suas demandas específicas.

Em todos os projetos o direcionamento principal é atender as normas técnicas bem como trabalhar com uma forte pegada de sustentabilidade.

Vale ressaltar também a questão multidisciplinar do projeto onde diversas disciplinas específicas do curso estão envolvidas diretamente, bem como conhecimentos oriundos das outras áreas temas além das engenharias.

Agora, finalizamos a primeira etapa de estudos e análises teóricas e técnicas. Partimos então para os painéis semânticos e projetos.

Assim que tiver os resultados, os projetos finalizados vou fazer as postagens sobre cada carreta.

Espero que este modelo de projeto aqui apresentado sirva de norte para outros coordenadores de cursos de Design de Interiores/Ambientes, eliminando a amarra arquitetônica imposta sobre a nossa área e liberando o pensamento de que somos DESIGNERS, autorizando seus professores a desenvolver projetos similares e que saiam da caixinha.

Somos designers, podemos mais, muito mais.