Não entendeu nada como isso é feito? este tuto vai te ajudar a entender:
Não entendeu nada como isso é feito? este tuto vai te ajudar a entender:
Pois é, Leonardo Fibonacci, foi o primeiro grande matemático na Europa durante a Idade Média. Ele era também conhecido como Leonardo de Pisa.
Entre os livros de Fibonacci destacam-se “Liber abbaci” (1202), “Practica geometriae” (1220) e “Liber quadratorum” (1225).
Mas o que tem o trabalho dele a ver com Design de Interiores/Ambientes e Lighting Design?
1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 35, 55… quem já viu essa sequência numérica sabe da importância da presença dela em tudo, especialmente na natureza que é particularmente, a maior biblioteca de exemplos disso, como pode-se perceber neste vídeo que encontrei no excelente Design on the Rocks:
Eu já fiz um post aqui no blog falando sobre o assunto e explicando com alguns outros vídeos.
Tá, e o que isso tem a ver com o nosso trabalho? Como é que eu posso aplicar isso em meus projetos?
Primeiro temos de entender melhor sobre este assunto. Pesquisar, ler bastante, ver vários vídeos explicativos (youtube, vimeo e outros estão cheios deles) e principalmente aplica-los em exercícios praticos e de observação.
Depois, pensar em que partes de nossos projetos podemos aplicar este conhecimento:
– paginação de pisos e revestimentos de parede? ]
– layout?
– design de mobiliários?
– talvez naquele adesivo que você pretende colocar na parede?
– na iluminação?
– na relação entre as dimensões dos objetos escolhidos para compor os ambientes?
– talvez no paisagismo?
– quem sabe no fluxograma?
E assim por diante.
Basta entender um pouco mais sobre o assunto e buscar as soluções dentro dele.

Olha só pessoal, acabou de sair a grade de oficinas do RLondrina2010:
A minha oficina, Design Crítico, será ministrada nos dias 4 e 5/11 das 09:00h às 11:00h.
As inscrições podem ser feitas através do site do RLondrina2010.
Nos vemos lá ok?
Pessoal, já postei aqui ha bastante tempo mas sempre é bom relembrar:
O LabLuz – Laboratório de Iluminação da UNICAMP – tem uma coletânea de arquivos disponível no site deles com muuuuuuuito material sobre iluminação, arquitetura, cênica, etc.
É um trabalho desenvolvido pelo colega Valmir Peres, LD especialista em iluminação cênica.
Vale a pena uma visita pois tem muita coisa boa por lá pra quem gosta de ler e busca informação.
O link para a coletânea é este aqui.
Postei aqui ha um tempo atrás – pouco antes do natal – os vídeos da série Lighting Fantastic que a BBC de Londres fez.
Deixei avisado que por questões de direitos autorais aquele material acabaria sendo retirado do Youtube e pimba! Não durou mais que uma semana.
Mas como sempre tem gente “do bem”, os vídeos foram repostados. Então corra e assista pois é uma mega viagem pela história da iluminação.
Ah, clique aqui para a página do youtube com os vídeos. Perceba que são vários capítulos divididos em partes, então atenção na sequência correta para não se perder e achar tudo sem pé e sem cabeça.
Ah, e também uma outra informação: está em inglês.
Só para aguçar a curiosidade, aqui vai a primeira parte do primeiro episódio:
Neste final de semana tive mais um módulo da pós. Desta vez a grata surpresa foi a aula com o mestre Glaucus Cianciardi (Belas Artes-SP) no módulo Design de Interiores Residenciais.
Não preciso escrever aqui que o cara é fera, conhece e entende pacas sobre o assunto. Foi simplesmente brilhante a aula. Aos poucos vou compartilhando com vocês algumas coisas sobre este módulo.
Uma coisa que me deixou bastante feliz foi ver, no meio do material distribuído, o meu modelo de contrato já disponibilizado para vocês aqui no blog, como modelo padrão que está sendo divulgado e distribuído a todas as turmas do IPOG.
UIA!!! Virei bibliografia, agora oficialmente ahahahaahha.
Bom, mas vamos ao que realmente interessa então neste post. Como anda o seu vocabulário profissional?
Este é um tema bastante complicado de ser apresentado pois os regionalismos e jargões profissionais existem e sempre há bastante resistência na aceitação de termos, muitas vezes, oficiais em detrimento daqueles comumente usados. E isso não deixou de acontecer aqui em Londrina neste módulo.
Os termos oficiais existem sim porém, no dia a dia das obras e contatos diversos acabamos assimilando e colocando em uso palavras mais “fáceis” ou populares. A lista abaixo eu fui anotando no meio da aula e confesso que me peguei rindo diversas vezes por causa de algumas delas comparando-as com as que eu uso. Não estão em ordem alfabética e tampouco com a definição exata pois foram sendo anotadas no decorrer da aula. Mas já dá para vocês terem uma excelente idéia. Vamos lá:
Apuí: fibra natural possível de vergar. Ela não racha ou trinca quando “entortada”.
Boiserie: Revestimento de paredes típico dos séculos XVII e XVIII. Trata-se de painéis de madeira adornados com baixos-relevos.

Lambri: a mesma coisas que bouaserie – painel de madeira na parede porém sem entalhes e baixos relevos.

Woodflex: madeira plástica.
Escabelo: banco de origem africana.
Etologia: delimitação de espaços. Pense no mesmo que um animal delimitando o seu espaço ou território. Da mesma forma, nós humanos fazemos isso em nossos lares.
Frugalidade: busca pela simplicidade.
Stimmung: criar um stimmung para o espaço. Atmosfera do espaço. O elemento primordial para a criação de um stimmung é a luz.
Mélange: ecletismo, mistura de estilos.
Vintage: peças que marcaram determinada época. São o que as revistas chamam de clássicos do design.
Baldaquim: estrutura (balaustres) sobre as camas para fixar tecidos (dosel).
Alabastro: pedra translúcida de cor amarelada, bastante usada em iluminação.
Alma: um espaço que eu deixo entre um quadro e outro ou entre objetos. Necessário para que a composição e o olhar “respirem”.
Aplique: arandela de parede de estilo clássico.

Bandeira: parte superior da porta (janela) para auxiliar na ventilação e iluminação naturais.
Bay window: janela avançada.
Chinoiserie: qualquer coisa de influência chinesa.
Blanc d’chine: branco chinês.
Chine blue: azul chinês, tendência para casas junto à água.
Botonê: botões colocados no estofado que ficam na superfície.

Capitonné: botões mais para baixo, mais afundados no estofamento.

Bordure: faixa (de acabamento) externa dos tapetes clássicos.
Border: mesma faixa mas em modelos contemporâneos.
Brise-brise: meia cortina colocada na parte metade baixa da janela. A parte de cima chama-se sanefa.

Cabuchon: (ou toseto) detalhes no piso.
Colchão grego: o que chamam de futton.
Cantaria: revestimento em pedra.
Casual: frugal, simples.
Clapboard: revestimento de parede em escamas feita com gesso acartonado na horizontal.

Clean: década de 80, limpeza formal, bastante minimalista.
Damier: piso em duas cores ou texturas com a função de gerar movimento.
Day bed: cama para área de piscina e praia com cobertura em tecido.
Dipitco: quadro em duas partes.
Triptico: quadro em tres partes.
Debrum: costura grossa (reforçada e aparente) em estofados.
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Draperie: um tecido preso à parede para dar acabamento às cortinas.
Espaleta: parede geralmente usada para dar acabamento (laterais de armários por exemplo com no Maximo 50cm) mas pode ser usada também como elemento compositivo.

Faiança: é uma porcelana mais grosseira, rústica. Usada bastante no estilo provençal Francês.
Faux: ou fake – coisas falsas que imitam outras.
Ferronerie: serralheria.
Frontão: parte fronteiriça da lareira.
Roda pia ou saia: para bancadas de banheiros.
Galuchat: revestimento com pele de arraia esticada. Mais anti-ecológico impossível.
Gregas: grafismo ou desenho espiral de tendência grega.
High tech: alta tecnologia aparente, exposta.
Housse: capa de cadeira.
Japonaiserie: influência japonesa na decoração.
Kitsch: não é mau gosto e sim uma irreverência, brincadeira de bom gosto.
Loft: espaço comercial ou industrial (geralmente galpões) que passou por um processo de retrofit arquitetônico para ser tornar um espaço residencial. Nem de longe loft quer dizer estes apartamentos ou casas construídas de forma integrada que vemos hoje.
Masstige: a peça de mais prestígio, elegância e destaque da ambientação.
Óculum: abertura circular na parede que não abre como a janela.
Off White: tons de branco ou branco sujo que não o branco puro – 001.
Panejamento: um trabalho com tecido colocado nas paredes como composição. Bastante comum em festas e casamentos. Pode ser chamado também como draperie.
Peanhas: suporte afixado na parede para colocar algo em cima, mão francesa.

Peça curinga: é a peça versátil no ambiente que pode ser utilizada de varias formas devido a sua versatilidade.
Repaginar: trocar a composição interna.
Reformar: envolve a parte arquitetônica.
Retro: estilo das décadas de 50, 60 e 70.
Faux boiserie: parede falsa de madeira.
Saia e blusa: forro em duas folhas, padrão da casa colonial brasileira. Neste caso dá a sensação de descer o pé direito.
Tabica: espaço deixado entre a parede e o forro. Na verdade é a junta de dilatação. Deve ser pintado na cor da parede e não do forro para um melhor efeito.
Trompe l’oeil: enganar os olhos. Falsa perspectiva ou falsa representação de algo feita com pintura. Pode ser aplicado em paredes, tetos, pisos ou móveis. Pintura parietal.

Verdure: é o tema da tapeçaria para paredes.
Washed: efeito lavado.
Composé: é a combinação de padronagens, cores e texturas.
Incrustração: aplicação de metal sobre a madeira.
Marchetaria: junção de lâminas de madeira. Não necessariamente para formar desenhos e recortes.
Laca: é uma resina natural aplicada sobre a madeira. Nada tem a ver com o que o mercado chama de laca para mobiliário. Nem na aparência.
Plafonnier: luminária de sobrepor. É o que chamam de plafon.
Existem ainda muitos outros termos. Dentro de cada parte de um projeto existem estes termos como por exemplo no panejamento. Porém, o mais acertado é você adquirir o seguinte livro para saber certinho o que é cada um deles:
MOUTINHO, Stella Rodrigo Octavio; et alli, Dicionário de artes decorativas e decoração. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999
Lembro que devemos ter bom senso quando do uso deste vocabulário junto aos clientes que geralmente são leigos. Ao mesmo tempo em que estes podem passar uma imagem positiva do profissional, demonstrando o seu conhecimento e segurança, para outros clientes pode passar uma informação boçal, arrogante. Imagine então usar estes termos numa obra junto aos operários.
Portanto devemos conhecer os termos, seus significados e as palavras mais simples (jargões) que dizem o mesmo e também saber quando, como e com quem utiliza-los.
Espero que se divirtam fazendo biquinho para falar varias delas já que a maioria tem origem francesa.
Até o próximo post
Assisti neste final de semana a dois filmes e quero compartilhar com vocês leitores pois, além de excelentes roteiros e argumentos são um espetáculo cenográfico, de locações e de figurinos.
Vou escrever sobre “A Single Man” (pessimamente traduzido para o português como “direito de amar”). O mais coerente com a tradução e com a história seria “um homem sozinho” ou coisa assim. O segundo filme coloco um pouco no final deste post.
Confesso que ainda estou bastante tocado por este filme por causa da história. Já aviso que é doída, corta a alma e nos deixa com um apertado nó na garganta e no coração.
Colin Firth está surpreendente neste filme. Jamais esperaria vê-lo interpretando um homossexual, mas agradáveis surpresas sempre acontecem. Ele trata o tema do filme e o carater da personagem com uma integridade moral e ética perfeitas.

Em resumo, ofilme apresenta o drama de um professor homossexual no início da década de 60 que perde seu companheiro de 16 anos num acidente de carro e não vê – apesar da vida que leva cheia de luxo e uma posição social privilegiada – razão para continuar vivendo.

Os mais homofóbicos podem ficar tranquilos pois este filme não é nada agressivo e tampouco tem cenas de putaria que vocês adoram ver nos filmes héteros. Pelo contrário, mostra um homem já maduro e bem resolvido em todos os sentidos na vida e que sofre pela perda do amor de sua vida. Se vocês pensam que ser gay é ser uma caricatura de mulher apenas, não percam a oportunidade de conhecer o outro lado gay que a mídia não mostra por não dar retorno: o dos homens, que são homens, gostam de ser homens, andam, falam, gesticulam como homens e não tem o menor problema com a sua sexualidade. São simplesmente homens que gostam de homens. E, principalmente, que tem o direito de amar livremente assim como você.
Bom, tecnicamente falando o filme é um show em todos os sentidos.
A fotografia, cenografia e locações são um espetáculo e para aqueles que querem conhecer um pouco mais sobre como eram as coisas e a vida na década de 60 é fundamental assisti-lo. Indiscutivelmente a melhor representação deste período que eu já vi em filmes até hoje.
O make-up é outro show a parte. Os penteados e maquiagens são uma verdadeira viagem no tempo.
Os figurinos são uma perfeita representação de bom gosto. Também pudera, o diretor estreante é ninguém menos que Tom Ford. Não sabe quem é ele?

Foi Tom Ford quem reergueu a grife Gucci e ocupou o lugar de Yves Saint Laurent depois de sua morte.
Daí os figurinos impecáveis, ternos absurdamente alinhados e vestidos maravilhosos como o usado pela Juliane Moore (num papel pequeno mas fundamental à história) na noite de natal que aparece em parte na foto acima.
Tudo isso embalado por uma trilha sonora e uma sonoplastia impecáveis.
Vale cada segundo. Veja o trailler:
O segundo filme, aqui no Brasil traduziram seu nome para “Os homens que não amavam as mulheres” .

Este é um filme sueco (falado em sueco também) e muito interessante. É uma história de investigação que envolvem crimes contra mulheres. Cria-se uma estética interessante ao misturar vários elementos de personagens distintos. O filme faz parte de uma trilogia do autor sueco Stieg Larsson. Todos os tres livros já foram filmados por lá.
Uma curiosidade: Larsson não chegou a ver o sucesso de sua obra, ele morreu de infarto pouco após entregar os três livros ao seu editor. Parece que seria uma decalogia mas o sueco não viveu para tanto.
Para quem não conhece a Suécia é uma excelente oportunidade para perceber um pouco da paisagem e do modo de vida deles. Veja o trailler e fique com vontade:
Um presente para os mais curiosos e já pensando numa possível entrevista com o professor Farlley Derze sobre história da iluminação.
Uma série de cinco vídeos falando sobre a arte, arquitetura e iluminação egípcia. Nestes vídeos são mostrados alguns elementos utilizados pelos antigos egípcios para promover a iluminação natural bem como expõe um projeto de iluminação artificial projetado especialmente para estes espaços visando melhorar a experiência dos visitantes. Degustem:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5

Para quem não sabe, o Museu de Arte Moderna de São Paulo oferece diversos cursos abertos à comunidade.
Dentre os oferecidos destaco um que irá iniciar em agosto e vai até novembro sobre cenografia. Seguem as informações:
CENOGRAFIA
O curso tem por objetivo introduzir o aluno à cenografia, interligando teatro, artes plásticas, cinema e televisão para ampliar a capacidade da construção visual contemporânea. Partindo de um breve panorama sobre o desenvolvimento do espaço cenográfico, os exercícios são propostos a partir da análise de textos dramatúrgicos, pesquisa e elaboração de maquete.
Professor – Mário Saladini – cenógrafo
Início – 11 AGO 2010
Duração – 04 meses
Público – adulto
Dias das aulas: Quartas-feiras, 17H30 – 19H30
Vagas – 20 vagas
Investimento – R$ 230 / mês
Além deste, o MAM oferece vários outros cursos e oficinas como por exemplo:
DESENHO
O desenho de observação é usado como instrumento para o desenvolvimento da percepção visual e como ponto de partida para discussão de questões ligadas à arte contemporânea. Aulas com modelo vivo alimentam o debate sobre a produção dos participantes.
Professor: Dudi Maia Rosa – Artista plástico
Início: 10 ago 2010
Duração: 04 meses
Público – adulto
Dia das aulas:Terças – feiras, das 17H – 19H30
Vagas – 25 vagas
Investimento – R$ 250 / mês
DESENHO DA FIGURA HUMANA
O objetivo do curso é exercitar o olhar para a leitura e a construção da imagem gráfica por meio do desenho de observação. Conceitos como composição, proporção, claro – escuro são aprofundados nas sessões de desenho com modelo vivo, objetos relacionados ao corpo e de uso cotidiano. A prática do desenho com várias técnicas e a análise de obras gráficas produzidas por diversos artistas enriquecem a experiência e estimulam a reflexão.
Professor – Teresa Berlinck – Artista plástica
Início – 10 ago 2010
Duração – 04 meses
Público – adulto
Dia das aulas – Terças-feiras, das 20H – 22H
Início – 10 AGO 2010
Duração – 04 meses
Vagas – 15 vagas
Investimento – R$ 240 / mês
Acesse a página de cursos do MAM e fique por dentro da agenda.
Maiores informações podem ser obtidas através do site do MAM-SP.
MAM
Parque do Ibirapuera, portão 3 – s/nº
São Paulo – SP – Brasil
04094-000
Tel. – (11) 5085-1300
Fax – (11) 5549-2342
http://twitter.com/MAM_SP
http://tiny.cc/facebookmam
Horário
Bilheteria: terça a domingo e feriados das 10h às 17h30
Visitação: terça a domingo e feriados das 10h às 18h
Vejo constantemente nos projetos elementos complexos hora para atender necessidades físicas, hora para atender necessidades estéticas e assim por diante. Sempre há uma justificativa para tudo.
No entanto muitas vezes a opção por coisas mais simples podem resolver um problema que parece difícil. Por exemplo:
Como resolver aquele canto da sala que “sobrou” medindo 1x1m?
Já tenho mesinhas demais, ali não cabe uma poltrona, uma estante ficaria ridículo e assim por diante. Os empecilhos parecem ser sempre maiores que a nossa possibilidade de solucionar o que, muitas vezes, nos levam a fazer coisas que depois de prontas vem aquela sensação: “Não gostei”.
Não sei se sou adepto de um dos motes da arquitetura “menos é mais”. Só sei que não suporto ambientes entupidos de cacarecos. Me dá náusea. Só de pensar naquele monte de bibelôs enfileirados e/ou amontoados me arrepia a alma.
Fico pensando na “praticidade” que será para o/a usuário/a limpar um por um (ou coitadas das empregadas), em crianças correndo histericas derrubando tudo, etc. Sem contar que acho horrorosas, especialmente aquelas miniaturas de vidro/cristal.
Por isso sempre admiro ambientes mais limpos, cleans, fáceis de manter arrumado e limpo além de serem ambientes mais leves.
Pois bem, voltando ao cantinho nojento de difícil solução: o que fazer para não se decepcionar depois?
Uma excelente alternativa é a arte para compor este tipo de canto. Pode ser uma arte clássica ou contemporânea, o importante é que ela tenha alguma ligação com o restante do espaço. E sim, uma arte contemporânea pode conviver tranquilamente com um ambiente clássico e austero. Depende da aplicação.
As imagens a seguir mostram uma das obras do artista Olafur Eliasson, que está com uma exposição no Martin-Gropius-Bau em Berlin, com o nome Arco-Íris Circular:



Pois bem. Múltiplos efeitos, lúdico para observação e contemplação. Uma peça que prende a atenção de quem a vê. Afinal, me digam um foco de luz diferente, com ou sem movimento, que não chame a atenção do olhar humano.
A sutileza e a leveza deste tipo de peça certamente não irá interferir e muito menos pesar naquele cantinho sem graça que sobrou. Pelo contrário, irá valoriza-lo e muito.
Consegue você aplicar este tipo de coisa nos seus projetos? Já tinha pensado nisso?
Agora para finalizar, um exercício: você consegue listar os materiais utilizados para construir esta peça e atingir este efeito?
Bons pensamentos e muita criatividade a vocês.
E muita luz!
Até o próximo post.
Pois é pessoal, muitos já devem saber que este ano a Bienal Brasileira de Design acontecerá em Curitiba – PR, de 14 de setembro a 31 de outubro.
Andei olhando o site da Bienal e lá pude encontrar informações bem detalhadas sobre tudo o que vai rolar neste evento impostantíssimo para o Design nacional.
Vale a pena conferir os workshops, cursos, palestras, eventos paralelos, etc.
Só me entristece perceber que mais uma vez o Design de Interiores foi deixado de lado pelo grupo que organiza a Bienal. Já percebi em diversos fóruns que alguns* profissionais e associações de Desenho Industrial tem uma resistência enorme contra o Design de Interiores e não conseguem – ou não querem – ver as características reais da profissão e dos cursos. estes só conseguem ver os cursos como sendo algo ligado apenas à decoração.
Isso ficou claro tempos atrás na formação de mais uma associação aqui no Paraná onde, de forma jocosa e irresponsável, o Design de Interiores foi excluído do rol de profissões associadas. No entanto aceitaram publicitários… vai entender….
Assim, fica aqui mais uma dica para a ABD: lutar pelo nosso reconhecimento dentro da nossa propria área mãe/raiz: o Design.
* – não me refiro a todos e sim a alguns profissionais.
Será inaugurada na terça-feira, 6 de julho, a exposição “Design Brasil – 101 anos de história”, no MCB (Museu da Casa Brasileira), em São Paulo.
A exposição tem curadoria do jornalista e arquiteto Pedro Ariel Santana e traz um panorama do design brasileiro do início do século 20 aos dias atuais, propondo uma discussão sobre a evolução do conceito de morar, da tecnologia e do uso de materiais ao longo do século passado.
Estarão expostas 48 peças símbolos de um século de design, com criações de Joaquim Tenreiro e Sergio Rodrigues até os irmãos Campana e Oscar Niemeyer.
No dia 6 de julho, às 19h30, abertura da mostra, será lançado livro com título homônimo ao da exposição, trazendo o perfil de 83 profissionais e 500 peças.
A mostra poderá ser visitada até o dia 8 de agosto, de terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00.
O ingresso custa R$ 4,00, havendo meia-entrada para estudantes, e é gratuida aos domingos e feriados.
O MCB fica na Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 (Jardim Paulistano).
Mais informações pelo telefone (11) 3032-3727 ou no site: www.mcb.org.br.
Via> Design Gráfico
É impressionante como ações simples podem melhorar o ambiente urbano. Seja colocando apenas um foco de luz em uma árvore da rua, pintando um muro ou qualquer outra intervenção pequena, os resultados podem ser surpreendentes.
O artista Aakash Nihalani nos dá uma bela mostra com esta instalação:
Como se vê, uma ação simples acabou conseguindo resultados positivos.
Aqui em Londrina seria uma boa uma vez que quando estamos dirigindo não sabemos se olhamos para a sinalização (quase inexistente ou escondida), para os pedestres ou para os buracos no asfalto.
Brincadeiras sérias à parte, ao menos acaba-se aquele visual duro e feio das placas de sinalização que emporcalham todos os cruzamentos de nossas cidades. Tão emporcalhado que as vezes temos de ficar um tempão procurando a placa certa diante do amontoado delas existentes num único cruzamento.
Pessoal, vocês já sabem que estou fazendo o curso do IPOG em Iluminação (lighting).
Vim aqui fazer um breve relato sobre o mesmo.
Até agora tivemos 3 módulos:
História da Iluminação: este módulo não participei pous estava de quarentena por causa da H1N1. Mas a turma disse que foi excelente. Pelo material que o professor nos passou pude comprovar que realmente é bastante aprofundado e tem muitos dados que eu não fazia a menor ideia rsrsrrss e olha que conheço bastante sobre esta parte.
Grandezas e cálculos: excelente! Apesar de ser uma constante em meus projetos e de qualquer outra pessoa que projete iluminação. Mesmo assim, muitos detalhes e dicas importantíssimas que facilitaram bastante o projeto.
Fontes de Luz artificiais: foi neste final de semana. Só o trabalho de campo já valeu a pena o módulo. De um modo geral tivemos a apresentação das fontes de luz e depois fomos aplicar os conhecimentos na prática. Excelente!
O próximo módulo será sobre Conforto Ambiental.
Assim, indico a vocês que estão procurando uma pós para fazer e que realmente gostem de iluminação que façam este curso.
Dê uma olhadinha no site www.ipoggo.com.br e vejam onde tem uma turma aberta próximo de onde você está. Vale cada centavo investido.
Vale aqui lembrar também que eles estão com outra pós com inscrições abertas: o Master em Arquitetura, que promete ser tão bom quanto este de Iluminação.
É, as festas da iluminação estão ganhando o mundo. Só aqui no Brasil que não acontece nada…
Desta vez foi o Vale de Loreley, na Alemanha, que rendeu-se aos encantos da luz. Na verdade esta é uma mostra mais artística onde foram trabalhadas projeções sobre a paisagem, montes, construções, ruínas e outros elementos às margens do Rio Reno. O resultado é surpreendente:

Neste trabalho, temos projeções de palavras sobre uma colina.

Aqui temos uma pesquisa da história das ruínas do Castelo de Rheinfels, a montagem grafica e de projeção (com mapeamento arquitetônico) de um filme contando esta história. Musica, imagens e luz.
Neste uma homenagem à reunificação da Alemanha.
Projeções urbanas.
Mais projeções sobre ruínas.
Mapa de localização das instalações.
Infelizmente, para quem vai viajar pra lá, a mostra já foi encerrada, Mas ano que vem, no mês de outubro acontecerá novamente. Então, agende-se.
Amigos, participando do portal Casa Pró, da revista Casa Claudia, vira e mexe me deparo com situações constrangedoras onde algumas pessoas que se acham deuses só por ser arquiteto acabam denegrindo e atacando os Designers e outras profissões.

GADU – Grande Arquiteto Do Universo. Termo utilizado por vários agrupamentos, entre eles a Maçonaria onde, talvez, o termo tenha nascido. Não concordo com este termo e a minha explicação se dá numa resposta que acabo de dar a um arquiteto numa das comunidades. Segue a resposta/ reflexão:
“engraçado Fabio,
Sempre tive em mente que as primeiras profissões que surgiram foram as de agrônomo ou zootecnista ou talvez, quem sabe, até mesmo a de decorador se forçarmos que o homem primeiro entrou para dentro das cavernas e procurou ajusta-la às suas necessidades deixando-a mais “confortável”. Logo, se não houve construção por elas ja existirem, o que houve foi a decoração.

Não consigo ver arquitetura nessa imagem…
.
Outro ponto que me instiga é dizer que Deus foi o GADU. Não acredito pois a sua primeira ordem foi FIAT LUX (faça-se a luz) e, sabemos perfeitamente que isso não é obra de arquiteto e sim de engenheiros, físicos, etc… depois disso veio o grande biólogo na formação dos ecossistemas, sistemas estelares (astrônomos), geneticista,e depois, beeeeeeeeeeeeem lá pra frente, veio o bicho homem (e não Deus) brincar de construir… apesar de todas as estruturas pensadas e elaboradas, continuam a afirmar que trata-se de arquitetura e não de engenharia.
É uma questão de lógica, mas parece que o senso comum, os melindres e egos não aceitam a lógica e preferem historinhas da carochinha.
Temos de ver tamém que na Bauhaus houve um golpe sujo por parte de Mies quando destruiu a essência da escola ao acabar com as oficinas de artes e design inserindo-as como meras disciplinas de arquitetura… Os alunos que se colocaram contra essa tragica mudança de rumos, bem como professores como Kandinsky, foram denunciados como inimigos do Estado (comunista na época) e tiveram de fugir… talvez venha daí essa mania de “tudo posso” de ALGUNS ARQUITETOS e também a forma suja e nada ética como atuam no mercado. Claro que isso levou ao fim da Bauhaus, não poderia acontecer outra coisa.
Talvez venha da formação mesmo a arrogância e prepotência, vide Mies na imagem acima… Pela cara não precisa dizer mais nada.
.
Sobre a sua visão dos cursos de interiores te digo: é medo. O que aprendemos dentro de um curso de Design de Interiores pode muito bem ser aproveitado em exteriores também e, por isso mesmo, adota-se ja a algum tempo o termo DESIGN DE AMBIENTES, independente se interno ou externo. Você desconhece completamente o que um Designer pode fazer ao afirmar isso de forma tão irresponsável ou, se conhece, deve ter medo de perder clientes para estes. Me desculpe mas é esta a visão baseada em experiências que tenho de profissionais de arquitetura que compartilham da mesma visão que vc.
Sobre leis, é fácil falar quando se está protegido. Porém outras áreas vem surgindo de acordo com as necessidades humanas e sua evolução (social, tecnológica, mercadológica, etc) e, queiram ou não, estas tem direitos independente de avançar sobre outras área sou não. Está na CF: direito ao livre exercício profissional desde que atendidas as exigências das Leis. E as exigências são formação acadêmica, que nós temos sim. Portanto é descabido este teu raciocínio.
Seria mais ético – e até mesmo salutar – se você viesse com um discurso menos ofensivo e melhor embasado como por exemplo: um designer pode lidar com estruturas?
Não, não pode. Porém o designer tem conhecimentos de leitura de plantas para propor alterações estruturais, idealizar livremente o que realmente venha a atender as necessidades do cliente. Se esta parede está atrapalhando, derrubemos ela então. Aí entra a parceria com os profissionais conscientes e éticos de arquitetura e engenharia que irão assumir esta parte no projeto sem problemas para ninguém. Quem ganha com isso?
Todos: o cliente, os profissionais e o mercado.
Mas os melindrosos não conseguem enchergar as coisas assim. Infelizmente.
Aí vemos diariamente arquitetos oferecendo orçamentos numa disputa da seguinte forma:
– projeto arquitetônico, paisagismo e interiores: R$ 20.000,00
– projeto arquitetônico: R$ 60.000,00
Assim fica fácil ah ah ah
Isso sem contar nas RTs que o bloco rende.
Isso é disputa de mercado?
Não, é golpe baixo e sujo. É a absoluta falta de ética.
Então, acho que já passou da hora dos profissionais (de todas as áreas) amadurecerem e esquerecer que moramos num país onde a ética foi jogada no lixo e fazermos a nossa parte na construção de uma sociedade justa, correta e ética.
“ah me esqueci,
sobre o GADU, Ele foi tbm, antes de arquiteto, um exímio geólogo na formação do planeta afinal, primeiro veio a formação da terra, depois a água…
afff “”

E ainda acrescento ais sobre GADU: antes ainda de qualquer tendência à arquitetura, o bicho homem tornou-se artesão/designer ao criar seus utensílios domésticos, de caça entre outros e, para não ir mais longe, virou artista plástico ao imprimir nas paredes das cavernas as imagens que representam o seu dia a dia. Então, deixemos de ser hipócritas.
Acho que já passou da hora de alguns profissionais pararem de agir como crianças mimadas e birrentas e, antes de ficar esperneando ou fazendo fofoca porque perdeu uma disputa num projeto, procurar rever a sua história para encontrar onde estão seus erros, sua falta de informação/formação. E, principalmente, não atirar pedras no telhado dos outros se o seu é de vidro.
Abraços e excelente semana a todos.
Faz tempo que não escrevo nada sobre arte – na verdade que não escrevo sobre quase nada. Mas a seguir apresento alguns vídeos interessantes sobre Arte Plásticas.
Pollock e Basquiat
Joan Miró
Salvador Dali
Edvard Munch
Marcel Duchamp
Paul Cézanne
Eugène Delacroix
Toulouse-Lautrec
Pieter Cornelis Mondrian
Rembrandt Van Rijn
Andy Warhol
Cândido Portinari
Tarsila do Amaral

Um dos pioneiros do lighting design brasileiro, Peter Gasper iniciou sua vida profissional como cenógrafo de teatro, televisão e cinema. A vontade de estudar iluminação veio nos anos 1970, quando ele percebeu que a luz poderia ser uma ferramenta para a cenografia, uma aperfeiçoando a outra. Hoje Gasper atua também iluminando obras arquitetônicas, com destaque para as de Oscar Niemeyer.
Leia a entrevista na íntegra no site da ArcoWEB.
Eu terei o prazer de assistir a mais uma palestra dele juntamente com a Jamile Tormann aqui em Londrina dia 30 próximo.
E Deus disse:
Faça-se a Luz!
E fez-se a luz.
Olá pessoal, novamente passando e falando de minha correria rsrsrsr
Mas, dessa vez deixo aqui para vocês um mega presente que acabo de encontrar.
Trara-se de um documentário fa BBC sobre a Luz. Eu já o conhecia mas somente em inglês e, agora, para alegria dos preguiçosos, aí está a versão legendada.
Como são 4 episódios divididos em 7 videos cada, sugiro que assistam a 1 episódio por dia.
Espero que vocês curtam e prestem muita atenção pois, por mais que você não queira atuar especificamente em iluminação ou lighting, saber como a luz afeta o nosso dia a dia é imprescindível para projetar.
Como muitos já perceberam, o WordPress ultimamente tem sacaneado com este blog. São imagens que não aparecem, funções que não funcionam e por aí vai. Para segurança e certeza de que vocês conseguirão assistir a estes vídeos aqui vai a página no youtube onde eles estão guardados:
Bom, pra variar os vídeos foram excluídos…. infelizmente.