Categoria: Arte & História

  • Arte urbana – embelezamento urbano

    Sempre que ando pela rua, procuro observar a cidade, perceber algumas alterações no skyline, nas ações urbanísticas. Enfim, meu olhar se dirige atento para algo que esteja sendo feito para melhorar a estética urbana.

    Entretanto, na maioria das vezes, surpreende as poucas ações implementadas neste aspecto, cujo investimento deveria ser uma das prioridades nas administrações municipais em razão das conseqüências significativas no contexto social, cultural, econômico e político da cidade, conferindo-lhe uma identidade urbana própria.

    Inevitavelmente, não posso deixar de considerar que, ao caminhar pelas ruas de minha cidade, minha Londrina, observo que ela tem sido abandonada por tantos anos. De um lado, o descaso que deteriora a cidade, tornando-a feia, decadente. Por outro lado, ações meramente maquiadoras que iludem os cidadãos que nela vivem.

    Ao tomar Londrina como exemplo, coloco isso como forma de protesto contra as demais administrações públicas. Poucas são aquelas que realmente se preocupam com sua cidade e com o bem estar de seus moradores, no que diz respeito ao embelezamento urbano. A maioria dos investimentos é realizada segundo os interesses imediatistas decorrentes do jogo de poder, de quem pode mais. Não se preocupam com a cara da cidade, com sua identidade que faz orgulhar cada um de seus moradores. Isto tem a ver também com os proprietários de imóveis, não só com a administração pública.
     

    O descaso por parte das administrações públicas e dos proprietários dos imóveis é o responsável pelo lixo urbano com o qual temos sido obrigados a conviver diariamente.

    Alegra-me o fato de que desde alguns anos tenho visto em poucas cidades brasileiras algumas ações sérias orientadas para o embelezamento urbano.

    Talvez, neste aspecto, a mais forte ação venha da cidade de São Paulo ao implantar de forma corajosa a “lei dos outdoors”, como ficou conhecida. Para quem conheceu a cidade de São Paulo antes e depois desta lei com certeza concorda com que eu afirmo aqui. Todo aquele excesso em poluição visual foi eliminado e hoje existem regras claras sobre o uso de outdoors, painéis e fachadas de empresas. Com isso, hoje conseguimos ver uma cidade que desvela sua arquitetura belíssima, antes escondida atrás dos grandes frontões das lojas. As ruas do centro parecem até que estão mais largas, arejadas, iluminadas uma vez que não temos mais aqueles excessos de painéis e frontões que avançavam o espaço aéreo das calçadas como é o caso da Rua São Bento onde, de uma ponta, nas imediações do Largo São Francisco, hoje se pode ver claramente o Mosteiro de São Bento lá na outra ponta, coisa que antes era impossível.
    Ao dirigir por suas grandes avenidas também percebemos uma mudança salutar com a eliminação dos outdoors. Deste modo conseguimos perceber melhor a cidade sem estas barreiras visuais.

     
    A falta de visão urbanística e pouco caso por parte das administrações públicas são os responsáveis pelo enfeiamento urbano. Tudo é “duro e seco” onde cabe a desculpa de que qualquer alteração encarece demais o orçamento (muitas vezes super faturado).

    É lastimável que este modelo de intervenção incisiva na estética urbana não esteja sendo seguido por todas as cidades, mesmo por aquelas que, por investimentos irrisórios, apenas se preocupam com uma mera aparência superficial.   É um ponto para se pensar seriamente, especialmente em cidades dotadas de uma arquitetura de diversos estilos como é o caso de Curitiba.

    Outro ponto a se destacar, ainda em São Paulo, é a construção da Ponte Estaiada. Além da grande utilidade para o fluxo do trânsito, é de uma beleza plástica impressionante. Quem já a viu “ao vivo e a cores” sabe bem do que estou falando. É sem sombra de dúvida um dos grandes marcos da cidade. Pergunto-me: para que insistir em modelos duros e feios se é possível optar pela plasticidade artística que irá, sem sombra de dúvida, valorizar e embelezar o espaço urbano? E não venham me falar aqui em altos custos pois todos sabemos de como estas obras na maioria das vezes são super faturadas.
     

    Os padrões adotados nos viadutos (planos, lisos, sem vida) vem cooperar diretamente com o enfeiamento urbano. Ações simples e outras mais complexas poderiam ser aplicadas solucionando este elemento urbano.

    Por falar em beleza plástica, entra aqui a arte urbana que pode ser inserida em grandes obras como também em pequenas intervenções. Estas podem ser através de ações paisagísticas, esculturas, grafites, iluminação pública e várias outras.

    Seja no espaço urbano público ou ainda no privado, ações usando arte urbana beneficiam e muito o embelezamento urbano.

    Praças, avenidas, viadutos, parques, prédios públicos e privados podem contribuir sim para este fim. Nas edificações particulares – grandes edifícios comerciais por exemplo – vemos exemplos belíssimos nas áreas de acesso ao mesmo seja com uso de fontes, esculturas ou qualquer outra intervenção. Aquelas laterais esquecidas de edifícios que estão sofrendo com a ação do tempo e o conseqüente desgaste também são excelentes telas para serem usadas pelos artistas da arte urbana.
     

    A Ponte Estaiada em São Paulo, é um excelente exemplo de como a inserção de um elemento extra num projeto de um viaduto comum faz toda a diferença.

    Além do embelezamento urbano não podemos nos esquecer da questão cultural que a arte proporcionará aos transeuntes que conhecerão as várias linguagens da arte. É através da arte que o ser humano formata o seu senso artístico, estético, inicia e amadurece o seu processo de análise e crítica que poderá ser aplicado no seu mundo real.

    Um excelente exemplo de arte urbana usando esculturas é o trabalho desenvolvido por William Pye que já postei aqui no blog. Ele trabalha com a água como elemento principal de suas obras. Suas obras encontram-se espalhadas por vários pontos do mundo e são referências em embelezamento urbano. Além da plasticidade traz o benefício ao corpo por ser um elemento relaxante.
     

     Obra de William Pye. Movimento, leveza e beleza.

    Um outro grupo que vem trabalhando com esculturas usando algum elemento base é o Colombo Construction Corp – também já apresentado aqui no blog. Eles trabalham esculturas usando o fogo como elemento principal. Usado com moderação e cuidados torna-se um belíssimo exemplo dada a plasticidade das chamas que dependendo da direção e força do vento, nunca repetirão a mesma forma.

    O The Art Office  – também apresentado aqui no blog – trabalha com esculturas com materiais tradicionais porém fugindo das formas normais brincando com orgânicos, cores e texturas.

    Ainda nas esculturas vi recentemente um belíssimo exemplo que é a do Anish Kapoor para o Millennium Park, Chicago. Trata-se de uma estrutura que imita uma gota de mercúrio tanto na forma quanto nos reflexos. Em seu reflexo podemos ver o skyline local e os transeuntes numa gostosa brincadeira que nos remete àqueles salões de espelhos, dos antigos parques de diversões.

    Devemos também levar em consideração a questão do mobiliário e equipamento urbano como fator de embelezamento urbano. Hoje, os designers têm produzido produtos lindos e funcionais para este fim, mas percebe-se um certo comodismo por parte das administrações públicas em manter sempre o padrão comum nos projetos o que faz com que todos os espaços, apesar de algumas particularidades, acabem sempre com a mesma cara, o mesmo estilo. E por vezes, com orçamentos mais caros do que se fossem usados outros equipamentos novos, que visam à acessibilidade, sustentabilidade, embelezamento urbano.

    Na área plástica em 2D temos o grafite onde vemos uma variedade de uso e aplicação cada dia maior. Não me refiro aqui à pichação. Grafite é bem diferente, onde vemos desenhos que geralmente nos remetem muito à arte POP, por vezes ao Cubismo e muitas vezes beirando o kitsch. É a arte das ruas com pitadas de um surrealismo fantástico. Por vezes o lúdico se faz presente numa deliciosa brincadeira entre a cena representada e o entorno imediato ou à realidade urbana. Talvez seja correto afirmar que o responsável por tornar conhecida e respeitada esta arte tenha sido Jean-Michel Basquiat.

    O grafite sempre traz uma forte veia crítica, política e cidadã. É um manifesto público.

    Obra do grafiteiro brasileiro Nunca na fachada do Taste Modern Museum.

    Engana-se quem acredita ser esta forma de representação algo destinado apenas aos muros. Um de seus principais focos é trazer cor ao cinza-concreto predominante das cidades. Hoje vemos grandes paredes e fachadas de edifícios grafitadas. Recentemente o museu Tate Modern, de Londres, rendeu-se a esta arte e convidou seis dos mais renomados grafiteiros do mundo para realizarem intervenções em sua fachada. Dentre estes estavam dois brasileiros: Os Gêmeos e Nunca.

    Ainda nesta linha temos também a Colagem utilizada na maioria das vezes em muros e tapumes de construções. Esta arte tem muito a ver com os designers gráficos uma vez que a maioria dos materiais são publicitários ou seja, cartazes de empresas, produtos, serviços. Mas também vemos constantemente aplicações de artes gráficas, imagens produzidas por computador ou à mão livre.

    Nas ações paisagísticas temos os jardins, praças, parques e canteiros que podem ser trabalhados de diversas maneiras. Seja com flores, folhagens, fontes ou qualquer outro elemento, estas ações agregam ao ambiente a tranqüilidade e aconchego em meio ao caos urbano.

    Já na iluminação pública podemos destacar as áreas como praças, parques e edificações que com um projeto adequado de lighting design passarão a contribuir e muito com o embelezamento urbano. Aqui não vale aquela iluminação comum que vemos por aí mas sim intervenções que se destacam seja na forma ou na cor, dentro do espaço urbano.

    Duas imagens que demonstram bem como o uso da iluminação pública pode ser trabalhado de forma plástica e diferente, trazendo beleza e segurança ao espaço urbano. A primeira traz uma praça com uma instalação artística. A segunda nos mostra como o simples uso da luz pode transformar a estrutura seca e rude de um viaduto.

    O uso de instalações artísticas usando a luz como matéria principal tem favorecido os espaços públicos com um belo efeito visual ao mesmo tempo que ilumina o entorno. Mas o uso da luz como ferramenta de embelezamento urbano não fica restrito às instalações artísticas. Ela entra também, e especialmente, na área do Light Design de fachadas. Nossas cidades são tristes por vezes porque temos ruas fechadas por edifícios mal iluminados. E não é por falta de arquitetura. Vemos prédios lindos totalmente apagados durante a noite.
     

    Uma instalação com canhões de luz num passeio público.

    No uso da arte urbana ou arte de rua, pode-se optar por um projeto fixo ou ainda abrir a oportunidade de uma rotatividade nas obras expostas dependendo do caso.

    Portanto devemos olhar o espaço urbano como uma grande tela em cinza, crua, ainda a ser trabalhada artisticamente. Basta querermos.

    Artigo escrito para a revista Mary In Foco.

  • Abstract

    Eu às vezes me pego numa batalha interna terrível quando me deparo com arte abstrata. Algumas vezes gosto e outras não mesmo.

    Porém quando esta arte vem carregada de elementos que me remetem ao Rococó e outras contemporâneas à esta, ou até mesmo quando ela não vem carregada daquela linha blasè e já manjada daquelas tintinhas salpicadas sobre uma tela, a coisa fica mais tranquila.

    É o caso do trabalho do designer gráfico Evgeny Kiselev.

     

    Tudo bem, eu sei que não dá pra se comparar um trabalho numa tela, com o feito em computador… Mas é raro encontrar algo neste padrão feito numa tela…

  • Animações sobre arte

    Isso já é meio antiguinho mas vale a pena relembrar até mesmo pois tem muita gente que não conhece.

    São animações sobre Arte feitas pelo White House Animation Inc.

    Destaco aqui três delas:

    Kunstbar: um bar aparentemente comum mas que tem drinks mais que especiais.

    DaVinci Blues: uma brincadeira com os rabiscos de DaVinci.

    Abstract: parecido com o Kunstbar, porém sem drinks.

    Vale a pena uma visitinha.

  • Andanças por Sampa…

    Em minhas andanças na minha última ida à Sampa, numa passagem pela Gabriel durante a noite, duas coisas me chamaram a atenção:

    1 – A fachada da Lampadário. O trabalho com nichos rasos onde foi aplicado uma fita de LED internamente formando, ao que me parecei, um arbusto. Muito bonito o efeito e destaca-se na páisagem de e caras belas fachadas daquela rua.

    2 – A vitrine de uma galeria de arte, também na Gabriel. Quando passei de carro, dirigindo, olhei de relance e pensei ser mais uma loja de iluminação. Ao voltar percebi que tratava-se na verdade de uma galeria de arte (que não peguei o nome infelizmente). Não aguentei e fui fotografar mesmo com medo de ser re´preendido por algum “guardinha” ou segurança rsrsrsrsr. Belíssimo trabalho:

  • Iluminação e Arte

    Iluminar peças de Arte não se faz da mesma forma que ambientes residenciais ou comerciais. Obras de arte são objetos, em sua maioria bastante sensíveis, e devem ser tratadas com zelo e cuidados especiais.

    Toda peça de arte é confeccionada com materiais que são frágeis, delicados. A mistura luz + material na maioria das vezes acaba em resultados desagradáveis se o projetista não tiver domínio e conhecimentos sobre os efeitos negativos da luz sobre materiais.

    Este cuidado também deve ser tomado quando o projeto é para ambientes pois a luz estraga sim  os materiais sobre os quais é lançada. Quem é dono de lojas sabe bem do que estou falando: aquelas peças em exposição na vitrine que saem “queimadas” depois de um tempo em exposição.

    Dias atrás um lojista daqui me chamou para uma consultoria em sua loja de colchões. Todas as peças estavam desbotando rapidamente e naquelas onde haviam fachos concentrados, percebia-se uma marca de forma circular exatamente onde o facho de luz incidia. As lâmpadas e luminárias utilizadas em sua loja estavam deteriorando os produtos.

    Não é nada difícil encontrarmos até mesmo dentro de casa, bancadas de madeira ou pedras também com essas marcas, perda de brilho, ressecamento enfim, vários eventos que nos indicam que algo não está bom ou funcionando direito.

    Se esse tipo de dano acontece em materiais como madeiras e pedras, imagine então o que a luz não é capaz de fazer com estofados, cortinas e especialmente com os objetos de arte, com as tintas, pigmentos, tecidos…

    O que a maioria das pessoas não sabem ou não levam em consideração é o fato de que as lâmpadas emitem uma alta carga de raios UV, especialmente os UVA. Estes raios são nocivos a qualquer material –  até mesmo a nós tanto que usamos bloqueadores no verão. Porém, a moda e beleza de certas lâmpadas e luminárias acabam por direcionar facilmente ao erro projetual quando não se leva em consideração este fator ou até mesmo de técnicas e equipamentos que visam diminuir o efeito dos raios UV sobre as peças de arte.

    É, refiro-me aqui ao mesmo raio UV do sol e que temos de nos proteger especialmente no verão.

    Nas normas técnicas internacionais, os objetos de arte estão divididos em três categorias de acordo com suas características compositivas, porém vamos usar aqui uma outra mais simples:

    Pouco sensíveis: metal, pedra, vidro, cerâmica, jóias e peças esmaltadas.
    Nesses materiais não se aplica uma quantidade máxima de lux/ano, porém deve-se levar em consideração o calor radiante.

    Moderadamente sensíveis: pinturas (óleo, tempera), couros naturais, tecidos com tinturas estáveis, chifre, osso, marfim, madeiras finas e lacas.
    Para esses materiais já temos de observar que durante o ano todo as peças podem receber no máximo 150 lux (360.000 lux/hora/ano) e o calor radiado não deve atingir as peças.

    Extremamente sensíveis: pinturas (guache, aquarela e similares), desenhos, manuscritos e impressos, selos, papéis em geral, fibras naturais, algodão, seda, rendas, lã, tapeçarias, couro tingido e peles e peças da história natural.
    Para esse grupo, temos de usar no máximo 50 lux (120.000 lux/hora/ano) e também evitar o calor radiante.

    O quadro abaixo (I) tipifica com maiores detalhes os tipos de materiais e os cuidados necessários.

    Para cada categoria descrita acima, existe um nível máximo tanto de luz quanto de incidência de raios UV como se pode ver. Há também um tempo máximo de exposição anual que esses materiais suportam e que devem ser respeitados.

    O calor radiante ao qual me refiro é aquela sensação de calor que temos quando paramos embaixo de uma lâmpada, especialmente dicróicas e ARs. Para verificar se a iluminação de sua obra está correta quanto a isso, basta colocar a sua mão sobre a superfície da mesma. Se sentir calor em sua pele, apague a luz e reveja o projeto luminotécnico, pois certamente a sai obra está sendo danificada pela iluminação.

    Quem já visitou museus entende perfeitamente o que coloco aqui. Os museus tinham até um tempo atrás um período de visitação curto que mal dava para vermos tudo ou quando chegavamos a alguma peça, a mesma já está com a luz apagada. Isso se devia àquele tempo máximo de exposição anual colocado acima. (120.000 lux/hora/ano). Eles tinham de dividir essa radiação máxima anual pelo tempo de exposição diária. Assim chegavam ao tempo máximo de exposição possível sem que a luz viesse a danificar as peças.

    Para entenderem melhor esta parte sobre lux/hora/ano vou colocar aqui alguns exemplos:

    Uma obra em guache, da categoria Extremamente Sensíveis: ela pode ficar exposta com a luz incidente por no máximo 4 semanas/ano ou 12.000 lux/hora/ano.

    Uma obra à óleo, da categoria Moderadamente Sensíveis: poderá ficar exposta 10 semanas/ano ou receber 42.000 lux/hora/ano.

    Uma escultura em madeira, da categoria Pouco Sensíveis: poderá permanecer exposta à luz por 20 semanas ou receber 84.000 lux/hora/ano.

    E um detalhe importantíssimo: os casos acima referem-se às normas para museus e galerias de arte onde a aplicação de filtros que reduzem a radiação UV são obrigatórios pela inexistência de equipamentos adequados.

    Hoje, estes mesmos equipamentos utilizados pelos museus e galerias de arte estão num ponto tal de tecnologia que vemos alguns museus e galerias abertos praticamente 24 horas por dia. Esta mesma tecnologia pode e deve ser usada em residências e espaços comerciais onde existam peças de arte expostas.

    Para uma melhor compreensão das novas tecnologias vou seccionar os equipamentos:

    Lâmpadas (fontes de luz): hoje já dispomos de lâmpadas ou fontes de luz que não emitem a radiação UV. Porém são materiais ainda caros e na maioria das vezes tem de ser importados. As mais fáceis de encontrarmos são as dicroleds (dicróicas com leds) que tem emissão zero de UV. Mas a Osram está com uma nova linha de lâmpadas halógenas (linha energy saver) que tem emissão zero de raios UV e quase zero de calor. Há ainda a fibra óptica. Porém tem de ser aplicado na base (fonte de luz) um filtro.

    Lentes: as lentes foram desenvolvidas primeiramente para colorir (disco de cor) e posteriormente para aplicações técnicas em museus (filtros). São discos que podem ou não alterar a cor da luz, mas que tem em sua composição – ou aplicado à superfície – uma camada de PVB que reduz ou bloqueia a radiação UV.

    Luminárias: existem varias que já prevêem a instalação de filtros e lentes mas a maioria das comuns – estas que você tem em sua casa – não podem ser adaptadas para receber este tipo de complemento. Existem algumas que já tem em seu espelho refletor filmes ou outros revestimentos que absorvem a radiação UV.

    É fácil percebermos que os museus e galerias estão mudando seus projetos luminotécnicos. Para um leigo pode parecer que o trabalho foi apenas estético, mas na realidade eles vem sendo desenvolvidos para eliminar os riscos às peças. Hoje os grandes museus e galerias tem optado pelo uso dos LEDs ou da fibra óptica seja por sua qualidade na reprodução de cores ou pela emissão zero de radiação.

    E esta tecnologia toda já está disponível também para os espaços residenciais e comerciais.

    Um fator muito importante que é preciso ressaltar aqui é que se o seu projeto luminotécnico não foi desenvolvido tomando estes cuidados procure apagar as luzes que incidem sobre as peças. Deixe para acendê-las apenas quando você recebe visitas ou, no caso de ambientes comerciais, aplicar um sensor de presença que fará a luz acender somente quando alguém estiver próximo à peça. Com isso você irá garantir uma vida mais longa à tua obra de arte diminuindo os riscos de perda ou dano.

    Mas lembre-se que mesmo assim, a troca das lâmpadas e equipamentos normais por estes especiais é essencial.

    Outro fator bastante comum são os reflexos que ocorrem sobre a superfície das peças. Este erro acontece já na fase do projeto onde o ângulo de incidência não foi corretamente calculado ficando muito acima ou abaixo dos 30° no caso de telas em paredes.

    Já em peças tridimensionais temos de levar em consideração que a mesma necessidade de no mínimo três focos de luz para que a mesma apareça como realmente é. Se colocamos apenas um foco superior temos uma visão bastante dramática com pontos de muita luz e outros de sombra total. Se colocamos um ponto atrás da peça, ao observarmos pela frente veremos a silhueta da peça e perderemos toda a textura. Se colocarmos um frontal teremos uma frente acesa e o resto apagado com uma luz chapada que nos faz perder a sensação de volume.

    O ideal neste caso é adotarmos uma iluminação triangular onde temos uma luz de fundo fraca, uma superior forte e uma frontal fraca que servirá para preenchimento. Ou então optamos pelo sistema utilizado em estúdios de TV onde temos a luz de fundo e dois pontos frontal-lateral que banhará a peça por igual porém sem deixar a sensação de chapada.

    Uma outra opção é deixar o objeto de arte ser banhado indiretamente pela luz do ambiente sem ter um foco direto sobre o mesmo. E colocar um foco direto para ser aceso apenas quando há visitas, por exemplo.

    Outra ponto muito importante que não posso deixar de ressaltar é a influência da luz sobre as cores. As lâmpadas tem duas características que precisam ser observadas neste ponto: IRC (índice de reprodução de cor e a TC (temperatura de cor). O IRC diz a capacidade de fidelidade na reprodução das cores dos elementos iluminados. Quanto mais próximo do 100 mais corretas e reais serão as cores do elemento iluminado. A TC diz respeito àquela tonalidade da luz que vai do amarelo âmbar (quente) até o branco azulado (fria). O ideal neste caso é utilizar uma lâmpada o mais neutra possivel, com TC proximo dos 4000K (kelvin). É a mais próxima da luz do dia. Com estes cuidados, o seu vermelho nao irá virar laranja ou roxo por exemplo.

    Se você tem condições de alterar o seu projeto de Light Design faça-o o quanto antes. Caso contrário, procure uma consultoria com um profissional de Light Design para verificar como você pode diminuir os efeitos nocivos da luz sobre as suas obras de arte.

    Saudações iluminadas!!!

    Paulo Oliveira

     
    Quadro I – Categorias Moderadamente Sensíveis e Extremamente Sensíveis

    CAT 1 / Materiais: pastéis, cores sensíveis ou de origem desconhecida, aquarelas, guache, tintas de impressão, tintas orientais, papéis tingidos, objetos tingidos da história natural, fotografias coloridas antigas e polaróides, sépias, tintas amarelas e vermelhas de origem desconhecida e qualquer produto similar de origem ignorada.
    ISO 1, 2 e 3 / Pigmentos: laca amarela, pretos complexos, tinturas vegetais e índigo em algodão, índigo em aquarelas, quercina, carmim, aquarelas em papel, açafrão, azul flor-do-dia, vermelho curtume.

    CAT 2 / Materiais: polpa de madeira, papéis de baixa gramatura, fotografias com revelação a base de prata, slides coloridos modernos, cybachromes, fotografias coloridas da década de 90 em diante.
    ISO 4, 5 e 6 / Pigmentos: tinturas tradicionais, vermelhão, amarelo índio, principais vermelhos brilhantes (carmim, alizarina e garança).

    CAT 3 / Materiais: papel de jornal de ótima qualidade, tintas à base de carbono, grafite, carvão, pigmentos de terra (ocres, óxido de ferro), giz, lápis vermelho, marrom, preto, crayons, foto P&B, gelatinas fotográficas, processos fotográfico com banho de ouro, selênio e outros processos permanentes, plásticos, polietileno e resinas sintéticas.
    ISO 7 e 8 / Pigmentos: aquarelas, guaches e pastéis modernos e de alta qualidade, cádmio vermelho moderno, ultramarino, amarelo, amarelo cobalto, índigo e garança em lã.

     

    Texto desenvolvido a partir da apostila “Iluminação de Museus, Galerias e Objetos de Arte” do professor Luís Antônio Greno Barbosa, da Universidade Estácio de Sá – RJ.

     

  • Belo projeto de LD

    A LD Monica Lobo (LD Studio) fez o projeto de um centro de compras no Rio de Janeiro, o Bangu Shopping.

    O  projeto, em parceria com o Rio Branco & Faccini Arquitetura de Iluminação, teve características bastante peculiares uma vez que este shopping foi montado num prédio bem antigo (final do século 19) onde antes funcionava uma indústria têxtil. Esta fachada é um dos símbolos da região portanto merecia ser tratada com respeito e especial atenção.

    “Como a edificação é tombada e se tornou um símbolo da região, Mônica Lobo e Mônica Rio Branco (esta de Rio Branco & Faccini) tomaram cuidados ainda maiores com a iluminação das fachadas, por configurarem a imagem-síntese do empreendimento – o logotipo do shopping center até as adota como elemento de identificação. “Procuramos destacar com a luz o ritmo dos cheios e vazios entre as esquadrias e as paredes de tijolos aparentes”, informa Mônica Lobo.” (ArcoWeb)

    Além de todas as característitcas pertinentes à edificação (uso, tombamento, memória, estrutura, etc) este projeto ainda conta com estudos detalhados por áreas como por exemplo, a iluminação das janelas das fachadas e a da colunas. A diferenciação se dá por equipamentos distintos onde as arandelas favorecem e destacam as colunas enquanto os refletores as janelas. Ainda estes últimos fornecem iluminação suficiente para o passeio.

    É um projeto visualmente simples e que oferece um belo efeito final, porém que exige um amplo conhecimento sobre iluminação.

    fonte: ArcoWeb

     

  • A Influência da Iluminação Cênica na Iluminação Arquitetural

    Resumo de palestra no 3º. Seminaluz – 2007

    Por: Valmir Perez

     

    Com o avanço técnico das soluções em iluminação das últimas décadas, pudemos observar uma revolução bastante efetiva no design de iluminação de interiores, exteriores, pública, museológica, de monumentos, etc.

    Essa revolução tem como uma das principais características a busca de elementos estéticos e expressivos da luz cênica. Isso não foi gratuito, pois grande parte das lâmpadas, luminárias e equipamentos hoje utilizados na iluminação arquitetural tiveram seus desenhos inspirados nos equipamentos da iluminação cênica e em suas características ópticas, de movimento, trocas de cores, etc. que sempre possibilitaram um leque bastante variado de aplicações criativas sobre os palcos.

    Desde então, e é claro, podemos supor que se, a performance técnica dessas ferramentas oferece condições amplas de aplicação estética da luz sobre os ambientes, certamente os designers de iluminação, que utilizam essas ferramentas, acabam se tornando artistas e co-criadores das obras arquiteturais. Dessa forma e muito provavelmente, desde essas últimas décadas do século passado e até o presente momento, estamos assistindo ao nascimento de novas formas de expressão artística ligadas á arquitetura e à luz, o que também certamente nos trará abertura para discussões mais amplas sobre essa nova arte.

    Mas por que arte? Por que devemos conceber a iluminação cênica e, consequentemente a iluminação arquitetural, como arte, e seus designers como artistas? Serão verdadeiras essas afirmações apenas porque novas tecnologias estão á disposição desses profissionais, ou outras questões entram no jogo?

    Para responder a essas e outras perguntas, devemos primeiramente tentar definir, mesmo que resumidamente, do que trata a arte. Como se dá sua mecânica, entrando um pouco em sua intimidade.

    Segundo alguns teóricos, a arte pode ser dividida em três aspectos: arte como pensar, arte como conhecer e arte como exprimir. Esses aspectos ou concepções, ora se contrapõe, ora se combinam e aliam-se, ora se excluem mutuamente,

    Sendo assim, podemos entender que é “arte do pensar” de como a luz e suas propriedades influenciam psicologicamente as pessoas através de suas manifestações e processos que se desenvolvem sobre os ambientes e palcos.

    É “arte do conhecer”, pois, desenhistas de iluminação precisam saber claramente o que eles vêem no mundo real e como e porque as luzes se comportam de determinadas formas, suas propriedades físicas, etc.

    É “arte do exprimir”, ou seja, de como esses artistas utilizam as técnicas e conhecimentos, suas ferramentas, etc. para materializarem suas obras, suas idéias e ideais.

    Tudo isso também nos leva a pensar que podemos verdadeiramente denominar as atividades dos designers de iluminação e iluminadores como arte, exatamente porque essas atividades contém aspectos semelhantes a outras manifestações artísticas, como, por exemplo, as da pintura, pois, tanto a arte pictórica como a iluminação necessitam de suportes para que se dêem as suas materializações; realizam-se no espaço, inclusive a iluminação também no universo temporal; solicitam de seus criadores e executores conhecimentos técnicos e estéticos; são realizadas e construídas com o apoio e utilização de ferramentas e acessórios; exigem conhecimento de linguagem expressiva e, por fim ainda, a iluminação tanto pode ser ela mesma a própria obra, como elemento de apoio, participativo e interativo á outras.

    Podemos ainda intuir que os artistas da luz dividem seu espaço e sua criação com outros artistas e meios de expressão em busca de uma obra coerente, harmônica, e são aqueles cujas obras estão ligadas a conceitos criativos não-repetitivos, intencionais, cujas funções são determinadas pelos seus momentos expressivos através da luz, e o design de iluminação, como sendo “a arte ou o trabalho manual de criação visual através da luz e suas propriedades”. Entre essas propriedades, podemos citar o brilho, a intensidade, a direção, o ângulo de incidência, a velocidade, a cor a textura, a forma, o volume, o tipo movimento, a duração, etc.

    Artistas se utilizam dessas propriedades da luz para determinar espaços; evidenciar e ocultar; controlar o resultado visual das formas; modular o tempo; reforçar e criar “climas” emocionais; criar sensações de frio, calor, condições climatológicas, estados mentais, etc. aproximar e distanciar seres, objetos, etc.

    Se então, como afirmamos anteriormente, as ferramentas e instrumentos de iluminação cênica, que possibilitam mais facilmente essas criações, tiveram seus conceitos transferidos para a iluminação arquitetural, fica obviamente claro que as aplicações estéticas também. Essa a influência maior que pode ser observada nos novos projetos. Uma abertura e liberdade maiores de expressão pelos designers de iluminação arquitetural. O que não ficou claro ainda é como isso está funcionando ou pode funcionar, pois, se os iluminadores cênicos possuem métodos de trabalho em suas criações expressivas, provavelmente esses métodos estão começando a ser utilizados pelos designers de iluminação de espaços arquitetônicos e, devem existir então paralelos visíveis e mesmo semelhantes nessas atividades.

    Para facilitar nosso resumido estudo, dividi essas atividades em algumas etapas:

    •         Pesquisa – Levantamento das informações que determinarão as bases do processo criativo.

    •         Criação – É o processo criativo do artista em funcionamento. O desenvolvimento imagético de suas idéias e concepções visuais.

    •         Desenho – Expressão visual técnica e estética dos mecanismos de comunicação.

    •         Execução – A construção material da obra sobre os suportes com a utilização dos meios ferramentais.

    •         Operação – A obra quando expressa através de mecanismos de controle dessas ferramentas dentro de um determinado universo espetacular.

    Na fase da pesquisa:

    Essas pesquisas compreendem os levantamentos no interior do universo das técnicas, ferramentas e condições oferecidas para concretização dos trabalhos, assim como as pesquisas estéticas, visuais e do conjunto dos elementos participantes da obra.

    Na fase da criação:

    Que é o processo criativo em ação, onde se dá a utilização dos elementos da pesquisa na concepção estética da obra, a criação de esboços, onde entra a intuição criativa, as adaptações poéticas da obra para fins harmônicos, a utilização de ferramentas para criação de materiais de comunicação, e isso pode também se dar através softwares de simulação. É também, em muitos casos, a fase dos cálculos e adaptações e a busca pelas ferramentas e suportes ideais para materialização da obra.

    Na fase da execução:

    Nessa fase os designers executam os projetos, mas não as obras, que são executadas por outros profissionais. Esses projetos são mecanismos de comunicação entre as partes envolvidas na execução da obra. É também nessa fase que os designers definem os movimentos das luzes (quarta dimensão), acompanham a execução dos projetos e, em alguns casos, tais como o da iluminação cênica, podem ou não acompanhar as apresentações e suas repetições.

    Para completar nossa análise, devemos compreender que, as atividades desenvolvidas pelos designers de iluminação cênica e os designers de iluminação arquitetural, embora bastante semelhantes, no que diz respeito aos processos, tornam-se muito diferentes e peculiares em aspectos mais objetivos. Para falar sobre isso, vou analisar rapidamente a luz nos espaços arquitetônicos em relação à luz sobre os palcos:

    Na arquitetura: os personagens “são” o próprio público; os pontos de vista são complexos; as cenas cotidianas não seguem roteiros rígidos; os atores saem de cena apenas e quando deixam o “teatro”; a iluminação é operada pelos próprios atores (residências); os equipamentos compõem parte da “atmosfera” e da cenografia; a luz nos palcos, como na arquitetura, deve iluminar, mas ao mesmo tempo contribuir para a valorização das poéticas inseridas no todo da obra; A luz deve contribuir, na arquitetura,  para o conforto ambiental.

    Podemos também concluir que a influência da iluminação cênica na arquitetura surgiu das mudanças culturais profundas as quais vimos passando. De uns tempos para cá, nos tornamos culturalmente mais livres, fomos levados a dar maior importância às imagens em nossas vidas cotidianas, dessa forma, buscamos maior sentido expressivo para nossas vidas. Somos ensinados a comprar estilos de vida e não apenas produtos e vivemos num momento de busca por mudanças de paradigmas na arte, na filosofia, na religião, na ciência, etc.

    Essas coisas, ou o próprio conjunto delas, provavelmente estejam também mudando o olhar das pessoas em relação à luz. Vivemos há um tempo atrás o mundo das máquinas, hoje vivemos o mundo dos robôs, das comunicações. Nesse novo mundo, a mim me parece, as cores, sons, formas, movimentos, etc. são muito mais rápidos, alucinantes, envolventes. Esse envolvimento, que é a essência do teatro, da performance cênica, pulsa agora nas ruas de nossas cidades, em nossas vidas diárias. Talvez por isso mesmo, a luz teatral, cênica, aquela que vem carregada de sentidos, esteja tomando o espaço da luz confortável, mais preocupada com o relaxamento e saúde das pessoas. Questiono muitas vezes se estamos tomando a estrada correta ao transformarmos nossas cidades em parques de diversão. Creio que o melhor, seria o uso equilibrado dessas novas tecnologias, para que as gerações futuras possam olhar para cima e ver as estrelas do céu.

     
    Valmir Perez
    Lighting Designer
    Laboratório de Iluminação
    Unicamp
    www.iar.unicamp.br/lab/luz
    http://valmirperez.blogspot.com/
    http://imprensanaprensa.blogspot.com/

     

  • Destruição da Restauração – imagens

    Deixei bem clara a minha visão sobre Restauração e destruição de bem móveis em meu artigo Destruição da Restauração.

    Vira e mexe navegando pela web encontro exemplos claros desse tipo de coisa. Hoje não foi diferente:

    Não posso tirar o mérito da artista que tem como foco de seu trabalho transformar mobilias do século 20 em peças de arte contemporânea. Porém, também não posso deixar de colocar que a cada peça original destruída dessa forma que vejo, sinto uma punhalada no coração.

    Um crime contra a história das pessoas, da cidade, do País. A história das famílias, a história dos fabricantes mesmo que pequenos anônimos.

    Ela bem que poderia trabalhar com cópias não é mesmo?

     

  • Revista Mary in Foco

     Foi publicado meu primeiro artigo na Revista Mary in Foco. Esta revista é dirigida ao público curitibano e tem como editor o Marco Felipak.

       

    Leitor assíduo deste espaço ele me convidou a começar a escrever para a revista artigos referentes à Arte e Design. A pedido dele mesmo,  primeiro foi um resumo do “Destruição da Restauração” que vocês encontram aqui mesmo neste blog a sua versão integral.

    O artigo encontra-se na revista impressa em sua última edição por isso não é visível no site.

     

  • Livros e mais livros….

    A seguir mais uma pequena seleção de livros.

    Iluminação e Arquitetura

    Autor: Nelson Solano Vianna, Joana Carla S. Gonçalves
    Editora: Geros – Português – 2007
    Dimensões: 18x26cm – 376 págs.
    Capa: Brochura
    Ref.: 8929
    R$ 68,00

    O livro aborda a influência da luz natural e artificial na concepção e produção da arquitetura por meio de uma linguagem clara e objetiva, apresentando conceitos, estudos de caso e metodologias de análise e qualificação inerentes ao tema, de forma ricamente ilustrada (trezentos ilustrações). Conteúdo: é composto de nove capítulos, abrangendo os seguintes tópicos: Principais variáveis do conforto ambiental (variáveis climáticas, humanas e projetuais), Arquitetura e clima (o clima como principal variável de projeto), Iluminação e arquitetura (o uso da luz ao longo da história e a janela na arquitetura colonial brasileira), Grandezas relativas à percepção visual e fotométricas (principais conceitos luminotécnicos), Exigências humanas e funcionais (percepção do espaço, campos e tarefas visuais), Iluminação lateral e Iluminação zenital (esses dois capítulos incluindo estratégias de projeto e métodos de avaliação) e Iluminação artificial (sistemas, lâmpadas e luminárias). Em caráter de conclusão (capítulo 9), é levantada a importância de tratar o projeto de arquitetura como síntese das questões ambientais, com discussões sobre a influência das decisões tomadas ao longo do processo de projeto sobre os aspectos fundamentais do conforto ambiental. E mais: extensa bibliografia, índice remissivo e anexos.

    ____________________________________________________________________

    Desenho Universal

    métodos e técnicas para arquitetos e urbanistas
    Autor: Silvana Cambiaghi
    Editora: Senac – port. – 2007
    Dimensões: 16x23cm – 272 págs.
    Capa: Brochura
    Ref.: 11286
    R$ 65,00

    Num momento em que a inclusão social se torna imperiosa, preocupar-se com a acessibilidade de todos aos produtos e aos ambientes construídos é fundamental para a edificação de uma sociedade menos injusta e mais democrática. A autora analisa a atuação dos profissionais brasileiros e dá provas concretas – com exemplos, imagens, apresentação de técnicas, discussão sobre a legislação – de que a formação acadêmica é fundamental para que a arquitetura, o urbanismo e o design sejam exercidos de forma a garantir uma relação de mão dupla entre o ambiente e as pessoas.
    _____________________________________________________________________________________________________

    A Cor no Processo Criativo – Um Estudo Sobre a Bauhaus e a Teoria de Goethe

    Autor: Lilian Ried Miller Barros
    Editora: Senac/SP – Português – 2007
    Dimensões: 16x23cm – 356 págs.
    Capa: Brochura
    Ref.: 10385
    R$ 74,00

    A autora inova a mostrar, a partir do legado deixado pela Bauhaus, uma das mais representativas escolas de arte do mundo, como a cor pode ser inserida no processo criativo e quais suas implicâncias na transmissão de sentimentos, sensações e mensagens.
    ______________________________________________________________________________________________________

    Iluminação Elétrica

    Autor: Vinicius de Araújo Moreira
    Editora: Edgard Blücher – Português – 1999
    Dimensões: 17x24cm – 200 págs.
    Capa: Brochura
    Ref.: 3546
    R$ 61,00

    Dois aspectos chamam a atenção nesta obra: no primeiro, vemos um autor que escreve sobre um assunto com uma segurança e domínio difíceis de serem encontrados em livros escritos por professores ou mesmo profissionais de iluminação ou, em contexto mais geral, de instalações elétricas. Não tem a vivência e a bagagem práticas que transparecem em cada linha deste texto. A experiência do autor, como professor adjunto na Universidade Federal de Minas Gerais e como diretor de indústria do ramo, contribui decisivamente para que a exposição dos assuntos seja clara, obtendo-se um texto sem colocações exageradamente acadêmicas, prático, mas que nunca se afasta do rigor científico. O segundo aspecto a ser destacado é o da modernidade. O Prof. Araújo Moreira chama atenção do leitor para novos métodos, equipamentos e tecnologias que estão aparecendo, recheando suas colocações com comentários de presença rara em livros estrita ou demasiadamente acadêmicos. São justamente esses comentários, essas observações – evidências do trato diário com a questão – que enriquecem sobremaneira o texto. E elas são uma constante ao longo do livro. Estruturalmente, a obra se divide em dez capítulos, expostos na seguinte ordem: 1. Luz, princípios gerais (espectro, radiações, visão humana, cores); 2. Grandezas e unidades luminotécnicas; 3. Fotometria; 4. e 5. Lâmpadas incandescentes, de descarga elétrica, indução, eletroluminescentes; 6. Luminárias. Os três capítulos seguintes abordam os projetos de iluminação propriamente ditos, com sugestões, métodos e processos de cálculo, tratando, respectivamente, de iluminação de interiores, iluminação por projetores e iluminação pública. O último capítulo trata da conservação da energia na iluminação. A obra é ideal para engenheiros no pleno exercício de suas atividades e/ou para estudantes de engenharia. O livro é também muito acessível aos arquitetos e técnicos que, mesmo desconhecendo os fundamentos teóricos da iluminação, encontram bastante utilidade em seus ensinamentos.
    ___________________________________________________________________________________________________

    1000 Lights


    1879/atualidade
    Autor: Peter e Charlotte Fiell
    Editora: Taschen – Português – 2005
    Dimensões: 20,5×26,8cm – 575 págs.
    Capa: Capa flexível
    Ref.: 10485
    R$ 119,00

     Concebida para se juntar ao clássico ‘1000 chairs’, esta edição contém uma incrível seleção de mais de 1200 lâmpadas, luminárias e sistemas de iluminação elétrica. Das primeiras lâmpadas de incandescência de Swan e Edison aos belíssimos quebra-luzes de vidro trabalhados com a técnica de vitral de Tiffany, passando pelos ousados modelos de finais dos anos 60 e 70 do século XX ou as últimas criações high-tech de LED, as mais interessantes lâmpadas da história são apresentadas aqui cronologicamente por décadas. Todos os grandes estilos – Arts & Crafts, Art Nouveau, Art Déco, Modernismo, De Stijl, Pop, radical, pós-modernista e contemporâneo – estão representados nesta brilhante edição. Obra de referência, ela impõe-se como uma edição indispensável para colecionadores e amadores do design.
    __________________________________________________________________________________________________________

    Para adiquirir estes ou outros livros: http://www.prolivros.com.br/controller.asp?page=home

  • Artista: Nikko Kali

    nikko_4093__mg_4182a_caipia.jpg

    nikko_copiededeep_of_darkness.jpg

    printpt_2.jpg

    printpt_3.jpg

    printpt_4.jpg

    printpt_5.jpg

    printpt_1.jpg

    printpt_8.jpg

    printpt_7.jpg

    Apresentação

    Nikko Kali é um verdadeiro nômade, pois sai para verificar o que há. Migrante, capta nas suas viagens curvas, movimentos e imagens de um mundo simbólico, onde a ordem visível não é tão lógica e clara. Um fluxo de impressões, desejos, vontades de poder, num espaço em que os encontros são fundamentais, Kali libera o elemento indestrutível que existe em nós, seja em forma de entidades, seja em forma de natureza.

    O estético e o agonístico se postam paralelos nas suas obras, pois, como um sacerdote da arte, tem uma história construída pela busca de um olhar e de um espaço na plástica contemporânea, a partir mesmo dos primeiros esboços traçados na infância, culminando na fase de afirmação como compositor de seu próprio cosmos.

    As narrativas de uma criação, de idéias, de modelos primitivos, de escritas antigas, de paixões, de amores, tudo enfim, em um sentido amplo, só existe onde há mobilidade, diferença e arrebatamento. O jogo da criação de Kali está num surrealismo de curvas e fundos bem trabalhados, num construir e num destruir transterritoriais. Assim, o artista, no seu deleite, apreende os espólios geométricos, a natrureza e outros mundos onde há uma linguagem assimilando e elevando o real à altura do espiritual.

    Como necessário bálsamo, Kali afirma : « Cada semente de poeira possui uma alma maravilhosa. Mas, para compreendê-la, devemos redescobrir a significação religiosa e mágica das coisas, aquela que tinha os povos primitivos ». Diz ainda Kali que se realiza « exclusivamente no domínio da pintura e da escultura ». Incorporando-se a um deserto de infinitas interpretações, na harmonia do arco e da lira com sua dualidade de guerra e serenidade, o alcance que Kali faz é de uma filosofia que deseja, morde e ri, uma filosofia de mãos e pés num dançar de esquecimentos e vida. Portanto, como poeta-pintor-escultor, trabalha o toque e estuda o mundo-signo.

    Dir-se-á que é impossível decifrar a sintonia ou o signo de um quadro surrealista ou abstrato; todavia, não há apenas uma fruição do olho-espírito, mas, sim, miríades forjadas por tensões de encontros no espiritual.

    A estrutura da pintura de Kali é elaborada e estudada. Nos seus vários fundos, múltiplas camadas se sobreõem, numa alquimia de cores só alcançada com sua técnica peculiar desenvolvida durante o Mestrado em Gemologia, em que utiliza pedras preciosas e ouro pulverizados, além de pigmentos naturais extraídos de frutos e vegetais.

    A visão toca, estremece. Kali em transe num brutal contínuo de cores, curvas, paisagens, linhas pontilhadas e personagens. Ser abstrato/surrealista é desencadear-se nas relações plásticas puras, independentemente das possibilidades de comparação. A imagem, como um ser que se estende no espaço da pintura e da escultura, aproxima do corpo, da pele, das funções vitais, do sexo, de tudo que vá em busca do caminho interior. Nikko Kali decifra-se :

    Não faço nem estudo nenhum esboço sistemático do meu quadro. Prossigo com algumas hesitações; reflito, medito, tomo notas, faço pequenos esboços a lapis ou fusain. A minima extremidade de papel que reencontro por acaso no fundo de um bolso é suficiente; eu anoto parte dos pensamentos ou idéias que me vêm ao espírito. As notações ou os objetos que amasso produzem do me user a lembrança de outros choques, já suscitados no passado por objetos de natureza muito diferente. No momento em que começo a trabalhar, essas palavras e esses objetos perdem a sua significação. Mas é apenas na frente da tela que me dou conta de que esses choques possuem o poder mágico de fazer em mim sensações de ordem pictural

    Mirando a linguagem poética de Kali, sentimos livres para ramificar os signos usados e lançar o espírito em várias direções, consciente e inconscientemente. Os subentendidos de luz, sombra e dedicação elevam-nos o espírito e prendem-nos a atenção. São justamente essas características intrínsecas que atraem a arte contemporânea, livre para todo o querer e consciente de que não é qualquer traço ou conceito que será usado, mas sim, aquele que é digno do olhar do artista.

    Texto : Afonso Henrique Rodrigues Alves

    Revisor : Wilson Guerreiro Pinheiro

  • DIA DO DESIGN

    É meus amigos, hoje, 5 de novembro, é o Dia do Design.

    Temos muito a festejar por esta data mas também, muito mais o que pensar sobre nossas profissões.

    Festejamos pois é uma profissão escolhida e trilhada com amor, dedicação, carinho, atenção, empenho, muito estudo e xícaras e mais xícaras de café sobre uma prancheta. Sempre com o maior prazer e alegria e fazermos aquilo que escolhemos pra fazer em nossas vidas.

    Mas também, muito o que pensar sobre a atual situação do Design no Brasil.

    Nossos colegas indiferentes e acomodados…

    DEZÁINERS…. invasores, extraterrestres, acéfalos…

    A falta de regulamentação profissional…

    E, principalmente, a prostituição que anda o mercado por causa desses fatores citados acima.

    Mas não dá nada não. Somos DESIGNERS e como tal, criativos, competentes e firmes nesse propósito assim como o somos quando da resolução daquele projeto que encaramos de algum cliente.

    Em frente!

    Avante Designers brasucas!!!

    Vamos mostrar a que viemos!!!!

    Saudações luminosas à todos os DESIGNERS brasileiros!

     

  • Uma visão poética do design

    Luis Emiliano Costa Avendaño

    “A poesia é por sua vez o centro e a circunferência do conhecimento. É ao mesmo tempo, a raiz e a flor de todos os demais sistemas do pensamento”.
    Percy B. Shelley

    A complexidade da comunicação, da profusão das imagens urbanas nos deixa sem a capacidade de nos deter e observar lentamente o que acontece ao redor. São seus ruídos que molestam, que confundem, que evitam enxergar o longe e o perto, que complicam o observar e o contemplar.

    Faz parte do nosso oficio perceber estes momentos, oficio que esteve sempre em constante ressonância com a poesia, a qual lhe permite interpretar e possuir uma visão artística do mundo permanecendo assim na abertura criativa deste oficio, concebendo e realizando obras que permeiam a condição humana.

    Esta condição comparece através da observação, desenhada, medida e escrita na cidade onde moramos e no que acontece nela, para desta maneira, pelo ato, se apresentar e ser percebida.

    A observação – ato da natureza artística – ao se situar na origem da forma e da imagem não se opõe nem se contradiz com a formação técnica já que como ato criativo posiciona-se como um meio tornando-se concreta na obra.

    O design é necessariamente inovação. A observação tem a capacidade de descobrir a ordem da realidade, uma ordem que estabelece coerência entre o espaço e o ato, ordem que num futuro seja capaz de estabelecer uma nova ordem, não devem ser ordens estabelecidas, assim seria uma cópia, deverá ser uma nova ordem.

    Quando enfrentamos uma situação onde o design pode interferir, tradicionalmente pensamos em resolver algo que já existe e imediatamente damos um nome a esse algo. Não nos perguntamos pela razão de ser aquilo que já existe e tem nome, temos que ver além do simples objeto e da imagem mental fixa que nos leva a nomeá-lo com a palavra, temos que ver os objetos cotidianos como objetos de conhecimento, inseridos num contexto de espaço e tempo. O objeto real do conhecimento não é o objeto em si, e o conjunto que compreende o objeto e seu contexto.

    Nós, os designers, problematizamos a relação entre a forma e seu contexto, isto é, vemos uma problemática a resolver na integração da forma de um objeto ao seu contexto. Esta relação não pode resolver-se automaticamente, requer conhecimento. O objeto do conhecimento do design é precisamente esta relação. Observar é desentranhar e determinar as causas da ordem destas relações.

    O designer é um “problematizador” por excelência e procura uma situação conflitante que o induz à curiosidade epistemológica e o faz através da informação e observação, em outras palavras o designer é capaz de observar a relação objeto/contexto inserindo-se e apoderando-se dele, de outra maneira não há conhecimento e por conseqüência não há design.

    Design é a capacidade de observar o acontecer humano e traduzir esta observação – dos atos poéticos, em soluções.

    É essencial a presença de uma mente aguçada e capaz de observar com detenção de ir além das aparências, e questão de adestrar a capacidade de observação para estar constantemente alerta, a espreita do inesperado e habituar-se a examinar o que se nos apresenta – um regalo.

    A casualidade se limita a oferecer uma oportunidade que a mente preparada reconhece e interpreta, assim sendo, a essência da mente preparada será sua capacidade para ver o significado de uma observação aparentemente trivial e mundana.

    A observação nasce num estado de nudez, de um estado de vigília que mantenha o sujeito numa assepsia ideológica, de virgindade intelectual para que não predetermine nada e gere seus próprios valores individuais, únicos e irrepetíveis, desenvolvendo uma reflexão sem ordem preconcebido. Partindo de cada experiência o individuo vai gerando novos valores os quais supostamente terá que abandonar ao iniciar a seguinte observação para aumentar sua liberdade que lhe é própria.

    É fundamental que os designers e estudantes de design conheçam a vida na cidade, o âmbito do seu problema, o ato que acontece nela, os bons designers são aqueles que sabem ler a vida, sabem construir o rosto que tem o espaço, trata-se dos atos dos habitantes deste espaço e somente assim dar-lhes-ão forma espacial e objetual.

    Mas essa leitura da vida precisa forçosamente de uma interpretação, mais do que a simples observação é uma explicação hermenêutica própria da linguagem filosófica. Este tipo de proposta não tem se colocado de forma sistemática no ensino do design, seguindo-se este caminho seria um aporte original se as universidades abordassem esta problemática a partir da hermenêutica, raiz mais profunda da idéia da pura observação.

    Em contraposição as outras teorias do design, a teoria comunicativa do produto e da imagem tem como base um procedimento hermenêutico. A aplicação resulta da compreensão e interpretação na teoria e na prática. Isolar, descrever e caracterizar os atos insertos num contexto determinado pode ser uma das tarefas que a observação terá que desenvolver no futuro, partindo da ciência dos atos e das ações – a praxeologia. Ela estuda os métodos de interferência utilizados na atividade humana e define as características gerais deste processo: fins, métodos, atos, planejamentos, eficiências, rendimentos, etc.

    “Se não conheces o passado, não terás futuro. Se não sabes onde tua gente tem estado, não saberás para onde vás” (Forrest Carter).

    Para o design a poesia pode ser a raiz, o centro e a origem do conceito, mas também pode ser a flor, o excêntrico, a culminação e a coroação da obra. O design é poesia quando surge um processo verbal que descreve o conhecimento emocional, recreação dos atos, aqueles aspectos da realidade até certo ponto ignorados e desconhecidos.

    A expressão de uma emoção ou de uma experiência poética, ambas subordinadas a um elevado grau de excitação, são produtos, na maioria dos casos, de um estímulo proveniente da observação. O conhecimento poético é o conhecimento emocional, o conhecimento ao qual se acede através da emoção, no poema é conservação, transmissibilidade deste conhecimento.

    Consultor de Design, professor e coordenador do Curso de Graduação Desenho Industrial e do Curso de Pós Graduação em Design de Luminárias das Faculdades Oswaldo Cruz, professor do curso de Pós Graduação de Iluminação e Design de Interiores, convênio entre a Instituto de Pós Graduação de Goiás – IPOG e a Universidade Castelo Branco – RJ e Faculdades Oswaldo Cruz – SP. E-mail: luis.emiliano@oswaldocruz.br

    fonte: Portal DesignBrasil – http://www.designbrasil.org.br

  • Novo livro sobre habitação social está disponível para download gratuito

    Já está disponível para download gratuito no site www.habitare.org.br o livro ´Habitação social nas metrópoles brasileiras: uma avaliação das políticas habitacionais em Belém, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo no final do século XX`. A obra faz parte da série Coleção Habitare, editada pelo Programa de Tecnologia de Habitação (Habitare), da Financiadora de Estudos e Projet os (Finep), com apoio da Caixa Econômica Federal.

    A publicação traz o relato de pesquisas que permitiram a avaliação de políticas habitacionais nas seis regiões metropolitanas. Apoiados pelo Programa Habitare, os estudos foram desenvolvidos por uma rede de instituições e liderados pelo Observatório das Metrópoles, ligado ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ).

    Organizado em 16 capítulos, o livro contempla cenários gerais para cada região, assim como estudos específicos: o Programa Camaragibe, desenvolvido na periferia metropolitana do Recife; o Favela-Bairro, no Rio de Janeiro; as Áreas Especiais de Interesse Social (AEIS), em Diadema, e os mutirões da Companhia do Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), em São Paulo. Avalia também a experiência dos conjuntos Paraíso dos Pássaros e Vila da Barca, na Região Metropolitana de Belém; do Residencial Asca e do Conjunto Granja Freiras III, em Belo Horizonte, e dos condomínios dos Anjos e Lupicínio Rodrigues, em Porto Alegre.

    De acordo com o organizador, professor Adauto Lúcio Cardoso, do IPPUR/UFRJ, os estudos mostram forte presença dos governos locais na construção da habitação de interesse social. Revelam também a importância crescente das organizações não-governamentais e do papel dos movimentos de moradia, assim como o considerável potencial técnico e político que vem sendo acumulado no desenvolvimento da construção habitacional. Os levantamentos indicam ainda importante capacidade de inovação, muitas vezes disseminada entre municípios vizinhos.

    Do ponto de vista técnico, os mapeamentos apontam melhoria nas técnicas e na qualidade do trabalho em mutirões, embora as avaliações reconheçam a permanência de problemas significativos. Em vários municípios foram também constatadas inovações em termos de gestão, com ampla participação da população. Permanece, no entanto, a carência de recursos destinados a combater o déficit habitacional brasileiro e o problema da gestão de regiões metropolitanas.

    O Plano de Divulgação do Programa Habitare, que vem permitindo a edição de diversas obras, tem apoio da Caixa Econômica Federal. O objetivo é divulgar os resultados do Programa de Tecnologia de Habitação entre públicos diversos. Visite a seção Publicações do site www.habitare.org.br e veja os livros já disponíveis para download.

    Mais informações:

    Adauto Lúcio Cardoso
    UFRJ – IPPUR
    (21) 2598 1929

     

    Fonte: Programa Habitare/Finep

     

    **No site da Habitare existem outros livros para download. Vale a pena conferir.

     

  • CASAS ANTIGAS MERECEM RESPEITO – PARTE I

    Por: Arq. Sylvio Nogueira – http://www.snogueira.com/

     

    Restaurações de casas antigas, para fins culturais ou de comércio, converteram-se em desafiadoras tarefas para arquitetos, “decoradores”, designers, engenheiros e empreiteiras envolvidas com o chamado “retrofit”. E os resultados finais, nos campos funcional, estético e promocional, são, quase sempre, de inegável e excelente qualidade. A prática em patologias da construção civil urbana tem revelado, contudo, a insistente repetição de algumas intervenções físicas que respondem por problemas capazes de comprometer a longa durabilidade das reformas e, até, a essencial salubridade dessas edificações. Oportuno, portanto, chamar a atenção, do meio profissional, para algumas abordagens que se têm revelado tecnicamente equivocadas e, muito frequentemente, nocivas:

    1. TELHAMENTOS

    1.1 CONFIGURAÇÃO EXISTENTE:

    1.1.1 Estruturas de madeira (tesouras ou dispositivos afins).

    1.1.2 Telhas de barro, dos tipos marselha (“francesa”), em goivas (”colonial”), etc.

     

    1.2 INTERVENÇÕES MAIS FREQUENTES:

    1.2.1 Redução de inclinação, nas “águas”, com ou sem troca de telhas.

    1.2.2 Pinturas (ou colagem de películas refletivas) sobre as faces expostas das telhas.

    1.3 OBSERVAÇÕES:

     1.3.1 Redução de inclinação, nas “águas”:

    a) Cada tipo de telha impõe – e exige – um caimento mínimo; e as casas antigas costumam obedecer, de modo geral, tais inclinações.
    b) Qualquer redução, dos ângulos originais, poderá gerar infiltrações (fatais goteiras), principalmente sob fortes chuvas.

     
    1.3.2 Pinturas (ou películas) sobre faces expostas das telhas:

    a) Telhas de mescla (barro, cimento-amianto e afins), devem manter constante troca, de umidade, com o ar ambiente; isto ocorre nas faces expostas a chuvas e nos áticos confinados (umidade relativa do ar), alternando ciclos, relativamente uniformes, de saturação e secagem.

            b) Quando as telhas são “seladas”, na face exposta superior, a troca de umidade passa a ocorrer, apenas, com o ar do ático. Resultado: as telhas tendem a “inchar”, nas faces inferiores, sofrendo “encanoamentos” e aberturas das frestas de encaixe (o que, óbvio, favorece infiltrações), além de se tornarem mais quebradiças sob trânsito.

            c) Conclusão: pinturas precipitadas, sobre telhamentos, ainda que recebam nota dez em Estética, merecem nota zero em Física.

    2. FACHADAS

     2.1 CONFIGURAÇÃO EXISTENTE:

    2.1.1 Paredes portantes de alvenaria, de generosa espessura, erguidas em tijolos maciços ou de 2 (dois) furos, usualmente assentes segundo o “paramento inglês” (alternando 1 fiada com 2 tijolos “ao correr” e 1 fiada “à tição”).

    2.1.2 Revestimentos de argamassa convencional, cobertos com caiação, pinturas à base de cimento e/ou de PVA comum.

    2.2 INTERVENÇÕES MAIS FREQUENTES:

    2.2.1 Descascamento total das faces externas, expondo os tijolos.
    ou:

    22.2 Restauração da argamassa e aplicação de texturas (ou tintas) acrílicas.

     

    2.3 OBSERVAÇÕES :

    2.3.1 Descascamento das faces externas :

    a) As argamassas utilizadas para assentar tijolos de barro eram – e ainda são – de traço relativamente pobre em cimento, pois isto é condição, básica, para que as paredes possam “trabalhar” de modo mais ou menos homogêneo (o mesmo vale para emboços e rebocos, que devem ter plasticidade compatível com a mobilidade do substrato).

    b) Por outro lado, tijolos maciços – ou de dois furos – implicam em “malha”, de argamassa de assentamento, extremamente densa; significa dizer que tais alvenarias possuem alta presença de rejuntes, de argamassa, por metro quadrado. Ora, esta “malha absorvente”, associada à porosidade e aos furos expostos dos tijolos primitivos (“amarrações”), forma superfície particularmente sensível à absorção de chuva. Eis porque edificações antigas, pelo mundo afora (salvo a “fachwerkhaus” alemã e casas similares, nas quais os beirais exerciam proteção pluvial), são revestidas e pintadas.

    c) Tais “streap-teases” de fachadas, quando absolutamente inevitáveis (até por pedido, irrecusável, do cliente), devem estar associados, sempre, a uma perfeita hidrofugação das superfícies desnudadas; recomenda-se, para tanto, produtos à base de silano/siloxano, ou de compostos de silício e derivados orgânicos do petróleo. Obs: fluidos repelentes, siliconados, formadores de película superficial, são sensíveis à radiação solar e terão eficácia extremamente curta; mas serão os primeiros – por vezes, únicos – a encontrar em lojas do ramo. Questão, pois, de correta procura.

     2.3.2 Restauração do revestimento e aplicação de texturas ou tintas acrílicas:

    a) Os prédios ditos “antigos” – argamassados e caiados; ou pintados com tintas à base de cimento, etc – foram os últimos a “respirar” : umedeciam por todos os poros externos e, também por eles, evaporavam de modo uniforme e com velocidade suficiente para evitar exsudações rumo aos recintos internos.

    b) Óbvio que exigiam lavaduras e repinturas mais freqüentes, “incômodo” que vem servindo, há décadas, como “gancho” para justificar os “mantos asfixiantes” que impostos às edificações urbanas, notadamente com o trio de acabamentos formado por “pastilhas de grés” (invariavelmente assentes sem juntas de trabalho), “granilhas” e películas acrílicas, sejam estas texturadas (“grafiattos” e afins) ou lisas.

    c) De fato, tais produtos, sendo predominante estanques, não permitem que águas infiltradas por inevitáveis microfissuras (geradas por naturais arrastos térmicos ou mecânicos, retrações, etc) sofram adequada e tempestiva evaporação para o exterior; ora, como as faces internas das paredes de fachada não oferecem grande resistência à evaporação, estas passam a ser as mais costumeiras vítimas de danos (envolvendo emboços, rebocos, pinturas, carpetes, papéis de parede, espelhos, armários, roupas, capeamentos em gesso acartonado, etc, etc).

    d) Resumo: os construtores antigos não dispunham dos derivados de petróleo que abençoam (e infernizam) a atual construção urbana; mas sabiam com o que estavam lidando e como erguer uma edificação ecologicamente correta. De fato, parece grotesco elocubrar sobre “feng-shui”, cristais, pirâmides, etc, depois que a casa foi convertida – por simples desinformação técnica – em literal estufa para criar bolores.

     

    3 JANELAS DE MADEIRA

    3.1 CONFIGURAÇÃO EXISTENTE

    3.1.1 Caixilhos e folhas, de madeira rija e nobre, cobertos por diversas camadas de tinta, á base de óleo (originais) e/ou de resinas sintéticas ( repinturas posteriores )

    3.1.2 Vidros assentes com mescla denominada “massa de vidraceiro”.

    3.1.3 Folhas móveis abrindo para o interior e dotadas de “narizes” inferiores, balanceados sobre o peitoril (também de madeira), que possui, com freqüência, canelura e furação para expulsão de águas acidentais (chuvas com ventos fortes).

    3.2 INTERVENÇÕES MAIS FREQUENTES:

    3.2.1 Remoção da pintura e aplicação de verniz, expondo a madeira – e a “massa de vidraceiro – à insolação direta.

    3.2.2 Sobreposição de novos “narizes” (durante reformas de caixilhos apodrecidos).

    3.2.3 Tamponamento de furações, no fundo das caneluras de peitoris.

     

    3.3 OBSERVAÇÕES :

    3.3.1 Remoção total da pintura e aplicação de verniz:

    a) Ao encontrar uma rara imbuia, sob antigas camadas de pintura, alguns restauradores costumam ter a idéia de deixar, à mostra, a dita “verdade do material”. Para tanto, não é raro que ignorem quase 100 anos de pintura (e o fato de que em Ouro Preto, no Pelourinho e no resto do planeta não há janelas antigas sem proteção semelhante), e resolvam trocá-la por 8 ou 12 meses de verniz; ou, quando muito, por imunizantes de madeira, pigmentados.

    b) Quanto ao verniz: sendo acetinado ou fosco, emprestará baixa proteção contra chuva; sendo brilhante, a radiação solar atravessa o filme e rompe suas cadeias de coesão, gerando o mesmo problema. Embora recentes pesquisas (da BASF e empresas afins) apontem para componentes químicos capazes de aumentar a resistência, à insolação e ao ressecamento por ventos, para até 2 ou 3 anos, vernizes ainda não igualam uma simples e “antiquada” camada de pintura.

    c) Os vidros são usualmente fixados, aos quadros das janelas, com auxílio de baguetes (ou, apenas, de pequenos pregos) e mescla de gesso cré, alvaiade, óleo de linhaça e óxido de chumbo (denominada “massa de vidraceiro”), cuja inegável eficácia, no passado, dependia, sempre, do óbvio cobrimento com pinturas (usualmente a óleo ou esmalte sintético; este, em repinturas mais recentes). Com a açodada remoção da tinta, a ancestral e competente massa (seja original ou reposta na reforma) fica exposta ao vento e às insolações, sem qualquer película protetiva; na sequência, não há surpresa:ressecamento, fissuras, retenção de umidade e progressivo descolamento.

      3.3.2 Sobreposição de novos “narizes” de madeira:

    a) Ao lados inferiores das folhas tipo charneira – que abrem para dentro – costumavam ser formados por peça única, de madeira, cuja seção se projetava, para o exterior, formando uma pingadeira ou “nariz contínuo” (ou havia justaposição, do tipo sambladura, entre dois perfis).

    b) Não é raro encontrar, em janelas hoje restauradas (com “pouca verba”), a simples sobreposição de pingadeiras, aos perfis-base de seção retangular, através de pregos, deixando frestas por diferenciais de deformação das madeiras expostas (busca da “verdade do material”), pelas quais infiltra – e fica retida – a água da chuva.

    3.3.3 Tamponamento de furações, no fundo das caneluras de peitoris.

    a) Os construtores do passado sabiam (eram, pois, sábios) que as janelas dotadas de folhas que abriam para dentro eram vulneráveis à penetração de chuvas impelidas por fortes ventos. Por isto, costumavam executar caneluras, no perfil inferior da moldura fixa (peitoril), para coleta de tais águas e posterior condução, para fora, por engenhoso “dreno”, obtido por dois furos, na madeira, entre si angulados.

    b) Por não perceberem a função de tais perfurações, alguns desinformados reformadores ordenam sua simples obturação; o que dispensa mais comentários.

     

    4 PORÕES

     
    4.1 CONFIGURAÇÃO EXISTENTE:

    4.1.1 Embasamentos “corridos”, de pedra argamassada (operando como baldrames contínuos, usualmente sem estacas), que recebem cargas transmitidas pelas alvenarias, portantes, da edificação.

    4.1.2 Vigamentos e assoalhos, de madeira rija, apoiando sobre os mesmos embasamentos (mais comumente, sobre rebaixos corridos ).

    4.1.3 Aberturas gradeadas (ditas “gateiras”), logo acima do passeio (e nos fundos, onde possível), para evaporação da umidade do solo, que se encontra usualmente situado, pelo menos, a 70 ou 80 centímetros abaixo das vigas de madeira, formando vazio comumente denominado “cave” ou “porão”.

    4.2 INTERVENÇÃO MAIS FREQUENTE:

    Eliminação do piso de madeira, seguida de aterramento do porão e assentamento de lastro, de concreto simples, destinado a receber contrapisos e pisos acabados.

     

    4.3 OBSERVAÇÕES PERTINENTES:

    a) Até o advento do concreto armado, era quase obrigatório que os pavimentos térreos fossem formados por estruturas “voadoras”, executadas em madeira, sob pena de fatal ascensão, até as paredes, da umidade contida no solo.

    b) A partir da virada dos séculos 19 e 20, os construtores adaptaram os pisos térreos ao uso do concreto, sob a forma de lastros simples, lançando-os (sobre terreno apiloado e camada de brita) nas molduras formadas por vigas-baldrame. Entretanto, para seguir defendendo as paredes de alvenaria contra a umidade ascendente, tinham o especial cuidado de assentar, sobre as vigas de fundação, largas tiras de papelão alcatroado, cujas abas (4 ou 5 centímetros além das larguras das vigas) serviam para cobrir as frestas capilares geradas pela inevitável retração do lastro. Este procedimento foi literalmente banido da construção civil brasileira; e sua falta responde, hoje, por centenas de milhares de paredes insalubres (faixas inferiores arruinadas) em todo o país. E são muito raras as faculdades onde o processo é, sequer, citado.

      4.3 OBSERVAÇÕES PERTINENTES:

    c) Fica evidente que o uso do papelão betumado, à época dos erguimentos das casas dotadas de porão e assoalhos, era simplesmente desnecessário. De fato, a umidade evaporava do solo e não chegava a condensar sobre o madeiramento do piso, pois as “gateiras” respondiam pela tiragem do ar saturado.

                        d) O que acontece, pois, quando algum “espert” (não “expert”) tem a infeliz idéia de aterrar o porão e “lascar”                     um lastro de concreto por cima ?.. Simples: como o novo piso geralmente precisa nivelar com a cota acabada                     do assoalho original, o aterramento fatalmente entrará em contato com a alvenaria primitiva; aí, a casa, que foi                     salubre por quase cem anos, contrai súbita e quase incurável moléstia construtiva. De fato, este fenômeno                             somente poderá ser minimizado, depois, com complicadas (e onerosas) injeções de produtos à base de                             dióxido de silício, argamassas poliméricas ou epoxídicas e semelhantes artifícios. Mas, aí, o autor, de mais esta                     “façanha”, já estará bem longe; e, mais uma vez, “retrofit

  • Arte – bibliografia básica

     Bom meus amigos navegantes, a seguir apresento uma seleção de livros para aqueles que tem dificuldades com as artes. Não gostar de arte é impossível e talvez este pensamento esteja enraizado lá no inicio de seus estudos quando aquele professor transformou arte em artesanato ou coisa similar.

    A arte é bela, forte, atinge a alma das pessoas. Mas talvez por algum tipo de bloqueio algumas nao consigam sentir esta profundidade ou ate nao se deixam sentir.

    Então sugiro esta lista de livros como base introdutória para as artes.

    Boa leitura!

    O QUE É ARTE Jorge Coli – Editora Brasiliense

    Da harmonia grega ao kitsch de todos os tempos. Da Mona Lisa à Marilyn de Andy Warhol. Afinal, quem decide o que é e o que não é arte? Todos que tentaram definí-la criaram concepções parciais, limitadas no seu tempo e no seu espaço. Neste texto simples e direto Jorge Coli desvenda o enigma.

    (mais…)

  • HISTÓRIA DA ARTE – FILMOGRAFIA INDICADA

    Pré-História

    A GUERRA DO FOGO, 1981, direção de Jean Jacques Annaud.
    História romanceada da descoberta do fogo. Muito interessante pela ambientação e pelas caracterizações humanas. 125 min.

    Egito

    EGITO EM BUSCA DA ETERNIDADE, 1983, produção da National Geograph.
    Ótima produção sobre antiga civilização egípcia e os esforços atuais para a sua recuperação e preservação. 60 min.

    Grécia

    ULISSES, 1955, direção Carlo Ponti.
    Adaptação da Odisséia, trata de algumas história do herói Ulisses após a Guerra de Tróia. 104 min.

    ELECTRA, 1962, direção Michael Cacoyannis.
    Após descobrir que seu pai foi assassinado pelo amante de sua mãe, Electra planeja uma vingança. Destaque: Famosa tragédia grega baseada em peça de Eurípedes, em que Electra acaba matando a mãe com a ajuda do irmão Orestes. Irene Papas interpreta Electra – a atriz também integra o elenco de “Zorba, O Grego”, dirigido por Michael Cocayannis. Indicado ao Oscar de filme estrangeiro. Premiado no Festival de Cannes (FRA) na categoria melhor adaptação.
    113 min

    Roma

    A QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO, 1964, direção de Antony Mann.
    Filme épico que conta, com imprecisões históricas, o início da decadência do Império Romano. 153 min.

    BEN-HUR, 1959, direção Cecil B. de Mille.
    Aventura épica ambientada no início da era cristã que conta as lutas de Ben-Hur para libertar Jerusalém do domínio romano, 211 min.

    SPARTACUS, 1960, direção de Stanley Kubrick.
    Super produção baseada no romance histórico de Howard Fast sobre a revolta de escravos liderada por Spartacus em 73 a.C. 190 min.

    ASTERIX E A SURPRESA DE CÉSAR, 1984.
    HQ do herói gaulês, Asterix e Obelix ingressam na Legião Romana para salvar a bela jovem e o noivo.
    90 min.

    GLADIADOR, 2000, direção de Ridley Scott.
    Transformado em escravo pelo corrupto e incestuoso herdeiro do trono, o general romano Maximus, torna-se um gladiador. Seu poder na arena acaba por levá-lo a Roma, ao Coliseu e a um corrupto de vingança com o novo imperador. 155 min.

    SATIRICON, direção Frederico Fellini.
    Cenários e fotografias exeburantes contando uma história fragmentada da Roma Antiga.
    129 min

     Idade Média

    IVANHOÉ, O VINGADOR DO REI, 1952.
    O cavaleiro medieval Ivanhoé enfrenta os inimigos do Rei Ricardo Coração de Leão. 106 min.

    EL CID
    , 1961.
    História do legendário cavaleiro cristão que enfrenta os invasores mouros na Espanha. 184 min.

    EM NOME DE DEUS
    , direção Clive Donner
    Amor a primeira vista que se desdobra em adoração irreverente e inconseqüente, entre um mestre de teologia com votos de castidade e uma bela mulher erudita da aristocracia do século XII. Uma estória de amor e lealdade, paixão e desafio e uma espantosa e terrível vingança.

    O NOME DA ROSA, direção Jean-Jacques Annaud, baseado no romance de Umberto Eco
    O ano 1327, representantes da Ordem Franciscana e a Delegação Papal se reunem num monastério Benedictino para uma conferência. Mas a missão deles subtamente ofuscada por uma série de assassinatos. Utilizando sua brilhante capacidade de dedução o monge Franciscano Willian de Baskerville, auxiliado pelo seu noviço Adso de Melk, se emprenha para desvendar o mistério.O monastério é visitado pelo seu antigo desafeto, o Inquisidor Bernardo Gui, que está determinado a erradicar a heresia através da tortura. Mas à medida que Bernardo Gui se prepara para acender a fogueira da Inquisição, Willian e Adso voltam à biblioteca labirintesca e descobrem uma verdadeira e extraordinária. 130 min.

    SENHOR DA GUERRA, 1965.
    As relações de poder na Idade Média se revelam nesta história, ambientada no Norte da França, que fala sobre um cavaleiro a serviço do Duque da Normandia. 123 min.

    O INCRÍVEL EXÉRCITO DE BRANCALEONE
    , 1965, direção de Mário Monicelli.
    Ótima sátira sobre a Idade Média e cavaleiros medievais. 90 min.

    O SÉTIMO SELO, 1957, Ingmar Bergman

    Neste conto moral um cavaleiro medieval, de volta das Cruzadas, joga xadrez com a morte. Carregado de belas e gélidas imagens em preto e branco, derivadas dos afrescos religiosos da Idade Média.

     

    Renascimento

    AGONIA E ÊXTASE, 1965. Baseado no romance de Irving Stone.
    Conta os conflitos entre o artista renascentista Michelângelo e o seu protetor, o Papa Júlio II. 140 min.

    GIORDANO BRUNO
    , 1973.
    Filme biográfico sobre um dos percursores da ciência moderna, o filósofo, astrônomo e matemático Giordano Bruno, queimado vivo pela Inquisição. Bela e real reconstituição da época. 123 min.

    1492 – A CONQUISTA DO PARAÍSO, direção Ridley Scott
    O filme trata das duas primeiras viagens que se tornaram um marco na vida desse almirante e nos leva a terceira a última etapa da deslumbrante aventura. Bravura cegueira, triunfo, desespero e a arrogância do Velho Mundo, em contraste à inocência do Novo Mundo, sucedem nesta ordem, uma história por poder e paixão. 150 min.

    Século XVIII

    BARRY LYNDON, 1975, direção Stanley Kubrick.
    Belo filme que mostra a vida inglesa no século XVIII. Soldado sem escrúpulos convocado para a guerra envolve-se em diversas falcatruas e depois enfrenta uma tragédia. 183 min.

    LIGAÇÕES PERIGOSAS, 1988, direção Stephen Frears
    França, 1788. A Marquesa de Merteuil (Glenn Close) precisa de um favor do seu ex-amante, o Visconde de Valmont (John Malkovich), pois seu ex-marido está planejando se casar com uma jovem virgem e ela deseja que o Marquês, que é conhecido por sua vida devassa e suas conquistas amorosas, a seduza antes do dia do casamento. No entanto, ele tem outros planos, pois planeja conquistar uma bela mulher casada (Michelle Pfeiffer), que sempre se mostrou fiel ao marido e é religiosa. A Marquesa exige então uma prova escrita dos seus encontros amorosos e, se ele conseguir tal façanha, ela lhe promete como recompensa passarem uma noite juntos. Mas os jogos de sedução fogem do controle e os resultados são bem mais trágicos do que se podia imaginar
    120 min

    AMADEUS, 1984, direção Milos Forman
    Após tentar se suicidar, Salieri (F. Murray Abraham) confessa a um padre que foi o responsável pela morte de Mozart (Tom Hulce) e relata como conheceu, conviveu e passou a odiar Mozart, que era um jovem irreverente, mas compunha como se sua música tivesse sido abençoada por Deus
    158 min

    Romantismo

    GOYA, direção Carlos Saura
    Aos 82 anos, o pintor Francisco de Goya vive no exílio com a última de suas amantes, Leocadia. Reconstruindo os principais acontecimentos de sua vida para sua filha caçula, ele se lembra dos tempos em que era jovem e ambicioso, e lutou para conquistar seu espaço na corte do rei Carlos IV, em meio a intrigas palacianas, seduções e mentiras. Lembra-se, também, de seu único amor verdadeiro, a duquesa de Alba, cuja vida foi interrompida por uma dose de veneno. Goya artista genial, que em momento algum abandonou a preocupação pelo seu país e pelo seu povo. A era de luz e cor da corte Bourbon abre caminho para o  mesmo. Goya que, aos 46 anos, ficou surdo, um fato que gerou importante reviravolta em seu trabalho. Enquanto ficava claro na Espanha que os dias de absolutismo, sob as novas pressões do Iluminismo, chegava ao fim, Goya descobre um novo mundo criativo em suas pinturas soturnas e seus chamados caprichos.

    Século XX

    2001 – UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO, 1968, Stanley Kubrick Uma saga estelar e filosófica que iria influenciar toda a ficção científica produzida no futuro. E mais: que parece ter sido produzida no futuro, graças à atualidade de seu tema e de sua concepção visual. O computador falante HAL 9000 é elevado à categoria dos grandes personagens do cinema, um ser feito de chips mas triturado por dilemas existenciais.

    APOCALYPSE NOW, 1979, Francis Ford Copolla O diretor rodou este épico moderno nas Filipinas, ao custo da própria saúde. Foram 40 milhões de dólares gastos com helicópteros, bombardeios napalm e um elenco em que Marlon Brando, sem cabelo, pesado, imerso nas sombras, recita T.S.Eliot. A loucura da guerra do Vietnã – e de todas as guerras -, no seu retrato mais cruel (inspirado no livro Coração das Trevas, de Joseph Conrad). Demorou cinco anos de filmagens infernais.

    CIDADÃO KANE, 1941, Orson Welles O cinema se divide em antes e depois deste filme. A história do magnata da empresa Charles Foster Kane é contada pelo diretor com a câmera posicionada em ângulos inéditos, cenários desolados refletidos na profundidade dos espelhos e uma narrativa em flashbacks, distribuídas em diversos pontos de vista. Mostra que há tantas maneiras de buscar a verdade quanto esta tem de se ocultar.

    1900, 1976, direção de Bernardo Bertolucci.
    A história de uma rica família italiana serve para mostrar a Itália do início do século, a crise dos anos 20 e 30 e a ascensão do fascismo na Itália. 239 min.

    ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO, direção Peter Cohen
    Este filme lembra que chamar a Hitler de artista medíocre não elimina os estragos provocados pela sua estratégia de conquista universal. O veio artístico do arquiteto da destruição tinha grandes pretensões e queria dar uma dimensão absoluta à sua megalomania. Hitler queria ser o senhor do universo sem descuidar de nenhum detalha da coreografia que levava as massas à histeria coletiva a cada demonstração. O nazismo tinha como um dos seus princípios fundamentais a missão de embelezar o mundo. Nem que, para tanto, destruisse todo o mundo.

    TEMPOS MODERNOS
    , 1936, direção Charles Chaplin.
    Obra prima do cinema mudo, durante a depressão (1929). Carlitos trabalha numa grande indústria. Chaplin procura denunciar o caráter desumano do trabalho industrial mecanizado, da tecnologia e da marginalização de setores da sociedade. 88 min.

    O DISCRETO CHARME DA BURGUESIA
    , 1972, direção de Luis Buñuel.
    Obra prima surrelista extremamente crítica. Seis burgueses se reúnem para jantar, mas são impedidos por acontecimentos espantosos. 105 min.

    BASQUIAT – TRAÇOS DE UMA VIDA
    , 1996, direção Julian Schnabel.
    Filho de pai haitiano e mãe porto-riquenha, Basquiat revela seu talento como grafiteiro. É assediado por marchands, até cair nas graças do pai da Pop-Art, Andy Warhol.

    OS AMORES DE PICASSO
    , 1996, direção James Ivory.
    Conta a vida de Picasso sob a ótica de uma de suas muitas mulheres. 123 min.

    NÓS QUE AQUI ESTAMOS POR VÓS ESPERAMOS, 1999, direção Marcelo Masagão
    País de Origem: Brasil. Duração: 73min  Sob a trilha sonora primorosa de Wim Mertens, a dualidade criação-destruição e a banalização da morte no decorrer do século mais violento da história percorrem um mosaico de centenas de imagens de arquivo extraídas de reportagens de TV, fotos antigas, filmes e clássicos do cinema. O instinto de destruição que fascinou Freud é o fio condutor de uma montagem que funde imagens a palavras, fatos históricos a uma ficção deslavada, que inventa nomes e vivências para os indivíduos sem nome que também fizeram a história. Este filme conduz o olhar pelos contrastes do século, pelos artistas, pensadores e indivíduos anônimos que construíram sua riqueza, e pelos personagens sombrios que reproduziram sua miséria. As únicas cenas captadas pelo diretor são realizadas em um cemitério, cuja inscrição do pórtico dá nome ao filme e encerra sua essência: a mortalidade como condição esquecida nos desvãos da história.

    ENCOURAÇADO POTEMKIN, direção Sergei Eisenstein
    Cineasta soviético, dirigiu filmes que retratam as transformações políticas e sociais ocorridas na Rússia após a Revolução de 1917. O filme se passa na Rússia. Um poderoso navio de guerra, o couraçado Potemkin, da frota do czar Nicolau II, é o palco de uma rebelião que fará parte da história. Cansados de comer carne podre, sofrerem castigos físicos e não terem direito a nada, os marinheiros revoltaram-se contra os oficiais e assumiram o controle da embarcação, unindo-se à rebelião dos operários e soldados, que em terra firme lutavam pelo ideal socialista. Este filme de Eisenstein, realizado em 1925, é uma metáfora da própria Revolução Russa, e por muito tempo foi cultuada nos círculos de esquerda. Sua riqueza técnica revolucionou a linguagem do cinema. Uma seqüência antológica é aquela em que os soldados avançam para conter a multidão, e um disparo atinge uma jovem mãe, que segurava um carrinho de bebê; a mulher cai, morta, e o carrinho avança, desgovernado, pelos degraus de uma longa escadaria, rumo à morte. Esta cena foi citada em “Os Intocáveis” (1986), de Brian DePalma. Uma curiosidade: a pronúncia correta do termo Potemkin, em russo, é “Potiônkin”.

    FESTA DE BABETE, 1988, direção Gabriel Axel
    Dá lições em várias formas da Arte.

    MORTE EM VENEZA, 1971, direção Luchino Visconti
    Com música de Mahler e perfeita recriação de época. Às vésperas da Primeira Guerra Mundial, o famoso compositor Gustav von Aschenbach (Dirk Bogarde) passa as férias de verão na praia do Lido, em Veneza. O ambiente aristocrático e decadente vira palco de um acontecimento inesperado e trágico quando ele conhece o adolescente Tadzio (Björn Andrésen). O compositor acredita ter encontrado a imagem perfeita da beleza e se apaixona, num processo doloroso que o leva a rever sua vida. Adaptação da obra homônima de Thomas Mann, o maior escritor alemão do século 20.
    131 min

    SEDE DE VIVER, 1956, direção Vincent Minneli
    Um adaptação brilhante da biografia Vincent Van Gogh (Kirk Douglas) escrita por Irving Stone. Van Gogh é o arquétipo do gênio artístico atormentado, cuja magnificência da obra contrasta com uma existência infeliz e amargurada que haveria de conduzi-lo ao suicídio. Anthony Quinn ganhou o Oscar pela sua interpretação de Paul Gauguin, outro génio da pintura amigo de Van Gogh.
    Duração: 122 minutos

    CAMILLE CLAUDEL, 1988, direção Bruno Nuytten
    Com Isabelle Adjani e Gérard Depardieu. Grande reflexão sobre o poder devastador da arte perante a fragilidade humana. A escultora Camille, irmã do poeta Paul Claudel, possui um relacionamento de 15 anos com Rodin, primeiramente seu professor e mais tarde seu amante. Camille passa por muitos sofrimentos, que a levam à loucura. Um filme muito interessante se atentarmos para o machismo existente na personalidade de Rodin

    ÉPOCA DA INOCÊNCIA, 1993, direção Martin Scorsese
    Nesta adaptação do romance homônimo de Edith Wharton, escritora premiada com o Pulitzer, Scorsese experimenta o drama romântico e retrata a Nova York de 1870 e a sociedade de então, marcada pela nobreza de costumes ingleses. Um advogado (Daniel Day-Lewis) está de casamento marcado com uma jovem (Winona Ryder) da aristocracia local, quando uma condessa (Michelle Pfeiffer), prima de sua noiva, volta da Europa após separar-se do marido. As idéias dela chocam a tradicional sociedade americana e, ao tentar defendê-la, o advogado se apaixona por ela e é correspondido.
    130 min

    LIMITE, 1931, direção Mário Peixoto
    Música: Satie, Debussy, Borodin, Ravel, Stravinski, Cesar Franck, Villa Lobos, Prokofiev. Três personagens, um homem e duas mulheres estão num barco, em alto mar. Esgotados, param de remar, abandonando-se à própria sorte e relembram o passado. As cenas revolucionárias são motivo de estudo por parte de diretores nacionais e internacionais.
    110 min

    THE WALL, 1982, direção Alan Parker
    As fantasias delirantes de um superstar do rock, que enlouquece lentamente em um quarto de hotel. Retrata a geração Pós-Segunda Guerra, com alguns desenhos animados no meio do filme.
    95 min

    MEU TIO, 1958, direção Jacques Tati
    O filme é uma crítica de Jacques Tati ao excesso de preocupação com bens materiais. Mousieur Hulot se atrapalha com o futurismo exagerado da casa do cunhado, mas conquista o sobrinho com seu estilo desligado e simples. Retrata de forma leve a geração do Pós-Segunda Guerra.
    126 min

    BILLY ELIOT, 2000, direção Stephen Daldry
    Billy Elliot (Jamie Bell) é um garoto de 11 anos que vive numa pequena cidade da Inglaterra, onde o principal meio de sustento são as minas da cidade. Obrigado pelo pai a treinar boxe, Billy fica fascinado com a magia do balé, ao qual tem contato através de aulas de dança clássica que são realizadas na mesma academia onde pratica boxe. Incentivado pela professora de balé (Julie Walters), que vê em Billy um talento nato para a dança, ele resolve então pendurar as luvas de boxe e se dedicar de corpo e alma à dança, mesmo tendo que enfrentar a contrariedade de seu irmão e seu pai à sua nova atividade.
    111 min

    CARMEM, 1983, direção Carlos Saura
    Antonio busca desesperadamente aquela que poderá ser a ‘Carmen’ do balé tirado da novela de Merimée e da Ópera de Bizet. O relacionamento com o grupo de Antonio é difícil para a jovem Carmen, mais por causa de Cristina, que sonha com aquele papel. Antonio explica-lhe que a personagem pedia uma mulher mais jovem e ainda mais bela do que ela, ainda que Cristina seja a melhor bailarina. Carmen é muito bonita e atraente e conquistará Antonio nesta ficção do balé que se desenrolará entremeada com a história de amor na vida real.
    108 min

    TANGO, 1998, direção Carlos Saura
    Musical e documentário do veterano cineasta espanhol Carlos Saura, na mesma linha de ‘Sevillanas’ (1992) e ‘Flamenco’ (1995). Depois de ser abandonado pela mulher (Cecilia Narova), o cineasta argentino Mario Suarez (Miguel Ángel Sola) ‘mergulha’ na produção de um filme na periferia de Buenos Aires. Planeja rodar o filme ‘definitivo’ sobre o gênero. As dificuldades surgem quando ele se envolve com uma dançarina do elenco e quando tenta introduzir temas políticos. A trilha com o tango ‘clássico’ é mesclada com a música de Lalo Schifrin. A bela fotografia é de Vittorio Storaro, um dos maiores fotógrafos em atividade, antigo colaborador de Francis Ford Coppola e Bernardo Bertolucci.
    105 min

    QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOLF, 1996, direção Mike Nichols
    George (Richard Burton), um professor universitário, e Martha (Elizabeth Taylor), sua esposa que é também filha do reitor, recebem no final da noite Nick (George Segal), um jovem professor, e Honey (Sandy Dennis), sua mulher. À medida que a noite avança, as confissões entre os quatro se tornam mais ácidas e a verdade se torna algo muito deprimente.
    129 min

    SONATA DE OUTONO, 1978, direção Ingmar Bergman
    Ingrid Bergman interpreta uma mãe que depois de abandonar sua família pela carreira musical, tenta uma reconciliação com sua filha mais velha (Liv Ullman), numa noite de revelações dolorosas. O gênio da fotografia, Sven Nykvist, abrilhantou mais este belo filme sobre abnegação da alma humana; onde temos os dois ícones do cinema sueco, pela única vez juntos – “Ingrid Bergman e Ingmar”. Obra-prima histórica e maravilhosa.
    92 min

    BLADE RUNNER, 1982, direção Ridley Scott
    O “cult movie” da ficção científica, ficou ainda mais fantástico mostrando uma chocante visão do futuro. Por volta do ano 2000, o planeta Terra está em total decadência. Os poucos habitantes vivem aglomerados em gigantescos arranha-céus.A engenharia genética se tornou uma das maiores indústrias criando os replicantes, criaturas dotadas de extraordinária força e inteligência, praticamente indistinguíveis dos humanos. Nesta nova versão, surpreendentes revelações em torno do romance entre Deckard (Harrison Ford) e Rachel (Sean Young). Qual será a verdadeira origem do Caçador de Andróides?
    117 min

    O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO, 1915, direção D.W.Griffitch Um dos maiores épicos da história do cinema e o primeiro longa-metragem americano. As batalhas da Guerra Civil ainda impressionam pelo realismo, com a orquestração magistral de uma multidão de figurantes. A Ku Klu Klan é glorificada de tal forma que dificultou a exibição de filme na televisão e no cinema nos anos subseqüentes. Mas Griffitch libertou a câmera de seus grilhões, inventando a nova linguagem de uma nova arte.

    A VIDA É BELA, 1997, direção Roberto Benigni
    Na Itália dos anos 40, Guido (Roberto Benigni) é levado para um campo de concentração nazista e tem que usar sua imaginação para fazer seu pequeno filho acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.

     

    Brasil

    CENTRAL DO BRASIL, 1998, direção Walter Salles Jr.
    Mulher, que escreve cartas para analfabetos na Central do Brasil, ajuda menino, após sua mãe ser atropelada, a tentar encontrar o pai que nunca conheceu, no interior do Nordeste. Prêmio de Melhor Atriz e Melhor Filme no Festival de Berlim e vencedor do Globo do Ouro de Melhor Filme Estrangeiro. 112 min.

    TIRADENTES
    , direção Geraldo Vietri
    A trajetória de Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, na luta contra os colonizadores portugueses, a Inconfidência Mineira e o enforcamento do homem que assumiu a liderança de um dos mais importantes movimentos libertários do Brasil.

    INDEPENDÊNCIA OU MORTE, direção Carlos Coimbra
    As circunstâncias que levaram D. Pedro I a proclamar a independência do Brasil, as intrigas palacianas e o escândalo causado pela paixão do imperador por uma mulher do povo.

    DESCOBRIMENTO DO BRASIL
    , direção Humberto Mauro
    A carta de Pero Vaz de Caminha serve como pano de fundo para a narrativa de viagem de Pedro Álvares Cabral, do Tejo ao Brasil, culminando com a realização da primeira missa no Novo Mundo.

    POLICARPO QUARESMA – HERÓI DO BRASIL
    , direção Paulo Thiago
    No Rio da virada do século, major visionário e idealista luta para implementar mirabolantes idéias, que ele acredita serem capazes de criar uma grande nação. Adaptação do clássico “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto.

    LAMARCA
    , direção Sérgio Rezende
    Crônica dos últimos dois anos na vida do capitão do exército que, nos anos de ditadura, desertou das forças armadas, e passou a fazer oposição tornando-se um dos mais destacados líderes da luta armada.

    PRA FRENTE BRASIL
    , direção Roberto Farias
    Pacato cidadão de classe média é confundido com um ativista político, preso, e torturado por agentes federais durante a euforia do milagre econômico brasileiro e da Copa do Mundo de 70, Prêmio de Melhor Filme no Festival de Gramado.

    CARLOTA JOAQUINA
    , direção Carla Camuratti
    Aos 10 anos, a infanta espanhola Carlota Joaquina é prometida a D. João VI de Portugal. É o início de uma trajetória de brigas, infidelidade e rusgas pelo poder, que levam o casal, após herdar o trono, ao Brasil, para fugir do avanço das tropas napoleônicas.

    O QUATRILHO
    , direção Walter Salles Jr.
    A saga da imigração italiana no Sul do Brasil, entre 1910 e 1930, na história de dois casais, Ângelo e Teresa e Pierina e Massimo. A tradição de valores são rompidos quando Pierina e Ângelo se apaixonam e fogem, deixando tudo para trás. Baseado no romance de José Clemente Pozenato. Indicado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

    O PAGADOR DE PROMESSAS, direção Anselmo Duarte
    Zé do Burro (Leonardo Villar) e sua mulher Rosa (Glória Menezes) vivem em uma pequena propriedade a 42 quilômetros de Salvador. Um dia, o burro de estimação de Zé é atingido por um raio e ele acaba indo a um terreiro de candomblé, onde faz uma promessa a Santa Bárbara para salvar o animal. Com o restabelecimento do bicho, Zé põe-se a cumprir a promessa e doa metade de seu sítio, para depois começar uma caminhada rumo a Salvador, carregando nas costas uma imensa cruz de madeira. Mas a via crucis de Zé ainda se torna mais angustiante ao ver sua mulher se engraçar com oc afetão Bonitão (Geraldo Del Rey) e ao encontrar a resistência ferrenha do padre Olavo (Dionísio Azevedo) a negar-lhe a entrada em sua igreja, pela razão de Zé haver feito sua promessa em um terreiro de macumba.