Categoria: #DAC!

  • Negativista?

    Ainda ontem recebi pelo facebook críticas de um amigo meu sobre o meu blog. De uma maneira geral a crítica era que eu sou muito negativista, pessimista e “dono da verdade” apesar de reconhecer que sou muito bom no que faço.

    Tem a ver também com alguns comentários que recebo vez ou outra aqui no blog ou por e-mail.

    Bom, então vamos esclarecer alguns pontos:

    1 – Não “puxo o saco” e tampouco “babo ovo” de ninguém.

    A minha ética pessoal e profissional não me permitem passar a mão na cabeça de quem quer que seja. Não estou à venda e nem o meu blog, tanto que não tenho patrocinadores e não sou ligado – nem citado – por aquela que se diz “a maior e melhor revista de decoração do Brasil”. Não me importo e não preciso disso pois jamais vou assinar um contrato onde uma das cláusulas me proibe de “falar mal” da tal revista ou de produtos ligados à editora.

    2 – Prática profissional

    O que tento deixar claro é a diferença entre um projeto de iluminação feito por arquitetos e designers e os projetos de lighting design feitos por Lighting Designers e a necessidade real da contratação deste profissional além do arquiteto decorador ou do designer de interiores/ambientes.

    Não vou enganar meus leitores e muito menos os clientes alegando que arquiteto ou designer tem uma ampla formação e que eles são capazes de fazer projetos de lighting design pelo simples fato disso ser uma INVERDADE! Se fosse verdade, o MEC não autorizaria os cursos de especialização, não existiriam associações internacionais de Lighting Design e muito menos teria sido assinada, por unanimidade, a Declaração para a Instituição Oficial da Profissão do Designer de Iluminação de Arquitetura, no PLDC realizado em 27 de outubro de 2007, na cidade de Londres, Inglaterra.

    Arquitetos e designers – ou qualquer outro profissional – não especializados fazem projetos de iluminação comum e “da moda”, dentro de seus parcos conhecimentos sobre o assunto. Bem diferente dos especialistas em Lighting Design que estudaram e estudam diariamente, aprofundando-se em pesquisas e práticas exclusivas na área de iluminação e lighting design.

    3 – Receitas de bolo

    Várias críticas me chegam com alegações de que eu aponto o erro mas não mostro como resolver os problemas.

    ÓBVIO que eu não farei isso NUNCA! Afinal, falamos aqui sobre o meu trabalho, a minha área de especialista. Logo, não vou ficar passando “receitinhas de bolo-de-caixinha” de “como fazer” para arrumar os erros. Assim como outros profissionais me cobram ou se recusam a ajudar em consultas, por minimas que sejam, me dou o direito de fazer o mesmo.

    Se quer saber como resolver, contrate a minha assessoria, consultoria ou faça uma parceria comigo. Mas não venha me pedir de graça o que levei anos estudando.

    4 – “Dono da verdade”

    Não me coloco como “dono da verdade ou do saber”. Porém, tenho segurança e conhecimento suficiente para indicar o que vejo de errado nos projetos. São erros básicos, crassos, que qualquer especialista da área de iluminação e lighting consegue ver ao observar fotos ou ambientes reais, que deixam claro que existe sim uma grande diferença entre um arquiteto, designer ou engenheiro sem especialização na área para os especialistas na área. E isso fica claro na observação/avaliação dos projetos. Mas, conviver com críticas – especialmente aquelas que mostram os erros – é algo impensável e insuportável para determinados egos.

    5 – “Xoxando” outros profissionais?

    Não mesmo. Minha intenção não é ridicularizar publicamente quem quer que seja até mesmo porque sei que esse tipo de coisa pode render processos por danos morais.

    No entanto, de uma forma educativa – e sem citar nomes – exponho os problemas que encontro nos projetos como forma de alertar aos profissionais e ao mercado sobre a importância da parceria com os profissionais especialistas em iluminação e lighting design.

    Engraçado que nas universidades ninguém reclama dos professores que mostram nas aulas uma carrada de fotos com erros, seja de que profissional for.

    Bom, por hora é isso. Isso serve apenas para esclarecer alguns pontos sobre este blog ok? E lembrem-se:

    Eu sou responsável apenas pelo que escrevo/falo.

    JAMAIS pelo que você entende.

  • Ofício encaminhado à Reitoria da Uel sobre o Cine Teatro Ouro Verde

    Londrina, 14 de fevereiro de 2012.

    Magnífica Reitora
    Prof. Dra. Nádina Aparecida Moreno
    Universidade Estadual de Londrina
    Londrina – Paraná

    Senhora Reitora,

    Assunto: Doação de Projeto de Lighting Design para a Reconstrução do Cine Teatro Ouro Verde.

    Lamentavelmente fomos surpreendidos com o incêndio que destruiu boa parte de nosso Teatro Ouro Verde neste último domingo, dia 12 de fevereiro p.p. A tristeza afetou a todos os moradores desta cidade, pois reconhecemos que este Teatro apresenta um significado importante da história de nossa cidade e ponto fundamental para a cultura: é nosso patrimônio histórico e cultural que não devemos deixar desmoronar.

    Na qualidade de neto e bisneto de pioneiros que construíram esta cidade por meio de seu trabalho braçal, compreendo que este é um momento de solidariedade, parceria e união de esforços para além de interesses pessoais.

    Recordo-me do orgulho de meu avô, Lauro Jorge Tramontini, o qual com seu pai e seus irmãos, foram os responsáveis por todo o antigo calçamento de paralelepípedos e também pela construção das primeiras praças desta cidade, especialmente a Praça Mal. Floriano Peixoto, esta desenhada e construída pelo meu avô. Orgulho de reconhecer sua participação na construção da cidade de Londrina. É justamente este testemunho pioneiro e cidadão que me move a escrever e apresentar minha proposta de colaborar gratuitamente, oferecendo meus serviços e competência profissional, na reconstrução do Teatro Ouro Verde. Quero ter a oportunidade de sentir o mesmo orgulho de meu avô!

    Resido na cidade de Londrina. Sou Designer de Interiores/Ambientes especializado na elaboração e execução de projetos de iluminação ou, como é denominado internacionalmente, Lighting Design. Mantenho um blog bastante respeitado e renomado na Internet sobre as áreas de Design e Iluminação que, com menos de quatro anos de existência está para atingir a marca dos um milhão de acessos.

    Também, atualmente, sou um dos colunistas da revista Lume Arquitetura, referência em Lighting Design no Brasil.

    Assim sendo, em respeito à história de nossa cidade e como cidadão consciente da responsabilidade ética, solidária e profissional, eu me disponho a empreender todos os esforços que forem necessários – exclusivamente a título de doação – para elaborar sem quaisquer ônus para a Universidade o projeto completo de Iluminação (Lighting Design) para a reconstrução do nosso Teatro Ouro Verde, que envolve fachada da edificação, salas administrativas, áreas comuns e de circulação, auditório, palco, coxias, camarins e demais espaços de uso privativo e público.

    Reforçando a seriedade desta proposta, a renomada iluminadora Jamile Tormann (vide currículo e contatos abaixo) se dispôs a também realizar o projeto de iluminação do palco, junto comigo, de forma gratuita para a reconstrução deste nosso patrimônio histórico.

    Também a editora da Revista Lume Arquitetura, Srª Maria Clara De Maio, já me ofereceu uma matéria reservada na revista assim que a reconstrução e implementação de meu projeto estiver pronto.

    Em seguida, para corroborar a seriedade de minha proposta, apresento abaixo um elenco de referências profissionais da área constituído por profissionais de renome nacional e internacional, dentre os quais, destacam-se aqueles que, na forma de parceria, querem se unir para colaborar com a implementação desta proposta que ora apresento a Vossa Magnificência:

    JAMILE TORMAN
    Arquiteta pela USU (RJ) com Licenciatura Plena em Artes Visuais pela FADM (DF), especialista em Iluminação e Designer de Interiores pela UCB (RJ) e Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UNB (DF). Coordenadora Pedagógica e Professora de Iluminação Cênica no Curso de Pós-graduação em Iluminação e Design de Interiores pelo IPOG. Autora do livro Caderno de Iluminação: arte e ciência. Editora Música e Tecnologia – RJ, 2006. É Sócia fundadora da Associação Brasileira de Iluminação Cênica – AbrIC, e Associação Brasileira de Iluminação – ABIL e ABRIP – Associação Brasileira de Iluminação Profissional.
    jamile@jamiletormann.comhttp://www.jamiletormann.com/html/index.php
    (61) 3208 4444 / 78124442

    FARLLEY DERZE
    Doutorando em Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo. Professor de História da Iluminação do IPOG. Especialista em História da Arte. Membro do Núcleo de Estética e Semiótica da UnB (DF). Diretor de Gestão e Pesquisa da Empresa Jamile Tormann Iluminação Cênica e Arquitetural LTDA. Colunista da Revista Luz & Cena (RJ).
    farlley@ipog.edu.br

    MARIA CLARA DE MAIO
    Editora da Revista Lume Arquitetura (www.lumearquitetura.com.br)
    mariaclara@lumearquitetura.com.br

    Na certeza de sua atenção e no aguardo de uma resposta, expresso meu apoio e minha consideração.

    Atenciosamente,

    ___________________________________
          PAULO OLIVEIRA
    Lighting Designer e Designer de Ambientes
    Associado: ABIL / ABD / AsBAI

    Ofício protocolado em:

    15/02/2012

    Às 09:28:28 horas

    Sob o número 2863.2012.97

    Na Divisão de Protocolo e Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

  • Cine Teatro Ouro Verde – Londrina PR

    Como já devem estar sabendo, infelizmente perdemos o nosso Teatro ouro verde no último domingo (12/02/2012) por causa de um incêndio.

    Projetado pelo mestre Vilanova Artigas em 1948 e inaugurado em 1952. Estava prestes a completar 60 anos e para ser tombado pelo IPHAM como patrimônio Histórico. Já estava tombado pelo Governo Estadual. Iniciou suas atividades como cinema e depois foi sendo adaptado para receber teatro, dança e shows musicais. Estava passando por uma nova reforma ultimamente.

    Infelizmente o que nos resta dele hoje é o que esta imagem abaixo mostra e nossas memórias.

    O fogo queimou mais uma doce lembrança de minha vida em Londrina. É, o meu coração chora…“. (jornalista Regina Daefiol sobre o incêndio no Cine Teatro Ouro Verde).

    Lembro-me das vezes em que me apresentei, cantei ou tocando, neste palco quando participava dos Festivais de Música de Londrina (FML). Lembro-me de minhas idas ao cinema em minha infância e juventude. Lembro-me das histórias contadas por minha mãe e tias sobre o Ouro Verde e tudo que rolava por ali na época de suas juventudes.

    Como já escrevi aqui e aqui, sou neto e bisneto de colonizadores desta linda cidade do norte pioneiro do Estado do Paraná. Nasci aqui em dez/1970. Apesar de ter passado grande parte de minha vida fora desta terrinha, sempre expressei o meu orgulho em ser um “pé vermêio”, tanto que acebei voltando a morar aqui em 2003.

    Assim, ofereci gratuitamente à Universidade Estadual de Londrina o projeto completo de lighting design para a reconstrução do nosso Cine Teatro Ouro Verde.

    Protocolei hoje pela manhã um ofício para a Reitora Nádina formalizando este meu ato. Postarei a íntegra no post a seguir.

    Mais que necessário ressaltar que consegui o apoio de alguns profissionais renomados na área de iluminação para esta minha proposta:

    A mega iluminadora Jamile Tormann se dispôs a fazer o projeto de iluminação da caixa cênica gratuitamente.

    O Maria Clara De Maio, editora da Revista Lume Arquitetura, ofereceu uma matéria na revista assim que o meu projeto e a reconstrução estejam concluídos.

    Também recebi e-mails de apoio e como referências profissionais do Farlley Derze e do Oswaldo Perrnoud, dispondo-se a ajudar no que for preciso.

    Agradeço também o contato da Srª Magali Kleber, da UEL, agradecendo a minha disposição em me doar para este projeto.

    Agora é aguardar o andamento de tudo isso e formalizar os contatos com os responsáveis pela reconstrução do nosso cine Teatro Ouro Verde.

  • Abaixo o Splash!

    Este ia ser o tema de uma de minhas colunas futuras na revista Lume Arquitetura. Mas diante de alguns acontecimentos recentes resolvi cortá-lo da revista para dar espaço a um outro texto mais sério e contundente. Portanto segue aqui no blog o texto sobre o uso do “Splash” na iluminação.

    Para quem não sabe, o termo “splash” é utilizado pelos designers gráficos para designar um elemento gráfico que os clientes deles (especialmente os comerciantes) adoram colocar em suas peças:

    É isso mesmo… esse espirro que geralmente vem com inscrições como:

    – Imperdível!

    – Oferta!

    – Grátis!

    – Promoção!

    Dentre outras palavras ou conjunto de palavras que sempre “puxam o olhar e a atenção do observador”. Não podemos negar que realmente chama, mas isso deve-se a vários fatores dentre os quais podemos destacar:

    – busca do cliente pelo menor preço;

    – aos olhos mais “esteticamente treinados”, pela bizarrice desse elemento.

    Sim, é bizarro, feio, emporcalha e estraga o material. Em Design, um elemento mal planejado ou pensado pode estragar todo o projeto. É o caso do “splash”.

    Mas o que isso tem a ver com iluminação? Simples, explico: costumo usar este termo para indicar aquelas aplicações de projetores que lavam as fachadas. Verdinho, lilás, azul, vermelho enfim, seja a cor que for deveriam proibir este tipo de iluminação.

    Não, “splash” é bastante diferente do “wall-wash”. Splash estraga enquanto o wall-wash valoriza.

    Mais que modismo, isso virou uma praga nas cidades. De empresas privadas a espaços públicos, temos assistido ao aumento vertiginoso deste tipo de aplicação. O resultado disso? O enfeiamento das urbes e o descaso com o meio ambiente. E, para piorar a situação, o “projeto” e instalação disso geralmente foi feito por algum eletricista. Mas tem também muito profissional de engenharia, arquitetura e design implantando este lixo pelas cidades.

    Observem atentamente a imagem acima. Onde foram parar os relevos e detalhes arquitetônicos desta construção? Perceberam como a construção ficou “chapada”, esmagada pela luz que não valoriza sua volumetria?

    Outro detalhe a destacar é o desperdício de energia elétrica e a poluição luminosa que este tipo de iluminação provoca. É só olhar a potência das lâmpadas normalmente utilizadas nos refletores e projetores  que promovem este efeito. Observe também a quantidade de luz vazando para fora do espaço iluminado e afetando o entorno.

    Devemos considerar também o risco de acidentes aos usuários afinal, pela alta potência destas lâmpadas, a temperatura das luminárias é sempre muito alta.

    Mais um péssimo exemplo do emprego do “splash”. Porém nesta mesma foto percebe-se um elemento interessante sobre o uso desta técnica: observem a parte mais colorida (azul/lilás). Aqui temos um excelente exemplo do que diferencia o “splash” do “wall-wash”: o posicionamento das luminárias e o direcionamento da luz.

    Perceberam como a parte alta da edificação está chapada, lisa? E perceberam como na parte baixa conseguimos – mesmo à distância – perceber melhor seus relevos e formas?

    Geralmente o “splash” vem de iluminação aérea (aquela instalada em postes pegando a construção de frente) mas não somente assim. É óbvio que qualquer elemento com volume perderá a sua percepção ao olhar pois as sombras desaparecerão. Já no caso de luminárias instaladas lateralmente ou no chão, o excesso de luz pode distorcer as formas.

    É bem diferente deste caso:

    Conseguem perceber como, apesar da explosão de luzes e cores, conseguimos perceber a volumetria e texturas das árvores? Isso é a técnica do wall-wash aplicada ao paisagismo.

    Nesta outra imagem, conseguem perceber a textura do reboco da parede apesar da quantidade de cores? Isso é wall-wash.

    Não há a menor necessidade de fazer uma construção explodir em luz para que ele fique perceptível ou bela à noite afinal, a sombra faz parte da iluminação e o olhar necessita dela para perceber as formas.

    Assim, proponho com urgência o movimento ABAIXO O SPLASH!

  • 2011 – o melhor aqui no DAC

    Como faço todo ano, aqui vai a lista dos posts que, na minha opinião, foram os mais importantes aqui no #DAC!

    Normalmente escolhe-se apenas um post por mês, mas às vezes fica difícil. Então, divirtam-se nas leituras sem esquecer que, além destes citados, tem vários outros.

    Vamos aptoveitar as férias para ler???

    Janeiro:
    Dúvidas sobre iluminação (LD)?

    Fevereiro:
    Carta aberta ao Senado Federal

    Março:
    E quando o cliente…

    Abril:
    É Proibido!
    (RE)Design

    Maio:
    Design de Interiores/Ambientes – localização

    Junho:
    Especificação e o Código de Defesa do Consumidor

    Julho:
    Insista, invista e contrate um Designer de Interiores/Ambientes.
    Revistas de decoração – fotos e imagens podem realmente ajudá-lo a definir suas preferências e estilo?
    Do It Yourself (DIY) – perguntas a se fazer antes de começar uma reforma sozinho(a)

    Agosto:
    Especialista em Lighting Design???
    Picaretagem via internet

    Setembro:
    Concreto translúcido – Via Lume Arquitetura

    Outubro:
    “Y” x especializações
    Sobre tendências, revistas, cópias e o “eu” do cliente
    Precificando o projeto
    Luxuria ou futilidade?

    Novembro:
    Brieffing – #ComoFaz?
    Marcenarias: vamos educar o mercado?
    Home Staging???
    Do egoísmo profissional

    Dezembro:
    IES e Design: THE
    LD – a carnificina da mídia continua…
    “Só dizáiner?” (sic)

    Boa leitura e aproveito para agradecer novamente a todos vocês que me seguem e acompanham este blog pelo apoio.

    Agradeço especialmente à família Lume Arquitetura (De Maio Editora, na pessoa da Maria Clara De Maio) pela oportunidade de juntar-me a eles na revista. Este foi sem sombra de dúvidas o melhor presente que recebi este ano!! É uma honra fazer parte desta família!!!

    Mais que necessário lembrar também das amigas profissionais e blogueiras Elenara, Ro, Marcia, Maria Alice, Joyce e Geane. Incansáveis na busca  de informações relevantes e sempre dispostas a me cutucar e provocar ahahahahhah amo vocês meninas!!!!

    Também não posso deixar de agradecer ao Ed que tem levado sozinho o Portal DesignBR. Cara todo o mérito do portal é seu, sou apenas um colaborador!!!!

    Que 2012 venha mega iluminado para todos nós e sempre, com as bênçãos de Deus sobre nossas vidas!!!.

    ;-)

  • “Só dizáiner?” (sic)

    É pessoal, depois eu que sou ranzinza e birrento. Mais uma vez me deparei com uma situação constrangedora em uma loja aqui de Londrina.

    Estava com um amigo/cliente acompanhando-o em compras, quando resolvemos procurar puxadores para os criados-mudos recentemente adquiridos. Como a Belquímica (onde costumo comprar materiais de marcenaria) encontrava-se fechada em razão de férias coletivas fomos até a Casa dos Puxadores, na Rua Belo Horizonte 450, aqui na cidade de Londrina.

    Verificamos o mostruário disponível sem acompanhamento ou qualquer interferência do vendedor que estava atrás do balcão, entretido no computador fazendo não sei o que. Definido o modelo chamei este vendedor para solicitar oito peças do produto escolhido.

    Como eu já imaginava que o valor em RT seria ridículo, solicitei ao vendedor que o revertesse em desconto para o cliente.

    Ele me perguntou se eu tinha cadastro na loja. Respondi que provavelmente não e ele falou que iria primeiramente fazer o cadastro. Perguntou-me então “O senhor é o ARQUITETO…(?)

    Respondi de pronto que eu não era arquiteto e sim DESIGNER.

    Ele olhou para mim com certo desdém e soltou:

    Só dizáiner(SIC)?”

    Questionei “como assim “só designer? Sou um especificador da mesma forma que eles.

    Então, indiferente à situação de embaraço a que submeteu o cliente, ele retrucou: “Nosso sistema só aceita arquitetos”.

    Reiterei que eu, na qualidade de designer, sou um especificador assim como qualquer arquiteto. Ou melhor, na maioria das vezes muito mais que os arquitetos, considerando que dentre as competências profissionais do designer destaca-se a de projetar e produzir os móveis por completo e não apenas comprá-los em lojas de móveis.

    A resposta do vendedor foi que “não tem como cadastrar a não ser que o meu supervisor libere o sistema“.

    Meu cliente, indignado com a situação, ao perceber o constrangimento e a falta de respeito profissional em relação a mim – creio que deveria estar visível o meu rosto roxo de raiva – pediu para sairmos dali e encontrar outra loja.

    Antes de sair, falei para o vendedor que a loja perdeu um especificador, vendas futuras e também que não espere que eu fale bem da loja onde for.

    No caminho para o carro meu cliente (formado em grau superior, pós-graduação em nível de doutorado) estava perplexo! De origem paulistana, morando alguns anos em Londrina, disse que se surpreendeu pela forma ignorante, medíocre e provinciana de perguntar “você é só designer?”! Como se houvesse graus inferiores no exercício da excelência profissional. Na conversa, mostrou-me por analogia como se aplicaria este absurdo em outros ramos técnicos ou profissionais, no âmbito da pesquisa, tecnologia e congêneres.

    É preciso respeitar as competências específicas de cada área, inclusive considerando suas intersecções, que não obscurecem a identidade profissional. Ao contrário, segundo este cliente, num contexto onde valorizamos a interdisciplinaridade e as decorrentes interações na elaboração de projetos (em qualquer área) como condição sine qua non de qualidade e confiabilidade, esta reserva de mercado é obsoleta e inaceitável. Em outras palavras, um mercado de “mente pequena”, atrasado e de olhar míope para a própria realidade.

    Como se pode observar, a indignação deste cliente lhe permitiu entender o corporativismo grosseiro e anacrônico que ainda reina nesta área profissional em Londrina: um sério obstáculo para parcerias que seriam bem vindas e que, com certeza por meio de uma sadia concorrência, proporcionaria o avanço em inovações de projetos para além da estagnação da criatividade que marca especificamente o mercado londrinense.

    Na verdade, um mercado com contradições! Nem tudo está perdido! Saímos desta loja – Casa dos Puxadores – e fomos para outra próxima, do outro lado da rua Belo Horizonte, onde fomos bem atendidos com respeito profissional na compra dos puxadores de ótima qualidade.

    Esta situação merece uma reflexão crítica muito séria e mais aprofundada: este caso deste vendedor e da loja que ele representa – que não é isolado – manifesta um corporativismo latente por detrás dos balcões comerciais. Para além de um comércio tacanho, a pergunta que devemos sempre fazer é a seguinte: a quem realmente interessa estas práticas de visão estreita?

    É pessoal, aqui em Londrina – assim como em cidades do porte de Londrina e menores – podemos constatar uma certa “máfia” de arquitetos, encabeçada por uns poucos que se acham “estrelinhas” em torno dos quais gravitam aqueles que se contentam com migalhas do mercado sob tácita reserva. Entretanto, vários destas “estrelinhas” precisam ficar fazendo interiores pra sobreviver, confundindo ou enganando os clientes e, por sua vez, demonstrando claramente sua incompetência em destacar o que é específico no exercício profissional de arquitetura, sua verdadeira formação.

    No que se refere à formação – inclusive do ponto de vista de uma ética profissional – cabe aos cursos de Design implementarem com seriedade curricular um diálogo com a Arquitetura – desde que esta se abra para isso – demarcando claramente as competências e as possibilidades de interação profissionais, abrindo o mercado para parcerias produtivas e para o respeito das especificidades de atuação. Não se pode mais suportar estratégias escusas e imorais para garantir reserva corporativista de mercado.

    Considerando o Curso de Design ofertado pela UNOPAR, espero sinceramente que seu novo gestor, a empresa Kroton Educacional, sem se tornar refém de “coleguismos” provincianos,  promova um efetivo “choque de gestão” priorizando a qualidade curricular deste Curso sobretudo com a contratação de docentes de reconhecida competência para as áreas teórico-práticas e tecnológicas relacionadas com o Design.

    Indo mais a fundo no problema inicial deste post, aqui em Londrina, arquitetos recebem o quanto querem como RTs das lojas (já ouvi relatos de até 40%) enquanto os designers tem de chorar muito para conseguir míseros 5% – quando conseguem isso. Pouquíssimas são as lojas que nos dão 10% de comissão. Sem considerar que muitas lojas também são coagidas a privilegiar os arquitetos, com receio de perder clientela. No entanto, os colegas designers por necessidade continuam levando clientes, submetendo-se a essa humilhação. Seria muito melhor se fossem éticos com seus clientes, relatassem como isso tudo acontece – inclusive a existência das RTs. Certamente o cliente ficaria do seu lado e não da loja.

    Outro detalhe: as RTs dos arquitetos são pagas rapidamente. Estou com três lojas que, desde maio deste ano, estão me “enrolando” e não me pagam o que me devem de RT.

    Aqui em Londrina rolam altos coquetéis das lojas, construtoras e empreiteiras que NUNCA convidam designers. O que acontece (e sei disso através de uma amiga que organiza as melhores festas aqui) é que um determinado grupo de arquitetos assedia os organizadores para saber quem são os convidados e, se tiver um único designer convidado eles boicotam a festa. Já relatei isso aqui em meu blog e já vinha relatando antes dele, ainda no orkut. Como vêem, nada mudou por aqui.

    Enquanto isso na “Ilha da Fantasia” a ABD fica fazendo festinha e carnaval mascarando o real problema que afeta o mercado, isto é, a dura realidade a que somos submetidos diariamente.

    Enquanto a nossa categoria (designers de interiores/ambientes) não conseguir reverter a asneira que a ABD fez junto ao grupo do prof Freddy Van Camp e termos a nossa área inserida no projeto de regulamentação do Design as coisas continuarão a ser assim. Fica aqui mais uma vez a minha solicitação para que o grupo do professor Freddy e os deputados envolvidos reavaliem essa questão pois a ABD, por interesses estranhos que rolam nos bastidores, não tem qualquer autonomia ou autoridade representativa para decidir sobre a nossa profissão, nosso futuro profissional.

    A ABD afirma que não há essa rinha entre arquitetos e designers, porém até mesmo o Ricardo Botelho (que vocês conhecem muito bem) já escreveu recentemente sobre isso no portal ADForum. Tanto não há que a ABD insiste em não enquadrar ou separar os profissionais corretamente como Designers de Interiores/Ambientes, Arquitetos Decoradores e Decoradores. Irresponsavelmente, insistem em dizer que são a mesma coisa. Porém ficam quietos quando os arquitetos “sentam o cacete” nos designers.

    Percebo claramente que a ABD continua refém do mesmo grupinho de “espertalhões” que se acham poderosos e espertos. Mas na verdade escondem as intenções oportunistas que não condizem com a maioria dos profissionais sérios que não participam da “rodinha” privilegiada.

    Talvez o pessoal das grandes cidades não consiga entender estes problemas por ser bem mais difícil que estes aconteçam já que a realidade é bem diferente. Sempre recebo convites de empresas de São Paulo, Campinas e Curitiba para seus coquetéis e festas. Mas mesmo que não sintam estas dificuldades e não passem por estas humilhações diariamente não quer dizer que devem se calar e não defender a nossa classe profissional.

    Então, profissionais, acadêmicos e docentes de Design de Interiores/Ambientes, acordem. Leiam e releiam este post quantas vezes forem necessárias para refletir sobre esta (e tantas outras) situação estúpida que temos de nos submeter diariamente longe dos grandes centros. Somos formados, estudamos muito como qualquer outra profissão exige. Então não tem porque termos de nos submeter a este tipo de humilhação diariamente.

    Se a ABD não se mexe, nos mexamos nós então. Aqui vão, inicialmente, algumas sugestões de como nos unir. Vou refletir sobre isso e soltarei um post em breve com mais sugestões para educar o mercado.

    1 – Entrem em contato com o grupo do professor Freddy Van Camp pedindo que acrescentem Interiores/Ambientes nas especialidades do PL de regulamentação do Design com urgência. Se você já passou por alguma situação constrangedora ou vexatória não tenha vergonha de relatar isso a eles.

    2 – Converse com as lojas (preferencialmente com o gerente) antes de levar os clientes para compras. Ligue e diga que é arquiteto (invente um nome) e pergunte quanto é a RT. Depois ligue, apresente-se corretamente e questione quanto é a RT. Se houver diferença, fale na cara dura que a loja perdeu um especificador e o porquê disso. Também avise seus colegas profissionais de sua cidade sobre a sacanagem que tal loja faz.

    3 – Boicote também as lojas que fazem coquetéis e festas “só para arquitetos”.

    4 – Se algum estabelecimento – ou alguém – exigir a sua carteira de associado da ABD para seja lá o que for, diga claramente que ela não é um Conselho Federal, não tem poder legal, portanto não há o menor cabimento nessa exigência.

    Bom é isso por hora.

    Hoje é meu aniversário e eu não conseguiria curtir tranquilo a minha festinha aqui em casa sem colocar isso para fora.

  • Então, é Natal!!!!

    Mas não vou cantar a musica da Simone não ahahhahah podem ficar tranquilos.

    Desejo a todos vocês leitores, seguidores, comentadores, críticos enfim, a todos que aqui por este espaço passam diariamente – ou voltam – um feliz natal!

    Que este dia seja iluminado para todos vocês e seus familiares.

    Que o único e verdadeiro significado desta data, Jesus, brilhe em cada coração abençoando-os grandemente.

    Conforme prometido, aqui está o meu natal deste ano aqui em casa. Peguei tudo o que usei nos ultimos 9 anos e amontoei na árvore e na guirlanda:

    E aqui o nosso presépio, peça italiana, entalhada num único bloco de madeira:

    Como não vamos viajar este ano e receberei meus pais hoje a noite, resolvi caprichar na decoração da entrada do prédio também (só descontem a câmera pendurada pois o hall está em obras):

    E aqui, minhas meninas – Leeloo e Molly – preparadas esperando o vovô e a vovó chegar (tenho certeza de que a Maggye também está aqui conosco, sempre):

    Então, por hoje é isso pessoal.

    Um forte abraço e meu sincero agradecimento a todos vocês. Sem vocês eu não alcançaria o reconhecimento e respeito que hoje tenho.

  • Vai nessa onda de “como fazer” vai…

    (Texto publicado originalmente no facebook como nota em meu perfil, no dia 18 de março de 2011 às 17:05hs. Me esqueci de postar aqui)

    Como são as coisas….

    Ainda ha pouco antes de sair pra uma obra comentei no TT que os blogs, sites e revistas de decoração e design deveriam parar com a mania estúpida de soltar matérias de “como fazer/comprar/etc” uma vez que atingem o público leigo no assunto construção/reforma/etc e deveriam sim passar a publicar materias do tipo “saiba porque voce DEVE contratar um profissional habilitado para tais coisas”…

    Numa das minhas atuais obras tem uma casa na frente que  estaVA em obras até a semana passada. E não é qualquer casinha em um bairro qualquer não.

    Pois bem, tinha um pedreiro lá na casa da frente que tentou de todas as maneiras pegar o trabalho na minha obra.

    Só que percebi de cara que não tinha placa alguma na obra dele, deduzi então que não havia um profissional na área…

    Quando entramos na casa para eu conhecer o espaço da minha obra, o danado abandonou a obra dele lá e veio junto pois meu cliente tinha comentado com ele dias atrás que tinha comprado a casa e iria iniciar a reforma.

    Pois bem, ele na nossa cola, não me deixava conversar com meu cliente. Interfiria em tudo.

    Até que chegou um ponto em que eu comentei que provavelmente não seria tão simples a abertura de uma parede enorme para fazer uma cozinha americana dada a espessura da parede: tinha visualmente todas as caracteristicas de alvenaria estrutural e, mesmo que não tivesse seria necessária a contratação de um engenheiro para lidar com a parte estrutural.

    Nisso o cara surtou e disse:

    Que é isso, eu ja tenho anos de experiência. Se o senhor (cliente) me contratar, segunda mesmo já entro na obra e meto a marreta onde o senhor quiser, abro as paredes que o senhor quiser“.

    Fiquei olhando atônito a cena e comentei com meu cliente que não era tão simples assim ainda mais que a construção estava parada ha mais de 18 anos, no reboco e estava cheia de infiltrações. Portanto, necessitariamos pegar um engenheiro estrutural para fazer uma análise do caso de verificar as possibilidades.

    O pedreiro caiu na gargalhada e soltou pro meu cliente:

    Tá vendo? Vai contratar esse tipo de gente pra tua obra e eles só te fazem gastar grana com coisa idiota. Eu já tenho anos de experiência, cansei de derrubar paredes e nunca tive problema algum.

    Meu cliente percebeu que eu já estava nervoso e me chamou para irmos embora e conversar em outro lugar. Paramos na próxima esquina mesmo e falei que eu não sabia nem o que dizer diante de tamanha afronta e absurdo. Não é a toa que vemos casas e mais casas nas vilas despencando. Ele me pediu para chamar o engenheiro.

    Chamei um amigo meu que já tem mais de 20 anos de experiência e fomos lá na obra. Quando entramos, o danadinho veio correndo lá da casa da frente e entrou junto (intrometido é pouco!), dessa vez munido de sua trena (provavelmente pra demonstrar alguma credibilidade, sei lá) e já entrou medindo ate pedrinhas que tinham no chão…

    E eu tentando conversar com o engenheiro que foi categórico:

    Não dá. Pra fazer estas alterações terá de gastar muito com a parte estrutural que terá de ser refeita, colocar várias vigas metálicas “I”, levantar colunas… e o orçamento está apertado demais para isso.”

    O pedreiro caiu na gargalhada e chamou o meu amigo engenheiro de ignorante, que não sabe de nada…

    Tive de segurar meu amigo pra porrada não rolar, claro. E pedir pro pedreiro sumir dali.

    Depois fui com meu cliente explicar tudo o que o engenheiro tinha falado e adivinhem?

    É… o fidaputinha veio na cola de novo… E já entrou praticamente com contrato numa mão e a marreta na outra.

    Como eu já tinha explicado pro  meu cliente antes de chegar à casa tudo o que o engenheiro tinha falado e o que tinha rolado com o pedreiro, meu cliente resolveu então dar mais 5 minutos de chance, até que, ao ver que ele não me respeitava como profissional responsável pela obra e tampouco as vontades do próprio cliente pois ficava dando idéias de coisas pra fazer passando por cima de meu projeto e das vontades do cliente, meu cliente deu um passa fora no canalha.

    Tudo bem e tranquilo então, conseguimos um outro com quem já trabalhei antes e fechamos o contrato para a obra.

    Hoje fui lá para acompanhar o eletricista (credenciado junto ao CREA tá linguarudas) que tinha de deixar preparada a entrada para a Copel (pois nem isso tem na casa) e vejo a obra da casa da frente parada.

    Nisso uma vizinha apareceu, puxou conversa e descobri que o dono da obra da frente tinha mandado o cara embora na porrada dias atras… Motivos?

    1- 12 (DOZE) esquadrias novas da Sasazaki colocadas todas tortas, fora de prumo, algumas até ficaram danificadas e outras que não abriam ou “enroscavam”….

    2 – pisos da Portobelo, Gyotoku e outras mais caras desperdiçados pois foram colocados que nem o >*< do pedreiro seguindo a paginação que ele achava mais correta – do total da área mais os 15%, ele conseguiu fazer faltar pisos.

    Moral da história???

    Bem feito!!!

    Quem mandou não contratar um profissional habilitado para fazer o projeto ou acompanhar a obra.

    Fica entrando na onda dessas revistas, sites e blogs que “ensinam como fazer” tem de se ferrar mesmo!!!!

    Nisso o dono da obra da frente chega e, me vendo, me chama e diz: “vem ver uma coisa“. E entrei na tal obra.

    Gézuiiiiiiiiiiiiiz!!!

    O cara além de incompetente é altamente porco no serviço.

    Saímos da casa e o cara falou: “vou precisar conversar com você depois ok?

    Ok! Pensei: Tudo bem, mas veja se dessa vez me contrata e siga as minhas especificações. Prejuízo você já levou e não tem como voltar atrás.

    Fica então o alerta para os meus seguidores, leitores e amigos:

    Não se meta a fazer algo só porque essa ou aquela revista botou um “como faz” (Do It Yourself – DIY) ou porque você acha que tem bom gosto o suficiente para fazer a obra sem o acompanhamento de um profissional habilitado.

    As coisas não são tão simples assim.

    Tem muita coisa técnica envolvida num projeto que, pedreiros, por mais que tenham 1.000 anos de experiência não entendem. Tem de ter o profissional ali do lado acompanhando e explicando exatamente para eles não o “como faz”, mas sim o “como faz corretamente”.

    #FicaDica

    ——–Nota pós publicação———

    Não fui mais contatado pelo dono da casa após isso. No entanto, segundo a mesma vizinha, a esposa dele assumiu o “acompanhamento da obra”. Enquanto eu acompanhava a minha obra, presenciei várias discussões e o troca troca de pedreiros lá. Acabaram terminando a obra de qualquer jeito e o sonho de ir morar na casa desmantelou-se, pois venderam a casa.

  • LD – a carnificina da mídia continua…

    Well, well, welllllllllllllllll……

    Vi dias atrás um vídeo enviado por um amigo meu sobre uma reportagem que o canal Record (leia-se igreja, hipocrisia e similares) apresentou em seu programa matinal Hoje em Dia. Trata-se de uma pauta do quadro “Arrumando a Casa”. Podemos tranquilamente defini-lo como algo do tipo Do It Yourself (DIY).

    Muitas coisas cabem no DIY porém, a maioria dos itens que englobam uma reforma NÃO! Pior ainda se falarmos de iluminação.

    Bem, a matéria começa – após uma péssima apresentação pela bela, porém sem graça, Gianne Albertoni – com uma arquiteta que se diz Lighting Designer… (duvido e explico a seguir).

    Fui atrás de informações sobre ela após ver e ouvir a sua primeira fala onde, em resumo, ela compara um projeto de iluminação com, acreditem, um vestidinho preto básico. =0 (se fosse LD realmente jamais cometeria uma sandice dessas).

    Pelamor!!! Parei o vídeo e fui correndo atras do site dela para saber quem ela é, qual a sua formação, etc… Pois bem, em seu site ela diz que estudou LD e Antiquariato na europa, mais precisamente na Sotheby’s, na Chriestie’s e no Victoria & Albert Museum. Ok gente, lá vou eu entrar em cada um destes sites para procurar os tais cursos de LD oferecidos por eles e que eu NUNCA ouvi falar em lugar algum, a não ser no site dela.

    Olhem o que eu encontrei de cursos em todos estes sites que são oferecidos por essas instituições:

    Na Sotheby’s:
    Art Business
    -International Art World I
    -Ethics and Law I
    -Art Finance I
    -Research and Marketing Methodology
    -International Art World II
    -Ethics and Law II
    -Art Finance II
    -Professional Practice and Appraisal

    Fine & Decorative Art
    – Old Master paintings and connoisseurship
    – Modern art and collecting
    – Ceramics and trade
    – Furniture and interiors
    – Cataloguing and professional practice
    – Techniques and materials
    – The historical art market
    – Country-house and collection studies

    Contemporary Art
    – Art from 1960 – 1990
    – Critical issues in contemporary art
    – Curating an exhibition in both public and private galleries
    – Producing a print and web-based magazine
    – Writing and publishing art criticism
    – Research methodology
    – Study visits to North of England and Northern Germany
    – International guest lecture series and artist’s studio visits
    – Art from 1990 to the present day
    – Networks of the art world
    – Globalisation and art practices
    – Art, critisism and contemporary literature
    – Research seminars and presentations
    – Key global artists, key international exhibitions
    – Research methodologies and critical theory
    – Art law and business
    – Contemporary practices and concerns: the artist’s medium, – site-specificity, participation
    – International guest lecture series and studio visits
    – Study visit to European Biennial and exhibitions

    Photography
    – 19th Century Photography
    – 20th Century Photography
    – Academic & Professional Practice
    – Photography & Difference
    – Contemporary Photography
    – Critical Approaches
    – Academic & Professional Practice
    – The Photographic Network

    East Asian Art
    – Ritual and religious art
    – Decorative art
    – Pictorial art (paintings and prints)
    – Three-day study visit to Europe
    – Decorative art
    – Pictorial art (paintings and prints)
    – Study trip to East Asia

    Contemporary Design
    – Design 1900-1939: history, theory and market
    – Design 1940-1980: history, theory and market (Part I)
    – Academic and professional practice
    – Design 1940-1980: history, theory and market (Part II)
    – Design since 1980: history, theory and market
    – Academic and professional practice

    Interior Design
    (não consegui acessar a matriz porém Design de Interiores não forma o LD nem aqui, nem em Londres e nem na China)

    Tem também os cursos semestrais como Arts of Asia, Decorative Art and Design, Art and Business e Foundations of Western Art.

    Em local algum encontrei qualquer alusão que seja sobre LD nem neste nem nos outros dois sites (que são bem parecidos em cursos e conteúdos oferecidos). O que certamente acontece nesse caso é o que eu já imaginava apenas ao ler os nomes das “escolas”: são lojas/galerias, tem história e lidam com a história. Ao ver a palavra Antiquariato em seu currículo liguei as duas coisas e o que me apareceu claramente?

    Claro gente, aqueles lustres de cristais antigos ou aqueles abajoures da Tiffany, que custam pequenas grandes fortunas e que ela certamente viu durante os cursos de HISTÓRIA DA ARTE, DA DECORAÇÃO. Aí, sai a louca se auto-denominando LD.

    Pera lá, aí não. Ela definitivamente não é uma LD!!!

    Mas continuemos com a matéria em pauta pois tem muita coisa pra rolar ainda…

    Seguindo, entra um quadro apresentando as diferenças das lâmpadas. Não vou nem comentar os valores que aparecem nas etiquetas pois nem as chinesas conseguem custar aquilo… (salvo se vierem de contrabando).

    As aplicações são um show de horrores à parte.

    Fluorescentes tubulares são usadas em sancas, em cozinhas – quando são amplas – e em lavanderias…” Só!

    =0

    A lâmpada fluorescente economiza até 80% de energia(…)

    G.ZUIZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!

    Está errada a informação? NÃO totalmente, pois isso vai depender absolutamente do modelo e marca da lâmpada, dos equipamentos e da qualidade do sistema elétrico e, especialmente, do PROJETO que DEVE levar em consideração as necessidades do USUÁRIO. Portanto, se for necessário ou a melhor solução, até dentro do box do banheiro podemos usar as tubulares.

    Ao apresentar as ARs, o proprio mostruário que aparece nas imagens já destrói o valor do comentário: pé direito. As lâmpadas estão instaladas por volta de 60cm acima da cabeça da repórter e da moça que está falando. Como se não bastasse esse erro ela ainda indica fazer um rebaixamento no teto e embutir os spots com as ARs.

    Os piolhos agradecem o calor que fará seus ovos (lêndeas) chocarem mais rápidos… E também a indústrica farmacêutica que vai vender muuuuuuuuito remédio para tratar as incontáveis casos de câncer de pele…

    AFF!!! (sou sádico, pois continuei assistindo mesmo depois disso tudo…)

    Depois ela fala das dicróicas…

    A instalação no mostruário está legal – ok admito. Porém os comentários a seguir são de matar.

    Ela afirma categoricamente que nos banheiros, em frente aos espelhos, não se recomenda usar as dicróicas pois elas reforçam e destacam demais, formando sombras, o que pode prejudicar na hora da maquiagem (ela certamente tem dicroicas no espelho da casa dela pois a maquiagem dela é horrorível!!! #bichamá).
    Porém ela se esquece que tem homens que moram sozinhos (e não se maqueiam – ok alguns sim), crianças, idosos que precisam de uma luz mais forte. Tudo, enfim, depende do PROJETO.

    Entram então nas lâmpadas LEDS.

    São as mais econômicas? OK.

    Duram até 25 anos?

    MINTCHIIIIIIIIIIIIIRAAAAAAAAAAA!!!

    Nem todas, só as de marcas muito boas conseguem essa façanha. Eu comprei uma chinesinha para testar e nao durou 1 semana. Troquei na loja e aconteceu novamente. Pedi meu $$ de volta, claro.

    Custam R$ 85,00??

    AH-AH-AH!

    Vai nessa….

    “Elas podem ser utilizadas em qualquer ambiente da casa.”

    Aham, sei, sei…

    As aplicações apresentadas são básicas. E, por favor né, “fios de LED”(SIC)??? Vai lá, bota um “fio de LED” não siliconado numa sanca do banheiro pra ver o que acontece.

    Nas escadas, os LEDs (balizadores, na verdade pois a “especialista” nem sabe que essa palavra existe certamente) garantem segurança (OK) e um “algo a mais”, segundo a moça “ela marca a parede como um detalhe decorativo, fica um detalhe interessante”.

    =0

    Isso, uma vendedora de uma loja que faz “projetos de iluminação di grátis” para seus clientes!!!!

    Continuem lendo pois tem mais…

    Na sequência, a reporter apresenta uma loja de iluminação mostrando o teto com aquele mundaréu de luminárias (comum em lojas de iluminação né?) e conversa com a gerente. Ela (a gerente) começa super bem ao ser confrontada com a verdade de que o cliente quando vai sozinho à loja acaba ficando perdido em meio à tantas opções (claro, com aquela poluição visual que impera nas lojas não tem como ser diferente). Ela diz que a dica é o cliente associar-se à alguém que realmente entende de iluminação.

    PERFECT!!!

    Porém – sempre tem um porém, um mas… – ela prossegue dizendo que no caso, as vendedoras da loja dela são todas treinadas e habilitadas para ajudar o cliente na escolha.

    #AltoLá!!!!

    Vendedor não é especialista. Vendedor não é projetista. Ser treinado não significa entender com profundidade o assunto para estar apto a projetar. E também só pode ser considerado habilitado quem tem um curso (superior) específico na área! Pode até ser que tenha realmente ali dentro alguém que entenda de iluminação, mas dificilmente terá um LD na equipe de vendedores.

    Tá, aqui em Londrina é “normal” isso na maioria das lojas. No resto do Brasil não é diferente. O pior é ver arquitetos, designers de interiores e decoradores jogando os projetos de iluminação nas mãos desses vendedores para serem feitos por eles. Chegam nas lojas com as plantas baixas, jogam em cima da mesa e deixam o vendedor resolver tudo, especificar tudo. Depois, claro, vendem a imagem ao cliente que o projeto todo foi feito pelo profissional… especialmente se sair em alguma coluna social, revista ou mídia. Que falta de ética heim gente???

    E não venham dizer que isso não acontece ou que o sem ética sou eu ao escrever isso, pois trata-se da mais pura verdade e vocês bem sabem disso!

    Um detalhe: não estou generalizando sobre os vendedores ok? Pois conheço alguns que dão chapéu em 99% dos profissionais (incluindo muitos “especializados”) sem ter formação alguma na área e sim, apenas a experiência de ANOS vendendo iluminação.

    Bom, vamos para o quarto?

    Pra que? Pra dizer que LD é apenas um jogo de efeitos e mostrar aplicações mais blasés e comuns, que tal?

    #MePoupe!!!

    Vamos pra cozinha???

    Pois é, nenhuma novidade.

    Porém, a iluminação – segundo a LD especializada na Europa – “é super simples de fazer… “

    Sabemos o quão fácil e simples é instalar uma built-in que fique técnica e esteticamente bem instaladas e que seja funcional… Também sabemos da facilidade de projetar e produzir um móvel com iluminação built-in…

    =0

    E no banheiro?

    Um monte de samambaias com lâmpadas a 20cm de distância…

    Prefiro acreditar que são dicroleds (pois não dá para perceber pelo vídeo) à que a dona da casa tenha de trocar as plantas semanalmente ou seja sádica ao ponto de ver diariamente assuas  plantinhas definhando sob aquela luz…

    Depois aparece um apartamento “onde cada ponto de luz foi planejado com a orientação de uma arquiteta”.

    Na imagem que faz fundo à esta fala temos um spot duplo de AR111 num rebaixo de gesso sobre uma mesa de centro com uma orquídea e três velas sobre a mesma. Pé direito básico e normal de um apartamento novo ou seja, no máximo 2,65m menos o rebaixo do gesso…

    =0

    Em seguida mostra um espaço preferido da dona onde temos samambaias iluminadas (novamente) a 20cm no máximo por spots embutidos. Pela luz, sao dicróicas normais, pois as LEDs não oferecem aquela quantidade e qualidade de luz. Tadinhas das samambaias (de novo)…

    E ainda tem mais. Agora a parte mais bizarra, no meu ponto de vista de um LD. As luminárias…

    Num bom projeto de iluminação, vale a pena investir nas luminárias“. (concordo com a frase!)

    Aí a repórter começa a mostrar algumas peças – que segundo a fala anterior vale a pena investir nelas – e creiam, isso é o que foi apresentado:

    – uma luminária de piso baseada no vestido balonê =0
    – um abajour inspirado nas lanternas japonesas… =0 =0
    – e um pendente de…
    de….
    de…
    aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh…………
    PELÚCIAAAAAAAAAAAAA!!!!!

    Em suma:

    NADA QUE SIRVA PARA UM PROJETO DE LIGHTING DESIGN! #FATO

    Pelo que se percebe, só são apresentadas peças “de dezáine”(SIC), claro, aquelas caríssimas e que rendem obesas RTs e comissões para os especificadores (“PROJETISTAS”) e vendedores.

    Até a já batida e carne de vaca Tolomeu (que tem uma péssima luz) aparece com destaque.

    Chegamos na sala de jantar…

    E aqui, o que eu escrevi lá em cima sobre a formação da “lighting dezáiner” vem à tona: um lustre de cristal antigo, com velas à mostra, sem controle algum da luz sobre a mesa. Básico, carne de vaca, arroz de festa e sem novidade alguma. A única coisa certa que ela fala é sobre a altura, que ele deve ficar acima da mesa: 1m no mínimo – e não os 60cm que insistem em pregar alguns “pseudos entendidos” e “láiguiti dizáiners de frases prontas e copiadas do gooooogre”.

    E finaliza-se a matéria com uma frase que começa bem acertada:

    A escolha do tipo de iluminação e das luminárias é muito pessoal mas” devia ter parado aqui ou deveria ter finalizado também corretamente indicando aos clientes buscarem a consultoria de um especialista em iluminação e não terminado com “essas dicas podem dar uma luz nas idéias de como valorizar ainda mais o melhor espaço do mundo: a nossa casa“.

    É, como se já não bastassem os “proficionaus” detonando com o mercado, ainda tem a mídia ABSOLUTAMENTE NADA ESPECIALIZADA E TOTALMENTE ALIENADA dando o empurrãozinho que falta pra seriedade e importância da profissão – de ser conduzida por profissionais sérios e realmente habilitados – ser jogada pra dentro do poço.

    #desengasguei

  • iés! Nóis tá na roça!!!

    Ontem o Senado aprovou a regulamentação da profissão de DJ!!!!!!

    U-A-W!!!

    Realmente este é um profissional extremamente útil e importante para a sociedade. Arrisco-me a dizer IMPRESCINDÍVEL, NECESSÁRIO!!! O que seria de nossa sociedade sem a existência destes profissionais não é mesmo?

    Veja o texto completo aqui.

    Enquanto isso, nós designers continuamos enfrentando o DESCASO e os lobbies de nossos parlamentares que chegam ao absurdo de referir-se ao Design como mero artesanato (sim ainda hoje tem imbecil que pensa assim lá no Congresso Nacional). Talvez por isso vemos tantos materiais de campanha (gráfico e produto) de péssima qualidade nas eleições…

    Mas voltando aos DJs. Que fique bem claro que eu não tenho absolutamente nada contra eles até porque adoro me jogar numa pista de dança (desde que a música seja boa) e me acabar. Só saio quando o corpo pede cama! Mas, regulamentar esta profissão é uma afronta a várias categorias profissionais, especialmente a nós, designers, que já estamos ha décadas tentando regulamentar a nossa profissão sem sucesso.

    “Art. 25. ………………………………….
    Parágrafo único. A realização de eventos com a utilização de profissionais estrangeiros deverá ter, obrigatoriamente, a participação de, pelo menos, 70% (setenta por cento) de profissionais brasileiros.” (NR)

    O texto torna obrigatória a participação de pelo menos 70% de profissionais brasileiros nos eventos promovidos no País com atrações estrangeiras. Pois bem, se isso não for RESERVA DE MERCADO, não sei mais ler. Isso deixa claro que este argumento utilizado CONTRA a regulamentação do Design é BALELA, conversa pra boi dormir.

    Acham pouco? Olhem isso:

    “Art. 7º………………..
    IV – …….
    § 3º O DJ ou Profissional de Cabine de Som DJ (disc-jockey) e o Produtor DJ (disc-jockey), se estrangeiros, ficam dispensados das condições exigidas neste artigo, desde que sua permanência no território nacional não ultrapasse o período de 60 (sessenta) dias.” (NR)

    Aham, FORA INTRUSOS!!!

    Mais outra coisa interessante:

    “Art. 24. É livre a criação interpretativa do Artista, do Técnico em Espetáculos de Diversões, do DJ ou Profissional de Cabine de Som DJ (disc-jockey) e do Produtor DJ (disc-jockey), respeitado o texto da obra.” (NR)

    Ou seja: Madonna cria uma bela música, o DJ vem e detona com a música descaracterizando-a (na maioria das vezes) e alterando-a completamente (por vezes até o ritmo e a voz são modificados) e ganha dinheiro com isso. Mas o autor que se FODA!!! Não leva nada!!! Afinal já paguei pro ECAD (duvido!) pelos direitos autorais.

    Aham… senta lá cráudia!!!

    É meus amigos, realmente vivemos numa PUTOcracia!!!

    Porém toda regulamentação deve ser normatizada por um conselho federal. Assim fica aqui então esta questão para esse futuro conselho deliberar e tomar providências URGENTES:

    1 – o DJ será responsabilizado pelos danos físicos (diminuição ou perda parcial de audição) dos “usuários de seus produtos”?

    Posso colocar ainda outra questão:

    Uma aulinha grátis sobre o poder e influência da música sobre as pessoas:

    Quando fiz faculdade de música, numa das pesquisas desenvolvidas analisamos a questão da influência do som nas pessoas. Uma delas versava sobre as diferenças de reações das pessoas entre dois tipos de músicas: dance e techno (e suas variantes como o trance,por exemplo).

    Dance: por ter uma batida mais tranquila – apesar de altamente dançante e bem marcada – tem letra, canto, voz. Isso proporciona às pessoas cantar, o que libera seus “demônios” ao mesmo tempo em que dançam, transpiram, exercitam seus corpos. Olhem este exemplo da Deborah Cox:

    Nussss como dancei e cantei essa música ahahah

    Techno: por ser totalmente instrumental não existe o elemento canto. Também é uma música totalmente eletrônica e raramente aparece uma ou outra palavra (geralmente falada e não cantada). Esta música é mais “dura”, robotizada podemos dizer. Até mesmo a dança é diferente pois leva as pessoas a um estado de tensão muscular constante. Logo, a liberação da expressão falada/cantada é praticamente NULA. Não foi surpresa para nós quando percebemos que em locais onde este tipo de música imperava eram constantes as brigas, discussões, bate bocas e, em muitas vezes porrada mesmo. Olhem este exemplo de techno:

    Eu particularmente nunca gostei disso…

    Temos de lembrar também das músicas que incitam a violência explicitamente em suas letras ou sob a máscara da identidade da banda, sob a alegação da tal “liberdade de expressão” ou “liberdade artística”.

    Agora vem outra questão para o futuro conselho:

    O DJ será responsabilizado por estes danos à integridade física dos consumidores de seu produto? Coloco isso pois se o cara quer trabalhar com música, deve, no mínimo, ter uma formação em música, especialmente nas questões que envolvem a musicoterapia.

    Poderia citar ainda outras situações envolvendo esta regulamentação que foi feita (à partir da leitura do texto) de maneira totalmente IRRESPONSÁVEL isentando os profissionais envolvidos de qualquer responsabilidade.

    Esperamos agora (escrevo agora em nome de toda a sociedade de bem) que os nobres parlamentares que aprovaram essa regulamentação fiquem em cima deste futuro conselho federal EXIGINDO a análise e consideração destas e de outras questões sérias e que envolvem o trabalho desenvolvido por estes profissionais e seus consumidores que, segundo a Lei de regulamentação, deve considerar o risco ao usuário.

    Pedimos também aos nobres parlamentares que apóiem o projeto de lei 1391/2011 que dispõe sobre o exercício profissional de Design que está com o deputado José Luiz Penna (PV-SP).

    Design não é artesanato e não pedimos uma reserva de mercado. Apenas pedimos que a nossa profissão seja respeitada, reconhecida e que os profissionais envolvidos em sua prática profissional sejam responsáveis por seus trabalhos realizados. Leiam esta Carta Aberta ao Senado Federal que postei aqui neste blog a algum tempo atrás.

    Aos que se interessarem, por favor peço que insiram a área de Design de Interiores/Ambientes neste PL. Ela não foi inserida por uma manobra estúpida da ABD (Associação Brasileira dos DECORADORES) que se coloca como representante dos profissionais da área, porém só tem atrapalhado o exercício profissional dos formados em Design de Interiores/Ambientes. Prova é a retirada desta área do PL 1391/2011 sob a alegação que iriam buscar uma regulamentação própria. No entanto, não questionam o que os profissionais desejam, não respondem às nossas demandas ou seja, é uma organização meramente corporativista, lobbista e, arrisco-me a dizer: irresponsável. Sou associado ABD registrado com o n° 9024 porém estou farto de pagar anuidade para uma associação inútil que, entre outras coisas, não faz a distinção entre os profissionais da área (designers, decoradores e arquitetos) além de “avalizar” cursos de qualidade mais que duvidosa.

    Senadores e Deputados, já passou da hora de vocês trabalharem com ética e responsabilidade atendendo esta demanda de décadas.

    DESIGN NÃO É ARTESANATO!!!

    REGULAMENTEM O DESIGN JÁ!

  • Revelando segredos e conquistas – I

    Vocês se lembram de quando fiz este post aqui ainda em agosto deste ano?

    Pois é meus leitores. Está na hora de revelar o porque de tamanha bobice minha. Realmente fiquei embasbacado, boquiaberto, abobado (mais do que já sou rsrs) e extremamente feliz com uma chamada que recebi pelo skype naquele dia. Nada podia ser revelado pois estávamos em negociação e acertos dos detalhes necessários para a efetivação disso.

    Eu tenho a honra de contar com uma ávida leitora de meu blog que me cobra bastante quando fico dias sem postar nada. É a M.C. que citei no post. Na verdade ela me incita, cutuca, instiga muito sobre temas para posts.

    Então é chegada a hora de revelar a vocês o porque de eu estar me sentindo mais que orgulhoso e respeitado pelo trabalho desenvolvido aqui no blog e também honrado com esse presente (que tenho absoluta certeza de que tem as mãos de Deus nisso).

    Bom, vamos lá: quem for presenteado neste próximo sorteio da revista Lume Arquitetura irá receber a revista de estréia de uma coluna minha nela.

    É isso mesmo que vocês leram: a partir da edição n° 53 (dez/11) sou o mais novo colunista da revista Lume Arquitetura.

    A Maria Clara me falou que já vinha pensando em me convidar a algum tempo mas a pedrada mesmo veio através deste post aqui. Ele definiu o convite.

    É uma honra imensa escrever para uma mesma revista onde escrevem profissionais de excelência como o Valmir Perez – com seus fantásticos textos sobre estética, arte e luz – além, claro, de todos os outros que participam de forma fixa ou esporádica na revista. Não posso deixar de citar também a seriedade e competência de toda a equipe responsável e que trabalha para fazer da Lume Arquitetura, sem sombra de dúvida, a maior e melhor revista sobre iluminação e Lighting Design do Brasil – e que agora faço parte desta excelente equipe!!!

    Agradeço à Maria Clara por este convite e por acreditar na seriedade de meu trabalho.

    A coluna seguirá a linha editorial deste blog e levará o título Luz e Design em foco. A diferença é que lá os textos são mais curtos (rsrsrsr) porém não perdem o foco, a ética, a crítica e a acidez com relação ao mercado de Lighting Design nacional.

    Então é isso gente. Esta é a novidade para 2012.

    Eu não poderia receber um presente melhor de aniversário (27/12) e Natal.

    Não posso deixar de agradecer também a vocês leitores. Sem vocês (mesmo que anonimamente ou “apenas” aumentando o contador de acessos em busca de informação) esse reconhecimento dificilmente aconteceria.

    Um forte abraço, recheado de agradecimento, em todos vocês!!!!

  • 900.000 – Sorteio revista Lume Arquitetura

    Pois é pessoal, como anunciei no Facebook, vamos a mais um sorteio de assinatura da Revista Lume Arquitetura.

    Só que desta vez, em comemoração aos 900.000 acessos a este blog, a De maio Editora presenteia vocês leitores deste blog não com uma, mas com DUAS chances de ganhar a assinatura da melhor revista sobre iluminação e Lighting Design do Brasil!

    Para concorrer às assinaturas você deverá:

    1 – inscrever-se (ou já ser membro) no grupo deste blog e no de Lighting Design lá no Facebook

    2 – Compartilhar algum material (vídeo, texto, foto) sobre iluminação (relacionada à luz, projeto) que você goste muito e compartilha-lo com todos lá no grupo Lighting Design do Facebook. (apenas buscamos incitar a troca de informações e a interação entre os profissionais).

    3 – Colocar aqui embaixo nos comentários a frase: “Eu quero ganhar a assinatura da Revista Lume Arquitetura”. (este apenas para gerar os numeros de ordem de inscrição para fins do sorteio).

    O sorteio da primeira assinatura será realizado no dia 10/12/2011 às 20:00hs (horário de Brasília).

    O sorteio da segunda assinatura será realizado no dia 10/12/2011 às 20:30hs (horário de Brasília).

    Ambos serão realizados através do site http://www.random.org/

    Boa sorte à todos!!!

    Vamos ver quem foram os sortudos (ou sortudas) da vez e vão levar este presentaço da De Maio Editora?

    Vamos aos resultados?

    1° sorteio:

    Vencedora: Luciana Galvão

    2° sorteio:

    Vencedora: Natalia Ladeira

    Às felizardas:

    Entrem em contato com a Katia (katia@lumearquitetura.com.br) para formalizar a sua assinatura.

    Parabéns à Luciana e Natalia.

    A valeu pela participação dos que não tiveram sorte desta vez.

    Até o próximo sorteio!!!

    ;-)

  • Luxuria ou futilidade?

    Estava rascunhando a algum tempo um post específico falando sobre o livro “A Linguagem das Coisas” de Deyan Sudjic. Desde que li o livro estou rabiscando algo sobre e nunca chego num ponto em que digo para mim mesmo: está digno, fiel ao livro e à visão que tenho sobre o Design…

    Mas dias atrás, lendo meu reader, me deparei com um post num blog que me indignou (também porque eu já disse que iria retira-lo de meu reader e ele ainda se mantém lá rsrsrs).

    Uma das partes do livro que mais gostei é a que ele diz sobre a deturpação (e desidentificação) que o Design vem sofrendo desde que iniciou a invasão de não designers na área, o que acabou por futiliza-la. A perda da identidade da profissão começou neste ponto. Procurem pesquisar sobre quando foi que surgiu essa porcaria de onda sobre “tendências” no Design e entenderão.

    É mais que comum vermos hoje em dia profissionais de outras áreas fazendo suas incursões no Design, especialmente o de produtos. Tem também designers de outras áreas se metendo onde não deve pois não estudou especificamente para aquilo. Tudo isso à custa do certo renome que tem (muitas vezes o jabá $$ mesmo) , então se acham no direito de invadir, impor suas sandices e que todos tem de aplaudir, aceitar e comprar, claro que também elogiando (babando-ovo) com frases de efeito: fantástico, genial, maravilhoso….

    É um tal de estilista lançar linha de móveis, arquiteto lançar roupas e mais uma infinidade de combinações estranhas e bizarras às suas raízes acadêmicas que dá medo…

    Até parece que virou moda, tendência esse tipo de coisa, #credo.

    O resultado disso?

    FUTILIDADES que destróem a essência do Design!

    Aham, a Rocca lança uma linha nova de metais – que já são caros e belos – e aí vem um imbecil e craveja a peça com cristais, diamantes ou a folheia com ouro e voilá: a futilidade personificada usando erradamente a palavrinha RE-DESIGN!!!

    Se esse tipo de coisa for um Re-Design eu não sei mais quem eu sou, onde está o céu e a terra, etc…

    Re-Design significa muito mais que simplesmente alterar a cor, textura ou revestimento de um objeto ou produto.

    Vamos ser francos gente? Pra que uma coisa dessas folheada a ouro?

    Tem público que consome? Sim, mas são mínimos se comparados ao publico normal do nosso mercado diário.

    O pior é que este nosso público começa a querer copiar esse lixo e muitas vezes nos vemos em “sinucas-de-bico” por causa disso sabem porque? Porque eles não tem $$ para comprar o original e aí caem nas porcarias das cópias fajutas.

    Vemos diariamente essas tendências sendo forçadas por sites, revistas e mídia em geral. Já escrevi aqui sobre tendências e os cuidados que temos de ter com esse tipo de coisa.

    Além de não representar a personalidade do cliente e sim apenas um desejo forjado e forçado pela mídia de consumo, as tendências são passageiras. O que hoje é moda, semana que vem já não é mais. E o cliente como fica nisso tudo? Vai ficar com um trambolho demodê ou “over” e sua casa? E quando ele cair na realidade e perceber que este produto não atende às suas necessidades diárias? Que aquilo não tem absolutamente nada a ver com a sua personalidade e está incomodando?

    A grande maioria destes produtos feitos por não designers ou por designers de outras áreas se esquecem do principal: atender a necessidade do usuário (função) e a usabilidade. Sim, são estes elementos que devem nortear todos os projetos seja em qual área do design for. E as tendências não tem nada disso, não consideram isso. Tem só desejo de consumo.

    Voltando aos projetos estúpidos feitos por “dezáiners”, vejo diariamente um show de horrores pela web e pelas revistas. Sinceramente? Não tem como não acreditar na existência do “jabá” ($$).

    Pois é, acreditem ou não, essa mesinha de torno – que eu aprendi a fazer em minhas aulas de técnicas industriais quando estudei no Polivalente lá em Assis Chateaubriand nos anos 70 – foi tempos atrás lançada no mercado por um arquiteto brasuca através de uma marca podero$a.

    O que tem isso de novidade??? O que tem isso de Design??? O que tem isso demais que justifique o valor insano que é cobrado por essa peça?

    NADA!!!

    Nenhuma novidade na forma ou na estética, nenhuma técnica ou tecnologia inovadora seja em materiais ou processo de fabricação ou seja, é um NADA!

    Porém ele tem grana pra pagar o “jabá” e colocar esse lixo em lojas de renome por um preço absurdo e também para divulgar em revistas como sendo “dezáine”… é Design o c*

    Pra piorar vi dias atras um estilista internacional lançando uma linha de móveis através de uma grande marca internacional… Sinceramente? A pior aluna de minha turma de graduação ainda no 1° mês desenhava coisa bem mais útil e interessante que ele.

    Um profissional sério e que respeite o seu cliente acatar e aceitar pacificamente este tipo de imposição demonstra claramente que não entendeu absolutamente nada durante os anos de faculdade.

    Se este é incapaz de mostrar ao cliente a futilidade de determinados modismos, também cabe a mesma afirmativa anterior.

    São pouquíssimos os profissionais de outras áreas que realmente conseguiram fazer Design.

    Não é à toa que o Design continua sendo confundido com artesanato, especialmente aqui no Brasil.

    Vamos parar de idiotices e de dizer amém pra tudo que esta mídia tosca e desinformada (movida por $$) tenta impor como “IN”?

    Vamos centrar a nossa atenção no usuário e não nas revistas? Afinal fomos formados para isso e não para consumir deliberadamente porcarias.

  • Precificando o projeto

    Muitas pessoas me perguntam como faço para precificar os meus projetos. Nos diversos fóruns pela web encontramos diversos tópicos sobre este assunto, poucos com uma visão diferenciada. É complicado explicar isso uma vez que o mercado está muito confuso por dois motivos:

    1 – a prostituição de muitos profissionais que dão projetos em troca de RTs ou que cobram valores ridículos.

    2 – a ineficiência e alienação da ABD e outras associações (nacionais ou locais) sobre o assunto.

    Bom, não há como querer seguir os valores colocados na tabela da ABD. São surreais e só quem deve conseguir aplica-los são as estrelinhas da mídia. Os profissionais normais e mortais não conseguem. Outro problema é que a tabela contempla o valor por m² e não considera a complexidade do projeto.

    Se por um lado temos este problema dos valores muito altos da tabela, por outro temos os profissionais que não a respeitam e cobram valores bem abaixo do mínimo desejável para manter a saúde do mercado.

    SE os profissionais se conscientizassem e começassem a valorizar o seu próprio trabalho e os colegas profissionais isso tudo não ocorreria mas o que vemos são prostitutos e prostitutas profissionais emporcalhando o mercado.

    Enquanto isso não for resolvido vamos continuar a nos deparar com situações constrangedoras diariamente frente os clientes. Quando um me fala que o orçamento do fulano está bem mais barato que o meu respondo simplesmente:

    EU SEI O QUANTO ME CUSTOU SER QUEM SOU HOJE E VALORIZO ISSO. SE QUER QUALIDADE, COMPETÊNCIA E SERIEDADE FIQUE COMIGO.

    Sou anti-ético? Nem um pouco. Anti-ético é o outro que cobrou menos de 10% do valor cobrado por mim. Isso mostra o desespero do outro para manter-se sobrevivendo no mercado. (Note que sobreviver não é o mesmo que viver.)

    Também tenho uma resposta na ponta da língua para aqueles que vem com a história de que a loja tal dá o projeto de graça:

    BOBINHO, VOCÊ ACREDITA EM PAPAI NOEL? (rindo ironicamente)  VOCÊ ACREDITA MESMO QUE O VALOR DO PROJETO NÃO ESTÁ EMBUTIDO NO VALOR FINAL DO PRODUTO QUE VOCÊ IRÁ PAGAR?

    (Por sinal essa história dessas lojas de planejados merece um post na veia….)

    Bom, como eu precifico? Vou tentar explicar para vocês.

    Em primeiro lugar tenho todo o levantamento de quanto me custa manter o meu negócio. É aquela tabela dos custos fixos que gera o índice e blablablabla. Abaixo disso, jamais.

    Junto ao cliente, num primeiro momento analiso a situação através de uma ENTREVISTA informal: dimensão do projeto, estilo, nível social, vida social, quem é o cliente, etc.

    Num segundo momento, busco fazer o BRIEFFING melhor direcionado pois já tenho algumas informações importantes que colho durante a entrevista. Depois, ao pensar o orçamento peso muito bem estes itens para chegar ao valor final.

    Uso por base o valor da tabela da ABD (sim eu valorizo o meu trabalho) mas não uso a referência do meu estado (PR) e sim os valores mais altos da tabela – se é pra ser algo sério que seja igual para TODOS os profissionais independente da região onde moram afinal, tem clientes de todos os níveis em todos os cantos do país. Mas é claro que se o cliente não tem grandes recursos abro novas formas de negociação, com valores mais condizentes com a realidade do mesmo.

    Digamos que o valor final pela tabela tenha ficado em R$ 15.000,00. Aí passo a cruzar este dado com os dados do brieffing.

    Se o ambiente/projeto for mais simples e numa linguagem que eu goste mais de trabalhar – portanto já tenho os conceitos e conhecimentos em minha mente – vou automaticamente levar menos tempo para projeta-lo então posso abaixar um pouco o valor. Digamos para R$ 13.000,00.

    Se o ambiente é num estilo mais clássico (rococó ou algo similar), cheio de detalhes, ornamentos isso vai me exigir mais pesquisa de materiais e tempo na prancheta para resolvê-lo. Então procuro manter o valor inicial ou, dependendo do caso posso até mesmo aumentá-lo chegando facilmente aos R$ 20.000,00.

    No entanto só isso não serve para fechar o valor do projeto. Outras questões devem ser levadas em conta como por exemplo a tecnologia, a automação e o controle. O uso destas ferramentas nos obriga a atualização constante e eu não sou do tipo de profissional que entrega um projeto destes nas mãos de um projetista de loja (até os de móveis planejados são feitos por mim e a fábrica que se vire para executa-los exatamente conforme meus desenhos indicam). Entrego para o lojista o projeto pronto e já especificado para ele orçar materiais, equipamentos e instalação. E ai do lojista que tentar modificar meu projeto…. Isso eleva sim o custo do projeto. É a questão da personalização/autoria do projeto atendendo à individualidade e personalidade do cliente. Não quero meus clientes com “casa de revista” que não dizem absolutamente nada sobre eles.

    No caso da automação é mais fácil. Mas mesmo assim exige pesquisa e atenção ao projetar. Dá pra elevar uns R$ 4.000,00 no preço final.

    Já se o cliente pensa em controle aí a coisa é bem diferente. É algo bem mais complexo que a mera automação. E tem também o ponto que se o cliente pode pagar pelo controle, é sinal que tem dinheiro no caixa. Então, dá pra subir uns R$ 8.000,00 no valor final.

    Isso tudo eu estou falando em projeto de Interiores/ambientes que levam agregado o projeto de iluminação básica. Caso o cliente queira um projeto de LD junto com o de ambientes aí a história é outra.

    Lighting é a minha especialidade, estudei muito para dominar o assunto e saber muito bem – e como poucos – o que estou fazendo. E isso não vem de agora, desta pós que finalizei recentemente. Este especializar-me ja vem acontecendo ha mais de 10 anos, diariamente. Não posso – e nem devo – dar isso de graça a quem quer que seja afinal, nem o relógio trabalha de graça: ou você tem de dar corda ou tem de trocar a pilha.

    Então, se o cliente deseja um projeto personalizado de LD – sim, LD é personalização – vamos nos sentar e negociar os valores pois cobro pelo projeto de LD o mesmo que cobro pelo de Interiores/Ambientes. Algumas vezes o LD sai até mais caro dependendo do nível tecnológico.

    Então quer dizer que se for um projeto de Interiores/Ambientes + LD sai por R$ 30.000,00?

    SIM!

    Negociamos a forma de pagamento.

    Não posso deixar de citar a existência das RTs nessa negociação. Sempre deixo isso bem claro para meus clientes e explico direitinho como elas funcionam. Se o cliente não quer com RTs e resolve pagar o preço total, fazer o que? Obrigo os lojistas a darem os 10% de desconto extra para os clientes após o fechamento do preço. Mas se ele quer o valor com as RTs, dou um desconto de 10% no valor total e ele se compromete a fazer as compras apenas onde eu indicar.

    Isso tem de ser muito bem negociado e você tem de ser mais esperto que os lojistas. Jamais fale do desconto das RTs antes do vendedor apresentar o valor final do orçamento. Afinal, dentro deste valor final ele já embutiu os 10% das RTs que vai te pagar. Fechado o valor e negociado os descontos do cliente, aí você entra e pede o abatimento dos 10% das suas RTs. A grande maioria das lojas não gosta disso, torce o nariz, te chama no canto para “conversar”, porém quem não gosta não trabalha eticamente com seus clientes logo, não merece vender. Pule para o próximo fornecedor então.

    É complexo? Sim. Dá pra explicar melhor? Consegui expressar-me corretamente? Talvez sim talvez não. Na certa muitos só entenderão isso com a experiência profissional e o decorrer dos anos atuando no mercado.

    Por hora é isso. ;-))

  • Tou no céu!!!! Alguém me belisca???

    Bom pessoas, ainda estou meio anestesiado com um papo que tive a pouco via skype com M.C.. (alguém me belisca???)

    Não posso dizer ainda sobre o que se trata mas posso afirmar, com certeza, que que me sinto mega, super, hiper honrado com isso.

    Não esperava um dia chegar a isso mas, M.C., é com imensa alegria que recebo e aceito o convite e o desafio que o mesmo representa dada a amplitude e seriedade do mesmo e agradeço de coração por esta oportunidade. Que Deus te abençoe grandemente e te faça cada dia mais iluminada e vitoriosa, assim como tudo que você toca e faz!!!

    Devo mais essa conquista a todos vocês leitores que acompanham o meu trabalho aqui no blog e, principalmente, a Deus que tem me honrado diariamente pois sabe absolutamente tudo de minha vida, de minha honestidade, seriedade e ética pessoal e profissional.

    Posso dizer que trata-se da colheita do que venho semeando diariamente ha anos.

    Não temas. Crê somente!!!

    Aguardem pois em breve terão uma agradável surpresa ok??

  • Apesar de tudo, eu nunca perdi a minha fé.

    Amigos,

    como todos vocês, tenho muitas lutas em minha vida. Algumas novas, outras já antigas que insistem em permanecer vivas, mesmo como fantasmas, reaparecendo vez ou outra.

    No entanto, a tudo isso digo com absoluta certeza:

    O meu Deus é maior que tudo ou todos!

    Tenho uma frase que carrego sempre comigo (em breve literalmente pois será tatuada) que diz:

    NÃO TEMAS, CRÊ SOMENTE!

    Sim, não temo mal algum e creio firmemente nas promessas de Deus para a minha vida e sei que chegará a hora em que olharei para trás e verei todos estes fantasmas e lutas derrotados e humilhados e poderei sorrir realmente para a vida.

    Enquanto um destes fantasmas do passado insiste em tentar me tirar o chão, Deus me proporcionou essa conquista maravilhosa que foi o reconhecimento da revista Lume Arquitetura.

    É sempre assim, em meio às lutas sempre há a beleza das bênçãos de Deus. Só nos resta escolher para qual delas focar a nossa vida. E eu escolhi focar nas bênçãos, vitórias e conquistas que Deus me proporciona diariamente seja num reconhecimento desse ou no simples bom dia de um vizinho.

    Portanto, como agradecimento a Ele que é tudo em minha vida compartilho essa música deste que é – sem sombra de dúvida – o melhor coro evangélico: The Brooklyn Tabernacle Choir.

    I Never Lost My Praise

    I’ve lost
    Some good friends
    Along life’s way
    Some loved ones departed
    In heaven to stay
    But thank god
    I didn’t lose everything
    I’ve lost faith in people
    Who said they cared
    In time of my crisis
    They were never there
    But in my disappointment
    In my season of pain
    One thing never wavered
    One thing never changed

    Chorus:
    I never lost my Hope
    I never lost my Joy
    I never lost my Faith
    But most of all
    I never lost my Praise

    My praise still here
    My praise still here

    I’ve let some blessings
    Slip away
    When i lost my focus
    And went astray
    But thank God
    I didn’t lost everything
    I lost possessions
    That were so dear
    I lost some battles
    Walking in fear
    But in the midst
    Of my struggles
    In my season of pain
    One thing never wavered
    One thing never changed

    (chorus)

    Praise, praise, praise
    Praise, praise
    Most of all
    I never lost my praise

    My praise still here
    My praise still here

    .

    Uma semana abençoada e iluminada a todos os amigos de bem e bons!!!

  • Responsabilidade e entendimento

    Não tem imagem melhor para começar este post que esta.

    Já relatei diversas vezes que recebo, vez ou outra, mensagens bastante desagradáveis referentes a algumas coisas que escrevo aqui neste espaço.

    No entanto, devo reforçar que: Eu sou responsável apenas pelo que eu escrevo e falo, e NUNCA, JAMAIS pelo que algumas pessoas entendem dentro de suas mentes doentias e pouco capacitadas intelectualmente – isso sem falar ainda do melindre encrustrado em suas vidas medíocres.

    De nada adianta chegar aqui neste meu espaço e descarregar as suas frustrações pessoais e/ou profissionais, me agredindo, me xingando ou dando pitis histéricos nos comentários pois os mesmos são moderados e me dou o direito de simplesmente ignora-los.

    Se quer argumentar contra o que escrevo que o faça ao menos de forma culta e inteligente (se houver algum lastro de inteligência dentro dessas mentes) mas não venha com barracos e baixarias ok?

    Se você se sentiu ofendido pelo que eu escrevi em determinado post pare e repense a sua vida profissional e o que vem fazendo dela e o que quer realmente para ela. Pois aqui escrevo – por vezes – em forma de denúncias e críticas sérias, situações que estragam não só o mercado mas corroem a credibilidade e seriedade de nossa profissão Designer.

    Então, aprenda a “interpretar textos da forma correta*” antes de vir vomitar suas sandices em meu blog pois aqui não é um manicômio e tampouco tenho tempo para bancar o psiquiatra para aturar sandices e falta de educação alheias, valeu???

    Aos que não tem nada a ver com isso desculpe o desabafo mas era necessário.

    Portanto repito:

    * quando digo “interpretar textos da forma correta” me refiro a conhecer o inteiro teor do autor e sua obra. Pegar uma frase de um texto e marretar sobre a mesma é mostrar que mal se sabe ler.

     

     

     

     

  • Candela – Baulmann

    Esta é a da marca Baulmann.

    <div style=”width:477px” id=”__ss_3769745″> <strong style=”display:block;margin:12px 0 4px”><a href=”http://www.slideshare.net/davidaloi/lighting-magazine-candela-09&#8243; title=”Lighting Magazine – Candela 09″ target=”_blank”>Lighting Magazine – Candela 09</a></strong> <div style=”padding:5px 0 12px”> View more <a href=”http://www.slideshare.net/&#8221; target=”_blank”>documents</a> from <a href=”http://www.slideshare.net/davidaloi&#8221; target=”_blank”>davidaloi</a> </div> </div>

  • Reconhecimento

    Hello galera que curte e acompanha meu blog.

    É com imensa satisfação e orgulho que faço este post especial. O motivo de tanta alegria?

    Este meu espaço saiu numa matéria da revista Lume Arquitetura (Ed. 51)!!!!

    Anos a fio mantendo este espaço, compartilhando com vocês um pouco sobre tudo e agora este reconhecimento.

    Putz, não imaginam como estou feliz!!!

    Receber um reconhecimento deste e logo daquela que é, sem sombra de dúvida, uma grande parceira aqui de meu blog e a maior e melhor revista impressa sobre iluminação do Brasil: a Lume Arquitetura.

    A matéria em questão é sobre os blogs que falam sobre iluminação e lighting design. Desde o que nos motiva a manter um blog na web, passando por dificuldades, vida profissional, compartilhamento de informações, educação, mercado enfim, a matéria ficou SHOW!!!

    Outro blog que está na matéria é o Percepção, do David que eu sempre indico e o acompanho desde antes da criação do meu.

    Bom, essa conquista não aconteceria se não fosse a seriedade com a qual levamos o trabalho de “blogueiros” e, principalmente, sem o apoio de vocês leitores!!!

    Na matéria diz que meu blog está para atingir os 730.000 acessos. Na verdade, já passamos dos 800.000!!!

    Bom, assim que eu tiver a matéria disponível postarei aqui para vocês.

    Agradeço também ao Igor que fez a matéria e conseguiu captar exatamente o que eu coloquei, à Maria Clara De Maio e à De Maio Comunicação e Editora pela abertura da revista Lume Arquitetura para esta pauta.

    Um forte abraço e o meu mais sincero agradecimento a todos vocês que são quem na verdade, nos motivam a continuar escrevendo.

    Curta a página da Lume no Facebook ;-)

  • Deu branco II

    Já falei aqui sobre esse hiato que dá na gente – o BRANCO TOTAL. Ele é recorrente de tempos em tempos e sempre chega carregado de ansiedade. Até porque o sentimos em épocas em que precisamos muito produzir. E nada. A gente olha a tela do computador ou a folha em branco. E nada. Isso quando as ideias não se embaralham e nada sai de novo….

    Nessas horas é bom lembrar da sustentabilidade. Reduzir. Re-usar. Reciclar

    REDUZIR: sim, nas horas do branco é bom lembrar de descarregar o cérebro. Ele deve estar entulhado de pensamentos, tarefas e coisas que ocupam espaço das mais importantes. Ou prioritárias. Então é sempre bom jogar para fora. Deixar sair. Como? Pegue um papel (as costas de um usado ou de uma propaganda que você não pediu servem) e faça uma lista das coisas que estão na cabeça, sem normas. Apenas faça. Deixe a nuvem sair. Depois largue num canto e vá tomar um copo d’água ou um café. Depois de um tempo, olhe a lista e com lápis de cor vá sublinhando conforme suas prioridades. vai ver que vão sair umas ideias novas no meio da barafunda…E depois jogue fora o que não interessa.

    RE-USAR: Folheie trabalhos antigos, leia artigos passados, se inspire em coisas que já fez. Quem sabe não dá para aproveitar algo que já fez com uma pinceladinha aqui e ali ?

    RECICLAR: Recicle modos de vida, recicle ideias, recicle o modo de se divertir. Brinque, ria. Apague o computador e dê um telefonema. Dê um abraço, faça um carinho. Lembre que você é gente e que a troca é que sustenta as relações. Mostre que você é uma pessoa preocupada com uma espécie quase em extinção : gente que sente e se preocupa.

    E depois disso tudo, garanto que você nem vai estar preocupado com o branco. Sua vida vai voltar a ter cores.

    Fonte: Arquitetando Idéias