Categoria: Designers

  • Meu dia precisa de 48hs no mínimo…

    É meus amigos, realmente está bastante complicada a minha agenda e estou postando muito pouco aqui no blog.

    Mas isso é por um bom motivo.

    Além de projetos de clientes, estou envolvido num projeto que envolve gestão, direito, mercado corporativo e outras coisas. Estamos em fase de estudos, captação e análises de dados para formatar e finalizar a implantação.

    Assim que tudo estiver OK vou postar aqui para vocês tomarem conhecimento do que se trata. É muito bom para todos.

    Para não deixar em branco este post, algumas coisinhas que estao aparecendo na Euroluce.

    Vi hoje mais uma artimanha do Ingo Maurer.Agora ele resolveu brincar com peças feitas em silicone, inclusive luminárias:

    Se é prática e qual o efeito eu nao sei dizer pois nao a manuseei ainda, mas é bastante interessante as possibilidades de aplicações.

    Já a Danese Milano, apresenta uma nova linhagem de luminárias:

    Album: apresentam o Sistema Orbite, bastante interessante. Um resgate e releitura das abandonadas e extremamente versáteis cordoalhas. O “tchan” está inclusive na variedade de cúpulas. São mais de 20 modelos para varias aplicações.

    Outros modelos de luminárias Album:

    AltaTensione:

    Gamma Delta Group:

  • Pense nisso…

    O que será que acontece quando 6 designers de moda ingleses, ligados às grifes da moda e consumistas, resolvem ir à Índia conhecer as confecções daquele país?

    A resposta você pode ver nos vídeos abaixo.

    Parte 1

    Parte 2

    Parte 3

    Eu assisti esse programa no Multishow na semana passada e confesso que me tirou o sono. E que também, já comecei a repensar minhas ações consumistas.

    Não está completo, mas estas três partes disponibilizadas já são suficientes para entender todo o processo. Processo esse que se iguala à indústria chinesa onde temos os navios fábrica que igualmente abusam dos trabalhadores, muitas vezes, chegando a aburdos como a escravidão independente se adulta ou infantil.

    E também tem aquela velha frase que se encaixa perfeitamente nestes casos:

    Quanto mais conheço os homens, mais gosto de meus cachorros.

    O que se passa pela sua cabeça depois de ver isso tudo?

    Assista e comece a fazer a sua parte também.

  • The Halle Tony Garnier – Paris

    The Halle Tony Garnier, surgiu após uma uma estrutura industrial construída em 1889 ser transformada num espaço para eventos e shows, em Paris. Com um grandioso projeto envolvendo áreas como arquiteura, engenharias, lighting e design, fizeram uma revolução.

    O projeto de 17.000m² que mescla estruturas originais de madeira e alvenaria com grandes panos de vidro e outras estruturas metálicas no teto e nas paredes.

    O resultado desse trabalho em parceria entre diversos profissionais só poderia resultar num projeto de excelência e belíssimo.

    Imagens: Aphex Twin, Xuan NGUYEN aka Xuxu, Leandro’s World Tour on flickr, and from wikipedia

  • DInt – como funciona um curso superior?

    Alguns vídeos interessantes sobre como é o curso de Design de Interiores que encontrei no youtube pra vocês.

    Apesar deste da Uniban “fechar” a atuação do profissional de Interiores e Ambientes dentro de “4 paredes” apenas – idéia já ultrapassada  superada – o contexto geral e apresentação do curso é excelente.

  • Dicas para o ecocidadão

    São Paulo – Secretaria do Meio Ambiente de SP lança livro com informações sobre aquecimento global, preservação de fauna e flora, reciclagem e ações para evitar problemas ambientais, como o desperdício de água e energia. A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo lançou, na semana passada, em cerimônia realizada no Centro de Referência em Educação Ambiental (Crea), em São Paulo, o livro Ecocidadão. Com 110 páginas impressas em papel reciclado e com dezenas de ilustrações, a obra, escrita pelas técnicas da Coordenadoria de Educação Ambiental da secretaria Denise Scabin Pereira e Regina Brito Ferreira, é destinada a professores e pesquisadores das áreas de ecologia e meio ambiente.

    Em linhas gerais, o livro mostra como o cidadão comum pode se mobilizar para evitar ou amenizar os problemas ambientais como o desperdício de água e energia, geração de lixo, ruídos, aquecimento global e preservação da fauna e flora. Mostra ainda quais materiais podem ou não ser reciclados e também apresenta um glossário com termos técnicos mais utilizados por especialistas em meio ambiente. Com tiragem de 30 mil exemplares, em um primeiro momento a publicação será distribuída para a rede oficial de ensino fundamental e médio do estado, bibliotecas e outras instituições de ensino e pesquisa interessadas.

    O livro oferece ainda uma lista com nomes de especialistas brasileiros que podem ajudar os docentes a tirar dúvidas antes de trabalhar a temática ambiental na sala de aula. O Ecocidadão é o segundo título da série Cadernos de Educação Ambiental, iniciada pela secretaria em novembro de 2008 com a obra As Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo. Ao todo serão lançadas 19 publicações que abordarão temas como agricultura sustentável, biodiversidade, consumo e ecoturismo, a fim de serem trabalhadas em salas de aula e também servirem de suporte a pesquisadores, técnicos e ambientalistas. As instituições de ensino e pesquisa interessadas em adquirir a obra devem encaminhar solicitação para a Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente pelo e-mail cea@ambiente.sp.gov.
    Fonte: Envolverde – 31.03.2009

  • TvLeo

    A empresa Leo Madeiras, alem de ser um excelente fornecedor na área em questão, é uma empresa preocupada com a qualidade de seus produtos e com a constante qualificação dos profissionais que utilizam seus produtos.

    Uma de suas ações nesse sentido é o programa Marcenaria Moderna onde, através de vídeo-aulas, entrevistas e outros procura levar conhecimento a quem se interessar.

    Basta acessar o site da TVLeo e assistir os vários vídeos disponíveis.

    Por exemplo:

    Ou ainda este  que fala sobre as etapas de um projeto e o cuidados no desenrolar do desenvolvimento:

    Alem destes tem vídeos sobre ergonomia, ferramentas de trabalho, soluções sob medida,

    Vale a pena a visita. Tenho certeza de que vocês aprenderão muitas coisas por lá.

    Ou então você pode ir direto à pasta da Leo Madeiras no Youtube onde encontrará todos esses vídeos disponíveis.

  • Jornal da Energia

    Para aqueles que como eu adoram manter-se informados, uma excelente dica: O Jornal da Energia.

    Um espaço muito bem montado onde você encontrará as novidades e últimas notícias sobre o mundo da Energia:

    Notícias

    * Geração
    * Hidrelétrica
    * Nuclear
    * Biomassa
    * Óleo e Gás
    * Solar
    * Eólica
    * PCH
    * Transmissão
    * Distribuição
    * Comercialização
    * Regulação
    * Indústria
    * Meio Ambiente
    * Economia & Política

    Serviços

    * Associações
    * Agenda
    * Entrevistas
    * Artigos
    * Revista GTD Online

    Muito interesante a proposta deste site.

    Vale a pena a visita e ficar por alguns momentos diários vasculhando o que tem lá dentro.

  • ABrIC – novo site e novidades

    A ABrIC (Associação Brasileira de Iluminação Cênica) está de site novo e com muitas novidades!

    Área de dowloadas diversos que incluem manuais, documentações jurídicas, livros, textos, teses, propostas CNCE e aplicativos.

    Área de Imagens com diversas sobre espetáculos e técnicas.

    Banco de Talentos onde você pode buscar um profissional ou cadastrar-se como profissional.

    Área dos articulistas com artigos e textos variados sobre Iluminação Cênica.

    Vídeos: uma seleção de vídeos interessantíssimos sobre iluminação e teatro.

    Agenda com cursos, palestras, concursos e eventos.

    A maioria das áreas é apenas para cadastrados no site/associação. Mas vale a pena.

    Faça seu cadastro aqui.

  • Até que enfim um concurso público com vagas para Designers!

    Tudo bem que terão outras áreas concorrendo à mesma vaga, mas o simples fato de estar presente no edital a exigência da formação em Design já é um grande passo!
    As inscrições encerram-se dia 22/03 às 20hs.

    Fica aqui o recnhecimento deste importante passo da APEX em prol do Design!!!

    Parabéns à APEX!!!

    AGÊNCIA DE PROMOÇÃO DE EXPORTAÇÕES DO BRASIL (Apex–Brasil)
    PROCESSO SELETIVO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS E FORMAÇÃO DE CADASTRO RESERVA EM EMPREGOS DE NÍVEL SUPERIOR E DE NÍVEL MÉDIO

    A jornada de trabalho para todos os empregos é de 40 (quarenta) horas semanais.
    Os contratados pelo presente Processo Seletivo Público cumprirão período de experiência de 90 (noventa) dias e os contratos serão regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.
    As provas do processo seletivo público serão realizadas nas cidades de Brasília/DF, Manaus/AM, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ e São Paulo/SP.

    2.3.3.7. ANALISTA DE GESTÃO E NEGÓCIOS – PROJETOS SETORIAIS (CÓDIGO 207)
    2.3.3.7.1. NÚMERO DE VAGAS: 1 (uma) vaga e formação de cadastro reserva.
    2.3.3.7.2. REQUISITOS DE FORMAÇÃO ACADÊMICA: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de nível superior e/ou graduação em Administração, Comércio Exterior, Economia, Engenharia, Direito, Gestão Ambiental, Ciências da Computação, Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda, Turismo, Design ou Relações Internacionais, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação, ou outro documento com mesmo valor legal, e registro no respectivo conselho de classe, se for o caso.
    2.3.3.7.3. REQUISITOS DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL: experiência mínima de 6 (seis) meses completos em gestão de projetos de desenvolvimento industrial, econômico ou de comércio exterior.

    2.3.3.8. ANALISTA DE GESTÃO E NEGÓCIOS – PROJETOS ESPECIAIS (CÓDIGO 208)
    2.3.3.8.1. NÚMERO DE VAGAS: 3 (três) vagas e formação de cadastro reserva.
    2.3.3.8.2. REQUISITOS DE FORMAÇÃO ACADÊMICA: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de nível superior e/ou graduação em Administração, Comércio Exterior, Economia, Engenharia, Direito, Gestão Ambiental, Ciências da Computação, Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda, Turismo, Design ou Relações Internacionais, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação, ou outro documento com mesmo valor legal, e registro no respectivo conselho de classe, se for o caso.
    2.3.3.8.3. REQUISITOS DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL: experiência mínima de 6 (seis) meses completos em gestão de projetos de desenvolvimento de produtos ou serviços para comércio exterior ou eventos internacionais.

    2.3.3.9. ANALISTA DE GESTÃO E NEGÓCIOS – PROJETOS DE IMAGEM E ACESSO A MERCADOS (CÓDIGO 209)
    2.3.3.9.1. NÚMERO DE VAGAS: 2 (duas) vagas e formação de cadastro reserva.
    2.3.3.9.2. REQUISITOS DE FORMAÇÃO ACADÊMICA: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de nível superior e/ou graduação em Administração, Comércio Exterior, Economia, Design, Arquitetura, Engenharia, Direito, Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas ou Publicidade e Propaganda, Informática ou Relações Internacionais, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação, ou outro documento com mesmo valor legal, e registro no respectivo conselho de classe, se for o caso.
    2.3.3.9.3. REQUISITOS DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL: experiência mínima de 6 (seis) meses completos em marketing internacional, publicidade, relações públicas, comércio exterior, pesquisa de percepção, administração da marca e comunicação integrada ou eventos internacionais.

    Classe  Nível       Requisitos                                                                                  Salário (R$)
    I                 1           Graduação + 6 meses de experiência profissional      4.971,04
    I                 2          Graduação + 1 ano de experiência profissional            5.301,37
    I                 3          Graduação + 2 anos de experiência profissional          5.653,65
    II               1          Graduação + 3 anos de experiência profissional          6.029,33
    II               2         Graduação + 4 anos de experiência profissional          6.429,98
    II               3        Graduação + 5 anos de experiência profissional          6.857,25
    II               4       Graduação + 6 anos de experiência profissional           7.312,92
    III             1       Pós-Graduação + 7 anos de experiência profissional  7.798,86

    DA INSCRIÇÃO NO POSTO DE ATENDIMENTO PRESENCIAL
    PERÍODO: de 1 a 15 de março de 2009 (exceto sábados, domingos e feriados).
    LOCAL: Central de Atendimento ao Candidato da Fundação Universa, localizada na SGAN 609 Módulo A, Asa Norte, Brasília/DF.
    HORÁRIO: das 10 (dez) horas às 17 (dezessete) horas, ininterrupto.
    Para efetuar a inscrição no posto, o candidato deverá:
    a) preencher e entregar o formulário de inscrição com os dados pessoais (nome, endereço, CEP, telefone(s) para contato, número de documento de identidade e número do CPF);
    b) receber da Fundação Universa comprovante provisório de inscrição e o boleto de cobrança para pagamento na rede bancária;
    c) encaminhar-se a uma agência bancária munido do boleto de cobrança correspondente e efetuar o pagamento da taxa de inscrição; a data de vencimento do boleto bancário é 16 de março de 2009.
    O pagamento da taxa de inscrição sem a devida entrega do formulário de inscrição no posto de atendimento presencial acarretará o indeferimento da inscrição do candidato.

    DA INSCRIÇÃO VIA INTERNET
    Será admitida a inscrição via internet, no endereço eletrônico http://www.universa.org.br, solicitada no período entre 8 (oito) horas do dia 1 de março de 2009 e 20 (vinte) horas do dia 15 de março de 2009, observado o horário oficial de Brasília/DF.
    A Fundação Universa não se responsabilizará por solicitação de inscrição via internet não recebida por motivos de ordem técnica dos computadores, falhas de comunicação, congestionamento das linhas de comunicação, bem como outros fatores de ordem técnica que impossibilitem a transferência de dados.
    O candidato que desejar realizar sua inscrição via internet poderá efetuar o pagamento da taxa de inscrição por meio de boleto bancário, pagável em toda a rede bancária.
    O boleto bancário estará disponível no endereço eletrônico http://www.universa.org.br e deverá ser impresso para o pagamento da taxa de inscrição após a conclusão do preenchimento da ficha de solicitação de inscrição on-line.
    O pagamento da taxa de inscrição por meio de boleto bancário deverá ser efetuado até o dia 16 de março de 2009.

    As inscrições efetuadas via internet somente serão acatadas após a comprovação de pagamento da taxa de inscrição.
    O candidato inscrito via internet não deverá enviar cópia de documento de identidade, sendo de sua exclusiva responsabilidade a correção e a veracidade dos dados cadastrais informados no ato de inscrição, sob as penas da lei.
    Informações complementares acerca da inscrição via internet estarão disponíveis no endereço eletrônico http://www.universa.org.br.

    ANEXO I – DOS OBJETOS DE AVALIAÇÃO

    1. CONHECIMENTOS BÁSICOS
    1.1. LÍNGUA PORTUGUESA: 1. Compreensão, interpretação e reescrita de textos e de fragmentos de textos, com domínio das relações morfossintáticas, semânticas, de redação e argumentativas. 2. Tipologia textual. 3. Coesão e coerência. 4. Ortografia oficial. 5. Acentuação gráfica. 6. Pontuação. 7. Formação, classe e emprego de palavras. 8. Significação de palavras. 9. Coordenação e subordinação. 10. Concordância nominal e verbal. 11. Regência nominal e verbal. 12. Emprego do sinal indicativo de crase.
    1.2. RACIOCÍNIO LÓGICO: 1. Compreensão de estruturas lógicas. 2. Lógica de argumentação: analogias, inferências, deduções e conclusões. 3. Diagramas lógicos. 4. Fundamentos de matemática. 5. Princípios de contagem e probabilidade. 6. Arranjos e permutações. 7. Combinações.
    1.3. CONHECIMENTOS GERAIS: 1. Domínio de tópicos atuais e relevantes de diversas áreas, tais como: comércio exterior, desenvolvimento sustentável, ecologia, tecnologia, energia, política, economia, sociedade, relações internacionais, educação, segurança e artes e literatura e suas vinculações históricas.
    1.4. LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA: 1. Lei nº 10.668, de 14/5/2003, e alterações posteriores. 2. Decreto n° 4.584, de 05 de fevereiro de 2003. 3. Estatuto Social da Apex-Brasil. 4. Regulamento de Licitações e Contratos da Apex-Brasil. 5. Regulamento de Convênios da Apex-Brasil.
    1.5. LÍNGUA INGLESA: correção gramatical; compreensão textual; organização e desenvolvimento de idéias; qualidade da linguagem.

    2. CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
    2.9. ANALISTA DE GESTÃO E NEGÓCIOS – PROJETOS SETORIAIS (CÓDIGO 207). 1. Formação econômica do Brasil (macroeconomia, economia nacional e internacional). 2. Comércio exterior (processo de exportação e importação). 3. Marketing internacional (promoção internacional). 4. Desenvolvimento industrial e econômico do Brasil (conhecimento do setores produtivos). 5. Políticas públicas e desenvolvimento tecnológico (conhecimento das prioridades governamentais). 6. Reestruturação produtiva no Brasil. 8. Organização dos setores produtivos brasileiros. 9. Políticas públicas de incentivo a exportação. 10. Planejamento Estratégico. 11. Entes que prestam apoio ao comércio exterior. 12. Gestão de Projetos. 13. Língua espanhola: correção gramatical; compreensão textual; organização e desenvolvimento de idéias; qualidade da linguagem.

    2.10. ANALISTA DE GESTÃO E NEGÓCIOS – PROJETOS ESPECIAIS (CÓDIGO 208). 1. Potencialidades econômicas estaduais e regionais do Brasil. 2. Economia nacional e internacional. 3. Comércio exterior (entes ligados ao comércio exterior federais, estaduais e de classe, instituições que prestam apoio ao comércio exterior, logística). 4. Marketing internacional (publicidade, propaganda, promoção e distribuição). 5. Políticas públicas de incentivo a exportação. 6. Relações Públicas. 7. Técnicas de negociação internacional. 8. Língua espanhola: correção gramatical; compreensão textual; organização e desenvolvimento de idéias; qualidade da linguagem.

    2.11. ANALISTA DE GESTÃO E NEGÓCIOS – PROJETOS DE IMAGEM E ACESSO A MERCADOS (CÓDIGO 209). 1. Marketing internacional (trade marketing, estratégias de marketing, mídias de acesso ao mercado). 2. Noções de comunicação social e relações públicas. 3. Economia de mercado. 4. Comércio exterior. 5. Geografia humana e econômica. 6. História social e política do Brasil e do mundo. 7. Pesquisa de percepção, administração da marca e comunicação integrada e suas ferramentas. 8. Planejamento Estratégico. 9. Língua espanhola: correção gramatical; compreensão textual; organização e desenvolvimento de idéias; qualidade da linguagem.

    Maiores informações e Edital completo: clique aqui

  • Movelpar 2009 – impressões

    Estive ontem, junto com minha parceira Adélia Covre, visitando a Movelpar aqui em Arapongas.

    Apesar do aumento do espaço de expositores, um movimento “do cão” – pois aquilo estava insuportavelmente cheio – cheguei ao pavilhão de exposições um tanto quanto apreensivo sobre o que iria ver. Digo apreensivo pois em época de crise mundial onde a ordem é cortar gastos, não sabemos o que iremos encontrar pela frente em um evento onde claramente os gastos são enormes! Outro fator é que o pólo moveleiro de Arapongas é claramente destinado aos magazines com uma linha de produtos mais simples e baratos. Encontraríamos alguma novidade real? Alguma empresa buscando destacar-se “subindo de nível”? Essas e outras questões nos perturbavam. Mas só vendo para saber.

    De entrada já me surpreendi pela eficiência e rapidez do credenciamento. Não sei dizer sobre o credenciamento no local, mas para quem como eu, o fez online, era só chegar num terminal de computador, digitar o CPF, colar a etiqueta no crachá e entrar. Em menos de 5 minutos tudo resolvido e já estávamos dentro da feira prontos para andar e andar e andar e andar. Aff.. E como andamos!!! Parabéns ao EXPOARA pela excelente organização.

    De cara já fiquei surpreendido com a qualidade dos estandes. Claro que tinham os mais simples e menores, porém os maiores estão belíssimos, muitos utilizando-se de alta tecnologia como painéis gigantescos em LEDs. Como nos disse um de nossos contatos, neste momento de crise, ao menos a indústria moveleira está esperançosa. Por isso vale o investimento pois o retorno, ao menos nesse setor, apesar da queda de aproximadamente 25% que tiveram nos últimos meses, vale a pena.

    Atendo-me aos estandes por hora, novamente vi um show de irresponsabilidade ecológica no que diz respeito aos projetos, especialmente no tocante à iluminação. Haviam estandes com tantos espotes e projetores de luz que muitos acabaram por serem desligados. Outros casos é a insistente colocação de projetores junto ao piso nas fachadas dos estandes. Fica bonito? Até que interessante sim, porém tecnicamente totalmente errados pois o ofuscamento para quem passava ao lado destes era algo insuportável. E não foram um, dois ou três estandes incorrendo no mesmo erro e sim vários e vários.

    Sobre revestimentos, formas e estruturas, alguns merecem aplausos pois estavam, digamos, perfeitos! Perfeitos esteticamente, forma, cores, texturas enfim, conjuntos muito bem elaborados e resolvidos. Já outros também enormes, pecam por excessos desnecessários ou formas básicas demais – caixotão. Alguma formas “disformes” nada interessantes se fazem presentes e acabam por distorcer a “paisagem feirística”.

    Como estes estandes são para mostrar o que a indústria vem desenvolvendo, passemos então aos produtos.

    MAGAZINES.

    Quase a totalidade das indústrias desse pólo moveleiro trabalha com produtos voltados às redes de lojas populares. Até aí tudo bem, tem mercado para todos e todos precisam de produtos. Vimos muitas matérias primas que também estão sendo utilizadas pela indústria alta aplicados nestes produtos mais populares. Ótimo isso acontecer! Porém – como sempre tem um porém, impressionante – as novidades param por aí com raras excessões.

    Um questionamento:

    “Será que o povão gosta mesmo desse tipo de coisa ou compra por falta de opções mais bonitas, digamos, com um design próprio e que anuncie uma identidade própria da marca?”

    É impressionante a mesmice dentro das diversas marcas. Visualmente é um show de repetições sem fim a cada estande visitado. As diferenças ficam por conta dos revestimentos, cores. Formas são basicamente as mesmas.

    Será que o povão gosta mesmo daqueles estofados com espaldar alto e “rechonchudo” revestidos com aqueles tecidos horríveis sejam na padronagem seja na textura? Será que o povão gosta mesmo daqueles móveis ergonomicamente errados e desmontáveis com apenas “um tapa” por causa de erros projetuais e especificação de ferragens? Será que o povão tem tanto mal gosto mesmo ou será que tem esse mal gosto por absoluta falta de opção? Será que a indústria não consegue realmente vislumbrar uma forma de resolver esteas distorções e, uma a uma, buscar a sua identidade própria?

    Esses e tantos outros questionamentos saltam nossos olhos ao visitar esta e outras feiras. Especialmente um:

    Quem é que faz o “dezáine” dentro destas empresas?

    Conheci sim algumas – conta-se nos dedos de uma mão – que realmente tem investido pesado em design, numa equipe forte, sólida e muito bem embasada, com excelentes profissionais. Empresas estas que vem se destacando e diferenciando dentro do polo moveleiro de Arapongas. A estas os meus sinceros comprimentos e parabéns e votos de sucesso!

    Por falar em “dezáine”, o que dizer do Prêmio Movelpar de “Dezáine”???

    Francamente, novamente uma decepção total assim como nas outras edições.

    É impressionante como este “concurso” é capaz de premiar produtos ridículos e deixar de fora produtos maravilhosos. É um bom exercício de paciência para se ficar “abestado” e incrédulo com o que se vê sem surtar, afinal estamos num espaço público. Mas também excelente para se perceber as críticas dos outros visitantes e perceber que você não é um ET e tampouco está fora da realidade ao ver que a sua visão bate com a de muitos outros. Talvez falte a este Prêmio o “Voto Popular” à exemplo de outros concursos. Mais adiante farei um post com a minha classificação dos finalitas sob a minha ótica. É uma pena que nao terei acesso a todos os inscritos pois certamente existem outros produtos magníficos que ficaram de fora da lista de finalistas.

    Com o tempo vou postando as coisas que vi, gostei muito e acho que valem a pena serem expostas.

  • Links que valem ouro!

    Na Folha de São Paulo do dia 01/03/09, no caderno Mais foram publicados diversos links de sites na web sobre os mais variados assuntos. Os links foram selecionados por diversas pessoas, entre elas Vladimir Safatle, Arthur Oscar, Jorge Coli e Ivo Mesquita.

    Destaco aqui alguns que visitei e gostei demais:

    Web Gallery of Art – organizado por universitários húngaros, é um banco com quase 30 mil reproduções em alta qualidade acompanhadas por comentários pequenos, mas precisos e confiáveis.

    Frieze Magazine – Uma revista sobre arte.

    ARTFORUM – Tudo o que anda rolando no mundo das artes pelo mundo.

    Canal Contemporêneo – Brasileiríssimo! Arte brasileira, agenda, news, etc.

    Trópico – também brasileiríssimo, um espaço recheado de críticas sobre a cultura brasileira de um modo geral. Música, teatro, artes plásticas, livros. Muito inteligentes e precisos os textos. Inclusive um que acabo de ler sobre Oscar Niemeyer. Tudo bem que não concordo com a visão do autor sobre a “dispensa” de concursos e licitações em nome do “status” de um nome/grife, mas a visão dele sobre restauração, IPHAN e outras coisas vai bastante de encontro com o que penso: arquitetura não pode ser um elo fechado e acabado em si mesmo.

    Forum Permanente – também brasileiríssimo, conta com agenda, novidades, e muitas outras informações sobre museus e artes.

    The Prado in Google Earth – uma visita virtual dentro do Museu do Prado, em Madri. Com imagens em altíssima resolução, conseguimos perceber pinceladas, craquelados do tempo entre outras características que só perceberíamos a olho nu – por vezes nem mesmo assim. Com esta tecnologia, cada detalhe, cada personagem das telas ganham vida própria. Vale e muito a pena a visita.

    ARTDAILY – todas as exposições do mundo, com fotos, através de uma newsletter.

    RHIZOME – arte e tecnologia. Obras divertidas e engenhosas para ocupar a mente durante o tempo de visita.

    Bom, tem vários outros bastante interessantes que vou postar depois. Acho que esses já valem bastante e proporcionarão a vocês prazeirosos momentos culturais.

  • O Semeador de Estrelas

    Nada como um pouco de poética para reiniciar os posts após termos rompindo os 300.000 acessos ao blog.

    Arte + luz = poesia.

    Ciência Cênica ou Cênica Ciência…

    O Semeador de Estrelas trata-se de um excelente exemplo de como a iluminação pode criar a realidade espacial, sensorial e imagética.

    Esta estátua está em Kaunas, Lituânia.

    semeador_01

    Quem passa por ela durante o dia, pode até pensar não tratar-se de mais um bronze perdido em meio à paisagem urbana, herança da época soviética, como mostra a foto acima. E também pode até notar o ato de vandalismo com a pichação na parede ao fundo. Ou melhor, pensar tratar-se de apenas mais um ato de vandalismo.

    Mas quando a noite chega, a estátua justifica seu título. Com um simples projeto de LD e cálculos precisos a cena se transforma e tudo passa a fazer sentido.

    semeador_02

    Esta é a essência do trabalho de um Lighting Designer. Esse é o diferencial entre um Lighting Designer e um simples iluminador: o seu olhar artístico sobre tudo.

    Recebi estas fotos por e-mail de meu colega de profissão Valmir Perez.

    VALEU!!!

  • 300.000

    3000001

    Agradeço primeiramente a Deus por me fazer um ser pensante, crítico, analítico.

    Agradeço a todos que acreditam e valorizam o meu trabalho.

    Agradeço aos meus amigos pela força.

    Agradeço a todos vocês leitores e visitantes, que são a razão da existência deste espaço.

    Muito obrigado!

    Muita luz a todos vocês!

    Paulo Oliveira

  • IBSN

    IBSN (Internet Blog Serial Number) é o mesmo que conhecemos já com relação a publicações impressas, por aqui ISBN. Só que neste caso, específico para a blogosfera mundial.

    O IBSN é importante pois assegura a autoria dos posts realizados nos blogs além de ser um referencial, facilitando a autenticidade para pesquisas acadêmicas.

    É comum vermos professores não aceitando como referências os textos de blogs. Com o IBSN isso tende a mudar pois tratam-se de postagens sérias em blogs sérios.

    Então, a partir de hoje, o Design: Ações e Críticas tem o seu IBSN.

    27-12-1970-00

  • Manipulação!!!!

    Calma!

    Fiquem tranquilos que não é mais uma cacetada em alguma associação ou coisa do gênero rsrsrsr

    A manipulação à qual me refiro no título deste post diz respeito à prática profissional. Na verdade, à falta desta por muitos profissionais.

    Como é comum encontrar profissionais tentando e tentando e tentando (…) atingir aquele efeito maravilhoso e não conseguem. É um tal de levanta/derruba, constrói/derruba, monta/desmonta que parece nunca ter fim.

    Seja no desenvolvimento de um produto, numa textura de uma parede, num efeito de luz ou em vãrias outras aplicações, na realidade o que falta aos profissionais é uma simples palavra: MANIPULAÇÃO!

    Manipular o que se idealiza/projeta/(argh) copia (argh) não deve ficar apenas na manipulação de papéis, lapiseiras, réguas ou mouse. De nada vai adiantar você fazer um belo desenho se desconhece como aquele material funciona na prática. Var dar errado certamente. O efeito jamais será o desejado/idealizado.

    Essa manipulação já deve começar na parte teórica, na fase de pesquisas onde você terá de conhecer – e muito bem – os materiais selecionados. Não basta apenas olhar para uma chapa de MDF revestida com BP Rovere, acha-la linda e especificar em seu projeto. Você tem de conhecer as características físico-mecânicas  destes materiais para ter a certeza de que são os ideais para o projeto.

    DoS materiaIS? Sim pois na chapa citada acima temos dois materiais básicos: a chapa de MDF e o BP que é o papel que dará a cor/textura. Mas além destes tem a cola usada para fixar o BP na chapa, a resina impregnante/isolante/acabamento…

    Você sabe diferenciar a ferragem ideal para ser aplicada numa chapa de MDP? E para uma chapa de MDF? Por falar em chapas, você sabe o que é um tamburato e para que e como pode ser aplicado?

    E se eu colocar três imagens aqui agora, você saberá dizer qual é qual rapidamente sem precisar pensar?

    Consegue identificar qual é qual?

    Pois é, assim vamos nos debatendo diariamente na elaboração dos projetos e o desconhecimento de elementos básicos como este acabam por nos forçar a usar sempre o mesmo, do mesmo modo que todo mundo e tudo fica maravilhosamente IGUAL.

    Um outro elemento importantíssimo disso é que a maioria dos profissionais amarra-se à lojas e se esquecem das fábricas. Porém é exatamente na industria de matérias primas que estão as informações fundamentais sobre os produtos. Isso sem contar que indo diretamente às fábricas você irá conhecer materiais que não estão no mercado porque o responsável pelo departamento de design da loja/grife X não gostou daquela cor, daquela textura, daquela forma, etc. E assim, muita coisa excelente fica de fora sendo utilizado apenas por poucos profissionais antenados na indústria.

    Essa manipulação (pegar, apalpar, torcer, entortar, quebrar, virar, etc) deve estar presente no dia a dia profissional de todos nós com relação a todos os materiais que utilizamos. Claro que não vamos ser loucos de quebrar ou torcer uma ferragem Roca – a não ser que teu bolso te possibilite uma excentricidade dessas.

    É assim que conseguimos atingir se não a perfeição – pois nao acredito em perfeição em projetos de arquitetura/design – ao menos um padrão de excelência.

    De início de carreira já forrei um sofácom um tecido onde tive a garantia da dona da loja (boa e reconhecida de outra cidade) de que ele aguentaria tranquilamente o fluxo da sala de espera de uma clínica. Menos de dois meses depois o tecido estava esgarçando todo. Má aplicação? Não! Tecido inadequado. Os erros? Simples: não fui beber água da fonte (indústria) e acreditei no conto da carochinha (loja). Depois dessa aprendi. Não compro tecido algum sem saber quem é o fabricante, entrar em contato e esgotar todas as minhas dúvidas técnicas/físicas sobre o tecido.

    Repito:

    ESSES CUIDADOS DEVEMOS TER COM ABSOLUTAMENTE TODOS OS ELEMENTOS DO PROJETO.

    Para não me estender demais, vamos às texturas junto com o lighting.

    Belíssimo trabalho o da imagem acima. Muitos devem estar pensando: Nossa é isso que eu queria para aquela parede, vou aplicar já no projeto.

    Tudo bem, faça como quiser. Mas se o resultado não ficar bom não venha chorar em meu ombro depois.

    Novamente pergunto: você sabe que material foi usado na parede para criar estas “ondas”? Como ele é aplicado? Pinta-se depois ou antes da aplicação? Pode ser lavado? Como é feita a limpeza? É poroso, junta pó?

    “Ah, mas eu apliquei o material e não consegui este efeito…” (carinha fazendo beicinho)

    Claro que não! Não temos apenas o revestimento da parede “trabalhando” aqui na imagem. Você chegou a perceber a iluminação? Sabe quais equipamentos (luminárias, lâmpadas, etc) foram utilizados? Você sabe dizer se o projeto acima é de lighting ou de iluminação? Você sabe dizer a abertura dos fachos das lâmpadas e outras características mais dela para se conseguir este efeito?

    “Poxa, eu fiz uns painéis estilo os da imagem acima no teto e eles estão cedendoe a iluminação não ficou bonita assim…” (novamente fazendo beicinho)

    Novamente: que material você usou? Você especificou e detalhou corretamente, de acordo com as especificações físico/mecânicas do material, o projeto? O marceneiro fez exatamente o que você projetou ou aplicou as famosas “gambiarras”? Você acompanhou a instalação para saber se ele aplicou ou não as gambiarras?

    “Sim estava tudo perfeito…” (com carinha de arrogante)

    Se estava perfeito não teria porque estar com risco de ceder e cair.

    Quanto à luz… Você alguma vez já manipulou a lampada e os equipamentos utilizados para sancas? Já brincou com esses materiais para perceber, na pratica, como funcionam e como os efeitos são atingidos? Você já ficou no chão da obra acompanhando a instalação dos sistemas de iluminação? Você tem o costume de fazer a afinação da iluminação?

    “Sim, sim, sim, sim… (já com cara de irritado) Sempre faço isso de dia quando passo na obra…”

    AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

    Meus pêsames! Nem peço desculpas pela estrondosa gargalhada.

    Luz instala-se de dia e testa-se e afina-se de noite.

    Sim DE NOITE!

    Continuando assim, é claro que nunca você irá conseguir atingir os efeitos tão desejados!

    “Ah, mas os projetos estão perfeitos, dentro das normas e especificações, tudo milimetricamente planejado e traçado…” (sem perder a arrogância,ainda…)

    Aqui é que está o ponto X.

    Não existe projeto no papel que fique perfeito no final da execução sem necessitar de ajustes “in loco”.

    Para tanto, é preciso siim sujar a sapatilha ou o Nike novinho com cimento, terra, gesso, tinta…

    É preciso levar choques, escorregar numa tábua de passagem, pagar micos na frente dos pedreiros, eletricistas, pintores, gesseiros, etc…

    É preciso ter a experiência da vivência de obra, do dia a dia da obra, da manipulação dos materiais da obra…

    É preciso saber que, na prática, pouco sabemos do que pode vir a acontecer. Todos estamos sujeitos a erros e acertos, Mas quando os erros aparecem, sempre é bom você já ter noção de como corrigi-los rapidamente.

    E isso só acontece quando o profissional tem a experiência da manipulação dos materiais.

    Pensem nisso com carinho e excelentes projetos daqui pra frente!

  • Manual do Usuário – precisa disso?

    Já há algum tempo venho analisando e percebendo algumas dificuldades de clientes meus e de outros profissionais das áreas de Interiores e Lighting em entender e saber como funcionam alguns elementos do projeto.

    Depois de ler um artigo postado pelo Jonas no blog http://www.design.com.br, em meu comentário sobre o mesmo, já demonstrei e deixei pendente algo sobre o assunto voltado especificamente para estes projetos.

    Muito podem alegar que é uma piração ou exagero do profissional propor-se a fazer um manual de instruções/uso sobre estes elementos. Pois bem, eu digo que não é não, especialmente nos dias de hoje em que a tecnologia nos coloca dia a dia frente a inovações.

    Fico pensando em como irá se comportar um de meus clientes que estou finalizando seu projeto diante de alguns detalhes como: eletros de cozinha novos de última geração, lâmpadas e equipamentos de iluminação complexos (ex: LEDs RGB e sua parafernália), revestimentos extras (tecidos ou palha em paredes, por exemplo), pisos entre muitas outras coisas.

    Quando o cliente recebe a “chave de volta” ele está inebriado por causa das novidades, da beleza, do cheiro do novo enfim, encontra-se absorto num mundo utópico de perfeição. Até precisar clicar em algum botão.

    Pronto, aí começam as brigas do cliente com o projeto.

    Como entender os interruptores paralelos? Qual está paralelo com qual e porquê, pra quê?

    E as persianas automáticas ou não, como usa-las corretamente? Como fazer a limpeza das mesmas?

    Da mesma maneira, tem aquela parafernália de luzes, spots, pendentes, reatores, controladores… A lâmpada queimou! Ah, vou colocar essa que tem aqui – porém não atenta se a lâmpada serve para aquele circuito, se vai sobrecarregar a rede. Isso sem contar o transtorno até ele descobrir como soltar aquele spot embutido sem arrebentar com o gesso e o próprio spot.

    Ainda dentro da parte de light, hoje em dia não se aplica mais uma iluminação única para um ambiente. Nos projetos é comum encontrarmos 3, 4 ou até mais sistemas independentes que podem ser usados individualmente ou agrupados, mas nunca TODOS de uma só vez. Além do excesso de luz que causará desconforto, temos também a questão da conservação de energia elétrica (meio ambiente) e o bolso dele no final do mês com a conta que virá bem alta.

    Dentro da parte de equipamentos, encontramos uma infinidade destes que tem suas características distintas e únicas seja no manuseio diário, seja na manutenção.

    Passe uma esponja de aço numa torneira cromada pra você ver o que vai te sobrar.

    Limpe uma geladeira ou fogão com produtos abrasivos (ex: veja) pra ver o estrago.

    Estes são apenas alguns exemplos bem básicos. Portanto vamos destrinchar algumas áreas:

    ILUMINAÇÃO:
    – Lâmpadas:
    Num projeto existem diversos tipos de lâmpadas que, obviamente, o cliente desconhece suas características. Portanto, nada melhor que ele receber em seu manual do usuário informações importantes para que o projeto luminotécnico não acabe por ser descaracterizado ou até mesmo destruído por falta destas.
    Quais informações devemos colocar sobre as lâmpadas e como fazer isso? Primeiramente devemos dividir as informações por cômodos e detalhar como por exemplo:

    Estar/Living:
    Sistema 1 (abajoures): lâmpadas fluorescentes compactas 16W, 120V, 2800K, preferencialmente todas da mesma marca/lote “X”. Tipo/marca/modelo do abajour. Características das cúpulas, etc.
    Sistema 2 (sanca RGB): barra LED RGB, marca “X”, seguir instruções do manual em anexo. Para os controladores fazer a mesma coisa: uma instrução básica (guia rápido) e anexar o manual técnico ao final do Manual do usuário.
    Sistema 3 (geral): modelo/marca dos spots, explicar basicamente a fixação, cuidados com limpeza, se há ou não reatores/transformadores, etc.
    Interruptores: caso existam interruptores de ultima geração, especificar quais são (localização) e explicar suas características e funcionalidades especiais.

    E assim por diante até fechar todos os sistemas que compõem o ambiente.

    PISOS:
    – Porcelanatos:
    Explicar como deve ser realizado os trabalhos de limpeza e manutenção dos mesmos. Existem peças porosas que podem vir a manchar caso seja derramado sobre as mesmas algum produto/pigmento. Já outras peças não correm este risco, porém se forem utilizados produtos abrasivos os mesmos podem acabar com riscos, perda de brilho entre vários outros problemas. Alguns vem com uma “capa” antiderrapante que também pode acabar sendo removida por causa do uso constante de produtos químicos.
    Nos sites dos fabricantes geralmente estão disponibilizados arquivos em PDF com estas informações. Busque-os e os anexe ao final do Manual.

    REVESTIMENTOS:
    Tecidos, lâminas, BP, melamínicos, vinil, palhas e outros naturais/rusticos, enfim. São muitos produtos que utilizamos nos revestimentos dentro de um projeto. Assim como os pisos, estes materiais também tem suas características próprias que merecem atenção.

    Especialmente os tecidos, os naturais e papéis de parede. Cada tecido tem sua característica, forma de lavar, produtos que devem ser evitados, se podem ou não ser passados, etc. Os clientes geralmente desconhecem estas informações.
    Portanto lembre-se de detalhar nesta parte cada revestimento especificando as suas características e cuidados.

    EQUIPAMENTOS:
    Não existe coisa mais chata que você chegar à frente de um aparelho eletrônico e ficar um tempão tentando adivinhar como fazê-lo funcionar.
    Estes equipamentos vem de fábrica com seus manuais de instruções. Porém você pode inserir dicas rápidas sobre uso/manutenção dos mesmos – ou no manual ou destacando aqui.

    Um problema muito sério é com relação à limpeza dos mesmos. Vemos constantemente geladeiras riscadas (arranhadas), peças de metal idem. Os cuidados devem ser destacados. Existem na web inúmeras informações e dicas sobre como evitar problemas como estes.

    MOBILIÁRIOS/MARCENARIA:
    Alguns moveis tem características particulares, outros são aqueles multi-funções enfim.
    Estas características devem ser destacadas e explicadas para o usuário final.

    Como escrevi acima, são apenas algumas informações que eu iria passar. No entanto, se formos pensar no todo de um projeto existem muitos outros pontos que devem ser destacados neste manual. Basta observar bem tudo o que está sendo especificado.

    Como apresentar isso a um cliente?

    A coisa mais irritante é, quando preciso de alguma informação, ter de ficar revirando gavetas e armários atrás dos manuais de instruções.


    Que tal juntar tudo isso numa pasta – pode ser daquelas A-Z – onde você coloca tudo ali dentro?
    Manuais técnicos, garantias, notas fiscais e, claro, o seu manual profissional.
    Pode-se optar por mandar alguém fazer um scrapbook bem bonito, transado e que promova uma apresentação legal do mesmo. Tudo vai depender de você.

    Claro que isso tem um custo para ser feito e não é só referente aos custos dos materiais para confecciona-lo mas também o seu tempo de trabalho e empenho para a construção deste manual.

    Pense com carinho neste assunto. Seus clientes merecem esta atenção e isso certamente vai valorizar e muito o seu trabalho.

    E.T.: a primeira imagem deste post é de uma obra – da mais interessante – da Nuit Blanche. A instalação de Robert Stadler na Igreja Saint-Paul Saint-Louis. Ao entrar na igreja, por uma porta lateral, o público vê apenas grandes esferas luminosas, que parecem organizadas aleatoriamente. Ao se dirigir para o centro da igreja, entretanto, as esferas formam um grande ponto de interrogação sobre o altar.

  • CEDES – Centro de Design do Espírito Santo

    cedes

    O designer de interiores capixaba Vinícius Alberto Morais assume em 2009 o cargo de Gestão do Centro de Design do Espírito Santo – CEDES, que desde 2005 se empenha para que o design seja elemento que agregue valor aos produtos do estado.

    Vinícius tem como missão montar projetos que divulguem o design no Espírito Santo e o próprio CEDES. Assim, ele pretende adotar a premissa de que o design, a cada dia que passa, está cada vez mais centrado no humano, no regionalismo e no povo.

    “O CEDES tem o compromisso de investigar como o design pode melhorar a produção industrial, inserindo a gestão do design nas empresas, como também a consultoria e formação em centros de artesanato, instituições de ensino e a população em geral. No entanto, perceber o design como ferramenta de aproximação entre o homem às questões imateriais da cultura popular capixaba é fundamental para que o CEDES possa contribuir com o desenvolvimento da produção industrial, dos profissionais de design e da comunidade acadêmica”.

    vinicius-alberto-morais-02

    Professor do curso de design de interiores do SENAC-ES, Vinícius Alberto Morais é bacharel em Design de Interiores, FAESA – ES, pós-graduando no curso de Mídias Interativas – Centro Universitário SENAC – SP. Premiado em concursos como o Prêmio Novos Talentos ABD 2007, o XIII Estudos de um Banheiro DECA e vencedor brasileiro do IF Design Concept Awards. Atualmente, Vinícius desenvolve pesquisas na área de design e manifestações folclóricas capixabas e aplica no Espírito Santo a “e-pesquisa” para o Instituto Nomads-USP. Suas pesquisas são publicadas no blog:

    http://pedireitoduplo.blogspot.com

  • DESIGN DE INTERAÇÃO

    O Design de Interação surgiu como um recurso tecnológico pelo qual, com a utilização da multimídia, os produtores pudessem tornar os shows artísticos mais atrativos para o público. Além das projeções em telões de imagens ao vivo, começaram a surgir novas padronagens em lighting design através de grafismos, psicodelismos, vídeo-clipes e interação entre platéia e palco através de mesas digitais e, mais recentemente SMS.

    Após essa fase, o Design de Interação começou a ser explorado tendo como base os filmes de ficção científica onde vemos coisas acontecerem que por vezes pensávamos que seria apenas para meados de 2050. Mas os avanços tecnológicos nos trazem para hoje estas possibilidades.

    Os museus foram os primeiros espaços a adotar esta interação como meio de tornar a visita ao espaço museológico algo mais prazeroso, sensitivo e didático uma vez que não apenas olhamos a certa distância os objetos mas sim, temos a oportunidade de interagir com os mesmos sejam estes objetos reais ou virtuais.

    Como isso pode ser transportado para ambientes residenciais, comerciais e institucionais é o ponto “X”.

    Dentre as diversas linguagens utilizadas e disponíveis hoje pelo Design de Interação apresentarei algumas que podem ser transportadas para Interiores e Ambientes:

    1 – Projeções Arquiteturais: as projeções arquiteturais podem ser realizadas com diversas finalidades dentre as quais destacamos as projeções de logotipos, telas artísticas, grafismos culturais e projeções de textos. Através deste recurso, temos a possibilidade de interagir/educar os usuários com projeções de telas artísticas, poemas e textos diversos enfim, qualquer coisa que quisermos.

    2 – Mapeamento com Projeções: este tipo de projeção visa enaltecer elementos arquiteturais através da aplicação de imagens recortadas com a forma exata sobre os mesmos. Ela pode ser estática ou dinâmica onde vários grafismos intercalam-se sequencialmente.

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    3 – Super Teto: o uso do super teto geralmente torna-se o ponto principal do sistema de iluminação do ambiente por suas características luminosas e dinamismo. Nele são mostrados grafismos diversos, em imagens dinâmicas e animações especialmente criadas para este cenário. Uma deliciosa brincadeira de luz, imagens e sensações.

    4 – Telas Semi-Transparentes Interativas: Esta tela é um painel de vidro – ou tela LCD TouchScreen – onde é apresentado um programa multimídia especialmente desenvolvido para o espaço. Nesta interação o visitante pode escolher entre diversas opções como por exemplo, numa loja: conhecer a história da empresa, visualizar álbuns de imagens dos produtos, relatos em vídeo de clientes sobre a empresa, vídeos de desfiles e ações publicitárias, passeio turístico virtual pela cidade, entre várias outras opções.

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    5 – SMS: através de uma moderna tecnologia, hoje podemos interagir com os espaços elaborados e seus usuários com os princípios do Design de Interação através de dispositivos móveis. O usuário manda uma mensagem SMS – torpedo – para um determinado número de celular e a sua mensagem é automaticamente projetada sobre uma superfície – parede.

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    APLICAÇÕES RESIDENCIAIS, COMERCIAIS E INSTITUCIONAIS DO DESIGN DE INTERAÇÃO.

    Como exposto acima, as aplicações do Design de Interação vão além daquelas destinadas a shows e espetáculos. Ela pode sim – e deve – ser também aplicada em residências e pontos comerciais aliada aos processos de automação.

    Muitas vezes, por insegurança, vemos pessoas guardando suas obras de arte mais valiosas em cofres de bancos ou até mesmo emprestando-as para museus em busca desta segurança. Com o Design de Interação podemos ter o objeto material sem expô-lo a riscos de assaltos, incêndios e outros. As imagens das telas são fotografadas em alta resolução e depois projetadas sobre paredes. Isso garante, além da segurança, uma maior versatilidade pois podemos ter não uma tela estática, mas sim várias de forma dinâmica o que altera o clima do espaço/ambiente conforme a imagem que está sendo projetada.

    Com as telas interativas – touch-screen – encontramos uma variedade enorme de aplicações para as mesmas. Aplicações estas que vão desde uma tela porta retrato onde o usuário pode dispor de todas as suas fotos de forma dinâmica e interativa até mesmo com programações mais elaboradas como intercomunicação entre os ambientes da edificação. Há também a possibilidade de elaborar agendas eletrônicas, listas de compras enfim, incontáveis benefícios para o usuário seja residencial, comercial ou institucional.

    As projeções arquiteturais através do mapeamento visam transformar os ambientes sem que seja necessário realizar alterações arquitetônicas. Através das imagens modificamos totalmente um ambiente como um todo ou em determinado detalhe da construção – por exemplo, uma coluna.

    Também há a possibilidade da interação entre os usuários da construção através de um sistema de comunicação com projeções. Se o filho está numa festa e vai atrasar para chegar ele pode mandar uma mensagem SMS para o numero da casa e esta mensagem irá ser projetada em determinados pontos da casa como um aviso aos pais para que fiquem mais tranqüilos. Já em casos de comércio e sedes institucionais encontramos uma vasta gama de aplicações deste recurso como, por exemplo, numa clínica médica, a substituição da chamada oral ou através daqueles painéis com números e senhas. Aqui o nome do paciente é projetado num espaço determinado, já indicando a sala que deve dirigir-se. Ou ainda na sede de uma empresa, uma reunião de emergência é solicitada pelo presidente e todos os diretores visualizam em suas salas a convocação para a mesma.

    Estas são apenas algumas aplicações que o Design de Interação pode colaborar com um projeto de Design de Ambientes. Muitas outras também são possíveis. Basta conhecer as possibilidades e usar e abusar da sua criatividade na hora de projetar.

    Para saber mais acesse o site do SuperUber. As imagens e vídeos são deles.