Categoria: Designers

  • Pós IPOG – novas turmas

    Pós-Graduação Iluminação e Design de Interiores – IPOG

    O Instituto de Pós-Graduação (IPOG) lançará, ainda este ano, mais dez novas turmas de Pós-Graduação em ILUMINAÇÃO E DESIGN DE INTERIORES. O curso, coordenado pela projetista de iluminação JAMILE TORMANN, tem como foco capacitar os profissionais às exigências do mercado de trabalho e as novas tendências mundiais em iluminação e design. Por meio de aulas teóricas e práticas, ministradas pelos mais renomados professores, os profissionais especializados pelo IPOG estarão aptos a inserir a iluminação e o design como ferramenta qualitativa, considerando seus aspectos estéticos, funcionais, técnicos, ambientais e de gestão.

    VERIFIQUE A CIDADE MAIS PROXIMA DE SUA REGIÃO. PROXIMAS ABERTURAS

    1. Salvador III (BA) – abertura prevista para 09 de julho
    2. São Paulo III (SP) – abertura prevista para 06 de agosto
    3. Curitiba III (PR) – abertura prevista para 13 de agosto
    4. Foz do Iguaçu I (PR) – abertura prevista para 03 de setembro
    5. NATAL II (RN) – abertura prevista para 24 de setembro
    6. Brasília V (DF) – abertura prevista para 08 de outubro
    7. Recife I (PE) – abertura prevista para 22 de outubro
    8. Vitória – (ES) abertura prevista para 05 de novembro
    9. Porto Alegre IV (RS) – abertura prevista para 19 de novembro
    10. Ribeirão Preto I (SP) – abertura prevista para 03 de dezembro

    Pós-Graduação Iluminação e Design de Interiores

    Para saber de outros cursos acesse o site do IPOG.

    Horário: 20 Meses (Aulas um final de semana por mês) – Sexta das 18 às 23 horas; Sábado 8 às 19horas e Domingo 8 às 13 horas.
    Local: 19 capitais brasileiras
    Inscrições e informações: (62) 3945-5050 ou pelo site do IPOG.

    Atenciosamente,

    Jamile Tormann
    Projetista de Iluminação
    55 61 3208 4444 / 7812 4442 radio 85 *38415
    jamile@jamiletormann.com
    www.jamiletormann.com

  • Radiance

    Pensem nessa situação:

    Os clientes tem uma lareira que não usam e gostariam de aproveita-la de alguma outra forma mas não tem a menor idéia de como.

    O que fazer?

    Foi o que o grupo Projectione encontrou neste projeto desafiador.

    Muito mais que interessante o resultado, este vídeo nos mostra todo o processo de fabricação, instalação e uso de um produto exclusivo utilizando o conceito “ambience lighting”.

    Além de luminária eles empregaram conceitos de Design de Interação na peça ou seja, ela interage com o que acontece no seu entorno.

    Muito bom mesmo!

  • IELD 2010

    IELD 2010 – Encontro Iberoamericano de Lighting Design

    En Iberoamérica existe un Diseño de Iluminación arquitectónico profesional que debido a condiciones culturales, económicas y técnicas muy específicas, tiene una forma de trabajo muy diferente de las de EUA y el resto de la UE. Es en ese sentido que este Encuentro se transforma en una plataforma única de conexión entre los Lighting Designers de Iberoamérica que fortalecerá nuestra identidad común, difundirá nuestro quehacer y crear una base de intercambios profesionales y educacionales en nuestra región.

    El Encuentro Iberoamericano de Lighting Design, potenciará la actividad del Lighting Design y todos sus actores; diseñadores, fabricantes, arquitectos, autoridades.

    Daylighting Workshop

    Dirigido a profesionales del Lighting Design y dictado por Matthew Tanteri (IALD), quien es consultor en daylighting y experto en la enseñanza de esta disciplina.
    En sus cuatro días de duración, el curso comprenderá el proceso de diseño con luz natural, acristalamiento (glazing) e integración de daylighting con iluminación eléctrica.

    Congreso de Lighting Design

    Este congreso contará con 24 conferencias de destacados profesionales de Estados Unidos, Europa y América latina, enfocados a los siguientes temas:
    Iluminación Urbana, Iluminación Arquitectónica, Daylighting y Sustentabilidad, Patrimonio y Museos. Entre los invitados especiales, contaremos con la presencia de exponentes tales como Roger Narboni (FR)(PLDA, ACE), Matthew Tanteri (USA) (IALD), Anne Bureau (FR) (PLDA – ACE), entre otros.

    Mesa redonda

    El objetivo de la mesa redonda es hacer un diagnóstico del estado de la profesión en los distintos países, donde se evaluarán formas de fortalecer vínculos entre profesionales liberoamericanos, y así apoyar al desarrollo de la profesión en Iberoamérica.
    Feria Internacional de equipos de iluminación profesional Durante el desarrollo del Congreso de EILD 2010, una exhibición de productos y servicios ofrecidos por la industria de la iluminación, complementará el programa de las exposiciones. En un lugar especialmente habilitado para este propósito, los principales fabricantes de equipos de iluminación de EUA y UE, tendrán la oportunidad presentar sus productos a los profesionales y especificadores del Lighting Design liberoamericano reunidos en este encuentro.

    Intervenciones lumínicas en hitos urbanos de la ciudad de Valparaíso.

    Como una forma de abrir EILD 2010 a la comunidad y conectar el quehacer del Lighting Design con el espacio público, se realizará una serie de intervenciones lumínicas en hitos urbanos de la ciudad de Valparaíso. Estas instalaciones efímeras permitirán poner en valor parte del patrimonio arquitectónico de la ciudad anfitriona y contribuir con las actividades conmemorativas del Bicentenario.

    Exposición “Orígenes y cultura del Lighting Design en Iberoamérica”

    Esta exposición reunirá parte importante del material documental que describe los orígenes de la iluminación en Argentina, Brasil y Chile y explorará la tesis de una Cultura del Lighting Design en Iberoamérica. Esta muestra se mantendrá abierta a los asistentes a EILD 2010 y al público en general durante la semana del encuentro.

    Muestra Internacional de instrumentos de iluminación profesional

    Durante el desarrollo del Congreso de EILD 2010, una exhibición de productos abierta al público complementará el programa de las exposiciones.
    La muestra contará con stands individuales, una sala para conferencias y un lounge dónde las empresas auspiciadoras tendrán la oportunidad de presentar sus productos y filosofía a los profesionales y especificadores del Lighting Design Iberoamericano, en una muestra que estará abierta al público general.

    Realização:

    PLDA – Professional Lighting Designers Association

    AsBAI – Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação

    APDI – Asociación Profesional de Diseñadores de Iluminación de Espanha

  • Mais correria…

    Recebi hoje um comentário, na página Portfólio, de minha eterna Mestre e ex-professora, Drª Maria Tereza Devides.

    Já a citei aqui neste blog algumas vezes pois sou mesmo fã dela.

    Bom, recebi um convite para uma palestra/conversa com os alunos do primeiro período do curso de Design de Interiores da Unopar amanhã a noite (16/06).

    Muito me honra este pedido vindo de quem vem e também pela oportunidade de poder conversar com o pessoal que está iniciando na área, certamente carregados de dúvidas e incertezas sobre o futuro profissional.

    Não vou perder tempo dizendo quem sou eu, o que faço pois pelo que pude perceber eles já sabem pois conhecem e acompanham meu blog e meu trabalho. Então vou procurar focar na profissão, mercado e legislação vigente, associações, áreas profissionais possíveis, etc.

    Infelizmente não é aberto então nao posso convidar outros para participar ok?

  • Design e processos

    Muitas vezes é difícil mostrar para os clientes todo o processo que o design envolve. às vezes é até mesmo difícil para pessoas de áreas correlatas entenderem isso tudo o que geram os “X” tipos de designers e os pseudos designers.

    Já escrevi sobre isso e tem muita bibliografia sobre esse assunto disponível na web. Mas tem gente que ainda confunde design com artesanato. GRRRRRRRRRRRR

    A diferença é que o processo de Design pode ser aplicado ao artesanato. O contrário não. Design tem estrutura industrial e não artesanal. Simples assim. Porém as características e linguagem artesanais podem ser aproveitadas numa escala de Design.

    Confuso? Pode ser, mas fica aí um excelente tema para TCCs. Divirtam-se.

    Bom, encontrei alguns vídeos de um escritório de design chamado LZF. Este grupo trabalha com lâminas de madeiras aplicadas à iluminação ou seja: luminárias de madeira. Na verdade eles já são uma fábrica.

    Um trabalho muito interessante e complexo que exige muita dedicação, pesquisa além de muita mão na massa literalmente falando.

    Então, coloco aqui um vídeo deles mostrando este excelente trabalho. Mas não só isso…

    O vídeo a seguir mostra o processo Design: da idéia inicial, passando pela criação, esboços, pesquisas, mock-up, prototipagem em escalas e materiais diversos, desenhos técnicos e especificações até a produção:

    Por hoje é isso gente.

    Tá dificil, a correria grande, a falta de tempo maior ainda mas este final de semana levei dois puxões de orelhas lá na pós: um da professora Glaucia e outro da Acácia do LAC/Philips….

    Preciso voltar a postar, arrumar minha agenda em respeito a vocês leitores. Graças a vocês meu blog hoje é referência em design, mesmo estando bem parado nestes últimos meses.

    Sei que ja prometi isso antes e não cumpri, mas dessa vez é sério ok?

    abraços e muita luz a todos.

  • CONAD 2010 – ainda dá tempo de participar

    Olá pessoal, depois de um longo período estou aqui tentando atualizar este blog.

    Seguinte, essa semana acontece em São Paulo mais uma edição do CONAD. Pelo que pude observar na programação este nem de longe vai lembrar os anteriores estando mais voltado e focado na área técnica. Parabéns à nova diretoria por esta alteração importantíssima.

    Abaixo a programação:

    Programação do CONAD 2010:

    16 de junho

    8h00 – Credenciamento dos palestrantes
    9h00 – Abertura do evento com Carolina Szabó – presidente da ABD
    9h15 – palestra 1: O design da emoção: quando a forma excede a função – Andrea Naccache
    10h30 – Coffee break
    11h00 – Palestra 2: Vitrinismo para emocionar os clientes – Sylvia Demetresco
    12h30 – Almoço
    14h00 – Palestra 3: Luz é emoção – Esther Stiller
    15h30 – Coffee Break
    16h00 – salas especiais
    Sala 1: Como projetar barcos (espaços pequenos) – Ana Cláudia Moreno
    Sala 2: Como projetar espaços corporativos – Cláudia Andrade
    Sala 3: Como projetar salões de beleza – Paulo Pascotto
    17h30 – Encerramento

    17 de junho

    9h00 – Palestra 1: Muito além do cool design – Luciana Stein
    10h30 – Coffee break
    11h00 – Palestra 2: Como entender e aproximar o projeto da expectativa do cliente – Sheila Walbe Ornstein
    12h30 – Almoço
    14h00 – Palestra 3: Pedrão e os neurônios virgens – Henrique Szcklo
    15h30 – Coffee Break
    16h00 – salas especiais
    Sala 1: Como cobrar honorários – Painel ABD
    Sala 2: Sustentabilidade e o Design de Interiores – Paola Figueiredo
    Sala 3: Como projetar áreas de saúde e o impacto em projetos de interiores – Silvana Tersi
    17h30 – Encerramento

    18 de junho

    9h00 – Palestra 1: Como a linguagem do teatro ajuda no contato com o cliente – André Garolli
    10h30 – Coffee break
    11h00 – Palestra 2: A construção invisível: uma viagem pelo processo criativo – Jum Nakao
    12h30 – Almoço
    14h00 – Palestra 3: Economia criativa – Ana Carla Fonseca
    15h30 – Coffee Break
    16h00 – salas especiais
    Sala 1: Como projetar academias – Patrícia Totaro
    Sala 2: Empreendedorismo: como alavancar a sua carreira – Eliana Mota
    Sala 3: Criando lojas de impacto – Caio Camargo
    17h30 – Encerramento

  • CREA autua Designers de Interiores. Saiba como agir.

    Com esse título, a ABD colocou em seu site uma matéria até que interessante sobre o tema.

    Para ler na íntegra, acesse o site nesse link.

    No entanto, não posso deixar de tecer alguns comentários, especialmente porque agora sou associado e tenho o direito de questionar, observar, propor, etc. Bom vamos lá:

    1) um erro gravíssimo nesse texto e que confirma o que escrevo ha muito tempo sobre a ABD está neste trecho:

    A atividade do Designer de Interiores (antigo decorador) existe no Brasil desde o início do século 20 e, anualmente, os diversos cursos reconhecidos pelo MEC, colocam no mercado de trabalho centenas de novos profissionais. Hoje, no Brasil, existem 70 cursos técnicos, 47 tecnólogos e 10 superiores na área de Design de Interiores. Como ignorar esse fato? Como acreditar que essa profissão não existe?”

    “Antigo Decorador”…

    Por Deus!!!!

    Ainda não aprenderam que Decorador é uma coisa e Designer de Interiores é outra completamente diferente? Que decorador é decorador e Designer de Interiores é DESIGNER?????

    Por favor diretoria da ABD, leiam isso aqui.

    * Jéthero, precisa urgentemente colocar em prática as coisas que me falou aquele dia pelo telefone!!!!

    2) A parte que  o assessor jurídico fala sobre as áreas de atuação profissional e mais abaixo onde a própria ABD faz as suas colocações é bem interessante e ressalta a hipocrisia do CREA e outros órgãos com relação à nossa atuação profissional.

    Vejam bem, nos proibir de pintar uma fachada é mais que ridículo, absurdo. Essas proibições só servem para satisfazer os egos dos profissionais protegidos por essas instituições pois se formos VER o mundo real, esses fiscais teriam de multar 90% dos predios. Me digam a quantidade de condominios que tenham feito a pintura de suas fachadas ou quantas residência tiveram suas fachadas pintadas por pintores apenas sem o acompanhamento de qualquer profissional? Geralmente os sindicos ou donos de imóveis chamam um pintor, fazem um orçamento e mandam ver e o tal CREA nem percebe isso.

    E agora vem com esse tipo de palhaçada pra cima de nós? HIPÓCRITAS!!!

    3) Ainda bem que logo abaixo no texto, o Jethero reafirmou o que eu ja postei aqui no blog:

    “Segundo Jethero Cardoso, Designer de Interiores e membro do Conselho Deliberativo da ABD, o exercício de Design de Interiores não esta de nenhuma forma vinculado ao CREA, portanto não pode ser fiscalizado por essa entidade.”

    AHHHHHHHHHHHHH alguém me ouviu e entendeu o que eu sempre disse!!!!!!

    4) Infelizmente, essa ação da ABD só aconteceu porque, como dizem, a “água bateu na própria bunda”, ou seja, afetou algum deles. Já estavamos cansados de denunciar esses abusos cometidos por CREAS, IABS e outras entidades que nada tem a ver com a nossa área e parecia que a ABD fazia vista grossa, nunca conseguia ver a realidade do problema,  como isso afetava a nossa produtividade e reconhecimento profissional. Mas por uma dessas ironias do destino, aconteceu com uma diretora, a Brandalise, de Curitiba. Só assim para eles entenderem e perceberem a realidade dos profissionais normais, aqueles que não frequentam as paginas e sites das revistas.

    Admiro muito o trabalho da Brandalise e sempre dou uma espiadinha no que ela vem produzindo. É uma excelente profissional. Uma pena ter passado por esse transtorno.

    Mas que bom que passou pois assim a ABD caiu na real e viu que o que sempre reclamamos e denunciando não era apenas intrigas da oposição ou reclamações de profissionais mediocres.

    Eu mesmo ja levei varias prensas de arquitetos porque em lojas os vendedores acabam soltando que vão terminar de atender aquele outro arquiteto (apontando para mim) e logo irão atendê-los. Eu sempre deixo mais que claro e corrijo quantas vezes forem necessárias: “EU SOU DESIGNER E NÃO ARQUITETO!”  Mas vendedor é vendedor… Também ja tive problemas em obras e, como a Brandalise coloca no  texto “Foi uma experiência desagradável pois exigiu tempo e recursos financeiros para a minha defesa, além do desgaste”. Isso sem contar o estresse que você passa.

    Parabéns Fabianne Brandalise, é de gente assim que a ABD – e nós Designers – precisamos: com MAIS ATITUDE E MENOS DISCURSO.

    5) E lá vem vista grossa de novo no final do texto:

    “Boa parte da fiscalização do CREA é resultado de denúncias feitas por moradores de condomínios que se sentem importunados por obras do vizinho. Eles ligam para o disque denúncia do CREA e o fiscal parte para a verificação e possível autuação.”

    Fala sério ABD, a maioria das denuncias vem de arquitetos que perderam clientes para os designers.

    Vamos parar de agir socialmente para sair bem na foto e sermos honestos?

    Apoiei vocês na eleição baseado na confiança que tenho no Jéthero e acreditando na seriedade, honestidade e comprometimento dessa diretoria. Desse jeito ja começo a desacreditar.

    Um bom começo seria você assumirem a distinção entre Decorador, Designer de Interiores e Arquiteto decorador.

    Tou aqui para ajudar no que for necessário, mas não compactuarei com o que não concordo e com o que vejo ser errado.

  • LUZ NA MEDIDA CERTA

    (matéria da revista Viva Bem da Unimed Londrina)

    DE NADA ADIANTA UMA GRANDE QUANTIDADE DE LUZ SE ELA NÃO ESTIVER BEM DISTRIBUÍDA E NÃO FOR DE QUALIDADE. PEQUENOS DETALHES NA ILUMINAÇÃO DA CASA FAZEM A DIFERENÇA E DEIXAM OS AMBIENTES MAIS AGRADÁVEIS. CONFIRA AS DICAS DE UM ESPECIALISTA.

    O aconchego de uma casa pode ser sentido através de um bom projeto de iluminação, que deve considerar três fatores básicos: conforto visual, luminotécnica e economia de energia. Achar que qualquer lâmpada irá produzir o efeito desejável é um engano. É preciso saber onde e qual lâmpada colocar, assim como optar pela luminária certa. Uma luz bem escolhida confere funcionalidade, bem-estar e beleza ao lar.

    Para criar um ambiente agradável, os profissionais especializados em projetos na área conseguem efeitos exclusivos para cada ambiente, de acordo com o uso do espaço no dia a dia e as exigências estéticas.
    “A ideia de conforto é subjetiva, ou seja, cada pessoa tem suas próprias necessidades e conceitos sobre o que é ou não confortável. Porém, existem alguns critérios que se deve levar em conta para se sentir bem em um ambiente numa visão geral. E a iluminação bem planejada é uma delas. Elegante ou informal, com ela você pode conquistar uma atmosfera mais charmosa ou um ambiente mais relaxante, lançando mão de diversos recursos”, garante o lighting designer, Paulo Oliveira.

    Ele lembra que a iluminação natural é um ponto de partida importante, mas não elimina a necessidade da luz artificial que, com pequenas regras melhora as condições de luminosidade em um ambiente que solicita lâmpadas acesas durante o dia.
    “Já está bem difundido que as lâmpadas incandescentes consomem mais energia que as luorescentes. Mas, se você souber escolher o conjunto – lâmpada, luminária e acessórios – correto para cada tipo de aplicação, terá um resultado melhor, além de racionalizar o consumo e usufruir da qualidade da luz. Um projeto de iluminação pode mesclar focos de luz diretos, que incidem especificamente sobre algo, e focos indiretos, que é uma luz ‘rebatida’ como no caso dos abajures, arandelas, etc.

    A luz indireta também é produzida pelas sancas (built-in) e embutidas em móveis, apenas como secundária e nunca como principal, assim como as luzes de efeito, aquelas mais decorativas. Arandelas e spots sempre conferem efeitos contrastantes. Lustres pendentes e o emprego de luzes em nichos também dão excelentes resultados. A luz indireta valoriza a decoração e pode ser uma solução simples para alguns ambientes, pois o resultado é uma luz de preenchimento, re letida de forma mais suave. É possível também eliminar a sensação monótona da iluminação homogênea, utilizando luminárias periféricas e variedades de lâmpadas que permitem combinações para o efeito desejado”, indica Oliveira.

    O mercado oferece inúmeros produtos e a escolha, segundo o designer, depende muito das funções que serão cumpridas no ambiente. “Uma boa iluminação pode criar sensações. Cada detalhe dá um toque diferenciado com a incidência de luzes compatíveis para cada cômodo. Quanto mais amarelada for a tonalidade da luz, mais aconchegante e tranquilo será o clima, especialmente em alguns cômodos da residência como sala de estar, de jantar, copas, dormitórios, corredores, banheiros, etc. Já a luz mais branca é recomendada para ambientes mais ativos, onde se pretende estimular a produtividade, tais como cozinhas, áreas de serviço, de trabalho e de estudo na casa. E é possível misturar as duas num mesmo espaço”, orienta.

    Compor a iluminação, utilizando as várias formas e equipamentos, garante cenografias diferentes para momentos diferentes. Efeito cênico, intensidade e temperatura, de acordo com Oliveira, são as ferramentas de um bom planejamento de lighting design. “Focos de luz em quadros, arranjos lorais, esculturas e objetos de decoração são usados para valorizar as peças. Porém é preciso salientar que cada tipo de material tem características e sensibilidades próprias, além de re lexões específicas, que devem ser consideradas no projeto para reproduzir cores, texturas e brilhos do objeto com fidelidade e não causar nele danos irrecuperáveis.

    É bom lembrar que todas as lâmpadas têm emissão de raios ultravioletas e infravermelhos, em maior ou menor proporção, mas todas têm. E isto pode implicar em desbotamento, despigmentação, ressecamento e queima do objeto, sem falar do aumento da temperatura no ambiente pelo efeito do calor emitido por fontes artificiais de luz. Aconselho ter muito cuidado no uso de lâmpadas Dicróicas, AR 111 e PAR, pois elas têm especificidades técnicas para cada situação e oferecem grande emissão de calor. O ideal é que estas sejam usadas com seus acessórios, como filtros bloqueadores de radiação, por exemplo”, informa o designer.

    Uma forma de evitar isto, diz Oliveira, é conferir as características da lâmpada na embalagem, como o IRC (Índice de Reprodução de Cor) e potência. Também é indicado verificar se a lâmpada já vem com filtro antirradiação e dissipação de calor.

    A tecnologia ganha força no mercado da iluminação. Os diodos emissores de luz, chamados de LED, conquistam cada vez mais espaço nos ambientes residenciais. “Os Leds, assim como a fibra ótica, transmitem a sensação de contemporaneidade e leveza, pois permitem novas concepções de iluminação com sua variedade de cores e versatilidade. Por suas dimensões favorecem a criação de luminárias menores e mais discretas”, sugere.
    O designer lembra ainda que a iluminação, especialmente na área externa da casa, também pode ser uma aliada da segurança, através da instalação de dispositivos como o relê fotoelétrico, acionado automaticamente na ausência de luz natural, e o sensor de presença, que acende a luz quando alguém se aproxima dele. “Outra dica de segurança importante: quando você liga várias lâmpadas ou aparelhos numa mesma fonte, sempre existe o risco de sobrecarga e eventual curto-circuito”, finaliza.

    IRC
    Quanto mais próximo de 100 é o IRC, menos distorção nas cores esta luz vai produzir. Onde a cor certa for fundamental, o índice deve ser no mínimo de 80.

  • Yes! Nós temos CBO!!!

    Uma brincadeira com a música “Yes! Nós temos bananas!”.

    Encontrei a nova classificação do CBO (Cadastro Brasileiro de Ocupações) da área de Design de Interiores/Ambientes.

    Dentre tudo o que venho defendendo sobre a nossa área, a nossa atuação profissional, muitas agora já constam lá. Copiei alguns trechos para voces:

    2629 :: Designer de interiores de nível superior

    Participantes da Descrição

    Especialistas
    Adriana Siqueira Dos Santos Oliveira
    Ana Lúcia Rodarte
    Carolina Szabó
    Daniela Buscaroli
    Jéthero Cardoso De Miranda
    Marize Malta
    Sérgio De Oliveira
    Thaís Luz De Oliveira

    Instituições
    Amide – Assoc. Mineira De Decoradores De Nível Sup
    Buscaroli Arq-design E Interiores S/c Ltda.
    Carolina Szabó Interiores
    Faculdade De Belas Artes De São Paulo
    Faculdades Integradas Teresa Dávila
    Sérgio De Oliveira Prof. Arquitetura De Decoração Ltda.
    Thais Luz – Designe De Interiores
    Universidade Federal Do Rio De Janeiro (Ufrj)

    Instituição Conveniada Responsável
    Fundação de Desenvolvimento da Unicamp – Funcamp

    Áreas de Atividade:

    A   – ANALISAR PROPOSTA DE TRABALHO
    A.1  – Realizar entrevistas com cliente para identificar intenções
    A.2  – Identificar os procedimentos e atividades a serem executadas
    A.3  – Avaliar limites orçamentários
    A.4  – Avaliar prazos
    A.5  – Avaliar possibilidades e limites técnicos do espaço a ser trabalhado
    A.6  – Elaborar proposta de trabalho
    A.7  – Elaborar proposta de honorários
    A.8  – Estabelecer cláusulas do contrato de trabalho
    B  – CONCEITUAR O PROJETO
    B.1  – Realizar entrevistas com o cliente para definir necessidades funcionais e técnicas
    B.2  – Realizar levantamento e análise do espaço
    B.3  – Pesquisar o tema e o perfil do usuário
    B.4  – Pesquisar contexto social e histórico da obra
    B.5  – Pesquisar as necessidades específicas das diferentes áreas do espaço a ser planejado
    B.6  – Levantar normas e legislação
    B.7  – Analisar os dados levantados
    B.8  – Diagnosticar problemas
    B.9  – Definir programas de necessidades
    B.10  – Definir conceito e partido do projeto
    B.11  – Planejar espaços
    B.12  – Elaborar fluxograma
    B.13  – Elaborar organograma
    C  – ELABORAR ESTUDO PRELIMINAR
    C.1  – Definir ocupações do espaço
    C.2  – Elaborar a solução criativa para o espaço
    C.3  – Sugerir eventuais modificações ao projeto arquitetônico
    C.4  – Definir soluções de conforto ambiental
    C.5  – Aplicar conceito ergonômico
    C.6  – Pesquisar materiais
    C.7  – Representar espaço criado graficamente
    C.8  – Apresentar estudo preliminar ao cliente
    D  – ELABORAR ANTEPROJETO
    D.1  – Adequar as alterações do projeto ao espaço
    D.2  – Definir formas, texturas e cores
    D.3  – Definir materiais e equipamentos
    D.4  – Representar graficamente o espaço redimensionado
    D.5  – Elaborar planilha e especificação de materiais e equipamentos
    D.6  – Interagir com projetos complementares
    D.7  – Apresentar o anteprojeto ao cliente
    E  – ELABORAR PROJETO EXECUTIVO
    E.1  – Representar graficamente o projeto para execução
    E.2  – Projetar a locação de pontos luminitécnicos
    E.3  – Locar pontos de lógica
    E.4  – Locar pontos de telefonia
    E.5  – Locar pontos elétricos
    E.6  – Locar pontos de ar condicionado
    E.7  – Locar pontos hidráulicos
    E.8  – Especificar os materiais e equipamentos a serem utilizados considerando normas de higiene
    E.9  – Criar peças especiais
    E.10  – Criar móveis considerando ergonomia
    E.11  – Adaptar projetos às normas da abnt
    E.12  – Estabelecer interfaces gerenciando projetos complementares
    E.13  – Elaborar memorial descritivo
    E.14  – Orçar projeto
    F  – EXECUTAR O PROJETO
    F.1  – Elaborar cronograma físico e financeiro
    F.2  – Realizar cotação ou concorrência de produtos e serviços
    F.3  – Selecionar fornecedores
    F.4  – Estabelecer colaboração com outros profissionais (engenheiros, arquitetos, paisagistas)
    F.5  – Contratar serviço de mão-de-obra especializada (pintor, eletricista etc)
    F.6  – Coordenar as diferentes equipes de trabalho
    F.7  – Gerenciar obra ou projeto
    G  – ACOMPANHAR A EXECUÇÃO DA OBRA
    G.1  – Supervisionar os processos construtivos
    G.2  – Supervisionar cronograma
    G.3  – Fazer ajustes ao projeto quando necessário
    G.4  – Avaliar resultado do projeto junto ao cliente
    G.5  – Orientar a execução específica de materiais e serviços
    G.6  – Avaliar a pós ocupação do espaço
    H  – PESQUISAR PRODUTOS, MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
    H.1  – Testar produtos, materiais e equipamentos
    H.2  – Participar de grupos de especialistas para avaliar produtos e materiais
    H.3  – Contribuir para o desenvolvimento de produtos, materiais e equipamentos
    H.4  – Criar espaços ou ambientes utilizando novos produtos
    H.5  – Participar do lançamento de novos produtos
    H.6  – Adaptar materiais para criação de ambientes
    H.7  – Criar soluções para portadores de necessidades especiais
    H.8  – Pesquisar materiais que garantam a preservação ambiental
    I  – PROMOVER O CONSUMO
    I.1  – Criar ambiente favorável ao consumo
    I.2  – Criar ambientes temáticos e estéticos
    I.3  – Montar espaços que destaquem o produto
    I.4  – Destacar atrativos sensoriais na distribuição dos objetos para estimular o consumo
    I.5  – Proporcionar atrativos sensoriais no ambiente para promover bem-estar
    Z  – DEMONSTRAR COMPETÊNCIAS PESSOAIS
    Z.1  – Comunicar-se com diferentes públicos
    Z.2  – Demonstrar poder de persuasão
    Z.3  – Participar de exposição e mostras
    Z.4  – Divulgar trabalhos na mídia
    Z.5  – Demonstrar capacidade de aplicção de técnicas de representação gráfica
    Z.6  – Demonstrar capacidade de captar os objetivos do cliente
    Z.7  – Ser capaz de transmitir informações culturais para o cliente
    Z.8  – Ser capaz de atender as necessidades do cliente
    Z.9  – Ter formação de nível superior
    Z.10  – Demonstar domínio técnico, tecnológico e científico
    Z.11  – Exercer liderança
    Z.12  – Estar capacitado para promover bem-estar, saúde e segurança
    Z.13  – Prestar consultoria na sua área e áreas afins
    Z.14  – Ser capaz de ministrar aulas
    Z.15  – Ser capaz de realizar pesquisas
    Z.16  – Manter-se atualizado à respeito da aplicação de materiais e equipamentos
    Z.17  – Manter-se atualizado com as tendências de mercado
    Z.18  – Demonstrar capacidade de técnicas de informática
    Z.19  – Demonstrar ética profissional

    É, como podemos ver agora sim a nossa profissão está começando a ser respeitada e ter a sua atuação delimitada coerentemente. Está completa? Não! Ainda faltam alguns pontos, mas isso já basta para dar um cala boca em muita gente.

    Então é isso pessoal, mais uma vitória nossa, de nossa classe, de nossa profissão! Mais um passo rumo à regulamentação profissional.

    Bons projetos daqui pra frente e, agora, respaldados por um órgão federal superior a qualquer associação ou conselho.

  • Rhein Partie

    É, as festas da iluminação estão ganhando o mundo. Só aqui no Brasil que não acontece nada…

    Desta vez foi o Vale de Loreley, na Alemanha, que rendeu-se aos encantos da luz. Na verdade esta é uma mostra mais artística onde foram trabalhadas projeções sobre a paisagem, montes, construções, ruínas e outros elementos às margens do Rio  Reno. O resultado é surpreendente:

    Neste trabalho, temos projeções de palavras sobre uma colina.

    Aqui temos uma pesquisa da história das ruínas do Castelo de Rheinfels, a montagem grafica e de projeção (com mapeamento arquitetônico) de um filme contando esta história. Musica, imagens e luz.

    Neste uma homenagem à reunificação da Alemanha.

    Projeções urbanas.

    Mais projeções sobre ruínas.

    Mapa de localização das instalações.

    Infelizmente, para quem vai viajar pra lá, a mostra já foi encerrada, Mas ano que vem, no mês de outubro acontecerá novamente. Então, agende-se.

  • GADU? Tá errado…

    Amigos, participando do portal Casa Pró, da revista Casa Claudia, vira e mexe me deparo com situações constrangedoras onde algumas pessoas que se acham deuses só por ser arquiteto acabam denegrindo e atacando os Designers e outras profissões.

    GADU – Grande Arquiteto Do Universo. Termo utilizado por vários agrupamentos, entre eles a Maçonaria onde, talvez, o termo tenha nascido. Não concordo com este termo e a minha explicação se dá numa resposta que acabo de dar a um arquiteto numa das comunidades. Segue a resposta/ reflexão:

    “engraçado Fabio,

    Sempre tive em mente que as primeiras profissões que surgiram foram as de agrônomo ou zootecnista ou talvez, quem sabe, até mesmo a de decorador se forçarmos que o homem primeiro entrou para dentro das cavernas e procurou ajusta-la às suas necessidades deixando-a mais “confortável”. Logo, se não houve construção por elas ja existirem, o que houve foi a decoração.

    Não consigo ver arquitetura nessa imagem…

    .
    Outro ponto que me instiga é dizer que Deus foi o GADU. Não acredito pois a sua primeira ordem foi FIAT LUX (faça-se a luz) e, sabemos perfeitamente que isso não é obra de arquiteto e sim de engenheiros, físicos, etc… depois disso veio o grande biólogo na formação dos ecossistemas, sistemas estelares (astrônomos), geneticista,e depois, beeeeeeeeeeeeem lá pra frente, veio o bicho homem (e não Deus) brincar de construir… apesar de todas as estruturas pensadas e elaboradas, continuam a afirmar que trata-se de arquitetura e não de engenharia.

    É uma questão de lógica, mas parece que o senso comum, os melindres e egos não aceitam a lógica e preferem historinhas da carochinha.

    Temos de ver tamém que na Bauhaus houve um golpe sujo por parte de Mies quando destruiu a essência da escola ao acabar com as oficinas de artes e design inserindo-as como meras disciplinas de arquitetura… Os alunos que se colocaram contra essa tragica mudança de rumos, bem como professores como Kandinsky, foram denunciados como inimigos do Estado (comunista na época) e tiveram de fugir… talvez venha daí essa mania de “tudo posso” de ALGUNS ARQUITETOS e também a forma suja e nada ética como atuam no mercado. Claro que isso levou ao fim da Bauhaus, não poderia acontecer outra coisa.

    Talvez venha da formação mesmo a arrogância e prepotência, vide Mies na imagem acima… Pela cara não precisa dizer mais nada.

    .
    Sobre a sua visão dos cursos de interiores te digo: é medo. O que aprendemos dentro de um curso de Design de Interiores pode muito bem ser aproveitado em exteriores também e, por isso mesmo, adota-se ja a algum tempo o termo DESIGN DE AMBIENTES, independente se interno ou externo. Você desconhece completamente o que um Designer pode fazer ao afirmar isso de forma tão irresponsável ou, se conhece, deve ter medo de perder clientes para estes. Me desculpe mas é esta a visão baseada em experiências que tenho de profissionais de arquitetura que compartilham da mesma visão que vc.

    Sobre leis, é fácil falar quando se está protegido. Porém outras áreas vem surgindo de acordo com as necessidades humanas e sua evolução (social, tecnológica, mercadológica, etc) e, queiram ou não, estas tem direitos independente de avançar sobre outras área sou não. Está na CF: direito ao livre exercício profissional desde que atendidas as exigências das Leis. E as exigências são formação acadêmica, que nós temos sim. Portanto é descabido este teu raciocínio.

    Seria mais ético – e até mesmo salutar – se você viesse com um discurso menos ofensivo e melhor embasado como por exemplo: um designer pode lidar com estruturas?

    Não, não pode. Porém o designer tem conhecimentos de leitura de plantas para propor alterações estruturais, idealizar livremente o que realmente venha a atender as necessidades do cliente. Se esta parede está atrapalhando, derrubemos ela então. Aí entra a parceria com os profissionais conscientes e éticos de arquitetura e engenharia que irão assumir esta parte no projeto sem problemas para ninguém. Quem ganha com isso?

    Todos: o cliente, os profissionais e o mercado.

    Mas os melindrosos não conseguem enchergar as coisas assim. Infelizmente.

    Aí vemos diariamente arquitetos oferecendo orçamentos numa disputa da seguinte forma:
    – projeto arquitetônico, paisagismo e interiores: R$ 20.000,00
    – projeto arquitetônico: R$ 60.000,00

    Assim fica fácil ah ah ah

    Isso sem contar nas RTs que o bloco rende.

    Isso é disputa de mercado?

    Não, é golpe baixo e sujo. É a absoluta falta de ética.

    Então, acho que já passou da hora dos profissionais (de todas as áreas) amadurecerem e esquerecer que moramos num país onde a ética foi jogada no lixo e fazermos a nossa parte na construção de uma sociedade justa, correta e ética.

    “ah me esqueci,
    sobre o GADU, Ele foi tbm, antes de arquiteto, um exímio geólogo na formação do planeta afinal, primeiro veio a formação da terra, depois a água…

    afff “”

    E ainda acrescento  ais sobre GADU: antes ainda de qualquer tendência à arquitetura, o bicho homem tornou-se artesão/designer ao criar seus utensílios domésticos, de caça entre outros e, para não ir mais longe, virou artista plástico ao imprimir nas paredes das cavernas as imagens que representam o seu dia a dia. Então, deixemos de ser hipócritas.

    Acho que já passou da hora de alguns profissionais pararem de agir como crianças mimadas e birrentas e, antes de ficar esperneando ou fazendo fofoca porque perdeu uma disputa num projeto, procurar rever a sua história para encontrar onde estão seus erros, sua falta de informação/formação. E, principalmente, não atirar pedras no telhado dos outros se o seu é de vidro.

    Abraços e excelente semana a todos.

  • Móveis em Papelão – Oficina no Rio de Janeiro

    O conceito de design limpo praticado com excelência na Escandinávia esta cada vez mais perto de nossas possibilidades, móveis em papelão é uma ótima opção para entrar em sintonia com essa tendência.

    Móveis de papelão são duráveis, criativos e de baixíssimo custo, permitem decoração inusitada e reciclar matéria-prima.

    Designers consagrados vêm desenvolvendo linhas de móveis feitos 100% com papelão . O design e arquiteto canadense Frank Ghery, o arquiteto suíço Nicola Enrico Staubli, o design e arquiteto italiano Marco Capellinni, desenvolvem projetos criativos e personalizados seguindo o conceito de design limpo. O principal aspecto dessa tendência consiste em ser ecologicamente correta. Confortáveis e práticos os móveis feitos de papelão reciclado permite que você modifique o espaço a hora que quiser, não pesa, e pode ser retrátil; a leveza e a praticidade das peças se destacam como pontos pró-investimento em móveis feitos com esse material.

    Venha saber mais e fazer seu móvel em papelão na nossa oficina de Novembro, visite o blog e faça sua inscrição pelo e-mail.

  • RJ – credenciamento de profissionais para prestacao de servicos

    O CentroDesignRio inicia processo de credenciamento de escritórios e profissinais do Estado do Rio de Janeiro para prestação de serviços de design para micro e pequenas empresas. Os profissionais deverão ter formação e experiência comprovadas nas sub áreas:

    Desenho Industrial;
    Design Gráfico;
    Tecnólogo em Design Gráfico;
    Design de Moda;
    Design de Interiores;
    Design de Jóias
    Arquitetura;

    As inscrições deverão ser feitas pelo site www.centrodesignrio.com.br , onde também constam os requisitos para credenciamento. O período de inscrição vai até 16/11/09. O processo seletivo consta de três fases:

    análise documental,
    análise de portfolio
    avaliação de habilidades através de entrevistas.

  • ABD, de novo – mas agora paz.

    Pois é amigos, aconteceu a eleição como previsto, a ABD teve duas chapas concorrentes e eu me vi num mato sem cachorro.

    Sei que algumas pessoas ficaram chateadas comigo pela minha mudança de apoio na semana decisiva da eleição mas os motivos já estão expostos no post anterior e não vou entrar no mérito novamente.

    Digam o que quiserem (especialmente as más línguas que me atacam pelas costas) pois em nada me afeta e a carapuça que tentam me colocar não me serve.

    Sim, mudei meu apoio e os motivos ficaram mais do que claros no post anterior. Não foi por causa das figurinhas já carimbadas da ABD que resolvi apoiar a chapa da situação mas sim, e especialmente, por causa do Jéthero, pessoa digna, que luta pelos nossos direitos profissionais mesmo sem estar ligado a qualquer associação, sempre nos defendendo onde quer que vá. Pessoa esta que tem um respeito enorme por parte de todos que o conhece pessoalmente, por seus alunos e ex-alunos, parceiros profissionais e amigos.

    Através dele a ABD entrou em contato comigo para formalizar a minha associação (finalmente!) já que pelo site a coisa parecia nunca andar. Já encaminhei meus documentos e estou no aguardo.

    Na conversa que tive com o Jethero, me dispus a ajudar a ABD no que for necessário para tornar esta uma associação séria, respeitada e que realmente faça algo pela nossa classe profissional.

    AÇÕES e menos discursos, é disso que a ABD – e nós profissionais – necessitamos com urgência. Só assim teremos o mercado em sintonia conosco.

    Desde o relacionamento com fornecedores e clientes, passando pela formação acadêmica (discentes e docentes, níveis e matrizes curriculares), relações com áreas correlatas entre vários outros pontos mais, necessitamos de ações para todos e menos flashes nas carinhas “da moda” de uns poucos. Afinal a associação não é feita apenas por estas carinhas da moda e sim por um grupo grande de profissionais.

    Espero que desta vez, se não por respeito à associação, mas ao menos pelo Jéthero e pela Maria do Carmo, que desta vez a ABD torne-se algo em que realmente valha a pena ser investido.

    Como deixei claro para ele no telefonema, coloco-me à disposição para trabalhar pró-ABD aqui em Londrina e em Maringá, trazendo a associação para o interior, aproximando-a dos profissionais e do mercado destas duas cidades. Não somente na parte burocrática, mas também na área de formação contínua, aperfeiçoamento profissional.

    E vamos que vamos!!!

    Quem sabe não é agora?

  • Semana decisiva…

    Pois é pessoal, entramos na semana decisiva onde teremos a eleição para a diretoria da ABD.

    Já postei aqui sobre a chapa da oposição, INOVAÇÃO.

    Como eu já tinha colocado no outro post, achei estranha a participação do Jéthero na chapa da situação, a CONQUISTA.

    Este post me valeu um telefonema dele para explicar algumas coisas sobre a situação em que se encontra a ABD.

    De início, era para ele montar uma chapa para concorrer junto a alguns profissionais que ele sabe que são corretos e justos (adoraria que isso tivesse acontecido) mas, como apareceu um outro grupo com uma chapa já montada, acabou por desistir pois iria se tornar inviável a primeira REAL eleição da ABD com chapas concorrentes, tendo 3 na disputa. Assim, analisando a situação preferiu unir-se a uma das duas.

    Conversou com vários integrantes das duas chapas para verificação de propostas, planos de ações, questionou vários pontos que batem com os que questiono e acabou optando pela chapa CONQUISTA por estar mais coerente com o que pensamos.

    Apesar da chapa CONQUISTA ter entre seus membros pessoas que já demonstraram não estar nem aí para qualquer coisa que não esteja girando em torno de seus umbigos, acabaram por ter de assumir um risco: o de ter o Jéthero dentro da diretoria e, caso ele se sinta pressionado ou que o que prometeram a ele não seja cumprido, ele cai fora e aí o bicho vai pegar pois teremos uma Belas Artes contra a ABD. Não creio que serão tão petulantes e arrogantes.

    Transcrevo abaixo um trecho do e-mail que mandei a ele com algumas questões que já enviei várias vezes à ABD e que até agora permanecem sem respostas:

    Alternando-se no poder com uma única finalidade: receber benefícios pessoais por causa do cargo ocupado. Não falo de viagens – até porque essa citada por você no e-mail eu desconhecia – mas de mídia pessoal principalmente enquanto largam os associados e não associados, tão ou melhores profissionais que eles, à deriva, órfãos de um mercado prostituído, que precisa ser regulamentado – não só através daquele projeto tosco enviado pela ABD ao Congresso – sendo diariamente pisoteado e humilhado por arquitetos – isso é muito comum aqui pelos interiores do país – além de vários outros problemas. Só os reizinhos tem direito, só os reizinhos merecem ser entrevistados e, muitas vezes, só falam porcaria, nada de útil ou que ajude ao mercado. Percebe-se sempre um umbiguismo extremado, arrogância, alter-ego.

    Se há alguma ajuda jurídica esta deve ser exclusiva para os reizinhos pois são constantes as reclamações de associados que ficam esperando alguma instrução sobre algum problema sem obter qualquer tipo de resposta.(…)
    O Roberto perdeu qualquer credibilidade para mim e para muitos outros profissionais quando diz que “não tem tempo” para debater em fóruns mas fica mandando livros por e-mail para algumas pessoas tentando justificar o injustificável. Porém seria muito mais salutar para a associação e para ele que, já que tem tempo de escrever e-mails particulares, que reservasse esse tempo para se fazer presente ao menos uma vez por semana nos fóruns. Mas não, prefere manter-se ausente, confortavelmente sentado em seu troninho dando risada na cara dos idiotas aqui do outro lado.
    Ao contrário da Brunette que, mesmo sem tempo e com mensagens rápidas, se fazia presente e sempre dava alguma resposta, mesmo que tosca. Por sinal, foi uma coisa estranha que até hoje muitos se questionam, sobre a saída repentina dela da presidência exatamente no momento em que estávamos conseguindo fazer com que ela entendesse a importância da correta definição e separação entre decorador, designer e arquiteto. Uma amiga minha de São Paulo conversou bastante, inclusive pessoalmente, com ela sobre essa questão. Do nada ela sumiu e apareceu o salve-salve Negrette como presidente e tudo voltou à estaca zero.
    Lamento que vocês tenham desistido da chapa e preferido aliar-se ao grupelho de reizinhos e majestades. No meu ponto de vista, numa democracia real, quanto mais concorrentes mais transparente será o processo. Quanto mais concorrentes, maior a chance da ética prevalecer. Não vejo uma terceira chapa como algo alienígena e sim como uma forte indicação de que a associação realmente não está bem e necessita com urgência de mudanças gerais.(…)
    Como já ficou claro, mantenho minha posição apenas como um observador à espera de uma luz no fim do túnel já que não poderei votar pelo fato de que a atual gestão me nega o direito à associação.
    Porém, isso não me tira o direito de criticar uma vez que aspiro por uma associação séria, ética e responsável e que realmente represente os profissionais, e não só o grupelho ou os amiguinhos do mesmo.
    Isso não é associação, é um grande circo mantido com o dinheiro dos palhaços que são os associados. E, no palco, apenas as estrelinhas umbiguistas e arrogantes. Para nós profissionais, só resta o trabalho pesado de montar e desmontar a lona e servir como número nas estatísticas. Nada mais que isso.
    Onde está a associação que deveria lutar por uma formação de qualidade?
    Onde está a associação que deveria lutar para que os professores dos cursos de Design de Interiores/Ambientes sejam formados em Design e não em arquitetura e que, por isso só, ficam humilhando e menosprezando os alunos em sala de aulas e desqualificando o curso como o Ivan Rezende fez? Isso sem contar no reducionismo da atuação profissional através dos constantes “não pode”?
    Onde está a associação que deveria lutar pelos direitos dos decoradores e designers e não só pelos dos arquitetos?
    Onde está a associação que deveria lutar para extinguir essa pouca vergonha chamada RT que só faz prostituir o mercado?
    Onde está a associação que deveria trabalhar junto aos lojistas de forma a eliminar a preferência por um ou outro canudo?
    Onde está a associação que deveria mostrar o que é designer, o que é decorador e o que é arquiteto?
    Onde está a associação que deveria trabalhar junto ao CONFEA/CREA para esclarecer o que é e o que não é exercício irregular da profissão no tocante aos designers x arquitetos?
    Onde está a associação que deveria trabalhar para conscientizar os arquitetos da importância e benefícios que o trabalho em parceria com um Designer pode acrescentar aos projetos e não deixa-los nos ver apenas como inimigos e concorrentes ainda que – na visão de muitos deles – infinitamente menos qualificados que eles?
    Onde está a associação que deveria realmente ser uma associação atuante e que representasse as necessidades REAIS dos profissionais?
    Onde está a associação que deveria ME representar enquanto profissional? Essa ainda não existe! (…)
    Estas são apenas algumas indagações num universo de várias outras. Porém essa associação desconhece essas coisas pelo simples fato de ficar ficada apenas no mercado de SP e RJ ignorando o que acontece na realidade em outras cidades e regiões onde nós profissionais temos de matar não uma, mas entrar e matar uma cova toda de serpentes peçonhentas a cada meio dia de trabalho. Até boicote de arquitetos rola por aqui caso algum designer seja convidado para alguma inauguração, coquetel, lançamento de edifícios e mostras. Acha estranho? Pois é, não sou de São Paulo nem do Rio. Sou de Londrina, interior do Paraná, uma cidade com quase 800.000 habitantes. É comum ser humilhado por arquitetos em locais públicos na frente de potenciais clientes e você não ter a quem ou onde recorrer em busca de ajuda. É nesse tipo de realidade que os profissionais tem de viver.
    Jéthero, desculpe o desabafo , mas essa é a realidade dos profissionais fora do grande eixo. É por isso que não posso concordar e apoiar uma chapa da situação, cega e alheia à essa realidade.
    Tenho acompanhado com tristeza muitos amigos meus profissionais abandonando a profissão por esses e tantos outros motivos. E não falo aqui de 4 ou 5 mas sim de dezenas e dezenas de profissionais frustrados por não ter uma representatividade séria e atuante e ter de enfrentar situações embaraçosas e humilhantes diariamente. (…)
    Este e-mail eu mandei a ele antes da conversa que tivemos pelo telefone. No papo, ele me disse estar ciente de tudo isso pois mantém contato com vários outros profissionais de diversas cidades fora do grande eixo e que realmente constatou que não se trata de nenhuma alucinação ou boicote tentado por alguns poucos profissionais. É uma realidade sim.
    Então, a sua participação na chapa está amarrada à solução destes problemas. Ou a ABD realmente trabalha em prol dos profissionais como deve trabalhar ou terá um (mais um) forte crítico. Mas desta vez, um com poder nas mãos.
    Respeito muito o Jéthero e acredito em seu trabalho já desenvolvido ha anos em cima de nossa profissão. Respeito muito também a Maria do Carmo Brandine (fundadora e presidente por 2 excelentes gestões) pelo seu trabalho à frente da ABD quando ainda valia a pena ser associado e que também está na chapa CONQUISTA nas mesmas condições que o Jéthero.
    Ou se trabalha decentemente ou perderão estes dois apoios fortíssimos.
    Assim, única e exclusivamente por causa destes dois excelentes profissionais e pelo compromisso que o Jéthero assumiu comigo e com outros amigos – incluindo a Denise do ES – vou dar meu voto de confiança não aos integrantes da chapa, mas a estes dois que merecem todo o respeito de qualquer profissional de Design de Interiores/Ambientes.
    Espero que a atual diretoria esteja ciente do que isso tudo significa.
    Credibilidade não se compra, se CONQUISTA. E a da ABD está dependendo única e exclusivamente destes dois profissionais. Se os perderem será por erro próprio e então, adeus ABD.
    Assim, altero sim meu voto de apoio para a chapa CONQUISTA.

    E.T.= mandei novamente o meu pedido de associação através do site no dia 13/10/2009 e até agora não obtive absolutamente qualquer retorno. Já deixei claro que minha intenção não é votar nesta eleição e sim estar dentro para, como associado, ser ouvido.
  • Mercado prostituído?

    Apesar de eu ter postado ha pouco tempo algo sobre o lado social do Design, quero agora mostrar dois vídeos que mostram claramente o que acontece em nosso dia a dia. Esses “causos”, apesar de ser uma ficção no segundo vídeo é muito mais comum do que vocês imaginam em nosso dia a dia profissional.

    O primeiro é do escritor Harlan Ellison explicando o seu desentendimento com a Warner. Pasmem: a Warner produtora de filmes e mais filmes e que não tem porque alegar não ter grana:

    Já o segundo nos apresentam algumas situações que, quando comentamos com alguém, muitas vezes somos chamados de mentirosos, de que estamos malucos e mais um monte de coisas legais como estas. Parafraseando um amigo mineiro meu, “prestenção”:

    Confesso que ri muito a primeira vez que assisti este vídeo mas depois de superado o acesso de riso me veio a sensação de vazio, de impotência diante de tanto descaso das associações – inertes – e do governo – que insiste em não regulamentar-nos – com esse tipo de coisa. Parece que eles vivem no país das maravilhas enquanto nós, pobres mortais, vivemos numa terra sem lei, sem ética, sem respeito, sem nada.

    Aos prostitutos de plantão um recado: vocês conseguem hoje, porém amanhã os clientes estarão tão mal acosrumados por vocês mesmos que acabarão fazendo isso contra vocês mesmos. É o lance do criador e da criatura. Aguardem e verão!

  • Eleições ABD – 30/10/2009

    Pois é, lá vou eu falar novamente da ABD.

    Porém desta vez, venho falar de forma positiva baseado num sonho comum a todos nós: ter uma associação que realmente nos represente e que faça algo de útil pela nossa profissão e por nós profissionais.

    Como muitos já vem acompanhando, ha muito tempo existe uma grande parcela de profissionais totalmente descontentes com os caminhos trilhados por esta associação. Caminhos estes que só tem levado os diretores a figurar entre as paginas de revistas  e receber beneficios pessoais  enquanto nós profissionais, não pertencentes à panelinha, ficamos sufocados num mercado louco, prostituído e que nos desrespeita de várias maneiras.

    Pois bem, a eleição está marcada e dessa vez temos duas chapas concorrendo.

    1 – a chapa da situação liderada pela Carolina e tendo entre seus membros muitos dos que atualmente são diretores.

    2 – a chapa INOVAÇÃO, liderada pelo Sergio Oliveira, formada, principalmente, por profissionais como eu que encontram-se totalmente desgostosos com as ações da atual diretoria.

    No entanto, temos percebido que a chapa da situação tem agido de forma anti ética e mesquinha, usando e abusando dos meios e recursos da associação para tentar manter-se no poder a qualquer custo. Alguns exemplos:

    a) negam o acesso à chapa INOVAÇÃO ao mailling (lista de e-mails dos associados) enquanto abusam deste em favorecimento próprio. Eu que nem sou associado, só esta semana recebi 4 e-mails da chapa da situação.

    b) no site, só aparece referência à chapa da situação dando a entender que será uma eleição com chapa única. Escondem de seus associados a verdade. Usam de recursos da associação (pagos por vocês associados) em benefício próprio e apenas da panelinha.

    c) pelo que entendi, estão dificultando até mesmo que a chapa INOVAÇÃO participe da apuração dos votos, especialmente dos realizados por correspondência.

    d) retiraram do ar durante esta semana a página de banco de profissionais onde constavam os nomes e formas de contato para que a chapa INOVAÇÃO não tivesse acesso aos dados. Alegaram problemas técnicos porém, este fato ocorreu depois do advogado da chapa INOVAÇÃO ameaçou entrar na justiça para ter acesso aos dados completos. Além de ser um desrespeito aos profissionais que pagam a anuidade para tambem ter esta divulgação publica de seu nome.

    e) tem na empresa de marketing – contratada e paga pela associação através do dinheiro dos associados – RB Marketing sua maior aliada. Usam esta em favorecimento próprio.

    f) continuam agindo criminosamente forçando empresas a só pagarem RT para associados, discriminando, desqualificando e menosprezando os profissionais que, por não concordar com a atual situação do clubinho, não se associam ou se desligam da mesma.

    g) continuam iludindo os associados sobre estar trabalhando pela classe quando na verdade, trabalham apenas para a panelinha da diretora e seus amiguinhos. Prova é o tal projeto de regulamentação – tosco e irresponsável – que enviaram ao congresso nacional e que (graças à Deus) foi rejeitado.

    Além destes, existem muitos outros pontos dúbios que definitivamente nos força a ter de tomar partido, mesmo não sendo associado. Até mesmo porque a minha associação depois da primeira crítica feita, tem sido constantemente rejeitada sob a alegação de que “não acusamos o recebimento de sua solicitação de associação”. AH AH AH!

    Já conversei com o Sergio – que apesar de ter o mesmo sobrenome meu, não tem nada a ver comigo – e pude perceber que a chapa INOVAÇÃO é constituída por profissionais que realmente querem trabalhar pela nossa profissão, pela nossa classe profissional, por nós profissionais e não virar diretoria apenas para aparecer na mídia, virar estrelinha e receber benefícios pessoais.

    Lamentavelmente encontrei o nome do Jethero Cardoso (Belas Artes de SP) – profissional que admiro muito – entre os membros da chapa da situação. Mas prefiro acreditar que isso tenha sido um lapso dele até mesmo por desinformação e desconhecimento da existência de outra chapa.

    Portanto, se você não é de São Paulo e não poderá estar lá no dia, entre em contato com o Sergio (creeck@uol.com.br) para verificar como você pode ajuda-los nesse embate.

    Atenção neste detalhe:

    OS ELEITORES DE OUTRAS LOCALIDADES PODEM VOTAR ATRAVÉS DE CORRESPONDÊNCIA (MODELO ABAIXO) DEVIDAMENTE ASSINADA E COM FIRMA RECONHECIDA, DESDE QUE RECEBIDA PELA SECRETARIA EXECUTIVA DA ASSOCIAÇÃO NA SEDE DA ENTIDADE, (AL. CASA BRANCA, 652 CONJ. 71/72 CEP: 01408-000 – SÃO PAULO – SP), ATÉ O DIA 30 DE OUTUBRO DE 2009, ÀS 17:00 HORAS.

    Uma das idéias é que quem for votar por correspondência, envie uma cópia autenticada do voto para o endereço dele para que eles consigam ter uma real noção da quantificação. Para vocês terem uma idéia, na ultima eleição a situação disse ter havido apenas 10 votos por correspondência de todo o Brasil!!!!

    No Casa Pró está tendo um debate sério sobre estas questões e você pode acompanhar e verificar a veracidade das informações acima e muitas outras acessando este link.

    Se você é associado, faça  sua parte afinal está aí a forma como a atual diretoria vem empregando a sua anuidade.

    Se você não é associado ou desligou-se, divulgue isso entre seus amigos e vamos ajudar a chapa INOVAÇAO a derrubar essa panelinha que instalou-se sobre o troninho e não quer largar a coroa e os flashes. E assim, construir uma associaçao realmente séria.

    Certamente, com INOVAÇÃO teremos a tão sonhada associação que realmente lute pela nossa profissão e que principalmente, respeite a nós, profissionais de Design de Interiores.

    . Modelo de Voto por Correspondência:

    Eu (nome completo)………………………………. sócio da ABD nº……(nº. registro na entidade)………, estando em dia com as minhas obrigações com a entidade, declaro meu voto na Chapa……….(denominação da chapa concorrente)……………………

    Assinatura

    Importante: reconhecer firma e enviar via sedex e/ou carta registrada para Al. Casa Branca, 652 Conj. 71/72 CEP: 01408-000 – São Paulo – SP, especificando por fora do envelope “Voto / Eleição ABD 2009” para que o mesmo seja aberto somente durante a contagem de votos.

  • Podemos ser pelo social?

    “Boa tarde Paulo,

    Admiro esta profissão. Paulo por favor gostaria de saber se existe profissionais desta área que faça este trabalho por um preço mais acessível para familias que não tenham uma renda assim tão gordinha (rs). Veja bem, não querendo desprezar a profissão e muito menos este trabalho maravilhoso, digo isto porque me enquadro na questão. Bem que as faculdades poderiam disponibilizar trabalhos extra-curriculares nesta área no último ano de curso com um precinhos bem acessível para famílias de renda mais baixa… Sou de Curitiba, vc saberia informar quem aqui em curitiba faz esse tipo de trabalho? desde já agradeço a sua atenção.”

    Recebi este comentário em outro post e não o aprovei para aproveita-lo aqui neste post. Não sei se devo citar o nome mas por via das dúvidas vou manter como anônimo.

    Este assunto é muito pertinente e já escrevi em algum post aqui neste blog de forma mais superficial sobre. Porém agora, quero ir um pouco mais fundo.

    É bastante comum percebermos nas conversas profissionais altos papos sobre clientes poderosos e cheios da grana com seus mega projetos. Até mesmo durante a formação academica, é comum realizarmos trabalhos baseados em apartamentos e residências destinados à um público alvo bem específico: aqueles que poooodem!!! A formação é voltada para um mercado restrito e acessível para poucos. Então, esse discurso todo, na maioria das vezes, é puro blablablá pois temos de viver com clientes normais. Os professores geralmente não formam seus alunos para a realidade do mercado. Formam um bando de sonhadores, isso sim.

    Muito disso tem a ver com as revistas de decoração e um alter-ego comum na classe profissional (designers+decoradores+arquitetos). E não adianta dizer que não pois é sim uma raça petulante e topetuda essa à qual pertencemos profissionalmente. Talvez por necessidades que podem ser motivadas basicamente por duas situações:

    1 – vergonha perante a classe (amigos profissionais) em afirmar que trabalham com clientes de classes menos favorecidas;
    2 – desconhecimento de um “terceiro mercado” – brincadeira com o terceiro setor, desvalorizado por muitos.

    No primeiro caso, temos a necessidade da classe auto afirmar-se constantemente perante a sociedade de que está bem, tem clientes maravilhosos, está com a conta bancária recheada e tal. Tudo isso baseado numa formação errada aliada à um ego gigantesco, megalomaníaco.

    Já vi casos em que profissionais soltam nas colunas sociais de que foram pra europa passear quando na verdade, passaram uma semana escondidos em alguma chacara nas redondezas ou alguma praia fora de temporada. Aí só apresentam fotos dentro de espaços e falam que é um restaurante tipico lá nos alpes suíços e blablabla.

    Outra coisa bastante comum é percebermos que todos sempre estão bem, cheios de clientes, conta bancaria cheia, montes de TRs recebidas, etc. A verdade é que é pura balela. O mercado, apesar de forte e crescente tem seus altos e baixos como qualquer outro. Tem suas épocas em que não damos conta do volume e outras em que ficamos contando quantas pessoas passam na rua e torcendo: “vai entrar, esse tem que entrar…”

    Mesmo o mercado estando em alta, aqueles clientes que aprendemos a trabalhar na faculdade dificilmente irão aparecer pelo simples fato de que os clientes são normais. Aqueles deuses que me darão um lucro MARAVILHOSO, raramente aparecem na verdade. É um ou outro e quando aparecem mais de dois no ano, você está no lucro.

    Porém, trabalhar com clientes normais é muito melhor que com esses tão sonhados graúdos por motivos que às vezes custamos a acreditar no que vemos acontecer.

    O cliente graúdo tende a desvalorizar o seu trabalho enquanto profissional (já que nem eu nem você é da roda que frequenta as revistas, etc). Choram horrores sobre o preço do projeto e te fazem na maioria das vezes derrubar o preço em quase (ou até mais que) 50%. No entanto, não medem esforços em pagar R$ 30.000,00 num sofá, R$ 1.200,00 no metro de um tecido, R$ 25.000,00 num lustre da moda ou daquela marca bãmbãmbãm e assim por diante. É comum – falando-se de RTs – que eles, em suas viagens, façam compras e não digam que tem um profissional fazendo o projeto ou que especificou a tal da Eames e, assim, bye bye RTs. Isso sem contar que a maioria acha que sabe e entende de tudo, manda alterar coisas sem consultar  profissional, bate o pé dizendo que as obras de Dali são do periodo da renascença entre varias outras coisinhas. O que te resta é um sentimento de frustração, de ter sido usado e abusado enquanto profissional. Ah, e tem também a posterior indicação do “foi feito por”. Esqueça, raramente acontece.

    Num meio termo entre o primeiro e segundo casos, temos os clientes normais. Estes são os que mais irão aparecer e existem muitos profissionais que vivem somente do trabalho para estes. São bem mais fáceis de trabalhar. Não vou ser hipocrita ao dizer que eles não choram também por um precinho mais em conta afinal, seus orçamentos são mirrados, geralmente os projetos vem picados – hoje a sala, depois a cozinha, depois o quarto do casal e assim por diante. No entanto, eles percebem quando estão abusando do profissional aí, no máximo pedirão um parcelamento maior. E pagam certinho, sem atrasos e chororôs.

    Estes clientes dificilmente interferem no projeto sem consultar o profissional pelo simples fato de que a pouca verba disponível tem de ser muito bem aplicada. Não gastam com fuleirices. Podem até sonhar com aquela seda para o sofá, porém sabem que as crianças irao destruí-la em pouco tempo e que não terão grana tão fácil para substituí-la tão logo. Suas escolhas são mais conscientes e mais práticas. São excelentes clientes.

    No segundo caso especificamente, temos aqueles clientes marginalizados pela classe. São os de baixa renda. Aqui entram em cena duas coisas básicas: o lado humanitário e social versus o topete da classe.

    No ano passado fui convidado para ministrar uma palestra numa universidade aqui do Paraná e enquanto esperava dar o horário fui ver uma exposição dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos do ultimo ano do curso de Interiores. Começava pelos mega apartamentos, claro. Mas, lá para o final da fila estava o que me emocionou, me prendeu a atenção e me fez parar para analisar esta situação específica que escrevo agora: porque não podemos trabalhar com estes clientes? Eles não merecem?

    Eram quatro projetos feitos em cima de moradias populares, daquelas de conjuntos habitacionais mesmo. As soluções encontradas pelos alunos para estas micro residências eram mil vezes melhores do que as dos mega apartamentos que eu tinha acabado de ver. Melhores em todos os sentidos, incluindo-se aqui o estético – pra quem pensa que pobre só gosta de coisa feia.

    As questões orçamentárias foram esmiuçadas de tal forma que ficava claro que uma familia com renda de R$ 1.500,00 por mês conseguiria dar conta e honrar os investimentos, incluindo os honorários do profissional.

    Em um deles, a estudante abriu mão de seus honorários pelo simples fato de perceber a real necessidade da familia em questão e conseguiu, através de doações com empresários, muitos dos materiais – alô Lar doce lar e construindo um sonho!!!

    É nesse ponto que escrevo a vocês hoje. Onde está o lado humano e solidário das pessoas?

    Em algumas comunidades do orkut, especificamente nas de arquitetura, é comum vermos profissionais sentando o sarrafo nos dois quadros citados acima. O argumento? Nenhum embasado o suficiente que mereça destaque aqui. No entanto, percebe-se que os comentários dizem respeito apenas ao lado estrelinha deles: aparecer na mídia – independente se às custas da desgraça alheia. Lamentável.

    Creio que, enquanto profissionais, enquanto seres humanos e pertencentes à uma sociedade temos sim o dever de fazer algo pró bem estar geral, e isto inclui essa parcela da sociedade mais necessitada.

    Quantos de vocês já fizeram algum trabalho voluntário para alguma instituição carente? Uma creche ou asilo que necessita de reparos, moveis, equipamentos, etc? Quantos de vocês já se dispuseram, após ter finalizado a compra acompanhando aquele cliente,  chamar o dono da loja e expor alguma situação para ver se e como ele poderia ajudar? Nem que seja com aquele resto de tecido…

    Existem mil maneiras de tornar o nosso design algo valioso e que efetivamente seja útil: ajudar a quem precisa. Como podem ver, pode-se doar este trabalho como também cobrar por ele de forma mais branda.

    Um outro ponto bastante interessante é que estes micro projetos nos forçam os limites do conhecimento nos obrigando a buscar soluções impensadas em um projeto comum. Pensar uma sala com 12m² é fácil. Pensar em uma com  6m² é muito mais complicado. Pensar e escolher entre varias marcas de pisos e revestimentos pra um cliente que pode pagar é uma coisa. Fazer isso para um cliente que tem o orçamento apertado e que nos força a pesquisar e conhecer novos materiais até mesmo alternativos é outra competamente difrente. Comprar todos os moveis novos é uma coisa. Reaproveitar e restaurar o existente é outra.

    Doar eu prefiro  fazer para instituições pois estas realmente necessitam e suas verbas são sempre escassas para cobrir coisas muito mais importantes como por exemplo, remédios, água, luz, alimentação. Até posso doar para alguma família desde que, comprovadamente, estas não tenham a menor condição de pagar pelo trabalho. E tem mais uma coisa: quando estes pagam por algo, valorizam. Quando vem de graça, “cavalo dado não se olham os dentes”.

    Você pode cobrar em dinheiro como pode fazer uma permuta: o projeto em troca de algum trabalho que alguém da família sabe fazer.

    Você pode realizar um projeto de reforma total ou parcial ou mesmo uma consultoria dando dicas de como melhorar a habitação usando o que eles tem, corrigindo a ergonomia, verificando as instalações e corrigindo os erros.

    Isso vai depender de cada cliente, de cada necessidade e de você mesmo. E o melhor: estes clientes sim tem orgulho em dizer que a casa está mais bonitinha, ajeitadinha, aconchegante graças ao seu trabalho, pra qualquer um que perguntar. E, dentro destes “qualquer um”, certamente existem alguns que dispõem de orçamento para um projeto melhor.

    Pense sobre isso.

    Abaixe o seu topete e deixe o seu lado humano respirar. Se não quer ou consegue fazer sozinho converse com algum colega profissional façam juntos.