Categoria: Designers

  • Uh-lá-lá!!!

    300000

    Levei até um susto agora quando olhei o marcador de acessos ao blog e vi que já estamos perto dos 300.000 acessos!

    Para ser mais exato, neste exato momento ( 11/02/2009, 02:44hs) contam-se 284.956 acessos a este blog.

    Próximo do dia 15/ago/2008 atingimos os 200.000 acessos ao blog. Isso nos dá, num prazo de seis meses aproximadamente, 100.000 acessos!!!

    Mesmo com minha ausência, o blog tem recebido em média 1.200 acessos/dia.

    Desculpem pela imagenzinha feinha que fiz para colocar ali em cima mas a essa hora a cabeça já não funciona mais direito rsrsrsr  Quando chegarmos aos 300.000 prometo uma imagem à altura ok?

    Quero agradecer de coração a todos vocês leitores fiéis, amigos e visitantes.

    Valeu!!!

  • Na correria…

    mas passando para dar um oi para vocês. Tou conseguindo sobreviver à loucura do dia a dia rsrsrs

    Recebi um e-mail hoje com algumas questões interessantes. Não vou citar o nome do autor pois se ele preferiu o contato direto através de e-mail é porque prefere assim e seria anti ético de minha parte expo-lo aqui.

    A primeira colocação dele refere-se basicamente ao temido “entrar no mercado”. Muitos profissionais optam pela carreira solo com seu escritório montado, outros preferem ligar-se a alguma empresa, outros vão na onda dos “freelances” e muitos desistem.

    Para montar o seu escritório faz-se necessário, principalmente, que você já tenha um vasto círculo social que conheça quem é você, o que faz, como faz, o que já fez. Também é preciso ter grana para investir tanto na montagem do escritório quanto na divulgação do mesmo. Porém, de nada adianta montar um escritório “meia boca”. Isso atrairá clientes “meia boca” para projetos “meia boca” e seu pagamento será “meia boca”. E você será tido como um profissional “meia boca”. De nada vai adiantar gastar fortunas com publicidade se o cartão de visitas do produto que você oferece não for bom.

    Ligar-se a alguma empresa é um meio de sobrevivência na maioria dos casos e de carreira em raros casos. Se for para ligar-se como mais um vendedor, terá de contentar-se com uma vidinha de vendedor e muitas vezes deixar de aproveitar todo o conhecimento que você adquiriu no seu curso. Para vender cadeiras, basta que você pesquise sobre elas e entenda um pouco de tudo sobre elas. Não há necessidade alguma de você entender de iluminação, gesso, etc.

    Você pode também ter a sorte de seguir carreira dentro de alguma empresa. Departamento de projetos de uma construtora, uma grife de móveis, área educacional, enfim. É uma carreira que só vai depender de você mostrar a que veio.

    Já para os “freelas” a coisa pega fogo. É um desgaste diário atrás de clientes quando você opta por trabalhar sozinho. Mas também pode ser uma boa dependendo de suas parcerias profissionais. Uma consultoria em lighting pode ser considerado um “freela”? Sim, afinal numa consultoria não há projeto.

    Já os que desistem…

    Um outro questionamento dele diz respeito à idade para se começar e tem referências à uma troca de carreira, bem sucedida por sinal.

    Buscar fazer o que se gosta, sempre! Para que tudo saia bem feito e todos satisfeitos: o produto, o cliente, a empresa e você.

    Trocar de carreira não é nenhum bicho de 7 cabeças como muitos pensam. Isso está mais ligado ao medo pessoal que à prática propriamente dita.

    Independente da idade, sempre é tempo de recomeçar, renovar, reavaliar-se, reorganizar-se. Independente se há troca de área ou não. Isso é necessário para a sobrevivência humana.

    Vejam meu caso. Era para eu ser um músico, com faculdade de música e estar tocando ou cantando a Renascença por esse mundão. Mas, no meio do curso me deparei com a cenografia e a iluminação cênica e vi os meus anos e anos de estudos e investimentos em música “desafinarem” porque uma nova luz se acendeu em minha vida. E eu já estava com 27 anos.

    Desgostei da música? NUNCA! É uma das coisas que mais amo em minha vida, não vivo sem. Estou agora mesmo escrevendo este post com uma web-radio rolando ao fundo aqui em casa. Quando estou dirigindo, mesmo que seja pra ir ao supermercado que fica ha duas quadras daqui de casa, o som do carro vai ligado. Em viagens, sempre ligado. Quando estou de bobeira (coisa rara ultimamente)? Sempre com um som de qualidade como fundo. Sim, canto também e solto meus brados de tenor que por vezes assustam os vizinhos e deixam minhas cachorras eufóricas e começam a uivar rsrsrs

    Porém, o Design falou mais forte profissionalmente por duas razões básicas:

    1 – Sempre gostei demais de lidar com vitrinismo, mexer com materiais diversos e montar coisas, fazer e refazer. A possibilidade de atuar numa outra área que, junto com a música, faz a platéia delirar e sonhar me agradava. Eu teria de materializar, contextualizar o som em matéria.

    2 – Viver de música clássica aqui no Brasil? aiminhanossasinhoradabicicretinhavremêia….. do jeito que andava – e anda – a cultura musical do brasileiro me fez temer por um futuro na sarjeta.

    Entrando nas áreas de cenografia e iluminação cênica, foi um “pulinho” voltar-me totalmente para o Design.

    Se você tem medo de virar sua vida 180° numa paulada só como eu fiz, faça devagar, aos poucos. Continue em sua carreira, faça um bom curso de Design de Interiores e outros complementares, vá frequentando lugares, festas, lojas e outros espaços que te possibilitem o contato com os “prospects” que nada mais são que potenciais clientes futuros.

    Vá mudando devagar o seu foco profissional. Comece desenvolvendo pequenos projetos para conhecidos, familiares, amigos até que você sinta segurança para abandonar de vez a outra carreira e seguir a nova.

    Outro ponto levantado diz respeito a quanto tempo é necessário para que a pessoa torne-se um profissional respeitado e reconhecido no mercado.

    Isso é bastante complicado responder pois cada um é cada um. Alguns podem nunca sair do anonimato. Outros podem de uma hora para outra virar estrela de uma parca constelação. Tudo vai depender do emprenho, seriedade e ética profissional. E em empenho refiro-me à ir atras de clientes e parcerias, publicidade, relacionamentos profissionais e pessoais.

    Essa vou colar na íntegra:

    3 – Notei em seus tópicos, que você “valoriza pouco” (Digamos assim), a engenharia Civil, e concordo com vc a respeito da frieza da àrea (Somado ainda à questão da ABD, que considero ser irritante, injusto e desestimulante), mas, será que vc não estaria, mesmo que inconsientemente, apoiando as pessoas a fazerem DI, apenas para conseguir um maior apoio(Mais profissionais no mercado) para o reconhecimento da àrea ???
    (Minha intenção não é ofendê-lo de maneira alguma, mas queria ter certeza de que o mercado e a àrea é realmente tudo isso que está dizendo…Ao ler seu blog, super positivo, tive uma boa perspectiva do ramo)

    Em momento algum desvalorizo a engenharia civil. Muito pelo contrário, sempre mostro a importância, para o profissional de Design de Interiores/Ambientes, desta parceria com os engenheiros, sejam civis, elétricos, mecânico, etc.

    Não sei se é frieza dos profissionais da área. Creio que o termo melhor colocado seria apatia, coisa muito em voga hoje no nosso país. Apatia cultural, apatia política, apatia educacional, apatia social. Vivemos numa apatia generalizada. Parece que a população opensante encontra-se anestesiada ou num estado de coma vegetativo o que as libera do ônus de ter de lutar, dar a cara para bater em benefício geral. O que vemos é cada um defendendo o seu umbigo e dando de ombros para o coletivo. Porém o que estes não percebem é que o coletivo se não for cuidado agora, no futuro afetará também a estes cômodos umbiguistas.

    Jamais eu seria tão sem noção e irresponsável ao ponto de chamar pessoas para “gerar número”. Sempre que digo a alguém algo sobre a entrada no mundo do Design deixo bem claro: você gosta? Tem certeza? Já entendeu o que é e como funciona? Se sim, seja bem vindo(a), se não, tua busca ainda não terminou.

    Eu, como regulamentista que sou, seria uma contradição imensurável convocar aos quatro ventos as pessoas para virarem Designers. Imagine a quantidade de porcarias que seriam feitas por esses “designers de carteirinha”, que não são comprometidos com a carreira e que nos afetariam diretamente ao ter seus trabalhos reprovados pelo mercado. Conseguem entender a gravidade disso?

    Eu prefiro entrar numa sala de aulas no primeiro dia e ver que nela tem 40 alunos e no último apenas 10 do que encontrar com os 40 lá no ultimo dia. Ao menos, uma boa peneirada já foi dada.

    Ele volta a questionar sobre a atuação dentro de empresas. Vamos lá…

    Desmembrando melhor o que já postei acima, só para se ter uma idéia:

    Construtoras: você pode vir a ser contratado por uma construtora para integrar a equipe de projetos. Aqui entrará o trabalho conjunto de vários profissionais: arquitetos, engenheiros, designers entre outros. Se o grupo for coeso certamente sairão excelentes projetos além de que você tem ainda a grande possibilidade de “papar” os clientes das mesmas em sua área específica. Imagine um edifício de 20 andares quantos apartamentos você terá a oportunidade direta de lidar com seus compradores…

    Indústria: Seja de móveis de alto padrão, planejados de grife e até mesmo de móveis mais populares. Todas tem um departamento de design que é o responsável por criar as coleções.

    Publicidade e Propaganda: é um ramo que os profissionais geralmente se esquecem e isso vemos diariamente refletido nos cenarios das propagandas de TV.

    Isso só para trazer um pouco mais de luz para vocês. Mas existem muitas outras empresas em que podemos atuar. Tudo vai depender de seu portfolio, sua experiência e empenho profissional.

    Criatividade…

    Um profissional medíocre não cria, copia apenas e aceita quando o cliente lhe joga no colo um monte de revistas e diz que é exatamente aquilo que deseja. Este está sim amarrado ao mercado prostituto. Mas não para por aí, ele estará ajudando também a destruir a identidade brasileira a partir do momento em que muito do que vemos nas revistas veio de fora, não tem referência à cultura brasileira.

    O profissional correto, ético e comprometido com a sua profissão, jamais aceita realizar um trabalho desses. Ele tem consciência de além de estar infringindo leis de direitos autorais estará ajudando a aumentar essa prostituição. Este profissional tem a consciência de que todo o material apontado lhe servirá apenas de referência, de repertório cultural e só. E saberá habilmente como fazer o cliente entender isso e estará livre para criar.

    Finalizando:

    Desculpas pelo enorme texto, mas vc sabe né ?…
    O mundo dá muitas voltas, quem sabe não serei eu amanhã tendo a oportunidade e o prazer de te dar uma mãozinha, uma ajuda….

    Sempre! Como sempre digo, ninguém é perfeito, ninguém sabe tudo, muito menos eu. Sou normal, mortal como qualquer um aqui. E isso inclui estar aberto ao aprendizado.

    Assim como gosto muito de compartilhar meus conhecimentos e pesquisas com vocês e meus alunos, também gosto muito da interação, a troca de conhecimentos, informação, diálogos. Isso faz os dois lados crescerem.

    Achei interessante a idéia de responder ao e-mail na forma de um post. As dúvidas e questões levantadas podem servir para muitos e não seria interessante mante-las no reservado diálogo de uma troca de e-mails. Portanto, a partir de agora, sempre que eu receber algum e-mail com um contexto e questões como as desse, procurarei responde-lo aqui no blog desta forma.

    Abraços e muita luz a todos!

  • DesignBR – Ning

    Olá meus leitores, volto a chamar a atenção de vocês, Designers, para a existência do DesignBR no Ning.

    A plataforma do Ning assemelha-se e muito à do Orkut onde você monta a sua rede de relacionamentos, participa de grupos específicos e dos fóruns com assuntos diversos além de fazer novos amigos/contatos profissionais, postar seu portfolio, montar ou linkar o seu blog entre outras coisas.

    Atualmente estamos debatendo de forma muito construtiva alguns temas lá dentro como por exemplo:

    – Selo de qualidade em Design

    – Crise criativa

    – Fórum Brasileiro de Design

    – A importância do português no Design

    – Educação e Design

    entre vários outros.

    Já nos grupos são tratados de assuntos bem específicos dentro de cada área ou assunto pertinente como:

    – Design de Interiores

    – Sustentabilidade

    – Design Automotivo

    – Design Editorial

    – Professores de Design

    – Eco-Design

    – Pesquisa

    – TCCs

    – Negócios

    – Design de Produtos

    – Moda

    entre vários outros.

    Em menos de um ano de existência do DesignBR já agregamos 1276 Designers das diversas áreas que estão participando ativamente das ferramentas do Ning.

    Mas o melhor é perceber – diferentemente do orkut e outros espaços – que o pessoal por lá realmente está afim de se mexer em prol do Design Nacional, seja apenas para torna-lo visível, seja por uma luta mais árdua pela regulamentação.

    Se você ainda não faz parte desse grupo entre já!

    Venha para o DesignBR.

  • Como são complicadas certas coisas…

    Os meu amigos leitores deste blog e também aqueles que já me conhecem, já devem ter percebido que uma das coisas que mais me irrita – seja profissionalmente, seja numa sala de aulas ou ainda na vida pessoal – são pessoas preguiçosas…

    Tanto aqui neste blog quanto em vários outros que visito diariamente e também em fóruns das comunidades do Orkut, Ning, etc tenho percebido claramente a insistência dos preguiçosos.

    O que acontece é os eguinte: as pessoas simplesmente NÃO LÊEM direito – se lêem alguma coisa além de seu foco – e postam comentários estapafúrdios. E depois ainda temos de aturar sermos chamados de arrogantes, estrelinhas, blábláblás sem fim.

    “Deixei” passar um comentário no post Tira Dúvidas em Design de Interiores propositalmente. No texto deixo claro que o mesmo não se destina a “dar dicas de decoração” e sim sanar dúvidas sobre a profissão, a academia, etc. Mas não dar dicas sobre “o que ou como fazer pra minha sala ficar mais bonita”? E isso está lá em cima no texto, claro, cristalino e em NEGRITO! Mas mesmo assim recebo diariamente vários comentários nesse sentido.

    Outro fato: “preciso saber desenhar para fazer este curso?” Alguém aí pode contar nos comentários quantas vezes eu já respondi isso? E mesmo assim tem uma média de 12-15 comentários questionando isso diariamente. Então o que vale é só o que está escrito nos posts? Será que a preguiça em ler os comentários na sequencia é tamanha que pulam direto pra caixa de postagem de comentários? E quando pedimos para lerem os comentários somos tirados por intolerantes, grossos, estúpidos…

    Dias atrás numa comunidade aconteceu uma coisa no mínimo estranha. Um rapaz – ainda acadêmico -postou uma dúvida e eu e os outros designers mais experientes buscamos fazê-lo refletir sobre os erros cometidos por ele no processo para que ele não voltasse a incorrer neste erro para não prejudicar nem a futura vida profissional dele mesmo nem ao mercado de design que já anda podre por causa de ações do tipo da que ele adotou também junto àquele cliente específico. O fato foi que ele entendeu perfeitamente o movimento que fizemos na tentativa de ajudá-lo. Quando pensamos que o caso estava resolvido e que ele tinha conseguido finalmente entendido e mudado de atitude – ele até nos agradeceu e muito pelas coisas postadas – outros “ainda acadêmicos” entraram no tópico botando pose pois sentiram-se ofendidos… Ofendidos por agirem exatamente da mesma forma errada e irresponsável que o autor do tópico, porém preferem não mudar seus modos e formas de atuação profissional. Preferem já pensar – ainda que dentro de uma academia – como prostitutas do design. “Dinheiro na mão, calcinha no chão!”

    Desculpem o termo mas é esta a verdade.

    E nestes casos não adianta argumentar, não adianta mostrar e apontar os erros e as consequências dos mesmos.

    Infelizmente é esse tipo de “profissional” que vem sendo formado pelas academias. Os professores não prestam atenção e os alunos não pedem ajuda antes de fazer as caquinhas. Saem já viciados e prostituídos em sua maioria.

    Vindo diretamente para Interiores, tenho trocado e-mails com alguns Designers que já tem anos de carreira, são experientes e pessoas que respeito muito profissionalemente. Todos são taxativos num ponto:

    – A formação que recebemos e continuam passando nas IES é uma ilusão!

    Raros são os professores que passam a realidade do mercado. Preferem continuar com suas aulinhas medívcres fazendo seus alunos sonharem com “o cliente” que vai tirar seus pés da lama, encher seus bolsos de grana, projetar seus nomes pra dentro das revistas e mpidias e blablablablas infinitos.

    Heeeellooooooooooo people!!!! Acordem Cinderelas alienadas e alucinadas!

    Existem sim estes clientes com suas mega-mansões e que só de RT o designer consegue tranquilamente comprar o carro importado do momento, comprar o apartamento ou casa que tanto quer. Mas isso raramente vai aparecer! SE aparecer!

    Me poupem os sonhadores e alucinados de plantão!

    Seria tão bom se os professores mostrassem a realidade do mercado…

    Me lembro que em minha formação TODOS os projetos eram enormes, salas enormes, quartos gigantes, cozinhas big! Porém a realidade me mostrou – e a todos os outros designers que tenho contato – que as coisas não são bem assim.

    Sim já tive clientes excelentes e exatamente como aqueles estudados e criados em sala de aulas mas posso afirmar que a maioria são clientes normais, gente normal onde o excesso de m² da construção não é o ponto principal e sim a qualidade de vida, a qualidade projetual.

    Vivemos hoje num mercado onde os espaços estão cada vez menores. Vivemos hoje num mercado onde os clientes são pessoas normais, da classe média e até aqueles abaixo disso. Os magnatas não pegam profissionais comuns e sim pagam por grifes – por mais que não passe apenas de uma falsa grife.

    Mas os professores continuam alimentando essa falsa impressão de que tudo na vida profissional de um Designer de Interiores/Ambientes é um lindo mar de rosas, com um cé azul e um lindíssimo sol a brilhar… Não preparam os alunos para o mercado verdadeiro. Não mostram a realidade do mercado. Não  mostram a concorrência. Não mostram a falta de regulamentação e sua importância. Não trabalham questões como parcerias profissionais, ética profissional, entre outras… Infelizmente.

    Pelo contrário, muitos professores tratam os alunos como “potenciais concorrentes futuros”. Continuam a formar “decoratores e decoratrizes” alienados, alucinados, sonhadores e totalmente fora da realidade.

    Por outro lado, continuamos a ver alunos entrando nos cursos de Design de Interiores penando não se tratar de nada além de mera “decoração”. Continuamos a ver alunos – e infelismente profissionais já formados – realizando projetos em cima de mobiliários já prontos e deixando o verdadeiro DESIGN de lado.

    Pra se montar um espaço pegando uma cadeira na loja A, uma mesa na loja B, um tapete na loja C, umas almofadinhas na loja D, É FÁCIL, QUALQUER UM FAZ, NÃO PRECISA DE CURSO PARA ISSO.

    Isso contribui e muito para desvalorização de nossa profissão, contribui para a prostituição do mercado, contribui para que cada vez mais sejamos vistos como profissionais desqualificados e incompetentes pois não fazemos nada além de ajeitar alguns objetos dentro de um espaço de forma jeitosinha, bonitinha e arrumadinha.

    Se você é desses, por favor, não diga nunca que você é um Designer, apresente-se apenas como mais um decorador em meio à multidão. Assim você não suja o nome de nossa profissão. Design é muito mais que apenas isso que vocês pensam que é. Design é muito mais do que se vê nas revistas de DECORAÇÃO!

    Pode parecer meio confuso o texto acima mas ele abre portas para diversos debates, diversos assuntos à serem tratados. Mas nem de longe representa qualquer frustração de minha parte para com a minha vida profissional que, graças a Deus, vai muuuuuuito bem, obrigada! É apenas um ponto de vista de quem ha muito tempo vem exaustivamente e diariamente tendo de arrumar as concepções errôneas sobre a área de Design de Interiores/Ambientes que o mercado tem por causa de atitudes irresponsáveis de outros “profissionais” junto a clientes, mídia, academias, etc.

    Seja consciente academicamente e profissionalmente faloando, não seja preguiçoso! Não seja mais um prostituto!

  • The Norwegian National Opera

    O The Norwegian National Opera, localizado em Oslo impressiona não somente pelo projeto arquitetônico em si – que é belíssimo – mas principalmente pelos equipamentos e acabamentos.

    Nas imagens deste post podemos ver o grande salão (platéia, fosso de orquestra e palco) que por si só já dizem tudo.

    Mas não posso deixar passar em branco o lustre central deste espaço.

    É isso mesmo. Esta “bola” branca no centro do teto é um lustre desenvolvido especialmente para este espaço. Ele pesa aproximadamente 8 toneladas e é composto por 1250 módulos com LEDs de alta potência e conta ainda com um diâmetro de 7 metros.

    Usando dimmers, os módulos podem variar a sua intensidade luminosa individualmente o que proporciona diversas cenas e climas ao espaço todo. Por estar instalado a 16 metros do chão, eles conseguiram chegar a 300 lux no nível do chão. Isto facilita também o trabalho com a luz para gerar as cenas.

    O lustre foi desenvolvido pela OSRAM.

    Lindo, simples e eficaz!!!!

  • 100% Nacional – Davi Gottschalck

    Um grande amigo meu, Davi Gottschalck é um Designer que trabalha com biojóias.

    Para quem não sabe, biojóias são aquelas peças feitas com materiais ecologicamente corretos.

    É uma produção 100% artesanal onde ele une técnicas de joalheria às de tecelagem, artesanato (tramas e trançados) entre outras aplicando materiais na maioria em seu estado bruto, rústico. Tudo dentro da identidade cultural brasileira que é facilmente percebida nas peças em seus desenhos, cores e formas.

    “Tenho a maior satisfação em unir a flora e a fauna brasileira em meu trabalho. E alertar para sua preservação é praticamente uma obrigação para mim.”, diz o designer.

    Para conhecer o trabalho dele acesse o seu site.

  • 100% Nacional – Design de Jóias

    Dando sequência aos posts 100% Nacional, quero hoje escrever sobre o Design de Jóias – dica do Sergio.

    Como é de conhecimento de todos, o mercado de Jóias movimenta milhões todos os anos e, ao andar pelas ruas ou shoppings é fácil perceber como este mercado vem se desenvolvendo seja em técnicas, materiais e, principalmente na criatividade. Tanto que temos vários visto ultimamente famosos lançando suas coleções assinadas.

    A dica do Sergio é o portal JóiaBR. Um portal que agrega no mesmo espaço uma vitrine do que vem sendo produzido no Brasil e pelos Designers brasileiros, bem como listas com fornecedores, feiras, artigos técnicos, tendências, livraria online e mais um monte de informações.

    Neste portal você encontrará desde os que trabalham com materiais convencionais até aqueles que pesquisam novos e novas aplicações.

    Abaixo algumas criações de Designers brasileiros.

    By Pitty Rebelo

    By José Carlos Guerreiro

    By Mariana Gorga

    By Antonio Bernardo

    By Patricia Gottilf

    Tem muitos mais lá no portal JoiaBR.

  • Design Vivo

    Agradeço à Rosana por esta dica.

    Trata-se do blog Design Vivo, do Renato que faz parte do Instituto Waru.

    “Não é sobre o mundo do design. É sobre o design do mundo.

    Este blog existe para compartilhar boas idéias, contar histórias inspiradoras e falar de gente legal – conectando pessoas que tenham interesses em comum.
    Esperamos que você nos ajude a propagar os valores expressos aqui.

    “o Design é a conexão entre as coisas. Não é a água, ou a galinha ou a árvore. É como a água, a galinha e a árvore estão conectados. É o oposto do que somos ensinados na escola. A educação convencional pega tudo e quebra em pedaços e não faz conexão nenhuma. A Permacultura faz a conexão, porque assim que você obtém a conexão você pode alimentar a galinha da árvore.” Bill Molison (fundador da Permacultura)”

    Muitas informações e dicas sobre permacultura, estratégias, ecologia e tantos  outros temas ligados à preservação consciente do  meio ambiente, de nosso planeta.

    Parabéns pela iniciativa e pelo blog!!!

    Já está no blogroll ao lado.

  • Cirandando no Natal

    Olá meus amigos leitores, como sabem este ano resolvi participar da Ciranda de Blogs – uma iniciativa da Flávia do Decora Casa.

    Para minha grata surpresa que me “tirou” no sorteio foi a Marcele do excelente blog Viver Arquitetura – que já acrescentei à lista de blogs aqui na barra lateral direita.

    Bom, vamos à mensagem que ela nos traz para este encerramento do ano.

    Boa leitura.

    Olá. Para quem freqüenta esse blog, sabe que o Paulo está participando da Ciranda de Blogs, proposto pela Flávia, do blog Decoracasa (http://decoracasa.blogspot.com). E eu, Marcele, do blog Viver Arquitetura (http://viverarquitetura.blogspot.com), fui sorteada para escrever nesse espaço, cheio de conteúdo e muita informação bacana.

    Confesso que estava torcendo para que a filhinha da Flávia sorteasse algum blog que tivesse a ver com a minha profissão, mas mesmo que isso tenha acontecido, o friozinho na barriga por causa de tanta responsabilidade não deixou de me acompanhar.

    E como essa segunda edição da ciranda tem como tema o natal, a primeira coisa que me veio à mente foi a questão da retrospectiva que fazemos no final do ano e as expectativas que rondam o iniciar de um período. A partir disso, pesquisei sobre o design e escrevi esse post. Espero agradar ao Paulo e a você, leitor.

    “Fim de ano é um momento de balanço, seja pessoal, profissional, político, econômico ou outro qualquer. Pensamos no que aconteceu e no que deixou de acontecer, no que mudou e o que continua exatamente como antes.
    Assim, podemos dizer, por um lado, que não foi nesse ano que o Design foi reconhecido como uma profissão no Brasil. Por outro lado, a cada dia os designers brasileiros recebem maior destaque com seus produtos, seja no Brasil, seja fora dele. Como exemplos bastante comentados nesse ano, podemos citar a criação da Chaise Zonza, de Eduardo Baroni, que faturou o prêmio IBAMA 2008 e a luminária Bossa, criação de Fernando Prado para a Lumini e medalha de ouro na edição 2007 do iF Product Design Award  (o oscar do design internacional).

    Chaise Zonza, do designer Eduardo Baroni.


    Luminária Bossa, do Designer Fernando Prado

    Podemos dizer, também, que por um lado, ainda falta ao Brasil o reconhecimento de sua essência e de sua identidade. Por outro lado, 2008 mostrou-se, através do design brasileiro, uma fonte rica para entendermos sobre a cultura nacional e a beleza desse nosso país, que muitas vezes é deixada de lado. Como exemplo, cito Flávia Pagotti, que se utiliza da tecnologia dos materiais empregados e da historia da azulejaria no Brasil para a criação da Poltrona São Luiz.


    Poltrona São Luiz, da designer Flávia Pagotti

    E, se por um lado, ainda falta muito para que as pessoas reconheçam a necessidade de se cultivar uma vida sustentável, por outro lado, vários profissionais brasileiros e inclui-se aí, os designers, estão se preocupando em trabalhar com matéria-prima renovável ou matéria-prima reciclável ou mesmo matéria-prima certificada. Um exemplo já citado nesse post é da designer Julia Krantz.


    Banco Canoa, da designer Julia Krantz

    Além do balanço, fim de ano é um momento de novos planos e novos sonhos, construções e reconstruções. Quem não se pega a pensar: ano que vem será diferente! Ano que vem farei isso ou farei aquilo!? Já que sonhar não custa nada, aí estão algumas idéias das quais eu compartilho:

    Sonhar com o reconhecimento do trabalho de quem lida com a questão da arte, seja arquiteto, decorador, designer. Não apenas um reconhecimento por parte dos órgãos públicos, mas um reconhecimento por parte de quem usufrui desse serviço ou venha a usufruir do mesmo.

    Sonhar que acima do conceito de “moda”, embutido nos discursos de muitas publicações e anúncios, as pessoas se preocupem com o conceito de identidade do usuário para com o produto, do usuário para com a sua necessidade.
    E depois do balanço e dos planos para o ano que se inicia, vem um período de “bons desejos”… Assim, desejo a você, leitor, saúde, paz, alegria, harmonia e compreensão para com os outros… E desejo, também, muito trabalho, novos projetos e mais tempo para aproveitar o que essa vida tão boa nos oferece.

    Feliz natal e próspero ano novo.

    Marcele!”

    Valeu Marcele!

    Neste teu post você conseguiu sintetizar muito do que coloco semanalmente aqui neste blog e o mais interessante, com um olhar de quem “está de fora da área”. Apesar da arquitetura aproximar-se levemente com o Design, elementos como identidade, cultura e outros são semelhantes e da mesma forma importantes em ambas as áreas.

    Esta tua retrospectiva vem bem a calhar uma vez que já postei uma de imagens de 2008 e tem uma outra agendada para o dia 31/12 com os principais posts do ano.

    Mais uma vez obrigado pelo belo presente de Natal a mim e aos meus leitores.

  • Quanto custa decorar?

    Bom, um presente para vocês.

    Olhando o blog da Maria Alice Miller encontrei este texto abaixo muito interessante. É uma excelente leitura para quem tem dificuldades na hora de negociar com os clientes os valores do projeto. Mas também, um lembrete de que projetar é bem mais que o simples ato de vender uma mercadoria. Isso inclui muitas variáveis que devem ser levadas em consideração antes de soltar o orçamento. É também uma leitura prática para aqueles que, assim como eu, sempre encontram clientes que tentam te forçar a “jogar” um preço sem saber exatamente do que se trata o projeto.

    Depois que li o texto, entrei em contato com ela solicitando autorização para posta-lo aqui, o que ela me respondeu prontamente de forma positiva.

    Maria Alice é mais uma que, assim como eu, é bastante crítica com o mercado e com o que anda rolando no meio profissional seja no âmbito pessoal ou no relacionado às associações.

    Indico a todos a leitura do blog dela – que também entra para a barra de blogs aqui à direita.

    Boa leitura!

    Maria Alice Miller – dezembro/2008 – www.casacomdesign.com.br

    Com a difusão do trabalho dos designers de interiores nos últimos anos através da proliferação de revistas de decoração e também de mostras, muita gente se interessou por ter uma casa bonita, confortável e “na moda”. É um sinal do crescimento do país, interessante tanto para as empresas do setor quanto para os profissionais da área. Contudo creio que ainda há muito a ser esclarecido sobre como é o trabalho dos profissionais de interiores e, dentre as diversas questões que precisam se tornar mais claras, uma das mais importantes, e complexas, são os valores envolvidos em um trabalho de interiores.  Mais que esclarecer quanto aos honorários dos profissionais – que podem variar enormemente, como os de qualquer outro grupo de profissionais liberais – acho necessário tornar mais transparente a “pergunta-chave” com a qual vezes sem conta as pessoas nos abordam: “quanto vai custar?”. Seja uma reforma, uma decoração nova ou um simples acerto num ambiente que não está satisfatório, todo mundo quer saber sobre os valores envolvidos.  Não é uma pergunta fácil de ser respondida, pelo simples fato de que cada projeto é um projeto, cada espaço é um espaço, e cada Cliente é um Cliente. Existem inúmeras variáveis que podem tornar o valor final de um trabalho viável ou inviável para quem o solicitou, mas creio que cabe alertar que estes valores não precisam ser necessariamente os vistos nas revistas e mostras, onde todos se esmeram em apresentar os melhores produtos possíveis, de revestimentos a equipamentos de última geração. Por outro lado, também não se pode pensar que o valor de um trabalho de interiores, que resulte em um espaço esteticamente aceitável, seja tão baixo quanto muitos ainda pensam que seja. Há que ter planejamento e um orçamento preparado para tal, ainda que não se trate de um trabalho muito sofisticado.  A primeira coisa a saber quando se procura por um profissional de interiores, é que prestamos um serviço, e que portanto, não podemos determinar o valor dele sem saber o que vai ser feito. Não é o mesmo que entrar em contato com uma loja que fornece um produto e perguntar qual é o seu valor, mas iniciar um contato com alguém que pode ajudá-lo a transformar sua residência ou espaço de trabalho num espaço muito agradável. Somente a partir do contato com o Cliente e seu espaço é que começamos a analisar diversos fatores que influem no quanto deve ser investido.

    Uma das primeiras variáveis avaliadas que influenciam no “quanto” é mesmo o Cliente: seu estilo de vida, seus desejos e aspirações. Muitos olham para fotos de revistas ou espaços de mostras com desejo de se transportarem para lá. Como isso não é possível pois o ambiente que dispomos não é o mesmíssimo da revista ou da mostra, torna-se necessário avaliar com calma o que atraiu a pessoa naquela imagem. É útil mostrar ao profissional que visuais o agradam mas, mais que isso, é importantíssimo ter em mente que o profissional pode auxiliá-lo a ver inadequações que, inicialmente, não foram percebidas. E é necessário ouvir o profissional neste ponto. Um exemplo prático: a cozinha americana, aberta para a sala, é um dos apelos mais fortes dos interiores atuais, mas nem todos sabem que uma cozinha configurada desta forma implica em possuir sala e cozinha sempre arrumadas, (o que pode ser inviável e até bastante incômodo em determinados casos), eletrodomésticos dos mais bonitos (e normalmente de alto valor), e de alta qualidade, para que não contaminem a sala com ruídos, fumaça e odores desagradáveis. Muitas donas de casa se encantam pela imagem e se esquecem que, no seu dia a dia, tal cozinha pode ser na verdade um desconforto mais que um prazer. Portanto, cabe a nós, profissionais que somos, mostrar que o tipo de vida que se leva determina em alta medida a forma como sua casa deve ser configurada. E com isso se determina também o tipo de projeto que será realizado, o que implica num gasto maior ou menor. Se a dona de casa que tem crianças insistir em ter uma cozinha integrada ao living, é possível criá-la com um investimento maior, contemplando ótimos eletrodomésticos e revestimentos adequados para a sala contígua, ou, pelo menos, uma bela porta de correr entre os ambientes, mas certamente será fundamental se preparar para um dispêndio maior do que se fosse realizado um trabalho em uma cozinha e uma sala não integradas.  A segunda variável é o espaço objeto do trabalho. Às vezes as pessoas moram em casas não-definitivas, isto é, espaços por onde se passa, sem a intenção de permanecer nele. Estão neste caso os solteiros, descasados, casais jovens, e uma série de outras pessoas. Em espaços assim, nem sempre vale a pena investir num ótimo revestimento para piso, teto e parede, pois normalmente isto não é valorizado em uma futura venda. Mesmo assim, é possível se ter uma moradia bonita, desde que se saiba em quais peças investir. E, muitas vezes, pessoas que estão em situações deste tipo resistem a procurar um profissional pois entendem que só uma “reforma total” daria bom resultado. Às vezes isto é verdade, mas às vezes não. Somente uma análise da situação pode resolver a dúvida. Nestes casos, a categoria de decoração desejada é de importância capital: é possível ter uma casa elegante com uma base simples, mas torna-se complicado desejar muita sofisticação numa moradia transitória.

    O espaço também determina o trabalho necessário a ser executado. Já presenciei situações em que imóveis recém adquiridos tiveram que ser repassados pois o proprietário não possuía recursos para torná-los habitáveis. Algumas obras mínimas devem ser executadas quando se adquire um imóvel antigo e, às vezes, o preço baixo destas servem justamente para compensar as benfeitorias que o novo morador terá de executar, sob pena de não poder ocupá-la. E há quem não se lembre disso e destine todo o dinheiro que possui na compra, não restando nada para as obras fundamentais. Mesmo que não se trate de uma casa antiga, a maior parte das pessoas investe todos os recursos que possuem na compra do melhor imóvel possível, e isso normalmente significa uma ótima localização, espaços amplos, mais vagas na garagem, infra-estrutura do edifício. No entanto, se esquecem por exemplo que, quanto maior o imóvel, mais terá que ser investido neste espaço para torná-lo bonito. Também por este motivo às vezes não é possível transformar o imóvel adquirido na sua “casa dos sonhos”, pois nunca há folga no orçamento mensal para criá-la: o condomínio é alto, as despesas mensais com o estilo de vida são altas, outros gastos consomem todos os recursos do proprietário e realmente não há sobras para investir na casa. Desta forma, na hora da decisão de compra, talvez valesse mais a pena investir em um espaço menor, em outra localização ou um condomínio com menos infra-estrutura, reservando ou prevendo de alguma forma recursos para decoração, mesmo que esta ocorra somente anos após a compra desse imóvel. Claro, este conselho só se aplica a quem pretende ter o interior de sua casa bem arrumado.  A terceira variável para determinar quanto custa decorar é a categoria de decoração pretendida pelo Cliente. Quanto mais simples for o resultado desejado, em geral o valor envolvido na decoração torna-se menor. No entanto, muitos Clientes confundem o que chamamos de “simples” com “barato” e, definitivamente, em design, estas palavras não são sinônimos.

    Ocorre que o bom design atende a determinados parâmetros e, no mercado brasileiro, se oferecem muitos móveis de baixo custo e péssimo design. A quantidade de peças com bom design é ínfima, e seus valores costumam ser maiores. É difícil para um profissional trabalhar com móveis mal concebidos e obter um bom resultado em um ambiente, portanto, é preciso investir em peças boas, mesmo que poucas. Ao contrário de outros itens que fazem parte de um espaço – como os revestimentos por exemplo, que existem em profusão de variedade e de preços – móveis e adornos com bom design têm oferta reduzida em nosso país, e isso complica muito nosso trabalho. Às vezes um bom quadro ou uma boa luminária chama mais atenção em um espaço do que tudo mais o redor, e portanto vale investir neste item e adquirir outros com valor menor. Apenas um profissional de interiores sabe como fazer isso, mas às vezes é difícil explicar esta abordagem aos Clientes. E, como resultado, às vezes ocorre de um bom trabalho ficar realmente “menor” ao se fixarem os quadros nas paredes – em situações em que estes não são escolhidos segundo o critério do projeto, mas de acordo com seu valor.

    Além destes pontos básicos que implicam fortemente no valor total envolvido num trabalho de decoração, existem muitos outros que são analisados em um trabalho de interiores. Ao procurar por um profissional de interiores é importante que o Cliente seja claro, fale de suas dúvidas, seus desejos, o que espera, o que teme e, se possível, quanto deseja despender. É de vital importância haver um ótimo relacionamento entre Cliente e profissional para que se possa tornar um espaço economicamente viável para o bolso e realmente estético, bem concebido, dentro dos parâmetros do design de interiores.

  • Design 21

    Design 21 | Better design for the greater good

    O Design 21 assume-se como uma rede de contactos cuja missão é inspirar/promover, através do design, a consciência social. Esta rede, promovida pela Felissimo e pela UNESCO, permite colocar em contacto todas as pessoas que desejem explorar novas formas de fazer com que o design tenha um impacto positivo na comunidade. Para os promotores desta comunidade, a verdadeira beleza do design é o seu potencial para melhorar a vida.

    As principais causas do movimento são: educação; ajuda humanitária; pobreza; comunidade; ambiente; comunicação; arte & cultura; paz e bem-estar.

    Juntem-se à causa, por uma vida melhor cheia de “bom” design!!!

    Via: O Design e a Ergonomia

  • 100% Nacional – Julia Krantz

    Combinar o design de móveis em madeira com uma preocupação ambiental é uma das características do trabalho de Julia Krantz. Formada em arquitetura pela FAU-USP, sua linha de produção deixa transparecer o poder orgânico da madeira, em um cuidado minucioso de artesania que faz essa matéria-prima dialogar com sua condição original, através de formas que suscitam algo para além da simples utilidade cotidiana. Nesse trabalho, a ecologia tem papel fundamental. A designer, associada ao grupo de compradores de produtos florestais certificados e detentora do selo de certificação do FSC, possui o compromisso de se utilizar apenas de materiais obtidos através do manejo sustentável, se recusando a se servir de madeiras ameaçadas pela extinção. A difusão e valorização de espécies pouco conhecidas da floresta tropical, associada ao combate da degradação ambiental, se somam a uma concepção artística da utilização dessa matéria-prima tão especial em recursos. O cuidado e o fascínio pela natureza transparecem nas produções de seu trabalho, em cujas peças se pode verificar uma continuidade em relação a imensa riqueza de desenhos, cores e formas que a floresta oferece as mãos de um artista criativo.

    Julia Krantz

  • Design 100% Nacional

    Well…

    Novamente na correria passando pra dar um oi geral.

    Bom, sobre o título do tópico, tenho recebido varios e-mails questionando do porque de tantas postagens falando sobre o Design produzido no estrangeiro e poucas coisas daqui da terra brasilis…

    Isso não tem um porque exato no entanto podemos – eu e outros blogueiros – afirmar que o acesso à produção estrangeira é bem mais fácil que à nacional.

    Ou então parece que o Design brasileiro resume-se ao que aparece às vezes em sites e revistas e que, tirando os mesmos de sempre, ninguém mais produz nada.

    Então abro este canal para expor os trabalhos dos Designers brasileiros que trabalham com coisas voltadas ao Design de Interiores/Ambientes.

    Para expor os trabalhos, envie um e-mail para ldda.paulooliveira@sercomtel.com.br com:

    fotos boas dos produtos

    breve descrição dos produtos

    dados do designer e/ou empresa

    De posse desses materiais vou fazer posts variados por tipo de produto:

    Móveis para ambientes de Estar

    Móveis para ambientes de servir

    Móveis para áreas externas

    Acessórios

    Equipamentos

    Materiais e Revestimentos

    Portanto, podem começar a mandar as informações ok?