Categoria: Ergonomia & Acessibilidade

  • Pós em Iluminação – IPOG – Londrina

    Sob a coordenação da Jamile Tormann, o IPOG abriu as inscrições para uma turma de especialização em Iluminação e Design de Interiores aqui em Londrina – até que enfim!!!

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    O início das aulas está marcado para os dias 6, 7 e 8 de novembro.

    Este curso está sendo considerado o melhor na área aqui no Brasil. Também pudera, a lista de professores é de primeira grandeza:

    Adriano Genistretti – Engenheiro eletrotécnico formado pela Escola de Engenharia Mauá. Gerente de Projetos de Iluminação Philips do Brasil Ltda. – Divisão Luminárias, com experiência de mais de 26 anos no ramo de Projetos (iluminação Pública, Esportiva, Comercial/Predial, Decorativa, Industrial, etc.), cursos de especialização na Holanda. Tem seus projetos aplicados em trabalhos como o Estádio do Morumbi, Vila Belmiro, Centro Empresarial Nações Unidas, Mosteiro de São Bento, Cais do Porto de Recife entre outros.
    Claudia Amorim – Arquiteta. Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UNB. Doutora pela Università Degli Studi di Roma “La Sapienza”. É docente da UnB, pesquisadora e consultora adHoc do CNPq.
    Claudia Torres – Arquiteta. Mestre em Iluminação Arquitetônica PELA FAU/USP, Doutoranda pela UFPB, é sócia do escritório VIA ARQUITETURA Iluminação e design Ltda.
    Farlley Derze – Mestre em Educação pela UNB. Especialista em História da Arte pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (FADM) – DF; docente de graduação e pós-graduação na FADM. Pesquisador e Coordenador do Núcleo de História da Associação Brasileira de Iluminação (ABIL).
    Gláucia Yoshida – Socióloga – UFG, Mestre em Educação – UFG, Especialista em Formação Sócio-econômica do Brasil – ASOEC, Especialista em Docência Universitária: Formação e Vivência – UNIVERSO, Especialista em Psicanálise e Inteligência Multifocal – Faculdade Michelangelo.
    Glaucus Cianciardi – Mestre em Arquitetura e Urbanismo pelo Mackenzie; Especialista em História da Arte pela Fundação Armando Álvares Penteado – FECAP. Atualmente ministra aulas nos cursos de Design de Interiores, Design Gráfico e Design de Produtos no Centro Universitário Belas Artes. Professor de programas de aperfeiçoamento da Câmara de Arquitetos, IAB – SP, com Formação Continuada e AEA – Academia de Engenharia e Arquitetura; atuando em todo o território nacional.  Desenvolve projetos nas áreas residencial e comercial.
    Guinter Parschalk – Arquiteto e designer, especialista em iluminação e percepção visual com atuação internacional. Especialista em desenho industrial na Hochschule für künstlerische und industrielle Gestaltung Linz – Áustria.
    Isac Roizenblatt – Engenheiro elétrico formado pela Escola de Engenharia Mauá, São Paulo – Brasil – CREA 23171 (1968). Mestre em Energia pela Universidade de São Paulo. Especialista em Iluminação pela Universidade Tecnológica de Eindhoven – Holanda. Programa Interunidades do Instituto de Eletrotécnica e Energia, Escola Politécnica, Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis e Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Consultor da Pró Light and Energy Consultants.
    Jamile Tormann – Lighting – Designer, Fez Arquitetura e Urbanismo pela USU – RJ, Licenciatura Plena em Artes – Habilitação em Artes Visuais pela FADM-DF, é Pós-Graduada em Iluminação e Designer de Interiores pela UCB-RJ. Autora do livro Caderno de Iluminação: arte e ciência. Editora Música e Tecnologia – RJ, 2006. É Sócia fundadora da ABrIC e ABIL, e Membro da CIE-BR comissão 3 (Comission Internationale de L’Éclairage). Escreve artigos como colaboradora para a Revista Lume Arquitetura – SP e Tecnoprofile Magazine – Argentina.
    Juliana Ramacciotti – Arquiteta e Urbanista pela FAAP-SP. Mestranda pela Mackenzie – SP. Atuou por 4 anos na Philips Lighting em  projetos luminotécnicos e por 7 anos como Country Manager da Lutron do Brasil.
    Leonardo Moraes – Sociólogo pela UFG – Mestre em História pela UnB, Especialista em História Nacional de Goiás pela UFG. Especialista em Docência Universitária pela UNIVERSO.
    Lori Crízel – Arquiteto. Mestre em Conforto Ambiental pela UFRJ – ênfase em Luminotécnica. Docente da UFRJ e UFPR.
    Luiz Emiliano Lavendaño – Arquiteto e Designer pela Universidad Católica de Valparaíso – Chile. Mestre em Design pela FAU/USP, docente e coord. do curso de graduação em Desenho Industrial da FAITER – SP.
    Marcos Simão – Arquiteto. Especialista em Tecnologia e Projeto de Iluminação pela UNESA.
    Nelson Ruscher – Eng. Eletricista e Mestre em Eficiência Energética e Eletrônica de Potência pela UNB. Consultor técnico da Philips Iluminação, Vice-Presidente da ABIL – Associação Brasileira de Iluminação.
    Nelson Solano – Arquiteto. Mestre. Doutorando em Arquitetura pela USP. Autor do Livro Iluminação e Arquitetura. Editora Geros – SP, 2001.
    Plinio Godoy – Engenheiro, coordenador da Divisão 3 do Comitê Brasileiro de Iluminação – CIE-Br, representante brasileiro no Comitê Internacional de Iluminação – CIE, palestrante no curso de Iluminação de Exteriores da Universidade de Versailles (Fr), autor de projetos reconhecidos, como a Ponte Estaiada, em São Paulo (SP).
    Silvia Bigoni – Arquiteta. Especialista em Marketing pela FGV. Mestranda pela USP. Consultora desde 2001 do segmento de iluminação. Ministra o curso de Pós-Graduação de Design de Interiores na FAESA/ES e presta consultoria para o Prêmio ABILUX de Projetos de Iluminação. Atuou  na OSRAM do Brasil por 11 anos e ministrou o curso de Projetos de Iluminação na FUPAM/FAU-USP. Desenvolve ao longo dos anos projetos de iluminação residencial e comercial tais como Livraria Cultura; Artefacto; Esfera.
    Thais Borges Lima – Arquiteta. Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UFBA. Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo pela UNB.
    Wilson Salloutti – Formado nas Faculdades Integradas Alcântara Machado, é sócio-fundador e atual diretor de Marketing da FASA Fibra Ótica, empresa pioneira na iluminação em fibra ótica para fins arquiteturais, decorativos e de comunicação visual no país. Sua luminária ‘Floating’ recebeu o Prêmio Via Design 2005.
    Convidado: Peter Gasper – Arquiteto e Cenógrafo. L.D. responsável pela maioria das luzes dos monumentos de Brasília. Trabalhou na Rede Globo, onde fez o cenário e iluminação das novelas. Iluminou a Hidrelétrica de Itaipu, o show de Frank Sinatra no Maracanã, a Missa do Papa e o Rock’n’Rio. Fez o projeto de iluminação da casa da Xuxa e BIG BROTHER BRASIL.

    As disciplinas são todas voltadas ao Lighting Design:

    •HISTÓRIA DA ILUMINAÇÃO
    •GRANDEZAS E CALCULOS LUMINOTÉCNICOS
    •FONTES DE LUZ ARTIFICIAL
    •PERCEPÇÃO VISUAL
    •SISTEMAS DE ILUMINAÇAO COM FIBRA ÓTICA
    •CONFORTO AMBIENTAL
    •DESIGN DE INTERIORES RESIDENCIAL
    •DESIGN DE INTERIORES COMERCIAL
    •DESIGN DE LUMINARIAS
    •METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO
    •PROJETO DE ILUMINAÇÃO AUXILIADO POR COMPUTADOR
    •ILUMINAÇÃO DE INTERIORES RESIDENCIAL
    •ILUMINAÇÃO DE INTERIORES COMERCIAL
    •ILUMINAÇÃO DE EXTERIORES
    •ILUMINAÇÃO ESPORTIVA
    •ILUMINAÇÃO CÊNICA
    •ILUMINAÇÃO DE MUSEUS, GALERIAS E SALAS DE EXPOSIÇÃO
    •A LUZ SOB CONTROLE
    •GERENCIAMENTO DE OBRAS E GESTÃO DE PROJETOS
    •CONCEPÇÕES E CRITICA DA ILUMINAÇÃO

    A duração do curso é de 20 meses com aulas uma vez por mês (Sexta das 18h às 23h, Sábado 8h às 19h, Domingo 8h às 13h) e o investimento é:

    •Matrícula = R$200,00
    •Parcelas = 21
    •Mensalidade = R$ 480,00

    Para maiores informações e inscrições:

    IPOG – Instituto de Pós-Graduação
    Av. Cândido de Abreu, 776, 6* andar, Ed. World Business
    Centro Cívico    Curitiba – PR
    Fones: (41) 3203-2899 / Fax 3203-2884 / 9900-9657
    curitiba@ipoggo.com.br
    www.ipoggo.com.br

  • WOW

    Em agradecimento aos quase 400.000 acessos vou postar aqui alguns trabalhos do grupo WOW do Japão.

    São vídeos, animações, feitos para clientes da empresa e que sempre focam o produto destes. Trabalhos belíssimos sem a menor dúvida, muitos deles utlizando o design de interação.

    Para começar, Citizen – marca de relógios – e o tempo no filme Infinity:

    Percebam  a suavidade com que o tempo é tratado neste filme e como coisas acontecem constantemente à nossa volta e não percebemos. As “construções” que vão sendo levantadas tem a ver com engrenagens, como tudo se junta e tem de funcionar perfeitamente. O trabalho feito com a luz, especialmente nas construções, logicamente que foi totalmente planejado mas, se você tiver paciência de ficar observando – ou filmando – algum skyline perceberá que essa dança das luzes é mais que normal.

    O segundo filme é o Textures:

    Este filme parece-me mais institucional mesmo e a intenção é mostrar a relação e importância das texturas com o meio em que vivemos. Estáticas ou com algum movimento, para todo lado que olhamos lá estão elas em suas mais variadas formas, cores, dimensões… texturas.

    O terceiro: Lights and shadows:

    Uma deliciosa brincadeira com luzes e janelas presentes em nossas vidas diárias…

    O quarto é sobre o Metrô:

    Segurança, informação, estrutura, conforto, linhas, abrengência, entre tantos outros itens dançando à nossa frente.

    E para finalizar, 141%:

    Tudo bem, ele tem tudo a ver com a nossa área. Não consegui ficar sem pensar nos absurdos ergonômicos que vemos constantemente nos projetos por aí… Espero que nenhum de vocês faça seus clients passarem por isso.

  • Ah se aqui fosse assim…

    Quem dera aqui no Brasil as coisas realmente funcionassem.

    A cidade de Kaohsiung – Taiwan, acaba de inaugurar o seu mais novo estádio olímpico que foi especialmente projetado e desenvolvido para os Word Games que acontecem lá agora em julho.

    Com capacidade para 55.000 espectadores e um custo de 150 milhões de dólares, o estádio é uma verdadeira máquina auto-sustentável. A cobertura é composta por 8.844 painéis solares que geram 1.14 gigawatt/hora – mais que suficiente para manter todo o sistema de iluinação e segurança funcionando tranquilamente sem a necessidade de uso da energia elétrica.

    Enquanto lá fora eles brindam os visitantes com mega estruturas, aqui, em terras tupiniquins, nos envergonhamos com “recauchutagens” toscas e megafaturadas. Lamentável.

    Como se já não bastasse o mico – sem falar do rombo financeiro desviado – em ter uma Copa do Mundo de Futebol (ECA!) ainda tentam trazer para cá os Jogos Olímpicos. AH AH AH!

    Quem teve a oportunidade de ver os “maravilhosos projetos” – segundo nosso presimente apedeuta¹³ (sic) sabe bem do que estou falando. E, impressionantemente, mais uma vez, tudo é feito na base de conchavos e acertos de bastidores.

    Não há concursos para seleção de projetos – e sim apadrinhamentos.

    Os orçamentos são absurdamente elevados – incondizentes com a realidade e mais impressionante ainda: sempre falta verba e temos de ver os intermináveis aditivos de contrato rolando solto…

    As obras são geralmente de péssima qualidade ou, no máximo, de qualidade duvidosa.

    As empreiteiras são sempre as mesmas – e todos fazem de conta que não percebem…

    Enfim, os interesses escusos rolando nas barbas da população que assiste atônita à essa barbárie.

    Não sou a favor da Copa aqui.

    Não sou a favor das Olimpíadas aqui.

    Nosso país, infelizmente, carece de muitas outras coisas bem mais importantes como saneamento básico, moradia, saúde, educação e, principalmente, EDUCAÇÃO E CONSCIÊNCIA POLÍTICA.

    Obras faraônicas “pra inglês ver”?

    Não gente, eles não precisam disso pois já tem muita coisa legal no país para ver e conhecer como o carnaval, o folclore brasileiro, sem contar as belezas naturais que, diga-se de passagem, são das mais belas nesse planeta. Tem também a História do Brasil que é riquíssima e produziu obras fantásticas e que, infelizmente, vemos dia a dia serem destruídas, apagando a nossa identidade.

    Se eu tivesse tempo faria posts aqui no blog sobre a cultura brasileira, seu folclore e história. Ao menos meus leitores conseguiriam prender algo de útil e realmente importante sobre quem somos e porque somos brasileiros.

    Não sei como anda a educação de base, mas pelo visto, o folclore deve ter sido reduzido a nada.

    Promover dois eventos desse porte seguidos num país onde os parlamentares confundem design com artesanato é no mínimo ridículo para não dizer absurdo.

    Fazer algo nesse sentido onde os maiores escândalos sempre acabam em pizza é carimbar na testa de todos nós cidadãos palavras como  TROUXA, PALHAÇO, IMBECIL, ZÉ MANÉ. E depois eles ainda aparecem na TV falando que “estão pouco se lixando para a opinião pública” (sic).

    Não gosto muito de expor esse meu lado político pois sou bastante ácido com relação ao que vem sendo feito em nosso país e muitas pessoas não gostam, porém, tem coisas que não consigo calar-me pelo simples fato de já ter vivido varios anos dentro da política e percebido que não temos políticos e sim POLITIQUEIROS…

    Fico imaginando a festa de abertura da Copa… um show de bundas carnavalescas embaladas por funk e sertambregas. Que “must”!

    Melhor ainda será a participação popular, a platéia que certamente irão ser altamente respeitosa tanto na hora da compra dos ingressos – quando descobrirem que os mesmo já esgotaram – quanto no momento das partidas… aff

    Lamentavelmente, nosso país não dispõe de uma administração pública eficiente para a realização de algo desse porte. Nem no antes e, muito menos no durante.

    Coloco novamente: nosso país necessita de outras ações bem mais sérias que essa maquiagem maquiavélica na tentativa de mostrar ao mundo que somos um país justo e digno de primeiro mundo.

    Eu não apóio a Copa…

    Eu não apóio as Olimpíadas…

    Quem sabe daqui ha uns 300 anos estejamos prontos para algo assim…

    Eu apóio o meu país e o meu povo.

  • The Halle Tony Garnier – Paris

    The Halle Tony Garnier, surgiu após uma uma estrutura industrial construída em 1889 ser transformada num espaço para eventos e shows, em Paris. Com um grandioso projeto envolvendo áreas como arquiteura, engenharias, lighting e design, fizeram uma revolução.

    O projeto de 17.000m² que mescla estruturas originais de madeira e alvenaria com grandes panos de vidro e outras estruturas metálicas no teto e nas paredes.

    O resultado desse trabalho em parceria entre diversos profissionais só poderia resultar num projeto de excelência e belíssimo.

    Imagens: Aphex Twin, Xuan NGUYEN aka Xuxu, Leandro’s World Tour on flickr, and from wikipedia

  • TvLeo

    A empresa Leo Madeiras, alem de ser um excelente fornecedor na área em questão, é uma empresa preocupada com a qualidade de seus produtos e com a constante qualificação dos profissionais que utilizam seus produtos.

    Uma de suas ações nesse sentido é o programa Marcenaria Moderna onde, através de vídeo-aulas, entrevistas e outros procura levar conhecimento a quem se interessar.

    Basta acessar o site da TVLeo e assistir os vários vídeos disponíveis.

    Por exemplo:

    Ou ainda este  que fala sobre as etapas de um projeto e o cuidados no desenrolar do desenvolvimento:

    Alem destes tem vídeos sobre ergonomia, ferramentas de trabalho, soluções sob medida,

    Vale a pena a visita. Tenho certeza de que vocês aprenderão muitas coisas por lá.

    Ou então você pode ir direto à pasta da Leo Madeiras no Youtube onde encontrará todos esses vídeos disponíveis.

  • Movelpar 2009 – impressões

    Estive ontem, junto com minha parceira Adélia Covre, visitando a Movelpar aqui em Arapongas.

    Apesar do aumento do espaço de expositores, um movimento “do cão” – pois aquilo estava insuportavelmente cheio – cheguei ao pavilhão de exposições um tanto quanto apreensivo sobre o que iria ver. Digo apreensivo pois em época de crise mundial onde a ordem é cortar gastos, não sabemos o que iremos encontrar pela frente em um evento onde claramente os gastos são enormes! Outro fator é que o pólo moveleiro de Arapongas é claramente destinado aos magazines com uma linha de produtos mais simples e baratos. Encontraríamos alguma novidade real? Alguma empresa buscando destacar-se “subindo de nível”? Essas e outras questões nos perturbavam. Mas só vendo para saber.

    De entrada já me surpreendi pela eficiência e rapidez do credenciamento. Não sei dizer sobre o credenciamento no local, mas para quem como eu, o fez online, era só chegar num terminal de computador, digitar o CPF, colar a etiqueta no crachá e entrar. Em menos de 5 minutos tudo resolvido e já estávamos dentro da feira prontos para andar e andar e andar e andar. Aff.. E como andamos!!! Parabéns ao EXPOARA pela excelente organização.

    De cara já fiquei surpreendido com a qualidade dos estandes. Claro que tinham os mais simples e menores, porém os maiores estão belíssimos, muitos utilizando-se de alta tecnologia como painéis gigantescos em LEDs. Como nos disse um de nossos contatos, neste momento de crise, ao menos a indústria moveleira está esperançosa. Por isso vale o investimento pois o retorno, ao menos nesse setor, apesar da queda de aproximadamente 25% que tiveram nos últimos meses, vale a pena.

    Atendo-me aos estandes por hora, novamente vi um show de irresponsabilidade ecológica no que diz respeito aos projetos, especialmente no tocante à iluminação. Haviam estandes com tantos espotes e projetores de luz que muitos acabaram por serem desligados. Outros casos é a insistente colocação de projetores junto ao piso nas fachadas dos estandes. Fica bonito? Até que interessante sim, porém tecnicamente totalmente errados pois o ofuscamento para quem passava ao lado destes era algo insuportável. E não foram um, dois ou três estandes incorrendo no mesmo erro e sim vários e vários.

    Sobre revestimentos, formas e estruturas, alguns merecem aplausos pois estavam, digamos, perfeitos! Perfeitos esteticamente, forma, cores, texturas enfim, conjuntos muito bem elaborados e resolvidos. Já outros também enormes, pecam por excessos desnecessários ou formas básicas demais – caixotão. Alguma formas “disformes” nada interessantes se fazem presentes e acabam por distorcer a “paisagem feirística”.

    Como estes estandes são para mostrar o que a indústria vem desenvolvendo, passemos então aos produtos.

    MAGAZINES.

    Quase a totalidade das indústrias desse pólo moveleiro trabalha com produtos voltados às redes de lojas populares. Até aí tudo bem, tem mercado para todos e todos precisam de produtos. Vimos muitas matérias primas que também estão sendo utilizadas pela indústria alta aplicados nestes produtos mais populares. Ótimo isso acontecer! Porém – como sempre tem um porém, impressionante – as novidades param por aí com raras excessões.

    Um questionamento:

    “Será que o povão gosta mesmo desse tipo de coisa ou compra por falta de opções mais bonitas, digamos, com um design próprio e que anuncie uma identidade própria da marca?”

    É impressionante a mesmice dentro das diversas marcas. Visualmente é um show de repetições sem fim a cada estande visitado. As diferenças ficam por conta dos revestimentos, cores. Formas são basicamente as mesmas.

    Será que o povão gosta mesmo daqueles estofados com espaldar alto e “rechonchudo” revestidos com aqueles tecidos horríveis sejam na padronagem seja na textura? Será que o povão gosta mesmo daqueles móveis ergonomicamente errados e desmontáveis com apenas “um tapa” por causa de erros projetuais e especificação de ferragens? Será que o povão tem tanto mal gosto mesmo ou será que tem esse mal gosto por absoluta falta de opção? Será que a indústria não consegue realmente vislumbrar uma forma de resolver esteas distorções e, uma a uma, buscar a sua identidade própria?

    Esses e tantos outros questionamentos saltam nossos olhos ao visitar esta e outras feiras. Especialmente um:

    Quem é que faz o “dezáine” dentro destas empresas?

    Conheci sim algumas – conta-se nos dedos de uma mão – que realmente tem investido pesado em design, numa equipe forte, sólida e muito bem embasada, com excelentes profissionais. Empresas estas que vem se destacando e diferenciando dentro do polo moveleiro de Arapongas. A estas os meus sinceros comprimentos e parabéns e votos de sucesso!

    Por falar em “dezáine”, o que dizer do Prêmio Movelpar de “Dezáine”???

    Francamente, novamente uma decepção total assim como nas outras edições.

    É impressionante como este “concurso” é capaz de premiar produtos ridículos e deixar de fora produtos maravilhosos. É um bom exercício de paciência para se ficar “abestado” e incrédulo com o que se vê sem surtar, afinal estamos num espaço público. Mas também excelente para se perceber as críticas dos outros visitantes e perceber que você não é um ET e tampouco está fora da realidade ao ver que a sua visão bate com a de muitos outros. Talvez falte a este Prêmio o “Voto Popular” à exemplo de outros concursos. Mais adiante farei um post com a minha classificação dos finalitas sob a minha ótica. É uma pena que nao terei acesso a todos os inscritos pois certamente existem outros produtos magníficos que ficaram de fora da lista de finalistas.

    Com o tempo vou postando as coisas que vi, gostei muito e acho que valem a pena serem expostas.

  • 300.000

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    Agradeço primeiramente a Deus por me fazer um ser pensante, crítico, analítico.

    Agradeço a todos que acreditam e valorizam o meu trabalho.

    Agradeço aos meus amigos pela força.

    Agradeço a todos vocês leitores e visitantes, que são a razão da existência deste espaço.

    Muito obrigado!

    Muita luz a todos vocês!

    Paulo Oliveira

  • Manual do Usuário – precisa disso?

    Já há algum tempo venho analisando e percebendo algumas dificuldades de clientes meus e de outros profissionais das áreas de Interiores e Lighting em entender e saber como funcionam alguns elementos do projeto.

    Depois de ler um artigo postado pelo Jonas no blog http://www.design.com.br, em meu comentário sobre o mesmo, já demonstrei e deixei pendente algo sobre o assunto voltado especificamente para estes projetos.

    Muito podem alegar que é uma piração ou exagero do profissional propor-se a fazer um manual de instruções/uso sobre estes elementos. Pois bem, eu digo que não é não, especialmente nos dias de hoje em que a tecnologia nos coloca dia a dia frente a inovações.

    Fico pensando em como irá se comportar um de meus clientes que estou finalizando seu projeto diante de alguns detalhes como: eletros de cozinha novos de última geração, lâmpadas e equipamentos de iluminação complexos (ex: LEDs RGB e sua parafernália), revestimentos extras (tecidos ou palha em paredes, por exemplo), pisos entre muitas outras coisas.

    Quando o cliente recebe a “chave de volta” ele está inebriado por causa das novidades, da beleza, do cheiro do novo enfim, encontra-se absorto num mundo utópico de perfeição. Até precisar clicar em algum botão.

    Pronto, aí começam as brigas do cliente com o projeto.

    Como entender os interruptores paralelos? Qual está paralelo com qual e porquê, pra quê?

    E as persianas automáticas ou não, como usa-las corretamente? Como fazer a limpeza das mesmas?

    Da mesma maneira, tem aquela parafernália de luzes, spots, pendentes, reatores, controladores… A lâmpada queimou! Ah, vou colocar essa que tem aqui – porém não atenta se a lâmpada serve para aquele circuito, se vai sobrecarregar a rede. Isso sem contar o transtorno até ele descobrir como soltar aquele spot embutido sem arrebentar com o gesso e o próprio spot.

    Ainda dentro da parte de light, hoje em dia não se aplica mais uma iluminação única para um ambiente. Nos projetos é comum encontrarmos 3, 4 ou até mais sistemas independentes que podem ser usados individualmente ou agrupados, mas nunca TODOS de uma só vez. Além do excesso de luz que causará desconforto, temos também a questão da conservação de energia elétrica (meio ambiente) e o bolso dele no final do mês com a conta que virá bem alta.

    Dentro da parte de equipamentos, encontramos uma infinidade destes que tem suas características distintas e únicas seja no manuseio diário, seja na manutenção.

    Passe uma esponja de aço numa torneira cromada pra você ver o que vai te sobrar.

    Limpe uma geladeira ou fogão com produtos abrasivos (ex: veja) pra ver o estrago.

    Estes são apenas alguns exemplos bem básicos. Portanto vamos destrinchar algumas áreas:

    ILUMINAÇÃO:
    – Lâmpadas:
    Num projeto existem diversos tipos de lâmpadas que, obviamente, o cliente desconhece suas características. Portanto, nada melhor que ele receber em seu manual do usuário informações importantes para que o projeto luminotécnico não acabe por ser descaracterizado ou até mesmo destruído por falta destas.
    Quais informações devemos colocar sobre as lâmpadas e como fazer isso? Primeiramente devemos dividir as informações por cômodos e detalhar como por exemplo:

    Estar/Living:
    Sistema 1 (abajoures): lâmpadas fluorescentes compactas 16W, 120V, 2800K, preferencialmente todas da mesma marca/lote “X”. Tipo/marca/modelo do abajour. Características das cúpulas, etc.
    Sistema 2 (sanca RGB): barra LED RGB, marca “X”, seguir instruções do manual em anexo. Para os controladores fazer a mesma coisa: uma instrução básica (guia rápido) e anexar o manual técnico ao final do Manual do usuário.
    Sistema 3 (geral): modelo/marca dos spots, explicar basicamente a fixação, cuidados com limpeza, se há ou não reatores/transformadores, etc.
    Interruptores: caso existam interruptores de ultima geração, especificar quais são (localização) e explicar suas características e funcionalidades especiais.

    E assim por diante até fechar todos os sistemas que compõem o ambiente.

    PISOS:
    – Porcelanatos:
    Explicar como deve ser realizado os trabalhos de limpeza e manutenção dos mesmos. Existem peças porosas que podem vir a manchar caso seja derramado sobre as mesmas algum produto/pigmento. Já outras peças não correm este risco, porém se forem utilizados produtos abrasivos os mesmos podem acabar com riscos, perda de brilho entre vários outros problemas. Alguns vem com uma “capa” antiderrapante que também pode acabar sendo removida por causa do uso constante de produtos químicos.
    Nos sites dos fabricantes geralmente estão disponibilizados arquivos em PDF com estas informações. Busque-os e os anexe ao final do Manual.

    REVESTIMENTOS:
    Tecidos, lâminas, BP, melamínicos, vinil, palhas e outros naturais/rusticos, enfim. São muitos produtos que utilizamos nos revestimentos dentro de um projeto. Assim como os pisos, estes materiais também tem suas características próprias que merecem atenção.

    Especialmente os tecidos, os naturais e papéis de parede. Cada tecido tem sua característica, forma de lavar, produtos que devem ser evitados, se podem ou não ser passados, etc. Os clientes geralmente desconhecem estas informações.
    Portanto lembre-se de detalhar nesta parte cada revestimento especificando as suas características e cuidados.

    EQUIPAMENTOS:
    Não existe coisa mais chata que você chegar à frente de um aparelho eletrônico e ficar um tempão tentando adivinhar como fazê-lo funcionar.
    Estes equipamentos vem de fábrica com seus manuais de instruções. Porém você pode inserir dicas rápidas sobre uso/manutenção dos mesmos – ou no manual ou destacando aqui.

    Um problema muito sério é com relação à limpeza dos mesmos. Vemos constantemente geladeiras riscadas (arranhadas), peças de metal idem. Os cuidados devem ser destacados. Existem na web inúmeras informações e dicas sobre como evitar problemas como estes.

    MOBILIÁRIOS/MARCENARIA:
    Alguns moveis tem características particulares, outros são aqueles multi-funções enfim.
    Estas características devem ser destacadas e explicadas para o usuário final.

    Como escrevi acima, são apenas algumas informações que eu iria passar. No entanto, se formos pensar no todo de um projeto existem muitos outros pontos que devem ser destacados neste manual. Basta observar bem tudo o que está sendo especificado.

    Como apresentar isso a um cliente?

    A coisa mais irritante é, quando preciso de alguma informação, ter de ficar revirando gavetas e armários atrás dos manuais de instruções.


    Que tal juntar tudo isso numa pasta – pode ser daquelas A-Z – onde você coloca tudo ali dentro?
    Manuais técnicos, garantias, notas fiscais e, claro, o seu manual profissional.
    Pode-se optar por mandar alguém fazer um scrapbook bem bonito, transado e que promova uma apresentação legal do mesmo. Tudo vai depender de você.

    Claro que isso tem um custo para ser feito e não é só referente aos custos dos materiais para confecciona-lo mas também o seu tempo de trabalho e empenho para a construção deste manual.

    Pense com carinho neste assunto. Seus clientes merecem esta atenção e isso certamente vai valorizar e muito o seu trabalho.

    E.T.: a primeira imagem deste post é de uma obra – da mais interessante – da Nuit Blanche. A instalação de Robert Stadler na Igreja Saint-Paul Saint-Louis. Ao entrar na igreja, por uma porta lateral, o público vê apenas grandes esferas luminosas, que parecem organizadas aleatoriamente. Ao se dirigir para o centro da igreja, entretanto, as esferas formam um grande ponto de interrogação sobre o altar.

  • Lighting: erros básicos

    É muito comum perceber erros nos projetos de iluminação que demonstram o óbvio desconhecimento do prejetista sobre os equipamentos e acessórios, modelagens projetuais, eficiência energética, estética, segurança entre tantos outros.

    É sabido que hoje em dia, em média 70% de um projeto se faz com o Light Design. De nada adianta gastar horrores com móveis de design assinado, revestimentos caríssimos se o projeto de Lighting não for muito bem elaborado.

    Tempos atrás visitando uma mostra de decoração me deparei com um home-theater muito bem montado funcional e esteticamente. Porém o projeto de iluminação estava péssimo. Havia uma tela de plasma numa parede e junto à parede oposta um sofá daqueles que é o sonho de consumo de qualquer um.

    Mas bem em cima deste sofá, onde deveríamos nos sentar confortavelmente para assistir seja lá o que for – PASMEM! – foram instaladas 14 spots embutidos duplos para lâmpadas AR111. Isso dá um total de 28 lâmpadas num espaço com pé direito comum – 2,65m +- – quando estas lâmpadas foram projetadas para alturas mínimas de 3,00 metros. Issos em contar as incontáveis dicróicas espalhadas pelo resto do espaço, o ar condicionado gritando em potência máxima na tentativa de reduzir o calorão que estava lá dentro…

    Comecei a dar risada pois não me aguentei diante de tamanho absurdo. Foi quando a dupla responsável pelo ambiente já veio arrogantemente me dizer que se eu não tinha gostado do espaço que me retirasse. UAW!!! Que profissionalismo e ética. Entreguei um cartão meu e me retirei. Sem contar ainda que o tema era “sustentabilidade”…

    O pessoal acha que apenas com os parcos conhecimentos adquiridos na faculdade já estão aptos a sair desenvolvendo projetos à torto e a direito. Não é bem assim. Não é simples assim.

    É exatamente por isso que vejo contantemente erros e mais erros projetuais em lighting. Incluindo aqui nos projetos de muitos dos bambambãns e socialites.

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    A imagem acima nos dá a exata noção do tamanho do desconhecimento do projetista no tocante a equipamentos para iluminação.

    Os rebatedores são uma “mão na roda” para resolvermos a iluminação de grandes espaços. Mas para utiliza-los não basta levarmos em conta isso ou que eles estejam na moda.  Percebam na imagem que o facho da lâmpada é maior que o diâmetro do rebatedor o que ocasiona a fuga de luz para a parede além das horríveis sombras projetadas do rebatedor.

    Os erros cometidos? Erros de angulação e distância. Já que a luminária encontra-se a determinada distância do rebatedor, temos de analisar – devido à distância – em que raio a abertura do facho estará na distância em que o rebatedor estará localizado. Aqui o projetista utilizou uma lâmpada onde a abertura acabou ficando maior do que deveria.

    Outro caso:

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    Fala sério!!! Como esse povo gosta de gastar energia e provocar ofuscamentos desnecessários.

    Aqui percebe-se claramente que o projetista não levou em consideração a arquitetura. A única coisa que se percebe e uma explosão de luz na tentativa de “querer aparecer” em meio à paisagem urbana.

    Percebam que até mesmo os elementos arquitetônicos mais sutis ficam “foscos” em meio a tanta luz.

    Em tempos de eficiência energética percebemos que o pessoal anda meio desligado sobre o assunto.

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    Olhem que “belezura” os reflexos no teto. Vidros, espelhos, cromados, dourados facilmente refletem a luz formando essas ilhas de reflexos nas outras superfícies. CUIDADO!

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    Percebam na sanca a explosão de luz causado ofuscamento. Erro? Desconhecimento dos equipamentos, potência adequada, pode também ser erro de abertura da sanca entre vários outros. Isso mata qualquer projeto. E percebam que o mesmo erro foi cometido sequencialmente em vários ambientes que aparecem mais ao fundo na imagem.

    A luz indireta produzida pelas sancas (built-in) devem ser pensadas como luz secundária, apenas de preenchimento e nunca como principal.

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    A imagem acima nos mostra mais um erro crasso e muito comum: posicionamento em relação ao usuário.

    Tudo bem que esteticamente fica muito bonito. Mas coloque-se em pé de frente com esta luminária e tente conversar com a pessoa que está do outro lado da mesa… Isso sem contar que este tipo de instalação provoca ofuscamento quando estamos sentados.

    Bom, espero que com estas dicas e observações ao menos vocês leitores, parem de cometer esses erros.

    E nunca é tarde para lembrar: não queira fazer tudo sozinho. As parcerias estão aí exatamente para evitar estes erros comuns e bobos.

  • Retrospectiva Design: Ações e Críticas 2008

    Bom, encerrando os trabalhos de 2008, segue abaixo uma lista com os posts mais interessantes que rolaram por aqui mês a mês.

    Este post serve, além de apresentar um pouco do que foi feito neste blog durante 2008, ressaltar postagens importantes e também mostrar aos novos leitores coisas mais antigas e que continuam atuais e importantes no nosso dia a dia.

    Apresento algumas sugestões na lista abaixo porém, se quiserem ver mais é só usar na barra lateral esquerda a parte ARQUIVOS onde você pode navegar pelo blog mês a mês e encontrar muitas outras postagens.

    Vamos à lista:

    Janeiro/2008

    Design do Ócio

    Fevereiro/2008

    Designers Decapitados

    Março/2008

    Elimine as armadilhas

    Abril/2008

    Interposições profissionais e confronto direto

    Diferenças entre Decorador, Designer de Interiores e Designer de Ambientes

    Maio/2008

    Tira dúvidas – Design de Interiores/Ambientes

    Destruição da Restauração

    Junho/2008

    Tudo que você precisa saber sobre Design de Interiores e Ambientes

    Design de Interiores – Cursos

    Iluminação e Arte

    ABD – Já deu o que tinha que dar. Basta!

    Julho/2008

    Matrizes Curriculares – das Atividades Complementares

    Modelo de contrato – Interiores/Ambientes

    Agosto/2008

    Arte urbana – embelezamento urbano

    SET Design

    Setembro/2008

    Vídeos: Semiótica

    Desenho e detalhamento de móveis

    Outubro/2008

    Desenhistas de Nada

    Novembro/2008

    Trens metropolitanos e inter-urbanos

    Ponto de Vista: Jethero Cardoso

    Dezembro/2008

    Enquetes

    Presente de Natal à ABD

  • Design 21

    Design 21 | Better design for the greater good

    O Design 21 assume-se como uma rede de contactos cuja missão é inspirar/promover, através do design, a consciência social. Esta rede, promovida pela Felissimo e pela UNESCO, permite colocar em contacto todas as pessoas que desejem explorar novas formas de fazer com que o design tenha um impacto positivo na comunidade. Para os promotores desta comunidade, a verdadeira beleza do design é o seu potencial para melhorar a vida.

    As principais causas do movimento são: educação; ajuda humanitária; pobreza; comunidade; ambiente; comunicação; arte & cultura; paz e bem-estar.

    Juntem-se à causa, por uma vida melhor cheia de “bom” design!!!

    Via: O Design e a Ergonomia

  • 100% Nacional – Julia Krantz

    Combinar o design de móveis em madeira com uma preocupação ambiental é uma das características do trabalho de Julia Krantz. Formada em arquitetura pela FAU-USP, sua linha de produção deixa transparecer o poder orgânico da madeira, em um cuidado minucioso de artesania que faz essa matéria-prima dialogar com sua condição original, através de formas que suscitam algo para além da simples utilidade cotidiana. Nesse trabalho, a ecologia tem papel fundamental. A designer, associada ao grupo de compradores de produtos florestais certificados e detentora do selo de certificação do FSC, possui o compromisso de se utilizar apenas de materiais obtidos através do manejo sustentável, se recusando a se servir de madeiras ameaçadas pela extinção. A difusão e valorização de espécies pouco conhecidas da floresta tropical, associada ao combate da degradação ambiental, se somam a uma concepção artística da utilização dessa matéria-prima tão especial em recursos. O cuidado e o fascínio pela natureza transparecem nas produções de seu trabalho, em cujas peças se pode verificar uma continuidade em relação a imensa riqueza de desenhos, cores e formas que a floresta oferece as mãos de um artista criativo.

    Julia Krantz

  • Design 100% Nacional

    Well…

    Novamente na correria passando pra dar um oi geral.

    Bom, sobre o título do tópico, tenho recebido varios e-mails questionando do porque de tantas postagens falando sobre o Design produzido no estrangeiro e poucas coisas daqui da terra brasilis…

    Isso não tem um porque exato no entanto podemos – eu e outros blogueiros – afirmar que o acesso à produção estrangeira é bem mais fácil que à nacional.

    Ou então parece que o Design brasileiro resume-se ao que aparece às vezes em sites e revistas e que, tirando os mesmos de sempre, ninguém mais produz nada.

    Então abro este canal para expor os trabalhos dos Designers brasileiros que trabalham com coisas voltadas ao Design de Interiores/Ambientes.

    Para expor os trabalhos, envie um e-mail para ldda.paulooliveira@sercomtel.com.br com:

    fotos boas dos produtos

    breve descrição dos produtos

    dados do designer e/ou empresa

    De posse desses materiais vou fazer posts variados por tipo de produto:

    Móveis para ambientes de Estar

    Móveis para ambientes de servir

    Móveis para áreas externas

    Acessórios

    Equipamentos

    Materiais e Revestimentos

    Portanto, podem começar a mandar as informações ok?

  • Algumas dicas

    Bom pessoal, já perceberam que nesta semana que está terminando eu não postei quase nada. Isso se deve à correria de final de ano.

    Quem já trabalha na área sabe que final de ano é sempre assim. Além dos projetos de Interiores e Ambientes dos clientes que querem suas casas renovadas para as festas de fim de ano, temos ainda as decorações natalinas. Haja fôlego.

    Mas para não deixar vocês leitores órfãos, vou postar algumas dicas rápidas aqui:

    1 – Lar Doce Lar

    Para quem curte este programa, pode rever os vídeos das reformas já realizadas através do site

    http://tvglobo.caldeiraodohuck.globo.com/lardocelar/

    Muito bom!!!!

    2 – Cursos de Arte Floral

    A Floral Design Brasil está com alguns workshops programados para o final de ano e inicio de 2009. Acesse o site e confira a programação.

    3 – Feiras 2009

    As feiras de 2009 já estão com o credenciamento online para visitantes.

    Kitchen & Bath

    Feicon

    Movelpar

    4 – TV por assinatura

    Alguns canais de TV por assinatura oferecem excelentes programas para nossa área.

    No Discovery Home&Health está passando uma temporada Eco Renovação. É um programa muito bom sobre novas construções eco-sustentáveis e aquelas já construídas onde os proprietários “compram” as idéias sustentáveis e permitem as implantações propostas pelos arquitetos e designers.

    Além desse, tem o Design Divino – com a Candice – que é naquela linha de renovações rápidas. Muita coisa interessante aparece por lá.

    Tem também o Trading Spaces onde vizinhos trocam de casa e reformam um dos cômodos. As vezes tudo sai bem, mas de vez em quando erram feio rsrsrsrs Vale a pena.

    Já no Discovery Channel, o melhor que acho é o Mega Construções.

    No National Geografic Channel encontramos uvasta grade sobre o Meio Ambiente e também alguns sobre engenharia, arquitetura e Design. Além dos sempre excelentes sobre arqueologia e história.

    Todos eles apresentam em seu site uma resenha sobre os programas já apresentados e, em alguns casos, vídeos e uma enorme galeria de imagens. Excelente fonte de pesquisa.

    Bom, acho que com essas dicas já me redimi pela ausência da semana.

    Espero que curtam bastante todas elas.

  • Para poucos que podem pagar

    Olhando um site agora, duas coisas me chamaram a atenção:

    1 – Móveis compactos.

    Temos visto que de um bom tempo para cá as construções tem sido realizadas minimizando ao máximo possível os espaços. Em alguns casos posso até dizer que tornando-os não usáveis. Com isso, tem surgido uma vasta linha de móveis compactos com a intenção de resolver estes problemas sejam de circulação, sejam ergonômicos. Porém pouco se vê de diferente e, como dizem os leigos, quando vejo algo nesse sentido penso: “não dava pra colocar um pouco mais de designer aí não?”

    Claro que nao estou generalizando pois existem produtos excelentes, criativos, com muito design, ergonomia, etc. Mas a maioria, como diz meu amigo Vinícius, parace tudo uma Casa (sem) Cor. Parecem cópias “recriadas” umas das outras.

    Ainda bem que existem excessões…

    2 – Seja um “efeito colateral” de um surto criativo, uma consciência eco-sustentável, seja uma crítica social e política, ou talvez nao seja nada disso e apenas a sorte de dispor dos materiais certos na hora certa, alguns produtos nos surpreendem. É o caso da cadeira abaixo, obra do designer Alexander Reh, que usa cartuchos de espingarda:

  • Móveis de madeira sustentável preservam a mata nativa

    Novo conceito de móveis, o Biomóvel é caracterizado pela sustentabilidade do processo de produção e desenvolvimento do design

    Os produtos de madeira sustentável como o pinus e eucalipto estão voltando com força total ao cenário do mercado brasileiro de móveis. O conceito foi o tema do evento Biomóvel que aconteceu nos dias 19 e 20 de novembro, do Hotel Bourbon Convention Ibirapuera, em São Paulo. O objetivo foi discutir a produção de móveis a partir de madeira de manejo, ou seja, que respeita e preserva a mata nativa como mogno, canela, imbuia, araucária, entre outras.

    “O fato dos móveis serem produzidos de madeira sustentável ajuda a conservar a mata nativa. Pois, se não houver demanda para o corte de madeiras nobres, as florestas serão conservadas. Comprando biomóveis alivia a pressão na demanda de madeira com origem desconhecida”, alerta Alexandre Battistella, diretor da Battistella Operações Florestais.

    Atualmente, no Brasil, mais de 250 cidades com mais de 100 mil habitantes concentram um potencial de consumo de R$ 22,7 bilhões em móveis, o equivalente a 70% do total nacional. Neste universo, o principal destaque é o estado de Santa Catarina. Em 2005, o estado sagrou-se como grande exportador brasileiro de móveis, com a comercialização de mais de US$ 449 milhões, respondendo por 41,8% do total de exportações de móveis do Brasil. Hoje, este índice já chega a 47% e os maiores compradores são os países da Europa e os Estados Unidos.

    O novo conceito de móveis, o Biomóvel é caracterizado pela sustentabilidade do processo de produção e desenvolvimento do design. Ou seja, a cultura na produção de móveis por parte das indústrias será a partir de processos de fabricação que atendem a todos os requisitos socioambientais, além de qualidade e bom gosto.

    “São móveis em madeira maciça reflorestada, produção limpa e que foram produzidos com todo o cuidado para atender as exigências da legislação européia”, explica Ari Bruno Lorandi, diretor da Central da Excelência Moveleira idealizador deste novo conceito no Brasil.

    A preocupação em produzir com sustentabilidade faz parte da história da Battistella, que mantém reservas florestais próprias, programa de manejo e condução correta dos cultivos florestais e um centro de pesquisa dedicado a melhoria genética. O conjunto dessas ações resulta em árvores mais retas, com menos galhos e com madeira de qualidade cada vez maior, possibilitando o melhor aproveitamento e rendimento pelas indústrias moveleiras. “Por exemplo, o móvel de Pinus, além de ser um produto ecológico e que faz bem ao meio ambiente, resistente, ótima qualidade e que tem novos designs”, complementa Alexandre.

    Paralela à importância da preservação ambiental está a certificação das florestas. O manejo florestal da Battistella é certificado pelo Forest Stewardship Council que atesta que o plano de manejo da empresa atende aos principais requisitos de equilíbrio ecológico, econômico, operacional e social. O selo é reconhecido internacionalmente entre empresas que trabalham com produtos florestais. “O consumidor brasileiro precisa perceber que ao adquirir um móvel fabricado com madeira proveniente de uma floresta certificada ele está contribuindo para o meio ambiente”, declara.

    Até o momento, 20 empresas filiadas ao Sindusmobil, Sindicom (Sindicato das Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Rio Negrinho) e Arpem (Associação Regional da Pequena Empresa Moveleira) confirmaram presença no evento de lançamento do Projeto Biomóvel, em São Paulo. Para comprovar a qualidade do móvel, os produtos receberão um selo de certificação que será fornecido pelo SENAI, o qual garante sua origem.

    História do Biomóvel

    O desenvolvimento do Biomóvel teve como base o projeto Green Home, elaborado na Toscana, Itália. A estratégia do Biomóvel integra todos os níveis de desenvolvimento do produto e associa vantagens competitivas como a redução dos materiais utilizados e dos resíduos de produto. O projeto orienta e dá indicações sobre os materiais que devem ser utilizados ou evitados, os padrões para o móvel ecológico até o selo de qualidade ambiental para o Biomóvel.

    O conceito do Biomóvel acompanha todo o ciclo de vida do produto, desde o nascimento e até morte. Os processos são compostos das seguintes fases: pré-produção (produção dos materiais e semi-acabados utilizados no processo); produção (transformação dos materiais, montagem e acabamento); distribuição (embalagem, transporte e armazenamento) e até a utilização (manutenção).

    Nas fases de criação e produção do móvel, aspectos fundamentais devem ser considerados: projetar produtos multifuncionais, evitar o super dimensionamento dos móveis, escolher processos produtivos que reduzem o consumo de materiais, otimizar o consumo de energia na produção e utilizar embalagens recicláveis.

    fonte: O Bonde