Categoria: Ergonomia & Acessibilidade

  • Lâmpadas de plasma feitas de folhas alumínio superam lâmpadas incandescentes

    Lâmpadas planas, finas como folhas de alumínio, que não precisam de suportes metálicos, super-leves, podendo se adaptar a qualquer ambiente e servindo inclusive a aplicações médicas. Essa é a novidade apresentada por pesquisadores da Universidade de Illinois, Estados Unidos.

    Lâmpadas de plasma

    As novas lâmpadas são formadas por um sanduíche de duas folhas de alumínio separadas por uma finíssima camada isolante de óxido de alumínio (safira). O que faz essa estrutura emitir luz é uma série de pequenas cavidades cheias de gás, que penetram a folha de alumínio superior e a camada de safira.

    Essas cavidades, com o formato de um diamante, são depósitos de plasma, que emitem luz sob a ação de uma corrente elétrica. O princípio é o mesmo das lâmpadas fluorescentes, só que as lâmpadas de plasma dispensam refletores e até mesmo os invólucros e suportes metálicos.

    Por cima da folha superior de alumínio vai uma camada de vidro de 0,5 milímetro de espessura, com o lado interno recoberto por uma película de fósforo de 10 micrômetros de espessura. Com isso, todo o painel de lâmpadas de plasma tem uma espessura total de apenas 800 micrômetros, ou 0,8 milímetro.

    “Construídos de folhas de alumínio, safira e minúsculas quantidades de gás, os painéis têm menos de 1 milímetro de espessura e podem ser pendurados na parede como se fossem quadros,” explica o professor Gary Eden.

     

    As lâmpadas de plasma poderão ser utilizadas para iluminação residencial e comercial e também para algumas aplicações biomédicas. Para se produzir lâmpadas de várias cores, basta alterar o gás no interior das microcavidades e o fósforo utilizado.

    “Cada lâmpada tem o diâmetro aproximado de um cabelo humano,” explica Sung-Jin Park, outro membro da equipe que desenvolveu as novas lâmpadas. “Nós podemos colocar um conjunto de mais de 250.000 lâmpadas em um único painel.”

    Eficiência energética

    No atual estágio da pesquisa as lâmpadas de plasma têm uma eficiência de 15 lumens por watt. Os pesquisadores afirmam ser possível chegar aos 30 lumens por watt quando o projeto do painel e da geometria das microcavidades estiver totalmente otimizado. Uma lâmpada incandescente tradicional tem uma eficiência entre 10 e 17 lumens por watt.

    Embora o painel de lâmpadas de plasma seja seis vezes mais fino do que um painel de LEDs, o consumo de energia ainda não é o ideal. O gasto de energia das lâmpadas de plasma fica muito acima dos LEDs, em um nível intermediário entre as lâmpadas fluorescentes e as lâmpadas incandescentes.

    Lâmpadas curvas

    Os pesquisadores também construíram conjuntos de lâmpadas de plasma seladas no interior de um invólucro de plástico transparente. Essas lâmpadas flexíveis abrem novas oportunidades para o design de sistemas de iluminação, que poderão ser instalados sobre superfícies curvas – como no interior de pára-brisas de carros, por exemplo.

    As lâmpadas curvas também poderão ser utilizadas como bandagens foto- terapêuticas para tratar determinadas doenças, como a psoríase.

  • Luminária robótica aprende onde e quando iluminar

    Lâmpadas de leitura e abajures não costumam ser muito inteligentes e nem tampouco associados à alta tecnologia. Mesmo os mais versáteis possuem apenas uma flexibilidade de posicionamento da lâmpada – mas geralmente insistem em sair lentamente da posição, geralmente descendo até o chão.

    Mas Guy Hoffman, pesquisador do Laboratório de Mídias do MIT, uma das maiores universidades norte-americanas, acreditou que seria capaz de fazer algo mais. Em sua tese de doutoramento, ele resolveu construir uma luminária robótica.

    A luminária de mesa robotizada, batizada de Aur, faz bem mais do que iluminar uma pequena área. Ela acabou transformando-se em um plataforma robótica “não-antropomórfica”, um conceito que vem ganhando terreno rapidamente, à medida em que os pesquisadores percebem que equipamentos robóticos podem atingir nichos nunca antes imaginados – aspiradores de pó são um bom exemplo.

    A base do robô é um braço robótico com cinco graus de liberdade. O controle é feito por gestos e voz “permitindo o controle de comportamentos criados em um sistema de animação 3D.”

    A idéia final, ainda não totalmente implementada, é que a lâmpada robótica possa interagir com o usuário, aprendendo quando ela deve acender, onde se posicionar e até o ponto focal a ser utilizado.

  • Acessibilidade e sua importância nos projetos de hoje e do futuro

    Acessibilidade é um dos temas mais atuais e importantes no setor da construção civil. O assunto não é aplicado apenas na arquitetura e urbanismo mas, nesse campo, é cada vez mais discutido e deve ser tratado com seriedade. De modo geral, trata-se de permitir às pessoas com deficiência, definitiva ou temporária, participarem de atividades que incluem o uso de edifícios, produtos, serviços e informação.

    Na arquitetura e no urbanismo, a acessibilidade tem sido uma preocupação constante nas últimas décadas. Atualmente estão em andamento obras e serviços de adequação do espaço urbano e dos edifícios às necessidades de inclusão de toda população. Construções adaptadas e equipadas para garantir o máximo conforto e segurança aos moradores da terceira idade, por exemplo, têm tido estudos recentes no Brasil, mas já permitem referências suficientes para a concepção de espaços adequados à dinâmica de vida doméstica de todos.

    Banheiros com barras de apoio, pisos planos e anti-derrapantes, boa iluminação das áreas de circulação, botões de emergência nos cômodos são itens que merecem atenção para moradias que atendem à essa faixa etária e, na maioria dos casos, podem ser executados com baixos investimentos.

    Incentivar a sociabilização familiar, proteger a saúde e a integridade física promovendo o seu bem-estar são alguns dos objetivos alcançados quando se leva em consideração a questão de acessibilidade nos projetos.

    Lar, doce lar

    Uma casa é mais do que uma reunião de tijolos, cimento, telhas e tantos outros materiais. É o lugar de nossos sonhos, símbolo de status, espaço privado em que nos reabastecemos para enfrentar a vida “lá fora”.

    É, antes de tudo, nosso ninho e, como tal, o lugar mais seguro e aconchegante do mundo. Ou pelo menos deveria ser, mas há riscos nem sempre visíveis. Podemos nos sentir bem em nossas casas mas, dependendo da forma como foram planejadas podem vir a causar acidentes, limitações e desconforto.

    No Brasil, a questão econômica sempre foi fator decisivo, principalmente quando o assunto é a casa. Como não podemos nos mudar, cada vez que uma necessidade nova surge –– nascimento de filhos, problemas de saúde, idade avançada — precisamos transformá-la em um lugar em que possamos viver e desfrutar de todas essas fases de forma segura, prática e agradável.

    Prevenção de Acidentes: cuidando do ambiente

    As crianças e os idosos são os dois grupos que mais sofrem acidentes em casa. As crianças, por não terem total controle de suas ações, e os idosos, devido às limitações naturais do envelhecimento. É preciso ter atenção redobrada para que os riscos que eles corram sejam os menores possíveis.

    Além disso, em geral, os acidentes ocorrem por causa das condições do ambiente combinadas com mais dois fatores: limitações físicas e hábitos pessoais dos moradores. Assim, um ambiente não adequado pode aumentar em muito a chance de ocorrências desses acidentes. Quedas, queimaduras, envenenamento por gás ou medicamento, lesões quando a pessoa bate forte em móveis são algumas ocorrências comuns no cotidiano e que se agravam em construções mal planejadas.

    Apesar da diversidade de fatores que podem causar incidentes numa moradia, o profissional responsável pelo planejamento de uma obra deve ter em mente tudo isso. Com relação aos imprevistos causados em virtude das condições do ambiente, podemos destacar:
    • O uso ou a instalação de pisos escorregadios,
    • Falta de apoios,
    • Tapetes soltos,
    • Iluminação inadequada,
    • Mobiliário leve ou solto,
    • Fios e extensões descascados,
    • Falta de manutenção em equipamentos,
    • Irregularidade do piso,
    • Armários muito altos,
    • Escadas sem corrimão,
    • Vaso sanitário e lavatório em altura inadequada,
    • Falta de iluminação,
    • Rota de fuga obstruída,
    • Torneiras sem controle de temperatura,
    • Fogões e churrasqueiras mal protegidas,
    • Instalações elétricas sobrecarregadas ou com defeito,
    • Área de armazenamento de produtos de limpeza e medicamentos sem trancas,
    • Panelas com cabos soltos.

    Prevenção de Acidentes: erros mais comuns entre os deficientes e doentes

    Além dos fatores relacionados ao ambiente e seus objetos, há também acidentes cuja causa está relacionada aos hábitos das pessoas. Entre estes, podemos destacar:
    • Andar muito rápido,
    • Carregar muito peso, acima de sua capacidade;
    • Não acender as luzes e andar no escuro,
    • Usar calçados inadequados ou andar só de meia,
    • Manter animais dentro de casa,
    • Usar roupas muito longas,
    • Usar cadeiras e banquinhos para alcançar lugares altos,
    • Uso inadequado de medicamentos, deficiência nutricional por alimentação inadequada,
    • Carregar líquidos quentes,
    • Uso inadequado de panelas,
    • Tomar banho com água muito,
    • Usar produtos inflamáveis para limpeza,
    • Mal uso de equipamentos elétricos,
    • Manter o hábito do fumo,
    • Fazer duas atividades ao mesmo tempo, e
    • Armazenar remédios de maneira inadequada e sem indicações de uso.

    Tipos de deficiência permanente ou transitória

    Um arquiteto, engenheiro ou decorador, quando planeja uma obra, já deve ter em mente que as pessoas podem ter ou vir a ter diversos tipos de problemas. Entram aí os fatores pessoais, a serem considerados também pelo construtor antes da execução da obra, tais como:
    • Ossos ou musculatura enfraquecidos,
    • Agilidade diminuída,
    • Equilíbrio reduzido,
    • Incontinência urinária,
    • Má adaptação a mudanças de intensidade de luz,
    • Reações lentas,
    • Baixa resistência física,
    • Coordenação motora comprometida,
    • Flexibilidade diminuída,
    • Tendência a exaustação,
    • Sensibilidade nas articulações,
    • Não perceber diferentes distâncias,
    • Postura instável e/ou vertigem,
    • Memória reduzida,
    • Visão diminuída, aem perceber detalhes,
    • Audição diminuída (leva a desatenção),
    • Tato reduzido,
    • Falta de percepção dos riscos,
    • Perda de interesse e confusão mental,
    • Olfato reduzido, entre outros relacionados, quase sempre, às condição físicas e psíquicas das pessoas.

    Uma casa para ser considerada segura e confortável deve ser organizada de modo a evitar acidentes domésticos, tão comuns, e que muitas vezes podem comprometer física e psicologicamente as pessoas. E é nesse aspecto que a acessibilidade já é uma realidade e deve ser tratada como fator primordial antes da execução de uma obra.
    <!– Instituto Brasil Acessível

    Se você é profissional do setor não pode deixar de acompanhar o trabalho de uma organização preocupada com a questão da acessibilidade na área da construção civil. Trata-se do Instituto Brasil Acessível (IBA), fundado em 2004 e comandado pela arquiteta Sandra Perito, especialista no assunto. Segundo ela, o custo benefício da aplicação deste conceito é inestimável, pois possibilita uso pleno e independente em qualquer situação, mantendo o cidadão integrado à sua comunidade e garantindo uma boa qualidade de vida.

    “O que parece faltar é a conscientização dos arquitetos para que se aplique esse conceito cada vez mais fundamental para construirmos um país melhor, adequado às necessidades da população, com uma boa qualidade residencial”, comenta a arquiteta.

    O IBA desenvolve diversos diversos trabalhos dessa área, dos quais podemos destacar: o Projeto Nova geração, que aplica conceitos de Universal Design; Projeto Vovô Querido, direcionado aos idosos para uso pleno e seguro do ambiente onde residem; além do Projeto Moradia Segura, que alerta os usuários para fazerem uso seguro de suas moradias. –>

     

    Fonte: http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=32&Cod=144

  • Moradias do futuro aliam conforto, segurança e também acessibilidade

    Já é de conhecimento geral, a importância que tem a acessibilidade para tornar as moradias mais confortáveis e seguras para todos, independente de sua condição física. A grande questão é o que se fazer na prática, como aplicar no dia-a-dia algumas recomendações simples porém eficientes e algumas delas de baixo custo em nossas residências.

    Veja algumas dicas que podem e devem ser aplicadas por um engenheiro, arquiteto ou construtor na elaboração de um projeto, tendo em vista a questão da acessibilidade como parte fundamental para a construção de uma moradia mais segura, moderna e adaptável às diversas fases e situações vividas pelos seus moradores no decorrer de suas vidas.
    Vamos dividir nosso projeto em partes, considerando cada cômodo e área da moradia, a fim de obtermos um melhor planejamento. Vejamos:

    Áreas externas e jardim
    Caso sua casa tenha quintal, jardim ou terraço, estes devem ser considerados como uma extensão natural da parte interna, recebendo, portanto, os seguintes cuidados:

    • Jardins ou vasos acessíveis e seguros estimulam e facilitam as atividades de cultivo, que são muito relaxantes
    • Ilumine bem qualquer área externa para melhorar a visibilidade e reduzir riscos
    • Posicione as torneiras do jardim a 50cm do piso, para facilitar o alcance
    • Instale floreiras em várias alturas para que possam ser cultivadas por pessoas em pé ou sentadas. Não pode haver cantos pontiagudos ou obstrução da circulação do jardim
    • Utilize baldes com rodas para reduzir o esforço para carregá-los
    • Coloque um banco para descanso na área externa deixando espaço para cadeira de rodas ao lado. Isto permite os banhos de sol dos idosos com companhia
    • Não utilize nas áreas laterais à circulação, plantas venenosas, com espinhos ou ainda árvores com ramos de altura inferior a 2m que podem causar ferimentos principalmente nos olhos e no rosto
    • Escolha plantas que mudem a floração ao longo do ano, isso ajuda a manter a noção do tempo
    • Utilize plantas com flores e frutos para atrair passarinhos, estimular o olfato e proporcionar uma variedade de cenários e cores – os idosos serão beneficiados
    • Proteja terraços, lajes, sacadas e varandas instalando parapeito de pelo menos 90cm de altura
    • Os parapeitos devem permitir a visão, mas não servir de escada para crianças. Instale sempre redes de proteção
    • Instale números grandes na fachada, para facilitar a identificação do imóvel
    • Especial atenção deve ser dada ao caimento do piso externo, para não acumular água – o que pode provocar escorregões

    O que você deve evitar
    • Pisos de pedriscos, pedras soltas ou buracos nos pisos
    • Pisos de madeira com vãos entre as peças ou com desníveis
    • Pisos escorregadios ou encerados

    Dicas
    • Troque o número da fachada por elementos grandes e de fácil visualização na rua
    • Deixe espaço pra cadeira de rodas
    • Árvores com ramos a 2m do chão
    • Instale número grande para identificar o imóvel
    • Ilumine bem a área externa
    • Coloque um banco para descanso
    • Use piso antiderrapante
    • Atenção ao caimento do piso para não acumular água
    • As torneiras devem estar a 50cm do piso
    • Ilumine bem a área externa

    Circulação
    A facilidade de acesso e uma boa área de circulação são questões fundamentais para garantir a segurança na casa. Veja as principais características para as áreas de construção:

    Porta de entrada
    • Porta de entrada com desnível inferior a 1,5cm
    • Instale uma rampa no degrau, caso ele seja mais alto que 2cm para evitar tropeços
    • Coloque capachos no mesmo nível do piso (faça rebaixamento para embutí-los)
    • Protegê-la da chuva com cobertura (terraço ou beiral) para garantir o conforto de quem está entrando ou saindo
    • Ilumine-a adequadamente para melhor visualização da fechadura
    • Instale visor lateral, para controle do ambiente externo
    • Coloque uma prateleira ou banco ao lado dela para apoiar pacotes enquanto abre a porta

    Outras portas e acessos
    • Utilize maçanetas tipo alavanca, que não exigem muito esforço e facilitem o manuseio por crianças e idosos
    • Portas dos cômodos com no mínimo 80cm de passagem, isso deve ser feito pelo menos no acesso a um dos banheiros ou no único existente
    • Prefira rampas em lugar de degraus (no máximo 7% de inclinação)
    • Escadas com no mínimo 90cm de largura e degraus com 27cm (mínimo) de profundidade e 17,5cm de altura (no máximo)
    • O corrimão da escada deve ser contínuo em pelo menos um dos lados
    • Corrimãos em duas alturas – 70 e 92cm, com 4 cm de diâmetro e distante até 5cm da parede
    • Corredores com no mínimo 90 cm de largura
    • Luminárias de emergência devem ser instaladas nos corredores para facilitar a circulação quando falta luz • Instale também arandelas na escada com 1,60 m de altura para facilitar a manutenção e troca de lâmpadas
    • Instale interruptores paralelos (um no início e um no final) das áreas de circulação para não ter de andar no escuro
    • Elimine móveis ou objetos supérfluos nas áreas de circulação, para evitar tropeços
    • Desobstrua as rotas de saída para facilitar a evacuação em situações de pânico
    • O revestimento do piso externo deve ser áspero para evitar escorregões

    Detalhes que farão a diferença
    • Fechaduras com maçaneta abaixo do cilindro facilitam a visualização na hora de colocar a chave
    • Dois olhos mágicos na porta externa em diferentes alturas podem ser usados por pessoas em pé ou sentadas e, ainda, por crianças
    • Escolha luminárias que proporcionem vida longa às lâmpadas, sejam de fácil manutenção e simplifiquem a troca

    Dicas
    • Aplique fita adesiva antiderrapante e com cor contrastante na borda de qualquer degrau, inclusive nos degraus das escadas para que se tornem mais visíveis e seguros
    • Troque os interruptores por sensores de presença que acendem a luz nas áreas de circulação, incluindo o trajeto dormitório, banheiro, escada e área externa

    Sala
    As salas são os espaços de lazer e convívio social de sua casa, por isso, devem ser confortáveis e relaxantes. Veja algumas dicas importantes:

    • Utilize cortinas ou persianas internas e externas, permitindo passagem de luz natural. Evite cortina pesadas e escurecimento total
    • Use iluminação difusa (com vários pontos de menor intensidade ao invés de um único foco) e anti ofuscante (lâmpadas leitosas, luminárias, que escondam a lâmpada ou iluminação indireta)
    • Os locais de trabalho e a mesa de refeições devem ter iluminação direcionada
    • Abajures devem ser acionados por interruptores, evitando a circulação no escuro para acendê-los
    • Tomadas devem ser instaladas a 45cm do piso e interruptores a 1m para facilitar o alcance de todos

    Móveis e objetos
    • Devem ter cores e texturas contrastantes com as do piso e parede, para evitar que as pessoas esbarrem neles
    • Devem ser pesados para evitar quedas
    • Devem ser foscos para evitar reflexo e ofuscamento, tanto de dia, com a incidência de luz solar, quanto à noite, com a iluminação artificial
    • Devem ter bordas arredondadas, diminuindo os riscos de lesões em casos de batidas bruscas
    • Devem ser colocados longe da janela para evitar que sirvam de escada para as crianças
    • Estantes devem ser presas à parede para não tombarem
    • Prefira sofás e cadeiras com braços e altura do acento adequada – ou seja, que permita ao morador colocar toda a sola dos pés no chão quando sentado
    • Escolha cadeiras de mesa de jantar pesadas (que são mais difíceis de cair e podem servir de apoio às pessoas) e sem braços (para evitar que roupas se enrosquem)
    • Utilize Tvs e equipamentos de som com controle remoto, o que diminui a necessidade de sentar e levantar com muita freqüência
    • Abajures ou luminárias devem ser leves e ao mesmo tempo resistentes
    • Tenha sempre mesa de apoio próxima ao sofá para colocar telefone e abajur
    • Evite mesas de centro ou laterais com quinas vivas para que o morador não se machuque (vidro e mármore não são indicados)

    O que você deve evitar
    • Fios elétricos ou de telefones soltos: prenda-os no rodapé ou atrás dos móveis
    • Objetos e mobiliário de vidro ou acrílico e espelhos decorativos, que podem causar confusão visual
    • Tapetes soltos
    • Pouco espaço para passagem

    Dicas
    • Utilizar todos os interruptores com LED (pequena luz vermelha) para facilitar a sua visualização no escuro
    • Acionar abajur por interruptor próximo à entrada
    • Evite cortinas pesadas
    • Utilize grades ou telas de proteção
    • Utilize móveis firmes, de preferência presos à parede
    • Tampar tomadas em desuso
    • Tvs e equipamentos de som devem ter controle remoto
    • Mesas não devem ter quinas ou serem de vidro ou mármore utilize mesa de apoio próximo ao sofá

    Dormitórios
    O dormitório é o espaço mais íntimo do morador, seja ele criança, adulto ou idoso. Por isso, deixá-lo com a cara do usuário, dando aquela agradável sensação de ser um lugar só dele, aconchegante e agradável. Porém alguns elementos não devem ser esquecidos para unir conforto e segurança:

    • Usar cores contrastantes nas paredes e portas facilita sua localização por crianças e idosos.
    • Evitar revestimentos de piso (como carpetes) que acumulem poeira e ácaros, para evitar alergias
    • Os quartos dos idosos devem estar preferencialmente no mesmo pavimento que a sala e banheiro
    • Peitoris de janelas não devem ultrapassar 70cm de altura para que se possa ver o ambiente externo sentado ou mesmo deitado.
    • Caso haja circulação de crianças na casa, é necessária a instalação de redes ou grades de proteção
    • A instalação de condicionadores de ar ou ventiladores fixos evita o uso de extensões e fios soltos que podem causar quedas
    • Ter sempre no quarto uma poltrona ou cadeira para sentar facilita na colocação de meias e sapatos
    • Instalar interruptores do ponto de luz do teto e do abajur ao lado da cama para evitar a circulação no escuro
    • Como na sala, devem-se instalar tomadas a 45cm do piso e interruptores a 1,0m para facilitar o alcance de todos
    • A altura da cama deve variar entre 45 e 50cm, pois o usuário precisa colocar os pés no chão ao sentar, evitando desequilíbrio ou tontura ao se levantar
    • Cobertores e colchas devem estar presas no pé da cama para que ninguém tropece nelas
    • Crianças e idosos devem usar apenas um travesseiro para evitar o sufocamento
    • Evitar colchão muito macio para crianças. Ele pode causar asfixia durante o sono, caso a criança não consiga se virar
    • A grade do berço deve ter altura suficiente para a criança não pular. A distância entre as barras deve ser de até 5cm para ela não se prender nos vãos
    • As mesas de cabeceira devem ser fixas e ter 10cm a mais que a cama para não tombarem no caso de alguém se apoiar
    • Utilizar relógio com números grandes ou digitais e telefone que indique a chamada com sinal luminoso para facilitar a visualização no escuro
    • Armários ou guarda-roupas devem ter: iluminação interna acionada pela abertura de portas, prateleiras com alturas variadas, facilitando o alcance, gavetas com corrediças suaves e sistema de travamento para que elas não se soltem, cabideiros em duas alturas – o mais baixo a 1,10m do piso para ser alcançado por todos

    Dicas
    • Utilize puxadores dos armários de modelo tipo alça
    • Cabideiros altos devem ser basculantes
    • Dimmers controlam a intensidade da luz, evitando ofuscamento
    • Dê preferência para tapetes e carpetes antialérgicos, baixos tipo bouclé e bem fixos ao chão
    • Luminárias de emergência ou lanternas a pilha devem ser colocadas em todos os cômodos
    • Acople luz com sensor de luminosidade a alguma tomada do dormitório que é ativada ao escurecer
    • Caso o idoso passe muito tempo no dormitório ou mesmo durante a noite, um telefone e uma sineta devem estar à sua disposição no criado-mudo

    Banheiro
    O banheiro é o local onde ocorre o maior número de acidentes domésticos. Portanto, garantir que os moradores possam usá-lo com segurança e sem ajuda de outras pessoas é uma forma de manter a privacidade (muito importante). Vejamos algumas providências a serem adotadas:

    • Nunca instale o chuveiro dentro da banheira, evitando o desconforto e o risco de ter de entrar nela diariamente
    • Os comandos e torneiras da banheira devem ficar do lado de fora da bacia para facilitar o alcance
    • Cole adesivo antiderrapante no piso da banheira para evitar escorregões
    • O box deve ter desnível máximo de 1,5cm em relação ao piso do banheiro e possibilitar o acesso de duas pessoas (para facilitar o banho de crianças e idosos)
    • No piso do box cole faixas adesivas antiderrapantes, com distância de 30cm entre elas. Se preferir, use tapetes com ventosas para fixação
    • No box, de preferência às cortinas plásticas, que não quebram.
    • Se houver porta no box, ela deve ser preferencialmente de correr, com abertura de no mínimo 80 cm. Se for de abrir, o sentido deve ser sempre para fora, possibilitando socorro em caso de emergência
    • Dentro do box, utilize recipientes para sabonete líquido fixos na parede com altura máxima de 1,10m o que evita a queda do sabonete
    • O ralo deve ter bom caimento, contínuo (tipo grelha) e fora da área de pisada
    • Chuveiros devem ter os registros na entrada do box, fora do eixo da ducha
    • A ducha manual facilita o banho em crianças, idosos e em pessoas acidentadas ou em recuperação
    • O registro de abertura das torneiras do gabinete do banheiro na lateral do tampo ao invés de no fundo, o que facilita o alcance
    • Espelhos instalados sobre o lavatório deverão ser inclinados, facilitando a visualização por uma pessoa sentada ou uma criança
    • O suporte para papel higiênico deve ser instalado a uma altura de 6cm do piso, facilitando o alcance
    • Se no banheiro não houver ponto de telefone, levar sempre aparelho sem fio para chamada de emergência • Na porta do banheiro prefira instalar fechadura com chave ao invés de trinco interno, pois as crianças e idosos podem ficar presos
    • No casos de cômodo muito pequeno, considere a possibilidade de inverter para fora a abertura da porta do banheiro, facilitando o socorro, caso alguém fique preso
    • Considere banheiro com medida que permita a circulação com uma cadeira de banho

    O que você deve evitar
    • Bancos ou cadeiras de plástico para o banho sentado. Eles podem escorregar ou quebrar.
    • Usar o porta-toalha como barra de apoio, ele pode se soltar da parede.
    • Existem barras específicas para apoio.
    • Crianças e idosos trancando com chave o banheiro

    Dicas
    • Assento de bacia com espessura de 5cm facilita o uso por pessoas ou idosos
    • Colar por cima da cerâmica do piso revestimento emborrachado no box, e se possível, em todo o banheiro
    • Chuveiro com barra deslizante que se ajusta à altura do usuário
    • Sineta no banheiro para o idoso chamar em caso de acidentes

    Cozinha
    A cozinha é um dos cômodos mais usados de uma casa. Ao mesmo tempo é o que concentra grande número de obstáculos e riscos para as crianças e pessoas com problemas motores ou decorrentes da idade mais avançada.
    Se sua cozinha não foi reformada nos últimos anos, você provavelmente ainda tem que fazer muita ginástica para cozinhar pegar objetos e utilizar os eletrodomésticos.
    Pensando no conforto e praticidade, projetistas industriais estão criando cozinhas mais funcionais, com tudo planejado para facilitar o manuseio. Também estão sendo incluídos itens de segurança em todos os equipamentos o que é uma boa notícia para cozinheiros de todas as idades. Você também pode atualizar sua cozinha fazendo algumas mudanças sugeridas a seguir:

    • Refrigerador e freezer dispostos lado a lado facilitam o trabalho
    • Ao lado de cada equipamento deve haver uma superfície de apoio.
    • No caso do fogão, deve ser dos dois lados, para as pessoas não terem de circular com travessas quentes ou pesadas
    • Se você estiver trabalhando sentado, utilize telas plásticas ou de aço para diminuir a profundidade da pia, facilitando o alcance do conteúdo
    • Utilize carrinho ou mesinha com rodas para transportar alimentos o que evita acidentes
    • O botijão de gás deve ser instalado no lado de fora da casa
    • Se você tem armários altos, sobre a pia por exemplo, deve colocar pontos de luz na parte inferior para iluminar a bancada de trabalho, dando preferência também para portas com vidro que facilitam a visualização do conteúdo
    • Não se deve enche os armários altos, nem usar a prateleira até a borda, para evitar que o material caia ao abrir as portas
    • Puxadores de armários de alça e torneiras do tipo alavanca facilitam o manuseio
    • Gavetas devem ter altura entre 30 e 80cm do piso
    • Gabinetes fixos devem estar sobre bases de alvenaria, a no mínimo 20cm do piso e recuados pelo menso 15cm da face do tampo, possibilitando aproximação e facilitando a limpeza
    • As bordas dos tampos das bancadas da cozinha devem ser arredondadas e ter constraste com o restante da superfície
    • Posicionar as torneiras da pia da cozinha a lateral do tampo, ao invés de no fundo, para facilitar o alcance
    • O balde de lixo deve ter rodas para facilitar seu transporte sem muito esforço
    • Marque os controles do fogão com adesivos coloridos para facililitar a visualização
    • Instale detector de fumaça para alertar em caso de uma panela no fogo
    • O revestimento do piso deve ser antiderrapante e não ofuscante para evitar escorregões ou quedas quando há acúmulo de água
    • Não permita que crianças brinquem na cozinha principalmente se o forno estiver quente
    • Deve haver espaço de giro para cadeira de rodas na cozinha (círculo de 1,50m livre)

    Dicas
    • Dê preferência aos gabinetes com rodízios para possibilitar o uso dos tampos por pessoas sentadas
    • Instale um detector de gás no lugar de uma tomada
    • Troque suas torneiras por modelos de alavanca e as instale preferencialmente na lateral da cuba
    • Utilize luvas térmicas e suportes para manuseio de pratos quentes evitando queimaduras
    • Deixe objetos de uso freqüente em locais de fácil acesso

    O que se deve evitar
    • Deixar facas e facões em lugares de fácil acesso
    • Colocar o microondas sobre a geladeira ou freezer (instale-o no tampo)
    • Instalar gabinete com rodízios – dê preferência para módulos com gavetões
    • Panelas em mal estado
    • Panelas com cabos para fora do fogão

    Lavanderia
    Os avanços tecnológicos dos últimos anos conseguiram facilitar a vida doméstica. Mas algumas atividades ainda dependem de algum esforço físico. Por exemplo, lavar e passar roupas. Veja como algumas alterações podem tornar a lavanderia bem mais prática e segura.

    • Instalar piso antiderrapante, mas de fácil limpeza
    • Paredes com cores opacas para não ofuscar
    • Tanque bem fixo na parede evitando que caia sobre crianças ou idosos ao se apoiarem na pia
    • Torneira do tanque instalada na própria peça, ao invés de na parede, e do tipo alavanca, para ser facilmente alcançada por todos
    • Máquina de lavar roupa com abertura frontal instalada em cima de base para elevá-la o que permite o uso sem muito esforço
    • Varal com manivela diminui em até dez vezes o esforço para movimentá-lo
    • Tábua de passar fixa é mais segura
    • Espaço vazio sob a bancada e tábua de passar roupa facilitando passar e dobrar as roupas sentado
    • Cesto para roupas com rodas e embutido no armário de forma a não atrapalhar a circulação e facilitar a retirada
    • Armários fechados com chaves, pois produtos e objetos podem ser perigosos para crianças pequenas (quando os adultos se ausentam podem ser fechados)
    • Especial atenção com a correta exaustão do aquecedor de água a gás para evitar envenenamento ou acidentes
    • Não deixe roupas de molho em balde com produtos de limpeza, pois pode intoxicar crianças se ela ingerir a solução – além disso, crianças pequenas podem cair de cabeça dentro de baldes grandes e se afogar
    Fonte: Serviço Social da Indústria – SESI-SP

  • Banheiro inclusivo e Universal Design: segurança e comodidade

    Por Arq. Iberê M. Campos

    O banheiros está entre os locais mais importantes e caros de uma construção, sem falar que é uma das áreas onde mais se encontra projeto e tecnologia em cada detalhe. O conceito de banheiro inclusivo procura dar um novo enfoque no projeto destes ambientes, visando à segurança e independência dos usuários.

    Segurança e independência são dois importantes objetivos para projetos de banheiros. A Arquiteta Sandra Perito, doutoura na aplicação do Desenho Universal pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo e autora do protótipo Universal Home (http://www.universalhome.com.br), considera todo o banheiro como área molhada, e não apenas o box, tornando assim o espaço mais seguro e funcional, no que se convencionou chamar de “Banheiro inclusivo”.

    A especialista propõe cinco elementos críticos incorporados em projetos de banheiro:
    • Espaço vazio embaixo da pia
    • Previsão para instalação de barras de apoio
    • Piso antiderrapante
    • Box acessível e seguro
    • Metais de uso facilitado.

    Algumas das características sugeridas, segundo os conceitos do Design Universal:
    • Usar torneiras e registros de pressão de alavanca, de um quarto de volta ou monocomando pois exigem pequeno esforço para manuseio
    • Colocar os registros na entrada do banheiro, para permitir regular a temperatura da água do chuveiro de fora do box, para evitando escaldamento
    • Abrir as portas do box com abertura para fora, com 80 cm de vão. A idéia é possibilitam a entrada com cadeira higiênica e também facilitar o socorro em caso de emergência
    • Desnível de 2 cm em rampa entre o piso do banheiro e do box. Isto evita que o box transborde ao mesmo tempo em que não cria barreiras
    • Diferenciação de textura e cor entre o piso do banheiro e do box para facilitar a identificação por pessoas com baixa acuidade visual
    • Cubas de sobrepor evitam que cedam, no caso de alguém se apoiar nelas
    • Prever arras de apoio fixas no box, ao lado da bacia sanitária, para facilitar que pessoas com baixa mobilidade nas pernas consigam se mover sozinhas
    • Espelhos baixos, grandes ou com inclinação facilitam a visualização por crianças ou pessoas sentadas
    • Previsão para instalação de telefone, interfone ou botão de pânico.

    Evitar acidentes é dever de todos

    Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que haja de 150 a 200 ferimentos graves para cada acidente fatal, e o acidente doméstico é classificado como um dos fatores externos de mortalidade não-natural. Apesar dos idosos sofrerem menos acidentes que as crianças, geralmente os acidentes com a população com mais de 60 anos são fatais devido à maior fragilidade do indivíduo, e a situação é agravada pois as pessoas na terceira idade costumam considerar seguros os ambientes de seus lares.

    As causas mais freqüentes de acidentes domésticos são quedas da própria altura, quedas acima da altura própria, queimaduras, escaldamento no momento do banho e envenenamento por gás. Porém, quando se trata de idosos, essas causas geralmente estão relacionadas às condições físicas, mentais e funcionais do indivíduo.

    Quedas são a principais causas de acidentes domésticos com os idosos. Há vários motivos, que podem se somar e que podem ser divididos em fatores de risco internos, ou seja, inerentes à saúde e condições físicas e mentais da pessoa e aqueles de risco externo, que são aqueles causados por problemas no ambiente ou nos hábitos do indivíduo. A associação dessas duas categorias de risco costuma ser fatal.

    Segundo a Arquiteta Sandra Perito, projetos residenciais adaptáveis que considerem as mudanças fisiológicas, físicas, sensoriais e psíquicas do homem — baseados nos princípios do DesenhoUniversal — produzem boas soluções ambientais, capazes de aumentar a autonomia do usuário, além de permitir que as adaptações aconteçam naturalmente, com facilidade e custo reduzido.

    Parece ser algo óbvio, mas é comum que Arquitetos e Engenheiros na flor da idade desconsiderem totalmente o fato das pessoas envelhecerem ou sofrerem acidentes que os impossibilite de se locomover com segurança e rapidez… Este enfoque errôneo resulta em projetos com escadas e desníveis em abundância, sem a menor preocupação com acessibilidade, como se aqueles ambientes estivessem destinados a serem usados única e permanentemente por jovens sadios e perfeitos.

    Fonte: http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=15&Cod=77

  • As cores e seus significados

    Por Arq. Iberê M. Campos

    Uma simples mudança de cor pode alterar totalmente um ambiente, um humor, uma ação e, consequentemente, a vida das pessoas que frequentam aquele local. Segundo a Arquiteta Bianca Tognollo, especialista em cores e colaboradora do Fórum da Construção, as tonalidades deve ter seu uso estudado não só na arquitetura e decoração mas também no mundo da moda, design e nas artes.

    Bem, isto as mulheres já sabem há milênios e os publicitários e desginers gráficos usam e abusam das cores nas propagandas e embalagens para incentivar o consumidor a consumir os produtos. Em termos de arquitetura, quando se passeia por um ambiente, percebemos as cores presentes em uma parede, num copo de vinho, nos cabelos das pessoas, no vestido das mulheres e em todos os lugares, dando um formal, repousante ou estimulante ao local e às pessoas que lá estão. É possível observar que a paleta de cores usadas na arquitetura sofre alterações influenciadas pelos interesses da sociedade. Observa-se que as mudanças nas cores, com o passar do tempo, podem ser intuitivas ou evolutivas. Algumas mudam radicalmente em resposta a modernidade, enquanto outras permanecem constantes por um tempo considerável.

    Cores, significados e usos

    Para cada finalidade, uma cor. Além do sentido figurado e oculto das cores, existem referências científicas ao que cada uma causa nas reações humanas. Este tema é muito extenso e daria origem a grandes coleções de livros. Como aperitivo, decifre um pouco do significado das cores e as reações que elas podem despertar nas pessoas, quando usadas nos ambientes.

    Vermelho Representa vida, atividade, energia. Cor mágica em muitas culturas, representa o sangue, a essência da vida. No Japão, crianças com catapora são mantidas em um quarto totalmente vermelho, vestidas com roupas vermelhas para apressar o processo de cura. É também um sinal de ódio e de energia que deu errado e resultou em crueldade, tendo por isto se tornado o símbolo de Satã. Por ser uma cor quente ela não é tão apreciada pela a maioria das pessoas. Pode ser usada em salas de estar, em detalhes ou para valorizar uma parede.

    Laranja As laranjeiras fornecem flores generosas. Tanto nas culturas ocidentais como orientais, suas flores são usadas pelas noivas como um símbolo de fertilidade. Em aromaterapia, o perfume da laranja é usado como calmante. Em arquitetura, o tom desperta o apetite e a ajuda a amenizar a dificuldade de comunicação. Traz aconchego, as pessoas que entram num ambiente com tons alaranjados tendem a se sentir acolhidas.

    Amarelo Os corpos dos aborígines australianos são pintados com ocre amarelo nas cerimônias funerárias. Na Idade Média tanto Judas como o Diabo eram representados vestidos de amarelo. A amarelo-ouro é o símbolo do Sol, significando o poder e a bondade de Deus, a auréola dos santos é dourada para mostrar a luz da vida eterna. Nos ambientes, o amarelo proporciona concentração, atenção. É excelente para ambientes onde serão desenvolvidas atividades intelectuais, como salas de estudo e escritórios.

    Verde Devido ao seu uso nas cerimônias pagãs, o verde foi banido pelos primeiros cristãos. A cor é muito usada nos hospitais com base na crença de que esta cor ajuda o processo de recuperação da saúde. Para os muçulmanos, o verde é sagrado e simboliza a imortalidade. Aplicada nos ambientes, enseja tranqüilidade, mas de forma ativa. Também provoca sensação de frescor e limpeza. Pode ser explorado em salas, cozinhas e banheiros.

    Azul O Deus dos Judeus ordenou aos israelitas que usassem um barrado azul em suas roupas No norte da Europa, por volta de 1600, um pano azul era usado no pescoço para evitar doenças. Culturas asiáticas acreditam que vestir ou carregar algo azul afasta o mau olhado. Diferente do verde, nos ambientes a cor azul provoca uma tranqüilidade passiva, É um tom altamente calmante.. Leva a uma introspecção profunda sendo ideal para ambientes onde as pessoas pretendem relaxar como quartos, salas de relaxamento e clínicas.

    Violeta Tom especialmente sagrado para as culturas romanas e egípcias nas figuras de Júpiter e Osíris. Associa-se às dimensões sagradas, justiça, diligência, nobreza de espírito, pensamento religioso, idade avançada e inspiração. Na China o violeta simboliza a morte e é a cor das viúvas. Suas várias matizes representam sofisticação e denotam espiritualidade. É uma cor preciosa, luxuosa e que pode ser usada, sem restrições, tanto em quartos como em salas.

    Preto Na Grécia antiga o preto simbolizava a vida porque o dia nascia da escuridão. Já para os antigos egípcios a negra lama do Nilo representava um renascer e os gatos pretos eram considerados duplamente sagrados. Este tom, que representa a ausência de cor ou de luz, demonstra poder e elegância mas deve ser usado numa elaboração bem feita.

    Marrom (castanho) Nas culturas orientais acredita-se que o marrom incorpore toda a força natural do elemento terra. Na Idade Média era a cor designada aos camponeses, e portanto é associada à humildade. Nos ambientes, dá a impressão de algo sólido, seguro e calmo. Também pode ser associada a idéias de natureza, rusticidade, estabilidade, estagnação, peso e aspereza.

    Branco Pitágoras, o filósofo grego, acreditava que a cor branca continha, além de todas as outras cores, todos os sons. As tradições nipônicas consideram o branco a cor do luto. Para denotar inocência virginal, lírios brancos apareciam nas pinturas da Anunciação. Na Arquitetura e Decoração, o branco pode ser usado como cor neutra mas também para dar uma idéia de pureza, inocência, reverência, paz, simplicidade e esterilidade.

    Cinza Essa cor foi utilizada pelos povos primitivos para marcar as paredes das cavernas e reclamar seus domínios. É uma cor sombria, e foi utilizada pelas pessoas comuns durante o tempo de Carlos Magno, no século VIII.. Modernamente, o cinza é uma cor neutra mas que também pode ser usada para significar elegância, humildade, respeito, reverência e sutileza.

    Para quem deseja se aprofundar no estudo das cores, há uma boa resenha na WikiPedia.

    Fonte: http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=4&Cod=54

  • CETEMO – Design de Móveis

     http://www.cetemo.com.br/

    O Centro Tecnológico do Mobiliário SENAI/CETEMO, inaugurado em 1983, na cidade de Bento Gonçalves, conta com sede própria que ocupa uma área física construída de 6.286 m².
    O Centro Tecnológico do Mobiliário – CETEMO é uma unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI do Rio Grande do Sul, pertencente ao Sistema da Federação de Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul – FIERGS. Tem como valores a conduta ética em todas as relações, a gestão participativa, o foco no cliente e no mercado, a cultura voltada para resultados, a valorização das pessoas, a responsabilidade pública e a cidadania.
    Atua junto a Indústria e Cadeia Produtiva Moveleira em todo território nacional, através de projetos e parcerias com entidades associativas e de classe, fornecedores de matérias-primas e insumos, universidades, fabricantes de móveis, centros de tecnologia nacionais e internacionais, entre outros. Oferece seus serviços em ensino profissionalizante, pesquisa, ensaios laboratoriais, assessoria e informação técnica/tecnológica. Desenvolve linhas de produtos e auxilia na melhoria de processos. Realiza ensaios laboratoriais, disseminando a cultura da normalização/padronização, além de incentivar a exportação. Também incentiva novos empreendedores através da Incubadora Tecnológica Moveleira.

    Nos últimos anos o SENAI/CETEMO conquistou o Prêmio Qualidade RS – Troféu Prata, a acreditação do Laboratório de Controle de Qualidade no INMETRO e a certificação pela NBR ISO 9001:2000.
    Recentemente ampliou suas instalações, permitindo a expansão dos laboratórios físico-químico, físico-mecânico e informática e a disponibilização de mais salas de aula e auditórios. Está implantando um laboratório para ensaios em embalagens de móveis. Também oferece cursos de nível técnico como: “Design de Móveis” (em andamento desde 2003) e “Mecânica Industrial” (a ser instituído no decorrer de 2007).

    Aqui você encontra uma variedade de informações sobre madeiras, acessórios e processos de fabricação de mobiliário. Há também a opção da newsletter que voce pode receber em seu e-mail ou baixar as versões em PDF.

    Em outra área, publicações, uma variedade de livros e apostilas sobre desenho, detalhamento, montagem e desmontagem, encaixes, reatauração e conservação e mais um monte de assuntos relacionados ao Design de Móveis que voce pode adquirir diretamente pelo site pagando através de boleto bancário.

    Eu comprei alguns e não me arrependo, realmente um material de excelente qualidade técnica.

            

    Vale a pena conferir.

  • Ergonomia: midia digital

    http://www.acessibilidade.net/trabalho/ergonomia.htm

    Neste site você encontrará indações de alguns programas bastante interessantes para aqueles que como eu, perdem a noção do tempo na frente de um PC.

    “Estes programas ergonómicos são destinados a auxiliar o utilizador do computador a estabelecer pausas pré-programadas nas actividades de digitação e uso do rato, de forma a não causar lesões geradas pelo uso excessivo do computador.”

  • O que é a Ergonomia?

    A palavra “Ergonomia” vem de duas palavras Gregas: “ergon” que significa trabalho, e “nomos” que significa leis. Hoje em dia, a palavra é usada para descrever a ciência de “conceber uma tarefa que se adapte ao trabalhador, e não forçar o trabalhador a adaptar-se à tarefa”. Também é chamada de Engenharia dos Factores Humanos, e ultimamente, também se tem preocupado com a Interface Homem-Computador. As preocupações com a ergonomia estão a tornar-se um factor essencial à medida que o uso de computadores tem vindo a evoluir.

    A Ergonomia pode ser aplicada em vários sectores de actividade (Ergonomia Industrial, hospitalar, escolar, transportes, sistemas informatizados, etc.). Em todos eles é possível existirem intervenções ergonómicas para melhorar significativamente a eficiência, produtividade, segurança e saúde nos postos de trabalho. A Ergonomia actua em todas as frentes de qualquer situação de trabalho ou lazer, desde os stresses físicos nas articulações, músculos, nervos, tendões, ossos, etc., até aos factores ambientais que possam afectar a audição, visão, conforto e principalmente a saúde.

    Alguns exemplos das áreas de actuação da ergonomia:

    • No desenho de equipamentos e sistemas computorizados, de modo a que sejam mais fáceis de utilizar e que haja menor probabilidade de ocorrência de erros durante a sua operação – particularmente importante nas salas de controlo, onde existe uma elevada carga de stress.
    • Na definição de tarefas de modo a que sejam eficientes e tenham em conta as necessidades humanas, tais como, pausas para descanso e turnos de trabalho sensíveis, bem como outros factores, tais como recompensas intrínsecas do trabalho em si.
    • No desenho de equipamentos e organização do trabalho de modo a melhorar a postura e aliviar a carga de trabalho no corpo, reduzindo assim as Lesões Músculo-Esqueléticas do Membro Superior e as Lesões resultantes de Trabalho Repetitivo.
    • Na arquitectura da informação, de modo a que a interpretação e uso de guias, sinais, e ecrãs seja mais fácil e sem ocorrência de erros.
    • Na criação de acções de formação para que todos os aspectos do trabalho sejam compreendidos pelos trabalhadores.
    • No desenho de equipamento militar e espacial – casos extremos de resistência do corpo humano.
    • Na concepção de ambientes de trabalho, incluindo a iluminação e a temperatura ambiente, de modo a satisfazer as necessidades dos utilizadores e das tarefas executadas. Onde seja necessário, na concepção de equipamentos de protecção individual para o trabalho em ambientes hostis.
    • Nos países em desenvolvimento, a aceitação e eficiência do uso de tecnologia básica pode ser melhorado significativamente.

    É uma ciência multi-disciplinar que usa conhecimentos de várias ciências, tais como: anatomia, antropometria, biomecânica fisiologia, psicologia, etc…

    A Ergonomia usa os conhecimentos adquiridos das habilidades e capacidades humanas e estuda as limitações dos sistemas, organizações, actividades, máquinas, ferramentas, e produtos de consumo de modo a torná-los mais seguros, eficientes, e confortáveis para uso humano.

    Artigo retirado do site:

    http://www.ivogomes.com/blog/o-que-e-a-ergonomia/