Categoria: Variedades

  • Boas festas!

    Bom pessoal,

    estou bastante sumido estes dias pois estou finalizando um trabalho da pós sobre iluminação de exteriores. Tenho de encaminhar ainda hoje…

    Eu estava pensando em fazer um cartão como sempre faço e postar aqui para vocês, mas a minha madrinha me enviou um vídeo pelo orkut que é perfeito para a ocasião.

    Assim, desejo a todos um Natal grandioso em paz, amor ágape e luz (que vem de Deus) e que 2011 venha carregado de gratas surpresas como a que este vídeo mostra:

    Um forte abraço a todos!

  • Natal aqui de casa – 2010

    Como coloquei para vocês dias atrás neste post, eu estava em busca de inspiração para resolver a decoração de natal daqui de casa.

    Como sabem, não suporto a importação do modelo de decoração natalina da Europa/EUA por alguns simples motivos:

    1 – Já passei da idade de papai noel, contos de fada e histórias da carochinha.

    2 – Passamos o natal debaixo de um calor infernal, em pleno verão; portanto nada tem a ver a nossa decoração ser baseada em modelos com neve, bonecos de neve, etc.

    3 – O Brasil é riquíssimo culturalmente; então, nada mais justo que buscarmos em nossas raízes ou até mesmo no gosto pessoal os elementos para decorarmos o nosso natal.

    Baseado nisso, aboli de vez o pinheirinho, quem sabe quando conseguir enfiar uma araucária aqui dentro do meu “apertamento” eu volte a usar algo assim.

    Então, fiz uma guirlanda para a porta e um arranjo sobre o espelho da sala – básico. O presépio vai ficar num canto da sala pois não consegui deixa-lo com a cara que eu queria. Depois acrescento a foto dele montado aqui neste mesmo post para vocês verem ok?

    Então seguem as três imagens, da guirlanda e do arranjo do espelho com breves descrições:

    As guirlandas e arranjos de portas são elementos já tradicionais. Este ano resolvi não trabalhar a parte superior da porta e colocar apenas uma guirlanda fixada na mesma. O festão que eu usava na parte superior virou a guirlanda.

    Optei por usar flores este ano na composição em tons de azul, branco e prata pois:

    O azul é a minha cor predileta.

    O prata traz luz, brilho – lembrando que o natal é a festa do nascimento daquele que veio para nos salvar morrendo numa cruz; Nunca penso nesta cruz como símbolo de morte e sim vejo a LUZ que dela irradia sobre nossas vidas.

    E o branco, trazendo a pureza, a paz além de dar leveza ao arranjo.

    Uma constatação: preciso aprender a fazer laços rsrsrrs.

    Já no arranjo sobre o espelho este ano resolvi me confrontar: sempre tive receio no vermelho. É uma cor que me incomoda. Mas encarei o desafio. Também usando flores: a espírito santo que é bastante popular aqui no Brasil e sempre aparece nas decorações natalinas.

    Aboli as tradicionais bolinhas e optei por estas 4 que encontrei no mesmo tom das flores pois gostei da forma e do desenho em veludo nas mesmas.

    Optei por luzes brancas em LED pois se eu usasse as vermelhas ficaria pesado demais pela combinação da cor das flores e das luzes; já as tradicionais amareladinhas, não dariam o efeito que eu gosto além de consumir mais energia. Achei nas caixas que guardo as coisas de natal estes dois fios de lampadas brancas em LED que eu nem me lembrava que tinha aqui. BINGO!

    Na foto as luzes acabaram explodindo pois tirei a foto sem o flash mas aqui no real o efeito ficou suave e deu o contraste perfeito que eu queria.

    Espero que gostem das idéias.

    E você, já preparou o seu natal?

  • DAC agora com Formspring

    Olha só que ferramenta maneira que a Carol Hoffmann do Amenidades do Design encontrou: o Formspring.

    Na verdade trata-se de uma ferramenta que funciona como aqueles velhos cadernos de perguntas e respostas que era repassados aos amigos.

    Porém, inteligentemente, ela resolveu utiliza-lo para abrir mais um canal de comunicação com os seguidores de seu blog, como uma forma de tirar dúvidas e dar dicas rápidas sobre a área dela.

    Gostei tanto da idéia que resolvi abrir um também aqui para o blog DAC.

    O link está ali na barra lateral logo abaixo da enquete. É só cadastrar-se no site e mandar as perguntas ok?

    abs

  • LD – imagens

    Este slideshow necessita de JavaScript.

    Testando novas ferramentas para melhorias no blog.

    Vocês curtem apresentações de imagens assim?

    Se aprovarem posso começar a fazer algumas seleções de imagens para vocês.

  • Ordens médicas

    Perceberam que eu sumi mesmo do blog por umas 3 semanas não é?

    Pois é, foram ordens médicas.

    Tive um mau súbito tempos atras por causa de estresse e cansaço e meu médico me ordenou que parasse com tudo ao menos por uma semana e depois fosse retornando aos poucos.

    No momento do susto, eu estava dirigindo sozinho, vindo para casa almoçar e siplesmente apaguei. Acordei 3h depois já no hospital.

    Eu andei de SAMU ahahahahha mas nem vi… tava desmaiado.

    O bom foi que, segundo meu médico, devo ter percebido algo e tirei o pé do acelerador tanto que nem foi uma batida e sim um “beijo” no carro que vinha na pista contrária que mal riscou as latarias.

    Ah, e eu estava como sempre, de cinto de segurança! E com toda certeza, com os anjos do Senhor ao meu lado, cuidando de mim.

    Já estou quase 100% novamente.

    Aos poucos vou colocando aqui muitas novidades que tenho para compartilhar com vocês ok?

    Isso é pra quem pensa que vida de Designer é fácil, só trocar almofadinhas e etc repensar suas “análises” irresponsáveis.

    A seguir, uma news.

  • como anda o seu vocabulário?

    Neste final de semana tive mais um módulo da pós. Desta vez a grata surpresa foi a aula com o mestre Glaucus Cianciardi (Belas Artes-SP) no módulo Design de Interiores Residenciais.

    Não preciso escrever aqui que o cara é fera, conhece e entende pacas sobre o assunto. Foi simplesmente brilhante a aula. Aos poucos vou compartilhando com vocês algumas coisas sobre este módulo.

    Uma coisa que me deixou bastante feliz foi ver, no meio do material distribuído, o  meu modelo de contrato já disponibilizado para vocês aqui no blog, como modelo padrão que está sendo divulgado e distribuído a todas as turmas do IPOG.

    UIA!!! Virei bibliografia, agora oficialmente ahahahaahha.

    Bom, mas vamos ao que realmente interessa então neste post. Como anda o seu vocabulário profissional?

    Este é um tema bastante complicado de ser apresentado pois os regionalismos e jargões profissionais existem e sempre há bastante resistência na aceitação de termos, muitas vezes, oficiais em detrimento daqueles comumente usados. E isso não deixou de acontecer aqui em Londrina neste módulo.

    Os termos oficiais existem sim porém, no dia a dia das obras e contatos diversos acabamos assimilando e colocando em uso palavras mais “fáceis” ou populares. A lista abaixo eu fui anotando no meio da aula e confesso que me peguei rindo diversas vezes por causa de algumas delas comparando-as com as que eu uso. Não estão em ordem alfabética e tampouco com a definição exata pois foram sendo anotadas no decorrer da aula. Mas já dá para vocês terem uma excelente idéia. Vamos lá:

    Apuí: fibra natural possível de vergar. Ela não racha ou trinca quando “entortada”.

    Boiserie: Revestimento de paredes típico dos séculos XVII e XVIII. Trata-se de painéis de madeira adornados com baixos-relevos.

    Lambri: a mesma coisas que bouaserie – painel de madeira na parede porém sem entalhes e baixos relevos.

    Woodflex: madeira plástica.

    Escabelo: banco de origem africana.

    Etologia: delimitação de espaços. Pense no mesmo que um animal delimitando o seu espaço ou território. Da mesma forma, nós humanos fazemos isso em nossos lares.

    Frugalidade: busca pela simplicidade.

    Stimmung: criar um stimmung para o espaço. Atmosfera do espaço. O elemento primordial para a criação de um stimmung é a luz.

    Mélange: ecletismo, mistura de estilos.

    Vintage: peças que marcaram determinada época. São o que as revistas chamam de clássicos do design.

    Baldaquim: estrutura (balaustres) sobre as camas para fixar tecidos (dosel).

    Alabastro: pedra translúcida de cor amarelada, bastante usada em iluminação.

    Alma: um espaço que eu deixo entre um quadro e outro ou entre objetos. Necessário para que a composição e o olhar “respirem”.

    Aplique: arandela de parede de estilo clássico.

    Bandeira: parte superior da porta (janela) para auxiliar na ventilação e iluminação naturais.

    Bay window: janela avançada.

    Chinoiserie: qualquer coisa de influência chinesa.

    Blanc d’chine: branco chinês.

    Chine blue: azul chinês, tendência para casas junto à água.

    Botonê: botões colocados no estofado que ficam na superfície.

    Capitonné: botões mais para baixo, mais afundados no estofamento.

    Bordure: faixa (de acabamento) externa dos tapetes clássicos.

    Border: mesma faixa mas em modelos contemporâneos.

    Brise-brise: meia cortina colocada na parte metade baixa da janela. A parte de cima chama-se sanefa.

    Cabuchon: (ou toseto) detalhes no piso.

    Colchão grego: o que chamam de futton.

    Cantaria: revestimento em pedra.

    Casual: frugal, simples.

    Clapboard: revestimento de parede em escamas feita com gesso acartonado na horizontal.

    Clean: década de 80, limpeza formal, bastante minimalista.

    Damier: piso em duas cores ou texturas com a função de gerar movimento.

    Day bed: cama para área de piscina e praia com cobertura em tecido.

    Dipitco: quadro em duas partes.

    Triptico: quadro em tres partes.

    Debrum: costura grossa (reforçada e aparente) em estofados.

    Draperie: um tecido preso à parede para dar acabamento às cortinas.

    Espaleta: parede geralmente usada para dar acabamento (laterais de armários por exemplo com no Maximo 50cm) mas pode ser usada também como elemento compositivo.

    Faiança: é uma porcelana mais grosseira, rústica. Usada bastante no estilo provençal Francês.

    Faux: ou fake – coisas falsas que imitam outras.

    Ferronerie: serralheria.

    Frontão: parte fronteiriça da lareira.

    Roda pia ou saia: para bancadas de banheiros.

    Galuchat: revestimento com pele de arraia esticada. Mais anti-ecológico impossível.

    Gregas: grafismo ou desenho espiral de tendência grega.

    High tech: alta tecnologia aparente, exposta.

    Housse: capa de cadeira.

    Japonaiserie: influência japonesa na decoração.

    Kitsch: não é mau gosto e sim uma irreverência, brincadeira de bom gosto.

    Loft: espaço comercial ou industrial (geralmente galpões) que passou por um processo de retrofit arquitetônico para ser tornar um espaço residencial. Nem de longe loft quer dizer estes apartamentos ou casas construídas de forma integrada que vemos hoje.

    Masstige: a peça de mais prestígio, elegância e destaque da ambientação.

    Óculum: abertura circular na parede que não abre como a janela.

    Off White: tons de branco ou branco sujo que não o branco puro – 001.

    Panejamento: um trabalho com tecido colocado nas paredes como composição. Bastante comum em festas e casamentos. Pode ser chamado também como draperie.

    Peanhas: suporte afixado na parede para colocar algo em cima, mão francesa.

    Peça curinga: é a peça versátil no ambiente que pode ser utilizada de varias formas devido a sua versatilidade.

    Repaginar: trocar a composição interna.

    Reformar: envolve a parte arquitetônica.

    Retro: estilo das décadas de 50, 60 e 70.

    Faux boiserie: parede falsa de madeira.

    Saia e blusa: forro em duas folhas, padrão da casa colonial brasileira. Neste caso dá a sensação de descer o pé direito.

    Tabica: espaço deixado entre a parede e o forro. Na verdade é a junta de dilatação. Deve ser pintado na cor da parede e não do forro para um melhor efeito.

    Trompe l’oeil: enganar os olhos. Falsa perspectiva ou falsa representação de algo feita com pintura. Pode ser aplicado em paredes, tetos, pisos ou móveis. Pintura parietal.

    Verdure: é o tema da tapeçaria para paredes.

    Washed: efeito lavado.

    Composé: é a combinação de padronagens, cores e texturas.

    Incrustração: aplicação de metal sobre a madeira.

    Marchetaria: junção de lâminas de madeira. Não necessariamente para formar desenhos e recortes.

    Laca: é uma resina natural aplicada sobre a madeira. Nada tem a ver com o que o mercado chama de laca para mobiliário. Nem na aparência.

    Plafonnier: luminária de sobrepor. É o que chamam de plafon.

    Existem ainda muitos outros termos. Dentro de cada parte de um projeto existem estes termos como por exemplo no panejamento. Porém, o mais acertado é você adquirir o seguinte livro para saber certinho o que é cada um deles:

    MOUTINHO, Stella Rodrigo Octavio; et alli, Dicionário de artes decorativas e decoração. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999

    Lembro que devemos ter bom senso quando do uso deste vocabulário junto aos clientes que geralmente são leigos. Ao mesmo tempo em que estes podem passar uma imagem positiva do profissional, demonstrando o seu conhecimento e segurança, para outros clientes pode passar uma informação boçal, arrogante. Imagine então usar estes termos numa obra junto aos operários.

    Portanto devemos conhecer os termos, seus significados e as palavras mais simples (jargões) que dizem o mesmo e também saber quando, como e com quem utiliza-los.

    Espero que se divirtam fazendo biquinho para falar varias delas já que a maioria tem origem francesa.

    Até o próximo post

  • pra quem gosta de ler

    Estava me preparando para ir dormir e um link no Google me chamou a atenção. Fui ver e cá estou eu, três horas depois, ainda acordado, zonzo de tanto ler, para compartilhar com vocês este achado.

    Trata-se de uma página, na verdade uma biblioteca de artigos e teses específicos sobre Design dentro do site modavestuario.

    Você pode ler e salvar em PDF aqueles que você quiser.

    Destaco alguns interessantes que li e outros que salvei para ler depois:

    – O Processo de Design de Aeronaves: um Estudo Exploratório
    – Questões de Ética: Relações entre o Design e a Ecologia Profunda
    – O tratamento do espaço pela cenografia nos desfiles de moda
    – Percepção de conforto por meio da avaliação visual de assentos: parâmetros para o design ergonômico de mobiliário
    – Design e Significação sob uma Perspectiva Mitológica
    – Desenvolvimento de Alternativas Sustentáveis Para Habitação de Baixa Renda
    – As transformações dos estilos de vida na modernidade e a (re)configuração dos interiores domésticos
    – Reflexões sobre a caracterização da pesquisa científica e da prática profissional no design
    – O resgate da ética no design: a evolução da visão sustentável
    – Análise de maçanetas cilíndricas e de alavanca por usuários idosos – aspectos de uso e percepção
    – Design de Interiores e Consumo Sustentável
    – Aproximações entre Arte e Design: Paisagem urbana e olhar de artista
    – Valorização do território através do design estratégico: um estudo dos indicadores de qualidade de vida urbana no âmbito do bairro
    – Design versus Artesanato: Identidades e Contrastes.
    – Cores e Iluminação Aplicadas num Projeto de Interior de Aeronaves
    – Informação ou poluição: processos de descaracterização do espaço urbano
    – Lighting Design e Planos Diretores de Iluminação Pública: A Requalificação da Cidade por meio da Luz Artificial.

    Tem muita coisa boa ali dentro. São mais de 500 artigos sobre interiores, lighting, moda, produtos, embalagens, educação, história, têxtil, arquitetura, eco-design, design social, ética, etc.

    Acesse a página e divirta-se com uma boa leitura!

  • parques e praças urbanas…

    Vi hoje um vídeo no Vimeo que mostra um parque situado na cidade de Laatzen, Alemanha.

    É uma apresentação que mostra o projeto de LD que foi instalado naquele espaço.

    Simplesmente lindo!

    Quem dera aqui no Brasil pudéssemos implantar projetos assim sem ter de nos preocupar com a falta de segurança, vandalismo e desvios de verbas públicas.

  • Excelentes soluções

    Bom, quando digo que Design de Interiores e Ambientes tem muito de Desenho Industrial tem muita gente que torce o nariz.

    Alguns da área de interiores, por preguiça mental. Só de pensar em ter de criar soluções, pesquisar materiais e mais um mundaréu de coisas para depois ainda colocar tudo no papel, conseguir quem execute com qualidade e etecéteras dá um frio na barriga, um sono.

    É mais fácil comprar tudo pronto nas lojas né não senhores DECORADORES?

    Alguns da área de DI-Produtos, alegam que esta é uma área deles e que os Designers de Interiores  não devem se meter ora por nao ter formação em produtos, ora por seja lá qual for o motivo alegado. De qualquer forma, estes que defendem esta visão demonstram absoluto desconhecimento das matrizes curriculares dos cursos de Design de Interiores e Ambientes. No mais, porque não reclamam de arquitetos, engenheiros, cozinheiros e tantos outros profissionais de áreas que não tem nada a ver com o Design que atualmente vem fazendo design? Bah…

    Bom, independente destas fuleirices, sempre que encontro em design excelente posto aqui para vocês.

    Muitas vezes, e hoje em dia é cada vez mais comum isso devido aos reduzidos espaços das novas construções, buscar soluções inteligentes para resolver os ambientes é uma constante.

    Assim, exige-se do profissional de Design de Interiores e Ambientes mais que uma especificação de produtos prontos e sim a solução, a criação destas soluções.

    O vídeo acima nos traz excelentes soluções para espaços reduzidos.

    Não é questão de copiar – até mesmo porque isso é CRIME, mas sim, e antes de tudo, analisar as soluções apresentadas buscando indentificar possíveis soluções que possam ser adaptadas ao seu problema.

    Este adaptar pressupõe criar, recriar, entender o funcionamento e reconhecer os materiais utilizados para que se possa aplica-los de outras formas na solução de seus problemas projetuais.

    Bom, lapiseiras na mão, muita borracha e bom trabalho!

  • de luto e de mudança: DesignBR

    Bom pessoal, infelizmente tenho de informar que o nosso espaço DesignBR no Ning irá desaparecer dentro de alguns dias.

    Eu e a equipe que vinha mantendo aquele espaço estamos bastante chateados pois sabemos que muito do conteúdo que ali foi depositado irá perder-se assim que a equipe do Ning apertar a tecla “delete”.

    Isso se deve ao fato de que a partir de agora, a hospedagem de grupos naquela plataforma passou a ser paga – e bem paga.

    Tentamos contato com diversas empresas buscando apoio, patrocínio ou ajuda para que pudéssemos levantar a quantia necessária para manter o portal online e, infelizmente, não conseguimos. Até mesmo com faculdades e universidades nós conversamos e nada.

    As que sinalizavam aparentemente de forma positiva vinham tentando impor suas condições que, via de regra eram:

    – exclusividade

    – exigências com relação ao conteúdo querendo impor censuras absurdas

    – acesso direto aos dados de membros

    – entre outros absurdos.

    Com isso, tivemos de engolir o amargo sabor da derrota, da perda de um trabalho desenvolvido exaustivamente pela equipe de moderadores, especialmente o Ed Ramos que é quem estava tocando firme o DesignBR nestes últimos tempos.

    Um espaço voltado para designers que em menos de 4 anos conseguiu reunir num mesmo espaço uma quantidade absurda de estudantes, profissionais, professores das diversas áreas do design como nenhum outro espaço já conseguiu.

    Um espaço onde o livre pensar, os debates, a troca de informações, a construção do conhecimento eram as chamas que mantinham o portal em pé.

    Um espaço técnico, acadêmico e profissional que tornou-se uma grande enciclopédia do design.

    Um espaço que transformou-se numa verdadeira vitrina do design brasileiro.

    Triste, constatamos que se fossemos pedir apoio, patrocínio ou socorro para um timinho qualquer de futebol, de fundo de vila, para um campeonatinho de milésima categoria, não nos faltariam recursos cedidos. Absolutamente tudo nos seria cedido.

    Triste constatamos que aqui neste país não se valoriza o que é daqui, a produção nacional.

    Triste constatamos que tampouco valoriza-se a construção permanente do conhecimento.

    Não conseguimos salvar quase nada de lá do portal. Na verdade, pouco mais que arquivos com a listagem de membros.

    Os materiais das comunidades, fórum, imagens e todos os outros dados serão, fatalmente perdidos.

    Até mesmo o Ning não respondeu sobre um possível apoio ao portal reduzindo o valor ou isentando-nos deste valor. Vou tentar mais um contato nesta semana tentando mostrar a eles a importância da manutenção daquele espaço.

    Pensamos em fazer uma chamada de fundos junto aos membros mas desistimos ao analisar outras ações envolvendo arrecadação de fundos onde quem recebe sempre é acusado de absurdos, por melhor, pura e verdadeira que seja e sua intenção.

    Assim, estamos sim de luto por causa da “morte” anunciada daquele espaço.

    De luto por causa da ignorância nacional.

    De luto por causa da leviandade dos empresários nacionais.

    De luto por causa da falsidade das Instituições de Ensino que “dizem” promover o conhecimento.

    De luto por nos ver de mãos e pés amarrados, boca, olhos e ouvidos vedados por causa da superficialidade humana.

    Se você também sente-se de luto por esta perda assim como nós, divulgue este manifesto contra a ignorância e descaso cultural que varre nosso país. Seja por e-mail, em seu blog, nas redes sociais que você participa. O importante é mostrar publicamente qual é a realidade de nosso país.

    Outra forma de você tentar ajudar é mandando mensagens ao Ning solicitando apoio a nossa causa, que o portal não seja eliminado, mostrando que é um espaço acadêmico, voltado á construção e disseminação do conhecimento.

    Mesmo assim, estamos tentando elaborar um outro espaço com as mesmas funcionalidades mas isso demandará tempo.

    O Jonas do blog espaço.com é quem está nos ajudando nisso tudo. Valeu garoto!

    Portanto mesmo de luto, nos sentindo como uma ave que acaba de ter sua asa decepada, estamos tentando voar em prol do conhecimento e da cultura do Design aqui no Brasil.

  • analisando iluminação

    No post anterior, onde expliquei o porque de não postar freneticamente, coloquei também o porque não gosto de realizar postagens apenas com imagens. No entanto quero deixar claro que não acho este tipo de postagem inútil, muito pelo contrário.

    Eu sempre olho estes posts porém usando uma metodologia bastante analítica e crítica. Já escrevi aqui sobre ela num post ja ha bastante tempo. Ele foi alvo de críticas de algumas pessoas que alegaram não ser possível realizar este exercício uma vez que não conhecemos o autor do projeto, o conceito, etc. Porém alguém aqui sabe esses e outros dados de todos os ambientes que entramos diariamente? Claro que não. E sempre ouvimos comentários sobre os ambientes.

    Então, mantendo a linha de pensamento deste exercício, vamos aplica-lo à iluminação neste post.

    Pode parecer estranho para quem lida com interiores, mas sempre que olho para uma foto ou entro num ambiente, o faço “olhando para cima” ou seja, para a iluminação. Claro né, sou lighting designer. Depois de observar este item é que parto para a parte de interiores propriamente dita.

    Nesta primeira observação, a intenção é conseguir detectar de onde vem a luz, ou luzes. Quantas, onde e quais são as fontes de luz.

    Isso ajuda a perceber como o projeto foi trabalhado e também se houve cuidados com ofuscamento direto, se o trabalho foi feito usando fachos retos (fácil) ou cruzados (difícil), se a temperatura de cor está correta para o projeto, se o IRC é adequado, se houve a preocupação com luz e sombra entre tantos elementos. Outro elemento importante a ser observado é o tipo de iluminação empregado. Uplight, downlight, built-in, sidelight, direta, indireta, etc. Há variações? Se há, ponto positivo.

    Por exemplo: você sabe dizer que tipo de lâmpada foi utilizada para conseguir este efeito?
    

    Aqui também já dá para ter uma idéia do tipo de fonte de luz que foi utilizado e, sabendo disso, se a aplicação está correta de acordo com os dados técnicos destas. Por exemplo: uma lampada AR111 foi originalmente projetada para ser utilizada em pés direitos duplos, no mínimo. No entanto, vemos constantemente nos diversos projetos que isso não é considerado pelos projetistas.

    Depois de detectados estes elementos, passa-se para uma análise das luminárias e equipamentos empregados no projeto. Muitas vezes as pessoas confundem os efeitos de lâmpadas com os efeitos produzidos por luminárias, especialmente as mais técnicas. As lâmpadas halógenas mais conhecidas (AR, dicróica, PAR, etc) geralmente tem uma variedade de aberturas de fachos, dos mais fechados até os abertos. No entanto existem luminárias que promovem efeitos de fachos que as lampadas sozinhas não conseguem atingir. A observação e reconhecimento deste item é fundamental para a compreensão do projeto. Você conhece todos os tipos de luminárias e suas respectivas aplicações?

    Você sabe qual equipamento é usado para conseguir este efeito? 
    A cor que vemos na luz é original da lâmpada ou conseguida através de algum acessório? (se há acessório...)
    

    Conhecer tecnicamente as luminárias é essencial para um bom projeto de iluminação. A diferença dos bons projetos é que estes usam peças técnicas. Elas não são tão vistosas quanto as peças de design, porém, a maioria é projetada para ficar o mais neutra possível no ambiente.

    Saber o funcionamento e limitações delas também é fundamental. Quais as suas partes, que tipo de refletor é utilizado, temperaturas máximas de operação, resistência dos materiais, qualidade da marca, etc. E estes elementos não se consegue nos catálogos comerciais, apenas nos técnicos, que são, via de regra, bem difíceis de conseguir junto à indústria. Por falar nisso, na indústria nacional são raras as empresas que disponibilizam este tipo de material, fundamental para o desenvolvimento e especificação nos projetos. Você já viu alguma luminária com uma aplicação técnica sendo utilizada de outra forma?

    Muitas vezes nos deparamos com detalhes dos projetos de iluminação que nos deixam a pensar se é uma luminária industrializada ou se é algum elemento feito especificamente para aquele projeto. Existe na indústria uma luminária assim? Se não, como foi feito? Quais materiais foram empregados? Como é o seu funcionamento? Consegue visualizar este elemento em corte? Quais as suas partes? Houve necessidade de intervenção/integração ao projeto arquitetônico?

    Depois disso tudo, passamos a “olhar para baixo” ou seja, para o ambiente de um modo geral. Aqui buscamos detalhes que possam valorizar ou depreciar, qualificar ou denegrir o projeto. Nesta fase buscamos elementos como ofuscamento indireto (reflexos) e danos em materiais, produtos e superfícies, principalmente. Também é hora de procurar por luminárias que estejam desligadas e verificar o tipo de luz x altura de montagem. Qual a temperatura (calor) dentro do espaço? Você consegue se posicionar tranquilamente embaixo de qualquer uma das luminárias sem se sentir desconfortável? Observando os usuários percebe alguém “desviando da luz”, forçando os olhos?

    Também devemos considerar outros elementos nessa observação:

    1 – A iluminação atende às necessidades?

    2 – A iluminação é econômica?

    3 – Há excessos ou falta de luz?

    Tem uma loja num shopping daqui que eu não consigo olhar para dentro dela pois ela é ofuscante. O excesso de luz ali, num ambiente pequeno, é absurdo. Dias atrás fui a este shopping e percebi de longe que tinha algo de diferente nesta loja e fui olhar. Para piorar a situação, eles retiraram um lado da vitrina e colocaram um piso branco. Resultado: a luz ficou mais ofuscante ainda. Se eles queriam chamar a atenção conseguiram porém, qualidade projetual nota 0.

    4 – Há padronização na temperatura de cor de lâmpadas iguais?

    Pode parecer absurdo mas direto encontro lojas com fileiras de lâmpadas com diferenças entre elas: abertura de fachos, TC, angulação, etc. Caso o projeto não seja tão novo e já houveram trocas de lâmpadas, o erro é do projetista que não deixou um manual técnico para o usuário saber exatamente qual a especificação da lâmpada que deve ser utilizada.

    De uma maneira geral é este o exercício que faço, especialmente em ambientes reais (não imagens) mas dá para fazer isso observando as diversas fotos que vemos diariamente pela web.

    Espero que ajude vocês a lerem melhor os diversos projetos e imagens e que consigam aumentar seus conhecimentos fazendo este exercício.

  • fontes de informação – LD

    Bom, a seguir compartilho vocês com uma série de links interessantes e mais que úteis sobre Lighting Design.

    Divirtam-se e leiam muuuuuuuuitoooo!!!

    IALD Guidelines for specification integrity – um guia de orientações para a correta especificação de luminárias.

    Revista Ilumina – revista nacional sobre iluminação.

    Lightlife – revista eletrônica do fabricante Zumtobel.

    Mondo – revista sobre arquitetura, lighting, etc.

    Lighting for libraries – como projetar corretamente a iluminação para livrarias, bibliotecas, etc.

    Louiszone – revista eletrônica da perfeita Louis Puolsen.

    ArchLight – revista eletrônica italiana sobre lighting design.

    ERCO – uma das melhores industrias de luminárias e equipamentos. No site você encontrará diversos materiais na área de download.

    PLD Professional Lighting Design – revista internacional de lighting Design.

    Lighting Campus – um portal excelente para aprendizado de iluminação. Na verdade é quase uma universidade online com muito material, cursos, etc.

    Lume Arquitetura – revista nacional sobre iluminação.

    Portal Lumière – site da editora Lumière com notícias, assinatura de revistas (L+D e outras).

    HighLight – revista sobre lighting design.

    Bom, já tem bastante material aí para vocês se divertirem.

    Espero que gostem e aproveitem.

  • O que você tem feito?

    Constantemente leio através do reader ações visando melhorias ambientais, outras de conscientização e manifestações diversas nesse sentido. Mas sempre me perguntei se estas ações realmente atingem seus objetivos, se há envolvimento da população, se não passam de modismos passageiros que logo são substituídos por outros num ciclo vicioso que não leva a lugar algum.

    Dentre as ações estão os telhados verdes. Já que os eles ainda são caros para implantar, especialmente em construções que não foram projetadas originalmente com este elemento e demandam projetos estruturais e outros complementares, uma saída é a pintura dos mesmos com tinta branca.

    Sei que este assunto já é manjado e já foi batido por praticamente todos os blogs mas a verdade é que pouco se tem visto de ações concretas nesse sentido.

    Tempos atrás, saindo de avião de Curitiba e chegando em Londrina fiquei observando as duas cidades procurando onde, quantos ou SE havia sido implementada esta ação por alguém.

    Para minha tristeza, em Curitiba observei apenas quatro telhados brancos e em Londrina apenas um.

    E você? Tem conversado com seus clientes sobre isso? Ao menos tem conhecimento dos benefícios ambientais que essa simples ação pode oferecer ao planeta?

    Outra ação muito interessante e simples é alvo de chacota de muita gente. Porém, observem o vídeo que vocês entenderão os benefícios:

    Faça xixi no banho e ajude não só a mata atlântica, mas o planeta!!!

    Além destas duas existem muitas outras ações ocorrendo mundo afora. Vale aqui uma busca pela web para conhecê-las e conscientizar-se.

    Fica aqui então este último vídeo para reflexão:

    Doído, mas uma realidade não muito distante caso não seja revertido todo o mal que já causamos ao nosso planeta.

    Pense nisso.

  • tapetes e mais tapetes

    tem para todos os gostos e aplicações.

    A indústria tem investido intensamente em novos materiais bem como aplicado o design aos seus produtos. A valorização do profissional de design fica clara a medida em que observamos a intensa movimentação de produtos na industria.

    Na indústria dos tapetes isso não é diferente. A seguir, uma coleção de imagens de produtos que certamente farão uma grande diferença no resultado final de nossos projetos.

    1 – Para aqueles clientes que não suportam a idéia de chegar em casa e entrar com os sapatos carregando a sujeira das ruas, uma boa pedida é este tapete que já vem com chinelos incorporados ao produto:

    2 – Para quartos de crianças, gerando uma integração maior entre projeto e usuário, que tal este?

    3 – Que tal voar sobre uma área como se estivesse vendo o lugar pela janela de um avião?

    4 – Ou então surpreender o tato de suas visitas com madeira falsa?

    5 – Quem sabe contemplar um solitário urso preso sobre um iceberg num imenso oceano?

    6 – Ou ainda fazer uma graça numa clínica ou residência de algum médico:

    7 – Brincar com a percepção visual dos usuários:

    8 – Para não perder a hora:

    9 – Para lembrar do que estamos fazendo com a natureza:

    Como se vê, produtos não faltam para tornar os projetos mais interessantes, lúdicos e interativos.

    imagens: freshome.com

  • ainda sobre ilusão e percepção visual

    Já postei vários projetos aqui que, através da luz, buscam alterar a percepção do que vemos sejam construções, elementos urbanos ou interiores.

    Com equipamentos pesados e caros conseguimos efeitos absurdos assim como com equipamentos simples.

    Tudo dependerá da capacidade criativa do Lighting Designer.

    Aqui, apresento um projeto de fotografia que usa o light graffiti de uma forma surreal ao alia-lo com outro elemento artístico: o stencil.

    Se pararmos para pensar, isso não é nada difícil de ser transportado para o universo do LD. Basta os equipamentos certos que consegue-se essa ilusão “maluca de bela” ajudando a embelezar áreas abandonadas das cidades.

    Vejam as idéias:

    É claro que para conseguirmos estes efeitos no LD será necessário um elemento fundamental: o mapeamento.

    É, me refiro exatamente ao mesmo tipo de trabalho que postei tempos atrás sobre mapeamento arquitetural aqui neste post.

    Ah quem dera se no Brasil nossos governantes fossem sérios e tivessem um mínimo de bom gosto implementando obras que visem o embelezamento urbano…

    Imagens via: oddstuffmagazine

  • ilusão de portas….

    Muitos já sabem que eu não gosto de portas pois acho-as sem graça… Mas ainda bem que sempre tem gente que nos brinda com idéias excelentes ou para muda-las fisicamente ou para disfarça-las.

    A empresa Couture Déco, que trabalha com adesivagem, tem em seu catálogo uma vasta gama de possibilidades e idéias que transformam as portas em obras de arte, ou em gostosas brincadeiras de ilusão de ótica, eliminando aquela sensação estática e fria através da aplicação de painéis adesivados. Olha só:

    Já a empresa Casali trabalha com outro tipo de porta: as de vidro.

    Reta ou curva, simples ou dupla o que manda é a aplicação de cores e grafismos como podem ver nas imagens abaixo:

    Imagens Casali via: FurnitureStoreBlog

    Pensam que acabou? Pois vejam estas duas:

    Estas duas últimas vieram do Home Rejuvenation

  • Bienal de Design 2010 – Curitiba

    Pois é pessoal, muitos já devem saber que este ano a Bienal Brasileira de Design acontecerá em Curitiba – PR, de 14 de setembro a 31 de outubro.

    Andei olhando o site da Bienal e lá pude encontrar informações bem detalhadas sobre tudo o que vai rolar neste evento impostantíssimo para o Design nacional.

    Vale a pena conferir os workshops, cursos, palestras, eventos paralelos, etc.

    Só me entristece perceber que mais uma vez o Design de Interiores foi deixado de lado pelo grupo que organiza a Bienal. Já percebi em diversos fóruns que alguns* profissionais e associações de Desenho Industrial tem uma resistência enorme contra o Design de Interiores e não conseguem – ou não querem – ver as características reais da profissão e dos cursos. estes só conseguem ver os cursos como sendo algo ligado apenas à decoração.

    Isso ficou claro tempos atrás na formação de mais uma associação aqui no Paraná onde, de forma jocosa e irresponsável, o Design de Interiores foi excluído do rol de profissões associadas. No entanto aceitaram publicitários… vai entender….

    Assim, fica aqui mais uma dica para a ABD: lutar pelo nosso reconhecimento dentro da nossa propria área mãe/raiz: o Design.

    * – não me refiro a todos e sim a alguns profissionais.

  • Atividades complementares – formação

    Dando sequência aos posts relacionados à formação, gostaria de aprofundar um pouco mais aqui sobre um elemento que não é explorado pelas universidades.

    Praticamente todos os cursos de Design de Interiores/Ambientes tem em sua Matriz Curricular as atividades complementares, porém estas ficam desconhecidas e/ou escondidas dentro dos ementários não possibilitando ao pré-acadêmico analisar corretamente sobre o que são, na verdade, estas. Já coloquei em outro post sobre estas atividades que, muitas vezes, estas não passam de “embromattion” para fechar a carga horária dada a dificuldade de se conseguir informações sobre o que estas vem a ser na verdade. Geralmente só descobrimos isso durante o curso.

    Também tem este post a ver com o carater social que a nossa profissão deve ter já desde a formação e, através disso, além de formar profissionais mais conscientes de seu papel no mundo real – lembrando que este também é composto por pessoas de baixo poder aquisitivo que merecem ter uma vida mais digna e que a nossa profissão não só pode como deve ser utilizada com um carater social e não somente naquilo que aparece em capas de revistas – auxiliar aqueles mais necessitados com o que a nossa profissão puder alcançar.

    Pois bem, as IES que oferecem os cursos de Design de Interiores/Ambientes possuem estrutura para estender estas atividades além de seus muros. É comum vermos dentro destas as incubadoras de empresas em várias áreas, menos em Design de Interiores/Ambientes.

    No entanto, percebemos que a maioria dos cursos superiores exigem dos alunos o estágio. Então porque não aproveitar  uma idéia como componente curricular que atenda a esta necessidade trabalhando de uma forma socialmente responsável?

    Os investimentos para isso por parte das IEs são baixíssimos se comparados aos benefícios sociais e retornos que a mídia pode oferecer.

    Basicamente teríamos dois pontos de ação:

    1 – desenvolvimento, acompanhamento e execução de projetos voltados a entidades assistenciais (orfanatos, asilos, centros de recuperação, hospitais, etc). Veja bem: não me refiro às casas de repouso e outras entidades particulares e sim aquelas públicas e filantrópicas que carecem de recursos de todos os tipos.

    2 – desenvolvimento, acompanhamento e execução de projetos voltados às residências e comércios de populações menos favorecidas.

    No primeiro caso, temos a oportunidade de desenvolver projetos que irão atender entidades filantrópicas e assistenciais buscando soluções para seus problemas funcionais através de intervenções no layout, mobiliário, iluminação, cores e texturas, paisagismo, higiene e bem-estar, etc.

    Em asilos e orfanatos, por se tratar de ambientes onde os usuários permanecem o dia todo muitos por um longo período e outros até a morte, podemos entrar com ações que visem a melhoria da qualidade de vida dentro destes espaços buscando atender as necessidades de acessibilidade, higiene, segurança, fluxo e organograma, estética, conforto (térmico, acústico, sensorial) entre outros. Estas ações são necessárias para diminuir a sensação de prisão, isolamento, afastamento e rompimento dos laços familiares (abandono), rejeição, inutilidade entre tantos outros sentimentos e sensações ruins.

    Nos hospitais, centros de recuperação e creches as ações são parecidas e as finalidades as mesmas, porém aqui, temos um ponto a mais de atenção que está voltada à saúde, pressupondo, assim, projetos mais específicos.

    No segundo caso, dar atendimento às pessoas oriundas de classes menos favorecidas buscando soluções para melhorar a qualidade de vida delas e o bem-estar através de projetos simples com custos adequados aos seus orçamentos.

    Sempre que vemos imagens dos interiores dessas residências percebemos a falta de noção espacial e de arrumação. Também é comum percebermos um sistema elétrico sobrecarregado, ou insuficiente, ou ineficaz assim como o sistema hidráulico. Além disso é comum percebermos as coisas amontoadas, armários sobrecarregados, falta de espaço para circulação, acidentes domésticos acontecendo rotineiramente por causa destes motivos.

    Tanto em um como no outro, são intrínsecas as ações de conscientização e educação ambiental, higiene e saúde coletiva, segurança entre outros tópicos importantes na construção da cidadania e do cidadão.

    Uma sala para atendimento/desenvolvimento/administração, uns três computadores para desenvolvimento dos projetos, suporte de mídia e/ou divulgação e um professor orientador. Basicamente esta é a estrutura que a IES tem de oferecer. Nada perto do que isso significa socialmente.

    Um ponto a se destacar aqui é que não é difícil encontrar na indústria voltada para a nossa área, parceiros e patrocinadores para uma empreitada desse porte. De tintas e revestimentos, passando por mobiliários e chegando aos acessórios finais de decoração, são produtos fáceis de se conseguir através de patrocínios e parcerias afinal, responsabilidade social e ambiental estão em alta.

    Eu particularmente adoraria pegar a responsabilidade de um projeto nesta linha pois não gosto de ações que visam arrecadar fundos que eu não sei como, onde e se serão realmente e corretamente utilizados. Prefiro agir, fazer. Isso faz parte de mim. A necessidade de fazer algo pelo próximo e não simplesmente pagar para que outro o faça por mim.

    Ao pessoal que está no meio acadêmico fica aqui uma dica: conversem com seus professores e coordenadores de curso para viabilizar isso na sua IES.

    Todos tem a ganhar com isso seja o discente, o docente, a IES, os parceiros e, principalmente, aqueles que realmente necessitam de ajuda.

  • Embelezamento urbano

    É impressionante como ações simples podem melhorar o ambiente urbano. Seja colocando apenas um foco de luz em uma árvore da rua, pintando um muro ou qualquer outra intervenção pequena, os resultados podem ser surpreendentes.

    O artista Aakash Nihalani nos dá uma bela mostra com esta instalação:

    Como se vê, uma ação simples acabou conseguindo resultados positivos.

    Aqui em Londrina seria uma boa uma vez que quando estamos dirigindo não sabemos se olhamos para a sinalização (quase inexistente ou escondida), para os pedestres ou para os buracos no asfalto.

    Brincadeiras sérias à parte, ao menos acaba-se aquele visual duro e feio das placas de sinalização que emporcalham todos os cruzamentos de nossas cidades. Tão emporcalhado que as vezes temos de ficar um tempão procurando a placa certa diante do amontoado delas existentes num único cruzamento.

  • Feltro na parede?

    Ja sabemos que o feltro tem propriedades acústica e térmica. Tudo bem que não é o material perfeito para esta finalidade mas em determinados casos ele consegue “quebrar um galho”. O duro é a cara horrível dele. Com uma textura nada agradável ou bela, este material tem ficado escondido dentro de estúdios de música principalmente certo?

    ERRADO!!!

    Quer dizer, não mais apenas em estúdios.

    A designer Anne Kyyro mostra que, com criatividade, bom gosto e técnica é possível aplicar este material em qualquer espaço seja este residencial, comercial ou institucional.

    Aliando técnicas de corte e costura, origami e outras mais, ela consegue efeitos surpreendentes com este material simples, barato e, agora, belo. Volume, luz e sombra, texturas, movimento…

    Papel de parede pra que?

    Texturas pra que?

    Até mesmo obras de arte podem ser substituídas, dependendo do gosto do cliente.

    É, pra que ficar preso aos ditames da moda ou das tendências? É isso que dá ser um designer livre e independente que não se deixa manipular.