Tag: Lighting Design

  • O Lighting como Design.

    Revista Lume Arquitetura
    Coluna Luz e Design em Foco
    Ed. n° 58 – 2012
    “O Lighting como Design.”
    By Paulo Oliveira

    58
    Em meio à forte onda mundial em prol da Economia Criativa e na implementação de Comunidades Criativas, o ranço corporativista ainda impõe barreiras ao desenvolvimento do país. Isso ficou claro, por exemplo, na entrevista com o presidente da AsBAI na edição n° 56 desta revista. Traz à tona o velho discurso de que “apenas o arquiteto é capaz de iluminar a arquitetura”. No desenrolar da entrevista, reconhece que as universidades formam arquitetos incapazes de iluminar seus próprios projetos. Daí a proposta de urgentes alterações curriculares nos cursos de arquitetura aprofundando o tema iluminação.

    Ao invés de uma formação global orientada para parcerias, incorrem no equívoco conteudista de que o currículo deve incorporar e esgotar todas as especialidades. Esta sutil artimanha para reforçar a reserva de mercado (ilegal e, sobretudo, antiética), disseminada nos argumentos falaciosos de seus defensores, deixa claro dois pontos:

    1° – Segregam, dado o desconhecimento do que significa realmente trabalhar com iluminação, salvo a arquitetural. Fazem-no por nunca ousar romper com a visão reducionista do que seja o arquitetônico. Falam com pseudoautoridade sobre as competências curriculares e profissionais de outras áreas. Isso fica claro na ênfase excludente dos seus discursos eivados de ufanismo.

    2° – Reservam, porque escondem seu medo ou incompetência para enfrentar a concorrência qualitativa projetual.

    As tentativas estratégicas, mediante ações escusas arquitetadas nos bastidores, para impor uma reserva de mercado em relação ao LD, ocorrem desde o momento em que os projetos de iluminação deixaram de ser complementares para se tornarem um dos elementos mais significativos de uma obra, não apenas por uma demanda estética, mas por sua relevância funcional na qualidade e solução dos problemas.

    Com efeito, no Design, os processos que iniciam e norteiam o desenvolvimento de um projeto são: avaliação, necessidades, função, planejamento, tecnologias, qualidade e compatibilidade. Nestes processos são incorporados indissociavelmente elementos como identidade, estética, linguagem, comunicação, entre outros. Em cada processo, a criatividade faz-se presente.

    Aqui se encontra a diferença entre um projeto de iluminação e um projeto de LD. Seja para qual aplicação for, um projeto de LD tem por finalidade, em primeiro lugar, a solução dos problemas e o atendimento das necessidades dos usuários. Apesar de sua reconhecida importância, a “casca” arquitetônica, em um primeiro momento, não é o foco para o LD. O aspecto arquitetônico, de modo algum, é desmerecido, ao contrário, é valorizado e incorporado ao projeto de LD, longe de se apresentar como algo acessório ou decorativo.

    Além disso, outro foco precisa ser destacado: observa-se o desconhecimento com relação à linguagem cênica que aplicamos em nossos projetos. Convenhamos: raros são os arquitetos, não obstante sua competência profissional, que conhecem ou conseguem aplicar esta linguagem ao aparato arquitetônico ou entendê-la visualmente por nunca ter botado os pés numa caixa cênica.

    Este tipo de discurso manifesta um desconforto crescente à medida que surgem outros profissionais que atestam conhecimento, competência aliada ao domínio tecnológico da iluminação e criatividade para a resolução de projetos complexos de iluminação.

    Aqueles que apelam para este tipo de discurso tentam desesperadamente um face-lifting para mascarar seu ensimesmamento feudal e camuflar suas intenções egocêntricas de manutenção do status-quo.

    Há uma inversão funcional no trato profissional. Atitudes corporativistas, excludentes e segregacionistas cada vez mais, perdem seu espaço nos atuais contextos do mercado profissional, nacional e internacional.

  • Cliente: ser ou não ser?

    Revista Lume Arquitetura
    Coluna Luz e Design em Foco
    Ed. n° 57 – 2012
    “Cliente: ser ou não ser?”
    By Paulo Oliveira

    57
    Em visita à última edição da Expolux, surpreendeu-me a visibilidade que esta coluna tem me proporcionado. Em vários estandes fui reconhecido e bem recebido, tendo a grata satisfação de receber os parabéns pelo trabalho desenvolvido aqui. Mas um fato me fez questionar a postura de alguns fabricantes: enquanto na maioria dos estandes eu tenha adquirido os catálogos sem dificuldade, em outros foi impossível, a ponto de ser submetido a situações constrangedoras. Vamos aos fatos:

    1 – Nós, profissionais de iluminação, somos clientes assim como qualquer lojista, dado que os lojistas dependem de nossas especificações para gerar grande parte de seus pedidos, e isso, inevitavelmente, repercute na cadeia produtiva até alcançar a própria indústria.

    2 – Não somos apenas profissionais generalistas, mas sim especialistas que trabalham especificamente com projetos de Lighting Design. Logo, trabalhamos com materiais fornecidos por esta indústria.

    3 – Poucos são os escritórios que, mesmo sem solicitar, recebem comodamente todos os catálogos possíveis. Enquanto para a maioria, suas reiteradas solicitações não são atendidas.

    4 – Um catálogo virtual não substitui um catálogo impresso onde acessamos rapidamente os equipamentos preferidos. Não perdemos tempo com busca de páginas, “zoom in” e barras de rolagem bem como temos uma visualização melhor das imagens. Faltam ferramentas para o uso dos catálogos virtuais.

    5 – Das indústrias novatas podemos até relevar, mas receber uma negativa de indústrias já reconhecidas e estabelecidas internacionalmente é lamentável.

    6 – Pior ainda quando vemos os “clientes lojistas” recebendo e folheando catálogos que estão, segundo os atendentes, disponíveis só na Web.

    7 – Enfim, respeito e boa educação sempre são bem-vindos e todos os merecem.

    A realidade experimentada em alguns estandes na Expolux 2012: falta de respeito e consideração por nós profissionais que, em virtude de nossas especificações, contribuímos para alavancar e manter acadeia produtiva da indústria.

    Mas o que mais me chamou a atenção foi quando um representante não teve escrúpulos em oferecer vantagens para uma parceria direta: alta comissão sobre todas as especificações feitas diretamente com ele. De leve, escrevi sobre isso em minha última coluna.

    Talvez, a título de sugestão, penso que seria melhor que o marketing das empresas destacassem os profissionais parceiros em suas webpages ou oferecessem incentivos para promover sua qualificação profissional por meio de viagens ou cursos, sem qualquer possibilidade de transferência de titularidade ou reversão monetária. Assim, penso que os profissionais começarão a negociar com transparência e honestidade o devido valor por seus projetos, e o mercado, por sua vez, virá a nos respeitar também pelo reconhecimento ético da idoneidade que deveremos testemunhar por nossas práticas. Às empresas que ainda apostarem em aliciamentos que profanam e desrespeitam o profissional, vale uma regra justa derivada da lógica de oferta e procura do mercado: este profissional não especifica o produto que não tem valor ético agregado, cliente consciente não o adquire no desenvolvimento do seu projeto.

    Para concluir, felizmente há que se reconhecer que no mercado nacional muitas e novas empresas compreendem cada vez mais que sua qualidade está associada com uma ética empresarial necessária em todos os segmentos do processo de produção e comercialização. Estas, talvez não tenham o status das grandes, porém não perdem nada em criatividade, design e qualidade em seus produtos.

  • Relações de mercado.

    Revista Lume Arquitetura
    Coluna Luz e Design em Foco
    Ed. n° 56 – 2012
    “Relações de mercado.”
    By Paulo Oliveira

    56
    As relações de mercado devem primar pela ética acima de tudo. É justamente esta ética que o mantém saudável e competitivo. Se esta base mercadológica é quebrada, teremos então um mercado baseado no “quem dá mais” ou o “salve-se quem puder”.

    Se temos clientes que não querem pagar o valor justo do projeto, a culpa de tal situação, dentre outros fatores, pode ser atribuída aos profissionais que não cobram pelos projetos, vivendo à custa de comissões pagas pelas indústrias e lojas em acertos de bastidores e que afetam a todos que estão no mercado.

    Conversando recentemente com um grande amigo – e mestre – senti-me como Cazuza quando cantou que “meus heróis morreram de overdose” tamanha a decepção ao ver nominados aqueles que um dia tive como ídolos e referências. Ruíram pelo simples fato de constatar que suas práticas profissionais, de modo geral, são desrespeitosas, especialmente com os colegas de profissão. Nesta conversa pude confirmar que estes só chegaram onde estão graças às artimanhas e negociatas promíscuas que utilizam. Alguns até furtando projetos de outros profissionais. Profissionais que para atender sua gana egoísta e satisfazer seu estrelismo mergulham de corpo e alma nessas jogatinas.

    Porém, este ato supostamente bondoso, para ganhar o cliente, esconde tacitamente o fato de que ele está recebendo alguma coisa; afinal, ninguém trabalha de graça. Ora, o ganho ou os rendimentos que este tipo de profissional percebe, advém de comissões – ou RTs – que as indústrias e lojas embutem em serviços e materiais adquiridos pelo cliente e que para eles são transferidos. Ao final das contas, seja qual for a fonte, o profissional acaba lucrando sem se importar que este ato prejudica a seriedade e o respeito pelos quais a profissão deveria ser encarada e respeitada.

    Com as comissões, um profissional pode ter um lucro muito acima do justo e real valor que o projeto deveria ter. As empresas oferecem de 3% a 20% de comissão, e tudo depende do valor da compra e, em geral, do renome do profissional.

    Neste aspecto, aprofunda-se o prejuízo corporativo para a classe profissional que se rende a segmentações internas: uns lucram 20% por seu status enquanto outros dificilmente conseguem chegar aos 10%.

    Assim fica claro como alguns profissionais conquistam vários projetos ao mesmo tempo e, consequentemente, ganham mais espaço na mídia, o que alimenta uma popularidade camufladora de sua voracidade egocêntrica. Não se cobra pelo projeto viabilizado por meio de uma“doação” para aquele cliente ou aquela cidade, enquanto se lucra em acertos de bastidor com uma ou algumas indústrias ou empresas comerciais. Forja-se uma cumplicidade perniciosa para uma éticaque se espera nas relações de mercado.

    Outro detalhe igualmente grave deste tipo de prática refere-se à eliminação da livre concorrência, especialmente aquela relacionada com a criação e as ideias que envolvem a elaboração de projetos.

    Mais uma vez o prejuízo recai sobre o cliente, que, muitas vezes, ignora tais práticas e tampouco desconfia de que esteja de fato recebendo o melhor produto, ao ser induzido a optar por uma ou outra marca apenas baseado em vantagens. O profissional pode não especificar o melhor produto e deixar de encontrar soluções até mais interessantes técnica e esteticamente. Não é à toa que vemos vários projetos de um mesmo autor com a mesma “cara”.

    As indústrias e lojas devem encontrar outra forma de fidelizar seus clientes e especificadores. Ofereçam no lugar das comissões, premiações que não envolvam dinheiro vivo. Uma viagem, por exemplo. Inclusive vocês só têm a ganhar, pois terão muitos outros profissionais na disputa.

    Então, temos de decidir: ou optamos por um mercado antiético onde as negociatas de bastidores assemelham-se às politicagens que deploramos ou assumimos práticas pelas quais manifestamos nosso comprometimento ético por um mercado saudável e decente onde todos recebam o devido e igual respeito.

  • 2015, o que tenho a oferecer?

    Pois bem, estamos chegando ao final de 2014 e garanto a todos que este foi, especialmente para mim, um ano em que aprendi muito e, depois de avaliar algumas atividades, senti a necessidade de reestrutura-las, ajusta-las e propor novas atividades.

    SOBRE EVENTOS.

    Após levar alguns calotes por parte de organizadores de eventos para os quais fui convidado defini que:

    • PARA EVENTOS ESTUDANTIS E ACADÊMICOS:

    Tudo referente à minha participação deve estar organizado com no máximo UM mês de antecedência. Transportes, hospedagem, alimentação devem estar confirmados neste prazo. Já o pró-labore (quando houver), deverá ser pago a mim ANTES do início da atividade.

    Sobre o fechamento da agenda de atividades do evento, quando não houver a possibilidade de conhecê-la neste prazo de UM mês antes do evento, quero saber ao menos os meus horários já encaixados na grade para que eu possa organizar a minha agenda e planejar melhor minhas viagens (contatos com prospects, atendimento a clientes e parceiros locais, etc).

    Manterei isento do pagamento do pró-labore APENAS alguns eventos como os NDesign, R’s, Eita, e alguns outros que sei que posso confiar na organização dos mesmos.

    Isso se deve a dois calotes que recebi de eventos onde acreditei na promessa de ressarcimento e acabei tendo de arcar com todas as despesas de minha participação nos mesmos.

    • PARA EVENTOS PROFISSIONAIS:

    Tudo referente à minha participação deve estar organizado com no máximo UM mês de antecedência. Transportes, hospedagem, alimentação devem estar confirmados neste prazo.

    O pró-labore, deverá ser pago a mim ANTES do início da atividade. O valor (bem como o suporte) deverá ser negociado e acordado em contrato assinado por ambas as partes.

    Sobre o fechamento da agenda de atividades do evento, quando não houver a possibilidade de conhecê-la neste prazo de UM mês antes do evento, quero saber ao menos os meus horários já encaixados na grade para que eu possa organizar a minha agenda e planejar melhor minhas viagens (contatos com prospects, atendimento a clientes e parceiros locais, etc).

    Após levar um calote pesado de um evento organizado por um “promoter”, ao mesmo tempo em que o via fazendo festas e mais festas, lançando novos produtos com a sua marca resolvi fechar a porta de vez para os futuros espertinhos (do tipo mau caráter mesmo).

    SOBRE ATIVIDADES

    Então, o que tenho para oferecer a vocês em 2015?

    fonte: www.essenciacao.wordpress.com
    fonte: http://www.essenciacao.wordpress.com

    CONHECIMENTO!!!

    Como bem sabem não falo mais (palestras) sobre a regulamentação profissional enquanto o caso de amor bandido entre a dupla conselho/associação não parar. Isso não significa que me nego a participar de mesas redondas sobre o tema, pois se trata de um momento importantíssimo onde podemos, olho no olho e cara a cara, debater sobre o assunto. Sei que isso é impossível de acontecer, pois o outro lado é COVARDE e sempre foge desta possibilidade. Mas caso aconteça, está valendo. É só me chamar!

    PALESTRAS

    • N JEITOS DE ATUAR

    Palestra, já antiga mas que sempre faz sucesso e abre a mente dos acadêmicos e profissionais, onde exponho as diversas possibilidades de atuação para o Designer de Interiores/Ambientes além daquele “bêabá” (residencial x comercial) imposto pela academia. Um olhar com a amplitude do Design sobre os diversos ambientes utilizados direta ou indiretamente pelos usuários.

    • ANTES DO DESIGNER, VEM O DESIGN

    Trata-se de um ponto fraco dentro do Design brasileiro e que busco fazer com que os acadêmicos e profissionais parem e repensem um pouco como andam levando suas vidas profissionais: os guetos. Guetos estes que já são formados ainda na academia quando vemos pouca interação entre professores e alunos de cursos de Design de áreas diferentes como se um nada tivesse a contribuir ou aprender com os outros. Infelizmente é uma prática que é levada para o mercado de trabalho pelos profissionais (não todos), mas que prejudica e muito a união da “classe” assim como mantém, especialmente a nossa área, como marginais ou motivo de piada para alguns que desconhecem o que realmente é DESIGN de Interiores/Ambientes.

    • DESIGN SOCIAL

    Porque as academias só nos ensinam a pensar em projetos do tipo “capa de revista”? Onde, quando e como podemos (E DEVEMOS) aplicar o Design de Interiores/Ambientes com foco no social, destinado à população de baixa renda, entidades e grupos de apoio sociais visando à qualidade de vida e bem-estar dos usuários, seja este individual ou coletivo? Sim, há muito que fazer e nosso país necessita de designers com responsabilidade social.

    • DEFESA DA ÁREA COMO DESIGN

    Há ainda certa resistência de algumas pessoas de fora de nossa área (docentes, profissionais e os empoleirados em cargos) em perceber a nossa área como integrante da raiz DESIGN. Apresento aqui aspectos e elementos de nossos cursos, formação acadêmica e prática profissional que mostram claramente que a nossa ligação DIRETA é com o DESIGN e não com outra área que insistem em nos amarrar.

    • FORMAÇÃO E VIDA PROFISSIONAL

    Uma palestra onde aponto os erros e falhas curriculares dos cursos fazendo um contraponto entre formação e vida profissional e, como estas falhas prejudicam a atuação profissional. Das disciplinas dispensáveis no currículo àquelas indispensáveis e por vezes menosprezadas, faço um passeio pela formação real x ideal em diversos cursos mostrando como alguns cursos já perceberam estas falhas, as corrigiram e hoje oferecem cursos de excelência.

    • LUZ, VISÃO E PERCEPÇÃO

    Qual a relação entre a nossa visão e a luz? Como a luz afeta a nossa visão e a nossa percepção dos ambientes? O foco desta palestra é mostrar exatamente estas relações psicológicas e físicas entre a luz e o usuário.

    • LUZ E ERGONOMIA I: FUNÇÕES DA LUZ

    Trabalhar com Lighting Design é muito mais que simplesmente “botar uma luzinha aqui e outra acolá”. Existem características e necessidades dos usuários e dos espaços que devem ser levadas em consideração no momento do projetar. E todas estas características e necessidades somente são percebidas após um profundo conhecimento sobre equipamentos de iluminação, sobre como iluminar e, especialmente, através de uma visão multidisciplinar e holística da LUZ.

    • LUZ E ERGONOMIA II: ERGOLIGHTING?

    Sim, engana-se quem pensa que iluminar pouco tem a ver com a Ergonomia. Diferente da parte I, nesta palestra mergulho fundo na iluminação através de um enfoque ergonômico que vai desde o briefing até a avaliação pós-ocupação. Luz (seus conceitos, técnicas e equipamentos) x Ergonomia (seus pilares, aspectos e soluções).

    • BRIEFING

    Palestra voltada PARA Design de Interiores/Ambientes e Lighting Design onde aponto a diferença entre Briefing (ferramenta do Design) e o programa de necessidades (ferramenta da Arquitetura e Engenharia) que, lamentavelmente vem sendo repassado na academia como se fosse Briefing, quando na verdade não é e deixa muito a desejar. A importância do uso desta ferramenta para pensar e elaborar projetos com a mínima chance de erros e buscando sempre atender as reais necessidades dos usuários. Aponto também nesta palestra a falácia do “realizar sonhos” e o real papel do designer em mostrar aos clientes os erros, inconsistências e impossibilidades destes sonhos, ao mesmo tempo em que propõe soluções para estes problemas o mais próximo possível do desejado. Afinal, todo sonho é um problema a ser resolvido.

    WORKSHOPS

    • LIGHTING CONCEPTS I*

    Workshop de quatro horas onde, utilizando a luz como ferramenta, levo os participantes a iniciar e turbinar o processo criativo numa gostosa brincadeira entre luz e sombras. Workshop realizado em sala de aulas (laboratório/câmara escura).

    • LIGHTING CONCEPTS II*

    Workshop de oito horas com atividades internas (laboratório/câmara escura) e externas (noturno). O uso da luz como ferramenta criativa e de transformação dos espaços.

    • LIGHTING CONCEPTS III*

    Workshop de seis horas de duração (ou mais) com duas horas de atividades internas (final de tarde para estudos e planejamento) e o restante realizado através de intervenções urbanas utilizando a luz como ferramenta de transformação e embelezamento urbano.

    • DESIGN SOCIAL I*

    Workshop de quatro horas (laboratório de informática) buscando as melhores soluções para o desenvolvimento de projetos voltados às residências de usuários de baixa renda.

    • DESIGN SOCIAL II*

    Workshop de oito horas (laboratório de informática) com foco nas instituições filantrópicas e sociais que necessitam de apoio atendendo às necessidades de cada segmento e solucionando os problemas das mesmas através do desenvolvimento de projetos de forma colaborativa.

    • DESIGN SOCIAL III*

    Workshop com duração de um final de semana (16 horas ou mais) onde colocamos “a mão na massa” para analisar, pensar e solucionar os problemas de um determinado cliente (residência, instituição, etc) e, através de parcerias com fornecedores, realizar alterações visando a segurança, a funcionalidade, a qualidade e o bem-estar dos usuários.

    • REDESIGN URBANO*

    Calma, nada tem a ver com urbanismo afinal, este já está implantado. O foco aqui é, seguindo as ações internacionais onde a liberdade criativa é respeitada, realizar intervenções de DESIGN em espaços urbanos degradados ou que apresentem problemas de mobilidade, usabilidade, estéticos e funcionais.

    * Estes workshops não são voltados apenas para lighting designers ou designers de interiores/ambientes e sim, para os designers de todas as áreas. A intenção é a interação e compartilhamento de conhecimentos entre as áreas.

    Além destas atividades existem ainda mais duas palestras que são fruto das pesquisas de meus livros e versarão sobre estes temas. Não as divulgo, por hora, para não estragar a surpresa sobre os temas dos mesmos. Assim que publicados liberarei a contratação das mesmas.

    Graças à reclusão, que fui forçado no último semestre, tive tempo de voltar meu foco às minhas raízes: as pesquisas. Todo este material das palestras e workshops já estão prontos para uso.

    Precisando, é só chamar!

  • ABD> Pauta Unificada

    Pois é pessoas, encaminhei este texto à ABD no dia 30/07/2013, às 19:02 horas. Até o momento, mais de um mês depois, não obtive qualquer resposta sobre a mesma.

    Dada a gravidade da situação que estamos passando era para a ABD ter se pronunciado de pronto sobre isso, sobre os pontos contidos nessa “pauta unificada”. Mas eles estão preferindo manter as reuniões de diretoria à cada 15 dias apenas. Será que a diretoria não julga esta minha carta (que tem por trás diversos profissionais e acadêmicos em coro) importante?

    Ainda aguardando respostas sobre isso. Como perceberão claramente, nenhum dos itens é impossível de se colocar em prática. É só ter um pouco de boa vontade.

    Segue o texto.

     

    Londrina, 29 de Julho de 2013.

    À Mesa Diretora da Associação Brasileira de Designers de Interiores

    Considerando,

    – As diversas conversas que tenho tido com vários membros de diretorias da ABD, sejam estes da nacional ou das regionais;

    – A possibilidade inédita de sentarmos juntos, frente a frente, para debatermos abertamente sobre pontos importantes de nossa área, inclusive as discordâncias sobre a regulamentação profissional levantadas durante o NDesign 2013;

    – A clareza de informações que me foram repassadas pela ABD, fato este que até então não havia presenciado;

    – A perceptível ação atual, até então inexistente dentro da ABD;

    – As pautas debatidas dentro das reuniões de diretoria que tomei conhecimento através da Bianka e numa conversa por telefone com a Renata;

    – A visibilidade que tenho junto aos profissionais e acadêmicos de Design de Interiores/Ambientes no país;

    – A deprimente e insustentável situação em que nos encontramos após a Resolução n° 51 do CAU que afetou a todos, deixando-nos abalados e preocupados com o nosso futuro profissional;

    – E, finalizando, que ficou perceptível que até mesmo vocês, diretores da ABD, sentiram na pele que nem mesmo esta associação poderá salva-los e que, antes de diretores são designers assim como eu.

    Elenco abaixo quatro pautas que deverão ser assumidas pela ABD, através de ofício, como compromisso público por parte desta associação, como condição para a minha volta ao quadro de associado.

    Ressalto que quando escrevo “eu”, refiro-me a uma quantidade enorme de profissionais e acadêmicos que tem idéias afinadas ou próximas às minhas sobre a nossa área e o que esperamos desta associação.

    Lembro ainda que a minha volta à associação trará todos estes “discordantes” para dentro da mesma e que esta pauta não foi definida apenas por mim.

    São os seguintes pontos:

    1- COMPROMISSO COM O DESIGN

    Se, no enfrentamento da grave problemática atual, a ABD quiser levar em sua bandeira o nome da associação em prol da defesa da profissão relacionada ao Design e, por esta razão, tornar-se efetivamente uma associação de designers, deve assumir um compromisso definitivo com a área e a nossa raiz: o Design.

    Tenho acompanhado através do site, releases e a página do facebook os chamados de eventos realizados pela Nacional e Regionais e venho percebendo a presença constante de arquitetos-decoradores ministrando palestras, workshops e cursos, além de escreverem para o website da associação sem qualquer atenção específica para os interesses dos profissionais realmente oriundos do Design.

    Com tristeza percebi que o último CONAD (e em outros eventos regionais), levaram profissionais que claramente pagaram “jabá” para aparecer na mídia e construir o seu status. Como profissional e pesquisador da área acadêmica e mercadológica, repudio veementemente qualquer ação que acabe por dar eco a todas estas vozes vazias, sem uma contrapartida significativa para o apoio e desenvolvimento da atividade profissional dos autênticos designer que deveriam ser representados e cujos interesses resguardados.

    Temos aqui no Brasil uma quantidade imensa de profissionais e acadêmicos produzindo conhecimento específico em nossa área e que não encontram espaço para disseminar e compartilhar os resultados de suas pesquisas e dos inúmeros trabalhos que desenvolvem. A ABD, como única associação de nível nacional, tem o dever moral e ético de proporcionar este espaço.

    Ainda neste aspecto, sugiro a todos os diretores da ABD a leitura do livro “A Linguagem das Coisas” de Deyan Sudjic. Tendência não é Design, ela apenas faz parte dele, uma pequeníssima parte. E os eventos tem sido pautados nisso. Sei que muito disso se deve aos patrocinadores. Mas somos criativos e temos como apresenta-los sem que fiquemos reféns de um marketing eventual e oportunista.

    Numa perspectiva teórico-prática, na forma de estudos e pesquisas, carecemos de uma autêntica produção do pensamento em Design que nos permita construir o nosso estatuto epistemológico sem o qual nossa profissão continuará indefinida ou, como acontece, com infinitas definições que se contradizem.

    Assim, para que possamos alinhavar a partir da multiplicidade de saberes, numa perspectiva interdisciplinar, um referencial epistêmico articulador das práticas de pesquisa e das diversas formas de atuação profissional de nossa área, deverão ser convidados profissionais – da área do Design e de outras correlatas – que contribuam clara e efetivamente para a produção deste conhecimento teórico-prático em nossa área.

    Cabe ressaltar que muitos destes profissionais descompromissados com nossa área se lançam na mídia como designers, entretanto, ao observarmos seus projetos constatamos que pouco ou nada se vê de Design de Interiores nos mesmos.

    Por exemplo: pagar jabá em uma empresa para enfiar uma mesinha de torno que qualquer aluno de 5° ano produzia quando ainda existia técnicas industriais na escola, não é fazer Design, é enganação.

    Outro exemplo: se for para falar sobre iluminação, que seja feito por um lighting DESIGNER e não por um arquiteto que trabalha com iluminação sem ter a devida especialização, salvo raríssimas exceções.

    Esta ação não exige estrutura nem recursos, portanto deve ser implantada imediatamente.

    2- APOIO/INCENTIVO/FOMENTO.

    Junto de Bianka, Ana Eliza e Cátia participamos do NDesign 2013, realizado entre os dias 21 e 28 de julho em Salvador-BA. Não me causou estranheza a surpresa que elas tiveram por não conhecerem este evento e sua importância, não obstante o porte grandioso do mesmo. Afinal, para mim (e muitos mais, incluindo alguns de vocês) é fato que a antiga ABD não se importava e nem estava interessada em divulgar, apoiar, participar e incentivar eventos especificamente voltados para profissionais do Design e outras iniciativas desta natureza.

    Um ponto que ficou bastante claro – creio que Ana e Cátia perceberam melhor por terem participado do evento por mais dias – diz respeito à estrutura do mesmo e os problemas que aconteceram. Todos estes problemas ocorrem por absoluta falta de apoio de associações e instituições de ensino que se mostram indiferentes para a importância de eventos como esse.

    Longe de manifestar uma atitude arrogante, mas simplesmente explicando o processo e reforçando tudo que a antiga ABD sempre preferiu ignorar, nossa área conseguiu entrar na pauta do NDesign graças ao trabalho desenvolvido por mim por longos cinco anos junto ao órgão realizador do mesmo. Foram incontáveis conversas, trocas de e-mails, horas e mais horas através do Skype negociando, explicando corretamente sobre a especificidade e o significado da área do Design. Neste aspecto, esclarecendo dúvidas e cutucando (importunando sim) para que abrissem ao menos uma palestra para que pudessem ver a nossa área através de um profissional originário dela. Foi o meu trabalho realizado no NDesign 2012. Após isso, o Design de Interiores/Ambientes passou a fazer parte da pauta do NDesign, temos garantida a nossa área daqui para a frente em todas as edições. E ressalto ainda que, a ABD só foi convidada com meu apoio, numa tentativa de verificar in loco a real mudança de rumos que esta associação diz que está tomando.

    Só ressaltando, o NDesign é o evento de caráter nacional. Mas existem também os RDesign que são os regionais. Geralmente acontecem de 5 a 8 R’s por ano espalhados pelo Brasil e nestes também a nossa área já está pautada.

    Mas somente este evento não basta. Neste último NDesign estiveram presentes apenas 4 acadêmicos aqui de meu estado (PR) de nossa área. De minha região, nenhum. Tem estados que possuem cursos e nenhum acadêmico foi participar.

    Assim, considerando que a ABD tem realizado eventos nas regionais que são claramente mais destinados aos profissionais e/ou com atividades únicas por edição proponho:

    Que a ABD assuma o compromisso de realizar uma vez por ano, em cada diretoria/secretaria regional, um evento de um dia com uma grade voltada exclusivamente aos acadêmicos produzindo ao final de cada uma publicação mostrando os trabalhos realizados e os resultados dos mesmos.

    As atividades deverão basear-se na parte teórica/pratica descartando tudo que for relativo a tendências e modismos. Deve ser um espaço democrático com pauta debatida e definida junto à comunidade acadêmica (alunos) e que sirva também – na forma de comunicações e painéis – para a apresentação do que vem sendo produzido de conhecimento dentro das universidades no campo das pesquisas, na graduação e pós-graduação.

    Todo o programa do evento deverá ser envolver exclusivamente convidados devidamente habilitados (legalmente) em Design.

    Sei que esta atividade necessita ser estruturada e serão necessários recursos. No entanto, sei também que há como uma associação buscar as verbas necessárias através dos governos em suas três esferas.

    Por haver esta necessidade de estruturação, este compromisso não precisa ser executado imediatamente, mas os estudos e analises para tal devem ser iniciados imediatamente.

    3- PRÊMIO JOVENS TALENTOS

    Conforme já escrevi acima, nossa profissão irá permanecer incerta se não alinhavarmos e construirmos o nosso estatuto epistemológico. E este só se concretiza através de conhecimento debatido e produzido nas pesquisas acadêmicas e do pensar sobre a área. Assim proponho:

    Que no Premio Jovens Talentos seja inserida a categoria Teoria. Esta categoria deverá contemplar dois segmentos: projetos de pesquisa e artigos relacionados à produção teórico-prática que fortaleça o discurso epistêmico sobre o Design. Ou ainda, incentivar o Design como objeto de pesquisa para além de suas ramificações.

    Vejo com tristeza aqueles cursos que deixam de lado o pensar a área em favor de abordagens meramente técnicas que se reduzem ao projetar exaustivamente. Enquanto isso, temos profissionais de outras áreas falando sobre a nossa área e temos, consequentemente, uma enxurrada de desinformação na mídia e nas rodas de conversas. Enquanto permitirmos que outros pensem e falem por nós, não conseguiremos ser o que devemos ser.

    Acredito que, ao abrir esta categoria de premiação, as IES irão repensar este assunto dentro de seus cursos e passarão a favorecer essa linha educacional. Vale ressaltar aqui que o MEC infelizmente baixou uma resolução onde as IES privadas ficam livres para definir se haverá ou não produção de artigos durante o curso e se haverá TCC ao final dos mesmos. E já sei de muitas IES que aboliram estas duas coisas. Isto não é um absurdo, é uma aberração!

    Aponto ainda que uma das maiores dificuldades nos cursos de formação acadêmica em nossa área é o de encontrar profissionais da área de Design que sejam de fato preparados e aptos para o exercício da docência porque simplesmente não os temos à disposição. Há concursos para contratação de docentes cujas vagas são preenchidas por arquitetos, pois não aparecem designers nas inscrições. Todavia, não podemos ser ingênuos. Esta carência de docentes formados na área de Design acaba trazendo aos cursos de formação específica em nossa área profissionais despreparados e descompromissados para o desenvolvimento do Design de Interiores/Ambientes. Deste modo, muitos cursos de formação acadêmica específica em nossa área, além de ser coordenados por estes profissionais, trazem no seu corpo docente um número reduzido de designers. Isso gera um círculo vicioso: nos concursos públicos ou nos processos seletivos de contratações, acabam privilegiando outros profissionais e não propriamente o designer.  Ressalto ainda que muitos destes arquitetos-professores insistem em menosprezar e minimizar a nossa área. Estou atualmente fazendo uma complementação curricular para o mestrado em 2014 e ouvi de uma arquiteta-professora que “vocês pensam que são o que para querer ousar trabalhar o jardim da casa? Vocês tem que ficar contentes com as plantas dos vasos internos e só que servem para isso.”. Isso eu já venho berrando em meu blog há anos e ainda continua acontecendo.

    Nos diversos eventos que tenho participado e nas palestras que tenho ministrado sempre me deparo com muitos acadêmicos que vêm ao meu encontro com a seguinte pergunta: “como me tornar um professor após a faculdade?”. Tem muita gente querendo isso, até mesmo profissionais. E estamos deixando isso passar em branco.

    Acredito que inserindo esta categoria, os acadêmicos passarão a cobrar de seus professores e coordenadores que abram esta disciplina, ou ao menos um espaço para isso, dentro dos cursos para que eles possam participar do prêmio. Aí entrará também a Comissão para Assuntos Acadêmicos da ABD que terá o papel de incentivar isso junto às coordenações de cursos.

    Devo também ressaltar que as parcas produções científicas que temos em nossa área ficam isoladas dentro das IES e não são levados ao conhecimento do universo acadêmico nacional. Já presenciei pesquisas idênticas tanto em cidades próximas quanto em distantes. Alias carecemos de iniciativas que objetivem a articulação das instituições universitárias, sobremaneira de cursos de pós-graduação, e quiçá no futuro algo como Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Design, à semelhante de outras áreas, por exemplo, como o CONPEDI para o Direito, ANPEPP para a Psicologia, ANPOF para Filosofia, ANPEd para a Educação, ANPOCS para Ciências sociais e tantos outros, os quais fortaleceram a produção de pesquisa em seus respectivos domínios.

    Inicialmente pode-se colocar como premiação apenas a participação em algo como um “Anuário Teórico do Design de Interiores” à ser editado e publicado contendo os trabalhos selecionados/premiados. Posteriormente pode-se avançar e buscar fomento para premiações maiores. Como acadêmico sei o valor que uma publicação oficial tem no currículo de um profissional, especialmente aqueles que querem manter-se dentro da área acadêmica.

    Outro detalhe muito importante é que este trabalho irá fatalmente incentivar aquele que será o grande alicerce de nossa profissão: a abertura de mestrados e doutorados em nossa área.

    Sei que esta atividade necessita ser estruturada e serão necessários recursos. No entanto, sei também que há como uma associação buscar as verbas necessárias através dos governos em suas três esferas.

    Como este trabalho exigirá logística e recursos, não precisa ser executado imediatamente, mas os estudos e analises para tal devem ser iniciados imediatamente.

    4- REGULAMENTAÇÃO

    Entendendo que as Comissões do Congresso Nacional, por onde o PL de regulamentação terá que tramitar, são constituídas para implementar aqueles ajustes e alterações necessários para que a publicação da Lei seja justa e coerente. Portanto, este é o momento exato para que estas sejam debatidas e realizadas.

    Entendendo também que qualquer alteração necessária à Lei após a sua publicação deverá passar por todo este trâmite e nos custará muito tempo para que estes ajustes sejam realizados, atrapalhando, inclusive, a implantação do Conselho Federal de Design de Interiores pois terão que ser feitas antes deste ato, pauto o último compromisso:

    Que a ABD trabalhe junto com o Deputado Ricardo Izar visando a abertura de audiências públicas dentro destas Comissões para que possamos realizar estes ajustes juntos, de forma democrática e franca.

    Tais alterações que concluímos necessárias, após analise dos resultados da mesa que tive com a Bianka são:

    – A retirada do termo “não estrutural” do texto da Lei. Deixar o texto livre nos possibilitando pensar e propor alterações. O parágrafo único do Art. 6° faz a ressalva de que somos obrigados ao acompanhamento de profissionais habilitados no caso do inciso IV. Obviamente isto remete que, em qualquer alteração estrutural que se fizer necessária em um planejamento ou proposta necessária para a solução do problema do espaço visando a usabilidade do mesmo, deveremos contar com o acompanhamento de um profissional habilitado para efetuar tal alteração.

    Portanto, que se retire a citação ao inciso IV e em outros dentro do PL e se faça uma alteração indicando, neste parágrafo único, que qualquer proposta fora de nossas atribuições devem ter o acompanhamento de um profissional especializado na área tratada.

    – Algumas alterações e inserções no texto da justificativa –  o qual, após a publicação, torna-se o substrato conceitual da norma e, deste modo, sua referência hermenêutica – que, tanto na presente produção da lei, quanto na sua futura aplicação, impeçam interpretações equivocadas. Neste sentido impõe-se desvincular-se da área da arquitetura exclusivamente de modo a inserir elementos que nos abram outros mercados que não se reduzam aos objetos arquitetônicos (Ex. embarcações, motor homes, aeronaves e outros).

    Apenas isso.

    Com este compromisso teremos a certeza de que a ABD realmente está de “cara nova”, ou melhor ainda, “com a verdadeira cara dos Designers de Interiores/Ambientes”, sem máscaras e democrática.

    Com este compromisso teremos a certeza de que podemos confiar nesta nova ABD.

    Com este compromisso iremos finalmente acreditar que podemos nos unir em torno de nossa causa em comum: a nossa profissão.

    Encerrando, quando me desassociei da ABD o fiz motivado por muitas insatisfações relacionadas às posições das antigas diretorias desta associação que, creio eu, todos vocês conhecem muito bem. Era uma associação que não passava para os associados e os não associados qualquer credibilidade no tocante à representatividade e tampouco na luta real pelos interesses inerentes ao nosso exercício profissional. Assim como eu, muitos profissionais se desassociaram da ABD pelos mesmos motivos que eu. Porém existe uma multa cobrada por esta associação para quem deseja voltar a ser associado. Assim, julgo justo, que esta associação promova uma anistia com relação à esta multa para todos os ex-associados que voltarem para a ABD.

    Atenciosamente,

    Paulo Oliveira

  • Reconhecimento

    Pois é pessoal, mais uma vez sou reconhecido como profissional e como pensador sobre as duas áreas que atuo: Design de Interiores/Ambientes e Lighting Design.

    E desta vez tenho a honra de ser convidado a fazer parte da coluna Perfil no site de uma das maiores redes de lojas do país, a Leroy Merlin.

    http://www.leroymerlin.com.br/detalhe-perfil/-/artigo/19579448

    logo-leroy-e1338777913626

    Respeito se conquista com seriedade, competência, ética e dignidade!

  • RESOLUÇÃO N° 51 DO CAU

    Um abuso de poder sobre áreas que não fazem parte do CAU, especialmente Design de Interiores e Lighting Design. É assim que eu vejo toda esta situação provocada e imposta pela Resolução n° 51 do CAU.

    Estas duas profissões ainda não são regulamentadas e o CAU está agindo de má fé, aproveitando-se deste fato, para eliminá-las do mercado.

    Devo destacar aqui que já tentamos, por mais de cinco vezes, regulamentar a profissão de Designer de Interiores e em todas fomos derrotados. Fomos derrotados pelo lobby que os arquitetos mantém constantemente ativo dentro do Congresso Nacional visando derrubar qualquer lei, emenda ou o que for que eles julguem que atinja as suas atribuições e até mesmo o que eles julgam sê-las.

    Estamos atualmente tramitando o PL 4692/2012, de autoria do Dep. Ricardo Izar, visando a nossa regulamentação. No entanto, já fomos informados que este lobby está agindo de maneira dura lá dentro tentando derrubá-lo. Estão em cima dos deputados como urubus sobre a carniça plantando DESINFORMAÇÃO e INVERDADES sobre a nossa área.

    Afinal, fica a questão:

    Vivemos numa democracia multi-profissional visando atender às demandas do mercado atual e que, com isso, torna-se necessário trabalhar em equipes multidisciplinares ou vivemos numa ditadura arquitetônica onde somente o arquiteto pode e tem poder e competência para decidir tudo, incluindo gerar Leis Federais?

    Esta resolução não só prejudica como elimina a nossa profissão atribuindo em caráter exclusivo aos arquitetos as atribuições de projetos de interiores.

    A resolução e as notas de esclarecimento têm deixado claro isso tanto que nos apontam como leigos desconsiderando todos os anos de estudo e prática profissional. Estão causando conscientemente um dano imenso à imagem de nossa profissão quanto às pessoas que praticam este ofício.

    Temos diversos profissionais com diploma de nível superior e até pós-graduados que estão sendo notificados pelos fiscais do CAU por exercício ilegal da profissão da Arquitetura. Incluindo profissionais que estão com seus ambientes parados em mostras comprometendo até mesmo o cronograma destas mostras.

    Ressalto o caso de uma designer que tem um escritório em sociedade com uma arquiteta cujo ambiente numa mostra foi notificado mesmo tendo a ART. Ou seja, o CAU está abusando, desrespeitando e prejudicando não somente os profissionais de Design de Interiores pois suas ações estão afetando outras esferas do mercado.

    Esta resolução – e as notas de esclarecimento – extingue a minha profissão promovendo uma descarada reserva de mercado para os arquitetos na área de projetos de interiores e também de Lighting Design. Estamos proibidos de atuar profissionalmente.

    Estamos sendo, caluniosamente, chamados de leigos pelo CAU e por alguns arquitetos.

    Existem hoje três modalidades de formação para o Design de Interiores ressaltando que todas atendem às Diretrizes Curriculares do MEC e cujos cursos são reconhecidos por ele:

    – Técnicos: de nível médio em cursos que duram em média 2 anos e com carga horária média de 400 h/a.

    – Tecnólogos: de nível superior, com duração de 2 a 3 anos e carga horária que varia de 1700 a  3000 h/a.

    – Bacharelados: nível superior, com duração de 4 anos e carga horária de aproximadamente 4000 h/a.

    Em relação aos currículos, vou ater-me aos de nível superior. São distintos e variam entre as universidades, mas geralmente contemplam saberes dentro destas áreas do conhecimentos:

    Fundamentos da construção civil além de análise de plantas relacionadas à construção civil e seus componentes, conforto térmico, iluminação e acústica, psicologia, percepção, representação técnica, ergonomia, fatores sociais e culturais, história da arte e do design, elementos da composição, princípios o design, metodologia científica, metodologia do design, fatores econômico, estudos de mercado, empreendedorismo, prática projetual, botânica aplicada ao paisagismo, história dos jardins, design de móveis, semiótica, materiais e processos de produção, gestão de projetos e processos, normas técnicas de diversas naturezas: RDC’s da ANVISA; NR’s do MTE, Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros, Normas do IPHAN e IEPHA, NBR’s (em respeito a legislação brasileira e visando ótimos resultados para o indivíduo), cessibilidade Sustentabilidade Paisagismo e Jardinagem

    Mesmo com de todas estas disciplinas listadas o CAU nos julga como LEIGOS e incapazes para executar as atividades pelas quais fomos formados.

    Sempre pautamos o nosso trabalho visando a parceria e o respeito profissional, a complementação entre as áreas. Mas sempre fomos vítimas de bullying por parte de alguns arquitetos, especialmente os mais xiitas – que geralmente são os piores que estão no mercado.

    Esta resolução é apenas o espelho do que sofremos no mercado há anos. Este foi o golpe de misericórdia que os arquitetos – não todos que fique bem claro – lançaram sobre nós através do recente instituído CAU.

    A formação em Arquitetura e Urbanismo, ou somente em Arquitetura, é muito complexa e compreende um universo de saberes e conhecimentos imenso. É desumano e mentiroso alguém querer afirmar que uma pessoa curse cinco ou seis anos e saia de lá apto a executar tudo o que viu dentro da universidade com perfeição. Eles saem sim com um conhecimento generalista ou seja, aquele que conhece um pouco sobre tudo.

    Exemplificando, na medicina temos as residências e suas especializações afinal, a medicina é tão complexa e o corpo humano idem que é impensável uma pessoa capaz de entende-lo em todas as suas especificidades. Isso também ocorre no Direito onde os acadêmicos tem um conhecimento geral e após um período do curso (ou após o mesmo) focam a sua atenção na área que desejam. São generalistas em Direito, mas especialistas em determinada área. A prova da OAB mostra isso claramente.

    Fica claríssimo que os arquitetos saem das universidades sem saber trabalhar a plenitude de um projeto de interiores. Observe as grades dos cursos de Arquitetura que tem em média um bimestre ou semestre de uma disciplina que mesmo assim ainda é vaga sobre o assunto. Não repassa a eles o conhecimento específico que estudamos com detalhes por 2, 3 ou 4 anos dentro das universidades. Um fato que comprova isso é que muitos arquitetos procuram as especializações em Design de Interiores para tentar, ao menos, ter alguma base um pouco mais sólida sobre o assunto que é muito extenso e digno de anos de formação específica. Pergunte à qualquer coordenação de especialização em Design de Interiores e Lighting Design (ou Iluminação) e terá esta resposta sobre o número de arquitetos dentro de cada turma com relação àqueles de outras áreas.

    Não podemos nos esquecer que a maior escola de Arquitetura – a italiana – não mistura a área com nada. Não só ela, mas existem outras pelo mundo que também são assim. Eles ensinam a Arquitetura pura. Lá não se vê urbanismo e paisagismo ocupando grandes espaços nas matrizes de seus cursos desviando o foco de sua área: a Arquitetura. Tanto que os profissionais que vem de lá para o Brasil encontram muita dificuldade na validação de seus diplomas aqui.

    O mercado – e aqui se incluem necessidades dos usuários, novas tecnologias e materiais e muitos outros elementos – hoje impõe que não cabe mais o profissional generalista ou seja, aquele que sabe um pouco de tudo. Verifica-se a necessidade real de profissionais específicos em cada etapa que compõe uma obra. Hoje não podemos falar em parcerias entre engenheiros e arquitetos apenas. Faz-se necessário um trabalho em rede, de coworking ou ainda melhor, coautoria através de equipes multidisciplinares, onde tudo é analisado e planejado por todos, descartando-se os melindres e egos em nome do que realmente interessa e importa: a satisfação do usuário que recebe um projeto complexo e que realmente atenda às suas necessidades.

    Neste sentido, observa-se escritórios renomados e consolidados no mercado nacional e internacional como, por exemplo,  Rosenbaum e  Zaha, que eles já sacaram que sem estas equipes seriam apenas mais um na multidão.

    Arquitetura é uma área muito ampla, existem muitos nichos de mercado para os arquitetos, alguns específicos. Mas eles querem atuar em interiores por ser, segundo a ótica deles, mais rentável. Porém o que eles fazem nem de longe é Design de Interiores. É mero toque de estética. Veja bem, comprar móveis prontos e de grife e arrumá-los de uma forma bonitinha dentro de um espaço não é Design. Fazer uns esboços ou desenhos básicos de algum mobiliário apontando apenas as medidas básicas, suas divisões internas com vista superior, lateral e frontal para chegar ao marceneiro e deixar que ele solucione questões relativas à produção (ferragens, encaixes, planos de corte, quantificação de materiais e insumos entre outros mais)  não é Design. Entender sobre Neufert aplicado a peças de mobiliário e julgar que ele por si resolve questões de acessibilidade e usabilidade mostra claramente que arquitetos não entendem nada de Design. Eles julgam que porque alguns tiveram a disciplina de História do Design em suas matrizes, já são designers. Eles não entendem que a estética é apenas uma  das partes do Design de Interiores, dentre tantas outras que compõem o todo de nossa profissão já exemplificado acima.

    Outro ponto que devo destacar é sobre as questões estruturais que eles alegam para proibir o nosso exercício profissional. Veja bem, não fazemos alterações estruturais em nossos projetos, não saímos por aí derrubamos paredes deliberadamente e inconsequentemente. Só PROPOMOS estas alterações muito esporadicamente quando as necessidades do projeto assim exigem. Mas apenas propomos e não as executamos. Para executá-las sempre trabalhamos em parcerias com engenheiros especialistas em estruturas que irão analisar a viabilidade técnica da alteração e, em caso positivo, realizarão e  executarão este projeto estrutural específico.

    Neste ponto eles alegam que assim o fazendo estaremos infligindo o direito autoral da obra arquitetônica. Oras, a obra arquitetônica é um produto que foi comprado por alguém. O proprietário da casa pagou caro por este produto sendo portanto, dono dele o que lhe garante o direito de fazer o que quiser com ele. No entanto os arquitetos alegam que somente o autor da obra tem poder e autoridade para executar qualquer alteração na edificação, até mesmo a simples alteração da cor de uma fachada. Oras, o que é isso senão uma reserva de mercado às avessas mascarada por trás do direito autoral? Eles mantem quem comprou o projeto e os outros que comprarão a edificação durante a existência da mesma, reféns de um autor. Este direito já está garantido através do registro do acervo técnico que garantirá ao autor, em caso de cópias, segurança jurídica e indenizações diversas. Este é outro ponto que a Arquitetura deveria reanalisar com seriedade, transparência e ética. Isso é muito mais importante solucionar que ficar caçando encrenca ou buscando pelo em ovo.

    Mas preferem ficar na Arquitetura cômoda e não se envolver com os verdadeiros pepinos e abacaxis que assolam a sociedade e nossas cidades.

    Outro ponto que merece ser destacado nesse contexto todo é que os arquitetos roubam para si uma área sobre a qual não tem domínio além do básico: o Paisagismo.

    Há que se fazer a correta distinção entre paisagismo, jardinismo e jardinagem. Se formos analisar corretamente e friamente a etimologia da palavra Paisagismo, nem mesmo os arquitetos poderiam usá-la como titulação profissional uma vez que ela envolve elementos gigantescos como matas ciliares (e todos os seus elementos/componentes), tipologias de solos (muito além das questões relativas a jardins). Cito ainda questões ambientais e botânicas como os micro e macro sistemas que compõem a flora e a fauna, que nem de longe se pensa/estuda isso dentro de um curso de Arquitetura. Eles são sim jardinistas, assim como nós designers de interiores. De paisagistas, merecem no máximo o título de aprendiz júnior dada a complexidade da área e o desconhecimento técnico/teórico desta totalidade por eles.

    Nesse ponto deixo a dica aos agrônomos, geólogos, botânicos e outros mais, para que lutem pois uma área claramente de vocês está sendo roubada de vocês pelos arquitetos.

    O que mais me estranha – na verdade não mesmo – é que o CAU esperou que Niemeyer morresse para fazer isso. Eu tenho absoluta certeza de que se ele estivesse aqui neste plano ainda esta resolução estaria fechadinha dentro de alguma gaveta de algum xiita da Arquitetura brasileira pois este tem ciência que Niemeyer jamais permitiria isso.

    Tenho certeza que a partir do momento da publicação desta resolução, onde quer que ele esteja, rasgou a sua carteira n° 1 do CAU, cuspiu nela e pisou em cima além de ter berrado algo como: “Assim vocês me matam de vergonha!”.

    Oras, vejam a obra dele. Não sou seu maior fã mas uma coisa que sempre notei nele é o caráter multiprofissional que ele tinha. Seu escritório sempre foi, especialmente depois dos anos 70 e muito mais claro após os anos 80, um grande escritório de coworking.

    Minha gente, ele chamou a sua filha que não era arquiteta para ficar responsável pelos projetos de ambientação internas de suas obras. Lucy Niemeyer sempre aplicou seus conhecimentos em Design Grafico nas obras dele. O próprio Niemeyer chamou Peter Gasper para iluminar as suas obras. Ele tinha plena consciência de que nem mesmo ele, tão vultuoso mestre e referência da arquitetura nacional, era capaz de fazê-lo e que precisava de alguém apto para isso. Nesse aspecto optou por um profissional da iluminação que NÃO É ARQUITETO, mas que ilumina a a sua (e outras mais) arquitetura com maestria. O paisagismo de seus projetos não era feitos por ele e sim por outro profissional que era especialista no assunto.

    Atenção AsBAI nesse aspecto. O próprio mestre derruba os argumentos falaciosos e utópicos de vocês ok??

     

    O QUE SE ESPERAVA DO CAU

    Veja bem, antes do CAU (e os arquitetos) fazer uma coisa dessa magnitude deveria voltar seus olhos para a Arquitetura, o que ela representa, o que a sociedade e os governos esperam dela, o que os calouros esperam para seu futuro visando atender à estas demandas.

    Eles deveriam lutar para libertar a Arquitetura da dureza imposta pelo pensamento da Bauhaus que destruiu a Arquitetura humanizada impondo a Arquitetura industrializada refletida nos caixotes que povoam nossas cidades em todas as dimensões.

    Deveriam lutar por mais espaço – e até mesmo poder – dentro dos governos para solucionar problemas graves urbanísticos (tem muita coisa nessa área que é competência da Arquitetura e poucos profissionais dispostos a atuar nelas) contribuindo com a sociedade como um todo, não somente com nichos relacionados à elite. Não são os programinhas dos CAUs regionais que irão ajudar nisso tudo.

    Deveriam ficar em cima dos gestores dos poderes municipais, estaduais e federal, especialmente em cima dos planos diretores, leis de zoneamento e dos políticos corruptos que vendem autorizações e emendas alterando-os tornando as cidades espaços impossíveis.

    Deveriam ficar em cima dos poderes municipais, estaduais e federal no tocante aos projetos de escolas esdrúxulas que temos visto sendo levantadas com muito elementos que colocam a vida de todos os usuários em risco, espaços mal planejados e pensados, com péssima circulação e acessibilidade e que não atendem às reais necessidades.

    Deveriam ficar em cima dos poderes municipais, estaduais e federal no que diz respeito às unidades de Saúde, Pronto Socorros e Hospitais que estão sendo construídos e que são verdadeiros açougues se analisarmos os projetos e planejamentos dos mesmos no tocante à Arquitetura.

    Deveriam ficar em cima dos poderes municipais, estaduais e federal e, a cada orçamento apresentado para uma obra pública, rebate-los apresentando orçamentos reais, com valores de mercado auxiliando, desta forma, a zelarmos pelo nosso país e ao menos diminuir este gargalo por onde bilhões de reais escoam anualmente para os bolsos de gente safada auxiliando o Ministério Público e os Tribunais de Contas a perceberem estes gargalos e punir os responsáveis.

    Deveriam bater de frente com as construtoras que estão impondo espaços cada vez mais impossíveis de serem habitados (ainda reflexo do absurdo imposto pela Bauhaus) por uma família comum em nome do custo.

    Deveriam lutar, por exemplo, contra o que a MRV faz ao pegar um mesmo projeto arquitetônico de um edifício (e do condomínio) e sair por 20, 30 cidades repetindo-o insanamente com uma qualidade deplorável de materiais e altamente duvidosa em questões de segurança. Não posso esquecer-me de citar ainda as dimensões absurdas dos ambientes.

    E, nesse sentido, esta lista fica praticamente infindável, como prova de que há muito trabalho para os arquitetos fazerem, que a sociedade necessita que eles o façam e que eles preferem ignorar completamente por julgarem como atividades menores ou menos rentáveis ou seja, não lhes garantirão o tão esperado “status cus”.

    Repensem as atitudes que vocês vem tomando aqui no Brasil. Repensem as grades curriculares de seus cursos fazendo-as voltar à Arquitetura Pura. Parem de tentar impor esta Arquitetura Obesa, impraticável, que se julga no direito de apoderar-se de tudo.

    FINALIZANDO

    Esperamos que os juízes que pegarem esta causa sejam sensatos e considerem todo o nosso histórico de contribuição com a sociedade e economia do país e, especialmente, que não somos leigos e sim aptos a exercer a nossa profissão garantindo a segurança para os operários da obra e para os futuros usuários.

    Gropius, ao idealizar a proposta original da Bauhaus, tinha a visão de que tudo (todas as artes e ofícios) não existiam sem a Arquitetura e dela eram eternamente dependentes e inseparáveis (DE MASI, 1997). O que é essa ação arquitetada nos bastidores atuais senão uma volta à essa ideia de Gropius? Devemos lembrar que já se passou muitas décadas e que o mundo no qual vivemos hoje é outo.

    O Design vem para compreender as demandas dos indivíduos e intervir nos espaços construídos de modo a melhorar a relação desses com os outros indivíduos bem como facilitar o uso dos objetos, o entendimento das informações a percepção da paisagem e a compreensão de mundo. Isso é design para ambientes!

    É triste a manifestação de ignorância apesar de tanta pesquisa produzida desde então pela Arquitetura mundial. No Brasil os arquitetos não perceberam que o mundo, as pessoas, as tecnologias, as aplicações e as necessidades humanas não giram mais em torno apenas da Arquitetura?

    Tanto Lighting Design quanto Design de Interiores/Ambientes não existem apenas por causa da Arquitetura. O objeto arquitetônico é apenas UM dos espaços construídos que estamos capacitados tecnicamente para atuar.

    Como mencionado, os técnicos, tecnólogos e bacharéis em design para interiores/ambientes estudam teoria e prática de diversos espaços onde vivem e convivem os indivíduos. Aliás, é bom ressaltar que o principal valor do trabalho dos designers é o seu olhar atento às necessidades, desejos e possibilidades do indivíduo. Saber o que ele quer na sua casa, o que ele precisa em seu escritório, o que é desejado num evento, a experiência esperada num automóvel dentre outros.

    Não estamos nem queremos trabalhar com arquitetura de interiores. Somos e desejamos o design como premissa projetual que considera o homem como centro de suas soluções projetuais!

    No mundo todo estas áreas existem, são exercidas e compartilhadas livremente por profissionais de diversas áreas sem qualquer problema ou melindre. Em nenhum outro lugar do planeta os arquitetos agem como os brasileiros, mais preocupados com corporativismo e o próprio status e não com a qualidade de vida das pessoas e o desenvolvimento social, econômico e cultural a partir da compreensão e respeito da diversidade.

    É dada a hora do trabalho em equipe e o respeito aos saberes das diversas áreas. É isso o que é ensinado nas escolas de Design no país, muitas oferecendo o curso há mais de 5 décadas.

    Mas não posso finalizar este extenso post sem citar uma incoerência absurda nesta situação toda: no mesmo momento em que o CAU tenta eliminar do mercado profissionais de duas áreas (Design de Interiores/Ambientes e Lighting Design) já consolidadas no mercado, este órgão está chamando seus associados para reuniões e plenárias para debaterem, a fim de aprovar e implantar, o seu Código de Ética Profissional.

    Como falar em ética profissional diante de tudo isso que estão fazendo demonstrando claramente nenhum respeito por outras áreas que deveriam ser tratadas como parceiras de trabalho?

    Triste a constatação que as ações foram nitidamente premeditadas e foram pautadas na fragilidade da não regulamentação da profissão de designer, que aliás, ainda não o foi por influências desses profissionais junto ao legislativo brasileiro.

    Por fim, esperamos que os deputados e senadores responsáveis pela regulamentação da profissão de design olhem para a experiência de outros países desenvolvidos e usem tais informações para aprovarem nosso trabalho no mercado brasileiro. Entendam definitivamente que o design é fator primordial para a melhoria das condições de vida dos indivíduos, indiscriminadamente.

    ___

    Agradeço às colegas Samantha Moreira Cidaley e Viviane Gomes Marçal pela revisão e indicações na construção deste texto.

  • Depois eu que sou louco….

    Eu tenho sangue de educador, sou descendente de educadores (e dos bons). Tenho um olhar sobre situações e uma leitura de tudo, especialmente textos, que não me permitem ficar apenas na superficialidade dos mesmos. Na verdade, as entrelinhas me interessam muito mais que os belos discursos… Nunca fiquei boiando na superfície de belas imagens ilustrativas de reportagens, artigos ou entrevistas, principalmente. Desde 2006 comecei a perceber algumas coisas por onde eu andava, conversava, navegava. Em 2007 a coisa toda começou a ficar mais séria e escancarada através do Orkut e foi quando senti a necessidade de documentar tudo aquilo através de meu blog. Eu dizia literalmente:

    Gente prestem atenção nisso, leiam este, aquele e aquele outro post em tais comunidades do Orkut… Olhem o que estão escrevendo neste fórum de Arquitetura e naquele outro…

    Acredito que, pela preguiça em ler mais de 300 comentários em cada um deles, preferiram me tirar de louco, alucinado, falar que eu estava drogado em excesso, que eu era um ET, que eu tinha que ser internado por loucura extrema entre outras coisas.

    Talvez também porque sabiam que tinha o idiota aqui dando a cara à tapa e preferiram ficar confortavelmente sentados em seus sofás e poltronas, postando fotinhas de ambientes lindos e chiques, sem se preocupar com estas questões pensando que “isso não me atinge, não tenho nada a ver com isso”…

    Ignoraram-me total e absolutamente. Riram de minha cara. Fizeram de meus alertas, chacotas.

    Lembro-me claramente que na comunidade Arquitetura Brasil tinha um arquiteto chamado Luis Robério, uma arquiteta chamada Jéssica e outros mais que postaram com todas as letras:

    “COM O CAU NÓS VAMOS COLOCAR OS DIZÁINERS DE INTERIORES EM EXTINÇÃO E ACABAREMOS TAMBÉM COM TODOS ESTES CURSINHOS RIDÍCULOS.”

    Adriana Diniz, Maria Alice Müller, Ed Ramos e outros mais viram tudo isso acontecendo. Mas o resto preferiu nos ignorar. Foi esse o momento em que acabou gerando uma situação desconfortável entre eu e a Brunette Fraccarolli – que então era a presidente da ABD. Eu critiquei a falta de posicionamento da ABD sobre isso e ela entendeu como uma critica pessoal.

    A ABD era uma associação formada essencialmente por arquitetos-decoradores, dirigida por estes. Era óbvio que não iriam fazer nada mesmo. Era uma ABD do simulacro, mascarada, de fachada e que só servia para lançar os nomes de seus presidentes e diretores no mercado como se fossem referencia por sua excelência projetual escondendo que, na verdade, só estavam ali usando a maquina da ABD.

    De lá pra cá continuei gritando, denunciando e sempre sem respaldo de ninguém. Chegaram a falar que eu ODIAVA OS ARQUITETOS, criaram uma cultura em torno de mim como se eu quisesse guerra ou estivesse guerreando com eles, eu estivesse provocando eles, eu, eu, eu… o louco, o viajandão na maionese…

    Lembro-me claramente também que ano passado participei de uma reunião do CLD (Campinas Lighting Design) e coloquei que a AsBAI ia fazer isso e, não me lembro quem, refutou veementemente esta idéia e falou que a AsBAI jamais faria ou apoiaria isso, por mais que eu mostrasse claramente nos discursos de seus ex e atual presidentes, bem como pelo histótico de notas lançadas por esta associação, que sim eles fariam. Optaram por acreditar mais no discurso de um dos presentes de que eu era o louco, alucinado, blablabla.. Optaram por não tomar atitude alguma imediata com relação a tudo isso. Agora digo: Valmir e membros do CLD, deveríamos sim ter montado a associação naquela mesma semana. Perdemos.

    Agora estamos aqui com a Resolução n° 51 do CAU que praticamente exterminou-nos, designers de interiores/ambientes e os lighting designers.

    Não sabe do que se trata isso? Ainda está pensando que estou falando mandarim, grego ou tailandês? Ainda, depois de mais de duas semanas disso tudo ter se tornado realidade continua desinformado? Esquente não, taí o link pra essa bagaça:

    http://www.caubr.org.br/wp-content/uploads/2012/07/RES51-2013ATRIB-PRIVATIVAS20-RPO-1.pdf

    cau3

    Estamos, desde o dia 12 de julho, proibidos de trabalhar, pois esta resolução distorce o termo “arquitetura de interiores” com algo bem próximo de “design de interiores/ambientes” confundindo. Se alguém for pego trabalhando poderá legalmente ser autuado em flagrante, vai passar vergonha, será processado, poderá ser obrigado a pagar multa ou ser preso por exercício ilegal da profissão do arquiteto.

    Eu, formado em curso superior em Design de Interiores, com especialização em Iluminação, estou proibido de exercer as minhas duas profissões.

    A realidade é esta!

    E assim como eu, vocês todos também estão.

    A ABD atual (é muito diferente da anterior) formada por designers, está trabalhando sim e muito nesta gestão atual. A situação é tão grave que os próprios diretores sentiram que não será a existência da ABD que irá salvar suas peles. Não é porque eles são ABD que estarão imunes às autuações, multas ou prisões. Eles perceberam que precisam de nós assim como nós precisamos deles.

    Este é o momento dos designers se unirem, lutarem pela mesma causa, sem melindres, egocentrismos, estrelismos, achismos… Sem se preocupar com quem manda mais, quem aparece mais, quem pode mais ou quem vai mais…

    Nenhum de nós que está à frente trabalhando tentando reverter esta palhaçada toda e tentando esta união de forças dos profissionais está ganhando absolutamente nada com isso. Na verdade só estamos perdendo o tempo que deveríamos estar usando para atender nossos clientes, nosso tempo para projetar, nosso tempo para nos relacionarmos (prospects) entre varias outras coisas que são fundamentais para as nossas carreiras e que a maioria continua por este Brasil fazendo normalmente.

    Pelo contrario, estamos no telefone, reuniões com juristas, advogados e outros, informando e berrando pelas redes sociais a absurda realidade em que nos encontramos.

    Estou em Salvador participando como convidado do NDesign 2013. Pensei que conseguiria dormir e descansar um pouco, tomar um banho de mar. Mas todos os dias vou ate 4, 5 da madrugada trabalhando, pesquisando, lendo e interpretando leis, grudado no celular falando com profissionais do país inteiro, escrevendo, juntando informações e tantas outras coisas mais que mal estou conseguindo dormir. Não consegui sequer abrir um único projeto de clientes meus para trabalhar. E assim como eu, existe o pessoal da ABD e alguns outros profissionais que também estão passando pela mesma coisa.

    A coisa não é brincadeira, não é uma chuvinha minha gente.

    Mandaram uma tsunami em cima da gente, literalmente falando e precisamos agir e, antes de tudo, DA UNIÃO DE TODOS OS ESTUDANTES, PROFESSORES E PROFISSIONAIS DAS ÁREAS PARA LUTAR POR NOSSOS DIREITOS.

    E não pense que isso não te atinge não. Você está tão ferrado quanto quanto nós. Depois não adianta chorar ou reclamar.

    Só para finalizar vale sinalizar aqui:

    Nós vivemos numa democracia multiprofissional ou numa ditadura arquitetônica?

    Em todo o resto do mundo Arquitetura e Design de Interiores existem e coabitam o mesmo espaço. Contudo, convivem tranquilamente, pacificamente e, inclusive, são profissões que diariamente trabalham juntas sem se importar com quem manda mais, quem pode mais ou quem é mais.

    O Brasil é o único país que permite este tipo de palhaçada.

  • 3ª Expo Virtual – Iluminação Sustentável

    Pois é pessoal, um evento criado pelo parceiro Portal Lighting Now de maneira tímida já está em sua terceira edição e, graças a todos vocês, consolidado no mercado e no mundo da WEB.

    Sucesso total nas edições anteriores, a 3ª Expo Virtual – Iluminação Sustentável este ano promete ainda mais. Confira:

    email_mkt

     

    Olhem só as vantagens para você que vai visita-la:

    – Visitação com horário flexível (24 horas)

    – Otimize de seu tempo (visite quando puder)

    – Sem despesas com Viagens e Hospedagem

    – Sem a ausência de seu Trabalho ou Faculdade

    – Material por Download (sem papel)

    – Interação com os Expositores

    – Vídeos, Animações e Apresentações

    – Informações atualizadas em tempo real

    – Evento ambientalmente correto

    Quando?

    De 01 a 14 de Julho.

    Onde? 

    Diretamente na tela do seu Computador! Quer mais facilidade e comodidade que isso?

    Para inscrever-se gratuitamente para visita-la é só acessar este link.

     

     

  • Novo parceiro: Fasa Fibra Ótica

    Bom meus amigos, conforme escrevi aqui tempos atrás, tenho novidades para vocês:

    Logo_blogA Fasa Fibra Ótica agora é parceiríssima deste blog.

    Eu já conhecia a Fasa a bastante tempo e sempre admirei muito todo o trabalho realizado por eles. E essa admiração aumentou quando conheci pessoalmente o mestre Wilson Sallouti e aumentou mais ainda quando tive o prazer de tê-lo como professor em um dos módulos da pós em iluminação (uma perda imensurável a retirada deste módulo da pós do Ipog).

    A Fasa é a mais tradicional empresa especializada de iluminação com fibra ótica aqui no Brasil. Foi fundada em 1990 e hoje conta com uma estrutura própria para a fabricação dos sistemas de iluminação com fibra ótica e uma equipe de profissionais capacitados.

    Ao longo dos anos a Fasa vem acumulando diversos prêmios:

    – Prêmio Abilux 2010 Design de Luminárias

    – Prêmio Senai-SP Excellence 2010

    – Prêmio Abilux Empresarial de Design 2007

    – Prêmio Via Design 2005

    – Prêmio Abilux Empresarial de Design 2004

    – Prêmio Best Mex de Mídia Exterior

    – Prêmio Abilux Empresarial de Design 2002

    – Prêmio Top of Business

    A Fasa é responsável pelos mais expressivos projetos com fibra ótica no Brasil em diversos segmentos: museus, entretenimento, paisagismo, comunicação visual, e outros.

    Vejam algumas imagens:

    fasa_fo02

    fasa_im12

    fasa_im02

    fasa_im05

    fasa_im07

    Clique aqui e aqui para ver imagens do Museu Carlos Costa ìnto – Salvador/BA

    Clique aqui para ver imagens do Museu Homem do Nordeste – Recife/PE

    Clique aqui e aqui para ver imagens do Museu Dom Bosco (Museu do Índio) – Campo Grande/MS

    Clique aqui para ver um espaço zhen lindo! É, a fibra ótica pode e deve ser aplicada também em piscinas, spas e outras áreas com água!!!

    E engana-se quem pensa que a fibra ótica solta luz apenas pela ponta. Olhem esse exemplo de sidelight.

    Pode ser usada também para dar um UP no comércio de seus clientes. Olhe aqui e aqui.

    O melhor da fibra ótica é que você pode soltar a sua imaginação e criar, criar e criar. Ela dá conta do recado sempre!!!

    E fiquem atentos pois vão rolar promos aqui durante este ano tendo como prêmios kits de iluminação doados pela Fasa!!!

    Além das promos, o Wilson se predispôs a escrever também aqui para o blog falando sobre a Fibra Ótica.

    E que venha 2013!!! Iluminado agora com a Fibra Ótica da Fasa!!!

    Quer conhecer mais sobre a Fasa?

    Acesse o site> http://www.fibraotica.com.br/

  • IPOG – Pós-Graduação em Iluminação – Campinas

     

    O IPOG – Instituto de Pós-Graduação – inaugura no dia 22 de março próximo, a primeira turma do curso de Pós-Graduação em Iluminação & Design de Interiores na cidade de Campinas.

    As aulas acontecerão no seguinte endereço:

    Av. Aquidaban, no. 400, Centro.

    Coordenado pela arquiteta, lighting designer e designer de interiores Jamile Tormann, mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UNB o curso já está presente em 24 estados do Brasil, através de 85 turmas.

    O Curso, organizado nos termos da resolução CES 01/2007 do Conselho Nacional de Educação, tem por objetivos principais: – Formar Especialistas em Iluminação e Design de Interiores capazes de elaborar projetos de iluminação (de interiores, exteriores, pública, de museus, esportiva e cênica) e design de luminárias, de residências e de ambientes comerciais a partir do conhecimento teórico e prático adquirido no Curso; – Qualificar o profissional para a consultoria em iluminação e design de interiores; – Qualificar o aluno para a pesquisa; – Formar profissionais que atenda aos desafios propostos, inserindo a iluminação e o design como ferramenta qualitativa, com uma visão integrada de projeto e consultoria a empresas; – Capacitar profissionais para a investigação, compreensão e desenvolvimento do projeto de iluminação e design, considerando seus aspectos estéticos, funcionais, técnicos, ambientais e de gestão.

    Público alvo:

    Profissionais e alunos com curso superior especialmente nas áreas de Arquitetura, Engenharia e Design de interiores, bem como iluminadores, fotógrafos, cenógrafos, e outros profissionais com curso superior.

    Formação curricular:

    História da Iluminação Percepção Visual

    Grandezas e Cálculos Luminotécnicos

    Fontes de luz artificial

    Design de Luminárias

    Design de Interiores Residencial

    Iluminação de Interiores Residencial

    Projetos de Iluminação e Design de Interiores Residencial

    Design de Interiores Comercial

    Iluminação de Interiores Comercial e Corporativo

    Projeto de Iluminação e Design de Interiores Comercial e Corporativa

    Iluminação Cênica

    Iluminação de Exteriores

    Projetos de Iluminação de Exteriores

    Iluminação Esportiva

    Iluminação Natural e Eficiência Energética

    Estratégias projetuais de iluminação natural

    A luz sob controle

    Metodologia do Trabalho Científico

    Gestão de Carreira e Marketing Pessoal

    Carga Horária:

    480 horas/aula

    Certificação:

    Será considerado aprovado o participante que cumprir as seguintes exigências:

    – Frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária de cada disciplina;

    – Nota final igual ou superior a 7 (sete) em cada disciplina;

    – Aprovação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

    Documentos:

    Cópia do Diploma de Graduação AUTENTICADO em cartório;

    Cópia do RG e CPF;

    1 foto 3×4.

    Na cidade de Campinas, o IPOG ainda vai oferecer descontos para quem entrar em contato e disser que faz parte do “GRUPO VALMIR PEREZ”. Isso vale para quem é assinante da lista de “Dicas de Iluminação”, do grupo CLD e ex-alunos da disciplina de introdução á iluminação da Unicamp. Eis os descontos:

    Valor do Curso sem desconto para pagamento até dia 20 de cada mês.

    Inscrição :R$ 250,00 R$

    24X de R$ 700,00

    Valor do curso com desconto GRUPO VALMIR PEREZ

    Inscrição: R$ 250,00

    24X de R$ 570,00

    Importante :  Benefício de R$ 130,00 de desconto em cada parcela, que equivale a R$ 3.120.00 do valor total do curso, condição válida apenas para pagamento até o dia 10 de cada mês. Além disso, os dois primeiros matriculados do grupo “Valmir Perez” ainda ganharão um exemplar do livro “Luz e Arte – Um paralelo entre as ideias de grandes mestres da pintura e o design de iluminação” – Valmir Perez – De Maio Comunicação e Editora.

    Para pré-matrícula e informações detalhadas visite o endereço: http://www.ipog.edu.br/nao-aluno/pos-graduacao/engenharia-arquitetura/iluminacao-e-design-de-interiores

    Se preferir, entre em contato através do telefone: (11) 3251 1560 ou envie e-mail para: sp@ipog.edu.br

  • Trabalho final da pós

    Escrever-Rápido1

    É pessoal, finalmente terminei meu artigo da pós em Iluminação do IPOG. Já foi devidamente entregue, corrigido e liberado para publicação.

    Bem diferente dos trabalhos que tenho visto sendo publicados onde o foco são os projetos, parti em outra direção: uma análise do mercado profissional brasileiro, associações e ações ilícitas destas últimas, especialmente a AsBAI.

    O trabalho consiste na construção de uma cartilha informativa sobre o Lighting Design. Esta já é uma idéia antiga que eu vinha amadurecendo em conversas com o Valmir Perez e outros profissionais da área.

    Segue então os arquivos em PDF:

    – Artigo: Cartilha informativa sobre Lighting Design

    artigo_apresentação_cartilha

    – Modelo inicial da Cartilha

    cartilhaLDfinal

    É sempre bom lembrar que eu não sou designer gráfico, portanto a apresentação da cartilha é apenas uma ideia.

    Espero que gostem (a AsBAI sei que não vai gostar nem um pouco ah ah ah) e que dele surjam novos movimentos profissionais e acadêmicos.

  • Novo parceiro: Fasa Fibra Ótica

    Estou acertando uma nova parceria para o blog junto à empresa Fasa Fibra Ótica.

    Valmir2013_17 Jan. 16 01.41

    Além da parceria com doação de produtos para serem sorteados para vocês, o Wilson vai ajudar bastante com conteúdos sobre essa excelente ferramenta de iluminação que é a fibra ótica!!!

    Em breve novidades!!!

    ;-)

  • Lyon em festa das luzes – edição 2012

    main-bg-2012
    Pois é, aconteceu novamente a Fête des Lumières em Lyon, FR.

    A edição deste ano foi entre os dias 6 e 9 de dezembro.

    Abaixo, alguns vídeos do que rolou de mais interessante por lá:

    1 – Place des Terreaux

    2 – Cathédrale St-Jean

    3 – Les “Anooki” de la gare St-Paul

    4 – Les Velov’ Place Bellecour

    5 – théâtre des Célestins

    6 – Mysticète

    7 – Bellecour

    Aqui, uma geral de tudo que rolou por lá:

    Se quiser ver mais imagens e vídeos, acesse a página oficial do evento.

  • The Gangs

    Pois é meus amigos e seguidores, como sabem, no início do ano doei o projeto completo de LD para a reconstrução do Cine Teatro Ouro Verde aqui de Londrina que foi consumido por um incêndio diga-se de passagem, até hoje bem mal explicado. Há quem diga que existem provas contundentes que refutam o laudo pericial e apontam os reais responsáveis por esse incêncio. Mas como sempre aqui nessa terra o “cala boca” vale mais que a ética e a honestidade.

    Fato é que foi instituída uma comissão formada por profissionais das diversas áreas para a execução dos projetos. À convite da reitoria, através de um protocolo de cooperação, o SINDUSCON/Londrina ficou responsável por convidar profissionais para este grupo. Entre eles, eu que fui aceito oficialmente pela reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL) após ter encaminhado aquele ofício para a reitoria doando o projeto que me respondeu positivamente através de ofício.

    Participei de três reuniões com este grupo onde foram apresentados oficialmente os profissionais envolvidos e definidas as diretrizes dos projetos à serem executados bem como o cronograma.

    Na última reunião para a qual fui convocado estavam presentes quase todos os projetistas e também alguns representantes da UEL. Inicialmente estranhou-me o fato da agressividade de alguns membros da comissão e da UEL para comigo, mas pensei ser impressão apenas.

    Isso aconteceu até que soltaram a seguinte frase direcionada a mim:

    “Vai ficar muito chato para este grupo apenas um profissional aparecer como doador dos projetos na placa oficial e nas mídias e todos os outros não.”

    Claro minha gente, o único que havia doado oficialmente o projeto era eu. Todos os outros estavam cobrando através da parceria SINDUSCON/UEL ou diluindo os valores dos projetos na execução ou materiais.

    E realmente, como explicar o porquê de eu ter doado o projeto e todos os outros não perante a opinião pública não é mesmo? Tão difícil fazer isso não é mesmo?

    Fato é que ficaram me forçando a demover-me da idéia de doação do projeto. Não cedi.

    Então começaram a me forçar a cobrar algum valor irrisório pelo projeto, mesmo que não o valor de mercado, para que eu não aparecesse como doador e ficássemos todos “iguais”. Depois de algum tempo analisando a situação, ficou acertado que seria cobrado de minha parte apenas o custo do desenhista cadista que seria necessário contratar para fazer os desenhos e plantas do projeto de LD, algo em torno de R$ 3.000,00.

    Não obstante, um representante da UEL falou que havia uma empresa de São Paulo que iria assumir a parte da caixa cênica. Perguntei se só a caixa cênica e ele disse que sim, pois eles já tinham larga experiência no assunto (e realmente tem).

    Tudo bem, eles com a cênica e eu com a arquitetural foi o que ficou acertado nesta reunião.

    Depois desta reunião fui viajar a trabalho (montagem da Expoflora) e deixei de participar de algumas reuniões (eles estavam cientes disso). Nesse período eu recebia apenas os e-mails com as convocações para reuniões e as plantas encaminhadas pelos arquitetos.

    Encaminhei durante o processo diversos e-mails à coordenação do grupo, aos arquitetos e engenheiros pedindo mais detalhamentos dos projetos já que trata-se de uma reconstrução original de um edifício tombado pelo IPHAN.

    Sem respostas.

    Também solicitei diversas vezes dados sobre o projeto original de iluminação bem como autorização para pegar um modelo de cada luminária original para fazer o desenho técnico e encaminhar às indústrias para verificação de viabilidade técnica para a confecção de novas luminárias, com o mesmo desenho, porém com tecnologia LED.

    Também sem respostas.

    Quando cheguei em Londrina, no meio de agosto, recebi um telefonema curto e grosso da coordenadora do grupo onde ela dizia que “agradecia a minha gentileza mas não precisavam mais de meus serviços pois havia uma empresa de São Paulo que estava assumindo toda a parte de LD do projeto.” Tentei entender o que estava acontecendo questionando-a mas ela não me deu maiores explicações e simplesmente desligou o telefone. A única coisa que ela afirmou é que realmente tinha uma empresa de São Paulo, que tinha feito a caixa cênica da Sala São Paulo e que tinha assumido toda a parte de LD do projeto.

    Pesquisando na web descobri qual era a empresa e pude constatar que esta não tem qualquer experiência em iluminação arquitetural, na verdade em seu portfolio, site e em matérias relacionadas a ela não se vê absolutamente nada sobre esta área. Apenas a cênica

    Interessante notar também que o representante da UEL, o Sr. Sidnei, através de um cruzamento de dados feita pelo Google e Lattes, tem relações com o proprietário da empresa contratada de São Paulo, inicialmente através da USP, certos professores de lá, bancas…

    Encaminhei então no dia 06 de setembro de 2012, outro ofício à reitoria da UEL (protocolo n° 24415.2012.92) solicitando maiores esclarecimentos por parte da reitoria sobre o meu afastamento arbitrário desta comissão. Também entrei em contato diversas vezes por telefone e e-mail solicitando um posicionamento sobre o ofício e até o momento não recebi sequer um único telefonema.

    Porém a reitoria e a equipe continuam atuantes no projeto de reconstrução do Ouro Verde…

    E, para completar o circo montado em torno da reconstrução do nosso Cine Teatro Ouro Verde, agora sou obrigado a ver aquele mesmo grupo que me forçou a cobrar pelo projeto, aparecendo na mídia (e perante autoridades detentoras das verbas necessárias e a população que não faz idéia da sujeira que acontece nos bastidores desta cidade) posando como “anjos caridosos e benfeitores doadores dos projetos para a reconstrução”.

    Uma OVA!!!

    Todos ali estão cobrando e muito bem pelos projetos. Não há um único doador como era o meu caso.

    Fato é que eu não faço parte de nenhum grupo aqui de Londrina, não tenho o rabo preso com ninguém, não devo nada a ninguém, não babo ovo de ninguém, muito menos compactuo ou apoio ações irresponsáveis e lesivas ao erário público. Eles sabem muito bem que não conseguiriam me comprar. Também sabem a dimensão deste meu blog e que qualquer coisa errada fatalmente cairia aqui nestas linhas para conhecimento público. Óbvio que eu seria chutado.

    Se isto é uma denúncia?

    Quem sabe?

    Pode ser.

    Que o seja!

    Se a PF, o MPF e o IPHAN, governos estadual e municipal ou qualquer outro órgão quiser levar assim, que o façam. Mas o façam com decência, transparência e dêem os nomes aos bois.

    Mas indico uma sindicância desde agora até o pós-construção sobre a obra e todos os envolvidos nela.

    Londrina agradece!!!

    Sei que isso não acontece apenas aqui em minha terra natal e sim que esta é uma prática corriqueira no dia a dia das cidades, especialmente tratando-se de obras públicas.

    Por estas e outras decidi que não vou mais doar nada para obras públicas. Agora, só me pagando e muito bem pelos meus serviços.

    E, muito menos, vou apoiar qualquer ação pró-reconstrução do Cine Teatro Ouro Verde pois já vi que mais uma vez minha cidade está sendo lesada.

    Não vou me sujar por causa de disso.

    Tou fora!!!

    Lamento Londrina, mas mais uma vez estás sendo enganada e roubada!!!

    Mas ainda estou aguardando a resposta da Reitoria da UEL sobre o assunto. É um direito meu como cidadão.

  • Iluminação cênica x arquitetural

    A luz sai dos palcos e espetáculos e vai para a arquitetura com a finalidade de valorizar e enaltecer espaços e elementos da arquitetura.

    A característica principal da luz cênica é a sua volatilidade que faz o espectador mergulhar numa dimensão mágica, única. Ela por si só já é um espetáculo à parte em um palco; seja num show, seja numa peça de teatro.

    Ali, o LD realiza as suas pinturas cênicas. O palco é a tela onde ele vai brincar com suas tintas, com seus pincéis.

    As sutilizas e a sensibilidade deste trabalho chamou a atenção de alguns profissionais que trabalhavam com a iluminação arquitetural. Como aplicar aqueles conceitos, como trazer aqueles efeitos para a arquitetura seja ela interior ou exterior? Destas indagações e de várias outras surgiu o Light Design voltado para a arquitetura. Uma necessidade real de algo diferente e único, fugindo do comercial, do comum.

    Portanto, para ser um bom profissional de LD faz-se necessário que o profissional busque informações e esteja atendo ao mundo cênico, seja ele em um palco real ou numa cena de TV e filmes. As concepções e tecnologias estão mudando dia a dia e isso é perceptível, especialmente em cinema e televisão.

    Mas este conhecimento não vem apenas através da observação de uma imagem ou cena encontrada em algum tipo de mídia ou numa visita. É bem mais profundo e técnico o que exige do profissional um constante aprimoramento e aperfeiçoamento através de pesquisas, leituras e prática, muita prática.

    Como a luz é uma matéria não palpável, você não consegue pegá-la. É só através da manipulação e experimentação que o LD conseguirá alcançar um nível de conhecimento e técnica que o torne apto ao trabalho através das múltiplas facetas e possibilidades que a luz tem e é capaz nos proporcionar.

    De nada adiantaria eu ou qualquer outro autor ficar escrevendo laudas e mais laudas descrevendo o comportamento de um facho produzido por um determinado equipamento e uma determinada luz. Você poderia até mesmo conseguir visualizar mais ou menos o efeito, porém restariam muitas dúvidas e distorções. Ao contrário do que acontece quando você manipula e sente e percebe ao vivo o que realmente acontece.

    A iluminação cênica tem suas características e peculiaridades. A começar por ela ser um show à parte dentro de qualquer espetáculo. O primeiro versículo do Gênesis da Bíblia: “Deus disse: “Haja luz” e houve luz. Deus viu que a luz era boa…”. É a luz que dará a visibilidade de tudo que se fez para o resultado final da montagem e o encantamento da platéia pelo conjunto de elementos cênicos. Ela complementa a linguagem do espetáculo. Deve agregar novos elementos ao conjunto que se pretende transmitir ao público. A luz atua diretamente no referencial psicológico de cada espectador, provocando em cada um reações diferentes, fruto da própria experiência individual com as cores.

    Pensemos que ela acontece na grande maioria das vezes em ambientes fechados e que não sofrem interferências externas. É a caixa escura dos teatros (palco + caixa cênica). Isso facilita e muito o trabalho do iluminador. Porém, quando esta acontece num ambiente externo e exposto às variações do entorno algumas coisa necessitam ser super-dimensionadas para alcançar o mesmo efeito.

    Por exemplo: numa caixa cênica quando usamos fog (fumaça) ela tende a manter-se no espaço espalhando-se e dissipando-se vagarosa e lentamente. Já num palco aberto a incidência dos ventos faz com que ela se espalhe, nunca tenha uma direção certa. Logo, necessitamos neste caso de uma maquina mais potente ou mais máquinas espalhadas pelo espaço.

    Outra característica é que numa caixa cênica os equipamentos são mais simples de manipular, pois ali dentro contamos com uma gama enorme de acessórios tais como varas, bambolina, cortinas que nos garantes o “esconder” dos mesmos do observador e também, os mesmos estão protegidos das intempéries e agressões. Já num espaço aberto eles ficam expostos à chuva, sol, vento, poeira e vários outros elementos que podem danificá-los, especialmente tratando-se de iluminação arquitetural. Por isso os fabricantes começaram a desenvolver os mesmos produtos com IP alto através de vedações e outros elementos que os protegem. Hoje encontramos a maioria dos equipamentos cênicos em versões para uso externo.

    Boas leituras são as que contam a história da iluminação cênica. Nestes materiais encontra-se claramente a evolução das técnicas e equipamentos utilizados. Existem vários arquivos em PDF disponíveis pela web sobre o assunto que valem a pena a leitura.

    Na iluminação arquitetural, seja esta de fachadas, interiores, paisagismo, monumentos ou qualquer outro tipo é comum termos de especificar e detalhar nos projetos outros elementos além das luminárias e especificações técnicas. Mais ainda quando a edificação ou espaço a ser iluminado são anteriores ao projeto. Num projeto novo onde o LD trabalha em parceria com arquiteto, engenheiro ou designer isso pode ser corrigido já no momento no momento da concepção arquitetural, porém quando isto não ocorre, acabamos por ter a necessidade de adequar os espaços e as instalações ao projeto de LD.

    Um exemplo fácil é um projeto de LD para uma praça pública já existente. Um dos primeiros itens a ser verificado é a realidade das instalações existentes. Isso engloba a verificação de instalações elétricas, se existem pontos onde poderemos instalar os equipamentos ou se terão de ser construídos, o tipo de uso da praça, questões relativas a segurança e vandalismo entre vários outros fatores. O mais comum é termos de projetar também estes espaços para instalação seja este enterrado, sobreposto ao chão, elevado ou suspenso.

    Em interiores o mais comum é o uso do gesso onde podemos embutir todo o sistema de iluminação. Porém alguns cuidados devem ser observados como, por exemplo, numa sanca com built-in. Pensemos na manutenção do sistema. Um instalador que venha a fazer algum reparo – que seja uma simples troca de lâmpada – apoiando-se no border da sanca onde o sistema encontra-se “escondido”. Se esta não for projetada de modo que a resistência a choques, impactos e cargas seja maior, corremos o risco de ter um elemento quebrado ou trincado o que demandará mais trabalhos ao usuário: remendo, pintura…

    Não digo com isso que teremos de nos atentar a toda a parte de instalação elétrica, por exemplo. Isso deve ser feita pelo engenheiro elétrico responsável pela obra. Porém, é um trabalho que demanda atenção e trabalho conjunto.

    Alguns lembretes:

    Local

    Ambiente

    Pontos   de atenção

    Externo

    Fachadas

    • Visibilidade
    • Segurança
    • Vandalismo
    • Existência ou não de   pontos favoráveis
    • Necessidade de   projetos complementares
    • Projeto elétrico
    • Pontos e elementos   arquitetônicos de destaque
    • Níveis de iluminância   rua x fachada

    Praças   e parques

    • Tipo de uso
    • Segurança
    • Vandalismo
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Plano Diretor   Municipal

    Monumentos

    • Tipo
    • Textura, forma,   dimensão e cor
    • Segurança
    • Vandalismo
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico

    Pontes

    • Tipo de uso
    • Tipo de transporte
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança
    • Normas técnicas   (DETRAN, etc)
    • Plano Diretor   Municipal
    • Elementos   arquitetônicos de destaque

    Vias   urbanas

    • Tipo de uso   (normalmente transporte E pedestre)
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança
    • Normas técnicas   (DETRAN, etc)
    • Plano Diretor   Municipal

    Interno

    Residencial

    • Características do   usuário
    • Tipo de uso
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança

    Comercial

    • Características do   mercado
    • Tipo de comércio
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança
    • Acessibilidade

    Saúde

    • Características   do(s) usuário(s)
    • Área da saúde
    • Área de atenção:   níveis de iluminação por setor
    • Segurança em   instalações
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança
    • Acessibilidade
    • Normas técnicas   (ANVISA)

    Industrial

    • Características a   industria
    • Área de atenção:   níveis diferentes de iluminação por setor
    • Segurança em   instalações
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança
    • Acessibilidade
    • Normas técnicas

    Interno   efêmero

    Stands

    • Tipo e publico da   feira/evento
    • Segurança nas   instalações
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos, produtos e   áreas a serem valorizados pela iluminação
    • Normas do pavilhão   ou centro de exposições

    Shows

    • Tipo e publico
    • Segurança nas   instalações
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Áreas a serem   valorizados pela iluminação
    • Normas de segurança   (bombeiros, salvamento, etc)

    Estes são apenas alguns exemplos de pontos de atenção que devem ser observados cuidadosamente pelo LD antes de projetar. A visitação “in loco” do espaço é fundamental para a detecção destes pontos. A atenção neste tipo de detalhe fará, certamente, a diferença em seu projeto.

  • LD> Workshop presencial em Londrina

    Dias:
    6, 20 e 27 de outubro (sábados).

    Carga horária:
    20 horas/aula

    Ementa:
    Este workshop tem como objetivo corrigir a cultura sobre o Lighting Design, levando a informação correta sobre esta especialidade. Mostrar as diferenças entre iluminação e Lighting Design. Conscientizar sobre a necessidade da especialização na área e a cultura de parcerias profissionais para a construção de uma comunidade criativa.

    Através de estudos de casos, mostrar os erros mais comuns cometidos nos projetos de iluminação. Demonstrar como um projeto de Lighting Design pode agregar valor e qualidade a qualquer projeto, empreendimento, produto enfim, onde houver luz.

    Também apresentar como o Lighting Design deve ser inserido no contexto público seja pela melhoria da qualidade de vida nas cidades, seja por questões de eficiência, segurança. Embelezamento.

    Com metodologia teórico-conceitual-prática. Pensar, analisar, criar, manipular a luz.

    Público alvo:
    Estudantes e profissionais das áreas de arquitetura, engenharia (civil e elétrica), design (produtos, gráfico, moda, interiores/ambientes), cênicas, publicidade e propaganda, marketing, fotografia, comunicação, gestores públicos (urbanismo, cultura, etc).

    Conteúdo:

    Modulo 1 – 06/10  (14:00 às 18:00 horas)
    – Introdução – Diferenças entre Iluminador e Lighting Designer
    – Cultura de parcerias profissionais na Economia Criativa
    – Erros I.

    Modulo 2 – 20/10
    Manhã (08:00 às 12:00 horas):
    – Erros II.
    – Produtos e Pesquisas
    Tarde (14:00 às 18:00 horas):
    – A valorização dos ambientes através da iluminação.
    – Softwares para iluminação

    Modulo 3 – 27/10
    Tarde (13:30 às 17:30 horas):
    – Tópicos de Ética
    – Manipulando a luz – prática
    – Lighting Guerrilha I – o que é?
    Noite (18:30 às 22:30):
    – Afinação
    – Lighting Guerrilha II – prática

    Turma:
    Mínimo 20 alunos
    Máximo 50 alunos

    Valores:
    Profissionais: R$ 400,00
    Estudantes: R$ 200,00
    Bônus para as primeiras 20 inscrições:
    Profissionais: R$ 250,00
    Estudantes: R$ 150,00

    Informações e inscrições:

    Aldeia Coworking Londrina

    (43) 3028-2882

    E-mail: londrina@aldeiaco.com.br

    Realização:

    Aldeia Coworking Londrina

    Apoio:

    Via Light Iluminação

    Lume Arquitetura

  • AsBAI e reserva ilegal de mercado

    Em meu artigo final da pós em iluminação, um dos assuntos que retratei foi a insistente tentativa de fechamento da área de LD para arquitetos. Na verdade trata-se de uma reserva de mercado ilegal perante o Código Civil e antiética com o mercado. Porém não imaginava na época que o caso estava tão sério e grave. Pena que eu não tinha conhecimento destes novos passos pois teria sido muito mais ácido em meu artigo. Agora, conhecendo-os faço questão de publicar na íntegra em todos os cantos possíveis e imaginaveis o meu artigo¹.

    Em meio a tantos discursos alienados e corporativistas de alguns ex-diretores, percebo que a “nova geração” continua com a mesma cabeça oca, com os mesmos pensamentos idiotizados baseados numa lógica corbusiana insustentável para os dias atuais.

    Rafael Leão – da “nova geração” – assumiu a presidência em Janeiro/2012. Sob o discurso de renovação e revisão de alguns pontos fundamentais dentro da associação percebe-se que o principal ponto que deveria ser revisto continua na mesma: a reserva ilegal de mercado para arquitetos.

    Em sua entrevista à revista Lume Arquitetura (edição atual), Rafael reafirma tudo o que já foi dito pelas diretorias anteriores. É o mesmo blábláblá de sempre sem qualquer fundamentação teórica consistente. Baseiam-se em meros achismos, suposições e, principalmente, em corporativismos demonstrando que esta associação está muito aquém do que o mercado realmente necessita e merece, especialmente no quesito seriedade bem como desconhece completamente a formação acadêmico/prática de outros profissionais que atuam no segumento.

    Apesar de insistirem no discurso de que seguem os padrões do PLDA e do IES, percebe-se que essa insistente tentativa de fechar o mercado desmente claramente isso.

    Segundo ele,

     “(…) a associação é democrática(…) Os interesses da associação são os mesmos dos profissionais de iluminação e não apenas de seus fundadores.”

    Mentira descarada! Conheço vários profissionais – inclusive arquitetos – que não concordam com determinadas posturas da AsBAI e preferem manter-se distantes. Não concordam com a reserva de mercado, não concordam com o discurso ufanista, e não conseguem um canal de comunicação decente com a associação.

    Na própria entrevista ele coloca sobre cursos e palestras em faculdades de arquitetura. Porque não estender também às faculdades de Design de Interiores/Ambientes, engenharia e outros mais? Aliás, porque aceitar desenhistas industriais e não aceitar designers de interiores/ambientes, o pessoal da cênica entre tantos outros profissionais de outras áreas que trabalham tão bem – ou até melhor que muitos membros – com a luz?

    Ele alega que a regulamentação profissional do LD é algo muito complexo e desnecessário. Claro! Afinal na sequencia ele coloca que já estão em contato com o CAU, pois é de extrema importância que profissão de “arquitetura de iluminação” seja formalmente reconhecida por este conselho e venha a fazer parte do Colégio Brasileiro de Arquitetos.

    Isso só confirma o seguinte: eles sabem que num Projeto de Lei (PL) de regulamentação profissional no Congresso Nacional (CN), a tentativa estúpida de fechamento do mercado (reserva ilegal de mercado) para os arquitetos será o motivo claro para que o CN rejeite o projeto ao perceber que muitos outros profissionais, não arquitetos, e que desenvolvem projetos até melhores que a maioria dos membros e associados da AsBAI ficarão de fora e não mais poderão atuar. As comissões do CN irão rejeitar de pronto isso e nem mesmo o lobby² que os arquitetos tem lá dentro serão capazes de superar isso. E, caso o lobby vença, irá acontecer o mesmo que aconteceu com o CAU: o Gabinete da Presidência não irá sancionar e o projeto terá de refazer todo o trajeto com as alterações especificadas, especialmente a inclusão de outros profissionais. Então é preferível ir pelos bastidores na tentativa desse ato estúpido e desrespeitoso não só com os diversos profissionais, mas especialmente com o mercado.

    Eles tentam fazer isso porém, ele mesmo (e outros diretores e membros) afirma que em sua formação em arquitetura não houve um conhecimento aprofundado na área de iluminação – como em qualquer outro curso de arquitetura – e assume que teve de pesquisar por fora depois de formado para entender mais sobre iluminação.

    Também não posso deixar de citar que a exigência de mestrado ou doutorado ligados à arquitetura é algo idiotizado já que é sabido que estas duas pós-graduações são destinadas àqueles profissionais que visam atuar no meio acadêmico e não no mercado. Para o mercado as especializações e MBAs são mais que suficientes e eficientes que os mestrados e doutorados por serem mais práticos e não excessivamente teóricos. É apenas mais uma fundamentação ridícula na tentativa de reservar o mercado já que também é sabido que dificilmente um Designer de Interiores/Ambientes ou alguém vindo da área Cênica consegue entrar num mestrado ou Doutorado em arquitetura, ao menos aqui no Brasil estupidamente corporativista e melindroso.

    Outro ponto interessante na entrevista é que ele prega que os profissionais ligados à AsBAI são livres de conflitos de interesse (ligação direta com a indústria) porém não é bem isso que tenho visto. São vários os membros desta associação que estão descaradamente ligados a uma ou outra indústria, fato que retrato em minha mais recente coluna da revista Lume Arquitetura.

    Sou associado AsBAI desde 2005. Recebi minha carta de aprovação de associação no dia de minha formatura no curso de Design de Interiores (não me esqueço dessa data). De lá para cá se recebi cinco e-mails desta associação até hoje foi muito. E, pelo que me lembro, foram apenas relativos à anuidade.  Nesse tempo houve um recadastramento dos associados. Não recebi qualquer notificação relativa a isso. Mas recebi sim uma cobrança pelo atraso do pagamento de uma parcela da anuidade da qual eu não tinha recebido o referido boleto. Entrei em contato para resolver a situação e descobri sobre o recadastramento e que o mesmo já tinha terminado o prazo. Solicitei então como fazê-lo e houve uma lacuna de mais de 3 meses para solução. Ao tentar fazer meu recadastramento, vários erros de sistema ocorreram e não consegui efetua-lo e tive de fazê-lo por e-mail (tenho todas as provas aqui em meu back-up).

    Hoje, ao observar o site “remodelado e renovado” percebi que fui rebaixado a mero assinante e que meu cadastro consta como região sudeste!!! Mas o pior foi observar os tais aspirantes, e perceber vários profissionais com menos de 1 ano de mercado (nem deu tempo de fazer uma especialização após a formatura), muitos outros com até 3 anos de mercado, 5 anos de mercado…

    E eu, um mero assinante… WOW!!!!!

    Não há qualquer diálogo ou seriedade por parte da AsBAI com seus associados que pagam a anuidade.

    É difícil acreditar numa associação que age nos bastidores visando apenas o benefício próprio e de poucos profissionais. Mais difícil ainda acreditar quando percebemos que suas ações são meramente teatrais na fachada, mas essencialmente danosas e antiéticas com a sociedade e o mercado.

    Falta muita ética à AsBAI. Aliás, isso é um ponto que acredito que esta associação desconhece completamente apesar de seu código de ética, feito apenas pra inglês ver.

    Portanto, vamos parar de palhaçada e de agir como criança mimada e melindrosa com medo de perder o doce e agir como adultos sérios e, principalmente honestos?
    Pretendo que este post abra um canal de diálogo com esta associação onde a dialética prevaleça baseada na seriedade, honestidade e transparência. Mas, se houver retaliação com a minha expulsão da mesma eu não me importo. Afinal este ato somente estará confirmando o que eu denuncio aqui além de ser um dinheirinho a mais que economizarei anualmente.

    Profissionais de iluminação e LD fiquem atentos a mais este golpe que está sendo arquitetado (não peço desculpas pelo trocadilho) nos bastidores.

    ¹ Interessante notar que a minha produção intelectual, especialmente aqui neste blog está muito acima dos tais “mestres e dotôres”, exigência da AsBAI para ser membro…

    ² Importante lembrar que o atual PL de regulamentação do Design está tramitando no CN porém com a exclusão da área de Interiores/Ambientes. Ernesto harsi, um dos autores do texto original, alega que isso foi feito para evitar confronto com os arquitetos – e o consequente arquivamento deste novo PL – por causa desta área. Resalto ainda que quando me refiro a “arquitetos” não estou generalizando e sim mencionando aqueles ligados à associações sindicatos e conselhos e suas diretorias que são os que geram estes problemas.

  • LD, iluminador ou o que afinal de contas?*

    Seja lá como você se denomina profissionalmente, pare e reflita um pouco.

    Diante de uma indefinição terminológica parece natural que cada um busque valorizar sua área de formação principal. Entretanto isso desencadeia – sobretudo para o mercado – uma confusão na definição e na atuação específica dos vários profissionais da área da iluminação.

    Percebe-se uma forte rejeição ao termo Lighting Designer, apesar de reconhecido mundialmente para denominar esta profissão. Não é incomum se deparar com vários profissionais que apresentam desculpas de todo tipo para justificar a não utilização do termo. Numa palestra, tive a oportunidade de ouvir um profissional, num tom bastante irônico e debochado, afirmar que ele se recusava a usar este termo, pois, como brasileiro, não admitia estrangeirismos, além de afirmar como “afrescalhado” (sic!) o uso desta denominação.

    Em Londres, no dia 27 de outubro 2007, na sessão plenária da The Professional Lighting Design Convention (PLDC) – foi aprovada e proclamada a “Declaração para a Instituição Oficial da Profissão do Designer de Iluminação de Arquitetura”. Vários brasileiros que estavam presentes assinaram esta declaração.

    De acordo com o Art. 2º desta declaração, não faz o menor sentido as insistentes tentativas de usar termos variados para denominar profissionais que fazem a mesma coisa. Ainda mais considerando como imprescindível a formação específica para esta atividade. Assim como soa imoral e até ilícita a tentativa de defender uma apropriação do Lighting Design como reserva de mercado para profissionais de certas áreas apoiando-se em argumentos falaciosos e desprovidos de conhecimento, irresponsáveis e desrespeitosos com aqueles profissionais que com preparo teórico-prático e competência trabalham com a luz.

    O pessoal da cênica não foi considerado explicitamente nesta declaração. Porém, a International Association of Lighting Designers, a mais forte, séria e respeitada entidade da área de iluminação internacional, reconhece estes profissionais como Lighting Designers. Há que destacar que a IALD não faz distinção entre formações acadêmicas. O que vale é a qualidade do portfolio, o conhecimento, a técnica, a estética, a capacidade de solucionar os projetos através da experiência profissional.

    Por aqui temos três associações: AsBAI, ABIL e ABrIC. O que nos impede de termos apenas uma englobando – e congregando – todos os profissionais que atuam na área de iluminação, com interesses comuns?

    Das três, a meu ver, a mais isenta de segregação, enquanto ativa, foi a ABIL. Na AsBAI, reconheço a coragem de impor uma análise curricular para nela se associar, mais que necessária. Porém, nenhuma delas oferece aos seus associados uma forma de identificação profissional (carteirinha, selo, etc).

    Na contramão da interdisciplinaridade como requisito de qualidade da atuação profissional, ainda nos deparamos com segmentação, segregação, divisão e cisão entre os profissionais brasileiros. De qualquer modo, essa situação reforça a ideia de que estamos em busca – e necessitamos com urgência – de uma identidade própria. Isso, porém, só conseguiremos quando houver ética e respeito mútuo entre os diversos profissionais.

    Se continuarmos incapazes de falar a mesma língua e de, ao menos, usar a mesma denominação para nos identificar profissionalmente, além de facilitar o entendimento e reconhecimento da profissão pelo mercado, dificilmente conseguiremos o devido respeito e reconhecimento profissional. Neste contexto atual, dificilmente conseguiremos uma regulamentação profissional, mais que importante e necessária.

    *Coluna “Luz e Design em foco” da revista Lume Arquitetura ed n° 55.