Reconhecimento

Pois é pessoal, mais uma vez sou reconhecido como profissional e como pensador sobre as duas áreas que atuo: Design de Interiores/Ambientes e Lighting Design.

E desta vez tenho a honra de ser convidado a fazer parte da coluna Perfil no site de uma das maiores redes de lojas do país, a Leroy Merlin.

http://www.leroymerlin.com.br/detalhe-perfil/-/artigo/19579448

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Respeito se conquista com seriedade, competência, ética e dignidade!

Sensação, percepção e emoção no espaço projetado

Bom pessoal, entre as novidades deste ano aqui no blog está a participação de colaboradores escolhidos a dedo para vocês. Começo então com este excelente artigo da mestre Vivian.

Sensação, percepção e emoção no espaço projetado

Profa. Me. Vivian Fetzner Ritter*

Certas características da contemporaneidade alteraram profundamente os modos de organização social, a vida pessoal e emocional dos indivíduos e os seus espaços. Entre essas características está a redução do espaço vital e o fenômeno do confinamento funcional.

Os arquitetos e designers de interiores já consideram essas características projetando balizados pela minimização das dimensões dos espaços arquitetônicos e buscando por estratégias para que esse espaço seja otimizado e percebido como um espaço de dimensões satisfatórias.

É importante lançar um olhar sobre a percepção como uma estratégia a ser utilizada nos projetos de arquitetura e design de interiores. Os conhecimentos sobre percepção, sensação e emoção devem ser entendidos como vitais no projeto, uma vez que não é recomendável separar a subjetividade da objetividade de um projeto. Essas alterações são percebidas com rigor na iluminação, antes se comprava lâmpadas, hoje se compra efeitos de luz.

A subjetividade está por trás da objetividade do projeto. Por vezes, as qualidades não residem propriamente no objeto ou na estrutura da edificação, mas na percepção do usuário do espaço.

Freqüentar várias vezes um restaurante onde a comida não é tão boa, mas o espaço é agradável pode ser explicado pela percepção positiva e a relação afetiva desenvolvida pelos usuários em relação à estrutura física e sensorial desse restaurante. Tratam-se de aspectos como sons, aromas, texturas, cores, conforto térmico e outros atributos que dependem das capacidades perceptivas dos indivíduos. Os freqüentadores desse restaurante são fundamentais para a interpretação do discurso desse espaço.

 A experiência sensível é o início de todo o conhecimento. Por isso, a sensação é a primeira das fases do processo perceptivo, seguida da atenção, percepção, emoção e memória.

Segundo o escritor inglês John Berger (1999) “a maneira como vemos as coisas é afetada pelo que sabemos ou pelo que acreditamos”. Uma loja de vestuário feminino utiliza o que chamamos de design sonoro e escolhe uma música “agradável” para os clientes, da mesma forma, elege uma essência “agradável” para ser associada à identidade da loja, entre outros recursos. Apesar de haver a mesma condição ambiental, e uma certa semelhança de impressões de percepção, cada sujeito que entrar nessa loja a perceberá de maneira diferente, assim, o mesmo espaço arquitetônico será visto de diferentes formas e interpretado de maneira particular.

A percepção é conduzida pela experiência sensorial, conhecemos as coisas mediadas pela nossa experiência. Olhar, cheirar, ouvir, tocar e saborear é um ato de escolha, elegemos o que nos chama mais atenção para ver. É preciso muito mais do que olhar para compreender um espaço e a emoção que ele enseja, é preciso ver com os ouvidos, com o nariz, com o estômago, com a pele. Ver aquilo que os olhos não vêem. Ver com os olhos da mente é sentir aquilo que se olha.

Recebemos muitos estímulos contínua e simultaneamente. Por isso, para que haja percepção é preciso dar significado a esses estímulos. Não conseguimos dar sentido a tudo que ouvimos, a tudo que olhamos, a tudo que sentimos. Normalmente, aquilo que nos chama mais a atenção é mais facilmente percebido.

 A porta de entrada de um estímulo são os canais sensoriais, os cinco sentidos do organismo humano e a forma como organizo e interpreto esses estímulos é o que chamamos de percepção. O produto de um estímulo é o prazer ou o desprazer que dão origem às emoções, explicando, assim, a agradabilidade referida ao restaurante e à loja. A emoção foi o resultado da percepção, ou seja, da interpretação do aroma e da música. Ambos, nesse caso, contribuíram para que o espaço fosse interpretado e percebido positivamente, ou melhor, prazerosamente pelos clientes.

Cabe ressaltar que toda informação carregada de emoção é mais facilmente armazenada na memória e pode influenciar na interpretação dos dados percebidos.  A percepção é a resposta à organização das informações obtidas pelos sentidos de modo que se possa ouvir e interpretar o discurso (a fala) do espaço arquitetônico.

Ao fazer referência a discurso, portanto, atentamos para a forma como as palavras, conjuntos de sentenças e práticas relacionadas funcionam como discurso e apontamos a importância do discurso do espaço que, mesmo não utilizando palavras, exerce efeito de poder, de persuasão, de enlevo e de subjetivação. Pode-se, assim, considerar que um espaço pode proferir um discurso através da cor das paredes, da altura do pé direito, dos únicos e poucos respingos de iluminação que adentram por frestas um espaço e, por essas características físicas, constituem efeito de poder para torná-lo assustador ou interessante.

Se o discurso tem efeito de verdade e de poder, pode-se pensar esse discurso emitido pelo espaço de forma “não verbal”. O espaço ordenado é um discurso não verbal, que exerce poder sobre os usuários ou freqüentadores; é o poder de um discurso, que pode conter verdade e engano. O discurso do espaço tem o poder de modificar comportamentos e atuar na subjetividade dos sujeitos. Sendo assim, os discursos do espaço são percebidos, absorvidos e entendidos sem o uso da escrita ou de fala, por isso, o discurso proferido pelo espaço “diz” para os sujeitos de forma “não dita” ou “dita” de forma “não verbal” ou “não verbalizada” ou “não visualizada”.

Assim, o sujeito vai sendo moldado, disciplinado e incitado a comportar-se de acordo com as características e finalidades de um espaço, que condicionam silenciosamente a percepção. Todos os receptores sensoriais participam invisivelmente desse discurso do espaço arquitetônico.

Os espaços são concebidos para atender às necessidades do sujeito, ou é o sujeito que é reinventado a partir da forma e das regras de comportamento pretendidas por aquele espaço, em seu discurso disciplinador? O discurso do espaço é uma força que replica muitas vezes sujeitos expostos ao poder e à persuasão daquele espaço.

Modalidades discursivas são proferidas pelos espaços, inclusive as hedonistas, que incitam o sujeito a desejar “metros quadrados” que discursem “verdades” sobre o que é ser “vip”, por exemplo, e como portar-se enquanto se está sendo “um sujeito vip”. Dessa forma, os sujeitos respondem mimeticamente aos distintos discursos de um espaço. As diferentes percepções de um espaço condicionam e constituem as diversas maneiras de ser sujeito naquele ambiente, ou seja, respondendo adequadamente aos discursos do espaço.    O sujeito realiza exercícios de expressão para compor suas variáveis de apresentação e comportamento, as quais são chanceladas como “verdadeiras” pelo discurso do espaço para aquele que está no interior do espaço, ou seja, um espaço projetado não se apresenta livre de conseqüências para o sujeito.

Portanto, é através da percepção que um indivíduo organiza e interpreta as suas impressões sensoriais para atribuir significado e valor afetivo ao seu meio, fazendo uso desses saberes podemos transformar espaços existentes em espaços preferidos, comportamentos que respondem as pretensões daquele espaço, um espaço projetado que projeta comportamentos.

Por estas razões, a arquitetura e o design de interiores, além de solucionar demandas funcionais, devem projetar sensações que sejam percebidas emocionalmente pelos usuários, pois são parte decisiva do efeito e do sucesso de um projeto arquitetônico.

Vivian Ritter

* Vivian Fetzner Ritter – Pesquisadora e Doutoranda em Filosofia com a tese “Discurso do espaço arquitetônico e seus modos de subjetivação” (UNISINOS-RS). Mestre em Educação e Estudos Culturais (ULBRA-RS). Especialista em Iluminação e Design (OSWALDO CRUZ-SP). Graduada em Design de Interiores (ULBRA-RS). Graduanda em Direito. Acumula ainda, extensões em Design Estratégico: o projeto da Inovação (UNISINOS-RS); Método Etnográfico como ferramenta de pesquisa para o Design (UNISINOS-RS) e Docência do Ensino Superior (IPOG-GO). Atualmente é Coordenadora do MBA em Construção Sustentável e Edificação Eficiente e professora de pós – graduação junto ao IPOG, lecionando, nos cursos Master em Arquitetura, Iluminação e Design de Interiores, MBA em Construção Sustentável e Edificação Eficiente, Gestão da Produção Sustentável e, ainda, Design de Interiores, respectivamente, as disciplinas “Sustentabilidade e Eficiência Energética”, “Arquitetura de Interiores Corporativa”, “Projeto de Arquitetura de Interiores Corporativa”, ”Percepção Visual”, “Design Corporativo”, “Educação Ambiental e práticas responsáveis: ecodesign, redesing e bioconstrução.

Com o perdão da palavra neste momento…

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Primeiramente deixo aqui o meu pesar às famílias que perderam seus entes (crianças ainda) nesse desastre horrível na boate Kiss em Santa Maria – RS.

Deixo também o meu pesar aqueles que perderam amigos de modo tão absurdo.

Deixo o meu pesar também à bela e acolhedora cidade de Santa Maria que tive o prazer de conhecer ano passado quando fui palestrar na UFSM durante a Semana Acadêmica de Design.

Rogo a Deus que derrame sobre todos vocês as suas bênçãos, sua paz e em seu infinito amor conforte seus corações nesse momento tão triste e doloroso.

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fonte: Folha de São Paulo

A imagem acima representa o que estou sentindo neste domingo sombrio e triste. Compartilho a dor e o desespero de meus irmãos rio-grandenses.

Mas, com o perdão da palavra neste momento de tanta dor e desolação, faz-se necessário expor algumas verdades.

É de conhecimento de todos que a maioria absoluta das casas noturnas e espaços de diversão e entretenimento aqui do Brasil não respeitam as normas de segurança. Isso se deve a diversos fatores que levanto a seguir:

1 – PROPIETÁRIOS DE ESTABELECIMENTOS

É muito comum no dia a dia profissional, quando apresentamos projetos para proprietários desse tipo de estabelecimento (por vezes até mesmo em residências, lojas, etc) que eles comecem a chiar, reclamar por causa dos custos. É um tal de corta isso, tira aquilo que dá medo. O fato é que eles priorizam a estética (beleza) deixando de lado a técnica (segurança).

Quando nos negamos a eliminar itens essenciais para a segurança e acessibilidade, muitos clientes fazem os acertos nos bastidores com os mestres de obras e pedreiros que desconhecem, na maioria, as Leis. Quando chegamos à obra para fiscalizar o andamento a coisa toda já foi feita. Muitas coisas foram alteradas sem a permissão ou aval do profissional responsável pela obra. E, quando o profissional percebe tais alterações e solicita a assinatura por parte do cliente de um documento relatando as alterações projetuais, isentando-o da responsabilidade nestes itens especificamente, geralmente inicia-se uma guerra entre os dois lados e dificilmente o profissional consegue tal assinatura.

Isso tudo quando existe algum profissional por trás do projeto, pois é sabido que existem muitas casas desse tipo que nem isso tem. Muitos proprietários simplesmente acham que o seu bom gosto basta e montam verdadeiras arapucas para os usuários destes espaços.

Não devemos nos esquecer também que, em caso de pânico, até prove-se a veracidade do acontecimento, as portas dos estabelecimentos são fechadas para que ninguém saia sem pagar a sua comanda. E isso são ordens dos proprietários, gananciosos e dinheiristas. Outro detalhe é que, no caso, apesar da estrutura baixa do palco aliada à irresponsabilidade do proprietário em contratar a banda permitindo o uso de fogos sabendo que o isolamento era de espuma logo, altamente inflamável. E agora a pergunta: Que diabos – ou quem foi o diabo – que especificou espuma para isso sendo que existem inúmeros produtos mais adequados e, especialmente, anti-chamas?

2 – PROFISSIONAIS DAS ÁREAS ENVOLVIDAS

Já cansei de ver profissionais curvando-se aos pedidos dos clientes. Aquela velha história de “o cliente sempre tem razão” infelizmente muitos levam ao pé da letra desconsiderando as questões acima já citadas.  Já outros preferem o lado negro da atuação profissional buscando o “jeitinho brasileiro” para resolver os problemas.

Alguns anos atrás fui convidado para participar do projeto de uma casa aqui em Londrina. Na primeira reunião que tive com a arquiteta e o proprietário ela estava se gabando, super feliz por uma coisa que tinha conseguido efetivar durante o dia: a liberação do projeto junto ao Corpo de Bombeiros. Porém o fato é que o projeto tinha diversos problemas relativos à segurança e, nada que um bom “cachê” não resolvesse. E resolveu. O projeto foi liberado, uma casa que comporta mais de 3000 pessoas, com apenas UMA saída de emergência minúscula. O piso superior da casa não dispunha de uma saída independente levando os usuários, em caso de pânico, a ter de descer uma escadaria e entrar no meio do empurra-empurra para tentar alcançar essa única saída de emergência afunilada.

Podem se perguntar se eu fiz a denúncia e respondo: não fiz. Não sou arquiteto e tampouco engenheiro, não é responsabilidade minha fazer isso, especialmente porque a fulana é uma das bambambãns daqui. Outro fator é que em Londrina imperam os cartéis, as máfias, os grupinhos que adoram tirar vantagem de todos e tudo. Não iria virar alvo fácil para sei lá o que. No entanto, conversei com diversos profissionais de arquitetura e engenharia sobre o caso na esperança que estes levassem a denúncia ao CREA e que este, como órgão fiscalizador, cumprisse o seu papel. Mas a casa foi inaugurada e está funcionando normalmente sem qualquer alteração. E onde estão os fiscais que deveriam bater em todas as obras analisando se tudo está realmente sendo feito de acordo com o projeto para o qual a ART foi assinada? Será também que estes fiscais desconhecem tais normas e leis de segurança e não conseguem perceber esses erros em suas visitas de fiscalização?

Fonte: G1

Fonte: G1

Outro fator que deve ser considerado são as falhas projetuais cometidas pelos profissionais.  A imagem acima é a planta baixa da boate Kiss (desconsidere a legenda ao lado direito e preste atenção na planta). Muitas vezes vemos coisas básicas que não deveriam acontecer como, por exemplo, banheiros com péssima – ou nenhuma – ventilação salvo aqueles exaustores minúsculos que, em caso de pane elétrica, param de funcionar. Deve-se levantar também que raramente vemos banheiros espaçosos.

Se formos analisar os projetos de espaços de diversão, perceberemos facilmente muitos problemas relativos à segurança e acessibilidade. Por essas e outras há mais de 10 anos que não frequento mais boates e similares, lugares fechados onde eu não conheça ou não tenha uma perfeita visualização através da sinalização, das rotas de fuga.

Fato é que é muito comum os empreendedores buscarem edificações nas regiões mais centrais das cidades, logo, são edificações já cercadas por todos os lados por outras edificações, não havendo a possibilidade da inserção de rotas de fuga a não ser pela frente. Poucas são as casas noturnas que instalam-se em locais afastados e em terrenos amplos permitindo que as questões de segurança sejam realmente efetivadas nos projetos.

Isso está errado, muito errado e precisa ser revisto com urgência!!!

3 – ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO

Nem de longe quero aqui desmerecer esta magnífica corporação de verdadeiros heróis que é o Corpo de Bombeiros, homens que muitas vezes dão a própria vida na tentativa de salvar outras vidas.

No entanto, sempre há uma ou outra laranja podre nas corporações e, como citei acima, departamentos como este de fiscalização deveriam ser alvo de constante vigilância. Este departamento é de suma importância para que as normas de segurança sejam cumpridas mas o que vemos muitas vezes são ações que vão na contramão disso.

Aqui em Londrina é muito mais difícil você aprovar a aplicação de um piso vinílico – por mais que haja liberação legal do produto e comprovação de que o mesmo é anti-chamas – para uma escadaria de um edifício, que aprovar uma casa noturna que tenha apenas uma saída de emergência com pouco mais de 1m de largura num local praticamente invisível para quem está afastado dela.

Onde está a fiscalização? Segundo relatos o extintor do palco simplesmente não funcionou. Isso jamais deveria acontecer! Será que alguma vez foi vistoriado seja pelos Bombeiros ou pela administração da boate?

Fonte: G1

Fonte: G1

O foco está errado, as diretrizes e prioridades estão equivocadas. É preciso uma revisão urgente nestes departamentos. Uma investigação profunda sobre os profissionais neles alocados e, havendo comprovação, a devida e exemplar punição.

Existem também as laranjas podres também nos departamentos de Aprovação de Projetos nas prefeituras. Nestes é bastante comum e fácil percebermos falhas de simples e graves.

Certa vez aqui em Londrina eu precisava de uma planta de uma edificação. Após ter pago todas as taxas legais, fui surpreendido quando o estagiário me extorquiu mais “algum” para uma cervejinha no final do dia, sob o olhar do chefe do departamento que ria aprovando a ação dele. Caso eu não liberasse, apesar de estar com todas as taxas legais pagas, ele não me daria a cópia do projeto. Mas o problema não para aí. O que andam fazendo os fiscais desses departamentos em suas fiscalizações? Ganhando algum por trás também?

E os alvarás? A Kiss estava com o dela vencido desde agosto/12 e ninguém fez absolutamente nada com relação a isso.  E o que não falta nesse país é empresa funcionando tranquilamente com alvará vencido ou pior, sem alvará.

Aí já não é um problema apenas dos fiscais, mas sim de gestão interna dos departamentos. Será que ainda não são simplesmente informatizados para facilitar a busca pelos vencidos ou por vencer?

E o que dizer dos CREAs e CAUs que adoram pegar no nosso pé (designers) e fazem vista grossa para obras mais vultuosas e perigosas que as nossas feitas pelos profissionais de sua verdadeira alçada?

Como coloquei acima, lancei a denuncia para os profissionais desses conselhos e pelo que percebi não levaram adiante. Tampouco os fiscais do CREA (na época só existia esse ainda) se foram até a obra, fizeram vista grossa também seja por qual motivo for.

5 – BANDAS

Não vou nem entrar no mérito muito a fundo, mas uma bandinha que precisa utilizar destes artifícios como “identidade visual de seus shows” para tirar “gritinhos de emoção” da plateia deve rever seriamente seu conteúdo, sua qualidade musical e suas responsabilidades.

Fonte: G1

Fonte: G1

6 –  POLITIQUEIROS & AFINS

Me enojou ver na TV a FALSA cara de drama da presidente Dilma, do governador, de alguns deputados estaduais e federais, de alguns vereadores, quase vomitei quando li que o molusco¹³ fez o que pode para aparecer na mídia…

No ultimo caso claro, ele precisa voltar a aparecer como o bonzinho, o paizinho afinal está envolvidos em inúmeros escândalos, sendo denunciado por incontáveis falcatruas realizadas por ele e seus comparsas durante seu mandato, está tendo várias de suas palestras canceladas… Ele¹³ precisa voltar a ser, custe o que custar, o “painho” do brésiu.

Digo isso, pois estes são os verdadeiros responsáveis por toda essa bagunça que anda nosso país. Os exemplos de corrupção no alto escalão, nas altas esferas são a mola propulsora para encorajar os funcionários públicos – aqueles desprovidos de um mínimo de moral e ética – a entrar nesse jogo também. É fácil agora esse bando de safado aparecer na TV nesses momentos com suas máscaras de arrasados, derramar algumas lágrimas de crocodilo e prometendo rios e mundos, enquanto temos até hoje vítimas dos desastres de SC, RJ e tantos outros ainda sem ter recebido qualquer tipo de ajuda efetiva, qualquer solução para os danos sofridos. Agora, reaparecem como santos, anjos…

Não devemos nos esquecer também de algumas laranjas podres dentro do judiciário que fazem parte da indústria de liminares. Os órgãos de fiscalização, quando fazem a sua parte, tropeçam em agentes do judiciário que estão mais preocupados em agradar aos empresários que zelar pela segurança pública. Um reprova e o outro libera geral.

É, estes que deveriam administrar e gerir decentemente este país, estados e municípios são responsáveis também por toda essa desgraça.

Que esta tragédia não caia no esquecimento, que não seja apenas mais uma desgraça em meio a tantas que aconteceram em nosso país.

Que a partir dela, os responsáveis e envolvidos passem a ser realmente RESPONSÁVEIS. Que a partir dela os baladeiros de plantão sejam mais responsáveis e não entrem em qualquer arapuca.

Que a partir dessa desgraça, os profissionais de arquitetura, engenharia e design sejam mais responsáveis e menos corporativistas denunciando sim sempre que souberem de alguma falcatrua afinal, é melhor eliminar a laranja podre a deixar que ela contamine ou suje toda a caixa (classe profissional).

Que a partir de ontem, sejamos então mais RESPONSÁVEIS.

Isso É Design de Ambientes

Para quem tem dúvidas sobre o papel do designer de ambientes no campo de interiores, está aqui em excelente exemplo:

E acabei encontrando este outro aqui, mais um excelente exemplo:

Para quem pensa que o designer de interiores/ambientes é aquele profissional que escolhe os móveis já prontos em lojas ou opta por móveis de lojas de planejados lamento informar-lhes que estão absurdamente equivocados.

Se você profissional opta por este tipo de serviço fácil, saiba que está desmerecendo a sua profissão e ajudando na desinformação sobre a área.

Se você professor insiste em forçar seus alunos a seguir pelo caminha das lojas, saiba que está longe de ser um digno professor da área de Design.

Design de Ambientes significa antes de tudo, pensar o ambiente, planeja-lo, aproveitar cada precioso espaço da melhor maneira possível e não apenas fazer um arranjo de peças prontas de maneira “bonitinha” ou porque está na moda.

Valeu Marcia Nassrallah pelo precioso vídeo!!!

Reunião na UEL

Estive no último dia 20 no gabinete da Reitora da UEL, Professora Doutora Nádina, para a reunião que solicitei relativa à minha exclusão do grupo de projetistas da reconstrução do Cine Teatro Ouro Verde, aqui de Londrina.

Não posso adiantar quase nada do que foi conversado lá pois ainda ficaram assuntos pendentes e compromissos dos dois lados que, se divulgados, fatalmente sofrerão interferências externas que podem atrapalhar, e muito, o que foi acordado.

O que posso dizer é que ela ficou muito, digamos, assustada com toda a situação que expus.

Dentre o que conversamos,

– relatei a forma anti-profissional e aética com a qual fui “dispensado” pelo grupo do Sinduscon/Londrina

– os incontáveis e-mails enviados solicitando mais dados e detalhamentos sobre os projetos para que eu pudesse começar a pensar no projeto de LD que NUNCA foram respondidos

– o fato de que nenhum daqueles profissionais envolvidos está doando projeto algum e que sim, todos estão sendo pagos pelo trabalho de alguma forma – provavelmente pelo Sinduscon

– o fato de que vários projetos entregues estão com falhas que não poderão ser alterados pós inicio da licitação salvo através de aditivos para revisão ou re-projeto, coisa que ela não vai aceitar. Conforme ela mesma disse, os aditivos são o ralo das verbas públicas e ela é terminantemente contra o uso dessa “ferramenta legal”.

– as negativas dos integrantes da UEL em me permitir o acesso às luminarias salvas para tirar o desenho técnico das mesmas para que estes fossem enviados às indústrias com as quais tenho contato direto para verificação da possibilidade de produção bem como a alteração de tecnologia para LED

–  bem como a negativa de fornecer alunos dos cursos de arquitetura, engenharia ou design para fazer estes desenhos (evitando que eu tivesse de contratar um cadista para isso) ou até mesmo para estagiar junto a mim neste projeto.

Ela ficou realmente bastante surpresa com tudo que relatei ao mesmo tempo em que mostrou-se digna do cargo que ocupa ao mostrar pulso firme diante das decisões que terão de ser tomadas neste processo todo a partir desta reunião comigo.

Ela também lamentou muito este meu afastamento do grupo de projetistas.

Como relatei anteriormente, já desconfiava que o problema todo não estava na UEL e sim no Sinduscon/Londrina.

Terei outras reuniões ainda com ela já no início do próximo ano.

Manterei todos informados sobre tudo.

E Nádina, a senhora não tem que se desculpar de absolutamente nada afinal, o erro nisso tudo não foi seu.

The Gangs

Pois é meus amigos e seguidores, como sabem, no início do ano doei o projeto completo de LD para a reconstrução do Cine Teatro Ouro Verde aqui de Londrina que foi consumido por um incêndio diga-se de passagem, até hoje bem mal explicado. Há quem diga que existem provas contundentes que refutam o laudo pericial e apontam os reais responsáveis por esse incêncio. Mas como sempre aqui nessa terra o “cala boca” vale mais que a ética e a honestidade.

Fato é que foi instituída uma comissão formada por profissionais das diversas áreas para a execução dos projetos. À convite da reitoria, através de um protocolo de cooperação, o SINDUSCON/Londrina ficou responsável por convidar profissionais para este grupo. Entre eles, eu que fui aceito oficialmente pela reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL) após ter encaminhado aquele ofício para a reitoria doando o projeto que me respondeu positivamente através de ofício.

Participei de três reuniões com este grupo onde foram apresentados oficialmente os profissionais envolvidos e definidas as diretrizes dos projetos à serem executados bem como o cronograma.

Na última reunião para a qual fui convocado estavam presentes quase todos os projetistas e também alguns representantes da UEL. Inicialmente estranhou-me o fato da agressividade de alguns membros da comissão e da UEL para comigo, mas pensei ser impressão apenas.

Isso aconteceu até que soltaram a seguinte frase direcionada a mim:

“Vai ficar muito chato para este grupo apenas um profissional aparecer como doador dos projetos na placa oficial e nas mídias e todos os outros não.”

Claro minha gente, o único que havia doado oficialmente o projeto era eu. Todos os outros estavam cobrando através da parceria SINDUSCON/UEL ou diluindo os valores dos projetos na execução ou materiais.

E realmente, como explicar o porquê de eu ter doado o projeto e todos os outros não perante a opinião pública não é mesmo? Tão difícil fazer isso não é mesmo?

Fato é que ficaram me forçando a demover-me da idéia de doação do projeto. Não cedi.

Então começaram a me forçar a cobrar algum valor irrisório pelo projeto, mesmo que não o valor de mercado, para que eu não aparecesse como doador e ficássemos todos “iguais”. Depois de algum tempo analisando a situação, ficou acertado que seria cobrado de minha parte apenas o custo do desenhista cadista que seria necessário contratar para fazer os desenhos e plantas do projeto de LD, algo em torno de R$ 3.000,00.

Não obstante, um representante da UEL falou que havia uma empresa de São Paulo que iria assumir a parte da caixa cênica. Perguntei se só a caixa cênica e ele disse que sim, pois eles já tinham larga experiência no assunto (e realmente tem).

Tudo bem, eles com a cênica e eu com a arquitetural foi o que ficou acertado nesta reunião.

Depois desta reunião fui viajar a trabalho (montagem da Expoflora) e deixei de participar de algumas reuniões (eles estavam cientes disso). Nesse período eu recebia apenas os e-mails com as convocações para reuniões e as plantas encaminhadas pelos arquitetos.

Encaminhei durante o processo diversos e-mails à coordenação do grupo, aos arquitetos e engenheiros pedindo mais detalhamentos dos projetos já que trata-se de uma reconstrução original de um edifício tombado pelo IPHAN.

Sem respostas.

Também solicitei diversas vezes dados sobre o projeto original de iluminação bem como autorização para pegar um modelo de cada luminária original para fazer o desenho técnico e encaminhar às indústrias para verificação de viabilidade técnica para a confecção de novas luminárias, com o mesmo desenho, porém com tecnologia LED.

Também sem respostas.

Quando cheguei em Londrina, no meio de agosto, recebi um telefonema curto e grosso da coordenadora do grupo onde ela dizia que “agradecia a minha gentileza mas não precisavam mais de meus serviços pois havia uma empresa de São Paulo que estava assumindo toda a parte de LD do projeto.” Tentei entender o que estava acontecendo questionando-a mas ela não me deu maiores explicações e simplesmente desligou o telefone. A única coisa que ela afirmou é que realmente tinha uma empresa de São Paulo, que tinha feito a caixa cênica da Sala São Paulo e que tinha assumido toda a parte de LD do projeto.

Pesquisando na web descobri qual era a empresa e pude constatar que esta não tem qualquer experiência em iluminação arquitetural, na verdade em seu portfolio, site e em matérias relacionadas a ela não se vê absolutamente nada sobre esta área. Apenas a cênica

Interessante notar também que o representante da UEL, o Sr. Sidnei, através de um cruzamento de dados feita pelo Google e Lattes, tem relações com o proprietário da empresa contratada de São Paulo, inicialmente através da USP, certos professores de lá, bancas…

Encaminhei então no dia 06 de setembro de 2012, outro ofício à reitoria da UEL (protocolo n° 24415.2012.92) solicitando maiores esclarecimentos por parte da reitoria sobre o meu afastamento arbitrário desta comissão. Também entrei em contato diversas vezes por telefone e e-mail solicitando um posicionamento sobre o ofício e até o momento não recebi sequer um único telefonema.

Porém a reitoria e a equipe continuam atuantes no projeto de reconstrução do Ouro Verde…

E, para completar o circo montado em torno da reconstrução do nosso Cine Teatro Ouro Verde, agora sou obrigado a ver aquele mesmo grupo que me forçou a cobrar pelo projeto, aparecendo na mídia (e perante autoridades detentoras das verbas necessárias e a população que não faz idéia da sujeira que acontece nos bastidores desta cidade) posando como “anjos caridosos e benfeitores doadores dos projetos para a reconstrução”.

Uma OVA!!!

Todos ali estão cobrando e muito bem pelos projetos. Não há um único doador como era o meu caso.

Fato é que eu não faço parte de nenhum grupo aqui de Londrina, não tenho o rabo preso com ninguém, não devo nada a ninguém, não babo ovo de ninguém, muito menos compactuo ou apoio ações irresponsáveis e lesivas ao erário público. Eles sabem muito bem que não conseguiriam me comprar. Também sabem a dimensão deste meu blog e que qualquer coisa errada fatalmente cairia aqui nestas linhas para conhecimento público. Óbvio que eu seria chutado.

Se isto é uma denúncia?

Quem sabe?

Pode ser.

Que o seja!

Se a PF, o MPF e o IPHAN, governos estadual e municipal ou qualquer outro órgão quiser levar assim, que o façam. Mas o façam com decência, transparência e dêem os nomes aos bois.

Mas indico uma sindicância desde agora até o pós-construção sobre a obra e todos os envolvidos nela.

Londrina agradece!!!

Sei que isso não acontece apenas aqui em minha terra natal e sim que esta é uma prática corriqueira no dia a dia das cidades, especialmente tratando-se de obras públicas.

Por estas e outras decidi que não vou mais doar nada para obras públicas. Agora, só me pagando e muito bem pelos meus serviços.

E, muito menos, vou apoiar qualquer ação pró-reconstrução do Cine Teatro Ouro Verde pois já vi que mais uma vez minha cidade está sendo lesada.

Não vou me sujar por causa de disso.

Tou fora!!!

Lamento Londrina, mas mais uma vez estás sendo enganada e roubada!!!

Mas ainda estou aguardando a resposta da Reitoria da UEL sobre o assunto. É um direito meu como cidadão.

Excelente ação acadêmica

O vídeo à seguir é uma ação realizada por Guillaume Reymond NOTsoNOISY e a Trivial Mass Production.

A torre de 11 andares do HESAV (Saúde High School de Vaud) foi animada como uma tela rudimentar cujos pixels são, de fato, as janelas e persianas.

Alunos, funcionários e amigos abriram e fecharam estas janelas e persianas durante horas para a realização deste projeto.

Vale a pena ver o vídeo, curtir a idéia!!!

Tendências em projetos de Ambientes e Decoração.

É bastante comum vermos nas diversas mídias o uso, podemos dizer até exagerado, da palavra tendência com relação aos projetos de Interiores e Arquitetura. Antes, precisamos definir bem as diferenças entre o que pode ser considerada tendência e para qual mercado ela é direcionada dentro de um projeto. Nos dicionários encontramos o seguinte significado para a palavra tendência:

“tendência (ten-dên-cia) s. f. Ação, força pela qual um corpo é levado a mover-se em direção a alguma coisa: tendência dos corpos para a terra. Fig. Pendor, inclinação: tendência à mentira. Psicologia Diz-se para designar certos instintos, certos impulsos do homem, especialmente na medida em que esses instintos ou impulsos são conscientemente experimentados no comportamento que determinam.”

Conforme descrito, tendência é uma coisa passageira, um modismo. Uma ferramenta mercadológica nascida na área da moda e utilizada meramente para gerar a necessidade de consumo imediato de algo e que, infelizmente, está sendo aplicado no mercado de Design de Ambientes e Arquitetura de forma irresponsável e leviana.

Tendências da moda vão e vem com o passar das estações e dos anos. Assim como a moda outono/inverno ou primavera/verão, o moderno fica ultrapassado e retorna algum tempo depois, algumas vezes com algumas sutis modificações, mas, em linhas gerais, é a mesma roupa que nossas mães e avós usaram.

Algumas mudas de roupas são fáceis de guardar num armário. Já uma parede revestida com o “porcelanato da vez”, impossível. Em um projeto de Design de Ambientes, as tendências não podem, jamais, imperar ou dar o tom do projeto. Nem mesmo na Arquitetura. O que deve prevalecer e ser o foco do projetista é atender às necessidades do cliente, por mais que uma estação. Um projeto de ambientes deve durar pelo menos 5 anos portanto, atemporal e sem modismos pois neste período, o que está na moda agora, daqui um ano poderá ser tido como brega.

Já num de Decoração de Interiores elas podem sim ser bem vindas, desde que muito bem dosadas de bom senso. Para entender essa colocação, devemos primeiramente esclarecer as diferenças entre um projeto de Design de Ambientes e um de Decoração de Interiores.

Um projeto de Design de Ambientes envolve partes fixas e/ou complicadas de serem modificadas à cada estação e que o usuário irá conviver diariamente e por um bom tempo com elas. Dos pisos aos móveis, passando por gesso e iluminação, estes são elementos que devem atender, antes de qualquer outra coisa, as necessidades reais do usuário solucionando os problemas encontrados no brieffing e na análise do espaço. Por necessidades entende-se aquelas relacionadas ao uso diário e que envolvem o bem estar, o conforto, a ergonomia além, é claro, de refletir o “eu” do cliente com ambientes onde ele se identifique e se sinta bem (stimmung). Estes elementos não são meros vestidos ou calças que “estão na moda” e podem ser trocados em toda estação. São elementos que exigem uma boa quantia de dinheiro e a sua troca envolvem novas obras, novos projetos, mais gastos.

Já num projeto de Decoração de Interiores (que é parte integrante do projeto de Design de Ambientes) temos ainda de respeitar a identidade do cliente, porém temos mais liberdade para trabalhar os elementos soltos do projeto, os objetos e acessórios. Um projeto de Decoração, diferentemente do projeto de Design, envolve as partes móveis, aquelas que podem ser mudadas ou alteradas com facilidade, como uma peça de roupa da estação, sem prejudicar o ambiente em sua habitabilidade, ergonomia, acessibilidade. Para entender corretamente o significado disso, recorramos novamente ao dicionário:

“decoração1 de.co.ra.ção1 sf (decorar1+ção) 1 Ação, ou efeito de decorar ou ornar. 2 Adorno, embelezamento, enfeite, ornamentação. 3 Aspecto geral. 4 Teat Cenário.”

Não à toa que o termo é oficialmente utilizado para designar o trabalho dos profissionais que trabalham com festas e também aqueles que decoram confeitos. É, na verdade, o ato de enfeitar ou ornamentar algo. Assim, temos na Decoração de Interiores o papel de coroar os ambientes projetados pelo Designer de Ambientes.

Nesse sentido, cabem sim as tendências como por exemplo as capas de almofadas, as mantas, os vasos e objetos decorativos, as velas, as toalhas e demais panejamentos móveis – incluindo-se cortinas – entre outros. Observem que estes são elementos fáceis de serem encaixotados e guardados (ou até mesmo vendidos ou doados) caso saiam da moda e podem ser facilmente trocados por outros mais atuais. Muitas vezes nem por estar fora de moda, mas pelo simples fato do cliente ter enjoado deles.

Percebam que é situação bem diferente como no caso do cliente enjoar de uma cozinha planejada ou deixar de gostar dela apenas porque não está mais na moda. Devemos ter consciência que menos de 2% dos clientes fazem parte da parcela que se dá ao luxo de trocar o piso da casa toda a cada estação. A maioria dos clientes, quando chega a próxima estação, ainda está pagando as contas da última reforma.

Assim, tenham muito cuidado ao se jogar de corpo e alma nas tendências e, principalmente, ao envolver os seus clientes nesse jogo meramente mercadológico. Os riscos são muito grandes para você profissional, e muito maiores e piores para ele.

Tendências? Muita calma nessa hora.

Especialista, prático ou oba-oba?*

Engraçado o uso do termo oba-oba no título deste texto? A meu ver, creio que ele tem muito a dizer a respeito do mercado de Lighting Designers brasileiro. Por este termo designo tudo aquilo que é feito valendo-se do jeitinho brasileiro que algumas pessoas usam para burlar leis, aproveitar-se de situações.

Para trabalhar com Lighting Design, não basta apenas um curso superior de arquitetura, engenharia ou design. Sabemos que os alunos saem desses cursos despreparados e crus em algumas áreas por causa do todo que engloba um projeto. O que vemos na academia não passa de um esboço em disciplinas estanques do que é trabalhar com iluminação. Grande parte dos formandos desses cursos receberam seus canudos sem saber nominar as lâmpadas, quiçá usálas corretamente. Culpa do desinteresse do aluno? De uma instituição universitária particular irresponsável ou de uma pública negligente?

Esses egressos, sem qualquer especialização, vão engrossando o coro do oba-oba, e só fazem repetir conceitos e discursos aprendidos na academia ou então, dissimuladamente, apoderam-se de fragmentos de discursos alheios lançando ao vento frases de efeito. Forjam uma aparente “expertise” para vender um produto que desconhecem. Isso, de certo modo, depõe contra a seriedade profissional e formação especializada de autênticos Lighting Designers.

Temos um outro grupo, que podemos denominar como práticos, formado por vendedores e instaladores. Dentre esses, alguns, pela seriedade de sua atuação profissional, tornaram-se “experts” no assunto iluminação. Conhecem profundamente o todo que compreende este universo. São profissionais capazes de elaborar projetos complexos e, por vezes, os vemos resolvendo projetos de profissionais formados nas lojas.

Por fim, temos o grupo dos especialistas, aqueles que aliaram sua experiência profissional ao necessário aprendizado teórico-prático em cursos especializados sérios. Mas existem alguns que, mesmo com estes cursos, saem sem aprender ao menos o básico. São aqueles que pensam na especialização apenas como um livro de receitas prontas. Culpa de quem? Deles ou de uma incapacidade decorrente de uma formação generalista realizada em instituições universitárias? De ambos?

Por outro lado, temos de reconhecer aqueles (poucos) que enfrentam seriamente a especialização, incansáveis na pesquisa diária e conscientes da necessidade da formação contínua, não apenas para conhecer melhor, mas compreender os porquês, entender os conceitos e suas inter-relações, conhecer profundamente os equipamentos e sistemas e como eles se constituem e se articulam para atender às demandas dos projetos.

No entanto, esses profissionais acabam encontrando inúmeras dificuldades em estabilizar-se no mercado por causa dos erros cometidos por outros. Culpa de quem isso tudo?

Culpa nossa, Lighting Designers. Culpa das associações profissionais que dizem nos representar e que na verdade só promovem ações inócuas e fragmentadoras, geralmente,visando defender apenas os interesses de sua diretoria. Com toda certeza, culpa também do descaso dos parlamentares reféns de lobbies corporativistas.

Enquanto não tivermos a nossa profissão devidamente regulamentada através de um projeto sério, feito não apenas por associações, mas por um processo democrático, transparente e público, que envolva todos os profissionais, continuaremos com este quadro.

E você acha que não tem nada a ver com isso?

*Coluna “Luz e Design em foco” da revista Lume Arquitetura ed n° 54.

Eu só queria uma luzinha*

Esta frase é, sem dúvida, a que mais ouvimos. Em geral, de clientes ou de profissionais afins que, numa tentativa de alguma vantagem, acabam por menosprezar o conhecimento e o trabalho do Lighting Designer (doravante, LD). É justamente com este tema, que abro minha coluna, aqui, na Lume Arquitetura.

Quando esta frase vem de um cliente, respondo algo como “então chame seu eletricista, que poderá colocar tantas luzinhas quantas você quiser”. Deste modo, levo o cliente a repensar e compreender a seriedade de um projeto de Lighting Design. Para alguns, em geral, com uma divertida ironia, retruco algo mais complexo como “meu primo médico me falou que precisarei passar por uma cirurgia, pois tenho colecistectomia. Então coloco a luzinha que quer e você me opera ‘na faixa’, pode ser?”

Uma boa parte da clientela, por mais que ignore o assunto em questão, sempre tenta levar alguma vantagem econômica – geralmente motivada pelos altos custos envolvidos – no projeto global. Porém, o cliente, ao contratar um LD, direta ou indiretamente, deve reconhecer a importância do trabalho deste profissional e das implicações do projeto a ser desenvolvido.

No entanto, é absurda esta frase quando vem de outros profissionais afins que poderiam se tornar parceiros em projetos. Muito comum receber ligações ou e-mails pedindo dicas sobre iluminação de seus projetos. Recuso-me a dar dicas gratuitas e proponho uma consultoria para o desenvolvimento do projeto. Não me surpreendo quando não recebo qualquer resposta.

Na possibilidade desta consultoria, ainda na negociação, muitos me fazem sentir como uma mercadoria num leilão às avessas: quem dá menos? É comum ouvir frases recorrentemente usadas na tentativa de baixar os custos (claro que do LD!): “Mas é só uma luzinha!” ou “Mas eu sou “X” (arquiteto, engenheiro ou decorador) e você é só um ‘iluminador’, por isso não pode cobrar mais caro que eu!”, dentre outras tantas mais, algumas até insolentes.

Ainda piores são muitos profissionais à semelhança, por exemplo, daquele que acha absurdo o LD cobrar 5 mil reais por um determinado projeto quando ele cobrou apenas 2 mil reais pelo dele (por conta das inúmeras RTs (Reserva Técnica – paga por lojistas aos especificadores) vinculadas ao seu projeto que em geral o cliente desconhece). Ou então, ao propor um desconto – em troca das RTs e com o conhecimento do cliente destas – no valor cobrado do projeto a ser desenvolvido em parceria, este profissional (como muitos!) também se recusa a repartir as RTs das lojas (as relacionadas especificamente ao projeto de Lighting Design). Alega que estas RTs são responsáveis pelo seu sustento. De qualquer forma, para ele, o valor do projeto tem que sair por, digamos, 5 mil reais no máximo – e sem RTs.

O que tem de ficar bem claro tanto para clientes como, principalmente, para os profissionais, é o seguinte:

Como qualquer profissional que teve sua formação profissional, o LD também teve a sua de forma especializada. Foram anos de estudos e pesquisa. O custo do investimento foi alto para adquirir o conhecimento e as competências necessárias que possuem hoje. Então, só podemos concluir que não convém a um cliente ou a um profissional desvalorizar o trabalho do LD com a recorrente frase de que precisa “apenas de uma luzinha” ou, no caso de um profissional que finge uma parceria, dizendo que o seu trabalho é mais importante. Os profissionais sérios reconhecem honestamente que não são capacitados para o desenvolvimento de projetos de iluminação e que, por sua vez, reconhecem a necessidade de parceria com o LD, dado que sem luz projetada adequadamente, seu trabalho não agrega valor e perde muito em qualidade.

*Coluna “Luz e Design em foco” da revista Lume Arquitetura ed n° 53.

Lighting Design ou Arte?

Tem aparecido pela web várias imagens de projetos onde o uso da luz mais parece uma obra de arte  que um projeto de iluminação propriamente dito. Isso gera muitas dúvidas na cabeça dos leigos ou não especializados no assunto. Vamos analisar alguns casos.

Vou mostrar para vocês uma das facetas do LD: aliar a arte aos projetos de iluminação. Por mais artística que seja a produção, se ela atender às necessidades luminosas do ambiente, pode sim ser considerado um projeto de iluminação.

1 – Hinomaru – illumination

Este projeto é na verdade uma instalação artística. Imaginem um bar ou boate com um painel desses. Assim ela deixa de ser apenas arte e passa a servir ao espaço iluminado.

2 – Pêteris Zilbers Design – Broom Lamp

Arte? É o mesmo caso da imagem anterior. Esta peça pode ser usada como um objeto decorativo, fazer parte de uma coleção de arte ou ainda servir como luminária mesmo.

3 – Crosby

Além de uma inusitada instalação artística, estes telefones iluminados servem como um dos sistemas de iluminação do ambiente. Para momentos mais íntimos, num jantarzinho romântico, é uma iluminação charmosa e baixa.

4 – Haze

Além de uma iluminação bastante aberta, a possibilidade do movimento torna esta uma peça interessante para algumas aplicações.

5 – Sleepy Lamp

Mais uma peça que poderia fazer parte de qualquer exposição de arte mas que, bem aplicada, pode ajudar num bom projeto de LD.

Vamos passar agora a ver imagens de arte-luz aplicada diretamente nos espaços.

6 – Row Studio – Raimbow Wax Revolution

Alguns profissionais tem usado e abusado das fluorescentes tubulares e este é um bom exemplo. Além de iluminar, as formas geradas pela instalação destas criam interessantes desenhos além de iluminar e bem os ambientes. Veja mais imagens deste projeto aqui.

7 – Dellarovere

Esta imagem faz parte do catálogo Dellarovere. Uma aplicação simples e que traz um charme todo especial ao ambiente. Luz ou arte?

8 – Urban and Landscape Lighting Award – Broken-Light

Um excelente exemplo de arte-luz aplicada fazendo parte do projeto de iluminação.  Quem falou que os equipamentos cênicos não podem ser aproveitados nos ambientes ou que não servem?

Pois bem, que fique claro o seguinte: não estou aqui dizendo pra qualquer um saindo por aí fazendo sandices achando que está arrazando no balacobaco da luz. Muito pelo contrário: para fazer este tipo de instalação devem ser considerados todos os fatores que um projeto de LD envolve e, como se pode perceber, a maioria das imagens postas podem provocar ofuscamento – um dos mais recorrentes problemas nos projetos de iluminação.

Portanto, muito cuidado ao liberar sua criatividade para que ela não vire uma sandice como a da foto abaixo:

Lembre-se: além de muita técnica e conhecimento, para iluminar, o bom gosto é imprescindível!!!

=\

Assunto tão sério, que não sei nem qual título colocar no post. Por isso resolvi utilizar este ícone (=\) que significa descontentamento com algo/alguém.

Assistam ao vídeo à seguir:

Ok, já gragalhamos horrores?

Então podem parar e voltar à realidade pois ela é dura, nua e crua!!!

Vamos falar sério sobre esta situação.

É bastante comum que nós, Designers de Interiores/Ambientes, soframos retaliações de outros profissionais que nos denunciam em seus conselhos. Quem já passou pela constrangedora situação de ter uma obra fiscalizada baseada em denúncia mentirosa e claro, anônima, sabe o quanto isso nos joga para baixo, por mais razão que tenhamos.

Geralmente estas denuncias vem de profissionais que estavam tentando ganhar o cliente e perderam. Irados, cometem sandices pensando que ninguém vai saber de onde partiram.

Bom, voltemos à situação estúpida do vídeo. Não vou nem comentar sobre a brincadeira idiota dos caras afinal, também já fui criança e cometi absurdos e maluquices impensáveis. Meu foco aqui é outro.

Quem aqui já andou pelas vilas (e até bairros bons) de suas cidades observando as obras? Já se pararam alguma vez em alguma delas para verificar como são as coisas? Muito pouco provável que alguém tenha feito isso né?

Mas eu já! E várias vezes.

Sempre que estou passando por alguma vila – ou bairro popular – e vejo uma obra procuro rodear, observar e se possivel conversar com os pedreiros.

É batata: é raríssimo encontrar uma obra nestes locais que tenha engenheiro, arquiteto ou ao menos um técnico em edificações como responsável. Na maioria das vezes o projeto foi feito pelo pedreiro, as decisões estruturais e construtivas foram tomadas também pelo pedreiro baseadas em seus anos luz de experiência. As instalações elétricas foram feitas geralmente por profissionais do tipo “faz tudo” (pinta, mexe com eletrica, mexe com hidráulica, etc etc etc).

O que não faltam nas vilas são edificações feitas assim. Não à toa a enchurrada de fotos de “absurdos arquitetônicos” que, com tristeza, vejo muitas pessoas compartilhando em seus perfis nas redes sociais sempre acompanhada de frases como “coisa de engenheiro”…

=\

Quanta ética né não gente?

Vocês acreditam mesmo que aquela coluna do vídeo foi projetada por alguém que domine o assunto? Perceberam que não há ferragem alguma nela?

Pois é, e disso as vilas estão cheias. Este não é um fato isolado…

Porém não vejo são ações dos órgãos (CREA, CAU, IAB, etc etc etc) na intenção de coibir esse tipo de coisa. Até tem algumas coisas que não passam do papel ou noticia de sites e que na prática simplesmente não existem ou, quando existem, são ações esporádicas feitas apenas para alimentar a mídia. Também já ouvi relatos de amigos ligados à estas ações que dificilmente se consegue algum profissional disposto a ceder um tiquinho que seja de trabalho em prol disso.

Em contrapartida, nos condomínio$ horizontai$, em construções mais centrai$ ou bem localizada$ a fiscalização é pesada, dura e cega. Claro, os que estão ali podem pagar as multas ridículas. Por isso os fiscais vivem abarrotados de trabalho…

Já os das vilas… ao que parece são inexistentes.

Mas aí vem a temporada de chuvas… e as casas despencam morro abaixo não apenas por terem sido feitas de qualquer jeito por pedreiros, mas também porque estes órgãos – especialmente CAU e IAB – não ofereceram projetos urbanísticos que são atribuições de seus afiliados. Também dificilmente se vê um arquiteto perambulando pelas vilas, oferecendo projetos a baixo custo ou de graça, entre outras ações que poderiam ser feitas e que, certamente, gradativamente mudariam a visão ruim que parcela da sociedade tem deles.

Mas não, eles preferem brigar com qualquer um… brigam com os paisagistas… preferem brigar com os engenheiros (ad aeternum)… preferem brigar com os urbanistas… preferem brigar com os designers… preferem brigar com os lighting designers e iluminadores cênicos… jajá estarão brigando com os padeiros, açougueiros e quem mais cruzar o seu caminho…

Sabem porque?

Porque projeto pra pobre não dá dinheiro! Imaginem as RTs dos móveis das Casas Bahia… ah ah ah! Além de baixas, ele terá de aguardar as 300 prestações serem pagas para tentar recebê-las.

Assim preferem ficar atacando, denegrindo, acusando falaciosamente outros profissionais e depois se colocando como vítimas.

Tem muita gente precisando dos trabalhos profissionais seja de arquitetos, engenheiros, designers, urbanistas e paisagistas. Vamos parar de hipocrisia e tentar fazer algo de bom e útil pelo nosso país já que nosso (des)governo não faz nada de real?

COMO PRECIFICAR PROJETO, CONSULTORIA E ACOMPANHAMENTO DE OBRAS?

Bom, muita gente me escreve dizendo que não consegue entender a forma como precifico meus projetos. Então resolvi apresentar um resumão da forma tradicional de precificação.

Basicamente existem quatro tipos de remuneração para os profissionais de Design de Interiores e Lighting Design:

1 – Projeto: é a contratação do profissional, através de contrato, onde o profissional realizará todos os procedimentos necessários para a implantação do mesmo (da concepção à entrega do ambiente finalizado).

2 – Consultoria: A consultoria ocorre quando o cliente solicita uma orientação sobre alguma coisa relativa ao seu espaço. Não implica necessariamente na elaboração de projetos nem na especificação de produtos. Apenas a indicação de melhores soluções para os problemas, alertas sobre possíveis erros. Pode ser a Consultoria simples, que visa atender situações emergenciais ou a Consultoria Completa, geralmente utilizada por escritórios parceiros.

3 – Hora Técnica: São aqueles serviços não contemplados no Projeto. Pode ser o acompanhamento do cliente à uma loja para auxilia-lo na escolha de algum elemento, por exemplo.

4 – Administração da Obra: são os honorários destinados à cobrir os custos do profissional para o acompanhamento das obras garantindo, assim, o bom andamento das mesmas e o correto atendimento às especificações projetuais.

Existe também a Reserva Técnica – ou RT – que é a comissão paga por fornecedores. Porém esta prática é bastante controversa uma vez que muitos profissionais não avisam seus clientes sobre a existência da mesma levando o cliente a pagar duas vezes pelo mesmo serviço. Outro elemento que deve ser destacado sobre essa prática é que nem sempre os produtos especificados são os melhores considerando a amizade entre profissional/fornecedor e o valor em % paga pelas lojas. A que paga mais, geralmente leva.

Os valores de cada uma destas formas de remuneração dependem da região onde o profissional está atuando. A média nacional para 2012, segundo a ABD, são:

Projeto: varia de R$ 32,00 até R$ 86,00 por m² dependendo da região, da dimensão e do tipo de projeto (residencial, comercial, etc).

Consultoria simples: de R$ 150,00 a R$ 250,00.

Consultoria Completa: de R$ 750,00 a R$ 1.500,00.

Hora Técnica: de R$ 85,00 até R$ 175,00.

Administração de obras: de 10 a 15% do valor total da obra.

RT: em média, 10% a 20% sobre o valor total da compra.

Lembro que estes são valores mínimos e máximos delimitados através da observação dos valores apresentados pela ABD e dos cobrados por profissionais.

Lembre-se que não cobrar por projetos ou cobra valores muito abaixo do mercado (dumpping) são ações criminosas e podem ser punidas caso você seja descoberto(a).

Espero que ajude a vocês!!!

Negativista?

Ainda ontem recebi pelo facebook críticas de um amigo meu sobre o meu blog. De uma maneira geral a crítica era que eu sou muito negativista, pessimista e “dono da verdade” apesar de reconhecer que sou muito bom no que faço.

Tem a ver também com alguns comentários que recebo vez ou outra aqui no blog ou por e-mail.

Bom, então vamos esclarecer alguns pontos:

1 – Não “puxo o saco” e tampouco “babo ovo” de ninguém.

A minha ética pessoal e profissional não me permitem passar a mão na cabeça de quem quer que seja. Não estou à venda e nem o meu blog, tanto que não tenho patrocinadores e não sou ligado – nem citado – por aquela que se diz “a maior e melhor revista de decoração do Brasil”. Não me importo e não preciso disso pois jamais vou assinar um contrato onde uma das cláusulas me proibe de “falar mal” da tal revista ou de produtos ligados à editora.

2 – Prática profissional

O que tento deixar claro é a diferença entre um projeto de iluminação feito por arquitetos e designers e os projetos de lighting design feitos por Lighting Designers e a necessidade real da contratação deste profissional além do arquiteto decorador ou do designer de interiores/ambientes.

Não vou enganar meus leitores e muito menos os clientes alegando que arquiteto ou designer tem uma ampla formação e que eles são capazes de fazer projetos de lighting design pelo simples fato disso ser uma INVERDADE! Se fosse verdade, o MEC não autorizaria os cursos de especialização, não existiriam associações internacionais de Lighting Design e muito menos teria sido assinada, por unanimidade, a Declaração para a Instituição Oficial da Profissão do Designer de Iluminação de Arquitetura, no PLDC realizado em 27 de outubro de 2007, na cidade de Londres, Inglaterra.

Arquitetos e designers – ou qualquer outro profissional – não especializados fazem projetos de iluminação comum e “da moda”, dentro de seus parcos conhecimentos sobre o assunto. Bem diferente dos especialistas em Lighting Design que estudaram e estudam diariamente, aprofundando-se em pesquisas e práticas exclusivas na área de iluminação e lighting design.

3 – Receitas de bolo

Várias críticas me chegam com alegações de que eu aponto o erro mas não mostro como resolver os problemas.

ÓBVIO que eu não farei isso NUNCA! Afinal, falamos aqui sobre o meu trabalho, a minha área de especialista. Logo, não vou ficar passando “receitinhas de bolo-de-caixinha” de “como fazer” para arrumar os erros. Assim como outros profissionais me cobram ou se recusam a ajudar em consultas, por minimas que sejam, me dou o direito de fazer o mesmo.

Se quer saber como resolver, contrate a minha assessoria, consultoria ou faça uma parceria comigo. Mas não venha me pedir de graça o que levei anos estudando.

4 – “Dono da verdade”

Não me coloco como “dono da verdade ou do saber”. Porém, tenho segurança e conhecimento suficiente para indicar o que vejo de errado nos projetos. São erros básicos, crassos, que qualquer especialista da área de iluminação e lighting consegue ver ao observar fotos ou ambientes reais, que deixam claro que existe sim uma grande diferença entre um arquiteto, designer ou engenheiro sem especialização na área para os especialistas na área. E isso fica claro na observação/avaliação dos projetos. Mas, conviver com críticas – especialmente aquelas que mostram os erros – é algo impensável e insuportável para determinados egos.

5 – “Xoxando” outros profissionais?

Não mesmo. Minha intenção não é ridicularizar publicamente quem quer que seja até mesmo porque sei que esse tipo de coisa pode render processos por danos morais.

No entanto, de uma forma educativa – e sem citar nomes – exponho os problemas que encontro nos projetos como forma de alertar aos profissionais e ao mercado sobre a importância da parceria com os profissionais especialistas em iluminação e lighting design.

Engraçado que nas universidades ninguém reclama dos professores que mostram nas aulas uma carrada de fotos com erros, seja de que profissional for.

Bom, por hora é isso. Isso serve apenas para esclarecer alguns pontos sobre este blog ok? E lembrem-se:

Eu sou responsável apenas pelo que escrevo/falo.

JAMAIS pelo que você entende.

LD> + e + erros

É, vamos analisar mais algumas imagens para entender onde estão os erros cometidos nos projetos de iluminação dos mesmos?

Porém desta vez vou colocar também imagens de projetos nacionais que encontrei pela web. Vou começar a também usar imagens de projetos nacionais pois tem mais a ver com a nossa realidade.

Começando…

Tudo bem que o quarto é grande e blablabla… Mas este mega lustre aí não tem nada a ver (à não ser com frivolidades e falta de bom senso). Fico imaginando a empregada metendo a cabeça nele toda vez que vai arrumar a cama… Além de que, para um quarto, este tipo de lustre gasta um pouquinho demais de energia elétrica. Aliás, aficiência não é o forte deste projeto, basta olhar as luminárias (se conhece-las bem) e perceber as lâmpadas que elas usam…

Ainda sem sair do quarto, esta outra imagem mostra o erro mais comum que deixa claro que o profissional não entende muito bem sobre conforto lumínico e, consequentemente, projetos de iluminação. Já falei várias vezes sobre este erro aqui no blog. Onde está?

*Respondo no final do post (1)

Como estávamos falando, lá no quarto, sobre eficiência energética, não posso deixar de colocar esta imagem aqui neste post. A altura de instalação das luminárias está legal pois não atrapalha a visualização do outro lado da mesa mesmo com as pessoas em pé. No entanto, vocês contaram quantas luminárias tem sobre esta mesa? 4X5=20 luminárias!!! Cada uma com uma lâmpada bipino. Pelo catálogo da Philips, cada lâmpada dessa consome 40W ou 60W.

Logo, temos um consumo de 800W ou de 1.200W, dependendo de qual delas foi usada, apenas sobre esta mesa!!!! Totalmente absurdo!!!

Vamos dar uma chegadinha até o banheiro?

Bizarro isso!!! Bizarramente descuidado e irresponsável!!!

Lembro que as lâmpadas halógenas esquentam demais atingindo temperaturas absurdas durante o funcionamento. É só chegar perto de uma luminária qualquer que use halógena e perceberão isso. E a pessoa que projetou este banheiro vem e coloca uma cortina de tecido a centímetros da luminária… Depois, quando acontece um incêndio a responsabilidade certamente será do eletricista que instalou mau e porcamente a luminária e provocou um curto né??

#AFF

Vamos pras salas???

Qual a lâmpada destas luminárias???

Exato! AR111.

Coitada da pessoa que se sentar nesta cadeira para apreciar a paisagem ou ler um livro… Pode ser uma boa para quem está em busca de “bronzeamento artificial” ganhando, de bônus, um belo câncer de pele…

Não conhecer o funcionamento dos fachos das lâmpadas bem como não se atentar à questões estéticas e técnicas (especialmente afinação da iluminação) resulta nesse tipo de… de… absurdo estético, pra ser bem legal e nada desrespeitoso…

Ok, o projeto de interiores está lindo!!! Mas aqui, a sanca está (apesar de não parecer na foto) causando um sério problema: ofuscamento. É só olhar para ela e imaginar-se sentado numa daquelas cadeiras.

Esta imagem me lembrou de uma matéria que saiu na Lume Arquitetura, na edição n° 52, falando sobre o uso das cores nos projetos. Aqui, além da cor alterar a obra do artista plástico (certamente sem o seu consentimento), os fachos das lâmpadas distorcem a percepção da obra ao criar pontos luminosos onde, originalmente, não existem. Devemos considerar também a ausência da afinação que percebemos ao olhar o alinhamento dos fachos sobre o quadro e no chão.

Reflexos e mais reflexos, e também, reflexões…

Observem, especialmente, o resultado da iluminação sobre o papel de parede metalizado…

Observem também o foco na tela…

Achou pouco? Tem esta outra foto do mesmo ambiente que mostra mais reflexos:

Como se pode ver, um belo projeto de um decorado nacional, destruído por erros crassos de iluminação… A quantidade de reflexos manchando o teto é absurda!!! E quais os materiais que refletem a luz??? Já escrevi sobre isso várias vezes.

De novo, problemas com materiais reflexivos manchando o teto, estragando o projeto. Outro detalhe: impossível não prestar atenção nas sombras projetadas das telas…

Aqui, de cara, já percebemos dois erros: reflexo no teto e ofuscamento na parede atrás da mesa. Ou dminui-se a quantidade de luz que sai da sanca e banha a parede, ou escureça a parede um pouco para quebrar o ofuscamento. Talvez, se a luz tivesse TC um pouco mais baixa essa sensação não aconteceria pois ficaria mais suave.

Bora cozinhar??

Perceberam que não existe um foco de luz direcionado sobre o fogão? Não, a luz embutida sob os armários não é suficiente. Outro detalhe é a luminária sobre a pia certamente, para dar uma “bossa a mais” ao projeto. No entanto, fico pensando no uso de água quente, o vapor subindo e pegando diretamente na lâmpada e na luminária…

Perceberam também que não há uma iluminação geral para facilitar a limpeza do ambiente?

hum…

O terror da falta de noção sobre fachos, estética e afinação da luz…

#EuHeim!!! =0

E para encerrar, um ambiente comercial…

As sancas e os embutidos já resolveriam o ambiente tranquilamente se tivessem uma luz mais baixa. Mas não, o “proficionau equisperti” (sim fui irônico pois percebe-se que não se entende nada de luz nesse projeto) e que quer ganhar mais ainda em cima dos clientes através das RTs, tem de inventar de meter uma “bossa a mais” no projeto e enfiam mais gastos com peças e acabam chegando a um resultado inútil esteticamente e visualmente. Não percebeu? Outra foto:

Agora, volte na imagem anterior e localize estas luminárias. Percebe como o efeito simplesmente desapareceu? Sabe o porque disso? Uma ampla luz banhando a parede onde estão as luminárias (na verdade são balizadores aplicados de outra forma).

#Fail

É, tá difícil convencer os clientes da importância de um BOM projeto de iluminação (LD) e, principalmente, feito por ESPECIALISTAS, quando as referências que eles encontram na web e nas mídias ditas especializadas ou “as melhores ou maiores” apresentam essas cacas como “o must”.

#AAAAAAAAAAAAFFFFF

*Resposta:

(1) deite-se na cama e olhe para o teto…

 

Ofício encaminhado à Reitoria da Uel sobre o Cine Teatro Ouro Verde

Londrina, 14 de fevereiro de 2012.

Magnífica Reitora
Prof. Dra. Nádina Aparecida Moreno
Universidade Estadual de Londrina
Londrina – Paraná

Senhora Reitora,

Assunto: Doação de Projeto de Lighting Design para a Reconstrução do Cine Teatro Ouro Verde.

Lamentavelmente fomos surpreendidos com o incêndio que destruiu boa parte de nosso Teatro Ouro Verde neste último domingo, dia 12 de fevereiro p.p. A tristeza afetou a todos os moradores desta cidade, pois reconhecemos que este Teatro apresenta um significado importante da história de nossa cidade e ponto fundamental para a cultura: é nosso patrimônio histórico e cultural que não devemos deixar desmoronar.

Na qualidade de neto e bisneto de pioneiros que construíram esta cidade por meio de seu trabalho braçal, compreendo que este é um momento de solidariedade, parceria e união de esforços para além de interesses pessoais.

Recordo-me do orgulho de meu avô, Lauro Jorge Tramontini, o qual com seu pai e seus irmãos, foram os responsáveis por todo o antigo calçamento de paralelepípedos e também pela construção das primeiras praças desta cidade, especialmente a Praça Mal. Floriano Peixoto, esta desenhada e construída pelo meu avô. Orgulho de reconhecer sua participação na construção da cidade de Londrina. É justamente este testemunho pioneiro e cidadão que me move a escrever e apresentar minha proposta de colaborar gratuitamente, oferecendo meus serviços e competência profissional, na reconstrução do Teatro Ouro Verde. Quero ter a oportunidade de sentir o mesmo orgulho de meu avô!

Resido na cidade de Londrina. Sou Designer de Interiores/Ambientes especializado na elaboração e execução de projetos de iluminação ou, como é denominado internacionalmente, Lighting Design. Mantenho um blog bastante respeitado e renomado na Internet sobre as áreas de Design e Iluminação que, com menos de quatro anos de existência está para atingir a marca dos um milhão de acessos.

Também, atualmente, sou um dos colunistas da revista Lume Arquitetura, referência em Lighting Design no Brasil.

Assim sendo, em respeito à história de nossa cidade e como cidadão consciente da responsabilidade ética, solidária e profissional, eu me disponho a empreender todos os esforços que forem necessários – exclusivamente a título de doação – para elaborar sem quaisquer ônus para a Universidade o projeto completo de Iluminação (Lighting Design) para a reconstrução do nosso Teatro Ouro Verde, que envolve fachada da edificação, salas administrativas, áreas comuns e de circulação, auditório, palco, coxias, camarins e demais espaços de uso privativo e público.

Reforçando a seriedade desta proposta, a renomada iluminadora Jamile Tormann (vide currículo e contatos abaixo) se dispôs a também realizar o projeto de iluminação do palco, junto comigo, de forma gratuita para a reconstrução deste nosso patrimônio histórico.

Também a editora da Revista Lume Arquitetura, Srª Maria Clara De Maio, já me ofereceu uma matéria reservada na revista assim que a reconstrução e implementação de meu projeto estiver pronto.

Em seguida, para corroborar a seriedade de minha proposta, apresento abaixo um elenco de referências profissionais da área constituído por profissionais de renome nacional e internacional, dentre os quais, destacam-se aqueles que, na forma de parceria, querem se unir para colaborar com a implementação desta proposta que ora apresento a Vossa Magnificência:

JAMILE TORMAN
Arquiteta pela USU (RJ) com Licenciatura Plena em Artes Visuais pela FADM (DF), especialista em Iluminação e Designer de Interiores pela UCB (RJ) e Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UNB (DF). Coordenadora Pedagógica e Professora de Iluminação Cênica no Curso de Pós-graduação em Iluminação e Design de Interiores pelo IPOG. Autora do livro Caderno de Iluminação: arte e ciência. Editora Música e Tecnologia – RJ, 2006. É Sócia fundadora da Associação Brasileira de Iluminação Cênica – AbrIC, e Associação Brasileira de Iluminação – ABIL e ABRIP – Associação Brasileira de Iluminação Profissional.
jamile@jamiletormann.comhttp://www.jamiletormann.com/html/index.php
(61) 3208 4444 / 78124442

FARLLEY DERZE
Doutorando em Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo. Professor de História da Iluminação do IPOG. Especialista em História da Arte. Membro do Núcleo de Estética e Semiótica da UnB (DF). Diretor de Gestão e Pesquisa da Empresa Jamile Tormann Iluminação Cênica e Arquitetural LTDA. Colunista da Revista Luz & Cena (RJ).
farlley@ipog.edu.br

MARIA CLARA DE MAIO
Editora da Revista Lume Arquitetura (www.lumearquitetura.com.br)
mariaclara@lumearquitetura.com.br

Na certeza de sua atenção e no aguardo de uma resposta, expresso meu apoio e minha consideração.

Atenciosamente,

___________________________________
      PAULO OLIVEIRA
Lighting Designer e Designer de Ambientes
Associado: ABIL / ABD / AsBAI

Ofício protocolado em:

15/02/2012

Às 09:28:28 horas

Sob o número 2863.2012.97

Na Divisão de Protocolo e Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Londrina e o CCZ – a novela continua…

Pois é gente. Por estas terras, berço de mensaleiros e laboratório de tantas maracutaias politicas eis que aparece mais uma: o tão esperado e mais que urgentemente necessário Centro de Controlo de Zoonozes (CCZ). Mas calma, nada é tão simples assim. Ainda não saiu do papel, pra variar…

Bom, o que me leva a escrever sobre isso é que analisando o edital encontrei várias incoerências e irregularidades sendo a principal, o fechamento do mesmo exclusivamente para arquitetos e engenheiros. Sim, são exatamente estas palavras que constam lá: arquitetos e engenheiros.

Pois bem, vamos analisar então a situação como um todo.

Tempos atras quando começou o barulho em cima da construção deste CCZ aqui em Londrina, estranhamente o SOS Animal daqui juntou-se à prefeitura, fazendo coro ao apresentar um espaço que mais me pareceu um mero depósito de cães de rua. Nem de longe lembra um CCZ na infra-estrutura necessária. Depois disso todos sumiram da mídia sobre este assunto e só retornam agora.

Ontem sou surpreendido com a notícia de que pela segunda vez a licitação foi deserta ou seja, não houveram interessados. Das duas uma: ou os profissionais daqui são incompetentes e não fazem a menor idéia de como projetar um CCZ atendendo às necessidades reais deste espaço ou a coisa foi tão mal feita pela prefeitura que ninguém ficou sabendo. Pra mim, uma mistura das duas coisas.

Claro, nao posso deixar de citar que tem um arquiteto aqui em Londrina que é eterno amiguinho da prefeitura e sempre acaba pegando estes projetos desertos para fazer suas sandices. Em troca recebe da prefeitura e políticos apoio ao seu projeto esdrúxulo de transformar Londrina numa cópia ridícula e fajuta de Londres, desprezando absurdamente a verdadeira história desta cidade.

Bom mas voltemos ao edital. Quem quiser ler na íntegra, está aqui para vocês baixarem o PDF:

tp0023_11_edital

Pois bem, vamos analisar alguns trechos desta coisa chamada edital.

OBJETO: Elaboração de projetos complementares para a Construção de Unidade de Controle de Zoonoses na Fazenda Refúgio – Londrina/PR.

A primeira parte é uma apresentação da Lei de Licitações municipal. As condicionantes para que uma empresa possa participar do certame. O que interessa mesmo é o Anexo I onde temos a descrição dos lotes em disputa:

LOTE 01:
Serviços – Contratação de sondagem do tipo SPT, para uma edificação de 2.000 m², com no mínimo 5 furos, seguindo normas das NBRs – 6484 – 6502 – 7250.
R$ 7.962,50

LOTE 02:
Serviços – Contratação de projetos, Arquitetônico e complementares (conforme memorial descritivo), para Construção do Centro de Zoonoses com área de 2.000 m².
R$ 205.500,00

Pois bem, entende-se por “projetos complementares” todos aqueles que não fazem parte do sistema estrutural da edificação. Assim temos: elétrica, hidrossanitario, segurança, acessibilidade, interiores, lighting design (ou iluminação), paisagismo, etc.

Então, porque raios consta isso aqui no presente edital?

“1.2. São documentos específicos para este certame, devendo, também, constar do ENVELOPE 1
(UM):
I – Prova de regularidade para com o CREA, mediante apresentação de Certidão de
Registro de Pessoa Jurídica, comprovando que tanto a empresa quanto o responsável
técnico pela obra encontram-se em situação regular, nos termos da Lei n.º 5.194 de
24/12/66, bem como Resolução n.º 218/73 e 266/79 do CONFEA;

II – Comprovação de aptidão para desempenho da atividade pertinente e compatível com
o objeto da licitação, através da apresentação da Certidão de Acervo Técnico
expedida pelo CREA, em nome do responsável técnico pela empresa licitante,
acompanhada do Atestado(s) emitido(s) por pessoas jurídicas de direito público ou
privado sendo pertinente e compatível: LOTE 01 – prestação de serviços de sondagem
através da apresentação da cópia de Acervo Técnico emitido pelo CREA, bem como,
cópia de Atestado de Capacidade Técnica; LOTE 02 – prestação de serviços de
topografia, projeto de fundações e estruturas, projeto de arquitetura, projeto de
instalações hidráulicas e sanitárias, projeto de instalações elétricas e eletrônicas,
projeto de instalações mecânicas, projeto de instalações de prevenção e combate a
incêndio, através da apresentação da cópia de Acervo Técnico emitido pelo CREA,
bem como, cópia de Atestado de Capacidade Técnica.”

Tudo fechado junto ao CREA, numa reserva de mercado descarada para arquitetos e engenheiros. Porém existem áreas neste projeto global onde nós, Designers de Interiores/Ambientes e Lighting Designers, poderíamos atuar tranquilamente dada a nossa formação acadêmica específica.

Ah sim, vão dizer que é por causa da fiscalização e responsabilidade técnica? Nada que uma boa cláusula contratual não resolva como já expliquei várias vezes aqui neste blog. Se o profissional é sério e responsável, não temerá uma cláusula de responsabilidade técnica.

Conheço muitos arquitetos e engenheiros que mal sabem desenhar uma planta baixa decente, fruto das “uniesquinas” que proliferaram-se por nosso país. Logo, esta exigência é inaceitável.

Pois bem, mas isso também se deve à inexistência de nossa regulamentação profissional. Enquanto os profissionais da área ficam posando de pavões e peruas, a categoria carece seriamente de apoio para que a regulamentação seja efetivada como deve ser feita. O egoísmo e o “isso não me afeta” é o que mais prejudica qualquer tentativa de regulamentação profissional de nossa área. Mas não a regulamentação fantasiosa e ineficiente proposta pela ABD e sim, aquela proposta pelo grupo do prof Freddy Van Camp.

Mantemos no Facebook um grupo onde denunciamos maus tratos, anunciamos boas ações e pedidos de ajuda:

MAGGYE – REDE PARA CÂES DOADORES DE SANGUE EM LONDRINA E REGIÃO

Este grupo nasceu após perdermos a nossa Maggye para a erlichiose canina (doença do carrapato) e pela falta de Banco de Sangue em junho/11. Londrina está infestada de carrapatos e são muitos os pets que vem sofrendo com esta doença e outras mais. Temos tido um grande apoio de moradores de Londrina e região bem como de alguns jornalistas não comprados pela admimistração pública.

Não entendemos os CCZs como meros depósitos de cães de rua à espera da eutanázia como alguns gestores tem colocado irresponsavelmente na mídia. Entendemos sim como um espaço para acolhimento, tratamento, doação através da posse responsável, castração, ações de prevenção, combate e controle às zoonozes urbanas bem como um laboratório de análises clínicas avançado (que Londrina não oferece em lugar algum à população) e de atendimento em casos específicos como é o caso do Banco de Sangue (coleta/doação/ transfusão) públicos, de acesso livre, diferente do que acontece com o do Hospital Veterinário da UEL que, apesar de ser um orgão público, não fornece sangue para clínicas particulares. Aberto todos os dias, 24h incluindo domingos e feriados.

Que abrigue também um corpo da promotoria de defesa animal para que possam, no exato momento da entrada/denuncia, inteirar-se do fato ocorrido para tomar as devidas providências legais.

Assim, venho publicamente oferecer, de graça, à prefeitura os meus serviços como Designer de Interiores/Ambientes e Lighting Designer para projetar o CCZ dentro do que me compete:

– projeto de iluminação decente e que atenda às reais necessidades do CCZ;

– projeto de interiores global (envolvendo tudo o que está em minhas atribuições profissionais);

O projeto arquitetônico, tenho um amigo arquiteto que tenho certeza que o fará também de graça já que ele também é um grande amante e defensor dos animais.

Mas com algumas condicionantes:

1 – um corpo clínico (veterinários e funcionários da rede pública de saúde) escolhido e indicado pelos gestores da Rede Maggye para que possam indicar o verdadeiro programa de necessidades de um CCZ decente;

2 – Um corpo gestor para realizar o acompanhamento das obras bem como dos pagamentos realizados com membros da Secretaria Municipal da Saúde e membros da sociedade civil (sem coleguismos/apadrinhamentos/outros por parte da ADM pública) devendo primeiramente serem analisados os nomes indicados pelos profissionais envolvidos no projeto;

3 – Isenção de interferências projetuais pelos gestores públicos;

4 – Liberdade de criação projetual.

5 – Outros tópicos que serão posteriormente discutidos.

A fiscalização através do CREA/CAU poderá ser realizada tranquilamente, desde que apenas sobre as suas áreas/profissionais de competência respeitando a liberdade das minhas áreas cujas responsabilidades serão formalizadas no contrato.

Assim, fica a oferta e o desafio à Prefeitura de Londrina.

Ou será que discordam de alguns itens elencados pois sabem que não conseguirão meter a mão na cumbuca se assim o for e, portanto, farão de conta que não ficaram sabendo desta minha proposta?

Vamos trabalhar decentemente por uma Londrina realmente digna para todos?

LD> mídia desinformada, de novo.

Recebi este link no facebook da Ro, do Simples Decoração, e não tenho como (#EuNãoAguento rsrsrsrs) deixar passar em branco.

Mais um post falando sobre a mídia que mais desinforma e distorce as coisas atrapalhando cada dia mais o mercado.

A matéria em questão é esta aqui (não colocarei as fotos pois como é uma crítica eles podem ficar bravinhos e querer me processar por DA ahahaha).

Vou então analisar parte por partes (olhem as fotos e textos originais no link e acompanhem a análise por aqui).

Primeiro ponto que eu não consigo entender nessas matérias dessa “mídia sem noção e desinformada” é: porque quando falam de iluminação artificial, as fotos são – em sua grande maioria – diurnas? É o caso desta matéria.

Na abertura da matéria são citadas frases do Guinter Parschalk. No entanto, duvido que ele as tenha colocado literalmente como foram transcritas ou, se foram realmente, seria muita leviandade dele partindo do pressuposto que a grande maioria dos leitores desta revista são leigos em arquitetura e design, quiçá em iluminação e lighting. Acredito na primeira opção. Ele pode até ter dito desta forma, porém excluíram o restante que complementaria e evitaria interpretações dúbias, conhecendo-o como conheço.

A indireta, mais intimista, é boa para quem vai ouvir música. Já a geral clareia o espaço de forma homogênea” – duvido que ele tenha colocado apenas dessa forma.

Aí o jornalista resolve interpretar o restante que ele escreveu (ou disse) e me solta isso:

Para a leitura, basta um abajur ou uma coluna de piso, com foco direto.

Aham, aí a dona Maria (aquela sem curso, metida a decoradora) vai lá e compra uma peça dessas com dicróica, AR, PAR…) e coloca ali para ler… Imaginem a cena de algum familiar lendo com uma dicróica logo acima.

Bom, vamos analisar as fotos e as descrições das mesmas:

FOTO 1 –

O primeiro exemplo é um projeto do Guinter.

Eu, particularmente, não gosto dessa mistureba de luminárias. Mas cliente é cliente, ele quem está pagando e se ele quer assim, que o seja.

Tem uma luminária com PAR30 presa na viga lá no estar.

Perceberam a altura em que foi colocada?

Sabem o porque disso??

Já escrevi várias vezes aqui neste blog sobre as alturas/distâncias mínimas dos usuários/objetos que determinadas lâmpadas exigem. Olhem o PD desta sala.

Perfeito!

Porém o mais irritante desta foto é a janelinha lá no fundo em cima: foto tirada de dia!!!

FOTO 2 –

Plafons de embutir“.

Alguém, por favor, me traduza isso?

Alguém sabe me dizer se é algum modelo novo de luminária?

O fotógrafo se esqueceu de tirar fotos dessas preciosidades raríssimas?

Ou será que os conhecidos EMBUTIDOS ganharam um novo nome mais afrescalhado?

TREZE dicróicas (tem mais com certeza, é só olhar o alinhamento da primeira linha que aparece com o sofá) numa sala dessas é querer montar uma sauna além de fritar a pele dos usuários já que o teto foi rebaixado com gesso..

Ah, mas o split está lá no fundo escondido dentro do armário acima da TV. Ou seja, sustentabilidade ZERO.

Perceberam também que tem uma mancha no teto bem acima da mesinha de centro provocada por reflexo de algum dos objetos sobre a mesinha?

FOTO 3 –

Adorei a solução do rasgo de 60cm próximo à parede. Porém, quem não lê e olha a foto pensa que ali tem uma clarabóia ou algo assim, ficando meio confusa a leitura/interpretação. Na leitura isso é explicado.

Porém, esse elemento, pela quantidade de luz, não evidencia a madeira como diz o texto e sim deforma-a. Percebam a diferença de visualização dela embaixo e à medida em que vamos subindo o olhar pela parede em direção à luz. Fica algo “chapado”. Pela foto dá impressão de ser uma lâmina e não filetes de madeira.

Sobre a mesa, um dos “hits” do design: a luminária bossa. Linda, chique mas tem de saber usa-la.

O tampo da mesa branco lustrado provoca o que?

Reflexão.

Que quando encontra algum objeto no caminho provoca o que?

Projeção de sombra.

Bingo!

Detonaram o ambiente por causa de um dado simples, básico que certamente não foi pensado na hora do projetar.

Um outro detalhe: não sei se é mesmo pois a matéria não fala mas os embutidos, pelo tamanho, devem ser para lâmpadas AR111.

Num teto baixo desses???

=0
G-zuizzzz!!!!

FOTO 4 –

Na sala de jantar, gostei da solução sobre a mesa com iluminação indireta e rebatida no teto. Porém, tem muita luz explodindo no teto.

Para alguém que tem fotofobia (como eu) isso pode tornar um almoço ou jantar extremamente desagradável.

No escritório, oxalá a luminária sobre a mesa não seja de AR111…. parece ser…

O rasgo no corredor está ótimo.

FOTO 5 –

Iluminação simples demais para este ambiente.

Quatro dicróicas de 50W sobre esta mesinha? 200W no total? Tem muita luz aí não?

Segundo o(a) jornalista “wall washing significa “lavar a parede com luz”“. Pelo visto não sabe que palavras em inglês terminadas em “ing” significam gerúndio (arrrrghhhh). O correto nesse texto seria então “lavando” e não “lavar”.

Outro detalhe: o correto na linguagem do LD é WASH e não WASHING.

PD baixo, rebaixado com gesso e “Para realçar as velas e o livro sobre a mesa de centro, há lâmpadas AR 70 de facho concentrado“.

=0
#Murri

(as velas também após derreterem…)

FOTO 6 –

Melhor eu nem comentar a lambança desta foto, muito menos o que o(a) jornalista escreveu…

Só um: não é porque o LD tem suas raízes na iluminação cênica que os projetos de iluminação tem de virar um palco circense.

FOTO 7 –

Pouca luz para o tamanho do ambiente.

Acertaram nos rasgos revestidos com palha.

Mas, “Na estante, há lâmpadas T5 amarelas(…)“.

AMARELAS?
=0

Pelo visto não conhecem  TC (Temperatura de Cor).

Amarelo é isso aqui ó:


Aquilo são fluorescentes com baixa temperatura de cor. Tá, nem tão baixo assim… médio, digamos.

Observem também a quantidade de reflexos e sombras no teto na área da mesa de centro. Deve ser por causa dessa nova lâmpada que eu também desconheço: minidicróicas AR70.

Outro detalhe é que as “minidicróicas AR70“(SIC) “enfocam” desnecessariamente o quadro, já que tem um abajour de luz descontrolada bem na frente dele…

#EuHeim..

FOTO 7 –

Sobre a mesa eu não entendi o que “usa lâmpadas bolinha de 5W“. O lustre ou a sanca??? (Esses jornalistas e redatores… ai ai ai…)

Se for no lustre, deve ter umas 20 dessas dentro dele pois tem muita luz saindo dali…

Se for na sanca, tem muito photoshop nessa foto pois a luz está reta demais…

=0

Ah, a foto do projeto de iluminação artificial foi tirada de dia…

FOTO 8 –

Bom, particularmente, acredito que este tipo de… de… [“plafons de embutir” (SIC), de novo??? =0] embutidos são mais adequados para ambientes comerciais e institucionais, especialmente os grandes como esses (1mX1m).

#NãoCurti

Ainda questiono muito sobre esse tipo de peça ser considerado “iluminação indireta” por algumas indústrias de luminárias o que faz os profissionais e a mídia não especialistas saírem replicando essa informação, como é o caso. A luz sai diretamente dela para o ambiente. Não é porque tem uma “capa” de vidro (ou seja lá o que for) entre a lâmpada e o ambiente (ou objeto) iluminado por ela, que a transforma em indireta.

Sinceramente?

Creio que a idéia do projetista na área das minidicróicas “bugou” (termo usado em jogos online quando dá pau, trava, etc). Percebam como está confusa a visualização das luminárias e do efeito…

FOTO 9 –

Estou com dificuldades de entender o texto da foto (rsrsrsrs). Por isso vou analisar só a foto.

No “abajour gigante” percebem as manchas brancas onde estão as lâmpadas?

No jantar, tudo bem este tipo de pendente que banha de luz todo o espaço já que não há efeitos nas paredes.

Diferente do, provavelmente, home theater onde (de novo) os giga embutidos destróem o efeito das minidicroicas.

FOTO 10 –

Típico projeto de profissionais não especializados em Lighting Design:

Os ícones de iluminação não são específicos (norma)e não trazem as informações da lâmpada (quantidade por luminária, W por lâmpada, etc).

Este tipo de projeto me lembra claramente aqueles que são jogados – por alguns profissionais – sobre as mesas dos vendedores de lojas de iluminação acompanhados de frases como:

Eu pensei em algo assim…

Ou seja, traduzindo literalmente:

“Resolva isso pra mim pois eu não faço a menor idéia do que usar…”

Bom gente, esse é mais um exemplo da mídia “que se diz especializada” que na verdade mais desinforma que informa.

Perceberam que eles trazem na abertura um LD renomado e depois passam para profissionais não especializados?

Lá quase no final – foto 9 – trazem o Maneco (LD, porém ele tem projetos bem melhores para mostrar que este) e retornam fecham com uma pérola dos típicos não especializados na área.

Infelizmente, esta é a mídia nacional que cobre a nossa área.

A sorte é que temos a Lume Arquitetura para nos salvar com matérias de qualidade.

Marcenarias: vamos educar o mercado?

Profiçionalizmo…

Acho que já comentei isso aqui em meu blog mas não me lembro se cheguei a me aprofundar sobre o assunto. Então vamos lá: a bola da vez é a safadeza da maioria dos marceneiros. Mas calma gente, a culpa não é só deles, é também de péssimos e folgados profissionais de design e arquitetura que educaram o mercado dessa forma.

Seguinte: em março, comprei os materiais (madeiras, MDF, ferragens, etc) para fazer dois móveis aqui de casa (cabeceira e painel para TV). Estão guardados lá na loja desde o dia da compra. Até aí tudo bem.

O problema é que eu simplesmente não estou conseguindo um marceneiro que me façam os móveis. A resposta é sempre:

“Não trabalhamos assim, com o projetista fornecendo o material. Nós que compramos o material.”

CraroCreidi, tá me achando com cara de idiota??? SentaLáCreidi!!!

Sabem porque eles não trabalham assim? Então vamos esclarecer as coisas e colocar tudo em pratos limpos.

A verdade é que eles compram os materiais e revendem pelo dobro do preço.

Geralmente o custo calculado por eles para executarem um projeto é formulado assim:

Custo do material + 100% deste custo + mão de obra (100% em cima da soma dos dois anteriores).

Em números para ficar melhor exemplificado:

Custo material: R$ 1.800,00
Custo material repassado ao cliente: R$ 3.600,00
Mão de obra: R$ 5.400,00
Custo final: R$ 9.000,00

Perceberam a safadeza? Isso é uma PUTA falta de respeito tanto com os profissionais – que chamam de “parceiros” e ainda ligam reclamando quando sumimos – quanto com os clientes.

No entanto devo ressaltar aqui a parcela de culpa dos péssimos profissionais que geraram – e mantém – esse tipo de sem vergonhice no mercado: os profissionais de design e de arquitetura. Sim, estes tem culpa também.

Explico:

É fácil desenhar um móvel (até meu sobrinho com suas garatujas o faz). Difícil é projetar um móvel valendo-se de TODAS as etapas que isso exige. Incluindo a COMPRA dos materiais necessários.

Mas os folgados e preguiçosos preferem deixar esse trabalho para os marceneiros. Escolhem o padrão ou textura pela web, por catálogos ou amostras e deixam o resto todo nas mãos dos marceneiros. Os mauricinhos e patricinhas de plantão se recusam a ir sujar suas roupas e sapatos nesse tipo de lojas. Geralmente tem uma visão dantesca desse tipo de ambiente e arrisco-me a afirmar com certeza de que a maioria NUNCA entrou numa loja desta.

Pra que vão perder tempo numa loja de madeiras e MDF se tenho quem faz para mim? “Eu escolho daqui, ele vai lá e compra.”

Ah não posso deixar de citar também que a grande maioria dos projetos que chegam às mãos hábeis dos marceneiros vem irregulares, cheios de falhas e também tem aqueles só esboçados geralmente acompanhados de frases como:

“Você sabe fazer, então resolva a estrutura”.

BURROS!!!
ASNOS!!!!
INCOMPETENTES!!!
IRRESPONSÁVEIS!!!!

Depois tem a cara de pau de reclamar do preço cobrado pelos marceneiros. Tem a cara de pau de apresentar-se como Designers.

Por causa de vocês é praticamente impossível encontrar um marceneiro que faça estes dois móveis aqui para minha casa (já tive esse problema em outros projetos para clientes e tenho certeza que praticamente 100% dos que já tentaram isso não tiveram sucesso).

SE o mercado tivesse sido EDUCADO da maneira correta – por bons e conscientes profissionais – essas coisas não ocorreriam.

Então vamos nos unir e DESEDUCAR essa prática absurda dos marceneiros?

Vamos passar a fazer os projetos COMPLETOS, comprando os materiais e forçando-os a abandonar esse estelionato enrrustido?

Passe a comprar os materiais que serão usados em marcenaria e pare de trabalhar com marceneiros que não aceitam essa forma de prestação de serviços.

Ou vão preferir continuar perdendo clientes por causa do alto custo da execução dos projetos ou por não encontrar um marceneiro decente e ético que produza seus móveis?

Dia do Designer de Interiores

Estranha-me pesquisar da web e perceber que existe uma certa confusão na escolha desta data comemorativa. Não é por menos, ambas são impostas por entidades ditas representativas da classe.

Uma no primeiro semestre e outra recém passada.

Eu? Não comemoro nem uma e nem outra pelo simples fato de preferir a data 5/11 quando é comemorado o Dia Nacional do Design – oficialmente aprovada e promulgada pelo Congresso Nacional.

Alem da legalidade jurídica desta data, ela é alusiva a um grande designer brasileiro: ALOÍSIO MAGALHÃES, PERNAMBUCANO IMPORTANTÍSSIMO NA HISTÓRIA DO DESIGN BRASILEIRO.

Chega de rinhas idiotas e separações ou segmentações. Design é Design e ponto! Não há um porque sensato em separar a nossa área do restante do Design.

Se o dia oficial é 5/11, comemoremos então corretamente nesta data e não em datas nada a ver baseada em pavonices de gente que não tem o que fazer. Aliás tem sim: dizer que nos representa quando na verdade só serve para atrapalhar e desenvolvimento de nossa profissão.

É ABD, este recado foi para vocês sim!!!

Sou totalmente contrário ao projeto de regulamentação que vocês estão negociando nos bastidores do CN pois ele vai trocar seis por meia dúzia ou seja: não vai mudar NADA, tudo vai continuar a mesma ZONA e vocês continuarão aí acreditando que reinam e são senhores da razão.

Onde é que está a correta separação entre os profissionais que atuam na área que até agora vocês não fizeram e permitem que qualquer zé mané se denomine “dezáiner de interiores”?

Onde é que estão as ações eficazes de proteção do mercado contra esses embustes (profissionais e cursos) e dos profissionais que dizem representar?

Sinceramente, com essa newsletter idiotizada que recebo via e-mail e aquele jornaleco que recebo pelo correio vocês estão é débito com tudo que pago anualmente para vocês. Materiais absolutamente inócuos, sem noção da realidade.

Voltando ao tema da regulamentação, quem é a ABD para tirar o Design de Interiores do processo de regulamentação que esta sendo trabalhado pelo grupo que o mestre Freddy Van Camp faz parte que tem um projeto de regulamentação do DESIGN? Quem autorizou vocês a fazerem isso alegando que tem um projeto próprio (LIXO) e falar “em nome de” todos nós profissionais sérios da área de design de interiores???

Não recebi qualquer coisa de vocês me questionando se eu aceitava isso ou não, como associado da ABD e também não conheço nenhum outro profissional ligado à ABD que tenha sido questionado sobre isso – salvo a diretoria e amiguinhos.

Portanto, não apóio esse lixo de projeto (piada) regulamentista de vocês e apoio sim integralmente o outro, o original, sensato, estudado, exaustivamente debatido entre associações, profissionais e mercado, com delimitações profissionais sérias e dentro da Lei.

Então fica aqui o recado: Não ao projeto da ABD. Não a qualquer dia comemorativo que não seja o 5/11.

Então, dia 5/11 eu comemoro sim.

O projeto de regulamentação do Design eu apóio sim!

O resto, é trairagem, fuleragem e pavonices desnecessárias de gente que não tem o que fazer.

E que venha 5/11. Ainda não conquistamos o que desejamos, não temos o reconhecimento que merecemos. Mas somos Designers, não desistimos NUNCA!