AGENTE ERGONÔMICO A PARTIR DE 23/02/91
NR-17 – ERGONOMIA
17.5.3 – Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade.
17.5.3.1 – A iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e difusa.
17.5.3.2 – A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos.
17.5.3.3 – Os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho são os valores de iluminâncias estabelecidas na NBR 5413, norma brasileira registrada no INMETRO.
17.5.3.4 – A medição dos níveis de iluminamento previstos no subitem 17.5.3.3 deve ser feita no campo de trabalho onde se realiza a tarefa visual, utilizando-se de luxímetro com fotocélula corrigida para a sensibilidade do olho humano e em função do ângulo de incidência.
17.5.3.5 – Quando não puder ser definido o campo de trabalho previsto no subitem 17.5.3.4 este será um plano horizontal a 0,75 m do piso.
CONSEQÜÊNCIA DA ILUMINAÇÃO INADEQUADA
Tanto a iluminação insuficiente quanto a excessiva, podem reduzir e dificultar o desenvolvimento das atividades, assim como provocar perturbações visuais, fadiga visual, ofuscamento, dores de cabeça, variações no sistema nervoso, acidentes no trabalho e até mesmo variações na produtividade, prejudicando a qualidade dos produtos.
AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE ILUMINAÇÃO
- Existem duas formas básicas de iluminação:
Natural: Quando existe o aproveitamento direto (incidência) ou indireto (reflexão/ dispersão) da luz solar.
Artificial: Quando é utilizado um sistema (em geral elétrico) de iluminação, pondo ser de dois tipos:
- Geral – Para se obter o aclaramento de todo o recinto
- Suplementar – Para se reforçar o aclaramento de determinada superfície ou tarefa.
CONSEQUÊNCIAS DE UMA ILUMINAÇÃO INADEQUADA
- Maior fadiga visual e geral
- Maior risco de acidentes
- Menor produtividade/qualidade
- Ambiente psicologicamente negativo
RISCOS ASSOCIADOS
- Maior probabilidade de acidentes quando ocorre uma variação brusca da iluminância
- Efeito Estroboscópico, que é um fenômeno que pode resultar da combinação de: máquinas com partes girantes ou com movimento alterado
TAREFA VISUAL E CAMPO DE TRABALHO
Entende-se por CAMPO DE TRABALHO toda a região do espaço onde, para qualquer superfície aí situada, exigem-se condições de iluminação apropriadas à TAREFA VISUAL a ser realizada.
Sendo assim, os pontos que realmente interessam ser avaliados em um estudo de condições de iluminação, são aqueles onde são realizadas as tarefas visuais principais/habituais.
FATORES PARA UMA ILUMINAÇÃO ADEQUADA
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-reprodução de cores |
UNIDADES, GRANDEZAS E RELAÇÕES FOTOMÉTRICAS
INTENSIDADE LUMINOSA – É a emissão luminosa em uma particular direção, de uma fonte que emite 1 Candela (CD) – radiação monocromática de freqüência 540 x 10¹² Hz e cuja intensidade energética naquela direção é 1/683 Watt/Sr.
Nota: 1 Sr – ângulo sólido que subentende uma área = r² (esfera)
FLUXO LUMINOSO – Fluxo emitido por uma fonte puntiforme isotrópica (mesmo valor em todas as direções) dentro de 1 Sr, de 1 Cd. É expresso em lúmen (lm).
ILUMINÂNCIA – É o fluxo recebido por unidade de área. É expressa em lux.
1 lux = 1 lm/m²
LUMINÂNCIA – É a intensidade recebida por umidade de área, na direção de observação. É expressada em cd/m² (nit).
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