Categoria: arquitetura

  • CONAD 2010 – ainda dá tempo de participar

    Olá pessoal, depois de um longo período estou aqui tentando atualizar este blog.

    Seguinte, essa semana acontece em São Paulo mais uma edição do CONAD. Pelo que pude observar na programação este nem de longe vai lembrar os anteriores estando mais voltado e focado na área técnica. Parabéns à nova diretoria por esta alteração importantíssima.

    Abaixo a programação:

    Programação do CONAD 2010:

    16 de junho

    8h00 – Credenciamento dos palestrantes
    9h00 – Abertura do evento com Carolina Szabó – presidente da ABD
    9h15 – palestra 1: O design da emoção: quando a forma excede a função – Andrea Naccache
    10h30 – Coffee break
    11h00 – Palestra 2: Vitrinismo para emocionar os clientes – Sylvia Demetresco
    12h30 – Almoço
    14h00 – Palestra 3: Luz é emoção – Esther Stiller
    15h30 – Coffee Break
    16h00 – salas especiais
    Sala 1: Como projetar barcos (espaços pequenos) – Ana Cláudia Moreno
    Sala 2: Como projetar espaços corporativos – Cláudia Andrade
    Sala 3: Como projetar salões de beleza – Paulo Pascotto
    17h30 – Encerramento

    17 de junho

    9h00 – Palestra 1: Muito além do cool design – Luciana Stein
    10h30 – Coffee break
    11h00 – Palestra 2: Como entender e aproximar o projeto da expectativa do cliente – Sheila Walbe Ornstein
    12h30 – Almoço
    14h00 – Palestra 3: Pedrão e os neurônios virgens – Henrique Szcklo
    15h30 – Coffee Break
    16h00 – salas especiais
    Sala 1: Como cobrar honorários – Painel ABD
    Sala 2: Sustentabilidade e o Design de Interiores – Paola Figueiredo
    Sala 3: Como projetar áreas de saúde e o impacto em projetos de interiores – Silvana Tersi
    17h30 – Encerramento

    18 de junho

    9h00 – Palestra 1: Como a linguagem do teatro ajuda no contato com o cliente – André Garolli
    10h30 – Coffee break
    11h00 – Palestra 2: A construção invisível: uma viagem pelo processo criativo – Jum Nakao
    12h30 – Almoço
    14h00 – Palestra 3: Economia criativa – Ana Carla Fonseca
    15h30 – Coffee Break
    16h00 – salas especiais
    Sala 1: Como projetar academias – Patrícia Totaro
    Sala 2: Empreendedorismo: como alavancar a sua carreira – Eliana Mota
    Sala 3: Criando lojas de impacto – Caio Camargo
    17h30 – Encerramento

  • CREA autua Designers de Interiores. Saiba como agir.

    Com esse título, a ABD colocou em seu site uma matéria até que interessante sobre o tema.

    Para ler na íntegra, acesse o site nesse link.

    No entanto, não posso deixar de tecer alguns comentários, especialmente porque agora sou associado e tenho o direito de questionar, observar, propor, etc. Bom vamos lá:

    1) um erro gravíssimo nesse texto e que confirma o que escrevo ha muito tempo sobre a ABD está neste trecho:

    A atividade do Designer de Interiores (antigo decorador) existe no Brasil desde o início do século 20 e, anualmente, os diversos cursos reconhecidos pelo MEC, colocam no mercado de trabalho centenas de novos profissionais. Hoje, no Brasil, existem 70 cursos técnicos, 47 tecnólogos e 10 superiores na área de Design de Interiores. Como ignorar esse fato? Como acreditar que essa profissão não existe?”

    “Antigo Decorador”…

    Por Deus!!!!

    Ainda não aprenderam que Decorador é uma coisa e Designer de Interiores é outra completamente diferente? Que decorador é decorador e Designer de Interiores é DESIGNER?????

    Por favor diretoria da ABD, leiam isso aqui.

    * Jéthero, precisa urgentemente colocar em prática as coisas que me falou aquele dia pelo telefone!!!!

    2) A parte que  o assessor jurídico fala sobre as áreas de atuação profissional e mais abaixo onde a própria ABD faz as suas colocações é bem interessante e ressalta a hipocrisia do CREA e outros órgãos com relação à nossa atuação profissional.

    Vejam bem, nos proibir de pintar uma fachada é mais que ridículo, absurdo. Essas proibições só servem para satisfazer os egos dos profissionais protegidos por essas instituições pois se formos VER o mundo real, esses fiscais teriam de multar 90% dos predios. Me digam a quantidade de condominios que tenham feito a pintura de suas fachadas ou quantas residência tiveram suas fachadas pintadas por pintores apenas sem o acompanhamento de qualquer profissional? Geralmente os sindicos ou donos de imóveis chamam um pintor, fazem um orçamento e mandam ver e o tal CREA nem percebe isso.

    E agora vem com esse tipo de palhaçada pra cima de nós? HIPÓCRITAS!!!

    3) Ainda bem que logo abaixo no texto, o Jethero reafirmou o que eu ja postei aqui no blog:

    “Segundo Jethero Cardoso, Designer de Interiores e membro do Conselho Deliberativo da ABD, o exercício de Design de Interiores não esta de nenhuma forma vinculado ao CREA, portanto não pode ser fiscalizado por essa entidade.”

    AHHHHHHHHHHHHH alguém me ouviu e entendeu o que eu sempre disse!!!!!!

    4) Infelizmente, essa ação da ABD só aconteceu porque, como dizem, a “água bateu na própria bunda”, ou seja, afetou algum deles. Já estavamos cansados de denunciar esses abusos cometidos por CREAS, IABS e outras entidades que nada tem a ver com a nossa área e parecia que a ABD fazia vista grossa, nunca conseguia ver a realidade do problema,  como isso afetava a nossa produtividade e reconhecimento profissional. Mas por uma dessas ironias do destino, aconteceu com uma diretora, a Brandalise, de Curitiba. Só assim para eles entenderem e perceberem a realidade dos profissionais normais, aqueles que não frequentam as paginas e sites das revistas.

    Admiro muito o trabalho da Brandalise e sempre dou uma espiadinha no que ela vem produzindo. É uma excelente profissional. Uma pena ter passado por esse transtorno.

    Mas que bom que passou pois assim a ABD caiu na real e viu que o que sempre reclamamos e denunciando não era apenas intrigas da oposição ou reclamações de profissionais mediocres.

    Eu mesmo ja levei varias prensas de arquitetos porque em lojas os vendedores acabam soltando que vão terminar de atender aquele outro arquiteto (apontando para mim) e logo irão atendê-los. Eu sempre deixo mais que claro e corrijo quantas vezes forem necessárias: “EU SOU DESIGNER E NÃO ARQUITETO!”  Mas vendedor é vendedor… Também ja tive problemas em obras e, como a Brandalise coloca no  texto “Foi uma experiência desagradável pois exigiu tempo e recursos financeiros para a minha defesa, além do desgaste”. Isso sem contar o estresse que você passa.

    Parabéns Fabianne Brandalise, é de gente assim que a ABD – e nós Designers – precisamos: com MAIS ATITUDE E MENOS DISCURSO.

    5) E lá vem vista grossa de novo no final do texto:

    “Boa parte da fiscalização do CREA é resultado de denúncias feitas por moradores de condomínios que se sentem importunados por obras do vizinho. Eles ligam para o disque denúncia do CREA e o fiscal parte para a verificação e possível autuação.”

    Fala sério ABD, a maioria das denuncias vem de arquitetos que perderam clientes para os designers.

    Vamos parar de agir socialmente para sair bem na foto e sermos honestos?

    Apoiei vocês na eleição baseado na confiança que tenho no Jéthero e acreditando na seriedade, honestidade e comprometimento dessa diretoria. Desse jeito ja começo a desacreditar.

    Um bom começo seria você assumirem a distinção entre Decorador, Designer de Interiores e Arquiteto decorador.

    Tou aqui para ajudar no que for necessário, mas não compactuarei com o que não concordo e com o que vejo ser errado.

  • Set Design?

    Sempre recebo perguntas sobre o que quer dizer Set Design. Estas vem de leitores do blog e também de pessoas com as quais converso diariamente. Todos sabem o que é Set Design, só não conhecem a palavra. Vou explicar:

    Set Design é o trabalho de projeto voltado para TV, teatro, dança, moda, show, exposições e outras áreas mais.

    Podem estar pensando: ah, mas isso é cenografia…

    Não é não. Cenografia é cenografia sendo esta apenas uma parte do Set Design.

    Portanto, trabalhar com Set Design engloba a cenografia e a iluminação num só pacote. Mas o trabalho não acontece somente na hora do projeto e da execução. Ele é árduo também na hora da filmagem/fotografia. O profissional tem de estar presente para dirigir – e na maioria das vezes agir – para que as alterações projetadas aconteçam no tempo certo sejam estas cenográficas e/ou de iluminação. Ah e sim, este trabalho envolve a escolha de locações (áreas e espaços externos e/ou internos) quando necessário.

    Em qualquer dessas áreas de atuação o Set Designer trabalha diretamente ligado ao diretor do evento. Junto com ele, é feita a escolha de tomadas, ângulos, traçados, etc.

    Uma área bastante forte para o profissional de Set Design é a produção de videoclipes. É também, sem sombra de dúvida a mais complicada. A seguir apresento alguns clipes que acho de extremo bom gosto e onde este trabalho foi desenvolvido com maestria:

    No clipe da Beyoncé temos um plano infinito, sem absolutamente nada de cenografia. A sequencia em P&B desenvolve-se utilizando-se apenas da iluminação extremamente bem conceituada e projetada.

    Neste clipe da japonesinha Utada Hikaru, Colors, podemos observar que não é utilizado apenas um projeto de set design mas vários, incluindo o design gráfico inicial e que complementa varias outras cenas. Porém não vemos uma grande cenografia: temos cenas simples e limpas onde o forte está na utilização correta de cores e na perfeita iluminação de cada uma delas.

    Rain da Madonna. Ja antiguinho e batidinho, este clip ajudou a mudar totalmente a forma como os clipes são produzidos. É bastante interessante pois para quem nao conhece este trabalho, nele vemos várias tomadas que nos mostram como são os bastidores de um estúdio, de uma gravação. Além disso mostra também que por mais que o maquiador se esforce sempre temos de fazer algumas correções ou alterações para que a imagem captada esteja dentro dos padrões exigidos ou necessários. Sem contar que esteticamente é perfeito.

    Vogue, Madonna. Tudo bem, confesso que sou fã de carteirinha dela mas só isso não a colocaria como exemplo neste post. Este clipe também em P&B é esteticamente perfeito. É outro que também não tem uma cenografia exagerada e temos na luz a maior força, é perfeita. 100% coerente entre figurinos e cenografia. Se vocês pretarem atenção perceberão o aproveitamento de elementos em cenarios diferentes. Os clipes da Madonna geralmente são muito bem trabalhados, todos sem exceção. Os shows dela também são um espetáculo à parte, imbatíveis.

    All is full of love, Björk. Quem não a conhece precisa conhecer!!! Adoooooooooorooooooooooooo!!!! Um belíssimo trabalho gráfico com uma luz impressionante. Vale mais um dela:

    Big time sensuality. Este foi um dos primeiros clipes dela que estourou no inicio dos anos 90. Como podem ver, uma idéia simples, com uma locação também simples e de baixíssimo custo. Engraçado, lúdico e interessante. Busquem outros clipes dela no youtube, garanto que não irão se arrepender.

    My immortal, Evanescense. Suave e sensível como a música. Mescla tomadas externas com internas. A sutileza de mostrar elementos que aparecem na música como o piano que inicia a música de forma que não fiquem pesadas. Também em P&B, percebe-se um cuidado todo especial com a iluminação especialmente nas tomadas externas.

    Vem andar comigo, Jota Quest. Adoro também. Este clipe bastante simples utiliza-se da reversão de imagens que tem um fundo liso e uma iluminação bastante precisa. O Jota Quest tem acertado bastante em seus clipes.

    Lembro que além do trabalho acima demonstrado, a produção de set entra em vários outros campos e nichos de mercado. Este post foi só um exemplo, um exercício para vocês.

  • OLEDs – uaw!

    No último módulo da pós, o professor de fontes de luz artificial, Isaac, nos apresentou o que está sendo pesquisado no mundo em novas tecnologias e, dentre tudo o que apresentou-nos, estava o OLED.

    Eu já postei aqui anteriormente sobre os OLEDs mas devido à correria do dia a dia acabei deixando de observar o movimento deste produto e confesso que fiquei pasmo como já está muito adiantada a pesquisa deste material bem como o desenvolvimento de novos produtos comfeccionados com ele.

    Então resolvi fazer uma seleção mostrando algumas novidades nesta área:

    Primeiramente lembro que o OLED é uma fina película:

    Mesmo sendo finíssima, ela é composta por várias camadas de componentes:

    A espessura reduzida, a maleabilidade e resistência garantem a aplicação deste produto em inimagináveis produtos reduzindo drasticamente algumas medidas:

    Além de produtos, a industria de iluminação está investindo pesado em cima deste produto que promete ser, sem sombra de dúvida, o futuro da iluminação:

    Fontes das imagens:

    http://www.atulo.net/Palavra/netbook/

    http://electronics.howstuffworks.com/oled1.htm

    http://www.engadget.com/2005/05/20/samsungs-40-inch-oled-tv-pics/

    http://www.ubergizmo.com/15/archives/2007/10/bendable_oled_display_from_samsung.html

    http://oooled.blogspot.com/2008/11/o-que-oled.html

    http://www.tvsnob.com/archives/2008_06.php

    http://www.sustainabilityninja.com/sustainable-technology-gadgets/ge-stops-rd-in-incandescent-technology-to-focus-on-oleds/

    http://dvice.com/archives/2008/10/sony_flaunts_se.php

    http://blogadois.blogspot.com/2008_07_01_archive.html

    http://informed-architect.blogspot.com/2009_10_01_archive.html

    http://www.imelmaterialeletrico.com.br/noticias.php?codigo=15

    http://www.hitechlive.com.br/papel-de-parede-oled-quem-precisa-de-janela/

    http://www.printedelectronicsworld.com/articles/oled_lighting_has_a_bright_future_00000551.asp

  • IPOG – pós em iluminação

    Pessoal, vocês já sabem que estou fazendo o curso do IPOG em Iluminação (lighting).

    Vim aqui fazer um breve relato sobre o mesmo.

    Até agora tivemos 3 módulos:

    História da Iluminação: este módulo não participei pous estava de quarentena por causa da H1N1. Mas a turma disse que foi excelente. Pelo material que o professor nos passou pude comprovar que realmente é bastante aprofundado e tem muitos dados que eu não fazia a menor ideia rsrsrrss e olha que conheço bastante sobre esta parte.

    Grandezas e cálculos: excelente! Apesar de ser uma constante em meus projetos e de qualquer outra pessoa que projete iluminação. Mesmo assim, muitos detalhes e dicas importantíssimas que facilitaram bastante o projeto.

    Fontes de Luz artificiais: foi neste final de semana. Só o trabalho de campo já valeu a pena o módulo. De um modo geral tivemos a apresentação das fontes de luz e depois fomos aplicar os conhecimentos na prática. Excelente!

    O próximo módulo será sobre Conforto Ambiental.

    Assim, indico a vocês que estão procurando uma pós para fazer e que realmente gostem de iluminação que façam este curso.

    Dê uma olhadinha no site www.ipoggo.com.br e vejam onde tem uma turma aberta próximo de onde você está. Vale cada centavo investido.

    Vale aqui lembrar também que eles estão com outra pós com inscrições abertas: o Master em Arquitetura, que promete ser tão bom quanto este de Iluminação.

  • Philips 2010: cursos

    O LAC disponibiliza cursos presencias

    Os cursos presenciais têm duração de 7 horas e são realizados em 1 dia na sede da Philips em São Paulo.

    Atenção para a programação de cursos no LAC da PHILLIPS em SP:

    Junho/2010

    Data  Curso                                                                                                         Valor

    16      Princípios Básicos de Iluminação                                                 120,00
    17     Iluminação Industrial – Conceitos e Tecnologias                   120,00
    22     LED – Tecnologia, Produtos e Aplicações                                  120,00
    30     Iluminação de Lojas – Conceitos e Tecnologias                      120,00

    Julho/ 2010

    Data     Curso                                                                                                   Valor
    01         Iluminação de Escritórios – Conceitos e Tecnologias     120,00

    Promoção
    Ganhe 1 curso GRÁTIS a cada 5 (cinco) cursos realizados com investimentos no LAC.

    Cursos Online

    Os cursos online estão disponíveis no link Cursos online e apresenta a possibilidade de estudo em um ambiente personalizado e flexível, no horário mais conveniente.

    Curso                                                                                                                        Valor
    SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO – TECNOLOGIAS E APLICAÇÕES       0.00
    CÁLCULOS E PROJETOS – MÉTODOS DOS LÚMENS                              60.00
    A QUALIDADE DE ILUMINAÇÃO EM ESCRITÓRIOS                           60.00
    A QUALIDADE DE ILUMINAÇÃO EM INDUSTRIAS                            60.00

    Clique aqui para baixar o PDF com os requisitos básicos para o correto funcionamento dos Cursos Online.

    O endereço para inscrições e informações é:

    http://www.luz.philips.com.br/portalLacHome.do?par=361:4:361

    Localização do LAC:

    Rua Verbo Divino, 1400 – Chacara Sto. Antonio – São Paulo

  • LUZ NA MEDIDA CERTA

    (matéria da revista Viva Bem da Unimed Londrina)

    DE NADA ADIANTA UMA GRANDE QUANTIDADE DE LUZ SE ELA NÃO ESTIVER BEM DISTRIBUÍDA E NÃO FOR DE QUALIDADE. PEQUENOS DETALHES NA ILUMINAÇÃO DA CASA FAZEM A DIFERENÇA E DEIXAM OS AMBIENTES MAIS AGRADÁVEIS. CONFIRA AS DICAS DE UM ESPECIALISTA.

    O aconchego de uma casa pode ser sentido através de um bom projeto de iluminação, que deve considerar três fatores básicos: conforto visual, luminotécnica e economia de energia. Achar que qualquer lâmpada irá produzir o efeito desejável é um engano. É preciso saber onde e qual lâmpada colocar, assim como optar pela luminária certa. Uma luz bem escolhida confere funcionalidade, bem-estar e beleza ao lar.

    Para criar um ambiente agradável, os profissionais especializados em projetos na área conseguem efeitos exclusivos para cada ambiente, de acordo com o uso do espaço no dia a dia e as exigências estéticas.
    “A ideia de conforto é subjetiva, ou seja, cada pessoa tem suas próprias necessidades e conceitos sobre o que é ou não confortável. Porém, existem alguns critérios que se deve levar em conta para se sentir bem em um ambiente numa visão geral. E a iluminação bem planejada é uma delas. Elegante ou informal, com ela você pode conquistar uma atmosfera mais charmosa ou um ambiente mais relaxante, lançando mão de diversos recursos”, garante o lighting designer, Paulo Oliveira.

    Ele lembra que a iluminação natural é um ponto de partida importante, mas não elimina a necessidade da luz artificial que, com pequenas regras melhora as condições de luminosidade em um ambiente que solicita lâmpadas acesas durante o dia.
    “Já está bem difundido que as lâmpadas incandescentes consomem mais energia que as luorescentes. Mas, se você souber escolher o conjunto – lâmpada, luminária e acessórios – correto para cada tipo de aplicação, terá um resultado melhor, além de racionalizar o consumo e usufruir da qualidade da luz. Um projeto de iluminação pode mesclar focos de luz diretos, que incidem especificamente sobre algo, e focos indiretos, que é uma luz ‘rebatida’ como no caso dos abajures, arandelas, etc.

    A luz indireta também é produzida pelas sancas (built-in) e embutidas em móveis, apenas como secundária e nunca como principal, assim como as luzes de efeito, aquelas mais decorativas. Arandelas e spots sempre conferem efeitos contrastantes. Lustres pendentes e o emprego de luzes em nichos também dão excelentes resultados. A luz indireta valoriza a decoração e pode ser uma solução simples para alguns ambientes, pois o resultado é uma luz de preenchimento, re letida de forma mais suave. É possível também eliminar a sensação monótona da iluminação homogênea, utilizando luminárias periféricas e variedades de lâmpadas que permitem combinações para o efeito desejado”, indica Oliveira.

    O mercado oferece inúmeros produtos e a escolha, segundo o designer, depende muito das funções que serão cumpridas no ambiente. “Uma boa iluminação pode criar sensações. Cada detalhe dá um toque diferenciado com a incidência de luzes compatíveis para cada cômodo. Quanto mais amarelada for a tonalidade da luz, mais aconchegante e tranquilo será o clima, especialmente em alguns cômodos da residência como sala de estar, de jantar, copas, dormitórios, corredores, banheiros, etc. Já a luz mais branca é recomendada para ambientes mais ativos, onde se pretende estimular a produtividade, tais como cozinhas, áreas de serviço, de trabalho e de estudo na casa. E é possível misturar as duas num mesmo espaço”, orienta.

    Compor a iluminação, utilizando as várias formas e equipamentos, garante cenografias diferentes para momentos diferentes. Efeito cênico, intensidade e temperatura, de acordo com Oliveira, são as ferramentas de um bom planejamento de lighting design. “Focos de luz em quadros, arranjos lorais, esculturas e objetos de decoração são usados para valorizar as peças. Porém é preciso salientar que cada tipo de material tem características e sensibilidades próprias, além de re lexões específicas, que devem ser consideradas no projeto para reproduzir cores, texturas e brilhos do objeto com fidelidade e não causar nele danos irrecuperáveis.

    É bom lembrar que todas as lâmpadas têm emissão de raios ultravioletas e infravermelhos, em maior ou menor proporção, mas todas têm. E isto pode implicar em desbotamento, despigmentação, ressecamento e queima do objeto, sem falar do aumento da temperatura no ambiente pelo efeito do calor emitido por fontes artificiais de luz. Aconselho ter muito cuidado no uso de lâmpadas Dicróicas, AR 111 e PAR, pois elas têm especificidades técnicas para cada situação e oferecem grande emissão de calor. O ideal é que estas sejam usadas com seus acessórios, como filtros bloqueadores de radiação, por exemplo”, informa o designer.

    Uma forma de evitar isto, diz Oliveira, é conferir as características da lâmpada na embalagem, como o IRC (Índice de Reprodução de Cor) e potência. Também é indicado verificar se a lâmpada já vem com filtro antirradiação e dissipação de calor.

    A tecnologia ganha força no mercado da iluminação. Os diodos emissores de luz, chamados de LED, conquistam cada vez mais espaço nos ambientes residenciais. “Os Leds, assim como a fibra ótica, transmitem a sensação de contemporaneidade e leveza, pois permitem novas concepções de iluminação com sua variedade de cores e versatilidade. Por suas dimensões favorecem a criação de luminárias menores e mais discretas”, sugere.
    O designer lembra ainda que a iluminação, especialmente na área externa da casa, também pode ser uma aliada da segurança, através da instalação de dispositivos como o relê fotoelétrico, acionado automaticamente na ausência de luz natural, e o sensor de presença, que acende a luz quando alguém se aproxima dele. “Outra dica de segurança importante: quando você liga várias lâmpadas ou aparelhos numa mesma fonte, sempre existe o risco de sobrecarga e eventual curto-circuito”, finaliza.

    IRC
    Quanto mais próximo de 100 é o IRC, menos distorção nas cores esta luz vai produzir. Onde a cor certa for fundamental, o índice deve ser no mínimo de 80.

  • Rhein Partie

    É, as festas da iluminação estão ganhando o mundo. Só aqui no Brasil que não acontece nada…

    Desta vez foi o Vale de Loreley, na Alemanha, que rendeu-se aos encantos da luz. Na verdade esta é uma mostra mais artística onde foram trabalhadas projeções sobre a paisagem, montes, construções, ruínas e outros elementos às margens do Rio  Reno. O resultado é surpreendente:

    Neste trabalho, temos projeções de palavras sobre uma colina.

    Aqui temos uma pesquisa da história das ruínas do Castelo de Rheinfels, a montagem grafica e de projeção (com mapeamento arquitetônico) de um filme contando esta história. Musica, imagens e luz.

    Neste uma homenagem à reunificação da Alemanha.

    Projeções urbanas.

    Mais projeções sobre ruínas.

    Mapa de localização das instalações.

    Infelizmente, para quem vai viajar pra lá, a mostra já foi encerrada, Mas ano que vem, no mês de outubro acontecerá novamente. Então, agende-se.

  • GADU? Tá errado…

    Amigos, participando do portal Casa Pró, da revista Casa Claudia, vira e mexe me deparo com situações constrangedoras onde algumas pessoas que se acham deuses só por ser arquiteto acabam denegrindo e atacando os Designers e outras profissões.

    GADU – Grande Arquiteto Do Universo. Termo utilizado por vários agrupamentos, entre eles a Maçonaria onde, talvez, o termo tenha nascido. Não concordo com este termo e a minha explicação se dá numa resposta que acabo de dar a um arquiteto numa das comunidades. Segue a resposta/ reflexão:

    “engraçado Fabio,

    Sempre tive em mente que as primeiras profissões que surgiram foram as de agrônomo ou zootecnista ou talvez, quem sabe, até mesmo a de decorador se forçarmos que o homem primeiro entrou para dentro das cavernas e procurou ajusta-la às suas necessidades deixando-a mais “confortável”. Logo, se não houve construção por elas ja existirem, o que houve foi a decoração.

    Não consigo ver arquitetura nessa imagem…

    .
    Outro ponto que me instiga é dizer que Deus foi o GADU. Não acredito pois a sua primeira ordem foi FIAT LUX (faça-se a luz) e, sabemos perfeitamente que isso não é obra de arquiteto e sim de engenheiros, físicos, etc… depois disso veio o grande biólogo na formação dos ecossistemas, sistemas estelares (astrônomos), geneticista,e depois, beeeeeeeeeeeeem lá pra frente, veio o bicho homem (e não Deus) brincar de construir… apesar de todas as estruturas pensadas e elaboradas, continuam a afirmar que trata-se de arquitetura e não de engenharia.

    É uma questão de lógica, mas parece que o senso comum, os melindres e egos não aceitam a lógica e preferem historinhas da carochinha.

    Temos de ver tamém que na Bauhaus houve um golpe sujo por parte de Mies quando destruiu a essência da escola ao acabar com as oficinas de artes e design inserindo-as como meras disciplinas de arquitetura… Os alunos que se colocaram contra essa tragica mudança de rumos, bem como professores como Kandinsky, foram denunciados como inimigos do Estado (comunista na época) e tiveram de fugir… talvez venha daí essa mania de “tudo posso” de ALGUNS ARQUITETOS e também a forma suja e nada ética como atuam no mercado. Claro que isso levou ao fim da Bauhaus, não poderia acontecer outra coisa.

    Talvez venha da formação mesmo a arrogância e prepotência, vide Mies na imagem acima… Pela cara não precisa dizer mais nada.

    .
    Sobre a sua visão dos cursos de interiores te digo: é medo. O que aprendemos dentro de um curso de Design de Interiores pode muito bem ser aproveitado em exteriores também e, por isso mesmo, adota-se ja a algum tempo o termo DESIGN DE AMBIENTES, independente se interno ou externo. Você desconhece completamente o que um Designer pode fazer ao afirmar isso de forma tão irresponsável ou, se conhece, deve ter medo de perder clientes para estes. Me desculpe mas é esta a visão baseada em experiências que tenho de profissionais de arquitetura que compartilham da mesma visão que vc.

    Sobre leis, é fácil falar quando se está protegido. Porém outras áreas vem surgindo de acordo com as necessidades humanas e sua evolução (social, tecnológica, mercadológica, etc) e, queiram ou não, estas tem direitos independente de avançar sobre outras área sou não. Está na CF: direito ao livre exercício profissional desde que atendidas as exigências das Leis. E as exigências são formação acadêmica, que nós temos sim. Portanto é descabido este teu raciocínio.

    Seria mais ético – e até mesmo salutar – se você viesse com um discurso menos ofensivo e melhor embasado como por exemplo: um designer pode lidar com estruturas?

    Não, não pode. Porém o designer tem conhecimentos de leitura de plantas para propor alterações estruturais, idealizar livremente o que realmente venha a atender as necessidades do cliente. Se esta parede está atrapalhando, derrubemos ela então. Aí entra a parceria com os profissionais conscientes e éticos de arquitetura e engenharia que irão assumir esta parte no projeto sem problemas para ninguém. Quem ganha com isso?

    Todos: o cliente, os profissionais e o mercado.

    Mas os melindrosos não conseguem enchergar as coisas assim. Infelizmente.

    Aí vemos diariamente arquitetos oferecendo orçamentos numa disputa da seguinte forma:
    – projeto arquitetônico, paisagismo e interiores: R$ 20.000,00
    – projeto arquitetônico: R$ 60.000,00

    Assim fica fácil ah ah ah

    Isso sem contar nas RTs que o bloco rende.

    Isso é disputa de mercado?

    Não, é golpe baixo e sujo. É a absoluta falta de ética.

    Então, acho que já passou da hora dos profissionais (de todas as áreas) amadurecerem e esquerecer que moramos num país onde a ética foi jogada no lixo e fazermos a nossa parte na construção de uma sociedade justa, correta e ética.

    “ah me esqueci,
    sobre o GADU, Ele foi tbm, antes de arquiteto, um exímio geólogo na formação do planeta afinal, primeiro veio a formação da terra, depois a água…

    afff “”

    E ainda acrescento  ais sobre GADU: antes ainda de qualquer tendência à arquitetura, o bicho homem tornou-se artesão/designer ao criar seus utensílios domésticos, de caça entre outros e, para não ir mais longe, virou artista plástico ao imprimir nas paredes das cavernas as imagens que representam o seu dia a dia. Então, deixemos de ser hipócritas.

    Acho que já passou da hora de alguns profissionais pararem de agir como crianças mimadas e birrentas e, antes de ficar esperneando ou fazendo fofoca porque perdeu uma disputa num projeto, procurar rever a sua história para encontrar onde estão seus erros, sua falta de informação/formação. E, principalmente, não atirar pedras no telhado dos outros se o seu é de vidro.

    Abraços e excelente semana a todos.

  • Homo Luminus

    E a história social da iluminação
    Por Farlley Derze

    Era uma vez o homo erectus, ancestral nômade que para deslocar-se dependia da luz natural para se orientar no espaço (sol, luz, estrelas). Ele soube aproveitar o fogo espontâneo da natureza como fonte de luz e, mais tarde, o produziu artificialmente. Fez iluminação com um repertório tecnológico que a certa altura compunha-se de pedras, madeira, argila cozida nas fogueiras, mechas feitas de pelo animal ou vegetais ressecados (eram os pavios), e gordura animal ou óleos vegetais como combustíveis para as chamas de suas lâmpadas.

    A relação do homem com a luz me faz pensar na existência do que vou chamar aqui de “História Social da Iluminação”. Com a evolução das espécies, do homo erectus ao homo academicus, deu-se uma seleção artificial dos materiais empregados para iluminação. No mundo produtivo da luz, entrelaçaram-se o mundo material (dos objetos) e o mundo imaterial (idéias, crenças, valores e concepções) onde fatores como pesquisas, disponibilidade geográfica de recursos energéticos e capacidade de gestão dos interesses políticos, econômicos e sociais determinaram o salto tecnológico dos países europeus, em termos de evolução da iluminação artificial, ao longo da história mundial. Tal salto, graças também à iluminação natural – no verão europeu o pôr-do-sol ocorre por volta das 22 horas na maioria dos países – que permitiu mais tempo para atividades como agricultura, transportes e trocas de informação. Mais tempo de luz, mais tempo para os negócios.

    Os europeus aventuraram-se em experiências com gases e eletricidade em meados do século XVIII: Benjamin Franklin (americano), embaixador dos EUA na França, pescou a eletricidade com uma pipa em junho de 1752, numa tempestade do verão europeu; Luigi Galvani, médico italiano, professor de anatomia, em 1780 surpreendeu-se ao ver a pata de uma rã morta mexer-se ao encostar nela seu bisturi “secretamente” carregado de eletrostática; a eletricidade foi armazenada numa pilha inventada em 1789 pelo professor de física italiano, Alessandro Volta, quando resolveu fazer um “sanduíche elétrico” com sua língua onde pôs, acima e abaixo dela, discos metálicos que a fizeram “formigar” (fluxo de elétrons) quando as bordas dos discos foram postas em contato (no interior de sua boca). Em 1802 o químico inglês Sir Humphry Davy demonstrou que filamentos de platina incandesciam-se com a passagem da corrente elétrica armazenada e, em 1808, inventou a primeira lâmpada elétrica a arco voltaico – a luz foi engarrafada. A Europa era a dona de uma revolução industrial, científica e social. Conquistaram-se novas formas de iluminação artificial no início do século XIX. Consequência: as pessoas ganharam os passeios noturnos, momentos de leitura, encontros para troca de idéias, mas também novos horários na jornada de trabalho.

    Outra consequência social dessa História Social da Iluminação se deu quando na disputa pela distribuição da energia elétrica Thomas Edison, para defender sua Corrente Contínua, idealizou com um dentista a cadeira elétrica, desde que nutrida por Corrente Alternada, para difamá-la já que essa era defendida pelo seu rival Nikola Tesla.
    A História Social da Iluminação oferece uma oportunidade para se conhecer a evolução da mentalidade humana no que se refere à relação funcional e conceitual que se deu (e se dá) entre o homem, a iluminação e seu modo de vida.
          Olhar o passado é útil para não se repetir equívocos, mas também para se iluminar o futuro de uma sociedade estimulada por novas idéias, conceitos e práticas. No século XXI, viva o homo luminus!

    Farlley Derze é historiador, mestre em Concepções e Vivências pela Universidade de Brasília (UnB), professor de História da Iluminação do Instituto de Pós-Graduação (IPOG) e coordenador e pesquisador do Núcleo de História da Associação Brasileira de Iluminação (ABIL). (historia@abil.org.br / historia@iluminacao.arq.br)

    fonte: Lume Arquitetura

  • RJ – credenciamento de profissionais para prestacao de servicos

    O CentroDesignRio inicia processo de credenciamento de escritórios e profissinais do Estado do Rio de Janeiro para prestação de serviços de design para micro e pequenas empresas. Os profissionais deverão ter formação e experiência comprovadas nas sub áreas:

    Desenho Industrial;
    Design Gráfico;
    Tecnólogo em Design Gráfico;
    Design de Moda;
    Design de Interiores;
    Design de Jóias
    Arquitetura;

    As inscrições deverão ser feitas pelo site www.centrodesignrio.com.br , onde também constam os requisitos para credenciamento. O período de inscrição vai até 16/11/09. O processo seletivo consta de três fases:

    análise documental,
    análise de portfolio
    avaliação de habilidades através de entrevistas.

  • Mercado prostituído?

    Apesar de eu ter postado ha pouco tempo algo sobre o lado social do Design, quero agora mostrar dois vídeos que mostram claramente o que acontece em nosso dia a dia. Esses “causos”, apesar de ser uma ficção no segundo vídeo é muito mais comum do que vocês imaginam em nosso dia a dia profissional.

    O primeiro é do escritor Harlan Ellison explicando o seu desentendimento com a Warner. Pasmem: a Warner produtora de filmes e mais filmes e que não tem porque alegar não ter grana:

    Já o segundo nos apresentam algumas situações que, quando comentamos com alguém, muitas vezes somos chamados de mentirosos, de que estamos malucos e mais um monte de coisas legais como estas. Parafraseando um amigo mineiro meu, “prestenção”:

    Confesso que ri muito a primeira vez que assisti este vídeo mas depois de superado o acesso de riso me veio a sensação de vazio, de impotência diante de tanto descaso das associações – inertes – e do governo – que insiste em não regulamentar-nos – com esse tipo de coisa. Parece que eles vivem no país das maravilhas enquanto nós, pobres mortais, vivemos numa terra sem lei, sem ética, sem respeito, sem nada.

    Aos prostitutos de plantão um recado: vocês conseguem hoje, porém amanhã os clientes estarão tão mal acosrumados por vocês mesmos que acabarão fazendo isso contra vocês mesmos. É o lance do criador e da criatura. Aguardem e verão!

  • Eleições ABD – 30/10/2009

    Pois é, lá vou eu falar novamente da ABD.

    Porém desta vez, venho falar de forma positiva baseado num sonho comum a todos nós: ter uma associação que realmente nos represente e que faça algo de útil pela nossa profissão e por nós profissionais.

    Como muitos já vem acompanhando, ha muito tempo existe uma grande parcela de profissionais totalmente descontentes com os caminhos trilhados por esta associação. Caminhos estes que só tem levado os diretores a figurar entre as paginas de revistas  e receber beneficios pessoais  enquanto nós profissionais, não pertencentes à panelinha, ficamos sufocados num mercado louco, prostituído e que nos desrespeita de várias maneiras.

    Pois bem, a eleição está marcada e dessa vez temos duas chapas concorrendo.

    1 – a chapa da situação liderada pela Carolina e tendo entre seus membros muitos dos que atualmente são diretores.

    2 – a chapa INOVAÇÃO, liderada pelo Sergio Oliveira, formada, principalmente, por profissionais como eu que encontram-se totalmente desgostosos com as ações da atual diretoria.

    No entanto, temos percebido que a chapa da situação tem agido de forma anti ética e mesquinha, usando e abusando dos meios e recursos da associação para tentar manter-se no poder a qualquer custo. Alguns exemplos:

    a) negam o acesso à chapa INOVAÇÃO ao mailling (lista de e-mails dos associados) enquanto abusam deste em favorecimento próprio. Eu que nem sou associado, só esta semana recebi 4 e-mails da chapa da situação.

    b) no site, só aparece referência à chapa da situação dando a entender que será uma eleição com chapa única. Escondem de seus associados a verdade. Usam de recursos da associação (pagos por vocês associados) em benefício próprio e apenas da panelinha.

    c) pelo que entendi, estão dificultando até mesmo que a chapa INOVAÇÃO participe da apuração dos votos, especialmente dos realizados por correspondência.

    d) retiraram do ar durante esta semana a página de banco de profissionais onde constavam os nomes e formas de contato para que a chapa INOVAÇÃO não tivesse acesso aos dados. Alegaram problemas técnicos porém, este fato ocorreu depois do advogado da chapa INOVAÇÃO ameaçou entrar na justiça para ter acesso aos dados completos. Além de ser um desrespeito aos profissionais que pagam a anuidade para tambem ter esta divulgação publica de seu nome.

    e) tem na empresa de marketing – contratada e paga pela associação através do dinheiro dos associados – RB Marketing sua maior aliada. Usam esta em favorecimento próprio.

    f) continuam agindo criminosamente forçando empresas a só pagarem RT para associados, discriminando, desqualificando e menosprezando os profissionais que, por não concordar com a atual situação do clubinho, não se associam ou se desligam da mesma.

    g) continuam iludindo os associados sobre estar trabalhando pela classe quando na verdade, trabalham apenas para a panelinha da diretora e seus amiguinhos. Prova é o tal projeto de regulamentação – tosco e irresponsável – que enviaram ao congresso nacional e que (graças à Deus) foi rejeitado.

    Além destes, existem muitos outros pontos dúbios que definitivamente nos força a ter de tomar partido, mesmo não sendo associado. Até mesmo porque a minha associação depois da primeira crítica feita, tem sido constantemente rejeitada sob a alegação de que “não acusamos o recebimento de sua solicitação de associação”. AH AH AH!

    Já conversei com o Sergio – que apesar de ter o mesmo sobrenome meu, não tem nada a ver comigo – e pude perceber que a chapa INOVAÇÃO é constituída por profissionais que realmente querem trabalhar pela nossa profissão, pela nossa classe profissional, por nós profissionais e não virar diretoria apenas para aparecer na mídia, virar estrelinha e receber benefícios pessoais.

    Lamentavelmente encontrei o nome do Jethero Cardoso (Belas Artes de SP) – profissional que admiro muito – entre os membros da chapa da situação. Mas prefiro acreditar que isso tenha sido um lapso dele até mesmo por desinformação e desconhecimento da existência de outra chapa.

    Portanto, se você não é de São Paulo e não poderá estar lá no dia, entre em contato com o Sergio (creeck@uol.com.br) para verificar como você pode ajuda-los nesse embate.

    Atenção neste detalhe:

    OS ELEITORES DE OUTRAS LOCALIDADES PODEM VOTAR ATRAVÉS DE CORRESPONDÊNCIA (MODELO ABAIXO) DEVIDAMENTE ASSINADA E COM FIRMA RECONHECIDA, DESDE QUE RECEBIDA PELA SECRETARIA EXECUTIVA DA ASSOCIAÇÃO NA SEDE DA ENTIDADE, (AL. CASA BRANCA, 652 CONJ. 71/72 CEP: 01408-000 – SÃO PAULO – SP), ATÉ O DIA 30 DE OUTUBRO DE 2009, ÀS 17:00 HORAS.

    Uma das idéias é que quem for votar por correspondência, envie uma cópia autenticada do voto para o endereço dele para que eles consigam ter uma real noção da quantificação. Para vocês terem uma idéia, na ultima eleição a situação disse ter havido apenas 10 votos por correspondência de todo o Brasil!!!!

    No Casa Pró está tendo um debate sério sobre estas questões e você pode acompanhar e verificar a veracidade das informações acima e muitas outras acessando este link.

    Se você é associado, faça  sua parte afinal está aí a forma como a atual diretoria vem empregando a sua anuidade.

    Se você não é associado ou desligou-se, divulgue isso entre seus amigos e vamos ajudar a chapa INOVAÇAO a derrubar essa panelinha que instalou-se sobre o troninho e não quer largar a coroa e os flashes. E assim, construir uma associaçao realmente séria.

    Certamente, com INOVAÇÃO teremos a tão sonhada associação que realmente lute pela nossa profissão e que principalmente, respeite a nós, profissionais de Design de Interiores.

    . Modelo de Voto por Correspondência:

    Eu (nome completo)………………………………. sócio da ABD nº……(nº. registro na entidade)………, estando em dia com as minhas obrigações com a entidade, declaro meu voto na Chapa……….(denominação da chapa concorrente)……………………

    Assinatura

    Importante: reconhecer firma e enviar via sedex e/ou carta registrada para Al. Casa Branca, 652 Conj. 71/72 CEP: 01408-000 – São Paulo – SP, especificando por fora do envelope “Voto / Eleição ABD 2009” para que o mesmo seja aberto somente durante a contagem de votos.

  • Ética profissional? Ética de vida!

    Acho engraçado quando leio posts e comentários falando sobre ética ao perceber a fragilidade do conhecimento sobre o tema da maioria das pessoas.

    E também acho triste quando leio posts e comentários falando sobre ética profissional uma vez que  o discurso não bate com a prática.

    A deturpação e relativização da palavra ética estão cada dia mais em voga e, hoje em dia, reduziu-se a algo que traga algum benefício próprio. Só é ético aquilo que for conveniente e útil pra mim e/ou para minha classe profissional.

    Isso temos visto aos montes na política, na indústria, na (des)educação, na saúde e, claro, no meio profissional.

    Dizem que existem advogados de porta de cadeia que não estão nem aí pra ética, pois o que vale é ganhar dinheiro. É triste notar que nas outras áreas profissionais a coisa não é nada diferente.

    Alguns levantam a bandeira da ética como baluartes de suas vidas, porém estão muito longe de saber na realidade o que vem a ser isso. Muitos dizem que não sou nada ético quando “escrevo verdades” sobre assuntos “tabus” como esse, e me lançam apelidos como Dr. House do Design, Jabour do Design e por aí vai. Isso se deve à acidez e dureza real com a qual trato determinados assuntos. Ao menos não sou hipócrita e muito menos “falo pelas costas”, covardemente. Gosto de transparência e sinceridade nas relações sejam elas quais forem. Lamento, mas se acreditam que me chamando assim estão me agredindo, estão redondamente enganados: sou fã de carteirinha dos dois. Quem dera se em cada círculo social tivesse ao menos um dos dois personagens. O mundo certamente seria bem melhor.

    Assim, não sou anti-ético e sim anti-hipócritas.

    Olha, tenho de parabenizar aos que seguem os códigos de ética de seus conselhos e associações. Realmente seguem à risca! Nem um “A” a mais e nem um a menos. Robozinhos repetitivos, treinados para fazer exatamente o que o “chefinho mandou”. Na verdade, poodles adestrados.

    Ataca! Senta! Deita! Rola! Finja de morto!

    Sei que muita gente não está entendendo nada do meu discurso até agora, portanto, vamos ao ponto:

    No código de ética do sistema CREA/CONFEA, do IAB, AsBEA e tantas outras, tem algo que diz que a relação entre os colegas profissionais deve ser cordial, leal e respeitosa. Isso realmente é fundamental em qualquer meio social, especialmente o profissional.

    No entanto, na prática sabemos que as coisas não são bem assim. O que vemos diariamente, seja no mundo real e no virtual, é um show de palhaçadas que vão totalmente na contramão da ética.

    A revista Casa Claudia lançou uma rede voltada para Arquitetos, Designers de Interiores e Decoradores e, em menos de dois meses já percebe-se esse tipo de coisa. Na comunidade “Designer, Decorador ou Arquiteto?” já se fazem presentes os anti-éticos e arrogantes que atacam sem a menor fundamentação e embasamento os Designers. No mundo real isso acontece com freqüência e muito mais corriqueiro do que vocês imaginam.

    Chegam ao absurdo de boicotarem coquetéis e inaugurações caso algum Designer seja convidado. Quando trombam com algum Designer por aí, não medem esforços em tentar ridicularizá-los seja na frente de quem for. Muitos abrem mão de cobrar o projeto em troca das RTs, pois sabem que a sua RT é de 10% e a dos Designers, na maioria das lojas, mal atinge 3%. Quando na disputa por clientes, não medem esforços em desqualificar o Designer ante o cliente. Isso são só algumas colocações, mas existem várias outras que seu eu for listá-las todas aqui, ficaria extenso demais.
    Dias atrás ouvi de um “profissional” que pretende ampliar seus clientes no mercado de São Paulo que estava encontrando dificuldades pois, “os clientes de lá não são burros como os daqui”, segundo suas próprias palavras.

    Tempos atrás elaborei um projeto em parceria com um arquiteto. Era um espaço enorme: de minha parte, o projeto de Lighting Design; a dele, o de interiores. Tudo bem se ele não tivesse me esmagado num orçamento de no máximo R$ 20.000,00, dizendo que o orçamento total era de apenas R$ 60.000,00. Porém, ao final descobri que ele gastou mais de R$ 180.000,00 e ainda rapou todas as RTs, incluindo as de elétrica e iluminação. Fiz a minha parte, o projeto ficou belíssimo, foi muito elogiado e não estourei o orçamento. Consegui me manter exatamente na faixa indicada sem que com isso, a qualidade e estética do projeto de Lighting fossem prejudicadas. Hoje ele passa por mim com a maior cara de pau e me chama de “amigo”. E pra completar, adora me ligar pedindo “dicas” de iluminação.

    Outro ponto a ser destacado é que, gostem ou não, há décadas Arquitetura é uma coisa e Design é outra. Arquiteto NÃO É designer e designer NÃO É arquiteto. Quem insiste em afirmar isso deve seriamente repensar a sua escolha profissional, pois certamente errou lá atrás, portanto, volte para a faculdade e faça o curso certo. As duas áreas andam juntas em alguns aspectos, porém são fundamentalmente distintas e distantes em tantos outros. E repito: quem insiste em acreditar que o arquiteto se forma designer mostra o quão pífio é o seu conhecimento sobre o que é Design.

    A “ira” contra os designers que se pode perceber em alguns arquitetos* relaciona-se, sobretudo, com a área de interiores. Como já destaquei acima, alguns pontos sim, muitos outros não. Apesar de trabalharmos o mesmo elemento – a edificação – a linha projetual é completamente diferente, as bases e conceitos idem, e as técnicas mais ainda. Engana-se quem acredita que estes cursos superiores de Design de Interiores tem as mesmas características daqueles antigos de decoração. As matrizes curriculares e ementários dos atuais cursos é bastante extensa e pesada e abrangem disciplinas de arquitetura, engenharia e, na maior parte, design (incluindo-se aqui criação e desenvolvimento de produtos, linha de produção, decoração, ergonomia e acessibilidade entre tantas outras, exclusivas da área de Design).

    Vejo com tristeza quando não-designers aparecem na mídia “lançando” suas coleções de objetos e produtos “de design” sendo que, na verdade, o que foi trabalhado foi apenas a casca da escultura. Por exemplo, um estofado. A forma é linda, mas é difícil ver um arquiteto que trabalhe o todo da peça: forma, função, cor, textura, ESTRUTURA, MONTAGEM, CORTE, ENCAIXES, INSUMOS, ETC. Quem geralmente faz o trabalho duro (a parte técnica) é algum designer – muitas vezes estagiário do escritório.

    O que tem de ficar claro é que o Designer de Interiores não é um mero “trocador de almofadas”. Quem ainda insiste nessa afirmativa está bem atrasado e desconhece completamente a formação que estes profissionais recebem e não faz a menor idéia do ganho real em qualidade que a parceria arquiteto x designer ou engenheiro x designer tem a oferecer aos projetos.

    Cada um na sua função e todos interagindo a partir de suas especificidades, reconhecendo-as: esta deveria ser a premissa, mas o que vemos nem chega perto disso.

    Para que esse longo discurso? Simples: a ética imposta pelas associações e conselhos não deve ser aplicada apenas com seus pares. Ela deve sim ser aplicada no todo afinal, colegas profissionais não são somente seus pares, mas sim o pedreiro, o pintor, o encanador, o construtor, a vendedora da loja, o jardineiro, o entregador de materiais, o técnico em telefonia, o designer, o padeiro, o ascensorista e todos os outros profissionais que você cruza em seu dia a dia.

    Como coloquei no início, muitos adoram usar a ética apenas quando lhe convém, é pertinente, lhe é favorável. Mas quando percebem que se forem éticos corem o risco de “perder o cliente”, simplesmente a amassam como uma folha de papel usado e jogam no lixo.

    Portanto, antes de levantar a bandeira da ética profissional, tem muita gente aí que precisa rever seus conceitos e ações diários para não correr o risco de ser chamado de hipócrita, por qualquer um.

    *Novamente reafirmando: quando uso alguns arquitetos, não me refiro à toda a classe e sim, apenas àquela parcela de desinformados e alienados que se acham deuses e que, certamente, erraram na escolha de seu curso, pois não trabalham com arquitetura e sim com decoração.

  • Pós em Iluminação – IPOG – Londrina

    Sob a coordenação da Jamile Tormann, o IPOG abriu as inscrições para uma turma de especialização em Iluminação e Design de Interiores aqui em Londrina – até que enfim!!!

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    O início das aulas está marcado para os dias 6, 7 e 8 de novembro.

    Este curso está sendo considerado o melhor na área aqui no Brasil. Também pudera, a lista de professores é de primeira grandeza:

    Adriano Genistretti – Engenheiro eletrotécnico formado pela Escola de Engenharia Mauá. Gerente de Projetos de Iluminação Philips do Brasil Ltda. – Divisão Luminárias, com experiência de mais de 26 anos no ramo de Projetos (iluminação Pública, Esportiva, Comercial/Predial, Decorativa, Industrial, etc.), cursos de especialização na Holanda. Tem seus projetos aplicados em trabalhos como o Estádio do Morumbi, Vila Belmiro, Centro Empresarial Nações Unidas, Mosteiro de São Bento, Cais do Porto de Recife entre outros.
    Claudia Amorim – Arquiteta. Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UNB. Doutora pela Università Degli Studi di Roma “La Sapienza”. É docente da UnB, pesquisadora e consultora adHoc do CNPq.
    Claudia Torres – Arquiteta. Mestre em Iluminação Arquitetônica PELA FAU/USP, Doutoranda pela UFPB, é sócia do escritório VIA ARQUITETURA Iluminação e design Ltda.
    Farlley Derze – Mestre em Educação pela UNB. Especialista em História da Arte pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (FADM) – DF; docente de graduação e pós-graduação na FADM. Pesquisador e Coordenador do Núcleo de História da Associação Brasileira de Iluminação (ABIL).
    Gláucia Yoshida – Socióloga – UFG, Mestre em Educação – UFG, Especialista em Formação Sócio-econômica do Brasil – ASOEC, Especialista em Docência Universitária: Formação e Vivência – UNIVERSO, Especialista em Psicanálise e Inteligência Multifocal – Faculdade Michelangelo.
    Glaucus Cianciardi – Mestre em Arquitetura e Urbanismo pelo Mackenzie; Especialista em História da Arte pela Fundação Armando Álvares Penteado – FECAP. Atualmente ministra aulas nos cursos de Design de Interiores, Design Gráfico e Design de Produtos no Centro Universitário Belas Artes. Professor de programas de aperfeiçoamento da Câmara de Arquitetos, IAB – SP, com Formação Continuada e AEA – Academia de Engenharia e Arquitetura; atuando em todo o território nacional.  Desenvolve projetos nas áreas residencial e comercial.
    Guinter Parschalk – Arquiteto e designer, especialista em iluminação e percepção visual com atuação internacional. Especialista em desenho industrial na Hochschule für künstlerische und industrielle Gestaltung Linz – Áustria.
    Isac Roizenblatt – Engenheiro elétrico formado pela Escola de Engenharia Mauá, São Paulo – Brasil – CREA 23171 (1968). Mestre em Energia pela Universidade de São Paulo. Especialista em Iluminação pela Universidade Tecnológica de Eindhoven – Holanda. Programa Interunidades do Instituto de Eletrotécnica e Energia, Escola Politécnica, Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis e Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Consultor da Pró Light and Energy Consultants.
    Jamile Tormann – Lighting – Designer, Fez Arquitetura e Urbanismo pela USU – RJ, Licenciatura Plena em Artes – Habilitação em Artes Visuais pela FADM-DF, é Pós-Graduada em Iluminação e Designer de Interiores pela UCB-RJ. Autora do livro Caderno de Iluminação: arte e ciência. Editora Música e Tecnologia – RJ, 2006. É Sócia fundadora da ABrIC e ABIL, e Membro da CIE-BR comissão 3 (Comission Internationale de L’Éclairage). Escreve artigos como colaboradora para a Revista Lume Arquitetura – SP e Tecnoprofile Magazine – Argentina.
    Juliana Ramacciotti – Arquiteta e Urbanista pela FAAP-SP. Mestranda pela Mackenzie – SP. Atuou por 4 anos na Philips Lighting em  projetos luminotécnicos e por 7 anos como Country Manager da Lutron do Brasil.
    Leonardo Moraes – Sociólogo pela UFG – Mestre em História pela UnB, Especialista em História Nacional de Goiás pela UFG. Especialista em Docência Universitária pela UNIVERSO.
    Lori Crízel – Arquiteto. Mestre em Conforto Ambiental pela UFRJ – ênfase em Luminotécnica. Docente da UFRJ e UFPR.
    Luiz Emiliano Lavendaño – Arquiteto e Designer pela Universidad Católica de Valparaíso – Chile. Mestre em Design pela FAU/USP, docente e coord. do curso de graduação em Desenho Industrial da FAITER – SP.
    Marcos Simão – Arquiteto. Especialista em Tecnologia e Projeto de Iluminação pela UNESA.
    Nelson Ruscher – Eng. Eletricista e Mestre em Eficiência Energética e Eletrônica de Potência pela UNB. Consultor técnico da Philips Iluminação, Vice-Presidente da ABIL – Associação Brasileira de Iluminação.
    Nelson Solano – Arquiteto. Mestre. Doutorando em Arquitetura pela USP. Autor do Livro Iluminação e Arquitetura. Editora Geros – SP, 2001.
    Plinio Godoy – Engenheiro, coordenador da Divisão 3 do Comitê Brasileiro de Iluminação – CIE-Br, representante brasileiro no Comitê Internacional de Iluminação – CIE, palestrante no curso de Iluminação de Exteriores da Universidade de Versailles (Fr), autor de projetos reconhecidos, como a Ponte Estaiada, em São Paulo (SP).
    Silvia Bigoni – Arquiteta. Especialista em Marketing pela FGV. Mestranda pela USP. Consultora desde 2001 do segmento de iluminação. Ministra o curso de Pós-Graduação de Design de Interiores na FAESA/ES e presta consultoria para o Prêmio ABILUX de Projetos de Iluminação. Atuou  na OSRAM do Brasil por 11 anos e ministrou o curso de Projetos de Iluminação na FUPAM/FAU-USP. Desenvolve ao longo dos anos projetos de iluminação residencial e comercial tais como Livraria Cultura; Artefacto; Esfera.
    Thais Borges Lima – Arquiteta. Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UFBA. Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo pela UNB.
    Wilson Salloutti – Formado nas Faculdades Integradas Alcântara Machado, é sócio-fundador e atual diretor de Marketing da FASA Fibra Ótica, empresa pioneira na iluminação em fibra ótica para fins arquiteturais, decorativos e de comunicação visual no país. Sua luminária ‘Floating’ recebeu o Prêmio Via Design 2005.
    Convidado: Peter Gasper – Arquiteto e Cenógrafo. L.D. responsável pela maioria das luzes dos monumentos de Brasília. Trabalhou na Rede Globo, onde fez o cenário e iluminação das novelas. Iluminou a Hidrelétrica de Itaipu, o show de Frank Sinatra no Maracanã, a Missa do Papa e o Rock’n’Rio. Fez o projeto de iluminação da casa da Xuxa e BIG BROTHER BRASIL.

    As disciplinas são todas voltadas ao Lighting Design:

    •HISTÓRIA DA ILUMINAÇÃO
    •GRANDEZAS E CALCULOS LUMINOTÉCNICOS
    •FONTES DE LUZ ARTIFICIAL
    •PERCEPÇÃO VISUAL
    •SISTEMAS DE ILUMINAÇAO COM FIBRA ÓTICA
    •CONFORTO AMBIENTAL
    •DESIGN DE INTERIORES RESIDENCIAL
    •DESIGN DE INTERIORES COMERCIAL
    •DESIGN DE LUMINARIAS
    •METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO
    •PROJETO DE ILUMINAÇÃO AUXILIADO POR COMPUTADOR
    •ILUMINAÇÃO DE INTERIORES RESIDENCIAL
    •ILUMINAÇÃO DE INTERIORES COMERCIAL
    •ILUMINAÇÃO DE EXTERIORES
    •ILUMINAÇÃO ESPORTIVA
    •ILUMINAÇÃO CÊNICA
    •ILUMINAÇÃO DE MUSEUS, GALERIAS E SALAS DE EXPOSIÇÃO
    •A LUZ SOB CONTROLE
    •GERENCIAMENTO DE OBRAS E GESTÃO DE PROJETOS
    •CONCEPÇÕES E CRITICA DA ILUMINAÇÃO

    A duração do curso é de 20 meses com aulas uma vez por mês (Sexta das 18h às 23h, Sábado 8h às 19h, Domingo 8h às 13h) e o investimento é:

    •Matrícula = R$200,00
    •Parcelas = 21
    •Mensalidade = R$ 480,00

    Para maiores informações e inscrições:

    IPOG – Instituto de Pós-Graduação
    Av. Cândido de Abreu, 776, 6* andar, Ed. World Business
    Centro Cívico    Curitiba – PR
    Fones: (41) 3203-2899 / Fax 3203-2884 / 9900-9657
    curitiba@ipoggo.com.br
    www.ipoggo.com.br

  • LD: embelezamento urbano

    Ja falei sobre arte urbana e outras intervenções urbanas que visam a melhoria estética e a qualidade de vida das pessoas. Agora, apresento algumas idéias de como fazer isso usando a luz.

    Na palestra do Nelson Ruscher (Philips) ele falou sobre o uso da luz para o embelezamento urbano – city beautification.

    No caso de áreas públicas de pedestres e veículos, o maior desafio para o lighting designer é conseguir aliar a necessidade de uma iluminação eficiente com a arte de iluminar. Aqui é que encontra-se o grande desafio.

    Promenading on stars, Geneva

    Um passeio público onde foram implantados 10.000 topleds. Alguns paralelepípedos foram tirados e substituídos por luminários especialmente desenvolvidas para este projeto.

    Reprojected, Munich

    Uma idéia que proporciona movimento ao entorno. Telas LED que soltam projeções das sombras de pessoas passando.

    The World’s Largest Timepiece: Bahnhofstrasse Christmas Lights, Zurich

    Um projeto que foi desenvolvido para o natal e que acabou por ficar perfeito para esta rua comercial. A instalação liga a estação de trens ao lago com uma linha contínua de luz. São 1.1 Km de extensão onde foram dispostos 275 tubos especialmente projetados para esta instalação com 8.800 lâmpadas LED. O projeto é de Gramazio & Kohler.

  • A orelha não vê…

    Ontem fui ao masterclass do Peter Gasper aqui em Londrina e, mais uma vez, foi um show assistí-lo.

    Antes de falar sobre ele, tenho que deixar aqui  registrado alguns pontos sobre a conversa que tive com a Jamile Tormann. Já a admirava por seu trabalho na área cênica e agora, como pessoa também.

    Essa “iluminadora de bolso” – como ela mesma disse que a chamam por causa de sua estatura, confirmou o que já tinham comentado comigo sobre ela: tranquila, atenciosa e acessível. À frente do Ipog, é uma incansável batalhadora pró-qualificação profissional.

    Dentre os planos e metas está a implantação do primeiro mestrado brasileiro em Iluminação e a realização de congressos.

    Ela esteve aqui, junto com o “cara da luz” Peter Gasper, para fazer oficialmente o lançamento da primeira turma de especialização em Iluminação e Design de Interiores do IPOG aqui em Londrina. Para quem quiser maiores informações acesse o site do IPOG ou envie um e-mail para o Sandro, responsável pelo IPOG Paraná. As aulas estão previstas para começar em novembro e as vagas são limitadas.

    Após a introdução feita por ela, o Nelson Rusher, da Philips Brasil, fez uma explanação sobre City Beautification, ou em português bem claro: embelezamento urbano. Tema este já abordado por mim aqui neste blog neste post.

    Agora falando diretamente sobre o masterclass com o Peter. Adoravelmente simpático, simples e brincalhão, Peter faz os presentes viajar pelo universo da luz através de imagens de projetos de sua autoria. Para quem não sabe, ele é o responsável pela iluminação do Sambódromo do RJ, das obras de Niemeyer, Rock In Rio 3 e das edições Lisboa e Madri, Itaipu além de um vasto currículo extraordinário que incluem além de eventos e teatro, LD de empresas e residências como a da Xuxa.

    Muitos podem pensar que assistir à uma palestra, aula ou masterclass regada de imagens pode ser chato porém é bem o que o título deste post prega: a orelha não vê. Até mesmo para os profissionais de arquitetura, design e engenharia é complicado imaginar qual será o resultado final do projeto por ser a luz algo imaterial. Nós conseguimos ter uma noção, porém certeza, ninguém tem. Agora imagine os clientes. Na maioria leigos é complicadíssimo começar a falar que tal luminária ou lâmpada vai proporcionar esse ou aquele efeito e, por mais que você tente “desenhar” nas paredes, dificilmente eles conseguirão entender. Por isso a necessidade de ter sempre uma excelente biblioteca de imagens para mostrar aos clientes.

    Mas também, de nada adianta você ter toda essa biblioteca se pouco manuseia os equipamentos de iluminação. E realmene isso é verdade. Ver é uma coisa, analisar e copiar outra, atingir o mesmo efeito atraves da analise e cópia, impossivel. Ou você conhece a fundo o que está fazendo, especialmente na fase vivencial (pesquisa, instalação, afinação) ou então você pouco entenderá do assunto.

    Outro ponto que ele destaca é com relação à formação. É impossível uma pessoa sair de dentro de uma faculdade dizendo que domina ou sabe tudo, especialmente em iluminação. Isso é balela. Quem dera quem vai trabalhar com LD fosse obrigado a passar no mínimo um ano trabalhando dentro de um teatro. Com isso certamente teríamos um ganho enorme na qualidade projetual nacional e também não teríamos pessoas não habilitadas se metendo a falar sobre coisas que não entendem.

    De um modo geral, foi excelente e de alto nível o evento. No entanto não posso deixar de registrar aqui que varios profissionais ali presentes se sentiram incomodados – alguns arrisco a dizer até ofendidos. Mas não esquento, afinal estamos em Londrina, terra que amo mas que infelizmente tem pessoas com mentalidade de coronel, especialmente profissionalmente falando rsrsrsrs. Ninguém sabe tudo.

  • Peter Gasper – entrevista

    Um dos pioneiros do lighting design brasileiro, Peter Gasper iniciou sua vida profissional como cenógrafo de teatro, televisão e cinema. A vontade de estudar iluminação veio nos anos 1970, quando ele percebeu que a luz poderia ser uma ferramenta para a cenografia, uma aperfeiçoando a outra. Hoje Gasper atua também iluminando obras arquitetônicas, com destaque para as de Oscar Niemeyer.

    Leia a entrevista na íntegra no site da ArcoWEB.

    Eu terei o prazer de assistir a mais uma palestra dele juntamente com a Jamile Tormann aqui em Londrina dia 30 próximo.