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  • Curso on-line: Automação para edificações eficientes. LightingNow

    Você sabe como transformar seu projetos em Espaços Sustentáveis?   Pois o LightingNow traz até você a oportunidade de aprender mais sobre este assunto através de um workshop online.

    Objetivo:

    O Workshop On-Line tem por objetivo, trazer informações relevantes sobre o tema Automação para Edificações Eficientes, de maneira simples, clara e fácil aos profissionais do mercado, buscando um melhor entendimento sobre o assunto e promovendo cultura orientada à inclusão destes conceitos em seus projetos.

    O Instrutor José Roberto Muratori

    Engenheiro de produção formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) com especialização em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas.
    Atua há mais de dez anos na área de Automação Residencial e Tecnologias para Habitação. É presidente e membro fundador da AURESIDE, Associação Brasileira de Automação Residencial.

    Público-Alvo:

    Profissionais da área de Arquitetura, Decoração, Iluminação e Sustentabilidade;
    Profissionais da área de automação residencial e predial;
    Profissionais da área de energia (geração, transmissão e distribuição);
    Contratantes de projetos e serviços correlatos que precisam de maiores conhecimentos sobre o assunto;
    Estudantes e pesquisadores das áreas acima citadas.

    O Programa

    1º Módulo – Perfil do consumo de energia
    Dados quantitativos e qualitativos
    Matriz de geração e distribuição
    Políticas governamentais
    Posição das concessionárias
    Smart Grid
    Tendências mundiais

    2º Módulo – Novas tecnologias e mudança de hábitos
    Consumidor de energia x consumidor de tecnologia: comparativo
    A aceitação da tecnologia
    Mudanças de prioridades
    Introdução de novos produtos e serviços
    Experiências piloto em andamento

    3º Módulo – Oportunidades de novos negócios ligados à eficiencia energética
    Projetos inovadores
    Serviços inovadores

    4º Módulo – Apresentação e discussão de casos
    Empreendimentos corporativos
    Empreendimentos residenciais
    Residências unifamiliares

    Formato:

    O workshop será ministrado no formato de vídeo-aulas* e está dividido em 4 módulos com início em 26/03 e vai até 20/04 (4 semanas).

    A cada semana (segunda -feira) será disponibilizado um novo módulo que o participante pode assistir nos dias e horários que mais lhe agradar.

    Durante a semana, o participante pode tirar suas dúvidas sobre o conteúdo exposto com nossos especialistas pelo próprio site.

    Todas as aulas ficarão disponíveis para consulta até o final do último módulo.

    Mais informações:

    Workshop Automação para Edificações Eficientes
    Data: de 26/03 a 20/04
    Onde: Evento On-Line (internet)
    Valor: R$ 49,90

    Inscrições: clique aqui.

    *Para acessar o conteúdo, seu PC ou Tablet deve aceitar Flash. Faça um teste rápido e veja como será ministrado este curso, CLICANDO AQUI!

  • Do fogo ao LED: a história da iluminação

    Como ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente, compartilho aqui a matéria que saiu na Casa & Jardim sobre o museu. Assim que eu for à Sampa visitarei, tirarei fotos e colocarei aqui minhas impressões.

    É o tipo de passeio que eu adoraria fazer com meu mestre e amigo Farlley Derze!!!

    Segue a matéria:

    Do fogo ao LED: a história da iluminação

    Museu da Lâmpada, em São Paulo, conta a trajetória do homem na busca pela luz. O acervo inclui mais de 70 modelos diferentes, produzidos a partir do século 19.


    Ficar sem energia elétrica por alguns minutos é um tormento na vida moderna: cada minuto que passamos na escuridão, sem computador, televisão e outros equipamentos fortemente incorporados na nossa rotina, parece uma eternidade. Imagine, então, como era o cotidiano das pessoas antes do empresário americano Thomas Edison inventar a lâmpada. A criação deste objeto revolucionou a história e para mostrar como isso tudo aconteceu, São Paulo inaugura no próximo dia 15 de março o Museu da Lâmpada.

    O espaço, único do tipo na América Latina, conta com um acervo composto por peças antigas, produzidas a partir do século 19, e também por equipamentos mais modernos, utilizados nos dias de hoje. Tudo para contar como aconteceu a evolução da iluminação, desde que o homem começou a sentir necessidade dela, na pré-história, até os efeitos desta invenção na humanidade. “Havia dúvidas constantes de clientes e interessados sobre os princípios da luz. Como tínhamos um acervo de lâmpadas antigas, resolvemos investir e colocar a ideia em prática”, explica o idealizador do projeto, Gilberto Pedrone. A iniciativa é da empresa especializada em materiais elétricos Gimawa.

    PASSEIO ILUMINADO

    Além de ver de perto mais de 70 modelos de lâmpadas diferentes em exposição, o público também poderá assistir a vídeos explicativos, para saber mais sobre cada um deles. Outra atração do museu é o Teste de IRC. Interativo, permite que os visitantes experimentem e entendam como funciona a visualização de cores por meio da luz e a variação dos tons de acordo com a fonte de iluminação. O espaço também trata do processo de reciclagem das lâmpadas e de sustentabilidade.

    Em entrevista ao site de Casa e Jardim, Gilberto Pedrone conta um pouco mais sobre o assunto:

    Casa e JardimCite alguma evolução muito importante para a humanidade que só aconteceu porque tínhamos luz.

    Gilberto Pedrone – Existem muitas, mas acredito que a principal foi o advento da organização social. O homem começou a utilizar a luz tanto para sua vida, em casa, como também à noite criando toda uma cultura de hábitos e conceitos.

    CJQuantos modelos de lâmpadas o museu tem? Foi difícil reunir todos eles?

    GP – O museu possui cerca de 70 modelos de lâmpadas. Foi difícil sim! Demorou cerca de dois anos para reunirmos um acervo de pesquisa.

    CJQual foi a maior dificuldade?

    GP – A maior dificuldade foi achar uma réplica da primeira lâmpada de Thomas Edison.

    CJQual é a peça mais antiga do museu?

    GP – É uma lamparina do ano de 1800.

    CJComo ela funciona?

    GP – Com acendimento a querosene.

    CJ Na sua opinião, qual é a peça mais curiosa?

    GP – Acredito que a peça mais seja um lustre que tematiza o momento de várias lâmpadas incandescentes. O objeto é adornado por fibras óticas.

    CJPor quê?

    GP – Porque é a junção dos tempos: passado e futuro, unidos por um único ideal, que é a iluminação.

    Serviço
    Museu da Lâmpada
    Inauguração: 15 de março de 2012
    Av. João Pedro Cardoso, 574
    Aeroporto – São Paulo, SP
    Ingresso: um quilo de alimento não perecível
    As visitas deverão ser agendadas pelo telefone  (11) 2898-9333

    Fonte: Casa e Jardim

  • LD na origem

    Esta entrevista com o Francesco Iannone foi publicada em 2007 na revista Lume Arquitetura.

    É bastante interessante a visão dele – que é considerado um dos pais do LD – sobre a atuação do profissional da área.

    Vale a pena ler e refletir sobre muitas coisas colocadas por ele nesta entrevista.

    Leia a entrevista aqui no site da Lume Arquitetura.

  • Designer? Seja bem vindo!

    Bem diferente do que me aconteceu numa loja aqui de Londrina e que relatei no post “Só dizáiner?” (sic), preciso mostrar que nem tudo está perdido nesta terra. Algumas (poucas) lojas tem a coragem e a ética de enfrentar o lobby estúpido dos arquitetos que predomina por aqui.

    Entre elas, destaco a MMartan do shopping Catuaí. (Rod. Celso Garcia Cid Km 377, Lj32A – Catuaí , Londrina – PR. CEP 86050-901 Tel:(43) 3339-4050 )

    Estive na loja no dia 29/12/11 já ao final da noite. Inicialmente ia comprar apenas duas capaz de travesseiro e dois travesseiros. Porém, a Nadir me atendeu tão bem desde a entrada na loja que acabei levando em edredom que não estava nos planos iniciais.

    Inicialmente ela estava me tratando como um cliente normal. Quando perguntei se havia algum desconto especial para especificadores ela me perguntou qual era a minha profissão. Respondi que era Designer de Interiores/Ambientes e especialista em iluminação (LD) ao mesmo tempo em que entregava-lhe o meu cartão. De pronto ela me levou até um terminal de computador para verificar a existência de meu cadastro no sistema. Eu já sabia que não existiria pois como trabalho 95% com projetos de LD, são poucas as lojas de outros produtos em que tenho cadastro aqui em Londrina.

    De pronto ela fez o meu cadastro e explicou o sistema de parceria da MMartan. Em momento algum percebi preferência por esta ou aquela classe social. Até relatei à ela o ocorrido na outra loja e ela me mostrou no sistema que não há preferências: todos recebem exatamente os mesmos benefícios.

    Nesse meio tempo acabei me interessando também por um edredom (luxuozérrimo!) que foi inserido na compra. Além dos descontos da promoção das peças iniciais ainda ganhei mais 10% de desconto sobre o valor total.

    No caixa vi um Aromatizador de ambientes Black Casa Moysés, e comentei com meu amigo (o mesmo que presenciou a cena grotesta na casa dos Puxadores) que um amigo em comum nosso usava aquele produto em sua casa. Comentei com a Nadir que em breve voltaria para comprar para mim pois adorei o cheiro do produto. Ela então, de pronto, me presenteou com um frasco pelo meu aniversário recém passado (27/12). Fiquei pasmo na hora e agradeci muito.

    Então, é este tipo de empresa, séria e ética, que temos de valorizar no nosso dia a dia profissional. É nestas empresas que devemos levar nossos clientes e tira-los daquelas que só fazem unir-se a lobbyes corporativistas mantidos por profissionais incapazes em sua área de origem e que, todos sabemos, só fazem DECORAÇÃO de Interiores por causa da grana que este mercado oferece.

    Assim, vou abrir uma lista em meu blogroll para divulgar empresas sérias como a MMartan que sabem valorizar o profissional, independente de que área venha.

    Parabéns à toda a rede MMartan por esta postura ímpar!!!

  • 2011 – o melhor aqui no DAC

    Como faço todo ano, aqui vai a lista dos posts que, na minha opinião, foram os mais importantes aqui no #DAC!

    Normalmente escolhe-se apenas um post por mês, mas às vezes fica difícil. Então, divirtam-se nas leituras sem esquecer que, além destes citados, tem vários outros.

    Vamos aptoveitar as férias para ler???

    Janeiro:
    Dúvidas sobre iluminação (LD)?

    Fevereiro:
    Carta aberta ao Senado Federal

    Março:
    E quando o cliente…

    Abril:
    É Proibido!
    (RE)Design

    Maio:
    Design de Interiores/Ambientes – localização

    Junho:
    Especificação e o Código de Defesa do Consumidor

    Julho:
    Insista, invista e contrate um Designer de Interiores/Ambientes.
    Revistas de decoração – fotos e imagens podem realmente ajudá-lo a definir suas preferências e estilo?
    Do It Yourself (DIY) – perguntas a se fazer antes de começar uma reforma sozinho(a)

    Agosto:
    Especialista em Lighting Design???
    Picaretagem via internet

    Setembro:
    Concreto translúcido – Via Lume Arquitetura

    Outubro:
    “Y” x especializações
    Sobre tendências, revistas, cópias e o “eu” do cliente
    Precificando o projeto
    Luxuria ou futilidade?

    Novembro:
    Brieffing – #ComoFaz?
    Marcenarias: vamos educar o mercado?
    Home Staging???
    Do egoísmo profissional

    Dezembro:
    IES e Design: THE
    LD – a carnificina da mídia continua…
    “Só dizáiner?” (sic)

    Boa leitura e aproveito para agradecer novamente a todos vocês que me seguem e acompanham este blog pelo apoio.

    Agradeço especialmente à família Lume Arquitetura (De Maio Editora, na pessoa da Maria Clara De Maio) pela oportunidade de juntar-me a eles na revista. Este foi sem sombra de dúvidas o melhor presente que recebi este ano!! É uma honra fazer parte desta família!!!

    Mais que necessário lembrar também das amigas profissionais e blogueiras Elenara, Ro, Marcia, Maria Alice, Joyce e Geane. Incansáveis na busca  de informações relevantes e sempre dispostas a me cutucar e provocar ahahahahhah amo vocês meninas!!!!

    Também não posso deixar de agradecer ao Ed que tem levado sozinho o Portal DesignBR. Cara todo o mérito do portal é seu, sou apenas um colaborador!!!!

    Que 2012 venha mega iluminado para todos nós e sempre, com as bênçãos de Deus sobre nossas vidas!!!.

    ;-)

  • A cor da luz

    Por Farlley Derze*

    Texto originalmente publicado na Revista Luz & Cena, edição número 149, dez/2011, autorizado pelo professor Farlley a sua publicação aqui em meu blog. Este faz parte de uma série de 5 artigos que serão publicados na revista.

    Aurora Boreal. Fonte: Curiosando

    Uma das maravilhas que a natureza nos proporciona é a poesia das cores da luz, durante as 24h do dia. Nós brasileiros, devido à posição de nosso território no globo terrestre podemos contemplar as nuances coloridas no horizonte quando desperta o sol, ou quando ele se despede ao anoitecer. Por outro lado, os povos que habitam próximo aos polos têm a chance de assistir a outro espetáculo de cores: a aurora boreal no polo norte e aurora austral no polo sul, quando rajadas de ventos solares (neutrinos) colidem com o conjunto de gases de nossa atmosfera. Resultado: um ballet de cores em movimento a altitudes que variam entre 80km a 200km, onde cada cor representa um tipo de gás.

    Como o assunto é a cor, olhemos para a realidade tecnológica da iluminação artificial, dos dias atuais. Quem frequenta casas de espetáculos tem a oportunidade de assistir em peças de teatro ou shows de dança e música, uma multidão de cores que dialogam com a cena. Então podemos pensar metaforicamente em linguagem ou linguagens de iluminação, tal qual ocorreu no mundo da pintura ocidental e suas linguagens: pintura medieval, renascentista, barroca, neoclássica, romântica e uma avalanche de “ismos” que caracterizou a pintura moderna (impressionismo, pontilhismo, expressionismo, futurismo, cubismo, primitivismo, raionismo, construtivismo, fauvismo, surrealismo, abstracionismo…). Assim como por traz de cada linguagem pictórica havia um grupo de pintores que a representava, nas linguagens da iluminação cênica há um grupo de artistas que as representam – os iluminadores cênicos. Pintores e iluminadores cênicos têm muito em comum. Refiro-me à maneira como conjugam poeticamente a cor, os contrastes de luz (do brilho mais intenso ao facho mais tênue), os diálogos entre luz, sombra e escuridão, a distribuição dos movimentos de luz que convidam nossos olhos a passear pelas superfícies e vãos que se alternam no espaço. Por trás do repertório poético de cada profissional há o repertório tecnológico com o qual lidam para unir conhecimento e criatividade a serviço da cena a ser iluminada. Os pintores medievais, renascentistas, barrocos faziam de forma caseira suas tintas coloridas com gema de ovo, sangue de animais, metais oxidados, ervas, carvão e óleos vegetais. Após entrevistar dezenas de iluminadores cênicos brasileiros descobri que muitos deles criaram artefatos como mesas de luz, refletores e dimmers, dentre outros, artesanalmente. Souberam dar soluções muito criativas para a obtenção de luz colorida bem como para a obtenção de materiais para montar refletores. Um deles me contou que pegava restos da indústria automobilística, como porta de fusca, e em casa retorcia a chapa para montar um refletor do tipo PC. Eu adoraria compartilhar essas histórias que ouvi desses profissionais aqui nessa coluna, em edições futuras.

    Como prometi na edição anterior vou compartilhar com vocês a ideia que o italiano Sebastiano Serlio teve em 1551, e que deu origem à iluminação colorida na cena. Com base na fonte bibliográfica que tenho em meus arquivos, um livro de 1929 chamado The history of stage and theatre lighiting, Sebastiano Serlio trabalhava em um teatro no século 16 e teve a ideia de posicionar algumas velas atrás de garrafas de vidro que estavam cheias de uma mistura de água com líquidos de cor vermelha ou azul. O resultado foi a propagação de luz colorida por causa das propriedades físicas da luz, como reflexão e refração. Para intensificar o efeito, ele teve a ideia de posicionar atrás das velas uma espécie de disco de metal para aumentar o poder de reflexão, como se fosse um espelho. O conjunto então era: garrafas cheias de líquidos coloridos, por detrás delas as velas, e atrás das velas as superfícies metálicas. Caso o prezado leitor tenha interesse em ler esse livro, eu o tenho no formato digital (pdf). Basta solicitar por e-mail: diretoria@jamiletormann.com

    Agora nos resta fazer uso da imaginação para vislumbramos o efeito luminoso – cênico – proporcionado pela ideia desse italiano renascentista, numa época onde um ambiente fechado como o teatro dispunha apenas da chama acesa como fonte luz a contracenar com manchas de escuridão. Imaginemos agora as velas, garrafas coloridas e superfícies metálicas a esparramar cores na cena teatral.

    Nos dias atuais, o diodo emissor de luz (LED) é a vedete tecnológica. Oferece baixo consumo energético, pouca dissipação de calor e muita variedade de cores. Entretanto, basta ouvir o que pensam os membros da Associação Brasileira de Iluminação Cênica (AbrIC), os membros do Instituto Brasileiro de Tecnologia Teatral (IBTT), e professores do Instituto de Pós-Graduação (IPOG) que juntos formam uma rede cultural de profissionais da iluminação. Eles apontam limites do LED no que tange às respostas dessa fonte de luz ao dinamismo das linguagens da iluminação cênica, mais especificamente no âmbito do teatro, já que no âmbito da iluminação arquitetural já se encontraram soluções para colorir fachadas, por exemplo, e demais elementos estáticos. Pela lógica histórica, o tempo é o recurso que funciona para aperfeiçoar as soluções tecnológicas que nascem rudimentares e limitadas até que se encontrem mais lapidadas para maior proveito em determinada área de atuação, com base nas intenções de cada geração profissional que tenha oportunidade de interagir com os diversos estágios da tecnologia. Foi assim com a iluminação cênica quando na Idade Média se usavam velas e archotes até que estivessem disponíveis os lampiões a querosene e lâmpadas a gás no séc. 19. Com a conquista da eletricidade, uma família de lâmpadas de arco-voltaico e incandescentes aos poucos proporcionou recursos técnicos e artísticos como a dimerização, que ao lado do repertório crescente de tipos de refletores e jogos de cores possibilitaram mais plasticidade na linguagem artística do iluminador cênico que recita sua poesia no espaço. Eu acredito na iluminação cênica como mais um bom ingrediente, dentre as inúmeras formas que nós temos à disposição, para se compreender facetas do mundo da arte e da ciência na conexão entre sensações biológicas, realidade cultural e avanços tecnológicos.

    Dos ritos medievais à indústria do entretenimento a iluminação cênica nasceu e se desenvolveu graças àqueles que descobriram como provocar a imaginação humana.

    *Farlley Derze é Prof.do Instituto de Pós-Graduação; Dir. de Gestão e Pesquisa da empresa Jamile Tormann Ilum. Cênica e Arquitetural.; membro do Núcleo de Estética e Semiótica da UnB. Doutorando em Arquitetura. diretoria@jamiletormann.com

  • O cheiro da luz

    Por Farlley Derze*

    Texto originalmente publicado na Revista Luz & Cena, edição número 148, nov/2011, autorizado pelo professor Farlley a sua publicação aqui em meu blog. Este faz parte de uma série de 5 artigos que serão publicados na revista.

    Durante milênios para se produzir luz artificial foi necessário alguma forma de combustão: foi assim com nossos ancestrais paleolíticos das cavernas há aproximadamente 500.000 anos, quando descobriram o valor do fogo para aquecer o grupo e iluminar o espaço noturno. A chama como fonte de luz artificial foi uma situação que perdurou até o final do século 19. Conclusão: a luz artificial tinha cheiro. Uáu! Então nossos tataravós e toda aquela gente famosa como Platão, Cleópatra, Nero, Joana D’Arc, Galileu, Mozart e quem mais você puder se lembrar tinha o seu ambiente noturno iluminado por chamas. Podemos então inverter o velho ditado e dizer: “onde há fogo há fumaça” (e um cheirinho). Roupas, cortinas, cabelos, tapetes, paredes… o ar…, se o ambiente era escuro sem janelas, ou quando a noite chegasse, a luz tinha seu cheiro. De 2009 a 2011, compilei mais de 600 entrevistas em 14 capitais brasileiras com idosos que foram testemunhas da iluminação artificial produzida por uma chama. Ouvi relatos de que ao se dormir com as lamparinas de querosene acesas, à meia-luz, as narinas amanheciam pretas da fumaça. Os cabelos e os pijamas tinham os vestígios do cheiro do querosene. Voltemos no tempo: imaginemos nossos ancestrais das cavernas, Aristóteles ou Beethoven e nossos tataravós que também não conheceram a iluminação elétrica, essa que temos hoje – inodora. Que tal voltarmos nos tempos de Shakespeare para nos sentarmos dentro de um teatro elisabetano e assistir a uma de suas obras à luz de velas? E a fumaça? Há inúmeros filmes de época que mostram a realidade tecnológica da iluminação artificial, e lembrei-me agora do filme “Em nome de Deus”, que se passa no século 12. Lá tem uma cena no interior de uma taberna onde se desenrola uma peça teatral. Você vai ver a quantidade de fumaça que exala das velas situadas na boca de cena – as luzes da ribalta daquela época.

    A essa altura você já deve ter concluído: uáu, a luz artificial além de ter cheiro tinha apenas uma cor, a cor amarelada da chama… … inclusive a cor da luz se manteve amarelada mesmo com a chegada das primeiras lâmpadas elétricas no século 19. Basta compararmos a chama acesa da combustão com aquele pedaço de brasa do filamento incandescente que foi engarrafado dentro de uma bolha de vidro. Concordo com sua conclusão, e acrescento um tempero a ela. Foi o químico inglês Humphry Davy que deu o ponta-pé inicial para a conquista da luz elétrica, ao demonstrar em 1802 que um filamento de platina incandescia quando oferecia resistência à passagem da corrente elétrica. Em 1808 ele criou a primeira lâmpada elétrica, que não era incandescente e sim a arco-voltaico, que iluminou cidades da Europa nas duas últimas décadas do séc. 19 e nossa antiga capital Rio de Janeiro até 1920, além de servir ao cinema para projeções até os anos 80. Durante o séc. 19, um francês, um russo e outro inglês inventaram suas lâmpadas elétricas incandescentes, mas nenhum deles teve a perspicácia de Thomas Edison. Foi Thomas Edison que… digamos…socializou o artefato, pois criou a primeira fábrica em 1890 – a Edison General Eletric (GE). Pronto: luz elétrica em casa, luz sem cheiro. Edison tentou 2.000 tipos de filamentos: bambu carbonizado, platina…e até cabelo de seus funcionários ele arrancava de suas cabeças para fazer passar a corrente elétrica…enfim, testava tudo que a imaginação permitisse. Mas foi uma simples linha de algodão (daquelas de costura) que se demonstrou ser o melhor filamento para deixar a lâmpada acesa por aproximadamente 45 horas – um recorde. Bastou impregnar a linha com alguns restos carbonizados que ficavam depositados no fundo dos lampiões a querosene. E a linha enegrecida ficou em brasa com a passagem da corrente elétrica. Luz elétrica, e luz sem cheiro.

    Hoje a vedete tecnológica é o LED, isto é, os “diodos emissores de luz”, que eu gosto de pensar neles como uma espécie de vagalumes artificiais.

    Agora você chegou a mais uma conclusão: o mundo se coloriu a partir da luz elétrica. Quem não se lembra da luz colorida da lâmpada de néon, inventada pelo químico francês George Claude em 1902? Hoje as cores luminosas estão em telas de computadores, celulares, tablets, TVs, nas ruas e nos olhos apaixonados. Contudo, justiça seja feita, o teatro deu sua contribuição às cores da luz muito antes da eletricidade, lá nos tempos de Pedro Álvares Cabral. Foi uma ideia do italiano Sebastiano Serlio, em 1551, que deu origem à iluminação colorida na cena, história que vou contar na próxima edição. Despeço-me com um abraço a todos os iluminadores cênicos, essas criaturas geniais que criam colmeias de luz na caixa cênica.

    *Farlley Derze é Prof.do Instituto de Pós-Graduação; Diretor de Gestão e Pesquisa da empresa Jamile Tormann Iluminação Cênica e Arquitetural; membro do Núcleo de Estética e Semiótica da UnB. Doutorando em Arquitetura. diretoria@jamiletormann.com

  • A história das listras

    por Ligia Fascioni

    Uma das coisas que mais me encantam no mercado editorial americano é que o volume de publicações é tão escandalosamente astronômico que dá até para um sujeito escrever um livro sobre listras e seu significado ao longo da história (sim, listras, aquelas faixas compridas de cores diferentes que estampam um tecido).

    Não pude resistir a algo assim (como poderia?) e antes de alguém achar que o meu já altíssimo nível de futilidade atingiu o seu extremo, devo dizer que essas informações podem ser bastante úteis para quem trabalha com design gráfico, artes, ilustrações ou qualquer área da comunicação visual.

    O livro se chama “The devil’s cloth: a history of stripes” e foi escrito pelo historiador de arte francês Michel Pastoureau (ele também estudou a história de várias cores que já estão na minha lista – sem trocadilhos).

    A história começa com o grande escândalo registrado em 1254 em Paris, quando uma ordem de religiosos carmelitas chegada de Jerusalém entrou na cidade usando hábitos listrados de branco e marrom. Reza a lenda que as roupas eram assim porque representavam como as vestes brancas do profeta Elias, fundador da ordem, ficaram após terem passado através de chamas. Como ele não morreu, os hábitos listrados passaram a simbolizar uma espécie de armadura de proteção. Há variações de interpretação dependendo do número e das cores das faixas (as 4 brancas representavam as virtudes cardinais: retidão, justiça, prudência e temperança; e as 3 marrons, as virtudes teológicas: fé, esperança, amor).

    Mas voltando ao escândalo, os monges foram motivo de chacota e insultados por todo mundo porque na Europa as listras estavam associadas aos países islâmicos, e, por isso, eram indignas dos cristãos. O caso era tão sério que um clérigo foi condenado à morte, em 1310, não apenas porque se casou, mas principalmente por ter sido pego em flagrante usando roupas listradas.

    Mesmo na sociedade leiga havia leis que reservavam as listras para uso exclusivo de bastardos, prostitutas, palhaços, malabaristas, coxos, boêmios, hereges e enforcados, enfim, todos aqueles que não podiam ser considerados cristãos honestos, “gente de bem”. Com o tempo, chegou-se até a ampliar o uso para identificar ocupações menos nobres como ferreiros, moleiros, açougueiros e serviçais menos qualificados. Na época, nem Judas escapou de ser representado usando seu modelito bicolor nas obras de arte. São José, inclusive, que nesse tempo carecia de prestígio (a mulher havia engravidado de Outro), aparece com bastante freqüência usando o padrão. A zebra, coitada, era um animal maldito, desnecessário esclarecer os motivos.

    As listras eram associadas ao não puro, não liso, não reto; aquilo que dividia, que mudava (um cristão honesto não podia admitir esse tipo de variedade ou diversidade). Para a cultura medieval, duas cores confrontando-se no mesmo tecido representavam o mesmo que dez cores, ou seja, a transgressão, a rebeldia.
    A popularidade veio com a heráldica, onde os brasões se dividiam em cores e, por vezes, incluíam áreas flagrantemente listradas. É que na idade média quase todo mundo podia ter seu brasão (não somente os nobres, como a gente às vezes acredita). A única regra era que o desenho fosse inédito; para se ter uma idéia, 15% da população tinha um escudo para chamar de seu, de maneira que ficou difícil evitar as linhas paralelas. Cada tipo de hachura tinha um nome e as variações eram infinitas. Os códigos das listras não apenas representavam etnias, clãs e grupos familiares europeus; as tribos africanas e os povos andinos da América do Sul mostram que a prática era quase universal. Ah, cabe dizer que, para todos os efeitos, o xadrez era considerado um tipo de super-listra.

    Mesmo tão populares, cabe dizer que, na Europa, as listras continuaram tendo uma conotação negativa, sendo mais ou menos pejorativas de acordo com o desenho. Nos brasões, elas invariavelmente indicavam cavaleiros traidores, príncipes usurpadores, plebeus, bastardos, reis pagãos, mercenários e toda a sorte da mais fina “elite” da época.

    Aos poucos os significados foram mudando e as listras verticais passaram a ser usadas pela aristocracia; já as horizontais, mais comuns, pelo serviçais. As listras viraram moda, caíram em desuso, voltaram. Nunca chamaram tanto a atenção como nas revoluções (elas representavam transgressão, lembra?) a ponto de virarem figurinha fácil em bandeiras; pelo mesmo motivo, tornaram-se as queridinhas de artistas rebeldes.

    Mesmo assim, as listras más, por assim dizer, nunca desapareceram. Elas, na verdade, caracterizam a coexistência de dois sistemas de valores opostos baseados na mesma estrutura.

    A etimologia da palavra também revela muita coisa. Em francês, o verbo rayer significa fazer listras, mas também remover, apagar, eliminar e excluir; em resumo, punição. O verbo corriger também tem o mesmo duplo sentido: fazer listras e corrigir. As “casas de correção” servem para punir e as janelas são ornadas com barras que parecem listras. Bars, aliás, podem ser listras ou barras (sem esquecer que sempre se pode “barrar” alguém indesejado).

    Em inglês, a palavra stripe pode ser traduzida como listra, mas também é relacionada ao verbo to strip, que pode significar tanto despir como privar, deixar sem, punir.

    Em latim, palavras como stria (listra, raia), striga (linha, sulco), strigilis (raspar, arranhar) pertencem à larga família do verbo stringere que, entre outros significados, também pode ser traduzido como fechar, tirar e privar; constringere significa, literalmente, aprisionar. Em quase todas as línguas que se pesquise, listras estão sempre associadas à exclusão, impedimento, punição.

    Os medievais acreditavam, inclusive, que além de diferenciar os bons dos maus, as listras também serviam como um portão, ou filtro, para proteger as pessoas fracas das influências nefastas do demônio. Curioso observar que hoje em dia as listras são usadas predominantemente em pijamas. E em qual situação, senão completamente indefesos na nossa cama e em pesadelos, estamos mais vulneráveis à ação dos espíritos malignos?

    No início da popularização das listras pelos cidadãos comuns, elas eram usadas apenas nas roupas íntimas. Alguém tem um palpite do porquê? Ora, essas peças tocam as partes “sujas” do nosso corpo. Sem dizer que as listras eram coloridas por tons pastel, ou seja, cores falhadas, quebradas, mutiladas, desbotadas. Com o tempo, todos os objetos e roupas relacionados à higiene (que precisam de “barras de proteção” contra o mal, no caso, a sujeira) também utilizam estruturas bicolores ou multicolores em tons pastel.

    O mundo contemporâneo é muito complexo em termos semióticos e estudar listras é um desafio de respeito. Há realmente muito que analisar: as listras das pastas de dente; a presença constante nas marcas esportivas, os onipresentes códigos de barras, o vai e vem do padrão na moda e muito mais (eu fiquei prestando muito mais atenção nas listras quando acabei de ler o livro).

    Muita coisa mudou, mas o imaginário coletivo continua representando apenas os marinheiros de mais baixo escalão com uniforme listrado, os presidiários, o malandro carioca e sua indefectível camiseta bicolor e os gânsters em seus ternos de risca…

    E você, já se alistou?

     

  • Vamos ao meu Reader???

    Bom, 3 meses sem acessar o meu reader por absoluta falta de tempo…. Vou demorar uma semana pra ver tudo aquilo… Mas vamos dar uma olhada no que tem de interessante por lá.

    1 – Polka dot motif
    Yayoi Kusama está com uma exposição no Centre Pompidou onde celebra os artistas japoneses com pinturas, esculturas e instalações.

    2 – Kevin Kane, da Arktura
    Móveis, formas, sombras e texturas. Esse pessoal são feras em desenhar móveis que ajudam na complementação dos ambientes seja pelas formas, cores ou sombras provocadas por eles.

    3 – Wandering in Knowledge Installation \ Manuel Dreesmann
    O vídeo diz tudo… Lindo!!!

    4 – Velas na decoração de Natal
    Sou apaixonado por velas e olha só estas três idéias que encontrei no blog da Ana Claudia Cavalcante para o Natal.

    ADOREI!!!

    5 – Dim Sum Bar, Hou de Sousa
    Olhem que balcão lindo desse bar em Quito, no Equador!!!

    6 – The Florakids Bathroom Collection by Laufen
    Cores e formas para seus filhos ;-))

    7 – Hashid > Carne de vaca e/ou arroz de festa

    Sinceramente gente? Não aguento mais ver Hashid pipocando em tudo quanto é blog e site. Pra mim, já perdeu a graça faz tempos pois virou um mero copiador de si mesmo. Não, não o vejo mais como um profissional que tem identidade e sim como alguem que encontrou um nicho e uma cor que fez sucesso e depois disso passou a ficar repetitivo, enjoativo, sem graça. Identidade tem é o Rosenbaum que, com projetos super diferentes um do outro, você reconhece a mão e a mente dele só de bater os olhos nas fotos. Já Hashid está se copiando direto, sempre as mesmas formas, sempre a mesma cor, sempre o mesmo. Nem olho mais quando vejo algum post sobre ele pois ja cansei de ver sempre a mesma coisa. Pra mim, virou, como dizem os populares, carne de vaca e/ou arroz de festa. Não passa de mais um que tem $$ para bancar o jabá da mídia “dita especializada”. Ha, o Rosenbaum também tem? Ok, então indico um mega designer autoral: o Vinícius, do Pé Direito Duplo. O cara deixa a sua marca em todos os projetos sem ser nada repetitivo. #ProntoFalei

    8 –  Chega de demolir
    Sempre que vejo este blog fico triste em perceber que o desrespeito à nossa história não é um problema apenas aqui de Londrina (onde tudo que é “velho” tem de dar lugar ao novo, à “evolução”.
    Isso reflete claramente o nível da educação ofertada nos últimos anos que está gerando uma sociedade cada vez mais burra, alienada e egoísta.
    É triste vermos diariamente edificações que fazem parte de (e contam a) nossa história irem abaixo.
    Mas culpa disso vem especialmente dos empresários gananciosos e do poder público (vendido e corrupto).
    Triste. Um povo sem memória é um povo sem história.

    9 –  ADOOOOOGOOOOOOOO

    Acho até que ja postei essa imagem aqui no blog mas vale a pena repeti-la se for o caso rsrsrsrs

    Se alguém souber onde tem pra vender aqui no BR me avisa ;-)

    10 – Cansei….

    Tem muita coisa ainda em meu reader, mas acho que por hoje já deu rsrsrsr

    Então fiquem com estes dois vídeos para encerrar:

    Primeiro, um do Qubique Next-Generation Tradeshow:

    E agora uma sequência de Natal. São vídeos do Natal do Palácio Avenida, em Curitiba. Muito além de ser um evento MARAVILHOSO devo destacar o trabalho que é feito nos bastidores junto às crianças órfãs. E neste ano, com o tema “O Poder da Música” o espetáculo ganha uma nova dimensão e beleza. As músicas escolhidas este ano levam este tema ao pé da letra, está perfeito! São apenas 4 partes do espetáculo que apresento aqui mas vale a pena ir à curitiba para assisti-lo inteiro.

  • Belo Monte: eu digo NÃO!

    Apoio integralmente o Movimento Gota d’Água!

    Não a Belo Monte!

    NÃO ao descaso e aos coleguismos, desvios de dinheiro e corrupção que esta obra já está provocando.

    Mas também, NÃO aos sérios danos ambientais e sociais que esta obra vai causar!

    www.movimentogotadagua.com.br

    Tentei acessar para assinar a petição e não consegui. Se alguém conseguir me avise aqui ou pelo facebook ok??? Faço questão de assinar!!!!

    Até brinquei no facebook alegando uma possível censura do (des)governo já que esse movimento vai duramente CONTRA o que o PT quer. Sei que pode ser apenas excesso de fluxo (Oxalá seja isso e não a primeira opção vinda por um partido pseudo-democrático e uma presidentE melindrosa que não aceita ser contrariada e que certamente não gostou nem um pouco do recadinho direto no final do vídeo).

    E você? Acha que não tem nada com isso?

    Vai ficar aí posando de ético e moralista e não vai assinar???

    Aham….

    #SentáLáCráudia¹³!!!

  • Mais sobre D.A.

    E lá vou eu de novo falar sobre esse assunto. Já falei algumas vezes sobre plágio e Direitos Autorais (DA) aquiaqui e compartilhei um excelente texto da Sandra aqui, além de outras mais. Também “desopilei o fígado” sobre o assunto aqui. Para alguns (os fidaputinhas descarados) é um assunto chato e, muito provavelmente, nem lerão este post. Mas para aqueles sérios e éticos, é um assunto mais que pertinente, especialmente aqueles que, como eu, sofrem com a cara de pau de muita gente por aí que vem aqui em meu blog, copiam partes ou textos completos e não citam a fonte, quiçá ao menos um “muito obrigado, seu trouxa, por me poupar tempo em pesquisa e me entregar o que eu precisava aqui, prontinho”.

    Bom, esclarecendo uma coisinha: quando disponibilizei aqui o modelo de contrato nem de longe quis dizer que TODO o conteúdo deste blog está disponibilizado e livre do Direito Autoral. Aquele modelo de contrato eu disponibilizei pois sei que esta é uma da maiores dificuldades para os egressos: elaborar um contrato decente para poder trabalhar com segurança. Os profissionais e acadêmicos que o copiam, tudo bem, sem problema algum pois como eu escrevi no post: está disponibilizado, livre para o uso de vocês. Mas, a partir do momento em que vejo professores distribuindo aquele contrato (sem alterar um “A” sequer) como se fosse material de sua autoria ou de sua produção acadêmica, aí já se torna uma puta falta de respeito não só comigo, mas também com seus alunos e com a instituição que lhe emprega. Mostra claramente o nível de respeito com o qual leva a sua profissão.

    Bom, então lá vou eu de novo compartilhar mais um excelente texto, de outra blogueira (Nospheratt). Pela qualidade de seu blog (Blosque – blogando com a alma) eu já imaginava que ela também sofria com esse problema e não me surpreendi ao encontrar em seu blog um texto falando sobre.

    Plágio e Direitos de Autor nos Blogs – Legislação Aplicável

    Mais desenhado, para os idiotas que não entendem o que lêem, impossível. Mais explícito, para os FDP que copiam descaradamente e sem permissão, impossível.

    foto: via PortalMidia.net

    Tá dado o recado. Depois não digam que eu não avisei. Estou preparando uma lista (feita através de uma exaustiva pesquisa) onde colocarei TODOS os que me copiam e não citam a fonte (roubam a autoria). Além da ridicularização na web (sim, espalharei através deste blog e de todas as outras formas possíveis de comunicação os nomes e links) preparem-se pois meu advogado está recebendo cada link que encontro e preparando ações deliciosamente indenizatórias.

    #FicaDica

  • antes de plagiar, leia isso:

    A Márcia Nassrallah colocou lá no grupo deste blog no facebook um link para um excelente material desenvolvido pela UFRJ sobre plágio. Na verdade trata-se de uma cartilha explicando de forma simples o que é e quando você está cometendo plágio (crime) e também as punições que você pode vir à receber caso seja pego.

    De tão necessário ultimamente, resolvi disponibiliza-lo aqui para vocês. Podem clicar, é um arquivo em PDF.

    cartilha-sobre-plagio-academico

    Então, antes de copiar o que for, deste blog ou de qualquer outro lugar, leia esta cartilha. Aqui em meu blog, leia a página D.A. onde deixo bem claro que o conteúdo é fruto de meu trabalho e, portanto, deve ser respeitado.

  • Fomos Descobertos. E agora?

    Por: Suzie Ferreira do Nascimento

    Distintamente do artista, o designer, caso existisse já naquele tempo, teria sido recebido de braços abertos por Platão, em parte por seu perfeito enquadramento numa lógica produtiva, em parte também por serem os objetos por ele criados necessários à manutenção dos papéis sociais, mas, sobretudo, por sua cordata submissão à racionalidade. Sim, nós os designers, sobretudo os que tivemos nossa formação sob a norma irrefutável da “forma que segue a função”, somos quase que incapazes de questionar a lógica. Somos criaturas da revolução industrial e não concebemos nossa própria utilidade em outro universo. Nada de mais, considerando que há muito tempo outros profissionais se ocupam deste tipo de questionamento, a saber, os artistas e os filósofos. O problema surge quando a técnica passa a ser assunto de relevância filosófica, trazendo a reboque o profissional do design para uma arena de discussão na qual ele não se sente muito à vontade, e na qual argumentos técnicos não são de grande valia. Como atores do mundo tecnológico, agora somos chamados a expor nossas motivações, nossa ética, nossos valores. Os pensadores da atualidade nos descobriram e querem nos conhecer. Fomos pegos de surpresa? O que sabemos nós sobre os fundamentos do nosso criar? Que responsabilidade temos sobre nossa criação? Temos verdadeira noção do impacto de nossa criação no mundo?

    Mas como falar em valores neste mundo regido pelo consumo, onde tudo se torna cada vez mais descartável, e o sempre novo é exigido? Nosso cérebro máquina foi educado a criar mais e mais coisas, cada vez que assim o requisitassem, e nisso nos tornamos muito eficientes. Nunca coube a nós questionarmos o porquê de tanto consumo, a origem de tantos desejos insatisfeitos. Se o ser humano, frustrado em sua existência, buscava nos objetos uma satisfação, nossa função sempre foi fornecer novos objetos, e não nos atermos ao seu caráter frustrante.

    Neste novo quadro, penso que não há como fugir. Na época da pós-metafísica(1) onde nada mais transcende, temos de nos haver entre nós mesmos, com nossos problemas e nosso mundo. Temos que, forçosamente, desenvolver uma filosofia da existência. Como design que resolveu estudar filosofia, também fui pega de surpresa ao descobrir em Heidegger a relevância do mundo da técnica na atualidade. Uma relevância de caráter ontológico, e não qualitativo ou quantitativo, como habitualmente nosso ofício é classificado. Isto porque, para Heidegger, a metafísica ocidental provocou um “esquecimento do ser” e a técnica é parte ativa deste esquecimento. Com sua filosofia, Heidegger devolve ao homem a responsabilidade pelo cuidado do homem, afirmando que “o homem é o pastor do ser”. Em suas palavras, o mundo da técnica hoje se impõe de tal maneira que parece uma extensão natural dos sentidos humanos. É nessa perspectiva que ele coloca nossos objetos. E essa fusão homem objeto, torna o viver inautêntico(2), pois nega a finitude humana, suas limitações e angústias naturais:

    […] Se pensarmos a técnica a partir da palavra grega techné e de seu contexto, técnica significa: ter conhecimento na produção, techné designa uma modalidade de saber. Produzir quer dizer: conduzir à sua manifestação, tornar acessível e disponível algo que, antes disso, ainda não estava aí como presente. Este produzir vale dizer o elemento próprio da técnica, realiza-se de maneira singular, em meio ao Ocidente europeu, através do desenvolvimento das modernas ciências matemáticas da natureza. Seu traço básico é o elemento técnico, que pela primeira vez apareceu em sua forma nova e própria, através da física. Pela técnica moderna é descerrada a energia oculta da natureza, o que se descerra é transformado, o que se transforma é reforçado, o que se reforça é armazenado, o que se armazena é destruído. As maneiras pelas quais a energia da natureza é assegurada são controladas. O controle, por sua vez, também deve se assegurado.(3)

    Como eu disse, a técnica é algo de relevância filosófica na visão de Heidegger e, portanto, há muito de nós, designers, em sua argumentação. Isso porque em Heidegger, o que distingue o homem dos demais entes é o seu existir, e não sua razão: somente o homem existe. Deus é, mas não existe(4), a pedra é, mas não existe. E este existir tem íntimas relações com os objetos e seu caráter instrumental. O filósofo coloca em questão estes objetos, as coisas que o homem tem à mão e com as quais se distrai, esquecendo-se do próprio ser. Ora, como podemos nós, os que abastecemos este mundo de objetos cada vez mais interessantes, mais acessíveis, não fazermos parte desta discussão? Somos, no mais das vezes sem o saber, fornecedores do viver inautêntico a que se refere Heidegger. Antecipamos ao homem seus desejos, pretendemos dar-lhe todas as respostas colocando-lhe às mãos instrumentos diversos, e assim contribuímos para a diminuição de suas forças. Em termos filosóficos, essa antecipação da verdade, propicia, ao mesmo tempo, um aniquilamento do empenho de busca, tornando-o uma procura incessante por aquilo que não se pode apreender em sua autenticidade(5). O homem contemporâneo é dominado pelo processo técnico, no sentido de enxergar nele o único meio de sobrevivência e conseqüentemente de se adequar no mundo moderno, se diluindo em meio aos outros entes, se deixando arrastar pela vida inautêntica em meio aos objetos que manipula.

    Fiz uso aqui de alguns conceitos heideggerianos, com os quais espero ter contribuído para uma aproximação entre estes dois saberes, que são o design e a filosofia. Insisto em dizer que, a despeito de nós designers não estarmos habituados a isso, o mundo de agora, sem o consolo metafísico, voltou-se para si próprio e descobriu o quanto depende da técnica. É natural que procure apreendê-la. Cabe a nós designers participarmos desta nova discussão que se apresenta e, portanto, urge aprendermos também a filosofar.

    Notas e Bibliografia
    1) Heidegger (1889-1976) tornou-se célebre por defender a radicalização da metafísica. A tradicional interrupção entre o ente e o ser, com o advento da técnica, perdeu o sentido. Segundo o filósofo, é isto que caracteriza o esquecimento do ser. (Váttimo, As Aventuras da Diferença. Edições 70, 1988)

    2) Heidegger, M. Ser e Tempo. Parte I, 7ª Ed., Petropólis,RJ: Vozes, 1998.

    3) Apud CRITELLI, Dulce. Martin Heidegger e a essência da técnica. In: Margem, São Paulo, nº16, p. 83-89, dez. 2002.

    4) Heidegger, M. Que é metafísica? Tradução de Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1989b. (Os Pensadores).

    5) COSTA, Poliana E. Inautenticidade e finitude em heidegger, SABERES, Natal – RN, v. 3, número especial, dez. 2010

    Suzie Ferreira do Nascimento
    Suzie Nascimento pesquisa a questão da APARÊNCIA em seu aspecto comunicacional na moda, em seu caráter de máscara na filosofia de Nietzsche e na prática na prestação de serviços de beleza.Está em Curitiba, onde divide seu tempo entre conversas com clientes e o mestrado de filosofia…

    fonte: DesignBrasil

  • Sorteio: 1 assinatura da revista Lume Arquitetura

    Olá pessoal, vamos  mais um sorteio de uma assinatura da Revista Lume Arquitetura??? ^^

    Bom, então vamos lá:

    Para concorrer à mais esta assinatura gentilmente cedida pela Lume você deverá:

    1 – inscrever-se (ou já ser membro) no grupo deste blog e no de Lighting Design Brasil lá no Facebook

    2 – Buscar no Youtube um vídeo sobre iluminação (relacionada à luz, projeto) que você goste muito e compartilha-lo com todos lá no grupo Lighting Design Brasil. (não precisa explicar o porque de você gostar do vídeo, apenas buscamos incitar a troca de informações e a interação entre os profissionais).

    3 – Colocar aqui embaixo nos comentários a frase: “Eu quero ganhar a assinatura da Revista Lume Arquitetura”.  (este apenas para gerar os numeros de ordem de inscrição para fins do sorteio).

    O sorteio será dia 31/10/2011 às 20:00hs (horário de Brasília).

    Será realizado através do site http://www.random.org/

    Boa sorte à todos!!!

    _______________________________________________

    POR PROBLEMAS TÉCNICOS AQUI ESTOU ATRASADO COM O SORTEIO MAS ACABEI DE REALIZA-LO.

    QUEM LEVOU ESSA ASSINATURA FOI O NÚMERO 5:

    Caio Eduardo Fernandes

    Por favor Caio, entre em contato com a Katia (katia@lumearquitetura.com.br) para formalizar a sua assinatura.

    Parabéns ao Caio e a todos que participaram.

    Até o próximo sorteio ;-))

  • Revista Lume Arquitetura – Especial Internet – Ed 51

    Para quem não leu a matéria que saiu na revista Lume Arquitetura sobre os blogs que falam sobre iluminação e Lighting Design, a Maria Clara acabou de me encaminhar o PDF da mesma que disponibilizo aqui para vocês:

    Especial Internet – Blogs ed_51

    Mais uma vez agradeço a todos vocês que acompanham e apoiam o meu trabalho aqui neste blog. Sem vocês este reconhecimento não seria possível.

     

     

     

  • Apesar de tudo, eu nunca perdi a minha fé.

    Amigos,

    como todos vocês, tenho muitas lutas em minha vida. Algumas novas, outras já antigas que insistem em permanecer vivas, mesmo como fantasmas, reaparecendo vez ou outra.

    No entanto, a tudo isso digo com absoluta certeza:

    O meu Deus é maior que tudo ou todos!

    Tenho uma frase que carrego sempre comigo (em breve literalmente pois será tatuada) que diz:

    NÃO TEMAS, CRÊ SOMENTE!

    Sim, não temo mal algum e creio firmemente nas promessas de Deus para a minha vida e sei que chegará a hora em que olharei para trás e verei todos estes fantasmas e lutas derrotados e humilhados e poderei sorrir realmente para a vida.

    Enquanto um destes fantasmas do passado insiste em tentar me tirar o chão, Deus me proporcionou essa conquista maravilhosa que foi o reconhecimento da revista Lume Arquitetura.

    É sempre assim, em meio às lutas sempre há a beleza das bênçãos de Deus. Só nos resta escolher para qual delas focar a nossa vida. E eu escolhi focar nas bênçãos, vitórias e conquistas que Deus me proporciona diariamente seja num reconhecimento desse ou no simples bom dia de um vizinho.

    Portanto, como agradecimento a Ele que é tudo em minha vida compartilho essa música deste que é – sem sombra de dúvida – o melhor coro evangélico: The Brooklyn Tabernacle Choir.

    I Never Lost My Praise

    I’ve lost
    Some good friends
    Along life’s way
    Some loved ones departed
    In heaven to stay
    But thank god
    I didn’t lose everything
    I’ve lost faith in people
    Who said they cared
    In time of my crisis
    They were never there
    But in my disappointment
    In my season of pain
    One thing never wavered
    One thing never changed

    Chorus:
    I never lost my Hope
    I never lost my Joy
    I never lost my Faith
    But most of all
    I never lost my Praise

    My praise still here
    My praise still here

    I’ve let some blessings
    Slip away
    When i lost my focus
    And went astray
    But thank God
    I didn’t lost everything
    I lost possessions
    That were so dear
    I lost some battles
    Walking in fear
    But in the midst
    Of my struggles
    In my season of pain
    One thing never wavered
    One thing never changed

    (chorus)

    Praise, praise, praise
    Praise, praise
    Most of all
    I never lost my praise

    My praise still here
    My praise still here

    .

    Uma semana abençoada e iluminada a todos os amigos de bem e bons!!!

  • Casa Conceito Londrina 2011

    A Haus Innen, tradicional mostra de decoração, arquitetura e design aqui de Londrina agora é:

    Reformulada, a mostra promete grandes surpresas na comemoração de seus 15 anos de trajetória de sucesso aqui em Londrina.

    Eu particularmente adorei essa mudança pois mostras conceituais são muito mais criativas e forçam os profissionais participantes a ir além do normal, do padrão de revistas, do certinho e arrumadinho. O conceito os deixa livres para criar. Neste tipo de mostra cabe a exposição de produtos de forma não convencional, o layout mais livre sem contudo perder a pontos cruciais de um projeto como a qualidade, acessibilidade, sustentabilidade.

    Profissionais muito bem selecionados que estão criando ambientes exclusivos e especiais para brindar os visitantes. Muitas surpresas!!!

    De 27 de agosto a 25 de setembro.

    Av. Adhemar Pereira de Barros, 555 – Londrina – PR.

    Uma bela casa à beira do Lago Igapó I está sendo totalmente reformada para abrigar este que é, sem sombra de dúvida, a maior e melhor mostra de decoração, arquitetura e design do interior do Paraná.

    Além dos ambientes especialmente decorados, a Casa Conceito abrigará também diversos eventos.

    Confira a agenda:

    30 de Agosto – Exposição de Arte da artista Isabel Santacecília no ambiente Galeria Bahiarte da arq Marlene Ricci
    31 de Agosto – Happy Hour BPW no Restaurante da Mostra dos arq Gilmar Mazari e Marcos Maia
    31 de Agosto – Palestra J. Serrano na Tenda de Eventos
    09 de Setembro – Desfile Solidário no ambiente Jardim de Esculturas da paisagista Fabíola Giocondo
    12 de Setembro – Palestra “Como divulgar sua Empresa nas Redes Sociais“ com Leandro pascoal na tenda de Eventos
    13 de Setembro – Tarde O Boticário no ambiente Galeria Bahiarte da arq Marlene Ricci
    15 de Setembro – Exposição de Arte do artista Maragoni com a presença dele no ambiente Galeria Bahiarte da arq Marlene Ricci
    21 de Setembro – Workshop Maquiagem com Roberta Peixoto na Tenda de Eventos
    21 de Setembro – Desfile Coleção Primavera Verão loja Dallu no ambiente Piscina dos arq Alessandro Cavalcanti e Ricardo Mahkoul

    Comprando o ingresso você tem acesso aos eventos!

    A Jacque me falou que tem ainda vários outros eventos sendo agendados. Assim que ela for me repassando vou atualizando este post para que vocês não percam nada.

    Ingressos:

    R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia (estudantes com apresentação da carteirinha e pessoas acima de 60 anos)

    Acesso somente a maiores de 12 anos.

    Informações:

    http://www.casaconceitopr.com.br/

    Ou ainda:

    licht@hausinnen.com.br

    Andreia Scherer Hovgesen
    Coordenadora Técnica
    43 9117 2161
    andreiash@sercomtel.com.br

    Jacqueline Luz
    Coordenadora Geral e Executiva
    43 9911 6014
    jacqueline@hausinnen.com.br

  • Revista ERCO

    Da genial marca ERCO.

    <div style=”width:425px” id=”__ss_446833″> <strong style=”display:block;margin:12px 0 4px”><a href=”http://www.slideshare.net/davidaloi/revista-erco-lb85-english&#8221; title=”Revista ERCO Lb85 (English)” target=”_blank”>Revista ERCO Lb85 (English)</a></strong> <div style=”padding:5px 0 12px”> View more <a href=”http://www.slideshare.net/&#8221; target=”_blank”>presentations</a> from <a href=”http://www.slideshare.net/davidaloi&#8221; target=”_blank”>davidaloi</a> </div> </div>

  • LightLife – Zumtobel

    Para começar, nada melhor que esta que é uma super revista da empresa Zumtobel.

    <div style=”width:477px” id=”__ss_7606854″> <strong style=”display:block;margin:12px 0 4px”><a href=”http://www.slideshare.net/davidaloi/lightlife-05-zumtobel-magazine&#8221; title=”Lightlife 05 – Zumtobel Magazine” target=”_blank”>Lightlife 05 – Zumtobel Magazine</a></strong> <div style=”padding:5px 0 12px”> View more <a href=”http://www.slideshare.net/&#8221; target=”_blank”>documents</a> from <a href=”http://www.slideshare.net/davidaloi&#8221; target=”_blank”>davidaloi</a> </div> </div>