Categoria: eficiência energética

  • Cursos Osram 2012

    Agende-se!!!

    A OSRAM acaba de anunciar, sua programação para os cursos de iluminação de 2012.

    Neste ano, serão apresentados cinco temas diferentes, que vão desde a apresentação dos conceitos básicos da iluminação e demonstração do portfólio de produtos da companhia, até a explicação de assuntos mais complexos, como a elaboração de cálculos luminotécnicos.

    Veja abaixo as características e as datas de cada tema.

    Conceitos Luminotécnicos
    São apresentados todos os conceitos relacionados à iluminação, seguindo as tendências de eficiência, economia energética e conforto, essenciais para profissionais que atuam neste segmento. Além disso, temas básicos de luminotécnica, como sistemas de iluminação, grandezas fotométricas e critérios de desempenho são abordados. É a base inicial para todos os demais cursos de iluminação.
    Datas: 12/3, 21/5 e 16/6
    Palestrante: Nelson Solano, arquiteto, é mestre formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. É especialista e consultor na área de conforto ambiental e eficiência energética nas edificações desde 1979 e possui dezenas de projetos realizados. Atualmente, além de professor em cursos de graduação e pós, é diretor da Geros Arquitetura Ltda.

    Portfólio OSRAM
    Tem o objetivo de apresentar o completo portfólio de produtos da OSRAM, bem como suas diferentes tecnologias e características, com grande foco na tecnologia LED. O curso abordará as linhas de lâmpadas LED, fluorescentes, halógenas, incandescentes e descarga, além de módulos e luminárias de LED, transformadores, reatores eletrônicos e sistemas de gerenciamento de iluminação. Além disso, também abrange o portfólio de produtos da Traxon Technologies, empresa do grupo OSRAM. Por conta do extenso conteúdo, é realizado de maneira dinâmica em dois dias seguidos.
    Datas: 13 e 14/3, 22 e 23/5 e 16 e 17/6
    Palestrantes: Cláudia Antonelli, arquiteta e gerente de Produto da linha Consumer Lighting da OSRAM; Juliano Aníbal, engenheiro e gerente de Produto LMS e Siteco; Marcos Santos, engenheiro e gerente de Marketing da linha profissional de LEDs da OSRAM; Rafael Biagioni, engenheiro e gerente de projetos da Traxon Technologies; e Ronald Leptich, engenheiro e gerente de Produto da linha Professional Lighting da OSRAM.

    Iluminação Residencial
    Neste curso o participante poderá ter uma visão geral sobre a maneira mais adequada de iluminar variados ambientes de uma residência. Além disso, os alunos receberão diversas dicas para a elaboração de seus próprios projetos de iluminação, a partir da atualização do conhecimento para melhor atender as necessidades do mercado.
    Datas: 15/3, 24/5 e 19/7
    Palestrante: Silvia Bigoni arquiteta com especialização em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas, é consultora autônoma na área de Iluminação e comunicação desde 2001. Foi professora da pós-graduação de Design de Interiores na FAESA/ES e professora convidada da pós-graduação em Iluminação e Design de Interiores das Faculdades Oswaldo Cruz/SP. Atualmente, ministra cursos de aperfeiçoamento pela AEA- (Academia de Arquitetura e Engenharia), entre outras entidades. Atuou na OSRAM do Brasil por 10 anos, onde desenvolveu projetos de iluminação residencial e comercial.

    Iluminação Comercial
    O participante receberá neste curso orientações para elaborar projetos comerciais, discutir as diferentes estratégias para iluminar ambientes e objetos com o intuito de evitar erros comuns na escolha das fontes de luz, além de eleger o local ideal para iluminar de acordo com a geometria da arquitetura. De forma didática, o aluno vai aprender a selecionar os efeitos desejados de acordo com as intenções do projeto, suas atmosferas e, principalmente, o impacto que a arquitetura deve provocar no observador.
    Datas: 16/3, 25/5 e 20/7
    Palestrantes: Marcos Santos, engenheiro e gerente de Marketing da linha profissional de LEDs da OSRAM; Rafael Biagioni, engenheiro e gerente de projetos da Traxon Technologies; e Rafael Sanches, arquiteto formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e responsável por especificações e projetos da OSRAM.

    Cálculos Luminotécnicos
    Voltado para profissionais com conhecimento prévio em conceitos luminotécnicos e produtos para iluminação, o curso demonstra a didática dos cálculos, apresentando métodos, como o ponto a ponto, além de contar com a demonstração de softwares, tudo exemplificado através de aplicações e realização de exercícios práticos.
    Datas: 9/4 e 11/6
    Palestrantes: Nelson Solano, arquiteto, é mestre formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo; e Rafael Sanches, arquiteto formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e responsável por especificações e projetos da OSRAM.

    Informações Gerais:
    O número de vagas é limitado a 60 pessoas e a inscrição é feita apenas pelo site, sujeita a confirmação posterior.

    Local: OSRAM Light Studio – Avenida dos Autonomistas, 4229. Vila Granada, Osasco – SP

    Mais informações no site www.osram.com.br

  • LD> + e + erros

    É, vamos analisar mais algumas imagens para entender onde estão os erros cometidos nos projetos de iluminação dos mesmos?

    Porém desta vez vou colocar também imagens de projetos nacionais que encontrei pela web. Vou começar a também usar imagens de projetos nacionais pois tem mais a ver com a nossa realidade.

    Começando…

    Tudo bem que o quarto é grande e blablabla… Mas este mega lustre aí não tem nada a ver (à não ser com frivolidades e falta de bom senso). Fico imaginando a empregada metendo a cabeça nele toda vez que vai arrumar a cama… Além de que, para um quarto, este tipo de lustre gasta um pouquinho demais de energia elétrica. Aliás, aficiência não é o forte deste projeto, basta olhar as luminárias (se conhece-las bem) e perceber as lâmpadas que elas usam…

    Ainda sem sair do quarto, esta outra imagem mostra o erro mais comum que deixa claro que o profissional não entende muito bem sobre conforto lumínico e, consequentemente, projetos de iluminação. Já falei várias vezes sobre este erro aqui no blog. Onde está?

    *Respondo no final do post (1)

    Como estávamos falando, lá no quarto, sobre eficiência energética, não posso deixar de colocar esta imagem aqui neste post. A altura de instalação das luminárias está legal pois não atrapalha a visualização do outro lado da mesa mesmo com as pessoas em pé. No entanto, vocês contaram quantas luminárias tem sobre esta mesa? 4X5=20 luminárias!!! Cada uma com uma lâmpada bipino. Pelo catálogo da Philips, cada lâmpada dessa consome 40W ou 60W.

    Logo, temos um consumo de 800W ou de 1.200W, dependendo de qual delas foi usada, apenas sobre esta mesa!!!! Totalmente absurdo!!!

    Vamos dar uma chegadinha até o banheiro?

    Bizarro isso!!! Bizarramente descuidado e irresponsável!!!

    Lembro que as lâmpadas halógenas esquentam demais atingindo temperaturas absurdas durante o funcionamento. É só chegar perto de uma luminária qualquer que use halógena e perceberão isso. E a pessoa que projetou este banheiro vem e coloca uma cortina de tecido a centímetros da luminária… Depois, quando acontece um incêndio a responsabilidade certamente será do eletricista que instalou mau e porcamente a luminária e provocou um curto né??

    #AFF

    Vamos pras salas???

    Qual a lâmpada destas luminárias???

    Exato! AR111.

    Coitada da pessoa que se sentar nesta cadeira para apreciar a paisagem ou ler um livro… Pode ser uma boa para quem está em busca de “bronzeamento artificial” ganhando, de bônus, um belo câncer de pele…

    Não conhecer o funcionamento dos fachos das lâmpadas bem como não se atentar à questões estéticas e técnicas (especialmente afinação da iluminação) resulta nesse tipo de… de… absurdo estético, pra ser bem legal e nada desrespeitoso…

    Ok, o projeto de interiores está lindo!!! Mas aqui, a sanca está (apesar de não parecer na foto) causando um sério problema: ofuscamento. É só olhar para ela e imaginar-se sentado numa daquelas cadeiras.

    Esta imagem me lembrou de uma matéria que saiu na Lume Arquitetura, na edição n° 52, falando sobre o uso das cores nos projetos. Aqui, além da cor alterar a obra do artista plástico (certamente sem o seu consentimento), os fachos das lâmpadas distorcem a percepção da obra ao criar pontos luminosos onde, originalmente, não existem. Devemos considerar também a ausência da afinação que percebemos ao olhar o alinhamento dos fachos sobre o quadro e no chão.

    Reflexos e mais reflexos, e também, reflexões…

    Observem, especialmente, o resultado da iluminação sobre o papel de parede metalizado…

    Observem também o foco na tela…

    Achou pouco? Tem esta outra foto do mesmo ambiente que mostra mais reflexos:

    Como se pode ver, um belo projeto de um decorado nacional, destruído por erros crassos de iluminação… A quantidade de reflexos manchando o teto é absurda!!! E quais os materiais que refletem a luz??? Já escrevi sobre isso várias vezes.

    De novo, problemas com materiais reflexivos manchando o teto, estragando o projeto. Outro detalhe: impossível não prestar atenção nas sombras projetadas das telas…

    Aqui, de cara, já percebemos dois erros: reflexo no teto e ofuscamento na parede atrás da mesa. Ou dminui-se a quantidade de luz que sai da sanca e banha a parede, ou escureça a parede um pouco para quebrar o ofuscamento. Talvez, se a luz tivesse TC um pouco mais baixa essa sensação não aconteceria pois ficaria mais suave.

    Bora cozinhar??

    Perceberam que não existe um foco de luz direcionado sobre o fogão? Não, a luz embutida sob os armários não é suficiente. Outro detalhe é a luminária sobre a pia certamente, para dar uma “bossa a mais” ao projeto. No entanto, fico pensando no uso de água quente, o vapor subindo e pegando diretamente na lâmpada e na luminária…

    Perceberam também que não há uma iluminação geral para facilitar a limpeza do ambiente?

    hum…

    O terror da falta de noção sobre fachos, estética e afinação da luz…

    #EuHeim!!! =0

    E para encerrar, um ambiente comercial…

    As sancas e os embutidos já resolveriam o ambiente tranquilamente se tivessem uma luz mais baixa. Mas não, o “proficionau equisperti” (sim fui irônico pois percebe-se que não se entende nada de luz nesse projeto) e que quer ganhar mais ainda em cima dos clientes através das RTs, tem de inventar de meter uma “bossa a mais” no projeto e enfiam mais gastos com peças e acabam chegando a um resultado inútil esteticamente e visualmente. Não percebeu? Outra foto:

    Agora, volte na imagem anterior e localize estas luminárias. Percebe como o efeito simplesmente desapareceu? Sabe o porque disso? Uma ampla luz banhando a parede onde estão as luminárias (na verdade são balizadores aplicados de outra forma).

    #Fail

    É, tá difícil convencer os clientes da importância de um BOM projeto de iluminação (LD) e, principalmente, feito por ESPECIALISTAS, quando as referências que eles encontram na web e nas mídias ditas especializadas ou “as melhores ou maiores” apresentam essas cacas como “o must”.

    #AAAAAAAAAAAAFFFFF

    *Resposta:

    (1) deite-se na cama e olhe para o teto…

     

  • Ofício encaminhado à Reitoria da Uel sobre o Cine Teatro Ouro Verde

    Londrina, 14 de fevereiro de 2012.

    Magnífica Reitora
    Prof. Dra. Nádina Aparecida Moreno
    Universidade Estadual de Londrina
    Londrina – Paraná

    Senhora Reitora,

    Assunto: Doação de Projeto de Lighting Design para a Reconstrução do Cine Teatro Ouro Verde.

    Lamentavelmente fomos surpreendidos com o incêndio que destruiu boa parte de nosso Teatro Ouro Verde neste último domingo, dia 12 de fevereiro p.p. A tristeza afetou a todos os moradores desta cidade, pois reconhecemos que este Teatro apresenta um significado importante da história de nossa cidade e ponto fundamental para a cultura: é nosso patrimônio histórico e cultural que não devemos deixar desmoronar.

    Na qualidade de neto e bisneto de pioneiros que construíram esta cidade por meio de seu trabalho braçal, compreendo que este é um momento de solidariedade, parceria e união de esforços para além de interesses pessoais.

    Recordo-me do orgulho de meu avô, Lauro Jorge Tramontini, o qual com seu pai e seus irmãos, foram os responsáveis por todo o antigo calçamento de paralelepípedos e também pela construção das primeiras praças desta cidade, especialmente a Praça Mal. Floriano Peixoto, esta desenhada e construída pelo meu avô. Orgulho de reconhecer sua participação na construção da cidade de Londrina. É justamente este testemunho pioneiro e cidadão que me move a escrever e apresentar minha proposta de colaborar gratuitamente, oferecendo meus serviços e competência profissional, na reconstrução do Teatro Ouro Verde. Quero ter a oportunidade de sentir o mesmo orgulho de meu avô!

    Resido na cidade de Londrina. Sou Designer de Interiores/Ambientes especializado na elaboração e execução de projetos de iluminação ou, como é denominado internacionalmente, Lighting Design. Mantenho um blog bastante respeitado e renomado na Internet sobre as áreas de Design e Iluminação que, com menos de quatro anos de existência está para atingir a marca dos um milhão de acessos.

    Também, atualmente, sou um dos colunistas da revista Lume Arquitetura, referência em Lighting Design no Brasil.

    Assim sendo, em respeito à história de nossa cidade e como cidadão consciente da responsabilidade ética, solidária e profissional, eu me disponho a empreender todos os esforços que forem necessários – exclusivamente a título de doação – para elaborar sem quaisquer ônus para a Universidade o projeto completo de Iluminação (Lighting Design) para a reconstrução do nosso Teatro Ouro Verde, que envolve fachada da edificação, salas administrativas, áreas comuns e de circulação, auditório, palco, coxias, camarins e demais espaços de uso privativo e público.

    Reforçando a seriedade desta proposta, a renomada iluminadora Jamile Tormann (vide currículo e contatos abaixo) se dispôs a também realizar o projeto de iluminação do palco, junto comigo, de forma gratuita para a reconstrução deste nosso patrimônio histórico.

    Também a editora da Revista Lume Arquitetura, Srª Maria Clara De Maio, já me ofereceu uma matéria reservada na revista assim que a reconstrução e implementação de meu projeto estiver pronto.

    Em seguida, para corroborar a seriedade de minha proposta, apresento abaixo um elenco de referências profissionais da área constituído por profissionais de renome nacional e internacional, dentre os quais, destacam-se aqueles que, na forma de parceria, querem se unir para colaborar com a implementação desta proposta que ora apresento a Vossa Magnificência:

    JAMILE TORMAN
    Arquiteta pela USU (RJ) com Licenciatura Plena em Artes Visuais pela FADM (DF), especialista em Iluminação e Designer de Interiores pela UCB (RJ) e Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UNB (DF). Coordenadora Pedagógica e Professora de Iluminação Cênica no Curso de Pós-graduação em Iluminação e Design de Interiores pelo IPOG. Autora do livro Caderno de Iluminação: arte e ciência. Editora Música e Tecnologia – RJ, 2006. É Sócia fundadora da Associação Brasileira de Iluminação Cênica – AbrIC, e Associação Brasileira de Iluminação – ABIL e ABRIP – Associação Brasileira de Iluminação Profissional.
    jamile@jamiletormann.comhttp://www.jamiletormann.com/html/index.php
    (61) 3208 4444 / 78124442

    FARLLEY DERZE
    Doutorando em Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo. Professor de História da Iluminação do IPOG. Especialista em História da Arte. Membro do Núcleo de Estética e Semiótica da UnB (DF). Diretor de Gestão e Pesquisa da Empresa Jamile Tormann Iluminação Cênica e Arquitetural LTDA. Colunista da Revista Luz & Cena (RJ).
    farlley@ipog.edu.br

    MARIA CLARA DE MAIO
    Editora da Revista Lume Arquitetura (www.lumearquitetura.com.br)
    mariaclara@lumearquitetura.com.br

    Na certeza de sua atenção e no aguardo de uma resposta, expresso meu apoio e minha consideração.

    Atenciosamente,

    ___________________________________
          PAULO OLIVEIRA
    Lighting Designer e Designer de Ambientes
    Associado: ABIL / ABD / AsBAI

    Ofício protocolado em:

    15/02/2012

    Às 09:28:28 horas

    Sob o número 2863.2012.97

    Na Divisão de Protocolo e Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

  • Abaixo o Splash!

    Este ia ser o tema de uma de minhas colunas futuras na revista Lume Arquitetura. Mas diante de alguns acontecimentos recentes resolvi cortá-lo da revista para dar espaço a um outro texto mais sério e contundente. Portanto segue aqui no blog o texto sobre o uso do “Splash” na iluminação.

    Para quem não sabe, o termo “splash” é utilizado pelos designers gráficos para designar um elemento gráfico que os clientes deles (especialmente os comerciantes) adoram colocar em suas peças:

    É isso mesmo… esse espirro que geralmente vem com inscrições como:

    – Imperdível!

    – Oferta!

    – Grátis!

    – Promoção!

    Dentre outras palavras ou conjunto de palavras que sempre “puxam o olhar e a atenção do observador”. Não podemos negar que realmente chama, mas isso deve-se a vários fatores dentre os quais podemos destacar:

    – busca do cliente pelo menor preço;

    – aos olhos mais “esteticamente treinados”, pela bizarrice desse elemento.

    Sim, é bizarro, feio, emporcalha e estraga o material. Em Design, um elemento mal planejado ou pensado pode estragar todo o projeto. É o caso do “splash”.

    Mas o que isso tem a ver com iluminação? Simples, explico: costumo usar este termo para indicar aquelas aplicações de projetores que lavam as fachadas. Verdinho, lilás, azul, vermelho enfim, seja a cor que for deveriam proibir este tipo de iluminação.

    Não, “splash” é bastante diferente do “wall-wash”. Splash estraga enquanto o wall-wash valoriza.

    Mais que modismo, isso virou uma praga nas cidades. De empresas privadas a espaços públicos, temos assistido ao aumento vertiginoso deste tipo de aplicação. O resultado disso? O enfeiamento das urbes e o descaso com o meio ambiente. E, para piorar a situação, o “projeto” e instalação disso geralmente foi feito por algum eletricista. Mas tem também muito profissional de engenharia, arquitetura e design implantando este lixo pelas cidades.

    Observem atentamente a imagem acima. Onde foram parar os relevos e detalhes arquitetônicos desta construção? Perceberam como a construção ficou “chapada”, esmagada pela luz que não valoriza sua volumetria?

    Outro detalhe a destacar é o desperdício de energia elétrica e a poluição luminosa que este tipo de iluminação provoca. É só olhar a potência das lâmpadas normalmente utilizadas nos refletores e projetores  que promovem este efeito. Observe também a quantidade de luz vazando para fora do espaço iluminado e afetando o entorno.

    Devemos considerar também o risco de acidentes aos usuários afinal, pela alta potência destas lâmpadas, a temperatura das luminárias é sempre muito alta.

    Mais um péssimo exemplo do emprego do “splash”. Porém nesta mesma foto percebe-se um elemento interessante sobre o uso desta técnica: observem a parte mais colorida (azul/lilás). Aqui temos um excelente exemplo do que diferencia o “splash” do “wall-wash”: o posicionamento das luminárias e o direcionamento da luz.

    Perceberam como a parte alta da edificação está chapada, lisa? E perceberam como na parte baixa conseguimos – mesmo à distância – perceber melhor seus relevos e formas?

    Geralmente o “splash” vem de iluminação aérea (aquela instalada em postes pegando a construção de frente) mas não somente assim. É óbvio que qualquer elemento com volume perderá a sua percepção ao olhar pois as sombras desaparecerão. Já no caso de luminárias instaladas lateralmente ou no chão, o excesso de luz pode distorcer as formas.

    É bem diferente deste caso:

    Conseguem perceber como, apesar da explosão de luzes e cores, conseguimos perceber a volumetria e texturas das árvores? Isso é a técnica do wall-wash aplicada ao paisagismo.

    Nesta outra imagem, conseguem perceber a textura do reboco da parede apesar da quantidade de cores? Isso é wall-wash.

    Não há a menor necessidade de fazer uma construção explodir em luz para que ele fique perceptível ou bela à noite afinal, a sombra faz parte da iluminação e o olhar necessita dela para perceber as formas.

    Assim, proponho com urgência o movimento ABAIXO O SPLASH!

  • LD> mídia desinformada, de novo.

    Recebi este link no facebook da Ro, do Simples Decoração, e não tenho como (#EuNãoAguento rsrsrsrs) deixar passar em branco.

    Mais um post falando sobre a mídia que mais desinforma e distorce as coisas atrapalhando cada dia mais o mercado.

    A matéria em questão é esta aqui (não colocarei as fotos pois como é uma crítica eles podem ficar bravinhos e querer me processar por DA ahahaha).

    Vou então analisar parte por partes (olhem as fotos e textos originais no link e acompanhem a análise por aqui).

    Primeiro ponto que eu não consigo entender nessas matérias dessa “mídia sem noção e desinformada” é: porque quando falam de iluminação artificial, as fotos são – em sua grande maioria – diurnas? É o caso desta matéria.

    Na abertura da matéria são citadas frases do Guinter Parschalk. No entanto, duvido que ele as tenha colocado literalmente como foram transcritas ou, se foram realmente, seria muita leviandade dele partindo do pressuposto que a grande maioria dos leitores desta revista são leigos em arquitetura e design, quiçá em iluminação e lighting. Acredito na primeira opção. Ele pode até ter dito desta forma, porém excluíram o restante que complementaria e evitaria interpretações dúbias, conhecendo-o como conheço.

    A indireta, mais intimista, é boa para quem vai ouvir música. Já a geral clareia o espaço de forma homogênea” – duvido que ele tenha colocado apenas dessa forma.

    Aí o jornalista resolve interpretar o restante que ele escreveu (ou disse) e me solta isso:

    Para a leitura, basta um abajur ou uma coluna de piso, com foco direto.

    Aham, aí a dona Maria (aquela sem curso, metida a decoradora) vai lá e compra uma peça dessas com dicróica, AR, PAR…) e coloca ali para ler… Imaginem a cena de algum familiar lendo com uma dicróica logo acima.

    Bom, vamos analisar as fotos e as descrições das mesmas:

    FOTO 1 –

    O primeiro exemplo é um projeto do Guinter.

    Eu, particularmente, não gosto dessa mistureba de luminárias. Mas cliente é cliente, ele quem está pagando e se ele quer assim, que o seja.

    Tem uma luminária com PAR30 presa na viga lá no estar.

    Perceberam a altura em que foi colocada?

    Sabem o porque disso??

    Já escrevi várias vezes aqui neste blog sobre as alturas/distâncias mínimas dos usuários/objetos que determinadas lâmpadas exigem. Olhem o PD desta sala.

    Perfeito!

    Porém o mais irritante desta foto é a janelinha lá no fundo em cima: foto tirada de dia!!!

    FOTO 2 –

    Plafons de embutir“.

    Alguém, por favor, me traduza isso?

    Alguém sabe me dizer se é algum modelo novo de luminária?

    O fotógrafo se esqueceu de tirar fotos dessas preciosidades raríssimas?

    Ou será que os conhecidos EMBUTIDOS ganharam um novo nome mais afrescalhado?

    TREZE dicróicas (tem mais com certeza, é só olhar o alinhamento da primeira linha que aparece com o sofá) numa sala dessas é querer montar uma sauna além de fritar a pele dos usuários já que o teto foi rebaixado com gesso..

    Ah, mas o split está lá no fundo escondido dentro do armário acima da TV. Ou seja, sustentabilidade ZERO.

    Perceberam também que tem uma mancha no teto bem acima da mesinha de centro provocada por reflexo de algum dos objetos sobre a mesinha?

    FOTO 3 –

    Adorei a solução do rasgo de 60cm próximo à parede. Porém, quem não lê e olha a foto pensa que ali tem uma clarabóia ou algo assim, ficando meio confusa a leitura/interpretação. Na leitura isso é explicado.

    Porém, esse elemento, pela quantidade de luz, não evidencia a madeira como diz o texto e sim deforma-a. Percebam a diferença de visualização dela embaixo e à medida em que vamos subindo o olhar pela parede em direção à luz. Fica algo “chapado”. Pela foto dá impressão de ser uma lâmina e não filetes de madeira.

    Sobre a mesa, um dos “hits” do design: a luminária bossa. Linda, chique mas tem de saber usa-la.

    O tampo da mesa branco lustrado provoca o que?

    Reflexão.

    Que quando encontra algum objeto no caminho provoca o que?

    Projeção de sombra.

    Bingo!

    Detonaram o ambiente por causa de um dado simples, básico que certamente não foi pensado na hora do projetar.

    Um outro detalhe: não sei se é mesmo pois a matéria não fala mas os embutidos, pelo tamanho, devem ser para lâmpadas AR111.

    Num teto baixo desses???

    =0
    G-zuizzzz!!!!

    FOTO 4 –

    Na sala de jantar, gostei da solução sobre a mesa com iluminação indireta e rebatida no teto. Porém, tem muita luz explodindo no teto.

    Para alguém que tem fotofobia (como eu) isso pode tornar um almoço ou jantar extremamente desagradável.

    No escritório, oxalá a luminária sobre a mesa não seja de AR111…. parece ser…

    O rasgo no corredor está ótimo.

    FOTO 5 –

    Iluminação simples demais para este ambiente.

    Quatro dicróicas de 50W sobre esta mesinha? 200W no total? Tem muita luz aí não?

    Segundo o(a) jornalista “wall washing significa “lavar a parede com luz”“. Pelo visto não sabe que palavras em inglês terminadas em “ing” significam gerúndio (arrrrghhhh). O correto nesse texto seria então “lavando” e não “lavar”.

    Outro detalhe: o correto na linguagem do LD é WASH e não WASHING.

    PD baixo, rebaixado com gesso e “Para realçar as velas e o livro sobre a mesa de centro, há lâmpadas AR 70 de facho concentrado“.

    =0
    #Murri

    (as velas também após derreterem…)

    FOTO 6 –

    Melhor eu nem comentar a lambança desta foto, muito menos o que o(a) jornalista escreveu…

    Só um: não é porque o LD tem suas raízes na iluminação cênica que os projetos de iluminação tem de virar um palco circense.

    FOTO 7 –

    Pouca luz para o tamanho do ambiente.

    Acertaram nos rasgos revestidos com palha.

    Mas, “Na estante, há lâmpadas T5 amarelas(…)“.

    AMARELAS?
    =0

    Pelo visto não conhecem  TC (Temperatura de Cor).

    Amarelo é isso aqui ó:


    Aquilo são fluorescentes com baixa temperatura de cor. Tá, nem tão baixo assim… médio, digamos.

    Observem também a quantidade de reflexos e sombras no teto na área da mesa de centro. Deve ser por causa dessa nova lâmpada que eu também desconheço: minidicróicas AR70.

    Outro detalhe é que as “minidicróicas AR70“(SIC) “enfocam” desnecessariamente o quadro, já que tem um abajour de luz descontrolada bem na frente dele…

    #EuHeim..

    FOTO 7 –

    Sobre a mesa eu não entendi o que “usa lâmpadas bolinha de 5W“. O lustre ou a sanca??? (Esses jornalistas e redatores… ai ai ai…)

    Se for no lustre, deve ter umas 20 dessas dentro dele pois tem muita luz saindo dali…

    Se for na sanca, tem muito photoshop nessa foto pois a luz está reta demais…

    =0

    Ah, a foto do projeto de iluminação artificial foi tirada de dia…

    FOTO 8 –

    Bom, particularmente, acredito que este tipo de… de… [“plafons de embutir” (SIC), de novo??? =0] embutidos são mais adequados para ambientes comerciais e institucionais, especialmente os grandes como esses (1mX1m).

    #NãoCurti

    Ainda questiono muito sobre esse tipo de peça ser considerado “iluminação indireta” por algumas indústrias de luminárias o que faz os profissionais e a mídia não especialistas saírem replicando essa informação, como é o caso. A luz sai diretamente dela para o ambiente. Não é porque tem uma “capa” de vidro (ou seja lá o que for) entre a lâmpada e o ambiente (ou objeto) iluminado por ela, que a transforma em indireta.

    Sinceramente?

    Creio que a idéia do projetista na área das minidicróicas “bugou” (termo usado em jogos online quando dá pau, trava, etc). Percebam como está confusa a visualização das luminárias e do efeito…

    FOTO 9 –

    Estou com dificuldades de entender o texto da foto (rsrsrsrs). Por isso vou analisar só a foto.

    No “abajour gigante” percebem as manchas brancas onde estão as lâmpadas?

    No jantar, tudo bem este tipo de pendente que banha de luz todo o espaço já que não há efeitos nas paredes.

    Diferente do, provavelmente, home theater onde (de novo) os giga embutidos destróem o efeito das minidicroicas.

    FOTO 10 –

    Típico projeto de profissionais não especializados em Lighting Design:

    Os ícones de iluminação não são específicos (norma)e não trazem as informações da lâmpada (quantidade por luminária, W por lâmpada, etc).

    Este tipo de projeto me lembra claramente aqueles que são jogados – por alguns profissionais – sobre as mesas dos vendedores de lojas de iluminação acompanhados de frases como:

    Eu pensei em algo assim…

    Ou seja, traduzindo literalmente:

    “Resolva isso pra mim pois eu não faço a menor idéia do que usar…”

    Bom gente, esse é mais um exemplo da mídia “que se diz especializada” que na verdade mais desinforma que informa.

    Perceberam que eles trazem na abertura um LD renomado e depois passam para profissionais não especializados?

    Lá quase no final – foto 9 – trazem o Maneco (LD, porém ele tem projetos bem melhores para mostrar que este) e retornam fecham com uma pérola dos típicos não especializados na área.

    Infelizmente, esta é a mídia nacional que cobre a nossa área.

    A sorte é que temos a Lume Arquitetura para nos salvar com matérias de qualidade.

  • O cheiro da luz

    Por Farlley Derze*

    Texto originalmente publicado na Revista Luz & Cena, edição número 148, nov/2011, autorizado pelo professor Farlley a sua publicação aqui em meu blog. Este faz parte de uma série de 5 artigos que serão publicados na revista.

    Durante milênios para se produzir luz artificial foi necessário alguma forma de combustão: foi assim com nossos ancestrais paleolíticos das cavernas há aproximadamente 500.000 anos, quando descobriram o valor do fogo para aquecer o grupo e iluminar o espaço noturno. A chama como fonte de luz artificial foi uma situação que perdurou até o final do século 19. Conclusão: a luz artificial tinha cheiro. Uáu! Então nossos tataravós e toda aquela gente famosa como Platão, Cleópatra, Nero, Joana D’Arc, Galileu, Mozart e quem mais você puder se lembrar tinha o seu ambiente noturno iluminado por chamas. Podemos então inverter o velho ditado e dizer: “onde há fogo há fumaça” (e um cheirinho). Roupas, cortinas, cabelos, tapetes, paredes… o ar…, se o ambiente era escuro sem janelas, ou quando a noite chegasse, a luz tinha seu cheiro. De 2009 a 2011, compilei mais de 600 entrevistas em 14 capitais brasileiras com idosos que foram testemunhas da iluminação artificial produzida por uma chama. Ouvi relatos de que ao se dormir com as lamparinas de querosene acesas, à meia-luz, as narinas amanheciam pretas da fumaça. Os cabelos e os pijamas tinham os vestígios do cheiro do querosene. Voltemos no tempo: imaginemos nossos ancestrais das cavernas, Aristóteles ou Beethoven e nossos tataravós que também não conheceram a iluminação elétrica, essa que temos hoje – inodora. Que tal voltarmos nos tempos de Shakespeare para nos sentarmos dentro de um teatro elisabetano e assistir a uma de suas obras à luz de velas? E a fumaça? Há inúmeros filmes de época que mostram a realidade tecnológica da iluminação artificial, e lembrei-me agora do filme “Em nome de Deus”, que se passa no século 12. Lá tem uma cena no interior de uma taberna onde se desenrola uma peça teatral. Você vai ver a quantidade de fumaça que exala das velas situadas na boca de cena – as luzes da ribalta daquela época.

    A essa altura você já deve ter concluído: uáu, a luz artificial além de ter cheiro tinha apenas uma cor, a cor amarelada da chama… … inclusive a cor da luz se manteve amarelada mesmo com a chegada das primeiras lâmpadas elétricas no século 19. Basta compararmos a chama acesa da combustão com aquele pedaço de brasa do filamento incandescente que foi engarrafado dentro de uma bolha de vidro. Concordo com sua conclusão, e acrescento um tempero a ela. Foi o químico inglês Humphry Davy que deu o ponta-pé inicial para a conquista da luz elétrica, ao demonstrar em 1802 que um filamento de platina incandescia quando oferecia resistência à passagem da corrente elétrica. Em 1808 ele criou a primeira lâmpada elétrica, que não era incandescente e sim a arco-voltaico, que iluminou cidades da Europa nas duas últimas décadas do séc. 19 e nossa antiga capital Rio de Janeiro até 1920, além de servir ao cinema para projeções até os anos 80. Durante o séc. 19, um francês, um russo e outro inglês inventaram suas lâmpadas elétricas incandescentes, mas nenhum deles teve a perspicácia de Thomas Edison. Foi Thomas Edison que… digamos…socializou o artefato, pois criou a primeira fábrica em 1890 – a Edison General Eletric (GE). Pronto: luz elétrica em casa, luz sem cheiro. Edison tentou 2.000 tipos de filamentos: bambu carbonizado, platina…e até cabelo de seus funcionários ele arrancava de suas cabeças para fazer passar a corrente elétrica…enfim, testava tudo que a imaginação permitisse. Mas foi uma simples linha de algodão (daquelas de costura) que se demonstrou ser o melhor filamento para deixar a lâmpada acesa por aproximadamente 45 horas – um recorde. Bastou impregnar a linha com alguns restos carbonizados que ficavam depositados no fundo dos lampiões a querosene. E a linha enegrecida ficou em brasa com a passagem da corrente elétrica. Luz elétrica, e luz sem cheiro.

    Hoje a vedete tecnológica é o LED, isto é, os “diodos emissores de luz”, que eu gosto de pensar neles como uma espécie de vagalumes artificiais.

    Agora você chegou a mais uma conclusão: o mundo se coloriu a partir da luz elétrica. Quem não se lembra da luz colorida da lâmpada de néon, inventada pelo químico francês George Claude em 1902? Hoje as cores luminosas estão em telas de computadores, celulares, tablets, TVs, nas ruas e nos olhos apaixonados. Contudo, justiça seja feita, o teatro deu sua contribuição às cores da luz muito antes da eletricidade, lá nos tempos de Pedro Álvares Cabral. Foi uma ideia do italiano Sebastiano Serlio, em 1551, que deu origem à iluminação colorida na cena, história que vou contar na próxima edição. Despeço-me com um abraço a todos os iluminadores cênicos, essas criaturas geniais que criam colmeias de luz na caixa cênica.

    *Farlley Derze é Prof.do Instituto de Pós-Graduação; Diretor de Gestão e Pesquisa da empresa Jamile Tormann Iluminação Cênica e Arquitetural; membro do Núcleo de Estética e Semiótica da UnB. Doutorando em Arquitetura. diretoria@jamiletormann.com

  • LD – a carnificina da mídia continua…

    Well, well, welllllllllllllllll……

    Vi dias atrás um vídeo enviado por um amigo meu sobre uma reportagem que o canal Record (leia-se igreja, hipocrisia e similares) apresentou em seu programa matinal Hoje em Dia. Trata-se de uma pauta do quadro “Arrumando a Casa”. Podemos tranquilamente defini-lo como algo do tipo Do It Yourself (DIY).

    Muitas coisas cabem no DIY porém, a maioria dos itens que englobam uma reforma NÃO! Pior ainda se falarmos de iluminação.

    Bem, a matéria começa – após uma péssima apresentação pela bela, porém sem graça, Gianne Albertoni – com uma arquiteta que se diz Lighting Designer… (duvido e explico a seguir).

    Fui atrás de informações sobre ela após ver e ouvir a sua primeira fala onde, em resumo, ela compara um projeto de iluminação com, acreditem, um vestidinho preto básico. =0 (se fosse LD realmente jamais cometeria uma sandice dessas).

    Pelamor!!! Parei o vídeo e fui correndo atras do site dela para saber quem ela é, qual a sua formação, etc… Pois bem, em seu site ela diz que estudou LD e Antiquariato na europa, mais precisamente na Sotheby’s, na Chriestie’s e no Victoria & Albert Museum. Ok gente, lá vou eu entrar em cada um destes sites para procurar os tais cursos de LD oferecidos por eles e que eu NUNCA ouvi falar em lugar algum, a não ser no site dela.

    Olhem o que eu encontrei de cursos em todos estes sites que são oferecidos por essas instituições:

    Na Sotheby’s:
    Art Business
    -International Art World I
    -Ethics and Law I
    -Art Finance I
    -Research and Marketing Methodology
    -International Art World II
    -Ethics and Law II
    -Art Finance II
    -Professional Practice and Appraisal

    Fine & Decorative Art
    – Old Master paintings and connoisseurship
    – Modern art and collecting
    – Ceramics and trade
    – Furniture and interiors
    – Cataloguing and professional practice
    – Techniques and materials
    – The historical art market
    – Country-house and collection studies

    Contemporary Art
    – Art from 1960 – 1990
    – Critical issues in contemporary art
    – Curating an exhibition in both public and private galleries
    – Producing a print and web-based magazine
    – Writing and publishing art criticism
    – Research methodology
    – Study visits to North of England and Northern Germany
    – International guest lecture series and artist’s studio visits
    – Art from 1990 to the present day
    – Networks of the art world
    – Globalisation and art practices
    – Art, critisism and contemporary literature
    – Research seminars and presentations
    – Key global artists, key international exhibitions
    – Research methodologies and critical theory
    – Art law and business
    – Contemporary practices and concerns: the artist’s medium, – site-specificity, participation
    – International guest lecture series and studio visits
    – Study visit to European Biennial and exhibitions

    Photography
    – 19th Century Photography
    – 20th Century Photography
    – Academic & Professional Practice
    – Photography & Difference
    – Contemporary Photography
    – Critical Approaches
    – Academic & Professional Practice
    – The Photographic Network

    East Asian Art
    – Ritual and religious art
    – Decorative art
    – Pictorial art (paintings and prints)
    – Three-day study visit to Europe
    – Decorative art
    – Pictorial art (paintings and prints)
    – Study trip to East Asia

    Contemporary Design
    – Design 1900-1939: history, theory and market
    – Design 1940-1980: history, theory and market (Part I)
    – Academic and professional practice
    – Design 1940-1980: history, theory and market (Part II)
    – Design since 1980: history, theory and market
    – Academic and professional practice

    Interior Design
    (não consegui acessar a matriz porém Design de Interiores não forma o LD nem aqui, nem em Londres e nem na China)

    Tem também os cursos semestrais como Arts of Asia, Decorative Art and Design, Art and Business e Foundations of Western Art.

    Em local algum encontrei qualquer alusão que seja sobre LD nem neste nem nos outros dois sites (que são bem parecidos em cursos e conteúdos oferecidos). O que certamente acontece nesse caso é o que eu já imaginava apenas ao ler os nomes das “escolas”: são lojas/galerias, tem história e lidam com a história. Ao ver a palavra Antiquariato em seu currículo liguei as duas coisas e o que me apareceu claramente?

    Claro gente, aqueles lustres de cristais antigos ou aqueles abajoures da Tiffany, que custam pequenas grandes fortunas e que ela certamente viu durante os cursos de HISTÓRIA DA ARTE, DA DECORAÇÃO. Aí, sai a louca se auto-denominando LD.

    Pera lá, aí não. Ela definitivamente não é uma LD!!!

    Mas continuemos com a matéria em pauta pois tem muita coisa pra rolar ainda…

    Seguindo, entra um quadro apresentando as diferenças das lâmpadas. Não vou nem comentar os valores que aparecem nas etiquetas pois nem as chinesas conseguem custar aquilo… (salvo se vierem de contrabando).

    As aplicações são um show de horrores à parte.

    Fluorescentes tubulares são usadas em sancas, em cozinhas – quando são amplas – e em lavanderias…” Só!

    =0

    A lâmpada fluorescente economiza até 80% de energia(…)

    G.ZUIZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!

    Está errada a informação? NÃO totalmente, pois isso vai depender absolutamente do modelo e marca da lâmpada, dos equipamentos e da qualidade do sistema elétrico e, especialmente, do PROJETO que DEVE levar em consideração as necessidades do USUÁRIO. Portanto, se for necessário ou a melhor solução, até dentro do box do banheiro podemos usar as tubulares.

    Ao apresentar as ARs, o proprio mostruário que aparece nas imagens já destrói o valor do comentário: pé direito. As lâmpadas estão instaladas por volta de 60cm acima da cabeça da repórter e da moça que está falando. Como se não bastasse esse erro ela ainda indica fazer um rebaixamento no teto e embutir os spots com as ARs.

    Os piolhos agradecem o calor que fará seus ovos (lêndeas) chocarem mais rápidos… E também a indústrica farmacêutica que vai vender muuuuuuuuito remédio para tratar as incontáveis casos de câncer de pele…

    AFF!!! (sou sádico, pois continuei assistindo mesmo depois disso tudo…)

    Depois ela fala das dicróicas…

    A instalação no mostruário está legal – ok admito. Porém os comentários a seguir são de matar.

    Ela afirma categoricamente que nos banheiros, em frente aos espelhos, não se recomenda usar as dicróicas pois elas reforçam e destacam demais, formando sombras, o que pode prejudicar na hora da maquiagem (ela certamente tem dicroicas no espelho da casa dela pois a maquiagem dela é horrorível!!! #bichamá).
    Porém ela se esquece que tem homens que moram sozinhos (e não se maqueiam – ok alguns sim), crianças, idosos que precisam de uma luz mais forte. Tudo, enfim, depende do PROJETO.

    Entram então nas lâmpadas LEDS.

    São as mais econômicas? OK.

    Duram até 25 anos?

    MINTCHIIIIIIIIIIIIIRAAAAAAAAAAA!!!

    Nem todas, só as de marcas muito boas conseguem essa façanha. Eu comprei uma chinesinha para testar e nao durou 1 semana. Troquei na loja e aconteceu novamente. Pedi meu $$ de volta, claro.

    Custam R$ 85,00??

    AH-AH-AH!

    Vai nessa….

    “Elas podem ser utilizadas em qualquer ambiente da casa.”

    Aham, sei, sei…

    As aplicações apresentadas são básicas. E, por favor né, “fios de LED”(SIC)??? Vai lá, bota um “fio de LED” não siliconado numa sanca do banheiro pra ver o que acontece.

    Nas escadas, os LEDs (balizadores, na verdade pois a “especialista” nem sabe que essa palavra existe certamente) garantem segurança (OK) e um “algo a mais”, segundo a moça “ela marca a parede como um detalhe decorativo, fica um detalhe interessante”.

    =0

    Isso, uma vendedora de uma loja que faz “projetos de iluminação di grátis” para seus clientes!!!!

    Continuem lendo pois tem mais…

    Na sequência, a reporter apresenta uma loja de iluminação mostrando o teto com aquele mundaréu de luminárias (comum em lojas de iluminação né?) e conversa com a gerente. Ela (a gerente) começa super bem ao ser confrontada com a verdade de que o cliente quando vai sozinho à loja acaba ficando perdido em meio à tantas opções (claro, com aquela poluição visual que impera nas lojas não tem como ser diferente). Ela diz que a dica é o cliente associar-se à alguém que realmente entende de iluminação.

    PERFECT!!!

    Porém – sempre tem um porém, um mas… – ela prossegue dizendo que no caso, as vendedoras da loja dela são todas treinadas e habilitadas para ajudar o cliente na escolha.

    #AltoLá!!!!

    Vendedor não é especialista. Vendedor não é projetista. Ser treinado não significa entender com profundidade o assunto para estar apto a projetar. E também só pode ser considerado habilitado quem tem um curso (superior) específico na área! Pode até ser que tenha realmente ali dentro alguém que entenda de iluminação, mas dificilmente terá um LD na equipe de vendedores.

    Tá, aqui em Londrina é “normal” isso na maioria das lojas. No resto do Brasil não é diferente. O pior é ver arquitetos, designers de interiores e decoradores jogando os projetos de iluminação nas mãos desses vendedores para serem feitos por eles. Chegam nas lojas com as plantas baixas, jogam em cima da mesa e deixam o vendedor resolver tudo, especificar tudo. Depois, claro, vendem a imagem ao cliente que o projeto todo foi feito pelo profissional… especialmente se sair em alguma coluna social, revista ou mídia. Que falta de ética heim gente???

    E não venham dizer que isso não acontece ou que o sem ética sou eu ao escrever isso, pois trata-se da mais pura verdade e vocês bem sabem disso!

    Um detalhe: não estou generalizando sobre os vendedores ok? Pois conheço alguns que dão chapéu em 99% dos profissionais (incluindo muitos “especializados”) sem ter formação alguma na área e sim, apenas a experiência de ANOS vendendo iluminação.

    Bom, vamos para o quarto?

    Pra que? Pra dizer que LD é apenas um jogo de efeitos e mostrar aplicações mais blasés e comuns, que tal?

    #MePoupe!!!

    Vamos pra cozinha???

    Pois é, nenhuma novidade.

    Porém, a iluminação – segundo a LD especializada na Europa – “é super simples de fazer… “

    Sabemos o quão fácil e simples é instalar uma built-in que fique técnica e esteticamente bem instaladas e que seja funcional… Também sabemos da facilidade de projetar e produzir um móvel com iluminação built-in…

    =0

    E no banheiro?

    Um monte de samambaias com lâmpadas a 20cm de distância…

    Prefiro acreditar que são dicroleds (pois não dá para perceber pelo vídeo) à que a dona da casa tenha de trocar as plantas semanalmente ou seja sádica ao ponto de ver diariamente assuas  plantinhas definhando sob aquela luz…

    Depois aparece um apartamento “onde cada ponto de luz foi planejado com a orientação de uma arquiteta”.

    Na imagem que faz fundo à esta fala temos um spot duplo de AR111 num rebaixo de gesso sobre uma mesa de centro com uma orquídea e três velas sobre a mesma. Pé direito básico e normal de um apartamento novo ou seja, no máximo 2,65m menos o rebaixo do gesso…

    =0

    Em seguida mostra um espaço preferido da dona onde temos samambaias iluminadas (novamente) a 20cm no máximo por spots embutidos. Pela luz, sao dicróicas normais, pois as LEDs não oferecem aquela quantidade e qualidade de luz. Tadinhas das samambaias (de novo)…

    E ainda tem mais. Agora a parte mais bizarra, no meu ponto de vista de um LD. As luminárias…

    Num bom projeto de iluminação, vale a pena investir nas luminárias“. (concordo com a frase!)

    Aí a repórter começa a mostrar algumas peças – que segundo a fala anterior vale a pena investir nelas – e creiam, isso é o que foi apresentado:

    – uma luminária de piso baseada no vestido balonê =0
    – um abajour inspirado nas lanternas japonesas… =0 =0
    – e um pendente de…
    de….
    de…
    aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh…………
    PELÚCIAAAAAAAAAAAAA!!!!!

    Em suma:

    NADA QUE SIRVA PARA UM PROJETO DE LIGHTING DESIGN! #FATO

    Pelo que se percebe, só são apresentadas peças “de dezáine”(SIC), claro, aquelas caríssimas e que rendem obesas RTs e comissões para os especificadores (“PROJETISTAS”) e vendedores.

    Até a já batida e carne de vaca Tolomeu (que tem uma péssima luz) aparece com destaque.

    Chegamos na sala de jantar…

    E aqui, o que eu escrevi lá em cima sobre a formação da “lighting dezáiner” vem à tona: um lustre de cristal antigo, com velas à mostra, sem controle algum da luz sobre a mesa. Básico, carne de vaca, arroz de festa e sem novidade alguma. A única coisa certa que ela fala é sobre a altura, que ele deve ficar acima da mesa: 1m no mínimo – e não os 60cm que insistem em pregar alguns “pseudos entendidos” e “láiguiti dizáiners de frases prontas e copiadas do gooooogre”.

    E finaliza-se a matéria com uma frase que começa bem acertada:

    A escolha do tipo de iluminação e das luminárias é muito pessoal mas” devia ter parado aqui ou deveria ter finalizado também corretamente indicando aos clientes buscarem a consultoria de um especialista em iluminação e não terminado com “essas dicas podem dar uma luz nas idéias de como valorizar ainda mais o melhor espaço do mundo: a nossa casa“.

    É, como se já não bastassem os “proficionaus” detonando com o mercado, ainda tem a mídia ABSOLUTAMENTE NADA ESPECIALIZADA E TOTALMENTE ALIENADA dando o empurrãozinho que falta pra seriedade e importância da profissão – de ser conduzida por profissionais sérios e realmente habilitados – ser jogada pra dentro do poço.

    #desengasguei

  • 900.000 – Sorteio revista Lume Arquitetura

    Pois é pessoal, como anunciei no Facebook, vamos a mais um sorteio de assinatura da Revista Lume Arquitetura.

    Só que desta vez, em comemoração aos 900.000 acessos a este blog, a De maio Editora presenteia vocês leitores deste blog não com uma, mas com DUAS chances de ganhar a assinatura da melhor revista sobre iluminação e Lighting Design do Brasil!

    Para concorrer às assinaturas você deverá:

    1 – inscrever-se (ou já ser membro) no grupo deste blog e no de Lighting Design lá no Facebook

    2 – Compartilhar algum material (vídeo, texto, foto) sobre iluminação (relacionada à luz, projeto) que você goste muito e compartilha-lo com todos lá no grupo Lighting Design do Facebook. (apenas buscamos incitar a troca de informações e a interação entre os profissionais).

    3 – Colocar aqui embaixo nos comentários a frase: “Eu quero ganhar a assinatura da Revista Lume Arquitetura”. (este apenas para gerar os numeros de ordem de inscrição para fins do sorteio).

    O sorteio da primeira assinatura será realizado no dia 10/12/2011 às 20:00hs (horário de Brasília).

    O sorteio da segunda assinatura será realizado no dia 10/12/2011 às 20:30hs (horário de Brasília).

    Ambos serão realizados através do site http://www.random.org/

    Boa sorte à todos!!!

    Vamos ver quem foram os sortudos (ou sortudas) da vez e vão levar este presentaço da De Maio Editora?

    Vamos aos resultados?

    1° sorteio:

    Vencedora: Luciana Galvão

    2° sorteio:

    Vencedora: Natalia Ladeira

    Às felizardas:

    Entrem em contato com a Katia (katia@lumearquitetura.com.br) para formalizar a sua assinatura.

    Parabéns à Luciana e Natalia.

    A valeu pela participação dos que não tiveram sorte desta vez.

    Até o próximo sorteio!!!

    ;-)

  • Belo Monte: eu digo NÃO!

    Apoio integralmente o Movimento Gota d’Água!

    Não a Belo Monte!

    NÃO ao descaso e aos coleguismos, desvios de dinheiro e corrupção que esta obra já está provocando.

    Mas também, NÃO aos sérios danos ambientais e sociais que esta obra vai causar!

    www.movimentogotadagua.com.br

    Tentei acessar para assinar a petição e não consegui. Se alguém conseguir me avise aqui ou pelo facebook ok??? Faço questão de assinar!!!!

    Até brinquei no facebook alegando uma possível censura do (des)governo já que esse movimento vai duramente CONTRA o que o PT quer. Sei que pode ser apenas excesso de fluxo (Oxalá seja isso e não a primeira opção vinda por um partido pseudo-democrático e uma presidentE melindrosa que não aceita ser contrariada e que certamente não gostou nem um pouco do recadinho direto no final do vídeo).

    E você? Acha que não tem nada com isso?

    Vai ficar aí posando de ético e moralista e não vai assinar???

    Aham….

    #SentáLáCráudia¹³!!!

  • Sorteio: 1 assinatura da revista Lume Arquitetura

    Olá pessoal, vamos  mais um sorteio de uma assinatura da Revista Lume Arquitetura??? ^^

    Bom, então vamos lá:

    Para concorrer à mais esta assinatura gentilmente cedida pela Lume você deverá:

    1 – inscrever-se (ou já ser membro) no grupo deste blog e no de Lighting Design Brasil lá no Facebook

    2 – Buscar no Youtube um vídeo sobre iluminação (relacionada à luz, projeto) que você goste muito e compartilha-lo com todos lá no grupo Lighting Design Brasil. (não precisa explicar o porque de você gostar do vídeo, apenas buscamos incitar a troca de informações e a interação entre os profissionais).

    3 – Colocar aqui embaixo nos comentários a frase: “Eu quero ganhar a assinatura da Revista Lume Arquitetura”.  (este apenas para gerar os numeros de ordem de inscrição para fins do sorteio).

    O sorteio será dia 31/10/2011 às 20:00hs (horário de Brasília).

    Será realizado através do site http://www.random.org/

    Boa sorte à todos!!!

    _______________________________________________

    POR PROBLEMAS TÉCNICOS AQUI ESTOU ATRASADO COM O SORTEIO MAS ACABEI DE REALIZA-LO.

    QUEM LEVOU ESSA ASSINATURA FOI O NÚMERO 5:

    Caio Eduardo Fernandes

    Por favor Caio, entre em contato com a Katia (katia@lumearquitetura.com.br) para formalizar a sua assinatura.

    Parabéns ao Caio e a todos que participaram.

    Até o próximo sorteio ;-))

  • NBRs e o exercício profissional

    A Marcia Nassrallah publicou no grupo do blog lá no facebook um link para esta materia sobre a NBR 15.575. (importante que leiam a matéria e consigam a NBR)

    Ok. Se com normas o mercado já é uma zona e temos “proficionaus” sambando na cara de todos nós (mercado, profissionais, conselhos e porgãos, etc) fazendo as suas caquinhas, imaginem se não as tivéssemos.

    O problema é que, a partir do momento em que você é OBRIGADO a seguir uma norma para o seu exercício profissional, esta deve ser de livre acesso e não paga como acontece com a ABNT.

    Sou obrigado a seguir as ditas normas mas tenho de pagar fortunas para ter acesso às mesmas.

    Você alguma vez já tentou fazer as contas de quanto ficaria a sua compra de todas as NBRs que você precisa diariamente no exercício profissional? Se não, entre no site da ABNT e faça as contas.

    Pois bem, lá fui eu no Google tentar conseguir uma cópia na NBR 15.575 e nada da versão final. Só consegui as versões anteriores e que sofreram alterações no texto final.

    Porém, lendo o livro (sim, é enorme) percebi que esta norma pode afetar seriamente a atuação dos Designers de Interiores/Ambientes. Tem dentro dela sérias prerrogativas que podem ser utilizadas judicialmente para diminuir a nossa atuação profissional por pessoas (e entidades) de má fé e que são contra a nossa atuação profissional.

    Fiquei bastante preocupado ao perceber que, enquanto a ABD diz estar trabalhando em favor da profissão, deixou passar esse elemento em branco, não informando nada aos seus associados e tampouco intervindo junto à equipe que elaborou o texto desta norma.

    As especificações da referida norma sobre conforto acústico, lumínico, partes hidráulicas, assentamento de pisos entre vários outros componentes também da áreas de Design de Interiores/Ambientes me soou como mais uma manobra para uma reserva de mercado para outros profissionais que algo voltado realmente à exigência do cumprimento de padrões mínimos de qualidade projetual.

    Acreditem: tem uma parte (usabilidade e acessibilidade) que fala sobre mobiliários. Por exemplo: um quarto de casal DEVE conter uma cama de casal, um armário e um criado no mínimo (todos estes com dimensões minimas especificadas na norma). Para validação/aprovação do projeto, fica a análise projetual (feita por quem?). Aí vem a pergunta: e se o cliente não quiser criado, ou se desejar uma cama tipo tatame (que tem dimensões fora das especificações da norma) entre tantas outras questões que cabem nesse sentido?

    Tem também a parte que fala sobre a especificação e assentamento de pisos e revestimentos que, pelo texto que tive acesso (versão 2009) deixa a situação preocupante.

    Vejam bem, tempos atrás citei o caso de uma cliente que, visando baixar os custos (sovina que só), comprou um piso diferente do que eu tinha especificado sem me consultar ou meu acompanhamento. O instalador também foi contratado por ela “numa vila qualquer” deixando de lado as minhas indicações, também por causa do preço do serviço. Agora ela está lá (menos de 3 meses depois) com parte do piso estufando e grande parte manchada.

    Eu sou o responsável por isso?

    Outro ponto que me faz pensar assim é que em muitos pontos, especialmente na parte que fala sobre área construída. Nos dá a impressão que esta norma foi elaborada por construtoras e por trás da imagem de proteção ao consumidor final está, na verdade, a proteção à estas empresas e seus projetos insanos com espaços reduzidíssimos. PD minimo para um banheiro de 2,20m??? Ah vá…

    Por exemplo: não há exigências de iluminação natural em corredores e escadas de edifícios. Custa muito para as construtoras colocar um vidrinho???

    Tem vários outros pontos ali que fiquei seriamente preocupado. Posso estar escrevendo algumas bobagens aqui, mas isso se deve ao fato de não ter livre acesso à esta norma. Para tê-la na íntegra (6 partes) tenho de desembolsar o total de R$

    Qual a legitimidade da ABNT?
    A ABNT foi reconhecida como único Foro Nacional de Normalização através da Resolução n.º 07 do CONMETRO, de 24.08.1992.

    Segundo o professor Doutor Bianco Zalmora Garcia:

    “O problema é o que se entende por legitimidade aqui. Uma vez assumido como instrumento normativo que obriga, o seu acesso dever ser universal e gratuito. Sob nenhuma hipótese, numa sociedade sob o Estado Democrático de Direito, deve ser constrangido a obediência, a uma norma que não é disponibilizada universal e gratuitamente. Ja pensou se a Constituição Federal fosse produzida por uma empresa e que para cumpri-la tivessemos que compra-la numa livraria ou numa banca de revista ou por uma loja virtual?
    A legitimidade também atinge a representatividade. A ABNT apresenta graves déficits de legitimidade neste sentido. Se qualquer cidadão, no seu livre exercício profissional, tem que obedecer uma norma, ele deve reconhecer como legítimos os procedimentos de representação do Forum que apresenta um status normativo. A representação deve ser democrátiva, portanto, representativa dos diversos interesses relacionados com os diversos segmentos a serem representados. Nenhuma entidade, sobretudo de caráter empresarial que agrega lucros de sua atividade, tem qualquer legitimidade senao for constituída, via representação popular.
    A legitimidade democrática de qualquer forum representativo deve ser amparada constitucionalmente para ter o poder normativo sobre quaisquer segmentos profissionais ou não da sociedade.
    Portanto, a pretensa obrigatoriedade da ABNT não se sustenta por duas vias: a da ausencia de legitimidade institucional (não reconhecemos a ABNT como expressão da representação apoiada nos preceitos democráticos constitucionais) e tampouco pela ausência de legitimidade na imposição de normas tranformadas em produtos de mercado a serem comprados o que afeta os princípios de universidade de acesso e gratuidade.”

    Porém, nem tudo é nefasto ou estranho nessa NBR. Algumas exigências vem de encontro ao que eu sempre defendi: o projeto deve ser mais pensado no usuário que no autoral (como aquela velha história do beiral inexistente onde a criança caiu). Ao menos nesse ponto, ela vem para frear as sandices egocêntricas de alguns profissionais.

    Tem também de muito bom a questão do fortalecimento e aumento sobre a responsabilidade técnica para os profissionais na especificação dos produtos e na parte projetual (que defendo e muito).

    Defendo sempre esse tipo de coisa pois acredito que só assim chegaremos a um mercado realmente sério. Porém, ter de pagar para ter acesso a detalhes que sou obrigado a seguir (com aval do governo federal) é injusto, anti-ético, imoral e antidemocrático.

  • Casa Conceito 2011 – Passeio

    Demorei, a mostra já foi encerrada, mas aqui está o ambiente “Passeio” que fizemos na Casa Conceito 2011 aqui em Londrina.

    Trata-se da calçada frontal da residência.

    A avenida onde a casa está implantada é de grande fluxo e importância para a cidade porém não vemos nada que se destaque, falando sobre muros.

    Se passamos na avenida durante o dia vemos uma sequencia de nada ou salpicados de alguma coisa copiada de qualquer lugar (era, tijolinhos, pintura ou falta dela, etc). Se passamos durante a noite, é tudo cinza, escuro e sem vida (incluindo a péssima iluminação pública).

    Calçada e muro – antes

    Outro fator a destacar é que nas mostras (e na vida real) dificilmente as pessoas dão o devido valor à este elemento que faz parte da edificação. Costumam dizer que o Hall de entrada é o cartão de visitas da casa.

    NÃO MESMO. Sempre digo que o muro e a calçada frontal é que o são, afinal eles são os primeiros contatos dos visitantes com a edificação.

    Assim pensamos num projeto que desse o devido destaque à estes elementos da construção, chamando a atenção do público. E acredito piamente que conseguimos pois com todos os visitantes que conversei perguntavam se o muro “era meu” e parabenizavam.

    O projeto original foi pensado já desde o início para utilizar as esculturas de parede do Jadir Battaglia. Apesar dos riscos envolvidos (vandalismo e roubos) ele aceitou ceder as peças pois nunca tinha realizado uma aplicação nesse sentido de suas peças. Isso nos levou a fechar parceria também com a empresa de segurança Digitemp que colocou um sistema de alarme magnético nas esculturas e nas luminárias.

    O projeto inicial era esse:

    As molduras em EPS da Decorpol formariam os “quadros” e a “tampa” do muro. Em uma semana a empresa enviou o produto. O detalhe é que eu precisava de um modelo que proporcionasse a instalação de fita ou mangueira LED para iluminar as esculturas. Fiz o desenho, encaminhei e recebi o produto exato, como eu precisava.

    Porém, com o passar do tempo este projeto começou a gerar dúvidas: não tínhamos contato direto com a proprietária da casa para verificar a necessidade de alterações pós-mostra e também começamos a perceber que estávamos caindo no óbvio, na aplicação comum. Também o detalhe que na escultura da direita, bem nesse espaço, há o relógio de luz da Copel e este não poderia ficar inacessível. O projeto em si não atrapalhava em nada o acesso a ele, porém ele estragava o visual do projeto. Resolvemos então alterar radicalmente o projeto.

    Como estávamos precisando de algo para a parede do Lounge Externo por causa da sacanagem do fornecedor da cobertura, optamos por retirar uma escultura do muro e colocá-la lá. Buscamos então uma linguagem mais clean e contemporânea, algo inexistente aqui em Londrina.

    Alteramos o projeto de LD, o paisagismo, as cores e a disposição dos elementos do muro. Com isso ganhamos muito esteticamente. Mantivemos o volume que desejávamos desde o início e o destaque de dia e/ou noite.

    Foto oficial by Ruffino

    Sim, chapamos uma tinta branca em todo o muro e abusamos com os números (também feitos sob encomenda em EPS pela Decorpol) em vermelho.

    Para esconder (ou ao menos suavizar esteticamente) o quadro de luz, optamos por vasos com samambaias afixados acima dele onde, as folhas, não atrapalham o acesso ao mesmo. Este mesmo elemento aplicamos em outros pontos do muro para não chamar a atenção justamente em cima do problema. Poucas pessoas perceberam que tinha um quadro de luz ali.

    Pra ajudar, na noite anterior à inauguração da mostra, enquanto estávamos tentando finalizar o Lounge um caminhão saindo acabou por enroscar o seu baú no portão e nos fez esse favor:

    Isso porque já eram mais de 23:00hs. Quiseram jogar a responsabilidade disso sobre nós mas, como viram que eu tinha tudo devidamente registrado (fotos, vídeos e testemunhas), desistiram. Porém o portão ficou lá danificado durante toda a mostra e ainda está. Será entregue assim à Luciane, proprietária da residência?

    Sobre este portão, vale ainda ressaltar que tentaram nos forçar a pinta-lo. Relutei fortemente contra isso pois trata-se de madeira bruta (peroba rosa), bastante antiga que não merece essa infelicidade. Sim sou contra este tipo de destruição. Este portão, assim como o deixamos, nos conta a sua história. Se soltássemos uma camada de tinta sobre ele, não seria mais ele. Também perderia o seu valor material.

    Fundamental foi a parceria com a Arte Flores e Paisagismo M.E., através de seu proprietário Fabiano, na parte de paisagismo que nos forneceu as plantas, elementos e insumos necessários e também a Madeplast que forneceu o deck de madeira plástica (que infelizmente não saiu na foto oficial pois não estava instalado ainda). Também temos a parte de iluminação com o apoio da Eletroville, da GE Iluminação e do Renaldo.

    Por falar em iluminação, neste projeto pensamos numa forma de atingir os objetivos estéticos e dar o devido destaque aos elementos aliado ao baixo consumo energético. Apesar de termos trabalhado com lâmpadas halógenas, o alto rendimento das luminárias nos permitiu isso.

    Está aí, um belo projeto, bastante elogiado e destacado na CasaConceito 2011 aqui de Londrina.

  • Casa Conceito 2011 – Lounge Externo

    Pois é pessoal, vamos falar agora sobre o espaço que me deixou irado e que me levou a escrever este post de desabafo: o Lounge Externo.

    Bom, tivemos de fazer mágica para conseguir montar o espaço à tempo para a abertura da mostra. De nada adiantou reclamar com a coordenação da mostra sobre o acúmulo de entulhos e lixo no espaço pois, por mais que elas (Jacqueline e Andreia) tentassem nos auxiliar, o pessoal não respeitava e continuavam a jogar lixo. Pior ainda foi ter de ouvir de uma fulana que estava entupindo a rampa com caminhões que eu precisava compreender a situação pois ela precisava finalizar seu espaço. (que vontade de falar um baita palavrão aqui). Então, montamos o ambiente na sexta feira à noite e sábado pela manhã e tarde até o momento da abertura – 14hs.

    A mostra abriu com ele ainda inacabado, infelizmente, e tivemos de fazer sérias alterações no projeto inicial seja por problemas causados por fonecedores ou pelos problemas já citados no outro post.

    Aliás, isso não foi um problema enfrentado somente por nós. A arquiteta Alice Prandini fez uma verdadeira mágica em seu espaço depois que o marceneiro a deixou na mão no sábado de manhã da abertura da mostra ao não entregar o mobiliário e ela teve de sair correndo nas lojas “catando” peças para conseguir montar o espaço e posso dizer: ficou show!!!

    Mostrou uma maturidade, seriedade e competência profissional ímpar!!! Parabéns Alice!!! ;-))

    Well, voltando ao Lounge.

    Tenho um roblema sério para resolver com o pessoal da 3DBoard, especialmente o Dyone: pela falta de profissionalismo e responsabilidade do fornecedor que ia fazer a cobertura do lounge acabei não tendo como aplicar o produto deles já que a parede recebe chuva direta e, mesmo com a idéia de usar pintura automotiva, ficamos com receio de aplicar o produto e acabar queimando-o já que não sabemos qual seria o resultado dessa exposição direta às intempéries (sol/chuva). Julguei melhor não aplicar para não correr riscos. Tentei repassar o material para profissionais de outros ambientes sem sucesso (trouxas pois perderam de expor um produto de primeiríssima qualidade e beleza em seus espaços). Então Dyone, tenho de ver se remeto esse produto para você novamente com os mais sinceros pedidos de desculpas por todo o processo envolvido no antes mostra, se pago o produto e aproveito-o aqui em casa ou se você libera para ser sorteado aqui no blog entre os leitores.

    Tivemos então a primeira alteração séria no ambiente que acabou afetando também o projeto do muro (Passeio) onde tivemos de tirar uma escultura do Jadir Battaglia e aplica-la na parede onde iríamos usar o 3DBoard. E também alterar a bancada de vidro após a mesma ser danificada “não se sabe por quem”. O Marcelo nos socorreu providenciando uma base e um filete de granito branco que acabou ficando perfeito e escondendo o deslocamento e sustentando o peso. Para esconder as imperfeições causadas pela água jogada na parede com a massa ainda fresca (que provocou bolhas) optamos por usar a mesma tinda do muro, a alumínio, da Hydronort, que escondeu bem os defeitos.

    O Oratorium não saiu pois a rampa estava inutilizável até a hora da abertura da mostra. Então, acabamos tranferindo-o para dentro do espaço do lounge tranformando-o num estar. Ficou super legal o espaço onde estamos com os dois protótipos finais de uma peça da LaCasa Design sendo experimentadas e avaliadas pelo público: são dois “pêndulos” que servem para área externa, varandas e até mesmo para salas de estar internas. Estão fazendo um sucesso enorme e tenho de tirar o chapéu para o Renato da LaCasa Design: é surpreendente esta peça. Também neste espaço temos a bancada de madeira de demolição (peroba rosa) fornecida pela EcoDesign que também ficou perfeita no espaço.

    Ainda falando em móveis, a mesa do lounge ficou show e também estão elogiando muito a idéia do tramado do tampo com o vazado no centro. E as cadeiras e chaises estão fazendo a alegria do pessoal que senta ali para conversar. Estão elogiando muito também a ousadia da mistura de peças e disposição das mesmas.

    O painel de mosaico de teca da TWBrazil que usamos para esconder a janela também é outro detalhe que está chamando bastante atenção dos visitantes e profissionais pela beleza do material. A facilidade de aplicação também é outra característica que está agradando bastante a todos.

    A Madeplast entrou com o pisante da escada de acesso/saída. É um produto surpreendente, belo e ecologicamente correto.

    As esculturas do Jadir Battaglia estão surpreendendo o pessoal pelas formas orgânicas. Já ouvi muitas palavras na tentativa de traduzi-las mas a mais recorrente é: sensuais. =0 Mesmo sendo “sensuais” estão gostando bastante e muitas pessoas já disseram que retornarão dia 16 quando ele estará por aqui visitando a mostra para conversar com ele.

    O mais interessante é que este ambiente foi feito exatamente para mostrar o que a iluminação é capaz de fazer num espaço. Se você passa por ele ainda durante o dia percebe um ambiente bastante simples e limpo, porém acolhedor, confortável. Bem diferente dos outros ambientes requintados, mega detalhados e iluminados da mostra. Quando você passa novamente por ele na saída, já durante a noite, percebe que o ambiente é outro: fruto de um projeto de LD muito bem pensado e planejado.

    Outra intenção, como já escrevi também neste outro post, era montar algo usável pelos visitantes. Um espaço onde eles pudessem sentar-se para esperar os amigos ou decansar um pouco após a visita pela casa. É pra usar mesmo e não apenas para olhar com medo de tocar.

    Na bancada de vidro da Arti In Vetro, usamos em built-in, uma fita LED RGB fornecida pela Sinalon. A película que acabamos perdendo como já retratado anteriormente, foi trocada por um adesivo automotivo branco, o que realçou ainda mais o efeito RGB dos LEDs.

    No muro, aplicamos as arandelas da iLED de maneira não convencional. Invertemos a sua posição e forçamos o Victor a alterar a vedação das mesmas para podermos utiliza-las dessa maneira. Brincando com a luz, desenhando com a luz. A pintura alumínio e a textura original do muro acabaram ressaltando o efeito.

    Um detalhe interessante é que uma brincadeira boba que fizemos está fazendo bastante sucesso: a aplicação de uma mangueira LED dentro da grelha de águas pluviais. O desenho de luz e sombra projetado no muro está agradando as pessoas e até mesmo os profissionais dos outros ambientes.

    Já surpresa mesmo fica por conta do Hallucination, da Acme. Comprei (já que não consegui nenhum fornecedor) este equipamento especialmente para este ambiente e foi a primeira idéia que tive para o espaço: aplicar um equipamento de iluminação cênica para mostrar que estes podem, e devem, ser utilizados tambem na arquitetura. O efeito está surpreendente.

    O que mais ouço das pessoas é: nossa tem que passar pela água?

    Ou ainda: trouxeram o lago (Igapó) aqui pra cima?

    Ele está instalado embaixo do beiral do telhado (para proteção das intempéries e cobertura do facho) projetando o efeito diretamente sobre o chão. Coloquei-o em stand-by para que não ficasse muito boate então temos um efeito fixo (sem pan ou tilt) onde apenas os gobos estão em movimento dando o efeito de água sobre o chão.

    Ele também lava uma das faces das esculturas. Quando você entra (à noite) percebe a silhueta das esculturas levemente iluminadas pela luz das arandelas e grelha. Quando sai, percebe a textura e cor projetada pelo Hallucination que acaba reforçando as formas das esculturas.

    O melhor de tudo é que este ambiente é todo iluminado por LEDs com exceção do Hallucination que usa uma dicróica. Mais eficiente, impossível ;-)

    Bom, taí o resultado do espaço problemático.

    Independente de termos feito sérias alterações no projeto, mandamos o nosso recado, fizemos o que quisemos e estamos sendo bastante elogiados tanto pelo trabalho como pela ousadia de lançar um ambiente bastante “simples” logo na entrada da casa.

    É o que eu sempre digo: montar um ambiente com R$ 100.000,00 e com fornecedores desesperados para aparecer em seu ambiente por causa de seu “nome profissional” é fácil. Qualquer um faz.

    Difícil é montar um ambiente com fornecedores te deixando na mão por causa de outras “estrelinhas” e sofrendo todo tipo de desrespeito por parte de alguns profissionais e também, com um orçamento bastante apertado já que tivemos de dividi-lo entre 3 ambientes.

  • Pós em iluminação do IPOG – Londrina TLD2

    Pessoal do norte pioneiro e noroeste do Paraná e região sul e noroeste de São Paulo, atenção:

    o IPOG já tem uma nova turma sendo formada aqui em Londrina da pós em Iluminação e Design de Interiores. É a turma LD2.

    A data de início das aulas será nos dias 25, 26 e 27 de novembro próximo.

    Corra e faça a sua inscrição.

    Garanto que este curso vale a pena!!!

    São aulas distribuídas em módulos mensais (1 final de semana por mês) e a coordenação do curso é da mega profissional de LD Jamile Tormann.

    Maiores informações:

    www.ipog.edu.br

    E-mail> curitiba@ipog.edu.br

    Telefones> (41) 3203-2899 / 3203-2884 / 9655-7756.

    Fale com o Sandro e diga que viu aqui em meu blog sobre a pós. Garanto que ele dará um atendimento mais que especial para vocês ;-))

    P.S.> é claro que vou assistir à aula do Farley sobre história da iluminação que perdi por estar com H1N1…

  • Portal Lighting Now

    Apresentando mais um parceiro do blog: Portal Lighting Now.

    O Lighting Now acaba de completar 1 ano de estrada e ao longo desta curta jornada vem colecionando excelentes resultados.

    Além do reconhecimento da ferramenta pelos profissionais do mercado (mais de 1500 profissionais cadastrados), o site tem apoio de diversas empresas, tais como: Philips, GE, Lume Arquitetura, ABD, Aureside, AD Fórum, Academia de Engenharia e Arquitetura, entre outros.

    O site, que é definido como um sistema de informações qualitativas sobre o mercado de iluminação nacional, foi criado por Alexandre Rautemberg, arquiteto, MBA em marketing e com experiência de 12 anos neste mercado e tem por objetivo, estreitar o relacionamento entre profissionais e fornecedores, facilitando as rotinas do dia a dia.

    Segundo Rautemberg, o grande problema da WEB é que existe uma grande quantidade de dados espalhados, com pouca consistência e desta forma deixam “pobre” a informação. O site veio para juntar estes dados em um único lugar, de forma organizada e prática para todos aqueles que atuam ou se relacionam com este mercado, transformando tais dados em informação de qualidade.

    O sistema tem o foco muito bem definido e totalmente orientado para o Marketing e TI (tecnologia da informação). “Não temos um cunho jornalístico, por isso não temos matérias ou entrevistas. Isto os nossos amigos das Revistas e Blogs fazem com extrema perfeição”, acrescenta Rautemberg.

    Algumas ferramentas já estão disponíveis, tais como:

    – Cadastro de Fornecedores (fabricantes, distribuidores, representantes, lojas e serviços)
    – Pesquisa (por região, atividade, produto/serviço, materiais, etc…)
    – Vitrine de Lançamentos
    – Agenda e Cursos
    – Auditório Virtual
    – Catálogos On-Line
    – Biblioteca Virtual
    – Newsletter, etc…

    Para o mês de aniversário, o site vem prevendo mais seções e funcionalidades tais como:

    – Espaço Lighting Designer
    Seção onde os profissionais poderão divulgar seus principais projetos, com fotos, ficha técnica, contatos, curriculm, etc…

    – Acontece no Mercado
    Post de notícias sobre produtos, lançamentos, cursos, eventos e tudo o que acontece no mercado de iluminação.

    – Versão para IPAD
    Novo layout para possibilitar ser consultado pelos equipamentos da Apple.

    O Cadastro é gratuito e outras funcionalidades, principalmente aquelas que vão auxiliar o departamento de marketing das empresas estão sendo implantadas à medida que o sistema ganha corpo.

    www.lightingnow.com.br

  • pós: A luz sob CONTROLE

    Pois é, tive esse final de semana o último módulo da pós do IPOG.

    Começou na sexta feira a tarde com uma palestra da Jamile Tormann falando sobre mercado e projetos de iluminação. Super como sempre.

    Depois entrou o professor Ricardo Honório ( sales engineer-Brasil da Lutron) com o módulo “A Luz sob Controle”.

    Ok, vou organizar os materiais aqui e preparar um post especial sobre este módulo.

    Você trabalha com automação? Pois saiba que isso é coisa do passado. Automatizar hoje qualquer um automatiza.

    Eu não quero mais só isso.

    Agora eu quero é o controle total da luz, certificação LEED.

    Automação se preocupa apenas com cenas (ao menos é o que é vendido e mostrado) dimerizadas ou equipamentos controlados. O controle da luz vai muito além disso. Para o controle, temos de planejar e projetar o tipo de carga, as  zonas, circuitos, as cenas e os pontos e tipos de controle.

    Apesar da semelhança com a automação, este é um trabalho muito mais complexo e que vai bem além dos controles “xikes” via i-pad, i-phone e “i-coisa”.

    Foi mega cansativo pois foi muita informação em pouco tempo, mas cada segundo deste módulo valeu diamantes!!!

  • Análise da iluminação… mais do mesmo: erros

    Bom, vamos lá analisar mais algumas imagens de projetos.

    (E foda-se se são ambientes de pseudas estrelinhas das revistas).

    Começando por erros crassos cometidos com o uso das lâmpadas AR111 e 70.

    Vocês acreditam realmente que estas plantas (especialmente as orquídeas e bromélias) não irão sentir essa luz e tudo que ela carrega em si (radiação e calor)? Fala sério… Sem contar ainda que o “destaque” pretendido não foi alcançado (prefiro acreditar nisso que na péssima estética projetual) seja por erro de especificação de luminária/lâmpada ou de instalação.

    Bah, num ambiente desse, com esse pé direito, apresentar um projeto desse porte carregado de AR111 é de doer heim? Não digam que é por ser uma mostra e que o “conceito” é que manda pois esse erro é cometido repetidas vezes em diversas obras por aí.

    Já disse e repito: sim, a luz das ARs é linda e os efeitos alcançados com o uso delas é único. Porém, creio que cliente algum deseja ter o seu inve$$timento destruído ou manchado em pouco tempo por causa de danos provocados por uma iluminação errada. Isso sem contar que o ambiente fica insuportavel, especialmente onde a luz incide diretamente sobre os usuários.

    Conseguiram perceber a belezura da luminária sobre a mesa???

    DEZ (10) AR111 sobre essa mesa… Talvez não seja uma mesa e sim um fogão ou forno… É só colocar os pratos ainda crus ali em cima, deixar por algumas horas e depois chamar o povo pra sentar-se e comer. Seria isso um conceito sobre a facilidade que a vida atual exige??? Também a família e convidados aproveitam para “pegar um bronze” enquanto se alimentam… Vai saber…

    Depois acham ruim quando o cliente liga reclamando que as peças que são expostas estão ficando manchadas, desbotadas ou os tecidos enfraquecidos, queimados, etc… Ah, os manequins também estão “entortando”… Sempre tem um cheiro estranho de queimado dentro da loja, etc etc etc etc etc…

    Essa está ÓTEMAAAA!!!!

    Descontando a quantidade de reflexos, fico imaginando como estes materiais – especialmente as imagens – estarão daqui a uns 6 meses…

    Saindo das ARs, vamos a outros erros também crassos:

    Gente do cecéu!!! Quem vai limpar a gordura e sujeira que fatalmente vão emporcalhar estas peças???

    .

    Ai, pelamor!!! Luzinha verdinha na plantinha???

    Pior que isso só isso aqui ó:

    Pra quê essa mistureba de cores??? Pra que alterar de forma tão estúpida a cor natural das plantas? Pra que essa variedade de cores???

    Mas tem gente que ainda consegue fazer pior:

    Splash de luz já é ridículo, pior ainda quando usa a mesma luz para iluminar as plantas.

    Mas tem quem consiga fazer pior que isso:

    O splash numa cor já é ridículo, usando duas então…  Irão dizer que isso é um walwash em uplight?

    Noooooooooooooooo!!!! Olhem os refletores no chão. É splash mesmo!!!

    Melhor nem escrever mais nada sobre essa foto…

    Esse tipo de coisa só contribui para o EMPORCALHAMENTO URBANO!!!.

    Olhem isso agora:

    Que efeito, digamos, interessante não? (Uma bosta mesmo!)

    Que é isso???

    Ah, não posso deixar de apontar também as ARs…

    “Ah, são peças caras…”

    Problema do cliente que escolheu isso por conta própria ou pior: do projetista que especificou isso.

    Quer “status-cús” ou gordas RTs, dá nisso…

    Por falar em gordas RTs, o que dizer disso:

    Aham… montar um projeto chiqueterrérrimo desse é fácil quando os clientes são cheios da grana e querem ambientes pra esfregar na fuça dos “amigos”. E também para o projetista encher os bolsos com poupudas RTs.

    Energeticamente ineficiente, ergonomicamente instável, com relação à manutenção é bastante complicado e ao uso volto à velha questão: sentado até que tudo bem (tirando o peso sobre a cabeça das pessoas) mas em pé, são obstáculos visuais para lados opostos da mesa.

    Luz direta sobre os travesseiros???

    G-Zuiz!!!

    Bom, paro este post por aqui… Tem ainda várias fotos que eu poderia colocar neste post mas fica para os próximos ok?

    Observem as imagens. Atentem para as críticas que faço e as relacionem com o uso. Imaginem as pessoas usando estes ambientes no dia a dia.

    Como bem colocou o Oz Perrenoud nesse ultimo modulo da pós (este exercício que faço tem tudo a ver com este modulo), pensem a iluminação já no inicio do projeto, se possível, iniciem pela luz e o seu uso diário.

    JAMAIS deixem a iluminação para o final e muito menos se deixem seduzir pelo “status” de luminárias.

    É a luz que tem de ser SENTIDA, PERCEBIDA pelo usuário e não a luminária cara. Deixe o caro, o “status” para mobiliarios, revestimentos, etc.

    Só assim estes erros serão eliminados nos projetos.

    E claro, muito conhecimento sobre iluminação.

    Abraços e até o próximo post!!