Categoria: paisagismo

  • GADU? Tá errado…

    Amigos, participando do portal Casa Pró, da revista Casa Claudia, vira e mexe me deparo com situações constrangedoras onde algumas pessoas que se acham deuses só por ser arquiteto acabam denegrindo e atacando os Designers e outras profissões.

    GADU – Grande Arquiteto Do Universo. Termo utilizado por vários agrupamentos, entre eles a Maçonaria onde, talvez, o termo tenha nascido. Não concordo com este termo e a minha explicação se dá numa resposta que acabo de dar a um arquiteto numa das comunidades. Segue a resposta/ reflexão:

    “engraçado Fabio,

    Sempre tive em mente que as primeiras profissões que surgiram foram as de agrônomo ou zootecnista ou talvez, quem sabe, até mesmo a de decorador se forçarmos que o homem primeiro entrou para dentro das cavernas e procurou ajusta-la às suas necessidades deixando-a mais “confortável”. Logo, se não houve construção por elas ja existirem, o que houve foi a decoração.

    Não consigo ver arquitetura nessa imagem…

    .
    Outro ponto que me instiga é dizer que Deus foi o GADU. Não acredito pois a sua primeira ordem foi FIAT LUX (faça-se a luz) e, sabemos perfeitamente que isso não é obra de arquiteto e sim de engenheiros, físicos, etc… depois disso veio o grande biólogo na formação dos ecossistemas, sistemas estelares (astrônomos), geneticista,e depois, beeeeeeeeeeeeem lá pra frente, veio o bicho homem (e não Deus) brincar de construir… apesar de todas as estruturas pensadas e elaboradas, continuam a afirmar que trata-se de arquitetura e não de engenharia.

    É uma questão de lógica, mas parece que o senso comum, os melindres e egos não aceitam a lógica e preferem historinhas da carochinha.

    Temos de ver tamém que na Bauhaus houve um golpe sujo por parte de Mies quando destruiu a essência da escola ao acabar com as oficinas de artes e design inserindo-as como meras disciplinas de arquitetura… Os alunos que se colocaram contra essa tragica mudança de rumos, bem como professores como Kandinsky, foram denunciados como inimigos do Estado (comunista na época) e tiveram de fugir… talvez venha daí essa mania de “tudo posso” de ALGUNS ARQUITETOS e também a forma suja e nada ética como atuam no mercado. Claro que isso levou ao fim da Bauhaus, não poderia acontecer outra coisa.

    Talvez venha da formação mesmo a arrogância e prepotência, vide Mies na imagem acima… Pela cara não precisa dizer mais nada.

    .
    Sobre a sua visão dos cursos de interiores te digo: é medo. O que aprendemos dentro de um curso de Design de Interiores pode muito bem ser aproveitado em exteriores também e, por isso mesmo, adota-se ja a algum tempo o termo DESIGN DE AMBIENTES, independente se interno ou externo. Você desconhece completamente o que um Designer pode fazer ao afirmar isso de forma tão irresponsável ou, se conhece, deve ter medo de perder clientes para estes. Me desculpe mas é esta a visão baseada em experiências que tenho de profissionais de arquitetura que compartilham da mesma visão que vc.

    Sobre leis, é fácil falar quando se está protegido. Porém outras áreas vem surgindo de acordo com as necessidades humanas e sua evolução (social, tecnológica, mercadológica, etc) e, queiram ou não, estas tem direitos independente de avançar sobre outras área sou não. Está na CF: direito ao livre exercício profissional desde que atendidas as exigências das Leis. E as exigências são formação acadêmica, que nós temos sim. Portanto é descabido este teu raciocínio.

    Seria mais ético – e até mesmo salutar – se você viesse com um discurso menos ofensivo e melhor embasado como por exemplo: um designer pode lidar com estruturas?

    Não, não pode. Porém o designer tem conhecimentos de leitura de plantas para propor alterações estruturais, idealizar livremente o que realmente venha a atender as necessidades do cliente. Se esta parede está atrapalhando, derrubemos ela então. Aí entra a parceria com os profissionais conscientes e éticos de arquitetura e engenharia que irão assumir esta parte no projeto sem problemas para ninguém. Quem ganha com isso?

    Todos: o cliente, os profissionais e o mercado.

    Mas os melindrosos não conseguem enchergar as coisas assim. Infelizmente.

    Aí vemos diariamente arquitetos oferecendo orçamentos numa disputa da seguinte forma:
    – projeto arquitetônico, paisagismo e interiores: R$ 20.000,00
    – projeto arquitetônico: R$ 60.000,00

    Assim fica fácil ah ah ah

    Isso sem contar nas RTs que o bloco rende.

    Isso é disputa de mercado?

    Não, é golpe baixo e sujo. É a absoluta falta de ética.

    Então, acho que já passou da hora dos profissionais (de todas as áreas) amadurecerem e esquerecer que moramos num país onde a ética foi jogada no lixo e fazermos a nossa parte na construção de uma sociedade justa, correta e ética.

    “ah me esqueci,
    sobre o GADU, Ele foi tbm, antes de arquiteto, um exímio geólogo na formação do planeta afinal, primeiro veio a formação da terra, depois a água…

    afff “”

    E ainda acrescento  ais sobre GADU: antes ainda de qualquer tendência à arquitetura, o bicho homem tornou-se artesão/designer ao criar seus utensílios domésticos, de caça entre outros e, para não ir mais longe, virou artista plástico ao imprimir nas paredes das cavernas as imagens que representam o seu dia a dia. Então, deixemos de ser hipócritas.

    Acho que já passou da hora de alguns profissionais pararem de agir como crianças mimadas e birrentas e, antes de ficar esperneando ou fazendo fofoca porque perdeu uma disputa num projeto, procurar rever a sua história para encontrar onde estão seus erros, sua falta de informação/formação. E, principalmente, não atirar pedras no telhado dos outros se o seu é de vidro.

    Abraços e excelente semana a todos.

  • RJ – credenciamento de profissionais para prestacao de servicos

    O CentroDesignRio inicia processo de credenciamento de escritórios e profissinais do Estado do Rio de Janeiro para prestação de serviços de design para micro e pequenas empresas. Os profissionais deverão ter formação e experiência comprovadas nas sub áreas:

    Desenho Industrial;
    Design Gráfico;
    Tecnólogo em Design Gráfico;
    Design de Moda;
    Design de Interiores;
    Design de Jóias
    Arquitetura;

    As inscrições deverão ser feitas pelo site www.centrodesignrio.com.br , onde também constam os requisitos para credenciamento. O período de inscrição vai até 16/11/09. O processo seletivo consta de três fases:

    análise documental,
    análise de portfolio
    avaliação de habilidades através de entrevistas.

  • Mercado prostituído?

    Apesar de eu ter postado ha pouco tempo algo sobre o lado social do Design, quero agora mostrar dois vídeos que mostram claramente o que acontece em nosso dia a dia. Esses “causos”, apesar de ser uma ficção no segundo vídeo é muito mais comum do que vocês imaginam em nosso dia a dia profissional.

    O primeiro é do escritor Harlan Ellison explicando o seu desentendimento com a Warner. Pasmem: a Warner produtora de filmes e mais filmes e que não tem porque alegar não ter grana:

    Já o segundo nos apresentam algumas situações que, quando comentamos com alguém, muitas vezes somos chamados de mentirosos, de que estamos malucos e mais um monte de coisas legais como estas. Parafraseando um amigo mineiro meu, “prestenção”:

    Confesso que ri muito a primeira vez que assisti este vídeo mas depois de superado o acesso de riso me veio a sensação de vazio, de impotência diante de tanto descaso das associações – inertes – e do governo – que insiste em não regulamentar-nos – com esse tipo de coisa. Parece que eles vivem no país das maravilhas enquanto nós, pobres mortais, vivemos numa terra sem lei, sem ética, sem respeito, sem nada.

    Aos prostitutos de plantão um recado: vocês conseguem hoje, porém amanhã os clientes estarão tão mal acosrumados por vocês mesmos que acabarão fazendo isso contra vocês mesmos. É o lance do criador e da criatura. Aguardem e verão!

  • Pós em Iluminação – IPOG – Londrina

    Sob a coordenação da Jamile Tormann, o IPOG abriu as inscrições para uma turma de especialização em Iluminação e Design de Interiores aqui em Londrina – até que enfim!!!

    logoIpog2

    O início das aulas está marcado para os dias 6, 7 e 8 de novembro.

    Este curso está sendo considerado o melhor na área aqui no Brasil. Também pudera, a lista de professores é de primeira grandeza:

    Adriano Genistretti – Engenheiro eletrotécnico formado pela Escola de Engenharia Mauá. Gerente de Projetos de Iluminação Philips do Brasil Ltda. – Divisão Luminárias, com experiência de mais de 26 anos no ramo de Projetos (iluminação Pública, Esportiva, Comercial/Predial, Decorativa, Industrial, etc.), cursos de especialização na Holanda. Tem seus projetos aplicados em trabalhos como o Estádio do Morumbi, Vila Belmiro, Centro Empresarial Nações Unidas, Mosteiro de São Bento, Cais do Porto de Recife entre outros.
    Claudia Amorim – Arquiteta. Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UNB. Doutora pela Università Degli Studi di Roma “La Sapienza”. É docente da UnB, pesquisadora e consultora adHoc do CNPq.
    Claudia Torres – Arquiteta. Mestre em Iluminação Arquitetônica PELA FAU/USP, Doutoranda pela UFPB, é sócia do escritório VIA ARQUITETURA Iluminação e design Ltda.
    Farlley Derze – Mestre em Educação pela UNB. Especialista em História da Arte pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (FADM) – DF; docente de graduação e pós-graduação na FADM. Pesquisador e Coordenador do Núcleo de História da Associação Brasileira de Iluminação (ABIL).
    Gláucia Yoshida – Socióloga – UFG, Mestre em Educação – UFG, Especialista em Formação Sócio-econômica do Brasil – ASOEC, Especialista em Docência Universitária: Formação e Vivência – UNIVERSO, Especialista em Psicanálise e Inteligência Multifocal – Faculdade Michelangelo.
    Glaucus Cianciardi – Mestre em Arquitetura e Urbanismo pelo Mackenzie; Especialista em História da Arte pela Fundação Armando Álvares Penteado – FECAP. Atualmente ministra aulas nos cursos de Design de Interiores, Design Gráfico e Design de Produtos no Centro Universitário Belas Artes. Professor de programas de aperfeiçoamento da Câmara de Arquitetos, IAB – SP, com Formação Continuada e AEA – Academia de Engenharia e Arquitetura; atuando em todo o território nacional.  Desenvolve projetos nas áreas residencial e comercial.
    Guinter Parschalk – Arquiteto e designer, especialista em iluminação e percepção visual com atuação internacional. Especialista em desenho industrial na Hochschule für künstlerische und industrielle Gestaltung Linz – Áustria.
    Isac Roizenblatt – Engenheiro elétrico formado pela Escola de Engenharia Mauá, São Paulo – Brasil – CREA 23171 (1968). Mestre em Energia pela Universidade de São Paulo. Especialista em Iluminação pela Universidade Tecnológica de Eindhoven – Holanda. Programa Interunidades do Instituto de Eletrotécnica e Energia, Escola Politécnica, Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis e Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Consultor da Pró Light and Energy Consultants.
    Jamile Tormann – Lighting – Designer, Fez Arquitetura e Urbanismo pela USU – RJ, Licenciatura Plena em Artes – Habilitação em Artes Visuais pela FADM-DF, é Pós-Graduada em Iluminação e Designer de Interiores pela UCB-RJ. Autora do livro Caderno de Iluminação: arte e ciência. Editora Música e Tecnologia – RJ, 2006. É Sócia fundadora da ABrIC e ABIL, e Membro da CIE-BR comissão 3 (Comission Internationale de L’Éclairage). Escreve artigos como colaboradora para a Revista Lume Arquitetura – SP e Tecnoprofile Magazine – Argentina.
    Juliana Ramacciotti – Arquiteta e Urbanista pela FAAP-SP. Mestranda pela Mackenzie – SP. Atuou por 4 anos na Philips Lighting em  projetos luminotécnicos e por 7 anos como Country Manager da Lutron do Brasil.
    Leonardo Moraes – Sociólogo pela UFG – Mestre em História pela UnB, Especialista em História Nacional de Goiás pela UFG. Especialista em Docência Universitária pela UNIVERSO.
    Lori Crízel – Arquiteto. Mestre em Conforto Ambiental pela UFRJ – ênfase em Luminotécnica. Docente da UFRJ e UFPR.
    Luiz Emiliano Lavendaño – Arquiteto e Designer pela Universidad Católica de Valparaíso – Chile. Mestre em Design pela FAU/USP, docente e coord. do curso de graduação em Desenho Industrial da FAITER – SP.
    Marcos Simão – Arquiteto. Especialista em Tecnologia e Projeto de Iluminação pela UNESA.
    Nelson Ruscher – Eng. Eletricista e Mestre em Eficiência Energética e Eletrônica de Potência pela UNB. Consultor técnico da Philips Iluminação, Vice-Presidente da ABIL – Associação Brasileira de Iluminação.
    Nelson Solano – Arquiteto. Mestre. Doutorando em Arquitetura pela USP. Autor do Livro Iluminação e Arquitetura. Editora Geros – SP, 2001.
    Plinio Godoy – Engenheiro, coordenador da Divisão 3 do Comitê Brasileiro de Iluminação – CIE-Br, representante brasileiro no Comitê Internacional de Iluminação – CIE, palestrante no curso de Iluminação de Exteriores da Universidade de Versailles (Fr), autor de projetos reconhecidos, como a Ponte Estaiada, em São Paulo (SP).
    Silvia Bigoni – Arquiteta. Especialista em Marketing pela FGV. Mestranda pela USP. Consultora desde 2001 do segmento de iluminação. Ministra o curso de Pós-Graduação de Design de Interiores na FAESA/ES e presta consultoria para o Prêmio ABILUX de Projetos de Iluminação. Atuou  na OSRAM do Brasil por 11 anos e ministrou o curso de Projetos de Iluminação na FUPAM/FAU-USP. Desenvolve ao longo dos anos projetos de iluminação residencial e comercial tais como Livraria Cultura; Artefacto; Esfera.
    Thais Borges Lima – Arquiteta. Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UFBA. Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo pela UNB.
    Wilson Salloutti – Formado nas Faculdades Integradas Alcântara Machado, é sócio-fundador e atual diretor de Marketing da FASA Fibra Ótica, empresa pioneira na iluminação em fibra ótica para fins arquiteturais, decorativos e de comunicação visual no país. Sua luminária ‘Floating’ recebeu o Prêmio Via Design 2005.
    Convidado: Peter Gasper – Arquiteto e Cenógrafo. L.D. responsável pela maioria das luzes dos monumentos de Brasília. Trabalhou na Rede Globo, onde fez o cenário e iluminação das novelas. Iluminou a Hidrelétrica de Itaipu, o show de Frank Sinatra no Maracanã, a Missa do Papa e o Rock’n’Rio. Fez o projeto de iluminação da casa da Xuxa e BIG BROTHER BRASIL.

    As disciplinas são todas voltadas ao Lighting Design:

    •HISTÓRIA DA ILUMINAÇÃO
    •GRANDEZAS E CALCULOS LUMINOTÉCNICOS
    •FONTES DE LUZ ARTIFICIAL
    •PERCEPÇÃO VISUAL
    •SISTEMAS DE ILUMINAÇAO COM FIBRA ÓTICA
    •CONFORTO AMBIENTAL
    •DESIGN DE INTERIORES RESIDENCIAL
    •DESIGN DE INTERIORES COMERCIAL
    •DESIGN DE LUMINARIAS
    •METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO
    •PROJETO DE ILUMINAÇÃO AUXILIADO POR COMPUTADOR
    •ILUMINAÇÃO DE INTERIORES RESIDENCIAL
    •ILUMINAÇÃO DE INTERIORES COMERCIAL
    •ILUMINAÇÃO DE EXTERIORES
    •ILUMINAÇÃO ESPORTIVA
    •ILUMINAÇÃO CÊNICA
    •ILUMINAÇÃO DE MUSEUS, GALERIAS E SALAS DE EXPOSIÇÃO
    •A LUZ SOB CONTROLE
    •GERENCIAMENTO DE OBRAS E GESTÃO DE PROJETOS
    •CONCEPÇÕES E CRITICA DA ILUMINAÇÃO

    A duração do curso é de 20 meses com aulas uma vez por mês (Sexta das 18h às 23h, Sábado 8h às 19h, Domingo 8h às 13h) e o investimento é:

    •Matrícula = R$200,00
    •Parcelas = 21
    •Mensalidade = R$ 480,00

    Para maiores informações e inscrições:

    IPOG – Instituto de Pós-Graduação
    Av. Cândido de Abreu, 776, 6* andar, Ed. World Business
    Centro Cívico    Curitiba – PR
    Fones: (41) 3203-2899 / Fax 3203-2884 / 9900-9657
    curitiba@ipoggo.com.br
    www.ipoggo.com.br

  • LD: embelezamento urbano

    Ja falei sobre arte urbana e outras intervenções urbanas que visam a melhoria estética e a qualidade de vida das pessoas. Agora, apresento algumas idéias de como fazer isso usando a luz.

    Na palestra do Nelson Ruscher (Philips) ele falou sobre o uso da luz para o embelezamento urbano – city beautification.

    No caso de áreas públicas de pedestres e veículos, o maior desafio para o lighting designer é conseguir aliar a necessidade de uma iluminação eficiente com a arte de iluminar. Aqui é que encontra-se o grande desafio.

    Promenading on stars, Geneva

    Um passeio público onde foram implantados 10.000 topleds. Alguns paralelepípedos foram tirados e substituídos por luminários especialmente desenvolvidas para este projeto.

    Reprojected, Munich

    Uma idéia que proporciona movimento ao entorno. Telas LED que soltam projeções das sombras de pessoas passando.

    The World’s Largest Timepiece: Bahnhofstrasse Christmas Lights, Zurich

    Um projeto que foi desenvolvido para o natal e que acabou por ficar perfeito para esta rua comercial. A instalação liga a estação de trens ao lago com uma linha contínua de luz. São 1.1 Km de extensão onde foram dispostos 275 tubos especialmente projetados para esta instalação com 8.800 lâmpadas LED. O projeto é de Gramazio & Kohler.

  • A orelha não vê…

    Ontem fui ao masterclass do Peter Gasper aqui em Londrina e, mais uma vez, foi um show assistí-lo.

    Antes de falar sobre ele, tenho que deixar aqui  registrado alguns pontos sobre a conversa que tive com a Jamile Tormann. Já a admirava por seu trabalho na área cênica e agora, como pessoa também.

    Essa “iluminadora de bolso” – como ela mesma disse que a chamam por causa de sua estatura, confirmou o que já tinham comentado comigo sobre ela: tranquila, atenciosa e acessível. À frente do Ipog, é uma incansável batalhadora pró-qualificação profissional.

    Dentre os planos e metas está a implantação do primeiro mestrado brasileiro em Iluminação e a realização de congressos.

    Ela esteve aqui, junto com o “cara da luz” Peter Gasper, para fazer oficialmente o lançamento da primeira turma de especialização em Iluminação e Design de Interiores do IPOG aqui em Londrina. Para quem quiser maiores informações acesse o site do IPOG ou envie um e-mail para o Sandro, responsável pelo IPOG Paraná. As aulas estão previstas para começar em novembro e as vagas são limitadas.

    Após a introdução feita por ela, o Nelson Rusher, da Philips Brasil, fez uma explanação sobre City Beautification, ou em português bem claro: embelezamento urbano. Tema este já abordado por mim aqui neste blog neste post.

    Agora falando diretamente sobre o masterclass com o Peter. Adoravelmente simpático, simples e brincalhão, Peter faz os presentes viajar pelo universo da luz através de imagens de projetos de sua autoria. Para quem não sabe, ele é o responsável pela iluminação do Sambódromo do RJ, das obras de Niemeyer, Rock In Rio 3 e das edições Lisboa e Madri, Itaipu além de um vasto currículo extraordinário que incluem além de eventos e teatro, LD de empresas e residências como a da Xuxa.

    Muitos podem pensar que assistir à uma palestra, aula ou masterclass regada de imagens pode ser chato porém é bem o que o título deste post prega: a orelha não vê. Até mesmo para os profissionais de arquitetura, design e engenharia é complicado imaginar qual será o resultado final do projeto por ser a luz algo imaterial. Nós conseguimos ter uma noção, porém certeza, ninguém tem. Agora imagine os clientes. Na maioria leigos é complicadíssimo começar a falar que tal luminária ou lâmpada vai proporcionar esse ou aquele efeito e, por mais que você tente “desenhar” nas paredes, dificilmente eles conseguirão entender. Por isso a necessidade de ter sempre uma excelente biblioteca de imagens para mostrar aos clientes.

    Mas também, de nada adianta você ter toda essa biblioteca se pouco manuseia os equipamentos de iluminação. E realmene isso é verdade. Ver é uma coisa, analisar e copiar outra, atingir o mesmo efeito atraves da analise e cópia, impossivel. Ou você conhece a fundo o que está fazendo, especialmente na fase vivencial (pesquisa, instalação, afinação) ou então você pouco entenderá do assunto.

    Outro ponto que ele destaca é com relação à formação. É impossível uma pessoa sair de dentro de uma faculdade dizendo que domina ou sabe tudo, especialmente em iluminação. Isso é balela. Quem dera quem vai trabalhar com LD fosse obrigado a passar no mínimo um ano trabalhando dentro de um teatro. Com isso certamente teríamos um ganho enorme na qualidade projetual nacional e também não teríamos pessoas não habilitadas se metendo a falar sobre coisas que não entendem.

    De um modo geral, foi excelente e de alto nível o evento. No entanto não posso deixar de registrar aqui que varios profissionais ali presentes se sentiram incomodados – alguns arrisco a dizer até ofendidos. Mas não esquento, afinal estamos em Londrina, terra que amo mas que infelizmente tem pessoas com mentalidade de coronel, especialmente profissionalmente falando rsrsrsrs. Ninguém sabe tudo.

  • Responsabilidade Técnica

    duvida

    Estou aqui novamente escrevendo sobre esse elemento bastante sério: a responsabilidade técnica.

    Esse é o rincipal argumento daqueles que tentam barrar a nossa atuação profissional: não termos um órgão fiscalizador, que regulamente a nossa atuação profissional e consequentemente fique responsável pela liberação das ARTs.

    Claro que não temos, afinal AINDA não somos regulamentados, encontramos forte resistência nesse sentido e todos sabem muito bem o porquê da resistência e de onde vem esta resistência, mas isso é outro assunto. Meu foco neste post não é esse. Aqui quero escrever sobre a Responsabilidade Técnica em projetos de Design de Interiores/Ambientes.

    A imagem acima mostra de forma bem humorada a cara que muitos profissionais devem fazer quando questionados sobre isso. O problema todo já começa nos cursos. Poucos são aqueles que oferecem uma disciplina específica sobre contratos e documentos e mais poucos ainda que ofereçam um professor da área jurídica para tal. Com isso, a grande maioria dos profissionais sentem-se perdidos com relação a documentação envolvida em um atendimento a cliente.

    Bom, vamos ao que interessa. Em meu contrato padrão para Interiores/Ambientes utilizo as seguintes colocações:

    “Constituem obrigações do CONTRATADO:

    05.01. Indicar e mediar a contratação de todo o pessoal necessário a execução dos serviços objeto deste contrato: pedreiros, instaladores, gesseiros, marceneiros, serralheiro e fornecedores.

    05.02. Responder perante o CONTRATANTE, pela execução e entrega dos objetos da Cláusula 02.

    05.03. Assumir, na qualidade de autoria, a responsabilidade  técnica  pelas especificações feitas, atendendo  prontamente  às  exigências, modificações e  esclarecimentos que forem necessários bem como intermediar as partes fornecedor/cliente quando houver algum problema.

    05.04. Fornecer um CD com as plantas, detalhes relativos ao desenvolvimento do projeto e memorial descritivo ao CONTRATANTE.

    05.05. Coordenar e dar orientação geral nos projetos complementares ao projeto de Design de Ambientes, tais como indicações de alterações nas instalações elétricas e telefônicas, arquitetura, instalações hidráulicas e outros, podendo, a pedido do CONTRATANTE, indicar  profissionais  legalmente habilitados para sua execução.

    05.06. O CONTRATADO deve elaborar os projetos objetivados no presente contrato, em obediência às normas e especificações técnicas vigentes, responsabilizando-se pelos serviços prestados, na forma da legislação em vigor.

    (…)

    07.06. O CONTRATADO não se responsabiliza por alterações ocorridas durante a obra que estiverem em desacordo com os serviços por ele executados ou alterações solicitadas pelo CONTRATANTE que estiverem em desacordo com a legislação em vigor.”

    Está completo? Não e sei que ainda faltam alguns dados complementares e maior especificidade sobre a responsabilidade técnica. Por isso mesmo esse meu contrato está, depois de passar pela análise de 4 advogados, nas mãos de um jurista que o está fechando.

    Fechamento definitivo? Não, muito provavelmente. Analisando a parte de responsabilidades minhas temos:

    05.02 – Aqui, asseguro ao cliente que sou responsável por todo o escopo descrito na referida cláusula. Tudo o que for de minha responsabilidade ser feito dentro do projeto deverá estar especificado lá na cláusula 02. Vejamos uma Cláusula 02 básica:

    “02. DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS:

    Os serviços a serem executados pelo CONTRATADO, consistem no desenvolvimento completo do projeto de DESIGN DE AMBIENTES composto de dados concepcionais apresentados em escala adequada à  perfeita compreensão dos elementos nele contidos:
    02.01. Estudo Preliminar – Brieffing, estudos preparatórios, relatórios, desenhos esquemáticos, e demais documentos em que se demonstra a compreensão do problema e a definição dos critérios e diretrizes conceituais para o desenvolvimento do trabalho;
    02.02. Projeto Conceitual – desenhos de lançamento das propostas anunciadas no Estudo Preliminar, acompanhadas de cálculos e demais instrumentos de demonstração das propostas apresentadas no projeto; inclui-se instruções a serem encaminhadas aos responsáveis pelos projetos de instalação elétrica, ar condicionado e automação, como a indicação da composição dos comandos e modo de operação dos mesmos, que evidenciem as diferentes possibilidades de uso dos sistemas propostos; compreende também a compatibilização, atividade em que se justapõem as informações técnicas e as necessidades físicas relativas às determinações do projeto de Design de Ambientes e as decorrentes dos demais projetos integrantes do trabalho global (arquitetura, estrutura, instalações elétricas e telefônicas, hidráulicas, de ar condicionado, de sonorização e sprinklers, interiores e exteriores, paisagismo, etc), com a finalidade de garantir a coexistência física e técnica indispensável ao perfeito andamento da execução do projeto;
    02.03. Projeto Executivo – concretização das idéias propostas no Projeto Conceitual devidamente compatibilizadas a partir da integração do projeto de Ambientes com todos os sistemas prediais envolvidos no trabalho. Inclui-se as informações técnicas pertinentes à correta integração dos ambientes e demais equipamentos aos detalhes da arquitetura, bem como os dados do equipamento especificado, para a concretização dos conceitos estabelecidos no projeto. Os desenhos referentes móveis, equipamentos, revestimentos, materiais e acabamentos deverão ser inseridos no Projeto Executivo ou complemento deste (Memorial Descritivo), para que haja perfeita compreensão das dimensões físicas e da forma de instalação dos mesmos no edifício. O detalhamento de móveis e acessórios especiais serão considerados serviços extraordinários;
    Parágrafo único: os desenhos serão apresentados em escala.
    02.04. Supervisão Técnica – atividade de acompanhamento da execução das obras do edifício ou empreendimento, para constatação da correta execução de suas determinações e apresentação de modificações ou adaptações tecnicamente convenientes, quando necessário e pertinente. Não ficam acordadas visitas técnicas à obra durante o andamento da construção do edifício. As visitas necessárias durante a fase de acabamento serão acordadas em instrumento à parte posteriormente.”

    Percebam um fato importante: o que é pertinente à nossa área eu e responsabilizo, o que não é, fica sob a responsabilidade do profissional parceiro contratado para execução da tarefa/projeto. Por exemplo: preciso derrubar uma parede para melhorar e ampliar um determinado espaço. À priori, ja sei que esta pode ser derrubada sem problemas mas, para evitar problemas até mesmo com fiscalizações e denúncias vazias – uma vez que o CREA não pode atuar sobre a nossa área pois o mesmo não nos aceita – busco então profissionais parceiros para a execução destes complementares. Estrutural, hidráulico, elétrico, ar condicionado são complementares que devemos sim contar com a participação desses parceiros.

    Isso não tem absolutamente nada a ver com medo da fiscalização ou denúncia de “profissionais” melindrosos, mas sim com a questão que sempre bati nos debates: nosso foco não é a estrutura, elétrica, encanamentos, etc e sim a melhoria dos espaços para o habitar visando o conforto e bem estar do usuário.

    Então vamos às nossas responsabilidades. Se você é um profissional que trabalha com mobiliario industrializado, antes de especificar algo tenha certeza da qualidade do mesmo. É muito chato você especificar uma cadeira e poucos meses depois ela começar  a apresentar problemas.

    Por isso mesmo, nas obrigações do contratado (EU) tem o item 05.03. Podem pensar que não, mas nós profissionais temos sim um certo peso junto à industria e lojas. Eles não querem saber de alguém “falando mal” dos produtos deles por aí. E fatalmente isso vai acontecer, não digo exatamente falar mal, mas por vezes somos obrigados a colocar para novos clientes que “essa loja eu não gosto pois já tive problemas com os produtos dela que não foram resolvidos”. Por isso é muito importante que você conheça profundamente os produtos de seus fornecedores.

    Um exemplo: estou atualmente com problemas relativos a uma cama de casal estilo BOX (nao citarei a marca por motivos óbvios – por hora). O fato é que o BOX cedeu nos pés bem no meio, onde há uma junção da trava central. O cliente sentou-se ali para colocar um DVD e a estrutura cedeu. A empresa alegou em primeira instância que foi “mau uso” e que não seria trocado o BOX apesar de ter menos de um ano de adquirido e a garantia ser de 5 anos. Fui até a casa de meu cliente, abri o revestimento e constatei a emenda (que minimiza a resistência na área). Fotografei e enviei as fotos junto com um laudo técnico dentro de meus conhecimentos sobre produtos apontando os erros projetuais e possíveis meios de evitar que novos clientes venham a sofrer com o mesmo problema. O discurso da empresa já mudou drasticamente depois desse laudo. Estão enviando um técnico para constatar o problema e já adiantaram que farão a troca do BOX.

    Ok, mas aí podem alegar que isso é bobagem esse tipo de coisa. Eu não acho bobagem afinal busco sempre o melhor e qualidade em meus projetos e isso implica em produtos com alta qualidade, afinal é o investimento de meu cliente e o meu nome profissional.

    Vamos então à questões mais sérias.

    Especificação de pisos é um caso sério, por exemplo. O que dizer daquele piso liso que foi colocado na varanda onde pega chuva? Pois é minha gente, esse é um problema de quem especificou um produto inadequado para o espaço. Imagine se nessa casa tem idosos ou crianças… A probabilidade de acidentes é muito grande.

    Então, entra aqui a minha responsabilidade em conhecer sim todas as caracteristicas e aplicações do piso para evitar esse tipo de erro e suas consequências. Se o cliente quiser – e ele tem direito – pode me acionar na justiça e eu ter de indenizá-lo.

    Digamos que eu especifique um projetor de piso na área da piscina com uma lâmpada PAR (que esquenta pacas) e vem alguém e pisa descalço em cima. É queimadura na certa e dor de cabeça pra mim.

    E sim, eu tenho de responder por esse tipo de dano afinal de contas quem especificou indevidamente o produto fui eu.

    E o resto? Estrutural, elétrico, hidráulico e outros complementares?

    Aí a responsabilidade é do profissional parceiro que executou o serviço. Eu tenho sim é que fazer a mediação entre cliente e o profissional.

    Com o tempo vou postar mais sobre esse assunto. Este post foi apenas um começo já que muitas pessoas tem me questionado sobre isso.

    Espero ter clareado um pouco esse assunto de extrema importância para a nossa prática profissional.

  • Vídeo – Permacultura

    Muitas pessoas andam se questionando sobre o que é permacultura, então a seguir um vídeo bastante esclarecedor e introdutorio à essa área:

    Como se percebe, Permacultura tem muito a ver com tudo o que estudamos em disciplinas como Conforto Ambiental. Basta prestar atenção e pesquisar que certamente você encontrará meios de aplicar os conceitos em seus projetos.

  • Envolverde

    Envolverde é uma excelente revista digital de Meio Ambiente e Desenvolvimento já com 11 anos de existência.

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    Isso tudo e muito mais você encontra com apenas alguns cliques neste excelente site brasileiro.

  • Dicas para o ecocidadão

    São Paulo – Secretaria do Meio Ambiente de SP lança livro com informações sobre aquecimento global, preservação de fauna e flora, reciclagem e ações para evitar problemas ambientais, como o desperdício de água e energia. A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo lançou, na semana passada, em cerimônia realizada no Centro de Referência em Educação Ambiental (Crea), em São Paulo, o livro Ecocidadão. Com 110 páginas impressas em papel reciclado e com dezenas de ilustrações, a obra, escrita pelas técnicas da Coordenadoria de Educação Ambiental da secretaria Denise Scabin Pereira e Regina Brito Ferreira, é destinada a professores e pesquisadores das áreas de ecologia e meio ambiente.

    Em linhas gerais, o livro mostra como o cidadão comum pode se mobilizar para evitar ou amenizar os problemas ambientais como o desperdício de água e energia, geração de lixo, ruídos, aquecimento global e preservação da fauna e flora. Mostra ainda quais materiais podem ou não ser reciclados e também apresenta um glossário com termos técnicos mais utilizados por especialistas em meio ambiente. Com tiragem de 30 mil exemplares, em um primeiro momento a publicação será distribuída para a rede oficial de ensino fundamental e médio do estado, bibliotecas e outras instituições de ensino e pesquisa interessadas.

    O livro oferece ainda uma lista com nomes de especialistas brasileiros que podem ajudar os docentes a tirar dúvidas antes de trabalhar a temática ambiental na sala de aula. O Ecocidadão é o segundo título da série Cadernos de Educação Ambiental, iniciada pela secretaria em novembro de 2008 com a obra As Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo. Ao todo serão lançadas 19 publicações que abordarão temas como agricultura sustentável, biodiversidade, consumo e ecoturismo, a fim de serem trabalhadas em salas de aula e também servirem de suporte a pesquisadores, técnicos e ambientalistas. As instituições de ensino e pesquisa interessadas em adquirir a obra devem encaminhar solicitação para a Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente pelo e-mail cea@ambiente.sp.gov.
    Fonte: Envolverde – 31.03.2009

  • Como Cães e Gatos…

    Ja ha algum tempo quero postar algo sobre este assunto pois sou apaixonado por cães. Tenho duas meninas lindas aqui em meu apartamento. São da raça Schnauzer. Maggye com quase 4 anos e Leeloo – filha da Maggye – com quase 2 anos.

    É bastante comum encontrarmos clientes que possuem cães, gatos ou outros pets e isso deve ser levado em consideração na hora de projetar.

    Não vou escrever sobre as dicas de cuidados com os cães como passeios e outras coisas mas sim, quero me ater à parte prática do dia a dia para o relacionamento homem x cão. Vou escrever sobre cães, mas as dicas podem ser usadas também para gatos e outros pets.

    A partir do momento em que você descobre que seu cliente tem ou pensa em ter um cão, este deverá fazer parte do brieffing. Incluem-se aqui as características gerais do cão como raça, tamanho, adestramento, obediência, comportamento, higiene, idade, etc. Com estes dados você vai perceber que todo o projeto deverá ser trabalhado levando em consideração também o cão.

    Se o cão tem um temperamento normal, quieto, brincalhão. Se a raça derruba muitos pêlos. Se a raça tem cheiro. Se tem aquela “baba” caracteristica de algumas raças. Se o cachorro fica muito tempo sozinho em casa ele poder ser um “destruidor” de coisas. Não por maldade. Isso ocorre porque os cachorros são muito ativos e curiosos e precisam ocupar-se com alguma atividade. Se não encontram brinquedos, tratam rapidamente de encontrar algum em algum lugar. E é aí que começam os problemas e perigos.

    Armários devem ser todos com portas e com fechamento seguro que o cão não consiga abri-los. Eles são curiosos e xeretas, adoram explorar os espaços. Basta um saco de plástico fazer algum barulho dentro de um armário que eles já começarão a rodear, cheirar tentando descobrir o que pode ser aquele barulho. Digamos que esse cão consiga abrir o armário e o saco plástico é de sabão em pó. Você imaginou a bagunça que isso iria virar não é mesmo? Porém, isso pode afetar a saúde do cão também. Pois ele vai rasgar o pacote, espalhar o conteúdo e nessas ações, acabará por inalar e engolir parte dessa química toda. Todos os produtos para limpeza são potencialmente tóxicos e podem levar à morte.

    O faro deles é muito desenvolvido e o que passa despercebido por uma criança, para eles não. O faro deles é seletivo e com isso conseguem perceber os odores separadamente. Digamos que você jogou no lixo um resto de um refogado com repolho, cebola, alho, carne, cenoura e condimentos. Ele consegue detectar cada um desses odores separadamente ao contrário de nós que sentimos apenas o odor do “bouquet” – o aroma da mistura toda. Certamente a carne vai chamar a atenção dele e ele irá procurar onde está e, encontrando, fazer a bagunça. E nesta bagunça pode acabar encontrando alguma outra coisa dentro do lixo que pode vir a fazer muito mal a ele. Lixeiras sempre com tampas com travas anti-patinhas!

    Alem desses problemas, temos de tomar muito cuidado com as nossas comidas e guloseimas. Cães não se dão bem com açúcares e gorduras. Portanto, chocolates e doces devem ser guardados fora do alcance das patas. Assim como outras comidas. Apenas 85g de chocolate pode levar um cão de 8kg à morte. As nozes também são perigosas aos cães por seu excesso de gorduras. Para cães, apenas ração e guloseimas apropriadas, próprias para eles.

    Outra coisa muito perigosa são os nossos remédios e venenos. As pílulas ao caírem no chão acabam fazendo barulho e rolando ou pulando. Na tem coisa melhor para chamar a atenção deles. E, engolida pode causar sérios problemas ao cão e até mesmo leva-lo à morte. Já os venenos, especialmente as iscas, chamam a atenção do animal por causa do cheiro. Remédios e venenos, sempre muito bem acondicionados e também fora do alcance das patas e bocas!

    Portanto, todo projeto para clientes que possuem cães devem ser pensados em eliminar estes riscos. Produtos sempre no alto, fora do alcance das patas. Parece que estou escrevendo sobre crianças não é mesmo?

    Por falar em crianças, temos de tomar cuidados também com as instalações elétricas. Muitos cães gostam de roer coisas – na falta de brinquedos próprios. E dentre as coisas que eles podem vir a roer estão os fios de equipamentos. Além do choque que pode ou não ser letal, tem todo o gasto com o conserto do equipamento.

    Por falar em roer, haja quinas de móveis, sapatos, vassouras e outros objetos para cães que não tem seus brinquedinhos. Portanto, pense muito bem e planeje muito bem mobiliário e espaços para guardar estes objetos. Sapatos expostos e ao alcance, nem pensar. Vassouras, rodinhos e pás ao alcance? Idem. Desenvolva o mobiliário de forma a evitar que o cão consiga fuçar dentro dos armários.

    Outro ponto a ser observado são as quinas de móveis. A minha pequena Leeloo é super brincalhona e vira e mexe está correndo pela casa com seus brinquedinhos. Tive de eliminar todas as quinas pois ela acabou se machucando duas vezes em meio às brincadeiras. Já no caso de estofados e camas do tipo box, procure desenvolver algum elemento que sirva para descanso dos pés dos usuários mas que também sirvam como um degrau para diminuir o impacto nos saltos para subir ou descer.

    Já os pisos são bastante problemáticos para os cães. Por suas características lisas e escorregadias acabam por fazer o animal forçar excessivamente as musculaturas das pernas e patas levando a tendinites. Pisos menos lisos e tapetes são essenciais para diminuir este tipo de problema.

    Já para a escolha dos tecidos para revestir os moveis busque aqueles que evitam que coisas fiquem grudadas ou acabem penetrando na trama e também aqueles com tratamento anti-manchas.. Pêlos e migalhas de guloseimas comumente grudam nos tecidos.

    Plantas também podem ser letais para nossos amigões. E é comum à raça canina comerem plantas – ajuda no aparelho digestivo, especialmente a grama. Mas várias outras plantas contém substâncias tóxicas. Então, analise muito bem as plantas de seus clientes à procura das tóxicas e, na impossibilidade de troca-las por outras, coloque-as sempre no alto, fora do alcance da boca deles.

    Se for uma residência e houver jardim, busque formas de afastar o cão das plantas. Hoje existem equipamentos próprios para isso como cercados. Caso não deseje inserir estes cercados, assim como as plantas internas, procure afastar do alcance da boca deles estas colocando-as em locais altos.

    Plantas venenosas:
    Caule e folhas: comigo-ninguém-pode, filodendro, caládio, inhame, azaléias, holly berries, hortênsias, ligustro, alfenas, espirradeira, hera, jasmim e glicínia.
    Bulbos: narcisos, junquilhos, jacintos e íris são venenosos também. , bem como.

    Onde montar a casinha do cão?

    Se seu cliente mora em um apartamento, o ideal é utilizar a área de serviços para servir de banheiro e refeitório. Porém atente-se para o fato de que nenhum animal come e faz suas necessidades no mesmo espaço. Uma coisa num canto e a outra no outro. Atente-se também para definir a área de banheiro próxima do ralo da área de serviços para facilitar a limpeza.

    Já a caminha vai depender do cão e dos donos. Existem raças que são muito grudadas aos donos e acabam por dormir ou no mesmo cômodo ou próximo a eles. Na verdade, os cães – como chefes de matilha – tem de ter a sua no seu campo de visão para garantir a segurança do grupo.

    Se seu cliente mora em uma residência, o local ideal para colocar a casinha tem de ter sombra, ser fresco. Sombra no verão e ser protegido no inverno. Pode-se optar por uma casinha ou mandar fazer um canil. Em ambos os casos, procure levantar um pouco a área de dormir do chão pois isso garante isolamento extra e maior conforto ao animal.
    Em qualquer um dos casos, preste muita atenção ns dimensões do cão. A casinha ideal tem de ter espaço para que ele fique em pé, estique-se, vire, role e ande dentro da casinha.

    Os cães necessitam do sol assim como nós seres humanos. Então procure sempre – no caso de apartamentos – deixar uma área ventilada e onde o sol incida direto para que ele possa tomar seus banhos de sol tranquilamente. Isso vai te fazer pensar inclusive sobre isolamentos para pó caso de chuvas.

    Faz-se necessário também pensar num espaço para cuidados com o cão. Muitas raças necessitam de escovação e outros cuidados diários/semanais e pensar esta questão é fundamental para isso. Em apartamentos, procure projetar uma bancada na área de serviços que atenda às necessidades do espaço e também sirva para isso.

    Estas são apenas algumas dicas e cuidados básicos que devemos considerar mas existem muitas outras ainda. Então, assim como prestamos muita atenção em nossos clientes na hora do briefing, devemos inserir o cão como membro da família e brifa-lo também.

    O amigão de seu cliente merece também carinho e conforto.

  • O Semeador de Estrelas

    Nada como um pouco de poética para reiniciar os posts após termos rompindo os 300.000 acessos ao blog.

    Arte + luz = poesia.

    Ciência Cênica ou Cênica Ciência…

    O Semeador de Estrelas trata-se de um excelente exemplo de como a iluminação pode criar a realidade espacial, sensorial e imagética.

    Esta estátua está em Kaunas, Lituânia.

    semeador_01

    Quem passa por ela durante o dia, pode até pensar não tratar-se de mais um bronze perdido em meio à paisagem urbana, herança da época soviética, como mostra a foto acima. E também pode até notar o ato de vandalismo com a pichação na parede ao fundo. Ou melhor, pensar tratar-se de apenas mais um ato de vandalismo.

    Mas quando a noite chega, a estátua justifica seu título. Com um simples projeto de LD e cálculos precisos a cena se transforma e tudo passa a fazer sentido.

    semeador_02

    Esta é a essência do trabalho de um Lighting Designer. Esse é o diferencial entre um Lighting Designer e um simples iluminador: o seu olhar artístico sobre tudo.

    Recebi estas fotos por e-mail de meu colega de profissão Valmir Perez.

    VALEU!!!

  • 300.000

    3000001

    Agradeço primeiramente a Deus por me fazer um ser pensante, crítico, analítico.

    Agradeço a todos que acreditam e valorizam o meu trabalho.

    Agradeço aos meus amigos pela força.

    Agradeço a todos vocês leitores e visitantes, que são a razão da existência deste espaço.

    Muito obrigado!

    Muita luz a todos vocês!

    Paulo Oliveira

  • PHILIPS – Cursos 2009

    A Philips disponibilizou a agenda para o segundo semestre de 2009 de cursos de Iluminação.

    Confira a agenda:

    CURSOS PRESENCIAIS:

    Setembro/ 2009
    Data
    01 Princípios Básicos de Iluminação 120,00
    02 Iluminação de Escritórios – Conceitos e Tecnologias 120,00
    15 Cálculos e Projetos – Método dos Lúmens 120,00
    16 LED – Tecnologia, Produtos e Aplicações 120,00
    17 Iluminação Residencial 120,00

    Outubro/ 2009
    Data
    06 Princípios Básicos de Iluminação 120,00
    07 LED – Tecnologia, Produtos e Aplicações 120,00
    27 Princípios Básicos de Iluminação 120,00
    28 Iluminação de Lojas – Conceitos e Tecnologias 120,00

    Novembro/ 2009
    Data
    11 Princípios Básicos de Iluminação 120,00
    18 LED – Tecnologia, Produtos e Aplicações 120,00
    19 Iluminação Residencial 120,00

    Dezembro/ 2009
    Data
    01 Princípios Básicos de Iluminação 120,00
    02 LED – Tecnologia, Produtos e Aplicações 120,00

    CURSOS ONLINE:

    SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO – TECNOLOGIAS E APLICAÇÕES – grátis
    CÁLCULOS E PROJETOS – MÉTODOS DOS LÚMENS – 60.00
    A QUALIDADE DE ILUMINAÇÃO EM ESCRITÓRIOS – 60.00
    A Qualidade de Iluminação em Indústrias – 60.00

    CONTATOS E MAIORES INFORMAÇÕES:

    Localização do LAC em São Paulo:

    Rua Verbo Divino, 1400 – Chacara Sto. Antonio

    Maiores informações: clique aqui

    Fale com o LAC: clique aqui

  • Manual do Usuário – precisa disso?

    Já há algum tempo venho analisando e percebendo algumas dificuldades de clientes meus e de outros profissionais das áreas de Interiores e Lighting em entender e saber como funcionam alguns elementos do projeto.

    Depois de ler um artigo postado pelo Jonas no blog http://www.design.com.br, em meu comentário sobre o mesmo, já demonstrei e deixei pendente algo sobre o assunto voltado especificamente para estes projetos.

    Muito podem alegar que é uma piração ou exagero do profissional propor-se a fazer um manual de instruções/uso sobre estes elementos. Pois bem, eu digo que não é não, especialmente nos dias de hoje em que a tecnologia nos coloca dia a dia frente a inovações.

    Fico pensando em como irá se comportar um de meus clientes que estou finalizando seu projeto diante de alguns detalhes como: eletros de cozinha novos de última geração, lâmpadas e equipamentos de iluminação complexos (ex: LEDs RGB e sua parafernália), revestimentos extras (tecidos ou palha em paredes, por exemplo), pisos entre muitas outras coisas.

    Quando o cliente recebe a “chave de volta” ele está inebriado por causa das novidades, da beleza, do cheiro do novo enfim, encontra-se absorto num mundo utópico de perfeição. Até precisar clicar em algum botão.

    Pronto, aí começam as brigas do cliente com o projeto.

    Como entender os interruptores paralelos? Qual está paralelo com qual e porquê, pra quê?

    E as persianas automáticas ou não, como usa-las corretamente? Como fazer a limpeza das mesmas?

    Da mesma maneira, tem aquela parafernália de luzes, spots, pendentes, reatores, controladores… A lâmpada queimou! Ah, vou colocar essa que tem aqui – porém não atenta se a lâmpada serve para aquele circuito, se vai sobrecarregar a rede. Isso sem contar o transtorno até ele descobrir como soltar aquele spot embutido sem arrebentar com o gesso e o próprio spot.

    Ainda dentro da parte de light, hoje em dia não se aplica mais uma iluminação única para um ambiente. Nos projetos é comum encontrarmos 3, 4 ou até mais sistemas independentes que podem ser usados individualmente ou agrupados, mas nunca TODOS de uma só vez. Além do excesso de luz que causará desconforto, temos também a questão da conservação de energia elétrica (meio ambiente) e o bolso dele no final do mês com a conta que virá bem alta.

    Dentro da parte de equipamentos, encontramos uma infinidade destes que tem suas características distintas e únicas seja no manuseio diário, seja na manutenção.

    Passe uma esponja de aço numa torneira cromada pra você ver o que vai te sobrar.

    Limpe uma geladeira ou fogão com produtos abrasivos (ex: veja) pra ver o estrago.

    Estes são apenas alguns exemplos bem básicos. Portanto vamos destrinchar algumas áreas:

    ILUMINAÇÃO:
    – Lâmpadas:
    Num projeto existem diversos tipos de lâmpadas que, obviamente, o cliente desconhece suas características. Portanto, nada melhor que ele receber em seu manual do usuário informações importantes para que o projeto luminotécnico não acabe por ser descaracterizado ou até mesmo destruído por falta destas.
    Quais informações devemos colocar sobre as lâmpadas e como fazer isso? Primeiramente devemos dividir as informações por cômodos e detalhar como por exemplo:

    Estar/Living:
    Sistema 1 (abajoures): lâmpadas fluorescentes compactas 16W, 120V, 2800K, preferencialmente todas da mesma marca/lote “X”. Tipo/marca/modelo do abajour. Características das cúpulas, etc.
    Sistema 2 (sanca RGB): barra LED RGB, marca “X”, seguir instruções do manual em anexo. Para os controladores fazer a mesma coisa: uma instrução básica (guia rápido) e anexar o manual técnico ao final do Manual do usuário.
    Sistema 3 (geral): modelo/marca dos spots, explicar basicamente a fixação, cuidados com limpeza, se há ou não reatores/transformadores, etc.
    Interruptores: caso existam interruptores de ultima geração, especificar quais são (localização) e explicar suas características e funcionalidades especiais.

    E assim por diante até fechar todos os sistemas que compõem o ambiente.

    PISOS:
    – Porcelanatos:
    Explicar como deve ser realizado os trabalhos de limpeza e manutenção dos mesmos. Existem peças porosas que podem vir a manchar caso seja derramado sobre as mesmas algum produto/pigmento. Já outras peças não correm este risco, porém se forem utilizados produtos abrasivos os mesmos podem acabar com riscos, perda de brilho entre vários outros problemas. Alguns vem com uma “capa” antiderrapante que também pode acabar sendo removida por causa do uso constante de produtos químicos.
    Nos sites dos fabricantes geralmente estão disponibilizados arquivos em PDF com estas informações. Busque-os e os anexe ao final do Manual.

    REVESTIMENTOS:
    Tecidos, lâminas, BP, melamínicos, vinil, palhas e outros naturais/rusticos, enfim. São muitos produtos que utilizamos nos revestimentos dentro de um projeto. Assim como os pisos, estes materiais também tem suas características próprias que merecem atenção.

    Especialmente os tecidos, os naturais e papéis de parede. Cada tecido tem sua característica, forma de lavar, produtos que devem ser evitados, se podem ou não ser passados, etc. Os clientes geralmente desconhecem estas informações.
    Portanto lembre-se de detalhar nesta parte cada revestimento especificando as suas características e cuidados.

    EQUIPAMENTOS:
    Não existe coisa mais chata que você chegar à frente de um aparelho eletrônico e ficar um tempão tentando adivinhar como fazê-lo funcionar.
    Estes equipamentos vem de fábrica com seus manuais de instruções. Porém você pode inserir dicas rápidas sobre uso/manutenção dos mesmos – ou no manual ou destacando aqui.

    Um problema muito sério é com relação à limpeza dos mesmos. Vemos constantemente geladeiras riscadas (arranhadas), peças de metal idem. Os cuidados devem ser destacados. Existem na web inúmeras informações e dicas sobre como evitar problemas como estes.

    MOBILIÁRIOS/MARCENARIA:
    Alguns moveis tem características particulares, outros são aqueles multi-funções enfim.
    Estas características devem ser destacadas e explicadas para o usuário final.

    Como escrevi acima, são apenas algumas informações que eu iria passar. No entanto, se formos pensar no todo de um projeto existem muitos outros pontos que devem ser destacados neste manual. Basta observar bem tudo o que está sendo especificado.

    Como apresentar isso a um cliente?

    A coisa mais irritante é, quando preciso de alguma informação, ter de ficar revirando gavetas e armários atrás dos manuais de instruções.


    Que tal juntar tudo isso numa pasta – pode ser daquelas A-Z – onde você coloca tudo ali dentro?
    Manuais técnicos, garantias, notas fiscais e, claro, o seu manual profissional.
    Pode-se optar por mandar alguém fazer um scrapbook bem bonito, transado e que promova uma apresentação legal do mesmo. Tudo vai depender de você.

    Claro que isso tem um custo para ser feito e não é só referente aos custos dos materiais para confecciona-lo mas também o seu tempo de trabalho e empenho para a construção deste manual.

    Pense com carinho neste assunto. Seus clientes merecem esta atenção e isso certamente vai valorizar e muito o seu trabalho.

    E.T.: a primeira imagem deste post é de uma obra – da mais interessante – da Nuit Blanche. A instalação de Robert Stadler na Igreja Saint-Paul Saint-Louis. Ao entrar na igreja, por uma porta lateral, o público vê apenas grandes esferas luminosas, que parecem organizadas aleatoriamente. Ao se dirigir para o centro da igreja, entretanto, as esferas formam um grande ponto de interrogação sobre o altar.

  • Design Vivo

    Agradeço à Rosana por esta dica.

    Trata-se do blog Design Vivo, do Renato que faz parte do Instituto Waru.

    “Não é sobre o mundo do design. É sobre o design do mundo.

    Este blog existe para compartilhar boas idéias, contar histórias inspiradoras e falar de gente legal – conectando pessoas que tenham interesses em comum.
    Esperamos que você nos ajude a propagar os valores expressos aqui.

    “o Design é a conexão entre as coisas. Não é a água, ou a galinha ou a árvore. É como a água, a galinha e a árvore estão conectados. É o oposto do que somos ensinados na escola. A educação convencional pega tudo e quebra em pedaços e não faz conexão nenhuma. A Permacultura faz a conexão, porque assim que você obtém a conexão você pode alimentar a galinha da árvore.” Bill Molison (fundador da Permacultura)”

    Muitas informações e dicas sobre permacultura, estratégias, ecologia e tantos  outros temas ligados à preservação consciente do  meio ambiente, de nosso planeta.

    Parabéns pela iniciativa e pelo blog!!!

    Já está no blogroll ao lado.

  • Salve a Terra para o Dante!!!

    Plante uma árvore!

    Já postei ha algum tempo atrás que minha irmã caçula estava grávida e que viria um sobrinho por aí.

    Até aí tudo normal e tranquilo.

    Porém a danada – professora de Moda e outros cursos mais – resolveu repensar o valor das lembrancinhas. Não o financeiro.

    Meu cunhado é um dos caras mais eco-conscientes que conheço e ela, claro, acaba entrando na onda dele e aprendendo muito com ele.

    Então depois de muito pensar ela chegou à lembrancinha ideal para os dias de hoje:

    É isso mesmo: uma muda de Aroeira para que cada um a plante onde quiser e contribua com este gesto, para um futuro melhor.

    As mudas ela conseguiu com a EMBRAPA, “de grátis”. E foi elogiadíssima pelo pessoal de lá pela iniciativa.

    Mas uma mudinha só não faz uma floresta. Então ela acrescentou no rolinho que podem ver na imagem acima uma mensagem:

    Além das boas vindas e agradecimentos pela visita, a mensagem nos faz pensar sobre a importância na preservação da natureza e também da necessidade urgente de que cada um de nós comece a repensar nossas ações e implantar novas ações, mesmo que simples, como plantar uma muda de árvore.

    Parabéns aos papais pelo filhote lindo (é lindo mesmo!) e por essa ação digna de aplausos!

    E, Dante, seja mais que bem vindo e que Deus te abençoe a cada segundo de tua vida!

  • Algumas dicas

    Bom pessoal, já perceberam que nesta semana que está terminando eu não postei quase nada. Isso se deve à correria de final de ano.

    Quem já trabalha na área sabe que final de ano é sempre assim. Além dos projetos de Interiores e Ambientes dos clientes que querem suas casas renovadas para as festas de fim de ano, temos ainda as decorações natalinas. Haja fôlego.

    Mas para não deixar vocês leitores órfãos, vou postar algumas dicas rápidas aqui:

    1 – Lar Doce Lar

    Para quem curte este programa, pode rever os vídeos das reformas já realizadas através do site

    http://tvglobo.caldeiraodohuck.globo.com/lardocelar/

    Muito bom!!!!

    2 – Cursos de Arte Floral

    A Floral Design Brasil está com alguns workshops programados para o final de ano e inicio de 2009. Acesse o site e confira a programação.

    3 – Feiras 2009

    As feiras de 2009 já estão com o credenciamento online para visitantes.

    Kitchen & Bath

    Feicon

    Movelpar

    4 – TV por assinatura

    Alguns canais de TV por assinatura oferecem excelentes programas para nossa área.

    No Discovery Home&Health está passando uma temporada Eco Renovação. É um programa muito bom sobre novas construções eco-sustentáveis e aquelas já construídas onde os proprietários “compram” as idéias sustentáveis e permitem as implantações propostas pelos arquitetos e designers.

    Além desse, tem o Design Divino – com a Candice – que é naquela linha de renovações rápidas. Muita coisa interessante aparece por lá.

    Tem também o Trading Spaces onde vizinhos trocam de casa e reformam um dos cômodos. As vezes tudo sai bem, mas de vez em quando erram feio rsrsrsrs Vale a pena.

    Já no Discovery Channel, o melhor que acho é o Mega Construções.

    No National Geografic Channel encontramos uvasta grade sobre o Meio Ambiente e também alguns sobre engenharia, arquitetura e Design. Além dos sempre excelentes sobre arqueologia e história.

    Todos eles apresentam em seu site uma resenha sobre os programas já apresentados e, em alguns casos, vídeos e uma enorme galeria de imagens. Excelente fonte de pesquisa.

    Bom, acho que com essas dicas já me redimi pela ausência da semana.

    Espero que curtam bastante todas elas.

  • Jardins verticais por Michael Hellgren

    Michael Hellgren é um arquiteto paisagista especializado em criar jardins verticais como o das fotos a seguir, localizado no lobby de um edifício institucional da empresa farmacêutica AstraZeneca em Södertälje, Sweden.

    Bem brasileirinho não é mesmo? Verde e amarelo…

    Bom, aproveito para deixar aqui a dica pra quem curte trabalhar com paisagismo. Este é um nicho de mercado em franca expansão e que não tem profissionais realmente especializados aqui no Brasil.

    E, para aqueles que não curtem, como eu, é uma excelente dica para os projetos, especialmente os comerciais e institucionais, para deixa-los mais humanos e agradáveis.

    Via: Contemporist