Categoria: Regulamentação

  • O melhor de 2010 aqui no #DAC!

    Fiz uma lista com os melhores posts que fiz aqui no blog em 2010. Espero que gostem da seleção.

    Mas tem muitos outros espalhados pelas páginas aqui. Sintam-se à vontade para fuçar…

    JANEIRO
    IPOG – pós em iluminação

    FEVEREIRO
    Set Design?

    MARÇO
    Poxa, falhei com vocês neste mês….

    ABRIL
    E neste também… manter o blog e cuidar dos projetos às vezes é complicado.

    MAIO
    CREA autua Designers de Interiores – saiba como agir

    JUNHO
    Mais do mesmo – RTs
    Set Design – Moda

    JULHO
    Atividades Complementares – formação
    Analisando – iluminação

    AGOSTO
    Entrevista – Jamile Tormann – Iluminadora

    SETEMBRO
    Como anda o seu vocabulário?

    OUTUBRO
    Stimmung

    NOVEMBRO
    “Dezáiner” de interior (sic)
    600.000 acessos! coloquei este aqui para marcar bem a data em que este blog atingiu os 600.000 acessos e para agradecer novamente a todos vocês.

    DEZEMBRO
    Plágio – questões profissionais

  • #DAC! – que é isso?

    DAC

    é a abreviação do nome deste blog: Design: Ações e Críticas.

    #DAC!

    é uma brincadeira (“logomarca”) que fiz para o blog já que ainda não tinha nada. Fácil de ver e entender.

    O # claro tem alusão às redes sociais, especialmente o Twitter, mas não somente ele. Estar antenado no que está acontecendo na área do Design para selecionar muito bem os assuntos que trago aqui para vocês.

    O ! refere-se à opinião própria, às críticas e à seriedade com a qual levo meu trabalho.

    Não falei que era fácil?

    Quem sabe se eu fosse melhor no DG sairia algo mais complexo mas por hora tá valendo, fica aí o logotipo deste blog.

    Bom, mudando de assunto, pois é gente, é sempre muito bom ter o nosso trabalho reconhecido!

    Semana passada recebi um telefonema de uma empresa da área de iluminação com um convite para começar a escrever para o blog que estão lançando.

    Bah! como fiquei feliz com isso!

    Na conversa que tive com a Daniele pelo telefone deu para perceber a seriedade com a qual eles vêem e acompanham o meu trabalho aqui neste blog.

    Então, em breve vocês terão um outro blog para me acompanhar também. Não so a mim mas a vários outros profissionais da área de Lighting Design. O projeto deles promete!

    Por hora é isso gente. Não fiz quase nada aqui no blog esta semana pois meu note estava na assistência técnica desde sexta feira. No final de semana tenho pós e com certeza algo de muito interessante irá acontecer e compartilho aqui com vocês ok?

    Forte abraço e um excelente final de semana!!

  • Plágio – questões profissionais

    Quem aqui já não viu alguma coisa ou algum projeto e ficou com aquela sensação de “déjà vu” ou “eu ja vi isso em algum lugar”?

    Pois bem, sempre que isso acontece pode ter certeza: é muito provável que trate-se de plágio.

    Segundo o professor Alberto:

    “Plágio significa copiar, imitar (obra alheia), apresentar como seu o trabalho intelectual de outra pessoa.
    Reproduzir apenas partes de um texto, sem citar sua fonte é plágio.
    Se houver citação, porém incompleta, representa apenas uma irre-gularidade, um descumprimento das normas de citações e referên-cias bibliograficas.”

    E vai mais longe ainda:

    “A Lei de Direitos Autorais 9.610/98 estabelece que reproduzir integralmente um texto, mesmo indicando a fonte, mas sem a autorização do autor, pode constituir crime de violação de direitos autorais.”

    Pois bem, vamos trabalhar com duas hipóteses daqui para frente: uma acadêmica e outra profissional.

    Fonte da imagem: Ossosdooficio

    No meio acadêmico é bastante comum os professores depar-se com situações onde o plágio é visível e claro quando da correção de trabalhos, especialmente os teóricos. Eu mesmo já cansei de pegar trabalhos onde algumas partes me faziam soar o sininho de alerta ou explodia a sensação de “déjà vu”. Eu já li isso em algum lugar. Bastava copiar o parágrafo (ou até mesmo a frase), colar no Google e “voilà”! Plágio descarado, na cara dura e de pau encerada com óleo de peroba.

    Não sei se trata-se de pouco tempo para elaborar o trabalho, preguiça mental e acadâmica descarada ou se este tipo de aluno busca subestimar ou colocar à prova a inteligência minha ou de outros docentes. Não me importa “o que move”, o que importa é que detectado o plágio, a punição é certeira. Nota: zero sem direito a reclamação uma vez que as anotações e observações são feitas em vermelho no trabalho ao lado do trecho.

    E engana-se quem pensa que isso acontece apenas com pequenos trechos, um ou outro parágrafo ou frase. Tem trabalhos que são uma verdadeira colcha de retalhos de diversos autores. Aí me pergunto: se o acéfalo teve a capacidade e tempo suficiente para encaixar todos estes recortes numa ordem correta, mais ou menos coerente e que cumpre o seu objetivo, porque então não teve a mesma capacidade de analisar os contextos, pensar e escrever com as suas próprias palavras, mostrando a sua capacidade argumentativa?

    Aí é que está o problema da mania de plagiar dentro do meio acadêmico: a falta da capacidade argumentativa. Raros são os alunos que conseguem defender de forma coerente as suas idéias e conceitos dentro de sala de aulas durante as apresentações de trabalhos e projetos. A grande maioria não sai da superficialidade, tem muita dificuldade em expor seu pensamento verbalmente. Textualmente não é nada diferente.

    Medo de parecer ridículo, de levar um “cutucão” de algum colega de classe ou professor ou ainda, “saindo da superfície”, de cair em áreas e questões que não observou, pesquisou e considerou como deveria de fato ter feito? Sim, tem bastante disso nestes casos. Porém vejo que esta dificuldade de expressar-se tem muito a ver também com a atual condição pessoal: mídias eletrônicas.

    As mídias eletrônicas hoje favorecem uma velocidade inimaginável ha 15 anos atras no acesso à informação. Muitas destas informações são recortadas, resumidas, amputadas de fontes originais. A não seleção correta de fontes de pesquisa ou a busca por dados cada vez mais velozes ou fáceis de absorver (curtos, rápidos e fáceis de ler) acabam levando os acadêmicos a cometer este e outros erros.

    As normas da ABNT e a legislação sobre Direitos Autorais não existem apenas para fazer com que os autores sejam citados incontáveis vezes e com isso ganhem visibilidade, fama ou qualquer outra coisa similar. Elas existem para proteger o direito intelectual da obra. E este direito só aparece depois de zilhões de neurônios torrados, olhos cansados de tanta leitura, dedos doloridos diante de tanta digitação, noites e noites insones e tantas outras coisas “bem legais” como estas realizadas e sentidas “na pele” pelo autor. Ele não fez simplesmente um “copy+paste” de varios textos que encontrou na web ou em livros ou revistas. Os textos realmente significativos e interessantes são aqueles com fortes marcas autorais ou seja, pessoais. Logo, quem o escreveu tem direitos sobre o mesmo. Ele não estava brincando de escrever e sim realizando um trabalho sério.

    A ironia é que estes mesmos alunos ficam irados quando alguém cita uma situação, idéia ou o que for que já foi colocada em outra ocasião por eles. A revolta e ira fica visível quando começa o bate boca de que “esta idéia eu já dei outro dia” ou “eu já falei isso noutra ocasião” e assim por diante. Incoerente mas mais que comum e presente nas salas de aulas.

    Eu já peguei projetos para corrigir que, em 15 minutos folheando algumas revistas “da moda” encontrei o mesmo projeto apenas com alterações de cores e alguns detalhezinhos. Não importa se mudou esse ou aquele detalhe ou cor, você plagiou na maior cara de pau o trabalho de outro e deve receber uma nota compatível com o seu empenho no desenvolvimento do mesmo.

    Lembre-se que o que você faz (treina) na academia irá repetir-se incontáveis vezes na sua vida profissional posterior. Por mais que não admita ou queira, isso irá sim repetir-se uma, mais uma, mais uma e mais e mais vezes.

    Aí fica a questão: que direito você tem de reclamar se é o rei do “copy+paste” em seus trabalhos?

    Alguns módulos atrás da Pós, me deparei com o modelo do contrato que disponibilizei aqui no site sendo distribuído como material oficial mas estava sem a citação da fonte. Recorri ao professor e alertei sobre o fato e no exato momento ele avisou a turma sobre isso e disse que iria ajeitar a situação junto ao IPOG. Não foi ele quem colocou o contrato como modelo oficial e sim outra pessoa que encontrou no meu blog, copiou e repasou a ele. Neste caso não me indignou o fato em si de não ter o meu nome citado por mero prazer egoístico e sim o fato de que para se chegar àquele modelo de contrato foram dias e dias sentado com meu advogado e um amigo jurista na busca do melhor modelo que suprisse as necessidades reais e fechasse as brechas que nos colocam em risco. Foi um trabalho enorme montar aquilo.

    Com isso, nem de longe quero dizer que quem o for utilizar profissionalmente terá de citar a fonte. Isso ficaria até ridículo frente aos  seus clientes. No entanto, para uso em trabalhos acadêmicos, referências bibliográficas e distribuição (como foi o caso), a divulgação da fonte é necessária sim, inclusive por força de Lei.

    Isso me lembra a questão das cópias de móveis sob a desculpa de “tornar o design acessível aos que não podem pagar por uma original”. Concordo que design realmente custa caro para a grande maioria. Mas a questão é: e o autor da peça? E a indústria que gastou fortunas no desenvolvimento da peça? A cópia tem a mesma qualidade da original? NÃO MESMO! É uma peça, digamos, “made in China”. O que nos leva às questões profissionais.

    É bastante comum encontrarmos clientes que, na primeira conversa, chegam com revistas de decoração já com páginas marcadas para nos mostrar o que gostariam de ter realizado em nossos projetos. Até aí tudo bem se esse material fosse servir apenas como referencial estético ou de estilo. No entanto, muitos clientes chegam e dizem que “eu quero exatamente esta sala” ou “este é o quarto (cozinha, sala, banheiro, etc) dos meus sonhos, quero um igual”.

    É um direito do cliente? Sim afinal trata-se do sonho dele e que, para piorar a situação, não consegue expressar-se corretamente. Por outro lado, é uma tremenda falta de ética e respeito por parte do profissional que realiza este tipo de serviço levando ao pé da letra o que o cliente diz. PNem podemos chamar isso de pojeto, é uma cópia descarada, plágio, safadeza. Ele demonstra claramente que não está nem aí para seus colegas de profissão, não respeita ninguém porém exige respeito. Só quer saber de ganhar e ganhar e ganhar. Além claro, de deixar visível a sua preguiça mental. Copiar não exige esforço.

    Aqui em Londrina e em Maringá já encontrei algumas cópias descaradas de outros projetos residenciais e comerciais.

    Temos de ter em mente que quando o cliente chega com essa pilha de recortes, na verdade quando ele diz “é exatamente isso que eu quero”, ele está dizendo que “este é o meu estilo, é disso que eu gosto”. Ele não está pedindo para você copiar aquela foto pois isso ele conseguiria fazer sozinho bastando contratar pintores, gesseiros e saber onde comprar os moveis e acessórios.

    Para isso existe o brieffing que deve ser muito bem feito, muito bem fechado e profundo o suficiente para esclarecer pontos fundamentais sobre o cliente/projeto. Após o brieffing você terá de fechar o stimmung para só depois seguir para o projeto.

    Jamais use do artifício de pedir “dicas” a outro profissional, especialmente quando esta solicitação vem disfarçada em meio a conversas banais de “amigos”. Se você não sabe, parceirize-se com quem sabe afinal ele estudou tanto ou mais que você portanto tem o mesmo direito de ter seu trabalho remunerado que você. Lembre-se que  nem o relógio trabalha de graça: alguém sempre tem de dar corda ou trocar a pilha.

    Também jamais procure copiar algo ou algum efeito que você viu em algum lugar (especialmente iluminação) se você não tem conhecimento sobre como fazer aquilo. Fatalmente ficará horrível o resultado final.

    Tome muito cuidado ao “chupar” alguma coisa de algum lugar. E jamais use sem permissão do autor o que quer que seja: de um detalhe a um projeto geral.

    Vamos trabalhar honestamente e com ética para fortalecermos a nossa profissão?

    Abraços!

  • Dezáiner de Interior (sic)

    Bom, e lá vou eu de novo soltar o verbo… Não posso e nem tenho como me calar diante de algo que vi recentemente.

    Resumidamente, conheci uma pessoa pela internet (facebook) e vi em seu álbum de fotos alguns projetos que, de cara, percebi serem frutos da manipulação do PROMOB. Em poucas linhas trocadas, descobri que esta pessoa nem tem o ensino médio concluído. Até aí tudo bem, um vendedor de loja de planejados. Indiquei a ele este meu blog e o meu portfolio e, no dia seguinte ele me mandou o link de um blog que ele tinha montado para expor os seus trabalhos. Acessei e, de cara, bem no topo da página, já fiquei louco ao ler a apresentação: Sou profissional de Designer de Interiores e blablablabla….

    Bom, não é por nada não, mas cadê a ABD nessas horas? Ou vai dizer que ela aceita vendedor projetista promobista como associado e com direito a entitular-se DESIGNER?

    Tá, este cara não é associado, mas mesmo assim, onde está a ABD para nos garantir a transparência do mercado e defender os clientes de pessoas embustistas como estes que, certamente, mancham a nossa profissão e dão margem para outros profissionais sentarem o porrete na gente?

    Vamos ser honestos, eu vejo aqui o mesmo problema que o pessoal do Design Gráfico tem com os “micreiros”. Pronto, agora começaram a aparecer os nossos “micreiros” para ferrar de vez com a nossa área.

    Qualquer pessoa que entenda um mínimo de informáica, que tenha um certo senso estético e pegue um software como o Promob não mãos consegue elaborar ambientes facilmente. Especialmente porque este software trabalha com móveis modulados, ou seja, são para empresas de planejados. Os módulos já vem prontos, você tem ali a cartela de tevestimentos, ferragens, etc… aí é so juntar tudo num ambiente e bingo! Virou Dezáiner!

    Me poupe heim gente! Não tem como levar a sério isso não e muito menos me calar diante disso.

    Um aparte aqui: não me refiro ao pessoal formado em arquitetura ou design que opatou por trabalhar em lojas de planejados OK? Me refiro àqueles sem formação alguma que de vendedor, começaram a fazer projetos no Promob e pararam por aí.

    OPutro aparte: não estou sentando o porrete no software Promob também. Acho-o muito válido e útil, assim como VDMax e outros, para as pessoas já capacitadas academicamente.

    Vejo aqui mais ou menos o mesmo problema com os Decoradores. Estes não tem as mesmas atribuições que nós Designers e, mesmo assim, muitos destes se metem até em questões arquitetônicas e, já que a ABD não faz a correta distinção entre decorador e designer, quando os decoradores fazem alguma “caca” a culpa cai sobre quem? Nós Designers. Então ABD, por favor né, já passou da hora de ajeitar isso, no mínimo, por respeito a nós Designers.

    Voltando aos “micreiros promobistas”, analisando os “projetos” do álbum do cara, percebi que não há qualquer preocupação com estilo, ergonomia, fluxograma, iluminação, etc. Tudo ali parece sair daqueles catálogos de lojas de planejado: mudam-se as cores, puxadores, layout, porém mantem-se aquela cara padrão comercial que vemos nos showrooms.

    Fico pensando nos clientes deste cara (e de tantos outros “proficionaiz” como ele) com relação ao dia a dia, usabilidade, acessibilidade, conforto, etc.

    Vocês devem estar se perguntando ainda o porque de eu afirmar que ele e tantos outros iguais não são Designers? Simples responder à isso:

    – Ele não é Designer porque não tem formação

    – Ele não é Designer porque não sabe lidar com projetos além do Promob

    – Ele não é Designer porque não tem a menor noção sobre iluminação, projeto elétrico, hidráulico, etc

    – Ele não é Designer porque não sabe projetar mobiliário exclusivo sem o recurso do Promob

    – Ele não é Designer porque percebe-se claramente erros crassos ergonômicos

    – Ele não é Designer porque percebe-se claramente erros crassos na acessibilidade

    – Ele não é Designer porque percebe-se claramente a falta de identidade e personalidade nos diferentes projetos, são todos padrão

    – Ele não é Designer porque não se percebe absolutamente nada sobre estudo e aplicação das artes nos projetos

    – Ele não é Designer porque tudo é muito quadradinho, certinho, padronizadinho

    – Ele não é Designer porque desconhece os revestimentos gerais além daqueles oferecidos pelo Promob

    – Ele não é Designer porque todos os pisos e paredes revestidos tem uma paginação padrão

    – Ele não é Designer porque seus “projetos” não seguem a ordem e passos necessários para a execução de um projeto.

    – Ele não é Designer porque lidar com um software deste qualquer um consegue: bota uma coisinha aqui, tira outra dali, arrasta um pouquinho pra cá, bota uma corzinha na parece, uma “luzinha” ali e outra acolá, vários módulos prontos espalhados pelo ambiente e pronto! Eu sou dezáiner!

    – Ele não é Designer porque ELE NÃO É DESIGNER E PONTO FINAL!

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    Então, sugiro a todos que, sempre que toparem com uma pessoa assim, que denunciem à ABD. Apesar de não termos a nossa profissão regulamentada ainda, ela, como associação nacional e sendo a mais forte na área, tem a obrigação jurídica de nos defender.

    Se eles quiserem usar termos como projetistapromobistas de interiores, que usem, mas Designers NÃO!

    Pô gente, temos de matar um leão por dia no mercado, por vezes um dragão, para ainda termos de conviver com este tipo de coisa? Fala sério. É bom que vocês profissionais acordem e ajudem a pressionar o congresso e a ABD forçando a regulamentação de nossa área senão jajá a coisa vai virar um circo. Já basta o circo Brasil, mas, se afetar diretamente a nossa área, aí vai ferrar tudo de vez.

    É bom também o pessoal da arquitetura e engenharia civil ficar no pé do CREA, IAB e etc com relação à isso. Pouco antes das eleições vi uma matéria sobre a “nova classe média” onde mostrava o povo nas favelas construindo a dar com o pau, fazendo seus puxadinhos, erguendo novas lajes e tal. Depois, quando acontece uma desgraça, ninguém aparece não é mesmo? Nem mesmo pra falar, depois das eleições, sobre a tal “nova classe média” afff…

    Bom, é isso por hora. Precisava botar isso pra fora tamanha a minha indignação. Claro que não vou citar o nome e tampouco o blog, mas se procurarem pela web, encontrarão vários assim.

    Então, vamos nos unir gente? Vamos fazer algo em nome de nossa profissão?

    Pensem sobre isso.

    abs e até o próximo post!

  • #5do11 O que comemorar?

    Pois é Designers, chegamos a mais um #5do11. Mais um do mesmo, de novo.

    Mais um ano se passou e aí?

    Como vai o Design por aí onde você mora e trabalha?

    Como vai o design por aí, dentro de você?

    QQ tá rolando? QQ tá pegando? QQ tá acontecendo? Alguma novidade sobre isso tudo?

    Pois é, vi que ha pouco tempo atrás fundaram uma tal de associação de designers aqui do Paraná, só feita por curitibanos e pelo que pude observar, a tal paranaense só vai atender aos curitibanos… e se diz “paranaense”. Sei, sei… E ainda há o fato de os mentores terem “engolido” atravessado a sub-área de moda, porém regurgitaram completamente a de Interiores e Ambientes.

    “Isso me fez pensar…” e tem gente que odeia quando escrevo isso….

    Outra coisa é que tivemos recentemente também aqui no Paraná uma tal de Bienal de Design. Tudo bem ser realizada em Curitiba até mesmo porque nas outras cidades do Estado, infelizmente, não encontramos estrutura necessária para a realização de um evento deste porte. Mas então, observando as noticias, coberturas, fotos e posts por aí, além de todos os pappers lançados anteriormente, percebi com tristeza que a minha área foi deixada de fora. Deixada não, foi ignorada mesmo. No entanto, contrataram profissionais de outras áreas para fazer trabalhos que qualquer profissional de Design de Interiores e Ambientes é capaz de fazer. Mas não estranhei tanto não isso…

    Pouco antes disso, percebi numa comunidade do Orkut que alguns profissionais de outras áreas do design estão atacando seriamente Interiores e Ambientes. Afirmo com toda certeza de que se tratam de “dezáiners” independente de ter formação superior, mestrado ou doutorado. Pelo tipo e formato de argumentação percebe-se claramente que, depois de anos de estudos e vida profissional, ainda não conseguiram compreender a complexidade e abrangência do DESIGN. Porém, o mais triste foi ver um deles (que é arrogante ao extremo e se acha um deus, e odeia críticas) que é da área de produtos, postar que está começando a fazer… interiores… #KiMedo…. rsrsrs

    Pois é, mais um ano se passou, nada mudou e a população do país reelegeu o partido que diz que o Design não deve ser regulamentado porque “senão a dona Maria, que mora lá na vila, não vai mais poder pintar seus panos de pratos”…. é gente, a dona Maria vai continuar a ser uma excluída, à margem da sociedade, com a sua TV de plasma pendurada na parede da sala que ela ainda tem mais umas 500 prestações à pagar nas Casas Bahia, vai continuar a pisar no esgoto a céu aberto no portão da sua casa, agonizando nas filas do SUS, vendo seus netinhos serem deseducados na escola e marginalizando-se pelas ruas mas está feliz: tá pintando e vendendo os seus paninhos de pratos.

    Enquanto isso a gente vai seguindo, sem uma identidade própria, vendo empresas e empresários importarem design e designers, a mídia deseducando e desinformando ao apresentar “dezáiners e dezáine”, qualquer um virando “dezáiner e fazendo dezáine”, nossos parlamentares continuando a confundir Design com artesanato e a gente aqui, no nosso cantinho, cômodamente vendo a caravana passar… e aplaudindo… assoviando e chupando cana… e batendo no peito cheio de orgulho e arrogância que “eu sou Designer!”

    E as associações? O que elas fizeram por nós este ano?

    Ah, você nem sabe que existem associações de Designers? Ah, você sabe, faz parte mas apenas paga a anuidade e nem se importa com o que rola dentro da associação? Tem um número apenas para dizer que tem?

    Aham… senta lá Cláudia, senta….

    Pois é né, e aquele monte de grupos, comunidades, redes sociais que você participa?

    Tá ja sei, você [Insane mode enabled] entra diariamente em todas elas, troca lances imagéticos (coraçõezinhos, leõezinhos, carneirinhos, cachorrinhos, inhosinhosinhos) com seus contatos, marca baladas e apenas dá uma geral nos assuntos. Afinal você é uma pessoa normal. E o Design não precisa nem um pouco do seu pensamento, da sua voz, da sua reflexão… Para quê se, afinal de contas, já existem uns 20 malucos por ai que já fazem isso, pensam por todos nós não é mesmo? Eles até falam sobre todos os assuntos que me interessam, então nem preciso me meter, propor algo, questionar nada, já está tudo ali mastigadinho. Ah, eu prefiro entrar nos blogs de meus amigos, ver aquele monte de imagens lindas e deixar um beijinho pra eles no comentário. Tá ótimo! Já fiz a minha parte!

    Quando eu precisar de alguma coisa dou uma corrida até o blog da Mônica, ou o IFD da Iris, este aqui do Paulo, quem sabe o do Morandini, dou uma chegadinha até o Portal DesignBR, talvez no Espaço.com, pode até ser no Brains9 ou quem sabe ainda na Design Brasil do Orkut. Tem tudo por aí, dou um ctrlC+ctrlV, troco umas palavrinhas e pronto, posso apresentar a minha criação pro meu professor ou pro meu cliente. Tá ótimo!

    Mas eu acho que ainda faltou trocar a cor daquela cadeira… azul não tá “ornando”.. acho que vou mudá-la pra vinho aí ninguém vai perceber de onde chupei a idéia.

    Ah meu, tem tbm aquele povo chato daquele grupo que tá achando que eu sou um trouxa e vou dar dinheiro pra ajuda-los a manter aquilo lá… Tudo bem que tem muita coisa legal lá, fiz excelentes contatos, já rolaram até alguns jobs por lá.. ah, mas eu não tenho nada a ver com isso não. Nem tem empresários que visitam aquele espaço mesmo… Como o nome de lá diz é um ponto de encontro apenas para designers. E também tem outra, eles que são donos que tem de agitar aquilo lá e não vir entupir a minha caixa de e-mails com spams pedindo que eu entre lá para dar idéias. Fala sério meu…

    E se tem uma coisa que me irrita profundamente é começar a trocar umas idéias com uns colegas da minha área lá naquele grupo e sem mais nem menos vem uns idiotas de outra área querer dar pitaco. Pô que sem noção aquela mina que faz roupas vir querer discutir sobre grafismos com a gente… [Insane mode disabled]

    Pois é, meio amargo ler isso tudo não é mesmo? Mas infelizmente é a realidade.

    Tá bom, parei!!!!

    Afinal hoje é dia #5do11 e temos de comemorar!

    Ok, então apesar da #vergonhalheia, eu vou comemorar o meu sucesso profissional, os novos contatos que eu fiz, clientes atuais e prospects, novos projetos, idéias e possibilidades, o sucesso deste meu blog, o respeito e reconhecimento que venho recebendo, o diálogo com parlamentares sérios que consegui abrir e que vou usa-los para regulamentar as minhas área s profissionais, entre outras coisas mais.

    E faço da alegria desta minha comemoração, um brinde a todos os Designers brasileiros, de todas as áreas por este dia tão especial.

    Tim-tim!

  • R Design Londrina 2010 – oficineiro

    Olá pessoas!

    Ontem tive a felicidade de receber um e-mail da CORDE confirmando que a minha oficina foi escolhida para o RLondrina2010.

    A proposta da oficina é a seguinte:

    Nome: Design Crítico – formação de pensadores próprios em Design.

    Justificativa: É cada dia mais urgente a necessidade da formação de pensadores e críticos específicos em Design. O que temos visto na mídia são profissionais de outras áreas tecendo seus comentários ácidos sobre as áreas do design em virtude da carência de pessoal próprio disposto a realizar este trabalho.

    A crítica séria (positiva ou negativa) feita através da observação ou da análise de algo (ambiente, produto, serviço, etc) faz-se necessária em um país que não tem ainda o Design regulamentado e, muitas vezes, confundido com artesanato.

    Esta oficina busca fazer os participantes pensar o Design além do projeto. É comum vermos a maioria dos acadêmicos nos cursos voltando o seu foco apenas para a área projetual, esquecendo-se que existem áreas editoriais e acadêmicas que podem ser tão ou até mais rentáveis que a projetual.

    Objetivo: Formar pensadores próprios em Design é uma necessidade urgente.

    Turma: min 15 máx 30 – sala de aula

    participantes levar:
    papel almaço (2 folhas)
    caneta
    revistas e catálogos que possam ser recortados

    Bibliografia: A Linguagem das Coisas. Deyan Sudjic. Ed Intrínseca.

    Informações e inscrições: no site do RLondrina2010

    Zés, preparem-se pois a cobra vai fumar nessa oficina!

     

     

  • Entrevista: Jamile Tormann – iluminadora

    Bom, prometi que iria começar a sessão de entrevistas aqui no blog em alto estilo. Cumpro a promessa com esta entrevista exclusiva da lighting designer Jamile Tormann.

    Uma “iluminadora de bolso” (como ela mesma se entitula) que tem um trabalho de excelência e respeitadíssimo. Pesquisadora, autora de livros, coordenadora de cursos, faz parte e ajudou a fundar as principais associações de iluminação do Brasil além de ser uma pessoa adorável.

    Agradeço a ela pela presteza e simpatia de sempre no atendimento aos seus contatos e também, por aceitar compartilhar -e muito – de sua experiência profissional com todos através desta entrevista.

    Para quem desejar conhecer mais de seu trabalho, visite o site dela, sempre recheado de informações e novidades.

    Segue a entrevista:

    Jamile, fale um pouco sobre a sua formação e início de carreira.

    Trabalho há 21 anos com iluminação. Tornei-me iluminadora graças à minha fada madrinha, Marga Ferreira, que desde os meus seis anos, me levava para os teatros gaúchos todos os finais de semana. Minha escolha profissional teve influência também em minha mãe, que foi professora de artes dramáticas, em meu pai, que chegou a ser editor de revistas, meu irmão que sempre me incentivou e por muita gente que sem saber passou por mim, e me influenciou no jeito de ver “luz”, de conceber, de agir, de pensar e de ser. Como diz Kafka: “somos a quantidade de pessoas que conhecemos”. Com 14 anos me tornei assistente de iluminação de João Acir de Oliveira, então chefe do Teatro São Pedro e, entre separar um filtro e outro, meu interesse pela área cresceu. Hoje, moro em Brasília, realizo projetos de iluminação cênica e arquitetural, sempre executado por equipes das empresas atuantes no mercado, supervisionadas por minha equipe. Como pesquisadora, investigo há seis anos a educação profissional no mundo produtivo da iluminação, com o objetivo de atuar no processo de formação, bem como de encontrar subsídios para desenvolver minha proposta de regulamentação profissional no Brasil, junto à Câmara Legislativa.

    Sou sócio-fundadora de duas associações: A Associação Brasileira de Iluminação (ABIL) e a Associação Brasileira de Iluminação Cênica (ABrIC). Coordeno o curso de especialização em Iluminação e o Master em Arquitetura, ambos do Instituto de Pós-Graduação (IPOG). Cursei Arquitetura e Urbanismo, no Rio de Janeiro, e Licenciatura Plena em Artes Visuais, em Brasília, tenho pós-graduação em Iluminação, mestrado em arquitetura.

    Quais as principais dificuldades encontradas nesse início? Como as superou?

    O problema, desde sempre, foi a ausência da regulamentação da profissão de iluminador.  O governo necessita deste olhar mais apurado e urgente sobre o assunto para colocar ordem na casa. Fala-se tanto em eficiência energética e etiquetagem de edifícios, sabe-se que a economia gerada pelo entretenimento é a quarta maior do mundo, que sem luz não vivemos, e ainda assim não sabemos qual profissional estará de fato qualificado para atender estas demandas e lidar com a tecnologia de ponta que nos invade a cada dia. Quem sabe projetar com luz ? Ser projetista de iluminação é ser responsável por direcionar o olhar do outro. É ser um alfabetizador visual. É oferecer conforto luminoso para todos que quiserem nos contratar e usufruir deste prazer necessário. No entanto, ainda não há esse reconhecimento e nossa profissão sequer consta na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO, do Ministério do Trabalho). Somos aquele item “outros” para a lei e para os formulários que preenchemos quando, por exemplo, fazemos um check in nos hotéis. Essa é uma das razões para eu realizar uma pesquisa, por meio do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, sob a coordenação da professora doutora Cláudia Naves Amorim. Esta pesquisa pretende revelar qual a importância do profissional de iluminação, sua trajetória, área de atuação, organização, atribuições, condições de trabalho e formação profissional e, ainda, se o mercado está apto a recebê-lo. A pesquisa será a base para a elaboração do projeto de lei que pretende regulamentar o setor e será apresentado à Câmara dos Deputados pelo deputado federal Luiz Paulo Velloso Lucas (PSDB/ES).

    A falta de formação do profissional de iluminação e a falta de uma metodologia de projeto, com uma linguagem unificada, são duas coisas que sempre me incomodaram muito desde o inicio. Busco desafios e tento abrir o mercado de trabalho para os que estão se formando, pesquisando e estudando, pois o empirismo acabou nos anos 90 e precisamos dar um basta a ele.


    Jamile, você que também trabalha diretamente com educação, sendo coordenadora e professora do curso de pós em iluminação do IPOG, como vê a formação em iluminação nos cursos de superiores (não pós) existentes no Brasil? Falta alguma coisa?

    Não há exigência de diploma para que iluminadores/lighting designers, eu chamo “projetistas de iluminação”, possam exercer suas atividades. Não há cursos regulares de iluminação, mas sim cursos livres, esporádicos, inclusive oferecidos por empresas de iluminação.

    Os interessados devem procurar estágios com profissionais que tenham escritórios, em teatros, TVs, produtoras, lojas de iluminação, empresas de iluminação ou a indústria, para aprender na prática. Para quem tem graduação em outra área, já podem contar com os cursos de especialização em Iluminação que algumas Universidades oferecem em cidades como: Rio de Janeiro, Florianópolis, Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Belém, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Londrina, Fortaleza, Salvador, Aracaju, João Pessoa, Natal, Vitória, São Paulo, Florianópolis e São Luiz. Tais cursos trazem em sua grade excelentes profissionais e docentes, com uma boa proposta pedagógica e de especialização para o profissional voltar ao mercado de trabalho com formação adequada.

    Uma proposta de curso, em nível superior, poderia criar diferenciais para se crescer na profissão, seja pela aquisição de um conhecimento objetivamente sistematizado, isto é, para aplicação na vida prática do mundo produtivo, seja pela inserção do profissional no campo da pesquisa, que ainda é quase inexistente no Brasil. Eu apresentei um projeto de graduação em iluminação em 2006 mas ao longo de minha pesquisa descobri que falta mesmo é função técnica, de nível técnico, no mercado. Temos deficiência de profissionais qualificados em executarem nossos projetos. Profissionais que saibam ler o que está nas plantas e ser reconhecido como tal. Espero que a pesquisa e a regulamentação da profissão, possam ajudar a modificar para melhor o cenário da formação do profissional em iluminação, no Brasil, com o apoio da indústria, das empresas e dos profissionais deste segmento.

    Pós -formação. Qual a importância disso na vida do profissional?

    Sabe-se que o mercado de trabalho, nos dias de hoje, vem exigindo dos trabalhadores níveis de formação cada vez mais altos, para que desenvolvam competências cada vez mais refinadas, exigidas pela complexidade que caracteriza a vida em sociedade.

    Segundo relatório da UNESCO para a Educação do século XXI (UNESCO, p. 1, 2002) a Educação Profissional no Brasil está mudando. O país alertou-se para o fato de que sua população economicamente ativa não pode permanecer com tão baixos níveis de escolaridade e de formação profissional.

    Nesse contexto, a educação profissional precisa proporcionar às pessoas um nível mínimo de competências que lhes possibilitem:
    – Capacidade de adaptação a um aprendizado ágil e contínuo;
    – Flexibilidade na aprendizagem;
    – Domínio das novas tecnologias, incorporadas ao mundo do trabalho e ao conhecimento humano;
    – Refletir sobre o que diz Berger Filho, quando escreveu em 2002 sobre a educação profissional e o mundo produtivo, que “o princípio da educação profissional é o da empregabilidade, pois não adianta formar pessoas para um mercado que não existe.

    O mercado existe e isso explica meu esforço para com a educação profissional.

    Hoje existem cursos de pós-graduação em iluminação, e o acesso ao conhecimento está mais fácil do que há 10 anos. A troca de informações entre os profissionais também melhorou bastante. Existe uma demanda grande no mercado de iluminação para profissionais capacitados e, nesse sentido, se o profissional quer sobreviver ao mercado, precisa se especializar. Não tem para onde correr.

    Com relação ao mercado de trabalho, percebo que fora dos grandes centros, a resistência do mercado a projetos de Lighting Design ainda é grande. O que vemos na maioria das vezes é a aplicação daqueles “splashes” de luz colorida. Qual a situação atual e as perspectivas para o Lighting Design aqui no Brasil fora dos grandes centros?

    O fazer iluminação evoluiu e transformou-se no mundo produtivo, mas não tão rápido e nítido como os equipamentos de iluminação disponíveis atualmente no mercado. A razão disto está ligada ao fato de que o material humano não é tão maleável como a aparelhagem técnica. (ROUBINE, 1998, p.182).

    Quando o assunto diz respeito aos profissionais de iluminação, o ato de intervir no espaço com a luz agrega um conjunto de ações que resultam no ato de iluminar, ato sujeito às especificidades de cada situação (local, prazos, objetivos, espaço, estrutura física, outros profissionais envolvidos, tipos de equipamentos, materiais disponíveis, nível de conhecimento do projetista de iluminação (lighting designer) sobre o “objeto” que vai iluminar). Ser um profissional de iluminação significa pertencer a uma categoria com funções determinadas pela natureza do trabalho e conhecimento na área, que não pode se desvincular do desenvolvimento tecnológico da área e das áreas multidisciplinares com as quais é necessário dialogar.

    O cenário de iluminação no Brasil, muitas vezes, apresenta uma dicotomia: de um lado profissionais com muita prática e sem o aprendizado teórico, e outros com muita formação teórica e nenhuma prática.

    Não se trata aqui de julgar ou atribuir valores aos tipos de formação existentes, mas, antes, questionar o que seria necessário ou suficiente em termos de formação profissional. O que está na pauta, atualmente, nas reflexões que busco nutrir juntos aos pares, junto aos alunos, por exemplo, é que o mercado de trabalho, de maneira geral, vem buscando cada vez mais o profissional com conhecimento específico, aprimorado e atualizado. Em suma, alguém com desenvoltura artística e técnica, prática e teórica. Principalmente em virtude dos avanços tecnológicos e dos altos custos dos equipamentos de iluminação, bem como a sua manutenção.

    Como o debate gira em torno de formação profissional, ou, ainda, a educação profissional e a sua relevância para as demandas do mundo produtivo, que são grandes, seria o caso de reconhecer o valor de uma formação que compreenda, no objeto de estudo, a prática e a teoria como fatores indissociáveis e complementares. Pois a teoria precisa estar vinculada à prática e esta, muitas vezes, precisa recorrer à teoria para obter respostas e soluções.

    Assim, para que isto seja viável, entretanto, o mercado de trabalho precisa se adequar e promover as adaptações que se mostrarem necessárias para responder ao conjunto de necessidades que estiverem em jogo, seja por parte do empregador, seja por parte do novo ou antigo profissional.

    A demanda é grande em centros urbanos mais populosos, mas fora deles não existe ainda a cultura de se contratar um profissional de iluminação. Muitas pessoas sequer sabem da nossa existência (profissional com formação acadêmica e pós-graduado) e quando sabem, por se tratar de algo ‘novo’, muitas vezes não querem pagar o valor que cobramos.

    Quais pontos falham nesse sentido e que medidas poderiam ser tomadas visando o reconhecimento da profissão fora dos grandes centros?

    Neste contexto de idéias que citei anteriormente, é necessário promover ajustes no espírito de um novo paradigma: a educação profissional do projetista de iluminação (lighting designer). Valorizar-se o estudo, o aperfeiçoamento, a teoria e a prática – o conhecimento cientifico (realização de pesquisas) em diálogo com o conhecimento adquirido empiricamente, situações de ensino e aprendizagem em favor do profissional, em favor da produção artística, em favor do mercado. Penso que há muita demanda de trabalho, mas os profissionais e o mercado de trabalho estão mais preocupados em resolver o agora e não a sustentabilidade do mercado e do profissional qualificado. É difícil o reconhecimento deste profissional fora dos grandes centros, pois as grandes indústrias estão nas grandes capitais brasileiras. No entanto, creio que o reconhecimento, por meio de lei, da nossa profissão, ajudará muito. Os profissionais também precisam se reconhecerem e compreenderem que pertencem a um núcleo de profissionais ou a uma categoria profissional.

    Uma mostra pública – como a Luminalle, Fête dês Lumières, etc – não tornaria mais fácil a visualização por parte do mercado da diferença entre o trabalho do Lighting Designer especializado do daqueles profissionais com apenas a carga horária acadêmica de sua formação universitária? Quais as possibilidades disso acontecer aqui no Brasil mesmo que em menor porte que estas internacionais?

    No Brasil já existem alguns eventos específicos, prova de que já existe um vasto mercado nessa área e público para essas mostras. Um exemplo é a Expolux, que já está indo para a 13ª edição e a Lighting Week Brasil, que acontecerá em São Paulo, no mês de setembro de 2010. Os organizadores precisam investir no material humano e a indústria precisa investir em pesquisa. O que se tem feito é marketing cultural e não cultura de disseminação em iluminação tampouco eventos de cunho científico.

    “A aplicação de elementos cênicos na iluminação arquitetural” ou “A iluminação hoje em dia tem um caráter cênico”. Frases desse tipo já caíram nos discursos de profissionais não especializados na tentativa de trazer para o seu trabalho um valor a mais. Eu particularmente não percebo o Lighting Design presente nos projetos de grandes nomes da arquitetura e Design de Interiores (nacionais e locais) e sim apenas uma iluminação melhorzinha – esteticamente falando – que a anterior. Quais os pilares que o projeto deve estar alicerçado para poder realmente ser considerado um projeto de Lighting Design?

    Meu processo de desenvolvimento de projetos é sempre criar o espaço a partir da luz, encontrar a função e o significado da luz naquela obra de arte, objeto ou espaço que estou iluminando, contar uma história com ela, depois analiso os recursos que tenho disponíveis e quais podem me auxiliar a contar esta história.  Ou seja, só depois parto para as especificidades de cada situação (local, prazos, objetivos, espaço, estrutura física, outros profissionais envolvidos, tipos de equipamentos, materiais disponíveis). Neste caso, creio que os principais fatores que devem ser levados em conta são:

    1º. – cuidado e atenção. Tento pensar em várias possibilidades e achar soluções eficientes para aquele projeto. Pois não existe uma solução e sim uma para cada projeto. Projetar em escala e fazer o que está ao nosso alcance, com os pés no chão. Projeto que não é executado é sonho, não é realidade. A realidade, ou seja, a implantação do projeto de luz é que nos permite fechar o círculo infinito da criação, da contemplação, da reflexão, da mudança.

    2º. – observar onde o projeto estará inserido, sob que contexto, que cultura. Que tipo de espectador ou usuário estará se apropriando dele, o quanto o usuário se apropria, o quanto este compreende os seus signos e valores, o quanto aquela luz é importante no cotidiano de vida dele. Eu acredito que a luz influenciou e influencia até hoje a vida e o comportamento das pessoas. Gosto de projetar pensando nestas questões e o quanto posso intervir e interferir neste percurso.  Procuro conhecer as pessoas, tento me familiarizar com o “modus operandi” delas.  Observo muito e fico calada. Depois, troco idéias com quem me contratou para projetar e tento trabalhar dentro da realidade local, agregando valor àquela cultura, através da iluminação.

    Concordo com o Lighting Designer mexicano Gustavo Avilés, quando diz que “a luz pode ser considerada um elo entre aspectos subjetivos e objetivos da humanidade, pois funciona como mensageiro visual que permite ao ser humano fazer diversas correlações, como medidas lineares, volumes, área, geometria, contagem do tempo, outros eventos”.

    3º. – projeto coerente ao orçamento, para que possa ser realizado integralmente.

    E por fim – a escolha dos equipamentos (abertura de facho, desenho do facho, alcance em metros da luz, potência de luz – lumens – e temperatura de cor), em virtude dos fatores supramencionados.

    Finalizando, sobre a ABIL. Como e porque surgiu esta associação?

    A ABIL é uma associação, cultural e social, sem fins lucrativos, que surgiu para desenvolver o conhecimento da luz no âmbito nacional, criando assim uma cultura da luz.  Nossa missão é oferecer cursos, organizar palestras, organizar simpósios e mostras, que visam à divulgação da produção mundial das técnicas e arte de iluminar. Editar ou reeditar publicações nacionais e estrangeiras. Disponibilizar informações sobre assuntos luminotécnicos e afins de maneira mais eficaz. Mas a correria do dia-a-dia tem nos impedido de sermos mais eficientes como gostaríamos. Mas isso não anula os motivos que deram origem à Associação Brasileira de Iluminação (ABIL), isto é, a paixão pela iluminação em suas diversas linguagens e inserção no ambiente onde o ser humano interage. Já arcamos do próprio bolso a vinda de profissionais da França, Estados Unidos, Argentina, Chile, Áustria, Alemanha, além dos profissionais residentes nas várias cidades brasileiras. Tudo isso para mobilizar idéias, compartilhar experiências, produzir uma cultura da iluminação e consolidar a profissão. Nesse sentido, quero lhe parabenizar, Paulo Oliveira, por sua gestão na proliferação da cultura da iluminação, quando idealiza a realização de entrevistas com profissionais, quando administra um blog chamado Design: Ações e Críticas. Precisamos de mais pessoas como você. Obrigada.

  • Bah… que coisa…

    Quando uma imagem diz tudo:

    via: designcomlimao
    

    Será que assim dá pra entender um pouco na importância da contratação de um designer formado?

    Sem mais palavras… Já tem muitas aí bem mal empregadas, alinhadas, pensadas e planejadas.

  • Twittando em prol do #Design brasileiro.

    Depois de mais de um ano com conta aberta e sem usar o meu twitter, @ldpaulooliveira, resolvi encarar a empreitada.
    Antes não tinha muita paciência de ficar lá na página web atualizando e atualizando e atualizando além de que, pra mim, escrever em poucas palavras sempre foi uma tortura.

    Até que dias atrás um amigo me indicou o TweetDeck. Meus problemas se acabaram!!! Maravilha! Ele só não escreve as mensagens por mim, mas atualiza automaticamente, tenho acesso a todas as informações que preciso sobre os perfis, etc.

    Bom, comecei a usa-lo e rapidamente percebi a quantidade de candidatos que estão utilizando esta ferramenta em suas campanhas eleitorais.

    Sei que este assunto (política) provoca um embróglio no estômago de muitas pessoas, e que outras preferem “não se sujar” ao se envolver com isso.

    Ao mesmo tempo percebo, triste, uma quantidade absurda de designers twitando sobre jogo de futebol, cor que pintou os cabelos, que vai pra balada e mais um mundaréu de fuleirices sem noção. Tudo bem, gosto é gosto e cada um tem o seu direito de ir e vir.

    Porém, entre estes que perdem tempo com blablabla infinito e inútil, encontram-se vários que reclamam da falta da regulamentação do Design aqui no Brasil.

    Reclamar é fácil, dizia minha avó. Difícil é agir, dar a cara pra bater sobre algo que você acredita defendendo isso publicamente.

    Novamente falo sobre os “expertus” que preferem ficar confortavelmente sentadinhos em suas poltronas esperando outros levarem porrada em seu lugar pra depois, quando a regulamentação acontecer, serem os primeiros a exigir a carteira do conselho federal.

    Vamos lá pessoal, não custa nada fazer algo de bom e de útil pela profissão que vocês escolheram, ou ao menos aparentemente escolheram.

    Comecei ha três dias uma série de postagens diretas aos candidatos seja de que estado for. Geralmente o texto é este:

    “@srfulano, qual a sua posição com relação à #regulamentação da profissão de #designer no #Brasil? #5do11 #DesignBR”

    Mando e fico aguardando.

    Enquanto aguardo faço minhas outras coisas.

    Quando recebo alguma resposta dou RT rapidamente para que os que me seguem por lá fiquem sabendo seja a resposta positiva ou negativa.

    Se demora muito a vir a resposta, mando de novo. Faço juz ao que dizem de mim porém com ajustes: não sou chato, sou persistente e luto pelo que acredito.

    De um modo geral, já consegui alguns retornos bem interessantes de alguns candidatos como por exemplo:

    @Raul_Jungmann: Sou a favor da regulamentação da profissão de designer, ok?
    @Raul_Jungmann: Claro, estou a disposição. Aliás, vou amanhã prá Brasília. Me mande mais informações, ok?

    @SenCesar222: Caro Paulo, a profissão de Designer deve sim ser regularizada, ela q mostra cada vez mais a sua importância p a sociedade.
    @SenCesar222: A profissão precisa ser regulamentada nos termos da lei, por fazer parte do nosso dia a dia com atribuições tão próprias.

    @alberto_fraga: Acredito que profissões novas como #design precisam ser reconhecidas, só assim os profissionais terão reconhecimento.

    @deputadoHauly: sou a favor da regulamentação sim, trabalharemos para isso. Obrigado.

    @alvarodias_ sou favorável à regulamentaçao de todas as profissoes. Direitos e deveres consagrados em legislaçao apropriada
    @alvarodias_ vou tentar ajudar a acelerar a tramitaçao.
    @alvarodias_ vou procurar saber e opinar.Primeiro verificr com quem está parado o projeto e depois solicitar que seja colocado na pauta

    @deputadocaiado Toda profissão merece ser regulamentada. Até hoje, nós, médicos, não temos a nossa regulamentada.

    @edmararruda Vou verificar e estudar o assunto e responderei, certo?

    Nada nada, temos alguns exemplos aí em cima de candidatos conscientes sobre o assunto e outros que disseram que vão estudar e conhecer melhor a situação.

    Já um grande passo.

    Além de questionar sobre a posição, convido cada candidato a acessar o portal DesignBR.ning e também mando o link do portal designbrasil direto na página sobre a regulamentação.

    fonte: designcomlimao

    São ações que não me custam nada e que podem vir sim contribuir para a nossa tão sonhada #regulamentação do #design aqui no nosso #Brasil.

    Quem sabe no dia #5do11 teremos finalmente algo a comemorar e possamos bradar felizes que o design brasileiro conta com parlamentares conscientes e comprometidos com a nossa causa.

    Faça a sua parte.

    A sua profissão e seus clientes agradecem.

  • de luto e de mudança: DesignBR

    Bom pessoal, infelizmente tenho de informar que o nosso espaço DesignBR no Ning irá desaparecer dentro de alguns dias.

    Eu e a equipe que vinha mantendo aquele espaço estamos bastante chateados pois sabemos que muito do conteúdo que ali foi depositado irá perder-se assim que a equipe do Ning apertar a tecla “delete”.

    Isso se deve ao fato de que a partir de agora, a hospedagem de grupos naquela plataforma passou a ser paga – e bem paga.

    Tentamos contato com diversas empresas buscando apoio, patrocínio ou ajuda para que pudéssemos levantar a quantia necessária para manter o portal online e, infelizmente, não conseguimos. Até mesmo com faculdades e universidades nós conversamos e nada.

    As que sinalizavam aparentemente de forma positiva vinham tentando impor suas condições que, via de regra eram:

    – exclusividade

    – exigências com relação ao conteúdo querendo impor censuras absurdas

    – acesso direto aos dados de membros

    – entre outros absurdos.

    Com isso, tivemos de engolir o amargo sabor da derrota, da perda de um trabalho desenvolvido exaustivamente pela equipe de moderadores, especialmente o Ed Ramos que é quem estava tocando firme o DesignBR nestes últimos tempos.

    Um espaço voltado para designers que em menos de 4 anos conseguiu reunir num mesmo espaço uma quantidade absurda de estudantes, profissionais, professores das diversas áreas do design como nenhum outro espaço já conseguiu.

    Um espaço onde o livre pensar, os debates, a troca de informações, a construção do conhecimento eram as chamas que mantinham o portal em pé.

    Um espaço técnico, acadêmico e profissional que tornou-se uma grande enciclopédia do design.

    Um espaço que transformou-se numa verdadeira vitrina do design brasileiro.

    Triste, constatamos que se fossemos pedir apoio, patrocínio ou socorro para um timinho qualquer de futebol, de fundo de vila, para um campeonatinho de milésima categoria, não nos faltariam recursos cedidos. Absolutamente tudo nos seria cedido.

    Triste constatamos que aqui neste país não se valoriza o que é daqui, a produção nacional.

    Triste constatamos que tampouco valoriza-se a construção permanente do conhecimento.

    Não conseguimos salvar quase nada de lá do portal. Na verdade, pouco mais que arquivos com a listagem de membros.

    Os materiais das comunidades, fórum, imagens e todos os outros dados serão, fatalmente perdidos.

    Até mesmo o Ning não respondeu sobre um possível apoio ao portal reduzindo o valor ou isentando-nos deste valor. Vou tentar mais um contato nesta semana tentando mostrar a eles a importância da manutenção daquele espaço.

    Pensamos em fazer uma chamada de fundos junto aos membros mas desistimos ao analisar outras ações envolvendo arrecadação de fundos onde quem recebe sempre é acusado de absurdos, por melhor, pura e verdadeira que seja e sua intenção.

    Assim, estamos sim de luto por causa da “morte” anunciada daquele espaço.

    De luto por causa da ignorância nacional.

    De luto por causa da leviandade dos empresários nacionais.

    De luto por causa da falsidade das Instituições de Ensino que “dizem” promover o conhecimento.

    De luto por nos ver de mãos e pés amarrados, boca, olhos e ouvidos vedados por causa da superficialidade humana.

    Se você também sente-se de luto por esta perda assim como nós, divulgue este manifesto contra a ignorância e descaso cultural que varre nosso país. Seja por e-mail, em seu blog, nas redes sociais que você participa. O importante é mostrar publicamente qual é a realidade de nosso país.

    Outra forma de você tentar ajudar é mandando mensagens ao Ning solicitando apoio a nossa causa, que o portal não seja eliminado, mostrando que é um espaço acadêmico, voltado á construção e disseminação do conhecimento.

    Mesmo assim, estamos tentando elaborar um outro espaço com as mesmas funcionalidades mas isso demandará tempo.

    O Jonas do blog espaço.com é quem está nos ajudando nisso tudo. Valeu garoto!

    Portanto mesmo de luto, nos sentindo como uma ave que acaba de ter sua asa decepada, estamos tentando voar em prol do conhecimento e da cultura do Design aqui no Brasil.

  • porque poucos posts?

    Recebi hoje um e-mail de um leitor assíduo do blog onde ele me questiona do porque o meu blog não ter uma quantidade de posts diários. Bom, já escrevi algumas vezes aqui no blog sobre isso mas hoje vou tentar detalhar mais sobre o assunto.

    Quem me conhece, sabe da correria que é a minha vida. Muitas vezes passo horas no note sem nem olhar o e-mail por estar envolvido com desenvolvimento de projetos, pesquisas, etc. São clientes, projetos, preparação de aulas… enfim, são muitas coisas a fazer e que, envolvido nelas, nao me permito perder o foco do que estou fazendo.

    Também tem a vida pessoal onde tenho de cuidar da casa, do predio onde somos síndicos, das duas cachorras, dar atenção à família, etc.

    fonte da imagem: Nem1e99

    Outro fator que impedem postagens constantes e diárias e meu ponto de vista sobre o tema informação. O blog é uma janela de informação pública, que encontra-se baseado na web para quem quiser ver, ler, opinar… No meu reader acompanho diversos blogs nacionais e internacionais – coisa que já fazia mesmo antes de virar blogueiro. No entanto existe um elemento que sempre me incomodou: a igualdade de assuntos, imagens e temas abordados bem como posts sem fundamentação teórica.

    Isso é fácil de detectar. Olhem o site YankoDesign e depois olhem os diversos blogs que vocês acompanham. A grande maioria de conteúdos dos blogs de Design provém deste site.

    Os de arquitetura e interiores vem geralmente do Contemporist.

    fonte: osamorais

    Não, nem de longe estou querendo provocar uma briga com os blogueiros enaltecendo o meu trabalho e denegrindo o dos outros. Só estou colocando que este não é o meu estilo, não é o que eu gosto de fazer, não é a minha forma de ensinar.

    Um dos argumentos que me convenceu a iniciar este blog foi o fato de eu escrever sem medo, lançar sobre o papel as minhas idéias doa a quem doer. Tanto que os primeiros posts do blog tem relação aos ataques recebidos por mim e outros designers que “tiveram a petulância e ousadia” de afrontar alguns arquitetos em fóruns pela web. Este afrontar, na verdade nada mais foi que questionar do porque estarmos sendo vítimas de ataques infundados por parte de alguns arquitetos totalmente desinformados e da perseguição dos CREAs. Mas isso já história passada.

    Assim, este foi o foco definido deste blog: o diferencial de ser sempre franco, direto e objetivo, doa a quem doer, gostem ou não gostem, amando-me ou odiando-me.

    Isso dificulta a postagem diária pois antes de postar qualquer coisa é feita uma grande pesquisa verificando leis, normas, bibliografia entre outras pesquisas para se ter certeza do que estou escrevendo. Uma coisa que não suporto, e talvez daí a minha fama de dr House do Design, é debater com pessoas que “acham” que sabem alguma coisa. Os famosos “achistas” que acham que as coisas são como pensam porque alguém lhes falou que era daquele jeito.

    Achar não leva ninguém a lugar algum. Penso ser isso semelhante ao uso do gerúndio: sempre estão tentando, querendo, sendo, pensando, etc. Nunca fazem, querem, são, pensam, etc. São eternos “pessoandos”.

    fonte: abismosdossonhos

    Algumas vezes me rendi ao ctrlC+ctrlV por pura necessidade e falta de tempo para não deixar meus leitores sem nada. Mas confesso que as poucas vezes que fiz isso me senti frustrado, incomodado e com um alto sentimento de rejeição pelos respectivos posts.

    Não é meu estilo fazer posts baseados em ctrlC+ctrlV e muito menos fazer aqueles posts com títulos como por exemplo, “românticos”, recheado de fotos cor de rosa, com flores, de ambientes europeus ou norte americanos que não tem absolutamente nada a ver com a nossa cultura e só. Quando olho aquilo me recordo das piores aulas que tive na universidade com um professor que toda aula ficava mostrando fotos e mais fotos, não dizia nada sobre elas, nenhuma informação sobre o projeto e tampouco a autoria dos mesmos, apenas observação pela observação. Vago demais que não atingiam comentários dos alunos maiores que “olha que vaso bonito…”, “olha aquela almofada” em uma ou outra foto.

    Inspiração? Me poupe gente.

    Prefiro deixar esse tipo de inspiração para os meus clientes leigos que sempre chegam carregados de fotos indicando o que gostam e o que não gostam.

    Como um blog de cunho acadêmico e profissional, com o reconhecimento que já consegui atingir de universidades e outros profissionais e empresas, não tem porque eu partir para este tipo de postagem frenética apenas para aumentar o contador de posts do blog.

    Que também fique claro que, apesar deste reconhecimento eu não recebo um único centavo de ninguém para manter e atualizar este blog. Quem sabe parta para esse tipo de ação futuramente, não sei. Mas, mesmo que parta, isso não quer dizer que estarei “amarrando” meu nome ou meu blog a quem quer que seja.

    As postagens que realizo são feitas geralmente em momentos como o de agora, em que paro tudo para mexer no blog seja respondendo comentários, seja preparando posts e deixando-os agendados para serem soltos durante a semana ou ainda promovendo melhorias no blog.

    Então, fica aqui em definitivo, a resposta do porque de não realizar postagens diárias aqui no blog ok?

    Um excelente final de semana a todos com muita luz!

  • cada macaco no seu galho…

    ou cada um no seu quadrado, é o que alguns de outras áreas correlatas adoram pregar alfinetando-nos sobre possíveis áreas de sombreamento ou interposições profissionais.

    Infelizmente, estes mesmos que bradam fervorosamente isso são, geralmente, os primeiros a burlar o que seria ético, correto.

    Imagem: rleite

    Hoje mesmo tive mais um exemplo de como isso não é uma via de mão dupla no nosso caso.

    Sempre me senti bastante incomodado com duas figuras daqui que vira e mexe estão na mídia local blablablaseando sobre a importância do lighting design nos projetos. Porque o LD isso, porque o LD aquilo e aquele outro também… Mas me falaram que eles eram especialistas em iluminação e tal, resolvi deixar quieto mesmo quando tempos depois comecei a suspeitar de que havia algo de errado pois os discursos sobre LD eram recorrentes, repetitivos… daqueles tipo de frases prontas ou na pior da hipótese, dado um ctrlC+ctrlV verbal de frases retiradas de sites específicos de lighting design.

    Fui logo cedo numa loja daqui para comprar umas lâmpadas aqui para minha casa e acabei topando com as duas figuraças lá. Estavam sentados numa mesa afastada com um vendedor detalhando um projeto.

    Enquanto esperava que minha lâmpadas chegassem do depósito, foi inevitável ouvir a conversa deles e, para minha surpresa, descobri que de experts em iluminação estas figuras tem tanto quanto eu de açougueiro.

    Eles, de um lado da mesa, com a planta aberta mostrando a locação dos pontos e o que pensaram pera a luz. Do outro lado, o vendedor analisando a situação e especificando lampadas, luminárias e equipamentos. Pelo que percebi, as figuras mal sabem os nomes de lâmpadas básicas.

    Fala sério gente, isso é um embuste sem tamanho. Uma absurda falta de vergonha na cara e de ética pessoal (nem falo da profissional pois percebi que isso não existe ali).

    É mentir na cara dura, enganando clientes sobre uma coisa que você não tem: conhecimento. E olha que ja tive relatos de pessoas que pagaram caro nos tais projetos de LD desenvolvidos por eles. Agora fica mais claro do porque do mercado londrinense não perceber a diferença entyre um projeto de iluminação e um de LD. Tem rato no balaio vendendo gato vira latas por lebre.

    Mas fazer o que né?

    Eles tem grana, vivem na mídia, fazem parte do rol de estrelinhas de minha cidade. Não me surpreende afinal tudo aqui nesta cidade beira o “fake”, indo das pessoas até a aparência urbana de fotos passando, claro, pela administração pública e seus gestores. Porque no meio profissional isso seria diferente?

    Hoje mesmo conversando com um conhecido ele me disse que tem gente trabalhando, inclusive na área de arquitetura, batendo no peito dizendo que é arquiteto e humilhando designers quando na verdade não tem formação em arquitetura.

    Vou denunciar?

    Não!

    Isso é dever dos arquitetos daqui e não meu que sou “apenas” um designer e não lhes devo satisfação. Já que á cada macaco no seu galho, então truco! Descubram por si mesmos e ajam.

    Aí fica a questão: não deveria ser cada macaco no seu galho? Ou cada um no seu quadrado? Respeitar outros profissionais e não utilizar de meios embusteiros para concorrer no mercado?

    Isso não tem a ver com uma “guerrinha” entre arquitetos e designers e sim de alguns profissionais contra todos os outros profissionais afinal, eles não puxam apenas o meu tapete como especialista em lighting ou como designer mas também dos colegas arquitetos oferecendo um produto para o qual eles não são especializados, ao menos até terminarem alguma especialização em Design.

    Por falar nisso, como está cada dia mais comum vermos nas placas de escritórios de arquitetura termos como Design de Interiores, Lighting Design e outros tipos de Design né gente? Triste é constatar que nas matrizes curriculares dos cursos por eles feitos não tem absolutamente nada disso, nenhuma disciplina que os autorize a usar estes termos baseado em conhecimento específico adquirido.

    E os CREAS da vida insistindo em vir em cima dos Designers, fechando os olhos para o que seus agregados andam aprontando no mercado.

    Façamos então a seguinte campanha colegas Designers: procure manter sempre a mão uma lista de escritórios e profissionais de arquitetura que estão utilizando erroneamente as áreas do Design em seus materiais de divulgação. Quando aparecer algum fiscal do CREA pra te encher o saco, mande-os ir a estes escritórios verificar a autenticidade das informações divulgadas pelos profissionais responsáveis.

    Já disse aqui e repito: uma vez que o sistema CREA/CONFEA não nos aceita de maneira justa entre os associados, eles não tem qualquer poder sobre a nossa atuação profissional. Então, que se entendam com seus queridinhos protegidos e façam eles cumprir as regras, leis e normas às quais estão presos pelo sistema.

    Pra cima de nós não!!!

    Assim teremos sim cada macaco no seu galho, cuidando daquilo que é especializado.

  • Bienal de Design 2010 – Curitiba

    Pois é pessoal, muitos já devem saber que este ano a Bienal Brasileira de Design acontecerá em Curitiba – PR, de 14 de setembro a 31 de outubro.

    Andei olhando o site da Bienal e lá pude encontrar informações bem detalhadas sobre tudo o que vai rolar neste evento impostantíssimo para o Design nacional.

    Vale a pena conferir os workshops, cursos, palestras, eventos paralelos, etc.

    Só me entristece perceber que mais uma vez o Design de Interiores foi deixado de lado pelo grupo que organiza a Bienal. Já percebi em diversos fóruns que alguns* profissionais e associações de Desenho Industrial tem uma resistência enorme contra o Design de Interiores e não conseguem – ou não querem – ver as características reais da profissão e dos cursos. estes só conseguem ver os cursos como sendo algo ligado apenas à decoração.

    Isso ficou claro tempos atrás na formação de mais uma associação aqui no Paraná onde, de forma jocosa e irresponsável, o Design de Interiores foi excluído do rol de profissões associadas. No entanto aceitaram publicitários… vai entender….

    Assim, fica aqui mais uma dica para a ABD: lutar pelo nosso reconhecimento dentro da nossa propria área mãe/raiz: o Design.

    * – não me refiro a todos e sim a alguns profissionais.

  • Atividades complementares – formação

    Dando sequência aos posts relacionados à formação, gostaria de aprofundar um pouco mais aqui sobre um elemento que não é explorado pelas universidades.

    Praticamente todos os cursos de Design de Interiores/Ambientes tem em sua Matriz Curricular as atividades complementares, porém estas ficam desconhecidas e/ou escondidas dentro dos ementários não possibilitando ao pré-acadêmico analisar corretamente sobre o que são, na verdade, estas. Já coloquei em outro post sobre estas atividades que, muitas vezes, estas não passam de “embromattion” para fechar a carga horária dada a dificuldade de se conseguir informações sobre o que estas vem a ser na verdade. Geralmente só descobrimos isso durante o curso.

    Também tem este post a ver com o carater social que a nossa profissão deve ter já desde a formação e, através disso, além de formar profissionais mais conscientes de seu papel no mundo real – lembrando que este também é composto por pessoas de baixo poder aquisitivo que merecem ter uma vida mais digna e que a nossa profissão não só pode como deve ser utilizada com um carater social e não somente naquilo que aparece em capas de revistas – auxiliar aqueles mais necessitados com o que a nossa profissão puder alcançar.

    Pois bem, as IES que oferecem os cursos de Design de Interiores/Ambientes possuem estrutura para estender estas atividades além de seus muros. É comum vermos dentro destas as incubadoras de empresas em várias áreas, menos em Design de Interiores/Ambientes.

    No entanto, percebemos que a maioria dos cursos superiores exigem dos alunos o estágio. Então porque não aproveitar  uma idéia como componente curricular que atenda a esta necessidade trabalhando de uma forma socialmente responsável?

    Os investimentos para isso por parte das IEs são baixíssimos se comparados aos benefícios sociais e retornos que a mídia pode oferecer.

    Basicamente teríamos dois pontos de ação:

    1 – desenvolvimento, acompanhamento e execução de projetos voltados a entidades assistenciais (orfanatos, asilos, centros de recuperação, hospitais, etc). Veja bem: não me refiro às casas de repouso e outras entidades particulares e sim aquelas públicas e filantrópicas que carecem de recursos de todos os tipos.

    2 – desenvolvimento, acompanhamento e execução de projetos voltados às residências e comércios de populações menos favorecidas.

    No primeiro caso, temos a oportunidade de desenvolver projetos que irão atender entidades filantrópicas e assistenciais buscando soluções para seus problemas funcionais através de intervenções no layout, mobiliário, iluminação, cores e texturas, paisagismo, higiene e bem-estar, etc.

    Em asilos e orfanatos, por se tratar de ambientes onde os usuários permanecem o dia todo muitos por um longo período e outros até a morte, podemos entrar com ações que visem a melhoria da qualidade de vida dentro destes espaços buscando atender as necessidades de acessibilidade, higiene, segurança, fluxo e organograma, estética, conforto (térmico, acústico, sensorial) entre outros. Estas ações são necessárias para diminuir a sensação de prisão, isolamento, afastamento e rompimento dos laços familiares (abandono), rejeição, inutilidade entre tantos outros sentimentos e sensações ruins.

    Nos hospitais, centros de recuperação e creches as ações são parecidas e as finalidades as mesmas, porém aqui, temos um ponto a mais de atenção que está voltada à saúde, pressupondo, assim, projetos mais específicos.

    No segundo caso, dar atendimento às pessoas oriundas de classes menos favorecidas buscando soluções para melhorar a qualidade de vida delas e o bem-estar através de projetos simples com custos adequados aos seus orçamentos.

    Sempre que vemos imagens dos interiores dessas residências percebemos a falta de noção espacial e de arrumação. Também é comum percebermos um sistema elétrico sobrecarregado, ou insuficiente, ou ineficaz assim como o sistema hidráulico. Além disso é comum percebermos as coisas amontoadas, armários sobrecarregados, falta de espaço para circulação, acidentes domésticos acontecendo rotineiramente por causa destes motivos.

    Tanto em um como no outro, são intrínsecas as ações de conscientização e educação ambiental, higiene e saúde coletiva, segurança entre outros tópicos importantes na construção da cidadania e do cidadão.

    Uma sala para atendimento/desenvolvimento/administração, uns três computadores para desenvolvimento dos projetos, suporte de mídia e/ou divulgação e um professor orientador. Basicamente esta é a estrutura que a IES tem de oferecer. Nada perto do que isso significa socialmente.

    Um ponto a se destacar aqui é que não é difícil encontrar na indústria voltada para a nossa área, parceiros e patrocinadores para uma empreitada desse porte. De tintas e revestimentos, passando por mobiliários e chegando aos acessórios finais de decoração, são produtos fáceis de se conseguir através de patrocínios e parcerias afinal, responsabilidade social e ambiental estão em alta.

    Eu particularmente adoraria pegar a responsabilidade de um projeto nesta linha pois não gosto de ações que visam arrecadar fundos que eu não sei como, onde e se serão realmente e corretamente utilizados. Prefiro agir, fazer. Isso faz parte de mim. A necessidade de fazer algo pelo próximo e não simplesmente pagar para que outro o faça por mim.

    Ao pessoal que está no meio acadêmico fica aqui uma dica: conversem com seus professores e coordenadores de curso para viabilizar isso na sua IES.

    Todos tem a ganhar com isso seja o discente, o docente, a IES, os parceiros e, principalmente, aqueles que realmente necessitam de ajuda.

  • Brasil – vergonha e tristeza

    Não, não estou decepcionado com a desclassificação da seleção na copa…

    Não, não sonhava com a seleção trazendo a taça… Na verdade torcia pela desclassificação desde as eliminatórias.

    Não, não consigo acreditar que um país pare por causa de futebol… educação parada, indústria parada, comércio parado, governo parado, órgãos públicos parados… todos abestados, atônitos e hipnotizados em frente a uma televisão por causa de uma bola… isso tudo enquanto nos bastidores nacional muitas coisas acontecem que não chegam ao conhecimento desses que perderam estes ultimos 90 minutos babando permitindo-se alienar por esta “paixão platônica”.

    É, acho que vivo no país errado definitivamente.

    Dias atrás enquanto dirigia ouvi no programa pânico um deles soltar uma frase que me surpreendeu diante da alopração generalizada que é aquilo. Foi mais ou menos assim:

    “O Brasil é o único país que tem uma população extremamente crítica com relação ao técnico da seleção e absurdamente sem consciência na escolha de seus reoresentantes na política.”

    Concordo 100% e assino embaixo.

    Quem sabe agora com essa porrada na cara do povo, este acorde e perceba a realidade que o país está e não se deixe levar por discursinhos demagosos e dados fraudulentos impostos como se fosse verdade.

    Como já sabem estou (tentando) lecionar matemática em escolas da rede pública. É bastante comum alunos relatarem a realidade em que continuam vivendo. Sim, CONTINUAM, pois apesar de alguns receber benefícios, nada mudou na verdade. A qualidade de vida continua sem qualidade, a saúde continua internada numa cama de UTI, a segurança é coisa de ficção, os auxílios não elevaram ninguem a outra classe social, a educação está cada dia mais alienante e fora de seu contexto, eles continuam sem acesso ao que era inacessível e assim por diante.

    Vivemos sob um governo onde o conhecimento, a técnica, a qualidade e a qualificação profissionais são menosprezada em favorecimento do “passar de mão na cabeça dos imbecís” seja através do apadrinhamento político, através do descaso com a educação ou ainda, aquilo que nos atinge diretamente: o absurdo de continuar confundindo Design com Artesanato, atravancando assim nossa tão sonhada regulamentação profissional e demonstrando claramente que estes que dizem que estudam os projetos de Leis são bem informados são na verdade nua e crua, tão aloprados e ignorantes quanto qualquer analfabeto funcional que vem sendo formados nas escolas públicas e projetos (sic) desse (des)governo.

    Portanto, eu não estou de luto por causa de uma bola furada e sim por causa de uma nação que se deixa levar e manipular facilmente, uma nação que não tem a menor noção do que seja realmente o que é ser cidadão e uma nação composta basicamente por “achistas” que se deixam levar pelo que os outros lhes dizem não analisando ou observando o mundo real à sua volta.

    Quem sabe, depois dessa decepção essa nação acorde e volte seus olhos e atenção para o que realmente deve: temos uma eleição se aproximando e este passó que daremos é sério demais para se deixar ao bel prazer da sorte (seja por descaso, pelo apanhar de um santinho na entrada do local de votação, ou para não “perder” o voto baseado nas pesquisas furadas e que não representam a totalidade do pensamento nacional uma vez que as amostras são feitas com menis de 1% da população nacional) ou da venda inconsciente -ou consciente – de nossos votos, demonstrando assim o tamanho do curral eleitoral brasileiro.

    É isso!

    Não adianta me atacar por causa deste post. Este é o meu pensamento e a minha visão crítica do momento que vivemos. Não está baseado em “achismos” e sim em uma profunda análise REAL  e vivencial do Brasil que estamos vivendo.

    Quem gostou parabéns pela abertura de olhos.

    Quem não gostou só digo uma coisa: “Venha para a luz Caroline… Ainda dá tempo de ser salva Caroline…”

  • Mais do mesmo… RTs.

    Recebi a newslwtter da ABD essa semana (maio/2010) e esta tem em sua matéria de capa um tema muito importante:

    “Ser assertivo para evitar possíveis conflitos”.

    Creio que nem precisa reforçar o que vem a ser este “ser assertivo”, mas vamos lá. Temos de ser assertivos com o cliente, os fornecedores e os profissionais envolvidos na obra.

    Ser assertivo pressupõe uma relação transparente entre as partes. Essa transparência nos obriga a firmar uma relação ética.

    Se a transparência e a ética não estiverem presentes nessas relações a chance da nau virar são grandes.

    Porém, na newsletter há um erro grave dentro deste assunto: quando fala sobre as RTs ainda na matéria de capa. Segundo a matéria:

    “Uma das áreas de maior conflito é o recolhimento de Reserva Técnica pelo profissional. Quando o cliente ‘descobre’ o fato no meio da relação existe um sentimento de decepção. O assunto é polêmico, mas a posição da ABD é clara. O associado deve comentar o assunto antecipadamente com o cliente e deixar claro que isso não onera as compras e não interfere na indicação de fornecedores, prevalecendo sempre a decisão do cliente.” (NEWSLETTER, ABD. Ano 4, Maio 2010 – n° 14. Pag 1)

    Fala sério ABD… vocês realmente acreditam que as coisas funcionam assim? Pois bem, vou explicar exatamente como as coisas funcionam nesta área:

    1 – raríssimos são os profissionais que comentam com o cliente sobre a existência da RT. Tanto que temos muitos “profissionais” que estão vivendo com as RTs, não cobrando projeto e assim, prostituindo cada dia mais nosso mercado;

    2 – “Comentar” não pois este termo é superficial demais. O profissional tem a obrigação de detalhar sobre como funciona esta prática para o cliente. O cliente tem de estar ciente da existência desta prática para poder optar e o profissional tem de ser ético ao oferecer dois orçamentos para o cliente: um com RT (valor aproximado das mesmas descontado do valor de projeto) e outro sem RT onde o valor do projeto é cobrado integralmente e o profissional tem de negociar as RTs como desconto para o cliente. Se não for assim, não há ética.

    3 – Como “não onera as compras”? Em qualquer loja que você chegar e disser que quer a sua RT como desconto para o cliente isso é feito. Logo, este valor está sim embutido no custo do produto. Assim, o cliente está pagando duas vezes o profissional (no caso de contrato celebrado com valor integral de projeto livre de RTs). Paga o projeto e paga a “comissão” das lojas. Creio que falta leitura para a ABD sobre este assunto. Comecem por este meu texto aqui no blog: “O Paradoxo das RT’s.”

    4 – Ainda sobre onerar o preço, já fiz testes sobre como o pagamento das RTs interfere no valor final. Fui a várias lojas fazer a cotação de diversos produtos. Com os orçamentos nas mãos pedi a uma amiga que passasse uma semana depois nas mesmas lojas, orçando os mesmos produtos dizendo estar sem acompanhamento profissional pois ela sabia exatamente o que precisava. Para minha não surpresa o resultado foi uma diferença de valores absurda: todas vieram com o valor das RTs descontadas já no preço acrescidas de um desconto extra para pagamento a vista. As diferenças ficaram na casa dos 20 a 30%. Então, como não onera?

    5 – Também interfere sim na escolha dos fornecedores. Hoje é só ficar um pouco nas lojas observando os “profissionais” negociando com os vendedores, gerentes ou proprietários das lojas. O que mais se ouve são frases do tipo: “Ah, mas a loja tal me dá 15%, esses seus 10% eu não quero. Vou levar meu cliente na outra…” e coisas nessa linha. Isso independe de qualidade dos produtos, o que vale é a comissão mais alta. E ainda tem “profissionais” que tentam impor o percentual a receber. Já vi isso acontecendo diversas vezes.

    6 – Por falar em percentuais hoje encontramos lojas pagando absurdos 20% de RT. Dois pontos aqui: A) se isso não onerar o valor final para o cliente…. B) Ainda existem lojas que diferenciam o valor pago pela RT para arquitetos e para Designers.  Geralmente o Designer recebe metade do que um arquiteto. É justo isso?

    7 – As questões orçamentárias também são uma área bastante complicada pois o que vemos no mercado são “profissionais” oferecendo aos clientes somente aqueles orçamentos onde as RTs são mais gordas deixando de lado outros fornecedores que tem um produto igual por um preço mais baixo e com RTs menores. Mas aí o “profissional” pode cair numa armadilha como bem coloca o texto da Newsletter: “Depois o cliente descobre que pode obter melhores preços diretamente com o fornecedor, o que acaba reduzindo a importância da ação do profissional“.

    Assim, creio que esta diretoria deveria tomar uma postura mais séria e dura com relação a este ponto fundamental da relação profissional x cliente e não ficar somente “achando que é assim”. Não se esqueçam que este texto me soa exatamente como outros da ABD sobre a prática profissional e as dificuldades que os Designers tem no mercado onde denuncias vazias, fiscalizações de um órgão que não tem nada a ver com a nossa profissão atravancavam a nossa prática profissional e as nossas relações com os clientes. A ABD não acreditava nas coisas absurdas que eu e outros blogueiros da área denunciavamos. Porém,  teve de acontecer com uma diretora recentemente para a ABD se mexer e ver que ninguém aqui está vendo “homenzinhos verdes”. São problemas reais, do mundo real, do cotidiano profissional dos Designers.

    Esta prática das RTs da forma que vem sendo levada hoje em dia, é o câncer da profissão de arquitetura, design, engenharia e tantas outras. Ou os “profissionais” passam a agir eticamente ou cada dia mais corremos o risco de ter nosso mercado cada dia mais prostituído.

    * Coloquei a palavra profissionais entre aspas algumas vezes para dirigir-me àqueles que são os responsáveis pela prostituição do mercado. Estes nem de profissionais com letra minúscula deveriam ser chamados pois se a RT é o câncer da profissão, estes são a metástase.

  • Pós IPOG – novas turmas

    Pós-Graduação Iluminação e Design de Interiores – IPOG

    O Instituto de Pós-Graduação (IPOG) lançará, ainda este ano, mais dez novas turmas de Pós-Graduação em ILUMINAÇÃO E DESIGN DE INTERIORES. O curso, coordenado pela projetista de iluminação JAMILE TORMANN, tem como foco capacitar os profissionais às exigências do mercado de trabalho e as novas tendências mundiais em iluminação e design. Por meio de aulas teóricas e práticas, ministradas pelos mais renomados professores, os profissionais especializados pelo IPOG estarão aptos a inserir a iluminação e o design como ferramenta qualitativa, considerando seus aspectos estéticos, funcionais, técnicos, ambientais e de gestão.

    VERIFIQUE A CIDADE MAIS PROXIMA DE SUA REGIÃO. PROXIMAS ABERTURAS

    1. Salvador III (BA) – abertura prevista para 09 de julho
    2. São Paulo III (SP) – abertura prevista para 06 de agosto
    3. Curitiba III (PR) – abertura prevista para 13 de agosto
    4. Foz do Iguaçu I (PR) – abertura prevista para 03 de setembro
    5. NATAL II (RN) – abertura prevista para 24 de setembro
    6. Brasília V (DF) – abertura prevista para 08 de outubro
    7. Recife I (PE) – abertura prevista para 22 de outubro
    8. Vitória – (ES) abertura prevista para 05 de novembro
    9. Porto Alegre IV (RS) – abertura prevista para 19 de novembro
    10. Ribeirão Preto I (SP) – abertura prevista para 03 de dezembro

    Pós-Graduação Iluminação e Design de Interiores

    Para saber de outros cursos acesse o site do IPOG.

    Horário: 20 Meses (Aulas um final de semana por mês) – Sexta das 18 às 23 horas; Sábado 8 às 19horas e Domingo 8 às 13 horas.
    Local: 19 capitais brasileiras
    Inscrições e informações: (62) 3945-5050 ou pelo site do IPOG.

    Atenciosamente,

    Jamile Tormann
    Projetista de Iluminação
    55 61 3208 4444 / 7812 4442 radio 85 *38415
    jamile@jamiletormann.com
    www.jamiletormann.com

  • Mais correria…

    Recebi hoje um comentário, na página Portfólio, de minha eterna Mestre e ex-professora, Drª Maria Tereza Devides.

    Já a citei aqui neste blog algumas vezes pois sou mesmo fã dela.

    Bom, recebi um convite para uma palestra/conversa com os alunos do primeiro período do curso de Design de Interiores da Unopar amanhã a noite (16/06).

    Muito me honra este pedido vindo de quem vem e também pela oportunidade de poder conversar com o pessoal que está iniciando na área, certamente carregados de dúvidas e incertezas sobre o futuro profissional.

    Não vou perder tempo dizendo quem sou eu, o que faço pois pelo que pude perceber eles já sabem pois conhecem e acompanham meu blog e meu trabalho. Então vou procurar focar na profissão, mercado e legislação vigente, associações, áreas profissionais possíveis, etc.

    Infelizmente não é aberto então nao posso convidar outros para participar ok?

  • CONAD 2010 – ainda dá tempo de participar

    Olá pessoal, depois de um longo período estou aqui tentando atualizar este blog.

    Seguinte, essa semana acontece em São Paulo mais uma edição do CONAD. Pelo que pude observar na programação este nem de longe vai lembrar os anteriores estando mais voltado e focado na área técnica. Parabéns à nova diretoria por esta alteração importantíssima.

    Abaixo a programação:

    Programação do CONAD 2010:

    16 de junho

    8h00 – Credenciamento dos palestrantes
    9h00 – Abertura do evento com Carolina Szabó – presidente da ABD
    9h15 – palestra 1: O design da emoção: quando a forma excede a função – Andrea Naccache
    10h30 – Coffee break
    11h00 – Palestra 2: Vitrinismo para emocionar os clientes – Sylvia Demetresco
    12h30 – Almoço
    14h00 – Palestra 3: Luz é emoção – Esther Stiller
    15h30 – Coffee Break
    16h00 – salas especiais
    Sala 1: Como projetar barcos (espaços pequenos) – Ana Cláudia Moreno
    Sala 2: Como projetar espaços corporativos – Cláudia Andrade
    Sala 3: Como projetar salões de beleza – Paulo Pascotto
    17h30 – Encerramento

    17 de junho

    9h00 – Palestra 1: Muito além do cool design – Luciana Stein
    10h30 – Coffee break
    11h00 – Palestra 2: Como entender e aproximar o projeto da expectativa do cliente – Sheila Walbe Ornstein
    12h30 – Almoço
    14h00 – Palestra 3: Pedrão e os neurônios virgens – Henrique Szcklo
    15h30 – Coffee Break
    16h00 – salas especiais
    Sala 1: Como cobrar honorários – Painel ABD
    Sala 2: Sustentabilidade e o Design de Interiores – Paola Figueiredo
    Sala 3: Como projetar áreas de saúde e o impacto em projetos de interiores – Silvana Tersi
    17h30 – Encerramento

    18 de junho

    9h00 – Palestra 1: Como a linguagem do teatro ajuda no contato com o cliente – André Garolli
    10h30 – Coffee break
    11h00 – Palestra 2: A construção invisível: uma viagem pelo processo criativo – Jum Nakao
    12h30 – Almoço
    14h00 – Palestra 3: Economia criativa – Ana Carla Fonseca
    15h30 – Coffee Break
    16h00 – salas especiais
    Sala 1: Como projetar academias – Patrícia Totaro
    Sala 2: Empreendedorismo: como alavancar a sua carreira – Eliana Mota
    Sala 3: Criando lojas de impacto – Caio Camargo
    17h30 – Encerramento