Categoria: Regulamentação

  • fidaputinhas descarados

    Estava preparando um post sobre Direito Autoral e coincidentemente a Elenara me mandou uma mensagem no facebook me alertando para o uso de textos meus sem a devida citação de fonte por diversos sites e blogs.

    Dando uma vasculhada rápida no Google fiquei de cara com a falta de respeito e de ética dessas pessoas que chamo-os de “fidaputinhas”. Safados, canalhas, sem vergonha, ladrões e tudo mais do gênero cabem aqui para denomina-los.

    São estudantes e profissionais que na maior cara de pau copiam textos completos ou partes de textos e colocam em seus sites, blogues e trabalhos acadêmicos como se fossem de sua autoria.

    A parte que fiz a pesquisa faz parte do post Tudo que você precisa saber sobre Design de Interiores e Ambientes… e que não tinha a quem ou vergonha de perguntar. *

    “Design de Interiores é uma evolução técnica e estética da Decoração. Com a necessidade urbana de espaços cada vez mais detalhados e personificados aliado aos avanços tecnológicos em equipamentos, materiais e uso destes espaços, o profissional de decoração foi ficando para trás por não ter competência, conhecimentos e nem habilidade técnica para projetar. “

    Copiem e coloquem no Google esse trecho e verão que maravilha. É um show de falta de vergonha na cara, de falta de ética e de profissionalismo e, principalmente, de respeito.

    Até trabalho acadêmico final da ESDI eu encontrei usando meu texto. Percebe-se que a IES sofre com a idiotice de alguns professores que são incapazes (ou tem preguiça mesmo) de pesquisar para avaliar os trabalhos e acabam sendo levados no bico pelos alunos. Esse especialmente terei o maior prazer em enviar uma mensagem ao Freddy Van Camp relatando o ocorrido e quero o diploma dessa pulha cancelado.

    Como se vê, mais que regulamentação, nossa área precisa urgentemente de professores sérios que formem profissionais sérios. O oba-oba que está o mercado começa em casa (na formação recebida dos pais) passa pela academia e seus professores aloprados e alienados e morre no mercado onde se vende um produto que não é seu.

    Fiquem espertos seus fidaputinhas, meu advogado já está na rua… e ele adora foder com gente safada e sem vergonha como vocês.

    OBS: aos sites e blogues sérios que aparecem na busca e que citam corretamente a fonte, o meu muito obrigado pela consideração.

     

     

     

     

     

     

     

  • “Y” x especializações

    É bastante comum aparecer aqui em meu blog, nos comentários, pessoas formadas em áreas distintas e não correlatas à Design de Interiores/Ambientes questionando sobre as especializações.

    A questão é sempre a mesma:

    “Sou formado(a) em “Y” e estou pensando em fazer uma especialização em Design de Interiores. É suficiente para o exercício profissional?”

    Sinceramente? Na maioria dos casos, não é não. A formação será bastante falha. Explico:

    Um curso de especialização tem, geralmente, uma média de 360 h/a. São aulas em finais de semana e modulares onde o professor tem de passar todo o conteúdo da ementa. Assim, você tem todo o conteúdo de História das Artes num final de semana lembrando ainda que tem o trabalho/avaliação no meio disso tudo.

    Digamos que uma pessoa formada em Administração queira fazer essa especialização. A parte de gerenciamento ela tirará de letra (e melhor que muitos formados em arquitetura, design, engenharia, etc). Porém na parte mais importante que é a técnica – envolvendo estrutural, cores, texturas, layout, ergonomia, desenho técnico e artístico e etc, ela certamente terá muitas dificuldades pois é um mundo estranho à sua realidade.

    As especializações são boas para quem está procurando uma atualização profissional, não para quem está em busca de uma nova profissão, especialmente se são de áreas “estranhas”. É aquela coisa: eu não posso fazer uma especialização em cardiologia e sair fazendo cirurgias ou prescrevendo tratamentos bem como não posso fazer uma especialização em estruturas e sair projetando pontes. E também não é porque eu fiz uma especialização em arquitetura de interiores que vou sair me apresentando como arquiteto (não tendo feito uma graduação em arquitetura).

    Logo, não é porque você fez uma especialização em Design de Interiores, que você pode intitular-se Designer.

    Especializações (aqui incluem-se os MBAs) são cursos – como o nome já diz – de especialização em algo. É o necessário “focar em algo” profissionalmente. Todas as áreas possuem hoje nichos de mercado (ou sub áreas, ou complementares) que necessitam de profissionais especialistas nelas. Eu sempre foquei em iluminação e lighting design, por isso optei por esta pós, esta especialização, esta linha de formação bastante específica.

    Portanto, se você quer entrar numa área estranha à sua (como é o caso de Design de Interiores/Ambientes) procure investir num curso de formação específica – pode ser sequencial, tecnológico ou graduação – pois aí sim você terá a formação acadêmica necessária para o pleno exercício profissional.

    Quando digo pleno, leia-se: detentor dos conhecimentos necessários para o exercício profissional. E isto não se consegue através de módulos de 20 h/a de Espaço Cenográfico, nem de iluminação, nem de desenho de detalhamento de móveis, nem de ergonomia, nem de conforto ambiental, ou de nenhuma outra disciplina constante na matriz curricular do curso.

    Se quer ser um Designer de Interiores/Ambientes, faça um curso completo.

    Quem força a entrada pela porta dos fundos cai sempre no depósito.

    Quem busca atalhos, sempre acaba machucado.

  • Sobre este blog e o Design

    Quando fui incentivado para escrever este blog fiquei pensando sobre a melhor maneira de apresentar o Design de forma concisa, objetiva e clara. Sinceramente, não sou muito fã de colocar um amontoado de fotos de produtos e os nomes de lojas onde são comercializados e os respectivos preços. Entendo que isso não significa apresentar adequadamente o Design ao mercado. Ao contrário, esta maneira distorcida de reduzir o Design a uma comercialização tácita e leviana de produtos leva os leigos a compreendê-la como uma mera vitrine de consumo sem a menor fundamentação. Desta forma o Design torna-se refém de uma inversão mercadológica voltada para a criação de necessidades quase sempre “desnecessárias”. Entendo que uma mídia (e este meu blog faz parte desta) não pode resumir sua atuação ao interesse comercial, mas sobretudo informar corretamente.

    Uma das minhas maiores preocupações desde meu ingresso na área do Design relaciona-se com o desconhecimento generalizado sobre o que vem a ser o Design. Para que serve o Design afinal de contas? Deparamo-nos constantemente com pessoas falando sobre Design. Entretanto, em seus discursos, demonstram claramente que não conhecem o que ele seja na realidade e deixam claro que não tem qualquer formação acadêmica em Design. Vemos também pessoas usando o termo Design para nomear quaisquer profissões que absolutamente nada tem a ver com o Design propriamente dito. Portanto, levo este blog por este caminho: busco conscientizar sobre o que é e para que serve o Design ao mesmo tempo que apresento alguns produtos e esclareço um pouco mais sobre as reais áreas do Design e a sua necessária formação acadêmica para o exercício profissional.

    De início, convém esclarecer alguns aspectos. Muitas pessoas reclamam sobre nomear esta profissão com um termo estrangeiro. O fato é que, por incrível que pareça, não existe uma palavra na língua portuguesa que compreenda o todo do Design. Projetista? Não apenas isso. Desenhista? Muito mais que isso. Artista? Bastante criativo também. Arquiteto? Um pouco disso também. Engenheiro? Em algumas coisas sim. O Design é um complexo jogo multidisciplinar que agrega em si muitas outras áreas, da filosofia à engenharia. Se observarmos ao nosso redor, vivemos cercados pelo Design. Esta tela pela qual me lê, por exemplo, apresenta-se como fruto de áreas do Design: gráfico, interação, web, produto – isso sem contar a área a acadêmica na qual mergulho a cada post por mais simples que seja.

    A área é Design e o profissional é Designer. Ainda, a título de exemplo, Design Gráfico (profissão) e Designer Gráfico (profissional).

    Ultimamente temos visto uma enxurrada de “X” design como já coloquei anteriormente. No entanto, a aplicação do termo Design em algumas profissões apresenta-se incorreta pelo simples fato de não haver projeto do produto final e, principalmente, reduzir-se apenas a uma técnica. Logo, pintar unhas não tem absolutamente nada a ver com Design (mesmo se considerarmos o desenho), assim como misturar tintas e dar tesouradas no cabelo também não é Design. Receitas de seja lá o que for também não é design. É preciso ter consciência de que Design não é sinônimo de artesanato ou mera técnica. Também não se forma um designer em cursos de finais de semana ou de poucos meses ou ainda que ensine a utilizar softwares, mesmo que de última geração.

    Aproveito então este post para explanar brevemente sobre quais são então, na verdade, as áreas principais do Design. Todas que apresentarei agora são “filhas” do Design (Desenho Industrial). Baseado nas necessidades mercadológicas o Design foi se especializando em diferentes áreas. Assim como ocorre na engenharia e na medicina com suas especialidades, da mesma forma, a complexidade do Design levou a compreender que um só profissional não conseguiria trabalhar com tudo. Portanto, dividiu-se o Design em áreas.

    Design de produtos:

    Tudo o que existe ao seu redor e que você usa diariamente é um produto. Talheres, canetas, carros, luminárias, celular, computadores, óculos, móveis, relógios, roupas, enfim, tudo é produto do Design. Tudo passou por fases projetuais e industriais até chegar às suas mãos. Tudo foi ergonomicamente estudado para facilitar o manuseio e a aplicação e garantir ao usuário segurança no uso e conforto. O foco principal deste profissional é principalmente a indústria, mas além da produção industrial, este profissional também atua como projetista de peças exclusivas para empresas e clientes particulares.

    Design Gráfico:

    Folhetos, cartões de visita, revistas, jornais, outdoors, cartazes, sites, logotipos, identidade visual e corporativa, painéis e letreiros, animações e todo o restante de coisas que servem para informar ou apresentar algo visualmente é um produto da área do Design Gráfico.

    Design de Embalagens:

    Um desmembramento do Design Gráfico e de Produtos. Como o próprio nome diz, trabalha especificamente com as embalagens visando torná-las mais acessíveis, ergonômicas e esteticamente melhores. É uma área que vem crescendo bastante, pois a indústria já percebeu o diferencial que uma embalagem bonita e de qualidade faz.

    Design de Interiores/Ambientes:

    Esta área, pode-se dizer, é uma evolução da Decoração. Além de trabalhar a estética do ambiente como o decorador faz, o profissional de Design de Interiores/Ambientes vai mais além: ele foi habilitado em sua formação acadêmica para executar intervenções mais profundas nos ambientes que visam a melhoria da qualidade de vida do usuário final. Além da escolha de almofadas, acessórios e cores, o profissional é capaz de resolver os espaços através da aplicação de conhecimentos como ergonomia, conforto térmico, acústico e luminoso, semiótica, projeto de mobiliários, adequação e correção de fluxos, redesign arquitetônico e outros tantos mais. É um profissional cada vez mais requisitado já no momento do início de um projeto arquitetônico, trabalhando junto ao arquiteto. Também está aparecendo cada dia mais nas reformas de edificações já prontas pela sua facilidade em retrabalhar e readequar os ambientes para novos usos. Engana-se quem pensa que um Designer de Interiores/Ambientes trabalha apenas com ambientes residenciais. Este profissional está apto a trabalhar com ambientes comerciais, corporativos, clínicas, cenografia, eventos, stands, desfiles e editoriais de moda, interiores de automóveis, barcos e aviões ente outros. Da simples troca de almofadas, passando por uma redistribuição dos móveis até uma intervenção mais ampla com troca de pisos e algumas alvenarias, você pode contar com este profissional.

    Design de Interação:

    Quem assistiu ao filme Minority Report pôde notar a quantidade de equipamentos que interagem com o usuário. De telas touch-sreen (celular, TV, câmeras digitais, etc) ao reconhecimento de voz e íris tudo é interação. E muito disso já é uma realidade hoje em dia. Os caixas eletrônicos, aparelhos de GPS e celulares tem hoje muito do Design de Interação. Mas a interação não fica apenas no físico sendo possível também através da realidade aumentada e programas que interagem com o usuário e/ou meio. Este último está sendo cada dia mais usado em casas noturnas e eventos. Na web também encontramos exemplos de interação em diversos sites.

    Lighting Design:

    Quando um profissional se forma em Design, Arquitetura ou Engenharia Civil, estes saem das academias como iluminadores. É aquela iluminação que vemos geralmente nas revistas de decoração, geralmente com excessos de luz pois o que foi aprendido é iluminar: colocar luz. O Lighting Design é um passo adiante na iluminação: ele tem a sua raiz na iluminação cênica, aquela de palcos de teatro e shows. Aliando as técnicas da iluminação convencional com as cênicas este profissional consegue trabalhar os ambientes com uma linguagem única que busca o refinamento estético e as explorar as sensações do usuário através da luz. É a arte de iluminar retirando a luz desnecessária. Hoje, a iluminação é responsável por 70% do efeito final de um projeto. Este profissional também trabalha com a pesquisa e criação de produtos específicos para os projetos como luminárias, lâmpadas, filtros e outros mais, além da luz natural.

    Design de Moda:

    A Moda alcançou hoje um nível de excelência tão grande que a necessidade de uma formação mais ampla dos profissionais se fez presente. O profissional desta área forma-se não para ser mais um estilista, mas sim, para também ser o profissional encarregado por todo o processo dentro de uma indústria de confecção. Da criação dos modelos ao lançamento da coleção existe um árduo e longo processo que envolve a escolha de tecidos, aviamentos, muitas vezes a criação de algo novo (design têxtil), viabilidade econômica e mercadológica entre tantas outras coisas mais. Este profissional é o responsável pelas roupas, calçados, jóias, cintos, bolsas e acessórios que você usa diariamente.

    Existem ainda outras áreas específicas que estão desvinculando-se e formando seus próprios campos. Todas as áreas conversam entre si, trabalham juntas e às vezes com os mesmos projetos e produtos. Outras vezes, num mesmo produto, cada um desenvolvendo o seu foco.

    Como se pode ver, o Design é uma ferramenta fundamental hoje em dia seja no campo corporativo ou pessoal.

    A verdade é que não se vive sem Design hoje em dia.

  • NBRs e o exercício profissional

    A Marcia Nassrallah publicou no grupo do blog lá no facebook um link para esta materia sobre a NBR 15.575. (importante que leiam a matéria e consigam a NBR)

    Ok. Se com normas o mercado já é uma zona e temos “proficionaus” sambando na cara de todos nós (mercado, profissionais, conselhos e porgãos, etc) fazendo as suas caquinhas, imaginem se não as tivéssemos.

    O problema é que, a partir do momento em que você é OBRIGADO a seguir uma norma para o seu exercício profissional, esta deve ser de livre acesso e não paga como acontece com a ABNT.

    Sou obrigado a seguir as ditas normas mas tenho de pagar fortunas para ter acesso às mesmas.

    Você alguma vez já tentou fazer as contas de quanto ficaria a sua compra de todas as NBRs que você precisa diariamente no exercício profissional? Se não, entre no site da ABNT e faça as contas.

    Pois bem, lá fui eu no Google tentar conseguir uma cópia na NBR 15.575 e nada da versão final. Só consegui as versões anteriores e que sofreram alterações no texto final.

    Porém, lendo o livro (sim, é enorme) percebi que esta norma pode afetar seriamente a atuação dos Designers de Interiores/Ambientes. Tem dentro dela sérias prerrogativas que podem ser utilizadas judicialmente para diminuir a nossa atuação profissional por pessoas (e entidades) de má fé e que são contra a nossa atuação profissional.

    Fiquei bastante preocupado ao perceber que, enquanto a ABD diz estar trabalhando em favor da profissão, deixou passar esse elemento em branco, não informando nada aos seus associados e tampouco intervindo junto à equipe que elaborou o texto desta norma.

    As especificações da referida norma sobre conforto acústico, lumínico, partes hidráulicas, assentamento de pisos entre vários outros componentes também da áreas de Design de Interiores/Ambientes me soou como mais uma manobra para uma reserva de mercado para outros profissionais que algo voltado realmente à exigência do cumprimento de padrões mínimos de qualidade projetual.

    Acreditem: tem uma parte (usabilidade e acessibilidade) que fala sobre mobiliários. Por exemplo: um quarto de casal DEVE conter uma cama de casal, um armário e um criado no mínimo (todos estes com dimensões minimas especificadas na norma). Para validação/aprovação do projeto, fica a análise projetual (feita por quem?). Aí vem a pergunta: e se o cliente não quiser criado, ou se desejar uma cama tipo tatame (que tem dimensões fora das especificações da norma) entre tantas outras questões que cabem nesse sentido?

    Tem também a parte que fala sobre a especificação e assentamento de pisos e revestimentos que, pelo texto que tive acesso (versão 2009) deixa a situação preocupante.

    Vejam bem, tempos atrás citei o caso de uma cliente que, visando baixar os custos (sovina que só), comprou um piso diferente do que eu tinha especificado sem me consultar ou meu acompanhamento. O instalador também foi contratado por ela “numa vila qualquer” deixando de lado as minhas indicações, também por causa do preço do serviço. Agora ela está lá (menos de 3 meses depois) com parte do piso estufando e grande parte manchada.

    Eu sou o responsável por isso?

    Outro ponto que me faz pensar assim é que em muitos pontos, especialmente na parte que fala sobre área construída. Nos dá a impressão que esta norma foi elaborada por construtoras e por trás da imagem de proteção ao consumidor final está, na verdade, a proteção à estas empresas e seus projetos insanos com espaços reduzidíssimos. PD minimo para um banheiro de 2,20m??? Ah vá…

    Por exemplo: não há exigências de iluminação natural em corredores e escadas de edifícios. Custa muito para as construtoras colocar um vidrinho???

    Tem vários outros pontos ali que fiquei seriamente preocupado. Posso estar escrevendo algumas bobagens aqui, mas isso se deve ao fato de não ter livre acesso à esta norma. Para tê-la na íntegra (6 partes) tenho de desembolsar o total de R$

    Qual a legitimidade da ABNT?
    A ABNT foi reconhecida como único Foro Nacional de Normalização através da Resolução n.º 07 do CONMETRO, de 24.08.1992.

    Segundo o professor Doutor Bianco Zalmora Garcia:

    “O problema é o que se entende por legitimidade aqui. Uma vez assumido como instrumento normativo que obriga, o seu acesso dever ser universal e gratuito. Sob nenhuma hipótese, numa sociedade sob o Estado Democrático de Direito, deve ser constrangido a obediência, a uma norma que não é disponibilizada universal e gratuitamente. Ja pensou se a Constituição Federal fosse produzida por uma empresa e que para cumpri-la tivessemos que compra-la numa livraria ou numa banca de revista ou por uma loja virtual?
    A legitimidade também atinge a representatividade. A ABNT apresenta graves déficits de legitimidade neste sentido. Se qualquer cidadão, no seu livre exercício profissional, tem que obedecer uma norma, ele deve reconhecer como legítimos os procedimentos de representação do Forum que apresenta um status normativo. A representação deve ser democrátiva, portanto, representativa dos diversos interesses relacionados com os diversos segmentos a serem representados. Nenhuma entidade, sobretudo de caráter empresarial que agrega lucros de sua atividade, tem qualquer legitimidade senao for constituída, via representação popular.
    A legitimidade democrática de qualquer forum representativo deve ser amparada constitucionalmente para ter o poder normativo sobre quaisquer segmentos profissionais ou não da sociedade.
    Portanto, a pretensa obrigatoriedade da ABNT não se sustenta por duas vias: a da ausencia de legitimidade institucional (não reconhecemos a ABNT como expressão da representação apoiada nos preceitos democráticos constitucionais) e tampouco pela ausência de legitimidade na imposição de normas tranformadas em produtos de mercado a serem comprados o que afeta os princípios de universidade de acesso e gratuidade.”

    Porém, nem tudo é nefasto ou estranho nessa NBR. Algumas exigências vem de encontro ao que eu sempre defendi: o projeto deve ser mais pensado no usuário que no autoral (como aquela velha história do beiral inexistente onde a criança caiu). Ao menos nesse ponto, ela vem para frear as sandices egocêntricas de alguns profissionais.

    Tem também de muito bom a questão do fortalecimento e aumento sobre a responsabilidade técnica para os profissionais na especificação dos produtos e na parte projetual (que defendo e muito).

    Defendo sempre esse tipo de coisa pois acredito que só assim chegaremos a um mercado realmente sério. Porém, ter de pagar para ter acesso a detalhes que sou obrigado a seguir (com aval do governo federal) é injusto, anti-ético, imoral e antidemocrático.

  • Picaretagem via internet

    É, tentei não escrever sobre o assunto mas diante da barbárie que o mesmo representa para o mercado e, principalmente, para a classe de profissionais sérios, não posso deixar passar em branco.

    Desculpem o palavreado chulo mas, que M* é essa?

    É por isso que a nossa profissão não é respeitada e valorizada nesse país.

    Dá para trabalhar via internet? SIM. Nunca neguei isso. Desde que se tenha um mínimo de ética profissional e seriedade.

    No entanto, enquanto assistimos aos amigos designers gráficos sérios lutarem contra empresas como a WeDoLogos – que prega um estilo de concorrência criativa à preço de banana (ou seja: você faz o projeto da logoMARCA, envia pro site e o cliente escolhe entre os trabalhos enviados. Quem leva, leva por uma ninharia absurda) – descobri dias atrás um site que não faz a concorrência criativa, porém desrespeita completamente as regras básicas de mercado na área de Design de Interiores.

    Já até tinha colocado esse assunto no grupo do blog lá no facebook mas vale a pena voltar ao mesmo por aqui para alertar o mercado e até mesmo os profissionais sobre isso. Depois quando eu escrevo que o mercado está sendo invadido por um bando de prostitutas(os) que só fazem denegrir a profissão, tem gente que vem me xingar nos comentários.

    Pra piorar o tal site não apresenta absolutamente nada de currículo das “profiçonaiz” envolvidas. Só uns deseinhos (nem fotos reais são) com os nomes que deixam o site mais com cara de coisa relacionada a moda que a decoração ou interiores.

    Mas vejam isso que marravilha:

    Valores de projetos:

    ‎1 Ambiente: R$ 700,000
    2 Ambientes: R$ 1.260,00
    3 Ambientes: R$ 1.770,00
    4 Ambientes: R$ 2.220,00
    5 Ambientes: R$ 2.600,00

    Achou péssimo isso? As fulanas sem rosto e sem CUrrículo ainda conseguem piorar tudo…

    Pois ainda tem promoção de férias no site:

    2 ambientes com 5% off – de R$ 1260,00 por R$ 1197,00
    3 ambientes com 10% off – de R$ 1770,00 por R$ 1539,00
    4 ambientes com 15% off – de R$ 2220,00 por R$ 1887,00
    5 ambientes com 20% off – de R$ 2600,00 por R$ 2080,00

    Quer mais ainda? Encontrei o anúncio desse absurdo virtual no site da revista Casa Claudia. Tudo com as bênçãos dessa que diz ser a maior e melhor revista da área. LA-MEN-TÁ-VEL!!!! Depois querem que eu acredite que não existe “jabá” para figurar lá dentro…

    Me poupe!!!!

    Depois que lancei a coisa no facebook, olhando o site hoje, percebi algumas alterações. Dentre elas uma seção de perguntas e respostas onde em uma diz que sim, são designers reais. Logo após, em outra pergunta sobre reforma da casa toda eles dizem que para isso é necessário que a pessoa entre em contato com um escritório de “arquitetura de interiores”.

    Pera lá, se realmente fossem Designers e tivessem tido uma formação séria numa universidade também séria saberiam que um Designer de Interiores/Ambientes tem conhecimento e capacidade para fazer a reforma da casa toda (incluindo aqui cozinhas, banheiros, área de serviços que eles não fazem) portanto, não indicariam um escritório real de arquitetura e sim o de um designer. Como se não bastasse o desrespeito com os valores ainda fazem o desfavor de denegrir e menosprezar a classe profissional à qual “dizem” pertencer ao se apresentarem como “dezáiners”.

    Outro detalhe é que de Design de Interiores os projetos não tem nada. É apenas o trabalho que qualquer pessoa com um mínimo de bom gosto numa cidade que tenha lojas decentes de móveis e acessórios consegue fazer.

    Lançar móveis prontos sobre uma planta baixa de forma “bonitinha” ou “arrumadinha” qualquer um faz. Quero ver é entrar com projeto que exija produção, intervenções mais profundas no ambiente, personalização. Com a “vitrine de parceiros” o que me vem à cabeça é o seguinte: jogam o preço do projeto lá embaixo pois ganham nas RTs dos tais parceiros e, claro, isso eles não dizem no site.

    Como se não bastasse isso, a Ro (Simples Decoração) me mostrou lá no face um outro site semelhante que apresenta um tal de “Coach Decorador” – que não faço a menor idéia do que venha a ser isso – e ainda apresenta um selo de certificação de um órgão que nunca ouvi falar em lugar algum.

    Pera lá gente. Assim não tem como, assim não dá. Alguém me arranja uma bazuca???

    Temos de matar um leão por dia no mercado para conscientizar o mesmo da importância e seriedade de nossa profissão para, do nada, me aperecer um bando “sem cara e sem currículo” e foder – desculpe a palavra mas não cabe outra – com todo o trabalho de anos de profissionais sérios??

    Trabalhar via web é possível SIM. Mas por mais distante que esteja o cliente, ao menos uma visita real você tem de fazer se quer que seu projeto seja realmente executado e que tudo saia dentro do planejado. Isso o cliente tem de ter consciência.

    Se quando estamos com uma obra, visitando-a diariamente, os parceiros (pedreiros, encanadores, eletricistas, etc) já conseguem aprontar poucas e boas, imagina se você nem der a cara na obra? O que vai virar a bagaça??? 90% dos parceiros não tem leitura de planta baixa e os clientes sempre buscam os preços mais baixos destes.

    Sinceramente? Cliente honesto e mercado ético não tem como levar a sério isso.

    E onde está a ABD que diz representar e trabalhar em nome dos profissionais para coibir esse tipo de absurdo?

    Eu aderi à ABD à convite do Jéthero – que respeito muito – que está na diretoria atual. Mas já estou arrependido pois só estou pagando, pagando e pagando pra não receber absolutamente NADA em troca.

    Não se vê qualquer ação séria e efetiva da ABD para arrumar o mercado, impor normas e tampouco buscar um projeto de regulamentação profissional sério – pois o que estão tentando colocar não vai melhorar em nada e sim manter tudo na mesma zona que está.

    Desde que criei este blog venho cobrando da ABD que faça a correta distinação entre decorador, designer e arquiteto porém eles comodamente e covardemente não o fazem. Antes alegavam que por eu não ser associado não tinha direito a exigir nada. Agora, como associado pagante, simplesmente não recebo resposta alguma. O resultado dessa falta de atitude e peito da ABD de enfrentar os problemas de frente? Isso que acabo de relatar neste post é apenas um dos resultados – os outros vocês já conhecem bem e encontram facilmente aqui em meu blog. Isso já é o fundo do poço para os profissionais de Design de Interiores/Ambientes.

    Se você é cliente e leu isso tudo, abra seus olhos e exija do seu profissional o seu currículo acadêmico. E se ele colocar valores muito baixos, desconfie da seriedade do mesmo.

  • citação

    Estava aqui lendo ainda meu reader e me deparei com um texto de um blog de arquitetura. Um debate sobre o CAU onde a autora responde a um colega que a está atacando por dizer verdades que muitos preferem – comodamente –  fazer de conta que não existem.

    Engraçado que lendo o texto dela me vi ali. Constantemente sou atacado por dizer verdades que doem em muitos. Mas são verdades que precisam ser ditas e este é um dos fatores principais do nascimento deste meu blog.

    Portanto, compartilho aqui um trecho da resposta que ela deu:

    “Não considero as pessoas que divergem das minhas opiniões como inimigos, e nem pretendo que vou converter essas pessoas para a minha maneira de pensar. Para mim essa divisão de pensamentos que levam a atitudes de desrespeito, de agressões verbais e até físicas, ficaram no passado, derrubadas juntas com o muro de Berlim. Tampouco me considero melhor ou pior que outros colegas, pois sei quem sou, o que sou capaz de pensar e de realizar, e o que já pensei e realizei. Não preciso atemorizar e nem humilhar ninguém para me sentir melhor. Não preciso de me agrupar para me escudar nos outros nas minhas fragilidades. Não preciso de prestigio e nem de adulações para me iludir ser importante.

    Porisso, Iran, os nomes não são importantes, mas as idéias, sejam elas certas ou equivocadas, elas sim são importantes. No caso do CAU, os poucos menos de 100 envolvidos na sua implantação precisam, como eu e alguns colegas, entender que estamos à serviço dos colegas, os 100 mil arquitetos, que não tem a oportunidade de opinar como querem o seu Conselho, e até se querm seu Conselho. Eles serão simplesmente obrigados a se registrarem no CAU e estarão sob a sua fiscalização, pagando anuidades, taxas e serviços para serem fiscalizados profissionalmente.”

    Engraçado perceber como essa resposta tem tudo a ver com as associações de designers.

    Até quando vocês ficarão aí com travas nos olhos fazendo de conta que não existem problemas sérios em nossa profissão que merecem ser tratadas de forma urgente e enfática??

    Até quando vocês ficarão aí agindo como se tudo isso não tivesse nada a ver com vocês?

    #FalaSério

    Por sinal, este é um blog excelente para leitura pois é bastante crítico. Vale a pena cada post.

    ;-))

  • Artigo definido: LIGHTING DESIGN – UM ESBOÇO SOBRE SEU ESTATUTO EPISTEMOLÓGICO.

    Pois é galera, finalmente defini o tema de meu artigo da pós do IPOG.

    LIGHTING DESIGN – UM ESBOÇO SOBRE SEU ESTATUTO EPISTEMOLÓGICO.

    De modo resumido, será isso que vou analisar:

    1. PROBLEMAS:

    Problema Geral
    A falta de uma denominação, delimitação e/ou definição correta da área profissional para os profissionais que trabalham com iluminação.

    Problemas específicos
    Qual a denominação mais adequada à ser utilizada pelos profissionais?
    Qualquer pessoa formada em engenharia, arquitetura, design e outras áreas que utilizam a luz como ferramenta pode utilizar-se desta denominação?
    “X” é uma especialidade ou um simples complemento de outras áreas?
    Qual a permeabilidade da área?
    Qual a hibridicidade da área?

    2. OBJETIVOS:

    Objetivo Geral: 

    Estabelecer um esboço para um estatuto epistemológico da área profissional de iluminação.

    Objetivos Específicos:
    Investigar se a área de Lighting Design pode ser fechada com exclusividade dentro de alguma outra baseada na formação acadêmica e assim propor a definição da denominação da área;
    Verificar se o direito adquirido por outras áreas pode barrar a independência desta nova área;
    Analisar a permeabilidade da área sobre outras e verificar o que torna esta área híbrida mostrando o porquê desta hibridicidade gerar uma área pura, exclusiva e não poder ser fechada dentro – ou exclusiva – de outra.

    3. HIPÓTESES
    O mercado está interessado e necessita do profissional de Iluminação especializado.
    O aprendizado formal em Iluminação favorece o desempenho de um profissional de Iluminação
    O profissional de outras áreas sente necessidade de conhecer e aprender aspectos qualitativos e quantitativos da luz para trabalhar com iluminação pois sua formação acadêmica foi insuficiente.
    O mercado de trabalho exige um aprendizado formal para um profissional de Iluminação.

     

    Bom, como puderam perceber é uma bomba (eu e minhas santas sandices que invento e me meto ahahahahha) e vai me dar uma trabalhão danado escrever este artigo. Vou utilizar dois questionários para reforçar as idéias:

    a – destinado aos profissionais que atuam exclusivamente com iluminação

    b – com profissionais de outras áreas que trabalham TAMBÉM com iluminação em seus projetos.

    A dificuldade é contar com a sinceridade e honestidade no segundo grupo, então, creio que o melhor caminho seja realizar estas entrevistas pessoalmente ou através do MSN ou Skype (com câmera), assim consigo perceber quando o entrevistado enrola, titubeia, não responde de imediato (acaba pesquisando para responder corretamente e não passar carão) entre outras coisas.

    Assim que tudo estiver pronto vou disponibilizar o questionario para profissionais de iluminação.

    Os profissionais de outras áreas (engenharia, arquitetura, Interiores e Ambientes, decoração, design, etc) que desejar me ajudar nesta pesquisa respondendo à entrevista, é só entrar em contato comigo pelo e-mail LD.PAULOOLIVEIRA@GMAIL.COM me passando o contato do MSN ou do Skype para que eu possa adiciona-los e realizar a entrevista ok?

    Mas lembro que somente iniciarei as entrevistas com outros profissionais em agosto.

    Abraços a todos ;-)

    P.S. > continuarei meio sumido aqui do blog por causa desse artigo mas não os deixarei na mão, fiquem tranquilos.

  • Design de Interiores/Ambientes – localização

    Tenho visto ja a um bom tempo pessoas tentando definir ou explicar o Design de Interiores/Ambientes. Porém percebo que tais visões encontram0-se sempre distorcidas por vários fatores tácitos ou explícitos.

    Então, lá vou eu tentar resumir um pouco essa bagaça e tentar botar ordem na casa.

    Estou bem sem tempo agora, portanto vou apenas lançar algumas idéias que podem servir como direcionamentos para debates e pesquisas sobre o assunto ficando, portanto, bem longe de querer bater o martelo sobre este assunto.

    Sobre o projeto de regulamentação do Design, Interiores/Ambientes foi excluído do projeto como já exposto aqui neste post.

    Mas vamos desenvolver a análise sobre os pontos que provocaram essa exclusão:

    1) ABD

    A ABD insiste em não fazer a distinção correta entre os profissionais que são associados a ela. Ali, encontramos Designers, arquitetos, engenheiros, decoradores (sim há muita diferença) e pessoas não formadas em POHHA nenhuma. Assim, ela lança o status “Designer” para qualquer um. A impressão que fica é: pagou a mensalidade, és dezáiner (SIC).

    É óbvio que a ABD não vai se mecher nesse sentido. Afinal, as estrelinhas são, em sua maioria, arquitetos. E se a ABD fizer esta distinção, certamente muitas estrelinhas irão se sentir ofendidas e sairão da associação. E, associação sem estrelinhas, é o mesmo que associação sem crédito na praça.

    Esta semana mesmo vi uma arquiteta paisagista  se apresentando na TV como “Designer de Exteriores” (PASMEM!).

    É o KCT!

    É paisagista ou arquiteta e ponto final.

    Assim, fica mais fácil$$ para a ABD manter-se calada comodamente. Faz vista grossa sobre este e diversos outros detalhes e só se mexe quando a água bate na propria bunda – caso aconteceu no caso da Brandalise.

    Sobre a avaliação dos cursos indicados pela ABD, pelo que se percebe, qualquer lixo entra naquela lista. E também há o caso de que a própria ABD estimula as diversas formações dando status igual a elas. Sem contar que tem cursos que aparecem no site da ABD como reconhecidos que tem qualidade altamente questionável seja pela estrutura curricular, ementário e corpo docente.

    Eu, sinceramente, estou perdendo o crédito – novamente – na ABD. Jéthero, me perdoe dizer isso mas essa é a verdade. Acreditei em você, por isso me associei. Mas vejo que você não passa de mais um voto vencido lá dentro, infelizmente, como sempre aconteceu com quem tentou levar a VERDADE lá para dentro.

    Isso já está cansando.

    2) Outras associações

    ADP, ADEGRAF e tantas outras associações das outras áreas que existem no Brasil. São válidas sim e estas – ao que parece – agem com mais dignidade que a ABD, lutando por seus profissionais representados.

    No entanto, é um descabimento ter de ler profissionais de Design Gráfico ou Produto – apenas – tentando definir o que é ou onde se encaixa Design de Interiores/Ambientes dentro da raiz DESIGN.

    Nem vale à pena repetir aqui as asneiras que tenho lido. Isso se deve a um simples fator: eles não são da área, não a conhecem profundamente como conhecem as suas próprias. Acabam se deixando levar por “achismos” (Morin) e disseminam estes absurdos como se verdades fossem.

    Devo ressaltar aqui também o preconceito de alguns com relação à Interiores/Ambientes. Ressalto que preconceito = pré-conceito de algo, desconhecido com exatidão.

    3) Design

    Se formos analisar friamente, hoje não existe mais essa de Produto ou Gráfico puro. O que existe, na verdade, é o Design e as suas possíveis especialidades.

    Vejam bem, esta imagem vem de um PDF da ADEGRAF explicando alguns dos porquês da necessidade da regulamentação:

    Como se vê, Design é uma área permeável, multi, intra e transdisciplinar. Assim como ela influencia e/ou avança sobre outras áreas, também sofre influências destas.

    É impensável hoje em dia alguém afirmar que a área de produto lida apenas com produtos. Isso é MENTIRA!!! Assim como Gráfico também não lida apenas com Gráfico.

    Para desenvolver um produto, por exemplo, invariavelmente, o profissional terá de lidar com outras “disciplinas” – vamos chamar assim – à saber alguns exemplos bem rápidos:

    – do produto vem a concepção desenho (gráfico) e detalhamento geral do objeto, o conhecimento técnico, estrutural, materiais, texturas, etc.

    – do gráfico temos toda a parte de representação gráfica necessária para a apresentação e entendimento do objeto, cores e grafismos, etc

    – das engenharias vem a parte estrutural, resistencia dos materiais, produção, etc

    – da psicologia vem tudo o que engloba a parte sensorial, perceptiva, usabilidade, conforto, etc

    – da administração vem todo o processo produtivo, vendas, etc

    Da mesma forma podemos fazer a análise acima com relação ao Gráfico ou a qualquer outro tipo de Design.

    Como se vê, não existem mais áreas dentro do Design, o que existem são as especialidades que dialogam entre si. O que acontece é que cada profissional é quem escolhe como e com o que trabalhar.

    4) Design de Interiores/Ambientes

    Este faz parte da arquitetura?

    Pode até fazer, mas é um elo tão infimamente ridículo que resume-se apenas à edificação. O uso que se fará desta e como se dará este uso.

    As imagens abaixo ( também do PDF da ADEGRAF) reforçam esta minha visão:

    Existe alguma diferença no método de desenvolvimento de projetos entre um Designer de Interiores/Ambientes e outros Designers?

    Não! É exatamente a mesma coisa. Tudo gera em torno de um problema (o ambiente e seu uso) e na busca da melhor solução para ele (o produto final).

    As dificuldades de inserção ou diálogo com equipes multidisciplinares é a mesma. E, da mesma forma, estas equipes acham que sabem/entendem o sufuciente sobre Design a ponto de acreditar que não necessita de um profissional desta área junto delas. Porém, aquelas que já perceberam esse erro e assumiram profissionais de Interiores/Ambientes como membros das mesmas estão obtendo resultados fantásticos, antes impensáveis.

    Com relação à sua participação na área DESIGN, esta se faz bem mais presente pois o que o profissional desta área busca é a solução de problemas assim como qualquer outra área do Design. Não é o mero ajeitar de peças dentro de um espaço buscando a disposição mais “bonitinha”. É bem mais que isso.

    – Projeto de mobiliários: sim, o Designer de Interiores/Ambientes é capaz de realizar projetos de mobiliarios da mesma forma e padrão que um designer de produtos faz. A diferença é que este produto pode ser confeccionado como peça exclusiva (que também acontece no DP) ou seriada. O projeto é o mesmo.

    – No trabalho com cores e texturas entra a parte gráfica. Sim, pois não é raro vermos grafismos em projetos sejam na pintura de uma parede, na paginação de um piso, na composição têxtil de um jogo de cama ou panejamento (têxtil), entre outros alémde que sempre nos vemos desenvolvendo novos padrões de texturas para superfícies.

    – Superfícies? Porque não? Afinal sempre nos vemos trabalhando com materiais diversos buscando a melhor solução estética para alguma coisa através do tratamento das diversas superfícies de um projeto (produto final).

    – Materiais também pois nos vemos constantemente pesquisando e até mesmo desenvolvendo novos materiais ou aplicações para os já existentes.

    – Produtos novamente pois é bastante comum – especialmente na área de lighting ou num projeto de iluminação (que faz parte de Interiores) – desenvolvermos luminárias, suportes e outras partes para servir de suporte para o projeto  ou até mesmo para ser a peça central do projeto. Aqui inclui-se até mesmo alteração/inserção de elementos arquitetônicos.

    – Gráfico mais uma vez que engloba toda a parte de apresentação de um projeto – dos rabiscos na concepção ao desenho final do projeto executivo.

    Enfim, se formos esmiuçar tudo ainda cabem diversas transições entre-áreas do design que formam o Design de Interiores/Ambientes. Esta lista ficaria bastante extensa. Assim ocorre em qualquer outra área do Design. Pegue um caderno aí (ou o word) e procure fazer isso com a sua área e perceberá o quanto ela é maleável, dialoga e por vezes usa especialidades de outras áreas sem que você se dê conta.

    Assim, se for para falar ou tentar definir sobre Design de Interiores/Ambientes, que o façam os Designers desta área.

    Portanto, reitero aqui a minha posição: regulamentem o DESIGN.

    Depois, dentro do Conselho, regulamenta-se as especialidades.

  • E vamos que vamos

    Pois a correria tá grande e o tempo muito curto.

    Bom pessoal, lá vou eu com um tapão na fuça de alguns ok? Não se assustem.

    Quero e preciso destacar aqui que deu entrada no Congresso Nacional um projeto de regulamentação do Design (mais um).

    Ótimo! Espero realmente que dessa vez a coisa ande.

    Porém tenho algumas considerações à fazer sobre o referido projeto. Isso terá de ser muito debatido pois do jeito que está, vai dar complicações.


    Coloquei na resposta no Portal DesignBR o seguinte sobre o mesmo:

    “(Comunicação Visual, Desenho industrial, Programação Visual, Projeto de Produto, Design Gráfico, Design Industrial, Design de Moda e Design de Produto)

    é,

    pra não variar, a panelinha dos “dotôres” do dezáine brasuca excluíram mesmo interiores/ambientes do processo demonstrando claramente o quanto entendem realmente sobre Design.

    Entendem tanto que não conseguem perceber a obviedade da áres de interiores/ambientes ser parte da matriz Design.

    LAMENTÁVEL!

    Mas observem o absurdo disso:

    Art. 5º A denominação “designer” é reservada aos profissionais que atendam as exigências previstas no art. 3º, desta Lei.

    Ah sim senhores dôtores, então nós da área de Interiores/ambientes não poderemos nos apresentar mais como Designers? Aham… senta lá cráudia… pode sentar…

    Art. 7º A pessoa física ou jurídica que desempenhar ilegalmente as atividades reservadas aos profissionais de que trata esta lei, ficará sujeita as sanções previstas no Decreto-Lei nº 3.688, de 1941.

    Aham cráudia, continua sentadinha tá??? Eu vou sim continuar a usar o título que tenho e quero ver quem vai me impedir.

    Não, não sou contra a regulamentação e todos sabem o quanto luto por ela. Meu blog e este portal são provas disso.

    No entanto, nao posso ficar calado diante desse absurdo.

    Fica aqui registrado o meu protesto com relação a isso e intimo os “dotôres” que estao fazendo isso a efetuar consultas públicas no congresso, convidando os Designers de Interiores/Ambientes para o debate.

    Mas não associações vendidas, chamem os profissionais. E nao ajam, novamente, desta forma sorrateira e covarde.

    Apoio a causa, mas nao o meio.

    Como se vê, o projeto não contempla a área de Interiores/Ambientes e tampouco sonha com a existência da de Lighting.

    Isso se deu por dois motivos que já expus aqui neste blog e vale a pena ressalta-los:

    1 – porque o grupo que se reuniu para elaborar este projeto convidou a ABD para fazer parte e a mesma fez pouco caso dizendo que tem um projeto próprio de regulamentação da área de Interiores. Porpem vale ressaltar aqui que até hoje a ABD não teve culhões para separar decoradores, arquitetos e designers e continua insistindo no ERRO de classificar todos como designers. E o projeto que a dita cuja pretende enfiar no Congresso Nacional seguirá essa linha tosca de pensamento.

    2 – porque a maioria dos “dotôres” que participaram da elaboração deste projeto preferem viver no achismo (Morin) à ir pesquisar sobre o que realmente é Design de Interiores/Ambientes. Preferem continuar vomitando seus lixos intelectualóides sobre uma coisa que sequer se preocuparam em ler sobre, em conversar com um profissional da área realmente sobre.

    Mas vale ressaltar que nos dois casos há um “argumento” velado: não querem se indispor com o pessoal da arquitetura.

    Cráudias, um detalhe:

    DESIGN DE INTERIORES/AMBIENTES NÃO É ARQUITETURA FOFFY’S, É DESIGN!!!

    Dá pra entender isso?

    Porém a coisa é mais grave: este projeto elimina outras vertentes (áreas) do Design.

    Eu já tinha falado várias vezes que o correto seria um projeto que regulamentasse o DESIGN.

    Depois disso, no Conselho à ser criado, regulamentariam-se as áreas.

    Mas os “dotôres-sabe-tudo-e-reis-da-razão” preferiram seguir seus egos. Ou melhor, as associações e grupinhos “falando em nome de” sem consultar os inúmeros “des”, que são os profissionais.

    Isso vai sim dar merda!!!

    Então, já que está no Congresso Nacional o projeto, vamos lá, para ajudar nisso tudo:

    1) Que se promovam audiências públicas (várias – pois o tema é amplo e complexo) onde os profissionais sejam convidados a participar, opinar, alterar enfim, fazer parte do processo que irá regulamentar a sua área profissional e que este não seja feito nos bastidores, apenas com grupinhos que se acham os reizinhos da cocada branca.

    2) Que estas audiências não sejam realizadas apenas em Brasília dada a dificuldade de acesso para quem mora longe, mas sim que sejam realizadas plenárias em todos os Estados (e não só nas capitais) para que um maior número possível de profissionais possam ser ouvidos. Me disponho a organizar aqui no interior do Paraná.

    3) Também que nestas audiências sejam realizadas mesas separadas por áreas, para que todas possam ser ouvidas em suas reivindicações e realidades, sem a interferência de outras áreas ou de “achistas” de plantão.

    Sim, é uma intimação isso!

    Se é pra ser, que seja.

    Mas que seja JUSTO, CORRETO e ÉTICO para TODOS os profissionais de Design.

    E aí?

    Vão encarar?

  • (RE)Design

    (re)formar, (re)fazer, (re)dimensionar, (re)distribuir, (re)organizar, (re)locar, (re)layoutar, (re)fluxogramar, (re)orientar, (re)aproveitar, (re)criar, etc.

    Palavras todas parecidas, com significados diferentes, mas que fazem parte do significado da palavra REDESIGN!

    Redesign: n (change in design) redesenho sm; reestruturação sf. vtr (change design of) replanejar vt; v Replanejar, planejar novamente.

    Espanhol: v. rediseñar, reformar; Francês: v. remodeler; reconcevoir, replanifier; Alemão: v. neu entwerfen; Italiano: v. rimodellato, riprogrammato; Russo: г. спроектировать заново; переделать; Holandês: ww. opnieuw ontwerpen; Inglês: v. plan again, devise again; draft again, make a new preliminary sketch; Grego: (Lex**) επανασχεδιασμός;

    O re-design é a reformulação do design de algo. Essa necessidade de renovação pode surgir por diversar razões. Pode ser pelo aparecimento de novas técnicas, de novos materiais, para eliminar falhas existentes, para adequar algo a um novo uso ou como estratégia de marketing para renovar o produto no mercado – em interiores especificamente aparece no nicho Home Staging que falarei num próximo post.

    O termo design tem também outra forma de interpretação além de desenho. Pode ser compreendido como projeto, projetar. Portanto, o redesign poderia ser entendido como reprojetar, reformular não só conceitos visuais, mas sistemas, produtos, etc.

    É difícil – quase ausente – a presença deste conteúdo nas academias infelizmente. Os professores preferem fazer de conta que isso não existe ou que isso não faz parte das atribuições do Designer.  Muitas vezes tenho lido a palavra redesign como sinônimo de restauração de móveis apenas, o que é um absurdo. Em alguns casos parece que este é um assunto proibido. Um tabu “moderno”.

    Pois eu digo que faz sim parte de nossas atribuições como Designers de Interiores/Ambientes!

    Longe de questões arquitetônicas e estruturais (que ficarão nas mãos de profissionais habilitados para tal), a questão do redesign de interiores/ambientes ou de edificações merece uma maior atenção nos cursos superiores. Se estudamos para melhorar a qualidade de vida do usuário, adequando os espaços/ambientes às suas necessidades, faz-se necessário, vez ou outra, que as alterações sejam mais profundas.

    Nesse sentido, o ReDesign aparece como uma ferramenta necessária e útil para o exercício profissional pleno dos Designers de Interiores/Ambientes. Importante salientar que o ReDesign não é arquitetura ou engenharia. A edificação já está pronta, já foi entregue, já foi paga, já possui um proprietário/usuário real.

    Para exemplificar sobre o que estou falando vou utilizar um exemplo prático vivido por mim tempos atrás:

    Uma cliente minha comprou uma casa em fase de acabamento. No entanto ela não buscou a mim ou a qualquer outro profissional para acompanha-la nas visitas para realizar uma avaliação do imóvel. Acabou comprando uma bomba de alvenaria. SE ela tivesse me chamado para ver esta residência, teria falado para esquecer esta casa e procurar outra. Em resumo a situação era a seguinte:

    1- A casa começou a ser construída na década de 80. Nesse período foi construído apenas o pavimento inferior sem ser acabado, ficando no reboco apenas.

    2- Já vi casas e apartamentos mal divididos mas essa residência supera qualquer absurdo nesse sentido.

    3- Em 1993 foi feito um projeto para acrescentar o pavimento superior, repetindo exatamente o mesmo desenho do inferior somando, no final das contas, mais de 300m² de área construída.

    4- A casa não respirava e tampouco aproveitava o que fosse de luz natural.

    5- A escada é absurdamente inclinada e desproporcional.

    6- A divisão (organograma e fluxograma) era bastante confusos.

    7- Não havia lavanderia, sala de jantar, despensa, lavabo. No entanto, há um excesso de quartos e salas com dimensões, digamos, estranhas.

    8- Não havia área permeável no terreno.

    9- Ficou parada, no reboco todo este período (mais de 18 anos).

    10- O telhado não foi finalizado – as telhas apenas foram colocadas e não fixadas e o madeiramento não foi envernizado e/ou protegido.

    11- Por ser um aterro dos muito mal feitos, o terreno movimentou-se provocando diversas rachaduras e pontos de infiltração no terreno e na edificação.

    12- Não havia ligação com o sistema de esgoto público. Tudo ia para uma fossa na parte dos fundos do terreno. Além de que todo o esgoto era ligado numa mesma tubulação provocando refluxos nada agradáveis em todos os ralos da casa.

    13- Na planta da prefeitura – que não batia com o que está construído originalmente – constava apenas uma assinatura ilegível. Não se sabe nem se é arquiteto ou engenheiro o autor do projeto. Tampouco consta o número de seu CREA.

    14- Também não existia o projeto estrutural/elétrico/hidráulico da edificação.

    Posso citar ainda outros problemas, mas estes já bastam para exemplificar o tamanho da “bucha”.

    Pois bem, ela comprou esse pacote de problemas em formato de uma residência. No entanto, além de todos os problemas citados e outros mais, a casa não atendia às necessidades da sua família. Observem a figura abaixo tirada de meu CAD do projeto original:

    Pavimento Inferior original:


    Pavimento Superior original:


    Como podem observar, é exatamente a mesma planta em cima e embaixo com a diferença de que no pavimento superior, no lugar do Hall embaixo, foi transformado numa sacada e, a parte de cima da garagem foi transformada numa segunda cozinha com uma varandinha para os fundos. Porque duas cozinhas? Porque originalmente iriam morar duas famílias nessa casa: uma em cima e outra embaixo. Agora, uma única família, com necessidades totalmente diferentes, viria a ocupar a residência toda.

    Bom, para atender as necessidades desta família seriam necessárias algumas alterações no projeto original, incluindo alterações estruturais. Após longas conversas com a família (brieffing e visitas ao local) foram definidos os quartos dos filhos, a localização do escritório e a suíte do casal. Porém muita coisa teria de ser alterada para ajustar a edificação às reais necessidades da família.

    Levei dois amigos engenheiros para vistoriar a edificação afim de localizar a parte estrutural para que eu pudesse pensar o redesign. Após muita conversa, descascar de paredes, testes e análises, e muito croqui jogado no lixo, consegui chegar à solução tão esperada para a residência:

    Pavimento inferior com redesign:

    Como podem observar foram alterações bastante pesadas em alguns pontos específicos.

    O deslocamento da cozinha para a parte dos fundos da residência, em especial, onde antes eram dois quartos. A locação ali ficou definida pois futuramente eles irão construir uma churrasqueira nos fundos do terreno e ganham assim, melhor acesso e fluxo entre estas duas áreas. Também foi aberta a parede que dividia os dois ambientes ligando a cozinha à sala de jantar facilitando a circulação e melhorando o fluxo de ar e luz nos dois ambientes.

    A abertura da parede do escritório foi pensada para trazer luz para o corredor e amplia-lo uma vez que é bastante estreito e comprido.

    A construção de um lavabo para atender as visitas bem como a transformação do BWC dos fundos em uma lavanderia que antes não existia.

    O estendal se fez necessário pois a família possui tres cachorros que puxam as roupas do varal. A área onde ele foi locado pega sol grande parte do dia.

    A despensa construída visa atender ao projeto da cozinha bastante limpo em elementos, com poucos armários. Além da guarda de utensílios e mantimentos, ela serve como elemento de isolamento para o estendal.

    A casinha de gás que antes era inexistente foi projetada ali para atender à cozinha com maior proximidade.

    A abertura da parede entre o hall e o living serve também para melhorar a circulação e o fluxo de ar e luz na edificação.

    A escada foi alterada melhorando a acessibilidade ao diminuir a inclinação da mesma e padronizando a altura dos degraus e os pisantes.

    Pavimento superior com redesign:

    Já no pavimento superior, a maior alteração deu-se na parte frontal da edificação.

    A construção da suíte na parte frontal da edificação deu-se por tres motivos: 1) o sonho do casal em ter uma suíte grande; 2) a existência de duas salas no pavimento superior sendo que uma era desnecessária; 3) minimização do impacto na estrutura existente.

    A ampliação da sacada com a derrubada de uma parede pensando num “cantinho de relaxação” mais escondido da rua segundo as palavras da proprietária.

    A inserção de duas mini sacadas nos quartos dos fundos.

    A ampliação do BWC superior para que a janela deste não ficasse dentro do BWC da suíte master.

    Em todo o projeto de redesign, todas as esquadrias (portas e janelas) foram alteradas por dois motivos: 1) as existentes – de ferro – estavam deterioradas e não havia recuperação. 2) a necessidade de ampliar as aberturas para melhorar o fluxo de ar e iluminação natural.

    Algumas alterações não foram realizadas como pensado originalmente por causa de partes da estrutura original que iam “aparecendo” no meio do caminho, nos forçando a alterar algumas coisas, especialmente a disposição de janelas.

    Tomei o cuidado de separar bem a área social da área íntima pois esta é uma família que adora receber visitas a qualquer hora. Area social embaixo e a área íntima em cima.

    Como podem ver, o redesign desta edificação teve de ser muito bem pensado, cruzando diversas variáveis. A execução deste projeto ficou à cargo dos engenheiros contratados para tal e eu entrei com toda a parte de redesign de interiores, projeto de interiores e ambientes e de LD.

    Na verdade, a única área que exigiu reforço estrutural foi na garagem para suportar as alterações realizadas no pavimento superior. O aumento das aberturas e derrubadas de paredes foram compensados com vergas e contra-vergas ou com vigas e colunas novas.

    É bastante comum vermos nos sites e blogs internacionais da área projetos que foram executados utilizando o redesign. De ambientes residenciais aos comerciais e institucionais, vemos de tudo um pouco sendo realizado pelos designers e sem enfrentar qualquer problema com profissionais de áreas correlatas. Isso se deve a dois motivos principalmente:

    1) a parceria profissional é uma realidade lá fora, enquanto por aqui…

    2) as áreas já amadureceram lá fora e entenderam a compatibilidade e diálogo entre elas. Por aqui, insistem em ficar fazendo birrinha no jardim da infância.

    Vamos amadurecer gente?

  • É Proibido!

    – Derrubar paredes

    – Alterar esquadrias

    – Trabalhar na área externa pois seu curso é Design de INTERIORES

    Balela!!!

    Respondi ha pouco um comentário de uma leitora do blog que me fez pensar novamente sobre este assunto: derrubar paredes – ato possível ou impossível para um Designer de Interiores/Ambientes.

    Para muitos – não formados na área – isso é impossível. Claro, desconhecem completamente a estrutura e conteúdos dos cursos para afirmar tal coisa.

    Para mim sinceramente não vejo grandes problemas nisso desde que a estrutura seja previamente analisada e estudada.

    Derrubar uma parede visando a melhoria de um ambiente quando isso é possível (ex: a construção não é alvenaria estrutural) sem o acompanhamento de um engenheiro ou arquiteto é sim possível para os Designers de Interiores/Ambientes. Assim como também não vejo problema algum em realizar a troca de uma (ou umas) esquadria que esteja danificada ou desgastada.

    Isso tudo para mim, assim como a questão do tal “direito autoral” me cheiram sim, apenas, à uma mera reserva de mercado mascarada como outra coisa.

    Entendam bem: não estou defendendo que os profissionais de Design de Interiores/Ambientes saiam por aí mandando os pedreiros sentarem a marreta em paredes livremente, mas sim uma liberdade maior de atuação profissional. Tanto que caso isso ocorra, deverá constar do contrato celebrado entre o profissional e o cliente a responsabilidade técnica sobre todo o projeto.

    Sempre que este assunto vem à tona me lembro dos puxadinhos e alterações que são feitas nas casas das vilas da periferia onde NENHUMA fiscalização acontece e os projetos são feitos por quem? Pelos profissionalíssimos pedreiros sem a cobertura de qualquer profissional seja ele um designer, um engenheiro ou um arquiteto.

    Temos também alterações em imóveis comerciais que são feitas livremente sem que qualquer fiscalização seja realizada. Há algum “acerto” por trás disso tudo??

    A questão que percebo é: projeto de vila não dá grana ($$$$$$$) então não é interessante para os conselhos e órgãos fiscalizadores. Já as casas e apartamentos em bairros mais nobres, claro, estas são sim digna$ de um olhar mais atento.

    Basta ter uma placa de um profissional de Interiores na frente daobra que lá vem aporrinhação. Mesmo tendo consciência de por não nos aceitar dentro dos conselhos eles não tem absolutamente qualquer poder sobre a nossa atuação profissional, insistem em nos atrapalhar.

    Isso tudo tem a ver com ReDesign e esta ferramenta já foi absorvida nos mercados do exterior onde vemos constantemente edificações sendo alteradas por designers para atender as novas demandas e necessidades dos usuários.

    Temos visto contantemente projetos onde foram feitas alterações drásticas em construções que originalmente era uma coisa e depois passou a ser utilizada para outra, como as igrejas que foram transformadas em residências abaixo:

    Estou tentando a algum tempo finalizar um post sobre ReDesign onde foco melhor isso tudo. O duro é tempo!

    Mas em breve estará aqui pelas páginas do blog ok?

  • Até onde podemos ser lesados por “parceiros”

    Pois é, como um profissional reconhecido pelas associações de Lighting Design tenho meus clientes particulares mas também tenho clientes que aparecem através das parcerias profissionais.

    Estas parcerias podem ocorrer através de outros profissionais ou de lojas. Nos dois casos podemos conseguir efetivar excelentes parcerias mas, se não tomarmos o devido cuidado, podemos entrar numa bela roubada.

    Ano passado fiz uma parceria para um projeto grande e, por confiar numa suposta amizade recíproca e sincera, acabei me descuidando. Resultado: tomei no zóio!!!

    Trabalhei feito doido para resolver o projeto de Lighting, ainda tive de fazer uma boa parte do projeto paisagístico e acertar questões de acessibilidade, etc. Tive meu nome retirado do contrato de forma canalha e covarde, não recebi um centavo pelo meu trabalho e ainda descubro que a pessoa ainda teve o disparate de chegar a tentar forçar o meu eletricista a assinar uma declaração onde dizia que eu tinha feito a especificação das lampadas, luminárias e equipamentos toda errada. Fato é que ele constou que a listagem de peças na tal declaração não era a mesma que eu tinha entregue em cópia para ele. Ou seja, para justificar o meu afastamento do projeto junto ao cliente e, claro, esta pessoa receber todas as RTs sozinha (deu uma boa bolada), vale até mesmo falsificar documentos.

    Como se não bastasse, vejo lá o meu projeto de Lighting implantado.

    Estou aguardando a implementação real do CAU para fazer nova denúncia uma vez que, feita junto ao CREA, a coisa está empacada não sei por que motivo.

    Outro acontecimento estranho, no mínimo, foi o contato de um arquiteto “amigo” meu dias atrás me chamando para uma parceria num projeto. Ele queria de todo jeito que eu precificasse sem nem ao menos olhar a planta ou o layout para ter noção do que teria de ser feito. Passou pouquíssimos detalhes sobre o cliente e o projeto e queria o valor.

    Forcei-o a me passar a planta e depois de horas de insistência consegui. Quando abri no CAD percebi que a “coisa pouca” que ele se referia media nada menos que 180m² de área social de um mega apartamento.

    Fui puxando conversa e, papo vai papo vem, ele me confidenciou que já haviam sido adquiridos algumas coisas para este projeto como, por exemplo, um lustre Maria Antonieta, um aparador e uma cristaleira, comprados em um antiquario famoso e nada barato que tem aqui no Brasil.

    Pensei com meus botões: “esse cliente tem dinheiro. Um apartamento desse tamanho e gastando rios de dinheiro em antiquarios, a tem sim. Então posso colocar o meu valor normal de projeto.

    Lancei a proposta: R$ 11.700,00 pelo projeto de LD. Pagamento no padrão do mercado (50%, 20%, 30%).

    Após alguns segundos de silêncio (acho que devia estar levantando do chão depois do tombo da cadeira) ele me solta que é um absurdo esse valor. Que ninguém em sã consciência pagaria esse valor por um projeto de iluminação. Que em lojas ele consegue este projeto de graça.

    Rebati alegando que em lojas os projetos são feitos por vendedores ou por formados em arquitetura ou design que não são especialistas na área e que, antes de atender as necessidades dos clientes, buscam vender o que tem de melhor e mais caro. Também aleguei que, assim como qualquer profissional parceiro, eu tbm tenho uma profissão para a qual estudei – e estudo ainda – muito para conseguir me destacar e diferenciar no mercado.

    Em meio à choradeira e  críticas ácidas e duras dele, descobri que ele tinha cobrado R$ 15.000,00 pelo projeto e ainda não tinha avisado aos clientes sobre as RTs.

    Se ele pode cobrar os 15 paus pelo projeto de interiores, porque eu não posso cobrar o meu valor pelo projeto de LD e ainda, sem RTs???

    Ofereci então a ele um desconto de 10% e acabei arredondando para R$ 10.000,00, porém as RTs da parte de iluminação seriam minhas.

    Pronto, lá veio choradeira, decontentamento, agressões e mais um monte de blablabás novamente. Além de me menosprezarpois ele é arquiteto e eu designer – ainda tive de ouvir dele que ninguem sabe o que é esse tal de Lighting Design, que com todos os amigos dele que conversou ninguém sabe do que se trata. Que nem reconhecida entre os profissionais e juridicamente essa profissão é entre várias outras coisas.

    Pior: ele me disse que é um absurdo eu exigir as RTs pois ele (tadinho) tem de sobreviver em Sampa e, sem elas, não consegue.

    Como não se já está levando 15 paus só de projeto???? Pelos meus cálculos, só as RTs dos tres itens do antiquário dariam uma media de R$ 3.500,00 – isso sem contar as RTs de todo o resto que envolve o projeto.

    Bati o pé e disse que essas eram as minhas condições. Ele ficou de conversar com o cliente e me responderia no dia seguinte.

    Sumiu, nunca mais vi no MSN nem em rede social ou lugar algum.

    Me faz falta este projeto? NÃO!

    Me faz falta esta “parceria”? NÃO!


    Também já levei tombos com parceiros de lojas que no primeiro contato oferecem uma coisa e depois é outra.

    As lojas geralmente oferecem 10% de RT. Quando dou o desconto para o cliente é porque ele está ciente da existência delas e deixo isso mais que claro para os lojistas.

    No entanto, é muito comum acabarmos levando rasteiras de lojistas. Vejam bem:

    Estou com um cliente agora que, por sua situação financeira e também por sua amizade de longos anos, além do desconto especial que fiz, acrescentei – e expliquei muito bem o que era – sobre o acrescimo de 10% de desconto por causa das RTs.

    Ele concordou e começamos a obra. Só comprar onde eu indicar pois são parceiros. O cliente está sim fazendo exatamente o que acordamos.

    No entanto, em uma das lojas, num primeiro contato foi falado sobre as RTs de 10%. O cliente – e eu – escolhemos varios produtos e afetuamos a compra. Pouco mais de R$ 10.000,00 na primeira compra e mais um belo montante na segunda compra.

    Passados alguns dias, recebo um telefonema desta loja dizendo que meus creditos já estavam disponíveis lá na loja. Fui ver e levei um susto.

    A loja tem a pachorra de me oferecer 2% sobre as vendas EM MERCADORIAS a serem retiradas nela mesma como RT!!!

    Disse que não tinha sido aquele o acordo mas de nada adiantou. Ou eu aceito os R$ 355,00 (perdendo mais de R$ 1.500,00) ou nao poderiam fazer nada.

    “Levei no zóio” de novo!!!

    Porém, nesta loja não levo mais cliente algum.

    Não sou eu quem perdeu um parceiro e sim eles.

    No segundo exemplo, não sou eu quem perdeu um parceiro e sim aquele arquiteto que me desrespeitou como profissional e como amigo.

    No primeiro caso, não fui eu quem perdeu uma parceria, e sim aquela pessoa que perdeu o pouco de respeito que raras pessoas ainda nutriam por ela. Todos me conhecem e sabem o trairagem que foi feita comigo. Outros profissionais, fornecedores, amigos em comum. Todos nos conhecem e conseguiram perceber claramente de onde estava vindo a verdade, e quem estava mentindo descaradamente.

    Isso tudo me afeta? NÃO!

    Isso tudo serve apenas para que eu tenha mais cuidado e preste bastante atenção em possíveis “parcerias” profissionais.

    Serve também para que eu tenha cada dia mais gana de preservar a dignidade de minha profissão e o respeito entre os profissionais.

    Por isso também defendo a urgência da Regulamentação Profissional tanto para Design de Interiores/Ambientes como para Lighting Design.

    Fica o alerta e a dica a vocês ok??

  • Artigo da pós… thinkando… thinkando….

    Putz a pós já está para acabar e eu aqui perdido entre idéias e ideais sem conseguir  chegar a um tema para desenvolver o artigo.

    Em outubro eu estava com 12 idéias de temas.

    Comecei a peneirar e ficaram 5.

    São temas sobre coisas que me incomodam muito, me deixam inquietos pois são coisas que acontecem diariamente e parecem passar despercebidas pelas pessoas, pelos profissionais, pelas associações (bom pra essas é normal isso ahahahha).

    Tenho percebido que se o tema/assunto incomoda as pessoas* preferem não opinar, omitir-se, dar de ombros como se o assunto não lhes disessem respeito como por exemplo, as autuações do CREA contra nós Designers.

    As pessoas só tendem a se mecher quando a “água bate na bunda” infelizmente. Tenho acompanhado isso acontecer com profissionais, associações, IES e mercado.

    Talvez por acharem o assunto áspero, ácido, exigir estudo e análise imparcial do foco as pessoas parecem ficar esperando “pra ver no que vai dar”.

    Digo isso pois cansei de “gritar” denunciando por anos seguidos pela web sobre este problema do CREA e só vimos alguma ação da ABD no ano passado depois que uma das diretoras enfrentou o problema ou seja, a “água bateu na bunda dela” (sorry a brincadeira Bradalize). Só depois disso a ABD se mecheu e adotou uma postura clara sobre o assunto.

    Porém existem muitos outros assuntos bastante sérios que precisam ser tratados com urgência e necessitam da atenção de todos. Se não quer expor-se opinando, então ao menos ajude na divulgação retuitando, compartilhando no facebook, enviando por e-mail ou o que for. Mas ajude de alguma forma.

    É impressionante como os profissionais fogem do debate ou tentam deturpar o mesmo quando o assunto é a responsabilidade técnica do profissional. Tem muitos por aí que nem fazem idéia do que seja isso.

    Também temos os problemas gerados pela troca da RT pelo valor do projeto – o que vem prostituindo e destruindo o mercado. É sim e não adianta tentar tapar o sol com a peneira. Tem muita gente NÃO COBRANDO PROJETO em troca das RTs oferecidas pelas lojas.

    #PUTASACANAGEM ISSO!!!

    Tem também o problema das IES formando mal e porcamente futuros “profissionais” lançando no mercado a cada ano muitos completamente despreparados e incompetentes que fatalmente irão sujar o nome da profissão.

    Tem também a tentativa de ingerência de outras áreas sobre a nossa.

    DEVO colocar aqui especialmente, a falta da regulamentação profissional que permite todos estes absurdos citados acima e muitos outros mais.

    Mas o assunto não é com você não é mesmo?

    Vai nessa…. até a “água bater na tua bunda”… aí vai ver o que é bom por não ter ajudado antes e agora não ter a quem recorrer.

    Bom, mas voltando ao assunto da pós e dos temas.

    Hoje conversando com um amigo da pós, o Dan Mendes, rimos pacas gerando idéias para temas mais locais para o artigo.

    Conforme o papo ia rolando sobre as aulas que já tivemos iam surgindo idéias como por exemplo:

    – Análise do espectro da luz refletida pelo óleo que envolve os pastéis vendidos no terminal urbano de Londrina.

    Afff…

    Os temas que eu ja tinha definido falam sobre questões locais, relativas à Londrina, cidade onde resido. Do skyline noturno mórbido à iluminação pública digna de uma roça, pensei em vários assuntos para gerar temas.

    Cheguei até a pensar em algo falando da resistencia do mercado londrinense em acreditar no Lighting Design incluindo aqui os falsos especialistas em iluminação que tem por aqui e que só fazem “botar umas luzinhas” por onde passam que não traz novidade alguma seja em conceito, projeto ou equipamentos.

    Talvez sobre os espaços públicos da cidade que durante a noite desaparecem no breu e não oferecem a mínima segurança luminosa.

    Também pensei sobre os projetos de iluminação dos condomínios horizontais que, pelo alto valor, deveriam ser algo bem melhor elaborado mas não, são comuns e sem graça/novidade alguma.

    E por aí vai…

    Mas tem um assunto que já me fez perder alguns projetos que está me picando atras da orelha (pulga) ultimamente. Mas pra isso terei de (novamente) me meter com questões jurídicas, analisar leis, cruzar dados e fatos assim como fiz na primeira minha primeira especialização.

    Ou será que se eu apenas lançar a idéia (denúncia na verdade) alguém irá depois refletir sobre o assunto e gerar mais artigos sobre o mesmo tema?

    Ou será que volto aos temas anteriores e continuo no risco de perder mais projetos por causa desse probleminha que, na verdade é uma reserva de mercado para alguns, disfarçada por outro nome que não vou citar aqui agora.

    Bom, 4 projetos em andamento/estudos e mais isso pra pensar…. tá difícil…

    E ainda o contato com as duas senadoras que me ofereceram apoio sobre a Carta Aberta ao Senado Federal que publiquei.

    Putz, acho que preciso abrir um escritório e colocar gente pra me ajudar com urgência…

    Bom, nem meu reader tou tendo tempo de olhar rsrsrs

    Mas é isso, se alguém tiver uma luz pra me ajudar agradeço rsrsrs

    Não se esqueçam de participar da promo aqui embaixo valendo o livro “Aprender a Ver”!

    Abraços

     

  • Carta aberta ao Senado Federal

    Excelentíssimos Senadores e Senadoras da República Federativa do Brasil.

    .

    Venho através desta mensagem solicitar a sua atenção para a regulamentação da minha profissão: Design de Interiores/Ambientes.

    Tenho visto com tristeza profissões sendo regulamentadas enquanto a minha parece ser desprezada pelo Congresso Nacional ou não sendo devidamente considerada diante de sua técnica, complexidade e seriedade.

    Segundo a Lei, devem ser regulamentadas as profissões que coloquem o usuário (outrém) em risco por causa das ações de seus respectivos profissionais. No entanto tenho visto profissões como palhaços, astrólogos, DeeJays, peão de rodeio, entre outras, sendo regulamentadas desconsiderando o que a Lei determina: risco ao usuário e não ao profissional.

    Medicina, engenharia, arquitetura e outras mais são profissões que foram regulamentadas exatamente por isso: colocam o usuário em risco.

    Com tristeza percebo que muitos parlamentares confundem Design com Artesanato. E também confundem Design de Interiores/Ambientes com Decoração. Creio que tal confusão ocorra pela desinformação afinal é difícil encontrar tempo suficiente para estar a par de tudo de forma correta.

    Gostaria então de auxilia-los corretamente na distinção destas áreas:

    O Decorador é aquele profissional formado (ou não) naqueles antigos cursos de finais de semana ou de curtíssima duração (antigos do SENAC, por exemplo). Sua função é a escolha de acessórios como vasos, toalhas, almofadas e afins. Na realidade o seu trabalho acontece depois de tod o trabalho de engenheiros, arquitetos e designers ou seja, após a obra estar finalizada. Ele não está apto a especificar trocas de pisos, lidar com gesso e outros elementos que não são estruturais, mas fazem parte da estrutura ou podem vir a afetar a mesma. Sua atuação restringe-se ao espaço interno de uma edificação.

    O Designer de Interiores/Ambientes, além de incorporar as atribuições do Decorador limitadas ao final do projeto, tem por competência profissional elaborar o espaço coerentemente, seguindo normas técnicas de ergonomia, acústica, térmico e luminotécnica além de ser um profissional capaz de captar as reais necessidades, explícitas ou não, dos clientes e concretizá-las através de projetos específicos. A reconstrução do espaço a ser habitado ou utilizado comercialmente através da releitura do layout, da ampliação ou redução de espaços, dos efeitos cênicos e aplicações de novidades tecnológicas, do desenvolvimento de peças exclusivas de mobiliários e acessórios entre outras tantas atribuições deste profissional. A formação acadêmica deste profissional lhe permite atuar fora dos limites internos de uma edificação podendo atuar em paisagismo e iluminação de áreas externas, concepção de praças, clubes e parques. No entanto, sua atuação nas áreas que afetem elementos estruturais, mantém-se, por segurança técnica e respeito à legislação vigente, sob a supervisão/acompanhamento de um engenheiro estrutural e/ou arquiteto.

    Tais atribuições do Designer de Interiores/Ambientes constituem um fato inequívoco – mesmo que estas ainda não tenham sido regulamentadas – pois o mesmo teve em sua formação superior conteúdos curriculares suficientes que o  habilitam em conhecimentos técnico-operacionais específicos para desenvolver tais projetos. Segundo a Constituição Federal este é o principal requisito necessário para o exercício profissional.

    Para que os senhores e senhoras tenham a exata noção da formação do Designer de Interiores/Ambientes, baseado nas matrizes curriculares e ementários dos cursos de nível superior oferecidos aqui no Brasil, estas são as possíveis áreas de atuação profissional do Designer de Interiores/Ambientes:

    Design e decoração de Interiores:
    Residencial
    Comercial
    Corporativo
    Espaços Públicos
    Eventos
    Estandes (concepção e ambientação)
    Show-Room
    Feiras
    Vitrinismo
    SET Design (TV, Editoriais e Desfiles de Moda, Cenografia para Teatro)
    Acompanhamento de obra

    Iluminação:
    Residencial
    Comercial
    Corporativa
    Paisagística
    Acompanhamento de obra

    Design:
    Desenvolvimento de Mobiliário
    Desenvolvimento de Luminárias
    Desenvolvimento de Acessórios
    Comunicação Visual (concepção)
    Manuais técnicos

    Educacional:
    Aulas
    Palestras
    Cursos
    Seminários
    Treinamentos
    Desenvolvimento de material didático
    Pesquisa

    Porém muitas destas atribuições vem sendo tolhidas ou coibidas através de denúncias a conselhos federais de outras profissões correlatas baseadas em argumentos que demonstram claramente o desconhecimento da formação acadêmica do profissional de Design de Interiores/Ambientes, atentando contra o que prega o que prega a CF, art. 5.º, inciso XIII – “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;”.

    Formação acadêmica sufuciente para o pleno exercício profissional nós temos, somente nos falta o reconhecimento Legal através da regulamentação de nossa profissão.

    Esta área profissional deve ser regulamentada à parte, respeitando sua identidade própria, de forma específica, pois ela mescla elementos do Design (Desenho Industrial) e da Arquitetura não cabendo então, uma regulamentação conjunta com qualquer destas duas áreas sob risco de perda da autonomia profissional. São áreas correlatas e complementares que se sobrepõem em alguns pontos e se distanciam em outros aspectos. Por isso a necessidade da regulamentação específica e em separado.

    Sobre os riscosque a Lei exige para qualquer processo de regulamentação profissional – posso citar alguns exemplos para que V.Excia compreenda a importância específica ao Designer de Interiores/Ambientes , no que tange às suas competências:

    1 – SITUAÇÃO: uma residência onde há idosos: o profissional não considera as limitações naturais dos idosos e especifica um piso de porcelanato polido, liso, incluindo nos banheiros e outras áreas úmidas. Também não especifica as barras de segurança dentro do box de banho. Faz um projeto de iluminação onde a luz não é suficiente para atender às necessidades visuais do idoso e também projeta armários altos dificultando o acesso. RISCOS: quedas com fraturas de leves a gravíssimas e até risco de morte.

    2 – SITUAÇÃO: uma residência onde há crianças: o profissional não considera este aspecto altamente relevante e especifica móveis com quinas secas (90°), piso liso, móveis ou tampos de vidros, projeta ou especifica mobiliário (estantes e armários) que facilitem a escalada, entre outros itens. RISCOS: quedas, lesões de leves a gravíssimas incluindo o risco de morte.

    3 – SITUAÇÃO: uma loja onde há as exigências técnicas e estruturais do local (ex: shoppings e lojas de rua): o profissional não considera nem estas exigências e também despreza as normas da ABNT sobre estruturas e segurança. RISCOS: incêndios, desmoronamento de estruturas por sobrecarga, ferimentos em usuários, etc.

    4 – SITUAÇÃO: alterações estruturais: o Designer de Interiores/Ambientes, apesar de possuir conhecimentos suficientes para ler e analisar uma planta arquitetônica/estrutural para conseguir propor soluções visando a melhoria dos ambientes, não tem uma sólida formação em estruturas como ocorre com os engenheiros e arquitetos. Esta prática, portanto, não é de competência do Designer de Interiores/Ambientes e convencionalmente proibida. A regulamentação do Designer de Interiores/Ambientes permite que se estabeleça as devidas competências impedindo que estas sejam ultrapassadas. Para realizar as alterações estruturais o Designer de Interiores/Ambientes deve trabalhar em parceria com engenheiros ou arquitetos que, por competência, são os responsáveis por esta parte na obra. No entanto, alguns profissionais da área de Interiores/Ambientes, não considerando os limites de suas competências profissionais (aproveitando-se da ausência da regulamentação), determinam que os pedreiros derrubem paredes e abram vãos sem o acompanhamento dos profissionais adequados. RISCOS: desabamento de partes da estrutura ou toda ela colocando os usuários em riscos até mesmo de morte.

    5 – SITUAÇÃO: projeto de mobiliário: o profissional “desenha” a forma de uma cadeira e simplesmente “larga nas mãos” de algum marceneiro para execução sem atentar para questões como resistência dos materiais, segurança, normas técnicas, insumos, qualidade, etc. RISCOS: esta cadeira que o senhor ou a senhora encontra-se sentado neste momento pode ceder provocando graves ferimentos através das lascas e ferragens que ficam expostas. E isso pode acontecer com qualquer mobiliário.

    6 – SITUAÇÃO: mercado de trabalho: temos percebido uma desvalorização do profissional de Design de Interiores/Ambientes por esta profissão não ser regulamentada. Esta desvalorização – e por vezes desrespeito – finca-se na questão da responsabilidade técnica sobre os projetos executados especialmente. A responsabilidade técnica é o equivalente às ARTs que os engenheiros e arquitetos são obrigados a assinar junto ao CREA. Por este documento,  no caso de haver qualquer problema futuro, a justiça irá encontrar e punir os responsáveis. Como ainda não temos um Conselho Federal que normatize e fiscalize a profissão, elaboramos contratos com cláusulas específicas sobre este assunto discriminando claramente até onde vai a nossa responsabilidade sobre o projeto. Isso torna o documento extenso demais. Ressalta-se ainda que os clientes ao perceberem que não temos um órgão fiscalizador acabam optando por arquitetos ou tentam nos obrigar a inserir responsabilidades para as quais não fomos formados e nem temos interesse em atuar profissionalmente. Sem contar que qualquer problema futuro o transtorno é bem maior para ambos os lados pois tudo deve correr dentro da justiça comum, bastante onerosa e demorada. Porém esta prática de acrescentar no contrato tais cláusulas não é uma prática de todos os profissionais. Na verdade são poucos os que agem eticamente nesse sentido.

    7 – SITUAÇÃO: eventos: o profissional projeta a ambientação de um evento desconsiderando questões como acessibilidade, circulação e áreas livres de barreiras, segurança e rotas de fuga, mistura e proximidade de materiais e equipamentos, informação visual. RISCOS: incêndios, pânico na fuga, dificuldades de acesso/saída, quedas, atropelamentos, pisoteamentos, etc.

    Vale salientar também que por não ser uma profissão regulamentada, somos impedidos de realizar vários projetos em outros segmentos como por exemplo:

    Não existem concursos específicos para a área – uma perda considerável tanto para os profissionais quanto para os órgãos públicos e sociedade;

    Não podemos lecionar nas IES públicas – pois, por um lado, a maioria das IES não considera ainda estes profissionais aptos por mero desconhecimento real sobre a profissão e, por outro lado, não se reconhece um estatuto epistemológico do Design de Interiores/Ambientes necessário para se implementar cursos de pós-graduação stricto sensu, necessários para a produção de conhecimento na área e  habilitação docente para o ensino superior;

    – A grande maioria das mostras de decoração exige o registro profissional no respectivo conselho federal o que nos impede de participar e mostrar as competências e habilidades desta profissão;

    – A maioria dos shoppings exigem o registro no CREA por causa das ARTs (responsabilidade técnica) o que nos faz perder clientes importantes.

    A mídia não valoriza e nem respeita esta área profissional e acaba sempre colocando profissionais de outras áreas para falar sobre Design de Interiores/Ambientes;

    Ainda não somos reconhecidos como pesquisadores/pensadores o que gera uma desacreditação sobre a área e sua produção acadêmica;

    As bolsas para iniciação científica não contemplam ou facilitam o ingresso de projetos nesta área mantendo o Brasil praticamente fora dos ciclos científico e editorial mundiais nesta área.

    Eu poderia salientar ainda várias outras situações mas creio que esta mensagem ficaria extensa demais.

    Lembro também que o Design de Interiores/Ambientes não visa apenas projetos majestosos de ambientes luxuosos e caros mas também pode – e deve – ser aproveitado no social visando a melhoria da qualidade de vida dos menos favorecidos através de projetos voltados para este público. Já existem alguns exemplos deste trabalho sendo desenvolvido por algumas IES através de incubadoras de empresas ou projetos de extensão que tem conseguido resultados excelentes.

    Sem a regulamentação profissional continuaremos vivendo em um mercado bastante impreciso e perigoso onde alguns profissionais, ao extrapolar os limites de sua formação e competência, acabam colocando muitas pessoas em risco além de prejudicar os profissionais que atuam corretamente e eticamente, dentro de suas delimitações.

    Espero também que não sejam convidadas apenas associações profissionais para debater sobre este assunto,  mas também, e especialmente, profissionais da área, formados em Design de Interiores/Ambientes pois só assim chegaremos a uma visão real do mercado, bem além daquela pretendida pelas associações que insistem em não diferenciar os profissionais.

    Assim, espero que V.Excia reflita sobre este assunto com carinho, ética e seriedade que a matéria exige pois é de grande importância para a sociedade brasileira.

    Grato pela preciosa atenção, conto com a Vossa compreensão e apoio nesta matéria.

    .

    Paulo Oliveira

    Designer de Interiores/Ambientes

    Especialista em Educação superior

    Especializando em Lighting Design

  • Newsletter

    É…

    Depois quando eu digo que a mídia mais desinforma que informa tem gente que acha ruim…

    Também quando digo que existem profissionais que para tentar parecer o que não são ficam inventando frases ou repetindo coisas óbvias perdidos entre palavras toscas e da moda, tem gente que surta e vem me xingar…

    Ainda mais quando vejo gente de outras áreas falando sobre – e como se fosse – design, aí ferrou de vez. É um show de asneiras que merecem ser replicadas para mostrar o quão fúteis e desinformadas são algumas pessoas e, especialmente a mídia – que se diz especializada.

    Sinceramente? Tô nem aí. Falo mesmo. Não me calo e tampouco me deixo amordaçar diante de absurdos.

    Recebi uma newsletter hoje e creio que bastava apenas o banner. Teriam sido muito mais felizes. Mas não. No afã de querer mostrar-se imponente e importante, acabaram colocando no corpo da mesma comentários mais que desnecessários de profissionais de renome no cenário… midiático.

    Nem vou me ater demais a comentar algumas partes, minha ironia já bastará.

    “A tendência é conforto, qualidade e bem estar. É a opção por ambientes para serem vividos, com a personalidade do morador.”

    Sério mesmo? Será que um profissional que afirma isso pode ser considerado realmente que é formado na área? Estranho, pois se assim fosse saberia claramente que esses elementos elencados acima não são meras tendências mas itens essenciais em qualquer projeto que prime pela qualidade e pela realização dos sonhos do cliente. Com uma frase assim, tenho pena dos clientes que que são forçados à engolir projetos que não refletem sua personalidade e sim a de um projetista  qualquer que fica correndo atrás de “tendências” pra parecer “up”  e “bunito” nas mídias… UAU!!!

    Descobriu as américas!!! Merece um Nobel né gente!!!

    Confesso que fiquei PANTONE 18-1537 depois dessa…

    “(…)o equilibrio das dimensões estão em alta. Os espaços pequenos estão sendo bem aproveitados.(…)”

    Impressionante!!!

    Juro que de 18-1537 fiquei 17-1612 depois dessa….

    “É forte a tendência por todos os materiais que dão sensação de conforto e bem estar, passando a sensação de praticidade. (…) Tudo o que gira em torno desse conceito é tendência: o de tornar a vida mais prática. (…) e que tragam essa sensação de conforto e bem estar. (…)”

    Por acaso alguém aqui se esqueceu que o bicho homem já saiu das cavernas ha muito tempo e que isso não é novidade alguma? Que ha muito tempo a praticidade, conforto, bem-estar são intens imprescindíveis seja num projeto arquitetônico, num de interiores ou ate mesmo no de um hair “dezáine”??? Olhem a repetição do mesmo discurso dentro de um mesmo parágrafo…

    PAREI!

    Agora virei um belo exemplar do 17-1588 da cartela PANTONE.

    “A funcionalidade e a integração dos ambientes são grandes tendências para 2011.(…)”

    Tudo bem, integração de ambientes nem é tão velho assim, pois há cerca de 10 anos este conceito vem sendo aplicado. Mas a funcionalidade só está entrando “na moda” agora? Pra que serviram as aulas das disciplinas que tratavam sobre fluxograma, programa de necessidades ou coisa similar?

    Tou de 18-5622, gostaram do modelito?

    “(…) Hoje, mas do que nunca, procuramos o material de alta qualidade. (…)”

    Só hoje? Aí ferrou de vez…

    Obra de Anselm Reyle

    18-1012 na cabeça!

    Pois é gente, é bem por aí. Desinformação pura e deslavada para quem quiser. É sem dúvida uma poderosa ferramenta promovendo a prostituição não só das áreas de arquitetura e design mas também de várias outras.

    Já postei aqui sobre tendências em nossa área sendo bem realista com 99% do mercado. Seguir tendências não serve para realizar os sonhos dos clientes.

    Nós, da área de Interiores, não somos modistas nem fashionistas #pelamordedeus!!!

    Somos responsáveis pela criação de um lar ou de um negócio que, dentre tantas coisas, deve:

    – ser durável;
    – ser confortável;
    – promover o bem-estar;
    – e, principalmente, atender as necessidades fundamentais e reais dos clientes – e nao modismos impostos.

    Também não podemos esquecer que o projeto deve refletir a personalidade do usuário e não do projetista ou de algum bam-bam-bam qualquer que fica por aí impondo modismos desnecessários e, muitas vezes, fúteis.

    Tudo bem, entendo que novidades são sempre bem vindas seja numa nova cor de tinta, uma nova padronagem ou tipo de tecido e até mesmo naquele revestimento de última geração para móveis que acabou de sair do laboratório da NASA e que a indústria está desesperada para vender mas, calma lá gente. Isso tem cliente certo, não é para qualquer um e, nem todo mundo gosta dessas coisas.

    Ecletismos, vintage, retrô e tantos outros nomes só devem ser aplicados se o cliente realmente gosta e se faz parte de seu estilo. Isso me lembra um trecho do livro “Terapia do Apartamento” (Maxwell Gillingham-Ryan) quando ele fala sobre os clientes que chegam com recortes de revistas dizendo querer exatamente aquilo. O que ele faz? Simples:

    Primeiro o profissional deve buscar perceber do cliente o porque dele querer aquilo que deseja – se é por estar na moda ou por gosto mesmo – e, em seguida, permitir ao cliente apontar exatamente o que mais gosta no ambiente da(s) foto(s). Assim poderá captar o estilo deste cliente e, a partir disso, elaborar um projeto que realmente seja a “cara” dele, não das revistas da moda.

    Quando isso não é feito, o projeto torna-se muitas vezes um terreno bem cuidado porém árido, impermeável, impessoal.

    Foto: Brian Kossof

    Por sinal, observem como estas tendências tem deixado os projetos com a mesma cara não é? Já pararam para analisar a mesmice que acaba predominando?

    Inevitavelmente vem a dúvida: os projetistas estariam reféns de uma lógica tosca do mercado das tendências ou isso não passa de um mero ócio criativo?

    Sem contar que isso também interfere de forma negativa em qualquer tentativa de regulamentação profissional de nossa área, mais que necessária e urgente hoje em dia.

    Eu heim…

  • Dúvidas sobre iluminação (LD)?

    Estava eu pesquisando pela web quando me deparo com o título de uma matéria no site de uma revista. Fui ver e, logo de cara já me deparei com absurdos, desinformação e erros contidos no texto.

    Então, vamos arruma-lo e escrever a VERDADE sobre o tema iluminaçãoe corrigir pontos falhos?

    Mãos à obra!!!

    1. Qual o papel do projeto luminotécnico?
    O papel da iluminação é valorizar o trabalho do arquiteto ou do designer de interiores sempre atendendo as necessidades do cliente.
    Nele são planejados os circuitos de luz considerando o uso que se faz de cada espaço e as necessidades de quem o ocupa. Deve levar em consideração os aspectos humanos, estéticos, arquitetônicos, financeiros e ambientais. Por exemplo, a manutenção precisa ser fácil e de baixo custo e os elementos escolhidos devem partir dos cuidados eco-sustentáveis.
    Compõe-se de projetos (plantas, cortes, perspectivas e detalhes) memorial descritivo (especificações de lâmpadas, luminárias e demais equipamentos), e orçamentos.

    2. Em qual momento deve-se pensar nesse projeto?
    Aqui temos duas situações distintas:
    A – Construção: o ideal é que o lighting designer seja contratado no mesmo momento que o arquiteto, ainda na concepção da idéia da edificação, pois as escolhas dos equipamentos e tipo de iluminação interferem em outras partes da construção, como no planejamento elétrico e até mesmo na alvenaria – no caso de iluminação arquitetural.
    B – Reforma: idem ao anterior, logo no início da fase de pensar o projeto. Porém aqui o trabalho é mais complexo pois a construção já está levantada e as intervenções são mais difíceis – mas não impossíveis.Há limitações e as intervenções são realizadas se possível. Edificações já construídas possuem algumas condicionantes de estrutura, hidráulica e elétrica. O profissional da obra terá de avaliar o que já existe e o que poderá ser feito naquelas condições. Existem no mercado produtos que foram desenvolvidos para aumentar as possibilidades de intervenções nestes casos.

    3. Por onde iniciá-lo?
    Nas necessidades dos usuários para cada ambiente. Nestas necessidades o profissional deve ser capaz de captar inclusive como cada membro da família responde à luz, necessidades individuais e coletivas. etc. Jamais deve-se começar pela escolha de lâmpadas e luminárias. O planejamento luminotécnico faz parte do projeto de interiores (design ou arquitetura pura) e para isso o profissional considera as particularidades de cada ambiente, as atividades exercidas ali, sem se esquecer da incidência da luz natural e como aproveita-la da melhor maneira possível.
    Depois desse levantamento, é hora de interpretar essas ideias e colocá-las no papel.

    Fonte: Zeospot.com

    4. Quem contratar?
    Profissionais formados em arquitetura, engenharia, ou design de interiores/ambientes possuem conhecimentos básicos sobre iluminação e elétrica, o bê-a-bá.
    O ideal é colocar o projeto de iluminação (lighting design) nas mãos de um profissional especializado na área.
    Hoje no Brasil já existem profissionais especialistas em iluminação que são conhecidos como Lighting Designer.
    Com a contratação de um especialista certamente o seu projeto irá atender as suas necessidades, ser bastante autoral e refletir a personalidade do usuário. Além da grande vantagem de não correr o risco futuro de ter em mãos um projeto que não funciona direito e/ou vive dando problemas.
    Tenho visto com tristeza – por falta da regulamentação profissional – vários profissionais dizendo que são lighting designers, arquitetos de iluminação e designer de iluminação sem ter a devida especialização. Estão tentando “pegar a onda” deste novo mercado mas não tem a devida especialização e conhecimento necessários.
    Assim como num emprego comum, caso você se sinta inseguro(a) com o profissional, exija a apresentação de seu currículo completo (incluindo certificados e diplomas).
    Dica: Um especialista consegue explicar a iluminação usando uma linguagem simples, sem o uso exagerado dos termos técnicos para “vomitar conhecimento”.

    5. O projeto luminotécnico pode ser feito pelo mesmo arquiteto/designer que está fazendo os projetos para a minha casa/empresa?
    O ideal é que não seja o mesmo profissional.
    Isso serve tanto para projetos arquitetônicos quanto de design de Interiores/Ambientes.
    Profissionais de arquitetura e de interiores que primam pela qualidade de seus projetos possuem parcerias com profissionais especialistas, dentre eles os lighting designers.
    Assim como a medicina, a arquitetura e o design tem se fragmentado em especialidades e o lighting design é uma delas.

    6. Como dimensionar a elétrica da casa/empresa pensando no projeto luminotécnico?
    Novamente temos duas situações distintas aqui: à construir e já construída.
    1 – à construir: o projeto de iluminação deve ser feito antes, pois traz as especificações de lâmpadas (tipo, potência e voltagem) e equipamentos (transformadores e reatores) que o engenheiro elétrico irá utilizar para elaborar o sistema elétrico (carga, especificação, distribuição, etc).
    2 – já construída: numa reforma, pode-se trabalhar de duas formas: para evitar sobrecarga avalia-se a construção identificando qual carga há disponível e fazer a quantificação/distribuição desta entre as luminárias e equipamentos elétricos (geladeira, fornos, computadores, etc). Também há reformas que permitem a ampliação desta carga, mas isso deve ser realizado por um profissional especializado, preferencialmente engenheiro elétrico. Ele também irá orientar sobre como reforçar a instalação elétrica caso necessário.

    7. Quais as consequências de fazer o projeto luminotécnico com a casa pronta?
    Basicamente o custo que irá ficar um pouco mais alto. Depois devo lembra-los também que ele será mais trabalhoso exigindo a contratação de mais profissionais (pedreiros, gesseiros, pintores, etc).
    Isso se deve ao fato de termos de quebrar muito do que foi construído ou executar adaptações – como trabalhar com gesso, por exemplo.
    Porém, mesmo com a edificação finalizada, as opções de soluções integradas com a arquitetura são possíveis. Nesse caso, é imprescindível a contratação de um profissional especializado em iluminação.

    8. Quando devo pensar na automação?
    Se você pensa em usar automação para a iluminação é bom conversar com o profissional logo no inicio.
    Assim ele pensará em toda a parte estrutural necessária para a instalação dos equipamentos e fará o projeto para atender as necessidades técnicas dos equipamentos levando em consideração também a usabilidade. Assim, no momento da obra esta estrutura (dutos, calhas, etc) já serão implantadas independente se o sistema irá ser instalado imediatamente ou, por causa do alto custo, futuramente.
    Pense sempre que se você optar por instalar futuramente e não tiver a estrutura pronta terá de quebrar tudo de novo para conseguir passar o cabeamento. Mais trabalho, mais transtornos, mais custos.

    9. Quantos pontos de luz são necessários para cada espaço?
    Existem profissionais que dizem que alguns aspectos devem ser considerados, tais como o tamanho do ambiente, o pé-direito, as cores que predominam no local (do acabamento e dos móveis), a maneira como o espaço é utilizado (por exemplo, para leitura ou para assistir televisão) e o modo de vida dos moradores.
    Eu já prefiro dizer que o que vai definir isso é a necessidade do usuário aliada aos conhecimentos técnicos e estéticos do profissional e a sua relação com o ambiente a ser iluminado.
    Já vi ambientes ricamente iluminados com uma ou duas luminárias que atendiam perfeitamente as necessidades dos usuários.
    Existem normas técnicas para a iluminação, mas como diz Howard M. Brandston regras e normas num bom projeto de iluminação são feitas para rasga-las e joga-las no lixo.
    Mas calma, isso só é feito por profissionais realmente especializados e que entendem do assunto. Profissionais que não precisam ficar correndo atrás de números técnicos para “não errar”.
    O cálculo de quantidade de lâmpadas de acordo com as normas técnicas é necessário em obras comerciais – como lojas, clínicas e escritórios – pois estes ambientes precisam de uma iluminação mais forte, precisae em alguns casos, específica.
    Quando você ouvir um profissional falando que tem de ser implantado um sistema com uma determinada quantidade de lux para determinada tarefa, desconfie.

    10. Quais os principais erros?
    Eu já fiz um post aqui no blog entitulado Lighting – erros básicos.
    Porém vale lembrar aqui de erros mais que comuns que vejo diariamente nos mundos real/virtual/midiático:
    – encher o teto de spots – pra que????
    – iluminar excessivamente o local – ofuscamento…
    – eliminação do maior numero de sombras possível – a luz sem sombra fica morta e chata…
    – iluminação que causa reflexos em superfícies espelhadas, envernizadas, cromadas, etc.
    – uso de lâmpadas inadequadas para o pé direito/uso – AR111 em pé direito de 4m (ou inferior) ou sobre uma bancada de trabalho…
    – projeções de sombras desnecessárias ou que “não deveriam aparecer.
    – entre outros.

    11. Quando uma iluminação pode ser considerada adequada?
    Se ela atende à eficiência (visibilidade suficiente, baixo consumo elétrico, etc), praticidade funcional (manutenção simples, não esquente o ambiente, manuseio de controles, etc) e prazer sensorial (boa estética e conforto visual) pode ser considerada boa.

    12. De que forma a luz interfere na maneira como enxergamos os objetos e os ambientes?
    A nossa visão é dependente da luz, por mínima que seja. Logo, ela altera a nossa percepção do espaço e suas formas, cores, brilho, volumetria, sombras, contornos.
    A luz também influencia na fisiologia e na psicologia humana.
    Por isso é fundamental que o profissional contratado para realizar o projeto de iluminação seja um especialista pois somente ele detém os conhecimentos técnicos e estéticos para atender as necessidades dos usuários de maneira coerente e correta.

    13. Que recursos são possíveis para iluminar um ambiente?
    Hoje há uma gama enorme de produtos para iluminação e todos são aplicáveis em praticamente todos os ambientes.
    Tipos de luminárias: spots, arandelas, lustres, pendentes, projetores embutidos no piso ou no teto, balizadores, washers entre outros. Também existe dentro dos recursos de iluminação o built-in (embutidos em sancas, móveis, painéis, etc) que geram belos efeitos e são também eficientes..
    Ficaria muito extenso reunir aqui nesta pequena resposta todas as possibilidades.

    14. Como harmonizar o uso desses recursos em um mesmo ambiente?
    Cada tipo de iluminação (direta, indireta, direta/indireta, built-in, etc) tem uma função. Mas profissionais que realmente entendem do assunto conseguem brincar com estes equipamentos criando novas aplicações para os mesmos sem alteração de sua qualidade ou vida util.
    O que você tem de pensar é que a iluminação virá para coroar o ambiente dando o toque final necessário e valorizando elementos.
    O uso do jogo luz e sombra é fundamental para que um projeto fique agradável e bonito.E é através deste jogo que o profissional de iluminação – o lighting designer – vai brincar com o espaço como se fosse uma tela e ele o pintor. As lâmpadas, luminárias e equipamentos são as suas tintas para concretizar efeitos cênicos e eficientes.

    15. O que fazer em áreas integradas?
    Em áreas integradas o ideal é optar por uma iluminação versátil, com circuitos independentes e que possibilite alteração no layout (trilhos e spots direcionáveis). Assim o usuário poderá criar diversos cenários de acordo com o uso de cada cômodo.

    16. Que recursos adotar em um escritório em casa?
    Você deve pensar da seguinte maneira:
    – se quer um ambiente para relaxar use luz com temperatura de cor mais quente.
    – se quer um ambiente para produzir, use lampadas com temperatura de cor mais fria.
    O ideal é fazer um mix distribuindo as lâmpadas com diferentes TC em diferentes luminárias pelo ambiente.
    Claro que, sobre a sua área de trabalho, o ideal é optar por uma luminária de mesa com luz mais fria (branca).
    Prefira investir sempre em lâmpadas que usem transformadores/reatores pois assim elimina-se a oscilação que causa fadiga visual e diminui a produtividade.

    17. As lâmpadas fluorescentes são desaconselháveis em áreas sociais?
    De maneira alguma.
    O profissional que realmente conhece sobre iluminação saberá utiliza-las de maneira correta, eficiente e esteticamente perfeitas.
    Desconfie de profissionais que dizem o contrário.

    18. Por que as incandescentes continuam sendo as mais adotadas?
    Principalmente pelo baixo custo e facilidade de instalação.
    Mas elas apresentam curta durabilidade, alto consumo de energia, pouca diversidade em tamanhos e modelos além de não ter a opção de temperatura de cor diferentes.
    Estas lâmpadas já estão sendo proibidas em diversos países e aqui no Brasil a sua “morte” está agendada para 2016.

    19. Onde usar lâmpadas halógenas?
    São mais indicadas quando se quer excelente qualidade de luz e sombra, pois valorizam os objetos iluminados.
    Lembre sempre que qualquer lâmpada halógena aquece o ambiente e possui alta emissão de raios UV que causam danos nas superfícies iluminadas e podem também causar danos à saúde se mal locadas nos projetos, como o câncer de pele. Portanto o que vai especificar estas lâmpadas são, principalmente, a distância da área iluminada, pé direito e acessórios (filtros).

    20. Os tons dos acabamentos interferem na sensação de luminosidade?
    Sim pois as cores são refletidas pela luz.
    Superfícies claras e brilhantes refletem. Dão a falsa sensação de que o ambiente pareça ainda mais iluminado.
    Os cromados e espelhados tendem a produzir reflexos que, se não pensados e observados pelo projetista, podem estragar todo o efeito do projeto de iluminação.
    nestes dois casos o cuidado deve ser também com relação ao ofuscamento.
    Toda superfície com cor acaba por, em maior ou menor grau, refletindo a sua cor para as áreas proximas. Coloque um pano vermelho junto a uma parede branca e jogue o facho de uma lanterna sobre ele e veja o que acontece. A parede próxima não ficou levemente avermelhada?
    Então, o projeto de iluminação deve pensar no sentido de que a cor de um objeto ou superfície não interfira no ambiente – salvo se isso for intencional.

    21. Como usar cor na iluminação?
    Existem hoje no mercado lâmpadas coloridas, leds e acessórios como as gelatinas e lentes que podem ser acopladas em uma luminária e algumas luminárias já dispõem de “garras” para a colocação destes elementos.
    Mas é preciso tomar muito cuidado com o uso destes acessórios e os mesmos somente devem ser comprados com a consultoria e orientação de um profissional especializado pois o tom da lâmpada aliado ao tom da lente interferem na percepção do ambiente. Cuidado pois se o profissional não souber utilizar as cores, pode estragar todo o projeto.

    22. Que cuidados tomar em áreas externas?
    Ponto fundamental: uso de equipamentos com proteção IP igual ou superior a 66 (proteção contra chuva e outros agentes externos).
    Distribuir as luzes coerentemente: áreas são para circulação com luz suficiente para enchegar onde pisa, de convivência com iluminação suficiente para o uso, e a iluminação paisagística/arquitetônica que devem destacar o que há de melhor na área. Todas estas devem ser integradas num mesmo estilo. Outro ponto importante é com a instalação elétrica que deve ser embutida em conduítes e enterrada para evitar acidentes.

    Fonte: Junior Barreto estúdio Fotográfico

    23. Que soluções atendem à piscina?
    Por segurança recomenda-se o uso de lâmpadas de baixa voltagem (de 12 volts) para não haver riscos de choques elétricos.
    Existem no mercado hoje além das lâmpadas convencionais sistemas como a fibra óptica e o led.  Ambas tem baixo consumo durabilidade maior (vida útil).
    Nestes sistemas também é possível programar trocas de – você não só ilumina como também modifica a coloração da água ou qualquer elemento iluminado por estes sistemas.

    24. Cada ambiente tem um tipo de luminária adequado? Por exemplo, lustre para salas, abajures para quartos, etc?
    O tipo de iluminação determina a lâmpada, e esta determina qual a luminária mais adequada.
    Os cuidados maiores devem considerar:
    – áreas úmidas: luminárias adequadas e com isolamento/proteção. Estas não devem deixar a lâmpada exposta à umidade e outros agentes. Spots embutidos no box por exemplo.
    – áreas sociais: vai depender dos efeitos desejados tomando sempre os cuidados para evitar os erros comuns (questão 10). Trabalha-se bastante com spots embutidos (direcionáveis ou não), abajoures, pendentes e arandelas. Para a mesa de jantar é bastante comum (modismo) utilizar pendentes sobre a mesma mas tome muito cuidado com ofuscamento, tipo de làmpada e para que a luminária não obstrua visão de uma pessoa em pé para o outro lado da mesa.
    – áreas de trabalho: luz geral, de trabalho e decorativa. Cuidado com ofuscamento e escolha da lâmpada – especialmente a da bancada de trabalho. Plafons, spots e luminárias de mesa. Se houver um canto para leitura uma boa opção é umaluminária de coluna ou arandela de leitura articuláveis.
    – quartos: pedem uma luz mais aconchegante. Plafons, pendentes, abajoures. Muito cuidado com spots sobre a cama pois imagine que quando você estiver deitado(a) a luz estará incidindo diretamente sobre seus olhos.
    – áreas com armários: a iluminação deverá promover a perfeita visualização do interior dos armários. Plafons, spots, embutidos, etc.
    – idosos e crianças: cuidados especiais com as áreas de circulação, BWC e de maior uso.
    Bom, não existem regras fixas para iluminar um ambiente. O importante é considerar o gosto/uso dos usuários e ter bom senso.

    Fonte: Magazine Enlighter

    25. Quais as áreas de atuação de um especialista em iluminação?
    O profissional especializado em iluminação – o lighting designer – está habilitado para realizar com eficiência e qualidade projetos de:
    – Iluminação Residencial
    – Iluminação Comercial
    – Iluminação Corporativa
    – Iluminação Paisagística
    – Iluminação Pública
    – Iluminação Esportiva
    – Iluminação de Eventos
    – Iluminação para Publicidade
    – Iluminação Cênica
    – Design de Produtos
    – Educação superior e pesquisa

    Tem ainda mais alguma dúvida?

    É só postar nos comentários aqui embaixo que respondo ok?

    Abraços corretamente iluminados!!!

  • Atualizações do blog #DAC!

    Bom pessoal, algumas pessoas comentaram e também eu já tinha percebido que algumas imagens e vídeos usados nos posts desapareceram. Coisas de web…

    Vou começar a partir de hoje uma nova limpeza/atualização nos posts para resolver estes problemas ok?

    Também estou inserindo outros links na lista de blogs e sites aqui na barra lateral.

    Estou fazendo também um levantamento do que andam escrevendo sobre este blog na web, assim que estiver pronto vou postar para vocês. Já encontrei várias coisas interessantes mas ainda tem muito mais.

    Dentre outros destaco este post do blog da Nathalia Lopes que assumiu a luta pela regulamentação de nossa profissão. Parabéns pela iniciativa e pelo blog Nathália!!!

    E também, para quem quiser conhecer um pouco mais sobre a minha terra natal, o excelente blog do Marcel, Janela Londrinense que fala sobre arquitetura e outros assuntos sobre Londrina de forma crítica e real. Parabéns Marcel pelo blog!!!

    Até o próximo post!!

    Abraços iluminados!!!!

  • pelo meu reader…..

    Bom, vamos a mais um post sobre o que encontrei de interessante pelo meu reader.

    Para iniciar, quero compartilhar este texto “Diploma para quê?” da Ligia Fascioni. Ele não é novo e não estava na atualização de meu reader, mas fuçando no blog dela acabei encontrando-o e vale o comentário e citação neste post. Não o copiei e colei aqui pois não pedi permissão para ela, então fica aí o link. Posso copiar e colar aqui na íntegra os que eu gostar Ligia????

    Ela tem muito material interessante em seu site e em seu blog que vale a pena vocês conhecer.

    Hoje que percebi que ainda não tinha colocado o link do blog dela aqui no meu blogroll. Agora já está devidamente arrumada esta minha falha ok Ligia? Mais que merecida a citação de seu trabalho aqui.

    Bom, com relação ao texto é aquilo que eu sempre escrevo: um diploma só – ou vários de vários níveis como ela diz no texto – não valem absolutamente nada se você não coloca todos estes conhecimentos em prática no dia a dia. Nem as revistas, nem as IES, nem eu e nem os outros blogs mentem quando dizem que a atualização e especialização profissional são importantíssimas em nossa área, porém,

    “Não estão. É que, teoricamente, se você tem vários diplomas, teve acesso a vários conjuntos de informações específicas. Isso aumenta muito as suas chances de recombiná-las e criar algo que, de fato, tenha valor para o mercado. Que faça diferença na vida das pessoas. Que seja desejável a ponto de alguém poder pagar mais por isso. Quanto mais cursos, mais combustível e mais matéria prima para converter em excelência. Quem sabe aproveitar isso, ganha mais, claro.”

    Leiam este texto, ele esclarece muitas coisas em poucas linhas ok?

    E parabéns Lígia por mais este brilhante texto!!!

    Encontrei também este vídeo no Youtube mostrando a importância do Design na nossa vida, brincando com dois mundos paralelos:

    1 – com a presença do Design em todas as suas áreas

    2 – sem a presença do Design

    Simples, bonito e vai direto ao ponto. Foi feito, pelo que entendi, por um grupo de estudantes de Design da UFRGS.

    Parabéns pela iniciativa e pelo resultado pessoal!!!

    Por falar em resultados e aplicação dos conhecimentos adiquiridos em busca de algo novo, diferente, até que ponto você tem aplicado seus conhecimentos em seus projetos?

    Você é daqueles que prefere especificar mobiliário de lojas ou é do time da criação personalizando seus projetos?

    Pois é, tenho percebido uma grande quantidade de profissionais da área de Design de Interiores/Ambientes acomodando-se dentro de lojas de planejados e buscando as terríveis RTs.

    E onde você enfia todo o conhecimento restante que adiquiriu em seu curso? Pra que então você investiu tempo e dinheiro na sua formação? Especificar modulados onde o vendedor é quem vai fazer o projeto qualquer um faz, até minha vizinha de 5 anos. Isso não faz o Designer pelo contrário, depõe contra a nossa profissão. Transformam o Designer num mero decorador ou pior, atestam o que falam e escrevem por aí que esta área é coisa de madame desocupada.

    Isso inclusive reforça a visão tosca que alguns arquitetos* disseminam aos quatro cantos contra a nossa profissão sendo inclusive um dos “boatos” de que o CAU – recém aprovado e em fase de implantação – deve restringir a área exclusivamente para arquitetos. Estão usando erradamente a denominação “arquitetura de interiores” como sinônimo de Design de Interiores – o que é um erro gravíssimo e demonstra total e absoluto desconhecimento sobre as duas coisas – uma vez que muitos profissionais formados em Design de Interiores/Ambientes estão manchando a profissão com atitudes umbiguistas e equivocadas abrindo então esta brecha.

    Gente, com as matrizes curriculares dos cursos de Design de Interiores/Ambientes é inadmissível que esse tipo de atitude aconteça. Buscar soluções exclusivas, criativas, inovadoras e que atendam principalmente à personalidade do cliente é fundamental. E não é numa loja de planejados ou de móveis prontos que isso vai acontecer. Não mesmo!

    Nem é tão difícil assim chegar a uma solução com identidade própria. Veja este exemplo:

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    Fotos: String_Gardens

    Observem como uma solução simples deu um toque todo especial neste projeto. Tá, eu sei que isso não tem muito a ver com as soluções de mobiliário que eu vinha falando, mas faz parte do processo criativo.

    Por falar nisso, você só projeta quando tem um cliente ou faz isso diariamente como forma de estudo, testes, aplicações, etc? Prefere deixar a sua mente atrofiar ou explora seus conhecimentos, pesquisa sobre novas coisas?

    Olhem o que Robert Butkovic fez: estipulou que produziria 100 logos diferentes em 100 dias. Não foram projetos para clientes mas sim apenas uma forma de desenvolver, explorar e ampliar o seu pensamento criativo. Esse tipo de atitude serve como estudo através do qual acabaremos descobrindo e criando muitas coisas. Só temos a ganhar com esse tipo de atitude.

    Outra coisa é a absurda falta de união dos profissionais. Vejo uma grande parcela olhando o colega profissional como um inimigo comercial e não como um aliado até mesmo quando o assunto refere-se a questões como a regulamentação profissional que é de interesse de todos: nós profissionais, nossos clientes e o mercado.

    #ficadica: se não nos unirmos urgente a coisa vai ficar feia em pouco tempo. Vamos levar uma rasteira e depois não adianta ficar de chororô por aí não.

    Então pessoal, que tal começar a levar mais a sério a profissão e trabalhar pelo coletivo em benefício de todos nós?

    Vamos parar de olhar apenas para nossos umbigos quando o assunto refere-se à atuação e exercício profissional?

    Pensem e reflitam seriamente sobre isso ok?

    Abraços e até o próximo post.

    .

    *alguns arquitetos: não me refiro a todos os arquitetos mas como a expressão diz, apenas a alguns que insistem em denegrir, deturpar, desinformar, fazer denúncias vazias e atrapalhar os trapalhos desenvolvidos pelos Designers de Interiores.