Tag: Design

  • The Halle Tony Garnier – Paris

    The Halle Tony Garnier, surgiu após uma uma estrutura industrial construída em 1889 ser transformada num espaço para eventos e shows, em Paris. Com um grandioso projeto envolvendo áreas como arquiteura, engenharias, lighting e design, fizeram uma revolução.

    O projeto de 17.000m² que mescla estruturas originais de madeira e alvenaria com grandes panos de vidro e outras estruturas metálicas no teto e nas paredes.

    O resultado desse trabalho em parceria entre diversos profissionais só poderia resultar num projeto de excelência e belíssimo.

    Imagens: Aphex Twin, Xuan NGUYEN aka Xuxu, Leandro’s World Tour on flickr, and from wikipedia

  • DInt – como funciona um curso superior?

    Alguns vídeos interessantes sobre como é o curso de Design de Interiores que encontrei no youtube pra vocês.

    Apesar deste da Uniban “fechar” a atuação do profissional de Interiores e Ambientes dentro de “4 paredes” apenas – idéia já ultrapassada  superada – o contexto geral e apresentação do curso é excelente.

  • Até que enfim um concurso público com vagas para Designers!

    Tudo bem que terão outras áreas concorrendo à mesma vaga, mas o simples fato de estar presente no edital a exigência da formação em Design já é um grande passo!
    As inscrições encerram-se dia 22/03 às 20hs.

    Fica aqui o recnhecimento deste importante passo da APEX em prol do Design!!!

    Parabéns à APEX!!!

    AGÊNCIA DE PROMOÇÃO DE EXPORTAÇÕES DO BRASIL (Apex–Brasil)
    PROCESSO SELETIVO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS E FORMAÇÃO DE CADASTRO RESERVA EM EMPREGOS DE NÍVEL SUPERIOR E DE NÍVEL MÉDIO

    A jornada de trabalho para todos os empregos é de 40 (quarenta) horas semanais.
    Os contratados pelo presente Processo Seletivo Público cumprirão período de experiência de 90 (noventa) dias e os contratos serão regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.
    As provas do processo seletivo público serão realizadas nas cidades de Brasília/DF, Manaus/AM, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ e São Paulo/SP.

    2.3.3.7. ANALISTA DE GESTÃO E NEGÓCIOS – PROJETOS SETORIAIS (CÓDIGO 207)
    2.3.3.7.1. NÚMERO DE VAGAS: 1 (uma) vaga e formação de cadastro reserva.
    2.3.3.7.2. REQUISITOS DE FORMAÇÃO ACADÊMICA: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de nível superior e/ou graduação em Administração, Comércio Exterior, Economia, Engenharia, Direito, Gestão Ambiental, Ciências da Computação, Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda, Turismo, Design ou Relações Internacionais, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação, ou outro documento com mesmo valor legal, e registro no respectivo conselho de classe, se for o caso.
    2.3.3.7.3. REQUISITOS DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL: experiência mínima de 6 (seis) meses completos em gestão de projetos de desenvolvimento industrial, econômico ou de comércio exterior.

    2.3.3.8. ANALISTA DE GESTÃO E NEGÓCIOS – PROJETOS ESPECIAIS (CÓDIGO 208)
    2.3.3.8.1. NÚMERO DE VAGAS: 3 (três) vagas e formação de cadastro reserva.
    2.3.3.8.2. REQUISITOS DE FORMAÇÃO ACADÊMICA: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de nível superior e/ou graduação em Administração, Comércio Exterior, Economia, Engenharia, Direito, Gestão Ambiental, Ciências da Computação, Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda, Turismo, Design ou Relações Internacionais, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação, ou outro documento com mesmo valor legal, e registro no respectivo conselho de classe, se for o caso.
    2.3.3.8.3. REQUISITOS DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL: experiência mínima de 6 (seis) meses completos em gestão de projetos de desenvolvimento de produtos ou serviços para comércio exterior ou eventos internacionais.

    2.3.3.9. ANALISTA DE GESTÃO E NEGÓCIOS – PROJETOS DE IMAGEM E ACESSO A MERCADOS (CÓDIGO 209)
    2.3.3.9.1. NÚMERO DE VAGAS: 2 (duas) vagas e formação de cadastro reserva.
    2.3.3.9.2. REQUISITOS DE FORMAÇÃO ACADÊMICA: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de nível superior e/ou graduação em Administração, Comércio Exterior, Economia, Design, Arquitetura, Engenharia, Direito, Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas ou Publicidade e Propaganda, Informática ou Relações Internacionais, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação, ou outro documento com mesmo valor legal, e registro no respectivo conselho de classe, se for o caso.
    2.3.3.9.3. REQUISITOS DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL: experiência mínima de 6 (seis) meses completos em marketing internacional, publicidade, relações públicas, comércio exterior, pesquisa de percepção, administração da marca e comunicação integrada ou eventos internacionais.

    Classe  Nível       Requisitos                                                                                  Salário (R$)
    I                 1           Graduação + 6 meses de experiência profissional      4.971,04
    I                 2          Graduação + 1 ano de experiência profissional            5.301,37
    I                 3          Graduação + 2 anos de experiência profissional          5.653,65
    II               1          Graduação + 3 anos de experiência profissional          6.029,33
    II               2         Graduação + 4 anos de experiência profissional          6.429,98
    II               3        Graduação + 5 anos de experiência profissional          6.857,25
    II               4       Graduação + 6 anos de experiência profissional           7.312,92
    III             1       Pós-Graduação + 7 anos de experiência profissional  7.798,86

    DA INSCRIÇÃO NO POSTO DE ATENDIMENTO PRESENCIAL
    PERÍODO: de 1 a 15 de março de 2009 (exceto sábados, domingos e feriados).
    LOCAL: Central de Atendimento ao Candidato da Fundação Universa, localizada na SGAN 609 Módulo A, Asa Norte, Brasília/DF.
    HORÁRIO: das 10 (dez) horas às 17 (dezessete) horas, ininterrupto.
    Para efetuar a inscrição no posto, o candidato deverá:
    a) preencher e entregar o formulário de inscrição com os dados pessoais (nome, endereço, CEP, telefone(s) para contato, número de documento de identidade e número do CPF);
    b) receber da Fundação Universa comprovante provisório de inscrição e o boleto de cobrança para pagamento na rede bancária;
    c) encaminhar-se a uma agência bancária munido do boleto de cobrança correspondente e efetuar o pagamento da taxa de inscrição; a data de vencimento do boleto bancário é 16 de março de 2009.
    O pagamento da taxa de inscrição sem a devida entrega do formulário de inscrição no posto de atendimento presencial acarretará o indeferimento da inscrição do candidato.

    DA INSCRIÇÃO VIA INTERNET
    Será admitida a inscrição via internet, no endereço eletrônico http://www.universa.org.br, solicitada no período entre 8 (oito) horas do dia 1 de março de 2009 e 20 (vinte) horas do dia 15 de março de 2009, observado o horário oficial de Brasília/DF.
    A Fundação Universa não se responsabilizará por solicitação de inscrição via internet não recebida por motivos de ordem técnica dos computadores, falhas de comunicação, congestionamento das linhas de comunicação, bem como outros fatores de ordem técnica que impossibilitem a transferência de dados.
    O candidato que desejar realizar sua inscrição via internet poderá efetuar o pagamento da taxa de inscrição por meio de boleto bancário, pagável em toda a rede bancária.
    O boleto bancário estará disponível no endereço eletrônico http://www.universa.org.br e deverá ser impresso para o pagamento da taxa de inscrição após a conclusão do preenchimento da ficha de solicitação de inscrição on-line.
    O pagamento da taxa de inscrição por meio de boleto bancário deverá ser efetuado até o dia 16 de março de 2009.

    As inscrições efetuadas via internet somente serão acatadas após a comprovação de pagamento da taxa de inscrição.
    O candidato inscrito via internet não deverá enviar cópia de documento de identidade, sendo de sua exclusiva responsabilidade a correção e a veracidade dos dados cadastrais informados no ato de inscrição, sob as penas da lei.
    Informações complementares acerca da inscrição via internet estarão disponíveis no endereço eletrônico http://www.universa.org.br.

    ANEXO I – DOS OBJETOS DE AVALIAÇÃO

    1. CONHECIMENTOS BÁSICOS
    1.1. LÍNGUA PORTUGUESA: 1. Compreensão, interpretação e reescrita de textos e de fragmentos de textos, com domínio das relações morfossintáticas, semânticas, de redação e argumentativas. 2. Tipologia textual. 3. Coesão e coerência. 4. Ortografia oficial. 5. Acentuação gráfica. 6. Pontuação. 7. Formação, classe e emprego de palavras. 8. Significação de palavras. 9. Coordenação e subordinação. 10. Concordância nominal e verbal. 11. Regência nominal e verbal. 12. Emprego do sinal indicativo de crase.
    1.2. RACIOCÍNIO LÓGICO: 1. Compreensão de estruturas lógicas. 2. Lógica de argumentação: analogias, inferências, deduções e conclusões. 3. Diagramas lógicos. 4. Fundamentos de matemática. 5. Princípios de contagem e probabilidade. 6. Arranjos e permutações. 7. Combinações.
    1.3. CONHECIMENTOS GERAIS: 1. Domínio de tópicos atuais e relevantes de diversas áreas, tais como: comércio exterior, desenvolvimento sustentável, ecologia, tecnologia, energia, política, economia, sociedade, relações internacionais, educação, segurança e artes e literatura e suas vinculações históricas.
    1.4. LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA: 1. Lei nº 10.668, de 14/5/2003, e alterações posteriores. 2. Decreto n° 4.584, de 05 de fevereiro de 2003. 3. Estatuto Social da Apex-Brasil. 4. Regulamento de Licitações e Contratos da Apex-Brasil. 5. Regulamento de Convênios da Apex-Brasil.
    1.5. LÍNGUA INGLESA: correção gramatical; compreensão textual; organização e desenvolvimento de idéias; qualidade da linguagem.

    2. CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
    2.9. ANALISTA DE GESTÃO E NEGÓCIOS – PROJETOS SETORIAIS (CÓDIGO 207). 1. Formação econômica do Brasil (macroeconomia, economia nacional e internacional). 2. Comércio exterior (processo de exportação e importação). 3. Marketing internacional (promoção internacional). 4. Desenvolvimento industrial e econômico do Brasil (conhecimento do setores produtivos). 5. Políticas públicas e desenvolvimento tecnológico (conhecimento das prioridades governamentais). 6. Reestruturação produtiva no Brasil. 8. Organização dos setores produtivos brasileiros. 9. Políticas públicas de incentivo a exportação. 10. Planejamento Estratégico. 11. Entes que prestam apoio ao comércio exterior. 12. Gestão de Projetos. 13. Língua espanhola: correção gramatical; compreensão textual; organização e desenvolvimento de idéias; qualidade da linguagem.

    2.10. ANALISTA DE GESTÃO E NEGÓCIOS – PROJETOS ESPECIAIS (CÓDIGO 208). 1. Potencialidades econômicas estaduais e regionais do Brasil. 2. Economia nacional e internacional. 3. Comércio exterior (entes ligados ao comércio exterior federais, estaduais e de classe, instituições que prestam apoio ao comércio exterior, logística). 4. Marketing internacional (publicidade, propaganda, promoção e distribuição). 5. Políticas públicas de incentivo a exportação. 6. Relações Públicas. 7. Técnicas de negociação internacional. 8. Língua espanhola: correção gramatical; compreensão textual; organização e desenvolvimento de idéias; qualidade da linguagem.

    2.11. ANALISTA DE GESTÃO E NEGÓCIOS – PROJETOS DE IMAGEM E ACESSO A MERCADOS (CÓDIGO 209). 1. Marketing internacional (trade marketing, estratégias de marketing, mídias de acesso ao mercado). 2. Noções de comunicação social e relações públicas. 3. Economia de mercado. 4. Comércio exterior. 5. Geografia humana e econômica. 6. História social e política do Brasil e do mundo. 7. Pesquisa de percepção, administração da marca e comunicação integrada e suas ferramentas. 8. Planejamento Estratégico. 9. Língua espanhola: correção gramatical; compreensão textual; organização e desenvolvimento de idéias; qualidade da linguagem.

    Maiores informações e Edital completo: clique aqui

  • Como Cães e Gatos…

    Ja ha algum tempo quero postar algo sobre este assunto pois sou apaixonado por cães. Tenho duas meninas lindas aqui em meu apartamento. São da raça Schnauzer. Maggye com quase 4 anos e Leeloo – filha da Maggye – com quase 2 anos.

    É bastante comum encontrarmos clientes que possuem cães, gatos ou outros pets e isso deve ser levado em consideração na hora de projetar.

    Não vou escrever sobre as dicas de cuidados com os cães como passeios e outras coisas mas sim, quero me ater à parte prática do dia a dia para o relacionamento homem x cão. Vou escrever sobre cães, mas as dicas podem ser usadas também para gatos e outros pets.

    A partir do momento em que você descobre que seu cliente tem ou pensa em ter um cão, este deverá fazer parte do brieffing. Incluem-se aqui as características gerais do cão como raça, tamanho, adestramento, obediência, comportamento, higiene, idade, etc. Com estes dados você vai perceber que todo o projeto deverá ser trabalhado levando em consideração também o cão.

    Se o cão tem um temperamento normal, quieto, brincalhão. Se a raça derruba muitos pêlos. Se a raça tem cheiro. Se tem aquela “baba” caracteristica de algumas raças. Se o cachorro fica muito tempo sozinho em casa ele poder ser um “destruidor” de coisas. Não por maldade. Isso ocorre porque os cachorros são muito ativos e curiosos e precisam ocupar-se com alguma atividade. Se não encontram brinquedos, tratam rapidamente de encontrar algum em algum lugar. E é aí que começam os problemas e perigos.

    Armários devem ser todos com portas e com fechamento seguro que o cão não consiga abri-los. Eles são curiosos e xeretas, adoram explorar os espaços. Basta um saco de plástico fazer algum barulho dentro de um armário que eles já começarão a rodear, cheirar tentando descobrir o que pode ser aquele barulho. Digamos que esse cão consiga abrir o armário e o saco plástico é de sabão em pó. Você imaginou a bagunça que isso iria virar não é mesmo? Porém, isso pode afetar a saúde do cão também. Pois ele vai rasgar o pacote, espalhar o conteúdo e nessas ações, acabará por inalar e engolir parte dessa química toda. Todos os produtos para limpeza são potencialmente tóxicos e podem levar à morte.

    O faro deles é muito desenvolvido e o que passa despercebido por uma criança, para eles não. O faro deles é seletivo e com isso conseguem perceber os odores separadamente. Digamos que você jogou no lixo um resto de um refogado com repolho, cebola, alho, carne, cenoura e condimentos. Ele consegue detectar cada um desses odores separadamente ao contrário de nós que sentimos apenas o odor do “bouquet” – o aroma da mistura toda. Certamente a carne vai chamar a atenção dele e ele irá procurar onde está e, encontrando, fazer a bagunça. E nesta bagunça pode acabar encontrando alguma outra coisa dentro do lixo que pode vir a fazer muito mal a ele. Lixeiras sempre com tampas com travas anti-patinhas!

    Alem desses problemas, temos de tomar muito cuidado com as nossas comidas e guloseimas. Cães não se dão bem com açúcares e gorduras. Portanto, chocolates e doces devem ser guardados fora do alcance das patas. Assim como outras comidas. Apenas 85g de chocolate pode levar um cão de 8kg à morte. As nozes também são perigosas aos cães por seu excesso de gorduras. Para cães, apenas ração e guloseimas apropriadas, próprias para eles.

    Outra coisa muito perigosa são os nossos remédios e venenos. As pílulas ao caírem no chão acabam fazendo barulho e rolando ou pulando. Na tem coisa melhor para chamar a atenção deles. E, engolida pode causar sérios problemas ao cão e até mesmo leva-lo à morte. Já os venenos, especialmente as iscas, chamam a atenção do animal por causa do cheiro. Remédios e venenos, sempre muito bem acondicionados e também fora do alcance das patas e bocas!

    Portanto, todo projeto para clientes que possuem cães devem ser pensados em eliminar estes riscos. Produtos sempre no alto, fora do alcance das patas. Parece que estou escrevendo sobre crianças não é mesmo?

    Por falar em crianças, temos de tomar cuidados também com as instalações elétricas. Muitos cães gostam de roer coisas – na falta de brinquedos próprios. E dentre as coisas que eles podem vir a roer estão os fios de equipamentos. Além do choque que pode ou não ser letal, tem todo o gasto com o conserto do equipamento.

    Por falar em roer, haja quinas de móveis, sapatos, vassouras e outros objetos para cães que não tem seus brinquedinhos. Portanto, pense muito bem e planeje muito bem mobiliário e espaços para guardar estes objetos. Sapatos expostos e ao alcance, nem pensar. Vassouras, rodinhos e pás ao alcance? Idem. Desenvolva o mobiliário de forma a evitar que o cão consiga fuçar dentro dos armários.

    Outro ponto a ser observado são as quinas de móveis. A minha pequena Leeloo é super brincalhona e vira e mexe está correndo pela casa com seus brinquedinhos. Tive de eliminar todas as quinas pois ela acabou se machucando duas vezes em meio às brincadeiras. Já no caso de estofados e camas do tipo box, procure desenvolver algum elemento que sirva para descanso dos pés dos usuários mas que também sirvam como um degrau para diminuir o impacto nos saltos para subir ou descer.

    Já os pisos são bastante problemáticos para os cães. Por suas características lisas e escorregadias acabam por fazer o animal forçar excessivamente as musculaturas das pernas e patas levando a tendinites. Pisos menos lisos e tapetes são essenciais para diminuir este tipo de problema.

    Já para a escolha dos tecidos para revestir os moveis busque aqueles que evitam que coisas fiquem grudadas ou acabem penetrando na trama e também aqueles com tratamento anti-manchas.. Pêlos e migalhas de guloseimas comumente grudam nos tecidos.

    Plantas também podem ser letais para nossos amigões. E é comum à raça canina comerem plantas – ajuda no aparelho digestivo, especialmente a grama. Mas várias outras plantas contém substâncias tóxicas. Então, analise muito bem as plantas de seus clientes à procura das tóxicas e, na impossibilidade de troca-las por outras, coloque-as sempre no alto, fora do alcance da boca deles.

    Se for uma residência e houver jardim, busque formas de afastar o cão das plantas. Hoje existem equipamentos próprios para isso como cercados. Caso não deseje inserir estes cercados, assim como as plantas internas, procure afastar do alcance da boca deles estas colocando-as em locais altos.

    Plantas venenosas:
    Caule e folhas: comigo-ninguém-pode, filodendro, caládio, inhame, azaléias, holly berries, hortênsias, ligustro, alfenas, espirradeira, hera, jasmim e glicínia.
    Bulbos: narcisos, junquilhos, jacintos e íris são venenosos também. , bem como.

    Onde montar a casinha do cão?

    Se seu cliente mora em um apartamento, o ideal é utilizar a área de serviços para servir de banheiro e refeitório. Porém atente-se para o fato de que nenhum animal come e faz suas necessidades no mesmo espaço. Uma coisa num canto e a outra no outro. Atente-se também para definir a área de banheiro próxima do ralo da área de serviços para facilitar a limpeza.

    Já a caminha vai depender do cão e dos donos. Existem raças que são muito grudadas aos donos e acabam por dormir ou no mesmo cômodo ou próximo a eles. Na verdade, os cães – como chefes de matilha – tem de ter a sua no seu campo de visão para garantir a segurança do grupo.

    Se seu cliente mora em uma residência, o local ideal para colocar a casinha tem de ter sombra, ser fresco. Sombra no verão e ser protegido no inverno. Pode-se optar por uma casinha ou mandar fazer um canil. Em ambos os casos, procure levantar um pouco a área de dormir do chão pois isso garante isolamento extra e maior conforto ao animal.
    Em qualquer um dos casos, preste muita atenção ns dimensões do cão. A casinha ideal tem de ter espaço para que ele fique em pé, estique-se, vire, role e ande dentro da casinha.

    Os cães necessitam do sol assim como nós seres humanos. Então procure sempre – no caso de apartamentos – deixar uma área ventilada e onde o sol incida direto para que ele possa tomar seus banhos de sol tranquilamente. Isso vai te fazer pensar inclusive sobre isolamentos para pó caso de chuvas.

    Faz-se necessário também pensar num espaço para cuidados com o cão. Muitas raças necessitam de escovação e outros cuidados diários/semanais e pensar esta questão é fundamental para isso. Em apartamentos, procure projetar uma bancada na área de serviços que atenda às necessidades do espaço e também sirva para isso.

    Estas são apenas algumas dicas e cuidados básicos que devemos considerar mas existem muitas outras ainda. Então, assim como prestamos muita atenção em nossos clientes na hora do briefing, devemos inserir o cão como membro da família e brifa-lo também.

    O amigão de seu cliente merece também carinho e conforto.

  • 100% Nacional – José Alcino Alano

    Quem é José Alcino Alano? De que faculdade ele vem? Qual a sua formação cadêmica?

    Nada disso importa pra mim. O que vale é a consciência ecológica dele e de sua família e de sua capacidade inventiva.

    Um senhor da cidade de Tubarão-SC,  já aposentado e bastante incomodado com os rumos que nosso planeta está tomando e com o descaso das pessoas com as questões ambientais. Tanto que abre mão dos direitos autorais deste projeto por ele desenvolvido em prol de um bem maior: nosso planeta. Digno de aplausos e reconhecimento.

    Portanto, fica aqui neste post, a minha humilde contribuição à ação por este também humilde senhor e sua família.

    Aquecedor solar de garrafas PET e caixas tetra pak.

    Este é o produto desenvolvido pelo sr José.

    Além do quase zero impacto ambiental, este produto é ecologicamente correto e tem uma eficiência energética altíssima. O desempenho pode chegar a 37ºC no inverno e 50ºC no verão, proporcionando uma economia de aproximadamente 35% de energia elétrica.

    O melhor de tudo é que o custo para o desenvolvimento deste produto é baixíssimo e pode facilmente ser construído por você mesmo. Basta começar a recolher garrafas PET transparentes e caixas de leite tetra pak com os amigos e parentes, comprar poucos materiais hidráulicos e baixar GRATUITAMENTE a apostila que ensina a montar o equipamento através deste link.

    Abaixo um vídeo mostrando o projeto e a sua aplicação:

    O malhor de tudo é que não é preciso nenhuma bomba para movimentar a água. O sistema funciona sozinho através de um sistema conhecido como termo-sifão, como fica bem claro no vídeo.

    Mais uma vez, parabéns ao sr João e sua família!

    Encontrei este produto no excelente Design Atento.

  • Cursos Lighting

    CURSO DE ILUMINAÇÃO PRÁTICA E ECONÔMICA EM SÃO PAULO

    A fabricante de lâmpadas Golden Plus promoverá no dia 8 de abril em seu Centro de Treinamento, localizado no bairro do Belenzinho, em São Paulo (SP), o curso “Iluminação prática e econômica”, ministrado por Leandro de Barros, responsável  pelo Centro de Treinamento da empresa. O objetivo do evento é conscientizar o participante sobre o uso inteligente de lâmpadas; explicar como funciona a economia de energia elétrica por meio do uso de lâmpadas eficientes; apresentar os principais conceitos de iluminação e o mix de produtos da Golden Plus com as respectivas aplicações. O curso é destinado a profissionais ligados direta ou indiretamente ao mercado de iluminação e aos demais interessados no assunto.

    Iluminação prática e econômica
    Data: 8 de abril
    Horário: das 9 às 17 horas
    Local: Centro de Treinamento da Golden Plus
    Endereço: Rua Visconde de Parnaíba, nº 2568 – Belenzinho – São Paulo (SP)
    Preço: 1 kg de alimento não perecível
    Inscrições: (11) 2122-6696 ou pelo site

    MANHÃS ILUMINADAS

    O V Manhãs Iluminadas, evento anual com palestras, debates e oficinas gratuitas sobre iluminação cênica, acontecerá entre os dias 23 e 25 de março, em Curitiba (PR). Organizado pela AbrIC ( Associação Brasileira de Iluminação Cênica), representante brasileira da OISTAT (Organização Internacional dos Cenógrafos Técnicos e Arquitetos do Teatro), o evento contará com conceituados profissionais da área.

    V Manhãs Iluminadas
    Data: 23 a 25 de março
    Local: Teatro da Caixa
    Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, nº 280, Curitiba (PR)
    Preço: gratuito
    Mais informações: AbrIC

  • Movelpar 2009 – impressões

    Estive ontem, junto com minha parceira Adélia Covre, visitando a Movelpar aqui em Arapongas.

    Apesar do aumento do espaço de expositores, um movimento “do cão” – pois aquilo estava insuportavelmente cheio – cheguei ao pavilhão de exposições um tanto quanto apreensivo sobre o que iria ver. Digo apreensivo pois em época de crise mundial onde a ordem é cortar gastos, não sabemos o que iremos encontrar pela frente em um evento onde claramente os gastos são enormes! Outro fator é que o pólo moveleiro de Arapongas é claramente destinado aos magazines com uma linha de produtos mais simples e baratos. Encontraríamos alguma novidade real? Alguma empresa buscando destacar-se “subindo de nível”? Essas e outras questões nos perturbavam. Mas só vendo para saber.

    De entrada já me surpreendi pela eficiência e rapidez do credenciamento. Não sei dizer sobre o credenciamento no local, mas para quem como eu, o fez online, era só chegar num terminal de computador, digitar o CPF, colar a etiqueta no crachá e entrar. Em menos de 5 minutos tudo resolvido e já estávamos dentro da feira prontos para andar e andar e andar e andar. Aff.. E como andamos!!! Parabéns ao EXPOARA pela excelente organização.

    De cara já fiquei surpreendido com a qualidade dos estandes. Claro que tinham os mais simples e menores, porém os maiores estão belíssimos, muitos utilizando-se de alta tecnologia como painéis gigantescos em LEDs. Como nos disse um de nossos contatos, neste momento de crise, ao menos a indústria moveleira está esperançosa. Por isso vale o investimento pois o retorno, ao menos nesse setor, apesar da queda de aproximadamente 25% que tiveram nos últimos meses, vale a pena.

    Atendo-me aos estandes por hora, novamente vi um show de irresponsabilidade ecológica no que diz respeito aos projetos, especialmente no tocante à iluminação. Haviam estandes com tantos espotes e projetores de luz que muitos acabaram por serem desligados. Outros casos é a insistente colocação de projetores junto ao piso nas fachadas dos estandes. Fica bonito? Até que interessante sim, porém tecnicamente totalmente errados pois o ofuscamento para quem passava ao lado destes era algo insuportável. E não foram um, dois ou três estandes incorrendo no mesmo erro e sim vários e vários.

    Sobre revestimentos, formas e estruturas, alguns merecem aplausos pois estavam, digamos, perfeitos! Perfeitos esteticamente, forma, cores, texturas enfim, conjuntos muito bem elaborados e resolvidos. Já outros também enormes, pecam por excessos desnecessários ou formas básicas demais – caixotão. Alguma formas “disformes” nada interessantes se fazem presentes e acabam por distorcer a “paisagem feirística”.

    Como estes estandes são para mostrar o que a indústria vem desenvolvendo, passemos então aos produtos.

    MAGAZINES.

    Quase a totalidade das indústrias desse pólo moveleiro trabalha com produtos voltados às redes de lojas populares. Até aí tudo bem, tem mercado para todos e todos precisam de produtos. Vimos muitas matérias primas que também estão sendo utilizadas pela indústria alta aplicados nestes produtos mais populares. Ótimo isso acontecer! Porém – como sempre tem um porém, impressionante – as novidades param por aí com raras excessões.

    Um questionamento:

    “Será que o povão gosta mesmo desse tipo de coisa ou compra por falta de opções mais bonitas, digamos, com um design próprio e que anuncie uma identidade própria da marca?”

    É impressionante a mesmice dentro das diversas marcas. Visualmente é um show de repetições sem fim a cada estande visitado. As diferenças ficam por conta dos revestimentos, cores. Formas são basicamente as mesmas.

    Será que o povão gosta mesmo daqueles estofados com espaldar alto e “rechonchudo” revestidos com aqueles tecidos horríveis sejam na padronagem seja na textura? Será que o povão gosta mesmo daqueles móveis ergonomicamente errados e desmontáveis com apenas “um tapa” por causa de erros projetuais e especificação de ferragens? Será que o povão tem tanto mal gosto mesmo ou será que tem esse mal gosto por absoluta falta de opção? Será que a indústria não consegue realmente vislumbrar uma forma de resolver esteas distorções e, uma a uma, buscar a sua identidade própria?

    Esses e tantos outros questionamentos saltam nossos olhos ao visitar esta e outras feiras. Especialmente um:

    Quem é que faz o “dezáine” dentro destas empresas?

    Conheci sim algumas – conta-se nos dedos de uma mão – que realmente tem investido pesado em design, numa equipe forte, sólida e muito bem embasada, com excelentes profissionais. Empresas estas que vem se destacando e diferenciando dentro do polo moveleiro de Arapongas. A estas os meus sinceros comprimentos e parabéns e votos de sucesso!

    Por falar em “dezáine”, o que dizer do Prêmio Movelpar de “Dezáine”???

    Francamente, novamente uma decepção total assim como nas outras edições.

    É impressionante como este “concurso” é capaz de premiar produtos ridículos e deixar de fora produtos maravilhosos. É um bom exercício de paciência para se ficar “abestado” e incrédulo com o que se vê sem surtar, afinal estamos num espaço público. Mas também excelente para se perceber as críticas dos outros visitantes e perceber que você não é um ET e tampouco está fora da realidade ao ver que a sua visão bate com a de muitos outros. Talvez falte a este Prêmio o “Voto Popular” à exemplo de outros concursos. Mais adiante farei um post com a minha classificação dos finalitas sob a minha ótica. É uma pena que nao terei acesso a todos os inscritos pois certamente existem outros produtos magníficos que ficaram de fora da lista de finalistas.

    Com o tempo vou postando as coisas que vi, gostei muito e acho que valem a pena serem expostas.

  • O Semeador de Estrelas

    Nada como um pouco de poética para reiniciar os posts após termos rompindo os 300.000 acessos ao blog.

    Arte + luz = poesia.

    Ciência Cênica ou Cênica Ciência…

    O Semeador de Estrelas trata-se de um excelente exemplo de como a iluminação pode criar a realidade espacial, sensorial e imagética.

    Esta estátua está em Kaunas, Lituânia.

    semeador_01

    Quem passa por ela durante o dia, pode até pensar não tratar-se de mais um bronze perdido em meio à paisagem urbana, herança da época soviética, como mostra a foto acima. E também pode até notar o ato de vandalismo com a pichação na parede ao fundo. Ou melhor, pensar tratar-se de apenas mais um ato de vandalismo.

    Mas quando a noite chega, a estátua justifica seu título. Com um simples projeto de LD e cálculos precisos a cena se transforma e tudo passa a fazer sentido.

    semeador_02

    Esta é a essência do trabalho de um Lighting Designer. Esse é o diferencial entre um Lighting Designer e um simples iluminador: o seu olhar artístico sobre tudo.

    Recebi estas fotos por e-mail de meu colega de profissão Valmir Perez.

    VALEU!!!

  • PHILIPS – Cursos 2009

    A Philips disponibilizou a agenda para o segundo semestre de 2009 de cursos de Iluminação.

    Confira a agenda:

    CURSOS PRESENCIAIS:

    Setembro/ 2009
    Data
    01 Princípios Básicos de Iluminação 120,00
    02 Iluminação de Escritórios – Conceitos e Tecnologias 120,00
    15 Cálculos e Projetos – Método dos Lúmens 120,00
    16 LED – Tecnologia, Produtos e Aplicações 120,00
    17 Iluminação Residencial 120,00

    Outubro/ 2009
    Data
    06 Princípios Básicos de Iluminação 120,00
    07 LED – Tecnologia, Produtos e Aplicações 120,00
    27 Princípios Básicos de Iluminação 120,00
    28 Iluminação de Lojas – Conceitos e Tecnologias 120,00

    Novembro/ 2009
    Data
    11 Princípios Básicos de Iluminação 120,00
    18 LED – Tecnologia, Produtos e Aplicações 120,00
    19 Iluminação Residencial 120,00

    Dezembro/ 2009
    Data
    01 Princípios Básicos de Iluminação 120,00
    02 LED – Tecnologia, Produtos e Aplicações 120,00

    CURSOS ONLINE:

    SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO – TECNOLOGIAS E APLICAÇÕES – grátis
    CÁLCULOS E PROJETOS – MÉTODOS DOS LÚMENS – 60.00
    A QUALIDADE DE ILUMINAÇÃO EM ESCRITÓRIOS – 60.00
    A Qualidade de Iluminação em Indústrias – 60.00

    CONTATOS E MAIORES INFORMAÇÕES:

    Localização do LAC em São Paulo:

    Rua Verbo Divino, 1400 – Chacara Sto. Antonio

    Maiores informações: clique aqui

    Fale com o LAC: clique aqui

  • Manipulação!!!!

    Calma!

    Fiquem tranquilos que não é mais uma cacetada em alguma associação ou coisa do gênero rsrsrsr

    A manipulação à qual me refiro no título deste post diz respeito à prática profissional. Na verdade, à falta desta por muitos profissionais.

    Como é comum encontrar profissionais tentando e tentando e tentando (…) atingir aquele efeito maravilhoso e não conseguem. É um tal de levanta/derruba, constrói/derruba, monta/desmonta que parece nunca ter fim.

    Seja no desenvolvimento de um produto, numa textura de uma parede, num efeito de luz ou em vãrias outras aplicações, na realidade o que falta aos profissionais é uma simples palavra: MANIPULAÇÃO!

    Manipular o que se idealiza/projeta/(argh) copia (argh) não deve ficar apenas na manipulação de papéis, lapiseiras, réguas ou mouse. De nada vai adiantar você fazer um belo desenho se desconhece como aquele material funciona na prática. Var dar errado certamente. O efeito jamais será o desejado/idealizado.

    Essa manipulação já deve começar na parte teórica, na fase de pesquisas onde você terá de conhecer – e muito bem – os materiais selecionados. Não basta apenas olhar para uma chapa de MDF revestida com BP Rovere, acha-la linda e especificar em seu projeto. Você tem de conhecer as características físico-mecânicas  destes materiais para ter a certeza de que são os ideais para o projeto.

    DoS materiaIS? Sim pois na chapa citada acima temos dois materiais básicos: a chapa de MDF e o BP que é o papel que dará a cor/textura. Mas além destes tem a cola usada para fixar o BP na chapa, a resina impregnante/isolante/acabamento…

    Você sabe diferenciar a ferragem ideal para ser aplicada numa chapa de MDP? E para uma chapa de MDF? Por falar em chapas, você sabe o que é um tamburato e para que e como pode ser aplicado?

    E se eu colocar três imagens aqui agora, você saberá dizer qual é qual rapidamente sem precisar pensar?

    Consegue identificar qual é qual?

    Pois é, assim vamos nos debatendo diariamente na elaboração dos projetos e o desconhecimento de elementos básicos como este acabam por nos forçar a usar sempre o mesmo, do mesmo modo que todo mundo e tudo fica maravilhosamente IGUAL.

    Um outro elemento importantíssimo disso é que a maioria dos profissionais amarra-se à lojas e se esquecem das fábricas. Porém é exatamente na industria de matérias primas que estão as informações fundamentais sobre os produtos. Isso sem contar que indo diretamente às fábricas você irá conhecer materiais que não estão no mercado porque o responsável pelo departamento de design da loja/grife X não gostou daquela cor, daquela textura, daquela forma, etc. E assim, muita coisa excelente fica de fora sendo utilizado apenas por poucos profissionais antenados na indústria.

    Essa manipulação (pegar, apalpar, torcer, entortar, quebrar, virar, etc) deve estar presente no dia a dia profissional de todos nós com relação a todos os materiais que utilizamos. Claro que não vamos ser loucos de quebrar ou torcer uma ferragem Roca – a não ser que teu bolso te possibilite uma excentricidade dessas.

    É assim que conseguimos atingir se não a perfeição – pois nao acredito em perfeição em projetos de arquitetura/design – ao menos um padrão de excelência.

    De início de carreira já forrei um sofácom um tecido onde tive a garantia da dona da loja (boa e reconhecida de outra cidade) de que ele aguentaria tranquilamente o fluxo da sala de espera de uma clínica. Menos de dois meses depois o tecido estava esgarçando todo. Má aplicação? Não! Tecido inadequado. Os erros? Simples: não fui beber água da fonte (indústria) e acreditei no conto da carochinha (loja). Depois dessa aprendi. Não compro tecido algum sem saber quem é o fabricante, entrar em contato e esgotar todas as minhas dúvidas técnicas/físicas sobre o tecido.

    Repito:

    ESSES CUIDADOS DEVEMOS TER COM ABSOLUTAMENTE TODOS OS ELEMENTOS DO PROJETO.

    Para não me estender demais, vamos às texturas junto com o lighting.

    Belíssimo trabalho o da imagem acima. Muitos devem estar pensando: Nossa é isso que eu queria para aquela parede, vou aplicar já no projeto.

    Tudo bem, faça como quiser. Mas se o resultado não ficar bom não venha chorar em meu ombro depois.

    Novamente pergunto: você sabe que material foi usado na parede para criar estas “ondas”? Como ele é aplicado? Pinta-se depois ou antes da aplicação? Pode ser lavado? Como é feita a limpeza? É poroso, junta pó?

    “Ah, mas eu apliquei o material e não consegui este efeito…” (carinha fazendo beicinho)

    Claro que não! Não temos apenas o revestimento da parede “trabalhando” aqui na imagem. Você chegou a perceber a iluminação? Sabe quais equipamentos (luminárias, lâmpadas, etc) foram utilizados? Você sabe dizer se o projeto acima é de lighting ou de iluminação? Você sabe dizer a abertura dos fachos das lâmpadas e outras características mais dela para se conseguir este efeito?

    “Poxa, eu fiz uns painéis estilo os da imagem acima no teto e eles estão cedendoe a iluminação não ficou bonita assim…” (novamente fazendo beicinho)

    Novamente: que material você usou? Você especificou e detalhou corretamente, de acordo com as especificações físico/mecânicas do material, o projeto? O marceneiro fez exatamente o que você projetou ou aplicou as famosas “gambiarras”? Você acompanhou a instalação para saber se ele aplicou ou não as gambiarras?

    “Sim estava tudo perfeito…” (com carinha de arrogante)

    Se estava perfeito não teria porque estar com risco de ceder e cair.

    Quanto à luz… Você alguma vez já manipulou a lampada e os equipamentos utilizados para sancas? Já brincou com esses materiais para perceber, na pratica, como funcionam e como os efeitos são atingidos? Você já ficou no chão da obra acompanhando a instalação dos sistemas de iluminação? Você tem o costume de fazer a afinação da iluminação?

    “Sim, sim, sim, sim… (já com cara de irritado) Sempre faço isso de dia quando passo na obra…”

    AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

    Meus pêsames! Nem peço desculpas pela estrondosa gargalhada.

    Luz instala-se de dia e testa-se e afina-se de noite.

    Sim DE NOITE!

    Continuando assim, é claro que nunca você irá conseguir atingir os efeitos tão desejados!

    “Ah, mas os projetos estão perfeitos, dentro das normas e especificações, tudo milimetricamente planejado e traçado…” (sem perder a arrogância,ainda…)

    Aqui é que está o ponto X.

    Não existe projeto no papel que fique perfeito no final da execução sem necessitar de ajustes “in loco”.

    Para tanto, é preciso siim sujar a sapatilha ou o Nike novinho com cimento, terra, gesso, tinta…

    É preciso levar choques, escorregar numa tábua de passagem, pagar micos na frente dos pedreiros, eletricistas, pintores, gesseiros, etc…

    É preciso ter a experiência da vivência de obra, do dia a dia da obra, da manipulação dos materiais da obra…

    É preciso saber que, na prática, pouco sabemos do que pode vir a acontecer. Todos estamos sujeitos a erros e acertos, Mas quando os erros aparecem, sempre é bom você já ter noção de como corrigi-los rapidamente.

    E isso só acontece quando o profissional tem a experiência da manipulação dos materiais.

    Pensem nisso com carinho e excelentes projetos daqui pra frente!

  • Manual do Usuário – precisa disso?

    Já há algum tempo venho analisando e percebendo algumas dificuldades de clientes meus e de outros profissionais das áreas de Interiores e Lighting em entender e saber como funcionam alguns elementos do projeto.

    Depois de ler um artigo postado pelo Jonas no blog http://www.design.com.br, em meu comentário sobre o mesmo, já demonstrei e deixei pendente algo sobre o assunto voltado especificamente para estes projetos.

    Muito podem alegar que é uma piração ou exagero do profissional propor-se a fazer um manual de instruções/uso sobre estes elementos. Pois bem, eu digo que não é não, especialmente nos dias de hoje em que a tecnologia nos coloca dia a dia frente a inovações.

    Fico pensando em como irá se comportar um de meus clientes que estou finalizando seu projeto diante de alguns detalhes como: eletros de cozinha novos de última geração, lâmpadas e equipamentos de iluminação complexos (ex: LEDs RGB e sua parafernália), revestimentos extras (tecidos ou palha em paredes, por exemplo), pisos entre muitas outras coisas.

    Quando o cliente recebe a “chave de volta” ele está inebriado por causa das novidades, da beleza, do cheiro do novo enfim, encontra-se absorto num mundo utópico de perfeição. Até precisar clicar em algum botão.

    Pronto, aí começam as brigas do cliente com o projeto.

    Como entender os interruptores paralelos? Qual está paralelo com qual e porquê, pra quê?

    E as persianas automáticas ou não, como usa-las corretamente? Como fazer a limpeza das mesmas?

    Da mesma maneira, tem aquela parafernália de luzes, spots, pendentes, reatores, controladores… A lâmpada queimou! Ah, vou colocar essa que tem aqui – porém não atenta se a lâmpada serve para aquele circuito, se vai sobrecarregar a rede. Isso sem contar o transtorno até ele descobrir como soltar aquele spot embutido sem arrebentar com o gesso e o próprio spot.

    Ainda dentro da parte de light, hoje em dia não se aplica mais uma iluminação única para um ambiente. Nos projetos é comum encontrarmos 3, 4 ou até mais sistemas independentes que podem ser usados individualmente ou agrupados, mas nunca TODOS de uma só vez. Além do excesso de luz que causará desconforto, temos também a questão da conservação de energia elétrica (meio ambiente) e o bolso dele no final do mês com a conta que virá bem alta.

    Dentro da parte de equipamentos, encontramos uma infinidade destes que tem suas características distintas e únicas seja no manuseio diário, seja na manutenção.

    Passe uma esponja de aço numa torneira cromada pra você ver o que vai te sobrar.

    Limpe uma geladeira ou fogão com produtos abrasivos (ex: veja) pra ver o estrago.

    Estes são apenas alguns exemplos bem básicos. Portanto vamos destrinchar algumas áreas:

    ILUMINAÇÃO:
    – Lâmpadas:
    Num projeto existem diversos tipos de lâmpadas que, obviamente, o cliente desconhece suas características. Portanto, nada melhor que ele receber em seu manual do usuário informações importantes para que o projeto luminotécnico não acabe por ser descaracterizado ou até mesmo destruído por falta destas.
    Quais informações devemos colocar sobre as lâmpadas e como fazer isso? Primeiramente devemos dividir as informações por cômodos e detalhar como por exemplo:

    Estar/Living:
    Sistema 1 (abajoures): lâmpadas fluorescentes compactas 16W, 120V, 2800K, preferencialmente todas da mesma marca/lote “X”. Tipo/marca/modelo do abajour. Características das cúpulas, etc.
    Sistema 2 (sanca RGB): barra LED RGB, marca “X”, seguir instruções do manual em anexo. Para os controladores fazer a mesma coisa: uma instrução básica (guia rápido) e anexar o manual técnico ao final do Manual do usuário.
    Sistema 3 (geral): modelo/marca dos spots, explicar basicamente a fixação, cuidados com limpeza, se há ou não reatores/transformadores, etc.
    Interruptores: caso existam interruptores de ultima geração, especificar quais são (localização) e explicar suas características e funcionalidades especiais.

    E assim por diante até fechar todos os sistemas que compõem o ambiente.

    PISOS:
    – Porcelanatos:
    Explicar como deve ser realizado os trabalhos de limpeza e manutenção dos mesmos. Existem peças porosas que podem vir a manchar caso seja derramado sobre as mesmas algum produto/pigmento. Já outras peças não correm este risco, porém se forem utilizados produtos abrasivos os mesmos podem acabar com riscos, perda de brilho entre vários outros problemas. Alguns vem com uma “capa” antiderrapante que também pode acabar sendo removida por causa do uso constante de produtos químicos.
    Nos sites dos fabricantes geralmente estão disponibilizados arquivos em PDF com estas informações. Busque-os e os anexe ao final do Manual.

    REVESTIMENTOS:
    Tecidos, lâminas, BP, melamínicos, vinil, palhas e outros naturais/rusticos, enfim. São muitos produtos que utilizamos nos revestimentos dentro de um projeto. Assim como os pisos, estes materiais também tem suas características próprias que merecem atenção.

    Especialmente os tecidos, os naturais e papéis de parede. Cada tecido tem sua característica, forma de lavar, produtos que devem ser evitados, se podem ou não ser passados, etc. Os clientes geralmente desconhecem estas informações.
    Portanto lembre-se de detalhar nesta parte cada revestimento especificando as suas características e cuidados.

    EQUIPAMENTOS:
    Não existe coisa mais chata que você chegar à frente de um aparelho eletrônico e ficar um tempão tentando adivinhar como fazê-lo funcionar.
    Estes equipamentos vem de fábrica com seus manuais de instruções. Porém você pode inserir dicas rápidas sobre uso/manutenção dos mesmos – ou no manual ou destacando aqui.

    Um problema muito sério é com relação à limpeza dos mesmos. Vemos constantemente geladeiras riscadas (arranhadas), peças de metal idem. Os cuidados devem ser destacados. Existem na web inúmeras informações e dicas sobre como evitar problemas como estes.

    MOBILIÁRIOS/MARCENARIA:
    Alguns moveis tem características particulares, outros são aqueles multi-funções enfim.
    Estas características devem ser destacadas e explicadas para o usuário final.

    Como escrevi acima, são apenas algumas informações que eu iria passar. No entanto, se formos pensar no todo de um projeto existem muitos outros pontos que devem ser destacados neste manual. Basta observar bem tudo o que está sendo especificado.

    Como apresentar isso a um cliente?

    A coisa mais irritante é, quando preciso de alguma informação, ter de ficar revirando gavetas e armários atrás dos manuais de instruções.


    Que tal juntar tudo isso numa pasta – pode ser daquelas A-Z – onde você coloca tudo ali dentro?
    Manuais técnicos, garantias, notas fiscais e, claro, o seu manual profissional.
    Pode-se optar por mandar alguém fazer um scrapbook bem bonito, transado e que promova uma apresentação legal do mesmo. Tudo vai depender de você.

    Claro que isso tem um custo para ser feito e não é só referente aos custos dos materiais para confecciona-lo mas também o seu tempo de trabalho e empenho para a construção deste manual.

    Pense com carinho neste assunto. Seus clientes merecem esta atenção e isso certamente vai valorizar e muito o seu trabalho.

    E.T.: a primeira imagem deste post é de uma obra – da mais interessante – da Nuit Blanche. A instalação de Robert Stadler na Igreja Saint-Paul Saint-Louis. Ao entrar na igreja, por uma porta lateral, o público vê apenas grandes esferas luminosas, que parecem organizadas aleatoriamente. Ao se dirigir para o centro da igreja, entretanto, as esferas formam um grande ponto de interrogação sobre o altar.

  • CEDES – Centro de Design do Espírito Santo

    cedes

    O designer de interiores capixaba Vinícius Alberto Morais assume em 2009 o cargo de Gestão do Centro de Design do Espírito Santo – CEDES, que desde 2005 se empenha para que o design seja elemento que agregue valor aos produtos do estado.

    Vinícius tem como missão montar projetos que divulguem o design no Espírito Santo e o próprio CEDES. Assim, ele pretende adotar a premissa de que o design, a cada dia que passa, está cada vez mais centrado no humano, no regionalismo e no povo.

    “O CEDES tem o compromisso de investigar como o design pode melhorar a produção industrial, inserindo a gestão do design nas empresas, como também a consultoria e formação em centros de artesanato, instituições de ensino e a população em geral. No entanto, perceber o design como ferramenta de aproximação entre o homem às questões imateriais da cultura popular capixaba é fundamental para que o CEDES possa contribuir com o desenvolvimento da produção industrial, dos profissionais de design e da comunidade acadêmica”.

    vinicius-alberto-morais-02

    Professor do curso de design de interiores do SENAC-ES, Vinícius Alberto Morais é bacharel em Design de Interiores, FAESA – ES, pós-graduando no curso de Mídias Interativas – Centro Universitário SENAC – SP. Premiado em concursos como o Prêmio Novos Talentos ABD 2007, o XIII Estudos de um Banheiro DECA e vencedor brasileiro do IF Design Concept Awards. Atualmente, Vinícius desenvolve pesquisas na área de design e manifestações folclóricas capixabas e aplica no Espírito Santo a “e-pesquisa” para o Instituto Nomads-USP. Suas pesquisas são publicadas no blog:

    http://pedireitoduplo.blogspot.com

  • DESIGN DE INTERAÇÃO

    O Design de Interação surgiu como um recurso tecnológico pelo qual, com a utilização da multimídia, os produtores pudessem tornar os shows artísticos mais atrativos para o público. Além das projeções em telões de imagens ao vivo, começaram a surgir novas padronagens em lighting design através de grafismos, psicodelismos, vídeo-clipes e interação entre platéia e palco através de mesas digitais e, mais recentemente SMS.

    Após essa fase, o Design de Interação começou a ser explorado tendo como base os filmes de ficção científica onde vemos coisas acontecerem que por vezes pensávamos que seria apenas para meados de 2050. Mas os avanços tecnológicos nos trazem para hoje estas possibilidades.

    Os museus foram os primeiros espaços a adotar esta interação como meio de tornar a visita ao espaço museológico algo mais prazeroso, sensitivo e didático uma vez que não apenas olhamos a certa distância os objetos mas sim, temos a oportunidade de interagir com os mesmos sejam estes objetos reais ou virtuais.

    Como isso pode ser transportado para ambientes residenciais, comerciais e institucionais é o ponto “X”.

    Dentre as diversas linguagens utilizadas e disponíveis hoje pelo Design de Interação apresentarei algumas que podem ser transportadas para Interiores e Ambientes:

    1 – Projeções Arquiteturais: as projeções arquiteturais podem ser realizadas com diversas finalidades dentre as quais destacamos as projeções de logotipos, telas artísticas, grafismos culturais e projeções de textos. Através deste recurso, temos a possibilidade de interagir/educar os usuários com projeções de telas artísticas, poemas e textos diversos enfim, qualquer coisa que quisermos.

    2 – Mapeamento com Projeções: este tipo de projeção visa enaltecer elementos arquiteturais através da aplicação de imagens recortadas com a forma exata sobre os mesmos. Ela pode ser estática ou dinâmica onde vários grafismos intercalam-se sequencialmente.

    galerialighting_05

    3 – Super Teto: o uso do super teto geralmente torna-se o ponto principal do sistema de iluminação do ambiente por suas características luminosas e dinamismo. Nele são mostrados grafismos diversos, em imagens dinâmicas e animações especialmente criadas para este cenário. Uma deliciosa brincadeira de luz, imagens e sensações.

    4 – Telas Semi-Transparentes Interativas: Esta tela é um painel de vidro – ou tela LCD TouchScreen – onde é apresentado um programa multimídia especialmente desenvolvido para o espaço. Nesta interação o visitante pode escolher entre diversas opções como por exemplo, numa loja: conhecer a história da empresa, visualizar álbuns de imagens dos produtos, relatos em vídeo de clientes sobre a empresa, vídeos de desfiles e ações publicitárias, passeio turístico virtual pela cidade, entre várias outras opções.

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    5 – SMS: através de uma moderna tecnologia, hoje podemos interagir com os espaços elaborados e seus usuários com os princípios do Design de Interação através de dispositivos móveis. O usuário manda uma mensagem SMS – torpedo – para um determinado número de celular e a sua mensagem é automaticamente projetada sobre uma superfície – parede.

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    APLICAÇÕES RESIDENCIAIS, COMERCIAIS E INSTITUCIONAIS DO DESIGN DE INTERAÇÃO.

    Como exposto acima, as aplicações do Design de Interação vão além daquelas destinadas a shows e espetáculos. Ela pode sim – e deve – ser também aplicada em residências e pontos comerciais aliada aos processos de automação.

    Muitas vezes, por insegurança, vemos pessoas guardando suas obras de arte mais valiosas em cofres de bancos ou até mesmo emprestando-as para museus em busca desta segurança. Com o Design de Interação podemos ter o objeto material sem expô-lo a riscos de assaltos, incêndios e outros. As imagens das telas são fotografadas em alta resolução e depois projetadas sobre paredes. Isso garante, além da segurança, uma maior versatilidade pois podemos ter não uma tela estática, mas sim várias de forma dinâmica o que altera o clima do espaço/ambiente conforme a imagem que está sendo projetada.

    Com as telas interativas – touch-screen – encontramos uma variedade enorme de aplicações para as mesmas. Aplicações estas que vão desde uma tela porta retrato onde o usuário pode dispor de todas as suas fotos de forma dinâmica e interativa até mesmo com programações mais elaboradas como intercomunicação entre os ambientes da edificação. Há também a possibilidade de elaborar agendas eletrônicas, listas de compras enfim, incontáveis benefícios para o usuário seja residencial, comercial ou institucional.

    As projeções arquiteturais através do mapeamento visam transformar os ambientes sem que seja necessário realizar alterações arquitetônicas. Através das imagens modificamos totalmente um ambiente como um todo ou em determinado detalhe da construção – por exemplo, uma coluna.

    Também há a possibilidade da interação entre os usuários da construção através de um sistema de comunicação com projeções. Se o filho está numa festa e vai atrasar para chegar ele pode mandar uma mensagem SMS para o numero da casa e esta mensagem irá ser projetada em determinados pontos da casa como um aviso aos pais para que fiquem mais tranqüilos. Já em casos de comércio e sedes institucionais encontramos uma vasta gama de aplicações deste recurso como, por exemplo, numa clínica médica, a substituição da chamada oral ou através daqueles painéis com números e senhas. Aqui o nome do paciente é projetado num espaço determinado, já indicando a sala que deve dirigir-se. Ou ainda na sede de uma empresa, uma reunião de emergência é solicitada pelo presidente e todos os diretores visualizam em suas salas a convocação para a mesma.

    Estas são apenas algumas aplicações que o Design de Interação pode colaborar com um projeto de Design de Ambientes. Muitas outras também são possíveis. Basta conhecer as possibilidades e usar e abusar da sua criatividade na hora de projetar.

    Para saber mais acesse o site do SuperUber. As imagens e vídeos são deles.

  • Na correria…

    mas passando para dar um oi para vocês. Tou conseguindo sobreviver à loucura do dia a dia rsrsrs

    Recebi um e-mail hoje com algumas questões interessantes. Não vou citar o nome do autor pois se ele preferiu o contato direto através de e-mail é porque prefere assim e seria anti ético de minha parte expo-lo aqui.

    A primeira colocação dele refere-se basicamente ao temido “entrar no mercado”. Muitos profissionais optam pela carreira solo com seu escritório montado, outros preferem ligar-se a alguma empresa, outros vão na onda dos “freelances” e muitos desistem.

    Para montar o seu escritório faz-se necessário, principalmente, que você já tenha um vasto círculo social que conheça quem é você, o que faz, como faz, o que já fez. Também é preciso ter grana para investir tanto na montagem do escritório quanto na divulgação do mesmo. Porém, de nada adianta montar um escritório “meia boca”. Isso atrairá clientes “meia boca” para projetos “meia boca” e seu pagamento será “meia boca”. E você será tido como um profissional “meia boca”. De nada vai adiantar gastar fortunas com publicidade se o cartão de visitas do produto que você oferece não for bom.

    Ligar-se a alguma empresa é um meio de sobrevivência na maioria dos casos e de carreira em raros casos. Se for para ligar-se como mais um vendedor, terá de contentar-se com uma vidinha de vendedor e muitas vezes deixar de aproveitar todo o conhecimento que você adquiriu no seu curso. Para vender cadeiras, basta que você pesquise sobre elas e entenda um pouco de tudo sobre elas. Não há necessidade alguma de você entender de iluminação, gesso, etc.

    Você pode também ter a sorte de seguir carreira dentro de alguma empresa. Departamento de projetos de uma construtora, uma grife de móveis, área educacional, enfim. É uma carreira que só vai depender de você mostrar a que veio.

    Já para os “freelas” a coisa pega fogo. É um desgaste diário atrás de clientes quando você opta por trabalhar sozinho. Mas também pode ser uma boa dependendo de suas parcerias profissionais. Uma consultoria em lighting pode ser considerado um “freela”? Sim, afinal numa consultoria não há projeto.

    Já os que desistem…

    Um outro questionamento dele diz respeito à idade para se começar e tem referências à uma troca de carreira, bem sucedida por sinal.

    Buscar fazer o que se gosta, sempre! Para que tudo saia bem feito e todos satisfeitos: o produto, o cliente, a empresa e você.

    Trocar de carreira não é nenhum bicho de 7 cabeças como muitos pensam. Isso está mais ligado ao medo pessoal que à prática propriamente dita.

    Independente da idade, sempre é tempo de recomeçar, renovar, reavaliar-se, reorganizar-se. Independente se há troca de área ou não. Isso é necessário para a sobrevivência humana.

    Vejam meu caso. Era para eu ser um músico, com faculdade de música e estar tocando ou cantando a Renascença por esse mundão. Mas, no meio do curso me deparei com a cenografia e a iluminação cênica e vi os meus anos e anos de estudos e investimentos em música “desafinarem” porque uma nova luz se acendeu em minha vida. E eu já estava com 27 anos.

    Desgostei da música? NUNCA! É uma das coisas que mais amo em minha vida, não vivo sem. Estou agora mesmo escrevendo este post com uma web-radio rolando ao fundo aqui em casa. Quando estou dirigindo, mesmo que seja pra ir ao supermercado que fica ha duas quadras daqui de casa, o som do carro vai ligado. Em viagens, sempre ligado. Quando estou de bobeira (coisa rara ultimamente)? Sempre com um som de qualidade como fundo. Sim, canto também e solto meus brados de tenor que por vezes assustam os vizinhos e deixam minhas cachorras eufóricas e começam a uivar rsrsrs

    Porém, o Design falou mais forte profissionalmente por duas razões básicas:

    1 – Sempre gostei demais de lidar com vitrinismo, mexer com materiais diversos e montar coisas, fazer e refazer. A possibilidade de atuar numa outra área que, junto com a música, faz a platéia delirar e sonhar me agradava. Eu teria de materializar, contextualizar o som em matéria.

    2 – Viver de música clássica aqui no Brasil? aiminhanossasinhoradabicicretinhavremêia….. do jeito que andava – e anda – a cultura musical do brasileiro me fez temer por um futuro na sarjeta.

    Entrando nas áreas de cenografia e iluminação cênica, foi um “pulinho” voltar-me totalmente para o Design.

    Se você tem medo de virar sua vida 180° numa paulada só como eu fiz, faça devagar, aos poucos. Continue em sua carreira, faça um bom curso de Design de Interiores e outros complementares, vá frequentando lugares, festas, lojas e outros espaços que te possibilitem o contato com os “prospects” que nada mais são que potenciais clientes futuros.

    Vá mudando devagar o seu foco profissional. Comece desenvolvendo pequenos projetos para conhecidos, familiares, amigos até que você sinta segurança para abandonar de vez a outra carreira e seguir a nova.

    Outro ponto levantado diz respeito a quanto tempo é necessário para que a pessoa torne-se um profissional respeitado e reconhecido no mercado.

    Isso é bastante complicado responder pois cada um é cada um. Alguns podem nunca sair do anonimato. Outros podem de uma hora para outra virar estrela de uma parca constelação. Tudo vai depender do emprenho, seriedade e ética profissional. E em empenho refiro-me à ir atras de clientes e parcerias, publicidade, relacionamentos profissionais e pessoais.

    Essa vou colar na íntegra:

    3 – Notei em seus tópicos, que você “valoriza pouco” (Digamos assim), a engenharia Civil, e concordo com vc a respeito da frieza da àrea (Somado ainda à questão da ABD, que considero ser irritante, injusto e desestimulante), mas, será que vc não estaria, mesmo que inconsientemente, apoiando as pessoas a fazerem DI, apenas para conseguir um maior apoio(Mais profissionais no mercado) para o reconhecimento da àrea ???
    (Minha intenção não é ofendê-lo de maneira alguma, mas queria ter certeza de que o mercado e a àrea é realmente tudo isso que está dizendo…Ao ler seu blog, super positivo, tive uma boa perspectiva do ramo)

    Em momento algum desvalorizo a engenharia civil. Muito pelo contrário, sempre mostro a importância, para o profissional de Design de Interiores/Ambientes, desta parceria com os engenheiros, sejam civis, elétricos, mecânico, etc.

    Não sei se é frieza dos profissionais da área. Creio que o termo melhor colocado seria apatia, coisa muito em voga hoje no nosso país. Apatia cultural, apatia política, apatia educacional, apatia social. Vivemos numa apatia generalizada. Parece que a população opensante encontra-se anestesiada ou num estado de coma vegetativo o que as libera do ônus de ter de lutar, dar a cara para bater em benefício geral. O que vemos é cada um defendendo o seu umbigo e dando de ombros para o coletivo. Porém o que estes não percebem é que o coletivo se não for cuidado agora, no futuro afetará também a estes cômodos umbiguistas.

    Jamais eu seria tão sem noção e irresponsável ao ponto de chamar pessoas para “gerar número”. Sempre que digo a alguém algo sobre a entrada no mundo do Design deixo bem claro: você gosta? Tem certeza? Já entendeu o que é e como funciona? Se sim, seja bem vindo(a), se não, tua busca ainda não terminou.

    Eu, como regulamentista que sou, seria uma contradição imensurável convocar aos quatro ventos as pessoas para virarem Designers. Imagine a quantidade de porcarias que seriam feitas por esses “designers de carteirinha”, que não são comprometidos com a carreira e que nos afetariam diretamente ao ter seus trabalhos reprovados pelo mercado. Conseguem entender a gravidade disso?

    Eu prefiro entrar numa sala de aulas no primeiro dia e ver que nela tem 40 alunos e no último apenas 10 do que encontrar com os 40 lá no ultimo dia. Ao menos, uma boa peneirada já foi dada.

    Ele volta a questionar sobre a atuação dentro de empresas. Vamos lá…

    Desmembrando melhor o que já postei acima, só para se ter uma idéia:

    Construtoras: você pode vir a ser contratado por uma construtora para integrar a equipe de projetos. Aqui entrará o trabalho conjunto de vários profissionais: arquitetos, engenheiros, designers entre outros. Se o grupo for coeso certamente sairão excelentes projetos além de que você tem ainda a grande possibilidade de “papar” os clientes das mesmas em sua área específica. Imagine um edifício de 20 andares quantos apartamentos você terá a oportunidade direta de lidar com seus compradores…

    Indústria: Seja de móveis de alto padrão, planejados de grife e até mesmo de móveis mais populares. Todas tem um departamento de design que é o responsável por criar as coleções.

    Publicidade e Propaganda: é um ramo que os profissionais geralmente se esquecem e isso vemos diariamente refletido nos cenarios das propagandas de TV.

    Isso só para trazer um pouco mais de luz para vocês. Mas existem muitas outras empresas em que podemos atuar. Tudo vai depender de seu portfolio, sua experiência e empenho profissional.

    Criatividade…

    Um profissional medíocre não cria, copia apenas e aceita quando o cliente lhe joga no colo um monte de revistas e diz que é exatamente aquilo que deseja. Este está sim amarrado ao mercado prostituto. Mas não para por aí, ele estará ajudando também a destruir a identidade brasileira a partir do momento em que muito do que vemos nas revistas veio de fora, não tem referência à cultura brasileira.

    O profissional correto, ético e comprometido com a sua profissão, jamais aceita realizar um trabalho desses. Ele tem consciência de além de estar infringindo leis de direitos autorais estará ajudando a aumentar essa prostituição. Este profissional tem a consciência de que todo o material apontado lhe servirá apenas de referência, de repertório cultural e só. E saberá habilmente como fazer o cliente entender isso e estará livre para criar.

    Finalizando:

    Desculpas pelo enorme texto, mas vc sabe né ?…
    O mundo dá muitas voltas, quem sabe não serei eu amanhã tendo a oportunidade e o prazer de te dar uma mãozinha, uma ajuda….

    Sempre! Como sempre digo, ninguém é perfeito, ninguém sabe tudo, muito menos eu. Sou normal, mortal como qualquer um aqui. E isso inclui estar aberto ao aprendizado.

    Assim como gosto muito de compartilhar meus conhecimentos e pesquisas com vocês e meus alunos, também gosto muito da interação, a troca de conhecimentos, informação, diálogos. Isso faz os dois lados crescerem.

    Achei interessante a idéia de responder ao e-mail na forma de um post. As dúvidas e questões levantadas podem servir para muitos e não seria interessante mante-las no reservado diálogo de uma troca de e-mails. Portanto, a partir de agora, sempre que eu receber algum e-mail com um contexto e questões como as desse, procurarei responde-lo aqui no blog desta forma.

    Abraços e muita luz a todos!

  • DesignBR – Ning

    Olá meus leitores, volto a chamar a atenção de vocês, Designers, para a existência do DesignBR no Ning.

    A plataforma do Ning assemelha-se e muito à do Orkut onde você monta a sua rede de relacionamentos, participa de grupos específicos e dos fóruns com assuntos diversos além de fazer novos amigos/contatos profissionais, postar seu portfolio, montar ou linkar o seu blog entre outras coisas.

    Atualmente estamos debatendo de forma muito construtiva alguns temas lá dentro como por exemplo:

    – Selo de qualidade em Design

    – Crise criativa

    – Fórum Brasileiro de Design

    – A importância do português no Design

    – Educação e Design

    entre vários outros.

    Já nos grupos são tratados de assuntos bem específicos dentro de cada área ou assunto pertinente como:

    – Design de Interiores

    – Sustentabilidade

    – Design Automotivo

    – Design Editorial

    – Professores de Design

    – Eco-Design

    – Pesquisa

    – TCCs

    – Negócios

    – Design de Produtos

    – Moda

    entre vários outros.

    Em menos de um ano de existência do DesignBR já agregamos 1276 Designers das diversas áreas que estão participando ativamente das ferramentas do Ning.

    Mas o melhor é perceber – diferentemente do orkut e outros espaços – que o pessoal por lá realmente está afim de se mexer em prol do Design Nacional, seja apenas para torna-lo visível, seja por uma luta mais árdua pela regulamentação.

    Se você ainda não faz parte desse grupo entre já!

    Venha para o DesignBR.

  • Como são complicadas certas coisas…

    Os meu amigos leitores deste blog e também aqueles que já me conhecem, já devem ter percebido que uma das coisas que mais me irrita – seja profissionalmente, seja numa sala de aulas ou ainda na vida pessoal – são pessoas preguiçosas…

    Tanto aqui neste blog quanto em vários outros que visito diariamente e também em fóruns das comunidades do Orkut, Ning, etc tenho percebido claramente a insistência dos preguiçosos.

    O que acontece é os eguinte: as pessoas simplesmente NÃO LÊEM direito – se lêem alguma coisa além de seu foco – e postam comentários estapafúrdios. E depois ainda temos de aturar sermos chamados de arrogantes, estrelinhas, blábláblás sem fim.

    “Deixei” passar um comentário no post Tira Dúvidas em Design de Interiores propositalmente. No texto deixo claro que o mesmo não se destina a “dar dicas de decoração” e sim sanar dúvidas sobre a profissão, a academia, etc. Mas não dar dicas sobre “o que ou como fazer pra minha sala ficar mais bonita”? E isso está lá em cima no texto, claro, cristalino e em NEGRITO! Mas mesmo assim recebo diariamente vários comentários nesse sentido.

    Outro fato: “preciso saber desenhar para fazer este curso?” Alguém aí pode contar nos comentários quantas vezes eu já respondi isso? E mesmo assim tem uma média de 12-15 comentários questionando isso diariamente. Então o que vale é só o que está escrito nos posts? Será que a preguiça em ler os comentários na sequencia é tamanha que pulam direto pra caixa de postagem de comentários? E quando pedimos para lerem os comentários somos tirados por intolerantes, grossos, estúpidos…

    Dias atrás numa comunidade aconteceu uma coisa no mínimo estranha. Um rapaz – ainda acadêmico -postou uma dúvida e eu e os outros designers mais experientes buscamos fazê-lo refletir sobre os erros cometidos por ele no processo para que ele não voltasse a incorrer neste erro para não prejudicar nem a futura vida profissional dele mesmo nem ao mercado de design que já anda podre por causa de ações do tipo da que ele adotou também junto àquele cliente específico. O fato foi que ele entendeu perfeitamente o movimento que fizemos na tentativa de ajudá-lo. Quando pensamos que o caso estava resolvido e que ele tinha conseguido finalmente entendido e mudado de atitude – ele até nos agradeceu e muito pelas coisas postadas – outros “ainda acadêmicos” entraram no tópico botando pose pois sentiram-se ofendidos… Ofendidos por agirem exatamente da mesma forma errada e irresponsável que o autor do tópico, porém preferem não mudar seus modos e formas de atuação profissional. Preferem já pensar – ainda que dentro de uma academia – como prostitutas do design. “Dinheiro na mão, calcinha no chão!”

    Desculpem o termo mas é esta a verdade.

    E nestes casos não adianta argumentar, não adianta mostrar e apontar os erros e as consequências dos mesmos.

    Infelizmente é esse tipo de “profissional” que vem sendo formado pelas academias. Os professores não prestam atenção e os alunos não pedem ajuda antes de fazer as caquinhas. Saem já viciados e prostituídos em sua maioria.

    Vindo diretamente para Interiores, tenho trocado e-mails com alguns Designers que já tem anos de carreira, são experientes e pessoas que respeito muito profissionalemente. Todos são taxativos num ponto:

    – A formação que recebemos e continuam passando nas IES é uma ilusão!

    Raros são os professores que passam a realidade do mercado. Preferem continuar com suas aulinhas medívcres fazendo seus alunos sonharem com “o cliente” que vai tirar seus pés da lama, encher seus bolsos de grana, projetar seus nomes pra dentro das revistas e mpidias e blablablablas infinitos.

    Heeeellooooooooooo people!!!! Acordem Cinderelas alienadas e alucinadas!

    Existem sim estes clientes com suas mega-mansões e que só de RT o designer consegue tranquilamente comprar o carro importado do momento, comprar o apartamento ou casa que tanto quer. Mas isso raramente vai aparecer! SE aparecer!

    Me poupem os sonhadores e alucinados de plantão!

    Seria tão bom se os professores mostrassem a realidade do mercado…

    Me lembro que em minha formação TODOS os projetos eram enormes, salas enormes, quartos gigantes, cozinhas big! Porém a realidade me mostrou – e a todos os outros designers que tenho contato – que as coisas não são bem assim.

    Sim já tive clientes excelentes e exatamente como aqueles estudados e criados em sala de aulas mas posso afirmar que a maioria são clientes normais, gente normal onde o excesso de m² da construção não é o ponto principal e sim a qualidade de vida, a qualidade projetual.

    Vivemos hoje num mercado onde os espaços estão cada vez menores. Vivemos hoje num mercado onde os clientes são pessoas normais, da classe média e até aqueles abaixo disso. Os magnatas não pegam profissionais comuns e sim pagam por grifes – por mais que não passe apenas de uma falsa grife.

    Mas os professores continuam alimentando essa falsa impressão de que tudo na vida profissional de um Designer de Interiores/Ambientes é um lindo mar de rosas, com um cé azul e um lindíssimo sol a brilhar… Não preparam os alunos para o mercado verdadeiro. Não mostram a realidade do mercado. Não  mostram a concorrência. Não mostram a falta de regulamentação e sua importância. Não trabalham questões como parcerias profissionais, ética profissional, entre outras… Infelizmente.

    Pelo contrário, muitos professores tratam os alunos como “potenciais concorrentes futuros”. Continuam a formar “decoratores e decoratrizes” alienados, alucinados, sonhadores e totalmente fora da realidade.

    Por outro lado, continuamos a ver alunos entrando nos cursos de Design de Interiores penando não se tratar de nada além de mera “decoração”. Continuamos a ver alunos – e infelismente profissionais já formados – realizando projetos em cima de mobiliários já prontos e deixando o verdadeiro DESIGN de lado.

    Pra se montar um espaço pegando uma cadeira na loja A, uma mesa na loja B, um tapete na loja C, umas almofadinhas na loja D, É FÁCIL, QUALQUER UM FAZ, NÃO PRECISA DE CURSO PARA ISSO.

    Isso contribui e muito para desvalorização de nossa profissão, contribui para a prostituição do mercado, contribui para que cada vez mais sejamos vistos como profissionais desqualificados e incompetentes pois não fazemos nada além de ajeitar alguns objetos dentro de um espaço de forma jeitosinha, bonitinha e arrumadinha.

    Se você é desses, por favor, não diga nunca que você é um Designer, apresente-se apenas como mais um decorador em meio à multidão. Assim você não suja o nome de nossa profissão. Design é muito mais que apenas isso que vocês pensam que é. Design é muito mais do que se vê nas revistas de DECORAÇÃO!

    Pode parecer meio confuso o texto acima mas ele abre portas para diversos debates, diversos assuntos à serem tratados. Mas nem de longe representa qualquer frustração de minha parte para com a minha vida profissional que, graças a Deus, vai muuuuuuito bem, obrigada! É apenas um ponto de vista de quem ha muito tempo vem exaustivamente e diariamente tendo de arrumar as concepções errôneas sobre a área de Design de Interiores/Ambientes que o mercado tem por causa de atitudes irresponsáveis de outros “profissionais” junto a clientes, mídia, academias, etc.

    Seja consciente academicamente e profissionalmente faloando, não seja preguiçoso! Não seja mais um prostituto!

  • 100% Nacional – Davi Gottschalck

    Um grande amigo meu, Davi Gottschalck é um Designer que trabalha com biojóias.

    Para quem não sabe, biojóias são aquelas peças feitas com materiais ecologicamente corretos.

    É uma produção 100% artesanal onde ele une técnicas de joalheria às de tecelagem, artesanato (tramas e trançados) entre outras aplicando materiais na maioria em seu estado bruto, rústico. Tudo dentro da identidade cultural brasileira que é facilmente percebida nas peças em seus desenhos, cores e formas.

    “Tenho a maior satisfação em unir a flora e a fauna brasileira em meu trabalho. E alertar para sua preservação é praticamente uma obrigação para mim.”, diz o designer.

    Para conhecer o trabalho dele acesse o seu site.