Tag: Design

  • 100% Nacional – Design de Jóias

    Dando sequência aos posts 100% Nacional, quero hoje escrever sobre o Design de Jóias – dica do Sergio.

    Como é de conhecimento de todos, o mercado de Jóias movimenta milhões todos os anos e, ao andar pelas ruas ou shoppings é fácil perceber como este mercado vem se desenvolvendo seja em técnicas, materiais e, principalmente na criatividade. Tanto que temos vários visto ultimamente famosos lançando suas coleções assinadas.

    A dica do Sergio é o portal JóiaBR. Um portal que agrega no mesmo espaço uma vitrine do que vem sendo produzido no Brasil e pelos Designers brasileiros, bem como listas com fornecedores, feiras, artigos técnicos, tendências, livraria online e mais um monte de informações.

    Neste portal você encontrará desde os que trabalham com materiais convencionais até aqueles que pesquisam novos e novas aplicações.

    Abaixo algumas criações de Designers brasileiros.

    By Pitty Rebelo

    By José Carlos Guerreiro

    By Mariana Gorga

    By Antonio Bernardo

    By Patricia Gottilf

    Tem muitos mais lá no portal JoiaBR.

  • Agenda 2009

    Atenção para as datas dos principais cursos, feiras e eventos em 2009:

    Prêmio Abilux Projetos de Iluminação 2009
    As inscrições estarão abertas de 6 de abril a 30 de junho de 2009

    Paisagem urbana com   preocupações contemporâneas
    Recriar a paisagem urbana alinhada às questões contemporâneas é o foco da pós-graduação do Centro Universitário Senac

    Especialização em ARQUITETURA BIOCLIMÁTICA – Cesumar
    A Arquitetura Bioclimática vem responder aos anseios da sociedade face à emergência das questões ambientais, ao desenvolvimento de uma sociedade mais informada e consciente quanto aos meios de interação entre o homem e o meio ambiente.O setor de Construção Civil possui uma especial responsabilidade sobre os gastos energéticos e o impacto ambiental produzido nos processos de manufatura, exploração, utilização, descarte e industrialização em todos seus setores produtivos.O curso visa formar profissionais da área da Construção Civil, interessados na preservação do meio ambiente, com conhecimento específico das questões relativas ao aproveitamento das variáveis climáticas para o desenvolvimento de projetos, planejamento e controle dos processos produtivos, visando um maior conforto ambiental, integrando o homem ao meio ambiente.

    14ª Edição CRAFT DESIGN
    De 28 Fevereiro a 03 de Março de 2009.
    Das 10h às 20h.
    Centro de Eventos São Luís
    Rua Luís Coelho, 323
    Consolação – São Paulo – SP

    15ª PARALELA GIFT – 2009
    Feira de Design e Produtos Contemporâneos
    A ParalelaGift se propõe a surpreender, orientar, estimular e encantar os visitantes, com a exposição de produtos contemporâneos, inovadores e antenados com as mais recentes tendências do design mundial. 03/03/09 até 05/03/09
    LOCAL: Bienal
    São Paulo – SP

    Se você souber de mais alguma feira, curso, evento interessante e importante mande-nos o link para que possamos acrescentar a esta lista.

  • Design Vivo

    Agradeço à Rosana por esta dica.

    Trata-se do blog Design Vivo, do Renato que faz parte do Instituto Waru.

    “Não é sobre o mundo do design. É sobre o design do mundo.

    Este blog existe para compartilhar boas idéias, contar histórias inspiradoras e falar de gente legal – conectando pessoas que tenham interesses em comum.
    Esperamos que você nos ajude a propagar os valores expressos aqui.

    “o Design é a conexão entre as coisas. Não é a água, ou a galinha ou a árvore. É como a água, a galinha e a árvore estão conectados. É o oposto do que somos ensinados na escola. A educação convencional pega tudo e quebra em pedaços e não faz conexão nenhuma. A Permacultura faz a conexão, porque assim que você obtém a conexão você pode alimentar a galinha da árvore.” Bill Molison (fundador da Permacultura)”

    Muitas informações e dicas sobre permacultura, estratégias, ecologia e tantos  outros temas ligados à preservação consciente do  meio ambiente, de nosso planeta.

    Parabéns pela iniciativa e pelo blog!!!

    Já está no blogroll ao lado.

  • Cirandando no Natal

    Olá meus amigos leitores, como sabem este ano resolvi participar da Ciranda de Blogs – uma iniciativa da Flávia do Decora Casa.

    Para minha grata surpresa que me “tirou” no sorteio foi a Marcele do excelente blog Viver Arquitetura – que já acrescentei à lista de blogs aqui na barra lateral direita.

    Bom, vamos à mensagem que ela nos traz para este encerramento do ano.

    Boa leitura.

    Olá. Para quem freqüenta esse blog, sabe que o Paulo está participando da Ciranda de Blogs, proposto pela Flávia, do blog Decoracasa (http://decoracasa.blogspot.com). E eu, Marcele, do blog Viver Arquitetura (http://viverarquitetura.blogspot.com), fui sorteada para escrever nesse espaço, cheio de conteúdo e muita informação bacana.

    Confesso que estava torcendo para que a filhinha da Flávia sorteasse algum blog que tivesse a ver com a minha profissão, mas mesmo que isso tenha acontecido, o friozinho na barriga por causa de tanta responsabilidade não deixou de me acompanhar.

    E como essa segunda edição da ciranda tem como tema o natal, a primeira coisa que me veio à mente foi a questão da retrospectiva que fazemos no final do ano e as expectativas que rondam o iniciar de um período. A partir disso, pesquisei sobre o design e escrevi esse post. Espero agradar ao Paulo e a você, leitor.

    “Fim de ano é um momento de balanço, seja pessoal, profissional, político, econômico ou outro qualquer. Pensamos no que aconteceu e no que deixou de acontecer, no que mudou e o que continua exatamente como antes.
    Assim, podemos dizer, por um lado, que não foi nesse ano que o Design foi reconhecido como uma profissão no Brasil. Por outro lado, a cada dia os designers brasileiros recebem maior destaque com seus produtos, seja no Brasil, seja fora dele. Como exemplos bastante comentados nesse ano, podemos citar a criação da Chaise Zonza, de Eduardo Baroni, que faturou o prêmio IBAMA 2008 e a luminária Bossa, criação de Fernando Prado para a Lumini e medalha de ouro na edição 2007 do iF Product Design Award  (o oscar do design internacional).

    Chaise Zonza, do designer Eduardo Baroni.


    Luminária Bossa, do Designer Fernando Prado

    Podemos dizer, também, que por um lado, ainda falta ao Brasil o reconhecimento de sua essência e de sua identidade. Por outro lado, 2008 mostrou-se, através do design brasileiro, uma fonte rica para entendermos sobre a cultura nacional e a beleza desse nosso país, que muitas vezes é deixada de lado. Como exemplo, cito Flávia Pagotti, que se utiliza da tecnologia dos materiais empregados e da historia da azulejaria no Brasil para a criação da Poltrona São Luiz.


    Poltrona São Luiz, da designer Flávia Pagotti

    E, se por um lado, ainda falta muito para que as pessoas reconheçam a necessidade de se cultivar uma vida sustentável, por outro lado, vários profissionais brasileiros e inclui-se aí, os designers, estão se preocupando em trabalhar com matéria-prima renovável ou matéria-prima reciclável ou mesmo matéria-prima certificada. Um exemplo já citado nesse post é da designer Julia Krantz.


    Banco Canoa, da designer Julia Krantz

    Além do balanço, fim de ano é um momento de novos planos e novos sonhos, construções e reconstruções. Quem não se pega a pensar: ano que vem será diferente! Ano que vem farei isso ou farei aquilo!? Já que sonhar não custa nada, aí estão algumas idéias das quais eu compartilho:

    Sonhar com o reconhecimento do trabalho de quem lida com a questão da arte, seja arquiteto, decorador, designer. Não apenas um reconhecimento por parte dos órgãos públicos, mas um reconhecimento por parte de quem usufrui desse serviço ou venha a usufruir do mesmo.

    Sonhar que acima do conceito de “moda”, embutido nos discursos de muitas publicações e anúncios, as pessoas se preocupem com o conceito de identidade do usuário para com o produto, do usuário para com a sua necessidade.
    E depois do balanço e dos planos para o ano que se inicia, vem um período de “bons desejos”… Assim, desejo a você, leitor, saúde, paz, alegria, harmonia e compreensão para com os outros… E desejo, também, muito trabalho, novos projetos e mais tempo para aproveitar o que essa vida tão boa nos oferece.

    Feliz natal e próspero ano novo.

    Marcele!”

    Valeu Marcele!

    Neste teu post você conseguiu sintetizar muito do que coloco semanalmente aqui neste blog e o mais interessante, com um olhar de quem “está de fora da área”. Apesar da arquitetura aproximar-se levemente com o Design, elementos como identidade, cultura e outros são semelhantes e da mesma forma importantes em ambas as áreas.

    Esta tua retrospectiva vem bem a calhar uma vez que já postei uma de imagens de 2008 e tem uma outra agendada para o dia 31/12 com os principais posts do ano.

    Mais uma vez obrigado pelo belo presente de Natal a mim e aos meus leitores.

  • Quanto custa decorar?

    Bom, um presente para vocês.

    Olhando o blog da Maria Alice Miller encontrei este texto abaixo muito interessante. É uma excelente leitura para quem tem dificuldades na hora de negociar com os clientes os valores do projeto. Mas também, um lembrete de que projetar é bem mais que o simples ato de vender uma mercadoria. Isso inclui muitas variáveis que devem ser levadas em consideração antes de soltar o orçamento. É também uma leitura prática para aqueles que, assim como eu, sempre encontram clientes que tentam te forçar a “jogar” um preço sem saber exatamente do que se trata o projeto.

    Depois que li o texto, entrei em contato com ela solicitando autorização para posta-lo aqui, o que ela me respondeu prontamente de forma positiva.

    Maria Alice é mais uma que, assim como eu, é bastante crítica com o mercado e com o que anda rolando no meio profissional seja no âmbito pessoal ou no relacionado às associações.

    Indico a todos a leitura do blog dela – que também entra para a barra de blogs aqui à direita.

    Boa leitura!

    Maria Alice Miller – dezembro/2008 – www.casacomdesign.com.br

    Com a difusão do trabalho dos designers de interiores nos últimos anos através da proliferação de revistas de decoração e também de mostras, muita gente se interessou por ter uma casa bonita, confortável e “na moda”. É um sinal do crescimento do país, interessante tanto para as empresas do setor quanto para os profissionais da área. Contudo creio que ainda há muito a ser esclarecido sobre como é o trabalho dos profissionais de interiores e, dentre as diversas questões que precisam se tornar mais claras, uma das mais importantes, e complexas, são os valores envolvidos em um trabalho de interiores.  Mais que esclarecer quanto aos honorários dos profissionais – que podem variar enormemente, como os de qualquer outro grupo de profissionais liberais – acho necessário tornar mais transparente a “pergunta-chave” com a qual vezes sem conta as pessoas nos abordam: “quanto vai custar?”. Seja uma reforma, uma decoração nova ou um simples acerto num ambiente que não está satisfatório, todo mundo quer saber sobre os valores envolvidos.  Não é uma pergunta fácil de ser respondida, pelo simples fato de que cada projeto é um projeto, cada espaço é um espaço, e cada Cliente é um Cliente. Existem inúmeras variáveis que podem tornar o valor final de um trabalho viável ou inviável para quem o solicitou, mas creio que cabe alertar que estes valores não precisam ser necessariamente os vistos nas revistas e mostras, onde todos se esmeram em apresentar os melhores produtos possíveis, de revestimentos a equipamentos de última geração. Por outro lado, também não se pode pensar que o valor de um trabalho de interiores, que resulte em um espaço esteticamente aceitável, seja tão baixo quanto muitos ainda pensam que seja. Há que ter planejamento e um orçamento preparado para tal, ainda que não se trate de um trabalho muito sofisticado.  A primeira coisa a saber quando se procura por um profissional de interiores, é que prestamos um serviço, e que portanto, não podemos determinar o valor dele sem saber o que vai ser feito. Não é o mesmo que entrar em contato com uma loja que fornece um produto e perguntar qual é o seu valor, mas iniciar um contato com alguém que pode ajudá-lo a transformar sua residência ou espaço de trabalho num espaço muito agradável. Somente a partir do contato com o Cliente e seu espaço é que começamos a analisar diversos fatores que influem no quanto deve ser investido.

    Uma das primeiras variáveis avaliadas que influenciam no “quanto” é mesmo o Cliente: seu estilo de vida, seus desejos e aspirações. Muitos olham para fotos de revistas ou espaços de mostras com desejo de se transportarem para lá. Como isso não é possível pois o ambiente que dispomos não é o mesmíssimo da revista ou da mostra, torna-se necessário avaliar com calma o que atraiu a pessoa naquela imagem. É útil mostrar ao profissional que visuais o agradam mas, mais que isso, é importantíssimo ter em mente que o profissional pode auxiliá-lo a ver inadequações que, inicialmente, não foram percebidas. E é necessário ouvir o profissional neste ponto. Um exemplo prático: a cozinha americana, aberta para a sala, é um dos apelos mais fortes dos interiores atuais, mas nem todos sabem que uma cozinha configurada desta forma implica em possuir sala e cozinha sempre arrumadas, (o que pode ser inviável e até bastante incômodo em determinados casos), eletrodomésticos dos mais bonitos (e normalmente de alto valor), e de alta qualidade, para que não contaminem a sala com ruídos, fumaça e odores desagradáveis. Muitas donas de casa se encantam pela imagem e se esquecem que, no seu dia a dia, tal cozinha pode ser na verdade um desconforto mais que um prazer. Portanto, cabe a nós, profissionais que somos, mostrar que o tipo de vida que se leva determina em alta medida a forma como sua casa deve ser configurada. E com isso se determina também o tipo de projeto que será realizado, o que implica num gasto maior ou menor. Se a dona de casa que tem crianças insistir em ter uma cozinha integrada ao living, é possível criá-la com um investimento maior, contemplando ótimos eletrodomésticos e revestimentos adequados para a sala contígua, ou, pelo menos, uma bela porta de correr entre os ambientes, mas certamente será fundamental se preparar para um dispêndio maior do que se fosse realizado um trabalho em uma cozinha e uma sala não integradas.  A segunda variável é o espaço objeto do trabalho. Às vezes as pessoas moram em casas não-definitivas, isto é, espaços por onde se passa, sem a intenção de permanecer nele. Estão neste caso os solteiros, descasados, casais jovens, e uma série de outras pessoas. Em espaços assim, nem sempre vale a pena investir num ótimo revestimento para piso, teto e parede, pois normalmente isto não é valorizado em uma futura venda. Mesmo assim, é possível se ter uma moradia bonita, desde que se saiba em quais peças investir. E, muitas vezes, pessoas que estão em situações deste tipo resistem a procurar um profissional pois entendem que só uma “reforma total” daria bom resultado. Às vezes isto é verdade, mas às vezes não. Somente uma análise da situação pode resolver a dúvida. Nestes casos, a categoria de decoração desejada é de importância capital: é possível ter uma casa elegante com uma base simples, mas torna-se complicado desejar muita sofisticação numa moradia transitória.

    O espaço também determina o trabalho necessário a ser executado. Já presenciei situações em que imóveis recém adquiridos tiveram que ser repassados pois o proprietário não possuía recursos para torná-los habitáveis. Algumas obras mínimas devem ser executadas quando se adquire um imóvel antigo e, às vezes, o preço baixo destas servem justamente para compensar as benfeitorias que o novo morador terá de executar, sob pena de não poder ocupá-la. E há quem não se lembre disso e destine todo o dinheiro que possui na compra, não restando nada para as obras fundamentais. Mesmo que não se trate de uma casa antiga, a maior parte das pessoas investe todos os recursos que possuem na compra do melhor imóvel possível, e isso normalmente significa uma ótima localização, espaços amplos, mais vagas na garagem, infra-estrutura do edifício. No entanto, se esquecem por exemplo que, quanto maior o imóvel, mais terá que ser investido neste espaço para torná-lo bonito. Também por este motivo às vezes não é possível transformar o imóvel adquirido na sua “casa dos sonhos”, pois nunca há folga no orçamento mensal para criá-la: o condomínio é alto, as despesas mensais com o estilo de vida são altas, outros gastos consomem todos os recursos do proprietário e realmente não há sobras para investir na casa. Desta forma, na hora da decisão de compra, talvez valesse mais a pena investir em um espaço menor, em outra localização ou um condomínio com menos infra-estrutura, reservando ou prevendo de alguma forma recursos para decoração, mesmo que esta ocorra somente anos após a compra desse imóvel. Claro, este conselho só se aplica a quem pretende ter o interior de sua casa bem arrumado.  A terceira variável para determinar quanto custa decorar é a categoria de decoração pretendida pelo Cliente. Quanto mais simples for o resultado desejado, em geral o valor envolvido na decoração torna-se menor. No entanto, muitos Clientes confundem o que chamamos de “simples” com “barato” e, definitivamente, em design, estas palavras não são sinônimos.

    Ocorre que o bom design atende a determinados parâmetros e, no mercado brasileiro, se oferecem muitos móveis de baixo custo e péssimo design. A quantidade de peças com bom design é ínfima, e seus valores costumam ser maiores. É difícil para um profissional trabalhar com móveis mal concebidos e obter um bom resultado em um ambiente, portanto, é preciso investir em peças boas, mesmo que poucas. Ao contrário de outros itens que fazem parte de um espaço – como os revestimentos por exemplo, que existem em profusão de variedade e de preços – móveis e adornos com bom design têm oferta reduzida em nosso país, e isso complica muito nosso trabalho. Às vezes um bom quadro ou uma boa luminária chama mais atenção em um espaço do que tudo mais o redor, e portanto vale investir neste item e adquirir outros com valor menor. Apenas um profissional de interiores sabe como fazer isso, mas às vezes é difícil explicar esta abordagem aos Clientes. E, como resultado, às vezes ocorre de um bom trabalho ficar realmente “menor” ao se fixarem os quadros nas paredes – em situações em que estes não são escolhidos segundo o critério do projeto, mas de acordo com seu valor.

    Além destes pontos básicos que implicam fortemente no valor total envolvido num trabalho de decoração, existem muitos outros que são analisados em um trabalho de interiores. Ao procurar por um profissional de interiores é importante que o Cliente seja claro, fale de suas dúvidas, seus desejos, o que espera, o que teme e, se possível, quanto deseja despender. É de vital importância haver um ótimo relacionamento entre Cliente e profissional para que se possa tornar um espaço economicamente viável para o bolso e realmente estético, bem concebido, dentro dos parâmetros do design de interiores.

  • Presente de Natal à ABD

    IRRESPONSÁVEIS!

    Não encontro outra palavra para expor o que senti ao acessar o site da revista Casa Claudia para ver qual é a do tal “Curso de Decoração“.

    Sobre as revistas já nem falo mais absolutamente nada sobre o fato delas irem – na maioria dos casos – na contramão de nossa profissão. Desrespeitam descaradamente e auxiliam na prostituição do mercado ao propor que qualquer um pode “virar” Designer ou Decorador num estalar de dedos bastanto para isso que se tenha bom gosto.

    Mas o que mais me chocou nisso foi o vídeo da primeira aula. Logo de cara temos uma amostra do quão séria e dedicada à nossa profissão é aquela associaçãozinha chamada ABD – e jamais ABDI.

    Para minha não surpresa, eis que em poucos segundos de vídeo aparece ninguém menos que o Negrete – digníssimo presidente da tal associaçãozinha – ensinando aos leigos como ser um Decorador. Não é de duvidar que este mesmo grupelo tenha se colocado de fora – em “nome de todos nós Decoradores e Designers – do Projeto de Regulamentação do Design. Mais uma vez, eles demonstram que são um grupo que prostitui e desrespeita a nossa profissão, bem ao contrário do que pregam.

    Se lutam realmente pelo respeito e regulamentação da profissão de Designer de Interiores e Decoradores, deveriam sim postar-se totalmente contra este tipo de coisa e não vender-se para aparecer na mídia.

    Observando as outras aulas percebi que outros profissionais aparecem dando tembém as suas “dicas”. Profissionais estes que respeito pela excelência de seus trabalhos, mas francamente, aparecendo ali, estão auxiliando a prostituição de nossa profissão e deveriam repensar seriamente as formas que andam utilizando para manter-se na mídia. Não precisam deste tipo de coisa uma vez que seus trabalhos já são reconhecidos.

    Na segunda aula, falam sobre proporções – ergonomia. Isso é uma coisa que aprendemos em sala de aulas, muito estudo, muita análise e não em uma aulinha de pouco mais de 2 minutos onde aparecem algumas dicas – distâncias mínimas e confortáveis – que as donas de casa pegam e aplicam de seu jeito.

    E a moda? É impressionante como forçam a barra sobre as tais tendências – o que está na moda e por vir. Com isso se esquecem de passar ao leigo internauta de que não devemos tratar os modismos relacionados à interiores da mesma maneira que tratamos a moda que vestimos. É moda de cortina, de tapete, de cores, de revestimentos, isso é IN, aquilo é OUT e por aí vai. No entanto, nada ou quase nada se vê falar sobre a identidade do morador e usuário. Se essa moda “serve” ou não para ele. Se essa “moda” vai ficar bem ou não para ele. Se essa “moda” é usual ou não para ele. O que vale é que “está na moda”. ECA!

    Tudo bem que ao final de algumas das aulas a apresentadora fala algo como “em caso de dúvida converse com o seu decorador”. Mas isso só não basta para tirar o descrédito dado à nossa profissão – Decorador e Designer – quando se propõe um curso neste estilo. Talvez esteja aí a grade diferença e ponto chave para entender as ações dessa associaçãozinha:

    Pela falta de regulamentação, qualquer um pode denominar-se de uma hora para outra Designer de Interiores. O que mais vemos são Decoradores usando o titulo Designer sem ter formação para tal. Inclusive essa associaçãozinha que de uma hora para outra mudou seu nome de Decoradores para Designers de Interiores.

    Tudo bem que o nosso trabalho – Designers – é bem mais sério e profundo do que o apresentado nestas vídeos-aulas pois mexemos com coisas que um Decorador não mexe e nem pode pois nao tem qualificação para tal e que em matéria de decoração apenas, realmente, qualquer dona de casa é capaz de fazer. Mas colocar tudo isso como um grande “oba oba”, tá liberado, é desrespeitar totalmente os profissionais das áreas de Interiores, sejam estes Decoradores ou Designers.

    Isso se chama IRRESPONSABILIDADE.

    Isso se chama DESRESPEITO aos profissionais.

    Isso se chama PROSTITUIR o mercado e a profissão.

  • Direto: Autoral, Patrimonial e Moral

    Nome: Monica Fuchshuber
    Pergunta: Prezado Dr. Brand. Se um designer é funcionário de uma empresa, a quem pertence os direitos autorais patrimoniais sobre os trabalhos desenvolvidos pelo designer? Esses trabalhos podem ser usados no portfolio, independente da autorização da empresa contratante? Obrigada, Mônica.

    Resposta:
    Olá Monica.

    Primeiramente, é bom deixar claro que a Lei de Direitos Autorais (9.610/98) define que AUTOR é pessoa física. Empresas até podem ser titulares de direitos PATRIMONIAIS sobre uma obra, porém os direitos MORAIS do autor ficam resguardados e sua cessão é, inclusive, vedada pela Lei (inciso I do art. 49).

    Sua pergunta se desdobra nos dois aspectos:

    1) Direitos Patrimoniais: A cessão deve ser feita sempre por escrito (art. 50) e presume-se onerosa. Portanto, se há um contrato de trabalho ou de prestação de serviços, suas cláusulas devem definir a questão da cessão, da titularidade e da modalidade de uso, podendo ainda prever alguma limitação à utilização da obra pelo autor, o que seria questionável. Em princípio, não poderia haver limitação ao uso, pelo autor, em seu portfolio. Em contrapartida, se não há contrato ou se o contrato não versar sobre modalidade de uso, a empresa contratante fatalmente encontrará uma grande limitação na sua utilização.

    2) Direitos Morais: Segundo o art. 24, consideram-se direitos morais do autor: I- o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra; II- o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra. Assim, todo autor tem direito de ter seus créditos indicados junto à obra.

    Em suma, o designer tem plenos direitos de exibir os trabalhos em seu portfolio e indicar que é o autor, com a ressalva da indicação dos nomes de outros autores, quando for o caso, por força dos direitos morais, sendo certo que a titularidade sobre os direitos patrimoniais dependerá da relação contratual.

    Espero ter auxiliado na sua dúvida.

    Abraços.

    Dr. Brand

    Interpretou Dr. Brand Arthur Felipe Cândido Lourenço (MC Araújo Consultoria em Propriedade Industrial)
    Também tem dúvidas? Pergunte para Dr. Brand, utilizando esse formulário.

    Sugado: DesignGráfico

  • 100% Nacional – Julia Krantz

    Combinar o design de móveis em madeira com uma preocupação ambiental é uma das características do trabalho de Julia Krantz. Formada em arquitetura pela FAU-USP, sua linha de produção deixa transparecer o poder orgânico da madeira, em um cuidado minucioso de artesania que faz essa matéria-prima dialogar com sua condição original, através de formas que suscitam algo para além da simples utilidade cotidiana. Nesse trabalho, a ecologia tem papel fundamental. A designer, associada ao grupo de compradores de produtos florestais certificados e detentora do selo de certificação do FSC, possui o compromisso de se utilizar apenas de materiais obtidos através do manejo sustentável, se recusando a se servir de madeiras ameaçadas pela extinção. A difusão e valorização de espécies pouco conhecidas da floresta tropical, associada ao combate da degradação ambiental, se somam a uma concepção artística da utilização dessa matéria-prima tão especial em recursos. O cuidado e o fascínio pela natureza transparecem nas produções de seu trabalho, em cujas peças se pode verificar uma continuidade em relação a imensa riqueza de desenhos, cores e formas que a floresta oferece as mãos de um artista criativo.

    Julia Krantz

  • Design 100% Nacional

    Well…

    Novamente na correria passando pra dar um oi geral.

    Bom, sobre o título do tópico, tenho recebido varios e-mails questionando do porque de tantas postagens falando sobre o Design produzido no estrangeiro e poucas coisas daqui da terra brasilis…

    Isso não tem um porque exato no entanto podemos – eu e outros blogueiros – afirmar que o acesso à produção estrangeira é bem mais fácil que à nacional.

    Ou então parece que o Design brasileiro resume-se ao que aparece às vezes em sites e revistas e que, tirando os mesmos de sempre, ninguém mais produz nada.

    Então abro este canal para expor os trabalhos dos Designers brasileiros que trabalham com coisas voltadas ao Design de Interiores/Ambientes.

    Para expor os trabalhos, envie um e-mail para ldda.paulooliveira@sercomtel.com.br com:

    fotos boas dos produtos

    breve descrição dos produtos

    dados do designer e/ou empresa

    De posse desses materiais vou fazer posts variados por tipo de produto:

    Móveis para ambientes de Estar

    Móveis para ambientes de servir

    Móveis para áreas externas

    Acessórios

    Equipamentos

    Materiais e Revestimentos

    Portanto, podem começar a mandar as informações ok?

  • Algumas dicas

    Bom pessoal, já perceberam que nesta semana que está terminando eu não postei quase nada. Isso se deve à correria de final de ano.

    Quem já trabalha na área sabe que final de ano é sempre assim. Além dos projetos de Interiores e Ambientes dos clientes que querem suas casas renovadas para as festas de fim de ano, temos ainda as decorações natalinas. Haja fôlego.

    Mas para não deixar vocês leitores órfãos, vou postar algumas dicas rápidas aqui:

    1 – Lar Doce Lar

    Para quem curte este programa, pode rever os vídeos das reformas já realizadas através do site

    http://tvglobo.caldeiraodohuck.globo.com/lardocelar/

    Muito bom!!!!

    2 – Cursos de Arte Floral

    A Floral Design Brasil está com alguns workshops programados para o final de ano e inicio de 2009. Acesse o site e confira a programação.

    3 – Feiras 2009

    As feiras de 2009 já estão com o credenciamento online para visitantes.

    Kitchen & Bath

    Feicon

    Movelpar

    4 – TV por assinatura

    Alguns canais de TV por assinatura oferecem excelentes programas para nossa área.

    No Discovery Home&Health está passando uma temporada Eco Renovação. É um programa muito bom sobre novas construções eco-sustentáveis e aquelas já construídas onde os proprietários “compram” as idéias sustentáveis e permitem as implantações propostas pelos arquitetos e designers.

    Além desse, tem o Design Divino – com a Candice – que é naquela linha de renovações rápidas. Muita coisa interessante aparece por lá.

    Tem também o Trading Spaces onde vizinhos trocam de casa e reformam um dos cômodos. As vezes tudo sai bem, mas de vez em quando erram feio rsrsrsrs Vale a pena.

    Já no Discovery Channel, o melhor que acho é o Mega Construções.

    No National Geografic Channel encontramos uvasta grade sobre o Meio Ambiente e também alguns sobre engenharia, arquitetura e Design. Além dos sempre excelentes sobre arqueologia e história.

    Todos eles apresentam em seu site uma resenha sobre os programas já apresentados e, em alguns casos, vídeos e uma enorme galeria de imagens. Excelente fonte de pesquisa.

    Bom, acho que com essas dicas já me redimi pela ausência da semana.

    Espero que curtam bastante todas elas.

  • Casa Genial eficiente energeticamente

    Fonte: Procel Info – 26.11.2008

    Casa genial incentiva uso eficiente de energiaRio Grande do Sul

    O Museu de Ciências e Tecnologia (MCT) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e a Eletrobrás criaram uma residência completa, de 51m², com dormitório, sala de estar, cozinha, escritório, lavanderia e banheiro, para incentivar os visitantes a utilizarem a energia elétrica de forma racional. A “Casa Genial” tem o objetivo de contribuir na conscientização dos consumidores de energia elétrica. A casa, com eletrodomésticos, ar-condicionado, utensílios e móveis, possui dois modelos de geladeira. Um dos modelos tem o selo de eficiência energética do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), da Eletrobrás. O objetivo é fazer com que os visitantes constatem a diferença no consumo.

    De acordo com Álvaro Theisen, vice-diretor dos Laboratórios Especializados em Eletroeletrônica, Calibração e Ensaios (Labelo), se o consumidor deseja substituir a velha geladeira por um novo modelo, com eficiência energética, ele poderá receber o retorno do investimento em menos de 18 meses através da economia de dinheiro nas contas de eletricidade. O museu estará equipado com medidores de energia em funcionamento, pelos quais os visitantes poderão fazer a comparação. Também haverá lâmpadas incadescentes e fluorescentes para serem comparadas. Será utilizada ainda a iluminação fluorescente dimerizada (com sensor que capta a iluminação natural), que auto-regula sua iluminação conforme a intensidade da luz solar no ambiente.

    Depois da visita, os interessados poderão assistir a uma apresentação, com recursos multimídia, e poderão calcular as despesas mensais e anuais com equipamentos domésticos. A Casa Genial poderá ser visitada na área de exposições do MCT da PUCRS, a partir do dia 27 de novembro. Mais informações sobre a casa e sobre o seu lançamento podem ser encontradas no site do museu, www.pucrs.br/mct/.

    Serviço:

    Evento: Lançamento da Casa Genial
    Data: 27 de novembro de 2008
    Local: Porto Alegre – RS
    Informações: www.pucrs.br/mct/

  • Jardins verticais por Michael Hellgren

    Michael Hellgren é um arquiteto paisagista especializado em criar jardins verticais como o das fotos a seguir, localizado no lobby de um edifício institucional da empresa farmacêutica AstraZeneca em Södertälje, Sweden.

    Bem brasileirinho não é mesmo? Verde e amarelo…

    Bom, aproveito para deixar aqui a dica pra quem curte trabalhar com paisagismo. Este é um nicho de mercado em franca expansão e que não tem profissionais realmente especializados aqui no Brasil.

    E, para aqueles que não curtem, como eu, é uma excelente dica para os projetos, especialmente os comerciais e institucionais, para deixa-los mais humanos e agradáveis.

    Via: Contemporist

  • Padrões

    Uma vasta gama de padronagens gráficas retrôs podem ser encontradas no site Squidfingers.

    São patterns para WEB mas servem como base para adesivagens, pinturas, impressões têxteis entre ouras aplicações.

      

    Tem muito mais lá.

    Encontrei esta dica no Amenidades do Design

  • Para poucos que podem pagar

    Olhando um site agora, duas coisas me chamaram a atenção:

    1 – Móveis compactos.

    Temos visto que de um bom tempo para cá as construções tem sido realizadas minimizando ao máximo possível os espaços. Em alguns casos posso até dizer que tornando-os não usáveis. Com isso, tem surgido uma vasta linha de móveis compactos com a intenção de resolver estes problemas sejam de circulação, sejam ergonômicos. Porém pouco se vê de diferente e, como dizem os leigos, quando vejo algo nesse sentido penso: “não dava pra colocar um pouco mais de designer aí não?”

    Claro que nao estou generalizando pois existem produtos excelentes, criativos, com muito design, ergonomia, etc. Mas a maioria, como diz meu amigo Vinícius, parace tudo uma Casa (sem) Cor. Parecem cópias “recriadas” umas das outras.

    Ainda bem que existem excessões…

    2 – Seja um “efeito colateral” de um surto criativo, uma consciência eco-sustentável, seja uma crítica social e política, ou talvez nao seja nada disso e apenas a sorte de dispor dos materiais certos na hora certa, alguns produtos nos surpreendem. É o caso da cadeira abaixo, obra do designer Alexander Reh, que usa cartuchos de espingarda:

  • Móveis de madeira sustentável preservam a mata nativa

    Novo conceito de móveis, o Biomóvel é caracterizado pela sustentabilidade do processo de produção e desenvolvimento do design

    Os produtos de madeira sustentável como o pinus e eucalipto estão voltando com força total ao cenário do mercado brasileiro de móveis. O conceito foi o tema do evento Biomóvel que aconteceu nos dias 19 e 20 de novembro, do Hotel Bourbon Convention Ibirapuera, em São Paulo. O objetivo foi discutir a produção de móveis a partir de madeira de manejo, ou seja, que respeita e preserva a mata nativa como mogno, canela, imbuia, araucária, entre outras.

    “O fato dos móveis serem produzidos de madeira sustentável ajuda a conservar a mata nativa. Pois, se não houver demanda para o corte de madeiras nobres, as florestas serão conservadas. Comprando biomóveis alivia a pressão na demanda de madeira com origem desconhecida”, alerta Alexandre Battistella, diretor da Battistella Operações Florestais.

    Atualmente, no Brasil, mais de 250 cidades com mais de 100 mil habitantes concentram um potencial de consumo de R$ 22,7 bilhões em móveis, o equivalente a 70% do total nacional. Neste universo, o principal destaque é o estado de Santa Catarina. Em 2005, o estado sagrou-se como grande exportador brasileiro de móveis, com a comercialização de mais de US$ 449 milhões, respondendo por 41,8% do total de exportações de móveis do Brasil. Hoje, este índice já chega a 47% e os maiores compradores são os países da Europa e os Estados Unidos.

    O novo conceito de móveis, o Biomóvel é caracterizado pela sustentabilidade do processo de produção e desenvolvimento do design. Ou seja, a cultura na produção de móveis por parte das indústrias será a partir de processos de fabricação que atendem a todos os requisitos socioambientais, além de qualidade e bom gosto.

    “São móveis em madeira maciça reflorestada, produção limpa e que foram produzidos com todo o cuidado para atender as exigências da legislação européia”, explica Ari Bruno Lorandi, diretor da Central da Excelência Moveleira idealizador deste novo conceito no Brasil.

    A preocupação em produzir com sustentabilidade faz parte da história da Battistella, que mantém reservas florestais próprias, programa de manejo e condução correta dos cultivos florestais e um centro de pesquisa dedicado a melhoria genética. O conjunto dessas ações resulta em árvores mais retas, com menos galhos e com madeira de qualidade cada vez maior, possibilitando o melhor aproveitamento e rendimento pelas indústrias moveleiras. “Por exemplo, o móvel de Pinus, além de ser um produto ecológico e que faz bem ao meio ambiente, resistente, ótima qualidade e que tem novos designs”, complementa Alexandre.

    Paralela à importância da preservação ambiental está a certificação das florestas. O manejo florestal da Battistella é certificado pelo Forest Stewardship Council que atesta que o plano de manejo da empresa atende aos principais requisitos de equilíbrio ecológico, econômico, operacional e social. O selo é reconhecido internacionalmente entre empresas que trabalham com produtos florestais. “O consumidor brasileiro precisa perceber que ao adquirir um móvel fabricado com madeira proveniente de uma floresta certificada ele está contribuindo para o meio ambiente”, declara.

    Até o momento, 20 empresas filiadas ao Sindusmobil, Sindicom (Sindicato das Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Rio Negrinho) e Arpem (Associação Regional da Pequena Empresa Moveleira) confirmaram presença no evento de lançamento do Projeto Biomóvel, em São Paulo. Para comprovar a qualidade do móvel, os produtos receberão um selo de certificação que será fornecido pelo SENAI, o qual garante sua origem.

    História do Biomóvel

    O desenvolvimento do Biomóvel teve como base o projeto Green Home, elaborado na Toscana, Itália. A estratégia do Biomóvel integra todos os níveis de desenvolvimento do produto e associa vantagens competitivas como a redução dos materiais utilizados e dos resíduos de produto. O projeto orienta e dá indicações sobre os materiais que devem ser utilizados ou evitados, os padrões para o móvel ecológico até o selo de qualidade ambiental para o Biomóvel.

    O conceito do Biomóvel acompanha todo o ciclo de vida do produto, desde o nascimento e até morte. Os processos são compostos das seguintes fases: pré-produção (produção dos materiais e semi-acabados utilizados no processo); produção (transformação dos materiais, montagem e acabamento); distribuição (embalagem, transporte e armazenamento) e até a utilização (manutenção).

    Nas fases de criação e produção do móvel, aspectos fundamentais devem ser considerados: projetar produtos multifuncionais, evitar o super dimensionamento dos móveis, escolher processos produtivos que reduzem o consumo de materiais, otimizar o consumo de energia na produção e utilizar embalagens recicláveis.

    fonte: O Bonde

  • Ponto de Vista: Jethero Cardoso

     Diretor do Centro Universitário Belas Artes fala sobre parceria com o Núcleo de Decoração

    A partir de novembro de 2008, o Núcleo de Decoração participará ativamente de diversos eventos realizados pelo Centro Universitário Belas Artes. A parceria entre as duas instituições (empresa e escola) tem por objetivo aproximar os estudantes da realidade do dia-a-dia do mercado de trabalho. A primeira ação deste trabalho aconteceu durante a Semana de Design do Belas Artes, realizada de 3 a 6 de novembro. Durante este evento o Núcleo contribuiu para a realização de quatro palestras. A presidente do Núcleo, Silvia De Tommaso, falou sobre O Designer de Interiores como Empreendedor, a artista plástica e mosaicista Lúcia Dantas abordou o tema “O mosaico na história da arte – da antiguidade aos dias de hoje”, o diretor da Avantime, Daniel Lima, apresentou a palestra sobre Automação e o sócio diretor da Ação Sistemas, José Pires Alvim Neto abordou o tema “Gerenciamento de Escritórios – Software Naves. Ao final do evento, o diretor da unidade da Vila Mariana, Jéthero Cardoso, falou sobre a parceria.

    Núcleo: Qual a importância, para o Centro Universitário Belas Artes, desta parceria do Núcleo, que objetiva levar informação técnica aos estudantes do curso de Design de Interiores?
    Jéthero: É importante porque não existe a possibilidade da escola formar a pessoa de forma isolada no conhecimento, dada a rapidez com que este se produz e reproduz. Se essas duas instituições (empresa e escola) não estiverem unidas, dificilmente o aluno conseguirá uma formação mais realista, necessária para os novos tempos.

    Núcleo: Além de colocar empresários em contato direto com os estudantes, através de palestras como as realizadas na semana de Design, qual será o papel do Núcleo na formação dos futuros Designers de Interiores?
    Jéthero: Visando sempre a formação completa do aluno, criamos o laboratório Ceitem – Centro de Estudos de Informações Tecnológicas. É o lugar onde reunimos materiais, informações técnicas, catálogos, folhetos com medidas que podem ser consultados na hora de fazer o projeto. Então, a parceria com o Núcleo, e demais empresas, tem por objetivo alimentar o Ceitem, pois o grande desafio é nos manter atualizados e em sintonia com o que está acontecendo fora do mundo acadêmico.

    Núcleo: Como você avalia a importância do trabalho do Núcleo de Decoração?
    Jéthero: Os setores de serviços, indústria e comércio ainda estão mal organizados no geral e o Núcleo está mudando esse quadro. Por isso é muito bem vindo para tentar orientar, educar, organizar o meio. Sem contar que estamos falando de uma instituição que tem na sua presidência uma pessoa muito otimista, focada no profissional, que está colaborando e muito para o Núcleo crescer, continuamente.

    Núcleo: O Centro Universitário Belas Artes oferece tanto o curso de Design de Interiores como o de Arquitetura e Urbanismo, como o senhor avalia a diferença entre eles?
    Jéthero: Este prédio em que está instalada a unidade três do Belas Artes, foi construído em 1927. Antes funcionava uma tecelagem aqui. Você vê uma estrutura com pé direito alto, espaços grandes, com ventilação boa. Tudo muito bem projetado por um arquiteto. E hoje, vê também esse espaço totalmente modificado, graças ao trabalho do Designer de Interiores. Então essa é a diferença, um cuida da estrutura arquitetônica e o outro do recheio.

    Núcleo: O que leva alguém a contratar os serviços de um Designer de Interiores?
    Jéthero: Se você compra dez sapatos, tem que ter onde guardar. Então quando estamos focados em promover e facilitar a qualidade de vida é maravilhoso. Tenho viajado pelo Brasil e vejo como o país cresce. E diante desse crescimento, em um novo contexto, torna-se necessário alguém para ajudar os brasileiros a viver melhor. Afinal, este é o profissional que trabalha para o ser humano, individualmente, dá dignidade e existência da vida (da criança de dois anos, aos 20, aos 90 anos).

    Núcleo: Como o senhor avalia o trabalho dos Designers de Interiores?
    Jéthero: Participo do júri do prêmio Olga Krell e este ano o nível de qualidade foi excepcional. Então, em minha opinião, o Brasil é o que mais sabe fazer Design de Interiores. Temos uma cultura miscigenada, japonês – coreano – índio – europeu e nos reconhecemos em todos esses “lugares”, por isso temos um Design de Interiores sofisticado.
    fonte: Núcleo de Decoração