Tag: Design

  • Bah… que coisa…

    Quando uma imagem diz tudo:

    via: designcomlimao
    

    Será que assim dá pra entender um pouco na importância da contratação de um designer formado?

    Sem mais palavras… Já tem muitas aí bem mal empregadas, alinhadas, pensadas e planejadas.

  • Twittando em prol do #Design brasileiro.

    Depois de mais de um ano com conta aberta e sem usar o meu twitter, @ldpaulooliveira, resolvi encarar a empreitada.
    Antes não tinha muita paciência de ficar lá na página web atualizando e atualizando e atualizando além de que, pra mim, escrever em poucas palavras sempre foi uma tortura.

    Até que dias atrás um amigo me indicou o TweetDeck. Meus problemas se acabaram!!! Maravilha! Ele só não escreve as mensagens por mim, mas atualiza automaticamente, tenho acesso a todas as informações que preciso sobre os perfis, etc.

    Bom, comecei a usa-lo e rapidamente percebi a quantidade de candidatos que estão utilizando esta ferramenta em suas campanhas eleitorais.

    Sei que este assunto (política) provoca um embróglio no estômago de muitas pessoas, e que outras preferem “não se sujar” ao se envolver com isso.

    Ao mesmo tempo percebo, triste, uma quantidade absurda de designers twitando sobre jogo de futebol, cor que pintou os cabelos, que vai pra balada e mais um mundaréu de fuleirices sem noção. Tudo bem, gosto é gosto e cada um tem o seu direito de ir e vir.

    Porém, entre estes que perdem tempo com blablabla infinito e inútil, encontram-se vários que reclamam da falta da regulamentação do Design aqui no Brasil.

    Reclamar é fácil, dizia minha avó. Difícil é agir, dar a cara pra bater sobre algo que você acredita defendendo isso publicamente.

    Novamente falo sobre os “expertus” que preferem ficar confortavelmente sentadinhos em suas poltronas esperando outros levarem porrada em seu lugar pra depois, quando a regulamentação acontecer, serem os primeiros a exigir a carteira do conselho federal.

    Vamos lá pessoal, não custa nada fazer algo de bom e de útil pela profissão que vocês escolheram, ou ao menos aparentemente escolheram.

    Comecei ha três dias uma série de postagens diretas aos candidatos seja de que estado for. Geralmente o texto é este:

    “@srfulano, qual a sua posição com relação à #regulamentação da profissão de #designer no #Brasil? #5do11 #DesignBR”

    Mando e fico aguardando.

    Enquanto aguardo faço minhas outras coisas.

    Quando recebo alguma resposta dou RT rapidamente para que os que me seguem por lá fiquem sabendo seja a resposta positiva ou negativa.

    Se demora muito a vir a resposta, mando de novo. Faço juz ao que dizem de mim porém com ajustes: não sou chato, sou persistente e luto pelo que acredito.

    De um modo geral, já consegui alguns retornos bem interessantes de alguns candidatos como por exemplo:

    @Raul_Jungmann: Sou a favor da regulamentação da profissão de designer, ok?
    @Raul_Jungmann: Claro, estou a disposição. Aliás, vou amanhã prá Brasília. Me mande mais informações, ok?

    @SenCesar222: Caro Paulo, a profissão de Designer deve sim ser regularizada, ela q mostra cada vez mais a sua importância p a sociedade.
    @SenCesar222: A profissão precisa ser regulamentada nos termos da lei, por fazer parte do nosso dia a dia com atribuições tão próprias.

    @alberto_fraga: Acredito que profissões novas como #design precisam ser reconhecidas, só assim os profissionais terão reconhecimento.

    @deputadoHauly: sou a favor da regulamentação sim, trabalharemos para isso. Obrigado.

    @alvarodias_ sou favorável à regulamentaçao de todas as profissoes. Direitos e deveres consagrados em legislaçao apropriada
    @alvarodias_ vou tentar ajudar a acelerar a tramitaçao.
    @alvarodias_ vou procurar saber e opinar.Primeiro verificr com quem está parado o projeto e depois solicitar que seja colocado na pauta

    @deputadocaiado Toda profissão merece ser regulamentada. Até hoje, nós, médicos, não temos a nossa regulamentada.

    @edmararruda Vou verificar e estudar o assunto e responderei, certo?

    Nada nada, temos alguns exemplos aí em cima de candidatos conscientes sobre o assunto e outros que disseram que vão estudar e conhecer melhor a situação.

    Já um grande passo.

    Além de questionar sobre a posição, convido cada candidato a acessar o portal DesignBR.ning e também mando o link do portal designbrasil direto na página sobre a regulamentação.

    fonte: designcomlimao

    São ações que não me custam nada e que podem vir sim contribuir para a nossa tão sonhada #regulamentação do #design aqui no nosso #Brasil.

    Quem sabe no dia #5do11 teremos finalmente algo a comemorar e possamos bradar felizes que o design brasileiro conta com parlamentares conscientes e comprometidos com a nossa causa.

    Faça a sua parte.

    A sua profissão e seus clientes agradecem.

  • pra quem gosta de ler

    Estava me preparando para ir dormir e um link no Google me chamou a atenção. Fui ver e cá estou eu, três horas depois, ainda acordado, zonzo de tanto ler, para compartilhar com vocês este achado.

    Trata-se de uma página, na verdade uma biblioteca de artigos e teses específicos sobre Design dentro do site modavestuario.

    Você pode ler e salvar em PDF aqueles que você quiser.

    Destaco alguns interessantes que li e outros que salvei para ler depois:

    – O Processo de Design de Aeronaves: um Estudo Exploratório
    – Questões de Ética: Relações entre o Design e a Ecologia Profunda
    – O tratamento do espaço pela cenografia nos desfiles de moda
    – Percepção de conforto por meio da avaliação visual de assentos: parâmetros para o design ergonômico de mobiliário
    – Design e Significação sob uma Perspectiva Mitológica
    – Desenvolvimento de Alternativas Sustentáveis Para Habitação de Baixa Renda
    – As transformações dos estilos de vida na modernidade e a (re)configuração dos interiores domésticos
    – Reflexões sobre a caracterização da pesquisa científica e da prática profissional no design
    – O resgate da ética no design: a evolução da visão sustentável
    – Análise de maçanetas cilíndricas e de alavanca por usuários idosos – aspectos de uso e percepção
    – Design de Interiores e Consumo Sustentável
    – Aproximações entre Arte e Design: Paisagem urbana e olhar de artista
    – Valorização do território através do design estratégico: um estudo dos indicadores de qualidade de vida urbana no âmbito do bairro
    – Design versus Artesanato: Identidades e Contrastes.
    – Cores e Iluminação Aplicadas num Projeto de Interior de Aeronaves
    – Informação ou poluição: processos de descaracterização do espaço urbano
    – Lighting Design e Planos Diretores de Iluminação Pública: A Requalificação da Cidade por meio da Luz Artificial.

    Tem muita coisa boa ali dentro. São mais de 500 artigos sobre interiores, lighting, moda, produtos, embalagens, educação, história, têxtil, arquitetura, eco-design, design social, ética, etc.

    Acesse a página e divirta-se com uma boa leitura!

  • Excelentes soluções

    Bom, quando digo que Design de Interiores e Ambientes tem muito de Desenho Industrial tem muita gente que torce o nariz.

    Alguns da área de interiores, por preguiça mental. Só de pensar em ter de criar soluções, pesquisar materiais e mais um mundaréu de coisas para depois ainda colocar tudo no papel, conseguir quem execute com qualidade e etecéteras dá um frio na barriga, um sono.

    É mais fácil comprar tudo pronto nas lojas né não senhores DECORADORES?

    Alguns da área de DI-Produtos, alegam que esta é uma área deles e que os Designers de Interiores  não devem se meter ora por nao ter formação em produtos, ora por seja lá qual for o motivo alegado. De qualquer forma, estes que defendem esta visão demonstram absoluto desconhecimento das matrizes curriculares dos cursos de Design de Interiores e Ambientes. No mais, porque não reclamam de arquitetos, engenheiros, cozinheiros e tantos outros profissionais de áreas que não tem nada a ver com o Design que atualmente vem fazendo design? Bah…

    Bom, independente destas fuleirices, sempre que encontro em design excelente posto aqui para vocês.

    Muitas vezes, e hoje em dia é cada vez mais comum isso devido aos reduzidos espaços das novas construções, buscar soluções inteligentes para resolver os ambientes é uma constante.

    Assim, exige-se do profissional de Design de Interiores e Ambientes mais que uma especificação de produtos prontos e sim a solução, a criação destas soluções.

    O vídeo acima nos traz excelentes soluções para espaços reduzidos.

    Não é questão de copiar – até mesmo porque isso é CRIME, mas sim, e antes de tudo, analisar as soluções apresentadas buscando indentificar possíveis soluções que possam ser adaptadas ao seu problema.

    Este adaptar pressupõe criar, recriar, entender o funcionamento e reconhecer os materiais utilizados para que se possa aplica-los de outras formas na solução de seus problemas projetuais.

    Bom, lapiseiras na mão, muita borracha e bom trabalho!

  • porque poucos posts?

    Recebi hoje um e-mail de um leitor assíduo do blog onde ele me questiona do porque o meu blog não ter uma quantidade de posts diários. Bom, já escrevi algumas vezes aqui no blog sobre isso mas hoje vou tentar detalhar mais sobre o assunto.

    Quem me conhece, sabe da correria que é a minha vida. Muitas vezes passo horas no note sem nem olhar o e-mail por estar envolvido com desenvolvimento de projetos, pesquisas, etc. São clientes, projetos, preparação de aulas… enfim, são muitas coisas a fazer e que, envolvido nelas, nao me permito perder o foco do que estou fazendo.

    Também tem a vida pessoal onde tenho de cuidar da casa, do predio onde somos síndicos, das duas cachorras, dar atenção à família, etc.

    fonte da imagem: Nem1e99

    Outro fator que impedem postagens constantes e diárias e meu ponto de vista sobre o tema informação. O blog é uma janela de informação pública, que encontra-se baseado na web para quem quiser ver, ler, opinar… No meu reader acompanho diversos blogs nacionais e internacionais – coisa que já fazia mesmo antes de virar blogueiro. No entanto existe um elemento que sempre me incomodou: a igualdade de assuntos, imagens e temas abordados bem como posts sem fundamentação teórica.

    Isso é fácil de detectar. Olhem o site YankoDesign e depois olhem os diversos blogs que vocês acompanham. A grande maioria de conteúdos dos blogs de Design provém deste site.

    Os de arquitetura e interiores vem geralmente do Contemporist.

    fonte: osamorais

    Não, nem de longe estou querendo provocar uma briga com os blogueiros enaltecendo o meu trabalho e denegrindo o dos outros. Só estou colocando que este não é o meu estilo, não é o que eu gosto de fazer, não é a minha forma de ensinar.

    Um dos argumentos que me convenceu a iniciar este blog foi o fato de eu escrever sem medo, lançar sobre o papel as minhas idéias doa a quem doer. Tanto que os primeiros posts do blog tem relação aos ataques recebidos por mim e outros designers que “tiveram a petulância e ousadia” de afrontar alguns arquitetos em fóruns pela web. Este afrontar, na verdade nada mais foi que questionar do porque estarmos sendo vítimas de ataques infundados por parte de alguns arquitetos totalmente desinformados e da perseguição dos CREAs. Mas isso já história passada.

    Assim, este foi o foco definido deste blog: o diferencial de ser sempre franco, direto e objetivo, doa a quem doer, gostem ou não gostem, amando-me ou odiando-me.

    Isso dificulta a postagem diária pois antes de postar qualquer coisa é feita uma grande pesquisa verificando leis, normas, bibliografia entre outras pesquisas para se ter certeza do que estou escrevendo. Uma coisa que não suporto, e talvez daí a minha fama de dr House do Design, é debater com pessoas que “acham” que sabem alguma coisa. Os famosos “achistas” que acham que as coisas são como pensam porque alguém lhes falou que era daquele jeito.

    Achar não leva ninguém a lugar algum. Penso ser isso semelhante ao uso do gerúndio: sempre estão tentando, querendo, sendo, pensando, etc. Nunca fazem, querem, são, pensam, etc. São eternos “pessoandos”.

    fonte: abismosdossonhos

    Algumas vezes me rendi ao ctrlC+ctrlV por pura necessidade e falta de tempo para não deixar meus leitores sem nada. Mas confesso que as poucas vezes que fiz isso me senti frustrado, incomodado e com um alto sentimento de rejeição pelos respectivos posts.

    Não é meu estilo fazer posts baseados em ctrlC+ctrlV e muito menos fazer aqueles posts com títulos como por exemplo, “românticos”, recheado de fotos cor de rosa, com flores, de ambientes europeus ou norte americanos que não tem absolutamente nada a ver com a nossa cultura e só. Quando olho aquilo me recordo das piores aulas que tive na universidade com um professor que toda aula ficava mostrando fotos e mais fotos, não dizia nada sobre elas, nenhuma informação sobre o projeto e tampouco a autoria dos mesmos, apenas observação pela observação. Vago demais que não atingiam comentários dos alunos maiores que “olha que vaso bonito…”, “olha aquela almofada” em uma ou outra foto.

    Inspiração? Me poupe gente.

    Prefiro deixar esse tipo de inspiração para os meus clientes leigos que sempre chegam carregados de fotos indicando o que gostam e o que não gostam.

    Como um blog de cunho acadêmico e profissional, com o reconhecimento que já consegui atingir de universidades e outros profissionais e empresas, não tem porque eu partir para este tipo de postagem frenética apenas para aumentar o contador de posts do blog.

    Que também fique claro que, apesar deste reconhecimento eu não recebo um único centavo de ninguém para manter e atualizar este blog. Quem sabe parta para esse tipo de ação futuramente, não sei. Mas, mesmo que parta, isso não quer dizer que estarei “amarrando” meu nome ou meu blog a quem quer que seja.

    As postagens que realizo são feitas geralmente em momentos como o de agora, em que paro tudo para mexer no blog seja respondendo comentários, seja preparando posts e deixando-os agendados para serem soltos durante a semana ou ainda promovendo melhorias no blog.

    Então, fica aqui em definitivo, a resposta do porque de não realizar postagens diárias aqui no blog ok?

    Um excelente final de semana a todos com muita luz!

  • Bienal de Design 2010 – Curitiba

    Pois é pessoal, muitos já devem saber que este ano a Bienal Brasileira de Design acontecerá em Curitiba – PR, de 14 de setembro a 31 de outubro.

    Andei olhando o site da Bienal e lá pude encontrar informações bem detalhadas sobre tudo o que vai rolar neste evento impostantíssimo para o Design nacional.

    Vale a pena conferir os workshops, cursos, palestras, eventos paralelos, etc.

    Só me entristece perceber que mais uma vez o Design de Interiores foi deixado de lado pelo grupo que organiza a Bienal. Já percebi em diversos fóruns que alguns* profissionais e associações de Desenho Industrial tem uma resistência enorme contra o Design de Interiores e não conseguem – ou não querem – ver as características reais da profissão e dos cursos. estes só conseguem ver os cursos como sendo algo ligado apenas à decoração.

    Isso ficou claro tempos atrás na formação de mais uma associação aqui no Paraná onde, de forma jocosa e irresponsável, o Design de Interiores foi excluído do rol de profissões associadas. No entanto aceitaram publicitários… vai entender….

    Assim, fica aqui mais uma dica para a ABD: lutar pelo nosso reconhecimento dentro da nossa propria área mãe/raiz: o Design.

    * – não me refiro a todos e sim a alguns profissionais.

  • Exposição “Design Brasil – 101 anos de história”

    Será inaugurada na terça-feira, 6 de julho, a exposição “Design Brasil – 101 anos de história”, no MCB (Museu da Casa Brasileira), em São Paulo.

    A exposição tem curadoria do jornalista e arquiteto Pedro Ariel Santana e traz um panorama do design brasileiro do início do século 20 aos dias atuais, propondo uma discussão sobre a evolução do conceito de morar, da tecnologia e do uso de materiais ao longo do século passado.

    Estarão expostas 48 peças símbolos de um século de design, com criações de Joaquim Tenreiro e Sergio Rodrigues até os irmãos Campana e Oscar Niemeyer.

    No dia 6 de julho, às 19h30, abertura da mostra, será lançado livro com título homônimo ao da exposição, trazendo o perfil de 83 profissionais e 500 peças.

    A mostra poderá ser visitada até o dia 8 de agosto, de terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00.

    O ingresso custa R$ 4,00, havendo meia-entrada para estudantes, e é gratuida aos domingos e feriados.

    O MCB fica na Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 (Jardim Paulistano).

    Mais informações pelo telefone (11) 3032-3727 ou no site: www.mcb.org.br.

    Via> Design Gráfico

  • Embelezamento urbano

    É impressionante como ações simples podem melhorar o ambiente urbano. Seja colocando apenas um foco de luz em uma árvore da rua, pintando um muro ou qualquer outra intervenção pequena, os resultados podem ser surpreendentes.

    O artista Aakash Nihalani nos dá uma bela mostra com esta instalação:

    Como se vê, uma ação simples acabou conseguindo resultados positivos.

    Aqui em Londrina seria uma boa uma vez que quando estamos dirigindo não sabemos se olhamos para a sinalização (quase inexistente ou escondida), para os pedestres ou para os buracos no asfalto.

    Brincadeiras sérias à parte, ao menos acaba-se aquele visual duro e feio das placas de sinalização que emporcalham todos os cruzamentos de nossas cidades. Tão emporcalhado que as vezes temos de ficar um tempão procurando a placa certa diante do amontoado delas existentes num único cruzamento.

  • Feltro na parede?

    Ja sabemos que o feltro tem propriedades acústica e térmica. Tudo bem que não é o material perfeito para esta finalidade mas em determinados casos ele consegue “quebrar um galho”. O duro é a cara horrível dele. Com uma textura nada agradável ou bela, este material tem ficado escondido dentro de estúdios de música principalmente certo?

    ERRADO!!!

    Quer dizer, não mais apenas em estúdios.

    A designer Anne Kyyro mostra que, com criatividade, bom gosto e técnica é possível aplicar este material em qualquer espaço seja este residencial, comercial ou institucional.

    Aliando técnicas de corte e costura, origami e outras mais, ela consegue efeitos surpreendentes com este material simples, barato e, agora, belo. Volume, luz e sombra, texturas, movimento…

    Papel de parede pra que?

    Texturas pra que?

    Até mesmo obras de arte podem ser substituídas, dependendo do gosto do cliente.

    É, pra que ficar preso aos ditames da moda ou das tendências? É isso que dá ser um designer livre e independente que não se deixa manipular.

  • Projeção arquitetural

    No post anterior mostrei um vídeo de mapeamento arquitetural. No Mapeamento, buscamos as formas arquitetônicas e trabalhamos a luz em cima destas.

    Na Projeção, as formas nem sempre são respeitadas, mas as percebemos sempre.

    Observem agora estes com projeção arquitetural (alguns tem elementos de mapeamento):

  • Mapeamento arquitetural

    Já postei aqui no blog tempos atrás sobre mapeamento arquitetural, um trabalho que envolve Lighting Design e Design de Interação.

    Prestem atenção neste vídeo:

    Tudo bem, estão pensando: “Ah mas isso foi feito dentro de uma sala usando módulos…”

    Ok, vejam então a aplicação arquitetural disso neste próximo que mistura mapeamento com projeção:

    E neste aqui também:

    É…

    Não temos como negar que a luz nos surpreende a cada lumen liberado.

  • Design e processos

    Muitas vezes é difícil mostrar para os clientes todo o processo que o design envolve. às vezes é até mesmo difícil para pessoas de áreas correlatas entenderem isso tudo o que geram os “X” tipos de designers e os pseudos designers.

    Já escrevi sobre isso e tem muita bibliografia sobre esse assunto disponível na web. Mas tem gente que ainda confunde design com artesanato. GRRRRRRRRRRRR

    A diferença é que o processo de Design pode ser aplicado ao artesanato. O contrário não. Design tem estrutura industrial e não artesanal. Simples assim. Porém as características e linguagem artesanais podem ser aproveitadas numa escala de Design.

    Confuso? Pode ser, mas fica aí um excelente tema para TCCs. Divirtam-se.

    Bom, encontrei alguns vídeos de um escritório de design chamado LZF. Este grupo trabalha com lâminas de madeiras aplicadas à iluminação ou seja: luminárias de madeira. Na verdade eles já são uma fábrica.

    Um trabalho muito interessante e complexo que exige muita dedicação, pesquisa além de muita mão na massa literalmente falando.

    Então, coloco aqui um vídeo deles mostrando este excelente trabalho. Mas não só isso…

    O vídeo a seguir mostra o processo Design: da idéia inicial, passando pela criação, esboços, pesquisas, mock-up, prototipagem em escalas e materiais diversos, desenhos técnicos e especificações até a produção:

    Por hoje é isso gente.

    Tá dificil, a correria grande, a falta de tempo maior ainda mas este final de semana levei dois puxões de orelhas lá na pós: um da professora Glaucia e outro da Acácia do LAC/Philips….

    Preciso voltar a postar, arrumar minha agenda em respeito a vocês leitores. Graças a vocês meu blog hoje é referência em design, mesmo estando bem parado nestes últimos meses.

    Sei que ja prometi isso antes e não cumpri, mas dessa vez é sério ok?

    abraços e muita luz a todos.

  • Móveis em Papelão – Oficina no Rio de Janeiro

    O conceito de design limpo praticado com excelência na Escandinávia esta cada vez mais perto de nossas possibilidades, móveis em papelão é uma ótima opção para entrar em sintonia com essa tendência.

    Móveis de papelão são duráveis, criativos e de baixíssimo custo, permitem decoração inusitada e reciclar matéria-prima.

    Designers consagrados vêm desenvolvendo linhas de móveis feitos 100% com papelão . O design e arquiteto canadense Frank Ghery, o arquiteto suíço Nicola Enrico Staubli, o design e arquiteto italiano Marco Capellinni, desenvolvem projetos criativos e personalizados seguindo o conceito de design limpo. O principal aspecto dessa tendência consiste em ser ecologicamente correta. Confortáveis e práticos os móveis feitos de papelão reciclado permite que você modifique o espaço a hora que quiser, não pesa, e pode ser retrátil; a leveza e a praticidade das peças se destacam como pontos pró-investimento em móveis feitos com esse material.

    Venha saber mais e fazer seu móvel em papelão na nossa oficina de Novembro, visite o blog e faça sua inscrição pelo e-mail.

  • Design no dia a dia

    Vi recentemente um texto no blog da Letícia Ávila que me chamou a atenção. Aí comecei a pensar como aproveitar as comuns rotinas diárias em favor do design como forma de mostrar às pessoas como esta ferramenta está presente no dia a dia, sem que estas percebam.

    Assim, abaixo a minha contribuição – já que ontem a noite acabei fazendo um

    BOLO DE CHOCOLATE

    Vá até a sua design e pegue em sua design o design de leite, o design de margarina, o design de fermento em pó e o design com os ovos. Nos designs pegue o design de farinha de trigo, o design de chocolate em pó, a design, as designs medidas e coloque sobre a design.

    Com a design montada, você precisará das seguintes quantidades dos ingredientes:

    2 designs de farinha de trigo
    2 designs de açúcar
    1 design de leite
    6 designs de sopa cheias de chocolate em pó
    1 design de sopa de fermento em pó
    6 ovos

    Modo de Preparo:

    1. bata na design as claras até que fiquem em ponto de neve, acrescente na design as gemas e bata novamente, coloque o açúcar e bata outra vez;

    2. coloque a farinha, o chocolate em pó, o fermento, o leite e bata novamente

    3. Untar uma design e colocar para assar no design por aproximadamente 40 minutos em temperatura média

    4. Enquanto o bolo assa no design faça a cobertura numa design com:
    2 designs de chocolate em pó
    1 design de margarina
    meio design de leite
    e leve ao fogo no design até começar a ferver

    5. jogue quente sobre o bolo já assado

     Como a cobertura é fácil e rápida, você pode aproveitar para lavar em sua design os designs utilizados na preparação deste bolo e coloca-los para escorrer no design.

    Pra servir, corte o bolo da maneira preferida com uma design e, com uma design sirva em designs. Se preferir, pode colocar a cobertura sobre cada pedaço do bolo na hora de servir utilizando uma design. Acrescente um bom design de refrigerante ou suco e,

    6. É só saborear sentado confortavelmente em sua design.

    Para guardar, pegue um design hermético e coloque o bolo dentro. Guarde em sua design pois este bolo geladinho é uma delicia.

    Claro que ainda me faltaram elementos nesse texto pois o estou fazendo na correria antes de sair para uma reunião, mas a idéia está aí.

    E você?

    Já parou para pensar em como o Design está presente no seu dia a dia?

    Daí a importância e necessidade da Regulamentação Profissional do Design aqui no Brasil.

    Insistem em dizer que o Design não coloca a vida do usuário em risco. No entanto, ao observar o roteiro acima percebemos vários elementos/situações que podem colocar sim. Até mesmo a simples batedeira pode causar sérios transtornos e danos.

    Portanto, creio que basta de alegações absurdas feitas por quem não entende absolutamente nada sobre o que está falando – não é mesmo senhores Deputados?

  • Pós que podemos (e devemos) fazer

    Muita gente me questiona sobre quais os cursos de pós são interessantes fazer após o curso superior de Design de Interiores/Ambientes. Bom, isso depende da sua formação superior, da modalidade em que se formou.

    Se você se formou em um curso sequencial poderá optar por especializações (lato senso). Já aqueles que optaram por um curso tecnológico podem entrar em especializações (lato senso) , mestrados e doutorados (lato senso – profissionalizantes). Importante não confundir técnico (ensino médio) com tecnólogo (ensino superior).

    Se a sua formação for uma graduação (licenciatura/bacharelado) poderá optar pelas especializações (lato senso) ou os mestrados e doutorados (strictu senso).

    É importante salientar que no caso dos cursos tecnológicos e sequenciais, de acordo com o MEC, nenhuma universidade ou faculdade pode proibir o ingressos de pessoas formadas nessas modalidades nos cursos de especializações. Assim como, para o ingresso nos mestrados e doutorados (profissionalizantes), o acesso dos tecnólogos é garantido por Lei (Lei 9394/96, Parecer do Conselho Nacional de Educação – CNE/CP 29/2002, Resolução CNE/CP nº 3, de 18/12/2002 e Decreto 5773, de 09 de maio de 2006).

    A IES que faz isso está infringindo a Lei.

    Assim temos hoje as seguintes modalidades de Ensino Superior aqui no Brasil e suas respectivas características:

    Bacharelado:
    Formação de profissionais como médicos, engenheiros, advogados.
    Horas De 2.400 horas (por exemplo museologia) a 7.200 horas (medicina).
    Anos De 3 a 6 anos.
    Pós-Graduação: Pode fazer qualquer tipo (profissional chamado de latu sensu, mestrado ou doutorado).

    Tecnologia:
    Formação de profissionais com ênfase na atividade prática.
    Horas: Carga horária menor, varia entre 1.600 horas e 2.400 horas.
    Anos: De 2 a 3 anos.
    Pós-Graduação: Pode fazer qualquer tipo (profissional chamado de latu sensu, mestrado ou doutorado).

    Licenciatura:
    Formação de professores para ensino fundamental, médio e técnico.
    Horas: No mínimo 2.800 horas Pelo menos 300 horas devem ser de estágio.
    Anos: De 3,5 a 4 anos.
    Pós-Graduação: Pode fazer qualquer tipo (profissional chamado de latu sensu, mestrado ou doutorado).

    Sequencial de Formação Específica:
    Não são cursos superiores de graduação. Oferecem formações diversas.
    Horas: No mínimo 1.600 horas e 40 dias letivos.
    Anos: No mínimo 2 anos.
    Pós-Graduação: Só pode fazer pós-graduação profissional, chamada de latu sensu.

    (fonte: Universitário)

    Então, por partes, vamos aos cursos que são interessantes para a nossa formação:

    Para aqueles que pretendem tornar-se professores universitários, o curso de Metodologia e Didática do Ensino Superior é fundamental, pois nele são repassadas a base pedagógica que não tivemos em nossa formação. Na maioria das IES, este curso é obrigatório para o ingresso no corpo docente.

    Outros cursos de especialização:

    Design de Interiores: eu sempre digo que é interessante assistir mais de uma palestra ou ler mais de um livro/artigo sobre o mesmo tema, pois cada palestrante/autor tem uma visão diferente sobre o mesmo assunto, uma abordagem diferenciada. Além disso há a possibilidade de realizar pesquisas que, infelizmente aqui no Brasil, nossa área é tão carente. Portanto, é interessante sim uma pós em nossa área específica.

    Artes: serve tanto para quem pretende atuar como professor quanto para aqueles que querem aumentar o repertório/conhecimento artístico. Aqui encontram-se os cursos em artes plásticas, cênicas, música e dança em todas as suas vertentes: história, aplicadas, arteterapia, etc.

    Artes cênicas: coloco este em separado também pois nestes cursos você poderá optar pela área de cenografia.

    ECO’s: desenvolvimento, ecodesign, eficiência energética e tantos outros na linha “ECO” são cada dia mais solicitados pelo mercado de trabalho. O formação e conscientização correta sobre como projetos ECO podem melhorar a vida do ser humano e de nosso planeta deve ser uma constante em nosso trabalho.

    Gestão: como administrar/gerir/empreender um projeto ou a área do Design é o foco destes cursos.

    Ergonomia: cada dia mais presente e importante nos projetos, a ergonomia vem sendo valorizada tanto pelos clientes quanto pela indústria.

    Moda: para aqueles que, como eu, trabalham com moda também. Entender o universo e os processos da moda é fundamental para a realização de trabalhos coerentes e que atendam as necessidades do cliente/produto.

    Lighting Design: para aqueles que querem trabakhar nesta área é fundamental a conclusão deste curso pois, a formação recebida no curso superior faz apenas o iluminador básico. E, uma iluminação de qualidade técnica/estética pressuõe uma ampla especialização na área.

    Produtos: para aqueles que desejam melhorar a qualidade técnica de seus projetos de mobiliários, equipamentos e acessórios ou até mesmo seguir profissionalmente a área de produtos.

    Conforto Ambiental: iluminação, acústica e térmica são os pontos chaves desse curso e elementos essenciais num projeto.

    Gráfico: é um curso bastante interessante para anossa área pois através dele teremos maior fundamentação sobre cor, semiótica, imagens, linguagens e tantos outros elementos gráficos que usamos rotineiramente em nossos projetos.

    Paisagismo: para quem quer ampliar conhecimentos e o leque de mercado neste segmento.

    Design de Interação: cada dia mais em voga e real, o design de interação busca aprimorar a experiência entre o usuário X produto, seja este físico ou sensorial.

    Eventos: voltado para profissionais que atuam com produção/decoração de eventos.

    Além destes existem muitos outros cursos de pós graduação possíveis. Basta que você analise o que deseja profissionalmente e direcionar a sua formação.

  • Proposta de Projeto (I)

    Baseado no texto “Proposta de projeto : a difícil negociação entre o arquiteto e o cliente” dos arquitetos Luís Otávio Forster e Iberê M. Campos, escrevo este texto mais voltado ao Design de Interiores/Ambientes. Como trata-se de um assunto sério e que acabou ficando um pouco longo, vou dividi-lo em três partes:

    Primeira parte: apresentação geral da importância de uma proposta bem elaborada

    Segunda parte: itens de uma proposta

    Terceira parte: um pouco mais a fundo sobre a responsabilidade técnica.

    Boa leitura.

    ft-assinar

    “A negociação entre o arquiteto e seu possível cliente pode ser confusa quando ambos não têm a perfeita noção do que estão fazendo. Propostas desprovidas de conteúdo e clientes que não sabem a importância do projeto são o ponto de partida para obras mal feitas e que provavelmente não atenderão às necessidades de seu proprietário.”

    Isso é mais comum do que pensamos. Propostas totalmente irreais, fora de foco, de difícil compreensão. O fato é que faltam conteúdos e dados dentro da proposta para a clara compreensão por parte do cliente do que ele está prestes a adquirir. Como os clientes são, em sua maioria, leigos no assunto, torna-se muito complicada a leitura e compreensão do que aquelas linhas expressam. Com isso acabam focando sua atenção em apenas um único item: o preço.

    Com isso fica de fora todo o conteúdo da proposta e ele acaba comprando uma coisa que não sabe exatamente o que é. Devemos nos lembrar que nossos “produtos” não são coisas palpáveis enquanto não estiverem concretizadas. Não passam de sonhos, desejos, vontades e, posteriormente, depois de já assinada a proposta, desenhos muitas vezes incompreensíveis.

    Isso é bastante preocupante pois trata-se de um produto que será usado diariamente pelo cliente e seus familiares. E esse fator especialmente, é o calcanhar de aquiles de vários profissionais. Lançam propostas desprovidas de conteúdos, projetam, executam e depois acabam com clientes insatisfeitos. E essa insatisfação pode reverter basicamente de duas formas contra o profissional:

    1 – um cliente insatisfeito fala mal para 10 pessoas…

    2 – a certa “readequação” do projeto que pode levar meses… Pois não foi exatamente aquilo que o cliente pediu… também, você não perguntou e tampouco especificou corretamente na proposta.

    É complicado para o cliente leigo compreender uma planta de layout. Muitos não tem a percepção espacial e de volumetria. De nada adiantará depois você encher de imagens de móveis apontando na planta baixa onde cada um ficará. Eles não conseguirão visualizar isso. Alguns, mesmo com imagens em 3D não conseguem. Por isso faz-se importantíssima a fase do brieffing do cliente. Você deve sugar a alma dele nesse momento. E, este brieffing, não deve ser feito em apenas uma etapa ou conversa/entrevista. Ele deve sim ser refeito e atualizado constantemente, a cada novo contato com o cliente.

    Porém, o mais complicado em relação à proposta para o cliente é entender o que querem dizer os incontáveis itens constantes da proposta: layout, hidráulica, elétrica, alvenaria, revestimentos, direitos autorais entre vários outros e, mais recentemente, automação residencial. Essas são linguagens que eles não entendem. Daí acontecerem muitos erros, especialmente orçamentários.

    “Não há como separar o preço do conteúdo de um trabalho. Embora seja óbvio, ninguém se dá conta de que serviço bem feito custa mais caro, e acabam por fazer uma comparação simples de preços sem entrar no mérito do escopo. O contratante do serviço de projeto faz cotação de preços como se estivesse ao telefone adquirindo uma geladeira, algo como ligar para uma loja de eletrodomésticos e perguntar algo como:

    — “Por favor, por quanto vocês me fazem aí o projeto de uma casa de 200 m²? Quanto???? Ah, não, a outra loja me fez bem mais barato…””

    Esse é um ponto muito complicado: PREÇO.

    Aqui entra em cena o seu conhecimento técnico para conseguir explicar ao cliente o que vem a ser comprar um projeto de interiores/ambientes. O preço é um dos itens da proposta e este está intrinsecamente relacionado ao escopo da proposta. Não são coisas separadas. Como eles bem explicam no texto citado:

    “Escopo é o objetivo do trabalho, seu conteúdo, seu propósito.

    Preço é o valor a ser pago para realização e recebimento desse conteúdo.”

    A sua proposta deve ser completa e clara o suficiente para permitir – até mesmo ao cliente mais leigo – que consiga realizar outras comparações quando em contato com outros profissionais. A proposta não deve conter coisas dúbias e que dêem margem à especulações e/ou dúvidas. Se ele entender de uma forma diferente uma cláusula (ou item) e vier te cobrar sobre isso, prepare-se pois ou você faz do jeito que ele quer/entendeu ou terá de enfrentar um advogado, juiz… E ele estará no direito dele.

    Outra coisa: ele não pode “pechinchar” atrás de menor preço pelo m². Se o fizer, certamente cairá nas mãos de profissionais cujos projetos tem qualidade duvidosa.

    Quem cobra por m² um projeto, não conhece a fundo realmente o que está fazendo. Por mais que isso seja uma “regra de mercado”, só contribui para a prostituição profissional e o acobertamento de péssimos profisionais que continuam no mercado pois competem de igual para igual com os outros.

    Quem compra por m² não faz a menor idéia do que pode estar adquirindo.

    Só orça por m² aqueles profissionais que não levam em consideração a complexidade que é projetar.

    Só pede um “deseinho” aqueles clientes que não tem a menor noção do que é projetar ou então aqueles clientes aproveitadores e que sabem exatamente o valor e a complexidade do projetar.

    No primeiro caso – leigo – vai necessitar de toda a tua atenção. Contudo, jamais tente faze-lo engolir um “projetinho de gaveta” aproveitando-se da ignorância dele. Seja honesto e transparente, atento às dúvidas, tenha paciência para explicar-lhe 10 vezes a mesma coisa enfim, oriente-o corretamente inclusive com relação à formação do preço da proposta. Explique o porque do valor, esmiúce em detalhes o que gerou aquele valor para que ele entenda que comprar um projeto da mesma maneira que se compra uma geladeira não é a melhor solução.

    “Sabendo-se da inexperiência das pessoas, a proposta pode e deve ser orientativa, aproveitando para deixar claro para o contratante que não adianta conseguir um “projetinho” e colocá-lo na mão de um pedreiro que não saberá interpretá-lo e complementá-lo com tudo o que uma obra atual e útil precisa.”

    Aqui entra também a sua equipe de confiança. Pedreiro, pintor, eletricista, encanador e outros necessários ao correto cumprimento do que está especificado em seu projeto. Isso deve ser repassado ao cliente também. Da mesma forma que ele não deve negociar o projeto por m², não deverá contratar estes profissionais pelo menor preço. Isso acarretará sérios problemas orçamentários e técnicos durante a execução do projeto. Os profissionais envolvidos devem ter a correta leitura e compreensão dos desenhos técnicos. Quanto mais baixo o valor cobrado, mais duvidosa é a qualidade final. E, com isso, mais pesada será a tua responsabilidade sobre as “cacas” alheias. Portanto, lembre-se também de defender com unhas e dentes a contratação de uma equipe capacitada tecnicamente.

    Isso entra na questão da responsabilidade técnica do projeto. Você é o responsável técnico pelo teu projeto e isso inclui a qualidade dos serviços prestados. Portanto, essa questão da indicação dos profissionais deve levar em consideração principalmente a qualidade dos serviços prestados pelos mesmos. Nesse ponto, para garantir-se, entregue ao cliente uma lista com os profissionais que você costuma trabalhar e tem confiança no trabalho por eles desenvolvidos. E também deixe bem claro que a sua responsabilidade vai até onde começa a do outro. Ele deve assinar o recebimento de uma cópia dessa lista (“de acordo”). Em seu contrato/proposta, deixe bem claro a entrega/recebimento dessa lista e o que ela quer dizer. Caso ele opte por um profissional fora dessa sua lista e que você desconheça o trabalho do mesmo, você estará garantido quanto à má qualidade dos serviços prestados.

    No entanto, você ainda assim continuará sendo o responsável técnico do projeto geral. Então a sua presença constante na obra para acompanhamento da execução se faz mais que imprescindível, nem que saia brigas entre você e o outro profissional. Você deverá ficar em cima e bater pesado quanto à correta execução do que está detalhado nos projetos e exigir a correta realização dos mesmos.  Desde um arame fino e enferrujado para fixar o gesso até a fixação porca dos revestimentos e pintura, tudo deve ser dentro dos teus padrões de qualidade e não da duvidosa do outro profissional.

    Esses problemas podem ocorrer porque muitos dos profissionais envolvidos simplesmente desconhecem quem somos nós, o que fazemos, etc. Para eles, não passamos de decoradores. Portanto você deverá deixar muito claro que domina/entende a área e questão e sabe como as coisas devem ser feitas, que é apto e capacitado para tal.

    Um aparte aqui: vida de obra é imprescindível exatamente por causa disso. Se você é um profissional de escritório/loja jamais vai entender a complexidade real de um projeto.

    É comum vermos profissionais que tem medo de deixar claro aos seus clientes a complexidade que envolve um projeto. Em suas cabeças ocorre que o cliente pode entender isso apenas como um fator que eleva o preço final – o que pode até ocorrer de fato – e que fatalmente poderá ocorrer a perda desse cliente. No entanto, como já venho colocando desde o início deste texto, a sua capacidade de argüição estará à prova e será através dela que você conseguirá contornar esses pormenores.

    Jamais caia no erro de “fazer uma plantinha” para quem quer que seja. Essa notícia é que nem erva daninha e se espalha rapidinho e aí você terá de conviver com comentários do tipo: “Ah, mas para fulana você fez baratinho aquele projeto” e por aí vai.

    “A desculpa é algo como “Ora, se eu não fizer, alguém vai fazê-lo… então é melhor eu mesmo fazer e ganhar uns troquinhos por aqui mesmo.””

    Errado. Absurdamente errado esse tipo de pensamento. Errado enquanto profissional e errado enquanto mercado. Como já coloquei antes da citação, você terá de arcar com o estigma de ser o profissional que cobra baratinho e faz “projetinhos da hora” e simplesinhos. Por outro lado, você estará contribuindo com a prostituição profissional. Prostituição essa que hora ou outra pode voltar-se contra você mesmo seja pela concorrência de outros prostitutos, seja por clientes/fornecedores conhecedores de sua “alma prostituta” enquanto profissional.

    Cada um é cada um e sabe onde o sapato lhe aperta. No entanto, essa atitude desesperada e até mesmo desastrosa contribui e muito para o desrespeito à nossa classe profissional. Daí a desvalorização e desrespeito enquanto profissionais pelas empresas, por profissionais de áreas correlatas, da mídia e dos próprios clientes.

    Nosso trabalho não é apenas lançar alguns meros rabiscos soltos sobre uma folha de papel e sim um complexo jogo de saberes, conhecimentos, competências e habilidades que farão com que o suado investimento do cliente não seja em vão. Que ele compre gato por lebre, como dizem.

    Para que as edificações tornem-se cada dia mais perfeitas, confortáveis, seguras e funcionais, deve-se ter profissionais realmente capacitados e habilitados para tal. Assim como engenheiros e arquitetos cuidam da parte estrutural e arquitetônica, devemos fazer coerente e corretamente a nossa parte. Devemos sim estar no lugar certo, com as armas certas. Portanto, a comunicação profissional x cliente deve ser o mais transparente e ética possível. E os documentos assinados, idem. Devem transparecer todo esse cuidado e respeito de um pelo outro.

  • Gente, chega…. por favor!!!!

    Eu até que tento relevar e até acreditar que alguns erros de escrita – digitação – sejam provocados pela pressa do dia a dia. Mas, diante da insistência e repetição por várias pessoas, chego à conclusão de que o erro ocorre por burrice mesmo.

    Fala sério..

    É, me refiro exatamente ao insistente erro na aplicação das palavras Design e Designer. Para piorar, a coisa vem não só de leigos mas também de acadêmicos e profissionais.

    Pela milésima vez:

    DESIGN: é a profissão

    DESIGNER:  é o profissional

    Simples assim:

    Eu sou DESIGNER e trabalho com/estudo DESIGN.

    Será que o povo é meio Aline Durel?

    “Oooooooooooo, me deixem ser burra! Ser intelectual dói!”

    Fala sério gente, como querem ser levados à sério como profissionais se não sabem nem mesmo usar corretamente estas duas palavrinhas? Pior ainda para os que escrevem errado. É um show constante de designe, desáine e já vi o absurdo de deziguiner…

    Paciência tem limite.

    Portanto, podem continuar a me chamar de House ou Jabour do Design. Não me importo e sinceramente não me atinge. Na verdade sinto-me até honrado em ser comparado ao Jabour e ao House. Uma figura real e outra fictícia porém de forte posição e sabem muito bem o que fazem e escrevem/dizem.

    Assim como para alguns, “ser intelectual dói”, para mim e vários outros “intelectuais” torna-se uma tortura topar constantemente com esse tipo de coisa por aí.

    Portanto, a partir de agora, comentários onde for usado incorretamente os dois termos serão excluídos ok?

    Estudem gente. Por favor. Pesquisar e aprender é fácil porém não é cômodo… Realmente, ser intelectual dói, é cansativo, muitas vezes te leva à exaustão. Porém, os frutos colhidos são a tua recompensa por teu esforço.

  • Regulamentação e respeito profissional

    Está bastante interessante o debate sobre a regulamentação proposto pelo Morandini num dos tópicos do DesignBR no Ning. Mas ainda percebo uma divergência séria que sempre levanto em tópicos sobre esse assunto:

    O pessoal tende a pensar o DESIGN apenas como a sua área. O que, na verdade, é apenas uma sub-área do Design…

    O pessoal de gráfico tende a só pensar no design gráfico e por isso não consegue compreender a complexidade dos problemas enfrentados pelo pessoal de Produto e Interiores, especialmente.

    Outro dia vi no orkut uns carinhas de WEB sentando o pau na questão “risco ao usuário”. Eles não entendiam como o trebalho deles poderia colocar em riso de morte um usuário WEB… Porém, não se ligavam que, num exemplo bem estúpido, o monitor que eles usam para trabalhar poderia explodir e uma peça vazar seus crânios… Ok, melhorando um pouco então: que o forro de gesso sobre as suas cabeças despencasse… A culpa seria de quem? Pela lógica deles, não do design, esquecendo-se que aquilo é um produto, alguém fez um projeto. Também de DESIGN.

    Portanto, antes de entrar num tópico e sentar a marreta, tenha consciência de que a regulamentação não é apenas para gráfico, ou para WEB, ou para Produto, ou para Interiores, ou para Moda. Mas sim, e antes de tudo, é para o DESIGN!!! E que o Design compreende várias sub-áreas. A sua é apenas uma delas.

    Um outro ponto muito sério é a tendência em pensar que a regulamentação visa uma “reserva de mercado”. Isso é balela e argumento de quem ainda não entendeu a complexidade de uma regulamentação. Confesso que já pensei assim, mas hoje isso é o que menos importa afinal já consegui compreender que quem faz o mercado é o profissional, a sua competência e qualidade. Logo, não há necessidade dessa reserva.

    Eu luto muito mais pelo reconhecimento, respeito e visibilidade da profissão. Através dessas três coisas todo o resto se ajusta sozinho com o tempo.

    As questões levantadas pelo Fernando lá no tópico são cotidianas para nós de Interiores/Ambientes. E olha que ele ainda está pegando leve. Tem coisa muito pior acontecendo que ele sequer citou.

    Mas, na verdade, isso tudo tem um porque – como tudo na vida tem: despeito. Os problemas mais sérios enfrentados por nós no mercado de trabalho tem a sua raiz nisso.  Outras questões são mais jurídicas e que também são facilmente desmistificadas. Explico:

    Eu já sofri várias denúncias “anônimas” por exercício ilegal da profissão. Nas primeiras tremi, fiquei assustado, cedi à pressão… Mas depois, inteirando-me sobre leis e mais outras coisas pertinentes, coloquei meu advogado em ação e constatamos que de anônimas elas não tinham nada. Judicialmente você consegue todas as informações sobre isso e claro, aparece o nome o denunciante. Assim, acabei por descobrir que quem denuncia é sempre um outro profissional – infelizmente sempre arquitetos – que estava na disputa e acabou perdendo o cliente pra mim. Por despeito, tenta atrapalhar meu trabalho, me desacreditar e desautorizar perante o cliente. Tenta impor-nos normas de um Conselho que sequer nos reconhece como profissionais e mal e porcamente consegue definir qualquer coisa sobre a nossa formação acadêmica.

    É comum em fóruns, usuários colocarem que devemos “virar arquitetos” uma vez que nos vê como profissionais frustrados… Haja desinformação. Haja saco para tamanha ignorância…

    Nosso foco jamais foi fazer arquitetura e sim outro. Outro especialmente que os próprios arquitetos não dominam. É só observar a desesperada correria que eles estão atrás de especializações em Interiores para tentar entender o porque de nossos projetos serem infintamente superiores aos deles no que nos propomos a fazer. Entender o porquê conseguimos captar a alma dos clientes em nossos brieffings e eles não…

    Numa analogia bem piegas: não queremos construir casinhas, e sim arrumar as casinhas para que nossos amiguinhos possam brincar tranquila e confortavelmente tendo todas as suas necessidades satisfeitas.

    Vi ainda hoje um texto muito interessante sobre infância, criatividade e design no blog Mari ao Mar entitulado “Pequenos Designers”. LEIAM!!!! É uma ordem rsrsrsr

    Existe ainda a questão “jurídica” que nos impede muitas coisas. Coloco jurídica entre aspas pois tratam-se de normas de um conselho que não nos reconhece portanto, não tem valor legal sobre nossa atuação.

    Muitos devem desconhecer o fato de que nós não podemos projetar lojas em shoppings pois os mesmos exigem a ART. Querem maior reserva de mercado – e diga-se de passagem, que mercado!!! – que essa?

    Pois é, realmente não temos essa anotação de responsabilidade técnica MAS, no entanto, porém e todavia, conseguimos resolver isso facilmente em nossos contratos. Basta para isso que coloquemos cláusulas tratando especificamente desse assunto, especificando absolutamente tudo pertinente à essa questão. Juridicamente estaremos calçados e também “amarrados”, assim como a ART faz com os profissionais do CREA.

    Enquanto o nosso conselho federal não sai, temos sim por onde nos proteger e, principalmente, proteger nossos clientes.

    Com a regulamentação, esses pormenores serão plenamente eliminados, mas enquanto ela não vem, temos de ser conscientes e éticos.

    Portanto, se você acha que a tua área não precisa de regulamentação, lembre-se que tem outros de outras áreas que precisam sim, e muito.

    No mínimo, como já coloquei, por respeito.

    É isso, por hora.