Categoria: 100% Nacional

  • Casa Conceito 2011 – Lounge Externo

    Pois é pessoal, vamos falar agora sobre o espaço que me deixou irado e que me levou a escrever este post de desabafo: o Lounge Externo.

    Bom, tivemos de fazer mágica para conseguir montar o espaço à tempo para a abertura da mostra. De nada adiantou reclamar com a coordenação da mostra sobre o acúmulo de entulhos e lixo no espaço pois, por mais que elas (Jacqueline e Andreia) tentassem nos auxiliar, o pessoal não respeitava e continuavam a jogar lixo. Pior ainda foi ter de ouvir de uma fulana que estava entupindo a rampa com caminhões que eu precisava compreender a situação pois ela precisava finalizar seu espaço. (que vontade de falar um baita palavrão aqui). Então, montamos o ambiente na sexta feira à noite e sábado pela manhã e tarde até o momento da abertura – 14hs.

    A mostra abriu com ele ainda inacabado, infelizmente, e tivemos de fazer sérias alterações no projeto inicial seja por problemas causados por fonecedores ou pelos problemas já citados no outro post.

    Aliás, isso não foi um problema enfrentado somente por nós. A arquiteta Alice Prandini fez uma verdadeira mágica em seu espaço depois que o marceneiro a deixou na mão no sábado de manhã da abertura da mostra ao não entregar o mobiliário e ela teve de sair correndo nas lojas “catando” peças para conseguir montar o espaço e posso dizer: ficou show!!!

    Mostrou uma maturidade, seriedade e competência profissional ímpar!!! Parabéns Alice!!! ;-))

    Well, voltando ao Lounge.

    Tenho um roblema sério para resolver com o pessoal da 3DBoard, especialmente o Dyone: pela falta de profissionalismo e responsabilidade do fornecedor que ia fazer a cobertura do lounge acabei não tendo como aplicar o produto deles já que a parede recebe chuva direta e, mesmo com a idéia de usar pintura automotiva, ficamos com receio de aplicar o produto e acabar queimando-o já que não sabemos qual seria o resultado dessa exposição direta às intempéries (sol/chuva). Julguei melhor não aplicar para não correr riscos. Tentei repassar o material para profissionais de outros ambientes sem sucesso (trouxas pois perderam de expor um produto de primeiríssima qualidade e beleza em seus espaços). Então Dyone, tenho de ver se remeto esse produto para você novamente com os mais sinceros pedidos de desculpas por todo o processo envolvido no antes mostra, se pago o produto e aproveito-o aqui em casa ou se você libera para ser sorteado aqui no blog entre os leitores.

    Tivemos então a primeira alteração séria no ambiente que acabou afetando também o projeto do muro (Passeio) onde tivemos de tirar uma escultura do Jadir Battaglia e aplica-la na parede onde iríamos usar o 3DBoard. E também alterar a bancada de vidro após a mesma ser danificada “não se sabe por quem”. O Marcelo nos socorreu providenciando uma base e um filete de granito branco que acabou ficando perfeito e escondendo o deslocamento e sustentando o peso. Para esconder as imperfeições causadas pela água jogada na parede com a massa ainda fresca (que provocou bolhas) optamos por usar a mesma tinda do muro, a alumínio, da Hydronort, que escondeu bem os defeitos.

    O Oratorium não saiu pois a rampa estava inutilizável até a hora da abertura da mostra. Então, acabamos tranferindo-o para dentro do espaço do lounge tranformando-o num estar. Ficou super legal o espaço onde estamos com os dois protótipos finais de uma peça da LaCasa Design sendo experimentadas e avaliadas pelo público: são dois “pêndulos” que servem para área externa, varandas e até mesmo para salas de estar internas. Estão fazendo um sucesso enorme e tenho de tirar o chapéu para o Renato da LaCasa Design: é surpreendente esta peça. Também neste espaço temos a bancada de madeira de demolição (peroba rosa) fornecida pela EcoDesign que também ficou perfeita no espaço.

    Ainda falando em móveis, a mesa do lounge ficou show e também estão elogiando muito a idéia do tramado do tampo com o vazado no centro. E as cadeiras e chaises estão fazendo a alegria do pessoal que senta ali para conversar. Estão elogiando muito também a ousadia da mistura de peças e disposição das mesmas.

    O painel de mosaico de teca da TWBrazil que usamos para esconder a janela também é outro detalhe que está chamando bastante atenção dos visitantes e profissionais pela beleza do material. A facilidade de aplicação também é outra característica que está agradando bastante a todos.

    A Madeplast entrou com o pisante da escada de acesso/saída. É um produto surpreendente, belo e ecologicamente correto.

    As esculturas do Jadir Battaglia estão surpreendendo o pessoal pelas formas orgânicas. Já ouvi muitas palavras na tentativa de traduzi-las mas a mais recorrente é: sensuais. =0 Mesmo sendo “sensuais” estão gostando bastante e muitas pessoas já disseram que retornarão dia 16 quando ele estará por aqui visitando a mostra para conversar com ele.

    O mais interessante é que este ambiente foi feito exatamente para mostrar o que a iluminação é capaz de fazer num espaço. Se você passa por ele ainda durante o dia percebe um ambiente bastante simples e limpo, porém acolhedor, confortável. Bem diferente dos outros ambientes requintados, mega detalhados e iluminados da mostra. Quando você passa novamente por ele na saída, já durante a noite, percebe que o ambiente é outro: fruto de um projeto de LD muito bem pensado e planejado.

    Outra intenção, como já escrevi também neste outro post, era montar algo usável pelos visitantes. Um espaço onde eles pudessem sentar-se para esperar os amigos ou decansar um pouco após a visita pela casa. É pra usar mesmo e não apenas para olhar com medo de tocar.

    Na bancada de vidro da Arti In Vetro, usamos em built-in, uma fita LED RGB fornecida pela Sinalon. A película que acabamos perdendo como já retratado anteriormente, foi trocada por um adesivo automotivo branco, o que realçou ainda mais o efeito RGB dos LEDs.

    No muro, aplicamos as arandelas da iLED de maneira não convencional. Invertemos a sua posição e forçamos o Victor a alterar a vedação das mesmas para podermos utiliza-las dessa maneira. Brincando com a luz, desenhando com a luz. A pintura alumínio e a textura original do muro acabaram ressaltando o efeito.

    Um detalhe interessante é que uma brincadeira boba que fizemos está fazendo bastante sucesso: a aplicação de uma mangueira LED dentro da grelha de águas pluviais. O desenho de luz e sombra projetado no muro está agradando as pessoas e até mesmo os profissionais dos outros ambientes.

    Já surpresa mesmo fica por conta do Hallucination, da Acme. Comprei (já que não consegui nenhum fornecedor) este equipamento especialmente para este ambiente e foi a primeira idéia que tive para o espaço: aplicar um equipamento de iluminação cênica para mostrar que estes podem, e devem, ser utilizados tambem na arquitetura. O efeito está surpreendente.

    O que mais ouço das pessoas é: nossa tem que passar pela água?

    Ou ainda: trouxeram o lago (Igapó) aqui pra cima?

    Ele está instalado embaixo do beiral do telhado (para proteção das intempéries e cobertura do facho) projetando o efeito diretamente sobre o chão. Coloquei-o em stand-by para que não ficasse muito boate então temos um efeito fixo (sem pan ou tilt) onde apenas os gobos estão em movimento dando o efeito de água sobre o chão.

    Ele também lava uma das faces das esculturas. Quando você entra (à noite) percebe a silhueta das esculturas levemente iluminadas pela luz das arandelas e grelha. Quando sai, percebe a textura e cor projetada pelo Hallucination que acaba reforçando as formas das esculturas.

    O melhor de tudo é que este ambiente é todo iluminado por LEDs com exceção do Hallucination que usa uma dicróica. Mais eficiente, impossível ;-)

    Bom, taí o resultado do espaço problemático.

    Independente de termos feito sérias alterações no projeto, mandamos o nosso recado, fizemos o que quisemos e estamos sendo bastante elogiados tanto pelo trabalho como pela ousadia de lançar um ambiente bastante “simples” logo na entrada da casa.

    É o que eu sempre digo: montar um ambiente com R$ 100.000,00 e com fornecedores desesperados para aparecer em seu ambiente por causa de seu “nome profissional” é fácil. Qualquer um faz.

    Difícil é montar um ambiente com fornecedores te deixando na mão por causa de outras “estrelinhas” e sofrendo todo tipo de desrespeito por parte de alguns profissionais e também, com um orçamento bastante apertado já que tivemos de dividi-lo entre 3 ambientes.

  • Pós em iluminação do IPOG – Londrina TLD2

    Pessoal do norte pioneiro e noroeste do Paraná e região sul e noroeste de São Paulo, atenção:

    o IPOG já tem uma nova turma sendo formada aqui em Londrina da pós em Iluminação e Design de Interiores. É a turma LD2.

    A data de início das aulas será nos dias 25, 26 e 27 de novembro próximo.

    Corra e faça a sua inscrição.

    Garanto que este curso vale a pena!!!

    São aulas distribuídas em módulos mensais (1 final de semana por mês) e a coordenação do curso é da mega profissional de LD Jamile Tormann.

    Maiores informações:

    www.ipog.edu.br

    E-mail> curitiba@ipog.edu.br

    Telefones> (41) 3203-2899 / 3203-2884 / 9655-7756.

    Fale com o Sandro e diga que viu aqui em meu blog sobre a pós. Garanto que ele dará um atendimento mais que especial para vocês ;-))

    P.S.> é claro que vou assistir à aula do Farley sobre história da iluminação que perdi por estar com H1N1…

  • Casa Conceito 2011 – Entrée Vernier

    Este ambiente foi idealizado pela coordenação da Casa Conceito e fui chamado para fazer a iluminação.

    Consta da bilheteria e do espaço da concessionária  Vernier Citroen (patrocinadora do ambiente).

    É um mega gramado vazio (que eu brincava antes que dava pra fazer um campo de futebol) e que foi o espaço escolhido para fazer a bilheteria e acesso à mostra.

    Utilizamos um container médio, palets e iluminação. A Vernier Citroen colocou três carros em exposição no gramado. Obrigatoriamente todos os visitantes circulam os carros.

    A LaCasa Design forneceu o mesa de atendimento para a Citroen.

    Os equipos de iluminação são todos projetores LD ligados numa mesa DMX.

    Bilheteria:

    Um espaço bastante minimalista  e poderia dizer até mesmo brutalista. Procuramos não esconder os defeitos do container já bastante surrado. Apenas lançamos uma demão de tinta branca. Para iluminar a Jamile,  gerente da Via Light aqui de Londrina, nos forneceu duas arandelas de cristais bem clássicas cada uma com duas velas. Complementei lançando um efeito através de dois spots beam (LED) projetando sobre um globo espelhado colocado no chão bem na entrada. Mesmo com as arandelas acesas, os reflexos ficam visíveis dentro do container. Também temos uma tela maravilhosa cedida pela Roni Brunetto que fechou impecavelmente o ambiente. Utilizei uma sobra das molduras em EPS que a Decorpol mandou para o muro e fiz um barrado na entrada do container.

    Imagens:

    Espaço Vernier:

    Ocupa a maior parte do gramado. Foram dispostos os palets para fazer o caminho de acesso e locados os tres carros que a Vernier Citroen está expondo.

    A iluminação foi feita com 10 projetores LED ligados numa mesa DMX para iluminar os carros e 8 espetos com lâmpadas PAR20 para iluminar o caminho. Foram horas afinando a iluminação para eliminar o ofuscamento dos diversos pontos por onde os visitantes passam.

    Nos carros busquei a melhor luz para as cores dos veículos (vermelho, cinza e branco). O branco foi exigência minha para poder brincar com o efeito RGB sobre ele. No cinza lancei luz verde e no vermelho branco frio. Em todos os casos, pela pureza da luz LED os cromados estão “acesos” e visíveis de longe.

    Lembro que a Casa Conceito 2011 está aberta diariamente nos seguintes horários:
    Segunda à sexta das 16:00hs às 22:00hs
    Sábados, domingos e feriados das 14:00hs às 21:00hs.
    Aqui em Londrina-PR na Avenida Adhemar Pereira de Barros, 555 – à beira do Lago Igapó I.

  • Casa Conceito 2011 – Galeria Amigo Fiel

    Um dos ambientes feitos por mim, a Adriana e o Fernando na Casa Conceito deste ano é a Galeria Amigo Fiel.

    Uma idéia muito legal da fotógrafa Ana Paula Rosa que convidou algumas pessoas da alta sociedade londrinense para fotografar com seus amigos mais que fiéis: seus cachorros.

    Mais que uma galeria de imagens, a beleza das fotos e as historias de amizade por tras de cada foto mandam muito bem o recado: eles são nossos melhores amigos e merecem todo cuidado, carinho e, acima de tudo, respeito.

    E não digo apenas os nossos xodós cachorros, mas sim todos os animais. Serve como um alerta à sociedade.

    Bom, falando sobre o projeto:

    A Ana Paula queria um espaço bastante limpo e que lembrasse uma galeria sem sê-la literalmente. Também precisava de espaço para receber os convidados e ao mesmo tempo que a observação das fotos fosse tranquila.

    Como qualquer imagem, as fotos necessitam ser observadas a certa distância o que nos levou a colocar apenas um puff e um aparador como itens de mobiliário no espaço.

    Temos também o último lance de escada que faz parte do ambiente. Seria óbvio demais colocar um mega pendente de cristais ou similar bem no meio do vão além de prejudicar o projeto de iluminação. Então optamos por este pendente cúpula com florescentes compactas dentro e na base, 3 spots LED que estão lavando a escada toda até o térreo com uma luz excelente. Ah, e ele não está no centro do vão e sim mais próximo do guarda corpo. O inesperado sempre acontece e o efeito geralmente surpreende.

    Como o espaço está localizado no último pavimento da edificação, temos a laje inclinada do telhado além de uma inclinação numa das paredes por causa da janela. Resolver isso nos tomou muito tempo: colocar ou não gesso? Pendurar algo para esconder a diferença de pé-direito?

    Bom, foram muitas as opções e direcionamentos, porém resolvemos tirar proveito da estrutura do ambiente e suas inclinações através de luz, claro. Ou seja, meio que voltamos ao início quando pensamos em manter a inclinação e trabalhar com pendentes, etc. Porém, optamos por spots e arandelas.

    Na parte da iluminação, foi fundamental a parceria com a Via Light (loja Londrina) que, através da gerente Jamile, nos forneceu as luminárias que são ótimas tanto em beleza quanto em qualidade de luz.

    O piso também é um show à parte: um vinílico, lançamento da J. Serrano, que é simplesmente maravilhoso.

    A tela ao fundo é minha. Por hora fica esta imagem dela com a luz apagada pois a chave da sala onde ela está ligada estava passeando pela mostra e só depois das fotos consegui pega-la.

    Seguem as imagens.

    Apesar de nas fotos parecer que a iluminação está ofuscando, na real isso não acontece. Deve ser alguma coisa no obturador de minha máquina (que eu ainda não aprendi a mexer direito) que acaba dando esta explosão de luz.

    Depois faço um post específico apresentando cada produto utilizado no ambiente.

    Lembro que a Casa Conceito 2011 está aberta diariamente nos seguintes horários:
    Segunda à sexta das 16:00hs às 22:00hs
    Sábados, domingos e feriados das 14:00hs às 21:00hs.
    Aqui em Londrina-PR na Avenida Adhemar Pereira de Barros, 555 – à beira do Lago Igapó I.

    Está bem fácil encontrar pois o nosso projeto do muro e calçada está um escândalo e chama a atenção de qualquer um que passe pelo local tanto de dia quanto à noite. Depois posto sobre o muro ok?

    P.S.> o extintor e a luminária de emergência não fazem parte do projeto. Foram exigências do Corpo de Bombeiros tanto a localização quanto os modelos lindos… #AFF

  • Tou no céu!!!! Alguém me belisca???

    Bom pessoas, ainda estou meio anestesiado com um papo que tive a pouco via skype com M.C.. (alguém me belisca???)

    Não posso dizer ainda sobre o que se trata mas posso afirmar, com certeza, que que me sinto mega, super, hiper honrado com isso.

    Não esperava um dia chegar a isso mas, M.C., é com imensa alegria que recebo e aceito o convite e o desafio que o mesmo representa dada a amplitude e seriedade do mesmo e agradeço de coração por esta oportunidade. Que Deus te abençoe grandemente e te faça cada dia mais iluminada e vitoriosa, assim como tudo que você toca e faz!!!

    Devo mais essa conquista a todos vocês leitores que acompanham o meu trabalho aqui no blog e, principalmente, a Deus que tem me honrado diariamente pois sabe absolutamente tudo de minha vida, de minha honestidade, seriedade e ética pessoal e profissional.

    Posso dizer que trata-se da colheita do que venho semeando diariamente ha anos.

    Não temas. Crê somente!!!

    Aguardem pois em breve terão uma agradável surpresa ok??

  • Apresentando: Madeplast

    Meio Ambiente

    Quando o assunto é Meio Ambiente é preciso ficar atento, pois nem sempre é atribuída a devida importância a este tema. Uma questão importante é saber a diferença entre produtos recicláveis e reciclados.

    Produtos sustentáveis são aqueles cuja matéria prima utilizada em sua composição não foi extraída da natureza, e sim, reaproveitada a partir de resíduos. Esses resíduos reciclados são os que se transformam em produtos sustentáveis, pois contribuem para a limpeza do meio ambiente, evitam a exploração dos recursos naturais e ainda geram renda. No Brasil apenas 11% dos resíduos sólidos urbanos são reciclados, portanto, são produtos sustentáveis apenas aqueles produzidos a partir dessa porcentagem.

    No âmbito da preservação do meio ambiente, a MADEPLAST impacta diretamente na redução do extrativismo florestal, na medida em que usa resíduos de madeira proveniente da indústria de transformação e também impacta indiretamente na redução do passivo ambiental pelo uso de plástico reciclável, impedindo sua deposição no meio ambiente.

    Mesmo na própria planta industrial da MADEPLAST, a preservação do meio ambiente é mantida. Na medida em que os resíduos de compósitos de seus processos podem ser recicláveis na própria indústria, não gerando qualquer resíduo prejudicial ao meio ambiente.

    Produto

    A MADEPLAST tem como foco principal oferecer ao mercado um produto inovador e ambientalmente sustentável, denominado “madeira plástica”. É um produto que apresenta características visuais e mecânicas idênticas às da madeira convencional, com os benefícios físico-químicos do plástico.

    O produto substitui a madeira convencional, com significativas melhorias, pois é possível serrar, cortar, pregar, parafusar e trabalhar utilizando as mesmas ferramentas e máquinas da madeira convencional, com ganhos funcionais, de acabamento e de sustentabilidade ambiental, representando um melhor custo benefício.

    É um produto ecologicamente correto, pois tem como matéria-prima principal os resíduos plásticos, sendo possível também a incorporação dos resíduos de fibras vegetais. É também reciclável, pois o descarte do produto pode ser reincorporado à linha de produção.

    Vantagens da Madeplast

    Madeira ecológica na Cor Teca ou Mogno;
    Produto sustentável, pois utiliza como matéria-prima resíduos de plásticos e madeira, evitando desmatamento das florestas tropicais;
    Aparência similar à da madeira com a resistência do plástico;
    É imune a pragas como cupins e fungos;
    Sem manutenção, pois não necessita aplicação de verniz, antifungo e selador;
    Pode ser cortada, parafusada, pregada e colada como a madeira convencional;
    Pode ser trabalhada com as mesmas ferramentas aplicadas na madeira natural;
    Não racha, não solta farpas e aplicada corretamente não empena;
    Resistente a abrasão e elevadas cargas entre os vãos de apoio.
    Facilidade de escoamento da água;
    Baixa absorção de água e umidade;
    100% reciclável e reciclada;
    resistente à corrosão natural;
    pode ser lavada com água e sabão;
    10 anos de garantia.

    Contatos:
    Rodovia Curitiba – Ponta Grossa BR 277 nº 3903 Mossunguê – Curitiba – PR
    http://www.madeplast.com.br/
    madeplast@madeplast.com.br
    Fone: (41) 3045-4050

  • Apresentando: LaCasa Design

    Localizada em Londrina, no norte do Paraná, a LaCasa Design hoje é uma das maiores empresas do Brasil no segmento de móveis para área externa. Os móveis são confeccionados com estruturas em alumínios e acabamentos em fibra sintética, tela sling e madeira.

    Estruturada em uma área física de 5.500m², investe constantemente na capacitação dos 150 colaboradores, que se comprometem em desenvolver produtos para atender com qualidade e conforto a todas as exigências do mercado.

    Produtos

    Os móveis destacam-se pelo design diferenciado, a qualidade das matérias-primas utilizadas, acabamento perfeito e um rigoroso controle de qualidade que garante que o consumidor receba um produto de qualidade, mais resistente e durável.

    A LaCasa Design antecipa tendências e sua coleção anual é sempre exclusiva e inovadora, o que a torna uma empresa conceituada no mercado.

    Os móveis LaCasa Design possuem estilo e design inconfundíveis. Desenvolvidos por designers conceituados neste segmento, com ampla experiência na criação de projetos na área moveleira, tem a preocupação de inserir em cada peça classe, beleza, conforto e funcionalidade.

    Saiba mais sobre a empresa, materiais, design e meio de produção na página institucional da LaCasa Design.

    Os produtos da LaCasa Design são sempre um show à parte. Não à toa que a LaCasa é uma das fornecedoras oficiais da Rede Globo, merecidamente diga-se de passagem. Fiquem atentos às novelas que perceberão os móveis da LaCasa.

    Em sua linha de produtos você encontrará banquetas, acessórios, bancos, cadeiras, chaises, espreguiçadeiras, mesas, namoradeiras, sofás, poltronas, aparadores, cachepôs, carrinhos de chá/bar, ombrelones e puffs.

    Posso garantir: se você busca além da beleza, produtos de altíssima qualidade, escolha LaCasa Design ;-)

    Contatos:
    Rua Condor, 715 – Pq. das Indústrias Leves
    CEP 86030-300
    Londrina – Paraná – Brasil
    Telefone: 43 3027-7636 / 3336-4641
    Site: http://www.lacasadesign.com.br/inicial
    E-mail: atendimento@lacasadesign.com.br

  • Portal Lighting Now

    Apresentando mais um parceiro do blog: Portal Lighting Now.

    O Lighting Now acaba de completar 1 ano de estrada e ao longo desta curta jornada vem colecionando excelentes resultados.

    Além do reconhecimento da ferramenta pelos profissionais do mercado (mais de 1500 profissionais cadastrados), o site tem apoio de diversas empresas, tais como: Philips, GE, Lume Arquitetura, ABD, Aureside, AD Fórum, Academia de Engenharia e Arquitetura, entre outros.

    O site, que é definido como um sistema de informações qualitativas sobre o mercado de iluminação nacional, foi criado por Alexandre Rautemberg, arquiteto, MBA em marketing e com experiência de 12 anos neste mercado e tem por objetivo, estreitar o relacionamento entre profissionais e fornecedores, facilitando as rotinas do dia a dia.

    Segundo Rautemberg, o grande problema da WEB é que existe uma grande quantidade de dados espalhados, com pouca consistência e desta forma deixam “pobre” a informação. O site veio para juntar estes dados em um único lugar, de forma organizada e prática para todos aqueles que atuam ou se relacionam com este mercado, transformando tais dados em informação de qualidade.

    O sistema tem o foco muito bem definido e totalmente orientado para o Marketing e TI (tecnologia da informação). “Não temos um cunho jornalístico, por isso não temos matérias ou entrevistas. Isto os nossos amigos das Revistas e Blogs fazem com extrema perfeição”, acrescenta Rautemberg.

    Algumas ferramentas já estão disponíveis, tais como:

    – Cadastro de Fornecedores (fabricantes, distribuidores, representantes, lojas e serviços)
    – Pesquisa (por região, atividade, produto/serviço, materiais, etc…)
    – Vitrine de Lançamentos
    – Agenda e Cursos
    – Auditório Virtual
    – Catálogos On-Line
    – Biblioteca Virtual
    – Newsletter, etc…

    Para o mês de aniversário, o site vem prevendo mais seções e funcionalidades tais como:

    – Espaço Lighting Designer
    Seção onde os profissionais poderão divulgar seus principais projetos, com fotos, ficha técnica, contatos, curriculm, etc…

    – Acontece no Mercado
    Post de notícias sobre produtos, lançamentos, cursos, eventos e tudo o que acontece no mercado de iluminação.

    – Versão para IPAD
    Novo layout para possibilitar ser consultado pelos equipamentos da Apple.

    O Cadastro é gratuito e outras funcionalidades, principalmente aquelas que vão auxiliar o departamento de marketing das empresas estão sendo implantadas à medida que o sistema ganha corpo.

    www.lightingnow.com.br

  • Reconhecimento

    Hello galera que curte e acompanha meu blog.

    É com imensa satisfação e orgulho que faço este post especial. O motivo de tanta alegria?

    Este meu espaço saiu numa matéria da revista Lume Arquitetura (Ed. 51)!!!!

    Anos a fio mantendo este espaço, compartilhando com vocês um pouco sobre tudo e agora este reconhecimento.

    Putz, não imaginam como estou feliz!!!

    Receber um reconhecimento deste e logo daquela que é, sem sombra de dúvida, uma grande parceira aqui de meu blog e a maior e melhor revista impressa sobre iluminação do Brasil: a Lume Arquitetura.

    A matéria em questão é sobre os blogs que falam sobre iluminação e lighting design. Desde o que nos motiva a manter um blog na web, passando por dificuldades, vida profissional, compartilhamento de informações, educação, mercado enfim, a matéria ficou SHOW!!!

    Outro blog que está na matéria é o Percepção, do David que eu sempre indico e o acompanho desde antes da criação do meu.

    Bom, essa conquista não aconteceria se não fosse a seriedade com a qual levamos o trabalho de “blogueiros” e, principalmente, sem o apoio de vocês leitores!!!

    Na matéria diz que meu blog está para atingir os 730.000 acessos. Na verdade, já passamos dos 800.000!!!

    Bom, assim que eu tiver a matéria disponível postarei aqui para vocês.

    Agradeço também ao Igor que fez a matéria e conseguiu captar exatamente o que eu coloquei, à Maria Clara De Maio e à De Maio Comunicação e Editora pela abertura da revista Lume Arquitetura para esta pauta.

    Um forte abraço e o meu mais sincero agradecimento a todos vocês que são quem na verdade, nos motivam a continuar escrevendo.

    Curta a página da Lume no Facebook ;-)

  • Apresentando: DECORPOL

    DECORPOL – molduras em EPS para construção civil.

    A empresa:

    A DECORPOL Ind. e Com. Ltda. nasceu pela demanda do mercado por elementos decorativos de alto padrão de qualidade, tais como molduras internas e molduras decorativas para fachadas.

    A DECORPOL a apresenta suas duas principais linhas de produtos: moldura em poliuretano para interiores e moldura em EPS para fachadas (exterior).

    Estabelecida na Cidade Industrial, em Curitiba, no estado do Paraná, a Decorpol conta com excelente infra-estrutura e equipamentos de ponta para fabricar elementos e proporcionar soluções sob medida para cada projeto de seus clientes.

    Há mais de 16 anos no mercado da construção civil, a empresa faz jus ao slogan “especialista em molduras” observando há anos os seguintes princípios: ter o melhor produto, fabricado pelos melhores colaboradores, aplicado pelos melhores parceiros.

    O Produto:


    Moldura em EPS para fachadas completa, com argamassa extrusada, tela estrutural, corte por pantógrafo computadorizado e topos destopados. Por serem extrusadas, as linhas e vincos de nossas molduras garantem melhor alinhamento e acabamento.

    Moldura em EPS para fachada somente no EPS cru, sem tela estrutural ou argamassa. Isto garante um melhor custo x benefício para construtoras que necessitam aplicar grandes quantidades de molduras em suas obras.

    Moldura em EPS para fachada: EPS + Tela estrutural. Por ser sem a argamassa extruzada, permite um melhor custo pelo benefício da aplicação de acabamentos projetados ou ainda do tipo grafiato diretamente sobre a moldura, sem a necessidade da argamassa, aconselhável para acabamentos lisos.

    Molduras em poliuretano para interiores e fachadas. Por ser em poliuretano, permite acabamento perfeito em interiores e podem ser aplicadas em fachadas.

    A principal vantagem deste produto é que por ser feito em EPS a sua aplicação não interfere na estrutura da edificação. Não se faz necessário fazer reforços para apoiar ou sustentar o produto pois o mesmo é leve.

    A aplicação é bastante simples, rápida e garante a tão almejada “obra limpa”.

    Outra grande vantagem é que você pode mandar o desenho da moldura que deseja e eles te entregam o produto exatamente como no desenho.

    Estou usando este produto numa obra aqui em Londrina e posso garantir que é material de primeiríssima qualidade.

    Vale a pena conhecer e principalmente aplicar os produtos da DECORPOL em sua obra.

    Contato:

    Rua Ilnah Pacheco Secundino de Oliveira, 384
    Curitiba – PR,
    CEP: 81460-032
    Fone/Fax: (41)3563-1050 / 3563-1055

    Fale com nossos setores comercial e técnico ou faça seu pedido pelo e-mail comercial@decorpol.com.br

    Ou fale diretamente com o Silvio, consultor de vendas: (41) 8864-5329.

    E-mail: vendas@decorpol.com.br

  • Deu branco II

    Já falei aqui sobre esse hiato que dá na gente – o BRANCO TOTAL. Ele é recorrente de tempos em tempos e sempre chega carregado de ansiedade. Até porque o sentimos em épocas em que precisamos muito produzir. E nada. A gente olha a tela do computador ou a folha em branco. E nada. Isso quando as ideias não se embaralham e nada sai de novo….

    Nessas horas é bom lembrar da sustentabilidade. Reduzir. Re-usar. Reciclar

    REDUZIR: sim, nas horas do branco é bom lembrar de descarregar o cérebro. Ele deve estar entulhado de pensamentos, tarefas e coisas que ocupam espaço das mais importantes. Ou prioritárias. Então é sempre bom jogar para fora. Deixar sair. Como? Pegue um papel (as costas de um usado ou de uma propaganda que você não pediu servem) e faça uma lista das coisas que estão na cabeça, sem normas. Apenas faça. Deixe a nuvem sair. Depois largue num canto e vá tomar um copo d’água ou um café. Depois de um tempo, olhe a lista e com lápis de cor vá sublinhando conforme suas prioridades. vai ver que vão sair umas ideias novas no meio da barafunda…E depois jogue fora o que não interessa.

    RE-USAR: Folheie trabalhos antigos, leia artigos passados, se inspire em coisas que já fez. Quem sabe não dá para aproveitar algo que já fez com uma pinceladinha aqui e ali ?

    RECICLAR: Recicle modos de vida, recicle ideias, recicle o modo de se divertir. Brinque, ria. Apague o computador e dê um telefonema. Dê um abraço, faça um carinho. Lembre que você é gente e que a troca é que sustenta as relações. Mostre que você é uma pessoa preocupada com uma espécie quase em extinção : gente que sente e se preocupa.

    E depois disso tudo, garanto que você nem vai estar preocupado com o branco. Sua vida vai voltar a ter cores.

    Fonte: Arquitetando Idéias

  • citação

    Estava aqui lendo ainda meu reader e me deparei com um texto de um blog de arquitetura. Um debate sobre o CAU onde a autora responde a um colega que a está atacando por dizer verdades que muitos preferem – comodamente –  fazer de conta que não existem.

    Engraçado que lendo o texto dela me vi ali. Constantemente sou atacado por dizer verdades que doem em muitos. Mas são verdades que precisam ser ditas e este é um dos fatores principais do nascimento deste meu blog.

    Portanto, compartilho aqui um trecho da resposta que ela deu:

    “Não considero as pessoas que divergem das minhas opiniões como inimigos, e nem pretendo que vou converter essas pessoas para a minha maneira de pensar. Para mim essa divisão de pensamentos que levam a atitudes de desrespeito, de agressões verbais e até físicas, ficaram no passado, derrubadas juntas com o muro de Berlim. Tampouco me considero melhor ou pior que outros colegas, pois sei quem sou, o que sou capaz de pensar e de realizar, e o que já pensei e realizei. Não preciso atemorizar e nem humilhar ninguém para me sentir melhor. Não preciso de me agrupar para me escudar nos outros nas minhas fragilidades. Não preciso de prestigio e nem de adulações para me iludir ser importante.

    Porisso, Iran, os nomes não são importantes, mas as idéias, sejam elas certas ou equivocadas, elas sim são importantes. No caso do CAU, os poucos menos de 100 envolvidos na sua implantação precisam, como eu e alguns colegas, entender que estamos à serviço dos colegas, os 100 mil arquitetos, que não tem a oportunidade de opinar como querem o seu Conselho, e até se querm seu Conselho. Eles serão simplesmente obrigados a se registrarem no CAU e estarão sob a sua fiscalização, pagando anuidades, taxas e serviços para serem fiscalizados profissionalmente.”

    Engraçado perceber como essa resposta tem tudo a ver com as associações de designers.

    Até quando vocês ficarão aí com travas nos olhos fazendo de conta que não existem problemas sérios em nossa profissão que merecem ser tratadas de forma urgente e enfática??

    Até quando vocês ficarão aí agindo como se tudo isso não tivesse nada a ver com vocês?

    #FalaSério

    Por sinal, este é um blog excelente para leitura pois é bastante crítico. Vale a pena cada post.

    ;-))

  • Artigo definido: LIGHTING DESIGN – UM ESBOÇO SOBRE SEU ESTATUTO EPISTEMOLÓGICO.

    Pois é galera, finalmente defini o tema de meu artigo da pós do IPOG.

    LIGHTING DESIGN – UM ESBOÇO SOBRE SEU ESTATUTO EPISTEMOLÓGICO.

    De modo resumido, será isso que vou analisar:

    1. PROBLEMAS:

    Problema Geral
    A falta de uma denominação, delimitação e/ou definição correta da área profissional para os profissionais que trabalham com iluminação.

    Problemas específicos
    Qual a denominação mais adequada à ser utilizada pelos profissionais?
    Qualquer pessoa formada em engenharia, arquitetura, design e outras áreas que utilizam a luz como ferramenta pode utilizar-se desta denominação?
    “X” é uma especialidade ou um simples complemento de outras áreas?
    Qual a permeabilidade da área?
    Qual a hibridicidade da área?

    2. OBJETIVOS:

    Objetivo Geral: 

    Estabelecer um esboço para um estatuto epistemológico da área profissional de iluminação.

    Objetivos Específicos:
    Investigar se a área de Lighting Design pode ser fechada com exclusividade dentro de alguma outra baseada na formação acadêmica e assim propor a definição da denominação da área;
    Verificar se o direito adquirido por outras áreas pode barrar a independência desta nova área;
    Analisar a permeabilidade da área sobre outras e verificar o que torna esta área híbrida mostrando o porquê desta hibridicidade gerar uma área pura, exclusiva e não poder ser fechada dentro – ou exclusiva – de outra.

    3. HIPÓTESES
    O mercado está interessado e necessita do profissional de Iluminação especializado.
    O aprendizado formal em Iluminação favorece o desempenho de um profissional de Iluminação
    O profissional de outras áreas sente necessidade de conhecer e aprender aspectos qualitativos e quantitativos da luz para trabalhar com iluminação pois sua formação acadêmica foi insuficiente.
    O mercado de trabalho exige um aprendizado formal para um profissional de Iluminação.

     

    Bom, como puderam perceber é uma bomba (eu e minhas santas sandices que invento e me meto ahahahahha) e vai me dar uma trabalhão danado escrever este artigo. Vou utilizar dois questionários para reforçar as idéias:

    a – destinado aos profissionais que atuam exclusivamente com iluminação

    b – com profissionais de outras áreas que trabalham TAMBÉM com iluminação em seus projetos.

    A dificuldade é contar com a sinceridade e honestidade no segundo grupo, então, creio que o melhor caminho seja realizar estas entrevistas pessoalmente ou através do MSN ou Skype (com câmera), assim consigo perceber quando o entrevistado enrola, titubeia, não responde de imediato (acaba pesquisando para responder corretamente e não passar carão) entre outras coisas.

    Assim que tudo estiver pronto vou disponibilizar o questionario para profissionais de iluminação.

    Os profissionais de outras áreas (engenharia, arquitetura, Interiores e Ambientes, decoração, design, etc) que desejar me ajudar nesta pesquisa respondendo à entrevista, é só entrar em contato comigo pelo e-mail LD.PAULOOLIVEIRA@GMAIL.COM me passando o contato do MSN ou do Skype para que eu possa adiciona-los e realizar a entrevista ok?

    Mas lembro que somente iniciarei as entrevistas com outros profissionais em agosto.

    Abraços a todos ;-)

    P.S. > continuarei meio sumido aqui do blog por causa desse artigo mas não os deixarei na mão, fiquem tranquilos.

  • E vamos que vamos

    Pois a correria tá grande e o tempo muito curto.

    Bom pessoal, lá vou eu com um tapão na fuça de alguns ok? Não se assustem.

    Quero e preciso destacar aqui que deu entrada no Congresso Nacional um projeto de regulamentação do Design (mais um).

    Ótimo! Espero realmente que dessa vez a coisa ande.

    Porém tenho algumas considerações à fazer sobre o referido projeto. Isso terá de ser muito debatido pois do jeito que está, vai dar complicações.


    Coloquei na resposta no Portal DesignBR o seguinte sobre o mesmo:

    “(Comunicação Visual, Desenho industrial, Programação Visual, Projeto de Produto, Design Gráfico, Design Industrial, Design de Moda e Design de Produto)

    é,

    pra não variar, a panelinha dos “dotôres” do dezáine brasuca excluíram mesmo interiores/ambientes do processo demonstrando claramente o quanto entendem realmente sobre Design.

    Entendem tanto que não conseguem perceber a obviedade da áres de interiores/ambientes ser parte da matriz Design.

    LAMENTÁVEL!

    Mas observem o absurdo disso:

    Art. 5º A denominação “designer” é reservada aos profissionais que atendam as exigências previstas no art. 3º, desta Lei.

    Ah sim senhores dôtores, então nós da área de Interiores/ambientes não poderemos nos apresentar mais como Designers? Aham… senta lá cráudia… pode sentar…

    Art. 7º A pessoa física ou jurídica que desempenhar ilegalmente as atividades reservadas aos profissionais de que trata esta lei, ficará sujeita as sanções previstas no Decreto-Lei nº 3.688, de 1941.

    Aham cráudia, continua sentadinha tá??? Eu vou sim continuar a usar o título que tenho e quero ver quem vai me impedir.

    Não, não sou contra a regulamentação e todos sabem o quanto luto por ela. Meu blog e este portal são provas disso.

    No entanto, nao posso ficar calado diante desse absurdo.

    Fica aqui registrado o meu protesto com relação a isso e intimo os “dotôres” que estao fazendo isso a efetuar consultas públicas no congresso, convidando os Designers de Interiores/Ambientes para o debate.

    Mas não associações vendidas, chamem os profissionais. E nao ajam, novamente, desta forma sorrateira e covarde.

    Apoio a causa, mas nao o meio.

    Como se vê, o projeto não contempla a área de Interiores/Ambientes e tampouco sonha com a existência da de Lighting.

    Isso se deu por dois motivos que já expus aqui neste blog e vale a pena ressalta-los:

    1 – porque o grupo que se reuniu para elaborar este projeto convidou a ABD para fazer parte e a mesma fez pouco caso dizendo que tem um projeto próprio de regulamentação da área de Interiores. Porpem vale ressaltar aqui que até hoje a ABD não teve culhões para separar decoradores, arquitetos e designers e continua insistindo no ERRO de classificar todos como designers. E o projeto que a dita cuja pretende enfiar no Congresso Nacional seguirá essa linha tosca de pensamento.

    2 – porque a maioria dos “dotôres” que participaram da elaboração deste projeto preferem viver no achismo (Morin) à ir pesquisar sobre o que realmente é Design de Interiores/Ambientes. Preferem continuar vomitando seus lixos intelectualóides sobre uma coisa que sequer se preocuparam em ler sobre, em conversar com um profissional da área realmente sobre.

    Mas vale ressaltar que nos dois casos há um “argumento” velado: não querem se indispor com o pessoal da arquitetura.

    Cráudias, um detalhe:

    DESIGN DE INTERIORES/AMBIENTES NÃO É ARQUITETURA FOFFY’S, É DESIGN!!!

    Dá pra entender isso?

    Porém a coisa é mais grave: este projeto elimina outras vertentes (áreas) do Design.

    Eu já tinha falado várias vezes que o correto seria um projeto que regulamentasse o DESIGN.

    Depois disso, no Conselho à ser criado, regulamentariam-se as áreas.

    Mas os “dotôres-sabe-tudo-e-reis-da-razão” preferiram seguir seus egos. Ou melhor, as associações e grupinhos “falando em nome de” sem consultar os inúmeros “des”, que são os profissionais.

    Isso vai sim dar merda!!!

    Então, já que está no Congresso Nacional o projeto, vamos lá, para ajudar nisso tudo:

    1) Que se promovam audiências públicas (várias – pois o tema é amplo e complexo) onde os profissionais sejam convidados a participar, opinar, alterar enfim, fazer parte do processo que irá regulamentar a sua área profissional e que este não seja feito nos bastidores, apenas com grupinhos que se acham os reizinhos da cocada branca.

    2) Que estas audiências não sejam realizadas apenas em Brasília dada a dificuldade de acesso para quem mora longe, mas sim que sejam realizadas plenárias em todos os Estados (e não só nas capitais) para que um maior número possível de profissionais possam ser ouvidos. Me disponho a organizar aqui no interior do Paraná.

    3) Também que nestas audiências sejam realizadas mesas separadas por áreas, para que todas possam ser ouvidas em suas reivindicações e realidades, sem a interferência de outras áreas ou de “achistas” de plantão.

    Sim, é uma intimação isso!

    Se é pra ser, que seja.

    Mas que seja JUSTO, CORRETO e ÉTICO para TODOS os profissionais de Design.

    E aí?

    Vão encarar?

  • TCCs – um olhar ampliado

    Tenho recebido com certa frequência comentários e e-maisl de acadêmicos me solicitando ajuda para seus TCCs. De dicas à indicação de bibliografia e materiais diversos, vem de tudo um pouco que, sempre que possivel ou de meu conhecimento, tenho o maior prazer em compartilhar.

    No entanto, tenho percebido uma crescente demanda por assuntos relacionados a áreas que  estão me surpreendendo.

    De casas populares, embarcações, aeronaves, automóveis, áreas externas, redesign e adaptações de veículos para outra finalidade entre tantas outras visões sobre as possibilidades de atuação profissional que sempre defendi aqui neste blog.

    Isso me deixa imensamente feliz por perceber que não só os acadêmicos, mas também as coordenações de alguns cursos estão conseguindo livrar-se do lodo que impunha a atuação do Designer de Interiores apenas entre 4 paredes.

    Estão conseguindo ver o profissional de Design de Interiores de forma mais ampliada e correta, não restringindo as suas competências, habilidades e conhecimentos a estas 4 paredes ao perceber que este profissional pode contribuir e muito com o mundo que o cerca, formando então, Designers de Ambientes!!!

    Vejo que também estão se livrando dos majestosos projetos de revistas, de apartamentos e residências de 500m² de clientes ricos e utópicos, trazendo os profissionais para a realidade e ao mesmo tempo fazendo-os trabalhar e desenvolver o lado social que DEVE estar presente na vida de qualquer profissional.

    O meu mais sincero respeito, agradecimento e parabéns às coordenações destes cursos que conseguiram avançar e ampliar a visão.


    Portanto, lanço aqui neste blog a oportunidade para acadêmicos, profissionais e IES mostrar o que estão produzindo nesse sentido.

    Se você tem algum projeto assim ou conhece alguém que está desenvolvendo ou já desenvolveu, entre em contato comigo (ld.paulooliveira@gmail.com) e vamos mostrar o que podemos fazer de bom e melhor.Seu trabalho pode ser publicado aqui neste blog!!!

    Vamos mostrar do que somos capazes e o que o Design de Interiores/Ambientes tem à contribuir com a sociedade e o mercado.

     

  • Um olhar para nós, blogueiros

    Recebi hoje uma ligação de um reporter da Revista Lume Arquitetura que me deixou bastante feliz.

    Estão preparando uma pauta sobre blogs de profissionais de Lighting Design e de empresas de iluminação nacionais que falam sobre Lighting.

    Pelo teor das perguntas que me foram enviadas percebo que até que enfim alguém resolveu olhar com mais atenção o trabalho desenvolvido por nós blogueiros e valoriza-los.

    Promete!!!!

    Vamos aguardar e parabéns ao pessoal da Lume por esta iniciativa!!!!

  • desopilando ou melhor, xô fantasmas

    Hoje a tarde uma amiga me falou que não gosta quando eu fico muito quieto e sem postar aqui no blog. Na verdade, ela tem medo do que pode vir a seguir quando eu resolver escrever,

    Perguntei porque e ela me respondeu: “Você vai acumulando coisas e assuntos que percebe e depois vem com uns posts que é um direto em nosso estômago e nos deixa envergonhados.”

    Na hora eu ri do comentário dela mas fiquei matutando sobre isso.

    A minha intenção não é esmurar ninguem. Cada um é cada um e faz o que quer.

    A única coisa que defendo é: respeito e ética profissional.

    Mas realmente ela esta certa.

    Por absoluta falta de tempo estou acumulando assuntos que poderia explorar melhor em posts separados mas acabo lançando tudo em um só.

    Vamos a esse então?

    1. Programa do Gugu e o quadro das reformas de casas:

    Não só o dele, mas o último dele foi a gota d’água.

    Não venham colocar palavras em minha boca e prestem muita atenção no que eu vou escrever ok?

    O último quadro foi deprimente do ponto de vista projetual – entra aqui tudo que envolve um projeto, especialmente o programa de necessidades x a realidade do usuário.

    Uma família que nao está acostumada ao luxo (a mãe é bóia-fria) de uma hora para outra é enfiada dentro de um palacete. Papel de parede por tudo que é canto, mobiliários caros e com revestimentos sensíveis, pisos laminados numa região bem próxima ao… barro, lustres caros, etc etc etc…

    Fiquei imaginando como estará esta residência daqui a um ano. Se mal tinham condições de manter o casebre que tinham, como irão sustentar a manutenção de revestimentos e objetos caríssimos e que merecem cuidados especiais na hora da limpeza?

    Aquele piso laminado irá aguentar o entra e sai de pés de barro?

    Os mármores das bancadas dos banheiros irão suportar a sujeira e a mania que o povo tem de limpar tudo com água sanitária?

    A conta de luz e a menutenção do sistema todo – baseado na quantidade de dicróicas, incandescentesm etc – conseguirá ser paga por uma família que ganha pouco mais de R$ 1.000,00 juntos?

    O “seu” Zé afirmou que agora terá como trazer seus amigos pra assistir futebol. Vocês já viram como o povo torce alopradamente durante um jogo e tudo que roda de comes&bebes durante uma partida. Imaginem isso sobre estofados de…. camurça…

    Tem ainda muitos outros detalhes deste projeto que eu poderia colocar aqui mas acho que já deu para vocês entender o meu pensamento.

    A arquiteta – para quem tudo é especial – só acertou numa coisa: o aproveitamento da luz natural atraves da abertura zenital.

    Nem de longe ela se preocupou com a questão da inserção da edificação no entorno urbano. Enfiou ali uma edificação que destoa completamente do restante da região.

    Que fique claro: EU NÃO estou dizendo que a família não merece tudo aquilo e sim que o erro aí é da projetista, no caso a arquiteta, e da direção do programa que em nome do “show” acabam cometendo erros crasos.

    A preocupação em atender aos fornecedores (na verdade patrocinadores) acaba atropelando questões básicas do projetar e esquecem-se que qualquer projeto deve, antes de tudo, atender as necessidades do usuário. Os patrocinadores não irão fazer uso daquela residência, e sim pessoas muito simples, humildes, que trabalham demais e mal tem tempo de ficar em casa quiçá para mantê-la.

    Nesse ponto, o Rosembaum é bem mais atencioso.

    2. Formação acadêmica

    Pois é, e lá vou eu de novo bater nisso:

    Basta de professores em cursos de Design, que não são formados em Design e ficam disseminando suas bestialidades.

    Durante minha formação toda tive professores que afirmavam coisas como:

    “O curso é Design de Interiores, logo você só poderá mexer no que estiver entre 4 paredes”.

    Ou:

    “Isso você não pode fazer pois fere o direito autoral do arquiteto que projetou a construção”.

    Ou ainda:

    “Não, você não pode projetar um banco para uma praça”.

    Pois bem, nem vou me ater à primeira e à terceira afirmações pois nem merecem resposta tamanha a sandice desse tipo de afirmações. Mas sobre a segunda digo a estes:

    VÃO ESTUDAR SOBRE DIREITOS AUTORAIS, ESPECIALMENTE O QUE O CONFEA FALA SOBRE ISSO.

    E mais:

    Já passou da hora das IES e da ABD tomarem alguma atitude contra os abusos cometidos por professores que não são designers.

    3. Blogs

    Não, meu blog não é um mero espaço de re-re-re-re-repetição. Meu blog é sim diferenciado pois não busca ficar replicando o que já foi replicado incontáveis vezes por outros e tampouco tenho tempo disponível para ficar à frente do PC à espera da novidade para fazer posts do tipo Você viu primeiro aqui“.

    Não, esta não é a minha intenção e tampouco a forma como gosto de postar.

    Também não criei este espaço para competir com ninguém, acho isso infantil demais e já passei da fase do “meu carro é melhor que o seu” ha muito tempo. Se alguém “acha” que está competindo comigo, está perdendo o seu tempo, pois o meu precioso tempo estou gastando com coisas bem mais úteis.

    Outra coisa é que também este não é um espaço tipo “vitrina” que apresenta produtos de forma irresponsável.

    Ha pouco, numa busca pelo Google, descobri um blog nacional que fala sobre iluminação até então desconhecido para mim. Claro, fui olhar né…

    Bah que coisa…

    Um vendedor de iluminação, com um blog sobre o assunto, tratando questões projetuais de forma leviana.

    O que percebi olhando o blog é que a única intenção ali é apresentar produtos (a maioria caros que certamente devem estar á venda na loja onde ele trabalha) em “estudos de caso” totalmente descompromissados com a usabilidade, manutenção, usuário, sustentabilidade. Porém devidamente escondidos estes detalhes dentro de uma linguagem aparentemente técnica, para “dar valor e credibilidade” às suas sandices.

    O pior: tem blogs de profissionais renomados replicando aqueles conteúdos.

    Lamentável.

    4. Praças, (in)segurança, urbes…

    Postei a pouco no face a foto acima acompanhada do seguinte pensamento:

    “Porque é tão difícil, aqui no Brasil, termos áreas públicas assim que durem mais que 6 meses???”

    Aqui em Londrina ganhamos a pouco mais de um ano uma praça em homenagem à comunidade nipônica. Apesar de eu nao gostar de algumas coisas dela – especialmente o projeto de iluminação absurdo e tosco – valeu a iniciativa e a promessa:

    “Mais um espaço público para as famílias e para os londrinenses curtir e se divertir.”

    Ok, lindo discurso.

    Pouco tempo se passou e as fontes já não funcionavam mais, marginais tomaram conta do espaço, tudo aos poucos, esta sendo destruído.

    Porque?

    Oras, nem preciso citar aqui pois TODOS vocês já sabem as respostas.

    Até quando teremos de aturar tantos discursos e nenhuma AÇÃO????

    5. Irresponsabilidade e leviandade. Prefiro a autenticidade

    Sim tou falando da cobertura da mídia sobre o infeliz acontecimento na escola do RJ. Mas não só sobre isso.

    Também estou falando de muitas pessoas que sigo pelo facebook e pelo Twitter que ao replicar as incontáveis “suposições” jornalísticas (Deus deveria mandar um raio direto na cabeça de cada integrante da Rede Record especialmente!) ou inventaram suas proprias sandices.

    Em ambos vejo o mesmo ato criminoso, covarde e irresponsável do assassino.

    Também me refiro nesta parte àqueles que defendem uma falsa democracia. Demagosos e hipócritas.

    Apoiar Bolsonaro e suas teses absurdas, insanas e irresponsáveis sobre homossexualidade em nome dodireito/liberdade de expressão” é o mesmo que apoiar uma ditadura da pior espécie.

    “Ele tem o direito/liberdade de dizer o que pensa”.

    Concordo.

    Mas nem de longe ele e ninguém tem o direito/liberdade de incitar a intolerância e o ódio contra quem quer que seja. Especialmente se este “pensar” vem de doutrinas, que é o caso das Igrejas, que se esquecem que Deus nos manda “amar ao proximo como a si mesmo”. E neste ao proximo incluem-se todos, não apenas aqueles que concordam com você.

    Ao fazer esta simples pergunta no Twitter, descobri que um “amigo” de longa data não é tão democrático assim:

    “O que fizeram ao Michel do Volley é “liberdade de expressão”?

    E, por tentar um debate aberto sobre o assunto, fui bloqueado, chamado de canalha, coletivista e, acreditem se quiser, um PTista disfarçado.

    My God!! ahahahahhahah

    O grande abismo entre nós dois é que eu consigo “suspender o juízo” quando necessário para nao ser parcial.

    Se você entra num debate com as armaduras e armas de seus dogmas em riste você não quer debate, você quer discussão apenas. E disso, tou fora.

    Vieram me criticar diretamente e “pelas costas” dizendo o quanto fui grosso com algumas pessoas e até mesmo por ter utilizado alguns termos “chulos”.

    Não, não usei. Preferi utilizar alguns sinais gráficos como por exemplo este >*<

    A interpretação é que ficou a cargo das mentes poluídas, depravadas e hipócritas.

    Separar o profissional do pessoal? Isso é pra quem tem tempo disponível, ou so vive o lado profissional ou só vive o lado pessoal.

    Eu só tenho 1 msn, 1 twitter, 1 facebook, 1 orkut (sem tempo até de eliminar aquela joça). Não enho tempo de ficar fazendo traslados entre contas e também, como bom e típico descendente de iltalianos, sou tão estabanado que fatalmente iria começar a falar com minha mae pelo msn profissional e com vocês pelo pessoal sem me dar conta disso.

    Cidadão? Por favor, não me venham com esse papo de que não se deve misturar assuntos profissionais com questçoes de cidadania. Tudo, absolutamente tudo está intrinsecamente e diretamente ligado.

    Então sim, quem quiser me seguir terá de me seguir por completo. Eu não gosto de quem quer que seja apenas por causa dos seus belos olhos. Gosto exatamente pela complexidade que forma o ser.

    O ser que deseja e tem o direito de simplesmente ser, em sua plenitude.

    Durante o final de semana volto e escrevo mais ok?

    Abraços

  • #mariabethania

    Pois é gente, vocês devem ter se assustado com o teor de minha postagem de ontem a noite. Hoje quando acordei abri o blog e li e confesso que eu mesmo me assustei pela acidez na crítica.

    Pensei até em mexer no texto para suaviza-lo mas uma vez postado, não seria ético altera-lo.

    Aí, eis que entro no Twitter para ver o que estava rolando e dar um sinal de “ooooooiiiii pessoas, tou vivo ainda” e me deparo no TTBR com a HT #mariabethania.

     

    Fonte: http://extra.globo.com

    Por gostar de algumas coisas dela e também motivado por curiosidade pois ela está desaparecida do cenario musical nacional ja ha muito tempo, fui ver o que era e…

    #MURRI…

    Pois é gente… sem pobreza mesmo mas apenas para os amigos do rei.

    A HT #mariabethania entrou no TTBR (e permaneceu desde a manhã até agora a noite em 1° lugar entrando inclusive na lista nos TTs mundiais) depois que foi divulgado que ela acaba de receber a autorização do MinC para captar patrocinadores para montar e produzir um blog de… poesias….

    #KILINDU…

    Segundo o projeto, ela vai declamar 365 poesias que serão gravadas em vídeo e serão postadas uma a cada dia em seu blog.

    Não tenho absolutamente nada contra o tal blog ser de poesias, não sou um amante delas mas sei o valor que as mesmas tem na cultura inclusive na personalidade das pessoas. É uma belíssima forma de expressão, quando quem as escreve sabe ao menos escrever corretamente.

    No entanto o que me deixamuito #PUTODAVIDA é perceber o descaramento de que quando você é amiguinho do rei as Leis são deturpadas em favorecimento seu.

    Que se dane o lixo que será produzido por você ou se isso vai gerar algum impacto positivo na sociedade, na cultura ou seja lá em que diabo de lugar for. E também se será mesmo né gente? Afinal até hoje existe muitos artistas que conseguiram esta boquinha e estão com pendências da Lei Rouanet seja por não finalizaram a prestação de contas, seja por não ter realizado o que o projeto inicial previa ou o que for. Preferem acreditar no “esquecimento” da sociedade e no encobertamento dos órgãos públicos.

    Vejam bem, a minha indignação é simples de vocês entender:

    Ha quanto tempo venho postando aqui nestas páginas as dificuldades em manter este blog atualizado como eu gostaria e sei que vocês leitores merecem, com postagens diárias e de qualidade, conteúdo sério, com embasamento correto e simplesmente não consigo pois tenho uma vida real a cuidar, onde tenho de cuidar de minha casa, cuidar dos projetos de meus clientes, dar atenção à família, manter o meu círculo social e de amigos e tantas outras coisas mais que não tenho como fugir disso?

    Se eu paro para postar algo (pesquisar, selecionar, conversar, debater, escrever, rever, avaliar, ilustrar, linkagens, formatar, postar) perco, de brincadeira, uma hora para posts pequenos e rápidos, dos mais generalistas.

    Quando o assunto é mais sério, como a Carta Aberta ao Senado Federal (e tantos outros que tem por aqui), tive de parar absolutamente tudo o que estava fazendo por 3 dias em média para conseguir focar-me no assunto e expressar-me de forma coerente e ética.

    E tenho aqui vários rascunhos e esboços te posts inacabados por absoluta falta de tempo.

    Esse afastar-me incluiu deixar obras abandonadas, sem a minha necessária presença para prevenir erros dos executores, por exemplo.

    Também já perdi clientes por dar preferência à postagem aqui no blog – dada a importância do assunto – a encaminhar o orçamento para o cliente. Foi o tempo de uma tarde que demorei para encaminhar e já perdi o mesmo para outro profissional.

    Então, como podem ver, se eu paro para atender ao blog, deixo coisas pendentes na vida real (sei que o blog hoje em dia faz parte da minha vida real também). Se me debruço demais sobre este blog, estou perdendo tempo precioso que poderia estar cuidando de projetos (vocês sabem quanto tempo leva para projetar de uma forma no mínimo, decente, alguma coisa) e, tempo é dinheiro.

    Logo, deixo de ganhar dinheiro – que também é necessário para manter este blog pois o tamanho dele já superou ha muito tempo a zona FREE do wordpress.

    Já percebaram também ha quanto tempo venho lutando para conseguir patrocinadores para este blog e, junto com o ED, para o Portal DesignBR?

    Simplesmente não conseguimos sabem porque?

    Atrair o olhar ou um mero clique apenas (mesmo que sejam milhões deles) não basta para os empresários. A única vantagem que qualquer pessoa aceita é se terá benefício financeiro em troca. E este benefício só vem através da Lei Rouanet – de renúncia fiscal – onde o montante investido em patrocínios culturais é abatido dos impostos devidos pela empresa ao Governo Federal.

    Portanto, é dinheiro público sim!!!

    O meu, o seu, o nosso dinheirinho sendo destinados a patrocínios de sei lá que coisas.

    No caso específico da #mariabethania fica mais absurdo ainda uma vez que vemos constantemente projetos de alta relevância cultural, histórica, acadêmica e social sendo rejeitados ficando portanto, à mercê de alguma alma caridosa que os ajude a ao menos “boiar para não morrer na praia“.

    De projetos de restauração de centros históricos à pesquisas de materiais, equipamentos e outras coisas que geram desenvolvimento e constóem conhecimento,  vemos incontáveis projetos sendo rejeitados e não autorizados pelo MinC a realizar a captação de recursos junto à iniciativa privada para patrocínio.

    IES tentando apoio para projetos acadêmicos que terão um impacto positivo na sociedade e acabam tendo de bancar todos os custos sozinhas.

    Aí me aparece uma amiguinha do rei e consegue do nada a bagatela de R$ 1.300.000,00 para produzir esse blog.

    Gente, esse valor dividido por 356 (dias) – que é o que ela planejou – dá um total de R$ 3.561,44 por dia.

    Quem não gostaria de receber um salario desses aí que me atire a primeira pedra!!!!

    Imaginem se eu recebesse esse valor assim de mão beijada para manter este blog.

    Com certeza faria deste o maior blog de design do planeta pois poderia me dar ao luxo de até mesmo rejeitar clientes e ficar com tempo livre o suficiente para cuidar deste espaço.

    Se bobear poderia trabalhar apenas metade dos dias da semana e na outra metade levantar este blog acrescentando inumeras funcionalidades (que são pagas), pagando para algum designer gráfico de renome fazer um layout decente e próprio (e não ficar preso à esses gratuitos e limitados do wordpress), comprar hospedar e manter um domínio próprio, pagar digitadores ou ate mesmo algum designer para editar e manter as atualizações diárias, comprar equipamentos para filmagense gravações para produções de vídeos e reportagens mostrando na rua as coisas que escrevo aqui entre tantas outras coisas mais.

    Teria condições de visitar todas as feiras nacionais e trazer para cá as novidades em primeira mão, sem ter de ficar replicando conteúdos já replicados em outros sites e blogs.

    Também me dar ao luxo de  ministrar palestras por esse país todo cobrando menos pelo pró-labore e custos pois teria condições de ajudar especialmente os alunos que tentam tanto montar seminarios e congressos e não conseguem as verbas necessárias.

    Enfim, seriam muitas as possibilidades.

    E assim como eu, sei que muitos outros blogueiros sérios também estão indignados com essa palhaçada.

    Vocês leitores sabem que existe uma rede de blogs bastante sérios e que seus autores tem de matar um leão por dia para mantê-los vivos e atualizados. E isto buscando sempre o que há de melhor em conteúdo para vocês.

    São blogs que hoje servem como referência bibliográfica nos diversos cursos de Design existentes aqui no Brasil e no exterior, de onde os acadêmicos tiram idéias para as suas produções e trabalhos, pesquisas, artigos, monografias, teses, projetos.

    Ou seja, são fontes de CONHECIMENTO, de cultura, de questionamentos, de debates, de conteúdos, de novidades, de pesquisa entre tantas outras coisas.

    Assim sendo, não mereceríamos nós blogueiros sérios uma parcela desse bolo também?

    Só para conhecimento de vocês, eu já recebi diversas respostas de empresas que contatei para patrocinar este blog ou o Portal DesignBR alegando que, não tendo a autorização do MinC, eles não podem ajudar em nada.

    Ainda estou me perguntando qual é a relevância social para que este projeto seja contemplado sabendo que vivemos num país onde a maioria da população é analfabeta funcional, que mal sabem ler o próprio nome, não tem acesso à internet e tampouco fazem idéia do que seja poesia. Também me questiono sobre quais autores serão agraciados por majestosa citação? E o que eles irão ganhar com isso? Entre várias outras ainda que mantem-se entaladas em minha goela e me azedaram o dia todo hoje.

    Assim, chego à conclusão de que o meu azedume ao postar ontem a noite só podia ser um pressentimento de alguma coisa ruim ou muito imbecil que estava para acontecer de alguma forma, em algum lugar, sei lá….

    E BINGO!!!!

    #MARIABETHANIA e #MINC

    O Brasil da #putaria e da falta de bom senso descarado!!!!

    *Perdão meninas e senhoras por algumas palavras mais pesadas, mas não tem como postar sobre isso usando outras na tentativa de representar com exatidão o sentimento que me toma hoje. ;-)

  • Artigo da pós… thinkando… thinkando….

    Putz a pós já está para acabar e eu aqui perdido entre idéias e ideais sem conseguir  chegar a um tema para desenvolver o artigo.

    Em outubro eu estava com 12 idéias de temas.

    Comecei a peneirar e ficaram 5.

    São temas sobre coisas que me incomodam muito, me deixam inquietos pois são coisas que acontecem diariamente e parecem passar despercebidas pelas pessoas, pelos profissionais, pelas associações (bom pra essas é normal isso ahahahha).

    Tenho percebido que se o tema/assunto incomoda as pessoas* preferem não opinar, omitir-se, dar de ombros como se o assunto não lhes disessem respeito como por exemplo, as autuações do CREA contra nós Designers.

    As pessoas só tendem a se mecher quando a “água bate na bunda” infelizmente. Tenho acompanhado isso acontecer com profissionais, associações, IES e mercado.

    Talvez por acharem o assunto áspero, ácido, exigir estudo e análise imparcial do foco as pessoas parecem ficar esperando “pra ver no que vai dar”.

    Digo isso pois cansei de “gritar” denunciando por anos seguidos pela web sobre este problema do CREA e só vimos alguma ação da ABD no ano passado depois que uma das diretoras enfrentou o problema ou seja, a “água bateu na bunda dela” (sorry a brincadeira Bradalize). Só depois disso a ABD se mecheu e adotou uma postura clara sobre o assunto.

    Porém existem muitos outros assuntos bastante sérios que precisam ser tratados com urgência e necessitam da atenção de todos. Se não quer expor-se opinando, então ao menos ajude na divulgação retuitando, compartilhando no facebook, enviando por e-mail ou o que for. Mas ajude de alguma forma.

    É impressionante como os profissionais fogem do debate ou tentam deturpar o mesmo quando o assunto é a responsabilidade técnica do profissional. Tem muitos por aí que nem fazem idéia do que seja isso.

    Também temos os problemas gerados pela troca da RT pelo valor do projeto – o que vem prostituindo e destruindo o mercado. É sim e não adianta tentar tapar o sol com a peneira. Tem muita gente NÃO COBRANDO PROJETO em troca das RTs oferecidas pelas lojas.

    #PUTASACANAGEM ISSO!!!

    Tem também o problema das IES formando mal e porcamente futuros “profissionais” lançando no mercado a cada ano muitos completamente despreparados e incompetentes que fatalmente irão sujar o nome da profissão.

    Tem também a tentativa de ingerência de outras áreas sobre a nossa.

    DEVO colocar aqui especialmente, a falta da regulamentação profissional que permite todos estes absurdos citados acima e muitos outros mais.

    Mas o assunto não é com você não é mesmo?

    Vai nessa…. até a “água bater na tua bunda”… aí vai ver o que é bom por não ter ajudado antes e agora não ter a quem recorrer.

    Bom, mas voltando ao assunto da pós e dos temas.

    Hoje conversando com um amigo da pós, o Dan Mendes, rimos pacas gerando idéias para temas mais locais para o artigo.

    Conforme o papo ia rolando sobre as aulas que já tivemos iam surgindo idéias como por exemplo:

    – Análise do espectro da luz refletida pelo óleo que envolve os pastéis vendidos no terminal urbano de Londrina.

    Afff…

    Os temas que eu ja tinha definido falam sobre questões locais, relativas à Londrina, cidade onde resido. Do skyline noturno mórbido à iluminação pública digna de uma roça, pensei em vários assuntos para gerar temas.

    Cheguei até a pensar em algo falando da resistencia do mercado londrinense em acreditar no Lighting Design incluindo aqui os falsos especialistas em iluminação que tem por aqui e que só fazem “botar umas luzinhas” por onde passam que não traz novidade alguma seja em conceito, projeto ou equipamentos.

    Talvez sobre os espaços públicos da cidade que durante a noite desaparecem no breu e não oferecem a mínima segurança luminosa.

    Também pensei sobre os projetos de iluminação dos condomínios horizontais que, pelo alto valor, deveriam ser algo bem melhor elaborado mas não, são comuns e sem graça/novidade alguma.

    E por aí vai…

    Mas tem um assunto que já me fez perder alguns projetos que está me picando atras da orelha (pulga) ultimamente. Mas pra isso terei de (novamente) me meter com questões jurídicas, analisar leis, cruzar dados e fatos assim como fiz na primeira minha primeira especialização.

    Ou será que se eu apenas lançar a idéia (denúncia na verdade) alguém irá depois refletir sobre o assunto e gerar mais artigos sobre o mesmo tema?

    Ou será que volto aos temas anteriores e continuo no risco de perder mais projetos por causa desse probleminha que, na verdade é uma reserva de mercado para alguns, disfarçada por outro nome que não vou citar aqui agora.

    Bom, 4 projetos em andamento/estudos e mais isso pra pensar…. tá difícil…

    E ainda o contato com as duas senadoras que me ofereceram apoio sobre a Carta Aberta ao Senado Federal que publiquei.

    Putz, acho que preciso abrir um escritório e colocar gente pra me ajudar com urgência…

    Bom, nem meu reader tou tendo tempo de olhar rsrsrs

    Mas é isso, se alguém tiver uma luz pra me ajudar agradeço rsrsrs

    Não se esqueçam de participar da promo aqui embaixo valendo o livro “Aprender a Ver”!

    Abraços

     

  • Carta aberta ao Senado Federal

    Excelentíssimos Senadores e Senadoras da República Federativa do Brasil.

    .

    Venho através desta mensagem solicitar a sua atenção para a regulamentação da minha profissão: Design de Interiores/Ambientes.

    Tenho visto com tristeza profissões sendo regulamentadas enquanto a minha parece ser desprezada pelo Congresso Nacional ou não sendo devidamente considerada diante de sua técnica, complexidade e seriedade.

    Segundo a Lei, devem ser regulamentadas as profissões que coloquem o usuário (outrém) em risco por causa das ações de seus respectivos profissionais. No entanto tenho visto profissões como palhaços, astrólogos, DeeJays, peão de rodeio, entre outras, sendo regulamentadas desconsiderando o que a Lei determina: risco ao usuário e não ao profissional.

    Medicina, engenharia, arquitetura e outras mais são profissões que foram regulamentadas exatamente por isso: colocam o usuário em risco.

    Com tristeza percebo que muitos parlamentares confundem Design com Artesanato. E também confundem Design de Interiores/Ambientes com Decoração. Creio que tal confusão ocorra pela desinformação afinal é difícil encontrar tempo suficiente para estar a par de tudo de forma correta.

    Gostaria então de auxilia-los corretamente na distinção destas áreas:

    O Decorador é aquele profissional formado (ou não) naqueles antigos cursos de finais de semana ou de curtíssima duração (antigos do SENAC, por exemplo). Sua função é a escolha de acessórios como vasos, toalhas, almofadas e afins. Na realidade o seu trabalho acontece depois de tod o trabalho de engenheiros, arquitetos e designers ou seja, após a obra estar finalizada. Ele não está apto a especificar trocas de pisos, lidar com gesso e outros elementos que não são estruturais, mas fazem parte da estrutura ou podem vir a afetar a mesma. Sua atuação restringe-se ao espaço interno de uma edificação.

    O Designer de Interiores/Ambientes, além de incorporar as atribuições do Decorador limitadas ao final do projeto, tem por competência profissional elaborar o espaço coerentemente, seguindo normas técnicas de ergonomia, acústica, térmico e luminotécnica além de ser um profissional capaz de captar as reais necessidades, explícitas ou não, dos clientes e concretizá-las através de projetos específicos. A reconstrução do espaço a ser habitado ou utilizado comercialmente através da releitura do layout, da ampliação ou redução de espaços, dos efeitos cênicos e aplicações de novidades tecnológicas, do desenvolvimento de peças exclusivas de mobiliários e acessórios entre outras tantas atribuições deste profissional. A formação acadêmica deste profissional lhe permite atuar fora dos limites internos de uma edificação podendo atuar em paisagismo e iluminação de áreas externas, concepção de praças, clubes e parques. No entanto, sua atuação nas áreas que afetem elementos estruturais, mantém-se, por segurança técnica e respeito à legislação vigente, sob a supervisão/acompanhamento de um engenheiro estrutural e/ou arquiteto.

    Tais atribuições do Designer de Interiores/Ambientes constituem um fato inequívoco – mesmo que estas ainda não tenham sido regulamentadas – pois o mesmo teve em sua formação superior conteúdos curriculares suficientes que o  habilitam em conhecimentos técnico-operacionais específicos para desenvolver tais projetos. Segundo a Constituição Federal este é o principal requisito necessário para o exercício profissional.

    Para que os senhores e senhoras tenham a exata noção da formação do Designer de Interiores/Ambientes, baseado nas matrizes curriculares e ementários dos cursos de nível superior oferecidos aqui no Brasil, estas são as possíveis áreas de atuação profissional do Designer de Interiores/Ambientes:

    Design e decoração de Interiores:
    Residencial
    Comercial
    Corporativo
    Espaços Públicos
    Eventos
    Estandes (concepção e ambientação)
    Show-Room
    Feiras
    Vitrinismo
    SET Design (TV, Editoriais e Desfiles de Moda, Cenografia para Teatro)
    Acompanhamento de obra

    Iluminação:
    Residencial
    Comercial
    Corporativa
    Paisagística
    Acompanhamento de obra

    Design:
    Desenvolvimento de Mobiliário
    Desenvolvimento de Luminárias
    Desenvolvimento de Acessórios
    Comunicação Visual (concepção)
    Manuais técnicos

    Educacional:
    Aulas
    Palestras
    Cursos
    Seminários
    Treinamentos
    Desenvolvimento de material didático
    Pesquisa

    Porém muitas destas atribuições vem sendo tolhidas ou coibidas através de denúncias a conselhos federais de outras profissões correlatas baseadas em argumentos que demonstram claramente o desconhecimento da formação acadêmica do profissional de Design de Interiores/Ambientes, atentando contra o que prega o que prega a CF, art. 5.º, inciso XIII – “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;”.

    Formação acadêmica sufuciente para o pleno exercício profissional nós temos, somente nos falta o reconhecimento Legal através da regulamentação de nossa profissão.

    Esta área profissional deve ser regulamentada à parte, respeitando sua identidade própria, de forma específica, pois ela mescla elementos do Design (Desenho Industrial) e da Arquitetura não cabendo então, uma regulamentação conjunta com qualquer destas duas áreas sob risco de perda da autonomia profissional. São áreas correlatas e complementares que se sobrepõem em alguns pontos e se distanciam em outros aspectos. Por isso a necessidade da regulamentação específica e em separado.

    Sobre os riscosque a Lei exige para qualquer processo de regulamentação profissional – posso citar alguns exemplos para que V.Excia compreenda a importância específica ao Designer de Interiores/Ambientes , no que tange às suas competências:

    1 – SITUAÇÃO: uma residência onde há idosos: o profissional não considera as limitações naturais dos idosos e especifica um piso de porcelanato polido, liso, incluindo nos banheiros e outras áreas úmidas. Também não especifica as barras de segurança dentro do box de banho. Faz um projeto de iluminação onde a luz não é suficiente para atender às necessidades visuais do idoso e também projeta armários altos dificultando o acesso. RISCOS: quedas com fraturas de leves a gravíssimas e até risco de morte.

    2 – SITUAÇÃO: uma residência onde há crianças: o profissional não considera este aspecto altamente relevante e especifica móveis com quinas secas (90°), piso liso, móveis ou tampos de vidros, projeta ou especifica mobiliário (estantes e armários) que facilitem a escalada, entre outros itens. RISCOS: quedas, lesões de leves a gravíssimas incluindo o risco de morte.

    3 – SITUAÇÃO: uma loja onde há as exigências técnicas e estruturais do local (ex: shoppings e lojas de rua): o profissional não considera nem estas exigências e também despreza as normas da ABNT sobre estruturas e segurança. RISCOS: incêndios, desmoronamento de estruturas por sobrecarga, ferimentos em usuários, etc.

    4 – SITUAÇÃO: alterações estruturais: o Designer de Interiores/Ambientes, apesar de possuir conhecimentos suficientes para ler e analisar uma planta arquitetônica/estrutural para conseguir propor soluções visando a melhoria dos ambientes, não tem uma sólida formação em estruturas como ocorre com os engenheiros e arquitetos. Esta prática, portanto, não é de competência do Designer de Interiores/Ambientes e convencionalmente proibida. A regulamentação do Designer de Interiores/Ambientes permite que se estabeleça as devidas competências impedindo que estas sejam ultrapassadas. Para realizar as alterações estruturais o Designer de Interiores/Ambientes deve trabalhar em parceria com engenheiros ou arquitetos que, por competência, são os responsáveis por esta parte na obra. No entanto, alguns profissionais da área de Interiores/Ambientes, não considerando os limites de suas competências profissionais (aproveitando-se da ausência da regulamentação), determinam que os pedreiros derrubem paredes e abram vãos sem o acompanhamento dos profissionais adequados. RISCOS: desabamento de partes da estrutura ou toda ela colocando os usuários em riscos até mesmo de morte.

    5 – SITUAÇÃO: projeto de mobiliário: o profissional “desenha” a forma de uma cadeira e simplesmente “larga nas mãos” de algum marceneiro para execução sem atentar para questões como resistência dos materiais, segurança, normas técnicas, insumos, qualidade, etc. RISCOS: esta cadeira que o senhor ou a senhora encontra-se sentado neste momento pode ceder provocando graves ferimentos através das lascas e ferragens que ficam expostas. E isso pode acontecer com qualquer mobiliário.

    6 – SITUAÇÃO: mercado de trabalho: temos percebido uma desvalorização do profissional de Design de Interiores/Ambientes por esta profissão não ser regulamentada. Esta desvalorização – e por vezes desrespeito – finca-se na questão da responsabilidade técnica sobre os projetos executados especialmente. A responsabilidade técnica é o equivalente às ARTs que os engenheiros e arquitetos são obrigados a assinar junto ao CREA. Por este documento,  no caso de haver qualquer problema futuro, a justiça irá encontrar e punir os responsáveis. Como ainda não temos um Conselho Federal que normatize e fiscalize a profissão, elaboramos contratos com cláusulas específicas sobre este assunto discriminando claramente até onde vai a nossa responsabilidade sobre o projeto. Isso torna o documento extenso demais. Ressalta-se ainda que os clientes ao perceberem que não temos um órgão fiscalizador acabam optando por arquitetos ou tentam nos obrigar a inserir responsabilidades para as quais não fomos formados e nem temos interesse em atuar profissionalmente. Sem contar que qualquer problema futuro o transtorno é bem maior para ambos os lados pois tudo deve correr dentro da justiça comum, bastante onerosa e demorada. Porém esta prática de acrescentar no contrato tais cláusulas não é uma prática de todos os profissionais. Na verdade são poucos os que agem eticamente nesse sentido.

    7 – SITUAÇÃO: eventos: o profissional projeta a ambientação de um evento desconsiderando questões como acessibilidade, circulação e áreas livres de barreiras, segurança e rotas de fuga, mistura e proximidade de materiais e equipamentos, informação visual. RISCOS: incêndios, pânico na fuga, dificuldades de acesso/saída, quedas, atropelamentos, pisoteamentos, etc.

    Vale salientar também que por não ser uma profissão regulamentada, somos impedidos de realizar vários projetos em outros segmentos como por exemplo:

    Não existem concursos específicos para a área – uma perda considerável tanto para os profissionais quanto para os órgãos públicos e sociedade;

    Não podemos lecionar nas IES públicas – pois, por um lado, a maioria das IES não considera ainda estes profissionais aptos por mero desconhecimento real sobre a profissão e, por outro lado, não se reconhece um estatuto epistemológico do Design de Interiores/Ambientes necessário para se implementar cursos de pós-graduação stricto sensu, necessários para a produção de conhecimento na área e  habilitação docente para o ensino superior;

    – A grande maioria das mostras de decoração exige o registro profissional no respectivo conselho federal o que nos impede de participar e mostrar as competências e habilidades desta profissão;

    – A maioria dos shoppings exigem o registro no CREA por causa das ARTs (responsabilidade técnica) o que nos faz perder clientes importantes.

    A mídia não valoriza e nem respeita esta área profissional e acaba sempre colocando profissionais de outras áreas para falar sobre Design de Interiores/Ambientes;

    Ainda não somos reconhecidos como pesquisadores/pensadores o que gera uma desacreditação sobre a área e sua produção acadêmica;

    As bolsas para iniciação científica não contemplam ou facilitam o ingresso de projetos nesta área mantendo o Brasil praticamente fora dos ciclos científico e editorial mundiais nesta área.

    Eu poderia salientar ainda várias outras situações mas creio que esta mensagem ficaria extensa demais.

    Lembro também que o Design de Interiores/Ambientes não visa apenas projetos majestosos de ambientes luxuosos e caros mas também pode – e deve – ser aproveitado no social visando a melhoria da qualidade de vida dos menos favorecidos através de projetos voltados para este público. Já existem alguns exemplos deste trabalho sendo desenvolvido por algumas IES através de incubadoras de empresas ou projetos de extensão que tem conseguido resultados excelentes.

    Sem a regulamentação profissional continuaremos vivendo em um mercado bastante impreciso e perigoso onde alguns profissionais, ao extrapolar os limites de sua formação e competência, acabam colocando muitas pessoas em risco além de prejudicar os profissionais que atuam corretamente e eticamente, dentro de suas delimitações.

    Espero também que não sejam convidadas apenas associações profissionais para debater sobre este assunto,  mas também, e especialmente, profissionais da área, formados em Design de Interiores/Ambientes pois só assim chegaremos a uma visão real do mercado, bem além daquela pretendida pelas associações que insistem em não diferenciar os profissionais.

    Assim, espero que V.Excia reflita sobre este assunto com carinho, ética e seriedade que a matéria exige pois é de grande importância para a sociedade brasileira.

    Grato pela preciosa atenção, conto com a Vossa compreensão e apoio nesta matéria.

    .

    Paulo Oliveira

    Designer de Interiores/Ambientes

    Especialista em Educação superior

    Especializando em Lighting Design