Olá meus nobbres leitores. Comemorando os 700.000 acessos a este blog vamos sortear mais uma assinatura da revista Lume Arquitetura, cortesia da Lume Editora ;-)
O processo é semelhante ao do primeiro sorteio e está valendo:
Uma assinatura de um ano da revista Lume Arquitetura!
O número gerado automaticamente pelo widget do site será o vencedor da promoção;
A tela do sorteio será fotografada indicando hora e data e inserida a imagem neste mesmo post;
ATENÇÃO:
Algumas regras importantes da Revista Lume Arquitetura para recebimento do prêmio:
1- A assinatura sorteada não poderá ser trocada por uma já paga vigente. Neste caso a pessoa tem a renovação automática por conta do sorteio para o próximo período.
2- O valor da assinatura não é reversível em dinheiro.
3- A assinatura também não pode ser substituída por outro produto comercializado pela editora.
4- Para efetivar a assinatura será necessário o preenchimento de nosso formulário. (encaminharei o formulário por e-mail para o vencedor).
5- Assim que preenchido enviar formulário por e-mail para: katia@lumearquitetura.com.br
6 – A responsabilidade das informações sobre endereço de entrega são do vencedor da promoção também.
7- O sorteado deve estar ciente de todos este itens.
O Marcel do blog Janela Londrinense me mandou um link com um post que ele fez em 2010 falando sobre esta praça. Apesar de ser popularmente conhecida como “praça da bandeira”, na verdade chama-se Praça Mal. Floriano Peixoto.
“Chupei” de lá estas duas fotos que mostram a praça:
foto: Yutaka Yasunakafoto: Yutaka Yasunaka
Perceberam como – bem destacado pelo Marcel – a forma não tem nada a ver com a tal bandeira, salvo uma similaridade?
E também Marcel, agora você já sabe quem desenhou e quem construiu a tal praça ;-)
Mas o que me levou a fazer este novo post – claro, além de mostrá-la a vocês o mais próximo do original possível – é destacar a antiga catedral de Londrina.
Olhem a maravilha que tínhamos aqui em nossa cidade:
Sua inauguração aconteceu no dia 24 de outubro de 1943, ainda sem o forro. Somente em fevereiro de 1945 a Igreja foi rebocada e as duas torres ficaram prontas em 1949.
Em junho de 1968, a Igreja Matriz antiga, de material, começa a ser totalmente demolida. Em nome da “evolução”, da modernização e sob a alegação de que precisavam de mais espaço para os frequentadores da igreja, simplesmente derrubaram este patrimônio histórico para a construção disso:
Uma cópia estúpida da forma – que provavelmente estava na moda – de outras tantas existentes por aí. Só em Maringá, que eu sei, existem 4 assim. Lamentável.
Lamentável também ter de engolir os absurdos argumentos, especialmente o acima sobre “espaço” quando vemos santuários com igrejas menores que a antiga catedral de Londrina recebendo milhares de devotos sem terem derrubado sequer um único tijolo das paredes.
Pelo contrário, para conseguir atender a todos, eles simplesmente multiplicam as missas, abrindo mais horários.
Mas aqui em Londrina é assim. Seja por parte da administração pública ou da própria sociedade, o desrespeito à história beira a crueldade e tem seus pés fincados na mais absoluta falta de bom senso.
Desculpem mas faz tempo que eu precisava desabafar sobre isso.
Pois é pessoal, tenho muito a agradecer a todos vocês que acreditam na seriedade do trabalho que desenvolvo aqui neste espaço.
Não imaginam como me sinto orgulhoso e feliz por isso.
Orgulhoso pelo reconhecimento do trabalho acadêmico e profissional que realizo aqui.
Feliz por saber que muitos trabalhos acadêmicos (incluindo TCC’s, monografias e teses) colheram as suas sementinhas em algumas destas páginas e hoje fazem parte da bibliografia do Design nacional.
Orgulhoso por saber que professores de diversas IES tem utilizados os textos por mim escritos e publicados aqui nestas páginas nas salas de aulas – mesmo daqueles que não citam o autor e “roubam o filho”.
Feliz por saber que de tanto espernear e gritar em alguns posts acabei conseguindo levar a quem devia a realidade e as dificuldades que os profissionais “não estrelas” enfrentam no dia-a-dia.
Orgulhoso por saber que mesmo aqueles que apenas lêem o que escrevo e seja lá por qual motivo for não comentam aqui, o fazem entre colegas profissionais, pelos corredores e salas de aulas das universidades.
Feliz por poder contar com amigos que vez ou outra liberam seus textos ou que encaminham materiais para publicação aqui neste espaço por acreditarem na seriedade dele.
Orgulhoso por levantar a bandeira da regulamentação profissional de forma tecnicamente embasada, sadia e coerente, sem medo dos ataques recebidos, com dignidade e respeito à profissão que escolhi por amor.
Feliz por saber perfeitamente que um blog que começou de brincadeira acabou tornando-se referência me obrigando a ser mais cauteloso e político com determinados assuntos porém sem ser hipócrita e fazer de conta que não estou vendo ou que o assunto não é de meu interesse quando na verdade afeta a minha área profissional.
Orgulhoso por não ter melindre algum em compartilhar com todos vocês um pouco do pouco que sei sem ser egoísta ou ver qualquer um como um potencial “inimigo ou concorrente profissional”.
Feliz por lançar direcionamentos e idéias relativas à formação coerente e decente dos profissionais de minhas áreas e perceber que estas são bem aceitas pelos acadêmicos e também pelas IES.
Orgulhoso e feliz por conseguir contribuir com muitos leitores que chegam a estas páginas buscando informações correntas e coerentes sobre as áreas de Interiores/Ambientes e Lighting, cheios de dúvidas e incertezas e perceber, após algum tempo, que meus conselhos foram úteis.
Existem ainda vários outros motivos que eu poderia citar aqui que me deixam orgulhoso e feliz mas não quero parecer boçal ou presunçoso e tampouco força-los a comemorar comigo através de mais um texto longo, típicos como são a maioria dos meus.
Também não quero deixar que o significado que ora coloco sobre a palavra “orgulhoso” acabe caindo no sentido pejorativo de arrogância. Longe disso.
Quero apenas agradecer de coração a Deus por me capacitar e dar forças para realizar este trabalho e também a todos vocês leitores, amigos e colegas profissionais.
Em comemoração a isso, estou prevendo algumas promoções aqui no blog com sorteios de brindes para vocês. Um já está garantido e posso afirmar que é um livro que todos vocês desejam ter e ler.
Assim que virar o contador para 700.000, já começarei a soltar as promoções.
Muito bate-boca baseado em argumentos desnecessários tanto por parte da prefeitura quanto da ACIL e comerciantes por causa da Lei Cidade Limpa que foi (?) recém implantada aqui em Londrina. Baseada na mesma lei que foi implantada em São Paulo, aqui ela tem gerado controvérsias e brigas judiciais que, no meu ponto de vista, são totalmente desnecessárias. Está faltando diálogo no lugar de acusações.
A ACIL, que deveria agir com precaução, deixou até mesmo o corporativismo de lado e agiu de maneira inesperada e inoportuna, posso dizer até mesmo emocional e impensada demais. Seria muito mais útil se tivesse procurado informar-se com as associações das cidades que já passaram pela mesma situação e, antes de cometer os mesmos erros, antecipar-se usando a inteligência.
Do outro lado, a prefeitura que insiste em impor normas e regras sem o devido diálogo entre as partes envolvidas seja para o que for. Por sinal, enta administração e sai administração, a prefeitura continua insistindo nos mesmos erros de seus antecessores. Londrina é a única cidade do mundo que tem rotatórias em forma de “S” – o projetista certamente é um fã eufórico do Airton Senna.
Brincadeiras à parte, tem um blog aqui de Londrina sobre arquitetura e urbanismo que, ao conhecê-lo, gostei muito e acrescentei-o ao blogroll aqui ao lado pela seriedade que – aparentemente – levantava assuntos através de seus posts. Lendo meu reader hoje me deparei com mais um excelente texto de seu autor sobre este assunto da Lei Cidade Limpa e postei um comentário que – claro – deverá ser ou não aprovado pelo mesmo.
Ser aprovado ou não?
Nesse momento fui verificar se o comentário que eu tinha feito num outro post do referido blog, falando sobre as horrendas cabines-cópias-fajutas-vermelhas das cabines telefônicas de Londres – que estão querendo enfiar goela abaixo aqui em nossa cidade sob uma falaciosa historização e romantização de uma pseuda e nunca existente colonização desta minha amada terra por ingleses – tinha sido aprovado.
Para minha surpresa e espanto ele não está lá aprovado.
Então, já que meu post não foi aprovado lá, vamos à uma breve aulinha de história sobre minha amada terrinha: Londrina (que foi o conteúdo do comentário censurado).
No comentário proibido, acrescentei alguns dados REAIS sobre a verdadeira história de Londrina para complementar a excelente análise estética/urbana/climática realizada sobre as tais cabines telefônicas.
Postei com argumentos baseados em fatos também REAIS que Londrina não é nem nunca foi uma “pequena Londres” e que não foram os ingleses que colonizaram esta minha terra amada e sim que eles, através da Companhia de Terras Norte do Parana, estavam apenas abrindo novos espaços para venda terras em toda esta região. Que na vila recém aberta em meio a mata nativa permaneceram apenas sete ingleses gerenciando o escritório de vendas de terras e que, na verdade, quem construiu e fez essa cidade “vingar” foram os imigrantes japoneses, italianos e de outras etinias que migraram para cá atras de seus sonhos.
Também informei que a “Praça da Bandeira” nada tem a ver com o desenho da bandeira inglesa salvo a triste ironia da forma de seu calçamento. Na verdade, não remete à esta bandeira e sim ao FATO de que por esta ter sido construída num momento em que o Brasil passava por um forte sentimento nacionalista, era “norma nacional ” que todos os espaços públicos onde houvessem o Pavilhão Nacional, seus acessos deveriam direcionar ao mesmo e forçar o olhar dos transeuntes para o este elemento de qualquer lado que chegassem. Por isso existem praticamente em todas as cidades, praças com formato semelhante ao da bandeira inglesa. Mas isso não quer dizer que é uma homenagem à esta. Se assim fosse, quantas “pequenas Londres” teríamos de ter espalhadas por este Brasil? Eu que não vou contar todas.
Olhem bem meu caros leitores, qual forma é melh0r que esta para permitir o acesso por todos os lados e trazer para um mesmo ponto central/focal não concordam?
Como eu sei disso tudo?
Simples: foi o meu avô quem desenhou e construiu aquela praça. Minha família chegou aqui em Londrina logo em seu “iniciozinho”. Além de meu avô que construiu e pavimentou grande parte dessa cidade – sim, os paralelepípedos que hoje se encontram sufocados embaixo de camadas de asfalto foram colocados por ele – tem também a minha bisavóque foi a primeira educadora desta vila Londrina quando ainda nem existia escolas por aqui e ela lecionava na garagem de sua residência. No entanto, nem uma escola com o seu nome existe aqui nesta cidade.
Como sempre, a VERDADE dói em alguns pois terão de assumir seus erros e mentiras. Então é melhor deixar quieto, ignorar a verdade e sufocar os que tentam mostra-la. Além de claro, pagar bem para ter matérias jornalísticas apoiando cegamente essas MENTIRAS disseminando a desinformação e deseducando a sociedade.
Mas eu tenho este meu delicioso espaço para poder compartilhar estas histórias com vocês não é mesmo? E melhor: sem sofrer censura dessa gente que só busca desinformar.
Pô prefeitura, faltou um Designer pra fazer o logo?
Bom, mas voltando ao tema do tópico, como não sei se meu novo comentário será aprovado lá naquele blog, então vou transcrevê-lo aqui e, claro, acrescentar mais alguns dados já que o espaço me permite isso (e sei que vocês adoram me ler demorada e longamente ahahahah).
Percebo que,
o que tenta ser imposto pelos comerciantes, pela ACIL e pelos publicitários com relação à Lei Cidade Limpa, é uma forma de acomodação. E isso é facilmente percebido pelos “argumentos” postados nos comentários em diversos sites e blogues que vem tratando do “assunto da moda” aqui por estas bandas.
O problema maior? A desinformação que forma a base dessa acomodação.
Ora meus caros, com desculpas como “atrapalhar o trânsito” ou que os clientes “não vão achar determinada loja” entre tantos outros mais no mesmo sentido, só demonstram que vocês não estão dando o devido valor e respeito nem aos seus próprios clientes nem à nossa cidade que os sustenta e abriga.
Para quem tem o costume de ir a São Paulo como eu, sabe perfeitamente que este tipo de argumento é irreal e absurdo. São Paulo continua “andando” e os clientes continuam “achando” o que procuram da mesma forma que antes da lei e sua cidade emporcalhada pelos horrendos frontões sem contudo, provocar qualquer destes “problemas” elencados por vocês pela web.
A resposta para estas e tantas outras indagações é simples: usar das ferramentas disponíveis no mercado. Principalmente o Design (e suas vertentes lighting, interiores, gráfico e produtos) buscando uma solução visualmente agradável e dentro da Lei em questão.
São Paulo aprendeu rápido a recorrer a esta ferramenta. Então, porque os londrinenses tem de ficar choramingando e não tratam de aproveita-la?
Não tenho visto grandes alterações até o momento. A maioria das edificações que já tiveram seus frontões retirados, acabaram desnudadas expondo o descaso “por trás das fachadas”.
Foto: Lilian Oyama
Para os que desconhecem, a ferramenta mais utilizada atualmente em todo o mundo é o Lighting Design (não é mera iluminação). Este, quando projetado por profissionais especializados, tem efeito muito mais atrativo tanto durante o dia quanto à noite.
Londrina tem edifícios e áreas que merecem um bom projeto de Lighting Design mas o que vemos – aos montes – são aqueles horríveis “splashes” de luzes verdes, violetas, amarelas e assim por diante como se isso desse algum valor ao negócio. Porém o efeito disso – já mostrado em pesquisas – é exatamente o contrário pois, entre outros pontos, além de ofuscar pelo excesso de luz, distorce a marca da empresa ao alterar a sua cor tornando-a, por vezes, irreconhecível.
Já locais – se existem 10 aqui em Londrina é muito – onde a iluminação foi corretamente planejada e projetada, tende a chamar a atenção dos passantes seja pelo destaque focal, pela beleza, pela suavidade, pelo elemento surpresa, pela tecnologia empregada entre tantas outras.
É claro estou aqui “vendendo o meu peixe”, como profissional especializado em Lighting Design que sou, mas sim – e acima de tudo – trazer novos horizontes e educar o mercado e seus gestores.
Também não posso deixar de observar o seguinte:
Dias atrás passando pela rua São Paulo, percebi que numa das quadras a maioria dos frontões já haviam sido retirados. Porém, o que mais me chamou a atenção não foram as fachadas nuas e horríveis pelo descuido do que estava “embaixo do tapete” e sim, a rede elétrica pública emporcalhando e que – agora sem os frontões – acabou ficando totalmente exposta, tornando-se também o ponto focal para o observador.
Foto: Lilian Oyama
FICA A DICA:
Se a lei prevê uma cidade limpa, menos agressiva e poluída visualmente então a prefeitura, como gestora principal, tem de fazer a sua parte também.
A ACIL e os comerciantes – mas também toda a sociedade – devem se unir e exigir a imediata (também dentro do prazo da Lei afinal a Lei é igual para todos não é mesmo?) eliminação do abastecimento “aéreo” através dos postes e fiações suspensas através de um projeto de iluminação pública eficiente ( também projetado por especialista e não por uma equipe que insiste em errar nos projetos urbanísticos) incluindo a implantação de cabeamentos subterrâneos promovendo assim o embelezamento urbano de nossa já tão sofrida e deteriorada Londrina que a Lei Cidade Limpa trata.
Se é para deixar a cidade realmente limpa e mais bonita, então que tal encerrar as guerras e dar as mãos trabalhando juntos por isso?
Certamente todos irão ganhar com isso.
Quem passou e quem passa hoje pela rua São Bento em São Paulo (na verdade pela cidade toda) sabe do que estou falando. É uma rua comercial que hoje respira e atrai muito mais clientes do que em sua fase poluída que só atraía marginais, tornando-a um local ermo dentro do centro da cidade. Hoje consegue-se olhar para cima e perceber a cidade que existe acima, coisa que antes era impossível. Também é possível ver a extensão toda da rua o que também era impossível antes. Quando passávamos por lá, a sensação de estar sufocando era constante pois os frontóes de um lado da rua quase se encontravam com os do outro lado em alguns pontos. Isso só era bom para uma coisa: esconder-se da chuva.
Porém, vejam bem nobres empreendedores: agora sem os frontões os transeuntes terão de buscar abrigo onde?
Claro, dentro de suas lojas e isso significa o que?
Heim, heim, heim?
Potenciais vendas inesperadas!!!
Querem coisa melhor que isso?
Estão percebendo como podemos transformar pedras em diamantes? Basta para isso querer e agir?
Embelezamento Urbano é uma soma de ações e, neste caso específico podemos destacar:
A despoluição visual (em todos os níveis e elementos) + A recuperação e renovação urbana + O respeito pela história local + O respeito pela cidade e seus usuários.
Tudo isso tendo como ponto principal o bem-estar e a qualidade de vida urbana.
Portanto, vamos agir com mais serenidade de ambos lados visando esta qualidade de vida que tanto sonhamos e lutamos para mante-la, ao menos, respirando?
Estou aqui à disposição para os empresários que desejarem realmente algo de qualidade e que valorizará o seu empreendimento.
Também estou à disposição da ACIL para conversar com seus diretores e associados sobre o assunto mostrando como o Design pode e deve ser utilizado como ferramenta pró-empreendedorismo e valorização empresarial.
Também estou à disposição dos publicitários para mostrar-lhes como o Design (feito por DESIGNERS REAIS) pode ajuda-los a ampliar o leque de produtos que vocês oferecem agregando qualidade e valorizando os seus produtos para que consigam cobrir as “perdas” provocadas por esta Lei.
Também estou à disposição da mídia para ajudar a apontar o que realmente vale a pena e que seja realmente importante neste e em outros assuntos relacionados à nossa cidade e, principalmente, como o Design pode e deve ser aproveitado para a melhoria e embelezamento urbano e para a vida de qualquer pessoa.
Também estou à disposição para ajudar a prefeitura e a Copel a repensar seus projetos urbanos através do Design, transformando gradualmente a nossa Londrina numa cidade referência não através de matérias elaboradas mas sim com materias que mostrem que aqui realmente se investe em qualidade de vida de forma correta e coerente.
Depois quando eu digo que a mídia mais desinforma que informa tem gente que acha ruim…
Também quando digo que existem profissionais que para tentar parecer o que não são ficam inventando frases ou repetindo coisas óbvias perdidos entre palavras toscas e da moda, tem gente que surta e vem me xingar…
Ainda mais quando vejo gente de outras áreas falando sobre – e como se fosse – design, aí ferrou de vez. É um show de asneiras que merecem ser replicadas para mostrar o quão fúteis e desinformadas são algumas pessoas e, especialmente a mídia – que se diz especializada.
Sinceramente? Tô nem aí. Falo mesmo. Não me calo e tampouco me deixo amordaçar diante de absurdos.
Recebi uma newsletter hoje e creio que bastava apenas o banner. Teriam sido muito mais felizes. Mas não. No afã de querer mostrar-se imponente e importante, acabaram colocando no corpo da mesma comentários mais que desnecessários de profissionais de renome no cenário… midiático.
Nem vou me ater demais a comentar algumas partes, minha ironia já bastará.
“A tendência é conforto, qualidade e bem estar. É a opção por ambientes para serem vividos, com a personalidade do morador.”
Sério mesmo? Será que um profissional que afirma isso pode ser considerado realmente que é formado na área? Estranho, pois se assim fosse saberia claramente que esses elementos elencados acima não são meras tendências mas itens essenciais em qualquer projeto que prime pela qualidade e pela realização dos sonhos do cliente. Com uma frase assim, tenho pena dos clientes que que são forçados à engolir projetos que não refletem sua personalidade e sim a de um projetista qualquer que fica correndo atrás de “tendências” pra parecer “up” e “bunito” nas mídias… UAU!!!
Descobriu as américas!!! Merece um Nobel né gente!!!
Confesso que fiquei PANTONE 18-1537 depois dessa…
“(…)o equilibrio das dimensões estão em alta. Os espaços pequenos estão sendo bem aproveitados.(…)”
Impressionante!!!
Juro que de 18-1537 fiquei 17-1612 depois dessa….
“É forte a tendência por todos os materiais que dão sensação de conforto e bem estar, passando a sensação de praticidade. (…) Tudo o que gira em torno desse conceito é tendência: o de tornar a vida mais prática. (…) e que tragam essa sensação de conforto e bem estar. (…)”
Por acaso alguém aqui se esqueceu que o bicho homem já saiu das cavernas ha muito tempo e que isso não é novidade alguma? Que ha muito tempo a praticidade, conforto, bem-estar são intens imprescindíveis seja num projeto arquitetônico, num de interiores ou ate mesmo no de um hair “dezáine”??? Olhem a repetição do mesmo discurso dentro de um mesmo parágrafo…
PAREI!
Agora virei um belo exemplar do 17-1588 da cartela PANTONE.
“A funcionalidade e a integração dos ambientes são grandes tendências para 2011.(…)”
Tudo bem, integração de ambientes nem é tão velho assim, pois há cerca de 10 anos este conceito vem sendo aplicado. Mas a funcionalidade só está entrando “na moda” agora? Pra que serviram as aulas das disciplinas que tratavam sobre fluxograma, programa de necessidades ou coisa similar?
Tou de 18-5622, gostaram do modelito?
“(…) Hoje, mas do que nunca, procuramos o material de alta qualidade. (…)”
Só hoje? Aí ferrou de vez…
Obra de Anselm Reyle
18-1012 na cabeça!
Pois é gente, é bem por aí. Desinformação pura e deslavada para quem quiser. É sem dúvida uma poderosa ferramenta promovendo a prostituição não só das áreas de arquitetura e design mas também de várias outras.
Já postei aqui sobre tendências em nossa área sendo bem realista com 99% do mercado. Seguir tendências não serve para realizar os sonhos dos clientes.
Nós, da área de Interiores, não somos modistas nem fashionistas #pelamordedeus!!!
Somos responsáveis pela criação de um lar ou de um negócio que, dentre tantas coisas, deve:
– ser durável;
– ser confortável;
– promover o bem-estar;
– e, principalmente, atender as necessidades fundamentais e reais dos clientes – e nao modismos impostos.
Também não podemos esquecer que o projeto deve refletir a personalidade do usuário e não do projetista ou de algum bam-bam-bam qualquer que fica por aí impondo modismos desnecessários e, muitas vezes, fúteis.
Tudo bem, entendo que novidades são sempre bem vindas seja numa nova cor de tinta, uma nova padronagem ou tipo de tecido e até mesmo naquele revestimento de última geração para móveis que acabou de sair do laboratório da NASA e que a indústria está desesperada para vender mas, calma lá gente. Isso tem cliente certo, não é para qualquer um e, nem todo mundo gosta dessas coisas.
Ecletismos, vintage, retrô e tantos outros nomes só devem ser aplicados se o cliente realmente gosta e se faz parte de seu estilo. Isso me lembra um trecho do livro “Terapia do Apartamento” (Maxwell Gillingham-Ryan) quando ele fala sobre os clientes que chegam com recortes de revistas dizendo querer exatamente aquilo. O que ele faz? Simples:
Primeiro o profissional deve buscar perceber do cliente o porque dele querer aquilo que deseja – se é por estar na moda ou por gosto mesmo – e, em seguida, permitir ao cliente apontar exatamente o que mais gosta no ambiente da(s) foto(s). Assim poderá captar o estilo deste cliente e, a partir disso, elaborar um projeto que realmente seja a “cara” dele, não das revistas da moda.
Quando isso não é feito, o projeto torna-se muitas vezes um terreno bem cuidado porém árido, impermeável, impessoal.
Foto: Brian Kossof
Por sinal, observem como estas tendências tem deixado os projetos com a mesma cara não é? Já pararam para analisar a mesmice que acaba predominando?
Inevitavelmente vem a dúvida: os projetistas estariam reféns de uma lógica tosca do mercado das tendências ou isso não passa de um mero ócio criativo?
Sem contar que isso também interfere de forma negativa em qualquer tentativa de regulamentação profissional de nossa área, mais que necessária e urgente hoje em dia.
Um excelente texto do Morandini que gentilmente me autorizou a reproduzi-lo aqui.
Segue o texto:
Na área do design, a Internet é pródiga em listas. Lista dos 50 melhores sites, lista dos 10 logotipos mais criativos, lista dos motivos para isso, lista das razões para aquilo…
Recentemente, vi num blog de um designer britânico uma lista de motivos para contratá-lo. Eram argumentos excelentes, que mostravam sua expertise, seu conhecimento, sua experiência e seus casos de sucesso.
Inspirado nele, resolvi fazer minha lista com 10 razões para NÃO me contratar.
Não me contrate…
1. …se seu produto é sofrível, mas você acredita que apenas uma boa embalagem é a solução. 2. …se você já tem uma ideia pronta e acabada, sem chance de ser discutida. 3. …se você está escolhendo um designer apenas pelo preço mais baixo. 4. …se você quer apenas remendar o trabalho de outro profissional. 5. …se você quer um logo igual ao do concorrente. 6. …se você acha que sou a única salvação para que seu negócio dê certo. 7. …se você quer um trabalho igualzinho ao que viu naquele livro. 8. …se você busca um designer afetado, convencido, tagarela e cheio de expressões da moda. 9. …se você acha que design não é importante e sua marca não é coisa séria. 10. …se você quer apenas criar um ‘logotipinho’ simples (coisa que até seu filho que mexe no computador poderia fazer mas está sem tempo).
Mas, se você quiser contar com um designer que é apaixonado pelo que faz, que busca oferecer soluções autênticas e projetos positivos, com personalidade, feitos para brilhar, dando carona para sua empresa, seu produto ou sua marca numa viagem surpreendente, mande um e-mail ou telefone! Será um prazer trabalharmos juntos!
Bom gente, sempre que escrevo aqui sobre iluminação e LD, escrevo sobre erros absurdos que os profissionais não especializados nesta área fazem em seus projetos. Muita gente me escreve cobrando “provas” do que escrevo…
Fui dias atrás no Catuaí Londrina e fiz questão de entrar numa das lojas para fotografa-la para provar aos críticos de plantão o que escrevo.
A loja da Vivo é um show de abuso, desconhecimento técnico e falta de noção sobre iluminação. Vejam as imagens:
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Numa das fotos eu apareço de propósito para mostrar a vocês a distância em que as lâmpadas AR111 foram instaladas. É impossível permanecer embaixo destas por mais de 30 segundos – especialmente para aqueles que como eu, são desprovidos de “telhado”…
Outro detalhe é que se você for pegar algum dos aparelhos expostos na ilha central perceberá que os mesmos estão quentes – e não é por estarem ligados carregando não…
Perceberam a quantidade de luminárias enfileiradas? Pra que isso tudo???? Onde é que fica a sustentabilidade, a conservação de energia, etc????
E a mistureba de K das diferentes lâmpadas instaladas?
Notaram o cuidado com o ofuscamento? Claro que não perceberam, pois não houve esse cuidado neste projeto.
No close que dei na fileira das ARs, perceberam a diferença de K entre elas? Claro, muito provavelmente não foi repassado ao cliente um Manual do Usuário com as especificações corretas de cada lâmpada o que levou o cliente a comprar qualquer AR para substituir a queimada pois não tinha em mãos as especificações técnicas (facho, TC, IRC, etc).
Outro detalhe é que a loja é toda branca. Olhem bem as fotos e percebam como as paredes e mobiliário estão manchados de branco e amarelo de uma forma nada proposital.
Pois é, taí a PROVA do que eu sempre escrevo alertando vocês.
Bom pessoal, algumas pessoas comentaram e também eu já tinha percebido que algumas imagens e vídeos usados nos posts desapareceram. Coisas de web…
Vou começar a partir de hoje uma nova limpeza/atualização nos posts para resolver estes problemas ok?
Também estou inserindo outros links na lista de blogs e sites aqui na barra lateral.
Estou fazendo também um levantamento do que andam escrevendo sobre este blog na web, assim que estiver pronto vou postar para vocês. Já encontrei várias coisas interessantes mas ainda tem muito mais.
E também, para quem quiser conhecer um pouco mais sobre a minha terra natal, o excelente blog do Marcel, Janela Londrinense que fala sobre arquitetura e outros assuntos sobre Londrina de forma crítica e real. Parabéns Marcel pelo blog!!!
Bom, dentre as tantas coisas que aconteceram, vi e conheci durante minhas férias, uma que merece destaque aqui no blog foi conhecer o artista plástico Jadir Battaglia, de Santos-SP.
Um amigo meu de Praia Grande resolveu nos apresentar como amigos e acabei conhecendo um grande artista plástico, com um trabalho lindíssimo!
Jadir é uma pessoa incrível. Bastante comunicativo, super atencioso, tem uma ampla cultura capaz de levar um bom bate papo por horas seguidas como aconteceu.
Como profissional, é de uma competência e criatividade incríveis. Começo mostrando esta foto do ateliê dele. Um sobrado antigo que foi totalmente restaurado. Fica ha uma quadra da Vila Belmiro numa ruazinha mais que tranquila. Todo o processo de restauração e adequação dos espaços foram concebidos por ele.
Não, ele não é arquiteto nem designer, porém o cuidado que ele teve na conservação e restauração dos elementos originais da edificação é de deixar qualquer um bobo e uma verdadeira lição sobre respeito ao patrimônio e à história.
No slideshow abaixo tem algumas imagens da galeria existente no atelie dele além das peças.
Um texto que explica muito bem o artista Jadir Battaglia é o que está no site dele, escrito pelo Luís Carvalho Jr. (Lula) – Coordenador da Bienal Nacional de Santos – Artes Visuais e Coordenador das Galerias de Arte Municipais de Santos:
“(…) A orgânica agrupou todos os artistas que buscavam a representação da subjetividade humana e de seu próprio simbolismo interno, sem abandonar totalmente as formas figurativas.
Jadir Battaglia pertence a este último grupo. Em seu trabalho atual revela uma inquietude criativa, passa com naturalidade do figurativo à abstração, da figura à figuração. Estabelece um contexto, que é o da arte.
Na poética do artista é evidente o gesto formalizador e pictórico. Embora a escultura seja um “objeto” para quem a contempla, a singularidade de suas peças reside nas lições que ele traz da pintura.
Suas esculturas não apenas decoram ambientes: conversam com as pessoas, forçam-nas à meditação. Não são apenas vistas, mas sentidas. Os movimentos que delas emanam permitem ao espectador ter a certeza de que uma pulsação existe em seu interior.”
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Nas esculturas ele trabalha com diversos materiais sendo os principais a resina e a madeira. Também produz telas belíssimas.
Ele montou uma sala no andar superior simplesmente divina. Usou e abusou do preto e posso afirmar que poucas vezes vi um ambiente tão lindo e bem montado como aquele. Não fotografei mas vou ver se consigo com ele alguma foto deste espaço para mostrar para vocês.
Bom, fica aqui a dica para vocês. Conheçam o trabalho dele pois vale a pena.
Para contatos com o Jadir:
R. Marques de Olinda 23 – Vila Belmiro
Santos – SP – CEP 11075 059
Tel.: (13) 3252-4141
E-mail: contato@jadirbattaglia.com.br
Site: www.jadirbattaglia.com.br
Bom pessoal, cheguei ontem de minhas férias (virei sapo de tanta chuva) e tenho bastante novidades para vocês.
Vou posta-las divididas por assunto pois tem muita coisa legal, mas também muitos assuntos sérios que envolvem a nossa profissão.
Para começar então 2011 com o pé direito gostaria de compartilhar com vocês uma de minhas viagens: Iguape-SP.
Iguape é uma cidadezinha deliciosamente bucólica com uma arquitetura de cair o queixo pela beleza e importância histórica, tanto que é tombada como patrimônio histórico, cultural e paisagístico nacional.
Iguape localiza-se na Estação Ecológica Juréia-Itatins, daí a sua importância como patrimônio paisagístico.
Além das belezas naturais, possui atrativos culturais, históricos e religiosos. Fundada em 1538, encontrou no passado sustentação econômica nos ciclos do ouro e do arroz, período em que foram construídos os casarões coloniais, hoje tombados como patrimônio nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Oficialmente fundada em 3 de dezembro de 1538, data em que é comemorado o seu aniversário, Iguape era em 1577 a Freguesia de Nossa Senhora das Neves de Iguape, que se transformou em Vila em 1635. Em 3 de abril de 1849, a antiga Vila chega à categoria de cidade com o nome de Bom Jesus da Ribeira de Iguape, mudado para Bom Jesus de Iguape em 1850, e, mais tarde, simplificado para Iguape, atingindo em 30 de março de 1858 a categoria de Comarca.
Sucessivas pesquisas realizadas na região comprovam sinais de ocupação antes do contato com os europeus.Iguape possui um grande número de sítios arqueológicos. Hoje estão cadastrados cerca de 140 sítios, datados de milhares de anos.
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Como podem ver, visitar Iguape é ter acesso a uma “baita” aula de história nacional.
Tem também a Igreja Matriz que leva anualmente milhares de romeiros a festejarem o Bom Jesus de Iguape, uma das mais antigas e tradicionais festas católica do Brasil.
É uma pena que as principais imagens originais tenham sido removidas para o Vaticano.
A igreja precisa de uma restauração urgente pois alguns pontos estão com sérios problemas e muitos afrescos, pinturas e estruturas estão sofrendo com infiltrações e corrosão.
O que eu realmente amei de paixão foi a edificação da imagem abaixo. Nela funcionou o Consulado Francês no Brasil. Uma pena que estava fechado e não pude entrar para fotografar.
Outro ponto que vale muito a pena em Iguape é a natureza e as belas praias. Além de Ilha Comprida, tem um lugarzinho chamado Barra da Ribeira que é simplesmente delicioso. Praia do jeito que eu gosto: vazia, limpa, sossegada.
E olhem que belezura essa casinha de frente pro mar:
Não dá vontade de ficar lá, e ficar, e ficar, e ficar… (?)
Bom, no meu perfil no facebook tem mais fotos de minhas férias e de Iguape. Espero que gostem e, principalmente, vão até lá para conhecer assim que possível. Vale a pena.
Para quem quiser conhecer mais sobre a cidade é só acessar o site da prefeitura.
Também tem este PDF disponível com a história completa da cidade e região que vale a pena ler.
*As partes em itálico do texto foram retiradas deste PDF.
é a abreviação do nome deste blog: Design: Ações e Críticas.
#DAC!
é uma brincadeira (“logomarca”) que fiz para o blog já que ainda não tinha nada. Fácil de ver e entender.
O # claro tem alusão às redes sociais, especialmente o Twitter, mas não somente ele. Estar antenado no que está acontecendo na área do Design para selecionar muito bem os assuntos que trago aqui para vocês.
O ! refere-se à opinião própria, às críticas e à seriedade com a qual levo meu trabalho.
Não falei que era fácil?
Quem sabe se eu fosse melhor no DG sairia algo mais complexo mas por hora tá valendo, fica aí o logotipo deste blog.
Bom, mudando de assunto, pois é gente, é sempre muito bom ter o nosso trabalho reconhecido!
Semana passada recebi um telefonema de uma empresa da área de iluminação com um convite para começar a escrever para o blog que estão lançando.
Bah! como fiquei feliz com isso!
Na conversa que tive com a Daniele pelo telefone deu para perceber a seriedade com a qual eles vêem e acompanham o meu trabalho aqui neste blog.
Então, em breve vocês terão um outro blog para me acompanhar também. Não so a mim mas a vários outros profissionais da área de Lighting Design. O projeto deles promete!
Por hora é isso gente. Não fiz quase nada aqui no blog esta semana pois meu note estava na assistência técnica desde sexta feira. No final de semana tenho pós e com certeza algo de muito interessante irá acontecer e compartilho aqui com vocês ok?
“Plágio significa copiar, imitar (obra alheia), apresentar como seu o trabalho intelectual de outra pessoa.
Reproduzir apenas partes de um texto, sem citar sua fonte é plágio.
Se houver citação, porém incompleta, representa apenas uma irre-gularidade, um descumprimento das normas de citações e referên-cias bibliograficas.”
E vai mais longe ainda:
“A Lei de Direitos Autorais 9.610/98 estabelece que reproduzir integralmente um texto, mesmo indicando a fonte, mas sem a autorização do autor, pode constituir crime de violação de direitos autorais.”
Pois bem, vamos trabalhar com duas hipóteses daqui para frente: uma acadêmica e outra profissional.
No meio acadêmico é bastante comum os professores depar-se com situações onde o plágio é visível e claro quando da correção de trabalhos, especialmente os teóricos. Eu mesmo já cansei de pegar trabalhos onde algumas partes me faziam soar o sininho de alerta ou explodia a sensação de “déjà vu”. Eu já li isso em algum lugar. Bastava copiar o parágrafo (ou até mesmo a frase), colar no Google e “voilà”! Plágio descarado, na cara dura e de pau encerada com óleo de peroba.
Não sei se trata-se de pouco tempo para elaborar o trabalho, preguiça mental e acadâmica descarada ou se este tipo de aluno busca subestimar ou colocar à prova a inteligência minha ou de outros docentes. Não me importa “o que move”, o que importa é que detectado o plágio, a punição é certeira. Nota: zero sem direito a reclamação uma vez que as anotações e observações são feitas em vermelho no trabalho ao lado do trecho.
E engana-se quem pensa que isso acontece apenas com pequenos trechos, um ou outro parágrafo ou frase. Tem trabalhos que são uma verdadeira colcha de retalhos de diversos autores. Aí me pergunto: se o acéfalo teve a capacidade e tempo suficiente para encaixar todos estes recortes numa ordem correta, mais ou menos coerente e que cumpre o seu objetivo, porque então não teve a mesma capacidade de analisar os contextos, pensar e escrever com as suas próprias palavras, mostrando a sua capacidade argumentativa?
Aí é que está o problema da mania de plagiar dentro do meio acadêmico: a falta da capacidade argumentativa. Raros são os alunos que conseguem defender de forma coerente as suas idéias e conceitos dentro de sala de aulas durante as apresentações de trabalhos e projetos. A grande maioria não sai da superficialidade, tem muita dificuldade em expor seu pensamento verbalmente. Textualmente não é nada diferente.
Medo de parecer ridículo, de levar um “cutucão” de algum colega de classe ou professor ou ainda, “saindo da superfície”, de cair em áreas e questões que não observou, pesquisou e considerou como deveria de fato ter feito? Sim, tem bastante disso nestes casos. Porém vejo que esta dificuldade de expressar-se tem muito a ver também com a atual condição pessoal: mídias eletrônicas.
As mídias eletrônicas hoje favorecem uma velocidade inimaginável ha 15 anos atras no acesso à informação. Muitas destas informações são recortadas, resumidas, amputadas de fontes originais. A não seleção correta de fontes de pesquisa ou a busca por dados cada vez mais velozes ou fáceis de absorver (curtos, rápidos e fáceis de ler) acabam levando os acadêmicos a cometer este e outros erros.
As normas da ABNT e a legislação sobre Direitos Autorais não existem apenas para fazer com que os autores sejam citados incontáveis vezes e com isso ganhem visibilidade, fama ou qualquer outra coisa similar. Elas existem para proteger o direito intelectual da obra. E este direito só aparece depois de zilhões de neurônios torrados, olhos cansados de tanta leitura, dedos doloridos diante de tanta digitação, noites e noites insones e tantas outras coisas “bem legais” como estas realizadas e sentidas “na pele” pelo autor. Ele não fez simplesmente um “copy+paste” de varios textos que encontrou na web ou em livros ou revistas. Os textos realmente significativos e interessantes são aqueles com fortes marcas autorais ou seja, pessoais. Logo, quem o escreveu tem direitos sobre o mesmo. Ele não estava brincando de escrever e sim realizando um trabalho sério.
A ironia é que estes mesmos alunos ficam irados quando alguém cita uma situação, idéia ou o que for que já foi colocada em outra ocasião por eles. A revolta e ira fica visível quando começa o bate boca de que “esta idéia eu já dei outro dia” ou “eu já falei isso noutra ocasião” e assim por diante. Incoerente mas mais que comum e presente nas salas de aulas.
Eu já peguei projetos para corrigir que, em 15 minutos folheando algumas revistas “da moda” encontrei o mesmo projeto apenas com alterações de cores e alguns detalhezinhos. Não importa se mudou esse ou aquele detalhe ou cor, você plagiou na maior cara de pau o trabalho de outro e deve receber uma nota compatível com o seu empenho no desenvolvimento do mesmo.
Lembre-se que o que você faz (treina) na academia irá repetir-se incontáveis vezes na sua vida profissional posterior. Por mais que não admita ou queira, isso irá sim repetir-se uma, mais uma, mais uma e mais e mais vezes.
Aí fica a questão: que direito você tem de reclamar se é o rei do “copy+paste” em seus trabalhos?
Alguns módulos atrás da Pós, me deparei com o modelo do contrato que disponibilizei aqui no site sendo distribuído como material oficial mas estava sem a citação da fonte. Recorri ao professor e alertei sobre o fato e no exato momento ele avisou a turma sobre isso e disse que iria ajeitar a situação junto ao IPOG. Não foi ele quem colocou o contrato como modelo oficial e sim outra pessoa que encontrou no meu blog, copiou e repasou a ele. Neste caso não me indignou o fato em si de não ter o meu nome citado por mero prazer egoístico e sim o fato de que para se chegar àquele modelo de contrato foram dias e dias sentado com meu advogado e um amigo jurista na busca do melhor modelo que suprisse as necessidades reais e fechasse as brechas que nos colocam em risco. Foi um trabalho enorme montar aquilo.
Com isso, nem de longe quero dizer que quem o for utilizar profissionalmente terá de citar a fonte. Isso ficaria até ridículo frente aos seus clientes. No entanto, para uso em trabalhos acadêmicos, referências bibliográficas e distribuição (como foi o caso), a divulgação da fonte é necessária sim, inclusive por força de Lei.
Isso me lembra a questão das cópias de móveis sob a desculpa de “tornar o design acessível aos que não podem pagar por uma original”. Concordo que design realmente custa caro para a grande maioria. Mas a questão é: e o autor da peça? E a indústria que gastou fortunas no desenvolvimento da peça? A cópia tem a mesma qualidade da original? NÃO MESMO! É uma peça, digamos, “made in China”. O que nos leva às questões profissionais.
É bastante comum encontrarmos clientes que, na primeira conversa, chegam com revistas de decoração já com páginas marcadas para nos mostrar o que gostariam de ter realizado em nossos projetos. Até aí tudo bem se esse material fosse servir apenas como referencial estético ou de estilo. No entanto, muitos clientes chegam e dizem que “eu quero exatamente esta sala” ou “este é o quarto (cozinha, sala, banheiro, etc) dos meus sonhos, quero um igual”.
É um direito do cliente? Sim afinal trata-se do sonho dele e que, para piorar a situação, não consegue expressar-se corretamente. Por outro lado, é uma tremenda falta de ética e respeito por parte do profissional que realiza este tipo de serviço levando ao pé da letra o que o cliente diz. PNem podemos chamar isso de pojeto, é uma cópia descarada, plágio, safadeza. Ele demonstra claramente que não está nem aí para seus colegas de profissão, não respeita ninguém porém exige respeito. Só quer saber de ganhar e ganhar e ganhar. Além claro, de deixar visível a sua preguiça mental. Copiar não exige esforço.
Aqui em Londrina e em Maringá já encontrei algumas cópias descaradas de outros projetos residenciais e comerciais.
Temos de ter em mente que quando o cliente chega com essa pilha de recortes, na verdade quando ele diz “é exatamente isso que eu quero”, ele está dizendo que “este é o meu estilo, é disso que eu gosto”. Ele não está pedindo para você copiar aquela foto pois isso ele conseguiria fazer sozinho bastando contratar pintores, gesseiros e saber onde comprar os moveis e acessórios.
Para isso existe o brieffing que deve ser muito bem feito, muito bem fechado e profundo o suficiente para esclarecer pontos fundamentais sobre o cliente/projeto. Após o brieffing você terá de fechar o stimmung para só depois seguir para o projeto.
Jamais use do artifício de pedir “dicas” a outro profissional, especialmente quando esta solicitação vem disfarçada em meio a conversas banais de “amigos”. Se você não sabe, parceirize-se com quem sabe afinal ele estudou tanto ou mais que você portanto tem o mesmo direito de ter seu trabalho remunerado que você. Lembre-se que nem o relógio trabalha de graça: alguém sempre tem de dar corda ou trocar a pilha.
Também jamais procure copiar algo ou algum efeito que você viu em algum lugar (especialmente iluminação) se você não tem conhecimento sobre como fazer aquilo. Fatalmente ficará horrível o resultado final.
Tome muito cuidado ao “chupar” alguma coisa de algum lugar. E jamais use sem permissão do autor o que quer que seja: de um detalhe a um projeto geral.
Vamos trabalhar honestamente e com ética para fortalecermos a nossa profissão?
Como coloquei para vocês dias atrás neste post, eu estava em busca de inspiração para resolver a decoração de natal daqui de casa.
Como sabem, não suporto a importação do modelo de decoração natalina da Europa/EUA por alguns simples motivos:
1 – Já passei da idade de papai noel, contos de fada e histórias da carochinha.
2 – Passamos o natal debaixo de um calor infernal, em pleno verão; portanto nada tem a ver a nossa decoração ser baseada em modelos com neve, bonecos de neve, etc.
3 – O Brasil é riquíssimo culturalmente; então, nada mais justo que buscarmos em nossas raízes ou até mesmo no gosto pessoal os elementos para decorarmos o nosso natal.
Baseado nisso, aboli de vez o pinheirinho, quem sabe quando conseguir enfiar uma araucária aqui dentro do meu “apertamento” eu volte a usar algo assim.
Então, fiz uma guirlanda para a porta e um arranjo sobre o espelho da sala – básico. O presépio vai ficar num canto da sala pois não consegui deixa-lo com a cara que eu queria. Depois acrescento a foto dele montado aqui neste mesmo post para vocês verem ok?
Então seguem as três imagens, da guirlanda e do arranjo do espelho com breves descrições:
As guirlandas e arranjos de portas são elementos já tradicionais. Este ano resolvi não trabalhar a parte superior da porta e colocar apenas uma guirlanda fixada na mesma. O festão que eu usava na parte superior virou a guirlanda.
Optei por usar flores este ano na composição em tons de azul, branco e prata pois:
O azul é a minha cor predileta.
O prata traz luz, brilho – lembrando que o natal é a festa do nascimento daquele que veio para nos salvar morrendo numa cruz; Nunca penso nesta cruz como símbolo de morte e sim vejo a LUZ que dela irradia sobre nossas vidas.
E o branco, trazendo a pureza, a paz além de dar leveza ao arranjo.
Uma constatação: preciso aprender a fazer laços rsrsrrs.
Já no arranjo sobre o espelho este ano resolvi me confrontar: sempre tive receio no vermelho. É uma cor que me incomoda. Mas encarei o desafio. Também usando flores: a espírito santo que é bastante popular aqui no Brasil e sempre aparece nas decorações natalinas.
Aboli as tradicionais bolinhas e optei por estas 4 que encontrei no mesmo tom das flores pois gostei da forma e do desenho em veludo nas mesmas.
Optei por luzes brancas em LED pois se eu usasse as vermelhas ficaria pesado demais pela combinação da cor das flores e das luzes; já as tradicionais amareladinhas, não dariam o efeito que eu gosto além de consumir mais energia. Achei nas caixas que guardo as coisas de natal estes dois fios de lampadas brancas em LED que eu nem me lembrava que tinha aqui. BINGO!
Na foto as luzes acabaram explodindo pois tirei a foto sem o flash mas aqui no real o efeito ficou suave e deu o contraste perfeito que eu queria.
O número gerado automaticamente pelo widget do site será o vencedor da promoção.
A tela do sorteio será fotografada indicando hora e data e inserida a imagem no post.
ATENÇÃO:
Algumas regras importantes da Revista Lume Arquitetura para recebimento do prêmio:
1- A assinatura sorteada não poderá ser trocada por uma já paga vigente. Neste caso a pessoa tem a renovação automática por conta do sorteio para o próximo período.
2- O valor da assinatura não é reversível em dinheiro.
3- A assinatura também não pode ser substituída por outro produto comercializado pela editora.
4- Para efetivar a assinatura será necessário o preenchimento de nosso formulário. (encaminharei o formulário por e-mail para o vencedor).
5- Assim que preenchido enviar formulário por e-mail para: katia@lumearquitetura.com.br
6 – A responsabilidade das informações sobre endereço de entrega são do vencedor da promoção também.
7- O sorteado deve estar ciente de todos este itens.
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Vamos lá!
Usem a sua criatividade e boa sorte a todos!!!
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E o vencedor é:
ARARUBA
Com a frase:
“Só com luz se vê a vida.”
Postada em novembro 29, 2010 às 8:38 pm.
Por favor entre em contato comigo pelo e-mail ptram@sercomtel.com.br com urgência.
Depois de receber a minha confirmação, envie um e-mail para katia@lumearquitetura.com.br para formalizar a premiação ok?
Parabéns ao vencedor, tenho certeza de que irá gostar muito da revista.
E agradecemos a participação de todos vocês.
Aguardem pois temos mais três assinaturas para serem sorteadas durante 2011 para vocês.
Olha só gente, mais uma matéria diretamente de meu Reader que achei simples, porém bastante interessante por tratar de ergonomia:
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Escolhendo a cadeira ideal
Por: Eder L. Marques
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É fato. Na era da informação, passamos mais tempo sentados que em qualquer outra posição. Seja ao computador, em uma reunião, almoço ou jantar, são horas a fio nesta posição antifisiológica.
Segundo estudos, a pressão em nosso disco intervertebral é 50% maior do que quando estamos em pé. Não é de estranhar que tenhamos dificuldade em permanecer por muito tempo na mesma posição.Problemas com a postura Por causa de uma má postura, podemos desenvolver vários problemas.
Mas será que estamos dando a devida atenção a isso?
Vimos no artigo anterior alguns cuidados que podemos tormar para evitar os problemas causados por LER/DORT. Iremos agora conhecer os principais aspectos a serem observados para que possamos escolher uma cadeira adequada para o nosso dia-a-dia, e que não prejudique nossa coluna.
O que devemos levar em conta
Beleza ou preço não é sinônimo de qualidade: De nada adianta combinar o estofado com a decoração de seu escritório ou encontrar “aquela” promoção se a cadeira não respeita as minímas condições ergonômicas. O melhor é deixar esse aspecto em segundo plano. Ao encontrar a cadeira ideal, provavelmente ela estará disponível em várias cores.
Observe as normas existentes: Prefira cadeiras que respeitem e sejam certificadas pelas normas Técnicas estabelecidas pela ABNT. A norma em vigor é a NBR 13 962/2002.
Não se preocupe com o status: Uma cadeira “mais elegante” que as dos subordinados não garante uma melhor saúde no trabalho. É preferível utilizar o mesmo mobiliário – desde que seja adequado – do que procurar se diferenciar apenas por questões de hierarquia.
Problemas mais comuns
Entre os principais problemas de um mal mobiliário estão:
assento demasiado alto e não regulável, responsável por cansaço e dores no quadril.
assento não moldado segundo as depressões do corpo (curva das pernas, principalmente), o que pode provocar dores musculares e até varizes.
falta de regulagem da altura e do ângulo do encosto, provocando dores nas costas e na regial renal.
Apoio para os braços mal projetado, dificultando a apŕoximação à mesa e levando à posturas incorretas.
Escolhendo cadeira ideal
Como as mudanças de funcionários são maiores que as de mobiliário, as cadeiras do escritório precisam ser as mais ajustáveis possíveis. Além disso, entre as principais qualidades que devemos observar em uma cadeira utilizada em nosso dia-a-dia, estão:
Possuir uma mola amortecedora, para evitar impactos bruscos na base da coluna.cadeira2.jpg
O assento deve ser regulável, possuir um bom estofamento, bordas arredondadas, com uma pequena inclinação para trás e possuir depressões (escavações). Isto evita problemas de circulação, entre eles as temidas varizes.
Encosto regulável e côncavo, de modo a acompanhar a curvatura do dorso no sentido horizontal. A região renal deve ficar completamente apoiada, assim como as costas.
O apoio para os braços deve ter altura e largura reguláveis, de modo a não restringir a aproximação entre a cadeira e a mesa.
A altura da cadeira também deve ser regulável, de modo que quem irá sentar fique com os pés completamente apoiados no chão.
A cadeira deve permitir o relaxamento, através da mudança da posição sentada, quando desejado.
Tenha em mente que por mais que a cadeira seja confortável e respeite as normas brasileiras de ergonometria, se não adotarmos uma melhor postura, de nada adiantará. Portanto, junto com o novo mobiliário, tente adquirir uma nova postura!
Via: Administrando.net – Seu blog sobre gestão, marketing e finanças. Dicas e truques diários para melhorar a sua carreira. Agradeço ao Eder pela autorização para postar este post aqui.
Conversando com a Mônica Fuchshuber – grande amiga e profissional – sobre como trabalhar esta dificuldade de muitos profissionais, ela me mostrou um post de seu blog.
Li, gostei demais e resolvi compartilhar com vocês, com a devida autorização dela.Ela fala sobre a área gráfica, mas percebam que estas dicas podem ser aproveitadas por qualquer profissional, de qualquer área.
Então, segue o texto:
Não sabe como arrumar clientes?
Nesse texto eu conto um pouco sobre a minha experiência nesse assunto. Aqui, eu descrevo as técnicas que eu utilizava na época em que eu trabalhava como “Atendimento” numa agência.
Olá amigos,
Todos sabemos que o melhor vendendor para o nosso tipo de negócio é o famoso boca-a-boca. Cliente indica para cliente, que indica para amigos e assim vai… Uma verdadeira corrente da alegria!
Mas.. O que fazer quando você está iniciando e ainda não tem ninguém para te indicar??
Bem, suponhamos que você já tenha um portfolio bacana, um cartão de visitas simpático, ama o que faz, tenha boa argumentação, etc, etc, etc… O que fazer??
Caçar clientes exige estratégia. Por isso, vou contar um pouco da minha experiência como Atendimento em uma agência de propaganda há alguns anos atrás.
Em primeiro lugar, é preciso adquirir alguns hábitos:
* Ser observador e estar atento às oportunidades: aprenda a perceber quais são as empresas ou pessoas que podem estar precisando do seu trabalho. (Logotipos mal feitos, anúncios ruins, folhetos amadores, amigos que estão abrindo uma empresa…)
* Andar sempre com cartões de visitas no bolso ou na bolsa: (a gente nunca sabe quando vai encontrar um cliente em potencial. Já fiz prospecção na piscina do prédio..!.) Precisamos ser vendedores 24 horas por dia!!
* Ser confiante e entusiasmado: Sim, é preciso desenvolver alguma cara de pau. E a melhor forma de expulsar a timidez é confiar no próprio trabalho. Acredite firmemente nos benefícios que suas idéias trarão para o negócio do seu cliente e você vai ver os milagres que isso vai fazer na sua auto-confiança. Seja honesto e se interesse pelo sucesso dele. Seu entusiasmo quebrará muitas barreiras.
De posse daquele hábito observador, comece a procurar a sua “vítima”: pode ser no seu bairro, na sua comunidade, no seu clube, na sua academia. Comece a estudá-la minuciosamente e reúna informações de modo a encontrar qual é a melhor forma de abordá-la.
Um e-mail se apresentando (não é SPAM!!), um telefonema, uma carta, uma visita pessoal..?? Cada caso é um caso e a gente precisa saber adaptar a forma de acordo com cada cliente.
Vou contar um exemplo prático e bem sucedido:
Uma época lá na agência, nós queríamos prospectar uma concessionária de automóveis. Eu conhecia algumas perto da minha casa e comecei a visitá-las. Passava lá como se fosse uma simples compradora de automóveis. Conversava com vendedores, fazia test-drive, pegava tabelas… folhetos…
Observava e fazia perguntas. E numa dessas visitas, olha só! Descobri que uma das concessionárias iria iniciar uma concorrência para mudar a agência de propaganda….!!!!! Bingo!
Foi só descobrir com o vendedor qual era o nome da pessoa responsável e…
No mesmo dia liguei para perguntar se podia participar da concorrência!
Fomos aceitos e…. Ganhamos a conta!
É claro que essa é apenas uma forma de prospectar clientes. Existem muitas e cada um deve descobrir aquela que melhor se adapte às suas necessidades e ao seu perfil. O importante é que sejamos criativos e saibamos desenvolver uma auto-confiança capaz de driblar as dificuldades iniciais. Acreditem, com o tempo a gente acaba desenvolvendo uma postura extremamente vendedora.
Precisa até tomar cuidado para não virar um chato de galochas.. Risos
Um abraço,
Mônica.
Valeu Mônica!
Tenho certeza de que os leitores daqui vão aproveitar muito as suas dicas e certamente passarão a acompanhar o seu blog também!
#ficadica:
1 – visitem o site dela pois ela realiza um trabalho de primeiríssima qualidade e tenho certeza que vocês irão gostar bastante!!
2 – para as meninas que vão curtir uma praia ou piscina no próximo verão, ela produz cangas lindas com as suas ilustrações!!! E podem ser adquiridas pelo site dela neste link.
Pois é gente, mais um ano que se passa, já estamos chegando ao Natal novamente e daqui uns dias o ano já findou-se e temos de olhar pra frente esperançosos sobre o que se inicia. Foi rápido não?
Então, e ontem a noite me dei conta de que isso está rolando e eu nem tinha ousado pensar sobre a decoração daqui de casa.
Árvore eu não tenho mais, pois a minha “veinha” estava meio desfolhada e eu a levei pra casa da praia… e não comprei outra ainda. Isso já tem 3 anos rsrsrs. Também se for pra investir em outra, que seja “A árvore”, daquelas que o ponteiro faz cócegas no teto. Então estou pensando em apenas usar instalações, sei lá.
Mas olhando pela web encontrei algumas imagens inspiradoras que gosteria de compartilhar com vocês:
Recebi esta imagem num e-mail durante a semana e achei-a muito bonita. É uma guirlanda simples, limpa e elegantérrima. Mostrei a um amigo e ele me disse que parece aquelas coroas de luto rsrsrs. Mas, como a minha porta é na cor padrão e envernizada, pensei em trabalhar ou em branco ou num tom hortência. Montar isso eu consigo facilmente, mas fazer essas rosas de tecido… Vou ter de ver se encontro delas aqui na cidade se resolver assumi-la mesmo como enfeite de minha porta.
Esta imagem eu encontrei no blog da vovó Rô. Muito bonita, trabalhosa e elegante também. Mas como leva muito tempo preparar todos estes cordões acho que vou abortar esta idéia. Quem sabe para o próximo ano…
Não, eu não gostei dessa aqui por causa das luzinhas mas sim pela idéia de colocar um espelho fechando o miolo da guirlanda. Pensei em como as pessoas irão se sentir ai dar de cara com suas faces refletidas bem no meio de uma guirlanda. Essa idéia, seja qual modelo de guirlanda for que eu escolher, vou aproveitar certamente. Ah, a imagem veio do site da Apia Iluminações.
É, esta aqui eu já adorei por causa do efeito das luzinhas. Esta é feita com aqueles plasticos que usamos para doces de festas, mas fiquei imaginando como as luzinhas LED azuis que tenho aqui iriam se comportar no miolo de rosas brancas naquele primeiro modelo. A imagem vem do blog da Maria Dorotéia.
Já esta idéia que apareceu no blog Inspiração Inesperada, eu achei genial e bonita para enfeitar os “arredores” da casa. Pelo que parere é super simples de fazer, basta encontrar os “ninhos” já prontos.
Como tenho um balcão aqui em casa que todo ano recebe uma vasta decoração no espelho que fica sobre dele, gostei dessa idéia: descer a decoração para o Balcão. No espelho mantenho apenas o festão com as luzes e sobre o balcão, crio alguma cena. Gostei também do branco. Essa veio do blog AmareloOuro.
Pela quantidade e diversidade de bolas de natal que eu tenho aqui, gostei dessa idéia de aproveita-las de uma maneira diferente. Acho que vale a pena distribui-las pela casa não deixando o Natas restrito à porta de entrada e à sala. Esta eu peguei na Revista Casa e Jardim ja ha algum tempo atrás.
É, eu não tenho este espaço todo e nem o meu apartamente é ousado assim nas cores, mas confesso que ADOREI essa produção!
Talvez brincar um pouco com a quantidade imensa de cordões de luz que tenho aqui em casa? Pode ser… Gostei da idéia quando vi este post no M²Arquitetura.
Pois é, pensar nisso faz um bem danado na gente não é mesmo? Mas ao mesmo tempo, isso me entristeceu muito ao ir pesquisando as imagens. Cada vez que eu encontrava alguma imagem de decoração natalina em ruas meu coração chorava, e dói agora ao escrever este post para vocês. Vou explicar:
Se tem uma coisa que me lembra de minha infância é o Natal. Lembro-me que vínhamos lá de Assis Chateaubriand (PR) para Londrina reunirmo-nos com a família de minha mãe que é daqui de Londrina. A cidade era simplesmente linda nessa época do ano. Os comerciantes e muitos moradores investiam nas decorações de Natal e, em alguns anos, tínhamos de sair vários dias à noite para conseguir ver tudo que estava rolando.
Lembro-me que aconteciam também concursos da mais bela decoração natalina onde os vencedores residenciais e comerciais ganhavam prêmios. Então a disputa era muito acirrada e o pessoal mandava ver, caprichavam mesmo. Até hoje guardo na memória uma decoração que o Hotel Bourbon fez em meados dos anos 80 usando anjos. Tenho esta imagem com perfeição em minha mente.
As praças públicas, ruas e rotatórias das vias também recebiam decorações bem elaboradas o que nos permitia passear pela cidade absortos por tanta beleza, cores e luzes.
Mas infelizmente, a marginália e o desrespeito das pessoas pelas coisas chegou a níveis tão absurdos aqui em Londrina que eu não tenho coragem de colocar um fiozinho de luz que seja na frente do meu prédio pois sei que não vai durar um único dia. Certamente vai passar algum malaco e vai destruir tudo.
Esse tipo de acontecimento acabou por enfraquecer a vontade dos Londrinenses de continuar com aquele belíssimo espetáculo de luzes que tínhamos por aqui e que, independente da idade, todos adoravam, ficavam hipnotizados. Quem daqui de Londrina não se lembra da “casa do Quebec”?
Hoje, se quisermos ver decoração natalina de qualidade aqui em Londrina, só nos resta ir aos shoppings pois nas ruas, temos de nos contentar com os pavorosos pinheiros de mangueira ou de lâmpadas que a prefeitura coloca todos os anos no poste central das rotatórias da cidade. Ô mau gosto do cão. E, mesmo sendo algo simples assim, sempre aparecem uns vândalos pra destruir o pouco que foi feito.
É, ainda bem que meus natais são em Sampa, onde posso contemplar maravilhosas decorações não só na Paulista (que é maravilhosaaaaa!) mas sim em vários pontos da cidade, inclindo a belíssima e surpreendente árvore do Ibirapuera, montada pela prefeitura todos os anos e que engloba toda a parte do lago do parque onde as árvores recebem uma iluminação especial entre outros detalhes mais. Este ano vou levar meus pais e minha vozinha, para que possam maravilhar-se também.
Ainda bem que ainda existem locais onde essa sensibilidade para com os habitantes e visitantes existe e, principalmente, existe segurança para que isso possa ser feito.
Pois é Designers, chegamos a mais um #5do11. Mais um do mesmo, de novo.
Mais um ano se passou e aí?
Como vai o Design por aí onde você mora e trabalha?
Como vai o design por aí, dentro de você?
QQ tá rolando? QQ tá pegando? QQ tá acontecendo? Alguma novidade sobre isso tudo?
Pois é, vi que ha pouco tempo atrás fundaram uma tal de associação de designers aqui do Paraná, só feita por curitibanos e pelo que pude observar, a tal paranaense só vai atender aos curitibanos… e se diz “paranaense”. Sei, sei… E ainda há o fato de os mentores terem “engolido” atravessado a sub-área de moda, porém regurgitaram completamente a de Interiores e Ambientes.
“Isso me fez pensar…” e tem gente que odeia quando escrevo isso….
Outra coisa é que tivemos recentemente também aqui no Paraná uma tal de Bienal de Design. Tudo bem ser realizada em Curitiba até mesmo porque nas outras cidades do Estado, infelizmente, não encontramos estrutura necessária para a realização de um evento deste porte. Mas então, observando as noticias, coberturas, fotos e posts por aí, além de todos os pappers lançados anteriormente, percebi com tristeza que a minha área foi deixada de fora. Deixada não, foi ignorada mesmo. No entanto, contrataram profissionais de outras áreas para fazer trabalhos que qualquer profissional de Design de Interiores e Ambientes é capaz de fazer. Mas não estranhei tanto não isso…
Pouco antes disso, percebi numa comunidade do Orkut que alguns profissionais de outras áreas do design estão atacando seriamente Interiores e Ambientes. Afirmo com toda certeza de que se tratam de “dezáiners” independente de ter formação superior, mestrado ou doutorado. Pelo tipo e formato de argumentação percebe-se claramente que, depois de anos de estudos e vida profissional, ainda não conseguiram compreender a complexidade e abrangência do DESIGN. Porém, o mais triste foi ver um deles (que é arrogante ao extremo e se acha um deus, e odeia críticas) que é da área de produtos, postar que está começando a fazer… interiores… #KiMedo…. rsrsrs
Pois é, mais um ano se passou, nada mudou e a população do país reelegeu o partido que diz que o Design não deve ser regulamentado porque “senão a dona Maria, que mora lá na vila, não vai mais poder pintar seus panos de pratos”…. é gente, a dona Maria vai continuar a ser uma excluída, à margem da sociedade, com a sua TV de plasma pendurada na parede da sala que ela ainda tem mais umas 500 prestações à pagar nas Casas Bahia, vai continuar a pisar no esgoto a céu aberto no portão da sua casa, agonizando nas filas do SUS, vendo seus netinhos serem deseducados na escola e marginalizando-se pelas ruas mas está feliz: tá pintando e vendendo os seus paninhos de pratos.
Enquanto isso a gente vai seguindo, sem uma identidade própria, vendo empresas e empresários importarem design e designers, a mídia deseducando e desinformando ao apresentar “dezáiners e dezáine”, qualquer um virando “dezáiner e fazendo dezáine”, nossos parlamentares continuando a confundir Design com artesanato e a gente aqui, no nosso cantinho, cômodamente vendo a caravana passar… e aplaudindo… assoviando e chupando cana… e batendo no peito cheio de orgulho e arrogância que “eu sou Designer!”
E as associações? O que elas fizeram por nós este ano?
Ah, você nem sabe que existem associações de Designers? Ah, você sabe, faz parte mas apenas paga a anuidade e nem se importa com o que rola dentro da associação? Tem um número apenas para dizer que tem?
Aham… senta lá Cláudia, senta….
Pois é né, e aquele monte de grupos, comunidades, redes sociais que você participa?
Tá ja sei, você [Insane mode enabled] entra diariamente em todas elas, troca lances imagéticos (coraçõezinhos, leõezinhos, carneirinhos, cachorrinhos, inhosinhosinhos) com seus contatos, marca baladas e apenas dá uma geral nos assuntos. Afinal você é uma pessoa normal. E o Design não precisa nem um pouco do seu pensamento, da sua voz, da sua reflexão… Para quê se, afinal de contas, já existem uns 20 malucos por ai que já fazem isso, pensam por todos nós não é mesmo? Eles até falam sobre todos os assuntos que me interessam, então nem preciso me meter, propor algo, questionar nada, já está tudo ali mastigadinho. Ah, eu prefiro entrar nos blogs de meus amigos, ver aquele monte de imagens lindas e deixar um beijinho pra eles no comentário. Tá ótimo! Já fiz a minha parte!
Mas eu acho que ainda faltou trocar a cor daquela cadeira… azul não tá “ornando”.. acho que vou mudá-la pra vinho aí ninguém vai perceber de onde chupei a idéia.
Ah meu, tem tbm aquele povo chato daquele grupo que tá achando que eu sou um trouxa e vou dar dinheiro pra ajuda-los a manter aquilo lá… Tudo bem que tem muita coisa legal lá, fiz excelentes contatos, já rolaram até alguns jobs por lá.. ah, mas eu não tenho nada a ver com isso não. Nem tem empresários que visitam aquele espaço mesmo… Como o nome de lá diz é um ponto de encontro apenas para designers. E também tem outra, eles que são donos que tem de agitar aquilo lá e não vir entupir a minha caixa de e-mails com spams pedindo que eu entre lá para dar idéias. Fala sério meu…
E se tem uma coisa que me irrita profundamente é começar a trocar umas idéias com uns colegas da minha área lá naquele grupo e sem mais nem menos vem uns idiotas de outra área querer dar pitaco. Pô que sem noção aquela mina que faz roupas vir querer discutir sobre grafismos com a gente… [Insane mode disabled]
Pois é, meio amargo ler isso tudo não é mesmo? Mas infelizmente é a realidade.
Tá bom, parei!!!!
Afinal hoje é dia #5do11 e temos de comemorar!
Ok, então apesar da #vergonhalheia, eu vou comemorar o meu sucesso profissional, os novos contatos que eu fiz, clientes atuais e prospects, novos projetos, idéias e possibilidades, o sucesso deste meu blog, o respeito e reconhecimento que venho recebendo, o diálogo com parlamentares sérios que consegui abrir e que vou usa-los para regulamentar as minhas área s profissionais, entre outras coisas mais.
E faço da alegria desta minha comemoração, um brinde a todos os Designers brasileiros, de todas as áreas por este dia tão especial.