Categoria: 100% Nacional

  • Semana decisiva…

    Pois é pessoal, entramos na semana decisiva onde teremos a eleição para a diretoria da ABD.

    Já postei aqui sobre a chapa da oposição, INOVAÇÃO.

    Como eu já tinha colocado no outro post, achei estranha a participação do Jéthero na chapa da situação, a CONQUISTA.

    Este post me valeu um telefonema dele para explicar algumas coisas sobre a situação em que se encontra a ABD.

    De início, era para ele montar uma chapa para concorrer junto a alguns profissionais que ele sabe que são corretos e justos (adoraria que isso tivesse acontecido) mas, como apareceu um outro grupo com uma chapa já montada, acabou por desistir pois iria se tornar inviável a primeira REAL eleição da ABD com chapas concorrentes, tendo 3 na disputa. Assim, analisando a situação preferiu unir-se a uma das duas.

    Conversou com vários integrantes das duas chapas para verificação de propostas, planos de ações, questionou vários pontos que batem com os que questiono e acabou optando pela chapa CONQUISTA por estar mais coerente com o que pensamos.

    Apesar da chapa CONQUISTA ter entre seus membros pessoas que já demonstraram não estar nem aí para qualquer coisa que não esteja girando em torno de seus umbigos, acabaram por ter de assumir um risco: o de ter o Jéthero dentro da diretoria e, caso ele se sinta pressionado ou que o que prometeram a ele não seja cumprido, ele cai fora e aí o bicho vai pegar pois teremos uma Belas Artes contra a ABD. Não creio que serão tão petulantes e arrogantes.

    Transcrevo abaixo um trecho do e-mail que mandei a ele com algumas questões que já enviei várias vezes à ABD e que até agora permanecem sem respostas:

    Alternando-se no poder com uma única finalidade: receber benefícios pessoais por causa do cargo ocupado. Não falo de viagens – até porque essa citada por você no e-mail eu desconhecia – mas de mídia pessoal principalmente enquanto largam os associados e não associados, tão ou melhores profissionais que eles, à deriva, órfãos de um mercado prostituído, que precisa ser regulamentado – não só através daquele projeto tosco enviado pela ABD ao Congresso – sendo diariamente pisoteado e humilhado por arquitetos – isso é muito comum aqui pelos interiores do país – além de vários outros problemas. Só os reizinhos tem direito, só os reizinhos merecem ser entrevistados e, muitas vezes, só falam porcaria, nada de útil ou que ajude ao mercado. Percebe-se sempre um umbiguismo extremado, arrogância, alter-ego.

    Se há alguma ajuda jurídica esta deve ser exclusiva para os reizinhos pois são constantes as reclamações de associados que ficam esperando alguma instrução sobre algum problema sem obter qualquer tipo de resposta.(…)
    O Roberto perdeu qualquer credibilidade para mim e para muitos outros profissionais quando diz que “não tem tempo” para debater em fóruns mas fica mandando livros por e-mail para algumas pessoas tentando justificar o injustificável. Porém seria muito mais salutar para a associação e para ele que, já que tem tempo de escrever e-mails particulares, que reservasse esse tempo para se fazer presente ao menos uma vez por semana nos fóruns. Mas não, prefere manter-se ausente, confortavelmente sentado em seu troninho dando risada na cara dos idiotas aqui do outro lado.
    Ao contrário da Brunette que, mesmo sem tempo e com mensagens rápidas, se fazia presente e sempre dava alguma resposta, mesmo que tosca. Por sinal, foi uma coisa estranha que até hoje muitos se questionam, sobre a saída repentina dela da presidência exatamente no momento em que estávamos conseguindo fazer com que ela entendesse a importância da correta definição e separação entre decorador, designer e arquiteto. Uma amiga minha de São Paulo conversou bastante, inclusive pessoalmente, com ela sobre essa questão. Do nada ela sumiu e apareceu o salve-salve Negrette como presidente e tudo voltou à estaca zero.
    Lamento que vocês tenham desistido da chapa e preferido aliar-se ao grupelho de reizinhos e majestades. No meu ponto de vista, numa democracia real, quanto mais concorrentes mais transparente será o processo. Quanto mais concorrentes, maior a chance da ética prevalecer. Não vejo uma terceira chapa como algo alienígena e sim como uma forte indicação de que a associação realmente não está bem e necessita com urgência de mudanças gerais.(…)
    Como já ficou claro, mantenho minha posição apenas como um observador à espera de uma luz no fim do túnel já que não poderei votar pelo fato de que a atual gestão me nega o direito à associação.
    Porém, isso não me tira o direito de criticar uma vez que aspiro por uma associação séria, ética e responsável e que realmente represente os profissionais, e não só o grupelho ou os amiguinhos do mesmo.
    Isso não é associação, é um grande circo mantido com o dinheiro dos palhaços que são os associados. E, no palco, apenas as estrelinhas umbiguistas e arrogantes. Para nós profissionais, só resta o trabalho pesado de montar e desmontar a lona e servir como número nas estatísticas. Nada mais que isso.
    Onde está a associação que deveria lutar por uma formação de qualidade?
    Onde está a associação que deveria lutar para que os professores dos cursos de Design de Interiores/Ambientes sejam formados em Design e não em arquitetura e que, por isso só, ficam humilhando e menosprezando os alunos em sala de aulas e desqualificando o curso como o Ivan Rezende fez? Isso sem contar no reducionismo da atuação profissional através dos constantes “não pode”?
    Onde está a associação que deveria lutar pelos direitos dos decoradores e designers e não só pelos dos arquitetos?
    Onde está a associação que deveria lutar para extinguir essa pouca vergonha chamada RT que só faz prostituir o mercado?
    Onde está a associação que deveria trabalhar junto aos lojistas de forma a eliminar a preferência por um ou outro canudo?
    Onde está a associação que deveria mostrar o que é designer, o que é decorador e o que é arquiteto?
    Onde está a associação que deveria trabalhar junto ao CONFEA/CREA para esclarecer o que é e o que não é exercício irregular da profissão no tocante aos designers x arquitetos?
    Onde está a associação que deveria trabalhar para conscientizar os arquitetos da importância e benefícios que o trabalho em parceria com um Designer pode acrescentar aos projetos e não deixa-los nos ver apenas como inimigos e concorrentes ainda que – na visão de muitos deles – infinitamente menos qualificados que eles?
    Onde está a associação que deveria realmente ser uma associação atuante e que representasse as necessidades REAIS dos profissionais?
    Onde está a associação que deveria ME representar enquanto profissional? Essa ainda não existe! (…)
    Estas são apenas algumas indagações num universo de várias outras. Porém essa associação desconhece essas coisas pelo simples fato de ficar ficada apenas no mercado de SP e RJ ignorando o que acontece na realidade em outras cidades e regiões onde nós profissionais temos de matar não uma, mas entrar e matar uma cova toda de serpentes peçonhentas a cada meio dia de trabalho. Até boicote de arquitetos rola por aqui caso algum designer seja convidado para alguma inauguração, coquetel, lançamento de edifícios e mostras. Acha estranho? Pois é, não sou de São Paulo nem do Rio. Sou de Londrina, interior do Paraná, uma cidade com quase 800.000 habitantes. É comum ser humilhado por arquitetos em locais públicos na frente de potenciais clientes e você não ter a quem ou onde recorrer em busca de ajuda. É nesse tipo de realidade que os profissionais tem de viver.
    Jéthero, desculpe o desabafo , mas essa é a realidade dos profissionais fora do grande eixo. É por isso que não posso concordar e apoiar uma chapa da situação, cega e alheia à essa realidade.
    Tenho acompanhado com tristeza muitos amigos meus profissionais abandonando a profissão por esses e tantos outros motivos. E não falo aqui de 4 ou 5 mas sim de dezenas e dezenas de profissionais frustrados por não ter uma representatividade séria e atuante e ter de enfrentar situações embaraçosas e humilhantes diariamente. (…)
    Este e-mail eu mandei a ele antes da conversa que tivemos pelo telefone. No papo, ele me disse estar ciente de tudo isso pois mantém contato com vários outros profissionais de diversas cidades fora do grande eixo e que realmente constatou que não se trata de nenhuma alucinação ou boicote tentado por alguns poucos profissionais. É uma realidade sim.
    Então, a sua participação na chapa está amarrada à solução destes problemas. Ou a ABD realmente trabalha em prol dos profissionais como deve trabalhar ou terá um (mais um) forte crítico. Mas desta vez, um com poder nas mãos.
    Respeito muito o Jéthero e acredito em seu trabalho já desenvolvido ha anos em cima de nossa profissão. Respeito muito também a Maria do Carmo Brandine (fundadora e presidente por 2 excelentes gestões) pelo seu trabalho à frente da ABD quando ainda valia a pena ser associado e que também está na chapa CONQUISTA nas mesmas condições que o Jéthero.
    Ou se trabalha decentemente ou perderão estes dois apoios fortíssimos.
    Assim, única e exclusivamente por causa destes dois excelentes profissionais e pelo compromisso que o Jéthero assumiu comigo e com outros amigos – incluindo a Denise do ES – vou dar meu voto de confiança não aos integrantes da chapa, mas a estes dois que merecem todo o respeito de qualquer profissional de Design de Interiores/Ambientes.
    Espero que a atual diretoria esteja ciente do que isso tudo significa.
    Credibilidade não se compra, se CONQUISTA. E a da ABD está dependendo única e exclusivamente destes dois profissionais. Se os perderem será por erro próprio e então, adeus ABD.
    Assim, altero sim meu voto de apoio para a chapa CONQUISTA.

    E.T.= mandei novamente o meu pedido de associação através do site no dia 13/10/2009 e até agora não obtive absolutamente qualquer retorno. Já deixei claro que minha intenção não é votar nesta eleição e sim estar dentro para, como associado, ser ouvido.
  • Correria… uuuufffff….

    É minha gente, tou cada dia mais sem tempo. Mas sempre que possível olhando as mensagens e postando alguma coisa nova.

    Comecei semana passada a lecionar no Projovem Urbano aqui em Londrina. Estou com 5 turmas, todas à noite, de segunda a sexta feira. O que ninguém merece: lecionando matemática…. Explico:

    Passei no concurso para lecionar no arco profissionalizante Construção e Reparos I. Porém, eram necessários no mínimo 6 professores de cada área e faltaram 3 de matemática. Porém, sobraram do outro arco profissionalizante, Alimentação.

    Assim, nos foi solicitado que assumíssemos a disciplina de Matemática senão o projeto não poderia ser iniciado. Mas é claro que estarei trabalhando além da Matemática outros assuntos, especialmente Arte e Design. Isso é permitido uma vez que os conteúdos não são passados como na escola tradicional onde os livros vem carregados de exercícios que os alunos não sabem para que aprendem ou qual a finalidade/aplicação na vida. No Projovem, a idéia principal é trazer o conhecimento para o dia a dia dos alunos, mostrando onde ele é usado, muitas vezes sem percebermos.

    É bem interessante a proposta e as turmas estão com tudo. Serão dois anos de curso, com formação profissionalizante em Alimentação, formação básica e informática. Os alunos são pessoas que tiveram de abandonar os estudos por algum motivo, e olha que motivos não faltam. São histórias, em sua maioria, tristes. Mas o que eu puder fazer para ajudá-los vou fazer.

    PJU

    Independente de ser  um projeto do PT (que abomino), só aceitei entrar por ver que irei trabalhar com pessoas que querem fazer algo para mudar a sua realidade, construir uma nova vida e seus sonhos, correr atrás do prejuízo e do tempo perdido para não ficar dependendo das bolsas-esmolas do governo. São pessoas que tem um sonho de uma vida melhor, que se cansaram de ficar esperando que os políticos façam alguma coisa e resolveram ir atrás. Por isso entrei.

    Eu e a equipe de meu núcleo montamos um blog para apresentarmos as ações que esteremos realizando. Ainda está no começo pois só temos uma semana de vida e foi bastante corrido. Para vizualiza-lo, clique aqui.

    Portanto, se eu já estava sem tempo, agora é que tou pedindo emprestado para quem tiver um pouquinho de sobra…

    Mas fiquem tranquilos, não irei abandoná-los. Semprew que possível, esterei por aqui.

    Abraços e paz a todos!

  • Eleições ABD – 30/10/2009

    Pois é, lá vou eu falar novamente da ABD.

    Porém desta vez, venho falar de forma positiva baseado num sonho comum a todos nós: ter uma associação que realmente nos represente e que faça algo de útil pela nossa profissão e por nós profissionais.

    Como muitos já vem acompanhando, ha muito tempo existe uma grande parcela de profissionais totalmente descontentes com os caminhos trilhados por esta associação. Caminhos estes que só tem levado os diretores a figurar entre as paginas de revistas  e receber beneficios pessoais  enquanto nós profissionais, não pertencentes à panelinha, ficamos sufocados num mercado louco, prostituído e que nos desrespeita de várias maneiras.

    Pois bem, a eleição está marcada e dessa vez temos duas chapas concorrendo.

    1 – a chapa da situação liderada pela Carolina e tendo entre seus membros muitos dos que atualmente são diretores.

    2 – a chapa INOVAÇÃO, liderada pelo Sergio Oliveira, formada, principalmente, por profissionais como eu que encontram-se totalmente desgostosos com as ações da atual diretoria.

    No entanto, temos percebido que a chapa da situação tem agido de forma anti ética e mesquinha, usando e abusando dos meios e recursos da associação para tentar manter-se no poder a qualquer custo. Alguns exemplos:

    a) negam o acesso à chapa INOVAÇÃO ao mailling (lista de e-mails dos associados) enquanto abusam deste em favorecimento próprio. Eu que nem sou associado, só esta semana recebi 4 e-mails da chapa da situação.

    b) no site, só aparece referência à chapa da situação dando a entender que será uma eleição com chapa única. Escondem de seus associados a verdade. Usam de recursos da associação (pagos por vocês associados) em benefício próprio e apenas da panelinha.

    c) pelo que entendi, estão dificultando até mesmo que a chapa INOVAÇÃO participe da apuração dos votos, especialmente dos realizados por correspondência.

    d) retiraram do ar durante esta semana a página de banco de profissionais onde constavam os nomes e formas de contato para que a chapa INOVAÇÃO não tivesse acesso aos dados. Alegaram problemas técnicos porém, este fato ocorreu depois do advogado da chapa INOVAÇÃO ameaçou entrar na justiça para ter acesso aos dados completos. Além de ser um desrespeito aos profissionais que pagam a anuidade para tambem ter esta divulgação publica de seu nome.

    e) tem na empresa de marketing – contratada e paga pela associação através do dinheiro dos associados – RB Marketing sua maior aliada. Usam esta em favorecimento próprio.

    f) continuam agindo criminosamente forçando empresas a só pagarem RT para associados, discriminando, desqualificando e menosprezando os profissionais que, por não concordar com a atual situação do clubinho, não se associam ou se desligam da mesma.

    g) continuam iludindo os associados sobre estar trabalhando pela classe quando na verdade, trabalham apenas para a panelinha da diretora e seus amiguinhos. Prova é o tal projeto de regulamentação – tosco e irresponsável – que enviaram ao congresso nacional e que (graças à Deus) foi rejeitado.

    Além destes, existem muitos outros pontos dúbios que definitivamente nos força a ter de tomar partido, mesmo não sendo associado. Até mesmo porque a minha associação depois da primeira crítica feita, tem sido constantemente rejeitada sob a alegação de que “não acusamos o recebimento de sua solicitação de associação”. AH AH AH!

    Já conversei com o Sergio – que apesar de ter o mesmo sobrenome meu, não tem nada a ver comigo – e pude perceber que a chapa INOVAÇÃO é constituída por profissionais que realmente querem trabalhar pela nossa profissão, pela nossa classe profissional, por nós profissionais e não virar diretoria apenas para aparecer na mídia, virar estrelinha e receber benefícios pessoais.

    Lamentavelmente encontrei o nome do Jethero Cardoso (Belas Artes de SP) – profissional que admiro muito – entre os membros da chapa da situação. Mas prefiro acreditar que isso tenha sido um lapso dele até mesmo por desinformação e desconhecimento da existência de outra chapa.

    Portanto, se você não é de São Paulo e não poderá estar lá no dia, entre em contato com o Sergio (creeck@uol.com.br) para verificar como você pode ajuda-los nesse embate.

    Atenção neste detalhe:

    OS ELEITORES DE OUTRAS LOCALIDADES PODEM VOTAR ATRAVÉS DE CORRESPONDÊNCIA (MODELO ABAIXO) DEVIDAMENTE ASSINADA E COM FIRMA RECONHECIDA, DESDE QUE RECEBIDA PELA SECRETARIA EXECUTIVA DA ASSOCIAÇÃO NA SEDE DA ENTIDADE, (AL. CASA BRANCA, 652 CONJ. 71/72 CEP: 01408-000 – SÃO PAULO – SP), ATÉ O DIA 30 DE OUTUBRO DE 2009, ÀS 17:00 HORAS.

    Uma das idéias é que quem for votar por correspondência, envie uma cópia autenticada do voto para o endereço dele para que eles consigam ter uma real noção da quantificação. Para vocês terem uma idéia, na ultima eleição a situação disse ter havido apenas 10 votos por correspondência de todo o Brasil!!!!

    No Casa Pró está tendo um debate sério sobre estas questões e você pode acompanhar e verificar a veracidade das informações acima e muitas outras acessando este link.

    Se você é associado, faça  sua parte afinal está aí a forma como a atual diretoria vem empregando a sua anuidade.

    Se você não é associado ou desligou-se, divulgue isso entre seus amigos e vamos ajudar a chapa INOVAÇAO a derrubar essa panelinha que instalou-se sobre o troninho e não quer largar a coroa e os flashes. E assim, construir uma associaçao realmente séria.

    Certamente, com INOVAÇÃO teremos a tão sonhada associação que realmente lute pela nossa profissão e que principalmente, respeite a nós, profissionais de Design de Interiores.

    . Modelo de Voto por Correspondência:

    Eu (nome completo)………………………………. sócio da ABD nº……(nº. registro na entidade)………, estando em dia com as minhas obrigações com a entidade, declaro meu voto na Chapa……….(denominação da chapa concorrente)……………………

    Assinatura

    Importante: reconhecer firma e enviar via sedex e/ou carta registrada para Al. Casa Branca, 652 Conj. 71/72 CEP: 01408-000 – São Paulo – SP, especificando por fora do envelope “Voto / Eleição ABD 2009” para que o mesmo seja aberto somente durante a contagem de votos.

  • Podemos ser pelo social?

    “Boa tarde Paulo,

    Admiro esta profissão. Paulo por favor gostaria de saber se existe profissionais desta área que faça este trabalho por um preço mais acessível para familias que não tenham uma renda assim tão gordinha (rs). Veja bem, não querendo desprezar a profissão e muito menos este trabalho maravilhoso, digo isto porque me enquadro na questão. Bem que as faculdades poderiam disponibilizar trabalhos extra-curriculares nesta área no último ano de curso com um precinhos bem acessível para famílias de renda mais baixa… Sou de Curitiba, vc saberia informar quem aqui em curitiba faz esse tipo de trabalho? desde já agradeço a sua atenção.”

    Recebi este comentário em outro post e não o aprovei para aproveita-lo aqui neste post. Não sei se devo citar o nome mas por via das dúvidas vou manter como anônimo.

    Este assunto é muito pertinente e já escrevi em algum post aqui neste blog de forma mais superficial sobre. Porém agora, quero ir um pouco mais fundo.

    É bastante comum percebermos nas conversas profissionais altos papos sobre clientes poderosos e cheios da grana com seus mega projetos. Até mesmo durante a formação academica, é comum realizarmos trabalhos baseados em apartamentos e residências destinados à um público alvo bem específico: aqueles que poooodem!!! A formação é voltada para um mercado restrito e acessível para poucos. Então, esse discurso todo, na maioria das vezes, é puro blablablá pois temos de viver com clientes normais. Os professores geralmente não formam seus alunos para a realidade do mercado. Formam um bando de sonhadores, isso sim.

    Muito disso tem a ver com as revistas de decoração e um alter-ego comum na classe profissional (designers+decoradores+arquitetos). E não adianta dizer que não pois é sim uma raça petulante e topetuda essa à qual pertencemos profissionalmente. Talvez por necessidades que podem ser motivadas basicamente por duas situações:

    1 – vergonha perante a classe (amigos profissionais) em afirmar que trabalham com clientes de classes menos favorecidas;
    2 – desconhecimento de um “terceiro mercado” – brincadeira com o terceiro setor, desvalorizado por muitos.

    No primeiro caso, temos a necessidade da classe auto afirmar-se constantemente perante a sociedade de que está bem, tem clientes maravilhosos, está com a conta bancária recheada e tal. Tudo isso baseado numa formação errada aliada à um ego gigantesco, megalomaníaco.

    Já vi casos em que profissionais soltam nas colunas sociais de que foram pra europa passear quando na verdade, passaram uma semana escondidos em alguma chacara nas redondezas ou alguma praia fora de temporada. Aí só apresentam fotos dentro de espaços e falam que é um restaurante tipico lá nos alpes suíços e blablabla.

    Outra coisa bastante comum é percebermos que todos sempre estão bem, cheios de clientes, conta bancaria cheia, montes de TRs recebidas, etc. A verdade é que é pura balela. O mercado, apesar de forte e crescente tem seus altos e baixos como qualquer outro. Tem suas épocas em que não damos conta do volume e outras em que ficamos contando quantas pessoas passam na rua e torcendo: “vai entrar, esse tem que entrar…”

    Mesmo o mercado estando em alta, aqueles clientes que aprendemos a trabalhar na faculdade dificilmente irão aparecer pelo simples fato de que os clientes são normais. Aqueles deuses que me darão um lucro MARAVILHOSO, raramente aparecem na verdade. É um ou outro e quando aparecem mais de dois no ano, você está no lucro.

    Porém, trabalhar com clientes normais é muito melhor que com esses tão sonhados graúdos por motivos que às vezes custamos a acreditar no que vemos acontecer.

    O cliente graúdo tende a desvalorizar o seu trabalho enquanto profissional (já que nem eu nem você é da roda que frequenta as revistas, etc). Choram horrores sobre o preço do projeto e te fazem na maioria das vezes derrubar o preço em quase (ou até mais que) 50%. No entanto, não medem esforços em pagar R$ 30.000,00 num sofá, R$ 1.200,00 no metro de um tecido, R$ 25.000,00 num lustre da moda ou daquela marca bãmbãmbãm e assim por diante. É comum – falando-se de RTs – que eles, em suas viagens, façam compras e não digam que tem um profissional fazendo o projeto ou que especificou a tal da Eames e, assim, bye bye RTs. Isso sem contar que a maioria acha que sabe e entende de tudo, manda alterar coisas sem consultar  profissional, bate o pé dizendo que as obras de Dali são do periodo da renascença entre varias outras coisinhas. O que te resta é um sentimento de frustração, de ter sido usado e abusado enquanto profissional. Ah, e tem também a posterior indicação do “foi feito por”. Esqueça, raramente acontece.

    Num meio termo entre o primeiro e segundo casos, temos os clientes normais. Estes são os que mais irão aparecer e existem muitos profissionais que vivem somente do trabalho para estes. São bem mais fáceis de trabalhar. Não vou ser hipocrita ao dizer que eles não choram também por um precinho mais em conta afinal, seus orçamentos são mirrados, geralmente os projetos vem picados – hoje a sala, depois a cozinha, depois o quarto do casal e assim por diante. No entanto, eles percebem quando estão abusando do profissional aí, no máximo pedirão um parcelamento maior. E pagam certinho, sem atrasos e chororôs.

    Estes clientes dificilmente interferem no projeto sem consultar o profissional pelo simples fato de que a pouca verba disponível tem de ser muito bem aplicada. Não gastam com fuleirices. Podem até sonhar com aquela seda para o sofá, porém sabem que as crianças irao destruí-la em pouco tempo e que não terão grana tão fácil para substituí-la tão logo. Suas escolhas são mais conscientes e mais práticas. São excelentes clientes.

    No segundo caso especificamente, temos aqueles clientes marginalizados pela classe. São os de baixa renda. Aqui entram em cena duas coisas básicas: o lado humanitário e social versus o topete da classe.

    No ano passado fui convidado para ministrar uma palestra numa universidade aqui do Paraná e enquanto esperava dar o horário fui ver uma exposição dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos do ultimo ano do curso de Interiores. Começava pelos mega apartamentos, claro. Mas, lá para o final da fila estava o que me emocionou, me prendeu a atenção e me fez parar para analisar esta situação específica que escrevo agora: porque não podemos trabalhar com estes clientes? Eles não merecem?

    Eram quatro projetos feitos em cima de moradias populares, daquelas de conjuntos habitacionais mesmo. As soluções encontradas pelos alunos para estas micro residências eram mil vezes melhores do que as dos mega apartamentos que eu tinha acabado de ver. Melhores em todos os sentidos, incluindo-se aqui o estético – pra quem pensa que pobre só gosta de coisa feia.

    As questões orçamentárias foram esmiuçadas de tal forma que ficava claro que uma familia com renda de R$ 1.500,00 por mês conseguiria dar conta e honrar os investimentos, incluindo os honorários do profissional.

    Em um deles, a estudante abriu mão de seus honorários pelo simples fato de perceber a real necessidade da familia em questão e conseguiu, através de doações com empresários, muitos dos materiais – alô Lar doce lar e construindo um sonho!!!

    É nesse ponto que escrevo a vocês hoje. Onde está o lado humano e solidário das pessoas?

    Em algumas comunidades do orkut, especificamente nas de arquitetura, é comum vermos profissionais sentando o sarrafo nos dois quadros citados acima. O argumento? Nenhum embasado o suficiente que mereça destaque aqui. No entanto, percebe-se que os comentários dizem respeito apenas ao lado estrelinha deles: aparecer na mídia – independente se às custas da desgraça alheia. Lamentável.

    Creio que, enquanto profissionais, enquanto seres humanos e pertencentes à uma sociedade temos sim o dever de fazer algo pró bem estar geral, e isto inclui essa parcela da sociedade mais necessitada.

    Quantos de vocês já fizeram algum trabalho voluntário para alguma instituição carente? Uma creche ou asilo que necessita de reparos, moveis, equipamentos, etc? Quantos de vocês já se dispuseram, após ter finalizado a compra acompanhando aquele cliente,  chamar o dono da loja e expor alguma situação para ver se e como ele poderia ajudar? Nem que seja com aquele resto de tecido…

    Existem mil maneiras de tornar o nosso design algo valioso e que efetivamente seja útil: ajudar a quem precisa. Como podem ver, pode-se doar este trabalho como também cobrar por ele de forma mais branda.

    Um outro ponto bastante interessante é que estes micro projetos nos forçam os limites do conhecimento nos obrigando a buscar soluções impensadas em um projeto comum. Pensar uma sala com 12m² é fácil. Pensar em uma com  6m² é muito mais complicado. Pensar e escolher entre varias marcas de pisos e revestimentos pra um cliente que pode pagar é uma coisa. Fazer isso para um cliente que tem o orçamento apertado e que nos força a pesquisar e conhecer novos materiais até mesmo alternativos é outra competamente difrente. Comprar todos os moveis novos é uma coisa. Reaproveitar e restaurar o existente é outra.

    Doar eu prefiro  fazer para instituições pois estas realmente necessitam e suas verbas são sempre escassas para cobrir coisas muito mais importantes como por exemplo, remédios, água, luz, alimentação. Até posso doar para alguma família desde que, comprovadamente, estas não tenham a menor condição de pagar pelo trabalho. E tem mais uma coisa: quando estes pagam por algo, valorizam. Quando vem de graça, “cavalo dado não se olham os dentes”.

    Você pode cobrar em dinheiro como pode fazer uma permuta: o projeto em troca de algum trabalho que alguém da família sabe fazer.

    Você pode realizar um projeto de reforma total ou parcial ou mesmo uma consultoria dando dicas de como melhorar a habitação usando o que eles tem, corrigindo a ergonomia, verificando as instalações e corrigindo os erros.

    Isso vai depender de cada cliente, de cada necessidade e de você mesmo. E o melhor: estes clientes sim tem orgulho em dizer que a casa está mais bonitinha, ajeitadinha, aconchegante graças ao seu trabalho, pra qualquer um que perguntar. E, dentro destes “qualquer um”, certamente existem alguns que dispõem de orçamento para um projeto melhor.

    Pense sobre isso.

    Abaixe o seu topete e deixe o seu lado humano respirar. Se não quer ou consegue fazer sozinho converse com algum colega profissional façam juntos.

  • A História da formiguinha

    e/ou de grão em grão a galinha enche o papo…

    Achou engraçado o título deste post ou o mesmo te fez voltar aos tempos de criança para recordar da história? Pois é, a intenção deste texto é trazer á tona coisas que aprendemos e que por um motivo ou outro acabamos deixando de aplicar em nosso dia a dia.

    Na história em questão, narra-se a vida de uma formiga preguiçosa que não pensava na sua subsistência durante o inverno preferindo apenas curtir os dias ensolarados e quentes. É triste perceber como muitos profissionais agem dessa maneira.

    Sim, este é um texto regulamentista!

    Tive o insight para este tema após duas ou três trocas de mensagens com o Rodrigo neste tópico do DesignBR.

    A questão é a seguinte: ainda não temos a nossa profissão regulamentada. Isso se deve a alguns fatores que muitos já conhecem mas que vale a pena lembrar alguns:

    1 – Nossos parlamentares continuam confundindo artesanato com Design. Assim, fica óbvio do porque não perceberem a necessidade da regulamentação uma vez que artesanato raramente coloca em risco a vida do usuário. Já no Design, são incontáveis os produtos que o fazem diariamente.

    2 – O Design ainda – aqui no Brasil – não foi enxergado como uma ferramenta de desenvolvimento – seja empresarial, social, educacional entre tantas outras.

    3 – Alegam uma suposta “reserva de mercado” apenas para aqueles formados em universidades – o que não é verdade uma vez que aqueles que trabalham ha “X” anos terão seus direitos garantidos. Isso sem contar que existem profissões regulamentadas, que não colocam a vida do usuário em risco e que promovem essa reserva.

    4 – Desunião e descaso da classe – este é o gancho que vou me ater neste texto.

    Voltando à formiguinha, um formigueiro só se faz com o trabalho coletivo. Ou como dizem ainda, “uma andorinha só não faz verão”.

    Assim, temos alguns profissionais aqui no Brasil que lutam diariamente pela regulamentação do Design. Não só pela regulamentação, mas também para que esta profissão torne-se conhecida, visível, respeitada, compreendida. Mas – como sempre existe um “mas” – percebemos que o que mais temos são formiguinhas deleitando-se o sol escaldante desta terra brasillis.

    Digo isso pois pouco se vê de ações diárias por parte destes profissionais. Até mesmo em encontros casuais e informais com outros profissionais, quando tentamos entrar nestes assuntos, os mesmos fazem cara de nojo, desinteresse e similares, demonstrando claramente que não estão nem aí para este tipo de assunto. Não precisa ser especificamente sobre a regulamentação, basta ser algo além do “como estão seus clientes”. Perguntinha esta corriqueira e meramente especulativa/invejosa.

    Com isso foca claro que a maioria dos profissionais, assim como aquela formiguinha da historinha da carochinha, vivem apenas o momento, não pensam com seriedade o amanhã (inverno).

    “Ah, se faltar eu baixo o preço e consigo uns jobs rápidos. Posso até ganhar só na RT”. Valeu, continue assim contribuindo para a prostituição e desrespeito à profissão!

    Posto isso pois já cansei de ouvir este tipo de coisa vindo de pessoas que eu até admirava profissionalmente. Hoje, sinceramente não passam de zumbis para mim.

    Sempre que posso, falo sobre Design com quem quer que seja. Da dona da padaria ali na esquina até empresários que conheço, políticos, familiares e minha diarista. Esta última, por sinal, entende muito mais de Design do que muitos profissionais. É curiosa, vive perguntando o que estou fazendo, porque tem de ser feito desse jeito, pra que isso ou aquilo… Através dela já apareceram clientes.

    Quando estou conversando com algum cliente sobre um projeto em questão, sempre busco nao me prender apenas à minha área mas sim, compartilhar conhecimentos. Se o cara é empresário de alguma coisa, procuro sempre entrar na área dele mstrando comop as diversas vertentes do Design podem auxilia-lo a melhorar seu negócio: produtos, ambientação, gráfico, web, etc. Mostro a importância do Design como ferramenta estratégica na busca pela qualidade e eficiência para o negócio dele.

    Também busco esclarecer sobre o que é e o que não é design. Isso é muito importante também em nosso dia a dia. Assim como não aceito – e corrijo imediatamente – quando me chamam de arquiteto ou decorador. Não sou nem um nem outro: sou Designer de Ambientes. E você sabe o que você é realmente?

    Quantos profissionais fazem isso diariamente? Certamente poucos, muito poucos. Você faz?

    Você tem aplicado diariamente seus conhecimentos adquiridos na universidade ou tem atuado como mero trocador de almofadinhas, tapetinhos e buscado móveis prontos em lojas – em troca das maléficas RT’s? Claro que além das RT’s tem o lance da preguiça projetual/intelectual afinal, como disse Aline Durel:

    “Me deixem ser buuuuuuuuurraaaaaaaaaaaaaa!!! Ser intelectual dóóóóóóóóóiiiiiiiiiiiiiiii!!!”

    Pois é, projetar e ser profissional tem muito de intelectual. Respeitar a profissão nem de longe quer dizer realizar apenas os projetos de seus clientes – nem sempre de maneira clara. Mas sim e antes de tudo, respeitar os outros profissionais, a classe, a raiz Design.

    A grande maioria prefere, umbiguista e egoísticamente olhar só para si. Tudo bem que o foco de todos nós são as contas à pagar no final do mês mas isso não justifica o descaso com essa luta tão importante para a classe profissional – apesar do termo, não sou sindicalista, na verdade não suporto isso. Isso também pressupõe a ÉTICA PROFISSIONAL. Ou a absoluta falta desta em muitos casos.

    Muitos já aderiram ao Twitter. De início achei aquilo um porre e coisinha de adolescente com seus diários. No entanto, ontem a noite percebi, navegando lá, que pode ser uma forte ferramenta pró-regulamentação, pró-respeito, pró-visibilidade para o Design. Dia 5/11 está aí e pouco se percebe de movimentação dos profissionais sobre isso. Porém, percebe-se que estes mantem-se ativamente logados na WEB, diariamente, em diversos sites e comunidades. Mas de ações, nada.

    Porque então não usar o Twitter – já que este está sendo usado por quase a maioris dos políticos e pessoas ligadas às mídias – de forma positiva? É só abrir um perfil novo e postar, nem que seja um por dia, algo relativo ao design. Ontem mesmo soltei que “lamentavelmente, nossos políticos continuam a confundir artesanato com design”. Vou repetir isso e similares incansavelmente quanto mais políticos vierem a me seguir lá. Simples, trabalho de formiguinha…

    E você, o que está fazendo?

    Banhando-se ao sol ou preocupado com o inverno?

    Com que tipo de formigunha você quer ser comparado ou visto?

    Pense nisso.

  • Ética profissional? Ética de vida!

    Acho engraçado quando leio posts e comentários falando sobre ética ao perceber a fragilidade do conhecimento sobre o tema da maioria das pessoas.

    E também acho triste quando leio posts e comentários falando sobre ética profissional uma vez que  o discurso não bate com a prática.

    A deturpação e relativização da palavra ética estão cada dia mais em voga e, hoje em dia, reduziu-se a algo que traga algum benefício próprio. Só é ético aquilo que for conveniente e útil pra mim e/ou para minha classe profissional.

    Isso temos visto aos montes na política, na indústria, na (des)educação, na saúde e, claro, no meio profissional.

    Dizem que existem advogados de porta de cadeia que não estão nem aí pra ética, pois o que vale é ganhar dinheiro. É triste notar que nas outras áreas profissionais a coisa não é nada diferente.

    Alguns levantam a bandeira da ética como baluartes de suas vidas, porém estão muito longe de saber na realidade o que vem a ser isso. Muitos dizem que não sou nada ético quando “escrevo verdades” sobre assuntos “tabus” como esse, e me lançam apelidos como Dr. House do Design, Jabour do Design e por aí vai. Isso se deve à acidez e dureza real com a qual trato determinados assuntos. Ao menos não sou hipócrita e muito menos “falo pelas costas”, covardemente. Gosto de transparência e sinceridade nas relações sejam elas quais forem. Lamento, mas se acreditam que me chamando assim estão me agredindo, estão redondamente enganados: sou fã de carteirinha dos dois. Quem dera se em cada círculo social tivesse ao menos um dos dois personagens. O mundo certamente seria bem melhor.

    Assim, não sou anti-ético e sim anti-hipócritas.

    Olha, tenho de parabenizar aos que seguem os códigos de ética de seus conselhos e associações. Realmente seguem à risca! Nem um “A” a mais e nem um a menos. Robozinhos repetitivos, treinados para fazer exatamente o que o “chefinho mandou”. Na verdade, poodles adestrados.

    Ataca! Senta! Deita! Rola! Finja de morto!

    Sei que muita gente não está entendendo nada do meu discurso até agora, portanto, vamos ao ponto:

    No código de ética do sistema CREA/CONFEA, do IAB, AsBEA e tantas outras, tem algo que diz que a relação entre os colegas profissionais deve ser cordial, leal e respeitosa. Isso realmente é fundamental em qualquer meio social, especialmente o profissional.

    No entanto, na prática sabemos que as coisas não são bem assim. O que vemos diariamente, seja no mundo real e no virtual, é um show de palhaçadas que vão totalmente na contramão da ética.

    A revista Casa Claudia lançou uma rede voltada para Arquitetos, Designers de Interiores e Decoradores e, em menos de dois meses já percebe-se esse tipo de coisa. Na comunidade “Designer, Decorador ou Arquiteto?” já se fazem presentes os anti-éticos e arrogantes que atacam sem a menor fundamentação e embasamento os Designers. No mundo real isso acontece com freqüência e muito mais corriqueiro do que vocês imaginam.

    Chegam ao absurdo de boicotarem coquetéis e inaugurações caso algum Designer seja convidado. Quando trombam com algum Designer por aí, não medem esforços em tentar ridicularizá-los seja na frente de quem for. Muitos abrem mão de cobrar o projeto em troca das RTs, pois sabem que a sua RT é de 10% e a dos Designers, na maioria das lojas, mal atinge 3%. Quando na disputa por clientes, não medem esforços em desqualificar o Designer ante o cliente. Isso são só algumas colocações, mas existem várias outras que seu eu for listá-las todas aqui, ficaria extenso demais.
    Dias atrás ouvi de um “profissional” que pretende ampliar seus clientes no mercado de São Paulo que estava encontrando dificuldades pois, “os clientes de lá não são burros como os daqui”, segundo suas próprias palavras.

    Tempos atrás elaborei um projeto em parceria com um arquiteto. Era um espaço enorme: de minha parte, o projeto de Lighting Design; a dele, o de interiores. Tudo bem se ele não tivesse me esmagado num orçamento de no máximo R$ 20.000,00, dizendo que o orçamento total era de apenas R$ 60.000,00. Porém, ao final descobri que ele gastou mais de R$ 180.000,00 e ainda rapou todas as RTs, incluindo as de elétrica e iluminação. Fiz a minha parte, o projeto ficou belíssimo, foi muito elogiado e não estourei o orçamento. Consegui me manter exatamente na faixa indicada sem que com isso, a qualidade e estética do projeto de Lighting fossem prejudicadas. Hoje ele passa por mim com a maior cara de pau e me chama de “amigo”. E pra completar, adora me ligar pedindo “dicas” de iluminação.

    Outro ponto a ser destacado é que, gostem ou não, há décadas Arquitetura é uma coisa e Design é outra. Arquiteto NÃO É designer e designer NÃO É arquiteto. Quem insiste em afirmar isso deve seriamente repensar a sua escolha profissional, pois certamente errou lá atrás, portanto, volte para a faculdade e faça o curso certo. As duas áreas andam juntas em alguns aspectos, porém são fundamentalmente distintas e distantes em tantos outros. E repito: quem insiste em acreditar que o arquiteto se forma designer mostra o quão pífio é o seu conhecimento sobre o que é Design.

    A “ira” contra os designers que se pode perceber em alguns arquitetos* relaciona-se, sobretudo, com a área de interiores. Como já destaquei acima, alguns pontos sim, muitos outros não. Apesar de trabalharmos o mesmo elemento – a edificação – a linha projetual é completamente diferente, as bases e conceitos idem, e as técnicas mais ainda. Engana-se quem acredita que estes cursos superiores de Design de Interiores tem as mesmas características daqueles antigos de decoração. As matrizes curriculares e ementários dos atuais cursos é bastante extensa e pesada e abrangem disciplinas de arquitetura, engenharia e, na maior parte, design (incluindo-se aqui criação e desenvolvimento de produtos, linha de produção, decoração, ergonomia e acessibilidade entre tantas outras, exclusivas da área de Design).

    Vejo com tristeza quando não-designers aparecem na mídia “lançando” suas coleções de objetos e produtos “de design” sendo que, na verdade, o que foi trabalhado foi apenas a casca da escultura. Por exemplo, um estofado. A forma é linda, mas é difícil ver um arquiteto que trabalhe o todo da peça: forma, função, cor, textura, ESTRUTURA, MONTAGEM, CORTE, ENCAIXES, INSUMOS, ETC. Quem geralmente faz o trabalho duro (a parte técnica) é algum designer – muitas vezes estagiário do escritório.

    O que tem de ficar claro é que o Designer de Interiores não é um mero “trocador de almofadas”. Quem ainda insiste nessa afirmativa está bem atrasado e desconhece completamente a formação que estes profissionais recebem e não faz a menor idéia do ganho real em qualidade que a parceria arquiteto x designer ou engenheiro x designer tem a oferecer aos projetos.

    Cada um na sua função e todos interagindo a partir de suas especificidades, reconhecendo-as: esta deveria ser a premissa, mas o que vemos nem chega perto disso.

    Para que esse longo discurso? Simples: a ética imposta pelas associações e conselhos não deve ser aplicada apenas com seus pares. Ela deve sim ser aplicada no todo afinal, colegas profissionais não são somente seus pares, mas sim o pedreiro, o pintor, o encanador, o construtor, a vendedora da loja, o jardineiro, o entregador de materiais, o técnico em telefonia, o designer, o padeiro, o ascensorista e todos os outros profissionais que você cruza em seu dia a dia.

    Como coloquei no início, muitos adoram usar a ética apenas quando lhe convém, é pertinente, lhe é favorável. Mas quando percebem que se forem éticos corem o risco de “perder o cliente”, simplesmente a amassam como uma folha de papel usado e jogam no lixo.

    Portanto, antes de levantar a bandeira da ética profissional, tem muita gente aí que precisa rever seus conceitos e ações diários para não correr o risco de ser chamado de hipócrita, por qualquer um.

    *Novamente reafirmando: quando uso alguns arquitetos, não me refiro à toda a classe e sim, apenas àquela parcela de desinformados e alienados que se acham deuses e que, certamente, erraram na escolha de seu curso, pois não trabalham com arquitetura e sim com decoração.

  • Design Essencial – SENAC

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    O Senac realiza Design Essencial 2009.

    Entre setembro e novembro de 2009, o Senac realiza a quarta edição do evento Design Essencial, com foco no tema A Democratização do Design. A escolha do tema baseia-se nas transformações sociais do século 21, que estimulam a criatividade individual e diversificam o design contemporâneo.

    O encontro debate a importância da democratização do design, apresentando projetos que incluem todas as classes e setores da sociedade, sem deixar de lado as questões ecológicas, o bom uso da matéria-prima e a melhoria da qualidade de vida.

    Entre os palestrantes, estão importantes profissionais da área de arquitetura e design, como Fernando Brandão, arquiteto premiado pelo projeto da livraria Cultura de São Paulo; Christian Ullmann, designer argentino premiado por desenvolver projetos sustentáveis; Marcelo Teixeira, antigo designer da Embraer; Pedro Paulo Franco, designer e proprietário de empresa do setor; e Alessandro Jordão, Kiko Sobrino e Fábio Galeazzo, designers premiados e que participaram da Casa Cor São Paulo 2009.

    O evento é realizado em 19 unidades do Senac na forma de exposições, workshops, palestras, encontros e debates sobre o tema. É dirigido a arquitetos, decoradores, designers, designers de produto, empresários da área, estudantes e demais interessados no assunto.

    Por enquanto só estão agendados eventos no estado de São paulo (pra variar…). Acesse este link para saber a agenda e locais.

  • Pós em Iluminação – IPOG – Londrina

    Sob a coordenação da Jamile Tormann, o IPOG abriu as inscrições para uma turma de especialização em Iluminação e Design de Interiores aqui em Londrina – até que enfim!!!

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    O início das aulas está marcado para os dias 6, 7 e 8 de novembro.

    Este curso está sendo considerado o melhor na área aqui no Brasil. Também pudera, a lista de professores é de primeira grandeza:

    Adriano Genistretti – Engenheiro eletrotécnico formado pela Escola de Engenharia Mauá. Gerente de Projetos de Iluminação Philips do Brasil Ltda. – Divisão Luminárias, com experiência de mais de 26 anos no ramo de Projetos (iluminação Pública, Esportiva, Comercial/Predial, Decorativa, Industrial, etc.), cursos de especialização na Holanda. Tem seus projetos aplicados em trabalhos como o Estádio do Morumbi, Vila Belmiro, Centro Empresarial Nações Unidas, Mosteiro de São Bento, Cais do Porto de Recife entre outros.
    Claudia Amorim – Arquiteta. Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UNB. Doutora pela Università Degli Studi di Roma “La Sapienza”. É docente da UnB, pesquisadora e consultora adHoc do CNPq.
    Claudia Torres – Arquiteta. Mestre em Iluminação Arquitetônica PELA FAU/USP, Doutoranda pela UFPB, é sócia do escritório VIA ARQUITETURA Iluminação e design Ltda.
    Farlley Derze – Mestre em Educação pela UNB. Especialista em História da Arte pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (FADM) – DF; docente de graduação e pós-graduação na FADM. Pesquisador e Coordenador do Núcleo de História da Associação Brasileira de Iluminação (ABIL).
    Gláucia Yoshida – Socióloga – UFG, Mestre em Educação – UFG, Especialista em Formação Sócio-econômica do Brasil – ASOEC, Especialista em Docência Universitária: Formação e Vivência – UNIVERSO, Especialista em Psicanálise e Inteligência Multifocal – Faculdade Michelangelo.
    Glaucus Cianciardi – Mestre em Arquitetura e Urbanismo pelo Mackenzie; Especialista em História da Arte pela Fundação Armando Álvares Penteado – FECAP. Atualmente ministra aulas nos cursos de Design de Interiores, Design Gráfico e Design de Produtos no Centro Universitário Belas Artes. Professor de programas de aperfeiçoamento da Câmara de Arquitetos, IAB – SP, com Formação Continuada e AEA – Academia de Engenharia e Arquitetura; atuando em todo o território nacional.  Desenvolve projetos nas áreas residencial e comercial.
    Guinter Parschalk – Arquiteto e designer, especialista em iluminação e percepção visual com atuação internacional. Especialista em desenho industrial na Hochschule für künstlerische und industrielle Gestaltung Linz – Áustria.
    Isac Roizenblatt – Engenheiro elétrico formado pela Escola de Engenharia Mauá, São Paulo – Brasil – CREA 23171 (1968). Mestre em Energia pela Universidade de São Paulo. Especialista em Iluminação pela Universidade Tecnológica de Eindhoven – Holanda. Programa Interunidades do Instituto de Eletrotécnica e Energia, Escola Politécnica, Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis e Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Consultor da Pró Light and Energy Consultants.
    Jamile Tormann – Lighting – Designer, Fez Arquitetura e Urbanismo pela USU – RJ, Licenciatura Plena em Artes – Habilitação em Artes Visuais pela FADM-DF, é Pós-Graduada em Iluminação e Designer de Interiores pela UCB-RJ. Autora do livro Caderno de Iluminação: arte e ciência. Editora Música e Tecnologia – RJ, 2006. É Sócia fundadora da ABrIC e ABIL, e Membro da CIE-BR comissão 3 (Comission Internationale de L’Éclairage). Escreve artigos como colaboradora para a Revista Lume Arquitetura – SP e Tecnoprofile Magazine – Argentina.
    Juliana Ramacciotti – Arquiteta e Urbanista pela FAAP-SP. Mestranda pela Mackenzie – SP. Atuou por 4 anos na Philips Lighting em  projetos luminotécnicos e por 7 anos como Country Manager da Lutron do Brasil.
    Leonardo Moraes – Sociólogo pela UFG – Mestre em História pela UnB, Especialista em História Nacional de Goiás pela UFG. Especialista em Docência Universitária pela UNIVERSO.
    Lori Crízel – Arquiteto. Mestre em Conforto Ambiental pela UFRJ – ênfase em Luminotécnica. Docente da UFRJ e UFPR.
    Luiz Emiliano Lavendaño – Arquiteto e Designer pela Universidad Católica de Valparaíso – Chile. Mestre em Design pela FAU/USP, docente e coord. do curso de graduação em Desenho Industrial da FAITER – SP.
    Marcos Simão – Arquiteto. Especialista em Tecnologia e Projeto de Iluminação pela UNESA.
    Nelson Ruscher – Eng. Eletricista e Mestre em Eficiência Energética e Eletrônica de Potência pela UNB. Consultor técnico da Philips Iluminação, Vice-Presidente da ABIL – Associação Brasileira de Iluminação.
    Nelson Solano – Arquiteto. Mestre. Doutorando em Arquitetura pela USP. Autor do Livro Iluminação e Arquitetura. Editora Geros – SP, 2001.
    Plinio Godoy – Engenheiro, coordenador da Divisão 3 do Comitê Brasileiro de Iluminação – CIE-Br, representante brasileiro no Comitê Internacional de Iluminação – CIE, palestrante no curso de Iluminação de Exteriores da Universidade de Versailles (Fr), autor de projetos reconhecidos, como a Ponte Estaiada, em São Paulo (SP).
    Silvia Bigoni – Arquiteta. Especialista em Marketing pela FGV. Mestranda pela USP. Consultora desde 2001 do segmento de iluminação. Ministra o curso de Pós-Graduação de Design de Interiores na FAESA/ES e presta consultoria para o Prêmio ABILUX de Projetos de Iluminação. Atuou  na OSRAM do Brasil por 11 anos e ministrou o curso de Projetos de Iluminação na FUPAM/FAU-USP. Desenvolve ao longo dos anos projetos de iluminação residencial e comercial tais como Livraria Cultura; Artefacto; Esfera.
    Thais Borges Lima – Arquiteta. Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UFBA. Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo pela UNB.
    Wilson Salloutti – Formado nas Faculdades Integradas Alcântara Machado, é sócio-fundador e atual diretor de Marketing da FASA Fibra Ótica, empresa pioneira na iluminação em fibra ótica para fins arquiteturais, decorativos e de comunicação visual no país. Sua luminária ‘Floating’ recebeu o Prêmio Via Design 2005.
    Convidado: Peter Gasper – Arquiteto e Cenógrafo. L.D. responsável pela maioria das luzes dos monumentos de Brasília. Trabalhou na Rede Globo, onde fez o cenário e iluminação das novelas. Iluminou a Hidrelétrica de Itaipu, o show de Frank Sinatra no Maracanã, a Missa do Papa e o Rock’n’Rio. Fez o projeto de iluminação da casa da Xuxa e BIG BROTHER BRASIL.

    As disciplinas são todas voltadas ao Lighting Design:

    •HISTÓRIA DA ILUMINAÇÃO
    •GRANDEZAS E CALCULOS LUMINOTÉCNICOS
    •FONTES DE LUZ ARTIFICIAL
    •PERCEPÇÃO VISUAL
    •SISTEMAS DE ILUMINAÇAO COM FIBRA ÓTICA
    •CONFORTO AMBIENTAL
    •DESIGN DE INTERIORES RESIDENCIAL
    •DESIGN DE INTERIORES COMERCIAL
    •DESIGN DE LUMINARIAS
    •METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO
    •PROJETO DE ILUMINAÇÃO AUXILIADO POR COMPUTADOR
    •ILUMINAÇÃO DE INTERIORES RESIDENCIAL
    •ILUMINAÇÃO DE INTERIORES COMERCIAL
    •ILUMINAÇÃO DE EXTERIORES
    •ILUMINAÇÃO ESPORTIVA
    •ILUMINAÇÃO CÊNICA
    •ILUMINAÇÃO DE MUSEUS, GALERIAS E SALAS DE EXPOSIÇÃO
    •A LUZ SOB CONTROLE
    •GERENCIAMENTO DE OBRAS E GESTÃO DE PROJETOS
    •CONCEPÇÕES E CRITICA DA ILUMINAÇÃO

    A duração do curso é de 20 meses com aulas uma vez por mês (Sexta das 18h às 23h, Sábado 8h às 19h, Domingo 8h às 13h) e o investimento é:

    •Matrícula = R$200,00
    •Parcelas = 21
    •Mensalidade = R$ 480,00

    Para maiores informações e inscrições:

    IPOG – Instituto de Pós-Graduação
    Av. Cândido de Abreu, 776, 6* andar, Ed. World Business
    Centro Cívico    Curitiba – PR
    Fones: (41) 3203-2899 / Fax 3203-2884 / 9900-9657
    curitiba@ipoggo.com.br
    www.ipoggo.com.br

  • Cruel: Deborah Colker

    Tive o imenso prazer de assistir no sábado, em Maringá, ao espetáculo Cruel da Cia de dança Deborah Colker.

    Já sou fã dela desde que assisti em Curitiba ao Mix, Velox e Vulcão – para quem não se lembra, é aquela onde eles dançavam escalando uma parede.

    Em Cruel, a Cia traz um elemento a mais à cena: interpretação. Os bailarinos tornam-se intérpretes de suas personagens onde cada um conta a sua história através da dança.

    Crueldade humana. Essa é a tônica do espetáculo. Em meio ao amor, eles nos mostram o quanto o ser humano é cruel, mesmo amando.

    A trilha sonora é espetacular levanto o expectador da calma à ansiedade em questões de milésimos de segundo. Forte, envolvente e vibrante. Pena que achei o som um pouco baixo mas isso não tirou o brilho.

    Os movimentos de dança são belíssimos com ligações perfeitas onde não há espaço para o vazio, o vácuo. Isso é uma característica dela e, por isso mesmo, preferi me sentar mais atrás no teatro, para poder absorver todo o palco. Ou seria ser absorvido pelo mesmo? Sei lá, o fato é que não há como ficar indiferente a tudo o que acontece em cena.

    Por falar em cena, conversando com o Zetão – ex iluminador do teatro e amigo meu – ele me confidenciou que para este espetáculo foram utilizados mais de 380 projetores. Não poderia ser diferente. É extasiante. Mesmo não tendo luzes móveis, a iluminação é precisa e lindíssima, perfeita!

    Sobre a cenografia o espanto fica por ser algo absurdamente simples. No primeiro movimento, apenas quele grandioso pendente rendado – com um efeito extraodinário. No segundo elemento, uma mesa com 5m de extensão que vira um brinquedo nas mãos dos bailarinos e uma excelente base de apoio. No terceiro movimento, os quatro elementos espelhados e giratórios que simplesmente tornam a cena “louca”. Os efeitos proporcionados por estes espelhos às vezes conforta e às vezes intriga, incomoda como no baile de um Trisal (2 mulheres + 1 homem). Apesar de você ver os très à frente do palco, nos reflexos em um aparecia uma pessoa enquanto nos outros refletiam ou o trio ou a impressão de que estavam separados em um casal e a outra abandonada, trocada, traída. Louco demais.

    Porém o que esta parte quer mostrar mesmo é que cada um de nós é um, externamente falando, mas dentro de nós, de nossas cabeças somos múltiplos, vários. Por isso mesmo essa parte chama-se Reflexos.

    Dentre tudo o que vi e senti, não posso deixar de destacar um ponto que me marcou. É uma pena que não consegui encontrar uma foto desse momento. Os casais dançando, ainda no primeiro movimento, formam uma diagonal e as bailrinas “caem” com os braços abertos e são apoiadas pelos bailarinos. É uma cena sutil, delicada, leve. Porém a precisão movimento x música x iluminação me arrebatou! Estou até agora com a perfeição daqueles poucos segundos estampada em meus olhos. Lindo, sublime, divino!

    Portanto, indico a quem forque, se possível, vá assistir. Vale cada centavo. Na verdade, ainda é barato pelo alto nível. Abaixo, um vpideo para que vocês degustem alguns momentos.

  • A orelha não vê…

    Ontem fui ao masterclass do Peter Gasper aqui em Londrina e, mais uma vez, foi um show assistí-lo.

    Antes de falar sobre ele, tenho que deixar aqui  registrado alguns pontos sobre a conversa que tive com a Jamile Tormann. Já a admirava por seu trabalho na área cênica e agora, como pessoa também.

    Essa “iluminadora de bolso” – como ela mesma disse que a chamam por causa de sua estatura, confirmou o que já tinham comentado comigo sobre ela: tranquila, atenciosa e acessível. À frente do Ipog, é uma incansável batalhadora pró-qualificação profissional.

    Dentre os planos e metas está a implantação do primeiro mestrado brasileiro em Iluminação e a realização de congressos.

    Ela esteve aqui, junto com o “cara da luz” Peter Gasper, para fazer oficialmente o lançamento da primeira turma de especialização em Iluminação e Design de Interiores do IPOG aqui em Londrina. Para quem quiser maiores informações acesse o site do IPOG ou envie um e-mail para o Sandro, responsável pelo IPOG Paraná. As aulas estão previstas para começar em novembro e as vagas são limitadas.

    Após a introdução feita por ela, o Nelson Rusher, da Philips Brasil, fez uma explanação sobre City Beautification, ou em português bem claro: embelezamento urbano. Tema este já abordado por mim aqui neste blog neste post.

    Agora falando diretamente sobre o masterclass com o Peter. Adoravelmente simpático, simples e brincalhão, Peter faz os presentes viajar pelo universo da luz através de imagens de projetos de sua autoria. Para quem não sabe, ele é o responsável pela iluminação do Sambódromo do RJ, das obras de Niemeyer, Rock In Rio 3 e das edições Lisboa e Madri, Itaipu além de um vasto currículo extraordinário que incluem além de eventos e teatro, LD de empresas e residências como a da Xuxa.

    Muitos podem pensar que assistir à uma palestra, aula ou masterclass regada de imagens pode ser chato porém é bem o que o título deste post prega: a orelha não vê. Até mesmo para os profissionais de arquitetura, design e engenharia é complicado imaginar qual será o resultado final do projeto por ser a luz algo imaterial. Nós conseguimos ter uma noção, porém certeza, ninguém tem. Agora imagine os clientes. Na maioria leigos é complicadíssimo começar a falar que tal luminária ou lâmpada vai proporcionar esse ou aquele efeito e, por mais que você tente “desenhar” nas paredes, dificilmente eles conseguirão entender. Por isso a necessidade de ter sempre uma excelente biblioteca de imagens para mostrar aos clientes.

    Mas também, de nada adianta você ter toda essa biblioteca se pouco manuseia os equipamentos de iluminação. E realmene isso é verdade. Ver é uma coisa, analisar e copiar outra, atingir o mesmo efeito atraves da analise e cópia, impossivel. Ou você conhece a fundo o que está fazendo, especialmente na fase vivencial (pesquisa, instalação, afinação) ou então você pouco entenderá do assunto.

    Outro ponto que ele destaca é com relação à formação. É impossível uma pessoa sair de dentro de uma faculdade dizendo que domina ou sabe tudo, especialmente em iluminação. Isso é balela. Quem dera quem vai trabalhar com LD fosse obrigado a passar no mínimo um ano trabalhando dentro de um teatro. Com isso certamente teríamos um ganho enorme na qualidade projetual nacional e também não teríamos pessoas não habilitadas se metendo a falar sobre coisas que não entendem.

    De um modo geral, foi excelente e de alto nível o evento. No entanto não posso deixar de registrar aqui que varios profissionais ali presentes se sentiram incomodados – alguns arrisco a dizer até ofendidos. Mas não esquento, afinal estamos em Londrina, terra que amo mas que infelizmente tem pessoas com mentalidade de coronel, especialmente profissionalmente falando rsrsrsrs. Ninguém sabe tudo.

  • Peter Gasper – entrevista

    Um dos pioneiros do lighting design brasileiro, Peter Gasper iniciou sua vida profissional como cenógrafo de teatro, televisão e cinema. A vontade de estudar iluminação veio nos anos 1970, quando ele percebeu que a luz poderia ser uma ferramenta para a cenografia, uma aperfeiçoando a outra. Hoje Gasper atua também iluminando obras arquitetônicas, com destaque para as de Oscar Niemeyer.

    Leia a entrevista na íntegra no site da ArcoWEB.

    Eu terei o prazer de assistir a mais uma palestra dele juntamente com a Jamile Tormann aqui em Londrina dia 30 próximo.

  • Parem tudo, o caminho está errado…

    No último sábado me reuni com 4 juristas para debater sobre a questão da regulamentação, reconhecimento e os problemas que estamos enfrentando no mercado de trabalho.

    Segundo eles, o caminho que estamos trilhando está errado. Não vai adiantar absolutamente nada ficar tentando forçar um projeto de regulamentação do Design no Congresso nacional pois o mesmo não vai andar. Isso tem alguns motivos:

    1 – desconhecimento ela maioria dos congressistas do que é Design. Enquanto houver 1 único néscio lá dentro que confunda design com artesanato ou qualquer outra coisa, o projeto não vai andar.

    2 – Lobby contrário à nossa regulamentação também emperra os trâmites.

    3 – Não temos visibilidade e por isso mesmo, não só os congressistas, mas a população em geral desconhece o que é Design. Já DJ, astrólogo, peão de rodeio, profissionais do sexo… estão na ponta da língua de qualquer criança.
    Isso só para começar.

    No debate que tive com eles levantei vários pontos problemáticos já exaustivamente debatidos em tópicos e mais tópicos nos diversos fóruns. Estamos simplesmente dando murro em ponta de faca. O caminho deve ser outro.

    Pra começar, vou versar sobre o que me foi dito (confirmado na realidade) sobre os ataques de CREAs&cia contra os designers:

    ELES NÃO TEM ABSOLUTAMENTE PODER ALGUM SOBRE AS NOSSAS ÁREAS.

    Eles podem sim atuar e autuar engenheiros e arquitetos. De resto, não tem poder algum.

    A única possibilidade de interferência é no caso de algum profissional de design fizer alteração na parte estrutural de uma edificação sem a cobertura de um profissional legalmente apto para isso: engenheiro ou arquiteto. De resto, banana para eles.

    Como eles mesmos não nos aceitam em seu quadro de membros/associados, não adianta nada espernearem. Podemos sim colocar nossas placas de obras tranquilamente, assinar nossos projetos, etc pois, LEGALMENTE, fomos formados e habilitados para o exercício profissional.

    Podemos sim assinar nossos projetos sem a necessidade de um engenheiro ou arquiteto “nos cobrindo”.

    A questão levantada por um deles nesse ponto diz respeito à RESPONSABILIDADE TÉCNICA. Como, quando, onde, quem?

    Judicialmente, qualquer projeto tem de ter um responsável legal. Portanto, faz-se necessária a inserção de uma cláusula no contrato indicando um adendo de contrato específico sobre a responsabilidade técnica em cima do projeto. Este documento deve ser absolutamente claro e completo sobre a responsabilidade técnica do profissional.

    Outra alteração que deve ser feita é retirar dos contratos aquela última cláusula onde aparece “fica eleito o fórum da comarca de XXX…”. Esta cláusula compromissória deve ser alterada para uma indicando as Câmaras de Mediação e Arbitragem, pois estas não são viciadas como a justiça comum.

    A cláusula é esta:

    “As partes elegem o TRIBUNAL DE MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM DO PARANÁ, CÂMARA DE LONDRINA, como órgão do INSTITUTO JURÍDICO EMPRESARIAL, com sede na Avenida Bandeirantes, nº116, Londrina, Estado do Paraná, CEP:86.020-010, para solução de toda e qualquer dúvida ou controvérsia resultante do presente contrato ou a ele relacionado, de acordo com as normas de seus regulamentos, renunciando expressamente a qualquer outro foro por mais privilegiado ou especial que seja.”

    Aqui, é a que eu uso em meus contratos ja ha mais de 1 ano, utilizando a câmara aqui de Londrina.

    Para verificar onde tem uma câmara próxima de você, acesse o site do CONIMA.

    Aqui você encontrará as instituições sérias e vinculadas ao Ministério da Justiça.

    Isso é muito importante: vinculadas ao Ministério da Justiça!!!

    Outra questão é que no Brasil não existem árbitros e nem mediadores específicos em Design. Portanto, busquem as instituições que ofereçam o curso e FAÇAM!!! Além de defender o Design, você pode ganhar um $$ interessante com isso. Porém, isso é coisa séria e os mediadores e árbitros tem um código de ética bastante pesado e estão sujeitos à punições legais.

    A existência de Mediadores e árbitros específicos em Design faz-se necessária para que não corramos o risco de sermos julgados por um médico, secretária, administrador, arquitetos e outros que não entendem absolutamente nada sobre o que é Design realmente.
    .
    Ok, voltando à famigerada regulamentação… O caminho apontado por todos eles é o seguinte:

    Levar adiante a idéia do NBrDESIGN. Uma associação Nacional que congregue TODAS as áreas do Design. As outras associações continuarão a existir normalmente, porém será por esta associação única que serão ditados o código de ética, normas de atuação profissional, educacional, pesquisa, etc. Será através dessa associação que serão refeito os textos da CBO, alterações nas diretrizes do MEC, Receita Federal, Bancos, etc. E, como primeiro passo: o reconhecimento pelo congresso da existência da profissão de designer.

    Vejam bem, reconhecimento público não é regulamentação.

    Três detalhes importantes:

    1 – O MEC nos reconhece tanto que existem as diretrizes curriculares de formação profissional;

    2 – o Mnistério do Trabalho idem, pois constamos da CBO;

    3 – A Receita Federal também, pois se não sabem, para a declaração do IR existe no rol de profissões Desenhista Industrial (designer).

    Portanto, legalmente já estamos reconhecidos, só falta o reconhecimento público.

    Este reconhecimento implicará que os bancos e outros órgãos insiram em seus cadastros as profissões do Design. Implicará que os empresários nos cadastrem como designers e não como “assistente de alguma coisa”… entre várias outras coisas mais.

    Com isso, a regulamentação virá num processo natural.

    Com a globalização e os incontáveis tratados que ja vem sendo assinados ha anos pelo Brasil com outros países, acordos esses que incluem direta ou indiretamente o Design, uma associação única que represente os designers como um todo se faz urgente e o Congresso não terá como fugir da regulamentação.

    Ela não será uma auto-regulamentação como foi a dos publicitários, mas sim uma regulamentação forçada por necessidades comerciais, impostas pelas exigências internacionais.

    Então pessoas, é hora de voltarmos nosso foco para este caminho. É hora de unirmos todos os profissionais de todas as áreas do Design em torno de uma associação única que venha a fortalecer e dar visibilidade e credibilidade ao Design nacional.

    O resto, com o tempo se ajeita automaticamente.

    Bom, pode ter ficado meio truncado o texto acima, mas é que foram muitas informações numa paulada só… com o tempo vou me lembrando de mais algumas coisas e vou postando.

    Eles ficaram também de me enviar alguns materiais jurídicos e inclusive nos ajudar na elaboração do adendo sobre a responsabilidade técnica. Conforme as coisas forem chegando aqu para mim, vou postando-as.

    abs

  • DInt – como funciona um curso superior?

    Alguns vídeos interessantes sobre como é o curso de Design de Interiores que encontrei no youtube pra vocês.

    Apesar deste da Uniban “fechar” a atuação do profissional de Interiores e Ambientes dentro de “4 paredes” apenas – idéia já ultrapassada  superada – o contexto geral e apresentação do curso é excelente.

  • Envolverde

    Envolverde é uma excelente revista digital de Meio Ambiente e Desenvolvimento já com 11 anos de existência.

    ESPECIAIS
    Agenda
    Artigos
    Biblioteca
    Entrevistas
    Últimas Notícias
    Vídeos
    AMBIENTAIS
    Água
    Amazônia
    Ambiente
    Biodiversidade
    Ciência
    Clima
    CIDADANIA
    3º Setor
    Cidadania
    Cidades
    Comunicação
    Cultura
    Educação
    Infância
    Saúde
    SUSTENTABILIDADE
    Desenvolvimento
    Empresas
    Energia
    Governo
    Legislação
    Mundo
    Resíduos
    RSE

    Isso tudo e muito mais você encontra com apenas alguns cliques neste excelente site brasileiro.

  • Dicas para o ecocidadão

    São Paulo – Secretaria do Meio Ambiente de SP lança livro com informações sobre aquecimento global, preservação de fauna e flora, reciclagem e ações para evitar problemas ambientais, como o desperdício de água e energia. A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo lançou, na semana passada, em cerimônia realizada no Centro de Referência em Educação Ambiental (Crea), em São Paulo, o livro Ecocidadão. Com 110 páginas impressas em papel reciclado e com dezenas de ilustrações, a obra, escrita pelas técnicas da Coordenadoria de Educação Ambiental da secretaria Denise Scabin Pereira e Regina Brito Ferreira, é destinada a professores e pesquisadores das áreas de ecologia e meio ambiente.

    Em linhas gerais, o livro mostra como o cidadão comum pode se mobilizar para evitar ou amenizar os problemas ambientais como o desperdício de água e energia, geração de lixo, ruídos, aquecimento global e preservação da fauna e flora. Mostra ainda quais materiais podem ou não ser reciclados e também apresenta um glossário com termos técnicos mais utilizados por especialistas em meio ambiente. Com tiragem de 30 mil exemplares, em um primeiro momento a publicação será distribuída para a rede oficial de ensino fundamental e médio do estado, bibliotecas e outras instituições de ensino e pesquisa interessadas.

    O livro oferece ainda uma lista com nomes de especialistas brasileiros que podem ajudar os docentes a tirar dúvidas antes de trabalhar a temática ambiental na sala de aula. O Ecocidadão é o segundo título da série Cadernos de Educação Ambiental, iniciada pela secretaria em novembro de 2008 com a obra As Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo. Ao todo serão lançadas 19 publicações que abordarão temas como agricultura sustentável, biodiversidade, consumo e ecoturismo, a fim de serem trabalhadas em salas de aula e também servirem de suporte a pesquisadores, técnicos e ambientalistas. As instituições de ensino e pesquisa interessadas em adquirir a obra devem encaminhar solicitação para a Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente pelo e-mail cea@ambiente.sp.gov.
    Fonte: Envolverde – 31.03.2009

  • TvLeo

    A empresa Leo Madeiras, alem de ser um excelente fornecedor na área em questão, é uma empresa preocupada com a qualidade de seus produtos e com a constante qualificação dos profissionais que utilizam seus produtos.

    Uma de suas ações nesse sentido é o programa Marcenaria Moderna onde, através de vídeo-aulas, entrevistas e outros procura levar conhecimento a quem se interessar.

    Basta acessar o site da TVLeo e assistir os vários vídeos disponíveis.

    Por exemplo:

    Ou ainda este  que fala sobre as etapas de um projeto e o cuidados no desenrolar do desenvolvimento:

    Alem destes tem vídeos sobre ergonomia, ferramentas de trabalho, soluções sob medida,

    Vale a pena a visita. Tenho certeza de que vocês aprenderão muitas coisas por lá.

    Ou então você pode ir direto à pasta da Leo Madeiras no Youtube onde encontrará todos esses vídeos disponíveis.

  • Jornal da Energia

    Para aqueles que como eu adoram manter-se informados, uma excelente dica: O Jornal da Energia.

    Um espaço muito bem montado onde você encontrará as novidades e últimas notícias sobre o mundo da Energia:

    Notícias

    * Geração
    * Hidrelétrica
    * Nuclear
    * Biomassa
    * Óleo e Gás
    * Solar
    * Eólica
    * PCH
    * Transmissão
    * Distribuição
    * Comercialização
    * Regulação
    * Indústria
    * Meio Ambiente
    * Economia & Política

    Serviços

    * Associações
    * Agenda
    * Entrevistas
    * Artigos
    * Revista GTD Online

    Muito interesante a proposta deste site.

    Vale a pena a visita e ficar por alguns momentos diários vasculhando o que tem lá dentro.

  • ABrIC – novo site e novidades

    A ABrIC (Associação Brasileira de Iluminação Cênica) está de site novo e com muitas novidades!

    Área de dowloadas diversos que incluem manuais, documentações jurídicas, livros, textos, teses, propostas CNCE e aplicativos.

    Área de Imagens com diversas sobre espetáculos e técnicas.

    Banco de Talentos onde você pode buscar um profissional ou cadastrar-se como profissional.

    Área dos articulistas com artigos e textos variados sobre Iluminação Cênica.

    Vídeos: uma seleção de vídeos interessantíssimos sobre iluminação e teatro.

    Agenda com cursos, palestras, concursos e eventos.

    A maioria das áreas é apenas para cadastrados no site/associação. Mas vale a pena.

    Faça seu cadastro aqui.

  • RCR – você sabe o que é isso?

    Uma das coisas que mais gostei na Movelpar 2009 foi a empresa Recriar:

    A Recriar é uma empresa, cuja atividade fundamental caracteriza-se pela disseminação da arte como instrumento de difusão do conhecimento, gerando reproduções de obras de artistas brasileiros e ícones da pintura universal.

    Todo o trabalho da Recriar é pautado no respeito ao direito autoral do artista, cujas RCRs são feitas mediante contrato e remuneração por cópia realizada.

    A RECRIAR busca identificar artistas com boa qualidade técnica, promovendo suas obras através da divulgação de seus trabalhos reproduzidos nas RCRs.

    O registro e catalogação de todo acervo, se dá pela captura das imagens diretamente das obras originais, conferindo as RCRs qualidade visual equivalente ao original.

    Portinari

    O que é RCR?

    São as REPROGRAFIAS CERTIFICADAS RECRIAR; um conceito em produto de arte que envolve a reprodução da obra de arte em canvas com alta qualidade e uma interface com a responsabilidade cultural, onde a venda das RCRs dá origem a uma verba de direitos autorais destinada a cada artista.

    As RCRs são disponibilizadas para comercialização, somente após a averiguação da fidelidade das cores,  onde se busca obter a máxima semelhança com o original e a alta resolução das imagens que permitem exibir os detalhes das pinceladas de cada obra.

    Não se tratam apenas de cópias industrializadas em formato pôsteres. São sim de altíssima tecnologia e qualidade no que diz respeito à fidelidade ao original.

    As medidas das RCRs podem ser adequadas as necessidades dos ambientes, conferindo requinte aos projetos de interiores e ambientes por preços muito acessíveis.

    Turma da Mônica

    ESTILOS E ARTISTAS:

    Abstrato
    Clássicos
    Digital
    Fauna
    Fauna Ilustração
    Figurativo
    Floral
    Fotografia
    Infantil
    Marinha
    Natureza Morta
    Paisagens
    Portinari
    Sacros
    Tribos Urbanas
    Turma da Mônica

    Oséias Leivas Silva

    Seleção de Artistas:

    Se você é artista plástico e está interessado em fazer parte do CATÁLOGO DE ARTES RECRIAR,  cadastre-se e envie algumas imagens de seus trabalhos em baixa resolução, para que possamos tomar conhecimento de sua obra previamente a nosso contato.

  • 100% Nacional – José Alcino Alano

    Quem é José Alcino Alano? De que faculdade ele vem? Qual a sua formação cadêmica?

    Nada disso importa pra mim. O que vale é a consciência ecológica dele e de sua família e de sua capacidade inventiva.

    Um senhor da cidade de Tubarão-SC,  já aposentado e bastante incomodado com os rumos que nosso planeta está tomando e com o descaso das pessoas com as questões ambientais. Tanto que abre mão dos direitos autorais deste projeto por ele desenvolvido em prol de um bem maior: nosso planeta. Digno de aplausos e reconhecimento.

    Portanto, fica aqui neste post, a minha humilde contribuição à ação por este também humilde senhor e sua família.

    Aquecedor solar de garrafas PET e caixas tetra pak.

    Este é o produto desenvolvido pelo sr José.

    Além do quase zero impacto ambiental, este produto é ecologicamente correto e tem uma eficiência energética altíssima. O desempenho pode chegar a 37ºC no inverno e 50ºC no verão, proporcionando uma economia de aproximadamente 35% de energia elétrica.

    O melhor de tudo é que o custo para o desenvolvimento deste produto é baixíssimo e pode facilmente ser construído por você mesmo. Basta começar a recolher garrafas PET transparentes e caixas de leite tetra pak com os amigos e parentes, comprar poucos materiais hidráulicos e baixar GRATUITAMENTE a apostila que ensina a montar o equipamento através deste link.

    Abaixo um vídeo mostrando o projeto e a sua aplicação:

    O malhor de tudo é que não é preciso nenhuma bomba para movimentar a água. O sistema funciona sozinho através de um sistema conhecido como termo-sifão, como fica bem claro no vídeo.

    Mais uma vez, parabéns ao sr João e sua família!

    Encontrei este produto no excelente Design Atento.