Categoria: Ambientes & Interiores

  • Compartilhando rapidinho

    Algumas coisas que encontrei essa semana na web:

    1) a imagem abaixo reflete bem o que acontece com nossos clientes:

    Você já parou para pensar sobre isso? Não é apenas uma brincadeira. Dá um excelente tema para TCC.

    2) Outra imagem muito boa em tempos de internet (ne verdade uma charge):

    #Prestenção acadêmicos. Tem gente que acha que professores e orientadores também não navegam…

    3) Por favor gente, se já é ruim quandou ouvimos errado de clientes, pior quando ouvimos de acadêmicos e profissionais:

    Tudo bem (OKCT!) que o MEC e o (des)governo federal resolveram destruir de vez a língua portuguesa, mas somos profissionais e lidamos, na maioria das vezes, com clientes com uma educação digamos, um pouco acima da média atual.

    4) Foi feito para o Design Gráfico, mas serve muito bem para Interiores/Ambientes:

    Pensem nisso quando forem negociar com seus clientes ;-)

    5) Um projeto muito legal: The burning house.

    If your house was burning, what would you take with you? It’s a conflict between what’s practical, valuable and sentimental. What you would take reflects your interests, background and priorities. Think of it as an interview condensed into one question.

    Idéia simples: o que você pegaria, na pressa, se sua casa estivesse pegando fogo?

    Fiquei pensando nisso e percebi que esta é uma excelente questão para ser apresentada para aqueles clientes que insistem em carregar toda a tralha para a casa nova ou não se desfaz de cacarecos quando a casa passa por reforma e aí, lá vamos nós ter de resolver onde guardar, enfiar, esconder, socar aquilo tudo (muitas vezes coisas totalmente dispensáveis).

    .

    Bom, por hora é isso.

    Abraços e até o próximo post.

  • E vamos que vamos

    Pois a correria tá grande e o tempo muito curto.

    Bom pessoal, lá vou eu com um tapão na fuça de alguns ok? Não se assustem.

    Quero e preciso destacar aqui que deu entrada no Congresso Nacional um projeto de regulamentação do Design (mais um).

    Ótimo! Espero realmente que dessa vez a coisa ande.

    Porém tenho algumas considerações à fazer sobre o referido projeto. Isso terá de ser muito debatido pois do jeito que está, vai dar complicações.


    Coloquei na resposta no Portal DesignBR o seguinte sobre o mesmo:

    “(Comunicação Visual, Desenho industrial, Programação Visual, Projeto de Produto, Design Gráfico, Design Industrial, Design de Moda e Design de Produto)

    é,

    pra não variar, a panelinha dos “dotôres” do dezáine brasuca excluíram mesmo interiores/ambientes do processo demonstrando claramente o quanto entendem realmente sobre Design.

    Entendem tanto que não conseguem perceber a obviedade da áres de interiores/ambientes ser parte da matriz Design.

    LAMENTÁVEL!

    Mas observem o absurdo disso:

    Art. 5º A denominação “designer” é reservada aos profissionais que atendam as exigências previstas no art. 3º, desta Lei.

    Ah sim senhores dôtores, então nós da área de Interiores/ambientes não poderemos nos apresentar mais como Designers? Aham… senta lá cráudia… pode sentar…

    Art. 7º A pessoa física ou jurídica que desempenhar ilegalmente as atividades reservadas aos profissionais de que trata esta lei, ficará sujeita as sanções previstas no Decreto-Lei nº 3.688, de 1941.

    Aham cráudia, continua sentadinha tá??? Eu vou sim continuar a usar o título que tenho e quero ver quem vai me impedir.

    Não, não sou contra a regulamentação e todos sabem o quanto luto por ela. Meu blog e este portal são provas disso.

    No entanto, nao posso ficar calado diante desse absurdo.

    Fica aqui registrado o meu protesto com relação a isso e intimo os “dotôres” que estao fazendo isso a efetuar consultas públicas no congresso, convidando os Designers de Interiores/Ambientes para o debate.

    Mas não associações vendidas, chamem os profissionais. E nao ajam, novamente, desta forma sorrateira e covarde.

    Apoio a causa, mas nao o meio.

    Como se vê, o projeto não contempla a área de Interiores/Ambientes e tampouco sonha com a existência da de Lighting.

    Isso se deu por dois motivos que já expus aqui neste blog e vale a pena ressalta-los:

    1 – porque o grupo que se reuniu para elaborar este projeto convidou a ABD para fazer parte e a mesma fez pouco caso dizendo que tem um projeto próprio de regulamentação da área de Interiores. Porpem vale ressaltar aqui que até hoje a ABD não teve culhões para separar decoradores, arquitetos e designers e continua insistindo no ERRO de classificar todos como designers. E o projeto que a dita cuja pretende enfiar no Congresso Nacional seguirá essa linha tosca de pensamento.

    2 – porque a maioria dos “dotôres” que participaram da elaboração deste projeto preferem viver no achismo (Morin) à ir pesquisar sobre o que realmente é Design de Interiores/Ambientes. Preferem continuar vomitando seus lixos intelectualóides sobre uma coisa que sequer se preocuparam em ler sobre, em conversar com um profissional da área realmente sobre.

    Mas vale ressaltar que nos dois casos há um “argumento” velado: não querem se indispor com o pessoal da arquitetura.

    Cráudias, um detalhe:

    DESIGN DE INTERIORES/AMBIENTES NÃO É ARQUITETURA FOFFY’S, É DESIGN!!!

    Dá pra entender isso?

    Porém a coisa é mais grave: este projeto elimina outras vertentes (áreas) do Design.

    Eu já tinha falado várias vezes que o correto seria um projeto que regulamentasse o DESIGN.

    Depois disso, no Conselho à ser criado, regulamentariam-se as áreas.

    Mas os “dotôres-sabe-tudo-e-reis-da-razão” preferiram seguir seus egos. Ou melhor, as associações e grupinhos “falando em nome de” sem consultar os inúmeros “des”, que são os profissionais.

    Isso vai sim dar merda!!!

    Então, já que está no Congresso Nacional o projeto, vamos lá, para ajudar nisso tudo:

    1) Que se promovam audiências públicas (várias – pois o tema é amplo e complexo) onde os profissionais sejam convidados a participar, opinar, alterar enfim, fazer parte do processo que irá regulamentar a sua área profissional e que este não seja feito nos bastidores, apenas com grupinhos que se acham os reizinhos da cocada branca.

    2) Que estas audiências não sejam realizadas apenas em Brasília dada a dificuldade de acesso para quem mora longe, mas sim que sejam realizadas plenárias em todos os Estados (e não só nas capitais) para que um maior número possível de profissionais possam ser ouvidos. Me disponho a organizar aqui no interior do Paraná.

    3) Também que nestas audiências sejam realizadas mesas separadas por áreas, para que todas possam ser ouvidas em suas reivindicações e realidades, sem a interferência de outras áreas ou de “achistas” de plantão.

    Sim, é uma intimação isso!

    Se é pra ser, que seja.

    Mas que seja JUSTO, CORRETO e ÉTICO para TODOS os profissionais de Design.

    E aí?

    Vão encarar?

  • Pedreiros, ah esses seres…..

    Porque pedreiro sempre se acha projetista e insiste em alterar as coisas por conta própria segundo seus “achismos” e “experiências” de vida e profissional?

    É, tenho certeza que todos já passaram por esse tipo de situação: você projeta algo e coloca nas mãos dos pedreiros e quando visita a obra para vistoriar vê que nada está sendo feito como no projeto.

    Numa de minhas atuais obras isso já está passando dos limites. Sem contar as ingerências deles junto aos proprietários sobre locação de ambientes dentro da planta com os seus “achismos” até a aplicação de cores e revestimentos, tou tendo problemas de todo tipo. É a primeira vez que estou trabalhando com essa equipe, indicada por uma amiga arquiteta e, sinceramente, NUNCA MAIS! Nem trabalho e tampouco indico.

    Fiz todo o projeto, defini tudo junto com os clientes e tudo foi aprovado. Fui na obra, expliquei tintim por tintim absolutamente tudo para os pedreiros e deixei avisado: moro aqui perto, qualquer coisa e antes de começar qualquer coisa nova me chame que eu venho até aqui.

    Pois bem. Não sei porque diabos o proprietário resolveu levar o pedreiro junto no dia da compra das tintas. As cores já estavam definidas e, com muito custo eu já tinha conseguido tirar da cabeça deles a idéia tosca de que toda casa é marronzinha (é, aquele beginho surrado e sem graça nem identidade) e também o amarelinho (pois 5 casas do entorno eram da mesma cor, além de questões psicológicas que o amarelo traz: aumenta o apetite, é enjoativo, etc). Quando consegui definir a cor junto com eles, vejo que o pedreiro pegar uma cartelinha de cor – onde tinha o tal amarelinho gemada – e começa a conversar com o cliente enquanto eu definia as quantidades com o vendedor. Pronto. Voltamos à estaca zero após o FDP falar sobre não sei quantas casas que ele tinha feito com aquela cor e que tinham ficado lindas, chiques, etc. Sim, fui bem grosso nessa hora sem me importar com quem estava em volta na loja.

    Ainda na mesma loja e no mesmo dia, fomos escolher as cubas para os banheiros. Tudo que eu apontava, o pedreiro apontava em outra direção.Chegou a um ponto que eu virei pro cliente e perguntei: Quem é o projetista aqui afinal de contas? Eu, estudado e habilitado, que conheço o projeto como um todo ou esse zé mané que não tem a menor idéia de como isso vai ficar no final?

    O pedreiro não gostou não… Sinceramente? Tou nem aí.

    Passados alguns dias fui à casa para novamente explicar a ele como seria a colocação dos pisos e revestimentos dos banheiros. Passei por cada um deles, carregando as placas de piso e colocando-as no chão e nas paredes para explicar direitinho.

    Entendeu?

    Sim senhor, entendi.

    A idéia é coisa simples: esconder os recortes do campo visual.

    Observem as imagens do que projetei:

    Porque jogar os recortes dessa forma?

    Simples. No piso é mais fácil escondê-los embaixo de armários na parede oposta da porta e, na parede, os recortes ficando em cima (e não embaixo como os pedreiros insistem em fazer porque “todo mundo faz assim”) é mais fácil escondê-los com o uso de rebaixos de gesso. O visual fica bem mais limpo.

    Mas vejam vocês o que ele (o cabeçudo) fez nesse banheiro:

    Perceberam a maravilha que ficou a área da porta de entrada do banheiro? A quantidade de recortes juntos, num mesmo espaço minúsculo, incluindo o recorte da soleira – sim pois soleira é recorte?

    Vocês sabem que, sempre que se recorta um porcelanato retificado ele perde muito de sua impermeabilização e pode sofrer infiltrações se não for MUITO BEM fixados e vedados? Poucos são os pedreiros que sabem fazer este trabalho com perfeição?

    Por isso sempre jogo os recortes de box para cima, onde praticamente não acontecem respingos de água.

    Como se não bastasse tudo isso, mesmo sendo avisado que seria colocado gesso sobre o box, o infeliz revestiu o… teto… E tetos não foram computados para a compra dos revestimentos pois simplesmente não seriam revestidos por causa do gesso.

    Dei um esporro nele explicando o porque de estar errado aquilo tudo e avisei novamente para que me chamasse antes de começar o outro banheiro.

    No dia seguinte só consegui ir na obra no final da tarde, porém não recebi telefonema algum durante todo o dia. Chegando lá junto com o cliente, claro, fomos direto para o segundo banheiro e PIMBA! Lá estava ele fazendo suas merdas novamente. Já estava finalizando o segundo banheiro e novamente, tudo errado, com uma paginação bem parecida com a do banheiro anterior. Recortes à mostra, revestimento de teto, etc.

    Dei um berro, claro, e perguntei se ele era burro ou estava fazendo aquilo pra me irritar. Antes que respondesse, falei para ele que, se ele ousasse começar a fazer agum outro banheiro ou colocar qualquer piso/revestimento na casa sem me chamar e, eu chegando constatasse algum erro, que eu pegaria a marreta e arrebentaria tudo e o prejuízo sairia do bolso dele. Praticamente esfreguei o projeto de paginação de pisos na cara dele e falei: é isso que você está sendo pago para fazer e não essas merdas.

    Ele não gostou não, mas sinceramente, tou nem aí. O banheiro da suíte master é bastante complicado pois tem pastilhas de vidro, doi tipos de porcelanatos para o piso e a parede além da bancada e está para ser iniciado a qualquer momento.

    Bom, eis que vou para a área social (salas) e pego o pintor conversando com a mãe de meu cliente. De longe ouço a seguinte frase dita por ele:

    “Não sei pra que essas texturas no interior, que coisa mais ridícula. Esse tipo de textura é só para exterior. Massa(sic) mesmo são aquelas que eu sei fazer e que estão ali de mostra(sic) naquela parede. E pra que papel de parede? Coisa mais brega.”

    Confesso que ri da situação. Ri não, gargalhei mesmo e cheguei perto ainda gargalhando. O cara ficou transparente.

    À propósito, eis os modelos de texturas propostas por ele:

    E as “texturas” propostas por mim:

    Travertino

    Mármore

    E os papeis de parede “bregas” especificados por mim:

    Bom, agora a tarde vou lá na obra ver o que está rolando. Será que ainda terei mais problemas?

    Fica então o alerta para vocês: fiquem em cima, marcação cerrada nesses putos para não ter problemas durante a obra. Sempre chame a atenção de seu cliente mostrando no projeto onde estão os erros da execução. Assim o cliente já estará ciente de que o desrespeito está sendo feito pela equipe de obra. E, se eles insistirem em não te respeitar, converse com o seu cliente, explique toda a situação e troque de equipe.

    PS: Rô, acho que descobri o  porque ando meio azedo ultimamente ahahahahha

  • (RE)Design

    (re)formar, (re)fazer, (re)dimensionar, (re)distribuir, (re)organizar, (re)locar, (re)layoutar, (re)fluxogramar, (re)orientar, (re)aproveitar, (re)criar, etc.

    Palavras todas parecidas, com significados diferentes, mas que fazem parte do significado da palavra REDESIGN!

    Redesign: n (change in design) redesenho sm; reestruturação sf. vtr (change design of) replanejar vt; v Replanejar, planejar novamente.

    Espanhol: v. rediseñar, reformar; Francês: v. remodeler; reconcevoir, replanifier; Alemão: v. neu entwerfen; Italiano: v. rimodellato, riprogrammato; Russo: г. спроектировать заново; переделать; Holandês: ww. opnieuw ontwerpen; Inglês: v. plan again, devise again; draft again, make a new preliminary sketch; Grego: (Lex**) επανασχεδιασμός;

    O re-design é a reformulação do design de algo. Essa necessidade de renovação pode surgir por diversar razões. Pode ser pelo aparecimento de novas técnicas, de novos materiais, para eliminar falhas existentes, para adequar algo a um novo uso ou como estratégia de marketing para renovar o produto no mercado – em interiores especificamente aparece no nicho Home Staging que falarei num próximo post.

    O termo design tem também outra forma de interpretação além de desenho. Pode ser compreendido como projeto, projetar. Portanto, o redesign poderia ser entendido como reprojetar, reformular não só conceitos visuais, mas sistemas, produtos, etc.

    É difícil – quase ausente – a presença deste conteúdo nas academias infelizmente. Os professores preferem fazer de conta que isso não existe ou que isso não faz parte das atribuições do Designer.  Muitas vezes tenho lido a palavra redesign como sinônimo de restauração de móveis apenas, o que é um absurdo. Em alguns casos parece que este é um assunto proibido. Um tabu “moderno”.

    Pois eu digo que faz sim parte de nossas atribuições como Designers de Interiores/Ambientes!

    Longe de questões arquitetônicas e estruturais (que ficarão nas mãos de profissionais habilitados para tal), a questão do redesign de interiores/ambientes ou de edificações merece uma maior atenção nos cursos superiores. Se estudamos para melhorar a qualidade de vida do usuário, adequando os espaços/ambientes às suas necessidades, faz-se necessário, vez ou outra, que as alterações sejam mais profundas.

    Nesse sentido, o ReDesign aparece como uma ferramenta necessária e útil para o exercício profissional pleno dos Designers de Interiores/Ambientes. Importante salientar que o ReDesign não é arquitetura ou engenharia. A edificação já está pronta, já foi entregue, já foi paga, já possui um proprietário/usuário real.

    Para exemplificar sobre o que estou falando vou utilizar um exemplo prático vivido por mim tempos atrás:

    Uma cliente minha comprou uma casa em fase de acabamento. No entanto ela não buscou a mim ou a qualquer outro profissional para acompanha-la nas visitas para realizar uma avaliação do imóvel. Acabou comprando uma bomba de alvenaria. SE ela tivesse me chamado para ver esta residência, teria falado para esquecer esta casa e procurar outra. Em resumo a situação era a seguinte:

    1- A casa começou a ser construída na década de 80. Nesse período foi construído apenas o pavimento inferior sem ser acabado, ficando no reboco apenas.

    2- Já vi casas e apartamentos mal divididos mas essa residência supera qualquer absurdo nesse sentido.

    3- Em 1993 foi feito um projeto para acrescentar o pavimento superior, repetindo exatamente o mesmo desenho do inferior somando, no final das contas, mais de 300m² de área construída.

    4- A casa não respirava e tampouco aproveitava o que fosse de luz natural.

    5- A escada é absurdamente inclinada e desproporcional.

    6- A divisão (organograma e fluxograma) era bastante confusos.

    7- Não havia lavanderia, sala de jantar, despensa, lavabo. No entanto, há um excesso de quartos e salas com dimensões, digamos, estranhas.

    8- Não havia área permeável no terreno.

    9- Ficou parada, no reboco todo este período (mais de 18 anos).

    10- O telhado não foi finalizado – as telhas apenas foram colocadas e não fixadas e o madeiramento não foi envernizado e/ou protegido.

    11- Por ser um aterro dos muito mal feitos, o terreno movimentou-se provocando diversas rachaduras e pontos de infiltração no terreno e na edificação.

    12- Não havia ligação com o sistema de esgoto público. Tudo ia para uma fossa na parte dos fundos do terreno. Além de que todo o esgoto era ligado numa mesma tubulação provocando refluxos nada agradáveis em todos os ralos da casa.

    13- Na planta da prefeitura – que não batia com o que está construído originalmente – constava apenas uma assinatura ilegível. Não se sabe nem se é arquiteto ou engenheiro o autor do projeto. Tampouco consta o número de seu CREA.

    14- Também não existia o projeto estrutural/elétrico/hidráulico da edificação.

    Posso citar ainda outros problemas, mas estes já bastam para exemplificar o tamanho da “bucha”.

    Pois bem, ela comprou esse pacote de problemas em formato de uma residência. No entanto, além de todos os problemas citados e outros mais, a casa não atendia às necessidades da sua família. Observem a figura abaixo tirada de meu CAD do projeto original:

    Pavimento Inferior original:


    Pavimento Superior original:


    Como podem observar, é exatamente a mesma planta em cima e embaixo com a diferença de que no pavimento superior, no lugar do Hall embaixo, foi transformado numa sacada e, a parte de cima da garagem foi transformada numa segunda cozinha com uma varandinha para os fundos. Porque duas cozinhas? Porque originalmente iriam morar duas famílias nessa casa: uma em cima e outra embaixo. Agora, uma única família, com necessidades totalmente diferentes, viria a ocupar a residência toda.

    Bom, para atender as necessidades desta família seriam necessárias algumas alterações no projeto original, incluindo alterações estruturais. Após longas conversas com a família (brieffing e visitas ao local) foram definidos os quartos dos filhos, a localização do escritório e a suíte do casal. Porém muita coisa teria de ser alterada para ajustar a edificação às reais necessidades da família.

    Levei dois amigos engenheiros para vistoriar a edificação afim de localizar a parte estrutural para que eu pudesse pensar o redesign. Após muita conversa, descascar de paredes, testes e análises, e muito croqui jogado no lixo, consegui chegar à solução tão esperada para a residência:

    Pavimento inferior com redesign:

    Como podem observar foram alterações bastante pesadas em alguns pontos específicos.

    O deslocamento da cozinha para a parte dos fundos da residência, em especial, onde antes eram dois quartos. A locação ali ficou definida pois futuramente eles irão construir uma churrasqueira nos fundos do terreno e ganham assim, melhor acesso e fluxo entre estas duas áreas. Também foi aberta a parede que dividia os dois ambientes ligando a cozinha à sala de jantar facilitando a circulação e melhorando o fluxo de ar e luz nos dois ambientes.

    A abertura da parede do escritório foi pensada para trazer luz para o corredor e amplia-lo uma vez que é bastante estreito e comprido.

    A construção de um lavabo para atender as visitas bem como a transformação do BWC dos fundos em uma lavanderia que antes não existia.

    O estendal se fez necessário pois a família possui tres cachorros que puxam as roupas do varal. A área onde ele foi locado pega sol grande parte do dia.

    A despensa construída visa atender ao projeto da cozinha bastante limpo em elementos, com poucos armários. Além da guarda de utensílios e mantimentos, ela serve como elemento de isolamento para o estendal.

    A casinha de gás que antes era inexistente foi projetada ali para atender à cozinha com maior proximidade.

    A abertura da parede entre o hall e o living serve também para melhorar a circulação e o fluxo de ar e luz na edificação.

    A escada foi alterada melhorando a acessibilidade ao diminuir a inclinação da mesma e padronizando a altura dos degraus e os pisantes.

    Pavimento superior com redesign:

    Já no pavimento superior, a maior alteração deu-se na parte frontal da edificação.

    A construção da suíte na parte frontal da edificação deu-se por tres motivos: 1) o sonho do casal em ter uma suíte grande; 2) a existência de duas salas no pavimento superior sendo que uma era desnecessária; 3) minimização do impacto na estrutura existente.

    A ampliação da sacada com a derrubada de uma parede pensando num “cantinho de relaxação” mais escondido da rua segundo as palavras da proprietária.

    A inserção de duas mini sacadas nos quartos dos fundos.

    A ampliação do BWC superior para que a janela deste não ficasse dentro do BWC da suíte master.

    Em todo o projeto de redesign, todas as esquadrias (portas e janelas) foram alteradas por dois motivos: 1) as existentes – de ferro – estavam deterioradas e não havia recuperação. 2) a necessidade de ampliar as aberturas para melhorar o fluxo de ar e iluminação natural.

    Algumas alterações não foram realizadas como pensado originalmente por causa de partes da estrutura original que iam “aparecendo” no meio do caminho, nos forçando a alterar algumas coisas, especialmente a disposição de janelas.

    Tomei o cuidado de separar bem a área social da área íntima pois esta é uma família que adora receber visitas a qualquer hora. Area social embaixo e a área íntima em cima.

    Como podem ver, o redesign desta edificação teve de ser muito bem pensado, cruzando diversas variáveis. A execução deste projeto ficou à cargo dos engenheiros contratados para tal e eu entrei com toda a parte de redesign de interiores, projeto de interiores e ambientes e de LD.

    Na verdade, a única área que exigiu reforço estrutural foi na garagem para suportar as alterações realizadas no pavimento superior. O aumento das aberturas e derrubadas de paredes foram compensados com vergas e contra-vergas ou com vigas e colunas novas.

    É bastante comum vermos nos sites e blogs internacionais da área projetos que foram executados utilizando o redesign. De ambientes residenciais aos comerciais e institucionais, vemos de tudo um pouco sendo realizado pelos designers e sem enfrentar qualquer problema com profissionais de áreas correlatas. Isso se deve a dois motivos principalmente:

    1) a parceria profissional é uma realidade lá fora, enquanto por aqui…

    2) as áreas já amadureceram lá fora e entenderam a compatibilidade e diálogo entre elas. Por aqui, insistem em ficar fazendo birrinha no jardim da infância.

    Vamos amadurecer gente?

  • É Proibido!

    – Derrubar paredes

    – Alterar esquadrias

    – Trabalhar na área externa pois seu curso é Design de INTERIORES

    Balela!!!

    Respondi ha pouco um comentário de uma leitora do blog que me fez pensar novamente sobre este assunto: derrubar paredes – ato possível ou impossível para um Designer de Interiores/Ambientes.

    Para muitos – não formados na área – isso é impossível. Claro, desconhecem completamente a estrutura e conteúdos dos cursos para afirmar tal coisa.

    Para mim sinceramente não vejo grandes problemas nisso desde que a estrutura seja previamente analisada e estudada.

    Derrubar uma parede visando a melhoria de um ambiente quando isso é possível (ex: a construção não é alvenaria estrutural) sem o acompanhamento de um engenheiro ou arquiteto é sim possível para os Designers de Interiores/Ambientes. Assim como também não vejo problema algum em realizar a troca de uma (ou umas) esquadria que esteja danificada ou desgastada.

    Isso tudo para mim, assim como a questão do tal “direito autoral” me cheiram sim, apenas, à uma mera reserva de mercado mascarada como outra coisa.

    Entendam bem: não estou defendendo que os profissionais de Design de Interiores/Ambientes saiam por aí mandando os pedreiros sentarem a marreta em paredes livremente, mas sim uma liberdade maior de atuação profissional. Tanto que caso isso ocorra, deverá constar do contrato celebrado entre o profissional e o cliente a responsabilidade técnica sobre todo o projeto.

    Sempre que este assunto vem à tona me lembro dos puxadinhos e alterações que são feitas nas casas das vilas da periferia onde NENHUMA fiscalização acontece e os projetos são feitos por quem? Pelos profissionalíssimos pedreiros sem a cobertura de qualquer profissional seja ele um designer, um engenheiro ou um arquiteto.

    Temos também alterações em imóveis comerciais que são feitas livremente sem que qualquer fiscalização seja realizada. Há algum “acerto” por trás disso tudo??

    A questão que percebo é: projeto de vila não dá grana ($$$$$$$) então não é interessante para os conselhos e órgãos fiscalizadores. Já as casas e apartamentos em bairros mais nobres, claro, estas são sim digna$ de um olhar mais atento.

    Basta ter uma placa de um profissional de Interiores na frente daobra que lá vem aporrinhação. Mesmo tendo consciência de por não nos aceitar dentro dos conselhos eles não tem absolutamente qualquer poder sobre a nossa atuação profissional, insistem em nos atrapalhar.

    Isso tudo tem a ver com ReDesign e esta ferramenta já foi absorvida nos mercados do exterior onde vemos constantemente edificações sendo alteradas por designers para atender as novas demandas e necessidades dos usuários.

    Temos visto contantemente projetos onde foram feitas alterações drásticas em construções que originalmente era uma coisa e depois passou a ser utilizada para outra, como as igrejas que foram transformadas em residências abaixo:

    Estou tentando a algum tempo finalizar um post sobre ReDesign onde foco melhor isso tudo. O duro é tempo!

    Mas em breve estará aqui pelas páginas do blog ok?

  • TCCs – um olhar ampliado

    Tenho recebido com certa frequência comentários e e-maisl de acadêmicos me solicitando ajuda para seus TCCs. De dicas à indicação de bibliografia e materiais diversos, vem de tudo um pouco que, sempre que possivel ou de meu conhecimento, tenho o maior prazer em compartilhar.

    No entanto, tenho percebido uma crescente demanda por assuntos relacionados a áreas que  estão me surpreendendo.

    De casas populares, embarcações, aeronaves, automóveis, áreas externas, redesign e adaptações de veículos para outra finalidade entre tantas outras visões sobre as possibilidades de atuação profissional que sempre defendi aqui neste blog.

    Isso me deixa imensamente feliz por perceber que não só os acadêmicos, mas também as coordenações de alguns cursos estão conseguindo livrar-se do lodo que impunha a atuação do Designer de Interiores apenas entre 4 paredes.

    Estão conseguindo ver o profissional de Design de Interiores de forma mais ampliada e correta, não restringindo as suas competências, habilidades e conhecimentos a estas 4 paredes ao perceber que este profissional pode contribuir e muito com o mundo que o cerca, formando então, Designers de Ambientes!!!

    Vejo que também estão se livrando dos majestosos projetos de revistas, de apartamentos e residências de 500m² de clientes ricos e utópicos, trazendo os profissionais para a realidade e ao mesmo tempo fazendo-os trabalhar e desenvolver o lado social que DEVE estar presente na vida de qualquer profissional.

    O meu mais sincero respeito, agradecimento e parabéns às coordenações destes cursos que conseguiram avançar e ampliar a visão.


    Portanto, lanço aqui neste blog a oportunidade para acadêmicos, profissionais e IES mostrar o que estão produzindo nesse sentido.

    Se você tem algum projeto assim ou conhece alguém que está desenvolvendo ou já desenvolveu, entre em contato comigo (ld.paulooliveira@gmail.com) e vamos mostrar o que podemos fazer de bom e melhor.Seu trabalho pode ser publicado aqui neste blog!!!

    Vamos mostrar do que somos capazes e o que o Design de Interiores/Ambientes tem à contribuir com a sociedade e o mercado.

     

  • Até onde podemos ser lesados por “parceiros”

    Pois é, como um profissional reconhecido pelas associações de Lighting Design tenho meus clientes particulares mas também tenho clientes que aparecem através das parcerias profissionais.

    Estas parcerias podem ocorrer através de outros profissionais ou de lojas. Nos dois casos podemos conseguir efetivar excelentes parcerias mas, se não tomarmos o devido cuidado, podemos entrar numa bela roubada.

    Ano passado fiz uma parceria para um projeto grande e, por confiar numa suposta amizade recíproca e sincera, acabei me descuidando. Resultado: tomei no zóio!!!

    Trabalhei feito doido para resolver o projeto de Lighting, ainda tive de fazer uma boa parte do projeto paisagístico e acertar questões de acessibilidade, etc. Tive meu nome retirado do contrato de forma canalha e covarde, não recebi um centavo pelo meu trabalho e ainda descubro que a pessoa ainda teve o disparate de chegar a tentar forçar o meu eletricista a assinar uma declaração onde dizia que eu tinha feito a especificação das lampadas, luminárias e equipamentos toda errada. Fato é que ele constou que a listagem de peças na tal declaração não era a mesma que eu tinha entregue em cópia para ele. Ou seja, para justificar o meu afastamento do projeto junto ao cliente e, claro, esta pessoa receber todas as RTs sozinha (deu uma boa bolada), vale até mesmo falsificar documentos.

    Como se não bastasse, vejo lá o meu projeto de Lighting implantado.

    Estou aguardando a implementação real do CAU para fazer nova denúncia uma vez que, feita junto ao CREA, a coisa está empacada não sei por que motivo.

    Outro acontecimento estranho, no mínimo, foi o contato de um arquiteto “amigo” meu dias atrás me chamando para uma parceria num projeto. Ele queria de todo jeito que eu precificasse sem nem ao menos olhar a planta ou o layout para ter noção do que teria de ser feito. Passou pouquíssimos detalhes sobre o cliente e o projeto e queria o valor.

    Forcei-o a me passar a planta e depois de horas de insistência consegui. Quando abri no CAD percebi que a “coisa pouca” que ele se referia media nada menos que 180m² de área social de um mega apartamento.

    Fui puxando conversa e, papo vai papo vem, ele me confidenciou que já haviam sido adquiridos algumas coisas para este projeto como, por exemplo, um lustre Maria Antonieta, um aparador e uma cristaleira, comprados em um antiquario famoso e nada barato que tem aqui no Brasil.

    Pensei com meus botões: “esse cliente tem dinheiro. Um apartamento desse tamanho e gastando rios de dinheiro em antiquarios, a tem sim. Então posso colocar o meu valor normal de projeto.

    Lancei a proposta: R$ 11.700,00 pelo projeto de LD. Pagamento no padrão do mercado (50%, 20%, 30%).

    Após alguns segundos de silêncio (acho que devia estar levantando do chão depois do tombo da cadeira) ele me solta que é um absurdo esse valor. Que ninguém em sã consciência pagaria esse valor por um projeto de iluminação. Que em lojas ele consegue este projeto de graça.

    Rebati alegando que em lojas os projetos são feitos por vendedores ou por formados em arquitetura ou design que não são especialistas na área e que, antes de atender as necessidades dos clientes, buscam vender o que tem de melhor e mais caro. Também aleguei que, assim como qualquer profissional parceiro, eu tbm tenho uma profissão para a qual estudei – e estudo ainda – muito para conseguir me destacar e diferenciar no mercado.

    Em meio à choradeira e  críticas ácidas e duras dele, descobri que ele tinha cobrado R$ 15.000,00 pelo projeto e ainda não tinha avisado aos clientes sobre as RTs.

    Se ele pode cobrar os 15 paus pelo projeto de interiores, porque eu não posso cobrar o meu valor pelo projeto de LD e ainda, sem RTs???

    Ofereci então a ele um desconto de 10% e acabei arredondando para R$ 10.000,00, porém as RTs da parte de iluminação seriam minhas.

    Pronto, lá veio choradeira, decontentamento, agressões e mais um monte de blablabás novamente. Além de me menosprezarpois ele é arquiteto e eu designer – ainda tive de ouvir dele que ninguem sabe o que é esse tal de Lighting Design, que com todos os amigos dele que conversou ninguém sabe do que se trata. Que nem reconhecida entre os profissionais e juridicamente essa profissão é entre várias outras coisas.

    Pior: ele me disse que é um absurdo eu exigir as RTs pois ele (tadinho) tem de sobreviver em Sampa e, sem elas, não consegue.

    Como não se já está levando 15 paus só de projeto???? Pelos meus cálculos, só as RTs dos tres itens do antiquário dariam uma media de R$ 3.500,00 – isso sem contar as RTs de todo o resto que envolve o projeto.

    Bati o pé e disse que essas eram as minhas condições. Ele ficou de conversar com o cliente e me responderia no dia seguinte.

    Sumiu, nunca mais vi no MSN nem em rede social ou lugar algum.

    Me faz falta este projeto? NÃO!

    Me faz falta esta “parceria”? NÃO!


    Também já levei tombos com parceiros de lojas que no primeiro contato oferecem uma coisa e depois é outra.

    As lojas geralmente oferecem 10% de RT. Quando dou o desconto para o cliente é porque ele está ciente da existência delas e deixo isso mais que claro para os lojistas.

    No entanto, é muito comum acabarmos levando rasteiras de lojistas. Vejam bem:

    Estou com um cliente agora que, por sua situação financeira e também por sua amizade de longos anos, além do desconto especial que fiz, acrescentei – e expliquei muito bem o que era – sobre o acrescimo de 10% de desconto por causa das RTs.

    Ele concordou e começamos a obra. Só comprar onde eu indicar pois são parceiros. O cliente está sim fazendo exatamente o que acordamos.

    No entanto, em uma das lojas, num primeiro contato foi falado sobre as RTs de 10%. O cliente – e eu – escolhemos varios produtos e afetuamos a compra. Pouco mais de R$ 10.000,00 na primeira compra e mais um belo montante na segunda compra.

    Passados alguns dias, recebo um telefonema desta loja dizendo que meus creditos já estavam disponíveis lá na loja. Fui ver e levei um susto.

    A loja tem a pachorra de me oferecer 2% sobre as vendas EM MERCADORIAS a serem retiradas nela mesma como RT!!!

    Disse que não tinha sido aquele o acordo mas de nada adiantou. Ou eu aceito os R$ 355,00 (perdendo mais de R$ 1.500,00) ou nao poderiam fazer nada.

    “Levei no zóio” de novo!!!

    Porém, nesta loja não levo mais cliente algum.

    Não sou eu quem perdeu um parceiro e sim eles.

    No segundo exemplo, não sou eu quem perdeu um parceiro e sim aquele arquiteto que me desrespeitou como profissional e como amigo.

    No primeiro caso, não fui eu quem perdeu uma parceria, e sim aquela pessoa que perdeu o pouco de respeito que raras pessoas ainda nutriam por ela. Todos me conhecem e sabem o trairagem que foi feita comigo. Outros profissionais, fornecedores, amigos em comum. Todos nos conhecem e conseguiram perceber claramente de onde estava vindo a verdade, e quem estava mentindo descaradamente.

    Isso tudo me afeta? NÃO!

    Isso tudo serve apenas para que eu tenha mais cuidado e preste bastante atenção em possíveis “parcerias” profissionais.

    Serve também para que eu tenha cada dia mais gana de preservar a dignidade de minha profissão e o respeito entre os profissionais.

    Por isso também defendo a urgência da Regulamentação Profissional tanto para Design de Interiores/Ambientes como para Lighting Design.

    Fica o alerta e a dica a vocês ok??

  • desopilando ou melhor, xô fantasmas

    Hoje a tarde uma amiga me falou que não gosta quando eu fico muito quieto e sem postar aqui no blog. Na verdade, ela tem medo do que pode vir a seguir quando eu resolver escrever,

    Perguntei porque e ela me respondeu: “Você vai acumulando coisas e assuntos que percebe e depois vem com uns posts que é um direto em nosso estômago e nos deixa envergonhados.”

    Na hora eu ri do comentário dela mas fiquei matutando sobre isso.

    A minha intenção não é esmurar ninguem. Cada um é cada um e faz o que quer.

    A única coisa que defendo é: respeito e ética profissional.

    Mas realmente ela esta certa.

    Por absoluta falta de tempo estou acumulando assuntos que poderia explorar melhor em posts separados mas acabo lançando tudo em um só.

    Vamos a esse então?

    1. Programa do Gugu e o quadro das reformas de casas:

    Não só o dele, mas o último dele foi a gota d’água.

    Não venham colocar palavras em minha boca e prestem muita atenção no que eu vou escrever ok?

    O último quadro foi deprimente do ponto de vista projetual – entra aqui tudo que envolve um projeto, especialmente o programa de necessidades x a realidade do usuário.

    Uma família que nao está acostumada ao luxo (a mãe é bóia-fria) de uma hora para outra é enfiada dentro de um palacete. Papel de parede por tudo que é canto, mobiliários caros e com revestimentos sensíveis, pisos laminados numa região bem próxima ao… barro, lustres caros, etc etc etc…

    Fiquei imaginando como estará esta residência daqui a um ano. Se mal tinham condições de manter o casebre que tinham, como irão sustentar a manutenção de revestimentos e objetos caríssimos e que merecem cuidados especiais na hora da limpeza?

    Aquele piso laminado irá aguentar o entra e sai de pés de barro?

    Os mármores das bancadas dos banheiros irão suportar a sujeira e a mania que o povo tem de limpar tudo com água sanitária?

    A conta de luz e a menutenção do sistema todo – baseado na quantidade de dicróicas, incandescentesm etc – conseguirá ser paga por uma família que ganha pouco mais de R$ 1.000,00 juntos?

    O “seu” Zé afirmou que agora terá como trazer seus amigos pra assistir futebol. Vocês já viram como o povo torce alopradamente durante um jogo e tudo que roda de comes&bebes durante uma partida. Imaginem isso sobre estofados de…. camurça…

    Tem ainda muitos outros detalhes deste projeto que eu poderia colocar aqui mas acho que já deu para vocês entender o meu pensamento.

    A arquiteta – para quem tudo é especial – só acertou numa coisa: o aproveitamento da luz natural atraves da abertura zenital.

    Nem de longe ela se preocupou com a questão da inserção da edificação no entorno urbano. Enfiou ali uma edificação que destoa completamente do restante da região.

    Que fique claro: EU NÃO estou dizendo que a família não merece tudo aquilo e sim que o erro aí é da projetista, no caso a arquiteta, e da direção do programa que em nome do “show” acabam cometendo erros crasos.

    A preocupação em atender aos fornecedores (na verdade patrocinadores) acaba atropelando questões básicas do projetar e esquecem-se que qualquer projeto deve, antes de tudo, atender as necessidades do usuário. Os patrocinadores não irão fazer uso daquela residência, e sim pessoas muito simples, humildes, que trabalham demais e mal tem tempo de ficar em casa quiçá para mantê-la.

    Nesse ponto, o Rosembaum é bem mais atencioso.

    2. Formação acadêmica

    Pois é, e lá vou eu de novo bater nisso:

    Basta de professores em cursos de Design, que não são formados em Design e ficam disseminando suas bestialidades.

    Durante minha formação toda tive professores que afirmavam coisas como:

    “O curso é Design de Interiores, logo você só poderá mexer no que estiver entre 4 paredes”.

    Ou:

    “Isso você não pode fazer pois fere o direito autoral do arquiteto que projetou a construção”.

    Ou ainda:

    “Não, você não pode projetar um banco para uma praça”.

    Pois bem, nem vou me ater à primeira e à terceira afirmações pois nem merecem resposta tamanha a sandice desse tipo de afirmações. Mas sobre a segunda digo a estes:

    VÃO ESTUDAR SOBRE DIREITOS AUTORAIS, ESPECIALMENTE O QUE O CONFEA FALA SOBRE ISSO.

    E mais:

    Já passou da hora das IES e da ABD tomarem alguma atitude contra os abusos cometidos por professores que não são designers.

    3. Blogs

    Não, meu blog não é um mero espaço de re-re-re-re-repetição. Meu blog é sim diferenciado pois não busca ficar replicando o que já foi replicado incontáveis vezes por outros e tampouco tenho tempo disponível para ficar à frente do PC à espera da novidade para fazer posts do tipo Você viu primeiro aqui“.

    Não, esta não é a minha intenção e tampouco a forma como gosto de postar.

    Também não criei este espaço para competir com ninguém, acho isso infantil demais e já passei da fase do “meu carro é melhor que o seu” ha muito tempo. Se alguém “acha” que está competindo comigo, está perdendo o seu tempo, pois o meu precioso tempo estou gastando com coisas bem mais úteis.

    Outra coisa é que também este não é um espaço tipo “vitrina” que apresenta produtos de forma irresponsável.

    Ha pouco, numa busca pelo Google, descobri um blog nacional que fala sobre iluminação até então desconhecido para mim. Claro, fui olhar né…

    Bah que coisa…

    Um vendedor de iluminação, com um blog sobre o assunto, tratando questões projetuais de forma leviana.

    O que percebi olhando o blog é que a única intenção ali é apresentar produtos (a maioria caros que certamente devem estar á venda na loja onde ele trabalha) em “estudos de caso” totalmente descompromissados com a usabilidade, manutenção, usuário, sustentabilidade. Porém devidamente escondidos estes detalhes dentro de uma linguagem aparentemente técnica, para “dar valor e credibilidade” às suas sandices.

    O pior: tem blogs de profissionais renomados replicando aqueles conteúdos.

    Lamentável.

    4. Praças, (in)segurança, urbes…

    Postei a pouco no face a foto acima acompanhada do seguinte pensamento:

    “Porque é tão difícil, aqui no Brasil, termos áreas públicas assim que durem mais que 6 meses???”

    Aqui em Londrina ganhamos a pouco mais de um ano uma praça em homenagem à comunidade nipônica. Apesar de eu nao gostar de algumas coisas dela – especialmente o projeto de iluminação absurdo e tosco – valeu a iniciativa e a promessa:

    “Mais um espaço público para as famílias e para os londrinenses curtir e se divertir.”

    Ok, lindo discurso.

    Pouco tempo se passou e as fontes já não funcionavam mais, marginais tomaram conta do espaço, tudo aos poucos, esta sendo destruído.

    Porque?

    Oras, nem preciso citar aqui pois TODOS vocês já sabem as respostas.

    Até quando teremos de aturar tantos discursos e nenhuma AÇÃO????

    5. Irresponsabilidade e leviandade. Prefiro a autenticidade

    Sim tou falando da cobertura da mídia sobre o infeliz acontecimento na escola do RJ. Mas não só sobre isso.

    Também estou falando de muitas pessoas que sigo pelo facebook e pelo Twitter que ao replicar as incontáveis “suposições” jornalísticas (Deus deveria mandar um raio direto na cabeça de cada integrante da Rede Record especialmente!) ou inventaram suas proprias sandices.

    Em ambos vejo o mesmo ato criminoso, covarde e irresponsável do assassino.

    Também me refiro nesta parte àqueles que defendem uma falsa democracia. Demagosos e hipócritas.

    Apoiar Bolsonaro e suas teses absurdas, insanas e irresponsáveis sobre homossexualidade em nome dodireito/liberdade de expressão” é o mesmo que apoiar uma ditadura da pior espécie.

    “Ele tem o direito/liberdade de dizer o que pensa”.

    Concordo.

    Mas nem de longe ele e ninguém tem o direito/liberdade de incitar a intolerância e o ódio contra quem quer que seja. Especialmente se este “pensar” vem de doutrinas, que é o caso das Igrejas, que se esquecem que Deus nos manda “amar ao proximo como a si mesmo”. E neste ao proximo incluem-se todos, não apenas aqueles que concordam com você.

    Ao fazer esta simples pergunta no Twitter, descobri que um “amigo” de longa data não é tão democrático assim:

    “O que fizeram ao Michel do Volley é “liberdade de expressão”?

    E, por tentar um debate aberto sobre o assunto, fui bloqueado, chamado de canalha, coletivista e, acreditem se quiser, um PTista disfarçado.

    My God!! ahahahahhahah

    O grande abismo entre nós dois é que eu consigo “suspender o juízo” quando necessário para nao ser parcial.

    Se você entra num debate com as armaduras e armas de seus dogmas em riste você não quer debate, você quer discussão apenas. E disso, tou fora.

    Vieram me criticar diretamente e “pelas costas” dizendo o quanto fui grosso com algumas pessoas e até mesmo por ter utilizado alguns termos “chulos”.

    Não, não usei. Preferi utilizar alguns sinais gráficos como por exemplo este >*<

    A interpretação é que ficou a cargo das mentes poluídas, depravadas e hipócritas.

    Separar o profissional do pessoal? Isso é pra quem tem tempo disponível, ou so vive o lado profissional ou só vive o lado pessoal.

    Eu só tenho 1 msn, 1 twitter, 1 facebook, 1 orkut (sem tempo até de eliminar aquela joça). Não enho tempo de ficar fazendo traslados entre contas e também, como bom e típico descendente de iltalianos, sou tão estabanado que fatalmente iria começar a falar com minha mae pelo msn profissional e com vocês pelo pessoal sem me dar conta disso.

    Cidadão? Por favor, não me venham com esse papo de que não se deve misturar assuntos profissionais com questçoes de cidadania. Tudo, absolutamente tudo está intrinsecamente e diretamente ligado.

    Então sim, quem quiser me seguir terá de me seguir por completo. Eu não gosto de quem quer que seja apenas por causa dos seus belos olhos. Gosto exatamente pela complexidade que forma o ser.

    O ser que deseja e tem o direito de simplesmente ser, em sua plenitude.

    Durante o final de semana volto e escrevo mais ok?

    Abraços

  • E quando o cliente…

    … se nega a definir cores e estilo?

    É bastante comum aparecer cliente do tipo que se nega a  definir algumas – ou muitas – coisas no projeto. Estilo, mobiliário e cores, muitas coisas são deixadas nas nossas mãos.

    Em alguns casos, isso se deve ao fato de tratar-se de “novos ricos” que tem consciência do seu “gosto duvidoso“. Em outros casos, detectamos a total insegurança do cliente em ter de definir o que quer que seja. Há ainda aqueles que escondem-se atrás do “eu tou pagaaaaaaaaaaaando” pra você fazer o projeto, então resolva.

    Um outro ponto é que os clientes geralmente nos vêem como pessoas de extremo bom gosto, antenados nas tendências e novidades… na verdade arrogantes, insensíveis, egocêntricos. Tudo bem que tem muito designer e arquiteto por aí que reforça isso, mas não vamos generalizar e vamos lutar contra esse tipo de pensamento.

    Bom, mas voltando então ao assunto do post, como sair dessa saia justa?

    Postei no Twitter e no Facebook a seguinte questão:

    “O que fazer quando o cliente se nega a escolher as cores??? Nem uma dica ou pista de suas preferências nesse sentido??? HEEEEEEEEEEEELP!!!!”

    Bom, foi uma brincadeira para ver como os amigos profissionais resolvem isso. Rapidamente recebi algumas respostas:

    “@arqsteinleitao: Pergunte as que ele NÃO gosta.”
    Também não funciona. Ele não quer dizer absolutamente nada sobre as cores.

    “Adriana Diniz: é complicado hein… mas já aconteceu comigo, fui nas básicas com toques de cores e deu certo, pq. percebi que os olhos da cliente, ficaram bastante tempo num projeto antigo assim…bj”
    Dry, é realmente acertado partir nessa linha. Mas no meu ponto de vista isso cria uma onda de projetos “iguais”, sem personalidade – no tocante à escolha das cores. Vejo mais ou menos como os modismos (tendências).

    Agora todo mundo de “off-white”, agora é o “azul da prússia da violeta da cracóvia”….

    Posso também extrapolar os limites e dizer: agora “todo mundo levanta a patinha, finge de morto”.

    Ou ainda: “agora todo mundo no Crééééééééu n°5″…

    Tá, mas aí entra a questão do que eu escrevi do post “Tendências: muita calma nessa hora“. O que serve para um, não serve para o outro. O que está na revista da moda, pode não ser o ideal para o cliente.

    É complicado e arriscado ir por essa linha. O cliente pode até gostar num primeiro momento, mas com o passar do tempo irá começar a desgostar, enjoar, sentir a falta do seu eu no espaço, demonstrando que o stimmung foi errado no momento da concepção/especificação do projeto.

    Já o meu amigo Marco Antonio Felipak disse: “Peça para ver a gaveta de roupas intimas dela…ou a de cuecas do marido são sempre elas que compram, então vai descobrir a cor kkkkkk”

    Tirando a gozação e a invasão extremada da intimidade pode até ser uma boa saída. Mas convenhamos, não dá para fazer isso com todos os clientes. Até mesmo com os clientes-amigos isso é complicado.

    Mas o foco que ele colocou em meio à brincadeira está mais preciso. Apesar da invasão extremada da privacidade do cliente, vamos analisá-lo por um outro ponto de vista:

    Todo projeto parte de um brieffing (ponto).

    Mas o que vejo é que muitos profissionais levam esse brieffing ao pé da letra do que é (mal)ensinado nas universidades: perguntas e respostas. Porém o que não é passado corretamente nas universidades é que perguntas fazer e como fazê-las sem que o cliente se sinta ofendido ou invadido em sua intimidade. É uma linha muito tênue e sensível que define a futura relação profissional X cliente: pode vir a ser excelente, mas também pode tornar-se um desatre total.

    No brieffing entram questões sociais, financeiras, familiares, necessidades entre outras. Mas também entram questões mais perigosas como as religiosas, sexuais (sim, afinal você irá trabalhar o “ninho do amor” e terá clientes heterossexuais, bissexuais, homossexuais, transsexuais, que tem fetiches, etc) que são de foro extremamente íntimo. Então a questão das perguntas e respostas pode se transformar num desastre total.

    Todo cuidado deve ser tomado e NEM TODAS AS PERGUNTAS DEVEM SER FEITAS NOS PRIMEIROS CONTATOS.

    O que percebo é que falta um elemento importantíssimo aos profissionais nessa fase:

    A OBSERVAÇÃO.


    Obervar o cliente:
    Seu jeito de falar, vestir-se, movimentar-se, expressar-se sobre assuntos variados demonstram facilmente muito do seu ser, de sua personalidade, de seu modo de vida. Mas cuidado pois pessoas que falam pelos cotovelos podem usar isso como defesa ou auto-afirmação.

    Observar o cliente em suas preferências:
    Por exemplo, em qual cadeira ele se sentou ou fez você sentar-se para a entrevista? Ou ele é egoista e sentou-se no que julga ser o melhor assento ou o seu preferido (!) ou te ofereceu o melhor para sentar-se confortavelmente.

    Observar o cliente em sua hospitalidade:
    Ele te serviu algo para beber ou comer? Ótimo, observe suas louças ou copos. Isso já te diz muito sobre o seu estilo – principalmente se ele disser algo do tipo “desculpe pelo copo, mas é o que tenho no momento”. Aproveite a deixa e comente sobre os “cristais cica” e sua brasilidade. Se ele não oferecer nada, peça um copo d’água. Isso não é grosseria de sua parte.

    Observar o ambiente como um todo:
    Certamente na sala – ou onde quer que seja que ele te recebeu – terão diversas pistas sobre o que o agrada. O conjunto de elementos o farão ter uma noção do estilo que ele insiste em não definir. Até mesmo a escolha e disposição dos tapetes, toalhas, caminhos podem dizer muito sobre a personalidade do cliente, por mais simples que sejam.

    Assim, tirando o branco padrão das paredes e aquelas cortinas das casas Pernambucanas, conseguimos chegar às cores preferidas ou aquelas que mais agradam ao cliente bem como à uma base do seu estilo.

    Observar a sua história:
    Caso perceba algum móvel ou objeto interessante, especialmente antigo, questione sobre o mesmo. E procure “pescar” elementos na sua fala que possam servir de ligação com outros detalhes que podem ser perguntados.

    Observar o “brilho nos olhos”:
    Quando você comenta sobre alguma coisa é fácil perceber o conforto ou desconforto com o tema/assunto. A linguagem corporal nos diz muito sobre isso. Também é fácil levar algumas imagens para que o cliente as observe. Porém é difícil para alguns clientes apontar algo. Geralmente eles param mais tempo observando o que gostam ou os incomoda. Nesse momento lance apenas um “E…?” Por mais tímido ou indeciso que o cliente seja, ele vai comentar algo sobre a imagem observada.

    Eu geralmente gosto de usar imagens de objetos e não de ambientes. Tres ou quatro sofás, cadeiras, tapetes, estantes, copos/taças, pendentes, etc. Isso facilita detectar o que agrada e o que não agrada ao cliente sem precisar questioná-lo, apenas observando-o.

    Já com imagens de ambientes prontos o cliente pode confundir-se. Por exemplo, ele pode gostar do vaso sobre a mesa – e não gostar dessa – mas não ser capaz de abstrair e perceber isso, indicando o conjunto como um todo. Ou ainda uma parede com um papel de parede estampado com flores – que lhe agrada – com um espelho à frente, mas não gostar do tom empregado no papel e nem do formato/desenho/estilo do espelho. Porém o seu gosto por flores vai sobrepor-se à cor e ao formato do espelho. E ele não saberá explicar isso.

    Fonte: http://www.modernidademoveis.com.br

    O brieffing das perguntas programadas (vida social, familiar, necessidades, acessibilidade, estilo, cores, revestimentos, etc) jamais será completo sem a inserção de questões oriundas da observação.

    Não tem como prevê-las, elas somente acontecerão SE, e somente SE, o profissional tiver a sensibilidade da observação.

    É bastante psicológico isso e exige muito da percepção mas não é impossível a qualquer profissional conseguir chegar a esse ponto de excelência no brieffing. É apenas uma questão de treino, estudo do comportamento humano e….. observação.

    Aproveito e deixo aqui esta dica para quem está à procura de um tema para seu TCC.

    É um excelente assunto!

  • Curso de Iluminação Residencial

    É, todo mundo correndo aqui para ver onde vai ter esse curso não é mesmo?

    Pois é, recebi esta notícia por e-mail através de um boletim eletrônico e confesso que me deixou bastante irritado.

    Reconheço no SENAC uma instituição séria e que merece respeito pela qualidade dos cursos oferecidos em diversas áreas e pelo seu papel social na formação de trabalhadores qualificados (ponto).

    No entanto, já ha bastante tempo estou com ele “entalado”. Na verdade desde que o curso superior de Design de Interiores foi eliminado e mantiveram apenas o técnico e a especialização.

    Isso para o mercado é péssimo pois os cursos técnicos formam “profissionais” de qualificação duvidosa, bem inferiores aos dos cursos superiores – com raríssimas excessões.

    Como se não bastasse isso, agora o SENAC de Jaú resolveu lançar, provavelmente baseado nas diretrizes curriculares Tabajara, o curso de Iluminação Residencial.

    Requisitos necessários? Basta estar com o ensino médio em andamento.

    Gente, fala sério… Isso já não é nem sacanagem e sim PUTARIA com a cara dos profissionais sérios.

    Como se já não bastassem os problemas e dificuldades que enfrentamos dia a dia no mercado onde eletricistas autodidatas oferecem projetos de iluminação para os clientes e os técnicos eletricistas também ( estes ao menos tem algum curso) agora teremos também de competir com gente totalmente desqualificada vendendo “projetos de iluminação residencial” no melhor estilo dos micreiros que disputam o mercado com os designers gráficos?

    Na minha turma de pós em Iluminação, tem um bando de arquiteto lá que, depois de 12 meses de curso, ainda não sabem diferenciar os tipos de lâmpadas, imaginem esse povo que vai fazer um curso de – acreditem – 24 horas de duração!!!!

    Estão duvidando? Vejam com seus próprios olhos então neste link.

    Onde é que esses professores conseguirão enfiar na cabeça – prefiro aqui colocar goela abaixo – desses alunos leigos noções de tudo o que envolve a parte técnica (lampadas e equipamentos, luminarias) + projeto, + estética, + eficiência, + sistemas, + automação, + programa de necessidades, + normas técnicas e mais um monte de elementos que envolvem um projeto de iluminação?

    Conhecendo o povo como conheço, jajá estes que se formarem nesse curso de iluminação RESIDENCIAL estarão por aí soltos no mercado vendendo seus projetos de iluminação de lojas e onde mais conseguirem se enfiar vendendo ao cliente algo que não possuem: CONHECIMENTO.

    Pra piorar, fui olhar o site do Senac para ver a grade do curso e outras informações e também encontrei um de Iluminação Aplicada ao Paisagismo, com carga horária de…. 21 horas!!!!!

    Isso já é um esculacho!!!

    Se nos cursos superiores de arquitetura, engenharia, design de interiores que tem – no mínimo nos piores cursos – 60 horas de iluminação os egressos saem quase sem entender patavinas de nada de iluminação além do BE-A-BÁ, imagina nesses de 20 horas…

    E não adianta virem aqui reclamar ou chiar com blablablas pois isso é FATO e todos vocês sabem que acontece diariamente. É só ir nas lojas de materiais elétricos e luminárias que encontrarão um monte de vendedores sem formação alguma fazendo e vendendo “projetos de iluminação”. Claro, assim a comissão fica só pra eles e não tem de dividir com arquitetos e designers a poupuda RT.

    Acompanho – e faço parte também – diariamente a luta dos profissionais e das associações tentando arrumar o mercado da área da iluminação levando informação séria e correta sobre a mesma. Este é um trabalho árduo já de anos desenvolvida por gente séria como o Valmir Perez (Unicamp), da Jamile Tormann e de tantos outros profissionais além das associações como ABIL, AsBAI, ABriC entre outros.

    Mas num país onde artesão é chamado de designer, eletricista de engenheiro elétrico, pedreiro de engenheiro civil podemos esperar o que???

    É lamentável e ao mesmo tempo estarrecedor ver instituições sérias como o SENAC prestando este tipo de desserviço à sociedade.

    É a visível a fundamentação em apenas dois pontos:

    1- ganhar o dinheiro dos alunos

    2- fôda-se o mercado, os clientes e a seriedade dos profissionais habilitados e especializados.

    Fica aqui o meu protesto com essa falta de respeito e também o alerta aos leitores (clientes):

    Exijam a apresentação do diploma de curso superior ou especialização antes de contratar alguém para fazer o seu projeto de iluminação. Isso é sério demais para ser colocado nas mãos de qualquer um.

    Também fica o alerta aos parlamentares e aos profissionais sobre a urgente necessidade da regulamentação da área de Iluminação e Lighting Design.

  • Artigo da pós… thinkando… thinkando….

    Putz a pós já está para acabar e eu aqui perdido entre idéias e ideais sem conseguir  chegar a um tema para desenvolver o artigo.

    Em outubro eu estava com 12 idéias de temas.

    Comecei a peneirar e ficaram 5.

    São temas sobre coisas que me incomodam muito, me deixam inquietos pois são coisas que acontecem diariamente e parecem passar despercebidas pelas pessoas, pelos profissionais, pelas associações (bom pra essas é normal isso ahahahha).

    Tenho percebido que se o tema/assunto incomoda as pessoas* preferem não opinar, omitir-se, dar de ombros como se o assunto não lhes disessem respeito como por exemplo, as autuações do CREA contra nós Designers.

    As pessoas só tendem a se mecher quando a “água bate na bunda” infelizmente. Tenho acompanhado isso acontecer com profissionais, associações, IES e mercado.

    Talvez por acharem o assunto áspero, ácido, exigir estudo e análise imparcial do foco as pessoas parecem ficar esperando “pra ver no que vai dar”.

    Digo isso pois cansei de “gritar” denunciando por anos seguidos pela web sobre este problema do CREA e só vimos alguma ação da ABD no ano passado depois que uma das diretoras enfrentou o problema ou seja, a “água bateu na bunda dela” (sorry a brincadeira Bradalize). Só depois disso a ABD se mecheu e adotou uma postura clara sobre o assunto.

    Porém existem muitos outros assuntos bastante sérios que precisam ser tratados com urgência e necessitam da atenção de todos. Se não quer expor-se opinando, então ao menos ajude na divulgação retuitando, compartilhando no facebook, enviando por e-mail ou o que for. Mas ajude de alguma forma.

    É impressionante como os profissionais fogem do debate ou tentam deturpar o mesmo quando o assunto é a responsabilidade técnica do profissional. Tem muitos por aí que nem fazem idéia do que seja isso.

    Também temos os problemas gerados pela troca da RT pelo valor do projeto – o que vem prostituindo e destruindo o mercado. É sim e não adianta tentar tapar o sol com a peneira. Tem muita gente NÃO COBRANDO PROJETO em troca das RTs oferecidas pelas lojas.

    #PUTASACANAGEM ISSO!!!

    Tem também o problema das IES formando mal e porcamente futuros “profissionais” lançando no mercado a cada ano muitos completamente despreparados e incompetentes que fatalmente irão sujar o nome da profissão.

    Tem também a tentativa de ingerência de outras áreas sobre a nossa.

    DEVO colocar aqui especialmente, a falta da regulamentação profissional que permite todos estes absurdos citados acima e muitos outros mais.

    Mas o assunto não é com você não é mesmo?

    Vai nessa…. até a “água bater na tua bunda”… aí vai ver o que é bom por não ter ajudado antes e agora não ter a quem recorrer.

    Bom, mas voltando ao assunto da pós e dos temas.

    Hoje conversando com um amigo da pós, o Dan Mendes, rimos pacas gerando idéias para temas mais locais para o artigo.

    Conforme o papo ia rolando sobre as aulas que já tivemos iam surgindo idéias como por exemplo:

    – Análise do espectro da luz refletida pelo óleo que envolve os pastéis vendidos no terminal urbano de Londrina.

    Afff…

    Os temas que eu ja tinha definido falam sobre questões locais, relativas à Londrina, cidade onde resido. Do skyline noturno mórbido à iluminação pública digna de uma roça, pensei em vários assuntos para gerar temas.

    Cheguei até a pensar em algo falando da resistencia do mercado londrinense em acreditar no Lighting Design incluindo aqui os falsos especialistas em iluminação que tem por aqui e que só fazem “botar umas luzinhas” por onde passam que não traz novidade alguma seja em conceito, projeto ou equipamentos.

    Talvez sobre os espaços públicos da cidade que durante a noite desaparecem no breu e não oferecem a mínima segurança luminosa.

    Também pensei sobre os projetos de iluminação dos condomínios horizontais que, pelo alto valor, deveriam ser algo bem melhor elaborado mas não, são comuns e sem graça/novidade alguma.

    E por aí vai…

    Mas tem um assunto que já me fez perder alguns projetos que está me picando atras da orelha (pulga) ultimamente. Mas pra isso terei de (novamente) me meter com questões jurídicas, analisar leis, cruzar dados e fatos assim como fiz na primeira minha primeira especialização.

    Ou será que se eu apenas lançar a idéia (denúncia na verdade) alguém irá depois refletir sobre o assunto e gerar mais artigos sobre o mesmo tema?

    Ou será que volto aos temas anteriores e continuo no risco de perder mais projetos por causa desse probleminha que, na verdade é uma reserva de mercado para alguns, disfarçada por outro nome que não vou citar aqui agora.

    Bom, 4 projetos em andamento/estudos e mais isso pra pensar…. tá difícil…

    E ainda o contato com as duas senadoras que me ofereceram apoio sobre a Carta Aberta ao Senado Federal que publiquei.

    Putz, acho que preciso abrir um escritório e colocar gente pra me ajudar com urgência…

    Bom, nem meu reader tou tendo tempo de olhar rsrsrs

    Mas é isso, se alguém tiver uma luz pra me ajudar agradeço rsrsrs

    Não se esqueçam de participar da promo aqui embaixo valendo o livro “Aprender a Ver”!

    Abraços

     

  • Carta aberta ao Senado Federal

    Excelentíssimos Senadores e Senadoras da República Federativa do Brasil.

    .

    Venho através desta mensagem solicitar a sua atenção para a regulamentação da minha profissão: Design de Interiores/Ambientes.

    Tenho visto com tristeza profissões sendo regulamentadas enquanto a minha parece ser desprezada pelo Congresso Nacional ou não sendo devidamente considerada diante de sua técnica, complexidade e seriedade.

    Segundo a Lei, devem ser regulamentadas as profissões que coloquem o usuário (outrém) em risco por causa das ações de seus respectivos profissionais. No entanto tenho visto profissões como palhaços, astrólogos, DeeJays, peão de rodeio, entre outras, sendo regulamentadas desconsiderando o que a Lei determina: risco ao usuário e não ao profissional.

    Medicina, engenharia, arquitetura e outras mais são profissões que foram regulamentadas exatamente por isso: colocam o usuário em risco.

    Com tristeza percebo que muitos parlamentares confundem Design com Artesanato. E também confundem Design de Interiores/Ambientes com Decoração. Creio que tal confusão ocorra pela desinformação afinal é difícil encontrar tempo suficiente para estar a par de tudo de forma correta.

    Gostaria então de auxilia-los corretamente na distinção destas áreas:

    O Decorador é aquele profissional formado (ou não) naqueles antigos cursos de finais de semana ou de curtíssima duração (antigos do SENAC, por exemplo). Sua função é a escolha de acessórios como vasos, toalhas, almofadas e afins. Na realidade o seu trabalho acontece depois de tod o trabalho de engenheiros, arquitetos e designers ou seja, após a obra estar finalizada. Ele não está apto a especificar trocas de pisos, lidar com gesso e outros elementos que não são estruturais, mas fazem parte da estrutura ou podem vir a afetar a mesma. Sua atuação restringe-se ao espaço interno de uma edificação.

    O Designer de Interiores/Ambientes, além de incorporar as atribuições do Decorador limitadas ao final do projeto, tem por competência profissional elaborar o espaço coerentemente, seguindo normas técnicas de ergonomia, acústica, térmico e luminotécnica além de ser um profissional capaz de captar as reais necessidades, explícitas ou não, dos clientes e concretizá-las através de projetos específicos. A reconstrução do espaço a ser habitado ou utilizado comercialmente através da releitura do layout, da ampliação ou redução de espaços, dos efeitos cênicos e aplicações de novidades tecnológicas, do desenvolvimento de peças exclusivas de mobiliários e acessórios entre outras tantas atribuições deste profissional. A formação acadêmica deste profissional lhe permite atuar fora dos limites internos de uma edificação podendo atuar em paisagismo e iluminação de áreas externas, concepção de praças, clubes e parques. No entanto, sua atuação nas áreas que afetem elementos estruturais, mantém-se, por segurança técnica e respeito à legislação vigente, sob a supervisão/acompanhamento de um engenheiro estrutural e/ou arquiteto.

    Tais atribuições do Designer de Interiores/Ambientes constituem um fato inequívoco – mesmo que estas ainda não tenham sido regulamentadas – pois o mesmo teve em sua formação superior conteúdos curriculares suficientes que o  habilitam em conhecimentos técnico-operacionais específicos para desenvolver tais projetos. Segundo a Constituição Federal este é o principal requisito necessário para o exercício profissional.

    Para que os senhores e senhoras tenham a exata noção da formação do Designer de Interiores/Ambientes, baseado nas matrizes curriculares e ementários dos cursos de nível superior oferecidos aqui no Brasil, estas são as possíveis áreas de atuação profissional do Designer de Interiores/Ambientes:

    Design e decoração de Interiores:
    Residencial
    Comercial
    Corporativo
    Espaços Públicos
    Eventos
    Estandes (concepção e ambientação)
    Show-Room
    Feiras
    Vitrinismo
    SET Design (TV, Editoriais e Desfiles de Moda, Cenografia para Teatro)
    Acompanhamento de obra

    Iluminação:
    Residencial
    Comercial
    Corporativa
    Paisagística
    Acompanhamento de obra

    Design:
    Desenvolvimento de Mobiliário
    Desenvolvimento de Luminárias
    Desenvolvimento de Acessórios
    Comunicação Visual (concepção)
    Manuais técnicos

    Educacional:
    Aulas
    Palestras
    Cursos
    Seminários
    Treinamentos
    Desenvolvimento de material didático
    Pesquisa

    Porém muitas destas atribuições vem sendo tolhidas ou coibidas através de denúncias a conselhos federais de outras profissões correlatas baseadas em argumentos que demonstram claramente o desconhecimento da formação acadêmica do profissional de Design de Interiores/Ambientes, atentando contra o que prega o que prega a CF, art. 5.º, inciso XIII – “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;”.

    Formação acadêmica sufuciente para o pleno exercício profissional nós temos, somente nos falta o reconhecimento Legal através da regulamentação de nossa profissão.

    Esta área profissional deve ser regulamentada à parte, respeitando sua identidade própria, de forma específica, pois ela mescla elementos do Design (Desenho Industrial) e da Arquitetura não cabendo então, uma regulamentação conjunta com qualquer destas duas áreas sob risco de perda da autonomia profissional. São áreas correlatas e complementares que se sobrepõem em alguns pontos e se distanciam em outros aspectos. Por isso a necessidade da regulamentação específica e em separado.

    Sobre os riscosque a Lei exige para qualquer processo de regulamentação profissional – posso citar alguns exemplos para que V.Excia compreenda a importância específica ao Designer de Interiores/Ambientes , no que tange às suas competências:

    1 – SITUAÇÃO: uma residência onde há idosos: o profissional não considera as limitações naturais dos idosos e especifica um piso de porcelanato polido, liso, incluindo nos banheiros e outras áreas úmidas. Também não especifica as barras de segurança dentro do box de banho. Faz um projeto de iluminação onde a luz não é suficiente para atender às necessidades visuais do idoso e também projeta armários altos dificultando o acesso. RISCOS: quedas com fraturas de leves a gravíssimas e até risco de morte.

    2 – SITUAÇÃO: uma residência onde há crianças: o profissional não considera este aspecto altamente relevante e especifica móveis com quinas secas (90°), piso liso, móveis ou tampos de vidros, projeta ou especifica mobiliário (estantes e armários) que facilitem a escalada, entre outros itens. RISCOS: quedas, lesões de leves a gravíssimas incluindo o risco de morte.

    3 – SITUAÇÃO: uma loja onde há as exigências técnicas e estruturais do local (ex: shoppings e lojas de rua): o profissional não considera nem estas exigências e também despreza as normas da ABNT sobre estruturas e segurança. RISCOS: incêndios, desmoronamento de estruturas por sobrecarga, ferimentos em usuários, etc.

    4 – SITUAÇÃO: alterações estruturais: o Designer de Interiores/Ambientes, apesar de possuir conhecimentos suficientes para ler e analisar uma planta arquitetônica/estrutural para conseguir propor soluções visando a melhoria dos ambientes, não tem uma sólida formação em estruturas como ocorre com os engenheiros e arquitetos. Esta prática, portanto, não é de competência do Designer de Interiores/Ambientes e convencionalmente proibida. A regulamentação do Designer de Interiores/Ambientes permite que se estabeleça as devidas competências impedindo que estas sejam ultrapassadas. Para realizar as alterações estruturais o Designer de Interiores/Ambientes deve trabalhar em parceria com engenheiros ou arquitetos que, por competência, são os responsáveis por esta parte na obra. No entanto, alguns profissionais da área de Interiores/Ambientes, não considerando os limites de suas competências profissionais (aproveitando-se da ausência da regulamentação), determinam que os pedreiros derrubem paredes e abram vãos sem o acompanhamento dos profissionais adequados. RISCOS: desabamento de partes da estrutura ou toda ela colocando os usuários em riscos até mesmo de morte.

    5 – SITUAÇÃO: projeto de mobiliário: o profissional “desenha” a forma de uma cadeira e simplesmente “larga nas mãos” de algum marceneiro para execução sem atentar para questões como resistência dos materiais, segurança, normas técnicas, insumos, qualidade, etc. RISCOS: esta cadeira que o senhor ou a senhora encontra-se sentado neste momento pode ceder provocando graves ferimentos através das lascas e ferragens que ficam expostas. E isso pode acontecer com qualquer mobiliário.

    6 – SITUAÇÃO: mercado de trabalho: temos percebido uma desvalorização do profissional de Design de Interiores/Ambientes por esta profissão não ser regulamentada. Esta desvalorização – e por vezes desrespeito – finca-se na questão da responsabilidade técnica sobre os projetos executados especialmente. A responsabilidade técnica é o equivalente às ARTs que os engenheiros e arquitetos são obrigados a assinar junto ao CREA. Por este documento,  no caso de haver qualquer problema futuro, a justiça irá encontrar e punir os responsáveis. Como ainda não temos um Conselho Federal que normatize e fiscalize a profissão, elaboramos contratos com cláusulas específicas sobre este assunto discriminando claramente até onde vai a nossa responsabilidade sobre o projeto. Isso torna o documento extenso demais. Ressalta-se ainda que os clientes ao perceberem que não temos um órgão fiscalizador acabam optando por arquitetos ou tentam nos obrigar a inserir responsabilidades para as quais não fomos formados e nem temos interesse em atuar profissionalmente. Sem contar que qualquer problema futuro o transtorno é bem maior para ambos os lados pois tudo deve correr dentro da justiça comum, bastante onerosa e demorada. Porém esta prática de acrescentar no contrato tais cláusulas não é uma prática de todos os profissionais. Na verdade são poucos os que agem eticamente nesse sentido.

    7 – SITUAÇÃO: eventos: o profissional projeta a ambientação de um evento desconsiderando questões como acessibilidade, circulação e áreas livres de barreiras, segurança e rotas de fuga, mistura e proximidade de materiais e equipamentos, informação visual. RISCOS: incêndios, pânico na fuga, dificuldades de acesso/saída, quedas, atropelamentos, pisoteamentos, etc.

    Vale salientar também que por não ser uma profissão regulamentada, somos impedidos de realizar vários projetos em outros segmentos como por exemplo:

    Não existem concursos específicos para a área – uma perda considerável tanto para os profissionais quanto para os órgãos públicos e sociedade;

    Não podemos lecionar nas IES públicas – pois, por um lado, a maioria das IES não considera ainda estes profissionais aptos por mero desconhecimento real sobre a profissão e, por outro lado, não se reconhece um estatuto epistemológico do Design de Interiores/Ambientes necessário para se implementar cursos de pós-graduação stricto sensu, necessários para a produção de conhecimento na área e  habilitação docente para o ensino superior;

    – A grande maioria das mostras de decoração exige o registro profissional no respectivo conselho federal o que nos impede de participar e mostrar as competências e habilidades desta profissão;

    – A maioria dos shoppings exigem o registro no CREA por causa das ARTs (responsabilidade técnica) o que nos faz perder clientes importantes.

    A mídia não valoriza e nem respeita esta área profissional e acaba sempre colocando profissionais de outras áreas para falar sobre Design de Interiores/Ambientes;

    Ainda não somos reconhecidos como pesquisadores/pensadores o que gera uma desacreditação sobre a área e sua produção acadêmica;

    As bolsas para iniciação científica não contemplam ou facilitam o ingresso de projetos nesta área mantendo o Brasil praticamente fora dos ciclos científico e editorial mundiais nesta área.

    Eu poderia salientar ainda várias outras situações mas creio que esta mensagem ficaria extensa demais.

    Lembro também que o Design de Interiores/Ambientes não visa apenas projetos majestosos de ambientes luxuosos e caros mas também pode – e deve – ser aproveitado no social visando a melhoria da qualidade de vida dos menos favorecidos através de projetos voltados para este público. Já existem alguns exemplos deste trabalho sendo desenvolvido por algumas IES através de incubadoras de empresas ou projetos de extensão que tem conseguido resultados excelentes.

    Sem a regulamentação profissional continuaremos vivendo em um mercado bastante impreciso e perigoso onde alguns profissionais, ao extrapolar os limites de sua formação e competência, acabam colocando muitas pessoas em risco além de prejudicar os profissionais que atuam corretamente e eticamente, dentro de suas delimitações.

    Espero também que não sejam convidadas apenas associações profissionais para debater sobre este assunto,  mas também, e especialmente, profissionais da área, formados em Design de Interiores/Ambientes pois só assim chegaremos a uma visão real do mercado, bem além daquela pretendida pelas associações que insistem em não diferenciar os profissionais.

    Assim, espero que V.Excia reflita sobre este assunto com carinho, ética e seriedade que a matéria exige pois é de grande importância para a sociedade brasileira.

    Grato pela preciosa atenção, conto com a Vossa compreensão e apoio nesta matéria.

    .

    Paulo Oliveira

    Designer de Interiores/Ambientes

    Especialista em Educação superior

    Especializando em Lighting Design

  • Lei Cidade Limpa – Londrina-PR

    Muito bate-boca baseado em argumentos desnecessários tanto por parte da prefeitura quanto da ACIL e comerciantes por causa da Lei Cidade Limpa que foi (?) recém implantada aqui em Londrina. Baseada na mesma lei que foi implantada em São Paulo, aqui ela tem gerado controvérsias e brigas judiciais que, no meu ponto de vista, são totalmente desnecessárias. Está faltando diálogo no lugar de acusações.

    A ACIL, que deveria agir com precaução, deixou até mesmo o corporativismo de lado e agiu de maneira inesperada e inoportuna, posso dizer até mesmo emocional e impensada demais. Seria muito mais útil se tivesse procurado informar-se com as associações das cidades que já passaram pela mesma situação e, antes de cometer os mesmos erros, antecipar-se usando a inteligência.

    Do outro lado, a prefeitura que insiste em impor normas e regras sem o devido diálogo entre as partes envolvidas seja para o que for. Por sinal, enta administração e sai administração, a prefeitura continua insistindo nos mesmos erros de seus antecessores. Londrina é a única cidade do mundo que tem rotatórias em forma de “S” – o projetista certamente é um fã eufórico do Airton Senna.

    Brincadeiras à parte, tem um blog aqui de Londrina sobre arquitetura e urbanismo que, ao conhecê-lo, gostei muito e acrescentei-o ao blogroll aqui ao lado pela seriedade que – aparentemente – levantava assuntos através de seus posts. Lendo meu reader hoje me deparei com mais um excelente texto de seu autor sobre este assunto da Lei Cidade Limpa e postei um comentário que – claro – deverá ser ou não aprovado pelo mesmo.

    Ser aprovado ou não?

    Nesse momento fui verificar se o comentário que eu tinha feito num outro post do referido blog, falando sobre as horrendas cabines-cópias-fajutas-vermelhas das cabines telefônicas de Londres – que estão querendo enfiar goela abaixo aqui em nossa cidade sob uma falaciosa historização e romantização de uma pseuda e nunca existente colonização desta minha amada terra por ingleses – tinha sido aprovado.

    Para minha surpresa e espanto ele não está lá aprovado.

    Então, já que meu post não foi aprovado lá, vamos à uma breve aulinha de história sobre minha amada terrinha: Londrina (que foi o conteúdo do comentário censurado).

    No comentário proibido, acrescentei alguns dados REAIS sobre a verdadeira história de Londrina para complementar a excelente análise estética/urbana/climática realizada sobre as tais cabines telefônicas.

    Postei com argumentos baseados em fatos também REAIS que Londrina não é nem nunca foi uma “pequena Londres” e que não foram os ingleses que colonizaram esta minha terra amada e sim que eles, através da Companhia de Terras Norte do Parana, estavam apenas abrindo novos espaços para venda terras em toda esta região. Que na vila recém aberta em meio a mata nativa permaneceram apenas sete ingleses gerenciando o escritório de vendas de terras e que, na verdade, quem construiu e fez essa cidade “vingar” foram os imigrantes japoneses, italianos e de outras etinias que migraram para cá atras de seus sonhos.

    Também informei que a “Praça  da Bandeira” nada tem a ver com o desenho da bandeira inglesa salvo a triste ironia da forma de seu calçamento. Na verdade, não remete à esta bandeira e sim ao FATO de que por esta ter sido construída num momento em que o Brasil passava por um forte sentimento nacionalista, era “norma nacional ” que todos os espaços públicos onde houvessem o Pavilhão Nacional, seus acessos deveriam direcionar ao mesmo e forçar o olhar dos transeuntes para o este elemento de qualquer lado que chegassem. Por isso existem praticamente em todas as cidades, praças com formato semelhante ao da bandeira inglesa. Mas isso não quer dizer que é uma homenagem à esta. Se assim fosse, quantas “pequenas Londres” teríamos de ter espalhadas por este Brasil? Eu que não vou contar todas.

    Olhem bem meu caros leitores, qual forma é melh0r que esta para permitir o acesso por todos os lados e trazer para um mesmo ponto central/focal não concordam?

    Como eu sei disso tudo?

    Simples: foi o meu avô quem desenhou e construiu aquela praça. Minha família chegou aqui em Londrina logo em seu “iniciozinho”. Além de meu avô que construiu e pavimentou grande parte dessa cidade – sim, os paralelepípedos que hoje se encontram sufocados embaixo de camadas de asfalto foram colocados por ele – tem também a minha bisavó que foi a primeira educadora desta vila Londrina quando ainda nem existia escolas por aqui e ela lecionava na garagem de sua residência. No entanto, nem uma escola com o seu nome existe aqui nesta cidade.

    Como sempre, a VERDADE dói em alguns pois terão de assumir seus erros e mentiras. Então é melhor deixar quieto, ignorar a verdade e sufocar os que tentam mostra-la. Além de claro, pagar bem para ter matérias jornalísticas apoiando cegamente essas MENTIRAS disseminando a desinformação e deseducando a sociedade.

    Mas eu tenho este meu delicioso espaço para poder compartilhar estas histórias com vocês não é mesmo? E melhor: sem sofrer censura dessa gente que só busca desinformar.

    Pô prefeitura, faltou um Designer pra fazer o logo?

     

    Bom, mas voltando ao tema do tópico, como não sei se meu novo comentário será aprovado lá naquele blog, então vou transcrevê-lo aqui e, claro, acrescentar mais alguns dados já que o espaço me permite isso (e sei que vocês adoram me ler demorada e longamente ahahahah).

    Percebo que,

    o que tenta ser imposto pelos comerciantes, pela ACIL e pelos publicitários com relação à Lei Cidade Limpa, é uma forma de acomodação. E isso é facilmente percebido pelos “argumentos” postados nos comentários em diversos sites e blogues que vem tratando do “assunto da moda” aqui por estas bandas.

    O problema maior? A desinformação que forma a base dessa acomodação.

    Ora meus caros, com desculpas como “atrapalhar o trânsito” ou que os clientes “não vão achar determinada loja” entre tantos outros mais no mesmo sentido, só demonstram que vocês não estão dando o devido valor e respeito nem aos seus próprios clientes nem à nossa cidade que os sustenta e abriga.

    Para quem tem o costume de ir a São Paulo como eu, sabe perfeitamente que este tipo de argumento é irreal e absurdo. São Paulo continua “andando” e os clientes continuam “achando” o que procuram da mesma forma que antes da lei e sua cidade emporcalhada pelos horrendos frontões sem contudo, provocar qualquer destes “problemas” elencados por vocês  pela web.

    A resposta para estas e tantas outras indagações é simples: usar das ferramentas disponíveis no mercado. Principalmente o Design (e suas vertentes lighting, interiores, gráfico e produtos)  buscando uma solução visualmente agradável e dentro da Lei em questão.

    São Paulo aprendeu rápido a recorrer a esta ferramenta. Então, porque os londrinenses tem de ficar choramingando e não tratam de aproveita-la?

    Não tenho visto grandes alterações até o momento. A maioria das edificações que já tiveram seus frontões retirados, acabaram desnudadas expondo o descaso “por trás das fachadas”.

     

    Foto: Lilian Oyama

    Para os que desconhecem, a ferramenta mais utilizada atualmente em todo o mundo é o Lighting Design (não é mera iluminação). Este, quando projetado por profissionais especializados, tem efeito muito mais atrativo tanto durante o dia quanto à noite.

    Londrina tem edifícios e áreas que merecem um bom projeto de Lighting Design mas o que vemos – aos montes – são aqueles horríveis “splashes” de luzes verdes, violetas, amarelas e assim por diante como se isso desse algum valor ao negócio. Porém o efeito disso – já mostrado em pesquisas – é exatamente o contrário pois, entre outros pontos, além de ofuscar pelo excesso de luz, distorce a marca da empresa ao alterar a sua cor tornando-a, por vezes, irreconhecível.

    Já locais – se existem 10 aqui em Londrina é muito – onde a iluminação foi corretamente planejada e projetada, tende a chamar a atenção dos passantes seja pelo destaque focal, pela beleza, pela suavidade, pelo elemento surpresa, pela tecnologia empregada entre tantas outras.

    É claro estou aqui “vendendo o meu peixe”, como profissional especializado em Lighting Design que sou, mas sim – e acima de tudo – trazer novos horizontes e educar o mercado e seus gestores.

    Também não posso deixar de observar o seguinte:

    Dias atrás passando pela rua São Paulo, percebi que numa das quadras a maioria dos frontões já haviam sido retirados. Porém, o que mais me chamou a atenção não foram as fachadas nuas e horríveis pelo descuido do que estava “embaixo do tapete” e sim, a rede elétrica pública emporcalhando e que – agora sem os frontões – acabou ficando totalmente exposta, tornando-se também o ponto focal para o observador.

     

    Foto: Lilian Oyama

    FICA A DICA:

    Se a lei prevê uma cidade limpa, menos agressiva e poluída visualmente então a prefeitura, como gestora principal, tem de fazer a sua parte também.

    A ACIL e os comerciantes – mas também toda a sociedade – devem se unir e exigir a imediata (também dentro do prazo da Lei afinal a Lei é igual para todos não é mesmo?) eliminação do abastecimento “aéreo” através dos postes e fiações suspensas através de um projeto de iluminação pública eficiente ( também projetado por especialista e não por uma equipe que insiste em errar nos projetos urbanísticos) incluindo a implantação de cabeamentos subterrâneos promovendo assim o embelezamento urbano de nossa já tão sofrida e deteriorada Londrina que a Lei Cidade Limpa trata.

    Se é para deixar a cidade realmente limpa e mais bonita, então que tal encerrar as guerras e dar as mãos trabalhando juntos por isso?

    Certamente todos irão ganhar com isso.

    Quem passou e quem passa hoje pela rua São Bento em São Paulo (na verdade pela cidade toda) sabe do que estou falando. É uma rua comercial que hoje respira e atrai muito mais clientes do que em sua fase poluída que só atraía marginais, tornando-a um local ermo dentro do centro da cidade. Hoje consegue-se olhar para cima e perceber a cidade que existe acima, coisa que antes era impossível. Também é possível ver a extensão toda da rua o que também era impossível antes. Quando passávamos por lá, a sensação de estar sufocando era constante pois os frontóes de um lado da rua quase se encontravam com os do outro lado em alguns pontos. Isso só era bom para uma coisa: esconder-se da chuva.

    Porém, vejam bem nobres empreendedores: agora sem os frontões os transeuntes terão de buscar abrigo onde?

    Claro, dentro de suas lojas e isso significa o que?

    Heim, heim, heim?

    Potenciais vendas inesperadas!!!

    Querem coisa melhor que isso?

    Estão percebendo como podemos transformar pedras em diamantes? Basta para isso querer e agir?

    Embelezamento Urbano é uma soma de ações e, neste caso específico podemos destacar:

    A despoluição visual (em todos os níveis e elementos) + A recuperação e renovação urbana + O respeito pela história local + O respeito pela cidade e seus usuários.

    Tudo isso tendo como ponto principal o bem-estar e a qualidade de vida urbana.

    Portanto, vamos agir com mais serenidade de ambos lados visando esta qualidade de vida que tanto sonhamos e lutamos para mante-la, ao menos, respirando?

    Estou aqui à disposição para os empresários que desejarem realmente algo de qualidade e que valorizará o seu empreendimento.

    Também estou à disposição da ACIL para conversar com seus diretores e associados sobre o assunto mostrando como o Design pode e deve ser utilizado como ferramenta pró-empreendedorismo e valorização empresarial.

    Também estou à disposição dos publicitários para mostrar-lhes como o Design (feito por DESIGNERS REAIS) pode ajuda-los a ampliar o leque de produtos que vocês oferecem agregando qualidade e valorizando os seus produtos para que consigam cobrir as “perdas” provocadas por esta Lei.

    Também estou à disposição da mídia para ajudar a apontar o que realmente vale a pena e que seja realmente importante neste e em outros assuntos relacionados à nossa cidade e, principalmente, como o Design pode e deve ser aproveitado para a melhoria e embelezamento urbano e para a vida de qualquer pessoa.

    Também estou à disposição para ajudar a prefeitura e a Copel a repensar seus projetos urbanos através do Design, transformando gradualmente a nossa Londrina numa cidade referência não através de matérias elaboradas mas sim com materias que mostrem que aqui realmente se investe em qualidade de vida de forma correta e coerente.

    É, estou aqui à disposição.

  • Newsletter

    É…

    Depois quando eu digo que a mídia mais desinforma que informa tem gente que acha ruim…

    Também quando digo que existem profissionais que para tentar parecer o que não são ficam inventando frases ou repetindo coisas óbvias perdidos entre palavras toscas e da moda, tem gente que surta e vem me xingar…

    Ainda mais quando vejo gente de outras áreas falando sobre – e como se fosse – design, aí ferrou de vez. É um show de asneiras que merecem ser replicadas para mostrar o quão fúteis e desinformadas são algumas pessoas e, especialmente a mídia – que se diz especializada.

    Sinceramente? Tô nem aí. Falo mesmo. Não me calo e tampouco me deixo amordaçar diante de absurdos.

    Recebi uma newsletter hoje e creio que bastava apenas o banner. Teriam sido muito mais felizes. Mas não. No afã de querer mostrar-se imponente e importante, acabaram colocando no corpo da mesma comentários mais que desnecessários de profissionais de renome no cenário… midiático.

    Nem vou me ater demais a comentar algumas partes, minha ironia já bastará.

    “A tendência é conforto, qualidade e bem estar. É a opção por ambientes para serem vividos, com a personalidade do morador.”

    Sério mesmo? Será que um profissional que afirma isso pode ser considerado realmente que é formado na área? Estranho, pois se assim fosse saberia claramente que esses elementos elencados acima não são meras tendências mas itens essenciais em qualquer projeto que prime pela qualidade e pela realização dos sonhos do cliente. Com uma frase assim, tenho pena dos clientes que que são forçados à engolir projetos que não refletem sua personalidade e sim a de um projetista  qualquer que fica correndo atrás de “tendências” pra parecer “up”  e “bunito” nas mídias… UAU!!!

    Descobriu as américas!!! Merece um Nobel né gente!!!

    Confesso que fiquei PANTONE 18-1537 depois dessa…

    “(…)o equilibrio das dimensões estão em alta. Os espaços pequenos estão sendo bem aproveitados.(…)”

    Impressionante!!!

    Juro que de 18-1537 fiquei 17-1612 depois dessa….

    “É forte a tendência por todos os materiais que dão sensação de conforto e bem estar, passando a sensação de praticidade. (…) Tudo o que gira em torno desse conceito é tendência: o de tornar a vida mais prática. (…) e que tragam essa sensação de conforto e bem estar. (…)”

    Por acaso alguém aqui se esqueceu que o bicho homem já saiu das cavernas ha muito tempo e que isso não é novidade alguma? Que ha muito tempo a praticidade, conforto, bem-estar são intens imprescindíveis seja num projeto arquitetônico, num de interiores ou ate mesmo no de um hair “dezáine”??? Olhem a repetição do mesmo discurso dentro de um mesmo parágrafo…

    PAREI!

    Agora virei um belo exemplar do 17-1588 da cartela PANTONE.

    “A funcionalidade e a integração dos ambientes são grandes tendências para 2011.(…)”

    Tudo bem, integração de ambientes nem é tão velho assim, pois há cerca de 10 anos este conceito vem sendo aplicado. Mas a funcionalidade só está entrando “na moda” agora? Pra que serviram as aulas das disciplinas que tratavam sobre fluxograma, programa de necessidades ou coisa similar?

    Tou de 18-5622, gostaram do modelito?

    “(…) Hoje, mas do que nunca, procuramos o material de alta qualidade. (…)”

    Só hoje? Aí ferrou de vez…

    Obra de Anselm Reyle

    18-1012 na cabeça!

    Pois é gente, é bem por aí. Desinformação pura e deslavada para quem quiser. É sem dúvida uma poderosa ferramenta promovendo a prostituição não só das áreas de arquitetura e design mas também de várias outras.

    Já postei aqui sobre tendências em nossa área sendo bem realista com 99% do mercado. Seguir tendências não serve para realizar os sonhos dos clientes.

    Nós, da área de Interiores, não somos modistas nem fashionistas #pelamordedeus!!!

    Somos responsáveis pela criação de um lar ou de um negócio que, dentre tantas coisas, deve:

    – ser durável;
    – ser confortável;
    – promover o bem-estar;
    – e, principalmente, atender as necessidades fundamentais e reais dos clientes – e nao modismos impostos.

    Também não podemos esquecer que o projeto deve refletir a personalidade do usuário e não do projetista ou de algum bam-bam-bam qualquer que fica por aí impondo modismos desnecessários e, muitas vezes, fúteis.

    Tudo bem, entendo que novidades são sempre bem vindas seja numa nova cor de tinta, uma nova padronagem ou tipo de tecido e até mesmo naquele revestimento de última geração para móveis que acabou de sair do laboratório da NASA e que a indústria está desesperada para vender mas, calma lá gente. Isso tem cliente certo, não é para qualquer um e, nem todo mundo gosta dessas coisas.

    Ecletismos, vintage, retrô e tantos outros nomes só devem ser aplicados se o cliente realmente gosta e se faz parte de seu estilo. Isso me lembra um trecho do livro “Terapia do Apartamento” (Maxwell Gillingham-Ryan) quando ele fala sobre os clientes que chegam com recortes de revistas dizendo querer exatamente aquilo. O que ele faz? Simples:

    Primeiro o profissional deve buscar perceber do cliente o porque dele querer aquilo que deseja – se é por estar na moda ou por gosto mesmo – e, em seguida, permitir ao cliente apontar exatamente o que mais gosta no ambiente da(s) foto(s). Assim poderá captar o estilo deste cliente e, a partir disso, elaborar um projeto que realmente seja a “cara” dele, não das revistas da moda.

    Quando isso não é feito, o projeto torna-se muitas vezes um terreno bem cuidado porém árido, impermeável, impessoal.

    Foto: Brian Kossof

    Por sinal, observem como estas tendências tem deixado os projetos com a mesma cara não é? Já pararam para analisar a mesmice que acaba predominando?

    Inevitavelmente vem a dúvida: os projetistas estariam reféns de uma lógica tosca do mercado das tendências ou isso não passa de um mero ócio criativo?

    Sem contar que isso também interfere de forma negativa em qualquer tentativa de regulamentação profissional de nossa área, mais que necessária e urgente hoje em dia.

    Eu heim…

  • My Reader – 03-01-11

    Quero mostrar para vocês duas coisas geniais que encontrei em meu Reader hoje.

    Primeiro, o trabalho desenvolvido pelos designers Yvonne Laurysen e Eric Mantel, do estúdio de design holandês Lama Concept.

    Tem muita coisa linda no site deles mas destaco os tapetes com LEDs desenvolvidos com produtos e pensamento sustentáveis. Neste caso, usam lã 100% natural onde, na trama, são deixados espaços para a inclusão dos LEDs.

    O melhor de tudo é o que o produto pode ser personalizado dependendo do projeto de interiores. Ah, também tem a vantagem de ser construído em células que podem ser trocadas no caso de desgaste de alguma parte.

    Fantástico!!

    Imagine seus clientes podendo contar agora com um chão de estrelas com o suave toque da lã natural. Bom demais não é? Seguem algumas imagens:

    Outra coisa que vi e gostei demais foi o trabalho da Elena Colombo. Em suas esculturas ela trabalha com os quatro elementos naturais e consegue tirar dos mesmos o máximo proveito no tocante a efeitos.

    Como podem ver, vale a pena conhecer o trabalho desta artista ;-)

    Bom, estou acrescentando aqui na barra de links a categoria Mostras para facilitar a vida dos leitores que gostam de acompanhar o que está rolando nelas por aí.

    Inicio colocando o link da Haus Innen que acontece anualmente aqui em Londrina e agora também começando a sacudir o mercado em Maringá. As responsáveis são as minhas amigas Jacqueline Luz (publicitária) e a Andréia Scherer Hovgesen (arquiteta).

    Além do site oficial, elas montaram um blog muito bom onde postam as novidades sobre a mostra e nos trazem informações sobre as novidades do mercado em materiais, equipamentos, etc.

    Este ano a Haus Innen Londrina completa 15 anos e a festa promete!!!! Vai rolar de 30 de Julho a 30 de Agosto de 2011.

    Belíssima a casa escolhida para abrigar o evento. Tenho certeza de que será novamente um sucesso.

  • Pra não dizer que não falei… dos erros…

    Bom gente, sempre que escrevo aqui sobre iluminação e LD, escrevo sobre erros absurdos que os profissionais não especializados nesta área fazem em seus projetos. Muita gente me escreve cobrando “provas” do que escrevo…

    Fui dias atrás no Catuaí Londrina e fiz questão de entrar numa das lojas para fotografa-la para provar aos críticos de plantão o que escrevo.

    A loja da Vivo é um show de abuso, desconhecimento técnico e falta de noção sobre iluminação. Vejam as imagens:

    Este slideshow necessita de JavaScript.

    Numa das fotos eu apareço de propósito para mostrar a vocês a distância em que as lâmpadas AR111 foram instaladas. É impossível permanecer embaixo destas por mais de 30 segundos – especialmente para aqueles que como eu, são desprovidos de “telhado”…

    Outro detalhe é que se você for pegar algum dos aparelhos expostos na ilha central perceberá que os mesmos estão quentes – e não é por estarem ligados carregando não…

    Perceberam a quantidade de luminárias enfileiradas? Pra que isso tudo???? Onde é que fica a sustentabilidade, a conservação de energia, etc????

    E a mistureba de K das diferentes lâmpadas instaladas?

    Notaram o cuidado com o ofuscamento? Claro que não perceberam, pois não houve esse cuidado neste projeto.

    No close que dei na fileira das ARs, perceberam a diferença de K entre elas? Claro, muito provavelmente não foi repassado ao cliente um Manual do Usuário com as especificações corretas de cada lâmpada o que levou o cliente a comprar qualquer AR para substituir a queimada pois não tinha em mãos as especificações técnicas (facho, TC, IRC, etc).

    Outro detalhe é que a loja é toda branca. Olhem bem as fotos e percebam como as paredes e mobiliário estão manchados de branco e amarelo de uma forma nada proposital.

    Pois é, taí a PROVA do que eu sempre escrevo alertando vocês.

    Abraços corretamente iluminados.

  • Dúvidas sobre iluminação (LD)?

    Estava eu pesquisando pela web quando me deparo com o título de uma matéria no site de uma revista. Fui ver e, logo de cara já me deparei com absurdos, desinformação e erros contidos no texto.

    Então, vamos arruma-lo e escrever a VERDADE sobre o tema iluminaçãoe corrigir pontos falhos?

    Mãos à obra!!!

    1. Qual o papel do projeto luminotécnico?
    O papel da iluminação é valorizar o trabalho do arquiteto ou do designer de interiores sempre atendendo as necessidades do cliente.
    Nele são planejados os circuitos de luz considerando o uso que se faz de cada espaço e as necessidades de quem o ocupa. Deve levar em consideração os aspectos humanos, estéticos, arquitetônicos, financeiros e ambientais. Por exemplo, a manutenção precisa ser fácil e de baixo custo e os elementos escolhidos devem partir dos cuidados eco-sustentáveis.
    Compõe-se de projetos (plantas, cortes, perspectivas e detalhes) memorial descritivo (especificações de lâmpadas, luminárias e demais equipamentos), e orçamentos.

    2. Em qual momento deve-se pensar nesse projeto?
    Aqui temos duas situações distintas:
    A – Construção: o ideal é que o lighting designer seja contratado no mesmo momento que o arquiteto, ainda na concepção da idéia da edificação, pois as escolhas dos equipamentos e tipo de iluminação interferem em outras partes da construção, como no planejamento elétrico e até mesmo na alvenaria – no caso de iluminação arquitetural.
    B – Reforma: idem ao anterior, logo no início da fase de pensar o projeto. Porém aqui o trabalho é mais complexo pois a construção já está levantada e as intervenções são mais difíceis – mas não impossíveis.Há limitações e as intervenções são realizadas se possível. Edificações já construídas possuem algumas condicionantes de estrutura, hidráulica e elétrica. O profissional da obra terá de avaliar o que já existe e o que poderá ser feito naquelas condições. Existem no mercado produtos que foram desenvolvidos para aumentar as possibilidades de intervenções nestes casos.

    3. Por onde iniciá-lo?
    Nas necessidades dos usuários para cada ambiente. Nestas necessidades o profissional deve ser capaz de captar inclusive como cada membro da família responde à luz, necessidades individuais e coletivas. etc. Jamais deve-se começar pela escolha de lâmpadas e luminárias. O planejamento luminotécnico faz parte do projeto de interiores (design ou arquitetura pura) e para isso o profissional considera as particularidades de cada ambiente, as atividades exercidas ali, sem se esquecer da incidência da luz natural e como aproveita-la da melhor maneira possível.
    Depois desse levantamento, é hora de interpretar essas ideias e colocá-las no papel.

    Fonte: Zeospot.com

    4. Quem contratar?
    Profissionais formados em arquitetura, engenharia, ou design de interiores/ambientes possuem conhecimentos básicos sobre iluminação e elétrica, o bê-a-bá.
    O ideal é colocar o projeto de iluminação (lighting design) nas mãos de um profissional especializado na área.
    Hoje no Brasil já existem profissionais especialistas em iluminação que são conhecidos como Lighting Designer.
    Com a contratação de um especialista certamente o seu projeto irá atender as suas necessidades, ser bastante autoral e refletir a personalidade do usuário. Além da grande vantagem de não correr o risco futuro de ter em mãos um projeto que não funciona direito e/ou vive dando problemas.
    Tenho visto com tristeza – por falta da regulamentação profissional – vários profissionais dizendo que são lighting designers, arquitetos de iluminação e designer de iluminação sem ter a devida especialização. Estão tentando “pegar a onda” deste novo mercado mas não tem a devida especialização e conhecimento necessários.
    Assim como num emprego comum, caso você se sinta inseguro(a) com o profissional, exija a apresentação de seu currículo completo (incluindo certificados e diplomas).
    Dica: Um especialista consegue explicar a iluminação usando uma linguagem simples, sem o uso exagerado dos termos técnicos para “vomitar conhecimento”.

    5. O projeto luminotécnico pode ser feito pelo mesmo arquiteto/designer que está fazendo os projetos para a minha casa/empresa?
    O ideal é que não seja o mesmo profissional.
    Isso serve tanto para projetos arquitetônicos quanto de design de Interiores/Ambientes.
    Profissionais de arquitetura e de interiores que primam pela qualidade de seus projetos possuem parcerias com profissionais especialistas, dentre eles os lighting designers.
    Assim como a medicina, a arquitetura e o design tem se fragmentado em especialidades e o lighting design é uma delas.

    6. Como dimensionar a elétrica da casa/empresa pensando no projeto luminotécnico?
    Novamente temos duas situações distintas aqui: à construir e já construída.
    1 – à construir: o projeto de iluminação deve ser feito antes, pois traz as especificações de lâmpadas (tipo, potência e voltagem) e equipamentos (transformadores e reatores) que o engenheiro elétrico irá utilizar para elaborar o sistema elétrico (carga, especificação, distribuição, etc).
    2 – já construída: numa reforma, pode-se trabalhar de duas formas: para evitar sobrecarga avalia-se a construção identificando qual carga há disponível e fazer a quantificação/distribuição desta entre as luminárias e equipamentos elétricos (geladeira, fornos, computadores, etc). Também há reformas que permitem a ampliação desta carga, mas isso deve ser realizado por um profissional especializado, preferencialmente engenheiro elétrico. Ele também irá orientar sobre como reforçar a instalação elétrica caso necessário.

    7. Quais as consequências de fazer o projeto luminotécnico com a casa pronta?
    Basicamente o custo que irá ficar um pouco mais alto. Depois devo lembra-los também que ele será mais trabalhoso exigindo a contratação de mais profissionais (pedreiros, gesseiros, pintores, etc).
    Isso se deve ao fato de termos de quebrar muito do que foi construído ou executar adaptações – como trabalhar com gesso, por exemplo.
    Porém, mesmo com a edificação finalizada, as opções de soluções integradas com a arquitetura são possíveis. Nesse caso, é imprescindível a contratação de um profissional especializado em iluminação.

    8. Quando devo pensar na automação?
    Se você pensa em usar automação para a iluminação é bom conversar com o profissional logo no inicio.
    Assim ele pensará em toda a parte estrutural necessária para a instalação dos equipamentos e fará o projeto para atender as necessidades técnicas dos equipamentos levando em consideração também a usabilidade. Assim, no momento da obra esta estrutura (dutos, calhas, etc) já serão implantadas independente se o sistema irá ser instalado imediatamente ou, por causa do alto custo, futuramente.
    Pense sempre que se você optar por instalar futuramente e não tiver a estrutura pronta terá de quebrar tudo de novo para conseguir passar o cabeamento. Mais trabalho, mais transtornos, mais custos.

    9. Quantos pontos de luz são necessários para cada espaço?
    Existem profissionais que dizem que alguns aspectos devem ser considerados, tais como o tamanho do ambiente, o pé-direito, as cores que predominam no local (do acabamento e dos móveis), a maneira como o espaço é utilizado (por exemplo, para leitura ou para assistir televisão) e o modo de vida dos moradores.
    Eu já prefiro dizer que o que vai definir isso é a necessidade do usuário aliada aos conhecimentos técnicos e estéticos do profissional e a sua relação com o ambiente a ser iluminado.
    Já vi ambientes ricamente iluminados com uma ou duas luminárias que atendiam perfeitamente as necessidades dos usuários.
    Existem normas técnicas para a iluminação, mas como diz Howard M. Brandston regras e normas num bom projeto de iluminação são feitas para rasga-las e joga-las no lixo.
    Mas calma, isso só é feito por profissionais realmente especializados e que entendem do assunto. Profissionais que não precisam ficar correndo atrás de números técnicos para “não errar”.
    O cálculo de quantidade de lâmpadas de acordo com as normas técnicas é necessário em obras comerciais – como lojas, clínicas e escritórios – pois estes ambientes precisam de uma iluminação mais forte, precisae em alguns casos, específica.
    Quando você ouvir um profissional falando que tem de ser implantado um sistema com uma determinada quantidade de lux para determinada tarefa, desconfie.

    10. Quais os principais erros?
    Eu já fiz um post aqui no blog entitulado Lighting – erros básicos.
    Porém vale lembrar aqui de erros mais que comuns que vejo diariamente nos mundos real/virtual/midiático:
    – encher o teto de spots – pra que????
    – iluminar excessivamente o local – ofuscamento…
    – eliminação do maior numero de sombras possível – a luz sem sombra fica morta e chata…
    – iluminação que causa reflexos em superfícies espelhadas, envernizadas, cromadas, etc.
    – uso de lâmpadas inadequadas para o pé direito/uso – AR111 em pé direito de 4m (ou inferior) ou sobre uma bancada de trabalho…
    – projeções de sombras desnecessárias ou que “não deveriam aparecer.
    – entre outros.

    11. Quando uma iluminação pode ser considerada adequada?
    Se ela atende à eficiência (visibilidade suficiente, baixo consumo elétrico, etc), praticidade funcional (manutenção simples, não esquente o ambiente, manuseio de controles, etc) e prazer sensorial (boa estética e conforto visual) pode ser considerada boa.

    12. De que forma a luz interfere na maneira como enxergamos os objetos e os ambientes?
    A nossa visão é dependente da luz, por mínima que seja. Logo, ela altera a nossa percepção do espaço e suas formas, cores, brilho, volumetria, sombras, contornos.
    A luz também influencia na fisiologia e na psicologia humana.
    Por isso é fundamental que o profissional contratado para realizar o projeto de iluminação seja um especialista pois somente ele detém os conhecimentos técnicos e estéticos para atender as necessidades dos usuários de maneira coerente e correta.

    13. Que recursos são possíveis para iluminar um ambiente?
    Hoje há uma gama enorme de produtos para iluminação e todos são aplicáveis em praticamente todos os ambientes.
    Tipos de luminárias: spots, arandelas, lustres, pendentes, projetores embutidos no piso ou no teto, balizadores, washers entre outros. Também existe dentro dos recursos de iluminação o built-in (embutidos em sancas, móveis, painéis, etc) que geram belos efeitos e são também eficientes..
    Ficaria muito extenso reunir aqui nesta pequena resposta todas as possibilidades.

    14. Como harmonizar o uso desses recursos em um mesmo ambiente?
    Cada tipo de iluminação (direta, indireta, direta/indireta, built-in, etc) tem uma função. Mas profissionais que realmente entendem do assunto conseguem brincar com estes equipamentos criando novas aplicações para os mesmos sem alteração de sua qualidade ou vida util.
    O que você tem de pensar é que a iluminação virá para coroar o ambiente dando o toque final necessário e valorizando elementos.
    O uso do jogo luz e sombra é fundamental para que um projeto fique agradável e bonito.E é através deste jogo que o profissional de iluminação – o lighting designer – vai brincar com o espaço como se fosse uma tela e ele o pintor. As lâmpadas, luminárias e equipamentos são as suas tintas para concretizar efeitos cênicos e eficientes.

    15. O que fazer em áreas integradas?
    Em áreas integradas o ideal é optar por uma iluminação versátil, com circuitos independentes e que possibilite alteração no layout (trilhos e spots direcionáveis). Assim o usuário poderá criar diversos cenários de acordo com o uso de cada cômodo.

    16. Que recursos adotar em um escritório em casa?
    Você deve pensar da seguinte maneira:
    – se quer um ambiente para relaxar use luz com temperatura de cor mais quente.
    – se quer um ambiente para produzir, use lampadas com temperatura de cor mais fria.
    O ideal é fazer um mix distribuindo as lâmpadas com diferentes TC em diferentes luminárias pelo ambiente.
    Claro que, sobre a sua área de trabalho, o ideal é optar por uma luminária de mesa com luz mais fria (branca).
    Prefira investir sempre em lâmpadas que usem transformadores/reatores pois assim elimina-se a oscilação que causa fadiga visual e diminui a produtividade.

    17. As lâmpadas fluorescentes são desaconselháveis em áreas sociais?
    De maneira alguma.
    O profissional que realmente conhece sobre iluminação saberá utiliza-las de maneira correta, eficiente e esteticamente perfeitas.
    Desconfie de profissionais que dizem o contrário.

    18. Por que as incandescentes continuam sendo as mais adotadas?
    Principalmente pelo baixo custo e facilidade de instalação.
    Mas elas apresentam curta durabilidade, alto consumo de energia, pouca diversidade em tamanhos e modelos além de não ter a opção de temperatura de cor diferentes.
    Estas lâmpadas já estão sendo proibidas em diversos países e aqui no Brasil a sua “morte” está agendada para 2016.

    19. Onde usar lâmpadas halógenas?
    São mais indicadas quando se quer excelente qualidade de luz e sombra, pois valorizam os objetos iluminados.
    Lembre sempre que qualquer lâmpada halógena aquece o ambiente e possui alta emissão de raios UV que causam danos nas superfícies iluminadas e podem também causar danos à saúde se mal locadas nos projetos, como o câncer de pele. Portanto o que vai especificar estas lâmpadas são, principalmente, a distância da área iluminada, pé direito e acessórios (filtros).

    20. Os tons dos acabamentos interferem na sensação de luminosidade?
    Sim pois as cores são refletidas pela luz.
    Superfícies claras e brilhantes refletem. Dão a falsa sensação de que o ambiente pareça ainda mais iluminado.
    Os cromados e espelhados tendem a produzir reflexos que, se não pensados e observados pelo projetista, podem estragar todo o efeito do projeto de iluminação.
    nestes dois casos o cuidado deve ser também com relação ao ofuscamento.
    Toda superfície com cor acaba por, em maior ou menor grau, refletindo a sua cor para as áreas proximas. Coloque um pano vermelho junto a uma parede branca e jogue o facho de uma lanterna sobre ele e veja o que acontece. A parede próxima não ficou levemente avermelhada?
    Então, o projeto de iluminação deve pensar no sentido de que a cor de um objeto ou superfície não interfira no ambiente – salvo se isso for intencional.

    21. Como usar cor na iluminação?
    Existem hoje no mercado lâmpadas coloridas, leds e acessórios como as gelatinas e lentes que podem ser acopladas em uma luminária e algumas luminárias já dispõem de “garras” para a colocação destes elementos.
    Mas é preciso tomar muito cuidado com o uso destes acessórios e os mesmos somente devem ser comprados com a consultoria e orientação de um profissional especializado pois o tom da lâmpada aliado ao tom da lente interferem na percepção do ambiente. Cuidado pois se o profissional não souber utilizar as cores, pode estragar todo o projeto.

    22. Que cuidados tomar em áreas externas?
    Ponto fundamental: uso de equipamentos com proteção IP igual ou superior a 66 (proteção contra chuva e outros agentes externos).
    Distribuir as luzes coerentemente: áreas são para circulação com luz suficiente para enchegar onde pisa, de convivência com iluminação suficiente para o uso, e a iluminação paisagística/arquitetônica que devem destacar o que há de melhor na área. Todas estas devem ser integradas num mesmo estilo. Outro ponto importante é com a instalação elétrica que deve ser embutida em conduítes e enterrada para evitar acidentes.

    Fonte: Junior Barreto estúdio Fotográfico

    23. Que soluções atendem à piscina?
    Por segurança recomenda-se o uso de lâmpadas de baixa voltagem (de 12 volts) para não haver riscos de choques elétricos.
    Existem no mercado hoje além das lâmpadas convencionais sistemas como a fibra óptica e o led.  Ambas tem baixo consumo durabilidade maior (vida útil).
    Nestes sistemas também é possível programar trocas de – você não só ilumina como também modifica a coloração da água ou qualquer elemento iluminado por estes sistemas.

    24. Cada ambiente tem um tipo de luminária adequado? Por exemplo, lustre para salas, abajures para quartos, etc?
    O tipo de iluminação determina a lâmpada, e esta determina qual a luminária mais adequada.
    Os cuidados maiores devem considerar:
    – áreas úmidas: luminárias adequadas e com isolamento/proteção. Estas não devem deixar a lâmpada exposta à umidade e outros agentes. Spots embutidos no box por exemplo.
    – áreas sociais: vai depender dos efeitos desejados tomando sempre os cuidados para evitar os erros comuns (questão 10). Trabalha-se bastante com spots embutidos (direcionáveis ou não), abajoures, pendentes e arandelas. Para a mesa de jantar é bastante comum (modismo) utilizar pendentes sobre a mesma mas tome muito cuidado com ofuscamento, tipo de làmpada e para que a luminária não obstrua visão de uma pessoa em pé para o outro lado da mesa.
    – áreas de trabalho: luz geral, de trabalho e decorativa. Cuidado com ofuscamento e escolha da lâmpada – especialmente a da bancada de trabalho. Plafons, spots e luminárias de mesa. Se houver um canto para leitura uma boa opção é umaluminária de coluna ou arandela de leitura articuláveis.
    – quartos: pedem uma luz mais aconchegante. Plafons, pendentes, abajoures. Muito cuidado com spots sobre a cama pois imagine que quando você estiver deitado(a) a luz estará incidindo diretamente sobre seus olhos.
    – áreas com armários: a iluminação deverá promover a perfeita visualização do interior dos armários. Plafons, spots, embutidos, etc.
    – idosos e crianças: cuidados especiais com as áreas de circulação, BWC e de maior uso.
    Bom, não existem regras fixas para iluminar um ambiente. O importante é considerar o gosto/uso dos usuários e ter bom senso.

    Fonte: Magazine Enlighter

    25. Quais as áreas de atuação de um especialista em iluminação?
    O profissional especializado em iluminação – o lighting designer – está habilitado para realizar com eficiência e qualidade projetos de:
    – Iluminação Residencial
    – Iluminação Comercial
    – Iluminação Corporativa
    – Iluminação Paisagística
    – Iluminação Pública
    – Iluminação Esportiva
    – Iluminação de Eventos
    – Iluminação para Publicidade
    – Iluminação Cênica
    – Design de Produtos
    – Educação superior e pesquisa

    Tem ainda mais alguma dúvida?

    É só postar nos comentários aqui embaixo que respondo ok?

    Abraços corretamente iluminados!!!

  • pelo meu reader…..

    Bom, vamos a mais um post sobre o que encontrei de interessante pelo meu reader.

    Para iniciar, quero compartilhar este texto “Diploma para quê?” da Ligia Fascioni. Ele não é novo e não estava na atualização de meu reader, mas fuçando no blog dela acabei encontrando-o e vale o comentário e citação neste post. Não o copiei e colei aqui pois não pedi permissão para ela, então fica aí o link. Posso copiar e colar aqui na íntegra os que eu gostar Ligia????

    Ela tem muito material interessante em seu site e em seu blog que vale a pena vocês conhecer.

    Hoje que percebi que ainda não tinha colocado o link do blog dela aqui no meu blogroll. Agora já está devidamente arrumada esta minha falha ok Ligia? Mais que merecida a citação de seu trabalho aqui.

    Bom, com relação ao texto é aquilo que eu sempre escrevo: um diploma só – ou vários de vários níveis como ela diz no texto – não valem absolutamente nada se você não coloca todos estes conhecimentos em prática no dia a dia. Nem as revistas, nem as IES, nem eu e nem os outros blogs mentem quando dizem que a atualização e especialização profissional são importantíssimas em nossa área, porém,

    “Não estão. É que, teoricamente, se você tem vários diplomas, teve acesso a vários conjuntos de informações específicas. Isso aumenta muito as suas chances de recombiná-las e criar algo que, de fato, tenha valor para o mercado. Que faça diferença na vida das pessoas. Que seja desejável a ponto de alguém poder pagar mais por isso. Quanto mais cursos, mais combustível e mais matéria prima para converter em excelência. Quem sabe aproveitar isso, ganha mais, claro.”

    Leiam este texto, ele esclarece muitas coisas em poucas linhas ok?

    E parabéns Lígia por mais este brilhante texto!!!

    Encontrei também este vídeo no Youtube mostrando a importância do Design na nossa vida, brincando com dois mundos paralelos:

    1 – com a presença do Design em todas as suas áreas

    2 – sem a presença do Design

    Simples, bonito e vai direto ao ponto. Foi feito, pelo que entendi, por um grupo de estudantes de Design da UFRGS.

    Parabéns pela iniciativa e pelo resultado pessoal!!!

    Por falar em resultados e aplicação dos conhecimentos adiquiridos em busca de algo novo, diferente, até que ponto você tem aplicado seus conhecimentos em seus projetos?

    Você é daqueles que prefere especificar mobiliário de lojas ou é do time da criação personalizando seus projetos?

    Pois é, tenho percebido uma grande quantidade de profissionais da área de Design de Interiores/Ambientes acomodando-se dentro de lojas de planejados e buscando as terríveis RTs.

    E onde você enfia todo o conhecimento restante que adiquiriu em seu curso? Pra que então você investiu tempo e dinheiro na sua formação? Especificar modulados onde o vendedor é quem vai fazer o projeto qualquer um faz, até minha vizinha de 5 anos. Isso não faz o Designer pelo contrário, depõe contra a nossa profissão. Transformam o Designer num mero decorador ou pior, atestam o que falam e escrevem por aí que esta área é coisa de madame desocupada.

    Isso inclusive reforça a visão tosca que alguns arquitetos* disseminam aos quatro cantos contra a nossa profissão sendo inclusive um dos “boatos” de que o CAU – recém aprovado e em fase de implantação – deve restringir a área exclusivamente para arquitetos. Estão usando erradamente a denominação “arquitetura de interiores” como sinônimo de Design de Interiores – o que é um erro gravíssimo e demonstra total e absoluto desconhecimento sobre as duas coisas – uma vez que muitos profissionais formados em Design de Interiores/Ambientes estão manchando a profissão com atitudes umbiguistas e equivocadas abrindo então esta brecha.

    Gente, com as matrizes curriculares dos cursos de Design de Interiores/Ambientes é inadmissível que esse tipo de atitude aconteça. Buscar soluções exclusivas, criativas, inovadoras e que atendam principalmente à personalidade do cliente é fundamental. E não é numa loja de planejados ou de móveis prontos que isso vai acontecer. Não mesmo!

    Nem é tão difícil assim chegar a uma solução com identidade própria. Veja este exemplo:

    Este slideshow necessita de JavaScript.

    Fotos: String_Gardens

    Observem como uma solução simples deu um toque todo especial neste projeto. Tá, eu sei que isso não tem muito a ver com as soluções de mobiliário que eu vinha falando, mas faz parte do processo criativo.

    Por falar nisso, você só projeta quando tem um cliente ou faz isso diariamente como forma de estudo, testes, aplicações, etc? Prefere deixar a sua mente atrofiar ou explora seus conhecimentos, pesquisa sobre novas coisas?

    Olhem o que Robert Butkovic fez: estipulou que produziria 100 logos diferentes em 100 dias. Não foram projetos para clientes mas sim apenas uma forma de desenvolver, explorar e ampliar o seu pensamento criativo. Esse tipo de atitude serve como estudo através do qual acabaremos descobrindo e criando muitas coisas. Só temos a ganhar com esse tipo de atitude.

    Outra coisa é a absurda falta de união dos profissionais. Vejo uma grande parcela olhando o colega profissional como um inimigo comercial e não como um aliado até mesmo quando o assunto refere-se a questões como a regulamentação profissional que é de interesse de todos: nós profissionais, nossos clientes e o mercado.

    #ficadica: se não nos unirmos urgente a coisa vai ficar feia em pouco tempo. Vamos levar uma rasteira e depois não adianta ficar de chororô por aí não.

    Então pessoal, que tal começar a levar mais a sério a profissão e trabalhar pelo coletivo em benefício de todos nós?

    Vamos parar de olhar apenas para nossos umbigos quando o assunto refere-se à atuação e exercício profissional?

    Pensem e reflitam seriamente sobre isso ok?

    Abraços e até o próximo post.

    .

    *alguns arquitetos: não me refiro a todos os arquitetos mas como a expressão diz, apenas a alguns que insistem em denegrir, deturpar, desinformar, fazer denúncias vazias e atrapalhar os trapalhos desenvolvidos pelos Designers de Interiores.

  • O melhor de 2010 aqui no #DAC!

    Fiz uma lista com os melhores posts que fiz aqui no blog em 2010. Espero que gostem da seleção.

    Mas tem muitos outros espalhados pelas páginas aqui. Sintam-se à vontade para fuçar…

    JANEIRO
    IPOG – pós em iluminação

    FEVEREIRO
    Set Design?

    MARÇO
    Poxa, falhei com vocês neste mês….

    ABRIL
    E neste também… manter o blog e cuidar dos projetos às vezes é complicado.

    MAIO
    CREA autua Designers de Interiores – saiba como agir

    JUNHO
    Mais do mesmo – RTs
    Set Design – Moda

    JULHO
    Atividades Complementares – formação
    Analisando – iluminação

    AGOSTO
    Entrevista – Jamile Tormann – Iluminadora

    SETEMBRO
    Como anda o seu vocabulário?

    OUTUBRO
    Stimmung

    NOVEMBRO
    “Dezáiner” de interior (sic)
    600.000 acessos! coloquei este aqui para marcar bem a data em que este blog atingiu os 600.000 acessos e para agradecer novamente a todos vocês.

    DEZEMBRO
    Plágio – questões profissionais