Categoria: Ambientes & Interiores

  • LD, iluminador ou o que afinal de contas?*

    Seja lá como você se denomina profissionalmente, pare e reflita um pouco.

    Diante de uma indefinição terminológica parece natural que cada um busque valorizar sua área de formação principal. Entretanto isso desencadeia – sobretudo para o mercado – uma confusão na definição e na atuação específica dos vários profissionais da área da iluminação.

    Percebe-se uma forte rejeição ao termo Lighting Designer, apesar de reconhecido mundialmente para denominar esta profissão. Não é incomum se deparar com vários profissionais que apresentam desculpas de todo tipo para justificar a não utilização do termo. Numa palestra, tive a oportunidade de ouvir um profissional, num tom bastante irônico e debochado, afirmar que ele se recusava a usar este termo, pois, como brasileiro, não admitia estrangeirismos, além de afirmar como “afrescalhado” (sic!) o uso desta denominação.

    Em Londres, no dia 27 de outubro 2007, na sessão plenária da The Professional Lighting Design Convention (PLDC) – foi aprovada e proclamada a “Declaração para a Instituição Oficial da Profissão do Designer de Iluminação de Arquitetura”. Vários brasileiros que estavam presentes assinaram esta declaração.

    De acordo com o Art. 2º desta declaração, não faz o menor sentido as insistentes tentativas de usar termos variados para denominar profissionais que fazem a mesma coisa. Ainda mais considerando como imprescindível a formação específica para esta atividade. Assim como soa imoral e até ilícita a tentativa de defender uma apropriação do Lighting Design como reserva de mercado para profissionais de certas áreas apoiando-se em argumentos falaciosos e desprovidos de conhecimento, irresponsáveis e desrespeitosos com aqueles profissionais que com preparo teórico-prático e competência trabalham com a luz.

    O pessoal da cênica não foi considerado explicitamente nesta declaração. Porém, a International Association of Lighting Designers, a mais forte, séria e respeitada entidade da área de iluminação internacional, reconhece estes profissionais como Lighting Designers. Há que destacar que a IALD não faz distinção entre formações acadêmicas. O que vale é a qualidade do portfolio, o conhecimento, a técnica, a estética, a capacidade de solucionar os projetos através da experiência profissional.

    Por aqui temos três associações: AsBAI, ABIL e ABrIC. O que nos impede de termos apenas uma englobando – e congregando – todos os profissionais que atuam na área de iluminação, com interesses comuns?

    Das três, a meu ver, a mais isenta de segregação, enquanto ativa, foi a ABIL. Na AsBAI, reconheço a coragem de impor uma análise curricular para nela se associar, mais que necessária. Porém, nenhuma delas oferece aos seus associados uma forma de identificação profissional (carteirinha, selo, etc).

    Na contramão da interdisciplinaridade como requisito de qualidade da atuação profissional, ainda nos deparamos com segmentação, segregação, divisão e cisão entre os profissionais brasileiros. De qualquer modo, essa situação reforça a ideia de que estamos em busca – e necessitamos com urgência – de uma identidade própria. Isso, porém, só conseguiremos quando houver ética e respeito mútuo entre os diversos profissionais.

    Se continuarmos incapazes de falar a mesma língua e de, ao menos, usar a mesma denominação para nos identificar profissionalmente, além de facilitar o entendimento e reconhecimento da profissão pelo mercado, dificilmente conseguiremos o devido respeito e reconhecimento profissional. Neste contexto atual, dificilmente conseguiremos uma regulamentação profissional, mais que importante e necessária.

    *Coluna “Luz e Design em foco” da revista Lume Arquitetura ed n° 55.

  • Especialista, prático ou oba-oba?*

    Engraçado o uso do termo oba-oba no título deste texto? A meu ver, creio que ele tem muito a dizer a respeito do mercado de Lighting Designers brasileiro. Por este termo designo tudo aquilo que é feito valendo-se do jeitinho brasileiro que algumas pessoas usam para burlar leis, aproveitar-se de situações.

    Para trabalhar com Lighting Design, não basta apenas um curso superior de arquitetura, engenharia ou design. Sabemos que os alunos saem desses cursos despreparados e crus em algumas áreas por causa do todo que engloba um projeto. O que vemos na academia não passa de um esboço em disciplinas estanques do que é trabalhar com iluminação. Grande parte dos formandos desses cursos receberam seus canudos sem saber nominar as lâmpadas, quiçá usálas corretamente. Culpa do desinteresse do aluno? De uma instituição universitária particular irresponsável ou de uma pública negligente?

    Esses egressos, sem qualquer especialização, vão engrossando o coro do oba-oba, e só fazem repetir conceitos e discursos aprendidos na academia ou então, dissimuladamente, apoderam-se de fragmentos de discursos alheios lançando ao vento frases de efeito. Forjam uma aparente “expertise” para vender um produto que desconhecem. Isso, de certo modo, depõe contra a seriedade profissional e formação especializada de autênticos Lighting Designers.

    Temos um outro grupo, que podemos denominar como práticos, formado por vendedores e instaladores. Dentre esses, alguns, pela seriedade de sua atuação profissional, tornaram-se “experts” no assunto iluminação. Conhecem profundamente o todo que compreende este universo. São profissionais capazes de elaborar projetos complexos e, por vezes, os vemos resolvendo projetos de profissionais formados nas lojas.

    Por fim, temos o grupo dos especialistas, aqueles que aliaram sua experiência profissional ao necessário aprendizado teórico-prático em cursos especializados sérios. Mas existem alguns que, mesmo com estes cursos, saem sem aprender ao menos o básico. São aqueles que pensam na especialização apenas como um livro de receitas prontas. Culpa de quem? Deles ou de uma incapacidade decorrente de uma formação generalista realizada em instituições universitárias? De ambos?

    Por outro lado, temos de reconhecer aqueles (poucos) que enfrentam seriamente a especialização, incansáveis na pesquisa diária e conscientes da necessidade da formação contínua, não apenas para conhecer melhor, mas compreender os porquês, entender os conceitos e suas inter-relações, conhecer profundamente os equipamentos e sistemas e como eles se constituem e se articulam para atender às demandas dos projetos.

    No entanto, esses profissionais acabam encontrando inúmeras dificuldades em estabilizar-se no mercado por causa dos erros cometidos por outros. Culpa de quem isso tudo?

    Culpa nossa, Lighting Designers. Culpa das associações profissionais que dizem nos representar e que na verdade só promovem ações inócuas e fragmentadoras, geralmente,visando defender apenas os interesses de sua diretoria. Com toda certeza, culpa também do descaso dos parlamentares reféns de lobbies corporativistas.

    Enquanto não tivermos a nossa profissão devidamente regulamentada através de um projeto sério, feito não apenas por associações, mas por um processo democrático, transparente e público, que envolva todos os profissionais, continuaremos com este quadro.

    E você acha que não tem nada a ver com isso?

    *Coluna “Luz e Design em foco” da revista Lume Arquitetura ed n° 54.

  • Eu só queria uma luzinha*

    Esta frase é, sem dúvida, a que mais ouvimos. Em geral, de clientes ou de profissionais afins que, numa tentativa de alguma vantagem, acabam por menosprezar o conhecimento e o trabalho do Lighting Designer (doravante, LD). É justamente com este tema, que abro minha coluna, aqui, na Lume Arquitetura.

    Quando esta frase vem de um cliente, respondo algo como “então chame seu eletricista, que poderá colocar tantas luzinhas quantas você quiser”. Deste modo, levo o cliente a repensar e compreender a seriedade de um projeto de Lighting Design. Para alguns, em geral, com uma divertida ironia, retruco algo mais complexo como “meu primo médico me falou que precisarei passar por uma cirurgia, pois tenho colecistectomia. Então coloco a luzinha que quer e você me opera ‘na faixa’, pode ser?”

    Uma boa parte da clientela, por mais que ignore o assunto em questão, sempre tenta levar alguma vantagem econômica – geralmente motivada pelos altos custos envolvidos – no projeto global. Porém, o cliente, ao contratar um LD, direta ou indiretamente, deve reconhecer a importância do trabalho deste profissional e das implicações do projeto a ser desenvolvido.

    No entanto, é absurda esta frase quando vem de outros profissionais afins que poderiam se tornar parceiros em projetos. Muito comum receber ligações ou e-mails pedindo dicas sobre iluminação de seus projetos. Recuso-me a dar dicas gratuitas e proponho uma consultoria para o desenvolvimento do projeto. Não me surpreendo quando não recebo qualquer resposta.

    Na possibilidade desta consultoria, ainda na negociação, muitos me fazem sentir como uma mercadoria num leilão às avessas: quem dá menos? É comum ouvir frases recorrentemente usadas na tentativa de baixar os custos (claro que do LD!): “Mas é só uma luzinha!” ou “Mas eu sou “X” (arquiteto, engenheiro ou decorador) e você é só um ‘iluminador’, por isso não pode cobrar mais caro que eu!”, dentre outras tantas mais, algumas até insolentes.

    Ainda piores são muitos profissionais à semelhança, por exemplo, daquele que acha absurdo o LD cobrar 5 mil reais por um determinado projeto quando ele cobrou apenas 2 mil reais pelo dele (por conta das inúmeras RTs (Reserva Técnica – paga por lojistas aos especificadores) vinculadas ao seu projeto que em geral o cliente desconhece). Ou então, ao propor um desconto – em troca das RTs e com o conhecimento do cliente destas – no valor cobrado do projeto a ser desenvolvido em parceria, este profissional (como muitos!) também se recusa a repartir as RTs das lojas (as relacionadas especificamente ao projeto de Lighting Design). Alega que estas RTs são responsáveis pelo seu sustento. De qualquer forma, para ele, o valor do projeto tem que sair por, digamos, 5 mil reais no máximo – e sem RTs.

    O que tem de ficar bem claro tanto para clientes como, principalmente, para os profissionais, é o seguinte:

    Como qualquer profissional que teve sua formação profissional, o LD também teve a sua de forma especializada. Foram anos de estudos e pesquisa. O custo do investimento foi alto para adquirir o conhecimento e as competências necessárias que possuem hoje. Então, só podemos concluir que não convém a um cliente ou a um profissional desvalorizar o trabalho do LD com a recorrente frase de que precisa “apenas de uma luzinha” ou, no caso de um profissional que finge uma parceria, dizendo que o seu trabalho é mais importante. Os profissionais sérios reconhecem honestamente que não são capacitados para o desenvolvimento de projetos de iluminação e que, por sua vez, reconhecem a necessidade de parceria com o LD, dado que sem luz projetada adequadamente, seu trabalho não agrega valor e perde muito em qualidade.

    *Coluna “Luz e Design em foco” da revista Lume Arquitetura ed n° 53.

  • Iluminação comercial x iluminação técnica

    Lancei dias atras (25/5) no grupo Lighting Design Brasil, no Facebook, uma questão simples:

    E você?
    Sabe a diferença entre iluminação comercial e iluminação técnica?

    Não sei se deu nó na cabeça do povo ou o que foi, mas apenas o Ugo Nitzsche ousou escrever algo e o Alexandre (LightingNow) tentou alegando o seguinte:

    Uma está ligada ao tipo de atividade/função (Comercial, Residencial, Corporativa, etc…) e a outra estla ligada ao equipamento (Técnica, Decorativa, Emergência, Pública, Natural). A fusão destas “definições” é frequente, pois invariavelmente temos ambientes comerciais e corporativos que tem muitas peça de cunho decorativo e residenciais com peças técnicas para cumprir funções específicas. No final, o que precisamos é ter o resultado projetado e desejado.”

    O Alexandre não está de todo errado, mas não é bem isso que eu quis explorar.

    Pois bem. Para responder esta questão é preciso esclarecer que no caso em questão, iluminação comercial em nada tem a ver com diferenças entre iluminação comercial, residencial, hospitalar, esportiva, etc. Essas são definições básicas aceitas e divulgadas por grande parte da mídia e até mesmo por profissionais.

    No entanto, quando coloquei iluminação comercial x iluminação técnica eu estava focado em meu artigo da pós e, senti a necessidade de fazer esta distinção. No entanto, não encontrei definição melhor que “iluminação comercial” para denominar este segmento.

    Iluminação Comercial, para mim, ficou sendo (além daquela já amplamente divulgada pela mídia não especializada) aquela que qualquer um faz. É aquela que aprendemos a fazer em nossos cursos de arquitetura, engenharia, design…

    É aquela iluminação que valoriza mais o status (ou o design) que a peça especificada pode trazer ao ambiente que a sua eficiência e atendimento às necessidades dos usuários.

    É aquela iluminação “para vender”, digna de lojas de luminárias onde os vendedores (os despreparados e iniciantes) procuram empurrar as peças mais caras.

    É também aquela iluminação que aparece nas revistas , tipo “Cafofo da Cráudia”, e que vemos repetida em diversos projetos. Aplicação básica, projetos sempre com a mesma cara (observando a iluminação), sensação de repetição ou cópia por diversos projetistas.

    É aquela que aparecem citadas nos boxes de matérias da mídia não especializada como “dicas” de como iluminar os ambientes.

    É aquela iluminação que geralmente uso em meus posts sobre erros em iluminação.

    É aquela iluminação onde fica evidente que o projetista conhece apenas o que está disponível (e pendurado) nas lojas de iluminação. Nem sabe da existência de catálogos e muito menos a diferença entre catálogo técnico e catálogo de vendas.

    É aquela iluminação onde as lâmpadas são , na linguagem corporativa das indústrias,  as comerciais. Aquelas que qualquer um leva de baciada pra casa, encontradas em grandes lojas de artigos de construção.

    É aquela iluminação que segue à risca a NBR 5413.

    É aquela iluminação onde o projetista fala em automação para criar cenas.

    É aquela iluminação urbana tradicional e horrorosa.

    É aquela iluminação que o cliente gastou uma fortuna em luminárias para fazer rasgos de luz numa parede e mais ainda num pendente para o mesmo ambiente onde a luz explode para todos os lados apagando os rasgos…

    É aquela iluminação feita por um projetista que não faz a menor idéia de como aplicar os equipamentos de cênica em um ambiente.

    É isso. A criatividade passa longe. A técnica passa longe. O conhecimento sobre os equipamentos voltados à iluminação resumem-se ao básico.

    É uma iluminação feita para vender como coco em beira de praia em alta temporada.

    É uma iluminação onde o projetista se acaba em neuroses e dúvidas para finalizar a especificação e, na maioria das vezes corre pedir ajuda a algum vendedor ou “dicas” para algum colega especialista.

    Já a Iluminação Técnica tem tudo a ver com o Lighting Design e a sua consequente imposição da especialização e informação constante e diária do profissional que deseja usar o título Lighting Designer.

    É aquela iluminação onde as lâmpadas são cautelosamente especificadas baseadas em suas especificações técnicas IRC, TC, IP, soquete, radiação, ° de facho, entre outros.

    É aquela iluminação onde as luminárias não consideram em primeiro plano o “dizáine assinado” e sim como a luz projetada por esta irá afetar o ambiente iluminado.

    É aquela iluminação onde os conhecimentos sobre psicologoia – relativa à percepção e influência da luz – são aplicados no projeto.

    É aquela iluminação onde o uso de filtros de correção de cor faz-se presente sempre que necessário.

    Por falar em cor, é aquela iluminação onde percebe-se claramente que a distinção entre cor-luz e cor-pigmento faz parte do conhecimento do projetista.

    É aquela iluminação onde o projetista consegue transformar a percepção, cores e estilo do ambiente, sem alterar a sua forma arquitetônica.

    É aquela iluminação que baseia-se na NBR 5413 mas o projetista tem consciência dos pontos de necessidade dispensando-a em pontos complementares.

    É aquela iluminação que surpreende quem chega a um ambiente não apenas “por ser uma iluminação mais cênica”, mas sim porque seus sentidos são atiçados sem ele perceber o que está fazendo isso.

    É aquela iluminação que preocupa-se com reflexos, brilhos, ofuscamentos, refração, aquecimento do ambiente, saúde e segurança dos usuários, entre outros cuidados.

    É aquela iluminação onde o projetista aplica os equipamentos e conceitos cênicos tranquilamente integrando-os ao ambiente.

    É aquela iluminação onde o projetista fala em controle da luz visando economia, eficiência energética, segurança, efeitos.

    É aquela iluminação urbana que visa o embelezamento (valorização através da estética) e segurança (bem-estar através da técnica) nos espaços urbanos.

    Em suma, é uma iluminação que depende de um profundo conhecimento sobre o universo da iluminação, muito mais amplo que aquele básico adquirido nos cursos de arquitetura, engenharia e design.

    É aquela iluminação onde o projetista diverte-se entre equipamentos e busca levar essa diversão e, sempre que possível, busca levar essa diversão para os ambientes de forma inesperada e inusitada.

    Esse é o Lighting Design!

    Entenderam agora?

  • Lighting Design ou Arte?

    Tem aparecido pela web várias imagens de projetos onde o uso da luz mais parece uma obra de arte  que um projeto de iluminação propriamente dito. Isso gera muitas dúvidas na cabeça dos leigos ou não especializados no assunto. Vamos analisar alguns casos.

    Vou mostrar para vocês uma das facetas do LD: aliar a arte aos projetos de iluminação. Por mais artística que seja a produção, se ela atender às necessidades luminosas do ambiente, pode sim ser considerado um projeto de iluminação.

    1 – Hinomaru – illumination

    Este projeto é na verdade uma instalação artística. Imaginem um bar ou boate com um painel desses. Assim ela deixa de ser apenas arte e passa a servir ao espaço iluminado.

    2 – Pêteris Zilbers Design – Broom Lamp

    Arte? É o mesmo caso da imagem anterior. Esta peça pode ser usada como um objeto decorativo, fazer parte de uma coleção de arte ou ainda servir como luminária mesmo.

    3 – Crosby

    Além de uma inusitada instalação artística, estes telefones iluminados servem como um dos sistemas de iluminação do ambiente. Para momentos mais íntimos, num jantarzinho romântico, é uma iluminação charmosa e baixa.

    4 – Haze

    Além de uma iluminação bastante aberta, a possibilidade do movimento torna esta uma peça interessante para algumas aplicações.

    5 – Sleepy Lamp

    Mais uma peça que poderia fazer parte de qualquer exposição de arte mas que, bem aplicada, pode ajudar num bom projeto de LD.

    Vamos passar agora a ver imagens de arte-luz aplicada diretamente nos espaços.

    6 – Row Studio – Raimbow Wax Revolution

    Alguns profissionais tem usado e abusado das fluorescentes tubulares e este é um bom exemplo. Além de iluminar, as formas geradas pela instalação destas criam interessantes desenhos além de iluminar e bem os ambientes. Veja mais imagens deste projeto aqui.

    7 – Dellarovere

    Esta imagem faz parte do catálogo Dellarovere. Uma aplicação simples e que traz um charme todo especial ao ambiente. Luz ou arte?

    8 – Urban and Landscape Lighting Award – Broken-Light

    Um excelente exemplo de arte-luz aplicada fazendo parte do projeto de iluminação.  Quem falou que os equipamentos cênicos não podem ser aproveitados nos ambientes ou que não servem?

    Pois bem, que fique claro o seguinte: não estou aqui dizendo pra qualquer um saindo por aí fazendo sandices achando que está arrazando no balacobaco da luz. Muito pelo contrário: para fazer este tipo de instalação devem ser considerados todos os fatores que um projeto de LD envolve e, como se pode perceber, a maioria das imagens postas podem provocar ofuscamento – um dos mais recorrentes problemas nos projetos de iluminação.

    Portanto, muito cuidado ao liberar sua criatividade para que ela não vire uma sandice como a da foto abaixo:

    Lembre-se: além de muita técnica e conhecimento, para iluminar, o bom gosto é imprescindível!!!

  • Panorama do Design de Interiores/Ambientes no Brasil

    Convido todos os profissionais de Design de Interiores/Ambientes para responderem a um levantamento sobre o mercado de Design de Interiores/Ambientes no Brasil.

    Esta é uma pesquisa exclusiva para profissionais formados em Design de Interiores/Ambientes.

    Pretendo elaborar um panorama do Design de Interiores/Ambientes no Brasil, sendo este um trabalho independente e sem qualquer relação com associações ou grupos portanto, livre de interferências e ingerências.

    Esta é uma pesquisa composta de 85 perguntas, abordando questões gerais sobre formação acadêmica, mercado de trabalho e associações, visando traçar um perfil mais detalhado sobre quem somos.

    Apesar da quantidade de questões, a maioria é do tipo objetiva (marcar uma ou algumas opções).

    Atenção: preencha o formulário até o final. Caso não chegue até o final do preenchimento, o formulário não será salvo e suas respostas serão automaticamente descartadas.

    Todos os dados compilados ficarão disponíveis aqui em meu blog.

    O formulário ficará disponível de 21 de maio a 15 de julho.

    A sua identificação somente será solicitada no final do questionario e nao é obrigatória.

    Para responder ao levantamente, basta acessar este link:

    Panorama do Design de Interiores/Ambientes no Brasil

    O mercado nacional agradecem a sua participação!

  • LightingNow > workshop online

    É pessoal, à convite do Alexandre, gestor do Portal Lighting Now, vou ministrar um workshop online em junho/julho.

    Trata-se do workshop “Lighting Design: mitos, verdades e erros frequentes em projetos de iluminação”.

    Objetivo:

    Este Workshop On-Line tem por objetivo, trazer à discussão o papel do Ligthing Designer no cenário brasileiro, evidenciando suas qualificações, relações entre profissionais, atividades projetuais complementares e desmistificando o projeto luminotécnico, apontando o que é Mito e o que é Verdade quando o assunto é luz.

    Todos estes pontos, além dos Erros mais frequentes nos projetos de iluminação, serão tratados de forma simples, clara e objetiva junto aos profissionais do mercado, buscando um melhor entendimento sobre o assunto e promovendo cultura orientada à qualificação e diferenciação em seus projetos.

    Público-Alvo:

    – Profissionais da área de Arquitetura, Decoração e Iluminação;
    – Contratantes de projetos e serviços correlatos que precisam de maiores conhecimentos sobre o assunto;
    – Estudantes e pesquisadores das áreas acima citadas.

    Formato:

    O workshop será ministrado no formato de apostilas em PDFe está dividido em 4 módulos com início em 18/06 e vai até 13/07 (4 semanas).

    A cada semana (segunda -feira) será disponibilizado um novo módulo que o participante pode assistir on-line ou baixar para acompanhar posteriormente nos dias e horários que mais lhe for adequado.

    Durante a semana, o participante pode tirar suas dúvidas sobre o conteúdo exposto comigo pelo próprio site.

    Todas as aulas ficarão disponíveis para consulta até o final do último módulo.

    O Programa

    1º Módulo – 18 a 22/06
    Introdução
    Cultura de parcerias profissionais (importância das parcerias)
    Comunidade criativa
    Diferenças entre Iluminador e Lighting Designer

    2º Módulo – 25 a 29/06
    Erros mais comuns e frequentes em projetos de iluminação
    Estudos de casos
    É mais caro consertar do que iniciar certo

    3º Módulo – 02 a 06/07
    A valorização da arquitetura e dos ambientes através da iluminação
    Intervenções urbanas
    Desenvolvimento de produtos

    4º Módulo – 09 a 13/07
    Pesquisa
    Mitos e verdades
    Tira dúvidas

    Maiores informações:

    Workshop Lighting Design com Paulo Oliveira
    Data: de 18/06 a 13/07
    Onde: Evento On-Line (internet)
    Valor: R$ 49,90 (Cartão de Crédito ou Boleto Bancário pelo PagSeguro)

    Inscrições: clique aqui para inscrever-se.

  • Expolux 2012 – impressões

    Bom, é mais que necessário fazer algumas considerações sobre a Expolux. Então vamos ao trabalho:

    1 – Crescimento da feira

    Para quem visitou as edições anteriores pode notar como esta feira cresceu. Ótimo isso pois é um sinal claro de que o mercado da iluminação está sólido e crescendo. Confesso que me assustei um pouco com o crescimento, mas no sentido positivo pois pude constatar que sim, o mercado de iluminação já está independente.

    Para quem não foi, acesse esse link e veja a planta da feira, com os expositores.

    2 – Divisão na feira

    Um dos pontos positivos – e que eu sempre torci para que acontecesse – é a separação da Expolux da Feicon. Digo isso pois esta separação é sadia para o mercado de iluminação e mostra o quanto este segmento vem crescendo e tornando-se independente.

    A feira amarrada à Feicon, acontecendo nos mesmos dias e no mesmo espaço, sempre atrapalhou a visitação de quem foi atras de equipamentos de iluminação.

    Tudo bem que alguns aleguem que comercialmente é melhor pois aproveita o fluxo de visitantes da Feicon que é bem maior. Mas essa suposta vantagem é irreal pois quem vai atras de cimento não vai atras de fios, lâmpadas, luminárias, etc.

    Conheço muitas pessoas que foram à Feicon e nem entraram na área da Expolux. Viram que tinha essa outra feira colada (separada apenas pela cor do carpete) mas não entraram.

    Portanto, por causa desse pensamento burro, algumas empresas não participaram da Expolux 2012.

    Bom, só posso dizer uma coisa: perderam!!!

    Perderam a oportunidade de estar num espaço onde todos os visitantes estavam focados no mercado de iluminação.

    Perderam a oportunidade de ajudar na solidificação da nossa área e mostrar que sim, hoje temos vida própria e independente.

    Perderam a oportunidade de calar a boca e não ficar provocando a cizânia, afastando outros possíveis expositores.

    É uma pena que algumas empresas que eu trabalho com seus produtos tiveram esta visão burra. Sinal de um departamento de marketing mais burro ainda e falido.

    Espero que na próxima edição isso não volte a acontecer e que todas as empresas estejam ali na feira. Que a administração da Expolux tenha percebido a importância desta separação física da Feicon para o mercado de iluminação e mantenha assim.

    As empresas que boicotaram a Expolux só deixaram espaço livre (estandes) para os chineses e seus produtos…

    3 – Chinesas

    Sinceramente eu me assustei com a quantidade de empresas chinesas na feira. Vou pontuar algumas coisas sobre isso:

    – impossibilidade de comunicação: com todo o barulho, ficou impossível tentar conversar com qualquer um deles que, só falavam inglês ou chinês.

    – disputa: me senti um frango numa arena sendo caçado por todos eles, disputado no tapa… você estava conversando com um e o outro do lado já tentando te puxar para o estande dele…

    – 25 de março: pois é, foi assim que me senti… numa grande 25 de março da iluminação… uma mega variedade de produtos e muita tecnologia de ponta mas, visivelmente, sem qualidade alguma…

    #EuHeim

    =0

    4 – Cópias

    Me assustou também a quantidade de cópias descaradas de designs famosos e vencedores de prêmios internacionais… Para piorar a situação algumas cópias muito mal feitas e com materiais de péssima qualidade.

    O Brasil precisa rever com urgência questões sobre direito autoral e patentes. Assim como está não dá.

    5 – Clientes

    Algumas coisas me deixaram extremamente irritado na Expolux. O que é um “cliente”? Vou narrar um acontecido num dos estandes de uma marca famosa.

    Cheguei e fui recebido por uma recepcionista sorridente com um “bem-vindo”. Comentei que eu era profissional e precisava do catálogo da marca e ela me direcionou a um balcão no centro do estande. Ali dois atendentes de prontidão.

    Cheguei ao rapaz, me apresentei e solicitei um catálogo. A resposta:

    – Pois não senhor, qual o cnpj de sua loja?

    Respondi que eu não era lojista e sim projetista. Ele me cortou a fala com um:

    – O nosso catálogo é só para clientes.

    Já imaginando onde tudo iria parar, respondi que eu era cliente da marca pois sempre especifiquei os produtos dela em meus projetos e ele me cortou novamente, porém com cara de desdém e impaciência:

    – O nosso catálogo é apenas para clientes.

    Respondi então que eu sou cliente, afinal sou eu quem especifica os produtos para o consumidor final e ele me cortou novamente já bem grosseiro:

    – Eu já falei que não tem catálogo pra você pois são apenas para clientes.

    Aí soltei em alto e bom som dentro do estande:

    – Parabéns! São ações idiotas como a sua que fazem uma empresa como essa perder clientes.

    Virei as costas e fui saindo quando fui abordado pela recepcionista perguntando o que estava acontecendo. Expliquei o acontecido, quem eu era e que fiquei extremamente irritado com aquela situação. Descaso total com os profissionais pro uma empresa que se diz séria. Ela então chamou o responsável pelo estande e expliquei novamente toda a situação. Desta vez, dei uma carteirada nele quando dei-lhe meu cartão e disse que sou colunista da Lume Arquitetura além de blogueiro reconhecido e respeitado. Qual a resposta?

    – Lamento senhor Paulo, mas o nosso catálogo é só para clientes.

    Isso porque o fulano é um diretor da empresa…

    Outra nesse estilo:

    Num outro estande de uma empresa que está crescendo bastante, fiquei impressionado com os produtos. Belos, práticos, versáteis…

    Um rapaz veio me atender, me apresentei e ele ficou me mostrando algumas peças mais específicas, os carros chefe da coleção. Até aí tudo bem.

    Depois de uns 15 minutos dentro do estande, solicitei o catálogo. Ele me disse que estavam sem catálogo ali pois a gráfica tinha atrasado a entrega. Continuamos a conversa e ele então se apresentou corretamente como sendo o designer responsável pelas criações.

    Nisso, chegou um outro rapaz do estande, cortou a nossa conversa e tascou:

    – Fulano, pega um catálogo para este cliente (apontando para outro cara).

    Ele me pediu licença, saiu e voltou com um catálogo e entregou para o outro cara.

    Fiquei olhando para ele sem dizer uma única palavra até ele se tocar e se lembrar do que tinha acabado de me falar menos de 3 minutos antes…

    Aí veio a frase:

    – Olha senhor Paulo, o nosso catálogo é apenas para clientes…

    Virei as costas e saí do estande.

    Bom, vamos analisar essa situação:

    Clientes não são apenas os lojistas. No rol de clientes existem também os profissionais, projetistas que são quem especifica as peças para o consumidor final comprar onde? Nas lojas.

    Assim, eu, como projetista e especificador, sou um cliente das marcas também. O catálogo impresso é de extrema importância para que apresentemos os produtos para os nossos clientes (consumidores finais deles) bem como para termos acesso às informações técnicas dos produtos – item fundamental para projetarmos.

    Mas infelizmente existem empresas que tem um departamento de marketing idiota que não vêem assim. Para estes departamentos, clientes são apenas os vendedores lojistas.

    Vale lembrar que, nos dois casos, nenhum consumidor final vai chegar numa loja e comprar um candeeiro de cristal, que custa boas dezenas de milhares de reais, para colocar sei lá onde, sem o acompanhamento de um especificador.

    6 – Catálogos

    Infelizmente muitas empresas estão eliminando os catálogos impressos. Agora o que mais se ouve é:

    – Acesse o nosso site e lá encontrará todas as informações sobre os nossos produtos.

    Isso ao mesmo tempo em que nos entregam um panfletinho mequetrefe e mal feito… Essa frase parece que foi criada em conjunto pois ouvi isso em vários estandes…

    Porém devo ressaltar que o catálogo impresso é de extrema importância para o projetista. É muito mais fácil estarmos com um catálogo aberto sobre a mesa enquanto projetamos pois ali temos todas as referências sobre o produto que são necessárias para a especificação. Imagine você com AutoCAD aberto, mais a planilha de especificação, mais um monte de páginas de fabricantes tendo de ficar rodando e rodando e rodando atras daquela peça…

    É bem diferente do lojista que abre o site e pesquisa uma peça específica para um cliente.

    Se existe vida inteligente nesses departamentos de marketing eles deveriam rever essa posição e fazer as diretorias serem menos sovinas, mão de vaca, e voltarem a fornecer estes catálogos impressos.

    7 – Decoração

    Infelizmente, apesar de muita coisa linda, o que predominou nos estandes foi a iluminação decorativa. Ótimo para decoradores, arquitetos…

    Mas muito pouco se viu de iluminação técnica, aquela que realmente interessa para nós Lighting Designers. Vou fazer alguns posts durante a semana apresentando algumas coisas técnicas que vi por lá.

    Algumas empresas investiram sim pesado nesse segmento e apresentaram peças excelentes. Porém o domínio da parte técnica ficou com as indústrias de lâmpadas.

    Mas o domínio foi para a iluminação decorativa.

    8 – Encontros

    Durante a visita pude me encontar com diversos amigos e profissionais..

    Acácia Caitano (Philips)

    Wilson Sallouti (Fasa)

    Maria Clara De Maio (Lume) e Malu Junqueira

    Valmir Perez (LabLuz/Unicamp) – infelizmente a foto não saiu..

    Jamile Tormann (IPOG) – fugiu antes de tirar foto comigo rsrsrs

    Alexandre (LightingNow) – vou fazer um post específico sobre o estande rsrsrs

    Tinha muita gente legal que encontrei por lá.

    Valeu por encontra-los, todos vocês! Pelos papos rápidos ou conversas mais extensas.

    9 – Lume Arquitetura

    Como é bom estar em família!!!!

    Um espaço lindo, mais que agradável, onde pude me encontrar com diversos profissionais de respeito além, é claro, de finalmente conhecer pessoalmente esta minha nova família: a equipe da Lume Arquitetura.

    Maria Clara, Nelson, Kátia… Enfim, este pessoal todo que já faz parte de minha vida e que amo de paixão!!!

    Destaco também a presença do Valmir Perez que estava lá lançando o seu livro “LUZ e ARTE – Um Paralelo Entre as Ideias de Grandes Mestres da Pintura e o Design de Iluminação”. É claro que adquiri um para mim e recebi uma bela dedicatória dele.

    O mais engraçado é que, tanto o Valmir quanto a Maria Clara e o pessoal da Lume, apesar de não nos conhecermos pessoalmente, a sensação é que já éramos amigos pessoais e reais de longa data.

    Também tive a oportunidade de conhecer pessoalmente a Malu Junqueira, uma mega profissional, queridíssima, que passou pelo estande e pudemos bater um excelente papo sobre associações, profissão, formação, etc.

    Agradeço todo o carinho com que fui recebido no estande da Lume Arquitetura por essa equipe brilhante que faz a maior e melhor revista sobre LD do país!!!

    10 – Reconhecimento

    Confesso que me assustei um pouco em alguns estandes com isso. Foram vários os que entrei e, sem me apresentar, vinha alguém me cumprimentar com frases como:

    – Seja bem-vindo senhor Paulo Oliveira, colunista da Lume!

    O tratamento que recebi em vários estandes foi bárbaro.

    Carinho, atenção, respeito, reconhecimento, elogios…

    Nossa, não imaginam como isso me fez bem!!!

    Bom, é isso pessoal.

    Estas são as minhas impressões que eu precisava compartilhar com vocês sobre a Expolux 2012.

  • N Jeitos

    Olá pessoal, vamos nos agendar???

    Este ano o N Design será em Belo Horizonte entre os dias 15 e 22 de julho, e eu estarei lá!!!

    Também devemos comemorar pois finalmente a área de Design de Interiores/Ambientes conquistou o merecido espaço dentro deste evento tendo uma programação bem mais ampla que nas edições anteriores.

    Fui convidado para palestrar no dia 21 de julho e falarei sobre os diversos segmentos que os profissionais podem atuar após formados, que vão bem além dos projetos residenciais e comerciais que aprendemos nas universidades. Também falarei sobre nichos bem específicos do mercado bem como daquelas áreas que exigem, além da graduação, especializaçao e atualização constante.

    Também irei participar de uma mesa redonda onde o tema ainda está sendo definido pela coordenação do evento.

    E então? Vai ficar de fora???

    Entre no site do N Design, faça seu cadastro, monte a sua caravana e vamos nos encontrar por lá ok?

    De N Jeitos!!!

    Eu, agradeço o convite e fico muito honrado em poder compartilhar com estudantes e profissionais de todo o país um pouco do que sei sobre a nossa área.

    ;-))

  • é… estamos ferrados???

    A falta da regulamentação profissional do Design de Interiores/Ambientes está afetando cada dia mais o nosso exercício profissional. Muitos acadêmicos nem fazem idéia do que anda acontecendo e incontáveis profissionais já formados simplesmente fazem de conta que o problema não é com eles.

    Pois bem, está tramitando no Congresso Nacional o PL 1391/11, de autoria do Deputado Luiz Penna, que regulamenta a profissão do designer. No entanto, abre-se uma grande discussão em torno desta regulamentação.

    O PL contempla apenas as seguintes áreas: Comunicação Visual, Desenho industrial, Programação Visual, Projeto de Produto, Design Gráfico, Design Industrial, Design de Moda e Design de Produto. Design de Interiores/Ambientes ficou de fora.

    Esta é uma discussão que já tenho há vários anos com alguns “cabeças do referido PL”. Com um deles, especificamente, não há mais qualquer respeito no tratamento um com o outro – e também nem faço questão disso com relação especificamente a esse cara. Explico:

    Em todos os fóruns que participo sobre o assunto sempre tentei mostrar a área de Interiores/Ambientes como parte integrante da raiz Design. Tanto é verdade isso que até mesmo as diretrizes do MEC a mantém ligada à raiz Design. No entanto, nunca recebi qualquer argumento convincente que me calasse. Todas as tentativas foram baseadas em máscaras e deixavam claro o desconhecimento total deste(s) com relação à área de Interiores/Ambientes. Não passam de meros “achismos”.

    Sempre questionei sobre as escolhas das pessoas que iriam compor este comitê para estudos do PL, especialmente sobre “quem” representaria Interiores neste grupo. Também me posicionei radicalmente contra a escolha da ABD como representante em detrimento da AMIDE, ou melhor, porque associações são ouvidas e os profissionais não? Porque alguns profissionais de outras áreas do Design foram ouvidos e nenhum da área de Interiores foi? Alertei inúmeras vezes de que isso não funcionaria, pois a ABD não é uma associação de Design. Ela é uma associação que congrega decoradores, arquitetos decoradores E designers de interiores/ambientes. Para piorar a situação, a própria associação é incapaz de distinguir os três profissionais que fazem parte de seu corpo de associados. Mas foi a escolha deste grupo, sem qualquer tipo de consulta aos profissionais da área. Claro e óbvio que não funcionou e a ABD caiu fora alegando ter “um projeto próprio de regulamentação”.

    Certa vez, depois de um forte debate e, quando vários designers de outras áreas perceberam a enrolação dele e começaram a pegar no seu pé para que me respondesse claramente ele soltou:

    “Não queremos problemas com os arquitetos”.

    Na sequência, quando percebeu que isso revoltou vários profissionais presentes, ele apagou o post. Nesse mesmo período, o pessoal das comunidades de arquitetura estavam com um forte movimento pela criação do conselho próprio, o CAU. Vários assuntos eram debatidos e entre eles, claro, ficava claro o descontentamento deles com a invasão (na verdade percebia-se o medo pela competitividade) dos Designers de Interiores/Ambientes, raça infeliz que tinha de ser extirpada. Como, legalmente, isso não é possível, começaram com um trololó de fazer a regulamentação da área através do CAU. E esse fulano juntou-se ao coro deles apoiando integralmente a ideia. Aí foi quando o respeito meu por ele acabou de vez (o dele por mim nunca existiu).

    Então é assim. Corta-se na carne para beneficiar alguns grupos – ou áreas – e que se danem os outros. Uma postura no mínimo vergonhosa e que deve ser motivo de vergonha para todos os designers, de todas as áreas, nesse processo em andamento e para os parlamentares que o estão aprovando cegamente.

    O Design no Brasil está sendo regulamentado, porém, antes disso, foi estupidamente amputado.

    E pior, ainda tem gente que acredita que fazendo isso o Design brasileiro vai encontrar finalmente a sua identidade…

    Mas devemos culpar apenas este grupo por esse erro insano?

    Não!

    Querem saber de quem também é a culpa? Vamos lá:

    Das IES:

    Enquanto tivermos cursos de Design de Interiores ligados à coordenações de Arquitetura e não de Design, enquanto tivermos uma maioria do quadro docente oriundos da Arquitetura e não do Design, dificilmente teremos cursos reais de Design de Interiores/Ambientes. Grande parte dos cursos está formando meros decoradores por causa destes dois problemas citados.

    Ponto 1: O curso deve, assim como direciona o MEC, ser ligado ao departamento de Design;

    Ponto 2: Os professores devem ser primeiramente das diversas áreas do Design que são utilizadas num projeto de Interiores/Ambientes. Arquitetos e engenheiros entram apenas nas disciplinas técnicas de plantas arquitetônicas, hidráulica, elétrica e similares. O resto tem de ser ministradas por DESIGNERS.

    Ponto 3: os coleguismos nas contratações devem acabar. Professor que não tem comprometimento com a educação e não está disposto a compartilhar conhecimento, não merece espaço numa IES séria. E temos muitos pseudos-professores que não vêem alunos e sim futuros concorrentes no mercado de Interiores e evitam a todo custo, compartilhar corretamente os conhecimentos.

    Ponto 3: Devemos pressionar e incentivar as IES públicas no sentido da abertura deste curso. A grande maioria dos cursos brasileiros é oferecida por IES privadas e todos sabem muito bem como estes funcionam (PP e PPP).

    Ponto 4: O reconhecimento de qualquer profissão e o fortalecimento vêm através de pesquisas e, nas IES privadas isso não interessa. Para as IES provadas a pesquisa é um gasto desnecessário. Tanto é verdade isso que a bibliografia brasileira na área é ridícula.

    Ponto 5: Nos vestibulares faz-se urgente a exigência de THE (Teste de Habilidade Específica). Da forma como vem sendo feito, muitas IES privadas cobram apenas uma redação que, muitas vezes, não passam de um parágrafo ridículo e mal escrito. Não à toa que muitos calouros desistem do curso ao descobrir que o curso de Design de Interiores/Ambientes não é mera decoração como pensavam e sim algo bem mais complexo. Um THE já eliminaria essa visão errada do curso e, certamente, teríamos alunos mais preparados para o curso.

    Ponto 6: as IES devem ver este curso como uma importante área para o bem estar da sociedade e não apenas como um mero arrecadador de dinheiro, já que está na moda e a procura é grande.

    Ponto 7: eliminação da oferta deste curso na modalidade “à distância”. É uma área técnica e que exige a presença constante do professor ao lado do aluno para corrigir seus erros e ensinar a forma correta de fazer um projeto e tudo que engloba o mesmo. Não vemos cursos de Arquitetura à distância. Da mesma forma é impensável um curso de Design de Interiores/Ambientes à distância dada a sua complexidade e transdisciplinaridade.

    Das associações:

    Ponto 1: Seriedade. Ninguém aqui estudou e investiu tanto para ficar brincando de casinha. As associações tem de acordar para a realidade do mercado e posicionar-se claramente sobre o mesmo. Não devem agir apenas quando um problema acontece com um dos membros da corte e na sequencia simplesmente fazer o problema cair no esquecimento da mídia.

    Ponto 2: Jamais uma associação deve ficar em cima do muro por melindres ou medinhos. Deve encarar de frente os problemas que afetam os profissionais por ela representados.

    Ponto 3: Transparência. As associações devem ser claras nas informações destinadas ao público, distinguindo corretamente os profissionais que agregam.
    Ponto 4: Ação. Elas devem promover ações propositivas e positivas no sentido de educar o mercado corretamente e de maneira eficiente.

    Ponto 5: Isenção. Uma associação jamais deve deixar-se guiar por fornecedores tornando-se refém. Em primeiro lugar devem vir os profissionais por ela representados, depois idem, depois idem e se sobrar tempo, idem.

    Dos Profissionais:

    Depois de formados saem feito loucos atrás de clientes sem se importar com questões profissionais. Só aparecem quando enfrentam algum problema. Mas assim que é resolvido, desaparecem novamente sem se importar com os colegas de profissão. Na verdade o problema é bem mais sério.

    Ponto 1: A maioria atua como decoradores e se esquecem dos princípios do Design em seus projetos. Vivem dentro do mesmo mercado que os decoradores e os arquitetos decoradores. Raramente aplicam seus conhecimentos em Design em seus projetos. A maioria não desenha um móvel mais que a forma externa e esboços do que pensaram para as divisões internas. Especificar ferragens e materiais pra que se o marceneiro sabe tudo e fará o trabalho? A maioria prefere largar o projeto da cozinha nas mãos dos vendedores projetistas das lojas. Também pra que perder esse tempo todo se temos móveis prontos em lojas de qualquer esquina? Onde enfiaram os conhecimentos aprendidos na faculdade? Ou será que só frequentaram faculdades do tipo PP (pagou passou) ou PPP (papai pagou passou)? Ou ainda, será que cursaram mesmo Design de Interiores ou algum curso mascarado de decoração? Foram enganados?

    Ponto 2: Será que a formação foi tão deficiente para lançar no mercado meros decoradores com canudo de designers?

    Ponto 3: profissionais que preferem ficar com suas bundas gordas confortavelmente sentados esperando que alguém faça o “trabalho sujo”, que “dê a cara pra bater”. Assistem tudo de camarote e são covardes ao ponto de não se pronunciar, mesmo sabendo que a situação pode afetar o seu lado profissional.
    Ponto 4: estes mesmos profissionais folgados que, depois de regulamentada a profissão e, antes mesmo da instalação do Conselho Federal, já estarão berrando nas redes sociais que querem a sua carteira profissional.

    Como muito bem colocou a Keylla Amelotti no grupo Design de Ambientes – UEMG:

    “Acredito que se os próprios designers de ambientes se entendessem como uma disciplina de design e não um “braço” da arquitetura, não bateríamos tão de frente com a arquitetura. Porque nós, designers de ambientes, fazemos muito mais do que decorar e humanizar a edificação que o arquiteto projetou; nós podemos ser paisagistas, designers de móveis, cenógrafos, designers de eventos; nós podemos fazer a diferença na qualidade de vida dos trabalhadores de uma loja, de uma fábrica, de um consultório; nós podemos auxiliar na produtividade de uma empresa, nós podemos transformar a forma como uma criança pode ver e sentir toda a sua vida escolar; nós podemos fazer o sonho de uma vida virar realidade num casamento, numa festa de aniversário, num quarto com alma… Nós somos e podemos muito mais do que a maioria pensa – muito mais do que alguns de nós mesmos pensam, e é por isso que parece que lutamos por migalhas de arquitetos. Nós temos muito mais a oferecer à sociedade do que querem nos fazer acreditar. Basta que a gente descubra isso, inclusive dentro da escola de design.”

    Disse tudo!

    Todo Designer de Interiores/Ambientes é também um Decorador. Mas não é Arquiteto.

    Todo Arquiteto é também um Decorador. Mas não é Designer.

    Todo Decorador é apenas Decorador. Não é Arquiteto. Também não é Designer.

    Isso é um fato real e tem de ser encarado de frente, sem achismos, melindres e ego(ísmo)s.

    Daí a necessidade de um profissional necessitar da parceria com os outros numa equipe multidisciplinar. Cada um no seu quadrado correto.

    Ou preferem ficar aí vendo a banda passar para depois chorar sobre o leite derramado se fazendo de vítimas do sistema?

  • Apresentando: Baldanza iluminação Conceito

    Pois é pessoal. Graças à interatividade do facebook consegui mais uma empresa parceira para o blog.

    Trata-se da Baldanza iluminação Conceito.

    Numa mistura muito bem casada entre arquitetura, design de produtos, design de moda e iluminação, a baldanza conseguiu chegar à um conceito exclusivo para a sua linha de luminárias.

    Sempre cheias de estilo, as referências são encontradas em nosso dia a dia.

    Os produtos da Baldanza estão classificados em 05 categorias:

    Vista Sua Luminária

    Já pensou em trocar a roupa de sua luminária?

    Pois é! As peças desta categoria dão a possibilidade de trocar os vestidos delas. Descontração total.

    Assim, no lugar de uma luminária, você pode ter várias, dependendo da quantidade de vestidos que comprar.

    Uma deliciosa brincadeira para a sua casa!!

    Especialidades

    Uma linha já mais estruturada onde as peças realmente marcam presença pela beleza de suas formas e acabamentos.

    O Designer é você

    Aqui você tem s possibilidade de escolher os tecidos para as cúpulas de seus abajoures. Você escolhe entre as bases, modelos de cúpulas e tecidos.

    Dá pra brincar bastante e soltar a sua imaginação e criatividade.

    Projetos Especiais

    Aqui, o profissional cria uma luminária e a Baldanza a produz com a possibilidade ainda de entrar para o catálogo.

    É sem sombra de dúvida, um serviço mais que especial oferecido pela Baldanza aos profissionais.

    Um exemplo? A luminária desenvolvida para o Restaurante Ponto G:

    e Técnico

    São as luminárias mais técnicas mas que mantém o conceito da marca em sua aparência.

    Os responsáveis por essa novidade no mercado brasileiro são a Lise e o Robison.

    Visite e curta a página no facebook.

    Ou baixe o catálogo da Baldanza clicando no link abaixo:

    BALDANZA-LANÇAMENTOS.2012.01

    Parabéns, sucesso e grato pela nossa parceria!!!

  • Mais do mesmo de sempre

    É gente, é assim que me sinto toda vez que abro meu reader. Na verdade eu já logo com o pensamento:

    “Prepare-se para ver mais do mesmo de sempre…”

    Porque digo isso? Simples. A grande maioria dos sites e blogs são meras ferramentas de replicação de informações e imagens que já foram replicadas por outros que replicaram de outros. Então caímos naquela velha história das tendências e modismos de sempre.

    Vou começar este post fazendo uma análise de um debate que ocorreu anteontem no grupo deste blog lá no facebook e que, na verdade, me encorajou a escrever sobre esse tema. Observem a imagem:

    Pois bem. O que vocês acham desta poltrona?

    Para mim, tem cor demais, geometrismos demais, confusão visual demais. Comentei com o arquiteto José Carlos sobre isso. SE eu fosse comprar uma dessas tiraria o excesso de cores do estofamento. Assim a moldura da base ficaria mais visível, mais perceptível. E, certamente, mais confortávem para aqueles que não se sentem à vontade diante de tantas cores (sim existem pessoas assim).

    Menos é mais ou mais é mais? Diferenças de escolas do passado com as de agora? Evolução? O que foi que levou à este tipo de situação que vemos nos dias de hoje?

    No meu ponto de vista sim, há grandes diferenças entre as escolas. A principal delas é que hoje em dia, na maioria das escolas os estudantes chegam à fase do TFG (ou TCC) totalmente despreparados para fazê-lo. Infelizmente é isso que temos visto. E não é mentira não. É só olharem a quantidade de gente comprando trabalhos prontos ou pagando pra algum profissional desocupado fazê-los. O pior é que estes alunos recebem o canudo pois temos, especialmente dentro das IES privadas, uma quantidade absurda de pessoas totalmente despreparadas para atuar como educadores, professores. Mas estão lá, pois são amiguinhos da corte.

    Vejo, com tristeza, muitos trabalhos expostos na e-vitrina onde o trabalho do designer que deveria aparecer está cedendo lugar apenas à meras questões decorativas. Outros, um amontoado de móveis comprados prontos em lojas e soluções mais que duvidosas para os problemas apresentados. (Problemas? SIM! O Design serve para solucionar problemas!)

    Isso não é Design de Interiores. Isso é Decoração. E não é para isso que estudamos tanto. Para fazer o que tenho visto pela web, bastam aqueles cursinhos de finais de semana de decoração ou, como dizem alguns congressistas, basta ter bom gosto.

    O que isso tudo tem a ver com a poltrona? Simples, vou explicar.

    A Maria Alice Müller postou na sequencia o seguinte:

    “Gente, peralá: isso é Alessandro Mendini! O cara queria era cor! Tirar cor, de qualquer canto deste “monumento do design”, num dá…”

    Bingo! Aí que chegamos à mola propulsora deste post! (Ma, não tem nada a ver diretamente com você o que vou escrever daqui pra frente. Te conheço e sei que você não é o que vou retratar à seguir ok?).

    Quer dizer então que apenas por ele ser quem é temos de engolir mesmo que atravessado? Apenas porque a mídia o fez famoso temos de aceitar tudo dele? Apenas por ele ser quem é não podemos criticar ou duvidar de seu trabalho?

    Calma lá, as coisas não são bem assim.

    Volto a colocar o que já escrevi algumas vezes aqui sobre Karin Hashid. Para mim ele, hoje, é apenas mais um. Seus projetos tornaram-se repetitivos demais. O seu forçar de impor a cor pink de maneira exagerada aliada sempre às mesmas formas tornaram o seu trabalho repetitivo, cansativo e, não criativo. A cada novo projeto dele que aparece na mídia fico me perguntando: de qual gaveta ele tirou isso tudo?

    Não entenderam a indagação? Vocês nunca ouviram falar em “projetos de gaveta”? Aqueles que alguns profissionais fazem e largam em alguma gaveta. Quando aparece algum cliente ele escolhe o que se encaixa melhor no perfil do cliente, faz umas poucas alterações e bingo! Ganha do cliente sem trabalhar como realmente deveria. Pois bem. Hashid para mim parece isso: um cara que monta uma enorme colcha de retalhos das gavetas, pega um elemento de um projeto, outro daquele outro projeto, vai juntando tudo num desenho e pronto.

    Para “baba ovos” é o máximo. Para mim, é nada. Já deu.

    Karin não se reinventa, não aceita críticas. É o rei e ponto final. Até mesmo o mesmo terninho rosinha de sempre não muda…

    Mas como eles chegaram à isso? Por causa das malditas tendências que NUNCA deveriam existir ou imperar dentro da arquitetura e do design. A técnica e a estética deveriam impor-se sobre todas as outras faces de um projeto. Mas o que temos visto é apenas um festival de ctrlC+ctrlV apenas porque “está na moda”.

    Engraçado que as pessoas não se tocam que o que aparece nas revistas está ali simplesmente porque o fabricante PAGOU PELO ANÚNCIO. Raras vezes vemos algo que foi colocado de maneira espontânea ou por sua real relevância seja estética ou tecnológica. É um mercado movido à jabá: pagou, apareceu!

    E ninguém questiona isso e fica tudo por isso mesmo.

    Zaha Hadid é uma arquiteta que está em alta ja faz algum tempo.  É daquelas que leva o orgânico ao extremo para criar suas formas. Porém ela mesma percebeu que seu trabalho estava ficando repetitivo e de um ano para cá comecei a perceber algumas mudanças sutis em seu estilo. Quem olha um projeto feito por ela hoje percebe uma grande diferença dos da época em que ela explodiu na mídia tornando-se a queridinha e referência mundial. Mas ainda assim, mantém um quê de mesmice. Diferente do Hashid, ela está mudando e podem ter certeza de que em breve seremos brindados com projetos espetaculares dela bem diferentes dos que já conhecemos.

    Devo ressaltar que, como bem colocou o José Carlos lá no grupo, são escolas diferentes. Onde é que foram parar nos currículos atuais aquelas disciplinas que faziam o aluno pensar, analisar, criticar, discordar? As poucas que restam foram transformadas em “veja a imagem e não pense sobre, apenas aceite”. Não há mais a solicitação dos professores para que os alunos escrevam, soltem suas idéias e pensamentos, a sua visão, explorem a capacidade de seus cérebros além de um ctrlC+ctrlV.

    Como professor, creio que uma disciplina é mais que urgente nos cursos de arquitetura e Design: Análise e Crítica. Esta deveria vir em dois módulos sendo o primeiro no início do curso e o segundo, antecedendo o TCC. Mas com professores realmente preparados para tal disciplina e não leitores ávidos do “Cafofo da Cráudia”.

    Já fiz alguns posts aqui no blog sobre este assunto como podem ver aqui e aqui. Recebi duras críticas ao primeiro principalmente referentes à questão maior: você não entendeu o partido que ele adotou, deve respeita-lo e não critica-lo.

    Discordo. Ele não é rei nem senhor absoluto do saber. Analiso pelo que a imagem fotográfica ou real me mostra. Pelo que percebo quando entro no espaço. Uso meus conhecimentos para buscar erros e acertos, problemas e soluções. Se ele não aceita críticas, que vá viver isolado da sociedade. Se ele acha que seu trabalho é tão perfeito que não merece ser criticado, que funde um reino e monta a sua corte com seus “baba ovos”.

    Essa idéia equivocada de não criticar é que tem levado a arquitetura e o design ao calabouço da mesmice.

    Bom, o que quero dizer com isso tudo? Simples:

    Tem muitos profissionais tão ou muito mais competentes que estes que figuram na grande mídia mas que simplesmente não aparecem pelo simples fato de não ter $$ pra bancar o amargo jabá cobrado pela mídia.

    Nesse sentido, quero indicar alguns excelentes sites (que acompanho pelo meu reader) para que vocês acompanhem diariamente:

    1 – Arch Daily

    2 – Contemporist

    3 – Yanko Design

    Não, não quero que vocêsprestem atenção ou percam tempo lendo matérias sobre Karin Hashid, Zaha ou Alessandro que porventura apareçam nestes sites e sim, que observem atentamente os projetos de outros profissionais que aparecem por ali. Irão perceber claramente que temos profissionais muito melhores que estes citados mas que não conseguem atingir a grande massa por passarem despercebidos diante do brilho das “estrelinhas”.

    Aqui no Brasil mesmo tem profissionais fantásticos, excelentes mas que não aparecem na grande mídia, no “Cafofo da Cráudia” ou onde quer que seja simplesmente por não ter condições de bancar o alto valor do “jabá”. Logo, as referências acabam sendo sempre as mesmas.

    Lembro-me de, ano passado, terem saído em TRÊS edições seguidas, matérias com o mesmo profissional. E, ara quem é um mínimo crítico, sacou que ele estava ali não por sua genialidade ou criatividade pois, apresentando o seu melhor, mostrou ser apenas mais um na linha da mediocridade.

    Para quem sempre me pergunta “de que fonte você bebe” ou “onde você encontra estas coisas maravilhosas”, a resposta está, principalmente nestes tres links acima.

    Bom, por hoje é isso.

    Abraços.

    ;-)

  • Reader: cores e mais cores

    É, resolvi fazer um post mais leve baseado em meu reader já que andam me chamando de ranzinza (ah ah ah). Vamos então a um post sobre o uso de cores e outros detalhes interessantes que encontrei em meu reader hoje. Quem vai gostar é a minha amiga mega colorida Joyce Diehl:

    foto 1 – woodmat1

    Simples, alegre, divertido, customizável nas cores. Adorei!!!

    foto 2 – Corian Loves Missoni

    Quem já trabalhou com este material conhece bem suas características físicas como a sua resistência e durabilidade. Isso possibilita a sua aplicação em áreas perigosas e problemáticas como os banheiros. Porque não tornar os banheiros mais alegres, usar e abusar dos geometrismos na paginação?

    foto 3 – Hot Paper Restaurant

    Eu simplesmente amei o detalhe da parede com built-in.

    Podemos chamar este elemento de “sanca de parede”?

    Para facilitar as coisas, sim.

    Como podem perceber, é um ambiente sóbrio. Mas a cor entra sutilmente neste elemento de parede quebrando a seriedade do espaço tornando-o mais leve.

    foto 4 – Acne Store

    Gritante e berrante sobreposição de tons de vermelhos.

    Achou pesado?

    Eu não.

    Na verdade eu amo estas ousadias que, infelizmente, poucos clientes permitem.

    foto 5 – house beautful banheiro

    Perceberam a leveza desta cor aplicada neste banheiro? Relaxante e suave.

    Outro detalhe é a brincadeira gráfica do revestimento das paredes.

    Show!!!

    foto 6 – quarto Contemporary Condo

    E quem falou que o preto não é cor? (tou brincando ok teóricos chatos de plantão!)

    Quem estudou comigo e teve aulas com um determinado professor vai entender esta frase:

    “Olhem o lilás das flores….. que lindo… perfeito… é o ponto focal…”

    AHAHAHAHARRRRRRRRRRRGH!!!

    Agora, parando de brincadeira, sim o preto é cor pigmento. Sóbrio e sério como o perfil de muitos clientes. Porém, culturalmente, aqui no Brasil ele ainda é relacionado com um lado não muito agradável da vida: a morte, o doloroso luto (credo, que incoerência entre os termos vida e morte).

    Mas ele é “chique no úrtimo” e a garantia de espaços lindíssimos. Outra prova disso vocês podem ver neste post sobre o ateliê do artista plástico Jadir Battaglia.

    Eu adoro!!!

    foto 7 – a arte dos dedos mágicos de Judith Ann Braun

    Não consigo expressar tamanha surpresa e admiração ao descobrir esta artista. Sugiro que visitem o site dela para conhecer outros trabalhos e mais detalhes sobre a sua arte “digital”

    foto 9 – Sala

    A beleza está nos detalhes que alegram e personalizam os ambientes.

    ;-)

    As fotos à seguir vieram do excelente Retail Design Blog by Artica que conheci este final de semana. Já entrou para meu reader e para o blogroll aqui do blog!!!

    Foto 10 – “SUPER by Dr. Nicholas Perricone” store by Janis Bell Design, Malibu

    Duas considerações sobre este projeto:

    1 – a deliciosa mistura de cores tem tudo a ver com a empresa: se observarem atentamente irão perceber que cada cor utilizada nos módulos é a mesma que está presente na embalagem dos produtos expostos em cada um deles.

    2 – a perfeição do IRC do projeto de iluminação garantindo a fidelidade exata da reprodução das cores do ambiente e das embalagens/produtos.

    PERFECT!!!

    ;-)

    foto 11 – Etch Web lamp by Tom Dixon

    Luz e texturas ou luz e sombra brincando, dialogando numa perfeita interação.

    foto 12 – Aurelia lamp by QisDesign

    Luz e cor ou, luz é cor. Não importa.

    Observando bem percebemos que esta é uma luminária que, apesar de ter a luz mais aberta (espalha-se pelo ambiente) não interfere tanto em outros efeitos que podemos utilizar no restante do ambiente.

    foto 13 – Luxury cladding collection by Lithos Design

    Olha o preto aí de novo, mas desta vez sem o seu fiel escudeiro branco e sim acompanhado do dourado…

    Confesso que demorei um pouco para entender o que é este revestimento mesmo observando as fotos mas próximas.

    Pelo que entendi (em meu inglês nem tão perfeito), trata-se de placas cerâmicas pretas e os círculos dourados são, na verdade, “entalhes”.

    Possuem duas opções de cores: preto com dourado e preto com prata.

    Vertiginosamente lindo!!!

    fotos 14, 15 e 16 – Dent Cube by Teruo Yasuda for Inax

    Quando vi este produto me lembrei na hora do revestimento da TWBrazil que usei na mostra e que agora está aqui em casa num painel de TV na sala.

    Só que este não é de madeira. Porém ele é um produto muito versátil podemdo ser aplicado de diversas formas e pode ser customizado em suas cores como podem observar nas duas fotos a seguir:

    Para os que buscam possibilidades em paisagismo vertical.

    Para os que buscam mais alegria e cor nos ambientes.

    Finalizando, deixo alguns vídeos para apreciação de vocês.

    Primeiro, três vídeos do The Creators Project:

    E agora vejam este desfile. Passarela limpa, estrutura simples e um elemento excelente como pano de fundo:

    Aproveito para deixar um exercício de observação: estes quadros no piso da passarela, do lado direito, são o que? Projeção, elemento físico (algum material aplicado) ou o que?

    Espero que tenham gostado.

    Até o próximo post!!!

    ;-)

  • IPOG> Percepção Visual

    Bom pessoal, infelizmente eu perdi a oportunidade de assistir ao módulo Percepção Visual aqui em Londrina, agora ministrado pela excelente professora Vivian Ritter (a figuraça da foto à seguir:

    Fui no domingo pela manhã até o hotel onde a turma Londrina2 está tendo aulas para pegar uma encomenda com o Sandro e descobri que o módulo era o dela. Fiquei doido pois queria e muito assistir novamente a este módulo.

    Para quem não sabe, a Vivian entrou substituindo o antigo professor. Em menos de um ano de casa (IPOG) ela conquistou o primeiro lugar na avaliação geral entre todos os professores do IPOG. Pouco competente a loira aí heim??? ^^

    Como estava para começar a apresentação dos trabalhos dos grupos, o Sandro me chamou para assisti-las. Entrei e me surpreendi muito com tudo que vi.

    A começar com a forma das apresentações que foi totalmente diferente do que a minha turma fez. Algo bem mais leve porém com um foco preciso não apenas na percepção visual, mas sim, em todos os 5 sentidos humanos.

    Não foram trabalhos focados apenas na percepção visual da arquitetura ou da iluminação mas sim trabalhos que exigiam a aplicação de elementos que favorecessem aos usuários a utilizar – consciente ou inconscientemente – seus 5 sentidos.

    Por aí já deu para perceber a grande diferença e na qualidade extra que o curso ganhou ao chamar a Vivian para ser professora.

    Após o final da aula fomos almoçar (o Sandro como sempre correndo foi voar para Curitiba). Eu, Vivian, a arquiteta e aluna do curso Carina Müller e o Bianco.

    Passamos um bom tempo ali no Mercado Palhano papeando sobre assuntos diversos e nos conhecendo um pouco melhor. Idéias surgindo, planos para colocá-las em prática e dando altas gargalhadas.

    Com certeza irei à Curitiba assistir à aula dela daqui uns dois meses mais ou menos.

    Assim que eu receber o material dela vou degustá-lo e farei um post sobre.

    E, Vivian, quero e muito uma entrevista com você aqui no blog ok?

    Além de uma mega profissional, é gente boa pacas!!!

    Valeu e muito conhecê-la pessoalmente! Daquelas gratas surpresas que a vida nos guarda!!!

  • Reader 20/03/12

    Vamos dar uma geral pelo meu reader?

    1) Olhem que barato essas prateleiras:

    Ela é apenas um dentre tantos novos itens da italiana B-line que serão apresentados no Salone Internazionale del Mobile in Milan.

    2) A Eletrolux está lançando um novo modelo de geladeira com várias divisões:


    O design é assinado por Stefan Buchberger.  Através destas divisões elimina-se o problema de contaminação (cheiro/sabor) de produtos por outros que venham a estragar. Consiste em uma base e mais quatro módulos superiores separados.
    Todas as seções são removíveis e customizáveis.

    3)Berndnaut Smilde (artista plástico) criou algumas peças interessantes em forma de nuvens. Claro que não é para qualquer ambiente pois tratam-se de instalações artísticas, mas adorei o efeito leve. Observem:

    4) Uma coisa que eu não entendo…

    Quem projeta esse tipo de cuba certamente nunca teve de limpar uma…

    É bonito? SIM! Porém fico imaginando o limbo e as bactérias se proliferando nas reentrâncias e o prazer de quem tiver de limpar isso aí semanalmente ou diariamente…

    #AFF

    5) O estúdio de design polonês WAMHOUSE criou a mesa e cadeira rajtuzy.

    Lindas, porém principalmente a cadeira, passam uma sensação de insegurança plena. A impressão é: sentou, caiu…

    Mas vale a visita ao site deles, tem peças fantásticas!!!!

    6) Adoro quando a ousadia se faz presenta na arquitetura através do uso de peles nas fachadas.

    7) Que projeto fantástico da Vértice Arquitectos:

    O escritório manda muito bem com um estilo arrojado e tem projetos excelentes. vale a pena visitar o site deles e conhecer o portfolio.

    8) Gente, por favor muita atenção na imagem abaixo:

    Conseguiram entender a imagem acima???Não, não se trata de 3D mal feito não, é uma imagem real…

    Pois é, eu também levei um tempinho para conseguir assimilar tudo isso. Pior que são banheiros de um espaço comercial…

    Então gente, MUITO CUIDADO COM OS EXCESSOS!!!

    9) Do excelente blog Chega de Demolir SP! ressalto dois importantes posts:

    Notícia boa: Antigo quartel do Parque D. Pedro II será restaurado

    Tombamento de imóveis demora até 20 anos em São Paulo

    10 – Um estande green para a LG:

    A LG Hausys em parceria com o designer francês Patrick Nadeau criaram para a feira IDEO BAIN em Paris este interessante estande.

    E, finalizando este post, não tem nada a ver com meu reader mas tem e muito a ver com o mercado em que atuamos. Estava lendo hoje pela manhã a revista “Cafofo da Cráudia” – aquela que mais desinforma que informa – e me deparei com uma matéria entitulada “Feras da decoração contam o que faz a diferença em seus projetos”.

    Ok, tem algumas dicas interessantes sim – para quem está começando na área ou para quem é adepto do DIY. Porém, são sempre os mesmos profissionais consultados como se no Brasil só existissem eles, como se só eles produzissem algo de bom, útil ou decente.

    Mas devo destacar um detalhe que a matéria e eles esconderam de maneira vergonhosa: a gorda conta bancária de seus clientes.

    Gente, qualquer um que pegar um cliente com um orçamento poupudo é capaz de fazer milagre com um barracão. Assim fica fácil!!!

    Difícil e uma verdadeira prova de competência profissional é conseguir fazer o verdadeiro milagre com os orçamentos apertadíssimos de 90% dos clientes que compõem o mercado real.

    Adoraria ver qualquer uma destas ditas e pseudas “feras da decoração” dando pitis com clientes normais que não dispõem da dinheirama que poucos tem para seus projetos.

    AH AH AH! Pago pra ver!!!

  • que bela luz!

    Estava vendo alguns vídeos no youtube e me deparei com este aqui que me surpreendeu:

    Quem já mexeu com iluminação cênica sabe que esta montagem não é nada complicada e a programação também não. O que me prendeu a atenção foi exatamente esta simplicidade deste projeto e o efeito belíssimo que ele proporcionou com os movimentos suaves e os desenhos formados pela luz.

    Destaco também a escolha da paleta de cores bastante contrastantes e os planos muito bem empregados na iluminação.

    Bom, já que estou postando este vídeo, vai então mais um: agora uma animação chamada Consurgo (que vem do latim e quer dizer levantar-se (ou algo assim).

    http://vimeo.com/32918790

    O WordPress não está liberando a inserção deste vídeo, mas podem acessar e assistir, tenho certeza de que vão gostar muito.

    Abraços e uma excelente semana ;-)

  • Comemoração 1MI: duas bolsas integrais do LightingNow!!!

    Pois é, mais um presente para vocês em comemoração à marca de 1MI de acessos!!!

    O nosso parceiro LightingNow – Portal de Iluminação, me cedeu DUAS BOLSAS INTEGRAIS para o workshop online “Automação para edificações eficientes“.

    Para concorrer basta seguir estes passos:

    1 – Participar do grupo Design: Ações e Críticas, lá no facebook;

    2 – Participar do grupo Lighting Design Brasil, lá no facebook;

    3 – Adicionar o perfil do LightingNow no facebook;

    4 – Copiar e colar aqui nos comentários a frase: “Eu quero ganhar a bolsa do LightingNow“.

    E pronto.

    Depois disso é só torcer e aguardar.

    O sorteio que será realizado no dia 20/03/2012 às 20:00 horas.

    O sorteio será através do site Random.org respeitando a ordem de chegada dos comentários.

    Boa sorte a todos!!!

    ;-))

    .

    E os dois sortudos foram:

    1ª bolsa vai para a Lisiane

    Parabéns!!!

    2ª bolsa vai para Rodrigo Mendes.

    Parabéns!!!

    Solicito aos dois que entrem em contato urgente com o Alexandre do Portal LightingNow (mkt@lightingnow.com.br) para realizar as suas inscrições informando que foram sorteados aqui no blog.

    Quem não foi sorteado e deseja fazer o curso é só se inscrever pelo site do curso.

    Abraços e até o próximo sorteio!!!

  • Curso on-line: Automação para edificações eficientes. LightingNow

    Você sabe como transformar seu projetos em Espaços Sustentáveis?   Pois o LightingNow traz até você a oportunidade de aprender mais sobre este assunto através de um workshop online.

    Objetivo:

    O Workshop On-Line tem por objetivo, trazer informações relevantes sobre o tema Automação para Edificações Eficientes, de maneira simples, clara e fácil aos profissionais do mercado, buscando um melhor entendimento sobre o assunto e promovendo cultura orientada à inclusão destes conceitos em seus projetos.

    O Instrutor José Roberto Muratori

    Engenheiro de produção formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) com especialização em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas.
    Atua há mais de dez anos na área de Automação Residencial e Tecnologias para Habitação. É presidente e membro fundador da AURESIDE, Associação Brasileira de Automação Residencial.

    Público-Alvo:

    Profissionais da área de Arquitetura, Decoração, Iluminação e Sustentabilidade;
    Profissionais da área de automação residencial e predial;
    Profissionais da área de energia (geração, transmissão e distribuição);
    Contratantes de projetos e serviços correlatos que precisam de maiores conhecimentos sobre o assunto;
    Estudantes e pesquisadores das áreas acima citadas.

    O Programa

    1º Módulo – Perfil do consumo de energia
    Dados quantitativos e qualitativos
    Matriz de geração e distribuição
    Políticas governamentais
    Posição das concessionárias
    Smart Grid
    Tendências mundiais

    2º Módulo – Novas tecnologias e mudança de hábitos
    Consumidor de energia x consumidor de tecnologia: comparativo
    A aceitação da tecnologia
    Mudanças de prioridades
    Introdução de novos produtos e serviços
    Experiências piloto em andamento

    3º Módulo – Oportunidades de novos negócios ligados à eficiencia energética
    Projetos inovadores
    Serviços inovadores

    4º Módulo – Apresentação e discussão de casos
    Empreendimentos corporativos
    Empreendimentos residenciais
    Residências unifamiliares

    Formato:

    O workshop será ministrado no formato de vídeo-aulas* e está dividido em 4 módulos com início em 26/03 e vai até 20/04 (4 semanas).

    A cada semana (segunda -feira) será disponibilizado um novo módulo que o participante pode assistir nos dias e horários que mais lhe agradar.

    Durante a semana, o participante pode tirar suas dúvidas sobre o conteúdo exposto com nossos especialistas pelo próprio site.

    Todas as aulas ficarão disponíveis para consulta até o final do último módulo.

    Mais informações:

    Workshop Automação para Edificações Eficientes
    Data: de 26/03 a 20/04
    Onde: Evento On-Line (internet)
    Valor: R$ 49,90

    Inscrições: clique aqui.

    *Para acessar o conteúdo, seu PC ou Tablet deve aceitar Flash. Faça um teste rápido e veja como será ministrado este curso, CLICANDO AQUI!