Categoria: Ergonomia & Acessibilidade

  • Banheiros – alguns cuidados…

    Recebi por e-mail de minha prima Miriam, de Curitiba, que também é Designer de Interiores.

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    O banheiro encerra uma insolúvel contradição: apesar de ser o lugar que você procura para realizar hábitos de higiene, sem dúvida ele reúne as condições mais propícias à contaminação. Por um lado, isso se deve às próprias características do ambiente. Mas a falta de atenção com a limpeza e com a manutenção, além de hábitos pouco cuidadosos, também contribuem para que os microorganismos façam a festa , afirma o biomédico Roberto Figueiredo, bastante conhecido como o Dr. Bactéria.

    Abaixo, ele identifica os maiores perigos escondidos nesta parte da casa e dá conselhos, certeiros e baratos, para que você deixe o banheiro de casa um pouco menos hospitaleiro para fungos, bactérias e outros agentes causadores de doenças.  

    1. Usar toalha de tecido no lavabo
    Sem dúvida, quando falamos de higiene, uma toalha de papel, virgem (não reciclado), representa o melhor. No entanto, fica difícil colocar em um banheiro de uma casa um toalheiro de papel sem dar cara de shopping ou indústria. Por isso, não da para se livrar de uma toalha de tecido. Troque diariamente ou sempre que estiver muito molhada. Eduque as pessoas para não enxugar o rosto nestas toalhas, lugar de lavar o rosto é no banheiro e usando a toalha de banho.

    2. Partilhar um sabonete em barra
    Geralmente, os sabonetes não apresentam ação desinfetante, bactericida (a não ser os produzidos com esta finalidade). Eles servem para limpar, e não para matar germes. Tenha higiene: percebendo que há algum resíduo preso ao sabonete, lave-o.

    3. Abrir a porta e dar descarga depois de lavar as mãos
    É claro que a maçaneta da porta, sendo tocada por uma mão contaminada, vai carregar as bactérias. No entanto, mantendo a maçaneta sempre limpa, sem gordura ou outra impureza, os microorganismos tendem a morrer, pois não resistem à falta de água. Mesmo assim, procure lavar as mãos após apertar a descarga ou tocar em outros objetos do banheiro.

    4. Deixar cesto de roupas sujas no banheiro
    Estando bem fechado, não representa tanto problema assim. Mas, no caso das roupas íntimas, sempre é bom adicionar na água de lavagem uma colher de desinfetante à base de quaternário de amônio, facilmente comprado em supermercados. Isso diminui os riscos contaminação. 

    5. Manter a escova de dente na pia
    Pode ser mantida, desde que você nunca dê a descarga com a tampa aberta e sempre pulverize a escova com uma solução de gluconato de clorexidina a 0,12%, encontrada facilmente nas farmácias e drogarias. Enxágüe antes de usar.    

    6. Deixar lodo acumulado no boxe e nos armários
    Aquele lodo é constituído por microorganismos que, na maior parte das vezes, não causam doenças. No entanto, podem levar a uma alteração da flora normal da boca quando em contato com escovas de dente, levando a processos de gengivite e cárie, por exemplo.

    7. Dar descarga com a tampa levantada
    Dando a descarga com a tampa levantada, você catapulta os germes para o ar. Eles chegam a atingir até 6 metros de altura e, como o pé direito de seu banheiro não tem tudo isso, os microorganismo ficam rodando pelo ar por até 2 horas, contaminando escovas de dentes e outros materiais colocados sobre as bancadas e pias.

    8. Tomar banho com os pés descalços
    No banheiro de sua casa, não tem tanto problema, afinal e você quem controla a limpeza e higienização com água sanitária. No entanto, em clubes e noutros locais, sempre é bom usar um chinelo de dedo, principalmente sobre estrados de plástico (altamente contaminados).

    9. Manter um tapete de borracha de uso comum no banheiro
    Tudo que você colocar irá servir de mais uma base para o crescimento de microorganismos. Sendo possível, elimine. Mas existem locais em que o piso muito liso pode levar a acidentes, principalmente de pessoas mais idosas. Nesses casos, não é possível eliminar, então lembre-se de desinfetar com água sanitária.

    10. Deixar as janelas do banheiro sempre fechadas
    O vapor retido dos chuveiros eleva a umidade das paredes, favorecendo o bolor. A aplicação, a cada 15 dias, de uma solução de 50% de água sanitária em água eliminará a presença destes bolores desagradáveis. Mas sempre é bom ventilar.

  • A insustentável leveza da prateleira

    Cansado de prateleiras que ocupam espaço e saem de moda de um dia para o outro? Problemas com livros que se empilham em todo lugar de forma desordenada?

    Uma das coisas que me incomodam esteticamente em prateleiras são a falta de gosto nas estruturas.

    Elas poluem demais a parede e não têm leveza. Eu poderia em muitos casos chamá-las de grosseiras, em outros grotescas.

    Mesmo as ditas prateleiras invisíveis tem as tábuas tão grossas que, apesar de não mostrar armação alguma, parecem um banco de praça alojado na parede, sem delicadeza alguma.

    Podemos resumir toda esta conversa em uma única e singela realidade:

    Prateleiras são uma eterna guerra na plástica do lar!

    Mas agora seus problemas terminaram! O centro tecnológico do Reino Selvagem e o Cel. Von Lehmann orgulhosamente apresentam a super prateleira invisível – ideal para quem não quer ter a estética de seus livros apagada por um pedaço de mobília.

    Passo a passo: http://www.reinoselvagem.com.br/a-insustentavel-leveza-da-prateleira/

  • “Folha” com LED solar para iluminação pública

    Jongoh Lee criou uma forma elegante e discreta para iluminar passeios.

    Usando da tecnologia LED + energia solar, chegou a um modelo de luminária com formas orgânicas que imitam folhas de árvores para ser instalado nas árvores que circundam os caminhos/passeios.

    Com isso, as luminárias tornam-se praticamente invisíveis durante o dia e à noite promovem um belo efeito luminoso.

    Este produto lhe rendeu o prêmio do IDEA Awards 2008 na categoria Comercial & Industrial.

    Tomara que chegue logo por aqui…

    Contact: JONGOH LEE: jojuly79@yahoo.co.kr

  • Mão escondida projeta arquitetura medíocre

    O ESTADO DE S. PAULO – A21 ESPAÇO ABERTO – QUARTA-FEIRA ,2 DE JULHO DE 2008

    por: Jorge Wilheim

     Ao examinar os projetos imobiliários que abundam em nossos jornais, noto que ultimamente a cor verde predomina: oferece-se à venda a paisagem vista da janela – um parque longínquo ou o jardim, por vezes bem elaborado, que constituirá o verde privativo de quem pode. Recentemente até se oferece um simulacro de vida urbana, ao propor-se – imaginem! Uma rua, como aquelas de verdade -lembram? – em que as crianças se conheciam e brincavam; agora, porém, rua privativa, também para quem pode. Em alguns casos se oferece um centro esportivo ou um spa, de diminutas proporções, só para mencionar.

    Simulacro de paisagem urbana, simulacro da sociedade reduzida a condôminos, simulacro de cidade. Parece que o mercado, mesmo usando sua mão escondida – diferente da mão invisível de

    Adam Smith (1723-1790), segundo o qual ela transformaria interesses individuais em bens sociais -, ainda não conseguiu apagar a lembrança de que a propriedade a ser vendida se situa numa cidade real, gerando um simulacro, exclusivo e excludente. Não nego a demanda por segurança que está na sua origem, mas questiono a falta de criatividade das soluções.

    Quando plantas dos apartamentos são publicadas, espanta-me a similitude dos programas e dimensionamentos: parece que há um único protagonista a desenhar com sua “mão escondida” todas as plantas, com iguais dimensões dos quartos, denominações sempre que possível em inglês e a presença inevitável, esta brasileira, da churrasqueira.

    O que não se publica é o nome do arquiteto autor desses projetos! A “mão escondida” o apagou, seja por não considerá-lo importante a ponto de figurar ao lado do decorador, do paisagista e dos realizadores do empreendimento; seja porque o próprio arquiteto não se sinta à vontade com o resultado.

    Se arquiteto existe, como entender, tiradas poucas exceções, o descaso com a estrutura e com a fachada, geralmente um aplique colado, muitas vezes imitando um paupérrimo estilo neoclássico?

    Ao percorrer a cidade, vejo, com espanto, o resultado disso: um descalabro arquitetônico, na profusão grotesca e gigantesca de fachadas sem caráter, uma acúmulo de mediocridade preenchendo a paisagem urbana, num completo descaso com a rua em que cada prédio se localiza, ao atulhá-la com trânsito que não pode suportar e uma seqüência de grades, muros, muralhas com guarita, por vezes parecendo-se com presídios. Expressão voraz e predatória do privado não-urbano, recusa da cidade e da vida societária, exclusão ostensiva de tudo o que é público, de todos. ‘

    Onde estão os arquitetos herdeiros de mestres da arquitetura residencial? Não mais se encontram, e perdoem a generalização, pois exceções certamente existem, projetos que emulem os esplêndidos edifícios Esther (Vital Brasil), Prudência (Rino Levi), Louveira (Artigas), General Jardim (O. Bratke), Mena Barreto (Aflalo e Gasperini), Guaimbé (Mendes da Rocha), Higienópolis (Heep), Sto. André (Pilon), Copan e Eiffel (Niemeyer) – todos exemplos de boa arquitetura, forte identidade, criatividade, bom ambiente para os seus moradores, enriquecendo a paisagem de suas ruas. E, na ocasião, bem vendidos, com lucro para seus empreendedores … Enquanto os edifícios residenciais de hoje se apresentam uniformes e medíocres, de autoria anônima, a cidade apresenta bons projetos comerciais e institucionais, revelando a existência de empreendedores mais generosos e o trabalho sério de excelentes arquitetos; entre eles, Botti e Rubin, Aflalo e Gasperini, Carlos Bratke, Isay Weinfeld, Rui Ohtake, Paulo Mendes da Rocha e um bom grupo de jovens arquitetos cujas obras se destacaram na última Bienal de Arquitetura.

    Há, portanto, salvação possível. Os empreendimentos poderão produzir lucro mesmo com projetos bons, livres da mão escondida que impõem programas, dimensões, estilos. Para fugir da mediocridade haveria alguns passos a dar.

    Do lado dos empreendedores – embora a lógica do sistema os· leve a não se preocuparem com a cidade, e sim apenas com o lote -, tomar consciência de que o campo de ação de seu negócio ficará mais restrito e mais caro a medida em que, por sua ação predadora, ruas e bairros forem sendo destruídos.

    Por outro lado, se o corretor de vendas ou quem contabiliza o investimento substituir os arquitetos nos momentos cruciais de elaboração de projetos, põe-se a perder a principal contribuição desses profissionais.

    Do lado dos arquitetos, estranho o silêncio obstinado das entidades de classe, dos críticos de arquitetura, da imprensa especializada.

    Parece haver um único protagonista a desenhar todas as plantas …

    A Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (Asbea) – de cuja criação participei -limita-se a se alinhar ao lado da associação de seus clientes, o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis (Secovi) sem respeitar a natural diferença de enfoque se de interesses a defender. Pois nem sequer exigem que o nome do autor de projeto seja obrigatoriamente enunciado …. . Compreende-se que o Sindicato dos Arquitetos permaneça silencioso nesta questão,pois a precariedade de contratação e o elevado número de profissionais concorrentes não estimula o debate, arriscando o emprego. Mas não compreendo o silêncio do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), veneranda instituição presente em momentos decisivos de nosso desenvolvimento, que tergiversou na discussão do Plano Diretor Estratégico e agora silencia no momento em que este é ameaçado de desfiguração, deixando a tarefa a outras organizações da sociedade civil. Seu papel tradicional em defesa da arquitetura e da cidade, papel cultural e social, deveria levá-la a levantar os problemas que aponto neste artigo, liberando-me, aliás, do constrangimento de escrevê-lo. .. 

    Jorge Wilheim é arquiteto e urbanista

  • Coleciona: fichário do educador ambiental

    O Departamento de Educação Ambiental (DEA) do Ministério do Meio Ambiente lançou este mês na internet o Coleciona: fichário do educador ambiental. Em duas semanas, foram recebidos mais de 800 e-mails contendo congratulações, sugestões e contribuições acadêmicas para as próximas edições da publicação.

    O fichário virtual – que pode ser consultado gratuitamente no site do MMA e baixado em formato pdf – é um material eletrônico, especializado em informações sobre educação ambiental (EA), que será enviado bimestralmente a quem se inscrever. No momento, as novas adesões vêm se somar aos 10 mil contatos já cadastrados pelo DEA.

    A idéia é que o fichário seja feito “por educadores ambientais para educadores ambientais” e que passe a existir, eventualmente, sem material do DEA – a quem caberá a função, no futuro, de apenas organizar o seu conteúdo.

    Educador ambiental é qualquer profissional que possua consciência ambiental – e que, portanto, são bem-vindos textos de quaisquer colaboradores que versem sobre EA. Todos os artigos são analisados pelo DEA e, se aprovados, incluídos na seção Pontos de Vista: textos para se pensar educação ambiental. Os artigos podem ser enviados ao endereço eletrônico educambiental@mma.gov.br. Uma vez organizado o conteúdo, o material é repassado aos e-mails cadastrados, além de atualizado na página do MMA, para acesso livre.

    Iniciativa do DEA, o fichário foi criado em formato de fácil impressão e arquivamento, para que instituições, órgãos, empresas, escolas e educadores interessados possam ter em mãos, ao fim de um ano, um grande banco de informações sobre a EA no País, para consulta pública.

    Entre as sugestões recebidas por e-mail desde o lançamento está a de fazer o fichário em duas versões: uma para impressão (a atual, econômica, nas cores preto e verde) e outra meramente para navegação online, em formato mais simples e direto. Para acessar o fichário é preciso entrar no site do MMA, clicar no link Educação Ambiental e, em seguida, sobre a figura do Coleciona: fichário do educador ambiental, que se encontra logo abaixo do texto de apresentação.

    Fonte: Funbio. Adaptado por Celulose Online.

  • HELP! Importante!!!

    É bastante comum quando pegamos um projeto, encontrarmos trincas, fissuras e rachaduras nas paredes e pisos. Lidar com estas é uma dificuldade para a maioria dos profissionais, especialmente os iniciantes.

    Portanto, compartilho aqui um artigo que encontrei já ha muito tempo e que muito me ajudou quando precisei.

    Não vou postá-lo pois ele tem muitos links para imagens e ficaria uma semana formatando isso aqui rsrsrs

    Portanto segue o link: http://www.ebanataw.com.br/roberto/trincas/index.php

    Aproveitem e vejam o resto da página do engenheiro Roberto Massaru Watanabe. Tem bastante material por lá como por exemplo:

    Vistorias

    Fundações

    Telhados

    Habitabilidade (!!!)

    Pinturas

    Conforto Térmico

    Ação do vento

    Janelas e

    Patologias (!!!)

    Vale a pena uma visitinha ao site dele.

  • Pra quem pensa que o trabalho de um designer é fácil….

    A coisa mais normal é nos depararmos com clientes que “viajam” em seus “quereres” durante o briefing.

    Isso sem contar nas sessões de avaliação e análise onde as alterações são constantes, é um tal de copia da revista tal, ou então aquelas idéias mirabolantes que não sabemos onde vai dar… e sei vai dar em algo…

    Este vídeo reflete bem isso.

    Imagine você que a placa “PARE” (stop) não exista e um designer foi contratado por uma empresa para desenvolvê-la…

    É meus amigos, a rapa é dura rsrsrsrsr

     

  • Extensão CESUMAR – 2° semestre

    Saiu a lista de cursos de extensão para o segundo semestre do CESUMAR.

    Vou ministrar dois cursos:

    CONTRATOS E DOCUMENTOS – COMO ELABORAR CORRETAMENTE

    MINISTRANTE
    PAULO OLIVEIRA
     
    OBJETIVO GERAL
    Conscientizar os profissionais sobre os principais pontos de atenção quanto a elaboração de documentos e a necessidade de que estes sejam muito bem elaborados.

    CRITÉRIOS
    Freqüência de 80%, participação e desenvolvimento dos trabalhos em sala.

    REQUISITOS
    Trazer os modelos adotados pela empresa para serem discutidos em sala de aula.

    PÚBLICO ALVO
    Acadêmicos, professores, profissionais das áreas de Design, Arquitetura e Engenharia e demais interessados.

    VAGAS
    30

    CARGA HORÁRIA
    16 horas/aula

    AULAS
    01 e 08|Novembro

    INSCRIÇÕES 
    http://www.cesumar.br/inscricao/inscricao/extensao/inscricao_form.php

    AULAS
    Sábados, das 8h às 12h e 14h às 17h30

    INVESTIMENTO 
    ALUNO DO CESUMAR 1x R$ 65,00
    COMUNIDADE 1x R$ 75,00 
    EX-ALUNO DO CESUMAR 1x R$ 65,00
    FUNCIONÁRIO DO CESUMAR 1x R$ 65,00
    PROFESSOR DO CESUMAR 1x R$ 65,00

    DISCIPLINAS
    ACOMPANHAMENTO E EXECUÇÃO
    ADENDOS E ANEXOS (PÓS-CONTRATOS)
    CONTRATOS – MODELOS E MODALIDADES
    DESIGN – PRODUÇÃO OU DIREITOS?
    ÉTICA CONTRATUAL
    IMPORTÃNCIA E NECESSIDADE
    INTERIORES, ARQUITETURA E LIGHT – EMPREITADA OU OBRA?
    PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
    RISCOS

    LIGHT DESIGN I

    MINISTRANTE
    PAULO OLIVEIRA

    OBJETIVO GERAL
    Apresentar o trabalho, mercado, campos de atuação, referências técnicas e metodologia projetual de um Light Designer.

    CRITÉRIOS
    Freqüência de 80%, participação e desenvolvimento dos trabalhos em salas de aula. Projeto final de curso.

    REQUISITOS
    Conhecimentos básicos de iluminação e AutoCAD.

    PÚBLICO ALVO
    Acadêmicos,professores, profissionais das áreas de Design, Arquitetura e Engenharia e demais interessados na área de Light Design.

    VAGAS
    30

    CARGA HORÁRIA
    48 horas/aula

    AULAS
    06, 13, 20, 27|Setembro, 04 e 11|Outubro
    Sábados, 8h às 12h e 14h às 18h

    INSCRIÇÕES 
    http://www.cesumar.br/inscricao/inscricao/extensao/inscricao_form.php

    INVESTIMENTO
    ALUNO DO CESUMAR 1x R$ 180,00 
    COMUNIDADE 1x R$ 200,00 
    EX-ALUNO DO CESUMAR 1x R$ 180,00 
    FUNCIONÁRIO DO CESUMAR 1x R$ 180,00
    PROFESSOR DO CESUMAR 1x R$ 180,00 

    DISCIPLINAS
    APLICAÇÕES BÁSICAS E EFEITOS
    EQUIPAMENTOS I – LÂMPADAS
    EQUIPAMENTOS II – LUMINÁRIAS
    EQUIPAMENTOS III – ESPECIAIS E TECNOLOGIAS
    ESTUDO DE CASOS – OBSERVAÇÃO, ANÁLISE CRÍTICA E CONSTEXTUALIZAÇÃO
    ILUMINAÇÃO ARQUITETURAL
    ILUMINAÇÃO CÊNICA
    INTRODUÇÃO AO LD
    LIGHT EM EVENTOS – CÊNICO, SHOWS, EVENTOS DIVERSOS
    LIGHT INTERIOR E EXTERIOR – COMERCIAL
    LIGHT INTERIOR E EXTERIOR – RESIDENCIAL
    NORMAS TÉCNICAS
    SOFTWARES PARA LD

  • “Majik Café” by Karim Rashid

    Karim Rashid dispensa apresentações.

    A cada projeto nos surpreende seja com as soluções, formas, cores, texturas, enfim… É aquele tipo de profissional que me faz pensar: quando eu crescer quero ser assim rsrsrrs

    O lance da vez é o Majik Café, em Belgrado, Sérvia.

    À começar pela entrada, que já é um show a parte, o interior do espaço nos faz viajar em um ambiente multicolorido, com muitos elementos artísticos que brincam com a nossa visão.

    A iluminação é feita basicamente toda com LEDs RGB.

    Até mesmo os banheiros são um show a parte neste projeto…

    Assim é Hashid.

    Nos surpreende, nos emudece e deixa que as imagens falem por sí…

  • Marcas e Patentes – importante

    A revista Lumière deste mês (ed 121) traz uma entrevista com a chefe da divisão do Estado de São Paulo do INPI, Maria dos Anjos Marques Buso, que já atua há 28 anos junto ao INPI.

    Dentre os vários temas abordados estão a função do INPI, importância de uma patente de produto ou registro de marca, meios para solicitar uma patente ou registro, desmistifica o alto custo deste serviço, direitos de quem registra uma patente ou registro de marca entre vários outros assuntos.

    Está muito boa!!!

    http://www.portallumiere.com.br/revistaonline/abre_revista.php?arq=174&altura=800&largura=1280

    E aqui, um link direto na página do INPI sobre Desenho Industrial.

    Rua Mayrink Veiga, nº 9 – Centro – Rio de Janeiro/RJ – Cep: 20090-910
    Praça Mauá, nº 7 – Centro – Rio de Janeiro/RJ – Cep: 20081-240
    Telefone: 21 2139-3000
    CNPJ: 42.521.088/0001-37

    Boa leitura a todos!!!

     

    Aproveitem também para ler as seguintes matérias nesta edição:

    – Regulamentação para Etiquetagem Voluntária do nível de eficiência energética de edifícios comerciais, de serviços e públicos – PROCEL EDIFICA.

    – NBR 5413 – o que e por que deve mudar?

    – Imprescindíveis – uma matéria bastante interessante sobre os amados abajures.

    Boa leitura!!!

  • Mas é uma Porta…

    É sempre um desprazer quando entramos num local e damos de cara com aqueles velhos e comuns modelos de portas.

    Eu ao menos tenho vontade de sair trocando todas mas isso depende e muito do cliente que desconhece as possibilidades de brincar com este elemento muito importante na decoração. Talvez porque os mesmos só tem acesso aos modelos encontrados (todos iguais) nas lojas por aí.

    Porém podemos, como designers, criar novos padrões e modelos para os projetos.

    Estas portas foram desenhadas e produzidas por Snickarper.

    Fonte: YankoDesign

     

  • Olheiros….

    Não sou muito adepto de certas coisas que vejo como frescurites até mesmo porque tenho um estilo bem minimalista no projetar.

    No entanto algumas coisas me chamam a atenção seja pela leveza, pela graça ou por sutilidade.

    Estas imagens são de uma instalação artística realizada pelo grupo multidisciplinar composto por Canary Warf, Wokmedia e o lighting designer Admir Jukanovic/Mindseye.

    Achei muito criativa e lúdica a idéia. Uma brincadeira que nos remete a alguns animais de nossa fauna (siris, lesmas, sapos, etc) e dependendo da aplicação até mesmo de seres imagináveis. Imagine isso na cabeça de uma criança a quantidade de versões e visões divertidíssimas.

    Acho que a notícia de que serei titio novamente acabou me deixando meio bobão ehehehehehe

    Particularmente adorei as iluminadas.

     

  • Iluminação e Arte

    Iluminar peças de Arte não se faz da mesma forma que ambientes residenciais ou comerciais. Obras de arte são objetos, em sua maioria bastante sensíveis, e devem ser tratadas com zelo e cuidados especiais.

    Toda peça de arte é confeccionada com materiais que são frágeis, delicados. A mistura luz + material na maioria das vezes acaba em resultados desagradáveis se o projetista não tiver domínio e conhecimentos sobre os efeitos negativos da luz sobre materiais.

    Este cuidado também deve ser tomado quando o projeto é para ambientes pois a luz estraga sim  os materiais sobre os quais é lançada. Quem é dono de lojas sabe bem do que estou falando: aquelas peças em exposição na vitrine que saem “queimadas” depois de um tempo em exposição.

    Dias atrás um lojista daqui me chamou para uma consultoria em sua loja de colchões. Todas as peças estavam desbotando rapidamente e naquelas onde haviam fachos concentrados, percebia-se uma marca de forma circular exatamente onde o facho de luz incidia. As lâmpadas e luminárias utilizadas em sua loja estavam deteriorando os produtos.

    Não é nada difícil encontrarmos até mesmo dentro de casa, bancadas de madeira ou pedras também com essas marcas, perda de brilho, ressecamento enfim, vários eventos que nos indicam que algo não está bom ou funcionando direito.

    Se esse tipo de dano acontece em materiais como madeiras e pedras, imagine então o que a luz não é capaz de fazer com estofados, cortinas e especialmente com os objetos de arte, com as tintas, pigmentos, tecidos…

    O que a maioria das pessoas não sabem ou não levam em consideração é o fato de que as lâmpadas emitem uma alta carga de raios UV, especialmente os UVA. Estes raios são nocivos a qualquer material –  até mesmo a nós tanto que usamos bloqueadores no verão. Porém, a moda e beleza de certas lâmpadas e luminárias acabam por direcionar facilmente ao erro projetual quando não se leva em consideração este fator ou até mesmo de técnicas e equipamentos que visam diminuir o efeito dos raios UV sobre as peças de arte.

    É, refiro-me aqui ao mesmo raio UV do sol e que temos de nos proteger especialmente no verão.

    Nas normas técnicas internacionais, os objetos de arte estão divididos em três categorias de acordo com suas características compositivas, porém vamos usar aqui uma outra mais simples:

    Pouco sensíveis: metal, pedra, vidro, cerâmica, jóias e peças esmaltadas.
    Nesses materiais não se aplica uma quantidade máxima de lux/ano, porém deve-se levar em consideração o calor radiante.

    Moderadamente sensíveis: pinturas (óleo, tempera), couros naturais, tecidos com tinturas estáveis, chifre, osso, marfim, madeiras finas e lacas.
    Para esses materiais já temos de observar que durante o ano todo as peças podem receber no máximo 150 lux (360.000 lux/hora/ano) e o calor radiado não deve atingir as peças.

    Extremamente sensíveis: pinturas (guache, aquarela e similares), desenhos, manuscritos e impressos, selos, papéis em geral, fibras naturais, algodão, seda, rendas, lã, tapeçarias, couro tingido e peles e peças da história natural.
    Para esse grupo, temos de usar no máximo 50 lux (120.000 lux/hora/ano) e também evitar o calor radiante.

    O quadro abaixo (I) tipifica com maiores detalhes os tipos de materiais e os cuidados necessários.

    Para cada categoria descrita acima, existe um nível máximo tanto de luz quanto de incidência de raios UV como se pode ver. Há também um tempo máximo de exposição anual que esses materiais suportam e que devem ser respeitados.

    O calor radiante ao qual me refiro é aquela sensação de calor que temos quando paramos embaixo de uma lâmpada, especialmente dicróicas e ARs. Para verificar se a iluminação de sua obra está correta quanto a isso, basta colocar a sua mão sobre a superfície da mesma. Se sentir calor em sua pele, apague a luz e reveja o projeto luminotécnico, pois certamente a sai obra está sendo danificada pela iluminação.

    Quem já visitou museus entende perfeitamente o que coloco aqui. Os museus tinham até um tempo atrás um período de visitação curto que mal dava para vermos tudo ou quando chegavamos a alguma peça, a mesma já está com a luz apagada. Isso se devia àquele tempo máximo de exposição anual colocado acima. (120.000 lux/hora/ano). Eles tinham de dividir essa radiação máxima anual pelo tempo de exposição diária. Assim chegavam ao tempo máximo de exposição possível sem que a luz viesse a danificar as peças.

    Para entenderem melhor esta parte sobre lux/hora/ano vou colocar aqui alguns exemplos:

    Uma obra em guache, da categoria Extremamente Sensíveis: ela pode ficar exposta com a luz incidente por no máximo 4 semanas/ano ou 12.000 lux/hora/ano.

    Uma obra à óleo, da categoria Moderadamente Sensíveis: poderá ficar exposta 10 semanas/ano ou receber 42.000 lux/hora/ano.

    Uma escultura em madeira, da categoria Pouco Sensíveis: poderá permanecer exposta à luz por 20 semanas ou receber 84.000 lux/hora/ano.

    E um detalhe importantíssimo: os casos acima referem-se às normas para museus e galerias de arte onde a aplicação de filtros que reduzem a radiação UV são obrigatórios pela inexistência de equipamentos adequados.

    Hoje, estes mesmos equipamentos utilizados pelos museus e galerias de arte estão num ponto tal de tecnologia que vemos alguns museus e galerias abertos praticamente 24 horas por dia. Esta mesma tecnologia pode e deve ser usada em residências e espaços comerciais onde existam peças de arte expostas.

    Para uma melhor compreensão das novas tecnologias vou seccionar os equipamentos:

    Lâmpadas (fontes de luz): hoje já dispomos de lâmpadas ou fontes de luz que não emitem a radiação UV. Porém são materiais ainda caros e na maioria das vezes tem de ser importados. As mais fáceis de encontrarmos são as dicroleds (dicróicas com leds) que tem emissão zero de UV. Mas a Osram está com uma nova linha de lâmpadas halógenas (linha energy saver) que tem emissão zero de raios UV e quase zero de calor. Há ainda a fibra óptica. Porém tem de ser aplicado na base (fonte de luz) um filtro.

    Lentes: as lentes foram desenvolvidas primeiramente para colorir (disco de cor) e posteriormente para aplicações técnicas em museus (filtros). São discos que podem ou não alterar a cor da luz, mas que tem em sua composição – ou aplicado à superfície – uma camada de PVB que reduz ou bloqueia a radiação UV.

    Luminárias: existem varias que já prevêem a instalação de filtros e lentes mas a maioria das comuns – estas que você tem em sua casa – não podem ser adaptadas para receber este tipo de complemento. Existem algumas que já tem em seu espelho refletor filmes ou outros revestimentos que absorvem a radiação UV.

    É fácil percebermos que os museus e galerias estão mudando seus projetos luminotécnicos. Para um leigo pode parecer que o trabalho foi apenas estético, mas na realidade eles vem sendo desenvolvidos para eliminar os riscos às peças. Hoje os grandes museus e galerias tem optado pelo uso dos LEDs ou da fibra óptica seja por sua qualidade na reprodução de cores ou pela emissão zero de radiação.

    E esta tecnologia toda já está disponível também para os espaços residenciais e comerciais.

    Um fator muito importante que é preciso ressaltar aqui é que se o seu projeto luminotécnico não foi desenvolvido tomando estes cuidados procure apagar as luzes que incidem sobre as peças. Deixe para acendê-las apenas quando você recebe visitas ou, no caso de ambientes comerciais, aplicar um sensor de presença que fará a luz acender somente quando alguém estiver próximo à peça. Com isso você irá garantir uma vida mais longa à tua obra de arte diminuindo os riscos de perda ou dano.

    Mas lembre-se que mesmo assim, a troca das lâmpadas e equipamentos normais por estes especiais é essencial.

    Outro fator bastante comum são os reflexos que ocorrem sobre a superfície das peças. Este erro acontece já na fase do projeto onde o ângulo de incidência não foi corretamente calculado ficando muito acima ou abaixo dos 30° no caso de telas em paredes.

    Já em peças tridimensionais temos de levar em consideração que a mesma necessidade de no mínimo três focos de luz para que a mesma apareça como realmente é. Se colocamos apenas um foco superior temos uma visão bastante dramática com pontos de muita luz e outros de sombra total. Se colocamos um ponto atrás da peça, ao observarmos pela frente veremos a silhueta da peça e perderemos toda a textura. Se colocarmos um frontal teremos uma frente acesa e o resto apagado com uma luz chapada que nos faz perder a sensação de volume.

    O ideal neste caso é adotarmos uma iluminação triangular onde temos uma luz de fundo fraca, uma superior forte e uma frontal fraca que servirá para preenchimento. Ou então optamos pelo sistema utilizado em estúdios de TV onde temos a luz de fundo e dois pontos frontal-lateral que banhará a peça por igual porém sem deixar a sensação de chapada.

    Uma outra opção é deixar o objeto de arte ser banhado indiretamente pela luz do ambiente sem ter um foco direto sobre o mesmo. E colocar um foco direto para ser aceso apenas quando há visitas, por exemplo.

    Outra ponto muito importante que não posso deixar de ressaltar é a influência da luz sobre as cores. As lâmpadas tem duas características que precisam ser observadas neste ponto: IRC (índice de reprodução de cor e a TC (temperatura de cor). O IRC diz a capacidade de fidelidade na reprodução das cores dos elementos iluminados. Quanto mais próximo do 100 mais corretas e reais serão as cores do elemento iluminado. A TC diz respeito àquela tonalidade da luz que vai do amarelo âmbar (quente) até o branco azulado (fria). O ideal neste caso é utilizar uma lâmpada o mais neutra possivel, com TC proximo dos 4000K (kelvin). É a mais próxima da luz do dia. Com estes cuidados, o seu vermelho nao irá virar laranja ou roxo por exemplo.

    Se você tem condições de alterar o seu projeto de Light Design faça-o o quanto antes. Caso contrário, procure uma consultoria com um profissional de Light Design para verificar como você pode diminuir os efeitos nocivos da luz sobre as suas obras de arte.

    Saudações iluminadas!!!

    Paulo Oliveira

     
    Quadro I – Categorias Moderadamente Sensíveis e Extremamente Sensíveis

    CAT 1 / Materiais: pastéis, cores sensíveis ou de origem desconhecida, aquarelas, guache, tintas de impressão, tintas orientais, papéis tingidos, objetos tingidos da história natural, fotografias coloridas antigas e polaróides, sépias, tintas amarelas e vermelhas de origem desconhecida e qualquer produto similar de origem ignorada.
    ISO 1, 2 e 3 / Pigmentos: laca amarela, pretos complexos, tinturas vegetais e índigo em algodão, índigo em aquarelas, quercina, carmim, aquarelas em papel, açafrão, azul flor-do-dia, vermelho curtume.

    CAT 2 / Materiais: polpa de madeira, papéis de baixa gramatura, fotografias com revelação a base de prata, slides coloridos modernos, cybachromes, fotografias coloridas da década de 90 em diante.
    ISO 4, 5 e 6 / Pigmentos: tinturas tradicionais, vermelhão, amarelo índio, principais vermelhos brilhantes (carmim, alizarina e garança).

    CAT 3 / Materiais: papel de jornal de ótima qualidade, tintas à base de carbono, grafite, carvão, pigmentos de terra (ocres, óxido de ferro), giz, lápis vermelho, marrom, preto, crayons, foto P&B, gelatinas fotográficas, processos fotográfico com banho de ouro, selênio e outros processos permanentes, plásticos, polietileno e resinas sintéticas.
    ISO 7 e 8 / Pigmentos: aquarelas, guaches e pastéis modernos e de alta qualidade, cádmio vermelho moderno, ultramarino, amarelo, amarelo cobalto, índigo e garança em lã.

     

    Texto desenvolvido a partir da apostila “Iluminação de Museus, Galerias e Objetos de Arte” do professor Luís Antônio Greno Barbosa, da Universidade Estácio de Sá – RJ.

     

  • Estudos de casos: observação, análise, crítica e contextualização

    Vou disponibilizar aqui para vocês um exercício que sempre desenvolvo com meus alunos em sala de aulas. Aqui este exercício está voltado para o Lighting Design, mas deve também ser aplicado em Interiores e Ambientes.

     

    Sem a menor sombra de dúvida, a principal arma de um LD é a sua capacidade de observação. É através da observação que o profissional vai perceber todas as nuances e características que formam o espaço ou ambiente a ser projetado.

    É um exercício diário que por muitas vezes deixamos de lado. Devemos observar não só o foco de nosso trabalho ou nossos projetos em desenvolvimento, mas sim, e principalmente, observar toda e qualquer imagem que encontramos pela frente seja ao vivo, impressa ou na web.

    É através deste exercício de observação que vamos construindo o nosso leque de possibilidades e cultivando a nossa capacidade criativa.

    Porém, para este exercício não podemos ser apenas observadores, meros espectadores de uma cena. Temos também que exercitar em conjunto, outras habilidades que possuímos: análise, senso estético, conhecimentos específicos, contextualização e finalmente a crítica.

    Analisar algo impõe que tenhamos conhecimentos sobre o objeto que está sendo observado. Durante a análise você vai detectar as formas, cores, texturas, luz e sombra, volumetria, estética, possíveis equipamentos utilizados, entre vários outros elementos.

    É uma leitura “fria” do objeto observado. Toda análise deve ser isenta de partidarismos e favoritismos (amizades) para que seja realmente séria e realista. Disto nasce a crítica que, na verdade, não é nada mais que um relatório onde descrevemos as sensações que tivemos durante a fase de observação. A crítica é o lado duro deste exercício, é aquele que todo profissional – seja de que área for – detesta e prefere mantê-la bem longe de si.

    Porém, não estou me reportando àquelas críticas já conhecidas que figuram em jornais e revistas, cujos autores muitas vezes são considerados personas non gratas em vários meios. Refiro-me a uma crítica particular, íntima do profissional, que atesta dia a dia o seu crescimento profissional, a apuração e refinamento de seu senso estético.

    Mas claro que tal crítica vem a se tornar como uma outra área de atuação quando se pode contar com uma imprensa especializada realmente independente e não corporativista como já acontece em vários ramos de atividade profissional.

    Muitas vezes nos deparamos com alguma coisa que nos tocam de maneira tão profunda que acabamos por emudecer, por não conseguir expor nossos sentimentos, travamos literalmente. Seja por nos provocar sentimentos bons ou maus. Aqui entra o papel do exercício da contextualização. É através deste exercício que iremos expor – pelo uso de palavras escritas, desenhos, etc – o que estamos sentindo. Porém este exercício serve também para todos os outros casos e é uma excelente fonte de informação e referência para a crítica.

    Muitas vezes fazemos estes exercícios sem nos dar conta do que estamos fazendo e da importância disso no seu percurso profissional. Quem já não parou diante de uma imagem em uma revista onde rapidamente apareceram frases e sua cabeça como estas:
    – Maravilhoso!!!
    – Que cor horrorosa a deste sofá…
    – Eu jamais me sentiria bem neste espaço com toda essa luz incidente.
    – Interessante a solução para o cortineiro com a sanca built-in.

    Essas frases e incontáveis outras são pura e simplesmente reflexos involuntários ou intuitivos de nossa capacidade de observação, análise e crítica. Já estão impregnadas em nós, fazem parte do ser humano. Porém alguns em maior ou menor grau, menos ou mais desenvolvida e aguçada.

    Para efetivação destes exercícios permita-se ao menos 5 minutos diários trabalhando com isso. Pode ser quando está na frente do computador navegando. Sempre temos uma imagem na nossa frente que nos chamam a atenção ou não.

    Se sim, por quê? O que tem de especial, de belo, que esteja em sintonia com o meu gosto?

    Se não, por quê? O que tem de errado, feio, que me desagrada?

    Alguns podem dizer que este tipo de análise e crítica é um erro pois desconhecemos a realidade da concepção do projeto, o briefing do cliente, a linha e estilo projetual do autor bem como do todo que engloba o projeto (áreas próximas) entre várias outras alegações. Concordo com tudo isso. Porém temos que relembrar que isso é apenas um exercício de refinamento estético, de observação. Tudo o que você pensar, rabiscar e anotar não irão para nenhuma página de revista e tampouco aparecerão em programas de TV. É uma coisa sua, o SEU olhar sobre determinada cena. Isso se chama análise e crítica às cegas – quando não temos informações detalhadas e técnicas sobre o objeto ou cena em questão. Temos somente a imagem. Para ser mais exato, aquela cena da foto como se fosse uma tela de algum artista. E como tal, deve ser observada da mesma maneira. Não vale aqui ler os textos explicativos sobre conceitos, equipamentos enfim, nada que lhe dê informações sobre a cena em si. Legendas sim estão liberadas desde que não apresentem as locações de cada peça. Depois que você fizer a sua análise, aí tudo bem, pode ler.

    É um exercício de leitura e releitura. Por exemplo, observe a imagem abaixo:

    Você concorda com o projeto executado acima? Onde estão os erros e acertos? O que você faria diferente, que soluções proporia para melhorar este espaço? Que materiais, equipamentos e plantas utilizaria? A cor da luz foi bem escolhida? Está bem empregada?

    Outra imagem:

    O que a imagem acima lhe diz? Que sentimentos provoca em você? Quais os recursos e equipamentos que provavelmente foram utilizados para confecção desta cena? Você parou para contar quantas pessoas estão presentes na cena? Usam roupas ou não? Que cores você jogaria ao fundo? Como se comportaria a cena se houvesse a projeção de uma imagem neste ________ (qual é mesmo o nome daquele pano de fundo dos palcos?)? Qual música deve estar tocando e qual eu colocaria?

    E quando nos deparamos com imagens que nos trazem alguma informação, será que somos capazes de fazer a leitura técnica desta imagem? Você seria capaz de alocar cada equipamento observando apenas a imagem?  Consegue perceber onde começam os fachos? A luz usada é simétrica? É um sistema MIX?

    A realização deste tipo de exercício diariamente afina e apura a nossa sensibilidade para coisas que normalmente passam despercebidas por vários motivos. Porém, um LD tem de ser perfeccionista quanto à observação. Isso vai refletir em seu trabalho de uma forma ou de outra. É esta capacidade de observação que irá tornar os projetos perfeitos em todos os sentidos seja no que diz respeito às instalações quando nos efeitos reais obtidos.

    Outro ponto importante a destacar neste tipo de exercício é o fato de que ele nos permite uma leitura mais complexa quando estamos na fase de análise de correlatos, onde conseguimos perceber detalhes que antes passariam despercebidos ou simplesmente não daríamos a devida atenção. Detalhes estes que podem fazer toda a diferença num projeto.

    Sempre sugiro uma tabela onde meus alunos irão colocar suas observações. A ordem é esta:

    1 – Objeto de estudo:

    2 – Imagem da cena.

    3 – Percepção sensoria: onde você irá descrever as sensações que a cena provoca em você (aconchego, frio, etc)

    4 – Percepção técnica: onde você irá descrever as suas observações técnicas da cena (fachos, pontos de luz, luminárias, prováveis equipamentos, etc).

    5 – O que eu gosto: (e manteria)

    6 – O que eu não gosto: (e alteraria ou teria feito diferente)

    7 – Conclusão:

     

    Bom exercício!!!

     

    Paulo Oliveira

  • Qualidade num projeto de LD

    Preparando materiais (textos, artigos, etc) para os alunos do curso que estou ministrando em Maringá sobre LD, no meio de um deles encontrei um tópico que fala sobre questões de qualidade em um projeto de LD.

    Trata-se do artigo e material que o prof. Luis Antônio Greno Barbosa usa nos cursos sobre LD na Universidade Estácio de Sá falando sobre LD em Museus, Galerias de arte e similares.

    Ele baseou-se no IESNA Lighting Handbook (9ª ed) que coloca os procedimentos recomendáveis para projeto que estão baseados no conceito de qualidade da iluminação.

    Segundo Peter Boyce (Lighting Research Center), a qualidade de um projeto de iluminação está dividida em três categorias:

    Iluminação ruim: quando o sistema de iluminação sofre defeitos de qualidade;

    Iluminação  imparcial: quando o sistema de iluminação não tem defeitos de qualidade;

    Iluminação excelente: quando o sistema de iluminação está tecnicamente correto, sem defeitos, e estimula o sentidos do observador, atingindo o estado da arte.

    Para atingirmos estes graus de qualidade, temos de observar alguns critérios que foram utilizados para a elaboração das Diretrizes Avançadas para Iluminação do IESNA:

    Distribuição da Luz:

          – Iluminação de tarefa e do ambiente;

          – Integração com a iluminação natural;

          – Poluição luminosa e luz abusiva.

    Considerações sobre o ambiente e local de trabalho:

          – Flexibilidade;

          – Aparência do local e luminárias;

          – Aparência da cor;

          – Luminância das superfícies do local;

          – Tremulação da luz;

          – Ofuscamento direto;

          – Ofuscamento refletido.

    Iluminação sobre pessoas e objetos:

          – Modelagem de feições e objetos;

          – Características das superfícies;

          – Pontos de destaque e interesse;

          – Cintilamento.

    Posto isto, passemo a destrinchar e detalhar estes critérios para as Diretrizes para a Qualidade da Iluminação:

    1- Aparência do Local e das luminárias:

          – Estilos de luminárias de acordo com o estilo do projeto de interiores/arquitetura;

          – Luminárias embutidas ou aparentes;

          – Sistemas de iluminação auxiliam na formação da imagem do espaço (casual, luxuosa, industrial, modernista).

    2- Aparência e contraste de cor:

          – Temperatura de cor (cromaticidade);

          – Índice de Reprodução d Cor (IRC);

          – Curva de Kruithof (amenidades);

          – Atualmente preferência por temperatura de cor entre 3000K e 4500K;

         – Influência das latitudes (geográficas) na escolha da cor;

          – Influência da TC na percepção do conforto térmico;

          – Integração com a luz natural;

          – IRC – qualidade da cor

          – 100% = luz natural fonte padrão CIE;

          – Influência dos filmes e tratamentos nos vidros da janelas:

          – Classes de temperatura de cor:

             – 2500-3000 – morna

             – 2950-3500 – neutra

             – 3500-4100 – fria

             – 4100-5000 – muito fria

             – 5000-7500 – gélida

    3- Controle e integração com a luz natural:

          – Conservação de energia;

          – Controle automatizado da luz artificial;

          – Acendimento individualizado;

          – Compatibilidade entre a cor das fontes de luz.

    4- Ofuscamento direto:

          – Visão direta da fonte de luz – evitar visão direta a fonte de luz dentro de m ângulo entre 0° e 40° com a horizontal;

          – Brilho exagerado da fonte de luz – fontes de pequenas dimensões;

          – Curvas de limites de ofuscamentos.

    5- Efeitos de tremulação e estroboscópico:

          – Frequencias mais altas evitam o efeito estroboscópico;

          – Persistência das fluorescência com o uso de modernos pós fluorescentes;

          – Baixa voltagem provoca tremulação.

    6- Distribuição da luz nas superfícies:

          – Erros da montagem do ambiente pela iluminação;

          – Luminárias embutidas próximas às paredes criam “conchas” de luz e espaços de sombra;

          – Luzes dirigidas para o teto, com menos de 60cm de dist^ncia para o teto, causam manchas e explosões de luz;;

          – Desequilíbrio da iluminancia de teto, parede e piso (grandes variações);

          – Desalinhamento entre a malha das luminárias no teto e o alinhamento desta com as paredes ou variaçõs na modulação das luminárias;

          – Aproximação em excesso das luminárias da parede.

    7 – Uniformidade da iluminação:

          – Distribuição da luz no local da tarefa;

          – Estabelecer a iluminância efetiva entre 1/3 e 2/3 do total desejado, completando com a iluminação geral do ambiente.

    8- Luminância das superfícies do local:

          – Aproximação da luminância das paredes e do teto da luminância do local da tarefa;

          – A ilumiância entre as superfícies do ambiente e a iluminância do fundo da tarfa (papel branco) deve ser entre 1/10 e 10 do nivel da tarefa e preferencialmente ser inferior a ela;

          – Evitar grandes contrastes de luminância, utilizando cores com reflexões aproximadas;

          – Luz difusa sobre superfícies claras e redução na utilização de superfícies escuras.

    9- Modelagem dos objetos e feições:

          – As sombras e luzes de destaque provocam uma melhor percepção de objetos tridimensionais, evidenciando profundidade, forma e textura;

          – A luz do sol acentua a modelagem e a luz do céu difuso (nublado) iguala a iluminação, reduzindo a modelagem;

          – Uma mistura entre luz direciona e luz indireta é interessante, e a luz direta pode corresponder a no mínimo 20-25% do total.

    10- Pontos de destaque:

          – A vista é atraída para pontos mais claros (iluminados) de um ambiente, com variações superiores a 10 vezes das superfícies próximas.

    11- Reflexões de ofuscamentos:

          – Ofuscamentos desabilitadores e reflexões celatórias estão associads a superfícies brilhantes, que proporcionam reflexões especulares (papéis brilhantes,  monitores de vídeos, canetas, vernizes);

          – Iluminação indireta cria uma solução uniforme e difusa, um boa solução para prevenir ofuscamentos desabilitadores em locais de trabalho;

          – Observar os angulos críticos de visão, evitando reflexo direto da própria luminária;

          – Atenção especial para os monitores de vídeo.

    12- Sombras:

          – Sombras podem dificultar a visibilidade da tarefa, se algm detalhe estiver dentro da área sem luz;

          – Sombras realçam a percepção de objetos tridimensionais;

          – Iluminação localizada reduz as sombras no local de tarefa.

    13- Tarefa / Percepção visual:

          – Relação entre o ângulo de maior sensibilidade do campo de visão (cone de 60°) do observador, a tarefa e a luminária.

    14- Brilhância / Reflexos propositais:

          – Está relacionado ao princípio dos pontos de interesse, explorando aqui o brilho das superficies.

    15- Características da superfície:

          – Destaque das caracteristicas (textura, cor, relevos) da uperfície.

    16-Flexibilidade e controle do sistema:

          – Possibilidade de reposicionar as luminárias em função da modificação do posicionamento do mobiliário ou do uso do local;

          – Luz ligada quando necessária, luz desligada quando não necessária;

          – Versatilidade na ligação elétrica e mecânica das luminárias.

    17- Iluminância horizontal:

          – Medida da iluminância sobre os planos de horizontal;

          – Verificação das normas e níveis sugeridos.

    18- Iluminância vertical:

          – Medição da iluminância sobre os planos verticais;

          -Verificação das normas e níveis sugeridos.

    Muitos podem vir a dizer depois disso tudo que com esta formatação os projetos de iluminação acabarão por ficarem engessados pois estas diretrizes eliminam muitos efeitos possíveis. Porém não é bem por aí.

    Esta diretrizes apontam os erros mais comuns cometidos por aqueles que se colocam a iluminar um ambiente e apontam elementos que muitas vezes passam despercebidos. Porém é aí que entra o trabalho criativo do LD onde mantendo os efeitos e fazendo uso destas observações todas, consiga atingir este grau de qualidade em seus projetos.

    Para que isto aconteça, de nada adianta o LD ser um exímio calculista, conhecer todas as normas e lidar primorosamente com softwares específicos. Ele tem sim de conhecer as caracteristicas da luz “in loco”. Tem de manipula-la, brincar com ela sea em casa, o trabalho, na rua, no carro. É só através desta manipulação que ele terá conhecimento de como a luz comporta-se e como os diversos equipamentos disponíveis no mercado podem nos auxiliar no trabalho com os projetos.

    Dias atrás comentei com os alunos do curso de LD em Maringá sobre a importância disso. Se você tiver espaço (sala, quarto, oficina) e dispor de dinheiro para investir em equipamentos (luminárias, lâmpadas, etc) será de grande importância estes exercícios na hura de projetar e criar. Caso não haja disponibilidade você pode começar brincando com lanternas, papel celofane e outros materiais e objetos que lhe permitam moldar e perceber a luz.

    De qualquer forma, um outro exercício fundamental é a observação dos espaços onde você vai. Neste caso, não basta apenas sentir a iluminação (que é imporante sim) mas antes de tudo, a observação dos fachos (desenhos), instalações (como, onde, distâncias), equipamentos, lampadas e acessórios que foram utilizados no projeto observado.

    Com este simples exercício a sua biblioteca de informações vai crescendo gradativamente e os leques de possibilidades para seus projetos também. Isso sem contar que neste mesmo exercício de observação é onde conseguimos detectar os erros e falhas projetuais (ofuscamentos, instalações imperfeitas, fiação aparente, desalinhamento, mistura de cores e lâmpadas diferentes, etc).

    Lembre-se: você trabalha com a luz, portanto da próxima vez que entrar num ambiente olhe e perceba-a. Depois pode partir para a observação dos móveis, etc.

     

  • Planeje seu Espaço Profissional

    A maioria das pessoas passa cerca de um terço de suas vidas trabalhando e poucas são aquelas que têm consciência do quanto é importante que o ambiente de trabalho possua algumas características que podem ser determinantes para a sua saúde. A configuração do ambiente pode afetar diretamente o bem-estar tanto físico quanto emocional das pessoas, determinando até o seu desempenho profissional. São vários os fatores que influenciam a qualidade do ambiente e eles devem ser levados em consideração no momento de escolher o lugar onde se pretende permanecer por um período tão longo de tempo.

    O planejamento do local de trabalho deve contemplar uma boa iluminação, ambiente arejado, espaço suficiente para que a circulação ocorra sem dificuldades, ausência de odores fortes, baixo nível de ruídos, temperatura agradável, além de condições de segurança. Estes são itens básicos para se começar a criar um ambiente favorável ao bom desempenho no trabalho.

    Também é importante que o mobiliário e os equipamentos atendam adequadamente às necessidades de cada tipo de trabalho e sejam ergonomicamente projetados, oferecendo conforto, de modo a proporcionar uma boa postura e mobilidade ao longo do dia. A beleza visual, por sua vez, ajuda a proporcionar a sensação de bem-estar que se espera sentir num local onde se permanece tantas horas durante o dia. O local de trabalho deve ser pensado como um sistema cujos elementos se inter-relacionam de tal modo a produzir o equilíbrio do todo.

    É preciso atentar, também, para as cores que serão utilizadas porque nosso sistema nervoso reage a elas, afetando diretamente o humor. Escolhe-se a cor mais adequada a cada ambiente em função da resposta que se deseja provocar nas pessoas em termos de comportamento. Não é por acaso que os projetistas das grandes redes de lanchonetes escolhem o amarelo, o laranja e o vermelho. Eles sabem que essas cores são estimulantes e produzem o efeito de ativar a impulsividade. O resultado é que os indivíduos tornam-se mais propensos a reagir compulsivamente ao produto que estiver sendo oferecido ali. Em outras palavras, a comprar.

    Por outro lado, os funcionários que permanecem o dia todo expostos a um ambiente carregado de cores vivas, têm seus centros nervosos continuamente excitados. O resultado é negativo para sua saúde porque provoca irritabilidade, estresse e apatia, além de outras consequências.

    Em vista disso, deve-se optar por tons que tendem à neutralidade, por não interferirem tanto no humor. Tons suaves do lilás, verde, azul, rosa e laranja-claro podem ser usados porque, além de alegres, são aconchegantes. O verde claro tem efeito calmante e é altamente recomendado para ambientes terapêuticos, como hospitais e clínicas. Já o cinza, o preto e o marrom escuros tendem a provocar um efeito depressivo e devem, portanto, ser evitados.

    O branco vai bem com qualquer ambiente e possui a vibração de todas as cores. Ele ilumina e amplia o ambiente, mas, em excesso, tende a produzir efeito desestimulante, entediante. As cores mais fortes e impactantes devem ser reservadas para pequenas áreas ou para os acessórios, complementando a decoração com um pequeno toque de contraste, nunca nas paredes, piso ou teto.

    Quando o conjunto dos elementos com os quais interagimos cotidianamente é adequado, desenvolvemos uma predisposição positiva para trabalhar e isto se reflete na produtividade. O processo que gera essa predisposição, embora inconsciente, é o responsável pela fácil fluidez no desempenho das tarefas no dia-a-dia. Isso ocorre porque, num ambiente favorável, não desperdiçamos nossa energia para destacar dificuldades, reclamando de condições insatisfatórias.

    Situações de baixa interferência externa negativa fazem com que toda a energia disponível seja canalizada para a atividade na qual se está concentrando. Condições favoráveis de trabalho levam o indivíduo a tornar-se o único responsável pelo seu desempenho. Ele não é alimentado com nenhum argumento que justifique uma má performance, de modo que fica desimpedido, livre para dar o melhor de si. Se estiver se sentindo devidamente aparelhado para realizar um bom trabalho, ele buscará em si mesmo as razões de suas falhas ou fracassos, quando – e se – ocorrerem.

    Um bom desempenho no trabalho interessa a ambos, empregado e empregador. A este pelas razões óbvias, relacionadas a lucro; àquele, pelo aumento de sua auto-estima, conseqüência do sentimento de auto-gratificação, além do reconhecimento externo.

    Há, evidentemente, muitos outros fatores que exercem influência importante sobre o sentimento de bem-estar, de satisfação pessoal e, por conseqüência, em produtividade no trabalho e não devem de forma alguma ser desconsiderados. O aspecto físico do ambiente de trabalho, porém, precisa ser elevado à categoria de elemento determinante do humor e pré-disposição. E, embora seja verdade que quase todo mundo prefere trabalhar num lugar bonito e bem decorado, isso só não basta: a adequação dessa estética às necessidades das pessoas que ali permanecerão tem que estar em primeiro lugar.

    A falta de planejamento e o descuido com o ambiente de trabalho podem gerar conseqüências nefastas sobre a vida das pessoas, porque, ao desprazer, se associa diretamente a desmotivação, abrindo um perigoso caminho para o estado depressivo, que hoje é responsável por um número enorme de afastamentos do trabalho.

    Também outras patologias estão diretamente ligadas à falta de planejamento e ao uso inadequado de equipamentos, como é o caso da DORT – Disfunção Osteomolecular Relacionada ao Trabalho, mais popularmente conhecida como LER, cuja principal causa é o esforço repetitivo associado às más condições de trabalho, como postura inadequada, excesso de horas numa mesma posição, fadiga mental e/ou muscular e estresse.

    Artigo elaborado a partir de entrevista concedida pela autora à Revista Espaços Profissionais, Editora Online, que originou a matéria especial intitulada “Motivação: Item Fundamental”. A íntegra da entrevista foi publicada na revista Espaços Profissionais, Ano 2 – n? 6

    Mariuza Pregnolato Tanouye é psicóloga clínica com especialidade em Psicologia Analítica e Terapia Corporal. Escreve crônicas, artigos e trabalhos científicos, ministra palestras e cursos. Atende em seu consultório à Av. Paulista 1159, conj. 1512 e pode ser contatada pelo telefone 11 – 3253 0384. E-mail: mptanouye@hotmail.com
    Fonte – Artigos.com

  • Belo projeto de LD

    A LD Monica Lobo (LD Studio) fez o projeto de um centro de compras no Rio de Janeiro, o Bangu Shopping.

    O  projeto, em parceria com o Rio Branco & Faccini Arquitetura de Iluminação, teve características bastante peculiares uma vez que este shopping foi montado num prédio bem antigo (final do século 19) onde antes funcionava uma indústria têxtil. Esta fachada é um dos símbolos da região portanto merecia ser tratada com respeito e especial atenção.

    “Como a edificação é tombada e se tornou um símbolo da região, Mônica Lobo e Mônica Rio Branco (esta de Rio Branco & Faccini) tomaram cuidados ainda maiores com a iluminação das fachadas, por configurarem a imagem-síntese do empreendimento – o logotipo do shopping center até as adota como elemento de identificação. “Procuramos destacar com a luz o ritmo dos cheios e vazios entre as esquadrias e as paredes de tijolos aparentes”, informa Mônica Lobo.” (ArcoWeb)

    Além de todas as característitcas pertinentes à edificação (uso, tombamento, memória, estrutura, etc) este projeto ainda conta com estudos detalhados por áreas como por exemplo, a iluminação das janelas das fachadas e a da colunas. A diferenciação se dá por equipamentos distintos onde as arandelas favorecem e destacam as colunas enquanto os refletores as janelas. Ainda estes últimos fornecem iluminação suficiente para o passeio.

    É um projeto visualmente simples e que oferece um belo efeito final, porém que exige um amplo conhecimento sobre iluminação.

    fonte: ArcoWeb

     

  • Empresa Júnior??? SIM!!!!

    Meu colega do outro blog (www.desig.pop.com.br) Fernando Galdinu postou lá um tópico falando sobre  Empresa Júnior de Design.

    Em meu trabalho de pós coloquei na parte onde versei sobre a Matiz Curricular e Ações para os cursos de Design de Interiores sobre isto também.

    Normalmente quando vemos alguma nformação sobre isto dentro das IES percebemos que o trabalho todo é desenvolvido voltado para alguns poucos cursos na maioria das vezes. É comum vermos por aí EJs de administração, direito, contabilidade, economia entre outros. Mas e de Design? E de Design de Interiores/Ambientes? Poso estar muito enganado, mas nao tenho informação de nenhuma existente no país.

    A EJ é de suma importância na formação acadêmica pois é através dela que o profissional chegará ao mercado com menos falhas que ocorrem pelo simples fato de quando existe uma prática (projetos) normalmente são coisas fictícias. É comum vermos professores pedindo para que os alunos inventem o perfil (briefing) do cliente. Porém, quando este cai no mercado depois de formado, a coisa pega pesado. Isso em qualquer área profissional.

    Lidar com o mecado, com o público, com o cliente é muito complexo e a formação acadêmica não é suficiente para isso. Não sem a presença de uma EJ para completar ou fechar o ciclo.

    Objetivos de uma EJ:
    – Proporcionar ao estudante aplicação prática de conhecimentos teóricos, relativos à área de formação profissional específica;
    – Desenvolver o espírito crítico, analítico e empreendedor do aluno;
    – Intensificar o relacionamento empresa-escola;
    – Facilitar o ingresso de futuros profissionais no mercado, colocando-os em contato direto com o seu mercado de trabalho, além de noções de administração de empresas, finanças, marketing, responsabilidade social etc.
    – Contribuir com a sociedade, através de prestação de serviços, proporcionando ao micro, pequeno e médio empresário especialmente, um trabalho de qualidade a preços acessíveis.

    No caso de Interiores/Ambientes, uma EJ é muitas vezes preferível à um estágio.

    Num estágio normalmente o aluno fica retido em segmentos específicos o que prejudica a plena formação do profissional.

    Já numa EJ, o aluno vai deparar-se com situações e questões reais do mercado e clientes. Ali ele terá de atuar desde a captação ou recebimento do cliente até a entrega o produto/projeto executado assim como ocorrerá na vida não acadêmica posterior à sua formação. Logo, este profisional recém formado (ou egresso como preferem alguns) terá maior facilidade e dinamismo em sua atuação profissional. Muitos erros cometidos por recém formados só ocorrem por este tipo de falha em sua formação.

    É um ponto muito sério e importante a se pensar por parte dos acadêmicos e uma ação emergencial por parte das IES abrindo caminho para a implementação deste tipo de projeto dentro de sua estrutura.

    Se gostou da idéia e desejar aprofundar-se, uma referência nacional em EJ voltada para o Design é o site da Silvia (http://silvialp.com/ej/) que já vem lutando pela implementação deste tipo de projeto nas IES desde o NDesign de 2004 que ocorreu em Santa Maria-RS.

    Faça a sua parte, seja acadêmico, professor ou IES, por um Design sério e respeitado!