Ja sabemos que o feltro tem propriedades acústica e térmica. Tudo bem que não é o material perfeito para esta finalidade mas em determinados casos ele consegue “quebrar um galho”. O duro é a cara horrível dele. Com uma textura nada agradável ou bela, este material tem ficado escondido dentro de estúdios de música principalmente certo?
ERRADO!!!
Quer dizer, não mais apenas em estúdios.
A designer Anne Kyyro mostra que, com criatividade, bom gosto e técnica é possível aplicar este material em qualquer espaço seja este residencial, comercial ou institucional.
Aliando técnicas de corte e costura, origami e outras mais, ela consegue efeitos surpreendentes com este material simples, barato e, agora, belo. Volume, luz e sombra, texturas, movimento…
Papel de parede pra que?
Texturas pra que?
Até mesmo obras de arte podem ser substituídas, dependendo do gosto do cliente.
É, pra que ficar preso aos ditames da moda ou das tendências? É isso que dá ser um designer livre e independente que não se deixa manipular.
Os clientes tem uma lareira que não usam e gostariam de aproveita-la de alguma outra forma mas não tem a menor idéia de como.
O que fazer?
Foi o que o grupo Projectione encontrou neste projeto desafiador.
Muito mais que interessante o resultado, este vídeo nos mostra todo o processo de fabricação, instalação e uso de um produto exclusivo utilizando o conceito “ambience lighting”.
Além de luminária eles empregaram conceitos de Design de Interação na peça ou seja, ela interage com o que acontece no seu entorno.
Sempre recebo perguntas sobre o que quer dizer Set Design. Estas vem de leitores do blog e também de pessoas com as quais converso diariamente. Todos sabem o que é Set Design, só não conhecem a palavra. Vou explicar:
Set Design é o trabalho de projeto voltado para TV, teatro, dança, moda, show, exposições e outras áreas mais.
Podem estar pensando: ah, mas isso é cenografia…
Não é não. Cenografia é cenografia sendo esta apenas uma parte do Set Design.
Portanto, trabalhar com Set Design engloba a cenografia e a iluminação num só pacote. Mas o trabalho não acontece somente na hora do projeto e da execução. Ele é árduo também na hora da filmagem/fotografia. O profissional tem de estar presente para dirigir – e na maioria das vezes agir – para que as alterações projetadas aconteçam no tempo certo sejam estas cenográficas e/ou de iluminação. Ah e sim, este trabalho envolve a escolha de locações (áreas e espaços externos e/ou internos) quando necessário.
Em qualquer dessas áreas de atuação o Set Designer trabalha diretamente ligado ao diretor do evento. Junto com ele, é feita a escolha de tomadas, ângulos, traçados, etc.
Uma área bastante forte para o profissional de Set Design é a produção de videoclipes. É também, sem sombra de dúvida a mais complicada. A seguir apresento alguns clipes que acho de extremo bom gosto e onde este trabalho foi desenvolvido com maestria:
No clipe da Beyoncé temos um plano infinito, sem absolutamente nada de cenografia. A sequencia em P&B desenvolve-se utilizando-se apenas da iluminação extremamente bem conceituada e projetada.
Neste clipe da japonesinha Utada Hikaru, Colors, podemos observar que não é utilizado apenas um projeto de set design mas vários, incluindo o design gráfico inicial e que complementa varias outras cenas. Porém não vemos uma grande cenografia: temos cenas simples e limpas onde o forte está na utilização correta de cores e na perfeita iluminação de cada uma delas.
Rain da Madonna. Ja antiguinho e batidinho, este clip ajudou a mudar totalmente a forma como os clipes são produzidos. É bastante interessante pois para quem nao conhece este trabalho, nele vemos várias tomadas que nos mostram como são os bastidores de um estúdio, de uma gravação. Além disso mostra também que por mais que o maquiador se esforce sempre temos de fazer algumas correções ou alterações para que a imagem captada esteja dentro dos padrões exigidos ou necessários. Sem contar que esteticamente é perfeito.
Vogue, Madonna. Tudo bem, confesso que sou fã de carteirinha dela mas só isso não a colocaria como exemplo neste post. Este clipe também em P&B é esteticamente perfeito. É outro que também não tem uma cenografia exagerada e temos na luz a maior força, é perfeita. 100% coerente entre figurinos e cenografia. Se vocês pretarem atenção perceberão o aproveitamento de elementos em cenarios diferentes. Os clipes da Madonna geralmente são muito bem trabalhados, todos sem exceção. Os shows dela também são um espetáculo à parte, imbatíveis.
All is full of love, Björk. Quem não a conhece precisa conhecer!!! Adoooooooooorooooooooooooo!!!! Um belíssimo trabalho gráfico com uma luz impressionante. Vale mais um dela:
Big time sensuality. Este foi um dos primeiros clipes dela que estourou no inicio dos anos 90. Como podem ver, uma idéia simples, com uma locação também simples e de baixíssimo custo. Engraçado, lúdico e interessante. Busquem outros clipes dela no youtube, garanto que não irão se arrepender.
My immortal, Evanescense. Suave e sensível como a música. Mescla tomadas externas com internas. A sutileza de mostrar elementos que aparecem na música como o piano que inicia a música de forma que não fiquem pesadas. Também em P&B, percebe-se um cuidado todo especial com a iluminação especialmente nas tomadas externas.
Vem andar comigo, Jota Quest. Adoro também. Este clipe bastante simples utiliza-se da reversão de imagens que tem um fundo liso e uma iluminação bastante precisa. O Jota Quest tem acertado bastante em seus clipes.
Lembro que além do trabalho acima demonstrado, a produção de set entra em vários outros campos e nichos de mercado. Este post foi só um exemplo, um exercício para vocês.
No último módulo da pós, o professor de fontes de luz artificial, Isaac, nos apresentou o que está sendo pesquisado no mundo em novas tecnologias e, dentre tudo o que apresentou-nos, estava o OLED.
Eu já postei aqui anteriormente sobre os OLEDs mas devido à correria do dia a dia acabei deixando de observar o movimento deste produto e confesso que fiquei pasmo como já está muito adiantada a pesquisa deste material bem como o desenvolvimento de novos produtos comfeccionados com ele.
Então resolvi fazer uma seleção mostrando algumas novidades nesta área:
Primeiramente lembro que o OLED é uma fina película:
Mesmo sendo finíssima, ela é composta por várias camadas de componentes:
A espessura reduzida, a maleabilidade e resistência garantem a aplicação deste produto em inimagináveis produtos reduzindo drasticamente algumas medidas:
Além de produtos, a industria de iluminação está investindo pesado em cima deste produto que promete ser, sem sombra de dúvida, o futuro da iluminação:
Além de muitos projetos, passei num concurso para professor do Projovem Urbano. Virei no período noturno professor de Matemática (UFF!!).
Isso se deve à necessidade que eu tenho de fazer algo pelo próximo, especialmente aos mais necessitados e carentes. E posso afirmar que está sendo uma escola de vida.
Dentre os alunos tenho de todos os tipos, raças, credos e origens. Este projeto destina-se a jovens de 18 a 29 anos que não concluíram o ensino fundamental e estão correndo atrás do prejuízo, esforçando-se para mudar a sua realidade de vida, agarrando-se na possibilidade de uma vida melhor. A esperança de ser respeitado, no mínimo.
As histórias de vida que convivo ali dentro são coisas que muitas pessoas não acreditam existir infelizmente. As coisas mais absurdas que o ser humano é capaz de fazer já ouvi relatos de alunos que vivenciaram isso. De violência física, moral e sexual, humilhação por ser pobre, drogas enfim, de tudo um pouco eles já viveram e experimentaram.
Agradeço a Deus por esta oportunidade, por esta vivência e experiência que me faz constatar que a minha vida e a de minha família é boa demais, mesmo com alguns percalços e coisas que, se comparadas às deles, não passam de grãos de areia que podem ser facilmente transpostos ou eliminados.
Então, quero aqui neste post de final de ano desejar do fundo do meu coração que todos vocês possam usar este momento tão especial que é o Natal e fazer uso do verdadeiro sentido dele: Jesus!
O verdadeiro presente que Deus nos deu, em seu infinito amor. Amor este, ágape. Aquele amor que não vê diferenças raciais, sexuais, religiosas ou sociais. Aquele amor capaz de estender a mão a quem quer que seja num ato de bondade que vem do fundo do coração, do mais profundo de nossas almas.
O amor puro e cristalino que nasceu numa manjedoura e veio ao mundo para doar-se a quem quer que seja, sem excessões, sem receios. Doar-se simplesmente por amar ao próximo, sem esperar absolutamente nada em troca.
E que o novo ano que está por iniciar-se venha 10 x 1000 em tudo para cada um de vocês: paz, saúde, amor, felicidades, realizações e muita, mas muita luz de Jesus sobre as suas vidas.
Agora vocês entendem o porque de eu estar sem tempo e com muita dificuldade de manter este blog atualizado como vocês e eu desejamos. Porém é por uma excelente causa: eles precisam muito mais de mim que vocês.
Isso não quer dizer que os estou abandonando meus leitores, é apenas uma explicação que sei que devia a vocês já a algum tempo.
Abraços a todos vocês.
PS= as fotos são da Catedral de Maringá – Natal 2010.
É, as festas da iluminação estão ganhando o mundo. Só aqui no Brasil que não acontece nada…
Desta vez foi o Vale de Loreley, na Alemanha, que rendeu-se aos encantos da luz. Na verdade esta é uma mostra mais artística onde foram trabalhadas projeções sobre a paisagem, montes, construções, ruínas e outros elementos às margens do Rio Reno. O resultado é surpreendente:
Neste trabalho, temos projeções de palavras sobre uma colina.
Aqui temos uma pesquisa da história das ruínas do Castelo de Rheinfels, a montagem grafica e de projeção (com mapeamento arquitetônico) de um filme contando esta história. Musica, imagens e luz.
Neste uma homenagem à reunificação da Alemanha.
Projeções urbanas.
Mais projeções sobre ruínas.
Mapa de localização das instalações.
Infelizmente, para quem vai viajar pra lá, a mostra já foi encerrada, Mas ano que vem, no mês de outubro acontecerá novamente. Então, agende-se.
Para aqueles que acham que o compensado é coisa ultrapassada, taí um projeto fresquinho onde a aplicação dele domina todo o ambiente: Restaurante BanQ, em Boston.
Faz tempo que não escrevo nada sobre arte – na verdade que não escrevo sobre quase nada. Mas a seguir apresento alguns vídeos interessantes sobre Arte Plásticas.
Tive o imenso prazer de assistir no sábado, em Maringá, ao espetáculo Cruel da Cia de dança Deborah Colker.
Já sou fã dela desde que assisti em Curitiba ao Mix, Velox e Vulcão – para quem não se lembra, é aquela onde eles dançavam escalando uma parede.
Em Cruel, a Cia traz um elemento a mais à cena: interpretação. Os bailarinos tornam-se intérpretes de suas personagens onde cada um conta a sua história através da dança.
Crueldade humana. Essa é a tônica do espetáculo. Em meio ao amor, eles nos mostram o quanto o ser humano é cruel, mesmo amando.
A trilha sonora é espetacular levanto o expectador da calma à ansiedade em questões de milésimos de segundo. Forte, envolvente e vibrante. Pena que achei o som um pouco baixo mas isso não tirou o brilho.
Os movimentos de dança são belíssimos com ligações perfeitas onde não há espaço para o vazio, o vácuo. Isso é uma característica dela e, por isso mesmo, preferi me sentar mais atrás no teatro, para poder absorver todo o palco. Ou seria ser absorvido pelo mesmo? Sei lá, o fato é que não há como ficar indiferente a tudo o que acontece em cena.
Por falar em cena, conversando com o Zetão – ex iluminador do teatro e amigo meu – ele me confidenciou que para este espetáculo foram utilizados mais de 380 projetores. Não poderia ser diferente. É extasiante. Mesmo não tendo luzes móveis, a iluminação é precisa e lindíssima, perfeita!
Sobre a cenografia o espanto fica por ser algo absurdamente simples. No primeiro movimento, apenas quele grandioso pendente rendado – com um efeito extraodinário. No segundo elemento, uma mesa com 5m de extensão que vira um brinquedo nas mãos dos bailarinos e uma excelente base de apoio. No terceiro movimento, os quatro elementos espelhados e giratórios que simplesmente tornam a cena “louca”. Os efeitos proporcionados por estes espelhos às vezes conforta e às vezes intriga, incomoda como no baile de um Trisal (2 mulheres + 1 homem). Apesar de você ver os très à frente do palco, nos reflexos em um aparecia uma pessoa enquanto nos outros refletiam ou o trio ou a impressão de que estavam separados em um casal e a outra abandonada, trocada, traída. Louco demais.
Porém o que esta parte quer mostrar mesmo é que cada um de nós é um, externamente falando, mas dentro de nós, de nossas cabeças somos múltiplos, vários. Por isso mesmo essa parte chama-se Reflexos.
Dentre tudo o que vi e senti, não posso deixar de destacar um ponto que me marcou. É uma pena que não consegui encontrar uma foto desse momento. Os casais dançando, ainda no primeiro movimento, formam uma diagonal e as bailrinas “caem” com os braços abertos e são apoiadas pelos bailarinos. É uma cena sutil, delicada, leve. Porém a precisão movimento x música x iluminação me arrebatou! Estou até agora com a perfeição daqueles poucos segundos estampada em meus olhos. Lindo, sublime, divino!
Portanto, indico a quem forque, se possível, vá assistir. Vale cada centavo. Na verdade, ainda é barato pelo alto nível. Abaixo, um vpideo para que vocês degustem alguns momentos.
Ja falei sobre arte urbana e outras intervenções urbanas que visam a melhoria estética e a qualidade de vida das pessoas. Agora, apresento algumas idéias de como fazer isso usando a luz.
Na palestra do Nelson Ruscher (Philips) ele falou sobre o uso da luz para o embelezamento urbano – city beautification.
No caso de áreas públicas de pedestres e veículos, o maior desafio para o lighting designer é conseguir aliar a necessidade de uma iluminação eficiente com a arte de iluminar. Aqui é que encontra-se o grande desafio.
Promenading on stars, Geneva
Um passeio público onde foram implantados 10.000 topleds. Alguns paralelepípedos foram tirados e substituídos por luminários especialmente desenvolvidas para este projeto.
Reprojected, Munich
Uma idéia que proporciona movimento ao entorno. Telas LED que soltam projeções das sombras de pessoas passando.
The World’s Largest Timepiece: Bahnhofstrasse Christmas Lights, Zurich
Um projeto que foi desenvolvido para o natal e que acabou por ficar perfeito para esta rua comercial. A instalação liga a estação de trens ao lago com uma linha contínua de luz. São 1.1 Km de extensão onde foram dispostos 275 tubos especialmente projetados para esta instalação com 8.800 lâmpadas LED. O projeto é de Gramazio & Kohler.
Ontem fui ao masterclass do Peter Gasper aqui em Londrina e, mais uma vez, foi um show assistí-lo.
Antes de falar sobre ele, tenho que deixar aqui registrado alguns pontos sobre a conversa que tive com a Jamile Tormann. Já a admirava por seu trabalho na área cênica e agora, como pessoa também.
Essa “iluminadora de bolso” – como ela mesma disse que a chamam por causa de sua estatura, confirmou o que já tinham comentado comigo sobre ela: tranquila, atenciosa e acessível. À frente do Ipog, é uma incansável batalhadora pró-qualificação profissional.
Dentre os planos e metas está a implantação do primeiro mestrado brasileiro em Iluminação e a realização de congressos.
Ela esteve aqui, junto com o “cara da luz” Peter Gasper, para fazer oficialmente o lançamento da primeira turma de especialização em Iluminação e Design de Interiores do IPOG aqui em Londrina. Para quem quiser maiores informações acesse o site do IPOG ou envie um e-mail para o Sandro, responsável pelo IPOG Paraná. As aulas estão previstas para começar em novembro e as vagas são limitadas.
Após a introdução feita por ela, o Nelson Rusher, da Philips Brasil, fez uma explanação sobre City Beautification, ou em português bem claro: embelezamento urbano. Tema este já abordado por mim aqui neste blog neste post.
Agora falando diretamente sobre o masterclass com o Peter. Adoravelmente simpático, simples e brincalhão, Peter faz os presentes viajar pelo universo da luz através de imagens de projetos de sua autoria. Para quem não sabe, ele é o responsável pela iluminação do Sambódromo do RJ, das obras de Niemeyer, Rock In Rio 3 e das edições Lisboa e Madri, Itaipu além de um vasto currículo extraordinário que incluem além de eventos e teatro, LD de empresas e residências como a da Xuxa.
Muitos podem pensar que assistir à uma palestra, aula ou masterclass regada de imagens pode ser chato porém é bem o que o título deste post prega: a orelha não vê. Até mesmo para os profissionais de arquitetura, design e engenharia é complicado imaginar qual será o resultado final do projeto por ser a luz algo imaterial. Nós conseguimos ter uma noção, porém certeza, ninguém tem. Agora imagine os clientes. Na maioria leigos é complicadíssimo começar a falar que tal luminária ou lâmpada vai proporcionar esse ou aquele efeito e, por mais que você tente “desenhar” nas paredes, dificilmente eles conseguirão entender. Por isso a necessidade de ter sempre uma excelente biblioteca de imagens para mostrar aos clientes.
Mas também, de nada adianta você ter toda essa biblioteca se pouco manuseia os equipamentos de iluminação. E realmene isso é verdade. Ver é uma coisa, analisar e copiar outra, atingir o mesmo efeito atraves da analise e cópia, impossivel. Ou você conhece a fundo o que está fazendo, especialmente na fase vivencial (pesquisa, instalação, afinação) ou então você pouco entenderá do assunto.
Outro ponto que ele destaca é com relação à formação. É impossível uma pessoa sair de dentro de uma faculdade dizendo que domina ou sabe tudo, especialmente em iluminação. Isso é balela. Quem dera quem vai trabalhar com LD fosse obrigado a passar no mínimo um ano trabalhando dentro de um teatro. Com isso certamente teríamos um ganho enorme na qualidade projetual nacional e também não teríamos pessoas não habilitadas se metendo a falar sobre coisas que não entendem.
De um modo geral, foi excelente e de alto nível o evento. No entanto não posso deixar de registrar aqui que varios profissionais ali presentes se sentiram incomodados – alguns arrisco a dizer até ofendidos. Mas não esquento, afinal estamos em Londrina, terra que amo mas que infelizmente tem pessoas com mentalidade de coronel, especialmente profissionalmente falando rsrsrsrs. Ninguém sabe tudo.
O designer Belga Vincent Gerkens faturou o prêmio de melhor produto verde do concurso internacional Greengagets com esta persiana.
A idéia é simples: uma persiana com o modelo tradicional mas que tem em suas lâminas o principal diferencial: ao invés de plastico, metal, madeira ou outro elemento, ele a produziu utilizando materiais alternativos e bastante específicos para que pudesse aproveitar ao máximo esse produto.
A idéia das persianas é formar uma barreira para o sol principalmente. Então porque não aproveitar toda essa exposição e transforma-a em energia e luz? Essa foi a idéia da concepção da Blight.
Na base de fixação estao instalados os componentes normais de uma persiana e os específicos para o produto: baterias de armazenamento e conversor de voltagem. Já as lâminas tradicionais foram substituídas por outras feitos com um elemento eletroluminescente (branco) abastecido energeticamente pela bateria e por micro células fotovoltáicas, que são as responsáveis pela captação solar (azul).
O resultado disso? Simples: durante o dia você tem uma persiana normal e com uma estética impecável. Durante a noite, uma luminária também esteticamente interessante e que não consome absolutamente nenhuma energia elétrica.
Bom, ainda na luta para tentar salvar este espaço sem ter de migrar para outro endereço vamos lá… acabo de pagar uma taxa para ampliar o espaço de armazenamento… vamos ver o que vai dar isso…
Enquanto resolvo estes problemas, aí vão mais algumas coisinhas interessantes que encontrei na web:
A 4UDECOR está disponibilizando um presente para os amantes de cadeiras: uma série de wallpapers com as cadeiras de design mais famosas. É só acessar o link, baixar as imagens e colocar em seu desktop.
Quem dera aqui no Brasil as coisas realmente funcionassem.
A cidade de Kaohsiung – Taiwan, acaba de inaugurar o seu mais novo estádio olímpico que foi especialmente projetado e desenvolvido para os Word Games que acontecem lá agora em julho.
Com capacidade para 55.000 espectadores e um custo de 150 milhões de dólares, o estádio é uma verdadeira máquina auto-sustentável. A cobertura é composta por 8.844 painéis solares que geram 1.14 gigawatt/hora – mais que suficiente para manter todo o sistema de iluinação e segurança funcionando tranquilamente sem a necessidade de uso da energia elétrica.
Enquanto lá fora eles brindam os visitantes com mega estruturas, aqui, em terras tupiniquins, nos envergonhamos com “recauchutagens” toscas e megafaturadas. Lamentável.
Como se já não bastasse o mico – sem falar do rombo financeiro desviado – em ter uma Copa do Mundo de Futebol (ECA!) ainda tentam trazer para cá os Jogos Olímpicos. AH AH AH!
Quem teve a oportunidade de ver os “maravilhosos projetos” – segundo nosso presimente apedeuta¹³ (sic) sabe bem do que estou falando. E, impressionantemente, mais uma vez, tudo é feito na base de conchavos e acertos de bastidores.
Não há concursos para seleção de projetos – e sim apadrinhamentos.
Os orçamentos são absurdamente elevados – incondizentes com a realidade e mais impressionante ainda: sempre falta verba e temos de ver os intermináveis aditivos de contrato rolando solto…
As obras são geralmente de péssima qualidade ou, no máximo, de qualidade duvidosa.
As empreiteiras são sempre as mesmas – e todos fazem de conta que não percebem…
Enfim, os interesses escusos rolando nas barbas da população que assiste atônita à essa barbárie.
Não sou a favor da Copa aqui.
Não sou a favor das Olimpíadas aqui.
Nosso país, infelizmente, carece de muitas outras coisas bem mais importantes como saneamento básico, moradia, saúde, educação e, principalmente, EDUCAÇÃO E CONSCIÊNCIA POLÍTICA.
Obras faraônicas “pra inglês ver”?
Não gente, eles não precisam disso pois já tem muita coisa legal no país para ver e conhecer como o carnaval, o folclore brasileiro, sem contar as belezas naturais que, diga-se de passagem, são das mais belas nesse planeta. Tem também a História do Brasil que é riquíssima e produziu obras fantásticas e que, infelizmente, vemos dia a dia serem destruídas, apagando a nossa identidade.
Se eu tivesse tempo faria posts aqui no blog sobre a cultura brasileira, seu folclore e história. Ao menos meus leitores conseguiriam prender algo de útil e realmente importante sobre quem somos e porque somos brasileiros.
Não sei como anda a educação de base, mas pelo visto, o folclore deve ter sido reduzido a nada.
Promover dois eventos desse porte seguidos num país onde os parlamentares confundem design com artesanato é no mínimo ridículo para não dizer absurdo.
Fazer algo nesse sentido onde os maiores escândalos sempre acabam em pizza é carimbar na testa de todos nós cidadãos palavras como TROUXA, PALHAÇO, IMBECIL, ZÉ MANÉ. E depois eles ainda aparecem na TV falando que “estão pouco se lixando para a opinião pública” (sic).
Não gosto muito de expor esse meu lado político pois sou bastante ácido com relação ao que vem sendo feito em nosso país e muitas pessoas não gostam, porém, tem coisas que não consigo calar-me pelo simples fato de já ter vivido varios anos dentro da política e percebido que não temos políticos e sim POLITIQUEIROS…
Fico imaginando a festa de abertura da Copa… um show de bundas carnavalescas embaladas por funk e sertambregas. Que “must”!
Melhor ainda será a participação popular, a platéia que certamente irão ser altamente respeitosa tanto na hora da compra dos ingressos – quando descobrirem que os mesmo já esgotaram – quanto no momento das partidas… aff
Lamentavelmente, nosso país não dispõe de uma administração pública eficiente para a realização de algo desse porte. Nem no antes e, muito menos no durante.
Coloco novamente: nosso país necessita de outras ações bem mais sérias que essa maquiagem maquiavélica na tentativa de mostrar ao mundo que somos um país justo e digno de primeiro mundo.
Eu não apóio a Copa…
Eu não apóio as Olimpíadas…
Quem sabe daqui ha uns 300 anos estejamos prontos para algo assim…
Não é de hoje que venho falando sobre reciclagem. Não só eu mas sim muitos e muitos sites e blogs.
Hoje volto ao tema para mostrar uma idéia simples – e tentadora – para quem curte o estilo.
Lembram-se daqueles antigos letreiros com backlight em néon? É… Me refiro exatamente àqueles que agora encontram-se empilhados nos ferro-velhos. Pois é…
Que tal transformá-los em luminárias?
Podem vir a ser apenas peças decorativas ou, melhor ainda, fazer parte do projeto de lighting:
Com os conhecimentos técnicos que você adquiriu em seu curso aliado à tecnologia e materiais disponíveis, não é nada difícil chegar a esse tipo de coisa. Basta pensar.
É meus amigos, realmente está bastante complicada a minha agenda e estou postando muito pouco aqui no blog.
Mas isso é por um bom motivo.
Além de projetos de clientes, estou envolvido num projeto que envolve gestão, direito, mercado corporativo e outras coisas. Estamos em fase de estudos, captação e análises de dados para formatar e finalizar a implantação.
Assim que tudo estiver OK vou postar aqui para vocês tomarem conhecimento do que se trata. É muito bom para todos.
Para não deixar em branco este post, algumas coisinhas que estao aparecendo na Euroluce.
Vi hoje mais uma artimanha do Ingo Maurer.Agora ele resolveu brincar com peças feitas em silicone, inclusive luminárias:
Se é prática e qual o efeito eu nao sei dizer pois nao a manuseei ainda, mas é bastante interessante as possibilidades de aplicações.
Já a Danese Milano, apresenta uma nova linhagem de luminárias:
Album: apresentam o Sistema Orbite, bastante interessante. Um resgate e releitura das abandonadas e extremamente versáteis cordoalhas. O “tchan” está inclusive na variedade de cúpulas. São mais de 20 modelos para varias aplicações.