Categoria: Regulamentação

  • Você tem medo de quê? Você tem fome de quê?

    Revista Lume Arquitetura
    Coluna Luz e Design em Foco
    Ed. n° 67 – 2014
    “Você tem medo de quê? Você tem fome de quê?”
    By Paulo Oliveira

    67É perfeita essa frase tirada da música “Comida”, da banda Titãs, para representar o momento atual com relação ao mercado de LD aqui no Brasil. Explico: Chip Israel esteve aqui no início de fevereiro palestrando em um evento da LIGHTFAIR International, que foi realizado em São Paulo. Após a palestra, fui conversar com ele sobre a Resolução N° 51 do CAU, com relação a quem pode e quem não pode trabalhar com iluminação arquitetônica. Ele me falou que isso está acontecendo em alguns poucos lugares do mundo também. Pouquíssimos!

    Questionado então sobre qual a melhor maneira – e mais justa – de resolver essa problemática, ele comentou sobre uma possível saída: a aplicação de uma prova, pela IALD, com a finalidade de atestar os conhecimentos de quem quiser trabalhar com iluminação, outorgando, assim, a chancela deste importante órgão internacional aos aprovados. Isso não é oficial ainda, mas ele acredita ser o melhor caminho. Eu também!

    No entanto, percebe-se que aqui no Brasil há uma forte resistência à aplicação desta – ou de qualquer outra – prova, especialmente pelo pessoal ligado à arquitetura. Já li diversas vezes que as “autoridades nacionais” em iluminação arquitetônica se posicionam fortemente contra esta ideia. Qual o medo? Quais os motivos dessa negativa?

    Bom, primeiro temos que lembrar a tentativa de legislar em benefício próprio do CAU com a Resolução Nº 51. Por esta, qualquer recém-formado em arquitetura já encontra-se apto a ser um “arquiteto de iluminação”.

    Mas não podemos nos esquecer de que todos os presidentes da AsBAI – incluindo o atual – e diversos outros profissionais de arquitetura entrevistados por esta revista são categóricos em afirmar que os cursos não se aprofundam o suficiente em iluminação e que em muitos esta área é diluída dentro da disciplina conforto. Há até entrevistas onde eles afirmam que precisam retrabalhar as matrizes dos cursos de arquitetura para aumentar a carga horária, visando cobrir esta falha para que os arquitetos aprendam realmente como iluminar a sua própria arquitetura.

    Oras, se é necessário isso tudo por que então a 51 vai contra a realidade da academia e do mercado? Perguntem a qualquer vendedor de lojas de iluminação o quão corretas são as especificações de lâmpadas e luminárias feitas por um arquiteto comum – não especializado em iluminação. É um show de erros crassos!

    É óbvio então que o pessoal que comanda a arquitetura nacional iria se posicionar fortemente contra a aplicação desta ou de qualquer outra prova: a maioria absoluta dos egressos seria reprovada. Muitos com anos de mercado também. E a vergonha seria imensa.

    Mas essa movimentação tem a ver simplesmente com a reserva de mercado (que é crime), deixando-o livre e fechado apenas para eles, mesmo aqueles que não sabem diferenciar uma lâmpada incandescente de uma halógena. É puro desespero por um mercado altamente rentável. Não tem absolutamente nada de questões técnicas ou de conhecimentos maiores que os habilite mais que qualquer outro profissional que teve iluminação na academia.

    É a fome desesperada e desenfreada. Desesperada pela garantia de exclusividade de um mercado em grande expansão e seus consequentes lucros. Desenfreada por egos exacerbados e arrogantes que mancham cada dia mais a arquitetura brasileira. Sim, pois até agora de argumento real não houve nada em defesa dos arquitetos além das suposições e especulações.

    E eles continuam com o bordão: “A gente não quer só dinheiro, a gente quer inteiro e não pela metade…

  • Evoluindo mais ainda

    Revista Lume Arquitetura
    Coluna Luz e Design em Foco
    Ed. n° 66 – 2014
    “Evoluindo mais ainda”
    By Paulo Oliveira

    66
    Estive em novembro passado em Campos dos Goytacazes (RJ) participando do R Design e o tema do evento era Evolução. Fui convidado por causa de uma fala minha durante o encerramento do N Design 2012: “Antes do designer, vem o Design”.

    A relação de nossa especialidade com as outras áreas tem se tornado cada vez mais importante. E é graças a esta interação, que ela vem se desenvolvendo e temos diariamente novas tecnologias disponíveis.

    Um exemplo disso é a fibra ótica. É um produto que não foi criado para o LD. De certa forma, ela foi criada para transportar a luz quando Henrich Lamm tentou desenvolver um pacote de fibras óticas para acessar partes do corpo humano, até então não visualizadas por outros aparelhos. Timidamente, ela começou a aparecer em pequenos acessórios decorativos e hoje já dispomos de uma tecnologia com qualidade e versatilidade que nos possibilita projetar apenas com ela.

    Isso se deu por uma constante troca de conhecimentos, análise de problemas a serem solucionados e o consequente desenvolvimento de novos produtos para as novas aplicações (fundamento do Design).

    Outro exemplo são os LEDs. Daqueles pequenos pontos dançantes em aparelhos de som, que víamos na década de 70, às luminárias para uso externo e, até mesmo, nos projetores de alta potência para iluminar grandes monumentos.

    Estes foram exemplos de como a colaboração – e respeito mútuo – entre as diversas áreas do conhecimento alavancam o desenvolvimento de novas soluções para os problemas e necessidades da sociedade.

    No Brasil, este desenvolvimento não ocorre no LD por causa dos “arquitetos de iluminação”. Na verdade, estes poucos contribuíram nisso tudo e a maioria apenas se aproveita dos resultados desenvolvidos por terceiros.

    A visão reducionista que o pessoal de arquitetura tem sobre os não arquitetos que trabalham com iluminação é fato. Não culpo os profissionais além do necessário, mas percebo que a base desse pensamento idiotizado está principalmente na academia.

    No início de 2013, uma universidade reabriu seu curso de Arquitetura que tinha sido fechado há 10 anos, enquanto os cursos de Design da instituição se desenvolveram e ganharam até um novo espaço próprio, com todos os laboratórios necessários. Como tinham dado outra finalidade ao campus onde funcionou Arquitetura e Design, colocaram-nos no novo campus. Não ficaram ali um mês e solicitaram a troca de campus.

    Intrigado, contatei uma colega que é aluna e um amigo que é professor. Fiquei bobo quando ouvi o porquê da troca: “Não queremos nos misturar e tampouco sermos rebaixados ou confundidos comos “dizáiners””, disse a aluna. Questionei o professor e ele me disse que este discurso é o do coordenador e da maioria dos professores.

    Dispensaram a oportunidade de ampliar os conhecimentos por mera arrogância, através da troca de conhecimentos com o pessoal dos outros cursos do campus (Gráfico, Produto, Interiores, Artes Visuais, Fotografia). Perderam a oportunidade de conhecer como o pessoal de outras áreas trabalha e pensa, para ampliar seus horizontes. Preferiram fechar-se em seu guetinho.

    Facilmente vemos esse mesmo discurso sendo repercutido, especialmente pela AsBAI, dentro do mercado de iluminação e LD.

    Mais uma vez eu digo: o mundo evoluiu; nos países realmente desenvolvidos vemos escritórios multidisciplinares sem estrelismos ou egocentrismos.

    Nosso país foi descoberto há mais de 500 anos.

    Vamos sair das ocas e evoluir?

  • (re)Evolução

    Revista Lume Arquitetura
    Coluna Luz e Design em Foco
    Ed. n° 65 – 2013/2014
    “(re)Evolução”
    By Paulo Oliveira

    65
    Desde junho, temos vivido certa instabilidade mercadológica provocada pela Resolução N° 51 do CAU. Por um lado, o texto bastante alicerçado numa época que não mais existe e tampouco cabe nos dias atuais; por outro, profissionais de Arquitetura que andam promovendo um violento bullying contra aqueles profissionais que não são arquitetos.

    Fui uma das fontes de uma matéria da Lume Arquitetura que entrevistou profissionais com visões opostas na tentativa de entender os porquês da Resolução 51 existir, quem estava por trás dela e, especialmente, a argumentação pró e contra.

    Não me surpreendi absolutamente nada quando recebi a minha edição da revista e pude constatar a absurda falta de argumentação por parte da AsBAI e do CAU. Ficou claro que a Arquitetura brasileira necessita realmente amadurecer, não só nos profissionais, mas, especialmente, na academia. Já passou da hora dos arquitetos evoluírem, pois o que julgam ser argumentos são meros “blá-blá-blás”, como ficou evidente. Já do lado contrário à resolução há um verdadeiro show de argumentações muito bem embasadas.

    Em setembro, aconteceu em Brasília uma audiência pública sobre a regulamentação profissional do Design de Interiores e Ambientes. Mais que uma forma de esclarecer aos parlamentares presentes e também, especialmente ao CAU, sobre as diferenças entre as duas áreas, devo ressaltar um ponto levantado pelo deputado Chico Lopes: existiam profissões que hoje fazem parte apenas da história, como é o caso dele: formado em datilografia.

    Ora, o próprio presidente do CAU assumiu na audiência que a arquitetura é uma área generalista e não é especialista em nada. Ele entendeu e atestou publicamente que o pessoal de Interiores tem muito mais competência para projetar estes espaços que os arquitetos pelo simples fato de ser esta uma área especializada, específica, assim como já podemos considerar o Lighting.

    Hoje, não podemos mais pensar algumas áreas como meros projetos complementares da Arquitetura, pois já são áreas consolidadas e estabelecidas, que possuem suas identidades, sua metodologia e, até mesmo, suas normas técnicas próprias. São áreas que podem ser inseridas no projeto inicial ou, depois, nos diversos retrofits e reusos que a edificação passará pela sua existência.

    Mas há um erro crasso nisso tudo: o único órgão que tem DIREITO de legislar ou definir alguma coisa é o Congresso Nacional. Essa é uma prerrogativa que está claríssima na Constituição Federal. E o que é uma resolução do teor da Nº 51 senão uma tentativa arrogante de – quem não tem poder para isso – legislar em benefício próprio? Foi o que aconteceu como Projeto de Lei de Design de Interiores e Ambientes que o CAU tentou barrar na Câmara, e perdeu: medo pela certeza de não vingar.

    Agora, não sei se me indignou ou deixou feliz a fala do presidente da AsBai na matéria “Os rumos da profissão”. Por um lado, fiquei extremamente irritado pela falta de postura, ética e respeito ao ler que a AsBAI vê as outras áreas como“simplistas” ou fáceis de se fazer, mas, por outro, fiquei super feliz por ver que mais uma vez a AsBAI dá um tiro no próprio pé, deixando claro que desconhece a complexidade do termo iluminação – incluindo a arquitetônica.

    Talvez a falta da experiência e conhecimentos em palcos deixem o pessoal da AsBAI melindrado e, por isso, eles tentem essas carteiradas, já que é perceptível a diferença estética e funcional nos projetos feitos por não-arquitetos.

    Evolução natural e, especialmente, evolução tecnológica são inevitáveis, irreversíveis.

  • Isso é reserva de mercado! Ou seria medo da concorrência?

    Revista Lume Arquitetura
    Coluna Luz e Design em Foco
    Ed. n° 64 – 2013
    “Isso é reserva de mercado! Ou seria medo da concorrência?”
    By Paulo Oliveira

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    Cansei de alertar sobre os planos maquiavélicos que estavam sendo arquitetados pela AsBAI (Associação Brasileirade Arquitetos de Iluminação) e pelo CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo). Não acreditaram que os arquitetos fossem capazes disso. Claro, os arquitetos não, mas uma pequena parcela melindrosa e xiita destes, sim.

    Eis que surge a resolução n° 51 do CAU, tornando os projetos de iluminação uma competência exclusiva dos arquitetos. Os demais profissionais que estavam exercendo a profissão agora o fazem ilegalmente, como se criminosos fossem, apesar dos anos de estudos e exercício profissional.

    Observando os discursos dos mais xiitas – geralmente são os mais incompetentes – vemos alegações como “o que vale é o que está na lei; é a regulamentação, é a norma”. Ficam repetindo isso feito papagaios; quando são forçados a esclarecer, simplesmente tornam a repetir, pois não há uma argumentação coerente para tal imposição.

    “Onde está escrito que vocês podiam fazer projetos, uma vez que não estão protegidos por qualquer lei? Na lei, nenhum lugar fala o que vocês fazem”. Esta é outra frase repetida. Ela nos mostra claramente a visão oportunista deles: por não haver uma legislação sobre o assunto, vamos nos apoderar da área. Isso explica claramente o título que dei a esta coluna.

    AsBAI, uma associação que diz seguir os padrões mundiais e que resolve agir na contramão do que acontece lá fora. Diretrizes colocadas por órgãos com anos-luz a mais de experiência no campo da iluminação que este grupelho brasuca. A IALD (International Associationof Lighting Designers), a PLDA (Professional Lighting Designers Association) e outras associações internacionais vêm trabalhando arduamente para modificar a concepção equivocada – e sem fundamento – de que somente o arquiteto é capaz de iluminar.

    Oras! Que competência ou excelência é esta, se até mesmo o mestre Niemeyer fazia parcerias com outros profissionais para que suas obras se aproximassem ao máximo da qualidade desejada, assumindo, então, com isso, que ele não tinha a habilidade necessária para iluminá-las ou fazer seus paisagismos? Peter Gasper e Burle Marx são provas disso, e eles não são arquitetos.

    Assim como Niemeyer, Zaha Hadid e muitos outros arquitetos de renome e reconhecimento internacional não projetam a iluminação de suas obras. Sempre existe na equipe um LD responsável por esta área. Existe também o designer de interiores, o paisagista, o gráfico e vários outros profissionais envolvidos em seus projetos. Isso responde à demanda do mercado: a democracia profissional que a multidisciplinaridade dos projetos exige.

    Mas fica claro que muito além de uma reserva de mercado essa situação toda só foi arquitetada não como forma de proteger o mercado dos “leigos” (que desrespeito…) – já que os arquitetos saem das universidades mal sabendo especificar uma lâmpada e, até mesmo aqueles com anos de experiência e não especializados, continuam cometendo erros básicos em seus projetos. A questão se resume, na verdade, no medo da concorrência, dos profissionais mais criativos, pois eles têm ciência de que existem muitos LDs com infinitas competências e conhecimento a mais e que não são arquitetos.

    Agiram de má fé sim! Foi um plano arquitetado nos porões sombrios da arquitetura brasileira. Plano este que está longe de agradar inclusive à própria classe de profissionais do CAU.

    Mas vale ressaltar que uma resolução não tem força de lei. Esta ação equivocada fatalmente causará a falência financeira do CAU antes mesmo de sua consolidação.

    E a ressaca de 51 será grande.

  • Quem tem medo da regulamentação?

    Revista Lume Arquitetura
    Coluna Luz e Design em Foco
    Ed. n° 63 – 2013
    “Quem tem medo da regulamentação?”
    By Paulo Oliveira

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    Em minha última coluna escrevi sobre o erro conceitual empregado por alguns profissionais ligados à iluminação, de forma deliberadamente proposital, na tentativa de minimizar e reduzir a área de Lighting Design e, deste modo, sorrateiramente, satisfazer interesses próprios. São grupos que irão, certamente, perder um excelente filão no caso da profissão ser regulamentada. Creio piamente que esta ação tem, em última análise, um único fundamento: o medo.

    E quem são estes grupos profissionais que atuam na contramão de uma regulamentação profissional coerente, ética e justa? Não é difícil percebê-los no dia a dia em páginas de renomadas revistas em alguns editoriais. Passo então a elencá-los para esclarecer melhor esta problemática.

    Lojistas e fabricantes: com a regulamentação serão obrigados a acabar coma misteriosa transformação de vendedores em projetistas que realizam dentro de suas lojas. Senão resta-lhes contratar profissionais para realizar este trabalho mediante o pagamento de um piso salarial justo ou buscar meios e incentivos para que seus vendedores/projetistas sejam formados e especializados na área e, consequentemente passem a receber o piso salarial justo. Ou ainda – a melhor opção – que parem de oferecer este desserviço à comunidade profissional de Lighting Design.

    Universidades: serão obrigadas a contratar profissionais realmente especializados para atuarem como docentes nas disciplinas de iluminação e correlatas nos cursos de graduação e pós-graduação. Há também o fato de que, por força de um Conselho Federal da área normatizando inclusive o ensino, as condições estruturais básicas para o desenvolvimento curricular do ensino atendam exigências de qualidade que poucas oferecem atualmente. Certamente, muitos cursos terão que se reestruturar para atender tais exigências.

    Associações: poderão continuar atuando livremente, porém terão de repensar e rever seus estatutos e ações visando a não segmentação ou reserva de mercado para um ou outro grupo de profissionais. É o caso da AsBAI, que será obrigada a acordar o quão umbiguista foi durante todos estes anos.

    Profissionais: existem alguns profissionais que se valem da bagunça do mercado não regulamentado para tirar vantagens. É o caso de algumas figurinhas carimbadas que sempre estão na mídia. Sempre eles, sempre os mesmos. Alguns inclusive impedem a realização de grandes eventos de LD aqui no Brasil, pois não desejam que o mundo e o mercado brasileiro conheçam outros profissionais de alta qualidade e competência que existem por aqui. Muitos que não cobram ou cobram valores muito abaixo do mercado. Sim, alguns também estão sempre envolvidos em obras públicas. Não podemos nos esquecer também da gorda comissão recebida por estes, seja dos fabricantes ou do grupo a seguir.

    “Politiqueiros”: o que seria dos profissionais acima citados se não existisse este nobre grupo de interesse? É através deste grupo que os profissionais não éticos sambam e sapateiam na cara do mercado e de seus “colegas profissionais”. São os politiqueiros que, através de embustes, forçam projetos e processos onde o apadrinhamento é visível e claro; o desvio de verbas idem. Afinal, sem a regulamentação não há exigências legais para a contratação e esta é livre, sem licitação ou concursos de projetos. Por isso adoto o termo “politiqueiros” e não políticos.

    Mas a regulamentação somente acontecerá se partir da união dos profissionais de LD. Já passou da hora de nos unirmos e lutarmos juntos por esse importantíssimo detalhe jurídico para o nosso exercício profissional e a segurança do mercado.

    E você?

    Tem medo da regulamentação?

  • Do erro conceitual.

    Revista Lume Arquitetura
    Coluna Luz e Design em Foco
    Ed. n° 62 – 2013
    “Do erro conceitual.”
    By Paulo Oliveira

    62
    Por uma ironia do destino, minhas duas áreas de atuação estão apresentando o mesmo problema com relação ao exercício profissional: o erro na concepção equivocada por duas associações que se julgam detentoras de todas as prerrogativas sobre ele, incluindo, o de definí-lo. Isso tudo sustentado por um grave déficit democrático-deliberativo, sem transparência e qualquer lastro de legitimidade.

    No caso de Interiores, temos a ABD (Associação Brasileira dos Decoradores), de caráter multiprofissional, agregando decoradores, arquitetos-decoradores e os designers. No caso do Lighting Design (LD), a AsBAI (Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação), que é uma associação corporativista, restritiva, criada e gerida por arquitetos. São associações ensimesmadas.

    Importante ainda destacar que associações são entidades sem respaldo legal para determinar seja o que for, especialmente delimitar o setor através de reserva de mercado, ou ainda ditar normas para o exercício profissional. Estes papéis, especificamente, são de competência dos Conselhos Federais – ainda inexistentes nos dois casos.

    Mas deixando de lado estas irregularidades e leviandades ilegais cometidas conscientemente por estas associações, vamos ao que realmente interessa: o erro de conceito sobre as áreas.

    As duas associações intentam, de modo forçado, um vínculo destas áreas exclusivamente ao objeto arquitetônico. Em razão deste pensamento reducionista, os projetos e possíveis áreas de atuação profissional devem voltar-se apenas para a complementação arquitetônica, desconsiderando todas as possibilidades de atuação profissional e esquecendo-se que o profissional de LD busca solucionar problemas (função) dos usuários antes da estética ligada ao projeto de interiores ou arquitetura. Também desconsideram onde mais podemos contribuir, através de nossos conhecimentos, para a sociedade ou ainda para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país.

    Quando trabalhamos diariamente com a luz através de projetos, manipulações, ou ainda pela simples observação dela nos diversos ambientes que frequentamos, nos damos conta de que onde há luz, há espaço para a nossa intervenção.

    As ruas e vida da urbe não estão ligadas exclusivamente ao objeto arquitetônico Urbanismo. Elas agregam uma complexidade sistêmica ampla de objetos que envolvem diversas áreas de saber e suas tecnologias, tais como engenharias, design, ciência política, psicologia, sociologia, antropologia, história, ecologia, linguagem, sustentabilidade, entre tantos outros com os quais podemos contribuir. Os produtos e sistemas voltados à iluminação dos meios de transporte são também objetos de nossa atuação profissional e que não são produtos da arquitetura. Os médicos dependem de produtos para iluminar adequadamente a mesa sobre a qual a equipe trabalha, para que esta consiga ter uma perfeita visualização de todo o processo. Estes produtos não foram pensados para serem meramente agregados a um objeto arquitetônico, e sim atender a uma necessidade específica da Medicina.

    No caso da cênica, apesar dos eventos serem realizados dentro de objetos arquitetônicos, o foco de nosso trabalho não é a valorização deles. A luz não foi projetada para a caixa cênica, e sim para criar o clima para o artista, auxiliando-o a passar sua mensagem e trazer o público para este clima.

    Como se vê nestes poucos exemplos, o pensar e o desenvolvimento de nossa área não se resumem apenas a objetos arquitetônicos. Somos criadores da luz para as necessidades de um mundo que continuamente inventamos e reinventamos, e não apenas para a arquitetura.

  • (in)Segurança.

    Revista Lume Arquitetura
    Coluna Luz e Design em Foco
    Ed. n° 61 – 2013
    “(in)Segurança.”
    By Paulo Oliveira

    61
    Boate Kiss, janeiro de 2013. Vimos uma série de debates imediatos sobre a questão da segurança nos espaços destinados à diversão coletiva com acusações e apontamentos de falhas para todos os lados. Duas semanas depois, a impressão que tenho é que já perdeu a importância. Os debates se amornaram, a mídia não lança mais denúncias diárias, políticos não se reúnem para analisar ou melhorar as leis, e-groups de arquitetura, engenharia e design já não debatem sobre isso, mídias sociais já estão interessadas em novos assuntos.

    Não podemos deixar que isso simplesmente passe e caia no esquecimento. Não podemos permitir que tudo continue como antes do trágico incêndio que ceifou a vida de mais de duzentos jovens. Esta questão é vital tanto para os usuários quanto para nós profissionais que estamos firmando e afirmando a importância da nossa profissão no mercado.

    É fato que os empreendedores priorizam a visibilidade estética como forma de marketing nos estabelecimentos e, muitas vezes para redução de custos, forçam-nos a eliminar elementos relativos à segurança e acessibilidade. Mas isso não é um problema apenas desse tipo de projeto. Até nas residências isso acontece. Todo o sistema de iluminação faz parte de ambos – estética e segurança. Diante de tudo isso, qual o nosso papel e as nossas responsabilidades?

    A especificação de equipamentos de marcas já consolidadas no mercado reflete padrões técnicos já testados e aprovados, logo seguros para o uso. Mas alguns empreendedores saem à busca destes equipamentos no Paraguai, onde as marcas nem sempre são originais. Geralmente, adquirem equipamentos que, muitas vezes, não se sabe a origem, tampouco o padrão de qualidade. Claro, eles buscam fugir dos altos impostos que incidem sobre os equipamentos importados ou nacionais aqui no Brasil.

    Para este tipo de projeto é essencial a presença de um engenheiro eletricista na equipe (coisa rara). É ele que, através das cargas previstas nos projetos de LD (cênico+arquitetônico), som e demais partes onde exista consumo elétrico, irá prever as devidas instalações finais do ambiente, com materiais e insumos de qualidade.

    Francesco Iannone disse numa entrevista a esta revista (Ed. 24) que o profissional de LD não deve projetar a parte estrutural e que isso é da alçada do engenheiro ou arquiteto. Realmente não é o nosso papel fazer isso, porém não devemos nos furtar do necessário acompanhamento e fiscalização das partes que darão suporte ao nosso projeto, cada qual em sua competência, especialmente a elétrica. No projeto de LD devemos especificar a carga total necessária para suprir a instalação fixa bem como a previsão das extras para uso e segurança e ficar em cima dos responsáveis pelos projetos de suporte para que atendam com a devida qualidade às necessidades impostas nele. Digo isso, pois é bastante comum as casas noturnas convidar DJs e bandas que, na maioria das vezes, têm suas próprias equipes de som e luz que irão, fatalmente, aumentar a carga consumida.

    Outro fator que leva ao erro e risco está nas normas técnicas. O Brasil, salvo engano, é o único país no mundo onde o mínimo é aceitável, por lei, como bom. Duvida? Faça então uma pesquisa sobre os níveis mínimos aceitáveis de coliformes fecais na água que é legalmente autorizada para o seu consumo.

    Qual o nosso poder de argumentação legal diante de um engenheiro ou um arquiteto que resolve agradar o cliente, satisfeito com a obediência ao padrão mínimo, independente das condições variáveis de sua implantação cortando gastos? É fácil ouvirmos, na frente do cliente, que “você nem pode assinar o projeto”.

    Não temos ainda a regulamentação profissional e a consequente responsabilidade sobre os projetos. Isso não é bom para ninguém.

  • O Lighting Designer.

    Revista Lume Arquitetura
    Coluna Luz e Design em Foco
    Ed. n° 60 – 2013
    “O Lighting Designer.”
    By Paulo Oliveira

    60
    O que é e quem é o Lighting Designer? Quando e onde ele pode ser aproveitado? Como pode contribuir para o desenvolvimento de um novo padrão de qualidade e valorização projetual em todos os setores? Estas são questões que pretendo levantar neste novo ano como articulista nesta coluna.

    Diante dos avanços tecnológicos e dos projetos cada dia mais individualizados, considerando ainda as necessidades de cada usuário, a iluminação deixou de ser um mero complementar e passou a ser protagonista dos projetos. Um único profissional é capaz de cumprir todas as exigências de um projeto global com tantas novidades diárias em todos os setores envolvidos?

    Aquela formação básica adquirida nas faculdades de Engenharia, Arquitetura e Design são suficientes para formar o LD? Aumentar a carga horária em iluminação nos cursos de Arquitetura (como a AsBAI pretende, arrogantemente) será suficiente para cumprir as necessidades projetuais no padrão internacional do Lighting Design? Um bom projeto é aquele que agrega, ao mesmo tempo, valor, segurança e economia. Como pode um só profissional afirmar que consegue cumprir estes três itens em todos os segmentos de um projeto global? As especialidades necessárias para o sucesso de um projeto global são muitas e o Lighting Design é uma delas.

    Distanciando-se dos projetos de iluminação aprendidos nas faculdades, a base do Lighting Design encontra-se na iluminação cênica que garante a possibilidade de criar efeitos de luz ao mesmo tempo que atende às necessidades técnicas e individuais de cada projeto. Um projetista de iluminação não é um LD se nunca trabalhou com iluminação cênica. É esta experiência de palco que o diferencia e distancia dos outros profissionais garantindo a qualidade técnica e estética.

    E sua raiz está no Design, que tem em suas premissas: função, criatividade, tecnologia, linguagem, inovação, identidade, qualidade e comunicação. A arte da iluminação cênica e a sua paixão pela luz são o alimento da alma de todo LD.

    Estes profissionais podem atuar em vários segmentos do mercado, mas o que vemos por aí é sempre a repetição – na arquitetura (residencial, comercial, institucional, industrial, governamental), algumas vezes no urbano (praças, parques ,ruas, avenidas e acessos, monumentos, embelezamento urbano) e no cênico (teatro, dança, shows, TV, desfiles de moda). Porém, o trabalho de um LD é muito mais amplo. Por exemplo, você saberia dizer como ele pode atuar em eventos, design, publicidade, educação e pesquisa, projetos públicos e sociais? Lembre-se: onde há luz, há mercado para o LD.

    O Lighting Designer é o profissional que detém conhecimentos aprofundados sobre a técnica e a arte de iluminar os ambientes bem como sobre os melhores equipamentos e seus funcionamentos para solucionar cada projeto.

    O profissional de LD não faz instalação de nada. Ele projeta, acompanha o cliente durante as compras para evitar interferência de vendedores, acompanha a instalação que é feita por uma equipe de eletricistas e, ao final, faz a afinação da iluminação para que o resultado seja perfeito. No caso de desenvolvimento, ele projeta, faz a prototipagem e testes, acompanha a linha de produção e avalia a reação do mercado bem como o ciclo de vida do produto.

    Também vale lembrar que o profissional de Lighting Design não estudou tanto sobre o universo da iluminação para “colocar uma luzinha” onde for. Ele não trabalha com “luzinha”. Ele trabalha com a LUZ e todos os equipamentos necessários para a excelência projetual.

  • O Lighting como Design.

    Revista Lume Arquitetura
    Coluna Luz e Design em Foco
    Ed. n° 58 – 2012
    “O Lighting como Design.”
    By Paulo Oliveira

    58
    Em meio à forte onda mundial em prol da Economia Criativa e na implementação de Comunidades Criativas, o ranço corporativista ainda impõe barreiras ao desenvolvimento do país. Isso ficou claro, por exemplo, na entrevista com o presidente da AsBAI na edição n° 56 desta revista. Traz à tona o velho discurso de que “apenas o arquiteto é capaz de iluminar a arquitetura”. No desenrolar da entrevista, reconhece que as universidades formam arquitetos incapazes de iluminar seus próprios projetos. Daí a proposta de urgentes alterações curriculares nos cursos de arquitetura aprofundando o tema iluminação.

    Ao invés de uma formação global orientada para parcerias, incorrem no equívoco conteudista de que o currículo deve incorporar e esgotar todas as especialidades. Esta sutil artimanha para reforçar a reserva de mercado (ilegal e, sobretudo, antiética), disseminada nos argumentos falaciosos de seus defensores, deixa claro dois pontos:

    1° – Segregam, dado o desconhecimento do que significa realmente trabalhar com iluminação, salvo a arquitetural. Fazem-no por nunca ousar romper com a visão reducionista do que seja o arquitetônico. Falam com pseudoautoridade sobre as competências curriculares e profissionais de outras áreas. Isso fica claro na ênfase excludente dos seus discursos eivados de ufanismo.

    2° – Reservam, porque escondem seu medo ou incompetência para enfrentar a concorrência qualitativa projetual.

    As tentativas estratégicas, mediante ações escusas arquitetadas nos bastidores, para impor uma reserva de mercado em relação ao LD, ocorrem desde o momento em que os projetos de iluminação deixaram de ser complementares para se tornarem um dos elementos mais significativos de uma obra, não apenas por uma demanda estética, mas por sua relevância funcional na qualidade e solução dos problemas.

    Com efeito, no Design, os processos que iniciam e norteiam o desenvolvimento de um projeto são: avaliação, necessidades, função, planejamento, tecnologias, qualidade e compatibilidade. Nestes processos são incorporados indissociavelmente elementos como identidade, estética, linguagem, comunicação, entre outros. Em cada processo, a criatividade faz-se presente.

    Aqui se encontra a diferença entre um projeto de iluminação e um projeto de LD. Seja para qual aplicação for, um projeto de LD tem por finalidade, em primeiro lugar, a solução dos problemas e o atendimento das necessidades dos usuários. Apesar de sua reconhecida importância, a “casca” arquitetônica, em um primeiro momento, não é o foco para o LD. O aspecto arquitetônico, de modo algum, é desmerecido, ao contrário, é valorizado e incorporado ao projeto de LD, longe de se apresentar como algo acessório ou decorativo.

    Além disso, outro foco precisa ser destacado: observa-se o desconhecimento com relação à linguagem cênica que aplicamos em nossos projetos. Convenhamos: raros são os arquitetos, não obstante sua competência profissional, que conhecem ou conseguem aplicar esta linguagem ao aparato arquitetônico ou entendê-la visualmente por nunca ter botado os pés numa caixa cênica.

    Este tipo de discurso manifesta um desconforto crescente à medida que surgem outros profissionais que atestam conhecimento, competência aliada ao domínio tecnológico da iluminação e criatividade para a resolução de projetos complexos de iluminação.

    Aqueles que apelam para este tipo de discurso tentam desesperadamente um face-lifting para mascarar seu ensimesmamento feudal e camuflar suas intenções egocêntricas de manutenção do status-quo.

    Há uma inversão funcional no trato profissional. Atitudes corporativistas, excludentes e segregacionistas cada vez mais, perdem seu espaço nos atuais contextos do mercado profissional, nacional e internacional.

  • A lista

    O Código de Ética do CAU (doravante CE) proíbe que seus profissionais (arquitetos) recebam qualquer tipo de benefício, bonificações (RTs) ou prêmios por causa da especificação de produtos de marcas e fornecedores. Até mesmo um mero dia num resort ou um jantar estão proibidos e, segundo o CE, quem desrespeita-lo estará sujeito(a) às penalidades nele impostas.

    A reserva técnica inscreve-se nos termos da regra 3.17: “O arquiteto e urbanista deve recusar-se a solicitar, aceitar ou receber quaisquer honorários, proventos, remunerações comissões, gratificações, vantagens, retribuições ou presentes de qualquer tipo, sob quaisquer pretextos, de fornecedores de insumo aos seus contratantes sejam constituídos por consultorias, produtos, mercadorias ou mão de obra.”” (fonte: http://www.caubr.gov.br/?p=14464)

    Diante disso, tempos atrás uma pessoa entrou em contato comigo e “quase” me convenceu a elaborar uma lista de todas as premiações existentes no Brasil, incluindo nomes dos arquitetos premiados, fornecedores e lojistas que continuam beneficiando seus vendedores (ops! Arquitetos) e encaminha-la na forma de denúncia ao CAU/BR. Seria algo como uma “Caixa de Pandora”.

    Fonte: palavraaberta
    Fonte: palavraaberta

    Sim, concordo que isso deva ser mesmo feito.

    MAS NÃO POR MIM. NÃO SOU EU QUEM DEVE FAZER ISSO.

    Não tenho obrigação alguma de dar um passo que vai, fatalmente, reforçar a fama de inimigo dos arquitetos em minha imagem. Sim, pois se eu fizer isso, automaticamente ganharei algumas centenas de inimigos “premiados” diretos e mais alguns milhares indiretos: os colegas, amigos e familiares destes.

    Denúncias desse tipo devem ser feitas por aqueles que são do mesmo grupo profissional e repudiam tais praticas ou por aqueles que “dizem nos representar” (grupo do qual a pessoa que me solicitou a lista faz parte).

    E também não vou disponibilizar a minha lista, já bem extensa, nem para A e nem para C. Na verdade acabei de apaga-la, pouco antes de começar a escrever este texto.

    Mas caso o CAU – ou o grupo que me solicitou – queira, posso indicar algumas pessoas que sei que foram convidadas para estes prêmios, pois certamente terão mais informações a dar que eu que nem fiquei sabendo dos mesmos. A coisa toda está tão errada que até mesmo as notícias da que inundavam as mídias desapareceram após o CE, pois ferem o mesmo e eles sabem muito bem disso.

    E mais uma vez digo ao CAU: está aí mais uma prova de que, antes de bulir na casa dos outros, deveria sim é organizar e limpar a própria casa.

    E, mesmo depois de tudo certo em sua própria casa, ter ciência de que não tem direito algum de bulir na casa dos outros afinal, designers não são seus filhos e não lhes devem qualquer obrigação e satisfação.

  • A fama: origens, mitos e fatos

    Carrego uma fama, nas redes sociais, de “odiar os arquitetos”, também de “tê-los como inimigos e rivais mortais e eternos”.

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    Fonte: insideyt

    Quem me conhece sabe muito bem a dimensão desta MENTIRA!

    Portanto, esclareço alguns fatos.

    A primeira vez que essa história surgiu, ainda na época do Orkut, saiu dos dedos de uma pessoa, ligada a um determinado grupo, que deturpou tudo o que eu escrevi por pura má fé baseada na sua falta de argumentação. No entanto, destaco que esta mesma pessoa já estava ligada ao processo de regulamentação do Design e que seu discurso era de que não deveríamos afrontar o CREA (na época arquitetos ainda estavam lá dentro e seus representantes sedentos de sangue com a possibilidade de criação do CAU) e as entidades da Arquitetura, pois tinham medo de retaliações e prejuízos. E essa mentira, esta mesma pessoa passou a desseminar pelas comunidades de Arquitetura que fazia parte. Fato é que parte deste grupo se acomodou num discurso “oco” de negociações enquanto o CAU e outras entidades da Arquitetura continuaram destruindo o Design brasileiro dia a dia através de politicagens.

    Eu NUNCA ataquei arquitetos(as) gratuitamente. Ataquei sim ALGUNS POUCOS que vieram me atacar. E como todos, tenho o direito de responder à altura quem quer que seja. Ao contrário, ataquei – e ataco sempre que necessário – seus “representantes” (as instituições) que são os verdadeiros responsáveis por todo o dano que o Design brasileiro vem sofrendo nos últimos anos. A maioria dos profissionais nada tem a ver com as ações impostas por estes órgãos bem como rejeitam a maioria delas. Raros são os que conhecem o inteiro teor do relatório da AAI e, se conhecessem, certamente iriam sentir nojo daquilo tudo e repudia-lo publicamente.

    Outro detalhe que destaco diz respeito a alguns poucos profissionais de Arquitetura, cegos e encabrespados, que distorcem tudo o que escrevo. Talvez por a carapuça lhes servir direitinho. E estes também atuam nessa vibe de manter esta fama colada à minha imagem.

    Também NUNCA ataquei a Arquitetura (área). Ataquei sim movimentos realizados aqui no Brasil (por estes mesmos representantes, entidades e academia) que desvirtuaram a Arquitetura brasileira, distanciando-a da Arquitetura PURA, bem como empurraram a Arquitetura brasileira para a beira de um precipício seja este educacional, profissional ou mercadológico. Foram as ações equivocadas destes que corroeram a Arquitetura brasileira. Foram as ações equivocadas e arrogantes destes que impuseram um “status-cus” na Arquitetura brasileira que a transformou num produto de luxo, para poucos (tanto que a maioria dos profissionais sobrevive de projetos de Decoração, raros fazem Arquitetura) e desprezado até mesmo pelo Estado (administração pública) em suas políticas e ações. E foram estas ações equivocadas que transformaram a Arquitetura brasileira na única comparável à uma colcha de retalhos (bem longe de um patchwork, que é chique) onde nem eles mesmos sabem mais o que um arquiteto faz.

    Duvida?

    Faça um paralelo (análise) sobre a Arquitetura europeia, japonesa e norte-americana com a brasileira e o que estas vêm produzindo desde a academia com a Arquitetura brasileira e verá o quão contraditória e desfocada é esta área aqui, em terras tupiniquins.

  • Dos ogros, invejosos e mal resolvidos…

    Vejam bem como são as coisas minha gente. Um amigo me pediu para escrever um texto falando sobre briefing relacionado à marcenaria. Ele havia publicado um vídeo falando sobre isso e notei alguns pontos errados no seu entendimento do que é o briefing realmente. Conversando com ele, me solicitou que escrevesse um texto explicando o que eu havia conversado com ele inbox no facebook. Segue o texto:

    “Briefing na marcenaria? (Parte I)

    À pedido do Luiz Mariano vou tentar descrever o processo relativo à busca e ao entendimento sobre o que o cliente deseja, na visão da marcenaria.

    Primeiramente, já afirmo que não consigo ver o “briefing” (na exata concepção da palavra) como uma ferramenta de marcenaria. Vejo sim, no lugar deste, algo semelhante ao programa de necessidades – que é bem diferente.

    O briefing é uma ferramenta bastante complexa que não tem um momento para começar e, tampouco, para terminar. É um processo em andamento, evolução e adaptação constantes. Não é algo que se faz em uma ou duas reuniões com o cliente.

    Para esta minha abordagem devo, antes de tudo, fazer uma distinção entre o Design de Produtos e a Marcenaria (por serem os mais próximos).

    Quando o designer é chamado para criar um novo produto a sua análise (briefing) sobre o problema em busca das possíveis soluções, vão muito além do “querer” de um determinado cliente. Esta análise passa, entre outros pontos, pela análise de mercado, pesquisa de materiais, capacidade de produção (seriação) e distribuição, concorrência, diferenciação, prototipagem, avaliação, ajustes, etc. Processos que não acontecem na Marcenaria.

    Já sei, alguns já estão pensando: então os designers de interiores também não utilizam o briefing!

    ERRADO!

    Utilizam sim e muito, apesar desta ferramenta ser ensinada de forma errada na academia quando colocam o programa de necessidades como se fosse o brieffing. A diferença entre o trabalho sobre um determinado espaço feito pelo Design de Interiores daquele desenvolvido pela Marcenaria é bem diferente. Enquanto o Design de Interiores se preocupa com diversas variáveis que comporão o espaço no total (mobiliário sob medida e pronto, uso e usuários, acessibilidade e ergonomia plenas, luz, texturas, conforto ambiental, “stimmung”, problemas, estética, etc), a Marcenaria lida com aspectos específicos de mobiliários sob medida para solucionar determinado problema.

    O mais correto, no meu ponto de vista, é a Marcenaria adotar a abordagem mais próxima do programa de necessidades (lembrando que este é apenas uma etapa do briefing). Explico:

    Digamos que você, marceneiro(a), foi chamado por um cliente para fazer o closet. O primeiro ponto a levantar é o espaço disponível. Aí pode-se conversar com o cliente enquanto analisa este espaço em busca de informações estético-funcionais. Porém, o problema maior não é este e sim “o que e quanto” terei que acomodar nos armários. Pense num casal de advogados, como exemplo. Ele tem diversos ternos, sapatos, camisas, gravatas, outras roupas, cabans e sobretudos, etc. ela tem diversos tailleurs (terninhos), incontáveis sapatos (4 pares de botas cano alto-duro)e bolsas, jóias e bijoux, vestidos longos, saias, outras roupas, etc. Aliado a isso, vale lembrar que os closets sempre acabam servindo também para guardar outras coisas, como por exemplo, enxoval.

    E aí, quanto espaço cada um deve ter para acomodar tranquilamente suas coisas? Quanto espaço deve ser destinado para o enxoval? Você sabe quanto espaço (volume) essas coisas todas ocupam? Você tem idéia de quanto espaço 5 jogos de cama king, completos, ocupam quando guardados? UM edredom queen ao menos?

    Não entendeu ainda? Passemos então para a cozinha da vovó.

    Estes são sempre os ambientes mais complexos para dimensionar. E para isso devemos saber exatamente TUDO o que será guardado ou exposto além, é claro, do que está por ser comprado ainda. Pegando um apartamento atual (raros dispõem de despensa), qual o volume necessário para guardar todos os talheres e utensílios, as panelas, vasilhas, travessas, baixelas e caçarolas, os jarros, copos, taças, xícaras, os aparelhos de jantar, chá e café, os potes plásticos, os mantimentos e temperos, os equipamentos como forno, fogão, micro-ondas, geladeira e exaustor/coifa, utilitários como batedeira, liquidificador, triturador, centrífuga e cafeteira entre tantos outros objetos e “coisas” que temos dentro de uma cozinha?

    Qual o volume de um aparelho de jantar completo para 12 pessoas (incluindo os talheres, copos e taças) para que sejam guardados sem o risco de danos às peças (por empilhamento) ou acidentes pessoais por lotação de compartimento dos armários?

    Aliado a esta análise, entra todo o conhecimento de vocês, marceneiros(as), sobre o material mais adequado às necessidades físicas do móvel e do modo e processo de montagem dos mesmos. O encaixe tipo escama para uma cabeceira de cama pode não ser a melhor opção pois a mesma pode deslocar-se bem como, existem diversos tipos de dobradiças, algumas bem específicas e também os pistões que não devem ser utilizados apenas porque estão na moda.

    Assim, fica claro que o uso do termo briefing aplicado à Marcenaria é equivocado.

    Espero, através de exemplos, ter contribuído um pouco com este debate.

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     Pois bem, escrevi este texto como uma parte introdutória apenas. Com o tempo iria escrever a sequência baseado nos questionamentos levantados pelos membros de seu grupo para complementar o assunto. Iria ser um “be-a-ba” mesmo.

    Mas sempre existem os ogros, os mal intencionados, os invejosos, os maledicentes, os recalcados e ignorantes. Bastou que o Luis Mariano postasse o texto para estes aparecerem vomitando toda a sua ignorância, em estado pleno e em êxtase.

    De pronto já desviaram o foco do texto impondo, como seu tivesse escrito, que briefing é apenas uma ferramenta para diplomados. Outro ogro chegou até mesmo a questionar se marceneiros poderiam utilizar autoCAD e outros programas.

    Como não faço parte do grupo, que é secreto, muitos que me bajulam em público aproveitaram a oportunidade para descer o porrete em mim e distorcer a cada novo comentário o meu texto. Argumentação? ZERO!

    Passaram então a me atacar questionando a minha capacidade profissional seja como designer, lighting designer, educador além, é claro, de minha pessoa. Termos como arrogante, entre outros, permearam os ataques pessoais. Ataques estes vindos de um bando de baba ovo de um invejoso e mal resolvido que adora me perseguir pelas redes sociais e não mede esforços em me citar de maneira pejorativa, com ataques grosseiros, vis e baixos.

    Não vou me estender por aqui sobre este assunto, mas fato é que não vou dar continuidade nesta ajuda que estava dando a um amigo meu. Prefiro voltar minha energia e fritar meus neurônios com meus livros que estou escrevendo.

    Uma coisa muito séria que aprendi, especialmente ano passado, é que quando o outro lado não está disposto a entender de nada adianta suas tentativas, nem desenhando. Também que pessoas mal intencionadas são incapazes de ler qualquer coisa sem fazê-lo através de sua régua interna distorcendo, deturpando, desviando, relativizando e inserindo palavras que não existem no discurso alheio. Cada um entende o mundo de acordo com a sua capacidade intelectual (ou falta dela) e isso, como docente, sei muito bem como funciona. Especialmente quando estes dois aspectos se cruzam numa mesma mente doentia.

    Mas, gargalhando, percebo que todos aqueles não passam de ogros mal resolvidos.

    Sinto pena? Não!

    Sinto dó? Também não!

    Sinto compaixão? Menos ainda…

    DESPREZO TOTAL E ABSOLUTO. SIMPLES ASSIM.

    Fato é que eu nunca precisei pisar em ninguém, humilhar quem quer que seja, atacar pessoas e fazer qualquer outra ação típica de recalcados invejosos para ser quem eu sou hoje. Fiz meu nome profissional, ganhei respeito no meio acadêmico e fora dele sem precisar fazer nada disso, mesmo quando estive sobre ataques pessoais.

    Sempre fui (e continuo sendo) combativo na argumentação. O problema é quando o outro lado perde o argumento e deixa aflorar seu lado barraqueiro partindo para o lado pessoal. Desses, só rio.

    Diante disso tudo, sou convidado constantemente para os maiores eventos de minha área aqui no Brasil e, tenho certeza, isso é apenas um dos elementos que faz com que estes invejosos se contorçam, com seu veneno corroendo suas vidinhas medíocres e pobres em todos os sentidos. O convite para ser colunista da Revista Lume Arquitetura também não foi comprado e tampouco precisei disputa-lo com ninguém > é um presente em reconhecimento da competência e credibilidade de meu nome profissional.

    E este blog, com quase 2 milhões de acessos, também não ganhou o respeito internacional e tornou-se referência bibliográfica à toa ou na base de chantagens, baixarias e fofoquinhas.

    Então, fica aqui a dica para estes pobres coitados:

    bitch

    Façam por merecer se querem, algum dia, serem respeitados.

    E vão sonhando.

    Podem até delirar silenciosamente

    “AH, EU QUERO SER PAULO OLIVEIRAAAAA!!!”

    Só que não é assim que conseguirão. Sejam, no mínimo, gente decente.

    E me dêem licença bando de BITCHES,

    I’M PAULO OLIVEIRA!!!!!

  • 2015, o que tenho a oferecer?

    Pois bem, estamos chegando ao final de 2014 e garanto a todos que este foi, especialmente para mim, um ano em que aprendi muito e, depois de avaliar algumas atividades, senti a necessidade de reestrutura-las, ajusta-las e propor novas atividades.

    SOBRE EVENTOS.

    Após levar alguns calotes por parte de organizadores de eventos para os quais fui convidado defini que:

    • PARA EVENTOS ESTUDANTIS E ACADÊMICOS:

    Tudo referente à minha participação deve estar organizado com no máximo UM mês de antecedência. Transportes, hospedagem, alimentação devem estar confirmados neste prazo. Já o pró-labore (quando houver), deverá ser pago a mim ANTES do início da atividade.

    Sobre o fechamento da agenda de atividades do evento, quando não houver a possibilidade de conhecê-la neste prazo de UM mês antes do evento, quero saber ao menos os meus horários já encaixados na grade para que eu possa organizar a minha agenda e planejar melhor minhas viagens (contatos com prospects, atendimento a clientes e parceiros locais, etc).

    Manterei isento do pagamento do pró-labore APENAS alguns eventos como os NDesign, R’s, Eita, e alguns outros que sei que posso confiar na organização dos mesmos.

    Isso se deve a dois calotes que recebi de eventos onde acreditei na promessa de ressarcimento e acabei tendo de arcar com todas as despesas de minha participação nos mesmos.

    • PARA EVENTOS PROFISSIONAIS:

    Tudo referente à minha participação deve estar organizado com no máximo UM mês de antecedência. Transportes, hospedagem, alimentação devem estar confirmados neste prazo.

    O pró-labore, deverá ser pago a mim ANTES do início da atividade. O valor (bem como o suporte) deverá ser negociado e acordado em contrato assinado por ambas as partes.

    Sobre o fechamento da agenda de atividades do evento, quando não houver a possibilidade de conhecê-la neste prazo de UM mês antes do evento, quero saber ao menos os meus horários já encaixados na grade para que eu possa organizar a minha agenda e planejar melhor minhas viagens (contatos com prospects, atendimento a clientes e parceiros locais, etc).

    Após levar um calote pesado de um evento organizado por um “promoter”, ao mesmo tempo em que o via fazendo festas e mais festas, lançando novos produtos com a sua marca resolvi fechar a porta de vez para os futuros espertinhos (do tipo mau caráter mesmo).

    SOBRE ATIVIDADES

    Então, o que tenho para oferecer a vocês em 2015?

    fonte: www.essenciacao.wordpress.com
    fonte: http://www.essenciacao.wordpress.com

    CONHECIMENTO!!!

    Como bem sabem não falo mais (palestras) sobre a regulamentação profissional enquanto o caso de amor bandido entre a dupla conselho/associação não parar. Isso não significa que me nego a participar de mesas redondas sobre o tema, pois se trata de um momento importantíssimo onde podemos, olho no olho e cara a cara, debater sobre o assunto. Sei que isso é impossível de acontecer, pois o outro lado é COVARDE e sempre foge desta possibilidade. Mas caso aconteça, está valendo. É só me chamar!

    PALESTRAS

    • N JEITOS DE ATUAR

    Palestra, já antiga mas que sempre faz sucesso e abre a mente dos acadêmicos e profissionais, onde exponho as diversas possibilidades de atuação para o Designer de Interiores/Ambientes além daquele “bêabá” (residencial x comercial) imposto pela academia. Um olhar com a amplitude do Design sobre os diversos ambientes utilizados direta ou indiretamente pelos usuários.

    • ANTES DO DESIGNER, VEM O DESIGN

    Trata-se de um ponto fraco dentro do Design brasileiro e que busco fazer com que os acadêmicos e profissionais parem e repensem um pouco como andam levando suas vidas profissionais: os guetos. Guetos estes que já são formados ainda na academia quando vemos pouca interação entre professores e alunos de cursos de Design de áreas diferentes como se um nada tivesse a contribuir ou aprender com os outros. Infelizmente é uma prática que é levada para o mercado de trabalho pelos profissionais (não todos), mas que prejudica e muito a união da “classe” assim como mantém, especialmente a nossa área, como marginais ou motivo de piada para alguns que desconhecem o que realmente é DESIGN de Interiores/Ambientes.

    • DESIGN SOCIAL

    Porque as academias só nos ensinam a pensar em projetos do tipo “capa de revista”? Onde, quando e como podemos (E DEVEMOS) aplicar o Design de Interiores/Ambientes com foco no social, destinado à população de baixa renda, entidades e grupos de apoio sociais visando à qualidade de vida e bem-estar dos usuários, seja este individual ou coletivo? Sim, há muito que fazer e nosso país necessita de designers com responsabilidade social.

    • DEFESA DA ÁREA COMO DESIGN

    Há ainda certa resistência de algumas pessoas de fora de nossa área (docentes, profissionais e os empoleirados em cargos) em perceber a nossa área como integrante da raiz DESIGN. Apresento aqui aspectos e elementos de nossos cursos, formação acadêmica e prática profissional que mostram claramente que a nossa ligação DIRETA é com o DESIGN e não com outra área que insistem em nos amarrar.

    • FORMAÇÃO E VIDA PROFISSIONAL

    Uma palestra onde aponto os erros e falhas curriculares dos cursos fazendo um contraponto entre formação e vida profissional e, como estas falhas prejudicam a atuação profissional. Das disciplinas dispensáveis no currículo àquelas indispensáveis e por vezes menosprezadas, faço um passeio pela formação real x ideal em diversos cursos mostrando como alguns cursos já perceberam estas falhas, as corrigiram e hoje oferecem cursos de excelência.

    • LUZ, VISÃO E PERCEPÇÃO

    Qual a relação entre a nossa visão e a luz? Como a luz afeta a nossa visão e a nossa percepção dos ambientes? O foco desta palestra é mostrar exatamente estas relações psicológicas e físicas entre a luz e o usuário.

    • LUZ E ERGONOMIA I: FUNÇÕES DA LUZ

    Trabalhar com Lighting Design é muito mais que simplesmente “botar uma luzinha aqui e outra acolá”. Existem características e necessidades dos usuários e dos espaços que devem ser levadas em consideração no momento do projetar. E todas estas características e necessidades somente são percebidas após um profundo conhecimento sobre equipamentos de iluminação, sobre como iluminar e, especialmente, através de uma visão multidisciplinar e holística da LUZ.

    • LUZ E ERGONOMIA II: ERGOLIGHTING?

    Sim, engana-se quem pensa que iluminar pouco tem a ver com a Ergonomia. Diferente da parte I, nesta palestra mergulho fundo na iluminação através de um enfoque ergonômico que vai desde o briefing até a avaliação pós-ocupação. Luz (seus conceitos, técnicas e equipamentos) x Ergonomia (seus pilares, aspectos e soluções).

    • BRIEFING

    Palestra voltada PARA Design de Interiores/Ambientes e Lighting Design onde aponto a diferença entre Briefing (ferramenta do Design) e o programa de necessidades (ferramenta da Arquitetura e Engenharia) que, lamentavelmente vem sendo repassado na academia como se fosse Briefing, quando na verdade não é e deixa muito a desejar. A importância do uso desta ferramenta para pensar e elaborar projetos com a mínima chance de erros e buscando sempre atender as reais necessidades dos usuários. Aponto também nesta palestra a falácia do “realizar sonhos” e o real papel do designer em mostrar aos clientes os erros, inconsistências e impossibilidades destes sonhos, ao mesmo tempo em que propõe soluções para estes problemas o mais próximo possível do desejado. Afinal, todo sonho é um problema a ser resolvido.

    WORKSHOPS

    • LIGHTING CONCEPTS I*

    Workshop de quatro horas onde, utilizando a luz como ferramenta, levo os participantes a iniciar e turbinar o processo criativo numa gostosa brincadeira entre luz e sombras. Workshop realizado em sala de aulas (laboratório/câmara escura).

    • LIGHTING CONCEPTS II*

    Workshop de oito horas com atividades internas (laboratório/câmara escura) e externas (noturno). O uso da luz como ferramenta criativa e de transformação dos espaços.

    • LIGHTING CONCEPTS III*

    Workshop de seis horas de duração (ou mais) com duas horas de atividades internas (final de tarde para estudos e planejamento) e o restante realizado através de intervenções urbanas utilizando a luz como ferramenta de transformação e embelezamento urbano.

    • DESIGN SOCIAL I*

    Workshop de quatro horas (laboratório de informática) buscando as melhores soluções para o desenvolvimento de projetos voltados às residências de usuários de baixa renda.

    • DESIGN SOCIAL II*

    Workshop de oito horas (laboratório de informática) com foco nas instituições filantrópicas e sociais que necessitam de apoio atendendo às necessidades de cada segmento e solucionando os problemas das mesmas através do desenvolvimento de projetos de forma colaborativa.

    • DESIGN SOCIAL III*

    Workshop com duração de um final de semana (16 horas ou mais) onde colocamos “a mão na massa” para analisar, pensar e solucionar os problemas de um determinado cliente (residência, instituição, etc) e, através de parcerias com fornecedores, realizar alterações visando a segurança, a funcionalidade, a qualidade e o bem-estar dos usuários.

    • REDESIGN URBANO*

    Calma, nada tem a ver com urbanismo afinal, este já está implantado. O foco aqui é, seguindo as ações internacionais onde a liberdade criativa é respeitada, realizar intervenções de DESIGN em espaços urbanos degradados ou que apresentem problemas de mobilidade, usabilidade, estéticos e funcionais.

    * Estes workshops não são voltados apenas para lighting designers ou designers de interiores/ambientes e sim, para os designers de todas as áreas. A intenção é a interação e compartilhamento de conhecimentos entre as áreas.

    Além destas atividades existem ainda mais duas palestras que são fruto das pesquisas de meus livros e versarão sobre estes temas. Não as divulgo, por hora, para não estragar a surpresa sobre os temas dos mesmos. Assim que publicados liberarei a contratação das mesmas.

    Graças à reclusão, que fui forçado no último semestre, tive tempo de voltar meu foco às minhas raízes: as pesquisas. Todo este material das palestras e workshops já estão prontos para uso.

    Precisando, é só chamar!

  • 2014, um ano bastante peculiar…

    Olá pessoal, sei que estou em falta com vocês tanto aqui pelo blog quanto nas redes sociais. Tenho meus motivos particulares que justificam esta ausência (algumas pessoas sabem do que se trata). Mesmo tendo um segundo semestre bastante complexo – e complicado em alguns momentos – o ano de 2014 foi bem interessante, de aprendizado e crescimento pessoal e bastante positivo.

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    De um lado ocorreram coisas que reafirmaram a minha total e absoluta descrença naqueles que dizem nos representar (mesmo sem o aval de mais de 90% dos profissionais e acadêmicos da área) como, por exemplo, o acordo absurdo com o CAU num projeto que trata da regulamentação de NOSSA área. Acordo este que, se aprovado irá destruir a nossa profissão, nossa liberdade criativa bem como nos forçará a atuar APENAS como Decoradores. Mas já escrevi bastante sobre isso e, sinceramente, não tenho mais estômago. Como já escrevi antes, o que eu podia fazer foi feito (até mais do que devia). Ao menos não vendi minha alma ao diabo e durmo com a minha consciência tranquila todas as noites.

    É um ano também que completou 1 ano de calotes que levei pelos quais tive que arcar com as despesas de palestras para as quais fui convidado e acabei, de bom grado e acreditando na honestidade das pessoas, pagando passagens e transporte e até agora NADA. Mas vejo pelas redes sociais estas pessoas festando (e promovendo festas) aos montes, torrando dinheiro e posando de poderos@s. É… tudo é aprendizado nesta vida… Mas acredito na honestidade do universo e na lei do retorno.

    2014 também me ensinou a me resguardar e a cuidar. Me lançava tresloucadamente em debates que acabavam virando discussões insanas por absoluta inconsistência argumentativa do outro lado. Até ataques no nível pessoal recebi quando o outro lado via todos as suas tentativas de argumentação ruírem. Isso foi elevando meu nível de estresse e ansiedade que desviou a minha atenção dos sinais que meu organismo dava. Acabei tendo uma crise no final de agosto bem mais séria e grave do que eu suporia um dia ter. Fato este que me levou a me afastar o máximo possível das redes sociais e até mesmo cancelar a participação em eventos no segundo semestre, por ordens médicas.

    Foi um ano também onde meu nome, como padrinho, foi retirado da lista de uma instituição que eu ajudei a criar, colaborei com tudo que podia, sempre estive à disposição e apoiei. O mais engraçado nesta história é que meu nome foi substituído por outro que eu sequer havia ouvido falar como colaborador desta instituição de alguma forma, antes da troca da pessoa que gerenciava a mesma. Antes era uma pessoa ligada ao Marketing e Publicidade, que é quem fez a coisa toda acontecer. Agora, assumiu uma arquiteta (eu sei, tá explicado…). Eu só dou risada disso e lamento pela instituição que está fadada ao fracasso.

    Porém, mesmo com isso e muitas outras coisas que ocorreram e que nem valem a pena ser comentadas aqui dada a pequenez e baixarias de bastidores de seus promotores afinal, este blog é propositivo! Então, vamos às boas deste ano!

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    Iniciando o ano tive a honra de renovar meu contrato com a Revista Lume Arquitetura para continuar com a minha coluna “Luz e Design em foco”. E, mesmo em meio à bagaceira toda que me rodeava, escrevi colunas que foram bastante elogiadas seja por acadêmicos, profissionais e até mesmo pessoas ligadas a órgãos públicos. Agradeço o carinho destes através dos diversos e-mails e mensagens pelas redes sociais. E agradeço especialmente à “família” Lume por acreditar e confiar em meu trabalho. Por falar nisso, foi um imenso prazer visita-los durante a Expolux.

    Com relação aos projetos, este foi um ano estranho para todos nós. A insegurança, a desconfiança e descrença no País – e em seu futuro – fez com que tivéssemos uma baixa considerável nos investimentos de nossos clientes. Muitos optaram por realizar os projetos em etapas, outros resolveram botar os pés no freio e aguardar passar a instabilidade do mercado e outros (a maioria residencial) mantiveram os projetos em andamento. Mesmo assim foi um ano positivo.

    Também foi um ano onde os convites para ministrar aulas em pós-graduações aumentaram bastante. Por causa de minha agenda já bastante complicada, alguns aceitei e outros recusei, mas apenas por causa da distância. Aliás o ano acadêmico no Brasil foi excelente em vários aspectos: vi diversos cursos sendo reformulados e outros sendo criados, ajustados ao que deve realmente ser um curso de Design de Interiores/Ambientes. Isso demonstra que sim, temos pessoas que mesmo diante de tanta adversidade (processo de regulamentação que elimina diversas de nossas possibilidades profissionais, resoluções ridículas e arbitrárias, NBRs que auxiliam na reserva de mercado para um grupo específico, etc) ainda tem a decência e a coragem de lutar e defender a nossa área como deve ser feito: de cabeça erguida, sem medos e aliados às demandas REAIS do mercado e às regras internacionais de nossa profissão, sem aceitar ingerências absurdas de gente com mente obsoleta.

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    Participei como convidado de diversos eventos por este nosso País. Dos pequenos aos grandes, todos foram de grande valia. No segundo semestre tive que cancelar a participação em vários eventos e palestras agendadas por ordens médicas. Agradeço a compreensão dos organizadores bem como o apoio dos amigos que me substituíram.

    Galera do N_Goiânia, sei que estou em falta com vocês mas prometo que sim, farei postagens específicas sobre este grandioso evento que foi o NDesign2014. Um evento onde virei praticamente um vegano por uma semana (rsrs) e tive todas as minhas atividades cheias de alunos de diversas áreas do Design comprovando a multidisciplinaridade do Design. Valeu também por me forçarem a falar “ingrêis” (ahahahahah) e perceber que, realmente, tenho que finalizar meu curso. Mas até que me saí bem… Foi um período de reencontrar amigos como o Bruno Porto, o Marcelo Fernandez, o Renato Faccini e o mestre Eddy entre outros tantos, e também de conhecer (pessoalmente) tantas pessoas incríveis como o Gabriel Patrocínio, a Gisela Schulzinger, o Alberto Antoniazzi, Helen e Jason, Jonny Macali, Edith Lotufo, Juliana Buso, Sebastiany, Rafo Castro… Só fiquei chateado pois o Carson não foi e deu um bolo em todos nós… Mas também tem toda aquela galera incrível e mais que competente da CONDe, todos os monitores, a galera do bazar… E o que dizer dos encontristas? Finalmente conseguiram me tirar do hotel e me arrastaram pras festas (né dona Aline? rsrsrrs). Não foi bom. FOI BOM DEMAIS!!!!

    E que venha o N_SP, o NDesign2015!!!

    Também foi um ano onde acabei voltando a atenção para as minhas coisas, meus planos adiados por dar mais atenção ao externo que ao interno. Ano de tomar decisões importantes tanto no pessoal como no profissional.

    Sim, voltei com tudo à escrever meus livros que estavam parados há mais de 3 anos. Em 2015 ao menos um deles será publicado e, fatalmente, será no N. Resolvi escrever um deles em parceria com outros amigos profissionais que também pretendo publica-lo em 2015. Um outro resolvi mudar o tema depois de uma extensa pesquisa que me fez perceber que não há bibliografia falando sobre o assunto. Apenas alguns artigos (que não contemplam, juntos, a totalidade do tema) espalhados pelo mundo. Portanto, haja dedos para escrever tanto…

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    Também decidi que em 2015 vou fazer (finalmente) meu Mestrado. Já defini onde e o projeto de pesquisa. Esta, certamente vai descer rasgando a goela de muita gente obsoleta e ensimesmada. E eu vou rir, novamente.

    Pois é. Como podem ver 2014 foi um ano bastante peculiar, mas que valeu a pena: valeu cada segundo vivido, cada experiência vivida, cada nova amizade feita (e também as desfeitas quando as máscaras caíram), os trancos e o despertar, pude perceber o quanto sou odiado (pel@s invejos@s de plantão) e amado e respeitado pelo pessoal que vale a pena: @s séri@s e que não usam máscaras.

    Diante disso tudo, só tenho a agradecer ao ano de 2014. Agradecer por me engrandecer como pessoa e como profissional. Agradecer por todas as oportunidades, pelas conquistas e vitórias, pelos objetivos alcançados e, especialmente, pela agenda de 2015 que já está bombando!!!

    E, claro, nada disso seria possível sem a minha fé inabalável em meu Deus, a quem tudo devo e agradeço!

    Vem 2015, pois você será, literalmente falando, ILUMINADO!!!

    Afinal, você será o “Ano Internacional da Luz”!!!!

  • Parecer pela Inconstitucionalidade do PL 4692/2012

    Parecer pela Inconstitucionalidade do PL 4692/2012

    Praça dos Três Poderes – Câmara dos Deputados
    Gabinete: 821 – Anexo: IV
    CEP: 70160-900 – Brasília – DF

    Ilmo. Sr. Deputado Gabriel Guimarães,
    Relator do projeto de lei 4692 no CCJ,

    Os designers de ambientes e de interiores do Estado de Minas Gerais, Paraná, Sergipe e São Paulo unidos aos professores de nível superior da UEMG e de outras IES que oferecem cursos na área, vêm solicitar que acolha os argumentos abaixo expostos e declare a inconstitucionalidade do Projeto de Lei PL 4692/2012.

    A primeira faz referência ao excesso inconstitucional da regulamentação da profissão de Designer de ambientes. A segunda aponta que o PL 4692 fere o direito adquirido daqueles que já exercem a profissão.

    Solicitamos que venha a reconhecer os abusos que essa categoria profissional reconhecida pela CBO, bem como remonta há mais de 50 anos de formação superior na UEMG, mas que têm sido conduzidas à ilegalidade e cerceamento da liberdade profissional pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo, e suas inferências nessa Casa Legislativa, que redundaram na redação desse projeto de lei.

    Caso seja reconhecida a constitucionalidade desse projeto, o livre exercício do design de ambientes/interiores será escravizado aos Arquitetos e Engenheiros, dependendo de autorizações técnicas para mínimas intervenções nos ambientes, perdendo todo o escopo científico obtido numa graduação de quatro anos em instituições de nível superior reconhecidas pelo MEC, e reconhecidas mundialmente por sua excelência e premiações.

    Um universo de mil profissionais e estudantes serão gratos por sua ação devida ao barrar este projeto inconstitucional de regulamentação da categoria!

    PRIMEIRO ARGUMENTO DE INCONSTITUCIONALIDADE

    A proposta de lei 4692 desde seu nascimento não atende os anseios dos designers de ambientes e outras categorias que seriam regulamentas, tendo passado pelas Comissões de Trabalho e Educação, sob a ação incisa de deputados ligados aos interesses dos arquitetos.

    Com esse objetivo, nobre Deputado, foram atribuídos ao projeto conceitos jurídicos não determinados tais como:

    INCISO III – “(…) respeitados os projetos elaborados e o direito autoral dos responsáveis técnicos habilitados”;
    INCISO VIII – “(…) mediante aprovação e execução por profissional habilitado na forma da lei”;
    §1 “Atividades que visem alterações nos elementos estruturais devem ser aprovadas e executadas pelos profissionais capacitados e autorizados na forma da lei”.
    §2 “ (…) respeitadas as atribuições privativas de outras profissões regulamentadas em lei”.

    O uso desses conceitos jurídicos não determinados como responsáveis técnicos habilitados, profissionais capacitados e autorizados na forma da lei, atribuições privativas de outras profissões regulamentadas, ensejam um grau de incerteza na relação com outras categorias tais como arquitetos, engenheiros civis, elétricos, agrimensores e outros.
    No momento ou futuramente, estas categorias e outras que venham ser criadas, podem reivindicar uso privativo de suas atividades, unilateralmente definidas, que atinjam os designers.

    Essa é a situação de fato, desde a emissão da Resolução 51 do CAU, que por ato interno inconstitucional reconheceu como privativos o exercício do design de ambientes/interiores e o paisagismo, bem como outros.

    A referida norma tem sido combatida pelos designers, bem como pelos Engenheiros, que tem obtido vitórias judiciais.

    Resta evidente o conflito com o direito de livre exercício constitucional, posto que esse possa sofrer delimitações constitucionais e infraconstitucionais, mostra-se excessiva e inconstitucional a submissão da profissão de designer de ambientes a outras categorias profissionais.

    O design de ambientes possui qualificação profissional reconhecida pelo MEC, CBO, e outros órgãos governamentais, bem como pela sociedade, com reconhecimento de prêmios e condecorações.

    Ademais quanto a exigência de qualificação profissional, pontua o Doutor Roger Stiefelmann Leal:

    “Cumpre descobrir, desse modo, qual o sentido que se deve atribuir á expressão “qualificações profissionais”. É certo que a terminologia atual é mais abrangente dos que as expressões adotadas nas Constituições anteriores. Não se pode porém, com apoio numa pretensa extensão de significado – insinuado pela terminologia adotada – interpretar a expressão “qualificações profissionais” como permissiva da ampla liberdade de conformação do legislador”.

    Diz mais:

    “Impõe-se que as qualificações profissionais a serem atendidas se ajustem estritamente á profissão para a qual são exigidas. (…) O exacerbamento da liberdade de conformação do legislador na fixação das “qualificações profissionais” importa necessariamente em inconstitucionalidade. Não há lugar para determinações excessivas e desproporcionais, que inviabilizem o próprio exercício da profissão. Trata-se, in casu, de aplicação de cláusula a proibição de excesso.”

    Essa cláusula foi aplicada pelo STF, quando do julgamento da constitucionalidade do Estatuto da OAB, no que se referia a dispositivos que exigiam a juízes, promotores e políticos, que observassem um período de não exercício da advocacia em função dos cargos exercidos, o que foi considerado inconstitucional.

    Da mesma forma, a sujeição da atividade do designer à supostos responsáveis técnicos habilitados, profissionais capacitados e autorizados na forma da lei, bem como colidirem com supostas atribuições privativas de outras profissões regulamentadas, se mostra claramente inconstitucional!

    SEGUNDO ARGUMENTO DE INCONSTITUCIONALIDADE

    Violação ao constitucional direito adquirido

    O referido projeto afrontaria ao constitucional princípio da observância, sempre e sempre, ao direito adquirido (vigente Constituição do Brasil, artigo 5º, inciso XXXVI[5]).

    É que esse corpo normativo não determina que os que já exerciam esse ofício, profissão ou trabalho podem continuar a exercê-lo, sem as restrições do referido projeto.

    “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
    (…)XIII – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;
    [5]“XXXVI – a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;”

    REFERÊNCIA
    Leal, Roger Stiefelmann. Atividade Profissional e direitos fundamentais: Breves considerações sobre o direito ao livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão. Revista Jurídica. n° 81. 2006. Brasília –DF.

  • Encerrando parte de minhas atividades.

    Bom pessoal, faz tempo que não escrevo nada por aqui. Tive meus motivos para isso. Mas este será, em definitivo, meu último post ou comentário sobre o assunto regulamentação.

    Na verdade eu estava tentando acesso ao PL através de alguns parlamentares conhecidos meus e não podia dar pistas do que estava sendo feito.

    No entanto, todas as tentativas foram infrutíferas pois o PL está BLINDADO.

    Não há como conseguir acesso ao mesmo, quiçá fazer as alterações necessárias. De um lado um deputado autor que ignora toda uma classe a só se reporta à ABD. De outro, parlamentares que não conhecem profundamente o tema e aceitam qualquer blablabla do CAU sem perceber que estão sendo induzidos ao erro e pior, sendo levados a legislar em benefício não da sociedade, mas de apenas uma categoria profissional.

    Nunca vesti a camisa da regulamentação pensando em receber qualquer troféu ou reconhecimento futuro. Pelo contrário, tudo que fiz foi em respeito à minha profissão e por desejar, como educador, uma profissão limpa e livre para que possa se expandir, crescer, desenvolver-se academicamente e no mercado. Nunca desejei cargo algum onde quer que fosse em reconhecimento a todo este trabalho.

    No entanto, percebo que para a maioria é mais fácil deixar um idiota se digladiando por aí em meu lugar e eu depois aparecer apenas para receber a minha carteira profissional. Pra que vou me meter nisso não é mesmo?

    Pois é minha gente. O idiota aqui cansou disso.

    Este blog é prova viva de minha insistente luta por uma regulamentação justa e decente para a nossa área e NINGUÉM jamais poderá apontar o dedo para mim alegando que eu deixei de fazer isso ou aquilo.

    O que eu podia fazer foi feito. O que estava ao meu alcance, eu fiz. E saio disso com a cabeça erguida e a consciência limpa.

    Saibam todos que regulamentada ou não a área, isso nada vai afetar a minha vida.

    Lamento pelos colegas de profissão, e até mesmo pelos acomodados que nunca se pronunciaram, que nunca leram os textos do PL, que pensaram “deixa o idiota lá brigando por mim” entre outras coisas. Estes sim serão prejudicados com esta meia regulamentação que transformará Design de Interiores/Ambientes numa MEIA-PROFISSÃO.

    Se quiserem salvar alguma coisa, daqui pra frente que se virem. Juntem-se em grupos, façam o que deviam ter feito e não fizeram. Eu estou fora disso tudo.

    E quem insistir em me marcar em postagens desse assunto será simplesmente bloqueado em meus perfis nas redes sociais.

    Bom, apesar dos avisos de médicos e amigos, resolvi seguir em frente nessa batalha insana. E deu no que deu. Não saio dessa luta como um derrotado – até mesmo porque até agora ninguém conseguiu derrubar meus argumentos e sim apenas fogem dele e tentam desviar a todo custo dos pontos levantados – mas sim como um ferido. Minha saúde não suporta mais este tipo de coisa e fui proibido por meus médicos de continuar me envolvendo nisso.

    Portanto colegas de profissão, se querem algo decente no futuro é bom tirarem suas bundas folgadas das cadeiras e partirem para a ação. Depois não adiantará em nada chorar sobre o leite derramado.

    Lembro que o que for que acontecer daqui pra frente não afetará a minha vida, nem mesmo a profissional. Eu já poderia ter pulado fora deste barco há muito tempo mas em respeito à profissão que escolhi e amo resolvi lutar ainda mais.

    Só espero que, quando der MERDA lá na frente, ninguém ouse virar a metralhadora para cima de mim ou me acusar dos problemas vindouros… e serão muitos, muitos mesmo.

    Portanto, se você anda aplaudindo a regulamentação e sequer leu o texto do PL, é bom acordar pra vida criatura.

    Se você leu e acha que está bom me perdoe, mas você não é designer e não sabe o que é Design.

    Se você leu, não concorda com o texto e não se manifesta, és no mínimo um covarde.

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    A escolha do futuro está nas mãos de vocês:

    Quer ser designer ou um mero desenhista?

    Façam suas escolhas.

  • N_Goiânia 2014 – confirmado!

    Pois é pessoal, mais um NDesign pela frente.

    NDesign2014

    Apesar deste ser a VIGÉSIMA QUARTA edição do evento, é apenas a TERCEIRA onde Design de Interiores/Ambientes tem seu merecido espaço na grade. Já podemos dizer que conseguimos ser reconhecido, pelos acadêmicos, como uma área do DESIGN!

    E eu mais uma vez estarei por lá defendendo a nossa área.

    Quando?

    de 19 a 26 de julho de 2014.

    Fiquem ligados nas novidades através da page deles no facebook.

    A programação das atividades assim que estiver disponível postarei aqui no blog.

    Go, go go go Goiânia!!!!

    Nos vemos lá!!!!

     

    ;-)

  • O que vai mudar para quem não tem formação em Design após a regulamentação?

    Praticamente nada.

    Todos poderão continuar realizando seu trabalho tranquilamente.

    A questão é: o uso do título “designer (+ área)” ficará restrito aos profissionais legalmente habilitados de acordo com as diretrizes do MEC.

    Por exemplo:

    O decorador vai continuar fazendo seus projetos tranquilamente. Mas deverá utilizar o título pertinente à sua atuação/formação: Decoração. Logo, Decorador de Interiores.

    O vendedor projetista continuará fazendo seus projetos, porém deverá apresentar-se como projetista.
    Estes profissionais, especialmente os de lojas de planejados (como o nome já diz), são projetistas de móveis planejados e não de “interiores” ou de produtos. Salvo raras exceções, nenhum tem conhecimento aprofundado sobre interiores para querer projetar espaços e ambientes. E NENHUM software é capaz de dar este conhecimento (vou escrever sobre isso num post em breve).
    Destes, quem utilizar “projetista de interiores” estará vendendo um produto para o qual não é habilitado e tampouco tem conhecimentos suficiente sobre. E aí vai da ética de cada um.

    O arquiteto continuará fazendo seus projetos, mas deverá utilizar projetista de interiores, arquiteto de interiores (SIC) ou o que desejar…

    O marceneiro poderá continuar criando seus móveis, só não poderá mais dizer que é designer de produto ou de móveis.

    Os publicitários continuarão elaborando suas peças gráficas, só não poderão mais vendê-las como Design Gráfico.

    Hair, Nail, Cake e os demais “X dizáyne” serão obrigados a voltar aos seus nomes originais pois estes não existem no universo do DESIGN nem nas diretrizes do MEC, logo não são reais.

    Como se vê, a regulamentação apenas restringe o uso do título “designer” para aqueles realmente habilitados academicamente em alguma das áreas do Design.

    Nada além disso.

    Não entendo porque tanta gritaria contrária… ¬¬

    Note que, bem diferente do que andam fazendo o CAU e outros órgãos, a regulamentação do Design (mesmo com PLs separados) NÃO VISA QUALQUER TIPO DE RESERVA DE MERCADO.

    Outros órgãos estão tentando a todo custo reservar fatias do mercado apenas para seus pares, como é o caso da R51 e das insistentes tentativas da AsBAI que deseja fechar o mercado de “iluminação arquitetônica” apenas para arquitetos, mesmo que estes não tenham qualquer especialização ou aprofundamento na área e acabado de sair da faculdade.

    Só isso. Nada além disso.

  • É puro blablablá… CHEGA!

    Bom pessoal, lamento informar mas realmente não dá mais para continuar nisso.

    Já escrevi recentemente sobre isso aqui no blog mas atendendo aos pedidos me mantive na luta pela regulamentação. Agora realmente não dá mais.

    O desgaste emocional/pessoal está muito grande e está atrapalhando o meu lado profissional. E tenho outras prioridades em minha vida que até então estavam sendo levadas e empurradas com a barriga.

    Tentei de todas as formas trabalhar por uma regulamentação justa para nós DIs e coerente com o mercado, mas há forças em nosso meio trabalhando contra isso e que preferem apoiar o lado que nos ataca diariamente.

    Depois de sentar com a ABD durante o NDesign2013, firmamos acordos públicos de cooperação e entendimento. Do nosso lado (dissidentes) cumprimos todos. No entanto foi publico e notório que eles não cumpriram sequer um “a” do acordo. E já descumpriram no primeiro mês após a realização do NDesign.

    OITO meses sem qualquer resposta sobre a Pauta Unificada encaminhada. O detalhe é que esta pauta foi uma solicitação da própria ABD. O mais irônico é que nós ainda pegamos leve, atendendo a mais um pedido da diretoria da associação. Mais incoerência, irresponsabilidade e falta de respeito, impossível.

    Depois de ler num grupo do Facebook um comentário do advogado da ABD que naquele documento da AAI não há crime algum ficou mais que claro a quem eles atendem. E não a nós DIs. Não mesmo.

    Não sabe de que documento se trata? Olha ele aqui:

    manifestacao_aai-abril2013 (está em .PDF)

    Chega de tanto blablablá com essa associaçãozinha. Ficam de rodeios e NUNCA se aprofundam nos questionamentos pesados que, na verdade, são os mais urgentes, necessários e importantes. Sempre fogem ou chamam o advogado (que nunca se afastou dela na realidade, foi só filminho) para ficar de retórica vazia e oca, bagunçando o debate. Pode até ter algun sentido o que ele escreve algumas vezes, mas o probloema dele é que ele não é designer, não sabe o que é a área de DI afinal, está sendo assessorado e informado por um grupo que amam babar ovos dos arquitetos. Não há entendimento desse jeito.

    É fácil para todos vocês ficar assistindo eu me degladiando nos grupos e fóruns enquanto estão covardemente e confortavelmente sentados em suas poltronas sem se manifestar nem para A nem para B ou C.

    Estou nessa luta pela regulamentação desde 2005. Creio que já cumpri o meu papel nessa trajetória, nesse caso sem solução.

    Só lamento que provavelmente a nossa regulamentação irá sair enfiada goela abaixo, ditada por uma associação que insiste em manter a nossa área amarrada até a alma à Arquitetura, desconsiderando todos os outros campos que poderíamos atuar e que não dependem da Arquitetura.

    Como acreditar numa associação que diz que não, mas tem o seu Diretor de ENSINO, formado em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Braz Cubas (1979). Olhem o Lattes dele… Quer piorar ainda mais? Ele é o responsável lá dentro pelo PL de regulamentação do DI… Nem falo mais nada…

    ¬¬

    Não há seriedade, não há real compromisso com o Design, não há transparência, não há ética, não há respeito.

    Lamentavelmente a nossa área está sendo reduzida a quase nada por aqueles que deveriam defendê-la afinal, uma associação existe para isso. Ao contrário, percebe-se claramente que só promovem ações inócuas e SEMPRE “pagam pau” para os órgãos da Arquitetura.

    chega

    Não tem peito e nem interesse de encarar os problemas como realmente devem ser tratados. E ficam de mimimi de que trata-se de “estratégias”. Pois é, estamos vendo o quanto estas são efetivas (51, abnt, etc etc etc)

    Claro, estratégia de nos manter reféns da Arquitetura para sempre.

    Lamento mas não dá mais. Se alguém quiser assumir o lado contrário daqui para a frente que o faça.

    Eu realmente estou fora dessa sujeira e tenho a minha consciência limpa.

    E que ninguém venha me atirar pedras futuramente quando os problemas começarem a surgir após essa regulamentação equivocada e totalmente aloprada.

    A associação que assuma e resolva futuramente os problemas gerados apenas por ela.

    Vou me ater daqui pra frente aos meus projetos, à educação e pesquisa em DI e LD e a este meu blog que anda bem órfão por causa disso tudo.

    É isso.

    Designers, assumam de agora em diante a sua parcela de responsabilidade sobre o tema para não chorar depois. Agora a bola está com vocês.

    #FicaDica

    Minha parte eu fiz. Agora chega!

    PS> não me chamem mais para debates sobre o assunto nos grupos/comunidades. Quem insistir será excluído de meu face.

    #AbdNãoMeRepresenta
    #LeiPenna
    #RegulamentaçãoÚnica

  • #VemPraRuaDesigner – Expolux

    vemprarua

     

    Amigos Designers (de todas as áreas), especialmente os de São Paulo (capital), ATENÇÃO!!!

    Temos de começar a fazer barulho senão a regulamentação não vai sair.

    Vamos aproveitar a abertura da feira Expolux e fazer um barulhão pacífico lá na frente.

    O Brasil, os empresários, a mídia e a sociedade precisam saber do que algumas entidades andam fazendo de podre e sórdido nos bastidores do governo CONTRA a nossa profissão.

    Avise seus amigos, chame sua turma criativa e #VemPraRuaDesigner.

    Nos vemos lá?

    Para confirmar a sua presença é só clicar no link:

    https://www.facebook.com/events/236266799899906/?ref=3&ref_newsfeed_story_type=regular

    Este será o primeiro manifesto público defendendo que #RegulamentemODesignerJá. Outros serão organizados pelo Brasil.

    O Primeiro Manifesto será na porta do evento da EXPOLUX no dia 22 de Abril.

    Na EXPO CENTER NORTE – Pavilhão Branco e Verde, em São Paulo!

    Vamos Designers! Vamos pra rua defender nossos direitos!

    Sem a regulamentação não podemos assinar nossos projetos, não podemos ser contratados por órgãos públicos e alguns concursos exigem um arquiteto junto para assinar em nosso lugar. Também não podemos participar de licitações, pregões e tantas outras oportunidades de mercado.

    Façam uma máscara de indignação e compartilhem conosco essa vergonha!!!!!

    mao-3

    E.T.> Basta! Digo não ao PL da ABD. Sou DESIGNER que exijo estar junto de minha área na regulamentação.

    Pela inserção da área de Interiores na LEI PENNA após a sanção presidencial.