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  • ProDesign>pr x CAU

    NOTA DE REPÚDIO À RESOLUÇÃO Nº 51 DO CAU/BR CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO DO BRASIL

    A ProDesign>pr, Associação das Empresas e Profissionais de Design do Paraná, vem à público se manifestar e posicionar contra a Resolução nº 51 do CAU/BR, Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, somando-se às forças que em todo o país se unem veementemente contra a arbitrariedade do referido documento.

    Como uma das instituições associativistas mais articuladas do Brasil, e representando seu quadro de membros e empresas associadas, a ProDesign>pr reivindica a revisão imediata e portanto, melhor redação, da Resolução nº 51 do CAU/BR por considerar que esta pode ferir o exercício da profissão de designer, notoriamente instituída no país, apesar de sua não regulamentação, e por entender que esta pode ser contrária aos anseios de todos os profissionais do Design, que de maneira formal e legal, atuam legitimamente e eticamente.

    A Resolução nº 51 visa cumprir definições dispostas nos artigos 2º e 3º da Lei nº 12.378, de 2010, que em nosso entendimento passam por cima de profissionais, escritórios de design, centros e núcleos de design, setores de design em instituições públicas e privadas, instituições de ensino e de um histórico de mais de 50 anos de atuação científica e profissional dos designers no Brasil, ao simplestemente desconsiderar a profissão do designer.

    Por tudo isto, a Resolução nº 51 pode ferir o exercício da profissão de designer, ainda mais quando determina para fins de Registro de Responsabilidade Técnica o desenvolvimento por arquitetos e urbanistas das seguintes atividades: – Projeto de Mobiliário; – Projeto de Mobiliário Urbano; – Projeto de Design de Interiores; – Projeto de Comunicação Visual para Edificações; – Projeto de Comunicação Visual Urbanística; – Projeto de Sinalização Viária; – Execução de Adequação Ergonômica; – Execução de Reforma de Interiores; – Execução de Sinalização Viária; – Execução de Mobiliário; – Execução de Mobiliário Urbano; – Execução de Comunicação Visual para Edificações; – Execução de Comunicação Visual Urbanística.

    Muitas destas atividades sequer são contempladas por grades curriculares em vários cursos de Arquitetura e Urbanismo ao passo que fazem parte das grades curriculares dos cursos de Design. Nos parece que falta esclarecimento sobre o desenvolvimento destas atividades por profissionais que não são arquitetos e urbanistas, deixando uma lacuna que pode variar de acordo com interpretação, o que não é coerente com um documento que visa eliminar dúvidas. Isto acontece também com o Anexo da Resolução Nº 51 que procura definir conceitos descritos na própria resolução e na Lei 12.378. Um exemplo claro é a inclusão da Comunicação Visual como parte integrante da Arquitetura de Interiores, e portanto atividade exclusiva de arquitetos e urbanistas. A Resolução nº 51 do CAU/BR em nosso entendimento, parece aproveitar-se da falta de regulamentação da profissão do designer, que encontra-se neste momento em tramitação no Senado brasileiro.

    A ProDesign>pr ainda entende que estas determinações caminham na contramão do trabalho cooperado entre arquitetos, urbanistas e designers, na solução de problemas para as nossas cidades, adotando as ferramentas do design e as tecnologias e metodologias desenvolvidas por designers, centradas nos usuários.

    Por ainda acreditar na boa fé e nas boas práticas, a ProDesign>pr reivindica em voz uníssona a todas as Associações Profissionais de Design, Instituições de Ensino de Design, Empresas e Profissionais que corroboram dos mesmos ideais e que lutam pela valorização do Designer, a revisão no intuito da melhor compreensão, da Resolução nº 51 por parte do CAU/BR, Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil.

    Curitiba, 30 de agosto de 2013

    José Augusto Tulio Filho Presidente ProDesign>pr

    fonte:
    http://prodesignpr.com.br/inspiracao/noticias/nota-de-repudio-a-resolucao-n%C2%BA-51-do-caubr/

    Quero aqui parabenizar ao Tulio e à ProDesign>pr pela excelente nota de repúdio!!!!

    Importantíssima neste momento!!!

  • Notificação ao CAU

    São Paulo (SP), 8 de agosto de 2013.

    Senhor Presidente,

    A Associação Brasileira de Designers de Interiores, sociedade civil que representa os interesses dos designers de interiores/ambientes em todo o território brasileiro, com sede na Alameda Casa Branca, nº 652, conjuntos 71 a 73, Jardim Paulista, São Paulo (SP), inscrita no CNPJ sob o nº 45.292.224/0001-52, representada pelo advogado “in fine” assinado, devidamente qualificado no instrumento de mandato em anexo, com endereço profissional na Avenida Champagnat, nº 304, conjunto 304, “Praia da Costa”, Vila Velha (ES), considerando os termos da Resolução nº 51, aprovada em 12/JUL/2013, em especial a expressão “privativas” constante do art. 2º do referido ato, NOTIFICA formalmente o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, na pessoa do seu ilustre Presidente, quanto à ilegalidade consagrada no ato regulamentar acima indicado, por excesso ao disposto no § 2º do art. 3º da Lei Federal 12378, de 2010,  tudo na intenção de  prevenir  direitos  do(a)s  Associado(a)s  à

    ________________________________

    Ilustríssimo Senhor

    Presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil

    SCN Quadra 01 Bloco E

    Edifício Central Park, salas 302/203

    CEP 70711-903

    Brasília (DF)

    NOTIFICANTE e advertir quanto à responsabilidade por eventuais danos morais e materiais que os mesmos possam experimentar no exercício das suas atividades laborais.

    Os designers de interiores/ambientes não são pessoas “leigas” nas atividades que exercem. Muitos são habilitados a tal por grau (bacharelato ou tecnólogo) que lhes foi concedido por Instituições de Ensino Superior ou mesmo por cursos técnicos, de nível médio. E é de se ressaltar, ainda, que há outros profissionais que exercem o mister de designer de interiores/ambientes mesmo sem uma habilitação formal, mas baseados numa formação decorrente de uma longa experiência, aliada, muitas das vezes, à habilitação em outras áreas de conhecimento afins à atividade.

    Assim, é essencial deixar claro e irrefutável, desde logo, que o(a)s Associado(a)s da NOTIFICANTE não são “pessoas leigas” na atividade de design de interiores/ambientes, como este douto Conselho vem propagando na sociedade.

    Afinal, leigo, segundo Houaiss, é “… aquele que é estranho a ou que revela ignorância ou pouca familiaridade com determinado assunto, profissão etc.; desconhecedor, inexperiente”.

    Como dito acima, quem exerce a atividade de design de interiores/ambientes não é inexperiente e nem desconhece as técnicas, a arte e o senso estético por ela exigida, em especial para atingir o fim maior que é otimizar a utilização de um determinado espaço pelo ser humano, seja para moradia, seja para o trabalho ou para qualquer outra serventia.

    E tais profissionais sempre deixam claro que são designers de interiores/ambientes – para o que sempre estiveram e estão devidamente habilitados.

    Enquanto designers de interiores/ambientes, tais profissionais não se registram perante este douto Conselho – vez que nem sempre preenchem os requisitos a tal, nos termos do art. 6º da Lei Federal 12378, de 2010.

    Então, não sendo inscritos no Conselho de Arquitetura e Urbanismo, os designers de interiores/ambientes, enquanto atuarem como tal, não estão sujeitos à fiscalização do mesmo. O § 1o  do art. 24 da Lei Federal 12378, de 2010, é claro:

    “O CAU/BR e os CAUs têm como função orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de arquitetura e urbanismo, zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina da classe em todo o território nacional, bem como pugnar pelo aperfeiçoamento do exercício da arquitetura e urbanismo.”

    (destacou-se)

    Assim, se os designers de interiores/ambientes não têm como profissão a arquitetura e nem o urbanismo, a sua atividade não se sujeita ao poder de polícia deste Colendo Conselho, “data máxima vênia”.

    E nem se diga que eles devam ser submetidos a este Conselho porque a profissão de designer de interiores não está regulamentada e nem está sujeito a um órgão de classe específico, pelo simples fato de ausência total de fundamento legal a tal pretensão.

    E nem se alegue, igualmente, a suposta infração ao art. 7º da Lei 12378, de 2010, que tem a seguinte redação:

    Exerce ilegalmente a profissão de arquiteto e urbanista a pessoa física ou jurídica que realizar atos ou prestar serviços, públicos ou privados, privativos dos profissionais de que trata esta Lei ou, ainda, que, mesmo não realizando atos privativos, se apresenta como arquiteto e urbanista ou como pessoa jurídica que atue na área de arquitetura e urbanismo sem registro no CAU.”

    (destacou-se)

    Analisando-se estra regra, vê-se logo que ela NÃO se refere a uma INFRAÇÃO DISCIPLINAR, que se sujeita ao controle do órgão de classe, mas, isto sim, ela define, em relação à arquitetura e urbanismo, um TIPO  PENAL.

    Ocorre que esta norma, de natureza penal, embora descreva um TIPO, o faz de modo incompleto e não especifica a PENA aplicável.

    É, pois, inapelavelmente, LETRA MORTA!

    No máximo, ela poderia ser considerada uma norma complementar ao art. 47 da Lei de Contravenções Penais (Decreto lei 3688, de 1941), que tem a seguinte redação:

    Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício.

    Contudo, a apuração de fato tido como contravenção penal NÃO compete a este Colendo Conselho.

    Mas, mesmo que assim não fosse, é fundamental observar-se que o tal exercício ilegal só se dá quando alguém

    “… realizar atos ou prestar serviços, públicos ou privados, privativos dos profissionais de que trata esta Lei…”

      (destacou-se)

    E quais seriam os tais atos ou serviços privativos dos arquitetos e urbanistas?

    A Lei Federal 12378, de 2010, não os especifica diretamente. Mas a leitura atenta do seu art. 3º é suficiente para clarear o assunto:

    Art. 3o  Os campos da atuação profissional para o exercício da arquitetura e urbanismo são definidos a partir das diretrizes curriculares nacionais que dispõem sobre a formação do profissional arquiteto e urbanista nas quais os núcleos de conhecimentos de fundamentação e de conhecimentos profissionais caracterizam a unidade de atuação profissional.

    § 1o  O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil – CAU/BR especificará, atentando para o disposto no caput, as áreas de atuação privativas dos arquitetos e urbanistas e as áreas de atuação compartilhadas com outras profissões regulamentadas.

    § 2o  Serão consideradas privativas de profissional especializado as áreas de atuação nas quais a ausência de formação superior exponha o usuário do serviço a qualquer risco ou danos materiais à segurança, à saúde ou ao meio ambiente.”

    Portanto, realmente cabe ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil especificar quais são as atividades privativas dos arquitetos e urbanistas, mas, para tanto, deverá observar, inexoravelmente, os limites definidos no § 2o do art. 3º da Lei Federal 12378, de 2010.

    Ou seja, para ser privativa de arquiteto e urbanista, é essencial que “…a ausência de formação superior exponha o usuário do serviço a qualquer risco ou danos materiais à segurança, à saúde ou ao meio ambiente.”

    Portanto, não é qualquer atividade atribuída ao arquiteto e ao urbanista pela Lei 12378, de 2010, ou por Resoluções do CAU, que pode ser qualificada como PRIVATIVA.

    É preciso que se caracterize que a atividade:

     1.   se for desenvolvida por pessoa sem formação superior;

     2. exponha o usuário do serviço a risco (potencial) ou danos materiais (efetivos) à segurança, à saúde ou ao meio ambiente.

    Ocorre que este douto Conselho  não observou estes limites legais ao aprovar a Resolução 51, de 12/JUL/2013, em especial, repita-se, à “expressão “privativas” contida no seu art. 2º.  Consequentemente, a norma está a ofender o princípio da reserva legal e, sendo ilegal tal Resolução, neste particular, é evidente que a mesma não se mostra aplicável.

    E nunca é demais lembrar a GARANTIA FUNDAMENTAL insculpida no inciso XIII do art. 5º da Carga Magna, “in verbis”:

    “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”

    Esta GARANTIA FUNDAMENTAL, que se sobrepõe aos interesses corporativistas, inibe práticas como as deste Conselho, pois assegura a(a)s Associado(a)s da NOTIFICANTE o pleno exercício do seu mister como design de interiores/ambientes, não se submetendo à vontade ilegal deste Conselho.

    Neste ponto, cabe asseverar que, examinando-se as grades curriculares dos Cursos de Arquitetura e Urbanismo e dos Cursos de Design de Interiores/Ambientes, vê-se claramente que estes últimos oferecem muito mais conhecimento para a elaboração de projetos de forma criativa e científica buscando soluções para espaços interiores residenciais, comerciais e institucionais, visando a estética, a eficiência, a segurança, a saúde e o conforto, além de pesquisa de produtos, materiais e equipamentos para elaboração e execução de projetos de interiores.

    E é esta a atividade do designer de interiores/ambientes!

    Aparentemente, ela até pode se aproximar muito da atividade da “arquitetura de interiores”, mas nem de longe ela pode ser tida como PRIVATIVA de arquitetos, como acima claramente demonstrado.

    Pelo exposto, fica este Conselho devidamente cientificado de que:

    1. a Resolução CAU 51 há de ser revista, vez que não observou o limite fixado no § 2o do art. 3º da Lei Federal 12378, de 2010, e, assim, quedou ilegal quanto à atribuição da qualidade de “privativas” de arquitetos e urbanistas às atividades descritas no seu art. 2º;

    2. não há competência e/ou justa causa para fiscalizar as atividades desenvolvidas pelo(a)s Associado(a)s da NOTIFICANTE enquanto designers de interiores/ambientes  e muito menos para lhe atribuir prática infracional e apená-la.

    Por fim, fica este Conselho notificado de que, caso persistam os atos de fiscalização das atividades de Associado(a)s enquanto designers de interiores/ambientes, poderá vir a ser responsabilizado civilmente pelos danos morais e materiais decorrentes de tais atos, vez que ilegais e, consequentemente, abusivos, nos termos do art. 37, inciso VI, da Constituição da República.

    Jonatan Schmidt

    ADVOGADO – OAB/ES 330-B

  • Reconhecimento

    Pois é pessoal, mais uma vez sou reconhecido como profissional e como pensador sobre as duas áreas que atuo: Design de Interiores/Ambientes e Lighting Design.

    E desta vez tenho a honra de ser convidado a fazer parte da coluna Perfil no site de uma das maiores redes de lojas do país, a Leroy Merlin.

    http://www.leroymerlin.com.br/detalhe-perfil/-/artigo/19579448

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    Respeito se conquista com seriedade, competência, ética e dignidade!

  • I FÓRUM DA CRIAÇÃO DO CONSELHO FEDERAL DE DESIGN

    godesigners

     

    Todo Profissional tem o direito de exercer a sua Profissão com dignidade e respeito.

    A expectativa dos organizadores é reunir, somar elementos com interesse pela causa, a fim de fortalecer os objetivos da classe,  acentuar as manifestações de apoio ao projeto em qualquer veículo de divulgação da imprensa escrita, verbal ou virtual, principalmente aquelas específicas das associações de design pelo país.

    Evento:  I Fórum da Criação do Conselho Federal de Design

    Data:     17 de Agosto de 2013

    Local:     Em definição

    Cidade:   Campo Grande – MS

    Público:  Designers e Decorados  de MS e simpatizantes.

    Palestrantes:

    • Dep. Federal José Luiz Penna – Autor do Projeto de Lei 1391/2011

    • Lighting Designer Paulo Oliveira – articulador da criação do Conselho, Designer de Interiores pela UNOPAR, especialista em Ensino Superior com pesquisa em formação acadêmica do Designer de Ambientes. Especialista em Iluminação pelo IPOG com pesquisa em formação e mercado de trabalho do Lighting Designer. Colunista na revista Lume Arquitetura “Luz e Design em foco” .  É também autor do Blog “Design: Ações e Críticas” e co-autor do Portal DesignBR.

    Palestras:

    Palestra 1:

    Design de Ambientes – “N” Jeitos de Atuar.

    Palestra 2:

    Design de Ambientes e a regulamentação profissional

    Investimento:

    Profissional e Acadêmico:

    Pagamento até o dia 09 de agosto – R$ 60,00

    Pagamento após dia  09 de agosto – R$ 80,00

    OBS: Após se inscrever um email será enviado, automaticamente, para você informando sobre os procedimentos para o pagamento da inscrição.

    Para fazer sua inscrição, clique aqui.

  • RESOLUÇÃO N° 51 DO CAU

    Um abuso de poder sobre áreas que não fazem parte do CAU, especialmente Design de Interiores e Lighting Design. É assim que eu vejo toda esta situação provocada e imposta pela Resolução n° 51 do CAU.

    Estas duas profissões ainda não são regulamentadas e o CAU está agindo de má fé, aproveitando-se deste fato, para eliminá-las do mercado.

    Devo destacar aqui que já tentamos, por mais de cinco vezes, regulamentar a profissão de Designer de Interiores e em todas fomos derrotados. Fomos derrotados pelo lobby que os arquitetos mantém constantemente ativo dentro do Congresso Nacional visando derrubar qualquer lei, emenda ou o que for que eles julguem que atinja as suas atribuições e até mesmo o que eles julgam sê-las.

    Estamos atualmente tramitando o PL 4692/2012, de autoria do Dep. Ricardo Izar, visando a nossa regulamentação. No entanto, já fomos informados que este lobby está agindo de maneira dura lá dentro tentando derrubá-lo. Estão em cima dos deputados como urubus sobre a carniça plantando DESINFORMAÇÃO e INVERDADES sobre a nossa área.

    Afinal, fica a questão:

    Vivemos numa democracia multi-profissional visando atender às demandas do mercado atual e que, com isso, torna-se necessário trabalhar em equipes multidisciplinares ou vivemos numa ditadura arquitetônica onde somente o arquiteto pode e tem poder e competência para decidir tudo, incluindo gerar Leis Federais?

    Esta resolução não só prejudica como elimina a nossa profissão atribuindo em caráter exclusivo aos arquitetos as atribuições de projetos de interiores.

    A resolução e as notas de esclarecimento têm deixado claro isso tanto que nos apontam como leigos desconsiderando todos os anos de estudo e prática profissional. Estão causando conscientemente um dano imenso à imagem de nossa profissão quanto às pessoas que praticam este ofício.

    Temos diversos profissionais com diploma de nível superior e até pós-graduados que estão sendo notificados pelos fiscais do CAU por exercício ilegal da profissão da Arquitetura. Incluindo profissionais que estão com seus ambientes parados em mostras comprometendo até mesmo o cronograma destas mostras.

    Ressalto o caso de uma designer que tem um escritório em sociedade com uma arquiteta cujo ambiente numa mostra foi notificado mesmo tendo a ART. Ou seja, o CAU está abusando, desrespeitando e prejudicando não somente os profissionais de Design de Interiores pois suas ações estão afetando outras esferas do mercado.

    Esta resolução – e as notas de esclarecimento – extingue a minha profissão promovendo uma descarada reserva de mercado para os arquitetos na área de projetos de interiores e também de Lighting Design. Estamos proibidos de atuar profissionalmente.

    Estamos sendo, caluniosamente, chamados de leigos pelo CAU e por alguns arquitetos.

    Existem hoje três modalidades de formação para o Design de Interiores ressaltando que todas atendem às Diretrizes Curriculares do MEC e cujos cursos são reconhecidos por ele:

    – Técnicos: de nível médio em cursos que duram em média 2 anos e com carga horária média de 400 h/a.

    – Tecnólogos: de nível superior, com duração de 2 a 3 anos e carga horária que varia de 1700 a  3000 h/a.

    – Bacharelados: nível superior, com duração de 4 anos e carga horária de aproximadamente 4000 h/a.

    Em relação aos currículos, vou ater-me aos de nível superior. São distintos e variam entre as universidades, mas geralmente contemplam saberes dentro destas áreas do conhecimentos:

    Fundamentos da construção civil além de análise de plantas relacionadas à construção civil e seus componentes, conforto térmico, iluminação e acústica, psicologia, percepção, representação técnica, ergonomia, fatores sociais e culturais, história da arte e do design, elementos da composição, princípios o design, metodologia científica, metodologia do design, fatores econômico, estudos de mercado, empreendedorismo, prática projetual, botânica aplicada ao paisagismo, história dos jardins, design de móveis, semiótica, materiais e processos de produção, gestão de projetos e processos, normas técnicas de diversas naturezas: RDC’s da ANVISA; NR’s do MTE, Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros, Normas do IPHAN e IEPHA, NBR’s (em respeito a legislação brasileira e visando ótimos resultados para o indivíduo), cessibilidade Sustentabilidade Paisagismo e Jardinagem

    Mesmo com de todas estas disciplinas listadas o CAU nos julga como LEIGOS e incapazes para executar as atividades pelas quais fomos formados.

    Sempre pautamos o nosso trabalho visando a parceria e o respeito profissional, a complementação entre as áreas. Mas sempre fomos vítimas de bullying por parte de alguns arquitetos, especialmente os mais xiitas – que geralmente são os piores que estão no mercado.

    Esta resolução é apenas o espelho do que sofremos no mercado há anos. Este foi o golpe de misericórdia que os arquitetos – não todos que fique bem claro – lançaram sobre nós através do recente instituído CAU.

    A formação em Arquitetura e Urbanismo, ou somente em Arquitetura, é muito complexa e compreende um universo de saberes e conhecimentos imenso. É desumano e mentiroso alguém querer afirmar que uma pessoa curse cinco ou seis anos e saia de lá apto a executar tudo o que viu dentro da universidade com perfeição. Eles saem sim com um conhecimento generalista ou seja, aquele que conhece um pouco sobre tudo.

    Exemplificando, na medicina temos as residências e suas especializações afinal, a medicina é tão complexa e o corpo humano idem que é impensável uma pessoa capaz de entende-lo em todas as suas especificidades. Isso também ocorre no Direito onde os acadêmicos tem um conhecimento geral e após um período do curso (ou após o mesmo) focam a sua atenção na área que desejam. São generalistas em Direito, mas especialistas em determinada área. A prova da OAB mostra isso claramente.

    Fica claríssimo que os arquitetos saem das universidades sem saber trabalhar a plenitude de um projeto de interiores. Observe as grades dos cursos de Arquitetura que tem em média um bimestre ou semestre de uma disciplina que mesmo assim ainda é vaga sobre o assunto. Não repassa a eles o conhecimento específico que estudamos com detalhes por 2, 3 ou 4 anos dentro das universidades. Um fato que comprova isso é que muitos arquitetos procuram as especializações em Design de Interiores para tentar, ao menos, ter alguma base um pouco mais sólida sobre o assunto que é muito extenso e digno de anos de formação específica. Pergunte à qualquer coordenação de especialização em Design de Interiores e Lighting Design (ou Iluminação) e terá esta resposta sobre o número de arquitetos dentro de cada turma com relação àqueles de outras áreas.

    Não podemos nos esquecer que a maior escola de Arquitetura – a italiana – não mistura a área com nada. Não só ela, mas existem outras pelo mundo que também são assim. Eles ensinam a Arquitetura pura. Lá não se vê urbanismo e paisagismo ocupando grandes espaços nas matrizes de seus cursos desviando o foco de sua área: a Arquitetura. Tanto que os profissionais que vem de lá para o Brasil encontram muita dificuldade na validação de seus diplomas aqui.

    O mercado – e aqui se incluem necessidades dos usuários, novas tecnologias e materiais e muitos outros elementos – hoje impõe que não cabe mais o profissional generalista ou seja, aquele que sabe um pouco de tudo. Verifica-se a necessidade real de profissionais específicos em cada etapa que compõe uma obra. Hoje não podemos falar em parcerias entre engenheiros e arquitetos apenas. Faz-se necessário um trabalho em rede, de coworking ou ainda melhor, coautoria através de equipes multidisciplinares, onde tudo é analisado e planejado por todos, descartando-se os melindres e egos em nome do que realmente interessa e importa: a satisfação do usuário que recebe um projeto complexo e que realmente atenda às suas necessidades.

    Neste sentido, observa-se escritórios renomados e consolidados no mercado nacional e internacional como, por exemplo,  Rosenbaum e  Zaha, que eles já sacaram que sem estas equipes seriam apenas mais um na multidão.

    Arquitetura é uma área muito ampla, existem muitos nichos de mercado para os arquitetos, alguns específicos. Mas eles querem atuar em interiores por ser, segundo a ótica deles, mais rentável. Porém o que eles fazem nem de longe é Design de Interiores. É mero toque de estética. Veja bem, comprar móveis prontos e de grife e arrumá-los de uma forma bonitinha dentro de um espaço não é Design. Fazer uns esboços ou desenhos básicos de algum mobiliário apontando apenas as medidas básicas, suas divisões internas com vista superior, lateral e frontal para chegar ao marceneiro e deixar que ele solucione questões relativas à produção (ferragens, encaixes, planos de corte, quantificação de materiais e insumos entre outros mais)  não é Design. Entender sobre Neufert aplicado a peças de mobiliário e julgar que ele por si resolve questões de acessibilidade e usabilidade mostra claramente que arquitetos não entendem nada de Design. Eles julgam que porque alguns tiveram a disciplina de História do Design em suas matrizes, já são designers. Eles não entendem que a estética é apenas uma  das partes do Design de Interiores, dentre tantas outras que compõem o todo de nossa profissão já exemplificado acima.

    Outro ponto que devo destacar é sobre as questões estruturais que eles alegam para proibir o nosso exercício profissional. Veja bem, não fazemos alterações estruturais em nossos projetos, não saímos por aí derrubamos paredes deliberadamente e inconsequentemente. Só PROPOMOS estas alterações muito esporadicamente quando as necessidades do projeto assim exigem. Mas apenas propomos e não as executamos. Para executá-las sempre trabalhamos em parcerias com engenheiros especialistas em estruturas que irão analisar a viabilidade técnica da alteração e, em caso positivo, realizarão e  executarão este projeto estrutural específico.

    Neste ponto eles alegam que assim o fazendo estaremos infligindo o direito autoral da obra arquitetônica. Oras, a obra arquitetônica é um produto que foi comprado por alguém. O proprietário da casa pagou caro por este produto sendo portanto, dono dele o que lhe garante o direito de fazer o que quiser com ele. No entanto os arquitetos alegam que somente o autor da obra tem poder e autoridade para executar qualquer alteração na edificação, até mesmo a simples alteração da cor de uma fachada. Oras, o que é isso senão uma reserva de mercado às avessas mascarada por trás do direito autoral? Eles mantem quem comprou o projeto e os outros que comprarão a edificação durante a existência da mesma, reféns de um autor. Este direito já está garantido através do registro do acervo técnico que garantirá ao autor, em caso de cópias, segurança jurídica e indenizações diversas. Este é outro ponto que a Arquitetura deveria reanalisar com seriedade, transparência e ética. Isso é muito mais importante solucionar que ficar caçando encrenca ou buscando pelo em ovo.

    Mas preferem ficar na Arquitetura cômoda e não se envolver com os verdadeiros pepinos e abacaxis que assolam a sociedade e nossas cidades.

    Outro ponto que merece ser destacado nesse contexto todo é que os arquitetos roubam para si uma área sobre a qual não tem domínio além do básico: o Paisagismo.

    Há que se fazer a correta distinção entre paisagismo, jardinismo e jardinagem. Se formos analisar corretamente e friamente a etimologia da palavra Paisagismo, nem mesmo os arquitetos poderiam usá-la como titulação profissional uma vez que ela envolve elementos gigantescos como matas ciliares (e todos os seus elementos/componentes), tipologias de solos (muito além das questões relativas a jardins). Cito ainda questões ambientais e botânicas como os micro e macro sistemas que compõem a flora e a fauna, que nem de longe se pensa/estuda isso dentro de um curso de Arquitetura. Eles são sim jardinistas, assim como nós designers de interiores. De paisagistas, merecem no máximo o título de aprendiz júnior dada a complexidade da área e o desconhecimento técnico/teórico desta totalidade por eles.

    Nesse ponto deixo a dica aos agrônomos, geólogos, botânicos e outros mais, para que lutem pois uma área claramente de vocês está sendo roubada de vocês pelos arquitetos.

    O que mais me estranha – na verdade não mesmo – é que o CAU esperou que Niemeyer morresse para fazer isso. Eu tenho absoluta certeza de que se ele estivesse aqui neste plano ainda esta resolução estaria fechadinha dentro de alguma gaveta de algum xiita da Arquitetura brasileira pois este tem ciência que Niemeyer jamais permitiria isso.

    Tenho certeza que a partir do momento da publicação desta resolução, onde quer que ele esteja, rasgou a sua carteira n° 1 do CAU, cuspiu nela e pisou em cima além de ter berrado algo como: “Assim vocês me matam de vergonha!”.

    Oras, vejam a obra dele. Não sou seu maior fã mas uma coisa que sempre notei nele é o caráter multiprofissional que ele tinha. Seu escritório sempre foi, especialmente depois dos anos 70 e muito mais claro após os anos 80, um grande escritório de coworking.

    Minha gente, ele chamou a sua filha que não era arquiteta para ficar responsável pelos projetos de ambientação internas de suas obras. Lucy Niemeyer sempre aplicou seus conhecimentos em Design Grafico nas obras dele. O próprio Niemeyer chamou Peter Gasper para iluminar as suas obras. Ele tinha plena consciência de que nem mesmo ele, tão vultuoso mestre e referência da arquitetura nacional, era capaz de fazê-lo e que precisava de alguém apto para isso. Nesse aspecto optou por um profissional da iluminação que NÃO É ARQUITETO, mas que ilumina a a sua (e outras mais) arquitetura com maestria. O paisagismo de seus projetos não era feitos por ele e sim por outro profissional que era especialista no assunto.

    Atenção AsBAI nesse aspecto. O próprio mestre derruba os argumentos falaciosos e utópicos de vocês ok??

     

    O QUE SE ESPERAVA DO CAU

    Veja bem, antes do CAU (e os arquitetos) fazer uma coisa dessa magnitude deveria voltar seus olhos para a Arquitetura, o que ela representa, o que a sociedade e os governos esperam dela, o que os calouros esperam para seu futuro visando atender à estas demandas.

    Eles deveriam lutar para libertar a Arquitetura da dureza imposta pelo pensamento da Bauhaus que destruiu a Arquitetura humanizada impondo a Arquitetura industrializada refletida nos caixotes que povoam nossas cidades em todas as dimensões.

    Deveriam lutar por mais espaço – e até mesmo poder – dentro dos governos para solucionar problemas graves urbanísticos (tem muita coisa nessa área que é competência da Arquitetura e poucos profissionais dispostos a atuar nelas) contribuindo com a sociedade como um todo, não somente com nichos relacionados à elite. Não são os programinhas dos CAUs regionais que irão ajudar nisso tudo.

    Deveriam ficar em cima dos gestores dos poderes municipais, estaduais e federal, especialmente em cima dos planos diretores, leis de zoneamento e dos políticos corruptos que vendem autorizações e emendas alterando-os tornando as cidades espaços impossíveis.

    Deveriam ficar em cima dos poderes municipais, estaduais e federal no tocante aos projetos de escolas esdrúxulas que temos visto sendo levantadas com muito elementos que colocam a vida de todos os usuários em risco, espaços mal planejados e pensados, com péssima circulação e acessibilidade e que não atendem às reais necessidades.

    Deveriam ficar em cima dos poderes municipais, estaduais e federal no que diz respeito às unidades de Saúde, Pronto Socorros e Hospitais que estão sendo construídos e que são verdadeiros açougues se analisarmos os projetos e planejamentos dos mesmos no tocante à Arquitetura.

    Deveriam ficar em cima dos poderes municipais, estaduais e federal e, a cada orçamento apresentado para uma obra pública, rebate-los apresentando orçamentos reais, com valores de mercado auxiliando, desta forma, a zelarmos pelo nosso país e ao menos diminuir este gargalo por onde bilhões de reais escoam anualmente para os bolsos de gente safada auxiliando o Ministério Público e os Tribunais de Contas a perceberem estes gargalos e punir os responsáveis.

    Deveriam bater de frente com as construtoras que estão impondo espaços cada vez mais impossíveis de serem habitados (ainda reflexo do absurdo imposto pela Bauhaus) por uma família comum em nome do custo.

    Deveriam lutar, por exemplo, contra o que a MRV faz ao pegar um mesmo projeto arquitetônico de um edifício (e do condomínio) e sair por 20, 30 cidades repetindo-o insanamente com uma qualidade deplorável de materiais e altamente duvidosa em questões de segurança. Não posso esquecer-me de citar ainda as dimensões absurdas dos ambientes.

    E, nesse sentido, esta lista fica praticamente infindável, como prova de que há muito trabalho para os arquitetos fazerem, que a sociedade necessita que eles o façam e que eles preferem ignorar completamente por julgarem como atividades menores ou menos rentáveis ou seja, não lhes garantirão o tão esperado “status cus”.

    Repensem as atitudes que vocês vem tomando aqui no Brasil. Repensem as grades curriculares de seus cursos fazendo-as voltar à Arquitetura Pura. Parem de tentar impor esta Arquitetura Obesa, impraticável, que se julga no direito de apoderar-se de tudo.

    FINALIZANDO

    Esperamos que os juízes que pegarem esta causa sejam sensatos e considerem todo o nosso histórico de contribuição com a sociedade e economia do país e, especialmente, que não somos leigos e sim aptos a exercer a nossa profissão garantindo a segurança para os operários da obra e para os futuros usuários.

    Gropius, ao idealizar a proposta original da Bauhaus, tinha a visão de que tudo (todas as artes e ofícios) não existiam sem a Arquitetura e dela eram eternamente dependentes e inseparáveis (DE MASI, 1997). O que é essa ação arquitetada nos bastidores atuais senão uma volta à essa ideia de Gropius? Devemos lembrar que já se passou muitas décadas e que o mundo no qual vivemos hoje é outo.

    O Design vem para compreender as demandas dos indivíduos e intervir nos espaços construídos de modo a melhorar a relação desses com os outros indivíduos bem como facilitar o uso dos objetos, o entendimento das informações a percepção da paisagem e a compreensão de mundo. Isso é design para ambientes!

    É triste a manifestação de ignorância apesar de tanta pesquisa produzida desde então pela Arquitetura mundial. No Brasil os arquitetos não perceberam que o mundo, as pessoas, as tecnologias, as aplicações e as necessidades humanas não giram mais em torno apenas da Arquitetura?

    Tanto Lighting Design quanto Design de Interiores/Ambientes não existem apenas por causa da Arquitetura. O objeto arquitetônico é apenas UM dos espaços construídos que estamos capacitados tecnicamente para atuar.

    Como mencionado, os técnicos, tecnólogos e bacharéis em design para interiores/ambientes estudam teoria e prática de diversos espaços onde vivem e convivem os indivíduos. Aliás, é bom ressaltar que o principal valor do trabalho dos designers é o seu olhar atento às necessidades, desejos e possibilidades do indivíduo. Saber o que ele quer na sua casa, o que ele precisa em seu escritório, o que é desejado num evento, a experiência esperada num automóvel dentre outros.

    Não estamos nem queremos trabalhar com arquitetura de interiores. Somos e desejamos o design como premissa projetual que considera o homem como centro de suas soluções projetuais!

    No mundo todo estas áreas existem, são exercidas e compartilhadas livremente por profissionais de diversas áreas sem qualquer problema ou melindre. Em nenhum outro lugar do planeta os arquitetos agem como os brasileiros, mais preocupados com corporativismo e o próprio status e não com a qualidade de vida das pessoas e o desenvolvimento social, econômico e cultural a partir da compreensão e respeito da diversidade.

    É dada a hora do trabalho em equipe e o respeito aos saberes das diversas áreas. É isso o que é ensinado nas escolas de Design no país, muitas oferecendo o curso há mais de 5 décadas.

    Mas não posso finalizar este extenso post sem citar uma incoerência absurda nesta situação toda: no mesmo momento em que o CAU tenta eliminar do mercado profissionais de duas áreas (Design de Interiores/Ambientes e Lighting Design) já consolidadas no mercado, este órgão está chamando seus associados para reuniões e plenárias para debaterem, a fim de aprovar e implantar, o seu Código de Ética Profissional.

    Como falar em ética profissional diante de tudo isso que estão fazendo demonstrando claramente nenhum respeito por outras áreas que deveriam ser tratadas como parceiras de trabalho?

    Triste a constatação que as ações foram nitidamente premeditadas e foram pautadas na fragilidade da não regulamentação da profissão de designer, que aliás, ainda não o foi por influências desses profissionais junto ao legislativo brasileiro.

    Por fim, esperamos que os deputados e senadores responsáveis pela regulamentação da profissão de design olhem para a experiência de outros países desenvolvidos e usem tais informações para aprovarem nosso trabalho no mercado brasileiro. Entendam definitivamente que o design é fator primordial para a melhoria das condições de vida dos indivíduos, indiscriminadamente.

    ___

    Agradeço às colegas Samantha Moreira Cidaley e Viviane Gomes Marçal pela revisão e indicações na construção deste texto.

  • #VemPraRua

    Ontem enquanto estava acompanhando pelo facebook as manifestações pelo país me deparei com um texto intitulado “Ei, reaça, vaza dessa marcha!”. Claro, é de um bloguezinho mequetrefe da esquerda. Não citarei a fonte para não dar ibope, mas se alguém quiser vomitar é só fazer a busca no Google.

    Pois bem, vamos aos fatos.

    O texto em questão deixa bem claro o típico pensamento dessa esquerda brasuca… ¬¬

    Em suma: se você não está do NOSSO lado, levantando as NOSSAS bandeira, votando no NOSSO partido, você é um “reaça” desgraçado, maldito fruto da elite dominante e por aí vai.

    A questão é que eles estão conscientes que perderam (já há umas 4 edições da manifestação) as rédeas da coisa. O PSTU, PSOL & cia (extrema esquerda, os xiitas) não conseguem conceber que eles não mandam mais nisso. Eles não tem mais o direito de reivindicar qualquer autoridade sobre o que está acontecendo atualmente. A questão do “passe livre” já era, ou melhor, agora não passa de apenas mais uma dentre tantas reivindicações de toda essa massa de povo brasileiro que finalmente acordou para a triste realidade que se transformou o nosso país.

    Mas também não é uma “massa de reaças, das elites” querendo derrubar o atual governo. Nem de longe o que estamos vivendo nestes dias aqui no Brasil resume-se a uma guerra ideológico-partidária. Está bem acima disso, muito além dessa pequenez de pensamento na verdade.

    O Brasil acordou para questões muito mais importantes do que a levantada inicialmente e, sendo bem “blasé”, a questão da tarifa foi apenas a gota d’água. Era apenas o que faltava para o barril explodir. Barril este milimetricamente projetado e construído pelos políticos que estão no poder há muito tempo.

    Agora esse é um movimento do povo, pelo povo e para o povo, pelo bem de nosso país!

    VemPraRua

    Não sabe como ou ainda não entendeu? Vou citar algumas coisas:

    – Licitações: este sempre é um problema nos órgãos públicos e é onde a corrupção acontece de forma deslavada. No transporte público não é diferente.

    – Copa e olimpíadas: lamentavelmente o povo só se tocou disso depois de toda a merda feita. Quiçá esse povo tivesse saído às ruas à aplaudir quando o país foi eleito para a realização destes eventos. Se pegarmos o dinheiro público que foi lançado apenas no novo estádio do “Curintia” e o revertesse em subsídios para o transporte público, certamente isso tudo não estaria acontecendo agora. Teriam dinheiro para subsidiar por anos o problema. E assim com toda a dinheirama jogada literalmente no LIXO com esses estádios que não vão trazer absolutamente NADA de retorno efetivo para o país, para o nosso povo.
    Ontem ainda vi um amigo (que respeito muito) fazendo uma comparação no mínimo estranha: comparando os estádios com o sambódromo do RJ. O erro dele foi deixar passar um pequeno gigantesco detalhe: no sambódromo, fora do carnaval, o espaço todo vira uma ESCOLA PÚBLICA. Os camarotes são transformados em salas de aulas e por aí vai. Já nos estádios, só a FIFA, CBF e os times poderão aproveita-los.

    – Educação: observem a caquética situação e qualidade da educação em nosso país minha gente. Figurar entre os últimos num ranking mundial é mais do que motivo de vergonha. Nossas escolas estão sucateadas, destruídas, sem infraestrutura básica, professores recebendo salário de miséria, a qualidade do ensino uma extrema piada de mau gosto jogando para fora de seus muros alunos com o diploma que mal sabem ler, escrever e contar coisas básicas.

    -Saúde: SUSto! Precisa dizer mais alguma coisa? Alguém aí tem coragem de dizer que a população é bem atendida, que não morre ninguém por falta de leitos, medicamentos entre tantos outros problemas sobre o tema? Em países sérios existem Centros de Controle de Zoonozes (que cuidam de animais) que fazem nossos hospitais parecer verdadeiros chiqueiros.

    – PEC33 e PEC37: Não! O povo brasileiro não aceita este covarde, ilegítimo, safado e inescrupuloso golpe em nossa Constituição e Estado de Direito. Fruto de um grupo de politiqueiro condenados por crimes contra o erário público e que agora querem se safar a qualquer custo de suas condenações. E também daqueles que estão envolvidos e que ainda não foram pegos/denunciados e pretendem, com isso, continuar a sua vida fácil, corrupta, ligando o foda-se para o povo que os elegeu. Entram aqui também os empresários canalhas que participam destes circos.

    – Segurança: alguém se sente seguro nas ruas e, até mesmo dentro de suas casas? Nossas policias dispõem de estruturas e meios efetivos (também de efetivo) suficiente para garantir a nossa segurança? Nosso sistema prisional comporta a atual demanda? Os presídios tem estrutura? Nosso código penal está correto e coerente?

    -Sistema Eleitoral: outro grande problema que os politiqueiros não querem, convenientemente, resolver. É um sistema falido que só favorece os grandes, as raposas e ratazanas já estabelecidas. Quando estes aparecem falando algo sobre o assunto, é sempre na contramão do que a sociedade deseja e, também sempre, na tentativa de garantir ainda mais facilidades para as suas próprias vidas parlamentares.

    – Carga Tributária: é insana! Trabalhamos mais de 3 meses apenas para arcar com a carga tributária atual. Os governos arrecadam “zilhões” com os impostos que simplesmente desaparecem e não são revertidos, ou devolvidos, de maneira justa para a população.

    – Doações e empréstimos: engraçado que “nunca tem dinheiro pra nada”, mas para fazer caridade com o chapéu alheio, sempre tem. É um tal de doação pra um, empréstimos para outros (que na verdade nunca sabemos se foram realmente devolvidos) e assim tocam o barco. Enquanto vão fazendo isso, não tem dinheiro para acabar com a fome do povo que anda comendo terra (não é nem barro pois até a transposição do São Francisco está empacada enquanto o dinheiro jorra para os bolsos de alguns e o povo morre de sede), para construir escolas e hospitais onde não existem, deixar a malha rodoviária decente, ate mesmo nas grandes cidades existem pontos sem qualquer saneamento básico, etc etc etc etc etc etc etc etc etc ¬¬

    – Estado Laico: sim, este também é um dos motivos desta insatisfação do povo. Todo país que tem a sua democracia tolhida por religiões estão vivendo literalmente na MERDA. Vejam os fundamentalistas do oriente médio. Se você não segue o que a “bíblia” diz você tá ferrado meu irmão. Lembram-se da Malala que apenas queria estudar? Pesquisem e vejam as atrocidades cometidas por religiões em países que conseguiram dominar. Se queremos realmente viver numa democracia, a religião deve colocar-se no lugar dela e não pode dominar absolutamente nada, politicamente falando. E isso, não é o que temos visto aqui no Brasil onde uma “bancada cristã” (pra mim satanista tirando por suas ações) formada especialmente por membros de grandes igrejas  QUE TEM TOTAL ISENÇÃO FISCAL anda dominando a cena dentro do governo.

    – Corrupção: e tudo isso, e muito mais que deixei de citar ainda, tem sua fundamentação nessa palavrinha asquerosa, fruto de gentalha inescrupulosa que na verdade não estão nem aí para mim, para você, para o povo brasileiro.

    Elenquei estes motivos (causas) como principais, mas sabemos muito bem que existem muitos, mas muitos outros ainda.

    Ok!

    E o que isso tudo tem a ver com o Design? O que esse momento tem a ver conosco?

    Sim, a regulamentação profissional é uma reivindicação justa também e precisamos aproveitar esse momento para nos unirmos em favor dela. Assim como existem grupos reivindicando A, outros B, outros C, alguns reivindicando A+B+C e assim por diante, porque não podemos também colocar esta nossa questão na pauta?

    Não vi até agora (e olhem que estou analisando freneticamente as imagens e vídeos) qualquer cartaz nas manifestações abordando o tema.

    Tá, diante da problemática toda e mais séria que o atual momento apresenta – na verdade escancara – este pode ser um tema pequeno, porém não pode e nem deve ser esquecido por nós.

    Acompanho muitos profissionais e estudantes de design, de todas as áreas e são poucos os que usaram suas redes sociais para defender isso aproveitando o momento. Muitos, sequer compartilharam uma mínima foto ou frase sobre a manifestação até agora.

    E aí?

    Vai ficar “deitado eternamente em berço esplêndido” até quando?

    Vamos gente!!!

    #VemPraRua

  • N Design 2013 – Salvador!

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    Pois é pessoal, está chegando mais uma edição do N Design – Encontro Nacional dos Estudantes de Design.

    Para quem não conhece e nunca participou, o N Design é um evento político, acadêmico, científico, cultural, anual, itinerante, sem fins lucrativos e sempre vinculado a uma entidade base formada por estudantes de design. É o maior evento de design do Brasil e um dos maiores da América Latina.

    A edição 2013 será realizada em Salvador (já montou a sua caravana?) e acontecerá entre os dias 21 e 28 de julho.

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    O pessoal da CoNe está trabalhando pesado para garantir a realização de mais um evento mega legal e recheado de conteúdos para todos os participantes.

    O tema deste ano é “Insira o seu contexto aqui” e tem por finalidade pegar as milhares de pessoas com objetivos, bagagens culturais e intelectuais diferentes, mas que são unidas por um objetivo além do conhecimento em design: a troca de experiências.

    O tema promete. Leia mais sobre o tema 2013 aqui

    As inscrições ainda não estão abertas. Por enquanto apenas as para os editais (caso você queira compartilhar um pouco de seu trabalho e produção através de oficinas, veja neste link como participar).

    Fique atento à página do N Design 2013 no facebook  e também no site desta edição. Praticamente todos os dias tem novidades quentinhas sobre a edição.

    NDesign2013b

  • SOBRE A REGULAMENTACAO DO DESIGN: Que representatividade é essa?

    Pois bem meus leitores, no momento atual em que a regulamentação profissional está em pauta, faz-se necessário novamente levantar alguns pontos sobre este assunto e apresentar dados reais sobre o que está acontecendo, de fato, com a nossa área. Mais precisamente, a forma antiética da atuação da Associação Brasileira dos Designers de Interiores Decoradores, doravante apenas ABD, nos bastidores deste processo.

    1. Histórico da regulamentação:

    Não é de hoje que lutamos por uma profissão regulamentada aqui no Brasil. Foram tentativas que infelizmente foram derrubadas:

    1980 – PL n° 2946/80 – autoria Deputado Athiê Coury – arquivado em 1983;

    1983 – PL n° 1055/83 – autoria deputado Celso Pessanha – arquivado em 1989;

    1989 – PL n° 03515/89 – autoria deputado Meurílio Ferreira Lima – arquivado em 1993;

    1989 – PL n° 6647/02 – autoria do deputado José Carlos Coutinho – arquivado em 2003;

    2003 – PL n° 2621/2003 – autoria deputado Eduardo Paes – arquivado em 2007;

    Observem que são mais de 30 anos de esforços na tentativa de regulamentar o Design aqui no Brasil. Das tentativas anteriores o que se pode observar basicamente são duas coisas:

    A – a desinformação sobre a área que imperava na maioria dos parlamentares;

    B – o forte lobby dos arquitetos agindo nos bastidores do Congresso Nacional.

    O primeiro ponto (A) fica claro nos votos dos relatores e pareceres das comissões quando afirmam coisas mostrando que o entendimento deles sobre a área estava equivocada: tratavam Design como Artesanato.

    O segundo ponto (B), no vídeo da ADG que apresento mais abaixo onde fica bem clara a existência dele e de sua força lá dentro.

    Como todos sabem, atualmente tramitam no Congresso Nacional dois Projetos de Lei (PL) de regulamentação de profissões de Design, à saber:

    O PL 1391/2011 de autoria do Deputado Penna que regulamenta a profissão do Designer contemplando todas as áreas, menos a nossa. Este PL já está na última Comissão e tem todas as possibilidades de ser aprovado, finalmente, e ir para a sanção presidencial.

    O PL 4692/2012 de autoria do Deputado Ricardo Izar que regulamenta a área de Design de Interiores, projeto este feito pela ABD e que, em vários aspectos, minimiza a área apenas ao objeto arquitetônico além de diversos outros problemas que este não trata. (farei um adendo à isto no capítulo 2, abaixo).

    Isso se deve à ingerência e arrogância da ABD ao se achar no direito de “falar em nome de todos os profissionais”, inclusive aqueles que não fazem parte de seu quadro de associados que, diga-se de passagem, é a maioria esmagadora dos profissionais habilitados aqui no Brasil.

    Tudo aconteceu na primeira reunião da comissão formada por designers de varias áreas e de renome nacional (Van Camp, Harsi, Porto entre outros), que se uniram em prol da regulamentação para estudar e elaborar um texto base (minuta) que servisse para o futuro PL de regulamentação.

    Nesse contexto inicial, foram chamadas as associações profissionais para fazer parte da comissão. Mesmo com protestos de diversos profissionais de Design de Interiores (ainda na época do Orkut), alguns membros da comissão resolveram manter a ABD como integrante da comissão e não abriram a possibilidade da participação de uma única voz discordante da ABD lá dentro.

    Um aparte: a ADG, ADP e outras associações de design atuam dentro de suas áreas específicas respeitando-as e construindo-as. É bastante raro perceber, mesmo na web, vozes dissonantes ou contrárias às mesmas com dados precisos e contundentes. Fato este que não ocorre com relação à ABD: ela sempre foi alvo de graves críticas, desmascarada em ações nada éticas e, principalmente, nunca ouviu realmente o que os profissionais habilitados falam. Até mesmo os associados reclamam que nunca conseguem ajuda alguma desta associação, especialmente jurídica e de relações de mercado.

    Este fato pode ser observado neste vídeo do “Encontro ADG: Sobre a Regulamentação do profissional de Design”, nas palavras do designer Ernesto Harsi que diz, com todas as letras, os motivos da área ter sido retirada do PL. A partir dos 30 minutos começa a parte que ele deixa isso bem claro. Sobre a ABD, está a partir do minuto 32:20m.

    http://www.ustream.tv/recorded/22297935

    2. Falsidade e mascaramento

    Para mascarar tudo isso, vez ou outra a ABD lança umas “pesquisas de mercado” em seu site. Porém, comodamente, ela não toca nas questões que são as mazelas do mercado. Assim é fácil passar a impressão que a profissão é um “mar de rosas”, que a profissão é magnífica e que todos vão sair nas revistas de alta circulação e mídias além de ficarem ricos. E, quando aparece alguma outra pesquisa levantando assuntos espinhosos e sérios, tentam desqualifica-la.

    Vale lembrar que a ABD significa na realidade Associação Brasileira dos Decoradores. Quando a área de Design de Interiores/Ambientes começou a ganhar espaço na mídia e status no mercado (na gestão da Brunette Fracaroli), numa reunião fechada da diretoria eles resolveram alterar a denominação para Associação Brasileira dos Designers de Interiores.

    Mas vale ressaltar que a ABD é uma associação multiprofissional: ela agrega basicamente três profissionais entre seus associados:

    Os decoradores, dos quais muitos deles são oriundos daqueles antigos cursos de curta duração que eram oferecidos por instituições como Senac, por exemplo. Observa-se que, considerando este aspecto, nem de longe chega perto da amplitude formativa do Design de Interiores/Ambientes.

    Poucos decoradores oriundos dos primeiros cursos superiores da área que são o início da implantação (tardia se comparada aos outros países) da área de Design de Interiores/Ambientes no Brasil.

    Os arquitetos decoradores, como aqueles profissionais que não trabalham – ou pouco trabalham – com arquitetura, mas que também não tem formação ou especialização alguma em Design de Interiores/Ambientes e que encontraram na área de Design e Decoração um excelente filão a ser explorado com interesses financeiros.

    E finalizando, os designers que são formados por escolas técnicas ou superior, devidamente habilitados em Design de Interiores/Ambientes.

    Ou seja, ela não é nem nunca foi uma associação exclusiva da área de Design de Interiores/Ambientes.

    Abaixo, apresento uma tabela quantitativa de associados que fiz com base nos dados levantados por mim no site da própria ABD no dia 06/03/13, na seção “Guia de Designers”:

     varanda_19 Mar. 14 02.42

     Vale aqui ressaltar alguns pontos interessantes encontrados nessa lista:

    * Estados onde percebi nomes duplicados sejam como estudante/estudante, estudante/profissional ou profissional/profissional ou ainda, todas as duplicações exemplificadas.

    ** Acreditem, o único estudante cadastrado está duplicado

    *** Pelo numero elevado de associados me poupei de contar tendo de fazer a seleção visual na lista buscando identificar entre profissionais e estudantes cadastrados e misturados sem a possibilidade de filtrar os resultados. Porém percebe-se uma alta quantidade de nomes duplicados (mais de 40 numa rápida olhada em menos da metade da lista completa do estado).

    De acordo com o site da ABD no dia 13/03/2013, há um total de associados de 2.773. No entanto, estima-se que hoje existam mais de 30.000 profissionais habilitados formados na área aqui no Brasil atuando nos mais diversos setores do mercado: lojas, escritórios próprios, empregados em escritórios de outros profissionais, indústrias, Instituições de Ensino Superior e Técnico entre outros.

    É bastante comum vermos notícias da ABD alegando que o quadro de associados vem crescendo “vertiginosamente”. Em 2012 li matérias onde a ABD ora alegava ter 8.000, em outra anterior eram 9.000, no final do ano somavam 10.000 associados. Estamos em 2013 e o site da associação (recentemente totalmente reformulado e atualizado segundo a própria associação) mostra números bem diferentes.

    Alegarão o que sobre esta discrepância?  Seja o que for eu acredito mesmo é na ineficiência e desorganização da associação. Como pode uma associação crescer assim enquanto suas regionais fecham as portas? Isso é informação de fonte segura. Mas, mesmo com o hipotético numero de 10.000 associados, não cabe representatividade legal por não ser uma associação exclusiva.

    Por ser esta uma associação multiprofissional, em nome do bom senso e da ética de mercado, ela deveria apresentar corretamente os associados deixando clara a sua formação. Entretanto, ela prefere afirmar que todos são designers, incluindo os ainda estudantes, lançando-os todos dentro de um mesmo balaio alimentando, assim, a desinformação sobre a área.

    Não se sabe quantos arquitetos fazem parte dessa lista, nem quantos são os decoradores e muito menos quantos designers devidamente habilitados estão ali escondidos. E os ainda estudantes, aparecem em seu site como DESIGNERS!!!!

    Claro, se ela fizer esta distinção entre os profissionais associados será obrigada a fazer a correta separação e consequente divulgação das barreiras profissionais, segmentando seus associados em grupos específicos. Isso fatalmente levaria vários profissionais que ali estão associados, já com anos de carreia, a serem impedidos de realizar determinados trabalhos por não serem devidamente habilitados para tal. Incluindo diretores.

    Também devo salientar que a ABD jamais terá coragem de enfrentar os desmandos e abusos cometidos pelo CAU, CREA e outros órgãos ligados à Arquitetura e à Engenharia contra os profissionais de Design de Interiores/Ambientes. Na verdade ela somente se mexe quando estes órgãos atingem algum dos diretores, como foi o caso da Fabianne Brandalise(que era diretora regional do PR), de Curitiba, que se viu envolvida num mal estar com arquitetos provocado por um erro de uma jornalista. Um dos problemas corriqueiros no mercado de trabalho que afeta muitos profissionais  e que, apesar das denúncias – incluindo de associados –  a ABD sempre fazia “vistas grossas” e nunca agia na defesa destes.

    Outro fator que devo salientar para deixar claro a não representatividade da ABD sobre a área de Design de Interiores/Ambientes é a sua consciente ignorância sobre a mesma. Observem este vídeo que a ABD lançou anteontem (12/03/13) em sua página do facebook:

    É o programa Transforma Decor de Vitória-ES. Na entrevista, a atual presidente Renata Amaral descreve a profissão e também o Jéthero em sua fala faz alguns complementos.

    Perceberam como a ABD amarra a área exclusivamente ao objeto arquitetônico?

    Para esta associação, Design de Interiores/Ambientes é somente isso: aquele profissional que visa melhorar a casa, a loja, o escritório. Duvida ainda? Olhem o que diz o site da associação:

    “O que é?

    (…)

    Um projeto de interiores deve considerar a estrutura do edifício, sua localização, o contexto social e legal do uso e o respeito ao meio ambiente. A criação exige uma metodologia sistemática e coordenada que inclui pesquisa e levantamento das necessidades do Cliente e sua adequação às soluções estruturais e de sistemas e produtos.”

    “Especialidades

    Designers de interiores podem ser especializados em um ou mais segmentos de atuação, sejam eles residenciais ou comerciais.

    Residencial – Projetos de interiores para casas e apartamentos, novos ou reforma, localizados no campo, na cidade ou na praia, com intervenção em salas, cozinhas, banheiros, dormitórios e outras áreas. Para elaborar um projeto de interiores na área residencial estuda-se os hábitos dos indivíduos habitantes do espaço, como desejos aspiracionais e de relacionamento entre os membros da família, e as condições do edifício. Aspectos técnicos como elétrica, hidráulica e outras condições precisam ser avaliadas com atenção nos projetos residenciais

    Comercial – Na área comercial, as exigências associadas à performance econômica são mais importantes e devem ser consideradas, ainda, questões como segurança, normas e regulamentos para cada segmento. Muitos designers de interiores são especializados em diversos campos do design comercial:

    – Entretenimento: Emprego de avançadas tecnologias na concepção de espaços tais como: salas de cinema, teatros, casas de espetáculo, museus, galerias de artes, clubes de música e jogos etc.

    – Saúde: Ambientes desenvolvidos sob rígidas condições de operação que abrigam clínicas, ambulatórios, consultórios médicos e dentários entre outros.

    – Hospitality: Espaços destinados a prestar serviços ao público, como restaurantes, hotéis, auditórios, centros de convenções, night clubs etc.

    – Escritórios (ou Espaços Corporativos): Instalações para acomodar colaboradores, dentro de exigências de conforto e saúde, em empresas de qualquer porte ou ramos de atuação.

    – Varejo: Planificação de lojas, supermercados, shoppings centers, showroons, padarias e outros espaços destinados à comercialização de produtos e serviços.”

    E o restante de segmentos (nichos de mercado) que não são atrelados à Arquitetura e que nós podemos sim atuar? E os segmentos que auxiliam a alavancar a economia, o bem estar social e ambiental, a segurança entre tantos outros?

    Eles não falam sobre isso, pois simplesmente não conhecem a área em sua essência, em sua amplitude, em sua complexidade e abrangência. Existem muitos associados – incluindo diretores – que não tem formação em Design. Portanto, são incapazes de projetar outros espaços/ambientes como, por exemplo, uma aeronave. Logo, não são na verdade Designers de Interiores/Ambientes.

    3. Conselho? Piada!

    Fui usado de diversas formas pela ABD na tentativa de calar-me e nisso inclui-se o fato de membros desta associação se aproximar de mim passando-se por “amigos”.

    Um exemplo disso é o diretor Jéthero que, após diversas trocas de e-mails PARTICULARES entre eu e ele, estes foram apresentados abertamente numa reunião de diretoria (tenho testemunhas lá dentro que presenciaram o fato e estão dispostas a testemunhar sobre o ocorrido caso necessário).

    Num momento anterior a isso e importantíssimo sobre essa situação é que, na última conversa que tive com o Jéthero por telefone (quando aguardava a conexão de vôo em São Paulo para Londrina no retorno do NDesign 2012), ele me falou que os planos da ABD eram regulamentar a área separadamente para inseri-la dentro do CAU!!!

    É!!! Eles não querem um Conselho Federal próprio. É mais fácil eles se manterem no poder dentro do CAU (com diretorias indicadas) de quem já são muito amigos que num Conselho próprio onde há eleições que não podem ser manipuladas com tem sido as da ABD.

    Já temos problemas demais com alguns arquitetos que não nos aceitam (incluindo autoridades do CAU) e ainda querem nos enfiar lá dentro?

    Seremos o que afinal de contas? O mesmo que os arquitetos foram por anos dentro do CREA? Massacrados, sem voz, sem preferência, sem tudo? Foram estes problemas que os levaram à alforria e à criação do CAU, separando-se definitivamente dos engenheiros para que pudessem cuidar decentemente da Arquitetura. Viviam num Conselho onde existiam “50 tons” de Engenharia (especialidades) e “2 tons” de Arquitetura (Arquitetura e Urbanismo). Óbvio que eram voto vencido. Uma batalha inglória e injusta.

    Vale ressaltar aqui a visão tosca que o sistema CREA/CONFEA tem sobre a área de Design de Interiores. Até hoje o sistema CREA/CONFEA não aceita o registro de profissionais de Design de Interiores com nível superior. Aceitam apenas o registro se este for de nível médio (técnico) e de acordo com as legislações internas, as atribuições profissionais são apenas aquelas relativas à Decoração. Não consegui ainda encontrar nada do CAU sobre o assunto, mas duvido que haja diferença nesse discernimento sobre Design de Interiores/Ambientes uma vez que estas legislações do sistema CREA/CONFEA foram feitas dentro da Câmara de Arquitetura do CREA, antes da existência do CAU.

    4. Outros

    E como se não bastasse tudo isso, esta associação age de maneira mafiosa. É bastante comum as empresas oferecerem aos profissionais programas de benefícios. Alguns pagam as promíscuas RTs, outras premiam os maiores especificadores com viagens e outros prêmios. Porém o que vemos em grandes redes como a Tok & Stok, Etna, Leroy Merlyn e tantas outras lojas grandes e importantes é a exigência da associação à ABD para poder fazer parte dos programas. Há também mostras e até mesmo concursos que exigem a associação.

    Mas isso é CRIME!

    A ABD não tem representatividade e tampouco poder legal de um Conselho Federal para impor estas restrições no mercado ou qualquer norma sobre a área. Ela força a reserva destes benefícios e direitos apenas para seus associados.

    Também levanto a questão do desrespeito com todos os profissionais de Design envolvidos direta e indiretamente na elaboração e tramitação do PL 1391/2011 que regulamenta o Design. É fato que o Design ainda não é compreendido corretamente por alguns parlamentares. Até mesmo na tramitação deste PL houveram algumas confusões de conceito, como as já demonstradas no inicio e a ADEGRAF teve que trabalhar muito lá em Brasília esclarecendo os parlamentares que ainda tinham dúvidas sobre a área.

    Porém, quando encaminhei o e-mail ao Jéthero (aquele entre eu e ele que ele apresentou à toda a diretoria) dizendo que nós (diversos designers que mantenho contato e que me seguem nas redes sociais e aqui em meu blog) não apoiaríamos o PL deles e que daríamos apoio integral ao PL do Design  o que a ABD fez?

    Mostrou a verdadeira face: arrogância, prepotência, desrespeito e egoísmo.

    No desespero de perder o suposto poder que acreditam ter, enfiaram o PL deles dentro do Congresso Nacional cientes que esta confusão de conceitos e entendimento sobre Design poderia levar todo o trabalho feito até aqui pró-regulamentação do Design pelo ralo, atropelando todos os que outrora chamaram de amigos e deram tapinhas nas costas (a comissão do Design e associações envolvidas).

    Oras, um deputado que ainda tem dúvidas sobre o que é Design certamente irá pensar:

    Mas o que é isso? Acaba de passar um PL por aqui sobre Design e agora vem mais um?”

    Isso irá acontecer até mesmo com os que já são esclarecidos com relação ao tema e, fatalmente poderá atrapalhar o andamento do PL do Design isso se não chegar a parar a sua tramitação e, mais uma vez, vermos todo o árduo e competente trabalho desenvolvido por uma equipe séria ser desmantelado por mero egoísmo de um grupinho.

    Não podemos permitir que isso aconteça.

    É jogo sujo demais por trás de uma fachada bonitinha.

    Com isso tudo exposto fica então a questão:

    Que representatividade legal é essa que ela diz ter para “falar e agir em nosso nome”?

    No meu ponto de vista, NENHUM!!!!

    5. Concluindo

    Portanto, diga não ao PL 4692/2012 da ABD.

    Encaminhe e-mails aos deputados de seu estado rejeitando este PL.

    Encaminhe e-mails ao deputado Ricardo Izar (dep.ricardoizar@camara.leg.br) rejeitando este PL.

    Encaminhe e-mails à relatora Dep. Andreia Zito (dep.andreiazito@camara.leg.br ) rejeitando este projeto.

    Encaminhe e-mails aos deputados da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público rejeitando este PL. Para saber quais são os membros acesse este link que irá aparecer uma lista de membros por partido. É essencial que todos os deputados desta comissão recebam e-mails rejeitando o PL da ABD. http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ctasp/conheca-a-comissao/membros

    Mas só rejeitar não adianta.

    Temos de dar apoio ao PL 1391/2011  que está atualmente na CCJC – Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Aqui está a lista dos membros desta Comissão: http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ccjc/conheca/membros

    Além de apoiar o PL 1391/2011, devemos apresentar o nosso desejo de que a nossa área seja inserida no referido PL após a sanção presidencial, através de emenda.

    Isso é fácil de se fazer, rápido, justo e ético.

    Caso você não goste de escrever ou tenha dúvidas sobre o conteúdo do texto para encaminhar aos deputados, copie o link deste post e encaminhe aos deputados apresentando-se como profissional da área e solicitando que eles leiam com atenção este post.

    Faça a sua parte!!!!

    O Design brasileiro agradece!!!

  • Mitos contra a regulamentação

    O Ed postou no portal DesignBR ontem um texto da Camila Mariana Coutinho sobre a regulamentação profissional.

    Numa primeira lida (rápida) não percebi alguns detalhes contidos no texto. Passo então a analisa-lo e, porque não, desmistificar alguns argumentos (não ficou claro se são dela ou ela coletou pela web) contra a regulamentação profissional dos designers citados no texto dela.

    1 – Desvalorização da profissão, a partir da oferta de cursos de baixa qualidade e estudantes pouco comprometidos com o conhecimento, buscando apenas o diploma para exercício profissional.

    É absurdamente equivocado este tipo de pensamento.

    Sobre a qualidade dos cursos ofertados a tendência pós-regulamentação é que eles melhorem e muito em qualidade e que aqueles oferecidos por “uniesquinas” acabem por falir (graças a Deus!).

    A questão é simples: atualmente o MEC não consegue fiscalizar todas as universidades e cursos existentes no Brasil. Falta estrutura, faltam profissionais e falta, principalmente, vergonha na cara dos donos das IES privadas. Digo isso, pois eles contratam mestres e doutores apenas para aprovação do curso. Com a resolução em mão a tendência é demitir os mestres e doutores e ficar apenas com, quando muito, especialistas. Outro fator diz respeito à infraestrutura: o que tem IES privadas por aí que alugam bibliotecas vocês não fazem idéia.

    No conselho federal deve existir uma diretoria de ensino e pesquisa que irá avaliar os cursos juntamente com o MEC ( ou auxilia-lo a melhorar as diretrizes) assim como acontece nos cursos das profissões já regulamentadas. É esta diretoria que irá propor correções nas matrizes, direcionar ementários “desfocados” entre tantas outras ações visando sempre a melhora da qualidade dos cursos ofertados. Ou então, pode-se optar por outra instituição credenciada junto ao conselho para que faça especificamente este serviço. Olhem aqui o site da ABEA – Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo.

    Já sobre os estudantes isso sempre existiu e sempre existirá, regulamentada ou não a profissão. A questão é que estes que levam o curso “empurrando com a barriga” dificilmente conseguirão um lugar ao sol no mercado.

    2 – O custo das empresas com encargos trabalhistas seria transferido para os projetos, elevando os preços e prejudicando a contratação legal por parte das micro e pequenas empresas.

    Não vejo arquitetos, engenheiros e outros profissionais reclamando disso.

    É preferível então ter uma vida profissional clandestina só para manter os valores ridículos que tem sido praticados no mercado?

    É preferível então não ter segurança jurídica alguma?

    É preferível então continuar usando a conta bancária pessoal na vida profissional?

    É preferível então desgastar dia a dia o carro pessoal no trabalho porque não conseguimos abrir um leasing em nome da empresa?

    É preferível então ficarmos reféns do mercado perdendo grandes oportunidades nas licitações públicas por não sermos pessoas jurídicas?

    Posso citar ainda muitas outras situações que desmentem facilmente essa artimanha. Mas creio que já está bom.

    3 – Obrigatoriedade do registro na entidade profissional, o que nem sempre significa cumprimento dos direitos por parte das empresas.

    Não sei, mas acredito que esta afirmação tem um erro. No lugar de “direitos” deveria estar “deveres” ou “responsabilidades”.

    Se é para ser como está escrito, direito é direito. Se o seu foi desrespeitado vá atrás deles. Denuncie e, se necessário, busque-os por vias judiciais.

    Se estiver realmente incorreta e deveria estar “deveres”, e aí é uma questão de ética pessoal e profissional. Quem não cumpre com seus deveres profissionais, definitivamente boa praça não é. Logo, não merece ter direitos e os benefícios destes.

    4 – Exclusão do mercado de profissionais autodidatas que apresentam trabalhos de ótima qualidade.

    Em momento algum a regulamentação profissional visa excluir quem já atua no mercado. Se é um profissional de “ótima qualidade”, tem portfólio que comprove, qualidade nos projetos e os anos mínimos de exercício profissional previstos na Lei da regulamentação, poderá continuar a atuar tranquilamente.

    Mas na parte dos prós encontrei um probleminha também:

    Reserva de mercado.

    Quem insiste em bater nessa tecla mostra claramente que desconhece o inteiro teor do PL e a Lei brasileira. Reserva de mercado é crime, simples assim.

    O que acontece é que, regulamentada a profissão, a pessoa para exercer a profissão terá de obedecer o que diz a nossa Constituição Federal:

    Art. 5º – XIII – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;

    Ou seja: a partir da regulamentação, quem quiser trabalhar na área terá de fazer uma coisinha que está bem fora de moda (e cada dia mais fora) atualmente: estudar.

    Infográfico do http://www.designbrasil.org.br.

    Outro equívoco dela foi dar destaque ao projeto de regulamentação do Design de Interiores enfiado pela ABD via deputado Ricardo Izar e não questionar veementemente a não inserção de nossa área no PL do Design.

    Essa é a derradeira tentativa da ABD vir a ser o Conselho Federal da área. É o que eles sempre quiseram, sonharam, e desejam com todas as forças (negras e egoísticas) de suas almas. Tanto que suas ações provam isso ao vermos várias empresas (Tok&Stok, Etna, Leroy Merlin e várias outras) exigindo a filiação à ABD para poder fazer parte de seus programas de parcerias e benefícios.

    Já escrevi diversas vezes e repito: a ABD é apenas uma associação. Não tem direito algum de tentar regulamentar nada e tampouco impor-se como autoridade sobre a área. Isso é papel dos Conselhos Federais e isso, definitivamente, ela não tem moral e nem ética para ser.

    É ilegal esse posicionamento que ela tem forçado as empresas à tomar. Tanto ela quanto as empresas que cedem aos seus chiliques estão passíveis de punição na Lei.

    Bom, por hora é isso o que eu tinha a esclarecer sobre este assunto.

    Até o próximo post!!!

  • Com o perdão da palavra neste momento…

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    Primeiramente deixo aqui o meu pesar às famílias que perderam seus entes (crianças ainda) nesse desastre horrível na boate Kiss em Santa Maria – RS.

    Deixo também o meu pesar aqueles que perderam amigos de modo tão absurdo.

    Deixo o meu pesar também à bela e acolhedora cidade de Santa Maria que tive o prazer de conhecer ano passado quando fui palestrar na UFSM durante a Semana Acadêmica de Design.

    Rogo a Deus que derrame sobre todos vocês as suas bênçãos, sua paz e em seu infinito amor conforte seus corações nesse momento tão triste e doloroso.

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    fonte: Folha de São Paulo

    A imagem acima representa o que estou sentindo neste domingo sombrio e triste. Compartilho a dor e o desespero de meus irmãos rio-grandenses.

    Mas, com o perdão da palavra neste momento de tanta dor e desolação, faz-se necessário expor algumas verdades.

    É de conhecimento de todos que a maioria absoluta das casas noturnas e espaços de diversão e entretenimento aqui do Brasil não respeitam as normas de segurança. Isso se deve a diversos fatores que levanto a seguir:

    1 – PROPIETÁRIOS DE ESTABELECIMENTOS

    É muito comum no dia a dia profissional, quando apresentamos projetos para proprietários desse tipo de estabelecimento (por vezes até mesmo em residências, lojas, etc) que eles comecem a chiar, reclamar por causa dos custos. É um tal de corta isso, tira aquilo que dá medo. O fato é que eles priorizam a estética (beleza) deixando de lado a técnica (segurança).

    Quando nos negamos a eliminar itens essenciais para a segurança e acessibilidade, muitos clientes fazem os acertos nos bastidores com os mestres de obras e pedreiros que desconhecem, na maioria, as Leis. Quando chegamos à obra para fiscalizar o andamento a coisa toda já foi feita. Muitas coisas foram alteradas sem a permissão ou aval do profissional responsável pela obra. E, quando o profissional percebe tais alterações e solicita a assinatura por parte do cliente de um documento relatando as alterações projetuais, isentando-o da responsabilidade nestes itens especificamente, geralmente inicia-se uma guerra entre os dois lados e dificilmente o profissional consegue tal assinatura.

    Isso tudo quando existe algum profissional por trás do projeto, pois é sabido que existem muitas casas desse tipo que nem isso tem. Muitos proprietários simplesmente acham que o seu bom gosto basta e montam verdadeiras arapucas para os usuários destes espaços.

    Não devemos nos esquecer também que, em caso de pânico, até prove-se a veracidade do acontecimento, as portas dos estabelecimentos são fechadas para que ninguém saia sem pagar a sua comanda. E isso são ordens dos proprietários, gananciosos e dinheiristas. Outro detalhe é que, no caso, apesar da estrutura baixa do palco aliada à irresponsabilidade do proprietário em contratar a banda permitindo o uso de fogos sabendo que o isolamento era de espuma logo, altamente inflamável. E agora a pergunta: Que diabos – ou quem foi o diabo – que especificou espuma para isso sendo que existem inúmeros produtos mais adequados e, especialmente, anti-chamas?

    2 – PROFISSIONAIS DAS ÁREAS ENVOLVIDAS

    Já cansei de ver profissionais curvando-se aos pedidos dos clientes. Aquela velha história de “o cliente sempre tem razão” infelizmente muitos levam ao pé da letra desconsiderando as questões acima já citadas.  Já outros preferem o lado negro da atuação profissional buscando o “jeitinho brasileiro” para resolver os problemas.

    Alguns anos atrás fui convidado para participar do projeto de uma casa aqui em Londrina. Na primeira reunião que tive com a arquiteta e o proprietário ela estava se gabando, super feliz por uma coisa que tinha conseguido efetivar durante o dia: a liberação do projeto junto ao Corpo de Bombeiros. Porém o fato é que o projeto tinha diversos problemas relativos à segurança e, nada que um bom “cachê” não resolvesse. E resolveu. O projeto foi liberado, uma casa que comporta mais de 3000 pessoas, com apenas UMA saída de emergência minúscula. O piso superior da casa não dispunha de uma saída independente levando os usuários, em caso de pânico, a ter de descer uma escadaria e entrar no meio do empurra-empurra para tentar alcançar essa única saída de emergência afunilada.

    Podem se perguntar se eu fiz a denúncia e respondo: não fiz. Não sou arquiteto e tampouco engenheiro, não é responsabilidade minha fazer isso, especialmente porque a fulana é uma das bambambãns daqui. Outro fator é que em Londrina imperam os cartéis, as máfias, os grupinhos que adoram tirar vantagem de todos e tudo. Não iria virar alvo fácil para sei lá o que. No entanto, conversei com diversos profissionais de arquitetura e engenharia sobre o caso na esperança que estes levassem a denúncia ao CREA e que este, como órgão fiscalizador, cumprisse o seu papel. Mas a casa foi inaugurada e está funcionando normalmente sem qualquer alteração. E onde estão os fiscais que deveriam bater em todas as obras analisando se tudo está realmente sendo feito de acordo com o projeto para o qual a ART foi assinada? Será também que estes fiscais desconhecem tais normas e leis de segurança e não conseguem perceber esses erros em suas visitas de fiscalização?

    Fonte: G1
    Fonte: G1

    Outro fator que deve ser considerado são as falhas projetuais cometidas pelos profissionais.  A imagem acima é a planta baixa da boate Kiss (desconsidere a legenda ao lado direito e preste atenção na planta). Muitas vezes vemos coisas básicas que não deveriam acontecer como, por exemplo, banheiros com péssima – ou nenhuma – ventilação salvo aqueles exaustores minúsculos que, em caso de pane elétrica, param de funcionar. Deve-se levantar também que raramente vemos banheiros espaçosos.

    Se formos analisar os projetos de espaços de diversão, perceberemos facilmente muitos problemas relativos à segurança e acessibilidade. Por essas e outras há mais de 10 anos que não frequento mais boates e similares, lugares fechados onde eu não conheça ou não tenha uma perfeita visualização através da sinalização, das rotas de fuga.

    Fato é que é muito comum os empreendedores buscarem edificações nas regiões mais centrais das cidades, logo, são edificações já cercadas por todos os lados por outras edificações, não havendo a possibilidade da inserção de rotas de fuga a não ser pela frente. Poucas são as casas noturnas que instalam-se em locais afastados e em terrenos amplos permitindo que as questões de segurança sejam realmente efetivadas nos projetos.

    Isso está errado, muito errado e precisa ser revisto com urgência!!!

    3 – ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO

    Nem de longe quero aqui desmerecer esta magnífica corporação de verdadeiros heróis que é o Corpo de Bombeiros, homens que muitas vezes dão a própria vida na tentativa de salvar outras vidas.

    No entanto, sempre há uma ou outra laranja podre nas corporações e, como citei acima, departamentos como este de fiscalização deveriam ser alvo de constante vigilância. Este departamento é de suma importância para que as normas de segurança sejam cumpridas mas o que vemos muitas vezes são ações que vão na contramão disso.

    Aqui em Londrina é muito mais difícil você aprovar a aplicação de um piso vinílico – por mais que haja liberação legal do produto e comprovação de que o mesmo é anti-chamas – para uma escadaria de um edifício, que aprovar uma casa noturna que tenha apenas uma saída de emergência com pouco mais de 1m de largura num local praticamente invisível para quem está afastado dela.

    Onde está a fiscalização? Segundo relatos o extintor do palco simplesmente não funcionou. Isso jamais deveria acontecer! Será que alguma vez foi vistoriado seja pelos Bombeiros ou pela administração da boate?

    Fonte: G1
    Fonte: G1

    O foco está errado, as diretrizes e prioridades estão equivocadas. É preciso uma revisão urgente nestes departamentos. Uma investigação profunda sobre os profissionais neles alocados e, havendo comprovação, a devida e exemplar punição.

    Existem também as laranjas podres também nos departamentos de Aprovação de Projetos nas prefeituras. Nestes é bastante comum e fácil percebermos falhas de simples e graves.

    Certa vez aqui em Londrina eu precisava de uma planta de uma edificação. Após ter pago todas as taxas legais, fui surpreendido quando o estagiário me extorquiu mais “algum” para uma cervejinha no final do dia, sob o olhar do chefe do departamento que ria aprovando a ação dele. Caso eu não liberasse, apesar de estar com todas as taxas legais pagas, ele não me daria a cópia do projeto. Mas o problema não para aí. O que andam fazendo os fiscais desses departamentos em suas fiscalizações? Ganhando algum por trás também?

    E os alvarás? A Kiss estava com o dela vencido desde agosto/12 e ninguém fez absolutamente nada com relação a isso.  E o que não falta nesse país é empresa funcionando tranquilamente com alvará vencido ou pior, sem alvará.

    Aí já não é um problema apenas dos fiscais, mas sim de gestão interna dos departamentos. Será que ainda não são simplesmente informatizados para facilitar a busca pelos vencidos ou por vencer?

    E o que dizer dos CREAs e CAUs que adoram pegar no nosso pé (designers) e fazem vista grossa para obras mais vultuosas e perigosas que as nossas feitas pelos profissionais de sua verdadeira alçada?

    Como coloquei acima, lancei a denuncia para os profissionais desses conselhos e pelo que percebi não levaram adiante. Tampouco os fiscais do CREA (na época só existia esse ainda) se foram até a obra, fizeram vista grossa também seja por qual motivo for.

    5 – BANDAS

    Não vou nem entrar no mérito muito a fundo, mas uma bandinha que precisa utilizar destes artifícios como “identidade visual de seus shows” para tirar “gritinhos de emoção” da plateia deve rever seriamente seu conteúdo, sua qualidade musical e suas responsabilidades.

    Fonte: G1
    Fonte: G1

    6 –  POLITIQUEIROS & AFINS

    Me enojou ver na TV a FALSA cara de drama da presidente Dilma, do governador, de alguns deputados estaduais e federais, de alguns vereadores, quase vomitei quando li que o molusco¹³ fez o que pode para aparecer na mídia…

    No ultimo caso claro, ele precisa voltar a aparecer como o bonzinho, o paizinho afinal está envolvidos em inúmeros escândalos, sendo denunciado por incontáveis falcatruas realizadas por ele e seus comparsas durante seu mandato, está tendo várias de suas palestras canceladas… Ele¹³ precisa voltar a ser, custe o que custar, o “painho” do brésiu.

    Digo isso, pois estes são os verdadeiros responsáveis por toda essa bagunça que anda nosso país. Os exemplos de corrupção no alto escalão, nas altas esferas são a mola propulsora para encorajar os funcionários públicos – aqueles desprovidos de um mínimo de moral e ética – a entrar nesse jogo também. É fácil agora esse bando de safado aparecer na TV nesses momentos com suas máscaras de arrasados, derramar algumas lágrimas de crocodilo e prometendo rios e mundos, enquanto temos até hoje vítimas dos desastres de SC, RJ e tantos outros ainda sem ter recebido qualquer tipo de ajuda efetiva, qualquer solução para os danos sofridos. Agora, reaparecem como santos, anjos…

    Não devemos nos esquecer também de algumas laranjas podres dentro do judiciário que fazem parte da indústria de liminares. Os órgãos de fiscalização, quando fazem a sua parte, tropeçam em agentes do judiciário que estão mais preocupados em agradar aos empresários que zelar pela segurança pública. Um reprova e o outro libera geral.

    É, estes que deveriam administrar e gerir decentemente este país, estados e municípios são responsáveis também por toda essa desgraça.

    Que esta tragédia não caia no esquecimento, que não seja apenas mais uma desgraça em meio a tantas que aconteceram em nosso país.

    Que a partir dela, os responsáveis e envolvidos passem a ser realmente RESPONSÁVEIS. Que a partir dela os baladeiros de plantão sejam mais responsáveis e não entrem em qualquer arapuca.

    Que a partir dessa desgraça, os profissionais de arquitetura, engenharia e design sejam mais responsáveis e menos corporativistas denunciando sim sempre que souberem de alguma falcatrua afinal, é melhor eliminar a laranja podre a deixar que ela contamine ou suje toda a caixa (classe profissional).

    Que a partir de ontem, sejamos então mais RESPONSÁVEIS.

  • Retrospectiva 2012

    Bom pessoal, sei que escrevi muito pouco neste ano, mas vale ressaltar aqui o que de melhor rolou por estas páginas:

    2012a

    Janeiro:

    E EU QUE PENSAVA….

    Vale relembrar também o PDF com a excelente entrevista do Francesco Iannone, publicada em 2007 na revista Lume Arquitetura.

    Fevereiro:

    Aproveitando-se da histeria coletiva

    Negativista?

    Março: neste mês este humilde blog virou 1 milhão de acessos!!! ;-)

    COMO PRECIFICAR PROJETO, CONSULTORIA E ACOMPANHAMENTO DE OBRAS?

    As matérias sobre materiais madeirados e lenhosos I e II.

    Abril:

    é… estamos ferrados???

    Mais do mesmo de sempre

    Maio:

    =\

    Iluminação comercial x iluminação técnica

    Junho:

    AsBAI e reserva ilegal de mercado

    Julho:

    A “bendita” e mal intencionada reserva de mercado

    Antes do designer, vem o Design.

    E, claro, a cobertura de minha participação no NJeitos que vocês podem ler aqui, aqui e aqui.

    Agosto:

    sumido e consumido…. Expoflora 2012

    Setembro:

    Iluminação cênica x arquitetural

    Tendências em projetos de Ambientes e Decoração.

    Uma questão de bom senso…

    Outubro:

    ABD e a tentativa de golpe na Regulamentação

    PROPINA

    Sites de decoração online

    Novembro:

    The Gangs

    Já deu, agora basta ABD.

    Defesa da área como DESIGN

    Dezembro:

    Sejamos honestos?

    Desassociação!

    Vale ressaltar também – e agradecer – as minhas participações em eventos acadêmicos e profissionais:

    NJeitos

    Eita!

    Semana Acadêmica de Design da UFSM

    Design na Brasa

    Além das palestras ministradas.

    Agradeço também ao Portal LightingNow pela oportunidade da realização do 1° workshop online e a todos os participantes!!!

    Também devo agradecer à Maria Clara De Maio por me aguentar como membro da família Lume Arquitetura rsrs

    E agradeço também de coração a todos vocês que me acompanham aqui pelo blog ou pelas redes sociais por mais este ano cumprindo o meu papel: informar e educar sem usar máscaras.

    2012 foi um ano louco, mas sobrevivemos, o mundo não acabou e que venha 2013 mais que iluminado para todos nós!!!

  • The Victorias Secret Fashion Show 2012

    É, de novo o “The Victorias Secret Fashion Show”, edição 2012 é uma verdadeira aula de muito sobre Design.

    E eu novamente babei em cada detalhe desse verdadeiro show de Design. Assisti várias vezes para conseguir assimilar tudo o que ali se faz presente.

    vejam só:

    Para o pessoal de Moda> cortes, camadas, tramas, produção, acessórios, estilo, sensualidade, etc etc etc

    Para o pessoal do Gráfico> grafismos, cores, produção de vídeos e vinhetas, etc etc etc

    Para o pessoal de Produtos> acessórios, complementos, produtos diversos, etc etc etc

    Para o pessoal de Ambientes> cenografia, passarela, platéia, coxia, etc etc etc

    Para o pessoal de LD> luz, luz, luz e mais luz!!!

    Divirtam-se!!!

  • Já deu, agora basta ABD.

    Não vou entrar em detalhe sobre os planos macabros da ABD em forçar uma regulamentação profissional separado do PL do Design, pois já escrevi exaustivamente sobre isso aqui no blog.

    Também não vou falar mais sobre os porquês disso acontecer, pois já está tudo detalhadamente descrito aqui nas páginas deste blog.

    A questão agora é: a ABD novamente mostrou a sua verdadeira face: hipócritas, umbiguistas e estúpidos. Estão pouco se lixando pra quem quer que seja que não faça parte de seu grupelho.

    O fato é:

    1 – estamos com o PL de regulamentação do Design nos trâmites finais no Congresso Nacional. Atualmente ele está na última Comissão e após isso é só esperar a assinatura da Presidente Dilma e pronto: O Design finalmente estará regulamentado aqui no Brasil.

    2 – Diante do que escrevi em um e-mail particular para o Jéthero Cardoso  e ele, num ato estúpido, desrespeitoso e antiético, simplesmente apresentou o inteiro teor deste e-mail numa reunião para toda a diretoria da ABD. Assim, ela simplesmente resolveu forçar a entrada de seu projeto idiotizado de regulamentação da área de Design de Interiores através do deputado Ricardo Izar.

    A questão é:

    Estamos com um projeto sobre Design em trâmites finais. Agora, entra um segundo projeto, também sobre Design. É sabido que a maioria dos parlamentares desconhecem o que é Design, muitos ainda confundem Design com Artesanato ou Arte. O que vai acontecer?

    “Acabou de passar por aqui um projeto sobre Design e agora vem esse outro?”

    Sim, é esse o pensamento que vai rolar na cabeça dos parlamentares e querem saber o que isso pode implicar?

    O impedimento da finalização da tramitação do PL do Design ou seja: todo o trabalho desenvolvido pela Comissão (Van Camp, Harsi, Patricia e tantos outros) nos estudos e confecção da minuta e posteriormente pelo Deputado Penna dentro do Congresso Nacional mais a pressão feita pela ADG nas Comissões e gabientes dos parlamentares vão pelo ralo. Literalmente falando, teremos mais um PL engavetado.

    Parabéns ABD!!!

    Mais uma vez vocês deixam claro que só se importam com seus próprios umbigos. São arrogantes, são ignorantes, são ingratos enfim, são o que são: LIXO!!!!

    Pois então, para evitar que isso tudo aconteça, começo pelo seguinte:

    Aqui está, oficialmente, o meu pedido de desfiliação dessa associação estúpida. Não vou ficar em suas fileiras dando a impressão de que concordo com seus atos arbitrários – sim, pois vocês NUNCA consideram o que os associados pensam, desejam, questionam. O que vale são apenas as suas vontades.

    Em seguida, conclamo aos verdadeiros profissionais de Design de Interiores/Ambientes(os estudantes também)  filiados à ABD que também desfiliem-se dela.

    Acordem gente, ela é apenas uma associaçãozinha, não tem poder legal para ditar absolutamente nada com relação ao mercado de trabalho, não tem direito algum a autorizar ou avaliar cursos nem nada.

    No próximo post vou colocar a apresentação que fizontem (24/11) no Design na Brasa, defendendo a nossa área como DESIGN e diferenciando-a da Decoração. Na verdade esta apresentação serve também para refutar a visão reducionista que a ABD tem da área. Também uma associação formada por Decoradores e Arquitetos (não menosprezando-os profissionalmente) não tem a menor condição de entender a amplitude do Design de Interiores/Ambientes. Por isso eles relutam tanto em fazer a correta distinção das atribuições profissionais entre Arquitetos decoradores, Decoradores e Designers de Interiores/Ambientes. Para eles, quanto maior a confusão e desinformação sobre a área, é lucro… para eles apenas.

    Também conclamo a todos a encaminharem e-mails ao deputado Ricardo Izar (dep.ricardoizar@camara.leg.br) repudiando integralmente o PL-4692/2012 (o projeto de regulamentação da ABD).

    Também encaminhem e-mail ao Deputado Jose Luiz Penna (dep.penna@camara.leg.br) apoiando o PL de regulamentação do Design de sua autoria, repudiando o PL do deputado Izar e solicitando a inserção de nossa área no referido PL pós sanção presidencial.

    Vejam bem: se inserirmos agora a nossa área no PL em tramitação o mesmo terá de voltar lá na primeira Comissão. Voltaremos à estaca zero!!! Portanto, o mais correto é:

    Ficaremos aguardando a finalização deste PL de regulamentação do Design e, assim que a Presidente Dilma sanciona-lo, o deputado Penna irá entrar com uma emenda ao PL do Design inserindo a nossa área.

    Portanto, não temos o que temer.

    Seremos sim regulamentados junto com o Design.

  • Design na Brasa 2012

    Pois é pessoal, como alguns já estão sabendo, fui convidado pela designer Patricia Penna (e me sinto muito honrado com isso) para ser um dos integrantes na mesa sobre Regulamentação Profissional no Design na Brasa 2012. O evento será realizado em São Paulo no dia 24/11.

    Abaixo a programação do evento:

    9:00 Credenciamento

    10:00 – 10:30 Mesa de abertura

    – Prefeito da cidade de São Paulo ( a confirmar ) – Patricia Penna ( Autora do Design na Brasa )

    10:30 – 12:00 1a. Mesa: A regulamentação da profissão

    Esclarecer o projeto de Lei e orientar alunos e profissionais das possibilidades de mercado, trabalho e economia para o país.

    Palestrante 1: Deputado Penna ( Autor do Projeto de Lei sobre a Regulamentação da profissão ) Palestrante 2: ABDesign ( Associação das agencias de design do Brasil ) ( a confirmar ) Palestrante 3: Bruno Porto – Representante do grupo REGULAMENTEM O DESIGNER JÁ! ( a confirmar ) Palestrante 4: Paulo Oliveira (Lighting Designer e Designer de Ambientes)

    12:00 – 13:00 Break para almoço

    13:00 – 14:30 2a. Mesa: Design e Economia Criativa

    O design no Brasil ocupa hoje, espaço na Secretaria de Economia Criativa que por sua vez está inserida no Ministério da Cultura. Quais os benefícios, desafios e ameaças dessa posição?

    Palestrante 1: Representante da secretaria de cultura de SP ( a confirmar ) Palestrante 2: Representante do Ministério da Industria e Comércio ( a confirmar ) Palestrante 3: Representante da Faculdade

    14:30 – 16:00 3a. Mesa: Design e Sustentabilidade

    Hoje tudo que produzimos no planeta já deu para consumir mais ou menos, segundo cientistas, uns 4 planetas. Quais os critérios de sustentabilidade que podemos aplicar no desenvolvimento de produtos?

    Palestrante 1: Cristian Ulmann ( a confirmar ) Palestrante 2: Indústria que respeita o meio ambiente Palestrante 3: Ong

    16:00 – 16:30 Break para café

    16:30 – 18:00 4a. Mesa: Design, tipografia e o mundo digital

    Inúmeras possibilidades existem hoje que integram o virtual e o real. Conheça as discussões e ideias sobre este tema!

    Palestrante 1: Representante da Cidade Digital da USP ( a confirmar ) Palestrante 2: Empresa que trabalhe com mídias sociais Palestrante 3: Alexandre Lopes

    18:00 – 19:30 5a. Mesa: Design e a Indústria Brasileira

    Como as indústrias brasileiras estão sobrevivendo no cenário em que a China domina o mercado industrial internacional?

    Palestrante 1 : Representante da FIESP ( a confirmar ) Palestrante 2: Representante de uma indústria Palestrante 3: Designer Insdustrial

    19:30 Encerramento

    Vale ressaltar aqui a dinâmica deste evento composta apenas de mesas de debates. Assim, a troca de idéias, informações, conceitos, opiniões, posicionamentos torna-se parte de uma grande dialética, ao contrário do que ocorre em eventos onde há apenas um palestrante como foco das atenções. Em cada mesa há um moderador que irá controlar o tempo de exposição de idéias de cada palestrante (15 minutos) bem como as perguntas ao final das apresentações.

    Além disso, já estão rolando uma ação muito interessante pré-evento onde os designers são convidados a montar uma “máscara” com saco de papel, fotografar e enviar para ser inserida no site. Creio que isso tem muito a ver com a falta de identidade ( ou rosto) do Design brasileiro perante o mercado ou também a diversidade de identidades dentro de nosso meio.

    Saliento a importância da presença da maior quantidade possível de Designers de Interiores/Ambientes para defendermos a inserção de nossa área no PL de Regulamentação do Design contrapondo a tentativa falaciosa da ABD de regulamentar a área em separado.

    Somos Designers, nossa matriz é o Design. Então, não tem porque sermos ignorados ou deixados de lado.

    Para inscrever-se, basta acessar este link.

    Mais informações, acesse o site do Design na Brasa 2012.

    Nos vemos lá ok?

  • Sobre prazos

    Dias atras aconteceu mais um vez um problema recorrente, creio, não só comigo: clientes pedindo projetos com prazos curtíssimos. Já faz tempo que quero escrever sobre isso e sempre fico protelando. Mas vamos lá, vou relatar o que aconteceu.

    Recebi na terça feira (11/09) um e-mail de um diretor de uma instituição pública. Nesta instituição existe um espaço do qual ele é diretor que necessita de uma readequação, especialmente na parte de iluminação. Um excelente projeto, com muita visibilidade.

    Para tal, ele necessitava de especificações e orçamentos para encaminhar aos gestores para verificação da possibilidade de liberação de verbas para a execução do projeto.

    Iniciados os contatos, tudo correndo bem até que ele me revelou o prazo para entrega do material: até dia 19/09/2012.

    IMPOSSÍVEL!!!!

    É humanamente e tecnicamente impossível realizar este trabalho num prazo tão curto.

    Humanamente pois estou com minha agenda abarrotada, já comprometida até a metade de outubro com outros projetos.

    Tecnicamente, pois as empresas demoram vários dias para responder orçamentos, especialmente de um projeto com equipamentos bem específicos para iluminação de obras de arte. Só este fator já estoura o prazo definido por ele.

    Por sorte, este cliente é bem esclarecido, consciente e entendeu o porque de minha recusa para o projeto neste momento.

    Outro fator que pesou na recusa é que para especificar adequadamente os equipamentos, eu teria de projetar. Pelas dimensões dos ambientes, não dá para supor que esta luminária com aquela lâmpada irá atender às necessidades e resolver os problemas. Para esta definição, faz-se necessário o projeto que é onde iremos analisar, testar, re-testar, alterar, 2D, 3D, softwares de iluminação, catálogos e mais catálogos afinal, não quero meu nome atrelado a um projeto mal resolvido através de suposições.

    No entanto, este ato de projetar somente seria remunerado caso os gestores aprovassem  o projeto. Se não aprovassem, eu teria trabalhado em vão. Expliquei isso a ele que entendeu perfeitamente a situação e me solicitou um orçamento de projeto para ser analisado pelos gestores e, caso aprovado, futuramente a contratação de meus serviços e a execução do projeto.

    Como coloquei no início deste post, este é um problema bastante comum que enfrentamos no dia a dia. Os clientes pensam que somos mágicos e conseguimos projetar e executar uma obra num estalar de dedos ou num piscar de olhos. Afinal, muitos tem a visão tosca de que fazemos “apenas uns deseinhos”, é fácil.

    O problema, por outro lado, tem raízes também dentro dos profissionais. Existem muitos por aí que tem “projetos de gaveta” e acabam aceitando esse tipo de coisa. Mas vale explicar o que são esses tais projetos:

    Um projeto de gaveta é aquele projeto que você fez para um determinado cliente e que ficou bom. Aí, você o deixa numa pasta separada. Uma hora ou outra vai aparecer um cliente com um ambiente semelhante, com os mesmos gostos e aí é só ajustar o layout dentro do espaço. Fácil assim não é mesmo?

    E engana-se quem pensa que isso acontece só na nossa área. Conheço arquitetos que tem projetos de gaveta também. Engenheiros idem.

    O pior é que, por não precisarem “trabalhar” para projetar, esses “proficionals” cobram uma ninharia dos cllientes. Por isso vemos alguns com uma quantidade espantosa de clientes tendo conhecimento que a qualidade de seus projetos é no mínimo, duvidosa.

    Sem contar que, por cobrarem mais barato, estes profissionais são os que mais prostituem o mercado com as RTs.

    Assim, como explicar a um cliente que você não consegue projetar num prazo tão enxuto enquanto ele aponta outro profissional que afirma conseguir fazer?

    Explique a situação, seja honesto mesmo que tenha de “queimar” o outro profissional esclarecendo sobre esses projetos de gaveta, que são a única forma possível de realizar um projeto em seis dias (como no caso exemplificado no inicio).

    É anti-ético, imoral e desrespeitoso com os colegas de profissão, com os clientes, com o mercado.

    Mas, como diz o ditado, quem está na chuva é pra se molhar… Sim, nos molhemos então, mas deixemos esses profissionais sem noção ensopados e atolados em sua propria lama.

    Por isso é urgente que a regulamentação profissional aconteça. Mas uma séria e exclusiva para os profissionais devidamente formados em Design de Interiores/Ambientes, não a palhaçada que a ABD está tentando fazer.

    O mercado e a nossa classe profissional não precisa de gente assim.

  • Tendências em projetos de Ambientes e Decoração.

    É bastante comum vermos nas diversas mídias o uso, podemos dizer até exagerado, da palavra tendência com relação aos projetos de Interiores e Arquitetura. Antes, precisamos definir bem as diferenças entre o que pode ser considerada tendência e para qual mercado ela é direcionada dentro de um projeto. Nos dicionários encontramos o seguinte significado para a palavra tendência:

    “tendência (ten-dên-cia) s. f. Ação, força pela qual um corpo é levado a mover-se em direção a alguma coisa: tendência dos corpos para a terra. Fig. Pendor, inclinação: tendência à mentira. Psicologia Diz-se para designar certos instintos, certos impulsos do homem, especialmente na medida em que esses instintos ou impulsos são conscientemente experimentados no comportamento que determinam.”

    Conforme descrito, tendência é uma coisa passageira, um modismo. Uma ferramenta mercadológica nascida na área da moda e utilizada meramente para gerar a necessidade de consumo imediato de algo e que, infelizmente, está sendo aplicado no mercado de Design de Ambientes e Arquitetura de forma irresponsável e leviana.

    Tendências da moda vão e vem com o passar das estações e dos anos. Assim como a moda outono/inverno ou primavera/verão, o moderno fica ultrapassado e retorna algum tempo depois, algumas vezes com algumas sutis modificações, mas, em linhas gerais, é a mesma roupa que nossas mães e avós usaram.

    Algumas mudas de roupas são fáceis de guardar num armário. Já uma parede revestida com o “porcelanato da vez”, impossível. Em um projeto de Design de Ambientes, as tendências não podem, jamais, imperar ou dar o tom do projeto. Nem mesmo na Arquitetura. O que deve prevalecer e ser o foco do projetista é atender às necessidades do cliente, por mais que uma estação. Um projeto de ambientes deve durar pelo menos 5 anos portanto, atemporal e sem modismos pois neste período, o que está na moda agora, daqui um ano poderá ser tido como brega.

    Já num de Decoração de Interiores elas podem sim ser bem vindas, desde que muito bem dosadas de bom senso. Para entender essa colocação, devemos primeiramente esclarecer as diferenças entre um projeto de Design de Ambientes e um de Decoração de Interiores.

    Um projeto de Design de Ambientes envolve partes fixas e/ou complicadas de serem modificadas à cada estação e que o usuário irá conviver diariamente e por um bom tempo com elas. Dos pisos aos móveis, passando por gesso e iluminação, estes são elementos que devem atender, antes de qualquer outra coisa, as necessidades reais do usuário solucionando os problemas encontrados no brieffing e na análise do espaço. Por necessidades entende-se aquelas relacionadas ao uso diário e que envolvem o bem estar, o conforto, a ergonomia além, é claro, de refletir o “eu” do cliente com ambientes onde ele se identifique e se sinta bem (stimmung). Estes elementos não são meros vestidos ou calças que “estão na moda” e podem ser trocados em toda estação. São elementos que exigem uma boa quantia de dinheiro e a sua troca envolvem novas obras, novos projetos, mais gastos.

    Já num projeto de Decoração de Interiores (que é parte integrante do projeto de Design de Ambientes) temos ainda de respeitar a identidade do cliente, porém temos mais liberdade para trabalhar os elementos soltos do projeto, os objetos e acessórios. Um projeto de Decoração, diferentemente do projeto de Design, envolve as partes móveis, aquelas que podem ser mudadas ou alteradas com facilidade, como uma peça de roupa da estação, sem prejudicar o ambiente em sua habitabilidade, ergonomia, acessibilidade. Para entender corretamente o significado disso, recorramos novamente ao dicionário:

    “decoração1 de.co.ra.ção1 sf (decorar1+ção) 1 Ação, ou efeito de decorar ou ornar. 2 Adorno, embelezamento, enfeite, ornamentação. 3 Aspecto geral. 4 Teat Cenário.”

    Não à toa que o termo é oficialmente utilizado para designar o trabalho dos profissionais que trabalham com festas e também aqueles que decoram confeitos. É, na verdade, o ato de enfeitar ou ornamentar algo. Assim, temos na Decoração de Interiores o papel de coroar os ambientes projetados pelo Designer de Ambientes.

    Nesse sentido, cabem sim as tendências como por exemplo as capas de almofadas, as mantas, os vasos e objetos decorativos, as velas, as toalhas e demais panejamentos móveis – incluindo-se cortinas – entre outros. Observem que estes são elementos fáceis de serem encaixotados e guardados (ou até mesmo vendidos ou doados) caso saiam da moda e podem ser facilmente trocados por outros mais atuais. Muitas vezes nem por estar fora de moda, mas pelo simples fato do cliente ter enjoado deles.

    Percebam que é situação bem diferente como no caso do cliente enjoar de uma cozinha planejada ou deixar de gostar dela apenas porque não está mais na moda. Devemos ter consciência que menos de 2% dos clientes fazem parte da parcela que se dá ao luxo de trocar o piso da casa toda a cada estação. A maioria dos clientes, quando chega a próxima estação, ainda está pagando as contas da última reforma.

    Assim, tenham muito cuidado ao se jogar de corpo e alma nas tendências e, principalmente, ao envolver os seus clientes nesse jogo meramente mercadológico. Os riscos são muito grandes para você profissional, e muito maiores e piores para ele.

    Tendências? Muita calma nessa hora.

  • Iluminação cênica x arquitetural

    A luz sai dos palcos e espetáculos e vai para a arquitetura com a finalidade de valorizar e enaltecer espaços e elementos da arquitetura.

    A característica principal da luz cênica é a sua volatilidade que faz o espectador mergulhar numa dimensão mágica, única. Ela por si só já é um espetáculo à parte em um palco; seja num show, seja numa peça de teatro.

    Ali, o LD realiza as suas pinturas cênicas. O palco é a tela onde ele vai brincar com suas tintas, com seus pincéis.

    As sutilizas e a sensibilidade deste trabalho chamou a atenção de alguns profissionais que trabalhavam com a iluminação arquitetural. Como aplicar aqueles conceitos, como trazer aqueles efeitos para a arquitetura seja ela interior ou exterior? Destas indagações e de várias outras surgiu o Light Design voltado para a arquitetura. Uma necessidade real de algo diferente e único, fugindo do comercial, do comum.

    Portanto, para ser um bom profissional de LD faz-se necessário que o profissional busque informações e esteja atendo ao mundo cênico, seja ele em um palco real ou numa cena de TV e filmes. As concepções e tecnologias estão mudando dia a dia e isso é perceptível, especialmente em cinema e televisão.

    Mas este conhecimento não vem apenas através da observação de uma imagem ou cena encontrada em algum tipo de mídia ou numa visita. É bem mais profundo e técnico o que exige do profissional um constante aprimoramento e aperfeiçoamento através de pesquisas, leituras e prática, muita prática.

    Como a luz é uma matéria não palpável, você não consegue pegá-la. É só através da manipulação e experimentação que o LD conseguirá alcançar um nível de conhecimento e técnica que o torne apto ao trabalho através das múltiplas facetas e possibilidades que a luz tem e é capaz nos proporcionar.

    De nada adiantaria eu ou qualquer outro autor ficar escrevendo laudas e mais laudas descrevendo o comportamento de um facho produzido por um determinado equipamento e uma determinada luz. Você poderia até mesmo conseguir visualizar mais ou menos o efeito, porém restariam muitas dúvidas e distorções. Ao contrário do que acontece quando você manipula e sente e percebe ao vivo o que realmente acontece.

    A iluminação cênica tem suas características e peculiaridades. A começar por ela ser um show à parte dentro de qualquer espetáculo. O primeiro versículo do Gênesis da Bíblia: “Deus disse: “Haja luz” e houve luz. Deus viu que a luz era boa…”. É a luz que dará a visibilidade de tudo que se fez para o resultado final da montagem e o encantamento da platéia pelo conjunto de elementos cênicos. Ela complementa a linguagem do espetáculo. Deve agregar novos elementos ao conjunto que se pretende transmitir ao público. A luz atua diretamente no referencial psicológico de cada espectador, provocando em cada um reações diferentes, fruto da própria experiência individual com as cores.

    Pensemos que ela acontece na grande maioria das vezes em ambientes fechados e que não sofrem interferências externas. É a caixa escura dos teatros (palco + caixa cênica). Isso facilita e muito o trabalho do iluminador. Porém, quando esta acontece num ambiente externo e exposto às variações do entorno algumas coisa necessitam ser super-dimensionadas para alcançar o mesmo efeito.

    Por exemplo: numa caixa cênica quando usamos fog (fumaça) ela tende a manter-se no espaço espalhando-se e dissipando-se vagarosa e lentamente. Já num palco aberto a incidência dos ventos faz com que ela se espalhe, nunca tenha uma direção certa. Logo, necessitamos neste caso de uma maquina mais potente ou mais máquinas espalhadas pelo espaço.

    Outra característica é que numa caixa cênica os equipamentos são mais simples de manipular, pois ali dentro contamos com uma gama enorme de acessórios tais como varas, bambolina, cortinas que nos garantes o “esconder” dos mesmos do observador e também, os mesmos estão protegidos das intempéries e agressões. Já num espaço aberto eles ficam expostos à chuva, sol, vento, poeira e vários outros elementos que podem danificá-los, especialmente tratando-se de iluminação arquitetural. Por isso os fabricantes começaram a desenvolver os mesmos produtos com IP alto através de vedações e outros elementos que os protegem. Hoje encontramos a maioria dos equipamentos cênicos em versões para uso externo.

    Boas leituras são as que contam a história da iluminação cênica. Nestes materiais encontra-se claramente a evolução das técnicas e equipamentos utilizados. Existem vários arquivos em PDF disponíveis pela web sobre o assunto que valem a pena a leitura.

    Na iluminação arquitetural, seja esta de fachadas, interiores, paisagismo, monumentos ou qualquer outro tipo é comum termos de especificar e detalhar nos projetos outros elementos além das luminárias e especificações técnicas. Mais ainda quando a edificação ou espaço a ser iluminado são anteriores ao projeto. Num projeto novo onde o LD trabalha em parceria com arquiteto, engenheiro ou designer isso pode ser corrigido já no momento no momento da concepção arquitetural, porém quando isto não ocorre, acabamos por ter a necessidade de adequar os espaços e as instalações ao projeto de LD.

    Um exemplo fácil é um projeto de LD para uma praça pública já existente. Um dos primeiros itens a ser verificado é a realidade das instalações existentes. Isso engloba a verificação de instalações elétricas, se existem pontos onde poderemos instalar os equipamentos ou se terão de ser construídos, o tipo de uso da praça, questões relativas a segurança e vandalismo entre vários outros fatores. O mais comum é termos de projetar também estes espaços para instalação seja este enterrado, sobreposto ao chão, elevado ou suspenso.

    Em interiores o mais comum é o uso do gesso onde podemos embutir todo o sistema de iluminação. Porém alguns cuidados devem ser observados como, por exemplo, numa sanca com built-in. Pensemos na manutenção do sistema. Um instalador que venha a fazer algum reparo – que seja uma simples troca de lâmpada – apoiando-se no border da sanca onde o sistema encontra-se “escondido”. Se esta não for projetada de modo que a resistência a choques, impactos e cargas seja maior, corremos o risco de ter um elemento quebrado ou trincado o que demandará mais trabalhos ao usuário: remendo, pintura…

    Não digo com isso que teremos de nos atentar a toda a parte de instalação elétrica, por exemplo. Isso deve ser feita pelo engenheiro elétrico responsável pela obra. Porém, é um trabalho que demanda atenção e trabalho conjunto.

    Alguns lembretes:

    Local

    Ambiente

    Pontos   de atenção

    Externo

    Fachadas

    • Visibilidade
    • Segurança
    • Vandalismo
    • Existência ou não de   pontos favoráveis
    • Necessidade de   projetos complementares
    • Projeto elétrico
    • Pontos e elementos   arquitetônicos de destaque
    • Níveis de iluminância   rua x fachada

    Praças   e parques

    • Tipo de uso
    • Segurança
    • Vandalismo
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Plano Diretor   Municipal

    Monumentos

    • Tipo
    • Textura, forma,   dimensão e cor
    • Segurança
    • Vandalismo
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico

    Pontes

    • Tipo de uso
    • Tipo de transporte
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança
    • Normas técnicas   (DETRAN, etc)
    • Plano Diretor   Municipal
    • Elementos   arquitetônicos de destaque

    Vias   urbanas

    • Tipo de uso   (normalmente transporte E pedestre)
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança
    • Normas técnicas   (DETRAN, etc)
    • Plano Diretor   Municipal

    Interno

    Residencial

    • Características do   usuário
    • Tipo de uso
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança

    Comercial

    • Características do   mercado
    • Tipo de comércio
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança
    • Acessibilidade

    Saúde

    • Características   do(s) usuário(s)
    • Área da saúde
    • Área de atenção:   níveis de iluminação por setor
    • Segurança em   instalações
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança
    • Acessibilidade
    • Normas técnicas   (ANVISA)

    Industrial

    • Características a   industria
    • Área de atenção:   níveis diferentes de iluminação por setor
    • Segurança em   instalações
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança
    • Acessibilidade
    • Normas técnicas

    Interno   efêmero

    Stands

    • Tipo e publico da   feira/evento
    • Segurança nas   instalações
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos, produtos e   áreas a serem valorizados pela iluminação
    • Normas do pavilhão   ou centro de exposições

    Shows

    • Tipo e publico
    • Segurança nas   instalações
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Áreas a serem   valorizados pela iluminação
    • Normas de segurança   (bombeiros, salvamento, etc)

    Estes são apenas alguns exemplos de pontos de atenção que devem ser observados cuidadosamente pelo LD antes de projetar. A visitação “in loco” do espaço é fundamental para a detecção destes pontos. A atenção neste tipo de detalhe fará, certamente, a diferença em seu projeto.

  • Cadastro e eleição no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC).

    O Ministério da Cultura publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira (17), Portaria n° 116 (Seção 1, pág. 16) reabrindo, de 22 a 26 de agosto, o prazo para inscrições no processo eleitoral para escolha dos representantes da sociedade civil no plenário e nos colegiados setoriais do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). O novo período também servirá para a a conclusão dos cadastros de eleitores e candidatos já inscritos.

    Aqueles que ficaram impossibilitados de se inscrever seja como eleitor, seja como candidato, e também os já inscritos que tenham feito cadastro incompleto, ou aqueles que precisarem acrescentar dados, anexar documentos ou que ficaram impossibilitados de fazer isso no dia 8, terão agora um prazo de cinco dias para validar a sua inscrição”, explicou João Roberto Peixe, secretário de Articulação Institucional do MinC.

    Com a reabertura das inscrições, foram alterados, também, os artigos referentes ao calendário do processo eleitoral. Os fóruns estaduais setoriais para a eleição dos delegados aos fóruns nacionais setoriais serão realizados de 18 a 23 de outubro, com votação durante esses dias na plataforma virtual do processo eleitoral do CNPC, disponibilizada pelo MinC.

    A comissão organizadora nacional poderá autorizar a realização de fóruns presenciais, mas a votação será eletrônica para permitir que todos os eleitores que tenham suas inscrições validadas possam exercer o seu direito de voto.

    Uma vez eleitos, os delegados estaduais setoriais se reunirão nos fóruns nacionais setoriais, que serão realizados entre 22 e 23 de novembro, para debater as políticas setoriais e eleger os candidatos aos colegiados setoriais do CNPC.

    Alterações

    A portaria também faz duas alterações no artigo 17, referentes ao registro de candidatos. Para facilitar as candidaturas, reduz de 10 para 3 o número mínimo de eleitores que devem subscrever carta de apoio ao candidato. A segunda exclui o limite de três cartas de apoio aos candidatos pelas entidades, que, agora, ficam livres para indicar quantos candidatos quiserem, inclusive as entidades de atuação nacional, que poderão apoiar candidatos nos diversos estados onde atuam.

    É importante ressaltar que os maiores problemas, hoje, são os cadastros incompletos dos eleitores e candidatos já inscritos e o número ainda insuficiente de candidatos. Estas mudanças no processo eleitoral irão permitir a complementação dos cadastros e possibilitar a validação de um número maior de candidaturas, especialmente nos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, afirmou Roberto Peixe.

    Segundo o secretário, as mudanças também possibilitarão que as áreas que enfrentam maiores dificuldades, como arquivos, circo, cultura dos povos indígenas, artesanato, arquitetura e urbanismo, moda, arte digital, patrimônios material e imaterial, possam atingir o quórum mínimo de eleitores e de candidatos inscritos em mais estados.

    É preciso que todos fiquem atentos, pois essa será a última oportunidade de assegurar a participação no processo eleitoral do CNPC”, concluiu.

    Documentação necessária

    Para participar como eleitores, os interessados devem ter, no mínimo, 18 anos, preencher o formulário de cadastramento, comprovar a atuação de três anos no setor em que desejam participar e apresentar cópia digitalizada dos documentos pessoais e do currículo profissional.

    Para o cadastramento como candidato será necessária, também, a apresentação de carta de apoio subscrita por entidade com atuação na área em que concorre ou pelo menos três eleitores da mesma área.

    (Texto: Marcelo Lucena, Ascom/MinC)

    ++++++

    Fiquem atentos ao site do MinC para efetuar sua inscrição.

  • N Jeitos – organização

    Mais que necessário fazer este post.

    Como já escrevi nos outros posts, o NDesign 2012 foi um divisor de águas: Existe o NDesign “antes do” e o NDesign “depois do” NJeitos!!!

    E tudo isso foi fruto dessa galera da CONDe, mais que empenhada e que ralou muito para a realização deste grandioso evento:

    A CONDe

    Gestão:
    Georges Michailidis (Presidente), Carlos Camape (Financeiro), Priscila Lobo (Planejamento e RH).

    Conteúdo:
    Juliana de Castro (Coordenadora de célula / convidadas), Sofia Camargo (Conselheira de célula / convidadas), Tiago Lopo (convidadas), Isadora Prado (Inscritas), Valquíria Maia (Inscritas / desfile), Viviane Carvalho (Paralelas / Desfile), Nathália Lisboa (Paralelas / Desfile), Marina Alves (Paralelas / Desfile).

    CoNE:
    Bianca Oliveira

    Estrutura e Logística:
    Rayane Carvalho (coordenadora de célula). Alice Guimarães (Conselheira de célula), Thiago Duarte (Tecnologia de Informação – T.I), Pedro de Menezes (T.I), Rodrigo Amaral, Clarissa Resende, Taciana Amorim, Dayana Rodrigues.

    Recursos:
    Ágatha Araújo (Coordenadora de célula), Tatiana Lemos, Bruno Bento, Gustavo Goulart, Marina Stael

    Comunicação:
    Ayuni Takizawa (Coordenadora de célula), Nathan Araújo (conselheiro de célula), Rachel Clemes, Marcelo Caetano.

    Relações Externas:
    Carolina França, Laira Ávila, Lucas Fix.

    Relações Internas:
    Amanda Gouveia e Ana Mendonça.

    Registro:
    Isis Medeiros.

    Integração:
    João Pedro Carvalho (coordenador de célula), Christiano Alvin (Apoio), Luísa Ganzarolli (conselheira de célula), Fernanda Melo, Alexander Rodrigues, Rafael Smyth, Stefania Cargnino.

    Para vocês terem idéia do Que foi o NJeitos, seguem alguns números:

    ESTRUTURA – 3 Locais

    1. CEFET Campus I
    – Alojamento: Campo de Futebol e Ginásio (encontristas), 5 Salas de aula (CONDe e apoio/monitores)
    – 1 Auditório (Reuniões diárias do CoNE)

    2. FUMEC – Campus Cruzeiro
    – 2 auditórios
    – 2 espaços Multimeios
    – 40 salas de aula (média 50 pessoas)
    – Refeirório
    – Bazar

    3. GUINARD – UEMG
    – Auditório
    – Gramado – Desfile

    CONTEÚDO

    65 Convidados:
    6 Cases
    21 Palestras
    11 Dedos de Prosa (Mesa Redonda)
    10 Workshop
    5 Oficinas de Processos
    18 SePAs (seminário e produção acadêmica)
    130 Oficinas (ministradas por econtristas)
    1 Desfile

    Números do Evento

    Aproximadamente 1800 encontristas
    Total aproximado de 2000 pessoas envolvidas no 22º N Design.

    Como podem ver, foi um evento grandioso onde o diálogo e a integração entre as áreas do Design foi uma constante.

    Eles dizem que houveram alguns problemas. Eu digo que SE algo deu errado, eles foram tão bons e perfeitos na rapidez e solução que ficou imperceptível.

    Então pessoal da CONDe, sinto-me orgulhoso em ter sido convidado para este evento e foi uma honra participar do mesmo!!!!

    E vocês, cada um de vocês que trabalharam tanto para a realização do NJeitos, sintam-se também orgulhosos e recompensados por tanto esforço pois, como já coloquei acima, o NDesign existe “antes do” e “depois do” NJeitos!!!

    (Deixaram os organizadores dos próximos em maus lençóis ehehehe)

    Então é isso pessoal, um brinde a cada um de vocês e à equipe toda!!!!

    Vocês merecem!!!

  • Um esclarecimento necessário: eu e a regulamentação.

    Desde que começou  a movimentação pela regulamentação do Design, ainda lá no “falecido” Orkut, procurei estar presente nos debates nas diversas comunidades buscando contribuir.

    Quando foi apresentado que seria montado um comitê para elaborar uma minuta de projeto de lei, apoiei de imediato a idéia. Melhor um grupo que se reunisse no mundo “físico” que os diversos grupos que nunca chegavam à um denominador comum no mundo virtual.

    Porém, em determinado ponto foi lançado que este comitê seria formado esencialmente por associações com alguns poucos profissionaos convidados.

    De pronto indaguei se a associação que representaria a minha área (Design de Interiores/Ambientes) seria a ABD e tive uma resposta positiva: sim, seria a ABD.

    Parti então numa tentativa de mostrar que a ABD não seria a melhor opção mostrando com diversos exemplos práticos e reais os porques disso. Especialmente aquele que até hoje ela não fez: a ética e correta distinção entre Decorador, Arquiteto Decorador e Designer de Interiores/Ambientes.

    Em momento algum exigi ser “o profissional convidado” de minha área. Apenas me dispus a contribuir seja fornecendo material e conhecimentos específicos sobre a minha área ou até mesmo, caso convidado, participar das reuniões com recursos proprios.

    Como um determinado integrante deste comitê deturpou absolutamente tudo o que eu tinha exposto e percebi que, por ele, eu não seria bem vindo nem pessoalmente e tampouco virtualmente, passei a indicar outros profissionais formados na minha área e indiquei a AMIDE como uma associação mais coerente.

    Porém ele preferiu ignorar e fazer absolutamente tudo o que eu e diversos outros profissionais (até mesmo de outras áreas do Design) imploramos para que não o fizesse. Isso inclui ir buscar inormações da área dentro do meio da Arquitetura. Sim, ele entrou em diversas comunidades e fóruns de Arquitetura para buscar informações sobre Design de Interiores.

    De qualquer maneira eu nunca postei-me contra a regulamentação, mesmo depois de saber que minha área havia sido excluída do PL. Passei sim a lutar contra a palhaçada da ABD e seu arrogante rascunho de um projeto de lei independente que é absurdamente ineficaz e não vai alterar em nada a realidade das academias e do mercado de Design de Interiores/Ambientes. Vai continuar tudo na mesma: uma bagunça, todos dentro do mesmo balaio como se fossem a mesma coisa.

    Dias atrás recebi uma chuva de despautérios surtados desse senhor por causa deste comentário que fiz na page do Portal DesignBR:

    “XXX, quantas vezes terei de te avisar que a ABD não é referência para falar sobre Design de Interiores/Ambientes? Que eles nem sabem o que é isso pois só entendem de decoração? Ha aproximadamente duas semanas você teve uma nova reunião com eles. De nada adianta alerta-lo (coisa que faço desde quando começou a movimentação pela regulamentação lá no orkut). Cansei de me disponibilizar para participar das reuniões do comitê e vc preferiu me ignorar, me agredir publicamente nas comunidades (tem “n” testemunhas disso) e foi exatamente pelo caminho inverso e fez tudo que te alertamos para não fazer. Você não sabe o que é Design de Interiores/Ambientes… vc pensa que sabe mas nao verdade não sabe NADA sobre minha área. Teria sido muito importante que você tivesse ido participar do NDesign deste ano onde eu eu outros verdadeiros profissionais de minha área estiveram presentes para entender do que se trata e porque é sim DESIGN. Os presentes (convidados e encontristas) conseguiram entender a minha área sim como Design. Uma pena que vocês, cabeças duras, não tenham enviado um único representante nem que fosse apenas como ouvinte ou que fosse procurar os profissionais da minha área para conversar. Isso que estão fazendo não é regulamentação, é palhaçada, cirquinho baseado em guetinhos estúpidos. E o Design não precisa disso. Paulo Oliveira”

    Tudo bem que errei ao generalizar e dar a entender que eu me referia a todo o comitê, o que nem de longe é verdade. Referi-me especificamente a este senhor que, desde nossos primeiros contatos nas comunidades do Orkut preferiu, na falta de argumentos, passar a agredir-me ferozmente na pessoa, já que nas idéias sempre deixou claro não ter competência. O que se seguiu da parte dele nem vale a pena postar aqui pois nao vou sujar meu blog com suas palavras e palavrões em momento de “piti” e histeria.

    Logo após esse entrave na page do portal, o mestre Freddy solta uma nota no grupo setorial. De inicio não me atentei para o “FVC” no final da nota e pensei ser coisa do fulano. Independente do autor, percebe-se que distorcem o que escrevo alegando que:

    “Temos visto algumas observações de que”faltamos” ao NDesign. Na verdade nós somos um grupo de pessoas que se dispõe a participar desta luta e não um grupo de interesse que representa alguem ou alguma instituição. No momento atual com um projeto correndo no Congresso, com a necessidade de pressão para que nossos interesses sejam respeitados e apoiados, nos surpreende que o item não tenha sido ao menos incluido na pauta do NDesign. Pode até ser que tenha havido alguma discussão mas a falta de convite a alguém deste grupo, ao menos para esclarecer do que se trata, mostra uma profunda falta de interesse da atual classe de estudantes pelo assunto. Dá vontade de perguntar se há “futuro” nesta discussão e luta!!! /FVC”

    Provavelmente tem a ver com o que rolou lá na page do Portal. Mas erraram novamente: vários convidados falaram sobre o assunto em suas atividades. Vários bate papos aconteceram informalmente (alguns até bem quentes com divergências). Sim estiveram presentes, mas não sei o que fizeram ou se fizeram algo.

    Porém destaco que SE fizeram foi algo muito tímido e, tratando-se de NDesign, sabemos que com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, se nao fizer barulho, não é notado.

    Eu, que participei do dia 19 até o último dia não vi sequer um cartazinho qualquer com a palavra regulamentação chamando o pessoal para conversar numa sala ou o qualquer outra ação que fosse.

    Portanto, deixo claro que não sou contra a regulamentação do Design. Sou contra a exclusão da minha área do PL e a resistência em não inseri-la entre as áreas contempladas no PL.

    Até propus a alguns membros do comitê uma simples alteração:

    Eliminar as áreas e regulamentar o Design.

    Depois disso, dentro do Conselho, delimitar as áreas. É o mais correto, o mais justo, o mais ético.

    Como o projeto ainda está em tramitação (leia-se: sofrendo alterações), é possível fazer isso sem grandes consequências. Pode ser que demore um pouco mais o trâmite até a aprovação e sanção, porém não o inviabilizará ou levará tudo à estaca zero como alguns estão falando por aí na rede. E, para quem espera por isso ha mais de 20 anos, o que serão alguns meses a mais nesse processo?

    Então, que fique bem claro:

    Eu nunca fui contra a regulamentação do Design.

    Sempre apoiei mesmo discordando da exclusão de minha área.

    O que sempre fui contra é a regulamentação separada de minha área, especialmente sendo feita pel ABD que usa indevidamente o nome Design de Interiores quando, na verdade, nem sbe o que é isso.