Recuperador de calor para chuveiros elétricos

Foi em pleno banho ao lavar os pés sujos de terra avermelhada que o tecnólogo José Geraldo de Magalhães teve uma idéia ao perceber a água quente se esvaindo pelo ralo. Pensou em desperdício e começou a imaginar um sistema que aproveitasse esse calor para ajudar a esquentar a própria água do chuveiro. Sete anos depois daquele dia na sua cidade natal, em Rio Vermelho, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, Magalhães acompanha, desde setembro, a distribuição gratuita de um lote de 7 mil peças de seu invento para pessoas carentes da Região Metropolitana de Belo Horizonte num programa elaborado e financiado pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Chamado de recuperador de calor para chuveiros elétricos, o sistema possibilita uma redução de 44% no gasto de energia elétrica de uma residência. O recuperador é produzido pela empresa Rewatt Ecológica, da qual Magalhães é um dos sócios. O funcionamento é simples. Em vez da água da caixa ou da rede de distribuição ir direto para o chuveiro, ela segue por uma mangueira e chega a uma plataforma de plástico reforçado instalada no chão do banheiro, com 58 centímetros (cm) de diâmetro e 4 cm de altura com tapete e estrutura antiderrapante.

Dentro dela existe um trocador de calor feito de alumínio, na forma de um encanamento em espiral, que recupera o calor da água quente do banho e aquece, em cerca de 20 segundos, a água limpa no interior do cano. A água aquecida é levada, por pressão natural ou por um pressurizador, para o chuveiro. A diferença do novo sistema é que quando a água chega ao aparelho ela já está pré-aquecida em comparação à existente na caixa. Normalmente a água natural parte dos 20º Celsius (C) e é esquentada no chuveiro até 38ºC, que é a temperatura do banho quente no inverno.

“Se ela já estiver com 27ºC, a diferença cai de 18º para 11ºC”, diz a professora Júlia Maria Garcia Rocha, do Grupo de Estudos e Energia (Green) do Instituto Politécnico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Foi ela quem coordenou os dois testes que comprovaram tecnicamente a viabilidade do sistema, primeiro a pedido de Magalhães e depois da Cemig. “No início, nós não acreditávamos que o recuperador funcionasse. Depois fizemos os testes, o modelamento teórico e, no final, sugestões para melhorar o equipamento”, diz Júlia. “Fiquei tão impressionada que coloquei o recuperador na minha casa.”

Em um dos estudos, Magalhães instalou nove recuperadores de calor em uma academia de ginástica, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Com a instalação foi possível substituir os chuveiros de 5.400 watts para outros com 2.000 watts, também foram trocados os de 4.400 watts para 1.800 watts. No primeiro mês da instalação a redução com energia elétrica foi de 1.020 quilowatts-hora (kWh), o que representou a economia de 612 reais na conta de luz. Inicialmente o recuperador de calor está sendo instalado em residências escolhidas pelo projeto Conviver da CEMIG, que leva a eficiência energética a populações carentes. A Rewatt tem planos para comercializar o recuperador. “Estamos nos estruturando para vender o recuperador para um público mais amplo a partir de janeiro de 2008”, afirma Magalhães. O preço inicial do recuperador de calor será de 360 reais.

Fonte:
Mídia eletrônica: Agência FAPESP http://www.agencia.fapesp.br Por Marcos de Oliveira 19/10/2007

http://www.rewatt.com.br/funcionamento.htm
http://www.htmlstaff.org/ver.php?id=13373

acesso em outubro de 2007
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sugado: http://www.inova.unicamp.br/inventabrasil/rewatt.htm

Brincando com a luz

Tenho visto alguns lançamentos pela WEB bastante interessantes e vou compartilhar neste post alguns com vocês.

Que tal um céu estrelado particular?

Só seu, de ninguém mais… Ou ainda, quem sabe, no quarto de seus filhos?

Pois é! O Laser Cosmos faz isso por você. Trabalhando com laser verde e tecnologia holográfica promove um belo efeito estrelado em suas paredes e tetos.

Já para aqueles que não dispensam um som dançante nem mesmo na rora do banho, o Underwater Light Show é uma bela solução.

Com tecnologia LED alimentado por pilhas, é diversão pura na hora do sua banheira ou até mesmo dentro da piscina.

Se quer algo menos psicodélico, pode optar pela Rose Bath Lights:

Pode ainda optar para seu banheiro pelo LavNav:

Ou então na torneira com o Glow Flow Tap:

Calma, pra quem não tem banheira a opção é o LED Shower Light:

Adam Frank desenvolveu uma luminária usando um equipamento já antigo: as lamparinas a óleo. Porém usando e abusando da gostosa brincadeira de luzes e sombras chegou à Lumen.

Fiona Jean Thompson brincando com acessórios que bem poderiam ser herança recebida da vovó, criou o candelabro a seguir:

Potes com o sol ou a lua dentro?

Esta é a proposta de Tobias Wong. Alimentado por energia solar, basta deixa-lo em local ensolarado que, durante o dia o pote produz uma luz amarelo-alaranjado bem proxima à luz solar. Conforme vai escurecendo e chegando a noite, o pote vai assumindo o branco azulado característico da lua.

Já o Light Bench é a peça ideal para quem deseja dar uma cara nova, tecnológica e sustentávem ao seu jardim. Alimentado com energia solar, traz tecnologia LED RGB dentro de placas de policarbonato no assento e no encosto.

Que tal pegar seus convidados de surpresa com um rechaud feito de gelo?

Esta é a idéia do produto Mathmos Thaw. É uma base para vela daquelas redondinhas usadas normalmente em rechaud. Porém ele vem com uma forma interna (cilindro) que vai para o freezer onde a água formará a cúpula deste rechaud. Conforme a vela vai queimando, esta cúpula vai derretando e a água voltando para o interior da forma.

 

Não sei se estes produtos já se encontram à venda aqui no Brasil, se alguém souber ficarei grato pela informação!

O Guia Verde: compras conscientes em Sampa

Marcia Bindo e Priscilla Santos são jornalistas da revista Vida Simples.  Além de dividir a mesa de trabalho, a dupla compartilha “algumas opiniões e o gosto por novidades relacionadas a uma vida urbana mais aprazível e menos agressiva ao meio ambiente”.

Assim que elas explicam O Guia Verde, um blog-site perfeito para quem não abre mão da vida na cidade grande (beem grande, como a metrópole paulista) mas não deixa de pensa no bem no planeta. “Depois de alguns anos escarafunchando o assunto, percebemos que muita gente quer ser mais sustentável, mas não sabe como colocar isso em prática. Por isso, decidimos garimpar na cidade de São Paulo onde é possível comprar alimentos orgânicos, roupas e cosméticos mais naturais, locais para reciclar o lixo e por aí vai. Tudo o que possa inspirar uma vida mais verde na cidade”, concluem.

Algumas dicas deliciosas já podem ser conferidas por lá, como um Passeio pelo Jardins (a pé, para reduzir as emissões de carbono) e o Brechó Juisi by Licquor: Enjoy Sustainable (para quem não resiste aos apelos da moda). O texto ágil das meninas torna a leitura super informativa sem cansar. Passe por lá e faça seu roteiro de eco-shopping!

O Guia Verde: www.oguiaverde.com

Flexicomb

Talvez a mesa luna (acima) tenha sido inspirada neste material, ou tido a mesma fonte de inspiração: as colméias de abelhas. O fato é que o flexicomb, é uma nova aplicação para um material de descarte diário, os canudinhos de bebidas, fabricados em polipropileno.

O material pode ser dobrado, flexionado, comprimido e pode ser usado em protótipos de móveis ou até mesmo em luminárias e objetos de decoração.

Solte a sua imaginação…

Sugado: http://designdemoveis.blogspot.com/2008/07/flexicomb.html

Tecidos ecologicamente corretos

Dias atrás a Deborah Vinci postou no design.com.br um artigo falando sobre tecidos ecologicamente corretos voltados à moda e de um selo de certificação nos mesmos moldes daqueles já empregados em madeiras e outros materiais.

Questionei em seu post sobre se ela tinha conhecimento de algum tecido voltado à nossa área de Interiores/Ambientes como tecidos para cortinas, estofados, roupas de cama, paredes, etc.

Fiquei com isso na cabeça e resolvi fazer uma breve pesquisa sobre o assunto no Google. Porém a primeira informação mais real mesmo que tive veio através da revista Casa Claudia deste mês onde encontrei a indicação do trabalho da Desiner Têxtil Claudia Araújo que trabalha com tecidos feitos de garrafas PET recicladas, entre outros materiais.

De padronagem tradicional, a sutil beleza e rusticidade dos taPETs é realçada ainda mais por sabemos que temos em mãos um produto que, se lançado na natureza, iria demorar 100 anos para ser decomposto totalmente sendo portanto, ecologicamente correto.

Uma bela apresentação do trabalho dela pode ser visto através do PDF disponibilizado em seu site ou clicando aqui para baixa-lo.

Já no Google encontrei de tudo um pouco.

Uma dupla de designers de São Paulo que desenvolveram um tecido feito com bitucas de cigarro.

Descobri também a empresa Unafibras que trabalha com reciclagem de garrafas PET e produz tecidos voltados para moda, roupas de cama, estofamentos para carros entre outros.

A Santista Têxtil também está reciclando os retalhos de seus tecidos através de um processo onde os mesmos são transformados novamente em fios e trançados. Ela também trabalha com a reciclagem de garrafas PET e confecção de tecidos usando este material. Vale a pena ressaltar que a Santista está desenvolvendo um novo tecido que não utilizará o poliéster (sub-produto do petróleo) e sim, um plástico feito de amido extraído do milho. O nome desse filho? Ingeo. Em breve nas lojas!!!

É difícil encontrarmos nas lojas etiquetas “produto ecologicamente correto”. Isso tem um fundamento já detectado pelo Akatu em uma pesquisa: o publico brasileiro não vê com bons olhos produtos reciclados. Tem em sua cabeça que estes produtos são “sujos” e com qualidade inferior por serem feitos com materiais reusados. Quanta ignorância!!!!

Cabe a nós Designers mostrarmos aos nossos clientes que estes produtos são tão bons ou até melhores que os outros.

Porém também encontrei coisas que valem a pena conhecer e que são tristes. Com a onda do Marketing Verde, muitas empresas estão tentando impor-se no mercado ecologicamente correto. Porém, muitas delas agem na contramão: usam tecidos pseudamente corretos mas não levam em consideração o processo de fabricação, como no caso dos tecidos feitos com fibras de bambu.

Nessa linha de reciclados e reciláveis que podemos (e devemos!) utilizar em nossos projetos, uma excelente fonte de pesquisa é o site do IDHEA.

Bom, como se vê, em um pequeno post já lancei várias dicas e direcionamentos. No entanto, isso não é nada perto da quantidade de links obtidos numa simples pesquisa no Google usando “tecidos reciclados”.

Faça a sua parte também!!!

A história das coisas

 

Aposto que muita gente já viu o videozinho The Story of Stuff, ou A História das Coisas, mas para quem não viu, VEJA.

O filme foi escrito pela ativista Annie Leonard, a mesma que apresenta o curta de 20 minutos. A animação é Aindan Fraser, produção Free Range Studios…

Mas não é isso que é importante. Nem mesmo o que a Annie fala é totalmente novidade. Consumismo, descarte, devastação da natureza, poluição, tudo isso está interligado, e com o sistema que temos, a Terra não sobreviverá muito.

A solução mais lógica é criar um ciclo de produção, consumo e descarte que leve em conta a reutilização do descarte como matéria-prima em um sistema sustentável. Hoje, muitas pessoas instituições e algumas empresas estão trabalhando nisso.

Mas o caminho é longo, árduo e vai precisar que todo mundo entre na mesma empreitada. Por isso, a iniciativa da Annie é tão legal, ela explica tudo isso de forma simples, coerente, bem fácil de entender.

Então, divulgue, comente, reflita, incentive e aja de acordo com esses princípios, ou então, tudo vai continuar igual.

Ah, o vídeo é em inglês…

 

sugado: abcdesign

Iluminação com energia solar

O Sol: uma mega-usina de energia logo ali
Em apenas 1 hora o Sol despeja sobre a Terra uma quantidade de energia superior ao consumo global de um ano inteiro. Energia gratuita, renovável e não poluente.
Então porque não aproveitá-la?
Diferente dos aquecedores solares de água comuns hoje em dia, o efeito fotovoltaico transforma a energia luminosa proveniente do Sol em eletricidade para abastecer lâmpadas, TVs, bombas e quaisquer outros equipamentos elétricos.

A crescente demanda global por energia e a importância do impacto das políticas energéticas sobre a sociedade e, principalmente sobre o meio ambiente criam a necessidade de optarmos por uma fonte de energia que possa abastecer a humanidade de forma inesgotável e que possa servir de base para um desenvolvimento sustentável. Com isso, iniciou-se também a pesquisa e o desenvolvimento de produtos ecologicamente corretos e eco-sustentáveis.

Como funciona

O efeito fotovoltaico começou a ser pesquisado em 1954 por cientistas da área espacial que buscavam uma forma eficiente de fornecer energia aos equipamentos dos satélites colocados em órbita. Desde então a energia solar fotovoltaica tem se desenvolvido de forma espetacular e se faz cada vez mais presente em regiões onde a rede elétrica convencional não chega ou não é confiável.
A Energia Solar Fotovoltaica é a energia da conversão direta da luz em eletricidade (Efeito Fotovoltaico). O efeito fotovoltaico é o aparecimento de uma diferença de potencial nos extremos de uma estrutura de material semicondutor, produzida pela absorção da luz. A célula fotovoltaica é a unidade fundamental do processo de conversão.

Atualmente o custo das células solares é um grande desafio para a indústria e o principal empecilho para a difusão dos sistemas fotovoltaicos em larga escala. Porém, a tecnologia fotovoltaica está se tornando cada vez mais competitiva, tanto porque seus custos estão decrescendo. Hoje já encontramos equipamentos com preços bastante acessíveis e, em alguns casos, mais baixos que os de equipamentos convencionais.
O atendimento de comunidades isoladas tem impulsionado a busca e o desenvolvimento de fontes renováveis de energia. No Brasil, por exemplo, 15% da população não possui acesso à energia elétrica. Coincidentemente, esta parcela da população vive em regiões onde o atendimento por meio da expansão do sistema elétrico convencional é economicamente inviável. Trata-se de núcleos populacionais esparsos e pouco densos, típicos das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
No Brasil a geração de energia elétrica por conversão fotovoltaica teve um impulso notável, através de projetos privados e governamentais, atraindo interesse de fabricantes pelo mercado brasileiro. A quantidade de radiação incidente no Brasil é outro fator muito significativo para o aproveitamento da energia solar.

Quais as vantagens desta tecnologia ?
A Energia Solar apresenta inúmeras vantagens, principalmente em onde o sol é soberano na maioria das regiões:
• É uma energia limpa: não gera nenhum tipo de poluição.
• Instalação muito simples: não necessita assistência técnica.
• Mínima manutenção: não há desgaste dos módulos ou placas solares.
• Vida útil dos módulos comprovadamente superior a 25 anos.
• Não consome combustíveis.
• Permite sua autosuficiência energética.
• Sem conta de luz, o sol é grátis!

Tanto nos EUA, como na Europa, o desenvolvimento subsidiado da Energia Solar está trazendo a um número crescente de pessoas a certeza de que há uma saída econômica e consciente para a questão energética através da autosuficiência e independência proporcionadas por esta tecnologia.
Graças à explosão da demanda verificada nos últimos anos, existem nesses países diversas organizações, grupos de usuários e revistas especializadas em geração independente de energia.

A Energia Solar é aplicável em quaisquer circunstâncias
Graças a sua modularidade, portabilidade e simplicidade de instalação, a Energia Solar pode ainda ser aplicada a diversas outras áreas de atividade:
• Repetidoras remotas de rádio e TV.
• Telefonia Celular convencional ou por satélite (Iridium ou Globalstar).
• Camping, motor-homes e barcos de passeio.
• Dessalinização de água.
• Iluminação pública.
• Sinalização marítima.
• Abastecimento de campos avançados militares e científicos.
• Até robôs em Marte.
 Jangada com orelhão celular em Maceió: Teleja

Fontes:
http://www.energia-solaris.com/iluminacao-energia-solar.html
http://www.ecoviagem.com.br/fique-por-dentro/noticias/ambiente/tecnologias-limpas-e-energias-renovaveis/a-energia-solar-esta-ficando-barata-e-iluminacao-em-leds-fara-parte-do-futuro–6917.asp
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./energia/index.html&conteudo=./energia/solar.html

 

Pista produz eletricidade em danceteria ecológica

Ir à uma discoteca e ao mesmo tempo contribuir para o desperdício de energia. Este é o princípio de uma discoteca que abrirá as portas em Roterdam, Holanda, em setembro, e que no último final de semana começou a fazer apresentações em cidades européias para difundir a idéia da pista de dança sustentável.

A Sustainable Dance Club funciona com a própria energia do movimento do corpo dos freqüentadores do lugar. Enquanto as pessoas dançam, ao som de DJs, um sistema sob o assoalho capta a energia gerada pelo movimento na pista e conduz até um gerador que a transforma em eletricidade e na iluminação do estabelecimento.

O projeto, que já funciona como um evento itinerante, inclui abastecimento dos banheiros com água da chuva, paredes que mudam de cor numa reação ao calor e turbinas de vento para arejar o terraço.

A idéia tem contribuído bastante para a economia de energia. Uma danceteria, que funciona três vezes por semana, gasta por ano até 150 vezes mais energia elétrica que um lar. Em função do sucesso do projeto, os idealizadores do clube estão tentando empreender novas danceterias sustentáveis em Nova York, Londres, Amsterdã e Merlbourne.

A danceteria sustentável é um conceito de duas organizações: Enviu – Innovators in sustainability e a empresa de arquitetura Döll.

A primeira exibição foi em Paris, no dia 19 de abril, durante o Salão do Planeta Sustentável. Centenas de pessoas foram testar o princípio e acompanhar a transformação da energia em eletricidade.

O custo de instalação de uma pista ecologicamente correta como essa é alto: 3,5 mil euros (R$ 9,2 mil) o metro quadrado. Mas o idealizador da engenhoca garante que, a longo prazo, a economia compensa, especialmente sob o ponto-de-vista da consciência ambiental.

“O gasto com energia é um dos mais expressivos em um estabelecimento noturno. Se der para economizar e ainda poupar o meio ambiente, melhor para todo mundo”, explica o idealizador do projeto, Daan Roosegaarde.

A pista de dança pode produzir de entre quatro a oito watts por segundo em cada 65cm² de espaço. Para uma discoteca pequena, com 6m² de pista de dança, por exemplo, a produção de energia seria de entre 400 e 700 watts, dependendo, evidentemente, da animação do público.

“A expectativa é de que, para a inauguração da boate, a energia produzida seja capaz de alimentar também a aparelhagem do DJ, além das luminárias. Esperamos que acima de tudo os jovens adquiram mais consciência sobre o quanto eles podem colaborar com a preservação da natureza, mesmo quando pensam estar só se divertindo e fazendo festa”, disse o holandês, que conta com o auxílio da Universidade Tecnológica de Delft para desenvolver o projeto, além do apoio de diversas empresas holandesas públicas e privadas.

A reciclagem da energia não é a única iniciativa do clube – que será apropriadamente chamado de Watt − para conscientizar os jovens. Para os toaletes, será utilizado um sistema de renovação da água da chuva, capturada no telhado.

Antes, porém, a água ainda faz uma participação na decoração do ambiente, passando por uma parede de cascata. Até mesmo os copos de plástico serão lavados e reutilizados várias vezes durante a noite. Para isso, os freqüentadores do local receberão um suporte de copos reciclável − para que não os danifiquem durante o uso.

A danceteria terá capacidade para duas mil pessoas e tem inauguração prevista para o dia 4 de setembro. Até lá, os organizadores pretendem difundir a idéia nas principais capitais européias em salões e exposições de meio ambiente. O próximo evento será no dia 30 de abril, durante a “Festa da Rainha”, tradicional na Holanda e que normalmente deixa um rastro de sujeira plástica para trás.

Da redação, com agências www.portallumiere.com.br