Categoria: paisagismo

  • N_Goiânia 2014, mude seu estado_

    E aí pessoas estudantes, já estão preparando as malas, mochilas, barracas, fantasias para as festas, dando uma turbinada na inspiração e reforçando a resistência para encarar as atividades do N2014??

    ngoianiaEste será o 24º Encontro Nacional de Estudantes de Design (NDesign)

    Desta vez será realizado em GO GO GO GO GOIÂNIA!!!

    E a data já está certa!!!

    De 19 a 26 de julho de 2014.

    Fiquem ligados na página do NGoiânia no facebook , pois sempre está rolando promos e detalhes fresquinhos do encontro.

    ngoiania1

    Vai perder?

    ¬¬

  • Carta encaminhada à ABNT sobre a NBR 16280/2014

    palhaca

    Boa tarde.

    Sou formado em Design de Interiores e atuo na área há mais de 10 anos. Também sou docente de cursos de pós-graduação em Design e Projeto de Interiores, ministro cursos e palestras sobre esta área por todo o Brasil.

    Também sou especialista em projetos de iluminação.

    Além disso sou autor de um blog (www.paulooliveira.wordpress.com) de teor bastante crítico e teórico sobre a área.

    Apesar de minhas profissões (interiores e lighting design/iluminação) ainda não serem regulamentadas por motivos alheios à nossa vontade, ambas constam das diretrizes do MEC e possuem CBO. Além destes dados que as legalizam temos ainda o reconhecimento e autorização de centenas de cursos universitários pelo MEC bem como o reconhecimento de nossa importância pelo mercado.

    Em nossos cursos adquirimos conhecimentos técnicos para a elaboração de projetos, e isso inclui estas análises previstas na norma (antes, durante e depois) para garantir a segurança tanto dos profissionais envolvidos nas obras quanto dos futuros usuários.

    Temos ciência de que, sempre que necessária alguma intervenção estrutural, devemos contar com o apoio de um profissional devidamente habilitado no assunto, preferencialmente, um engenheiro civil. Isso é repetido à exaustão nas salas de aulas e TODOS os profissionais de Interiores levam isso como REGRA em seu exercício profissional diário.

    Atento que, para realmente poder utilizar o título profissional, assim como em qualquer outra profissão, faz-se necessária a devida formação acadêmica, pois, somente ela transmite ao profissional as competências, conhecimentos e habilidades necessárias para tal. E isso nós temos: formação, conhecimento, diploma.

    Não somos leigos ou “faz tudo”. É isso que esta norma tenta impedir de chegar ao mercado como se estes fossem os reais e únicos responsáveis pelos principais desastres que ocorreram neste país envolvendo obras em edificações.

    Também não podemos ser responsabilizados por empresários que, burlando Leis, não contratam um projetista devidamente habilitado.

    Igualmente não podemos ser responsabilizados e punidos por atos corruptos de fiscais de órgãos públicos e conselhos de classe que autorizam e aprovam obras irregulares (vide Santa Maria e tantos outros exemplos) concedendo seus alvarás, habite-se e outros documentos mais.

    Isso, popularmente, é conhecido como “boi de piranha”.

    Lembro que Design de Interiores/Ambientes é uma profissão já estabelecida e respeitada internacionalmente por causa de sua seriedade e competência de seus profissionais, vide IIDA (http://www.iida.org/). Nos principais países esta já é regulamentada, o que jogou sobre estes profissionais, responsabilidades sérias e complexas tanto quanto as dos arquitetos e engenheiros – resguardadas as devidas competências e atribuições profissionais. O primeiro curso superior da área aqui no Brasil data da década de 1960, em Minas Gerais, hoje atendendo pelo nome de Design de Ambientes, ofertado pela UEMG.

    Como pode, aqui no Brasil, a ABNT lançar uma norma que literalmente extingue a nossa profissão, desrespeitando centenas de cursos superiores existentes no país e sem considerar ouvir sequer um único profissional entre os milhares já devidamente habilitados existentes aqui no Brasil?

    Como pode uma norma direcionar um mercado claramente para uma reserva de mercado sabendo que esta prática é crime, pois fere princípios constitucionais e do código civil?

    Como ficaremos nós, Designers de Interiores diante disso tudo? Rasgaremos nossos diplomas e perderemos todo o tempo e dinheiro investidos em nossa formação/atualização profissional? Alguém irá nos indenizar por isso?

    Viraremos apenas decoradores quando atuarmos em edificações enquanto projetamos interiores completos – e complexos – de aeronaves, embarcações, motorhomes e outros espaços não baseados na estrutura da construção civil?

    Aguardamos respostas urgentes afinal, são os sonhos, as vidas de milhares de profissionais que estão em jogo. É uma profissão já estabelecida internacionalmente que está sendo aviltada, publicamente humilhada e destruída aqui no Brasil, colocando nosso país numa vanguarda de ignorância e retrocesso.

    Atenciosamente,

    Paulo Oliveira.

  • Fases de um projeto

    É bastante comum meus leitores me escrever perguntando sobre como é o trabalho de um designer de interiores/ambientes ou lighting designer. Pois bem, para não ter que ficar escrevendo e reescrevendo a cada novo questionamento, aqui vai um post explicativo dessas fases.

    Devo ressaltar que, antes de mais nada, é preciso um constante trabalho de prospect que é a fase de divulgação de seu nome profissional/escritório e captação de clientes. Esta pode ser feita de diversas maneiras que vão desde a distribuição de panfletos até a utilização de outdoors, mídias, ter uma vida social ativa, etc. Encontrado o cliente, entramos naa fases de desenvolvimento do projeto propriamente dito.

    Uso como base o modelo da Jenny Gibbs, expandindo-o e retraindo-o quando necessário são no total cinco fases que qualquer projeto envolve. Descrevo-as a seguir.

    PRIMEIRA FASE:

    1.       Reunião preliminar

    reuniao-com-cliente

    É aquela reunião inicial onde você se apresenta ao cliente e vice-versa. Aqui rola a apresentação de seu portfolio e onde você tem o primeiro contato com o cliente. Esta reunião pode ser em seu escritório, em algum café, não importa. Aqui não serão tratados a fundo questões do projeto em si. É a oportunidade onde você irá saber o que o cliente deseja, as dimensões aproximadas do projeto, etc.

    Aqui você deverá explicar como é realizado o trabalho de um designer de interiores/ambientes, suas limitações profissionais e possíveis necessidades durante o projeto (ex. contratação de um engenheiro para derrubar uma parede), a importância do cliente confiar nas indicações de mão de obra especificadas por você, etc.

    2.       Brieffing do cliente

    briefing21

    Nesta etapa você terá que trabalhar em duas frentes:

    – Entrevista com o cliente: aqui sim entrará a parte mais puxada do contato com o cliente onde você terá que “extrair” dele toda a problemática envolvida no projeto. Não basta saber apenas “o que” ele deseja no projeto mas, especialmente, o “por que” deste desejo. Lembro que por trás de todo desejo existe, na verdade, um problema a ser resolvido. O “feio” É um problema estético.

    Vale ressaltar que havendo mais de um usuário no espaço a ser projetado, TODOS devem ser entrevistados. Não tenha receio em explicar àquela senhora mãe-esposa-matrona-mandona que quer decidir absolutamente tudo sozinha, incluindo os quartos dos filhos que já estão na faixa dos 18 anos, além dos espaços privativos do marido. Lembre sempre a ela (quando acontecer isso) que os espaços são de todos e não somente dela. Assim como existem coisas que ela não gosta e deseja alterar, com eles também acontece a mesma coisa. (Tou escrevendo um post específico sobre brieffing, postarei em breve).

    É importantíssimo que até aqui você já saiba o quanto o cliente deseja investir no projeto. Por exemplo: se ele dispõe de R$ 20.000,00 você tem que estar ciente que dentro deste montante está incluso o pagamento do designer pelo projeto. Ou não? Será que este dinheiro está livre apenas para a obra e ele dispõe de mais recursos?

    É, portanto, imprescindível que o profissional tenha conhecimento deste fator ainda nesta fase de levantamentos iniciais.

    Após o brieffing com o cliente deverá acontecer um levantamento prévio do espaço a ser projetado. Apenas uma visita para tirar as dimensões básicas e uma análise geral da edificação está bom afinal, você necessita destes dados para elaborar seu orçamento (proposta de trabalho).

    3.       Proposta de trabalho/aprovação do cliente

    Esta é a etapa onde você irá apresentar ao seu cliente a sua proposta de trabalho (orçamento) onde deverá constar basicamente:

    – valor

    – formas de pagamento/parcelamento

    – prazos para elaboração dos projetos

    – o que será feito (descrever os ambientes com as alterações solicitadas para cada um)

    – prazo de validade da proposta (geralmente 20 dias)

    – que após o OK do cliente sobre a proposta, será encaminhado o contrato formal de prestação de serviços para assinatura.

    Quando o cliente der o OK no orçamento encaminhe a ele então o contrato devidamente preenchido, com todas as especificidades do projeto a ser elaborado, os valores, formas de pagamento e prazos, a cláusula de responsabilidade técnica, a existência ou não das RTs, da preferência por mão de obra indicada por você, etc.

    Somente após a assinatura do contrato é que se deve iniciar a segunda fase do trabalho.

    SEGUNDA FASE:

    1.       Diagnóstico, análise e levantamento do local

    levantamento

    Esta é a fase onde você terá de ir até o local da obra e fazer todo o detalhamento dos espaços. Aqui entram as medidas exatas de todos os ambientes, estruturas existentes, levantamento de instalações (elétrica, hidráulica, gás, ar, telefonia, TV), esquadrias, situação geral da edificação (se necessita de reparos/reforço/restauro), áreas permeáveis externas, enfim, tudo que se faz necessário para projetar espaços mais eficientes, práticos e funcionais.

    2.       Conceito inicial

    É a fase de desenvolvimento do projeto conceitual.

    Primeiramente o profissional deverá transformar o brieffing numa análise do projeto. Isso deve ser feito em papel onde conseguimos cruzar dados levantados tanto no brieffing quanto no levantamento predial. Somente de posse dessa analise podemos seguir adiante.

    Neste ponto o profissional deverá fazer uma pré-seleção dos materiais, mobiliários, equipamentos e acessórios a serem utilizados nos ambientes para apresentação ao cliente. Tudo vai depender do partido/conceito adotado para o projeto. É a fase onde o designer irá esboçar suas ideias, usar de sua criatividade para solucionar os problemas detectados no brieffing.

    Claro que medidas devem ser respeitadas, mas nesta fase não é necessário que estas sejam seguidas à risca (ex: 3 cm não farão tanta diferença) para a apresentação ao cliente. Aqui, nada é definitivo e pode ser alterado. Lembrem-se que estamos ainda na fase de criação e o cliente não aprovou nada!

    3.       Pré-orçamentos

    Todos os materiais especificados devem vir acompanhados de seus respectivos orçamentos (quantitativo /valor unitário / valor total).

    Temos também que fazer um levantamento preliminar dos orçamentos – incluindo a mão de obra (pedreiro, eletricista, pintor, encanador, jardineiro, etc) – para apresentação ao cliente.

    Não devemos nos esquecer de orçar também as caçambas para entulhos.

    Lembre-se de sempre apresentar 3 orçamentos de fornecedores distintos. Isso garante a transparência e profissionalismo.

    4.       Preparação da apresentação

    conceitos

    Esta é a fase onde iremos pensar em como apresentar o conceito ao cliente. Aqui temos que prestar atenção em muitos detalhes como, por exemplo:

    – ter embasamento teórico/técnico/estético dos porquês das soluções apresentadas;

    – possuir “cartas na manga” para o caso de necessidades emergenciais;

    – ter conhecimento sobre todos os materiais e insumos especificados;

    – apresentar catálogos de materiais/equipamentos;

    – finalização e revisão dos painéis conceituais;

    – finalização e revisão das perspectivas, layouts e maquetes 3D conceituais;

    – separar os pré-orçamentos por área/material/mão de obra;

    Lembro que devemos apresentar uma solução ao cliente. Quando apresentamos mais que uma ele pode confundir-se. No entanto, isso não impede que você leve separado outras soluções. Quando começarem a surgir as indagações, os “não gostei disso”, apontamentos de alterações, você terá estas outras “cartas na manga” (possibilidades) para apresentar e chegar a um consenso entre as partes.

    5.       Apresentação / aprovação

    Aqui é a hora de mostrar tudo o que você pensou para a solução dos espaços ao cliente. Você não pode ter absolutamente nada na apresentação que não domine, que não consiga explicar os porquês da necessidade deste elemento no projeto.

    Por exemplo: se você propôs a derrubada de uma parede deve saber se esta vai afetar a estrutura ou não, se precisará do acompanhamento de um engenheiro civil ou não. E também deverá saber explicar o porquê da necessidade da presença dele na obra.

    Se você especificou um piso fosco e o cliente desejava um espelhado para uma área úmida você tem que saber explicar o porquê dessa escolha.

    Você também deve saber quanto tempo será necessário para implantação do projeto (obra).

    Enfim, você deve mostrar completo domínio sobre o projeto, materiais, execução.

    Não se esqueça que a cada item aprovado pelo cliente ele deve dar um visto no mesmo, o “de acordo” ou simplesmente “OK”.

    TERCEIRA FASE:

    1.       Projeto executivo

    PROJETO-EXECUTIVO01

    Após a aprovação do projeto conceitual devemos partir para a elaboração do projeto executivo. Esta é a parte mais técnica do trabalho do designer. É aqui que faremos todos os projetos cuidando milimetricamente de cada detalhe. Nesta fase devemos realizar, quando necessário, os seguintes projetos:

    – instalações elétricas

    – instalações hidráulicas

    – instalações de ar condicionado

    – instalações de TV/telefone/interfone

    – paisagismo/jardinismo

    – projeto de iluminação

    – projeto de gesso

    – marcenaria

    – paginação de pisos e revestimentos

    – acústica/térmico

    – plantas de layout

    – cortes e elevações

    – detalhamentos diversos

    – plantas de alterações prediais (troca de esquadrias, derrubada/construção de paredes)

    – lista de acessórios

    – memorial descritivo

    – existem outros ainda mas já deu para entender que o trabalho não é fácil e simples.

    Aqui, TODOS os elementos relativos ao projeto devem ser apresentados de maneira clara para a correta e fácil leitura e compreensão por parte dos executores, e também do cliente.

    2.       Especificações

    Aqui entra o trabalho em cima do memorial descritivo e da seleção de construtores/fornecedores.

    Num primeiro momento devemos elaborar o memorial de forma clara, preferencialmente separado por área/espaço a ser trabalhado,  constando todos os materiais / elementos / acessórios que serão utilizados no projeto.

    Após isso, devemos fazer um pré-orçamento (pode ser via internet mesmo) buscando ofertas de tudo isso. Esta pesquisa servirá como base de negociação com os fornecedores e construtores para que apresentem suas propostas.

    3.       Orçamento definitivo

    Aqui, após as negociações com os fornecedores e empreiteiros, temos como fechar o orçamento final do projeto para apresentar ao cliente. De posse deste, é o momento de fazer a programação/planejamento financeiro, junto com o cliente.

    Não se esqueça de que o valor do seu pagamento pelo projeto pode estar inserido no orçamento disponível do cliente.

    4.       Solicitação de documentações públicas

    Somente quando necessário. Por exemplo: você planejou derrubar uma parede e necessitou da presença de um engenheiro civil. Este deve recolher junto ao seu Conselho (CREA) a ART.

    Em algumas cidades, as prefeituras exigem os alvarás de obras até mesmo para simples pinturas de paredes (absurdo!).  Então fique atento à cidade onde está sendo realizada a obra e tenha em mãos todos os documentos necessários.

    5.       Seleção de construtores e fornecedores

    contrato

    Após o recebimento das propostas orçamentarias dos construtores e fornecedores, você deverá selecionar os vencedores. É importante que o cliente participe desta etapa.

    Lembre-se: nem sempre o menor preço significa qualidade na execução de obras.

    Por isso é importante que junto com o orçamento os construtores encaminhem uma lista de obras já realizadas e, se possível, que você visite algumas delas para atestar a qualidade dos serviços.

    Fique atento pois tudo isso está intrinsecamente amarrado ao orçamento disponível.

    Não se esqueça de também elaborar os acordos de prestação de serviços para serem assinados pelos construtores. Este é um documento entre o profissional e os prestadores de serviço. Este documento deve conter itens como, por exemplo, no caso de pintura:

    – o responsável deverá preparar todas as superfícies para o seu melhor acabamento;

    – toda nova marcenaria e carpintaria serão  preparadas, emassadas, lixadas e seladas;

    – o selador e demais demãos de pintura serão aplicados de acordo com as instruções do fabricante;

    – toda marcenaria preexistente será limpa, emassada, lixada e receberão uma demão de pintura;

    – Todos os revestimentos de parede preexistentes serão retirados – as paredes serão limpas, emassadas, lixadas e pintadas;

    – o responsável pelo serviço utilizará adesivos e toda forma de proteção das áreas adjacentes à superfície que for trabalhada;

    – não realizará qualquer alteração do produto (consistência, cor, etc) sem a aprovação do designer responsável pela obra;

    Este documento deve ser assinado por todos os envolvidos na obra. No caso de pedreiros é fundamental que conste um item exigindo a correta observação das paginações de piso/revestimentos.

    Também faz-se necessário neste documento um item para TODOS os construtores/fornecedores:

    – o responsável pela execução do projeto fica proibido de conversar diretamente com o proprietário da obra sobre propostas de alterações no projeto/obra. Qualquer necessidade nesse sentido deve ser tratada apenas com o designer responsável pela obra.

    Isso evita os corriqueiros problemas de alterações que ocorrem sem a autorização/conhecimento do profissional.

    É muito importante que o profissional disponibilize aos seus clientes modelos de contratos de prestação de serviços para serem firmados entre o cliente e os contratados. Este documento garantirá a execução dos serviços contratados e servirá como prova à seu favor em caso de problemas judiciais.

    QUARTA FASE:

    1.       Programação da obra

    É diferente do cronograma, que entra a seguir.

    Aqui fazemos uma programação da obra constando tudo sobre o que será feito, de acordo com a cronologia necessária:

    – demolições

    – estruturas 1 (gesso, pisos, etc)

    – estrutura 2 (elétrica, hidráulica, ar, etc)

    – revestimentos de paredes

    – iluminação

    – acabamentos

    – mobiliários

    2.       Cronograma de obra

    cronograma

    É programação e definição das obras que devem ser feitas e suas datas de inicio/finalização. Quando e o que entra/começa/termina, em que data entra/começa/termina.

    Este documento é necessário para que os construtores (especialmente) conheçam os prazos disponíveis para a execução de seus serviços, principalmente as datas máximas, para que não atrapalhem o andamento das obras e a entrada de outros profissionais.

    Por exemplo: se um pedreiro tem uma semana para assentar os pisos e estoura este prazo, ele estará comprometendo os trabalhos de outros profissionais que já tem suas agendas apertadas e comprometidas. A marcenaria não poderá ficar esperando que os pintores terminem seu trabalho atrasado por causa do assentamento de piso que atrasou. É uma bola de neve.

    3.       Compras

    Como o próprio nome diz é a fase de aquisição dos produtos e insumos necessários à obra e ao projeto.

    Estas devem ser acompanhadas pelo profissional designer para, principalmente, evitar a interferência externa no projeto. É bastante comum vendedores forçarem os clientes a trocar produtos e quando o designer vai na obra recebe-los tem geralmente surpresas desagradáveis.

    Portanto é fundamental deixar acertado (em contrato) junto ao cliente que as compras deverão seguir exatamente as especificações realizadas no projeto.

    Outro fator importante da presença do profissional no momento das compras é com relação às RTs. Ainda na fase de conversas e apresentação da proposta o designer deve deixar claro ao cliente esta pratica de mercado e negociar com ele a presença ou não desta no orçamento/contrato.

    Caso haja, é a garantia do designer recebe-las dos fornecedores e assim, ser ressarcido pelo desconto dado no valor do projeto.

    Caso não haja, é a maneira do designer conseguir negociar melhores descontos para o cliente junto aos fornecedores.

    4.       Acompanhamento das obras / instalações / fase “suja” da obra

    Tem gente que diz que isso não é necessário. Eu acredito o contrário: é SEMPRE necessário, desde pequenas reformas aos grandes projetos.

    É durante o acompanhamento que o designer vai verificar a correta execução do projeto, sanar dúvidas dos construtores, solucionar problemas inesperados, etc.

    É a fase de instalações de granitos, mármores, carpintaria, obras em alvenaria, gesso, pinturas, etc. Todos os elementos que fazem parte da estrutura do projeto.

    Portanto é sim importantíssima a presença do profissional durante as obras.

    Estas podem ter seu valor diluído no valor total do projeto ou podem ser cobradas à parte (por visita).

    Mas nunca deixe de acompanhar as suas obras.

    5.       Instalações de equipamentos e mobiliários

    Aqui entram as instalações pós obra pesada. São elas basicamente:

    – mobiliário e marcenaria

    – iluminação

    – acabamentos (metais, louças, vidros, etc)

    – splits

    – trilhos

    Ou seja, tudo que não faz parte da estrutura do ambiente.

    6.       Finalização / decoração

    decoração final

    Nesta fase entram todos os acessórios para dar acabamento aos espaços projetados. Almofadas, mantas, peças de arte/decoração, tapeçaria, penajamentos, etc.

    Nesta etapa também é realizada a afinação da iluminação.

    É onde o designer irá fazer a finalização do projeto.

    7.       Entrega

    Tudo tem que estar finalizado e pronto pois este é o tão esperado dia para o cliente: quando poderá entrar em seu novo espaço e usufruir do investimento feito.

    É também um momento especial para o designer pois poderá ver nos olhos de seus clientes a satisfação.

    QUINTA FASE:

     avaliação

    1.       Avaliação pós-entrega

    Se pensam que o trabalho terminou no item anterior estão redondamente enganados.

    Após a entrega é sempre oportuno que o designer entre em contato com os clientes para fazer uma avaliação pós-entrega. Esta é a oportunidade de verificar se o projeto realmente atendeu as necessidades e aos desejos/sonhos do cliente, se houve alguma alteração feita pelos usuários após a entrega (e descobrir os porquês disso).

    É também a oportunidade de descobrir o que os visitantes acharam do projeto, elogios, criticas, etc.

    Esta avaliação deve ser feita:

    – um mês após a entrega

    – seis meses após a primeira avaliação

    – um ano após a entrega.

     UFA!!!!

    Bom, basicamente é isso.

    Como podem ver o trabalho de um profissional de Design de Interiores/Ambientes é bastante complexo e extenso, cheio de detalhes e pontos importantíssimos para atender às necessidades/desejos/sonhos de nossos clientes.

    Não é um trabalho fácil, não é apenas um “deseinho numa folha de papel” ou um acompanhamento a uma loja para ajudar a escolher materiais.

    Os clientes precisam saber o quanto podem solicitar se um profissional de Design de Interiores/Ambientes.

    E nós, profissionais, temos de saber o quanto podemos oferecer a eles.

  • Enquanto isso num país nada sério…

    Num país onde obras públicas são feitas e refeitas até a exaustão dos cofres públicos por erros crassos nos projetos (quando estes existem né…).

    Num país onde o corporativismo e a arrogância é a bandeira de entidades de classe que muitas vezes não se entendem nem mesmo com seus próprios associados…

    Num país onde o “salto alto” e o título (diploma) falam mais que a competência pessoal/profissional do titulado…

    Num país onde entidades de outras classes profissionais insistem em importunar profissionais com formação acadêmica que os habilita legalmente para o exercício profissional…

    Num país onde tudo é conquistado ou na base da carteirada, ou nas jogatinas espúrias dos bastidores do Congresso nacional…

    Num país onde é mais fácil fazer calar o outro que demonstrar que se é mais competente que ele…

    Num país onde temos que esperar para ver se Leis “vão pegar ou não”…

    Num país onde profissionais não respeitam o código de ética de suas próprias profissões….

    Num país nada sério em que encontramos pérolas desse tipo:

    1780042_647644115307016_16616021_o

    Se o CAU e o CREA desejarem, eu envio a foto original para que cumpram o papel para o qual foram instituídos.

    Mas vou aguardar ansioso o resultado da investigação, do processo administrativo e mais ainda: terei imenso prazer em postar o resultado aqui (se é que vai ter algum).

    Mas por favor, novamente coloco aqui neste blog:

    ESPECIALMENTE O CAU, CUIDEM DE SUAS PROPRIAS CASAS ANTES DE QUERER ATRAPALHAR QUEM NÃO É DA ALÇADA DE VOCÊS E TRABALHA SERIAMENTE.

    DEIXEM OS DESIGNERS DE INTERIORES/AMBIENTES E OS LIGHTING DESIGNERS EM PAZ!!!!

    Vocês tem muitos caneteiros nas suas profissões para tomar conta (e atitude).

    Vocês tem muitos problemas com obras de profissionais pelos quais vocês são responsáveis para ficar gastando tempo contra nós que fazemos o NOSSO trabalho.

  • Notificação ao CAU

    São Paulo (SP), 8 de agosto de 2013.

    Senhor Presidente,

    A Associação Brasileira de Designers de Interiores, sociedade civil que representa os interesses dos designers de interiores/ambientes em todo o território brasileiro, com sede na Alameda Casa Branca, nº 652, conjuntos 71 a 73, Jardim Paulista, São Paulo (SP), inscrita no CNPJ sob o nº 45.292.224/0001-52, representada pelo advogado “in fine” assinado, devidamente qualificado no instrumento de mandato em anexo, com endereço profissional na Avenida Champagnat, nº 304, conjunto 304, “Praia da Costa”, Vila Velha (ES), considerando os termos da Resolução nº 51, aprovada em 12/JUL/2013, em especial a expressão “privativas” constante do art. 2º do referido ato, NOTIFICA formalmente o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, na pessoa do seu ilustre Presidente, quanto à ilegalidade consagrada no ato regulamentar acima indicado, por excesso ao disposto no § 2º do art. 3º da Lei Federal 12378, de 2010,  tudo na intenção de  prevenir  direitos  do(a)s  Associado(a)s  à

    ________________________________

    Ilustríssimo Senhor

    Presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil

    SCN Quadra 01 Bloco E

    Edifício Central Park, salas 302/203

    CEP 70711-903

    Brasília (DF)

    NOTIFICANTE e advertir quanto à responsabilidade por eventuais danos morais e materiais que os mesmos possam experimentar no exercício das suas atividades laborais.

    Os designers de interiores/ambientes não são pessoas “leigas” nas atividades que exercem. Muitos são habilitados a tal por grau (bacharelato ou tecnólogo) que lhes foi concedido por Instituições de Ensino Superior ou mesmo por cursos técnicos, de nível médio. E é de se ressaltar, ainda, que há outros profissionais que exercem o mister de designer de interiores/ambientes mesmo sem uma habilitação formal, mas baseados numa formação decorrente de uma longa experiência, aliada, muitas das vezes, à habilitação em outras áreas de conhecimento afins à atividade.

    Assim, é essencial deixar claro e irrefutável, desde logo, que o(a)s Associado(a)s da NOTIFICANTE não são “pessoas leigas” na atividade de design de interiores/ambientes, como este douto Conselho vem propagando na sociedade.

    Afinal, leigo, segundo Houaiss, é “… aquele que é estranho a ou que revela ignorância ou pouca familiaridade com determinado assunto, profissão etc.; desconhecedor, inexperiente”.

    Como dito acima, quem exerce a atividade de design de interiores/ambientes não é inexperiente e nem desconhece as técnicas, a arte e o senso estético por ela exigida, em especial para atingir o fim maior que é otimizar a utilização de um determinado espaço pelo ser humano, seja para moradia, seja para o trabalho ou para qualquer outra serventia.

    E tais profissionais sempre deixam claro que são designers de interiores/ambientes – para o que sempre estiveram e estão devidamente habilitados.

    Enquanto designers de interiores/ambientes, tais profissionais não se registram perante este douto Conselho – vez que nem sempre preenchem os requisitos a tal, nos termos do art. 6º da Lei Federal 12378, de 2010.

    Então, não sendo inscritos no Conselho de Arquitetura e Urbanismo, os designers de interiores/ambientes, enquanto atuarem como tal, não estão sujeitos à fiscalização do mesmo. O § 1o  do art. 24 da Lei Federal 12378, de 2010, é claro:

    “O CAU/BR e os CAUs têm como função orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de arquitetura e urbanismo, zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina da classe em todo o território nacional, bem como pugnar pelo aperfeiçoamento do exercício da arquitetura e urbanismo.”

    (destacou-se)

    Assim, se os designers de interiores/ambientes não têm como profissão a arquitetura e nem o urbanismo, a sua atividade não se sujeita ao poder de polícia deste Colendo Conselho, “data máxima vênia”.

    E nem se diga que eles devam ser submetidos a este Conselho porque a profissão de designer de interiores não está regulamentada e nem está sujeito a um órgão de classe específico, pelo simples fato de ausência total de fundamento legal a tal pretensão.

    E nem se alegue, igualmente, a suposta infração ao art. 7º da Lei 12378, de 2010, que tem a seguinte redação:

    Exerce ilegalmente a profissão de arquiteto e urbanista a pessoa física ou jurídica que realizar atos ou prestar serviços, públicos ou privados, privativos dos profissionais de que trata esta Lei ou, ainda, que, mesmo não realizando atos privativos, se apresenta como arquiteto e urbanista ou como pessoa jurídica que atue na área de arquitetura e urbanismo sem registro no CAU.”

    (destacou-se)

    Analisando-se estra regra, vê-se logo que ela NÃO se refere a uma INFRAÇÃO DISCIPLINAR, que se sujeita ao controle do órgão de classe, mas, isto sim, ela define, em relação à arquitetura e urbanismo, um TIPO  PENAL.

    Ocorre que esta norma, de natureza penal, embora descreva um TIPO, o faz de modo incompleto e não especifica a PENA aplicável.

    É, pois, inapelavelmente, LETRA MORTA!

    No máximo, ela poderia ser considerada uma norma complementar ao art. 47 da Lei de Contravenções Penais (Decreto lei 3688, de 1941), que tem a seguinte redação:

    Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício.

    Contudo, a apuração de fato tido como contravenção penal NÃO compete a este Colendo Conselho.

    Mas, mesmo que assim não fosse, é fundamental observar-se que o tal exercício ilegal só se dá quando alguém

    “… realizar atos ou prestar serviços, públicos ou privados, privativos dos profissionais de que trata esta Lei…”

      (destacou-se)

    E quais seriam os tais atos ou serviços privativos dos arquitetos e urbanistas?

    A Lei Federal 12378, de 2010, não os especifica diretamente. Mas a leitura atenta do seu art. 3º é suficiente para clarear o assunto:

    Art. 3o  Os campos da atuação profissional para o exercício da arquitetura e urbanismo são definidos a partir das diretrizes curriculares nacionais que dispõem sobre a formação do profissional arquiteto e urbanista nas quais os núcleos de conhecimentos de fundamentação e de conhecimentos profissionais caracterizam a unidade de atuação profissional.

    § 1o  O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil – CAU/BR especificará, atentando para o disposto no caput, as áreas de atuação privativas dos arquitetos e urbanistas e as áreas de atuação compartilhadas com outras profissões regulamentadas.

    § 2o  Serão consideradas privativas de profissional especializado as áreas de atuação nas quais a ausência de formação superior exponha o usuário do serviço a qualquer risco ou danos materiais à segurança, à saúde ou ao meio ambiente.”

    Portanto, realmente cabe ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil especificar quais são as atividades privativas dos arquitetos e urbanistas, mas, para tanto, deverá observar, inexoravelmente, os limites definidos no § 2o do art. 3º da Lei Federal 12378, de 2010.

    Ou seja, para ser privativa de arquiteto e urbanista, é essencial que “…a ausência de formação superior exponha o usuário do serviço a qualquer risco ou danos materiais à segurança, à saúde ou ao meio ambiente.”

    Portanto, não é qualquer atividade atribuída ao arquiteto e ao urbanista pela Lei 12378, de 2010, ou por Resoluções do CAU, que pode ser qualificada como PRIVATIVA.

    É preciso que se caracterize que a atividade:

     1.   se for desenvolvida por pessoa sem formação superior;

     2. exponha o usuário do serviço a risco (potencial) ou danos materiais (efetivos) à segurança, à saúde ou ao meio ambiente.

    Ocorre que este douto Conselho  não observou estes limites legais ao aprovar a Resolução 51, de 12/JUL/2013, em especial, repita-se, à “expressão “privativas” contida no seu art. 2º.  Consequentemente, a norma está a ofender o princípio da reserva legal e, sendo ilegal tal Resolução, neste particular, é evidente que a mesma não se mostra aplicável.

    E nunca é demais lembrar a GARANTIA FUNDAMENTAL insculpida no inciso XIII do art. 5º da Carga Magna, “in verbis”:

    “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”

    Esta GARANTIA FUNDAMENTAL, que se sobrepõe aos interesses corporativistas, inibe práticas como as deste Conselho, pois assegura a(a)s Associado(a)s da NOTIFICANTE o pleno exercício do seu mister como design de interiores/ambientes, não se submetendo à vontade ilegal deste Conselho.

    Neste ponto, cabe asseverar que, examinando-se as grades curriculares dos Cursos de Arquitetura e Urbanismo e dos Cursos de Design de Interiores/Ambientes, vê-se claramente que estes últimos oferecem muito mais conhecimento para a elaboração de projetos de forma criativa e científica buscando soluções para espaços interiores residenciais, comerciais e institucionais, visando a estética, a eficiência, a segurança, a saúde e o conforto, além de pesquisa de produtos, materiais e equipamentos para elaboração e execução de projetos de interiores.

    E é esta a atividade do designer de interiores/ambientes!

    Aparentemente, ela até pode se aproximar muito da atividade da “arquitetura de interiores”, mas nem de longe ela pode ser tida como PRIVATIVA de arquitetos, como acima claramente demonstrado.

    Pelo exposto, fica este Conselho devidamente cientificado de que:

    1. a Resolução CAU 51 há de ser revista, vez que não observou o limite fixado no § 2o do art. 3º da Lei Federal 12378, de 2010, e, assim, quedou ilegal quanto à atribuição da qualidade de “privativas” de arquitetos e urbanistas às atividades descritas no seu art. 2º;

    2. não há competência e/ou justa causa para fiscalizar as atividades desenvolvidas pelo(a)s Associado(a)s da NOTIFICANTE enquanto designers de interiores/ambientes  e muito menos para lhe atribuir prática infracional e apená-la.

    Por fim, fica este Conselho notificado de que, caso persistam os atos de fiscalização das atividades de Associado(a)s enquanto designers de interiores/ambientes, poderá vir a ser responsabilizado civilmente pelos danos morais e materiais decorrentes de tais atos, vez que ilegais e, consequentemente, abusivos, nos termos do art. 37, inciso VI, da Constituição da República.

    Jonatan Schmidt

    ADVOGADO – OAB/ES 330-B

  • RESOLUÇÃO N° 51 DO CAU

    Um abuso de poder sobre áreas que não fazem parte do CAU, especialmente Design de Interiores e Lighting Design. É assim que eu vejo toda esta situação provocada e imposta pela Resolução n° 51 do CAU.

    Estas duas profissões ainda não são regulamentadas e o CAU está agindo de má fé, aproveitando-se deste fato, para eliminá-las do mercado.

    Devo destacar aqui que já tentamos, por mais de cinco vezes, regulamentar a profissão de Designer de Interiores e em todas fomos derrotados. Fomos derrotados pelo lobby que os arquitetos mantém constantemente ativo dentro do Congresso Nacional visando derrubar qualquer lei, emenda ou o que for que eles julguem que atinja as suas atribuições e até mesmo o que eles julgam sê-las.

    Estamos atualmente tramitando o PL 4692/2012, de autoria do Dep. Ricardo Izar, visando a nossa regulamentação. No entanto, já fomos informados que este lobby está agindo de maneira dura lá dentro tentando derrubá-lo. Estão em cima dos deputados como urubus sobre a carniça plantando DESINFORMAÇÃO e INVERDADES sobre a nossa área.

    Afinal, fica a questão:

    Vivemos numa democracia multi-profissional visando atender às demandas do mercado atual e que, com isso, torna-se necessário trabalhar em equipes multidisciplinares ou vivemos numa ditadura arquitetônica onde somente o arquiteto pode e tem poder e competência para decidir tudo, incluindo gerar Leis Federais?

    Esta resolução não só prejudica como elimina a nossa profissão atribuindo em caráter exclusivo aos arquitetos as atribuições de projetos de interiores.

    A resolução e as notas de esclarecimento têm deixado claro isso tanto que nos apontam como leigos desconsiderando todos os anos de estudo e prática profissional. Estão causando conscientemente um dano imenso à imagem de nossa profissão quanto às pessoas que praticam este ofício.

    Temos diversos profissionais com diploma de nível superior e até pós-graduados que estão sendo notificados pelos fiscais do CAU por exercício ilegal da profissão da Arquitetura. Incluindo profissionais que estão com seus ambientes parados em mostras comprometendo até mesmo o cronograma destas mostras.

    Ressalto o caso de uma designer que tem um escritório em sociedade com uma arquiteta cujo ambiente numa mostra foi notificado mesmo tendo a ART. Ou seja, o CAU está abusando, desrespeitando e prejudicando não somente os profissionais de Design de Interiores pois suas ações estão afetando outras esferas do mercado.

    Esta resolução – e as notas de esclarecimento – extingue a minha profissão promovendo uma descarada reserva de mercado para os arquitetos na área de projetos de interiores e também de Lighting Design. Estamos proibidos de atuar profissionalmente.

    Estamos sendo, caluniosamente, chamados de leigos pelo CAU e por alguns arquitetos.

    Existem hoje três modalidades de formação para o Design de Interiores ressaltando que todas atendem às Diretrizes Curriculares do MEC e cujos cursos são reconhecidos por ele:

    – Técnicos: de nível médio em cursos que duram em média 2 anos e com carga horária média de 400 h/a.

    – Tecnólogos: de nível superior, com duração de 2 a 3 anos e carga horária que varia de 1700 a  3000 h/a.

    – Bacharelados: nível superior, com duração de 4 anos e carga horária de aproximadamente 4000 h/a.

    Em relação aos currículos, vou ater-me aos de nível superior. São distintos e variam entre as universidades, mas geralmente contemplam saberes dentro destas áreas do conhecimentos:

    Fundamentos da construção civil além de análise de plantas relacionadas à construção civil e seus componentes, conforto térmico, iluminação e acústica, psicologia, percepção, representação técnica, ergonomia, fatores sociais e culturais, história da arte e do design, elementos da composição, princípios o design, metodologia científica, metodologia do design, fatores econômico, estudos de mercado, empreendedorismo, prática projetual, botânica aplicada ao paisagismo, história dos jardins, design de móveis, semiótica, materiais e processos de produção, gestão de projetos e processos, normas técnicas de diversas naturezas: RDC’s da ANVISA; NR’s do MTE, Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros, Normas do IPHAN e IEPHA, NBR’s (em respeito a legislação brasileira e visando ótimos resultados para o indivíduo), cessibilidade Sustentabilidade Paisagismo e Jardinagem

    Mesmo com de todas estas disciplinas listadas o CAU nos julga como LEIGOS e incapazes para executar as atividades pelas quais fomos formados.

    Sempre pautamos o nosso trabalho visando a parceria e o respeito profissional, a complementação entre as áreas. Mas sempre fomos vítimas de bullying por parte de alguns arquitetos, especialmente os mais xiitas – que geralmente são os piores que estão no mercado.

    Esta resolução é apenas o espelho do que sofremos no mercado há anos. Este foi o golpe de misericórdia que os arquitetos – não todos que fique bem claro – lançaram sobre nós através do recente instituído CAU.

    A formação em Arquitetura e Urbanismo, ou somente em Arquitetura, é muito complexa e compreende um universo de saberes e conhecimentos imenso. É desumano e mentiroso alguém querer afirmar que uma pessoa curse cinco ou seis anos e saia de lá apto a executar tudo o que viu dentro da universidade com perfeição. Eles saem sim com um conhecimento generalista ou seja, aquele que conhece um pouco sobre tudo.

    Exemplificando, na medicina temos as residências e suas especializações afinal, a medicina é tão complexa e o corpo humano idem que é impensável uma pessoa capaz de entende-lo em todas as suas especificidades. Isso também ocorre no Direito onde os acadêmicos tem um conhecimento geral e após um período do curso (ou após o mesmo) focam a sua atenção na área que desejam. São generalistas em Direito, mas especialistas em determinada área. A prova da OAB mostra isso claramente.

    Fica claríssimo que os arquitetos saem das universidades sem saber trabalhar a plenitude de um projeto de interiores. Observe as grades dos cursos de Arquitetura que tem em média um bimestre ou semestre de uma disciplina que mesmo assim ainda é vaga sobre o assunto. Não repassa a eles o conhecimento específico que estudamos com detalhes por 2, 3 ou 4 anos dentro das universidades. Um fato que comprova isso é que muitos arquitetos procuram as especializações em Design de Interiores para tentar, ao menos, ter alguma base um pouco mais sólida sobre o assunto que é muito extenso e digno de anos de formação específica. Pergunte à qualquer coordenação de especialização em Design de Interiores e Lighting Design (ou Iluminação) e terá esta resposta sobre o número de arquitetos dentro de cada turma com relação àqueles de outras áreas.

    Não podemos nos esquecer que a maior escola de Arquitetura – a italiana – não mistura a área com nada. Não só ela, mas existem outras pelo mundo que também são assim. Eles ensinam a Arquitetura pura. Lá não se vê urbanismo e paisagismo ocupando grandes espaços nas matrizes de seus cursos desviando o foco de sua área: a Arquitetura. Tanto que os profissionais que vem de lá para o Brasil encontram muita dificuldade na validação de seus diplomas aqui.

    O mercado – e aqui se incluem necessidades dos usuários, novas tecnologias e materiais e muitos outros elementos – hoje impõe que não cabe mais o profissional generalista ou seja, aquele que sabe um pouco de tudo. Verifica-se a necessidade real de profissionais específicos em cada etapa que compõe uma obra. Hoje não podemos falar em parcerias entre engenheiros e arquitetos apenas. Faz-se necessário um trabalho em rede, de coworking ou ainda melhor, coautoria através de equipes multidisciplinares, onde tudo é analisado e planejado por todos, descartando-se os melindres e egos em nome do que realmente interessa e importa: a satisfação do usuário que recebe um projeto complexo e que realmente atenda às suas necessidades.

    Neste sentido, observa-se escritórios renomados e consolidados no mercado nacional e internacional como, por exemplo,  Rosenbaum e  Zaha, que eles já sacaram que sem estas equipes seriam apenas mais um na multidão.

    Arquitetura é uma área muito ampla, existem muitos nichos de mercado para os arquitetos, alguns específicos. Mas eles querem atuar em interiores por ser, segundo a ótica deles, mais rentável. Porém o que eles fazem nem de longe é Design de Interiores. É mero toque de estética. Veja bem, comprar móveis prontos e de grife e arrumá-los de uma forma bonitinha dentro de um espaço não é Design. Fazer uns esboços ou desenhos básicos de algum mobiliário apontando apenas as medidas básicas, suas divisões internas com vista superior, lateral e frontal para chegar ao marceneiro e deixar que ele solucione questões relativas à produção (ferragens, encaixes, planos de corte, quantificação de materiais e insumos entre outros mais)  não é Design. Entender sobre Neufert aplicado a peças de mobiliário e julgar que ele por si resolve questões de acessibilidade e usabilidade mostra claramente que arquitetos não entendem nada de Design. Eles julgam que porque alguns tiveram a disciplina de História do Design em suas matrizes, já são designers. Eles não entendem que a estética é apenas uma  das partes do Design de Interiores, dentre tantas outras que compõem o todo de nossa profissão já exemplificado acima.

    Outro ponto que devo destacar é sobre as questões estruturais que eles alegam para proibir o nosso exercício profissional. Veja bem, não fazemos alterações estruturais em nossos projetos, não saímos por aí derrubamos paredes deliberadamente e inconsequentemente. Só PROPOMOS estas alterações muito esporadicamente quando as necessidades do projeto assim exigem. Mas apenas propomos e não as executamos. Para executá-las sempre trabalhamos em parcerias com engenheiros especialistas em estruturas que irão analisar a viabilidade técnica da alteração e, em caso positivo, realizarão e  executarão este projeto estrutural específico.

    Neste ponto eles alegam que assim o fazendo estaremos infligindo o direito autoral da obra arquitetônica. Oras, a obra arquitetônica é um produto que foi comprado por alguém. O proprietário da casa pagou caro por este produto sendo portanto, dono dele o que lhe garante o direito de fazer o que quiser com ele. No entanto os arquitetos alegam que somente o autor da obra tem poder e autoridade para executar qualquer alteração na edificação, até mesmo a simples alteração da cor de uma fachada. Oras, o que é isso senão uma reserva de mercado às avessas mascarada por trás do direito autoral? Eles mantem quem comprou o projeto e os outros que comprarão a edificação durante a existência da mesma, reféns de um autor. Este direito já está garantido através do registro do acervo técnico que garantirá ao autor, em caso de cópias, segurança jurídica e indenizações diversas. Este é outro ponto que a Arquitetura deveria reanalisar com seriedade, transparência e ética. Isso é muito mais importante solucionar que ficar caçando encrenca ou buscando pelo em ovo.

    Mas preferem ficar na Arquitetura cômoda e não se envolver com os verdadeiros pepinos e abacaxis que assolam a sociedade e nossas cidades.

    Outro ponto que merece ser destacado nesse contexto todo é que os arquitetos roubam para si uma área sobre a qual não tem domínio além do básico: o Paisagismo.

    Há que se fazer a correta distinção entre paisagismo, jardinismo e jardinagem. Se formos analisar corretamente e friamente a etimologia da palavra Paisagismo, nem mesmo os arquitetos poderiam usá-la como titulação profissional uma vez que ela envolve elementos gigantescos como matas ciliares (e todos os seus elementos/componentes), tipologias de solos (muito além das questões relativas a jardins). Cito ainda questões ambientais e botânicas como os micro e macro sistemas que compõem a flora e a fauna, que nem de longe se pensa/estuda isso dentro de um curso de Arquitetura. Eles são sim jardinistas, assim como nós designers de interiores. De paisagistas, merecem no máximo o título de aprendiz júnior dada a complexidade da área e o desconhecimento técnico/teórico desta totalidade por eles.

    Nesse ponto deixo a dica aos agrônomos, geólogos, botânicos e outros mais, para que lutem pois uma área claramente de vocês está sendo roubada de vocês pelos arquitetos.

    O que mais me estranha – na verdade não mesmo – é que o CAU esperou que Niemeyer morresse para fazer isso. Eu tenho absoluta certeza de que se ele estivesse aqui neste plano ainda esta resolução estaria fechadinha dentro de alguma gaveta de algum xiita da Arquitetura brasileira pois este tem ciência que Niemeyer jamais permitiria isso.

    Tenho certeza que a partir do momento da publicação desta resolução, onde quer que ele esteja, rasgou a sua carteira n° 1 do CAU, cuspiu nela e pisou em cima além de ter berrado algo como: “Assim vocês me matam de vergonha!”.

    Oras, vejam a obra dele. Não sou seu maior fã mas uma coisa que sempre notei nele é o caráter multiprofissional que ele tinha. Seu escritório sempre foi, especialmente depois dos anos 70 e muito mais claro após os anos 80, um grande escritório de coworking.

    Minha gente, ele chamou a sua filha que não era arquiteta para ficar responsável pelos projetos de ambientação internas de suas obras. Lucy Niemeyer sempre aplicou seus conhecimentos em Design Grafico nas obras dele. O próprio Niemeyer chamou Peter Gasper para iluminar as suas obras. Ele tinha plena consciência de que nem mesmo ele, tão vultuoso mestre e referência da arquitetura nacional, era capaz de fazê-lo e que precisava de alguém apto para isso. Nesse aspecto optou por um profissional da iluminação que NÃO É ARQUITETO, mas que ilumina a a sua (e outras mais) arquitetura com maestria. O paisagismo de seus projetos não era feitos por ele e sim por outro profissional que era especialista no assunto.

    Atenção AsBAI nesse aspecto. O próprio mestre derruba os argumentos falaciosos e utópicos de vocês ok??

     

    O QUE SE ESPERAVA DO CAU

    Veja bem, antes do CAU (e os arquitetos) fazer uma coisa dessa magnitude deveria voltar seus olhos para a Arquitetura, o que ela representa, o que a sociedade e os governos esperam dela, o que os calouros esperam para seu futuro visando atender à estas demandas.

    Eles deveriam lutar para libertar a Arquitetura da dureza imposta pelo pensamento da Bauhaus que destruiu a Arquitetura humanizada impondo a Arquitetura industrializada refletida nos caixotes que povoam nossas cidades em todas as dimensões.

    Deveriam lutar por mais espaço – e até mesmo poder – dentro dos governos para solucionar problemas graves urbanísticos (tem muita coisa nessa área que é competência da Arquitetura e poucos profissionais dispostos a atuar nelas) contribuindo com a sociedade como um todo, não somente com nichos relacionados à elite. Não são os programinhas dos CAUs regionais que irão ajudar nisso tudo.

    Deveriam ficar em cima dos gestores dos poderes municipais, estaduais e federal, especialmente em cima dos planos diretores, leis de zoneamento e dos políticos corruptos que vendem autorizações e emendas alterando-os tornando as cidades espaços impossíveis.

    Deveriam ficar em cima dos poderes municipais, estaduais e federal no tocante aos projetos de escolas esdrúxulas que temos visto sendo levantadas com muito elementos que colocam a vida de todos os usuários em risco, espaços mal planejados e pensados, com péssima circulação e acessibilidade e que não atendem às reais necessidades.

    Deveriam ficar em cima dos poderes municipais, estaduais e federal no que diz respeito às unidades de Saúde, Pronto Socorros e Hospitais que estão sendo construídos e que são verdadeiros açougues se analisarmos os projetos e planejamentos dos mesmos no tocante à Arquitetura.

    Deveriam ficar em cima dos poderes municipais, estaduais e federal e, a cada orçamento apresentado para uma obra pública, rebate-los apresentando orçamentos reais, com valores de mercado auxiliando, desta forma, a zelarmos pelo nosso país e ao menos diminuir este gargalo por onde bilhões de reais escoam anualmente para os bolsos de gente safada auxiliando o Ministério Público e os Tribunais de Contas a perceberem estes gargalos e punir os responsáveis.

    Deveriam bater de frente com as construtoras que estão impondo espaços cada vez mais impossíveis de serem habitados (ainda reflexo do absurdo imposto pela Bauhaus) por uma família comum em nome do custo.

    Deveriam lutar, por exemplo, contra o que a MRV faz ao pegar um mesmo projeto arquitetônico de um edifício (e do condomínio) e sair por 20, 30 cidades repetindo-o insanamente com uma qualidade deplorável de materiais e altamente duvidosa em questões de segurança. Não posso esquecer-me de citar ainda as dimensões absurdas dos ambientes.

    E, nesse sentido, esta lista fica praticamente infindável, como prova de que há muito trabalho para os arquitetos fazerem, que a sociedade necessita que eles o façam e que eles preferem ignorar completamente por julgarem como atividades menores ou menos rentáveis ou seja, não lhes garantirão o tão esperado “status cus”.

    Repensem as atitudes que vocês vem tomando aqui no Brasil. Repensem as grades curriculares de seus cursos fazendo-as voltar à Arquitetura Pura. Parem de tentar impor esta Arquitetura Obesa, impraticável, que se julga no direito de apoderar-se de tudo.

    FINALIZANDO

    Esperamos que os juízes que pegarem esta causa sejam sensatos e considerem todo o nosso histórico de contribuição com a sociedade e economia do país e, especialmente, que não somos leigos e sim aptos a exercer a nossa profissão garantindo a segurança para os operários da obra e para os futuros usuários.

    Gropius, ao idealizar a proposta original da Bauhaus, tinha a visão de que tudo (todas as artes e ofícios) não existiam sem a Arquitetura e dela eram eternamente dependentes e inseparáveis (DE MASI, 1997). O que é essa ação arquitetada nos bastidores atuais senão uma volta à essa ideia de Gropius? Devemos lembrar que já se passou muitas décadas e que o mundo no qual vivemos hoje é outo.

    O Design vem para compreender as demandas dos indivíduos e intervir nos espaços construídos de modo a melhorar a relação desses com os outros indivíduos bem como facilitar o uso dos objetos, o entendimento das informações a percepção da paisagem e a compreensão de mundo. Isso é design para ambientes!

    É triste a manifestação de ignorância apesar de tanta pesquisa produzida desde então pela Arquitetura mundial. No Brasil os arquitetos não perceberam que o mundo, as pessoas, as tecnologias, as aplicações e as necessidades humanas não giram mais em torno apenas da Arquitetura?

    Tanto Lighting Design quanto Design de Interiores/Ambientes não existem apenas por causa da Arquitetura. O objeto arquitetônico é apenas UM dos espaços construídos que estamos capacitados tecnicamente para atuar.

    Como mencionado, os técnicos, tecnólogos e bacharéis em design para interiores/ambientes estudam teoria e prática de diversos espaços onde vivem e convivem os indivíduos. Aliás, é bom ressaltar que o principal valor do trabalho dos designers é o seu olhar atento às necessidades, desejos e possibilidades do indivíduo. Saber o que ele quer na sua casa, o que ele precisa em seu escritório, o que é desejado num evento, a experiência esperada num automóvel dentre outros.

    Não estamos nem queremos trabalhar com arquitetura de interiores. Somos e desejamos o design como premissa projetual que considera o homem como centro de suas soluções projetuais!

    No mundo todo estas áreas existem, são exercidas e compartilhadas livremente por profissionais de diversas áreas sem qualquer problema ou melindre. Em nenhum outro lugar do planeta os arquitetos agem como os brasileiros, mais preocupados com corporativismo e o próprio status e não com a qualidade de vida das pessoas e o desenvolvimento social, econômico e cultural a partir da compreensão e respeito da diversidade.

    É dada a hora do trabalho em equipe e o respeito aos saberes das diversas áreas. É isso o que é ensinado nas escolas de Design no país, muitas oferecendo o curso há mais de 5 décadas.

    Mas não posso finalizar este extenso post sem citar uma incoerência absurda nesta situação toda: no mesmo momento em que o CAU tenta eliminar do mercado profissionais de duas áreas (Design de Interiores/Ambientes e Lighting Design) já consolidadas no mercado, este órgão está chamando seus associados para reuniões e plenárias para debaterem, a fim de aprovar e implantar, o seu Código de Ética Profissional.

    Como falar em ética profissional diante de tudo isso que estão fazendo demonstrando claramente nenhum respeito por outras áreas que deveriam ser tratadas como parceiras de trabalho?

    Triste a constatação que as ações foram nitidamente premeditadas e foram pautadas na fragilidade da não regulamentação da profissão de designer, que aliás, ainda não o foi por influências desses profissionais junto ao legislativo brasileiro.

    Por fim, esperamos que os deputados e senadores responsáveis pela regulamentação da profissão de design olhem para a experiência de outros países desenvolvidos e usem tais informações para aprovarem nosso trabalho no mercado brasileiro. Entendam definitivamente que o design é fator primordial para a melhoria das condições de vida dos indivíduos, indiscriminadamente.

    ___

    Agradeço às colegas Samantha Moreira Cidaley e Viviane Gomes Marçal pela revisão e indicações na construção deste texto.

  • Novo parceiro: Fasa Fibra Ótica

    Bom meus amigos, conforme escrevi aqui tempos atrás, tenho novidades para vocês:

    Logo_blogA Fasa Fibra Ótica agora é parceiríssima deste blog.

    Eu já conhecia a Fasa a bastante tempo e sempre admirei muito todo o trabalho realizado por eles. E essa admiração aumentou quando conheci pessoalmente o mestre Wilson Sallouti e aumentou mais ainda quando tive o prazer de tê-lo como professor em um dos módulos da pós em iluminação (uma perda imensurável a retirada deste módulo da pós do Ipog).

    A Fasa é a mais tradicional empresa especializada de iluminação com fibra ótica aqui no Brasil. Foi fundada em 1990 e hoje conta com uma estrutura própria para a fabricação dos sistemas de iluminação com fibra ótica e uma equipe de profissionais capacitados.

    Ao longo dos anos a Fasa vem acumulando diversos prêmios:

    – Prêmio Abilux 2010 Design de Luminárias

    – Prêmio Senai-SP Excellence 2010

    – Prêmio Abilux Empresarial de Design 2007

    – Prêmio Via Design 2005

    – Prêmio Abilux Empresarial de Design 2004

    – Prêmio Best Mex de Mídia Exterior

    – Prêmio Abilux Empresarial de Design 2002

    – Prêmio Top of Business

    A Fasa é responsável pelos mais expressivos projetos com fibra ótica no Brasil em diversos segmentos: museus, entretenimento, paisagismo, comunicação visual, e outros.

    Vejam algumas imagens:

    fasa_fo02

    fasa_im12

    fasa_im02

    fasa_im05

    fasa_im07

    Clique aqui e aqui para ver imagens do Museu Carlos Costa ìnto – Salvador/BA

    Clique aqui para ver imagens do Museu Homem do Nordeste – Recife/PE

    Clique aqui e aqui para ver imagens do Museu Dom Bosco (Museu do Índio) – Campo Grande/MS

    Clique aqui para ver um espaço zhen lindo! É, a fibra ótica pode e deve ser aplicada também em piscinas, spas e outras áreas com água!!!

    E engana-se quem pensa que a fibra ótica solta luz apenas pela ponta. Olhem esse exemplo de sidelight.

    Pode ser usada também para dar um UP no comércio de seus clientes. Olhe aqui e aqui.

    O melhor da fibra ótica é que você pode soltar a sua imaginação e criar, criar e criar. Ela dá conta do recado sempre!!!

    E fiquem atentos pois vão rolar promos aqui durante este ano tendo como prêmios kits de iluminação doados pela Fasa!!!

    Além das promos, o Wilson se predispôs a escrever também aqui para o blog falando sobre a Fibra Ótica.

    E que venha 2013!!! Iluminado agora com a Fibra Ótica da Fasa!!!

    Quer conhecer mais sobre a Fasa?

    Acesse o site> http://www.fibraotica.com.br/

  • Cursos 2013 – Museu da Lâmpada

    cursosMuseuLampada

     

    Pessoal, taí a agenda de cursos do Museu da Lâmpada para o primeiro semestre 2013:

     

    Cursos de MARÇO

    05/mar 10:00 – 13:00  MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos de Iluminação Básica e Introdução a Projetos :: R$ 40,00

    06/mar 09:00 – 10:30 Prysmian | Cabos elétricos não são todos iguais + DCE – residencial (aplicação e simulação de funcionamento de software de dimensionamento elétrico) :: R$ 20,00

    07/mar 09:00 – 10:00  CEMAR | Curso Centrinho de distribuição – conceitos e aplicações :: R$ 20,00

    12/mar 10:00 – 12:30 MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos e tecnologias de iluminação de Lojas :: R$ 40,00

    13/mar 09:15 – 13:30  FASA | Fibra Ótica – A Iluminação além da Imaginação :: R$ 60,00

    19/mar 10:00 – 11:30 PEDLED | A iluminação sustentável :: R$ 40,00

    20/mar 09:00 – 10:30 PIAL | Noções de regras técnicas e instalações elétricas :: R$ 20,00

    21/mar 10:00 – 12:30 MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos e tecnologias de iluminação de Hotéis :: R$ 40,00

    22/mar 09:30 – 10:30 GIMAWA | Reatores  :: R$ 20,00

    26/mar 10:00 – 12:30 Abalux | Conceitos básicos de iluminação e eficiência das luminárias :: R$ 60,00

    27/mar 10:00 – 13:00 PHILIPS | Curso Automação em Iluminação :: R$ 60,00

    28/mar 10:00 – 12:30 MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos e tecnologias de iluminação Residencial :: R$ 40,00

    Cursos de ABRIL

    02/abr 10:00 – 13:00  MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos de Iluminação Básica e Introdução a Projetos :: R$ 40,00

    09/abr 09:00 – 12:00  OSRAM | Portfólio da Eficiência Energética  :: R$ 60,00

    11/abr 09:00 – 10:00  TIGRE | Linha elétrica – conceitos e aplicações  :: R$ 20,00

    12/abr 09:00 – 10:00  DAISA | Produtos DAISA – Conceitos e aplicações  :: R$ 20,00

    17/abr 10:00 – 13:00  PHILIPS | Curso sobre LED’s – Tecnologia inovadora  :: R$ 60,00

    19/abr 09:30 – 10:30 GIMAWA | Reatores  :: R$ 20,00

    24/abr 09:00 – 10:00  STECK | Produtos STECK – Conceitos e aplicações  :: R$ 20,00

    30/abr 10:00 – 12:30 Intral | Princípios da Luz e Luminotécnica e introdução e aplicação dos leds :: R$ 60,00

    Cursos de MAIO

    02/mai 09:00 – 10:00  CEMAR | Curso Quadro de comando – conceitos e aplicações :: R$ 20,00

    07/mai 10:00 – 13:00  MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos de Iluminação Básica e Introdução a Projetos :: R$ 40,00

    15/mai 09:15 – 13:30  FASA | Fibra Ótica – A Iluminação além da Imaginação :: R$ 60,00

    21/mai 10:00 – 11:30 PEDLED | A iluminação sustentável  :: R$ 40,00

    22/mai 10:00 – 13:00 PHILIPS | Curso Automação em Iluminação :: R$ 60,00

    23/mai 09:00 – 10:00  3M | Fitas isolantes de baixa tensão – Conceitos e aplicações :: R$ 20,00

    24/mai 09:30 – 10:30 GIMAWA | Reatores  :: R$ 20,00

    28/mai 10:00 – 12:30  Abalux | Conceitos básicos de iluminação e eficiência das luminárias :: R$ 60,00

    29/mai 09:00 – 10:30  Prysmian | Cabos elétricos não são todos iguais + DCE – residencial (aplicação e simulação de funcionamento de software de dimensionamento elétrico) :: R$ 20,00

    Cursos de JUNHO

    04/jun 10:00 – 13:00  MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos de Iluminação Básica e Introdução a Projetos :: R$ 40,00

    06/jun 09:00 – 10:30 PIAL | Automação linhas Nereya e BTicino  :: R$ 20,00

    12/jun 10:00 – 13:00  PHILIPS | Curso iluminação de Lojas – Conceitos e Tecnologias :: R$ 60,00

    13/jun 09:00 – 10:00  TIGRE | Linha elétrica – conceitos e aplicações  :: R$ 20,00

    14/jun 09:00 – 10:00  DAISA | Produtos DAISA – Conceitos e aplicações  :: R$ 20,00

    19/jun 09:15 – 13:30  FASA | Fibra Ótica – Influências da iluminação com fibras óticas em ambientes clínico-hospitalares :: R$ 60,00

    21/jun 09:30 – 10:30 GIMAWA | Reatores  :: R$ 20,00

    25/jun 10:00 – 12:30  Intral | Princípios da Luz e Luminotécnica e introdução e aplicação dos leds :: R$ 60,00

    26/jun 09:00 – 10:00  STECK | Produtos STECK – Conceitos e aplicações  :: R$ 20,00

    Desconto de 50% para pagamentos até 28/02. Aproveite!

    Para inscrever-se é só clicar neste link. No calendário ao lado direito da tela busque a data desejada e efetue a sua inscrição no curso de maneira fácil e ágil.

    PARTICIPE!

    Av. João Pedro Cardoso, 574 | CAMPO BELO, SÃO PAULO – SP

    Após a inscrição serão informados por e-mail os próximos passos para a participação.

    Pagamento via PAG SEGURO

    * Caso haja imprevistos, você será informado com antecedência e todo o valor pago será restituído.

  • IPOG – Pós-Graduação em Iluminação – Campinas

     

    O IPOG – Instituto de Pós-Graduação – inaugura no dia 22 de março próximo, a primeira turma do curso de Pós-Graduação em Iluminação & Design de Interiores na cidade de Campinas.

    As aulas acontecerão no seguinte endereço:

    Av. Aquidaban, no. 400, Centro.

    Coordenado pela arquiteta, lighting designer e designer de interiores Jamile Tormann, mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UNB o curso já está presente em 24 estados do Brasil, através de 85 turmas.

    O Curso, organizado nos termos da resolução CES 01/2007 do Conselho Nacional de Educação, tem por objetivos principais: – Formar Especialistas em Iluminação e Design de Interiores capazes de elaborar projetos de iluminação (de interiores, exteriores, pública, de museus, esportiva e cênica) e design de luminárias, de residências e de ambientes comerciais a partir do conhecimento teórico e prático adquirido no Curso; – Qualificar o profissional para a consultoria em iluminação e design de interiores; – Qualificar o aluno para a pesquisa; – Formar profissionais que atenda aos desafios propostos, inserindo a iluminação e o design como ferramenta qualitativa, com uma visão integrada de projeto e consultoria a empresas; – Capacitar profissionais para a investigação, compreensão e desenvolvimento do projeto de iluminação e design, considerando seus aspectos estéticos, funcionais, técnicos, ambientais e de gestão.

    Público alvo:

    Profissionais e alunos com curso superior especialmente nas áreas de Arquitetura, Engenharia e Design de interiores, bem como iluminadores, fotógrafos, cenógrafos, e outros profissionais com curso superior.

    Formação curricular:

    História da Iluminação Percepção Visual

    Grandezas e Cálculos Luminotécnicos

    Fontes de luz artificial

    Design de Luminárias

    Design de Interiores Residencial

    Iluminação de Interiores Residencial

    Projetos de Iluminação e Design de Interiores Residencial

    Design de Interiores Comercial

    Iluminação de Interiores Comercial e Corporativo

    Projeto de Iluminação e Design de Interiores Comercial e Corporativa

    Iluminação Cênica

    Iluminação de Exteriores

    Projetos de Iluminação de Exteriores

    Iluminação Esportiva

    Iluminação Natural e Eficiência Energética

    Estratégias projetuais de iluminação natural

    A luz sob controle

    Metodologia do Trabalho Científico

    Gestão de Carreira e Marketing Pessoal

    Carga Horária:

    480 horas/aula

    Certificação:

    Será considerado aprovado o participante que cumprir as seguintes exigências:

    – Frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária de cada disciplina;

    – Nota final igual ou superior a 7 (sete) em cada disciplina;

    – Aprovação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

    Documentos:

    Cópia do Diploma de Graduação AUTENTICADO em cartório;

    Cópia do RG e CPF;

    1 foto 3×4.

    Na cidade de Campinas, o IPOG ainda vai oferecer descontos para quem entrar em contato e disser que faz parte do “GRUPO VALMIR PEREZ”. Isso vale para quem é assinante da lista de “Dicas de Iluminação”, do grupo CLD e ex-alunos da disciplina de introdução á iluminação da Unicamp. Eis os descontos:

    Valor do Curso sem desconto para pagamento até dia 20 de cada mês.

    Inscrição :R$ 250,00 R$

    24X de R$ 700,00

    Valor do curso com desconto GRUPO VALMIR PEREZ

    Inscrição: R$ 250,00

    24X de R$ 570,00

    Importante :  Benefício de R$ 130,00 de desconto em cada parcela, que equivale a R$ 3.120.00 do valor total do curso, condição válida apenas para pagamento até o dia 10 de cada mês. Além disso, os dois primeiros matriculados do grupo “Valmir Perez” ainda ganharão um exemplar do livro “Luz e Arte – Um paralelo entre as ideias de grandes mestres da pintura e o design de iluminação” – Valmir Perez – De Maio Comunicação e Editora.

    Para pré-matrícula e informações detalhadas visite o endereço: http://www.ipog.edu.br/nao-aluno/pos-graduacao/engenharia-arquitetura/iluminacao-e-design-de-interiores

    Se preferir, entre em contato através do telefone: (11) 3251 1560 ou envie e-mail para: sp@ipog.edu.br

  • Trabalho final da pós

    Escrever-Rápido1

    É pessoal, finalmente terminei meu artigo da pós em Iluminação do IPOG. Já foi devidamente entregue, corrigido e liberado para publicação.

    Bem diferente dos trabalhos que tenho visto sendo publicados onde o foco são os projetos, parti em outra direção: uma análise do mercado profissional brasileiro, associações e ações ilícitas destas últimas, especialmente a AsBAI.

    O trabalho consiste na construção de uma cartilha informativa sobre o Lighting Design. Esta já é uma idéia antiga que eu vinha amadurecendo em conversas com o Valmir Perez e outros profissionais da área.

    Segue então os arquivos em PDF:

    – Artigo: Cartilha informativa sobre Lighting Design

    artigo_apresentação_cartilha

    – Modelo inicial da Cartilha

    cartilhaLDfinal

    É sempre bom lembrar que eu não sou designer gráfico, portanto a apresentação da cartilha é apenas uma ideia.

    Espero que gostem (a AsBAI sei que não vai gostar nem um pouco ah ah ah) e que dele surjam novos movimentos profissionais e acadêmicos.

  • Estágio, DA e portfólio

    É bastante comum receber comentários e e-mails indagando sobre uma situação bastante corriqueira para quem está começando.

    “Como sabemos, a maioria dos escritórios não divulgam o nome de todos que participam da equipe que realizou determinado projeto, ou seja, os créditos pelo projeto ficam somente em nome do arquiteto que é o dono do escritório. Isso torna a divulgação do profissional de interiores ainda mais complicada.

    Enfim, a dúvida que fica é:

    Pode um designer utilizar trabalhos realizados no escritório que atua como contratado em seu portfólio particular? Qual é a melhor forma de fazê-lo?”

    O trecho acima é de um deles que recebi a pouco tempo aqui em meu blog.

    Ilustração: Rafael Corrêa
    Ilustração: Rafael Corrêa

     

    Sim, é fato que a maioria dos escritórios não divulgam os nomes de todos os envolvidos nos projetos, especialmente dos estagiários. Geralmente vemos, quando muito, os nomes dos profissionais parceiros ou empregados dos escritórios “oficiais” que, via de regra, levam os nomes de seus titulares. Assim, estes profissionais acabam levando sozinhos os louros pelos trabalhos desenvolvidos por outros profissionais/acadêmicos. Também os lucros.

    Não estou generalizando  ok? Apenas constatando uma atitude muito desonesta e comum em vários escritórios.

    Conheço alguns escritórios que os titulares entregam nas mãos da equipe alguns rabiscos acompanhados de alguns garranchos acrescidos da seguinte frase: “é isso que eu quero”. Não difícil é perceber que tratam-se de meras garatujas tais rabiscos e tampouco que o tal profissional não tem a menor idéia do que exatamente ele terá de fazer. Aliás, a equipe que se dane em resolver já que são pagos (na maioria das vezes bem mal pagos).

    Do projeto arquitetônico ao projeto de mobiliário (quando há) raros são os titulares que realmente sentam em suas pranchetas ou PCs para resolve-los. Traçam as linhas gerais e depois ficam apenas coordenando os trabalhos. Nesse momento entram as criações “dos outros”, ou seja, aquelas soluções criadas pelos funcionários que são prontamente aceitas e assumidas como “suas”.

    Percebemos isso até em mostras e revistas ditas especializadas em Decoração.

    Aí vem a questão: você trabalhou por anos ali dentro do escritório do outro ou se formou e finalizou seu estágio e quer lançar carreira solo. Para tal, necessita de um portfolio. Afinal, você podem ou não utilizar as imagens dos projetos em seu portfolios?

    No meu ponto de vista não só pode como deve utiliza-las, afinal nelas estão as marcas de sua experiência profissional, você participou ativamente da criação daqueles projetos. Assim, você é co-autor destes projetos.

    No entanto, deve-se ponderar algumas coisas antes de fazê-lo:

    – observe se no seu contrato de trabalho ou estágio existe alguma cláusula de impedimento disso. Existem escritórios que exigem a renúncia dos direitos autorais em favor do titular.

    – sempre que utilizar este tipo de imagem seja honesto e coloque os créditos corretamente citando, ao menos, o nome do escritório titular ou destrinche os nomes de todos os envolvidos no estilo “quem fez o que?”.

    No primeiro caso, havendo este empecilho tente contato com o escritório para negociar uma autorização do uso de imagens explicando o fato da necessidade do portfolio. Caso não haja acordo, entre na justiça afinal trata-se de um abuso cometido livremente por muitos escritórios (e empresas) contra o trabalhador. Além disso, há também o fator de “apoderação de criação alheia” ou, no bom e velho português, roubo de idéias ou de propriedade intelectual mesmo.

    Não tenha medo e tampouco sinta-se menor que o outro quando for conversar. Fale sempre de igual para igual.

    Outro caminho é tentar uma denúncia via CAU ou CREA uma denúncia. Não sei se estes órgãos apoiam esse tipo de atitude, se seus estatutos, regimentos e códigos de ética permitem tais abusos por parte de seus filiados. Duvido que permitam isso livremente.

    Espero ter ajudado aos que ainda tem dúvidas sobre isso.

  • Retrospectiva 2012

    Bom pessoal, sei que escrevi muito pouco neste ano, mas vale ressaltar aqui o que de melhor rolou por estas páginas:

    2012a

    Janeiro:

    E EU QUE PENSAVA….

    Vale relembrar também o PDF com a excelente entrevista do Francesco Iannone, publicada em 2007 na revista Lume Arquitetura.

    Fevereiro:

    Aproveitando-se da histeria coletiva

    Negativista?

    Março: neste mês este humilde blog virou 1 milhão de acessos!!! ;-)

    COMO PRECIFICAR PROJETO, CONSULTORIA E ACOMPANHAMENTO DE OBRAS?

    As matérias sobre materiais madeirados e lenhosos I e II.

    Abril:

    é… estamos ferrados???

    Mais do mesmo de sempre

    Maio:

    =\

    Iluminação comercial x iluminação técnica

    Junho:

    AsBAI e reserva ilegal de mercado

    Julho:

    A “bendita” e mal intencionada reserva de mercado

    Antes do designer, vem o Design.

    E, claro, a cobertura de minha participação no NJeitos que vocês podem ler aqui, aqui e aqui.

    Agosto:

    sumido e consumido…. Expoflora 2012

    Setembro:

    Iluminação cênica x arquitetural

    Tendências em projetos de Ambientes e Decoração.

    Uma questão de bom senso…

    Outubro:

    ABD e a tentativa de golpe na Regulamentação

    PROPINA

    Sites de decoração online

    Novembro:

    The Gangs

    Já deu, agora basta ABD.

    Defesa da área como DESIGN

    Dezembro:

    Sejamos honestos?

    Desassociação!

    Vale ressaltar também – e agradecer – as minhas participações em eventos acadêmicos e profissionais:

    NJeitos

    Eita!

    Semana Acadêmica de Design da UFSM

    Design na Brasa

    Além das palestras ministradas.

    Agradeço também ao Portal LightingNow pela oportunidade da realização do 1° workshop online e a todos os participantes!!!

    Também devo agradecer à Maria Clara De Maio por me aguentar como membro da família Lume Arquitetura rsrs

    E agradeço também de coração a todos vocês que me acompanham aqui pelo blog ou pelas redes sociais por mais este ano cumprindo o meu papel: informar e educar sem usar máscaras.

    2012 foi um ano louco, mas sobrevivemos, o mundo não acabou e que venha 2013 mais que iluminado para todos nós!!!

  • Workshop online: LEDs – Origem, atualidade, aplicações e futuro

    O Portal LightingNow traz para vocês mais um workshop online: LEDs – Origem, atualidade, aplicações e futuro

    Objetivo:

    O Workshop on-line tem por objetivo, desvendar os mistérios da Iluminação com LEDs, abordando o tema com uma linguagem simples, clara e objetiva, facilitando seu entendimento.

    Público-Alvo:

    Profissionais e Estudantes da área de Arquitetura, Decoração, Design e Iluminação.

    Certificado:

    O workshop emitirá ao final um certificado de Participação On-Line.

    Formato e Disponibilidade:

    O workshop será ministrado no formato de apostilas em PDFe estará dividido em 4 módulos com início em 01/10 e vai até 26/10 (4 semanas).Todo o conteúdo ficará disponível 24 horas por dia até o final previsto. Será disponibilizado na própria tela do Workshop, um link “Tira Dúvidas” diretamente com o Professor Mauri Luiz.

    O Programa    

    Introdução
    Fontes de Luz (Tipos)
    Incandescência e Descarga
    Eletroluminescência
    LED
    Para melhor entender os LEDs
    Grandezas Luminotécnicas
    Grandezas Elétricas
    LEDs (História)
    Características construtivas
    Fatores Determinantes da eficiência
    Influência do Calor
    LEDs na atualidade
    – Durabilidade (Vida útil)
    – Temperatura de cor
    – Reprodução de cores
    – Uso externo
    Equipamentos auxiliares
    – Fontes (Drivers)
    – Dimerização
    – Ligações
    – Controles
    Ótica
    Normas Internacionais
    Certificação Compulsória no Brasil
    Tipos de produtos de LEDs   
    – LED Componente  
    – Módulos 
    – Lâmpadas
    – Luminárias
    LEDs na Iluminação em Geral
    Residencial 
    Comercial
    – Escritórios
    – Bancos
    – Lojas
    – Hoteís
    – Hospitais
    Industrial
    Estacionamentos
    Esportiva
    Iluminação Pública
    Iluminação Externa
    OLEDs (LEDs Orgânicos)
    LEDs são ecológicos
    Principais dúvidas sobre o tema
    O Futuro da Iluminação a LEDs

    IMPORTANTE:

    O workshop será ministrado no formato de apostilas em PDF e está dividido em 4 módulos com início em 01/10 e vai até 26/10 (4 semanas). A cada segunda -feira será disponibilizado um novo módulo que o participante pode assistir on-line ou baixar para acompanhar posteriormente nos dias e horários que mais lhe for adequado. Durante a semana, o participante pode tirar suas dúvidas sobre o conteúdo exposto com nosso especialista pelo próprio site. Todas as aulas ficarão disponíveis para consulta até o final do último módulo.

    O Instrutor:

    MAURI LUIZ DA SILVA

    – Especialista em Iluminação; – Ex. gerente Regional da OSRAM (Trabalhou 39 anos com lâmpadas e iluminação); – Colaborador de Revistas e Sites, escrevendo sobre a luz e seus efeitos; – Palestrante com mais 1000 palestras sobre iluminação para os mais diversos públicos; – Professor na Escola PROJETHA em Porto Alegre-RS sobre Iluminação Artificial;

    Autor dos Livros:

    – Luz, Lâmpadas & Iluminação

    – Iluminação: simplificando o projeto

    – LED: a luz dos novos projetos

    Serviço:

    LEDs – Origem, atualidade, aplicações e futuro Data: de 01/10 a 26/10

    Onde: Evento On-Line (internet)

    Valor: R$ 60,00 (Cartão de Crédito ou Boleto Bancário pelo PagSeguro)

    Para participar, faça a sua inscrição clicando aqui.

  • Iluminação cênica x arquitetural

    A luz sai dos palcos e espetáculos e vai para a arquitetura com a finalidade de valorizar e enaltecer espaços e elementos da arquitetura.

    A característica principal da luz cênica é a sua volatilidade que faz o espectador mergulhar numa dimensão mágica, única. Ela por si só já é um espetáculo à parte em um palco; seja num show, seja numa peça de teatro.

    Ali, o LD realiza as suas pinturas cênicas. O palco é a tela onde ele vai brincar com suas tintas, com seus pincéis.

    As sutilizas e a sensibilidade deste trabalho chamou a atenção de alguns profissionais que trabalhavam com a iluminação arquitetural. Como aplicar aqueles conceitos, como trazer aqueles efeitos para a arquitetura seja ela interior ou exterior? Destas indagações e de várias outras surgiu o Light Design voltado para a arquitetura. Uma necessidade real de algo diferente e único, fugindo do comercial, do comum.

    Portanto, para ser um bom profissional de LD faz-se necessário que o profissional busque informações e esteja atendo ao mundo cênico, seja ele em um palco real ou numa cena de TV e filmes. As concepções e tecnologias estão mudando dia a dia e isso é perceptível, especialmente em cinema e televisão.

    Mas este conhecimento não vem apenas através da observação de uma imagem ou cena encontrada em algum tipo de mídia ou numa visita. É bem mais profundo e técnico o que exige do profissional um constante aprimoramento e aperfeiçoamento através de pesquisas, leituras e prática, muita prática.

    Como a luz é uma matéria não palpável, você não consegue pegá-la. É só através da manipulação e experimentação que o LD conseguirá alcançar um nível de conhecimento e técnica que o torne apto ao trabalho através das múltiplas facetas e possibilidades que a luz tem e é capaz nos proporcionar.

    De nada adiantaria eu ou qualquer outro autor ficar escrevendo laudas e mais laudas descrevendo o comportamento de um facho produzido por um determinado equipamento e uma determinada luz. Você poderia até mesmo conseguir visualizar mais ou menos o efeito, porém restariam muitas dúvidas e distorções. Ao contrário do que acontece quando você manipula e sente e percebe ao vivo o que realmente acontece.

    A iluminação cênica tem suas características e peculiaridades. A começar por ela ser um show à parte dentro de qualquer espetáculo. O primeiro versículo do Gênesis da Bíblia: “Deus disse: “Haja luz” e houve luz. Deus viu que a luz era boa…”. É a luz que dará a visibilidade de tudo que se fez para o resultado final da montagem e o encantamento da platéia pelo conjunto de elementos cênicos. Ela complementa a linguagem do espetáculo. Deve agregar novos elementos ao conjunto que se pretende transmitir ao público. A luz atua diretamente no referencial psicológico de cada espectador, provocando em cada um reações diferentes, fruto da própria experiência individual com as cores.

    Pensemos que ela acontece na grande maioria das vezes em ambientes fechados e que não sofrem interferências externas. É a caixa escura dos teatros (palco + caixa cênica). Isso facilita e muito o trabalho do iluminador. Porém, quando esta acontece num ambiente externo e exposto às variações do entorno algumas coisa necessitam ser super-dimensionadas para alcançar o mesmo efeito.

    Por exemplo: numa caixa cênica quando usamos fog (fumaça) ela tende a manter-se no espaço espalhando-se e dissipando-se vagarosa e lentamente. Já num palco aberto a incidência dos ventos faz com que ela se espalhe, nunca tenha uma direção certa. Logo, necessitamos neste caso de uma maquina mais potente ou mais máquinas espalhadas pelo espaço.

    Outra característica é que numa caixa cênica os equipamentos são mais simples de manipular, pois ali dentro contamos com uma gama enorme de acessórios tais como varas, bambolina, cortinas que nos garantes o “esconder” dos mesmos do observador e também, os mesmos estão protegidos das intempéries e agressões. Já num espaço aberto eles ficam expostos à chuva, sol, vento, poeira e vários outros elementos que podem danificá-los, especialmente tratando-se de iluminação arquitetural. Por isso os fabricantes começaram a desenvolver os mesmos produtos com IP alto através de vedações e outros elementos que os protegem. Hoje encontramos a maioria dos equipamentos cênicos em versões para uso externo.

    Boas leituras são as que contam a história da iluminação cênica. Nestes materiais encontra-se claramente a evolução das técnicas e equipamentos utilizados. Existem vários arquivos em PDF disponíveis pela web sobre o assunto que valem a pena a leitura.

    Na iluminação arquitetural, seja esta de fachadas, interiores, paisagismo, monumentos ou qualquer outro tipo é comum termos de especificar e detalhar nos projetos outros elementos além das luminárias e especificações técnicas. Mais ainda quando a edificação ou espaço a ser iluminado são anteriores ao projeto. Num projeto novo onde o LD trabalha em parceria com arquiteto, engenheiro ou designer isso pode ser corrigido já no momento no momento da concepção arquitetural, porém quando isto não ocorre, acabamos por ter a necessidade de adequar os espaços e as instalações ao projeto de LD.

    Um exemplo fácil é um projeto de LD para uma praça pública já existente. Um dos primeiros itens a ser verificado é a realidade das instalações existentes. Isso engloba a verificação de instalações elétricas, se existem pontos onde poderemos instalar os equipamentos ou se terão de ser construídos, o tipo de uso da praça, questões relativas a segurança e vandalismo entre vários outros fatores. O mais comum é termos de projetar também estes espaços para instalação seja este enterrado, sobreposto ao chão, elevado ou suspenso.

    Em interiores o mais comum é o uso do gesso onde podemos embutir todo o sistema de iluminação. Porém alguns cuidados devem ser observados como, por exemplo, numa sanca com built-in. Pensemos na manutenção do sistema. Um instalador que venha a fazer algum reparo – que seja uma simples troca de lâmpada – apoiando-se no border da sanca onde o sistema encontra-se “escondido”. Se esta não for projetada de modo que a resistência a choques, impactos e cargas seja maior, corremos o risco de ter um elemento quebrado ou trincado o que demandará mais trabalhos ao usuário: remendo, pintura…

    Não digo com isso que teremos de nos atentar a toda a parte de instalação elétrica, por exemplo. Isso deve ser feita pelo engenheiro elétrico responsável pela obra. Porém, é um trabalho que demanda atenção e trabalho conjunto.

    Alguns lembretes:

    Local

    Ambiente

    Pontos   de atenção

    Externo

    Fachadas

    • Visibilidade
    • Segurança
    • Vandalismo
    • Existência ou não de   pontos favoráveis
    • Necessidade de   projetos complementares
    • Projeto elétrico
    • Pontos e elementos   arquitetônicos de destaque
    • Níveis de iluminância   rua x fachada

    Praças   e parques

    • Tipo de uso
    • Segurança
    • Vandalismo
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Plano Diretor   Municipal

    Monumentos

    • Tipo
    • Textura, forma,   dimensão e cor
    • Segurança
    • Vandalismo
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico

    Pontes

    • Tipo de uso
    • Tipo de transporte
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança
    • Normas técnicas   (DETRAN, etc)
    • Plano Diretor   Municipal
    • Elementos   arquitetônicos de destaque

    Vias   urbanas

    • Tipo de uso   (normalmente transporte E pedestre)
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança
    • Normas técnicas   (DETRAN, etc)
    • Plano Diretor   Municipal

    Interno

    Residencial

    • Características do   usuário
    • Tipo de uso
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança

    Comercial

    • Características do   mercado
    • Tipo de comércio
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança
    • Acessibilidade

    Saúde

    • Características   do(s) usuário(s)
    • Área da saúde
    • Área de atenção:   níveis de iluminação por setor
    • Segurança em   instalações
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança
    • Acessibilidade
    • Normas técnicas   (ANVISA)

    Industrial

    • Características a   industria
    • Área de atenção:   níveis diferentes de iluminação por setor
    • Segurança em   instalações
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos e áreas a   serem valorizados pela iluminação
    • Níveis de   ofuscamento e segurança
    • Acessibilidade
    • Normas técnicas

    Interno   efêmero

    Stands

    • Tipo e publico da   feira/evento
    • Segurança nas   instalações
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Pontos, produtos e   áreas a serem valorizados pela iluminação
    • Normas do pavilhão   ou centro de exposições

    Shows

    • Tipo e publico
    • Segurança nas   instalações
    • Existência ou não de   pontos favoráveis à instalação
    • Necessidade de   projetos complementares para a instalação dos equipamentos
    • Projeto elétrico
    • Áreas a serem   valorizados pela iluminação
    • Normas de segurança   (bombeiros, salvamento, etc)

    Estes são apenas alguns exemplos de pontos de atenção que devem ser observados cuidadosamente pelo LD antes de projetar. A visitação “in loco” do espaço é fundamental para a detecção destes pontos. A atenção neste tipo de detalhe fará, certamente, a diferença em seu projeto.

  • sumido e consumido…. Expoflora 2012

    É, muitas pessoas tem me perguntado o porque de eu estar tão sumido aqui do blog. A resposta é simples:

    Muito trabalho, graças à Deus!!!

    Bom, mas esta última semana especialmente muitos sentiram a minha ausência inclusive no facebook. O caso é que eu estava montando junto com a Marcia Nassrallah e o Marco Frossard um ambiente na Expoflora 2012.

    Escolhemos um jardim externo bem amplo. Como é ponto de passagem obrigatória para os visitantes (além de ser uma das áreas mais visitadas da feira) elegemos um ponto fundamental para a conceituação do projeto: ergonomia.

    Dentro da ergonomia encontram-se a acessibilidade e a segurança. E foi daí que partimos o projeto.

    Também pensamos na questão da sustentabilidade e preservação ambiental. Como já havia no ambiente algumas espécies de grande porte e bem formadas decidimos mante-las, pois a retirada delas poderia danifica-las ou até mesmo levar à perda das plantas. Então buscamos trabalhar com vegetação média/baixa.

    Dentro do elemento segurança, escolhemos plantas com baixa ou nenhuma toxidade e também cuidamos para escolher aquelas que não causa ferimentos (laminas, espinhos, etc).

    Também optei por realizar um projeto de iluminação que não colocasse os visitantes em risco. Toda a área proxima à circulação está iluminada com luminárias solares (em led) fornecidas pela PedLed, ou seja, não há fiação elétrica no entorno do caminho e nas áreas acessíveis aos visitantes. A parte elétrica ficou no lado oposto do lago (inacessível) e afixada no beiral da cobertura do restaurante.

    Também, ainda na sustentabilidade, busquei junto à PedLed projetar utilizando essencialmente Leds promovendo a eficiência energética. O gasto total energetico do ambiente todo é de aproximadamente 650W. Lembro que são em média, 350m² de área.

    Foram utilizados os seguintes materiais, plantas e equipamentos para a montagem do espaço:

    Materiais:

    Plantas: Lírios True Emotion, Kalanchoe Dobrado EVITA, Spathiphyllum, Musgo Cushion moss,  Musgo Cushion moss Yellow, Musgo Club moss, Planta Ovo, Ageratum, Laranjinha, Hera roxa, Grama Azul, Chifre de Veado, Véu de Noiva, Aspargus, grama.

    Vasos de fibras vegetais celulósicas recicladas, com minerais oriundos da própria natureza; Painel Jardim Vertical; Vasos Trapézio MMD; Substrato; Irrigação; Tintas e materiais para pintura

    Moveis e acessórios:

    Móveis para área externa em alumínio, fibra sintética e estofamento; Lareira à alcool; Deck  de Madeira ecológica; Mesa tronco de eucalipto; Vasos, cachepôs e adornos

    Arte:

    Escultura Eikonox by Jadir Battaglia; Arte em madeira by Hidéia; Aramados (gaiolas e adornos) by Só Art’s.

    Iluminação:

    Luminaria solar inox decorativa espeto led; Luminaria solar pvc spot espeto led branco; Luminaria solar pvc decorativa gancho led branco; Mangueira led branca frio; Fita led branco morno; Fita led cor vermelha; Espetos externos; Lâmpadas par20; cordão de natal LED azul; SpotBeam LED; Hallucination.

    O resultado desse árduo trabalho você poderão visualizar durante a Expoflora 2012.

    Aqui, uma pequena amostra do que fizemos com o espaço:

    Para a montagem deste espaço contamos com os seguintes fornecedores:

    Jandewit  – Veiling Holambra – www.veiling.com.br   www.jandewit.com.br
    Grupo Swart –  www.swart.com.br
    Spathiphyllum Viva Flora 
    Okubo Flores
    Horizonte Flores e Plantas – www.veiling.com.br
    Viveiro Viviane
    Caputo Casa Idea – www.caputocasaidea.com.br
    Jadir Battaglia – www.jadirbattaglia.com.br
    LaCasa Design  – www.lacasadesign.com.br
    Suvinil – www.suvinil.com.br
    Ecoxim – www.ecoxim.com.br
    Pepled – www.pedled.com.br
    Guaporé Pisos e Revestimentos
    Mundo Metal Design – www.mundometaldesign.com.br
    Casa Bela Café, Bar e Restaurante – www.casabelarestaurante.com.br
    Casa Bela Decorações – www.casabelaimportadora.com.br
    Base Soluções em Substrato
    Agrolink – www.agrolinkholambra.com.br
    Só Art’s Ateliê – www.soarts.com.br

    E contamos ainda com o apoio de:

    Toninho e equipe de jardinagem
    Anaí Hereman
    Bruna Bentivoglio Pires
    Zuleide do Carmo Oliveira
    Pollyana Gonçalves de Oliveira
    Gera Diniz
    Marcelo Edgard

    A Expoflora estará aberta de 30 de agosto à 23 de setembro, de quinta à domingo das 9:00 às 19:00 horas.

    Aguardamos a sua visita em nosso espaço!!!

    ;-))

  • LD> Workshop presencial em Londrina

    Dias:
    6, 20 e 27 de outubro (sábados).

    Carga horária:
    20 horas/aula

    Ementa:
    Este workshop tem como objetivo corrigir a cultura sobre o Lighting Design, levando a informação correta sobre esta especialidade. Mostrar as diferenças entre iluminação e Lighting Design. Conscientizar sobre a necessidade da especialização na área e a cultura de parcerias profissionais para a construção de uma comunidade criativa.

    Através de estudos de casos, mostrar os erros mais comuns cometidos nos projetos de iluminação. Demonstrar como um projeto de Lighting Design pode agregar valor e qualidade a qualquer projeto, empreendimento, produto enfim, onde houver luz.

    Também apresentar como o Lighting Design deve ser inserido no contexto público seja pela melhoria da qualidade de vida nas cidades, seja por questões de eficiência, segurança. Embelezamento.

    Com metodologia teórico-conceitual-prática. Pensar, analisar, criar, manipular a luz.

    Público alvo:
    Estudantes e profissionais das áreas de arquitetura, engenharia (civil e elétrica), design (produtos, gráfico, moda, interiores/ambientes), cênicas, publicidade e propaganda, marketing, fotografia, comunicação, gestores públicos (urbanismo, cultura, etc).

    Conteúdo:

    Modulo 1 – 06/10  (14:00 às 18:00 horas)
    – Introdução – Diferenças entre Iluminador e Lighting Designer
    – Cultura de parcerias profissionais na Economia Criativa
    – Erros I.

    Modulo 2 – 20/10
    Manhã (08:00 às 12:00 horas):
    – Erros II.
    – Produtos e Pesquisas
    Tarde (14:00 às 18:00 horas):
    – A valorização dos ambientes através da iluminação.
    – Softwares para iluminação

    Modulo 3 – 27/10
    Tarde (13:30 às 17:30 horas):
    – Tópicos de Ética
    – Manipulando a luz – prática
    – Lighting Guerrilha I – o que é?
    Noite (18:30 às 22:30):
    – Afinação
    – Lighting Guerrilha II – prática

    Turma:
    Mínimo 20 alunos
    Máximo 50 alunos

    Valores:
    Profissionais: R$ 400,00
    Estudantes: R$ 200,00
    Bônus para as primeiras 20 inscrições:
    Profissionais: R$ 250,00
    Estudantes: R$ 150,00

    Informações e inscrições:

    Aldeia Coworking Londrina

    (43) 3028-2882

    E-mail: londrina@aldeiaco.com.br

    Realização:

    Aldeia Coworking Londrina

    Apoio:

    Via Light Iluminação

    Lume Arquitetura

  • Em resposta ao comentário da Sil

    Em resposta ao comentário da Sil neste post

    Recebi o seguinte comentário no post acima citado:

    Sil – Demds@hotmail.com
    “Prezado Paulo, acho que se você se empenhasse em conseguir um diploma em arquitetura seria muito menos frustrado e poderia parar de perder seu tempo escrevendo estes posts calejados de dor de cotovelo.”

    Bom, primeiramente “Sil”, aqui é a minha casa, portanto respeito é bom e eu gosto. Mas já que teve um “piti”, me dou o direito de respondê-la à altura, mas fique tranquila, não vou me rebaixar ao seu nível.

    Em primeiro lugar “Sil”, volte para a escola básica (educação primária) pois você tem um sério defeito de aprendizagem em interpretação de textos.

    Depois disso, rasgue sei diploma pois você não merece arquitetura. São pessoas como você que queimam a imagem desta belíssima profissão.

    Agora, esclarecendo alguns pontos:

    1 – Eu não sou frustrado, muito pelo contrário. Sou um profissional realizado, amo o que faço.

    2 – Escrevo para uma revista de renome nacional e especializada na minha área de atuação. Mantenho este blog que conta com mais de 1 milhão de acessos, do mundo todo. E você, escreve algo além destas tuas sandices?

    3 – Não Sil, não tenho o menor interesse em fazer arquitetura pois meu foco de trabalho é outro e eu sei muito bem qual é ele. Não sou nenhum perdido que se formou e saiu atirando para todo lado tentando acertar algum alvo pelo caminho pra ver se consegue ao menos uma risadinha de satisfação profissional. E não, refiro-me à realização profissional baseada na seriedade e ética, coisas que você prova em seu comentário, que desconhece por completo.

    4 – Escrevo porque não sou um conformado com o sistema que nos impõe regras sem observar o entorno, olhando e protegendo apenas seu próprio umbigo. Sistema por sinal planejado por pessoas com a mentalidade parecida com a sua: morrem de medo da concorrência por causa de sua incompetência. Não suportam ver outros profissionais criando ou pensando. Se corróem de inveja por serem incapazes de praticamente tudo.

    5 – Não tenho dor de cotovelo, pois admiro quem merece e desprezo gente como você.

    Só para terminar “Sil”, como coloquei meu foco é outro. Não escolhi o Design para sair atuando como açougueiro. Não escolhi o Design para invadir outras áreas.

    Aliás “Sil”, o que você tem produzido em arquitetura em sua medíocre vida profissional? Ah claro, certamente é mais uma que perdeu anos e gastou uma fortuna numa faculdade de arquitetura (provavelmente em alguma “uniesquina” da vida) pra sair fazendo decoração né?

    rsrsrsrsrs (ô dozinha)…

    Do seu tipo, conheço vários. São incapazes de fazer um projeto completo de arquitetura e por isso vivem de interiores…

    Não, nem de longe Design de Interiores. No máximo, Decoração de Interiores.

    Pois é “Sil”, como te escrevi acima, são seres como você que queimam a imagem da Arquitetura. Por falar em imagem, você alguma vez já leu o Código de Ética de sua profissão?

    DU VI DO!

    Pelo visto nem sabe o que é isso.

    Portanto criatura, se tem tanto medo assim dos Designers de Ambientes faça o seguinte: faça um bom curso superior de Design de Ambientes e abandone a Arquitetura.

    Não.. melhor que você não faça isso. Nós designers não merecemos um ser como você como “colega de profissão”. Tampouco os arquitetos merecem ter uma colega de profissão como você.

    E basta. Já perdi muito tempo com a sua ignorância.

    Passar bem, se conseguir digerir isso.

    Só para terminar, aos meus amigos arquitetos:

    Isso é apenas mais uma prova dos ataques que recebemos. E este ainda foi leve, tem coisa muito pior acontecendo especialmente no mundo real.

    Portanto quando escrevo algumas coisas percebam que eu nunca generalizo pois conheço excelentes profissionais da Arquitetura. Porém quando escrevo é direcionado exatamente a esse tipo de gentinha, como a “Sil”.

    Cuidado com quem vocês tem elegido nas associações, conselhos, etc. Vocês já perceberam a quantidade de guerrinhas que eles estão criando?

    Restauradores, Técnicos em Urbanismo, Paisagistas, Designers, até hoje não se entendem com os Engenheiros. Até quando vocês vão permitir que eles gerem essas “guerras satânicas” usando os nomes de vocês e queimando o nome da profissão de vocês?

    Pensem nisso.

  • LightingNow > workshop online

    É pessoal, à convite do Alexandre, gestor do Portal Lighting Now, vou ministrar um workshop online em junho/julho.

    Trata-se do workshop “Lighting Design: mitos, verdades e erros frequentes em projetos de iluminação”.

    Objetivo:

    Este Workshop On-Line tem por objetivo, trazer à discussão o papel do Ligthing Designer no cenário brasileiro, evidenciando suas qualificações, relações entre profissionais, atividades projetuais complementares e desmistificando o projeto luminotécnico, apontando o que é Mito e o que é Verdade quando o assunto é luz.

    Todos estes pontos, além dos Erros mais frequentes nos projetos de iluminação, serão tratados de forma simples, clara e objetiva junto aos profissionais do mercado, buscando um melhor entendimento sobre o assunto e promovendo cultura orientada à qualificação e diferenciação em seus projetos.

    Público-Alvo:

    – Profissionais da área de Arquitetura, Decoração e Iluminação;
    – Contratantes de projetos e serviços correlatos que precisam de maiores conhecimentos sobre o assunto;
    – Estudantes e pesquisadores das áreas acima citadas.

    Formato:

    O workshop será ministrado no formato de apostilas em PDFe está dividido em 4 módulos com início em 18/06 e vai até 13/07 (4 semanas).

    A cada semana (segunda -feira) será disponibilizado um novo módulo que o participante pode assistir on-line ou baixar para acompanhar posteriormente nos dias e horários que mais lhe for adequado.

    Durante a semana, o participante pode tirar suas dúvidas sobre o conteúdo exposto comigo pelo próprio site.

    Todas as aulas ficarão disponíveis para consulta até o final do último módulo.

    O Programa

    1º Módulo – 18 a 22/06
    Introdução
    Cultura de parcerias profissionais (importância das parcerias)
    Comunidade criativa
    Diferenças entre Iluminador e Lighting Designer

    2º Módulo – 25 a 29/06
    Erros mais comuns e frequentes em projetos de iluminação
    Estudos de casos
    É mais caro consertar do que iniciar certo

    3º Módulo – 02 a 06/07
    A valorização da arquitetura e dos ambientes através da iluminação
    Intervenções urbanas
    Desenvolvimento de produtos

    4º Módulo – 09 a 13/07
    Pesquisa
    Mitos e verdades
    Tira dúvidas

    Maiores informações:

    Workshop Lighting Design com Paulo Oliveira
    Data: de 18/06 a 13/07
    Onde: Evento On-Line (internet)
    Valor: R$ 49,90 (Cartão de Crédito ou Boleto Bancário pelo PagSeguro)

    Inscrições: clique aqui para inscrever-se.

  • Expolux 2012 – impressões

    Bom, é mais que necessário fazer algumas considerações sobre a Expolux. Então vamos ao trabalho:

    1 – Crescimento da feira

    Para quem visitou as edições anteriores pode notar como esta feira cresceu. Ótimo isso pois é um sinal claro de que o mercado da iluminação está sólido e crescendo. Confesso que me assustei um pouco com o crescimento, mas no sentido positivo pois pude constatar que sim, o mercado de iluminação já está independente.

    Para quem não foi, acesse esse link e veja a planta da feira, com os expositores.

    2 – Divisão na feira

    Um dos pontos positivos – e que eu sempre torci para que acontecesse – é a separação da Expolux da Feicon. Digo isso pois esta separação é sadia para o mercado de iluminação e mostra o quanto este segmento vem crescendo e tornando-se independente.

    A feira amarrada à Feicon, acontecendo nos mesmos dias e no mesmo espaço, sempre atrapalhou a visitação de quem foi atras de equipamentos de iluminação.

    Tudo bem que alguns aleguem que comercialmente é melhor pois aproveita o fluxo de visitantes da Feicon que é bem maior. Mas essa suposta vantagem é irreal pois quem vai atras de cimento não vai atras de fios, lâmpadas, luminárias, etc.

    Conheço muitas pessoas que foram à Feicon e nem entraram na área da Expolux. Viram que tinha essa outra feira colada (separada apenas pela cor do carpete) mas não entraram.

    Portanto, por causa desse pensamento burro, algumas empresas não participaram da Expolux 2012.

    Bom, só posso dizer uma coisa: perderam!!!

    Perderam a oportunidade de estar num espaço onde todos os visitantes estavam focados no mercado de iluminação.

    Perderam a oportunidade de ajudar na solidificação da nossa área e mostrar que sim, hoje temos vida própria e independente.

    Perderam a oportunidade de calar a boca e não ficar provocando a cizânia, afastando outros possíveis expositores.

    É uma pena que algumas empresas que eu trabalho com seus produtos tiveram esta visão burra. Sinal de um departamento de marketing mais burro ainda e falido.

    Espero que na próxima edição isso não volte a acontecer e que todas as empresas estejam ali na feira. Que a administração da Expolux tenha percebido a importância desta separação física da Feicon para o mercado de iluminação e mantenha assim.

    As empresas que boicotaram a Expolux só deixaram espaço livre (estandes) para os chineses e seus produtos…

    3 – Chinesas

    Sinceramente eu me assustei com a quantidade de empresas chinesas na feira. Vou pontuar algumas coisas sobre isso:

    – impossibilidade de comunicação: com todo o barulho, ficou impossível tentar conversar com qualquer um deles que, só falavam inglês ou chinês.

    – disputa: me senti um frango numa arena sendo caçado por todos eles, disputado no tapa… você estava conversando com um e o outro do lado já tentando te puxar para o estande dele…

    – 25 de março: pois é, foi assim que me senti… numa grande 25 de março da iluminação… uma mega variedade de produtos e muita tecnologia de ponta mas, visivelmente, sem qualidade alguma…

    #EuHeim

    =0

    4 – Cópias

    Me assustou também a quantidade de cópias descaradas de designs famosos e vencedores de prêmios internacionais… Para piorar a situação algumas cópias muito mal feitas e com materiais de péssima qualidade.

    O Brasil precisa rever com urgência questões sobre direito autoral e patentes. Assim como está não dá.

    5 – Clientes

    Algumas coisas me deixaram extremamente irritado na Expolux. O que é um “cliente”? Vou narrar um acontecido num dos estandes de uma marca famosa.

    Cheguei e fui recebido por uma recepcionista sorridente com um “bem-vindo”. Comentei que eu era profissional e precisava do catálogo da marca e ela me direcionou a um balcão no centro do estande. Ali dois atendentes de prontidão.

    Cheguei ao rapaz, me apresentei e solicitei um catálogo. A resposta:

    – Pois não senhor, qual o cnpj de sua loja?

    Respondi que eu não era lojista e sim projetista. Ele me cortou a fala com um:

    – O nosso catálogo é só para clientes.

    Já imaginando onde tudo iria parar, respondi que eu era cliente da marca pois sempre especifiquei os produtos dela em meus projetos e ele me cortou novamente, porém com cara de desdém e impaciência:

    – O nosso catálogo é apenas para clientes.

    Respondi então que eu sou cliente, afinal sou eu quem especifica os produtos para o consumidor final e ele me cortou novamente já bem grosseiro:

    – Eu já falei que não tem catálogo pra você pois são apenas para clientes.

    Aí soltei em alto e bom som dentro do estande:

    – Parabéns! São ações idiotas como a sua que fazem uma empresa como essa perder clientes.

    Virei as costas e fui saindo quando fui abordado pela recepcionista perguntando o que estava acontecendo. Expliquei o acontecido, quem eu era e que fiquei extremamente irritado com aquela situação. Descaso total com os profissionais pro uma empresa que se diz séria. Ela então chamou o responsável pelo estande e expliquei novamente toda a situação. Desta vez, dei uma carteirada nele quando dei-lhe meu cartão e disse que sou colunista da Lume Arquitetura além de blogueiro reconhecido e respeitado. Qual a resposta?

    – Lamento senhor Paulo, mas o nosso catálogo é só para clientes.

    Isso porque o fulano é um diretor da empresa…

    Outra nesse estilo:

    Num outro estande de uma empresa que está crescendo bastante, fiquei impressionado com os produtos. Belos, práticos, versáteis…

    Um rapaz veio me atender, me apresentei e ele ficou me mostrando algumas peças mais específicas, os carros chefe da coleção. Até aí tudo bem.

    Depois de uns 15 minutos dentro do estande, solicitei o catálogo. Ele me disse que estavam sem catálogo ali pois a gráfica tinha atrasado a entrega. Continuamos a conversa e ele então se apresentou corretamente como sendo o designer responsável pelas criações.

    Nisso, chegou um outro rapaz do estande, cortou a nossa conversa e tascou:

    – Fulano, pega um catálogo para este cliente (apontando para outro cara).

    Ele me pediu licença, saiu e voltou com um catálogo e entregou para o outro cara.

    Fiquei olhando para ele sem dizer uma única palavra até ele se tocar e se lembrar do que tinha acabado de me falar menos de 3 minutos antes…

    Aí veio a frase:

    – Olha senhor Paulo, o nosso catálogo é apenas para clientes…

    Virei as costas e saí do estande.

    Bom, vamos analisar essa situação:

    Clientes não são apenas os lojistas. No rol de clientes existem também os profissionais, projetistas que são quem especifica as peças para o consumidor final comprar onde? Nas lojas.

    Assim, eu, como projetista e especificador, sou um cliente das marcas também. O catálogo impresso é de extrema importância para que apresentemos os produtos para os nossos clientes (consumidores finais deles) bem como para termos acesso às informações técnicas dos produtos – item fundamental para projetarmos.

    Mas infelizmente existem empresas que tem um departamento de marketing idiota que não vêem assim. Para estes departamentos, clientes são apenas os vendedores lojistas.

    Vale lembrar que, nos dois casos, nenhum consumidor final vai chegar numa loja e comprar um candeeiro de cristal, que custa boas dezenas de milhares de reais, para colocar sei lá onde, sem o acompanhamento de um especificador.

    6 – Catálogos

    Infelizmente muitas empresas estão eliminando os catálogos impressos. Agora o que mais se ouve é:

    – Acesse o nosso site e lá encontrará todas as informações sobre os nossos produtos.

    Isso ao mesmo tempo em que nos entregam um panfletinho mequetrefe e mal feito… Essa frase parece que foi criada em conjunto pois ouvi isso em vários estandes…

    Porém devo ressaltar que o catálogo impresso é de extrema importância para o projetista. É muito mais fácil estarmos com um catálogo aberto sobre a mesa enquanto projetamos pois ali temos todas as referências sobre o produto que são necessárias para a especificação. Imagine você com AutoCAD aberto, mais a planilha de especificação, mais um monte de páginas de fabricantes tendo de ficar rodando e rodando e rodando atras daquela peça…

    É bem diferente do lojista que abre o site e pesquisa uma peça específica para um cliente.

    Se existe vida inteligente nesses departamentos de marketing eles deveriam rever essa posição e fazer as diretorias serem menos sovinas, mão de vaca, e voltarem a fornecer estes catálogos impressos.

    7 – Decoração

    Infelizmente, apesar de muita coisa linda, o que predominou nos estandes foi a iluminação decorativa. Ótimo para decoradores, arquitetos…

    Mas muito pouco se viu de iluminação técnica, aquela que realmente interessa para nós Lighting Designers. Vou fazer alguns posts durante a semana apresentando algumas coisas técnicas que vi por lá.

    Algumas empresas investiram sim pesado nesse segmento e apresentaram peças excelentes. Porém o domínio da parte técnica ficou com as indústrias de lâmpadas.

    Mas o domínio foi para a iluminação decorativa.

    8 – Encontros

    Durante a visita pude me encontar com diversos amigos e profissionais..

    Acácia Caitano (Philips)

    Wilson Sallouti (Fasa)

    Maria Clara De Maio (Lume) e Malu Junqueira

    Valmir Perez (LabLuz/Unicamp) – infelizmente a foto não saiu..

    Jamile Tormann (IPOG) – fugiu antes de tirar foto comigo rsrsrs

    Alexandre (LightingNow) – vou fazer um post específico sobre o estande rsrsrs

    Tinha muita gente legal que encontrei por lá.

    Valeu por encontra-los, todos vocês! Pelos papos rápidos ou conversas mais extensas.

    9 – Lume Arquitetura

    Como é bom estar em família!!!!

    Um espaço lindo, mais que agradável, onde pude me encontrar com diversos profissionais de respeito além, é claro, de finalmente conhecer pessoalmente esta minha nova família: a equipe da Lume Arquitetura.

    Maria Clara, Nelson, Kátia… Enfim, este pessoal todo que já faz parte de minha vida e que amo de paixão!!!

    Destaco também a presença do Valmir Perez que estava lá lançando o seu livro “LUZ e ARTE – Um Paralelo Entre as Ideias de Grandes Mestres da Pintura e o Design de Iluminação”. É claro que adquiri um para mim e recebi uma bela dedicatória dele.

    O mais engraçado é que, tanto o Valmir quanto a Maria Clara e o pessoal da Lume, apesar de não nos conhecermos pessoalmente, a sensação é que já éramos amigos pessoais e reais de longa data.

    Também tive a oportunidade de conhecer pessoalmente a Malu Junqueira, uma mega profissional, queridíssima, que passou pelo estande e pudemos bater um excelente papo sobre associações, profissão, formação, etc.

    Agradeço todo o carinho com que fui recebido no estande da Lume Arquitetura por essa equipe brilhante que faz a maior e melhor revista sobre LD do país!!!

    10 – Reconhecimento

    Confesso que me assustei um pouco em alguns estandes com isso. Foram vários os que entrei e, sem me apresentar, vinha alguém me cumprimentar com frases como:

    – Seja bem-vindo senhor Paulo Oliveira, colunista da Lume!

    O tratamento que recebi em vários estandes foi bárbaro.

    Carinho, atenção, respeito, reconhecimento, elogios…

    Nossa, não imaginam como isso me fez bem!!!

    Bom, é isso pessoal.

    Estas são as minhas impressões que eu precisava compartilhar com vocês sobre a Expolux 2012.

  • Reader: cores e mais cores

    É, resolvi fazer um post mais leve baseado em meu reader já que andam me chamando de ranzinza (ah ah ah). Vamos então a um post sobre o uso de cores e outros detalhes interessantes que encontrei em meu reader hoje. Quem vai gostar é a minha amiga mega colorida Joyce Diehl:

    foto 1 – woodmat1

    Simples, alegre, divertido, customizável nas cores. Adorei!!!

    foto 2 – Corian Loves Missoni

    Quem já trabalhou com este material conhece bem suas características físicas como a sua resistência e durabilidade. Isso possibilita a sua aplicação em áreas perigosas e problemáticas como os banheiros. Porque não tornar os banheiros mais alegres, usar e abusar dos geometrismos na paginação?

    foto 3 – Hot Paper Restaurant

    Eu simplesmente amei o detalhe da parede com built-in.

    Podemos chamar este elemento de “sanca de parede”?

    Para facilitar as coisas, sim.

    Como podem perceber, é um ambiente sóbrio. Mas a cor entra sutilmente neste elemento de parede quebrando a seriedade do espaço tornando-o mais leve.

    foto 4 – Acne Store

    Gritante e berrante sobreposição de tons de vermelhos.

    Achou pesado?

    Eu não.

    Na verdade eu amo estas ousadias que, infelizmente, poucos clientes permitem.

    foto 5 – house beautful banheiro

    Perceberam a leveza desta cor aplicada neste banheiro? Relaxante e suave.

    Outro detalhe é a brincadeira gráfica do revestimento das paredes.

    Show!!!

    foto 6 – quarto Contemporary Condo

    E quem falou que o preto não é cor? (tou brincando ok teóricos chatos de plantão!)

    Quem estudou comigo e teve aulas com um determinado professor vai entender esta frase:

    “Olhem o lilás das flores….. que lindo… perfeito… é o ponto focal…”

    AHAHAHAHARRRRRRRRRRRGH!!!

    Agora, parando de brincadeira, sim o preto é cor pigmento. Sóbrio e sério como o perfil de muitos clientes. Porém, culturalmente, aqui no Brasil ele ainda é relacionado com um lado não muito agradável da vida: a morte, o doloroso luto (credo, que incoerência entre os termos vida e morte).

    Mas ele é “chique no úrtimo” e a garantia de espaços lindíssimos. Outra prova disso vocês podem ver neste post sobre o ateliê do artista plástico Jadir Battaglia.

    Eu adoro!!!

    foto 7 – a arte dos dedos mágicos de Judith Ann Braun

    Não consigo expressar tamanha surpresa e admiração ao descobrir esta artista. Sugiro que visitem o site dela para conhecer outros trabalhos e mais detalhes sobre a sua arte “digital”

    foto 9 – Sala

    A beleza está nos detalhes que alegram e personalizam os ambientes.

    ;-)

    As fotos à seguir vieram do excelente Retail Design Blog by Artica que conheci este final de semana. Já entrou para meu reader e para o blogroll aqui do blog!!!

    Foto 10 – “SUPER by Dr. Nicholas Perricone” store by Janis Bell Design, Malibu

    Duas considerações sobre este projeto:

    1 – a deliciosa mistura de cores tem tudo a ver com a empresa: se observarem atentamente irão perceber que cada cor utilizada nos módulos é a mesma que está presente na embalagem dos produtos expostos em cada um deles.

    2 – a perfeição do IRC do projeto de iluminação garantindo a fidelidade exata da reprodução das cores do ambiente e das embalagens/produtos.

    PERFECT!!!

    ;-)

    foto 11 – Etch Web lamp by Tom Dixon

    Luz e texturas ou luz e sombra brincando, dialogando numa perfeita interação.

    foto 12 – Aurelia lamp by QisDesign

    Luz e cor ou, luz é cor. Não importa.

    Observando bem percebemos que esta é uma luminária que, apesar de ter a luz mais aberta (espalha-se pelo ambiente) não interfere tanto em outros efeitos que podemos utilizar no restante do ambiente.

    foto 13 – Luxury cladding collection by Lithos Design

    Olha o preto aí de novo, mas desta vez sem o seu fiel escudeiro branco e sim acompanhado do dourado…

    Confesso que demorei um pouco para entender o que é este revestimento mesmo observando as fotos mas próximas.

    Pelo que entendi (em meu inglês nem tão perfeito), trata-se de placas cerâmicas pretas e os círculos dourados são, na verdade, “entalhes”.

    Possuem duas opções de cores: preto com dourado e preto com prata.

    Vertiginosamente lindo!!!

    fotos 14, 15 e 16 – Dent Cube by Teruo Yasuda for Inax

    Quando vi este produto me lembrei na hora do revestimento da TWBrazil que usei na mostra e que agora está aqui em casa num painel de TV na sala.

    Só que este não é de madeira. Porém ele é um produto muito versátil podemdo ser aplicado de diversas formas e pode ser customizado em suas cores como podem observar nas duas fotos a seguir:

    Para os que buscam possibilidades em paisagismo vertical.

    Para os que buscam mais alegria e cor nos ambientes.

    Finalizando, deixo alguns vídeos para apreciação de vocês.

    Primeiro, três vídeos do The Creators Project:

    E agora vejam este desfile. Passarela limpa, estrutura simples e um elemento excelente como pano de fundo:

    Aproveito para deixar um exercício de observação: estes quadros no piso da passarela, do lado direito, são o que? Projeção, elemento físico (algum material aplicado) ou o que?

    Espero que tenham gostado.

    Até o próximo post!!!

    ;-)