Categoria: publicações

  • LD na origem

    Esta entrevista com o Francesco Iannone foi publicada em 2007 na revista Lume Arquitetura.

    É bastante interessante a visão dele – que é considerado um dos pais do LD – sobre a atuação do profissional da área.

    Vale a pena ler e refletir sobre muitas coisas colocadas por ele nesta entrevista.

    Leia a entrevista aqui no site da Lume Arquitetura.

  • 2011 – o melhor aqui no DAC

    Como faço todo ano, aqui vai a lista dos posts que, na minha opinião, foram os mais importantes aqui no #DAC!

    Normalmente escolhe-se apenas um post por mês, mas às vezes fica difícil. Então, divirtam-se nas leituras sem esquecer que, além destes citados, tem vários outros.

    Vamos aptoveitar as férias para ler???

    Janeiro:
    Dúvidas sobre iluminação (LD)?

    Fevereiro:
    Carta aberta ao Senado Federal

    Março:
    E quando o cliente…

    Abril:
    É Proibido!
    (RE)Design

    Maio:
    Design de Interiores/Ambientes – localização

    Junho:
    Especificação e o Código de Defesa do Consumidor

    Julho:
    Insista, invista e contrate um Designer de Interiores/Ambientes.
    Revistas de decoração – fotos e imagens podem realmente ajudá-lo a definir suas preferências e estilo?
    Do It Yourself (DIY) – perguntas a se fazer antes de começar uma reforma sozinho(a)

    Agosto:
    Especialista em Lighting Design???
    Picaretagem via internet

    Setembro:
    Concreto translúcido – Via Lume Arquitetura

    Outubro:
    “Y” x especializações
    Sobre tendências, revistas, cópias e o “eu” do cliente
    Precificando o projeto
    Luxuria ou futilidade?

    Novembro:
    Brieffing – #ComoFaz?
    Marcenarias: vamos educar o mercado?
    Home Staging???
    Do egoísmo profissional

    Dezembro:
    IES e Design: THE
    LD – a carnificina da mídia continua…
    “Só dizáiner?” (sic)

    Boa leitura e aproveito para agradecer novamente a todos vocês que me seguem e acompanham este blog pelo apoio.

    Agradeço especialmente à família Lume Arquitetura (De Maio Editora, na pessoa da Maria Clara De Maio) pela oportunidade de juntar-me a eles na revista. Este foi sem sombra de dúvidas o melhor presente que recebi este ano!! É uma honra fazer parte desta família!!!

    Mais que necessário lembrar também das amigas profissionais e blogueiras Elenara, Ro, Marcia, Maria Alice, Joyce e Geane. Incansáveis na busca  de informações relevantes e sempre dispostas a me cutucar e provocar ahahahahhah amo vocês meninas!!!!

    Também não posso deixar de agradecer ao Ed que tem levado sozinho o Portal DesignBR. Cara todo o mérito do portal é seu, sou apenas um colaborador!!!!

    Que 2012 venha mega iluminado para todos nós e sempre, com as bênçãos de Deus sobre nossas vidas!!!.

    ;-)

  • LD> mídia desinformada, de novo.

    Recebi este link no facebook da Ro, do Simples Decoração, e não tenho como (#EuNãoAguento rsrsrsrs) deixar passar em branco.

    Mais um post falando sobre a mídia que mais desinforma e distorce as coisas atrapalhando cada dia mais o mercado.

    A matéria em questão é esta aqui (não colocarei as fotos pois como é uma crítica eles podem ficar bravinhos e querer me processar por DA ahahaha).

    Vou então analisar parte por partes (olhem as fotos e textos originais no link e acompanhem a análise por aqui).

    Primeiro ponto que eu não consigo entender nessas matérias dessa “mídia sem noção e desinformada” é: porque quando falam de iluminação artificial, as fotos são – em sua grande maioria – diurnas? É o caso desta matéria.

    Na abertura da matéria são citadas frases do Guinter Parschalk. No entanto, duvido que ele as tenha colocado literalmente como foram transcritas ou, se foram realmente, seria muita leviandade dele partindo do pressuposto que a grande maioria dos leitores desta revista são leigos em arquitetura e design, quiçá em iluminação e lighting. Acredito na primeira opção. Ele pode até ter dito desta forma, porém excluíram o restante que complementaria e evitaria interpretações dúbias, conhecendo-o como conheço.

    A indireta, mais intimista, é boa para quem vai ouvir música. Já a geral clareia o espaço de forma homogênea” – duvido que ele tenha colocado apenas dessa forma.

    Aí o jornalista resolve interpretar o restante que ele escreveu (ou disse) e me solta isso:

    Para a leitura, basta um abajur ou uma coluna de piso, com foco direto.

    Aham, aí a dona Maria (aquela sem curso, metida a decoradora) vai lá e compra uma peça dessas com dicróica, AR, PAR…) e coloca ali para ler… Imaginem a cena de algum familiar lendo com uma dicróica logo acima.

    Bom, vamos analisar as fotos e as descrições das mesmas:

    FOTO 1 –

    O primeiro exemplo é um projeto do Guinter.

    Eu, particularmente, não gosto dessa mistureba de luminárias. Mas cliente é cliente, ele quem está pagando e se ele quer assim, que o seja.

    Tem uma luminária com PAR30 presa na viga lá no estar.

    Perceberam a altura em que foi colocada?

    Sabem o porque disso??

    Já escrevi várias vezes aqui neste blog sobre as alturas/distâncias mínimas dos usuários/objetos que determinadas lâmpadas exigem. Olhem o PD desta sala.

    Perfeito!

    Porém o mais irritante desta foto é a janelinha lá no fundo em cima: foto tirada de dia!!!

    FOTO 2 –

    Plafons de embutir“.

    Alguém, por favor, me traduza isso?

    Alguém sabe me dizer se é algum modelo novo de luminária?

    O fotógrafo se esqueceu de tirar fotos dessas preciosidades raríssimas?

    Ou será que os conhecidos EMBUTIDOS ganharam um novo nome mais afrescalhado?

    TREZE dicróicas (tem mais com certeza, é só olhar o alinhamento da primeira linha que aparece com o sofá) numa sala dessas é querer montar uma sauna além de fritar a pele dos usuários já que o teto foi rebaixado com gesso..

    Ah, mas o split está lá no fundo escondido dentro do armário acima da TV. Ou seja, sustentabilidade ZERO.

    Perceberam também que tem uma mancha no teto bem acima da mesinha de centro provocada por reflexo de algum dos objetos sobre a mesinha?

    FOTO 3 –

    Adorei a solução do rasgo de 60cm próximo à parede. Porém, quem não lê e olha a foto pensa que ali tem uma clarabóia ou algo assim, ficando meio confusa a leitura/interpretação. Na leitura isso é explicado.

    Porém, esse elemento, pela quantidade de luz, não evidencia a madeira como diz o texto e sim deforma-a. Percebam a diferença de visualização dela embaixo e à medida em que vamos subindo o olhar pela parede em direção à luz. Fica algo “chapado”. Pela foto dá impressão de ser uma lâmina e não filetes de madeira.

    Sobre a mesa, um dos “hits” do design: a luminária bossa. Linda, chique mas tem de saber usa-la.

    O tampo da mesa branco lustrado provoca o que?

    Reflexão.

    Que quando encontra algum objeto no caminho provoca o que?

    Projeção de sombra.

    Bingo!

    Detonaram o ambiente por causa de um dado simples, básico que certamente não foi pensado na hora do projetar.

    Um outro detalhe: não sei se é mesmo pois a matéria não fala mas os embutidos, pelo tamanho, devem ser para lâmpadas AR111.

    Num teto baixo desses???

    =0
    G-zuizzzz!!!!

    FOTO 4 –

    Na sala de jantar, gostei da solução sobre a mesa com iluminação indireta e rebatida no teto. Porém, tem muita luz explodindo no teto.

    Para alguém que tem fotofobia (como eu) isso pode tornar um almoço ou jantar extremamente desagradável.

    No escritório, oxalá a luminária sobre a mesa não seja de AR111…. parece ser…

    O rasgo no corredor está ótimo.

    FOTO 5 –

    Iluminação simples demais para este ambiente.

    Quatro dicróicas de 50W sobre esta mesinha? 200W no total? Tem muita luz aí não?

    Segundo o(a) jornalista “wall washing significa “lavar a parede com luz”“. Pelo visto não sabe que palavras em inglês terminadas em “ing” significam gerúndio (arrrrghhhh). O correto nesse texto seria então “lavando” e não “lavar”.

    Outro detalhe: o correto na linguagem do LD é WASH e não WASHING.

    PD baixo, rebaixado com gesso e “Para realçar as velas e o livro sobre a mesa de centro, há lâmpadas AR 70 de facho concentrado“.

    =0
    #Murri

    (as velas também após derreterem…)

    FOTO 6 –

    Melhor eu nem comentar a lambança desta foto, muito menos o que o(a) jornalista escreveu…

    Só um: não é porque o LD tem suas raízes na iluminação cênica que os projetos de iluminação tem de virar um palco circense.

    FOTO 7 –

    Pouca luz para o tamanho do ambiente.

    Acertaram nos rasgos revestidos com palha.

    Mas, “Na estante, há lâmpadas T5 amarelas(…)“.

    AMARELAS?
    =0

    Pelo visto não conhecem  TC (Temperatura de Cor).

    Amarelo é isso aqui ó:


    Aquilo são fluorescentes com baixa temperatura de cor. Tá, nem tão baixo assim… médio, digamos.

    Observem também a quantidade de reflexos e sombras no teto na área da mesa de centro. Deve ser por causa dessa nova lâmpada que eu também desconheço: minidicróicas AR70.

    Outro detalhe é que as “minidicróicas AR70“(SIC) “enfocam” desnecessariamente o quadro, já que tem um abajour de luz descontrolada bem na frente dele…

    #EuHeim..

    FOTO 7 –

    Sobre a mesa eu não entendi o que “usa lâmpadas bolinha de 5W“. O lustre ou a sanca??? (Esses jornalistas e redatores… ai ai ai…)

    Se for no lustre, deve ter umas 20 dessas dentro dele pois tem muita luz saindo dali…

    Se for na sanca, tem muito photoshop nessa foto pois a luz está reta demais…

    =0

    Ah, a foto do projeto de iluminação artificial foi tirada de dia…

    FOTO 8 –

    Bom, particularmente, acredito que este tipo de… de… [“plafons de embutir” (SIC), de novo??? =0] embutidos são mais adequados para ambientes comerciais e institucionais, especialmente os grandes como esses (1mX1m).

    #NãoCurti

    Ainda questiono muito sobre esse tipo de peça ser considerado “iluminação indireta” por algumas indústrias de luminárias o que faz os profissionais e a mídia não especialistas saírem replicando essa informação, como é o caso. A luz sai diretamente dela para o ambiente. Não é porque tem uma “capa” de vidro (ou seja lá o que for) entre a lâmpada e o ambiente (ou objeto) iluminado por ela, que a transforma em indireta.

    Sinceramente?

    Creio que a idéia do projetista na área das minidicróicas “bugou” (termo usado em jogos online quando dá pau, trava, etc). Percebam como está confusa a visualização das luminárias e do efeito…

    FOTO 9 –

    Estou com dificuldades de entender o texto da foto (rsrsrsrs). Por isso vou analisar só a foto.

    No “abajour gigante” percebem as manchas brancas onde estão as lâmpadas?

    No jantar, tudo bem este tipo de pendente que banha de luz todo o espaço já que não há efeitos nas paredes.

    Diferente do, provavelmente, home theater onde (de novo) os giga embutidos destróem o efeito das minidicroicas.

    FOTO 10 –

    Típico projeto de profissionais não especializados em Lighting Design:

    Os ícones de iluminação não são específicos (norma)e não trazem as informações da lâmpada (quantidade por luminária, W por lâmpada, etc).

    Este tipo de projeto me lembra claramente aqueles que são jogados – por alguns profissionais – sobre as mesas dos vendedores de lojas de iluminação acompanhados de frases como:

    Eu pensei em algo assim…

    Ou seja, traduzindo literalmente:

    “Resolva isso pra mim pois eu não faço a menor idéia do que usar…”

    Bom gente, esse é mais um exemplo da mídia “que se diz especializada” que na verdade mais desinforma que informa.

    Perceberam que eles trazem na abertura um LD renomado e depois passam para profissionais não especializados?

    Lá quase no final – foto 9 – trazem o Maneco (LD, porém ele tem projetos bem melhores para mostrar que este) e retornam fecham com uma pérola dos típicos não especializados na área.

    Infelizmente, esta é a mídia nacional que cobre a nossa área.

    A sorte é que temos a Lume Arquitetura para nos salvar com matérias de qualidade.

  • A cor da luz

    Por Farlley Derze*

    Texto originalmente publicado na Revista Luz & Cena, edição número 149, dez/2011, autorizado pelo professor Farlley a sua publicação aqui em meu blog. Este faz parte de uma série de 5 artigos que serão publicados na revista.

    Aurora Boreal. Fonte: Curiosando

    Uma das maravilhas que a natureza nos proporciona é a poesia das cores da luz, durante as 24h do dia. Nós brasileiros, devido à posição de nosso território no globo terrestre podemos contemplar as nuances coloridas no horizonte quando desperta o sol, ou quando ele se despede ao anoitecer. Por outro lado, os povos que habitam próximo aos polos têm a chance de assistir a outro espetáculo de cores: a aurora boreal no polo norte e aurora austral no polo sul, quando rajadas de ventos solares (neutrinos) colidem com o conjunto de gases de nossa atmosfera. Resultado: um ballet de cores em movimento a altitudes que variam entre 80km a 200km, onde cada cor representa um tipo de gás.

    Como o assunto é a cor, olhemos para a realidade tecnológica da iluminação artificial, dos dias atuais. Quem frequenta casas de espetáculos tem a oportunidade de assistir em peças de teatro ou shows de dança e música, uma multidão de cores que dialogam com a cena. Então podemos pensar metaforicamente em linguagem ou linguagens de iluminação, tal qual ocorreu no mundo da pintura ocidental e suas linguagens: pintura medieval, renascentista, barroca, neoclássica, romântica e uma avalanche de “ismos” que caracterizou a pintura moderna (impressionismo, pontilhismo, expressionismo, futurismo, cubismo, primitivismo, raionismo, construtivismo, fauvismo, surrealismo, abstracionismo…). Assim como por traz de cada linguagem pictórica havia um grupo de pintores que a representava, nas linguagens da iluminação cênica há um grupo de artistas que as representam – os iluminadores cênicos. Pintores e iluminadores cênicos têm muito em comum. Refiro-me à maneira como conjugam poeticamente a cor, os contrastes de luz (do brilho mais intenso ao facho mais tênue), os diálogos entre luz, sombra e escuridão, a distribuição dos movimentos de luz que convidam nossos olhos a passear pelas superfícies e vãos que se alternam no espaço. Por trás do repertório poético de cada profissional há o repertório tecnológico com o qual lidam para unir conhecimento e criatividade a serviço da cena a ser iluminada. Os pintores medievais, renascentistas, barrocos faziam de forma caseira suas tintas coloridas com gema de ovo, sangue de animais, metais oxidados, ervas, carvão e óleos vegetais. Após entrevistar dezenas de iluminadores cênicos brasileiros descobri que muitos deles criaram artefatos como mesas de luz, refletores e dimmers, dentre outros, artesanalmente. Souberam dar soluções muito criativas para a obtenção de luz colorida bem como para a obtenção de materiais para montar refletores. Um deles me contou que pegava restos da indústria automobilística, como porta de fusca, e em casa retorcia a chapa para montar um refletor do tipo PC. Eu adoraria compartilhar essas histórias que ouvi desses profissionais aqui nessa coluna, em edições futuras.

    Como prometi na edição anterior vou compartilhar com vocês a ideia que o italiano Sebastiano Serlio teve em 1551, e que deu origem à iluminação colorida na cena. Com base na fonte bibliográfica que tenho em meus arquivos, um livro de 1929 chamado The history of stage and theatre lighiting, Sebastiano Serlio trabalhava em um teatro no século 16 e teve a ideia de posicionar algumas velas atrás de garrafas de vidro que estavam cheias de uma mistura de água com líquidos de cor vermelha ou azul. O resultado foi a propagação de luz colorida por causa das propriedades físicas da luz, como reflexão e refração. Para intensificar o efeito, ele teve a ideia de posicionar atrás das velas uma espécie de disco de metal para aumentar o poder de reflexão, como se fosse um espelho. O conjunto então era: garrafas cheias de líquidos coloridos, por detrás delas as velas, e atrás das velas as superfícies metálicas. Caso o prezado leitor tenha interesse em ler esse livro, eu o tenho no formato digital (pdf). Basta solicitar por e-mail: diretoria@jamiletormann.com

    Agora nos resta fazer uso da imaginação para vislumbramos o efeito luminoso – cênico – proporcionado pela ideia desse italiano renascentista, numa época onde um ambiente fechado como o teatro dispunha apenas da chama acesa como fonte luz a contracenar com manchas de escuridão. Imaginemos agora as velas, garrafas coloridas e superfícies metálicas a esparramar cores na cena teatral.

    Nos dias atuais, o diodo emissor de luz (LED) é a vedete tecnológica. Oferece baixo consumo energético, pouca dissipação de calor e muita variedade de cores. Entretanto, basta ouvir o que pensam os membros da Associação Brasileira de Iluminação Cênica (AbrIC), os membros do Instituto Brasileiro de Tecnologia Teatral (IBTT), e professores do Instituto de Pós-Graduação (IPOG) que juntos formam uma rede cultural de profissionais da iluminação. Eles apontam limites do LED no que tange às respostas dessa fonte de luz ao dinamismo das linguagens da iluminação cênica, mais especificamente no âmbito do teatro, já que no âmbito da iluminação arquitetural já se encontraram soluções para colorir fachadas, por exemplo, e demais elementos estáticos. Pela lógica histórica, o tempo é o recurso que funciona para aperfeiçoar as soluções tecnológicas que nascem rudimentares e limitadas até que se encontrem mais lapidadas para maior proveito em determinada área de atuação, com base nas intenções de cada geração profissional que tenha oportunidade de interagir com os diversos estágios da tecnologia. Foi assim com a iluminação cênica quando na Idade Média se usavam velas e archotes até que estivessem disponíveis os lampiões a querosene e lâmpadas a gás no séc. 19. Com a conquista da eletricidade, uma família de lâmpadas de arco-voltaico e incandescentes aos poucos proporcionou recursos técnicos e artísticos como a dimerização, que ao lado do repertório crescente de tipos de refletores e jogos de cores possibilitaram mais plasticidade na linguagem artística do iluminador cênico que recita sua poesia no espaço. Eu acredito na iluminação cênica como mais um bom ingrediente, dentre as inúmeras formas que nós temos à disposição, para se compreender facetas do mundo da arte e da ciência na conexão entre sensações biológicas, realidade cultural e avanços tecnológicos.

    Dos ritos medievais à indústria do entretenimento a iluminação cênica nasceu e se desenvolveu graças àqueles que descobriram como provocar a imaginação humana.

    *Farlley Derze é Prof.do Instituto de Pós-Graduação; Dir. de Gestão e Pesquisa da empresa Jamile Tormann Ilum. Cênica e Arquitetural.; membro do Núcleo de Estética e Semiótica da UnB. Doutorando em Arquitetura. diretoria@jamiletormann.com

  • O cheiro da luz

    Por Farlley Derze*

    Texto originalmente publicado na Revista Luz & Cena, edição número 148, nov/2011, autorizado pelo professor Farlley a sua publicação aqui em meu blog. Este faz parte de uma série de 5 artigos que serão publicados na revista.

    Durante milênios para se produzir luz artificial foi necessário alguma forma de combustão: foi assim com nossos ancestrais paleolíticos das cavernas há aproximadamente 500.000 anos, quando descobriram o valor do fogo para aquecer o grupo e iluminar o espaço noturno. A chama como fonte de luz artificial foi uma situação que perdurou até o final do século 19. Conclusão: a luz artificial tinha cheiro. Uáu! Então nossos tataravós e toda aquela gente famosa como Platão, Cleópatra, Nero, Joana D’Arc, Galileu, Mozart e quem mais você puder se lembrar tinha o seu ambiente noturno iluminado por chamas. Podemos então inverter o velho ditado e dizer: “onde há fogo há fumaça” (e um cheirinho). Roupas, cortinas, cabelos, tapetes, paredes… o ar…, se o ambiente era escuro sem janelas, ou quando a noite chegasse, a luz tinha seu cheiro. De 2009 a 2011, compilei mais de 600 entrevistas em 14 capitais brasileiras com idosos que foram testemunhas da iluminação artificial produzida por uma chama. Ouvi relatos de que ao se dormir com as lamparinas de querosene acesas, à meia-luz, as narinas amanheciam pretas da fumaça. Os cabelos e os pijamas tinham os vestígios do cheiro do querosene. Voltemos no tempo: imaginemos nossos ancestrais das cavernas, Aristóteles ou Beethoven e nossos tataravós que também não conheceram a iluminação elétrica, essa que temos hoje – inodora. Que tal voltarmos nos tempos de Shakespeare para nos sentarmos dentro de um teatro elisabetano e assistir a uma de suas obras à luz de velas? E a fumaça? Há inúmeros filmes de época que mostram a realidade tecnológica da iluminação artificial, e lembrei-me agora do filme “Em nome de Deus”, que se passa no século 12. Lá tem uma cena no interior de uma taberna onde se desenrola uma peça teatral. Você vai ver a quantidade de fumaça que exala das velas situadas na boca de cena – as luzes da ribalta daquela época.

    A essa altura você já deve ter concluído: uáu, a luz artificial além de ter cheiro tinha apenas uma cor, a cor amarelada da chama… … inclusive a cor da luz se manteve amarelada mesmo com a chegada das primeiras lâmpadas elétricas no século 19. Basta compararmos a chama acesa da combustão com aquele pedaço de brasa do filamento incandescente que foi engarrafado dentro de uma bolha de vidro. Concordo com sua conclusão, e acrescento um tempero a ela. Foi o químico inglês Humphry Davy que deu o ponta-pé inicial para a conquista da luz elétrica, ao demonstrar em 1802 que um filamento de platina incandescia quando oferecia resistência à passagem da corrente elétrica. Em 1808 ele criou a primeira lâmpada elétrica, que não era incandescente e sim a arco-voltaico, que iluminou cidades da Europa nas duas últimas décadas do séc. 19 e nossa antiga capital Rio de Janeiro até 1920, além de servir ao cinema para projeções até os anos 80. Durante o séc. 19, um francês, um russo e outro inglês inventaram suas lâmpadas elétricas incandescentes, mas nenhum deles teve a perspicácia de Thomas Edison. Foi Thomas Edison que… digamos…socializou o artefato, pois criou a primeira fábrica em 1890 – a Edison General Eletric (GE). Pronto: luz elétrica em casa, luz sem cheiro. Edison tentou 2.000 tipos de filamentos: bambu carbonizado, platina…e até cabelo de seus funcionários ele arrancava de suas cabeças para fazer passar a corrente elétrica…enfim, testava tudo que a imaginação permitisse. Mas foi uma simples linha de algodão (daquelas de costura) que se demonstrou ser o melhor filamento para deixar a lâmpada acesa por aproximadamente 45 horas – um recorde. Bastou impregnar a linha com alguns restos carbonizados que ficavam depositados no fundo dos lampiões a querosene. E a linha enegrecida ficou em brasa com a passagem da corrente elétrica. Luz elétrica, e luz sem cheiro.

    Hoje a vedete tecnológica é o LED, isto é, os “diodos emissores de luz”, que eu gosto de pensar neles como uma espécie de vagalumes artificiais.

    Agora você chegou a mais uma conclusão: o mundo se coloriu a partir da luz elétrica. Quem não se lembra da luz colorida da lâmpada de néon, inventada pelo químico francês George Claude em 1902? Hoje as cores luminosas estão em telas de computadores, celulares, tablets, TVs, nas ruas e nos olhos apaixonados. Contudo, justiça seja feita, o teatro deu sua contribuição às cores da luz muito antes da eletricidade, lá nos tempos de Pedro Álvares Cabral. Foi uma ideia do italiano Sebastiano Serlio, em 1551, que deu origem à iluminação colorida na cena, história que vou contar na próxima edição. Despeço-me com um abraço a todos os iluminadores cênicos, essas criaturas geniais que criam colmeias de luz na caixa cênica.

    *Farlley Derze é Prof.do Instituto de Pós-Graduação; Diretor de Gestão e Pesquisa da empresa Jamile Tormann Iluminação Cênica e Arquitetural; membro do Núcleo de Estética e Semiótica da UnB. Doutorando em Arquitetura. diretoria@jamiletormann.com

  • Revelando segredos e conquistas – I

    Vocês se lembram de quando fiz este post aqui ainda em agosto deste ano?

    Pois é meus leitores. Está na hora de revelar o porque de tamanha bobice minha. Realmente fiquei embasbacado, boquiaberto, abobado (mais do que já sou rsrs) e extremamente feliz com uma chamada que recebi pelo skype naquele dia. Nada podia ser revelado pois estávamos em negociação e acertos dos detalhes necessários para a efetivação disso.

    Eu tenho a honra de contar com uma ávida leitora de meu blog que me cobra bastante quando fico dias sem postar nada. É a M.C. que citei no post. Na verdade ela me incita, cutuca, instiga muito sobre temas para posts.

    Então é chegada a hora de revelar a vocês o porque de eu estar me sentindo mais que orgulhoso e respeitado pelo trabalho desenvolvido aqui no blog e também honrado com esse presente (que tenho absoluta certeza de que tem as mãos de Deus nisso).

    Bom, vamos lá: quem for presenteado neste próximo sorteio da revista Lume Arquitetura irá receber a revista de estréia de uma coluna minha nela.

    É isso mesmo que vocês leram: a partir da edição n° 53 (dez/11) sou o mais novo colunista da revista Lume Arquitetura.

    A Maria Clara me falou que já vinha pensando em me convidar a algum tempo mas a pedrada mesmo veio através deste post aqui. Ele definiu o convite.

    É uma honra imensa escrever para uma mesma revista onde escrevem profissionais de excelência como o Valmir Perez – com seus fantásticos textos sobre estética, arte e luz – além, claro, de todos os outros que participam de forma fixa ou esporádica na revista. Não posso deixar de citar também a seriedade e competência de toda a equipe responsável e que trabalha para fazer da Lume Arquitetura, sem sombra de dúvida, a maior e melhor revista sobre iluminação e Lighting Design do Brasil – e que agora faço parte desta excelente equipe!!!

    Agradeço à Maria Clara por este convite e por acreditar na seriedade de meu trabalho.

    A coluna seguirá a linha editorial deste blog e levará o título Luz e Design em foco. A diferença é que lá os textos são mais curtos (rsrsrsr) porém não perdem o foco, a ética, a crítica e a acidez com relação ao mercado de Lighting Design nacional.

    Então é isso gente. Esta é a novidade para 2012.

    Eu não poderia receber um presente melhor de aniversário (27/12) e Natal.

    Não posso deixar de agradecer também a vocês leitores. Sem vocês (mesmo que anonimamente ou “apenas” aumentando o contador de acessos em busca de informação) esse reconhecimento dificilmente aconteceria.

    Um forte abraço, recheado de agradecimento, em todos vocês!!!!

  • 900.000 – Sorteio revista Lume Arquitetura

    Pois é pessoal, como anunciei no Facebook, vamos a mais um sorteio de assinatura da Revista Lume Arquitetura.

    Só que desta vez, em comemoração aos 900.000 acessos a este blog, a De maio Editora presenteia vocês leitores deste blog não com uma, mas com DUAS chances de ganhar a assinatura da melhor revista sobre iluminação e Lighting Design do Brasil!

    Para concorrer às assinaturas você deverá:

    1 – inscrever-se (ou já ser membro) no grupo deste blog e no de Lighting Design lá no Facebook

    2 – Compartilhar algum material (vídeo, texto, foto) sobre iluminação (relacionada à luz, projeto) que você goste muito e compartilha-lo com todos lá no grupo Lighting Design do Facebook. (apenas buscamos incitar a troca de informações e a interação entre os profissionais).

    3 – Colocar aqui embaixo nos comentários a frase: “Eu quero ganhar a assinatura da Revista Lume Arquitetura”. (este apenas para gerar os numeros de ordem de inscrição para fins do sorteio).

    O sorteio da primeira assinatura será realizado no dia 10/12/2011 às 20:00hs (horário de Brasília).

    O sorteio da segunda assinatura será realizado no dia 10/12/2011 às 20:30hs (horário de Brasília).

    Ambos serão realizados através do site http://www.random.org/

    Boa sorte à todos!!!

    Vamos ver quem foram os sortudos (ou sortudas) da vez e vão levar este presentaço da De Maio Editora?

    Vamos aos resultados?

    1° sorteio:

    Vencedora: Luciana Galvão

    2° sorteio:

    Vencedora: Natalia Ladeira

    Às felizardas:

    Entrem em contato com a Katia (katia@lumearquitetura.com.br) para formalizar a sua assinatura.

    Parabéns à Luciana e Natalia.

    A valeu pela participação dos que não tiveram sorte desta vez.

    Até o próximo sorteio!!!

    ;-)

  • antes de plagiar, leia isso:

    A Márcia Nassrallah colocou lá no grupo deste blog no facebook um link para um excelente material desenvolvido pela UFRJ sobre plágio. Na verdade trata-se de uma cartilha explicando de forma simples o que é e quando você está cometendo plágio (crime) e também as punições que você pode vir à receber caso seja pego.

    De tão necessário ultimamente, resolvi disponibiliza-lo aqui para vocês. Podem clicar, é um arquivo em PDF.

    cartilha-sobre-plagio-academico

    Então, antes de copiar o que for, deste blog ou de qualquer outro lugar, leia esta cartilha. Aqui em meu blog, leia a página D.A. onde deixo bem claro que o conteúdo é fruto de meu trabalho e, portanto, deve ser respeitado.

  • fidaputinhas descarados

    Estava preparando um post sobre Direito Autoral e coincidentemente a Elenara me mandou uma mensagem no facebook me alertando para o uso de textos meus sem a devida citação de fonte por diversos sites e blogs.

    Dando uma vasculhada rápida no Google fiquei de cara com a falta de respeito e de ética dessas pessoas que chamo-os de “fidaputinhas”. Safados, canalhas, sem vergonha, ladrões e tudo mais do gênero cabem aqui para denomina-los.

    São estudantes e profissionais que na maior cara de pau copiam textos completos ou partes de textos e colocam em seus sites, blogues e trabalhos acadêmicos como se fossem de sua autoria.

    A parte que fiz a pesquisa faz parte do post Tudo que você precisa saber sobre Design de Interiores e Ambientes… e que não tinha a quem ou vergonha de perguntar. *

    “Design de Interiores é uma evolução técnica e estética da Decoração. Com a necessidade urbana de espaços cada vez mais detalhados e personificados aliado aos avanços tecnológicos em equipamentos, materiais e uso destes espaços, o profissional de decoração foi ficando para trás por não ter competência, conhecimentos e nem habilidade técnica para projetar. “

    Copiem e coloquem no Google esse trecho e verão que maravilha. É um show de falta de vergonha na cara, de falta de ética e de profissionalismo e, principalmente, de respeito.

    Até trabalho acadêmico final da ESDI eu encontrei usando meu texto. Percebe-se que a IES sofre com a idiotice de alguns professores que são incapazes (ou tem preguiça mesmo) de pesquisar para avaliar os trabalhos e acabam sendo levados no bico pelos alunos. Esse especialmente terei o maior prazer em enviar uma mensagem ao Freddy Van Camp relatando o ocorrido e quero o diploma dessa pulha cancelado.

    Como se vê, mais que regulamentação, nossa área precisa urgentemente de professores sérios que formem profissionais sérios. O oba-oba que está o mercado começa em casa (na formação recebida dos pais) passa pela academia e seus professores aloprados e alienados e morre no mercado onde se vende um produto que não é seu.

    Fiquem espertos seus fidaputinhas, meu advogado já está na rua… e ele adora foder com gente safada e sem vergonha como vocês.

    OBS: aos sites e blogues sérios que aparecem na busca e que citam corretamente a fonte, o meu muito obrigado pela consideração.

     

     

     

     

     

     

     

  • Sorteio: 1 assinatura da revista Lume Arquitetura

    Olá pessoal, vamos  mais um sorteio de uma assinatura da Revista Lume Arquitetura??? ^^

    Bom, então vamos lá:

    Para concorrer à mais esta assinatura gentilmente cedida pela Lume você deverá:

    1 – inscrever-se (ou já ser membro) no grupo deste blog e no de Lighting Design Brasil lá no Facebook

    2 – Buscar no Youtube um vídeo sobre iluminação (relacionada à luz, projeto) que você goste muito e compartilha-lo com todos lá no grupo Lighting Design Brasil. (não precisa explicar o porque de você gostar do vídeo, apenas buscamos incitar a troca de informações e a interação entre os profissionais).

    3 – Colocar aqui embaixo nos comentários a frase: “Eu quero ganhar a assinatura da Revista Lume Arquitetura”.  (este apenas para gerar os numeros de ordem de inscrição para fins do sorteio).

    O sorteio será dia 31/10/2011 às 20:00hs (horário de Brasília).

    Será realizado através do site http://www.random.org/

    Boa sorte à todos!!!

    _______________________________________________

    POR PROBLEMAS TÉCNICOS AQUI ESTOU ATRASADO COM O SORTEIO MAS ACABEI DE REALIZA-LO.

    QUEM LEVOU ESSA ASSINATURA FOI O NÚMERO 5:

    Caio Eduardo Fernandes

    Por favor Caio, entre em contato com a Katia (katia@lumearquitetura.com.br) para formalizar a sua assinatura.

    Parabéns ao Caio e a todos que participaram.

    Até o próximo sorteio ;-))

  • Sobre tendências, revistas, cópias e o “eu” do cliente

    Hoje acompanhando meu facebook vi uma postagem da Maria Alice Miller com o link para um texto da Danuza Leão. Fazia tempo que não lia nada dela e, como sempre gostei, fui ver do que se tratava. E não é que ela continua sempre acertando na “boca do estômago” de uns e outros por aí???

    Pois bem pessoal, segue então o texto. Sugiro que leiam duas vezes:
    1) leitura normal
    2) transfira tudo isso para as nossas áreas. Ex: quando ela fala do sapato, imaginem no lugar aquele pendente “da moda” ou outras coisas comuns de vermos por aí.
    Volto na sequência.

    “Danuza Leão tem razão. Olha o texto que escreveu…
    Há muito, muito tempo, bacana era ser nobre; começava pela rainha, depois vinham as duquesas, condessas, marquesas etc. O tempo passou, cabeças foram cortadas, e os novos ricos foram os herdeiros, digamos assim, do que era a elite da época.
    O tempo continuou passando; vieram os grandes industriais, os empresários, os donos de supermercado, os bicheiros, os marqueteiros, a indústria da moda, até mesmo os políticos, houve os yuppies e surgiu uma curiosa casta nova: a das celebridades. Desse grupo fazem parte atores de televisão, personagens da vida artística, jogadores de futebol, pagodeiros, sertanejos etc., e começaram a pipocar dezenas de revistas cujo objetivo é mostrar a intimidade dessas celebridades, contando os detalhes da vida (ou morte) de princesa Diana, Madonna ou Michael Jackson.
    Quanto mais íntimos e escabrosos, melhor. Nesse admirável mundo novo, a moda tem uma enorme importância, e nesse quesito o que conta -mais que a elegância e o bom gosto- é saber de que grife é cada peça que está sendo usada; quanto custou cada uma todos sabem, já que são tão cultos. Um pequeno detalhe: quando duas celebridades se encontram, mesmo que nunca tenham se visto, se cumprimentam efusivamente.
    Antes, muito antes, era diferente: um nobre, mesmo pobre, era respeitado por suas origens, pelo que teria sido feito por algum de seus antepassados. Mais tarde, os homens de negócios eram admirados por sua inteligência, sua capacidade em construir alguma coisa importante na vida. Agora as pessoas são definidas por símbolos, a saber: onde moram, a marca do sapato, da saia, da jaqueta, da bolsa, do relógio, do carro, se têm ou não Blackberry, para onde costumam viajar, em que hotéis se hospedam, a marca de suas malas, que restaurantes frequentam, aqui e quando viajam. Ninguém tem coragem de arriscar férias em um lugar novo, um restaurante que não é famoso, usar uma bolsa sem uma grife facilmente identificável.
    Mas quem responder de maneira certa às tais indagações poderá, talvez, ser aceito na turma das celebridades. Acordei hoje falando muito do passado; acontece, vou continuar. Houve um tempo em que mulheres do maior bom gosto apareciam com uma bonita saia e uma amiga dizia “que linda, onde você comprou?”.
    Hoje, isso não existe mais, porque as pessoas -aquelas- não usarão jamais uma única peça de roupa que não seja grifada. Outro dia fui a um jantar em que havia umas 40 pessoas, sendo 20 mulheres. Dessas 20, dez usavam sapatos Louboutin, aquele que tem a sola vermelha. Preço do par, em São Paulo: R$ 10 mil. Estavam todas iguais, claro, mas o pior é ser avaliada e aceita pela cor da sola do sapato; demais, para minha cabeça.
    O prazer -e o chique, a prova da capacidade de improvisar- era botar uma roupa bonita comprada em um mercado qualquer de Belém, Marrakech ou Istambul, e ser diferente. Hoje é preciso mostrar que folheou a revista que tem a informação do que está na moda e que tem dinheiro para comprar. E os jogadores de futebol e os pagodeiros, que não aprenderam o que é bonito na infância, porque eram pobres, nem na vida adulta, porque não deu tempo, olham as revistas, entram no Armani e fazem a festa, já que são também celebridades.
    Não há mais lugar para a imaginação, a criatividade, para uma sacada de última hora, que faz com que uma determinada mulher seja a mais especial da noite. Eu não frequento este mundo, mas de vez em quando esbarro nele sem querer, e é difícil.
    Um mundo de clichês; mas como tudo passa, estou esperando a hora de acordar e pensar que essa época não passou de um pesadelo”.
    Fonte: http://blogs.estadao.com.br/chris-mello/2010/06/10/danuza-leao-tem-razao-olha-o-texto-que-escreveu/

    Voltei.

    Então, perceberam as semelhanças disso tudo com a nossa atuação profissional junto à alguns clientes? Também junto à algumas revistas tidas como referência ou “a melhor ou maior” no assunto? Perceberam a futilidade das tendências eliminando a autenticidade e identidade individual?

    Já escrevi aqui sobre tendências e aqui e aqui e aqui sobre a péssima influência que estas revistas fazem junto ao mercado.

    Repito: arquitetura e design não são meras roupas que podem ser trocadas baseadas em modismos e depois descartadas.

    Ambas áreas devem considerar a identidade do cliente e este, por sua vez e em sua grande maioria, deve ter consciência que o projeto vai permanecer ali por um bom tempo devendo acolhe-lo, fazê-lo sentir-se confortável e num ambiente que reflita a sua personalidade, onde ele se identifique.

    Não à toa que grandes redes hoteleiras estão investindo pesadamente em modelos (reformas) diferenciados de seus quartos para atender as características individuais de cada cliente. Cada quarto tem um projeto diferenciado, com estilo próprio (e até autores diferentes para cada um deles) e somente é indicado ao cliente após uma breve entrevista para perceber o estilo do mesmo. Isso se deve à grande reclamação dos clientes com relação aos hotéis: ambientes frios, despersonalizados e impessoais onde eles não conseguem se sentir “em casa”. Daí que tantas pessoas odeiam permanecer em hoteis por muito tempo. (eu mesmo não suporto mais que 2 dias).

    Assim, ver nas revistas “da moda” as tendências ou fotos das casas das celebridades e querer trazê-las para dentro de nosso lar (ou de nossos clientes) é o pior caminho a ser trilhado pois certamente resultará num fracasso projetual em pouco tempo – assim que o usuário começar a conviver diariamente com aquele amontoado de coisas estranhas.

    Devemos considerar que, quando uma celebridade (leia-se cheia da $$) mostra a sua casa nas revistas, ela contratou um profissional que projetou baseado no que ela é na verdade – dado que estas são narcisistas o suficiente para não copiar dos outros e sim impor o seu estilo – e não em cópias disso ou daquilo. Porém a mídia irresponsável (ah essa maldita novamente) acaba por vender o “eu” da celebridade como produto para o consumidor que, ávido por “estar na moda”, compra-os prontamente e só percebe o erro, depois de um tempo (ou pouco tempo) de uso e vê que aquele corpo estranho está mais atrapalhando e incomodando que ajudando.

    Portanto, clientes e, especialmente, profissionais é hora de dar um basta nisso tudo.

    Não é porque o lustre é da marca tal e custou uma fortuna que ele proporciona a melhor ou mais adequada luz.

    Não é porque o sofá da Galisteu é lindo que ele irá atender às suas necessidades ergonômicas.

    Não é porque fulano diz que a cor da moda é tal que esta irá refletir ou influir positivamente em seu organismo.

    Isso me faz lembrar de uma vez quando eu lecionava em Curitiba quando, no intervalo, rolava na rádio da escola músicas do “É o Tcham”. Desci no pátio e vi uma multidão repetindo a coreografia com perfeição. Quando acabou comecei a bater palmas e diaer: “Parabéns!!! Parecem um bando de cachorrinhos poodles adestrados. Tosos fazendo a mesma coisa. Pula. Se faz de morto. Dá a patinha.” E soltei uma forte gargalhada.

    Depois, em sala de aulas, alguns (poucos mas corajosos alunos) me questionaram sobre aquilo. Expliquei que a indústria de massa estava eliminando a identidade individual, formando um bando de seres cada vez mais parecidos uns com os outros onde até mesmo o simples ato de pensar diferente (ou ser) era motivo de bullying. Questionei do porque de quando se ouvia uma das musicas deles a obrigação (aceita socialmente) era ter de dançar exatamente como o grupo e não se podia mais “dançar como eu gosto ou como eu quero”. Eles conseguiram entender o recado e para a nossa alegria (professores e administradores da escola) percebemos grandes mudanças em vários alunos, até mesmo o aparecimento de novos (até então adormecidos) líderes.

    Então, vamos parar de palhaçada???

    Sejamos sensatos?

    Sejamos nós mesmos e vamos respeitar o “eu real” do cliente e não o que ele acha que é ele apenas por estar na moda?

    Se você se acha incapaz de fazer o cliente perceber isso, mude de profissão ou volte para a academia pois certamente esta parte de sua formação foi bastante falha.

  • Revista Lume Arquitetura – Especial Internet – Ed 51

    Para quem não leu a matéria que saiu na revista Lume Arquitetura sobre os blogs que falam sobre iluminação e Lighting Design, a Maria Clara acabou de me encaminhar o PDF da mesma que disponibilizo aqui para vocês:

    Especial Internet – Blogs ed_51

    Mais uma vez agradeço a todos vocês que acompanham e apoiam o meu trabalho aqui neste blog. Sem vocês este reconhecimento não seria possível.

     

     

     

  • NBRs e o exercício profissional

    A Marcia Nassrallah publicou no grupo do blog lá no facebook um link para esta materia sobre a NBR 15.575. (importante que leiam a matéria e consigam a NBR)

    Ok. Se com normas o mercado já é uma zona e temos “proficionaus” sambando na cara de todos nós (mercado, profissionais, conselhos e porgãos, etc) fazendo as suas caquinhas, imaginem se não as tivéssemos.

    O problema é que, a partir do momento em que você é OBRIGADO a seguir uma norma para o seu exercício profissional, esta deve ser de livre acesso e não paga como acontece com a ABNT.

    Sou obrigado a seguir as ditas normas mas tenho de pagar fortunas para ter acesso às mesmas.

    Você alguma vez já tentou fazer as contas de quanto ficaria a sua compra de todas as NBRs que você precisa diariamente no exercício profissional? Se não, entre no site da ABNT e faça as contas.

    Pois bem, lá fui eu no Google tentar conseguir uma cópia na NBR 15.575 e nada da versão final. Só consegui as versões anteriores e que sofreram alterações no texto final.

    Porém, lendo o livro (sim, é enorme) percebi que esta norma pode afetar seriamente a atuação dos Designers de Interiores/Ambientes. Tem dentro dela sérias prerrogativas que podem ser utilizadas judicialmente para diminuir a nossa atuação profissional por pessoas (e entidades) de má fé e que são contra a nossa atuação profissional.

    Fiquei bastante preocupado ao perceber que, enquanto a ABD diz estar trabalhando em favor da profissão, deixou passar esse elemento em branco, não informando nada aos seus associados e tampouco intervindo junto à equipe que elaborou o texto desta norma.

    As especificações da referida norma sobre conforto acústico, lumínico, partes hidráulicas, assentamento de pisos entre vários outros componentes também da áreas de Design de Interiores/Ambientes me soou como mais uma manobra para uma reserva de mercado para outros profissionais que algo voltado realmente à exigência do cumprimento de padrões mínimos de qualidade projetual.

    Acreditem: tem uma parte (usabilidade e acessibilidade) que fala sobre mobiliários. Por exemplo: um quarto de casal DEVE conter uma cama de casal, um armário e um criado no mínimo (todos estes com dimensões minimas especificadas na norma). Para validação/aprovação do projeto, fica a análise projetual (feita por quem?). Aí vem a pergunta: e se o cliente não quiser criado, ou se desejar uma cama tipo tatame (que tem dimensões fora das especificações da norma) entre tantas outras questões que cabem nesse sentido?

    Tem também a parte que fala sobre a especificação e assentamento de pisos e revestimentos que, pelo texto que tive acesso (versão 2009) deixa a situação preocupante.

    Vejam bem, tempos atrás citei o caso de uma cliente que, visando baixar os custos (sovina que só), comprou um piso diferente do que eu tinha especificado sem me consultar ou meu acompanhamento. O instalador também foi contratado por ela “numa vila qualquer” deixando de lado as minhas indicações, também por causa do preço do serviço. Agora ela está lá (menos de 3 meses depois) com parte do piso estufando e grande parte manchada.

    Eu sou o responsável por isso?

    Outro ponto que me faz pensar assim é que em muitos pontos, especialmente na parte que fala sobre área construída. Nos dá a impressão que esta norma foi elaborada por construtoras e por trás da imagem de proteção ao consumidor final está, na verdade, a proteção à estas empresas e seus projetos insanos com espaços reduzidíssimos. PD minimo para um banheiro de 2,20m??? Ah vá…

    Por exemplo: não há exigências de iluminação natural em corredores e escadas de edifícios. Custa muito para as construtoras colocar um vidrinho???

    Tem vários outros pontos ali que fiquei seriamente preocupado. Posso estar escrevendo algumas bobagens aqui, mas isso se deve ao fato de não ter livre acesso à esta norma. Para tê-la na íntegra (6 partes) tenho de desembolsar o total de R$

    Qual a legitimidade da ABNT?
    A ABNT foi reconhecida como único Foro Nacional de Normalização através da Resolução n.º 07 do CONMETRO, de 24.08.1992.

    Segundo o professor Doutor Bianco Zalmora Garcia:

    “O problema é o que se entende por legitimidade aqui. Uma vez assumido como instrumento normativo que obriga, o seu acesso dever ser universal e gratuito. Sob nenhuma hipótese, numa sociedade sob o Estado Democrático de Direito, deve ser constrangido a obediência, a uma norma que não é disponibilizada universal e gratuitamente. Ja pensou se a Constituição Federal fosse produzida por uma empresa e que para cumpri-la tivessemos que compra-la numa livraria ou numa banca de revista ou por uma loja virtual?
    A legitimidade também atinge a representatividade. A ABNT apresenta graves déficits de legitimidade neste sentido. Se qualquer cidadão, no seu livre exercício profissional, tem que obedecer uma norma, ele deve reconhecer como legítimos os procedimentos de representação do Forum que apresenta um status normativo. A representação deve ser democrátiva, portanto, representativa dos diversos interesses relacionados com os diversos segmentos a serem representados. Nenhuma entidade, sobretudo de caráter empresarial que agrega lucros de sua atividade, tem qualquer legitimidade senao for constituída, via representação popular.
    A legitimidade democrática de qualquer forum representativo deve ser amparada constitucionalmente para ter o poder normativo sobre quaisquer segmentos profissionais ou não da sociedade.
    Portanto, a pretensa obrigatoriedade da ABNT não se sustenta por duas vias: a da ausencia de legitimidade institucional (não reconhecemos a ABNT como expressão da representação apoiada nos preceitos democráticos constitucionais) e tampouco pela ausência de legitimidade na imposição de normas tranformadas em produtos de mercado a serem comprados o que afeta os princípios de universidade de acesso e gratuidade.”

    Porém, nem tudo é nefasto ou estranho nessa NBR. Algumas exigências vem de encontro ao que eu sempre defendi: o projeto deve ser mais pensado no usuário que no autoral (como aquela velha história do beiral inexistente onde a criança caiu). Ao menos nesse ponto, ela vem para frear as sandices egocêntricas de alguns profissionais.

    Tem também de muito bom a questão do fortalecimento e aumento sobre a responsabilidade técnica para os profissionais na especificação dos produtos e na parte projetual (que defendo e muito).

    Defendo sempre esse tipo de coisa pois acredito que só assim chegaremos a um mercado realmente sério. Porém, ter de pagar para ter acesso a detalhes que sou obrigado a seguir (com aval do governo federal) é injusto, anti-ético, imoral e antidemocrático.

  • Mais do mesmo – mídia tosca.

    Já escrevi a pouco tempo aqui neste post sobre os pseudos LDs que estão por aí atuando livremente no mercado e, por falta de um órgão fiscalizador, continuam emporcalhando as cidades, edificações e as cabeças dos clientes com suas sandices. Este é mais um texto sem figurinhas ou fotinhas para olhar. É para ler, refletir e ajudar a mudar este quadro.

    Hoje, não me surpreendeu quando li pelo face a chamada de uma revista para um evento via Twitter: o arquiteto fulano vai responder as dúvidas dos leitores sobre iluminação. Até aí tudo bem. Fui então ver quem era o fulano. Meia hora esperando o site dele carregar e não encontrei referência curricular alguma. Voltei então ao Google e mandei ver “nome+curriculo”.

    =0

    Formação em arquitetura + 3 cursos na Philips – e se apresenta como “luminotécnico”. (ai que vontade de soltar um palavrão aqui)

    Segundo esta revista isso o habilita como especialista e referência no assunto para “tirar dúvidas” sobre iluminação. Ele é tão profissional e especialista na área que está disposto a dar “dicas grátis” sobre o assunto. Se realmente trabalhasse especificamente com iluminação ou LD e vivesse disso, certamente não ficaria aí prostituindo o mercado dessa maneira, não se submeteria a esse tipo de coisa.

    Ah, o cara é podero$o?? Que se exploda. Só pagando jabá mesmo pra sair nas revistas como suposto queridinho ou referência em alguma coisa. O dia que para mim ser poderoso significar ter grana pra bancar jabá pra sair em revistas e mais revistas, mudo de profissão pois é sinal que não estou nem um pouco bem profissionalmente e meu produto está abaixo da mediocridade, por isso tenho de pagar.

    É, depois quando eu venho aqui e esculacho com uma marca, profissional, produto ou mídia dizem que sou grosso, faltei com a ética e mais um monte de blablablas.

    Essa mídia brasileira é porca e torta (com raríssimas excessões como a Lume Arquitetura, por exemplo). Seja ela impressa, televisiva ou da web, mais desinforma que informa. Tanto para o mercado, quanto para os profissionais e consumidores finais, ela só faz emporcalhar tudo. Muitos dos atritos existentes entre Designers e Arquitetos provém dessa estupidez dessa mídia de quinta categoria (que se acha “a maior”, “a melhor”, etc) quando demonstra claramente que não tem um mínimo de conhecimento sério sobre as áreas citadas em seus lixos publicados.

    Gostaria de saber onde é que seus editores estudaram, onde é que seus jornalistas se formaram e se seus proprietários realmente querem um país melhor para todos.

  • Revista ERCO

    Da genial marca ERCO.

    <div style=”width:425px” id=”__ss_446833″> <strong style=”display:block;margin:12px 0 4px”><a href=”http://www.slideshare.net/davidaloi/revista-erco-lb85-english&#8221; title=”Revista ERCO Lb85 (English)” target=”_blank”>Revista ERCO Lb85 (English)</a></strong> <div style=”padding:5px 0 12px”> View more <a href=”http://www.slideshare.net/&#8221; target=”_blank”>presentations</a> from <a href=”http://www.slideshare.net/davidaloi&#8221; target=”_blank”>davidaloi</a> </div> </div>

  • Candela – Baulmann

    Esta é a da marca Baulmann.

    <div style=”width:477px” id=”__ss_3769745″> <strong style=”display:block;margin:12px 0 4px”><a href=”http://www.slideshare.net/davidaloi/lighting-magazine-candela-09&#8243; title=”Lighting Magazine – Candela 09″ target=”_blank”>Lighting Magazine – Candela 09</a></strong> <div style=”padding:5px 0 12px”> View more <a href=”http://www.slideshare.net/&#8221; target=”_blank”>documents</a> from <a href=”http://www.slideshare.net/davidaloi&#8221; target=”_blank”>davidaloi</a> </div> </div>

  • LightLife – Zumtobel

    Para começar, nada melhor que esta que é uma super revista da empresa Zumtobel.

    <div style=”width:477px” id=”__ss_7606854″> <strong style=”display:block;margin:12px 0 4px”><a href=”http://www.slideshare.net/davidaloi/lightlife-05-zumtobel-magazine&#8221; title=”Lightlife 05 – Zumtobel Magazine” target=”_blank”>Lightlife 05 – Zumtobel Magazine</a></strong> <div style=”padding:5px 0 12px”> View more <a href=”http://www.slideshare.net/&#8221; target=”_blank”>documents</a> from <a href=”http://www.slideshare.net/davidaloi&#8221; target=”_blank”>davidaloi</a> </div> </div>

  • LD: revistas online

    Pessoal, existem muitas revistas online sobre lighting design. Não só revistas, mas também catálogos de fabricantes onde aprendemos muito sobre iluminação, luminárias, projetos, etc.

    Já postei sobre algumas delas aqui no blog mas vale a pena relembrar e inserir novidades.

    No entanto ressalto que, apesar destas trazerem “dicas” lembrem-se sempre:

    Uma dica não o faz um LD e tampouco garante qualidade em seu projeto de iluminação.

    Nunca tente “copiar” o efeito visto em algum lugar sem ter o conhecimento técnico específico sobre o assunto – isso vale para qualquer coisa na vida ok?

    É para isso que existem os profissionais especializados e as parcerias profissionais.

    Sim, bato de novo na velha tecla:

    CADA MACACO NO SEU GALHO.

    CADA UM NO SEU QUADRADO.

    Só assim teremos um mercado ético, justo e respeitado.

    Bom, descobri agora como colocar este tipo de material aqui no blog. Só não sei ainda como eliminar o texto HTML que aparece junto. Mas dá para vocês folhear e divertir-se.

    Por hora vai ficando assim até que eu descubra como resolver esse probleminha ok?

    Tenho certeza que será de grande ajuda para todos vocês.

  • Reconhecimento

    Hello galera que curte e acompanha meu blog.

    É com imensa satisfação e orgulho que faço este post especial. O motivo de tanta alegria?

    Este meu espaço saiu numa matéria da revista Lume Arquitetura (Ed. 51)!!!!

    Anos a fio mantendo este espaço, compartilhando com vocês um pouco sobre tudo e agora este reconhecimento.

    Putz, não imaginam como estou feliz!!!

    Receber um reconhecimento deste e logo daquela que é, sem sombra de dúvida, uma grande parceira aqui de meu blog e a maior e melhor revista impressa sobre iluminação do Brasil: a Lume Arquitetura.

    A matéria em questão é sobre os blogs que falam sobre iluminação e lighting design. Desde o que nos motiva a manter um blog na web, passando por dificuldades, vida profissional, compartilhamento de informações, educação, mercado enfim, a matéria ficou SHOW!!!

    Outro blog que está na matéria é o Percepção, do David que eu sempre indico e o acompanho desde antes da criação do meu.

    Bom, essa conquista não aconteceria se não fosse a seriedade com a qual levamos o trabalho de “blogueiros” e, principalmente, sem o apoio de vocês leitores!!!

    Na matéria diz que meu blog está para atingir os 730.000 acessos. Na verdade, já passamos dos 800.000!!!

    Bom, assim que eu tiver a matéria disponível postarei aqui para vocês.

    Agradeço também ao Igor que fez a matéria e conseguiu captar exatamente o que eu coloquei, à Maria Clara De Maio e à De Maio Comunicação e Editora pela abertura da revista Lume Arquitetura para esta pauta.

    Um forte abraço e o meu mais sincero agradecimento a todos vocês que são quem na verdade, nos motivam a continuar escrevendo.

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