Tag: Design

  • Leds Orgânicos

    Já havia postado aqui, bem no início deste blog uma pequena matéria sobre isso, mas vale a pena “sugar” esta da revista ABCDesign.

     

    Recebo muitas sugestões de produtos aqui para a revista. A maioria é legal, mas normal.

    Quando recebi esta sugestão da OSRAM, achei bem mais interessante. Leds Orgânicos ou OLEDS.

    Com uma nova composição para os diodos produtores de luz, os leds orgânicos mantém as qualidades de eficiência de energia, baixa voltagem e design livre de mercúrio, mas, além disso, possui algumas propriedades impressionantes: a fonte não é uma coleção de pontos de luz individuais, mas uma superfície uniforme geradora de luz.

    “Será possível usar OLEDs como fontes de luz flexíveis ou transparentes”, garante Guilherme Sartori, gerente do departamento de Semicondutores Óticos da OSRAM. “Um OLED transparente em um telhado poderá transmitir luz natural ao interior da residência durante o dia. No entanto, à noite, quando ligado, fornecerá uma iluminação artificial fascinante”.

    Outra diferença em relação à iluminação convencional é a fonte que gera luz. Graças à própria estrutura, será possível não apenas produzir OLEDs muito finos, mas também escaláveis, ou seja, manipulá-los da maneira que for mais conveniente.

    Seria possível transformá-los em telas de televisão com poucos centímetros de espessura, ou algumas divisórias e paredes poderão ser substituídas por OLEDs na nova Era das luzes.

    “Quando um funcionário de uma empresa quiser fazer uma reunião, por exemplo, poderá acender quatro paredes inteiras de luz no meio do escritório e criar uma mini-sala, sendo que as paredes serão coloridas e ninguém, do lado de fora, enxergará o seu interior”, exemplifica Sartori.

    As possibilidades vão além. Estão em estudo aplicações para estas novas fontes de luz na indústria automotiva, criando uma perfeita integração de todos os elementos que compõe a iluminação dentro do pára-brisa.

    Ou seja, bem interessante…

    Hoje, a utilização desse material ainda não é viável financeiramentea, mas a empresa acredita mas em um futuro próximo essa idéia deve se difundir. Especialistas prevêem que o mercado deve valer milhões em 2015. Quem está dando o primeiro passo para a utilização do OLED é o designer Ingo Maurer.

    Conhecido no mundo todo por utilizar a iluminação como obra de arte, o alemão apresentou no Light&Building 2008, uma das maiores feiras de iluminação do planeta, a luminária Early Futures, que tem formato de mesa e demonstra o enorme potencial dos LEDs orgânicos. Maurer utilizou placas com uma área de 132 x 33 milímetros para uma luminosidade de 1000 cd/m2 (candela por metro quadrado).

    O tempo de vida da luminária é de aproximadamente 2.000 horas. Para Maurer, “a Early Future representa um estágio importante na transição do objeto abstrato para iluminação funcional projetada”. Não há mais dúvidas, os LEDs orgânicos vieram para ficar

    Obrigada ao Rubens Nogueira (assessor da OSRAM) por ter conseguido as fotos!
    Sugado: Revista abcDesign

  • Dos deveres…

    Vou logo avisando, este texto não é no tom de desabafo (parece), nem tão pouco pessoal (mas poderia ser) e nem sequer vem desejar pisar nos calos de ninguém (mas eu sei que pisa)

    Eu converso diariamente com diversos designers e vira e mexe converso também com uns “dizairneres” que eu carinhosamente chamo de entusiastas (Um dia titio Ed explica o porque desse apelidinho carinhoso).

    E se temos algo em comum é que todos reclamam da ausência de direitos que nossa atividade vive nos dias de hoje.

    Ora bolas! Mas que direitos? Nem regularizados estamos como poderíamos ter direitos? A não ser que sejam os direitos Miranda*, mas como não estamos nos EUA, nem isso temos!

    A regularização da nossa atividade visa realmente conseguir alguns direitos para nossa classe, mas nem tudo são rosas!

    Quem já assinou um contrato na vida (ou teve que fazer um) sabe que a velha máxima do Tio Bem (tio do Peter Parker…O HOMEM-ARANHA!!!) é verdadeira; vamos a máxima:

    “Com grandes poderes (ou direitos) vem grandes responsabilidades.”

    E é exatamente por isso, que todo contrato que se preze, se o seu não tem é por que não é um contrato que se preze, só lamento especifica claramente em um item a parte em letras garrafais DAS RESPONSABILIDADES… (daí o título desse texto…tá vendo como tudo aqui tem um por quê?)

    E a, triste, verdade é essa mesma. Todo direito vem cercado de deveres e por assim dizer, responsabilidades. Afinal é assim desde que somos crianças: “Quer comer a sobremesa? Então tem que raspar o prato!” (um caramelo para quem nunca ouviu isso a mãe ou da avó! Eu sei que ouvi…MUITO!).

    E como esse texto não trata dos direitos e sim dos deveres vamos a eles? Agora vocês podem fechar o browser e ignorar o que vêm a seguir, ou tomar a decisão que eu tomei na faculdade, ler se conscientizar e ficar chato que nem eu! To avisando que é um caminho sem volta!

    1) O dever de zelar pela profissão:

    Você é profissional? Ótimo! Não faz mais que a sua obrigação! A verdade é essa mesma, vendeu? Entregue no prazo e em perfeitas condições de uso. Ao fazer isso você está zelando não apenas pelo seu bom nome profissional mas também de toda uma classe de profissionais.

    E não é só isso não. Cada um de nós somos fiscais da nossa atividade. Afinal uma maça podre pode arruinar um cesto inteiro em pouco tempo.

    Então, profissional do design, fiscalize. Entusiastas, “dizaineres”, blogueiros, micreiros, AUTODIDATAS (eu não disse que ia pisar em calos?) NÃO SÃO DESIGNERS! Logo não deveriam exercer a mesma atividade que você… Eu, enquanto não se regulariza a atividade, faço a minha parte denunciando esses escroques sempre que os encontro vendendo “conhecimento” que não possuem…

    E diga-se que as vezes denuncio até mesmo maus profissionais…mas isso também faz parte de zelar pela profissão.

    2) O dever de atualizar-se:

    Isso vale para qualquer atividade… OU você segue as tendências ou acaba fora do mercado. Qual vai ser?

    Ou você acha que a cerejinha do sundae hoje em dia é um “super-site” em HTML e GIFS Animados? (eu vi semana passada um néscio vendendo isso como se fosse a descoberta da pólvora…).

    Seu cliente quer o melhor, e merece! Então ofereça isso ou caia fora!

    3) Ética não é opcional de fabrica é, sim, um DEVER:

    Isso por si só já dava um novo texto, então eu faço o seguinte, vou resumir aqui nesse parágrafo e depois venho com um sermão maior sobre Ética (Deus sabe como esse país precisa disso…)

    Povo, é sério, contrato não é só para impressionar o cliente não. Ë um ACORDO entre as partes, está lá? Então é para ser cumprido por AMBAS as partes. Simples assim!

    Prometeu? Entrega.

    Errou? Assuma o erro e concerte-o sem ônus para a outra parte.

    Eu tenho uma frase que resume bem isso, quando meus clientes começam a chorar suas pitangas sobre os “profissionais” do passado com os quais se meteram eu sempre digo:

    “Bom, desses eu não sei. Só dou garantias sobre o MEU trabalho.”

    Muito se fala em comer o bolo, todos querem os direitos de se viver em uma legislação que acalente e proteja o profissional.

    Mas quantos profissionais estão, hoje, dispostos a viver sob a batuta de um estatuto que regulamente e rege DEVERES que devem ser obedecidos com o risco de sanções para aqueles que o descumprem?

    As vezes eu penso que é por isso que tem tanto designer contra a regulamentação…a anarquia é mais segura.

    *Para os que desconhecem a legislação americana, e nem tenham assistido a um episódio de Lay & Order nos últimos 18 anos (por onde vocês andaram caramba???) eu explico:

    Miranda Rights é um direito garantido ao réu/suspeito de uma ação criminal que no momento de sua prisão deve ser avisado pelo responsável pela efetuação da mesma o direito que assiste a esse réu/suspeito de permanecer calado e de que tudo que ele possa por ventura dizer, poderá e será usado contra ele no tribunal. Ele também tem direito a um advogado para assistir a sua defesa e caso não tenha meios de prove-lo o ESTADO providenciará um advogado para ele.
    Viu? NEM ISSO TEMOS!

    Por Ed Sturges

  • Designer

    O designer é o profissional habilitado a efetuar atividades relacionadas ao design. Normalmente o termo se refere ao designer gráfico (programador visual), designer de produto (desenhista industrial), uma série de tipos diferentes de designers e ainda de projetista (termo genérico para quem projeta).

    Em inglês, o termo se refere a qualquer indivíduo que esteja ligado a alguma atividade criativa ou de projeto.

    Esse anglicanismo foi adotado, no final do século XX (no Brasil), na tentativa de universalizar as profissões ligadas ao projeto. Até certo ponto isso tem ocorrido e a maiorida das universidades preferem o termo “designer” a “desenhista industrial”. Mas como o termo “projeto” já existia e é um sinônimo, muito próximo, do termo “design”. Até hoje os termos “design” e “designer” tem causado confusão entre não-designers.

    No Brasil, a profissão do designer não é regulamentada (o que significa que não existe Conselho de Classe, como o CREA ou a OAB), embora ela conste do Catálogo Geral de Profissões do Ministério do Trabalho. Existem, no entanto, associações profissionais, de caráter cultural e representativo, embora não sejam habilitadas a fiscalizar a profissão, como as associações de designer.

    Apesar da legislação permitir que qualquer cidadão exerça a atividade, normalmente isto é feito por profissionais formados em cursos superiores de Desenho Industrial ou escolas técnicas de Design. Existem várias instituições de ensino de design especializadas em habilitações especifícas como design gráfico, design de moda ou design de interiores. Antes delas surgirem, porém, uma grande quantidade de profissionais estabeleceu-se após receberem formação em áreas correlatas, como a arquitetura (especialmente designers formados pela FAUUSP) e em cursos como o do Instituto de Arte Contemporânea do Museu de Arte de São Paulo.

    Fonte: Wikipédia
    Sugado: http://nossobrasil.wordpress.com

  • Design – O problema etimológico

    Em inglês, a palavra design pode ser usada tanto como um substantivo quanto como um verbo. O verbo refere-se a um processo de dar origem e então desenvolver um projeto de algo, que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual, modelagem, ajustes interativos e mesmo processos de re-design. O substantivo se aplica tanto ao produto finalizado da ação (ou seja, o produto de design em si), ou o resultado de se seguir o plano de ação, assim como também ao projeto de uma forma geral.

    O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projeto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projetadas. Na língua espanhola também existe essa distinção: existem as palavras diseño (que se refere ao design) e dibujo (que se refere ao desenho).

    Estudos etimológicos de Luis Vidal Negreiros Gomes indicam que também no português existiam essas nuances de significado, com as palavras debuxo, esboço e outras significando o mesmo que debujo e desenho comportanto toda a riqueza de significados do diseño. O arquiteto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio entitulado O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano.

    Na Bauhaus, adotou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação. Quando traduzida para o inglês, adotou-se “design”, já usada para se referir a “projetos”.

    No Brasil, com a implementação do primeiro curso superior de design, por volta da década de 50, adotou-se a expressão “desenho industrial“, pois à época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais. O nome “desenho industrial” foi assim pensado porque refere-se à prática de desenhar, esboçar e projetar algo que será reproduzido posteriormente em escala industrial. A disputa por uma nomenclatura para a profissão se estendeu por décadas. Atualmente tanto a legislação do MEC para cursos superiores, quanto várias associações profissionais usam o termo design, por entenderem que este sintetize melhor a essência da prática profissional, além se ser uma palavra menor e que já faz parte do saber popular.

    Contudo, no Brasil, a nomenclatura “desenho industrial” mantém-se em uso atualmente, sobretudo entre os cursos de design em instituições públicas de ensino superior. Porém o termo “desenhista industrial“, já não segue o mesmo rumo, pois cada vez mais cai no desuso, dando lugar ao termo inglês “design“.

    O já citado Vilanova Artigas tentou resolver a questão propondo a palavra desígnio como sendo a tradução correta de design, pois dessa forma, este apresentaria diferenças do simples “desenho”. Apesar de ser desenho, o design possuiria algo mais: uma intenção (ou desígnio). Entretanto, apesar das pesquisas realizadas pelo arquiteto, sua proposta não foi adotada. Porém, Artigas considera legítimo também o uso da palavra “desenho” como tradução de design, devido ao seu contexto histórico: Artigas explora os significados da palavra desenho e vai até o Renascimento, quando o desenho possuía um conteúdo mais abrangente que o mero ato de rabiscar.

    Outra proposta de nomenclatura era o neologismo projética, proposto por Houaiss, que também não foi adotada.

    O uso da palavra em outros contextos


    Na filosofia o substantivo abstrato design refere-se a objetividade, propósito, ou teleologia. O conceito é bastante moderno, e se interpõe entre idéias clássicas de sujeito e objeto. O design é então oposto a criação arbitrária, sem objetivo ou de baixa complexidade.

    Recentemente o termo passou a ser empregado em discussões religiosas, quando foi proposta uma lei que obrigaria as escolas americanas a apresentar o argumento do design inteligente como uma alternativa à teoria da seleção natural de Darwin. O argumento sustenta que alguns aspectos do universo e da vida são complexos demais ou perfeitos demais para se originarem sem uma inteligência criadora.

    No Brasil, os desenhos industriais tem a proteção regulamentada na Lei 9.270/96 mais precisamente no art. 94. É importante ressaltar que deve ser um resultado visual novo para que tenha a referida proteção na legislação brasileira.

    Fonte: Wikipédia
    Sugado: http://nossobrasil.wordpress.com

  • Design como profissão

    Existem controvérsia a respeito de que tipos de atividades poderiam ser consideradas design. O design está intimamente ligado às artes aplicadas, à arquitetura, à área de comunicação, à engenharia, e a todo tipo de atividade produtiva humana, mas especificar quais são essas relações pode ser muito difícil. Existem diversas possibilidades de cursos de pós-graduação em lato senso e stricto senso e especialização.

    Dentre as especializações do design mais comuns na atualidade se encontram:

    Design Gráfico
      Design de fontes
      Design editorial
      Design institucional
      Design de embalagem
      Design de hipermídia
      Webdesign
      Design de jogos
    Design de Produto
      Design automobilístico
      Design de embalagem
      Design de mobiliário
    Design de Moda
      Design de jóias
    Design de Ambientes
      Design de interiores
      Light Design

    Entre as profissões que são relacionadas ao design, estão inclusas arquitetura, artes-plásticas, engenharia, publicidade, marketing, e outros.

    Hoje, uma enorme variedade de profissões passaram a ser identificadas com a expressão “designer”, quase sempre de forma errônea, algumas delas são: cake designer (para confeiteiro), hair designer (para cabeleireiro), body designer (para tatuador).

    Fonte: Wikipédia
    Sugado: http://nossobrasil.wordpress.com

  • Design

    Design (em alguns casos projeto ou projecto) é um esforço criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefato. Esse esforço normalmente é orientado por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema.

    Exemplos de coisas que se podem projetar incluem muitos tipos de objetos, como utensílios domésticos, vestimentas, máquinas, ambientes, e também imagens, como em peças gráficas, famílias de letras, livros, e (recentemente) interfaces de programas.

    Design é também a profissão que projeta os artefatos. Existem diversas especializações, de acordo com o tipo de coisa a projetar. Atualmente as mais comuns são o design de produto, design gráfico, design de moda e o design de interiores. O profissional que trabalha na área de design é chamado de designer.

    Finalmente, o design pode ser também uma qualidade daquilo que foi projetado.

    O termo deriva, originalmente, de designare, palavra em latim, sendo mais tarde adaptado para o inglês design. Houve uma série de tentativas de tradução do termo, mas os possíveis nomes como projética industrial que acabaram em desuso.
    Fonte: Wikipédia
    Sugado: http://nossobrasil.wordpress.com

  • Design & Marketing – Uma relação tumultuada

    Marketing do design – Design do marketing

    Atraídos pela liberdade de criação e pelo retorno financeiro, alguns designers desenvolvem itens específicos para o marketing de produtos. Fernando e Humberto Campana, Marcelo Rosenbaum e Gaetano Pesce estão entre os designers premiados que colocaram seu talento a serviço da Souza Cruz. Mas, alguns puristas ainda reagem, irados, ao menor sinal de aproximação entre design e marketing.

    Há pouco mais de dois anos, a multinacional Souza Cruz vem fazendo contato com designers de respeitada atuação no mercado brasileiro e internacional. Alguns confessam que relutaram, no primeiro momento, devido à imagem desgastada e negativa dos cigarros. Mas depois aceitaram, e não se arrependeram.

    Marcelo Rosenbaum, que no ano passado criou uma linha de produtos para a marca Lucky Strike, explica por que essa experiência foi tão gratificante: “Primeiro, porque foi mais uma oportunidade de trabalhar com grandes indústrias, desenvolvendo produtos que serão fabricados em larga escala. Depois, porque tornou possível a realização de pesquisa de novos materiais, que não seria feita sem o suporte de uma grande empresa. Por último, pela necessidade de projetar com liberdade de criação, mas obedecendo a uma série de restrições”. Um exemplo de tais restrições é dado pelo projeto da lixeira destinada a uso em aeroportos. Além das exigências do cliente, era necessário atender também às especificações da Infraero, empresa pública que administra os aeroportos brasileiros.

    Na linha de produtos de pequeno porte destinados a bares e restaurantes, composta por bandeja, cinzeiro de mesa, balde de gelo e lamparina, tanto os materiais como a linguagem deveriam ser adequados ao público-alvo da marca. Os irmãos Humberto e Fernando Campana também consideram a experiência extremamente positiva, pelo exercício de linguagem, pela disciplina necessária ao cumprimento de prazos rígidos e pelo financiamento de novas pesquisas. Em dois anos de trabalho para a Souza Cruz, os Campana projetaram cerca de 40 itens para a marca Free, nem todos aprovados ou produzidos. “O mais importante”, conta Fernando, “é que eles queriam produtos com nossa cara, mas com os quais os fumantes daquela marca se identificassem.”

    Os designers recorreram ao vasto repertório de materiais que utilizam normalmente: fio espaguete (cestinha para lojas de conveniência), poliestireno translúcido (lixeira), alumínio repuxado (cinzeiro), tubos plásticos transparentes (lixeira com cinzeiro), plástico inflável (bowl para caixas de fósforos e luminária), polipropileno (luminária com alça de metal), chapas metálicas (espelho imantado e porta-revistas) etc. A identificação com os consumidores se deu muito mais pelo design do que pela marca, discretamente estampada em cada produto. Tanto que boa parte dos cinzeiros espalhados em bares ou restaurantes foi levada pelos clientes.

    O arquiteto e designer italiano Gaetano Pesce também desenvolveu peças exclusivas, em resina de poliuretano, para a marca Free: jogos americanos, relógio, luminária, porta-fósforos e porta-copos. A arquiteta Carla Caffé ilustrou uma coleção exclusiva de canecas de cerâmica para a marca Carlton.

    Texto resumido a partir de reportagem de
    Airton Ribeiro

    http://www.arcoweb.com.br/design/design17.asp

    Publicada originalmente em PROJETODESIGN
    Edição 249 Novembro 2001.

  • Mas é uma Porta…

    É sempre um desprazer quando entramos num local e damos de cara com aqueles velhos e comuns modelos de portas.

    Eu ao menos tenho vontade de sair trocando todas mas isso depende e muito do cliente que desconhece as possibilidades de brincar com este elemento muito importante na decoração. Talvez porque os mesmos só tem acesso aos modelos encontrados (todos iguais) nas lojas por aí.

    Porém podemos, como designers, criar novos padrões e modelos para os projetos.

    Estas portas foram desenhadas e produzidas por Snickarper.

    Fonte: YankoDesign

     

  • Quer estudar mais sobre Lighting Design?

    Então aproveite a lista abaixo das enidades que oferecem cursos aqui no Brasil.

    Acesse o site e entre em contato:

    LAC – Lighting Application Center
    São Paulo
    Tel: 11 2125-0606
    http://www.luz.philips.com

    Curso de Luminotécnica Osram
    São Paulo
    Tel: 0800 55 7084
    sac@osram.com.br

    Ceilux
    Minas Gerais
    Tel: 31 3221-4818
    http://www.ceilux.com.br
    cursos@ceilux.com.br

    AEA – Academia de Engenharia e Arquitetura
    São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e outras.
    Tel: 11 2626-0101 / 11 3739-0901
    http:// www.aeacursos.com.br

    Instituto de Iluminação GE
    Rio de Janeiro
    Tel: 0800 78 7843
    falecom@ge.com

    Cursos de Atualização Profissional da Câmara de Arquitetos e Consultores
    São Paulo
    Tel: 11 3868-3090
    http://www.camaradearquitetos.com.br

    Assoc. Bras. de Ensino de Arquitetura e Urbanismo
    Brasília – DF
    Tel: 61 340-0223
    http://www.abea-arq.org.br
    abea.arq.urb@uol.com.br

    FUPAM – Fundação para a Pesquisa Ambiental / USP – Universidade de São Paulo
    Cursos de Especialização em Conforto Ambiental e Conservação de Energia, Introdução à Iluminação Artificial de Edifícios, O Uso Eficiente do Vidro na Arquitetura, entre outros.
    São Paulo
    Coordenadora Geral dos Cursos – Cláudia Moreira
    Tel: 11 3091-4566 / 3819-4999
    http://www.fupam.com.br
    claudia@fupam.com.br

     

    Pós Graduação

    :: BRASIL

    ILUMINAÇÃO APLICADA – ARTE, ARQUITETURA E ENGENHARIA
    Coordenação: Eng. Carlos Russo e Eng. Prof. João Gabriel Pereira de Almeida
    Locais: Belo Horizonte (MG); Campinas (SP); Caxias do Sul (RS); Curitiba (PR); Fortaleza (CE); Manaus (AM); Marabá (PA); Palmas (TO); Ribeirão Preto (SP); São José dos Campos (SP); São Paulo (SP); e Vitória (ES).
    Pré-requisitos: Formação superior. São admitidos 10% de alunos sem diploma superior ou com curso superior em fase final, mediante análise curricular.
    Duração: 18 meses
    Formato: Sextas-feiras, das 18 às 23 horas; sábados das 8 às 18 horas; e domingos das 8 às 13 horas; um final de semana por mês.
    Informações: contato@ciadoscursos.com.br, (11) 3385-3015, (54) 3027-2020 ou www.ciadoscursos.com.br

    DESIGN DE LUMINÁRIAS
    Coordenação: Luís Emiliano Costa Avendaño (mestre em Gestão do Design, proprietário da Leca Design & Comunicação).
    Local: São Paulo (SP)
    Pré-requisito: formação em curso superior
    Observação: Se o aluno não for graduado e tiver interesse em cursar alguns módulos, receberá certificado de extensão universitária.
    Duração: 18 meses
    Formato: duas vezes por semana, 8 horas semanais
    Informações: (11) 3667-4000 e 3826-6734
    pos@oswaldocruz.br
    Faculdades Oswaldo Cruz – www.oswaldocruz.br

    ENGENHARIA DE ILUMINAÇÃO
    Coordenação: Públio Mello (engenheiro eletricista eletrônico, professor universitário e diretor do CEASEG – Centro de Cursos Livres).
    Locais: Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Teresópolis (RJ). Demais localidades, consultem a coordenação.
    Pré-requisito: formação em curso superior
    Duração: 18 meses
    Formato: um final de semana por mês
    Informações: (21) 2482-4045
    publio.mello@gmail.com
    Universidade Castelo Branco – www.castelobranco.br

    PROJETOS DE ILUMINAÇÃO
    Coordenação: Ricardo Lopes (lighting designer – especialista em docência superior em fundamentos e práticas educativas pela Universidade Estácio de Sá).
    Local: Rio de Janeiro (RJ)
    Pré-requisito: formação em curso superior
    Duração: 14 meses (360 horas/aula)
    Formato: terças e quintas-feiras, das 19 às 22 horas
    Informações: (21) 3410-7400
    iluminacao@estacio.br
    Universidade Estácio de Sá – http://www.estacio.br/posgraduacao/cursos/arquitetura/pro_ilu.asp

    APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL EM ILUMINAÇÃO ARQUITETURAL
    Coordenação: Ricardo Lopes (lighting designer – especialista em docência superior em fundamentos e práticas educativas pela Universidade Estácio de Sá).
    Local: Rio de Janeiro (RJ)
    Pré-requisito: formação em curso superior e/ou pós-graduados em Projetos de Iluminação.
    Duração: 7 meses (180 horas/aula)
    Formato: terças e quintas-feiras, das 19 às 22 horas
    Informações: (21) 3410-7400
    iluminacao@estacio.br
    Universidade Estácio de Sá – www.estacio.br

    ILUMINAÇÃO E DESIGN DE INTERIORES
    Coordenação: Jamile Tormann (arquiteta, lighting designer, pós-graduada em Iluminação e Designer de Interiores pela UCB – RJ, com Licenciatura Plena em Artes – Habilitação em Artes Visuais pela FADM-DF, e autora do livro “Caderno de iluminação: arte e ciência”).
    Locais: Porto Alegre ( RS), Florianópolis (SC), Curitiba ( PR), São Paulo ( SP), Campo Grande (MT), Cuiabá ( MS), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Goiânia ( GO), Palmas ( TO), Belém (PA), Rio Branco (AC), Natal ( RN), Manaus ( AM), Recife (PE) e Salvador (BA).
    Pré-requisito: Formação em curso superior.
    Duração: 1 ano e oito meses
    Formato: sextas-feiras, das 18 às 23 horas; sábados das 8 às 19 horas; e domingos das 8 às 13 horas (sendo um fim de semana por mês)
    Informações: (62) 3945-5050
    cursos@ipoggo.com.br
    Universidade São Marcos em parceria com o IPOG – Instituto de Pós-Graduação – www.ipoggo.com.br

    ILUMINAÇÃO
    Coordenação: José Luiz Galvão (arquiteto/ FAU-UFRJ e Master of Sciences / The Pennsylvania State University)
    Local: Rio de Janeiro (RJ)
    Pré-requisito: formação em curso superior
    Duração: 13 meses
    Formato: terças e quintas, das 18h20 às 21h10
    Informações: (21) 3325-2333 ramal 153
    arquiteturadeiluminacao@gmail.com / luz@uva.br
    Universidade Veiga de Almeida – www.uva.br

    ESPECIALIZAÇÃO LATO-SENSU EM ILUMINAÇÃO NATURAL E ARTIFICIAL NO AMBIENTE CONSTRUÍDO
    Coordenação: Marcelo de Andrade Romero (professor titular, doutor e mestre em Estruturas Ambientais e Urbanas) e Márcia Peinado Alucci (professora, doutora e mestre em Arquitetura e Urbanismo)
    Local: São Paulo (SP)
    Duração: 476 horas
    Formato: segundas, terças e quartas-feiras, das 19h às 23 horas
    Informações: (11) 3819-4999, claudia@fupam.com.br ou camila@fupam.com.br
    Fundação para a Pesquisa Ambiental – www.fupam.com.br

    EXTERIOR

    Alemanha

    Universidade de Ciências Aplicadas de Hildesheim (Hildesheim)
    www.fh-hildesheim.de

    Universidade de Wismar (Wismar)
    www.hs-wismar.de

    Argentina

    Universidade Nacional de Tucumán (San Miguel de Tucumán)
    www.herrera.unt.edu.ar

    6ª EDIÇÂO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÂO EM MEIO AMBIENTE E ILUMINAÇÂO EFICIENTE (MAVILE)
    Local: Tucumán (Argentina)
    Duração: 400 horas
    Datas: 4 de Março – 30 de Junho de 2008
    Informações: ilum@herrera.unt.edu.ar (PDF)
    Universidade Nacional de Tucumán – www.herrera.unt.edu.ar

    Estados Unidos

    Instituto Politécnico Rensselaer (Troy, Nova York)
    www.lrc.rpi.edu

    Parsons Escola de Design (Nova York, NY)
    www.parsons.edu/aidl

    Universidade de Nebraska-Lincoln (Omaha, Nebraska)
    www.ae.unomaha.edu

    Inglaterra

    The Barlett (Londres)
    www.bartlett.ucl.ac.uk

    Itália

    Instituto Europeo di Design (Milão)
    www.ied.it

    Università Degli Studi di Roma La Sapienza (Roma)
    www.uniroma1.it
    www.masterlighting.it

    México

    Universidade Nacional Autônoma do México (Cidade do México)
    www.unam.mx

    Suécia

    Royal Technical College Haninge (região metropolitana de Estocolmo)
    www.kth.se

     

  • Putz….

    ” Talvez no futuro possamos contar com designers brasileiros em nossa equipe, mas admito que só conheço o trabalho dos irmãos Campana.”

    Acredite se quiser, mas a frase acima é do presidente da Kartell e foi colocada drante a sua passagem por São Paulo em maio….

    Quem quiser confrir a veracidade da mesma é só comprar a revista Casa Claudia deste mês (Junho/2008) na página 28.

    É impressionante como as coisas parecem não funcionar aqui no Brasil ou às vezes só servem para manter sempre os mesmos bãmbãmbãns no top ou como se fossem os únicos existentes.

    Não tiro o mérito do trabalho dos irmãos Campana, nem de longe, porém parece que são só os dois que fazem Design no Brasil atualmente, que não existe mais ninguém… Às vezes vemos um ou outro raro nome despontando e até ganhando prêmios internacionais mas que rapidamente caem no esquecimento…

    Onde está o trabalho e as ações prometidas por entidades que prometeram rios e mundos em sua fundação? De divulgação do trabalho brasileiro para o mercado internacional?

    É… realmente urge a necessidade da Regulamentação e formalização de um Conselho Federal de Design. construído e mantido APENAS POR DESIGNERS, caso contrário, continuaremos patinando e escorregando sempre para trás…

    Pense nisso.

    REGULAMENTAÇÃO DO DESIGN JÁ!!!!

    Você está fazendo a sua parte?

     Texto também publicado no Blog Design.com.br 

  • Chega de caixinhas, caixotes e cubos sem graça…

    Muitas vezes me pego a pensar sobre a arquitetura brasileira na atualidade. É incrível como tudo é parecido e segue a forma básica de um cubo. Normalmente o que vemos é uma tentativa de mascarar a forma identica à do vizinho através dos materiais da fachada. Raramente vemos algo diferente.

    Engraçado que (ou triste que) isso acontece não só em edifícios comerciais ou resideciais mas também naqueles poderiam claramente ter suas formas mais condizentes com o uso que seá dado ao mesmo. Tenho acompanhado ja ha algum tempo os concurso de arquitetura e vejo sempre a mesma coisa: pavilhões e mais pavilhões, cubos e mais cubos. Aqui em Londrina, no concurso para o projeto de arquitetura do Teatro Municipal, não foi diferente, infelizmente. Ganhou o maior caixote.

    Sei que na maioria das vezes isto e deve às exigências e relutâncias dos próprios clientes que acabam por amarrar os arquitetos e também pela constante mania dos clientes de querer copiar aquilo que vêem nas revistas. Quando entramos nos condomìnios horizontais o que vemos é um festival de casas quase gêmeas com raras diferentes, quando há alguma realmente diferente. Isso também acontece na nossa área de Interiores/Ambientes. Muitas vezes vemos um festival de projetos que te deixam aquela sensação de déjà vu…

    Porém creio que já passou da hora da arquitetura brasileira e do design começarem a se impor e mostrar do que é capaz, ou melhor, que são tão capazes ou até mais, quanto os de qualquer outro país.

    Nosso país é um dos mais ricos em formas e beleza e não vemos o aproveitamento disso nos projetos em nossas cidades. Vejo daqui de minha casa quatro predios em construção e pra não variar, todos idênticos na forma: caixinhas com um ou outro adorno diferente.

     

     

     

  • Estudos de casos: observação, análise, crítica e contextualização

    Vou disponibilizar aqui para vocês um exercício que sempre desenvolvo com meus alunos em sala de aulas. Aqui este exercício está voltado para o Lighting Design, mas deve também ser aplicado em Interiores e Ambientes.

     

    Sem a menor sombra de dúvida, a principal arma de um LD é a sua capacidade de observação. É através da observação que o profissional vai perceber todas as nuances e características que formam o espaço ou ambiente a ser projetado.

    É um exercício diário que por muitas vezes deixamos de lado. Devemos observar não só o foco de nosso trabalho ou nossos projetos em desenvolvimento, mas sim, e principalmente, observar toda e qualquer imagem que encontramos pela frente seja ao vivo, impressa ou na web.

    É através deste exercício de observação que vamos construindo o nosso leque de possibilidades e cultivando a nossa capacidade criativa.

    Porém, para este exercício não podemos ser apenas observadores, meros espectadores de uma cena. Temos também que exercitar em conjunto, outras habilidades que possuímos: análise, senso estético, conhecimentos específicos, contextualização e finalmente a crítica.

    Analisar algo impõe que tenhamos conhecimentos sobre o objeto que está sendo observado. Durante a análise você vai detectar as formas, cores, texturas, luz e sombra, volumetria, estética, possíveis equipamentos utilizados, entre vários outros elementos.

    É uma leitura “fria” do objeto observado. Toda análise deve ser isenta de partidarismos e favoritismos (amizades) para que seja realmente séria e realista. Disto nasce a crítica que, na verdade, não é nada mais que um relatório onde descrevemos as sensações que tivemos durante a fase de observação. A crítica é o lado duro deste exercício, é aquele que todo profissional – seja de que área for – detesta e prefere mantê-la bem longe de si.

    Porém, não estou me reportando àquelas críticas já conhecidas que figuram em jornais e revistas, cujos autores muitas vezes são considerados personas non gratas em vários meios. Refiro-me a uma crítica particular, íntima do profissional, que atesta dia a dia o seu crescimento profissional, a apuração e refinamento de seu senso estético.

    Mas claro que tal crítica vem a se tornar como uma outra área de atuação quando se pode contar com uma imprensa especializada realmente independente e não corporativista como já acontece em vários ramos de atividade profissional.

    Muitas vezes nos deparamos com alguma coisa que nos tocam de maneira tão profunda que acabamos por emudecer, por não conseguir expor nossos sentimentos, travamos literalmente. Seja por nos provocar sentimentos bons ou maus. Aqui entra o papel do exercício da contextualização. É através deste exercício que iremos expor – pelo uso de palavras escritas, desenhos, etc – o que estamos sentindo. Porém este exercício serve também para todos os outros casos e é uma excelente fonte de informação e referência para a crítica.

    Muitas vezes fazemos estes exercícios sem nos dar conta do que estamos fazendo e da importância disso no seu percurso profissional. Quem já não parou diante de uma imagem em uma revista onde rapidamente apareceram frases e sua cabeça como estas:
    – Maravilhoso!!!
    – Que cor horrorosa a deste sofá…
    – Eu jamais me sentiria bem neste espaço com toda essa luz incidente.
    – Interessante a solução para o cortineiro com a sanca built-in.

    Essas frases e incontáveis outras são pura e simplesmente reflexos involuntários ou intuitivos de nossa capacidade de observação, análise e crítica. Já estão impregnadas em nós, fazem parte do ser humano. Porém alguns em maior ou menor grau, menos ou mais desenvolvida e aguçada.

    Para efetivação destes exercícios permita-se ao menos 5 minutos diários trabalhando com isso. Pode ser quando está na frente do computador navegando. Sempre temos uma imagem na nossa frente que nos chamam a atenção ou não.

    Se sim, por quê? O que tem de especial, de belo, que esteja em sintonia com o meu gosto?

    Se não, por quê? O que tem de errado, feio, que me desagrada?

    Alguns podem dizer que este tipo de análise e crítica é um erro pois desconhecemos a realidade da concepção do projeto, o briefing do cliente, a linha e estilo projetual do autor bem como do todo que engloba o projeto (áreas próximas) entre várias outras alegações. Concordo com tudo isso. Porém temos que relembrar que isso é apenas um exercício de refinamento estético, de observação. Tudo o que você pensar, rabiscar e anotar não irão para nenhuma página de revista e tampouco aparecerão em programas de TV. É uma coisa sua, o SEU olhar sobre determinada cena. Isso se chama análise e crítica às cegas – quando não temos informações detalhadas e técnicas sobre o objeto ou cena em questão. Temos somente a imagem. Para ser mais exato, aquela cena da foto como se fosse uma tela de algum artista. E como tal, deve ser observada da mesma maneira. Não vale aqui ler os textos explicativos sobre conceitos, equipamentos enfim, nada que lhe dê informações sobre a cena em si. Legendas sim estão liberadas desde que não apresentem as locações de cada peça. Depois que você fizer a sua análise, aí tudo bem, pode ler.

    É um exercício de leitura e releitura. Por exemplo, observe a imagem abaixo:

    Você concorda com o projeto executado acima? Onde estão os erros e acertos? O que você faria diferente, que soluções proporia para melhorar este espaço? Que materiais, equipamentos e plantas utilizaria? A cor da luz foi bem escolhida? Está bem empregada?

    Outra imagem:

    O que a imagem acima lhe diz? Que sentimentos provoca em você? Quais os recursos e equipamentos que provavelmente foram utilizados para confecção desta cena? Você parou para contar quantas pessoas estão presentes na cena? Usam roupas ou não? Que cores você jogaria ao fundo? Como se comportaria a cena se houvesse a projeção de uma imagem neste ________ (qual é mesmo o nome daquele pano de fundo dos palcos?)? Qual música deve estar tocando e qual eu colocaria?

    E quando nos deparamos com imagens que nos trazem alguma informação, será que somos capazes de fazer a leitura técnica desta imagem? Você seria capaz de alocar cada equipamento observando apenas a imagem?  Consegue perceber onde começam os fachos? A luz usada é simétrica? É um sistema MIX?

    A realização deste tipo de exercício diariamente afina e apura a nossa sensibilidade para coisas que normalmente passam despercebidas por vários motivos. Porém, um LD tem de ser perfeccionista quanto à observação. Isso vai refletir em seu trabalho de uma forma ou de outra. É esta capacidade de observação que irá tornar os projetos perfeitos em todos os sentidos seja no que diz respeito às instalações quando nos efeitos reais obtidos.

    Outro ponto importante a destacar neste tipo de exercício é o fato de que ele nos permite uma leitura mais complexa quando estamos na fase de análise de correlatos, onde conseguimos perceber detalhes que antes passariam despercebidos ou simplesmente não daríamos a devida atenção. Detalhes estes que podem fazer toda a diferença num projeto.

    Sempre sugiro uma tabela onde meus alunos irão colocar suas observações. A ordem é esta:

    1 – Objeto de estudo:

    2 – Imagem da cena.

    3 – Percepção sensoria: onde você irá descrever as sensações que a cena provoca em você (aconchego, frio, etc)

    4 – Percepção técnica: onde você irá descrever as suas observações técnicas da cena (fachos, pontos de luz, luminárias, prováveis equipamentos, etc).

    5 – O que eu gosto: (e manteria)

    6 – O que eu não gosto: (e alteraria ou teria feito diferente)

    7 – Conclusão:

     

    Bom exercício!!!

     

    Paulo Oliveira

  • Bela aplicação em LEDs

    Como sempre digo, os LEDs vieram para revolucionar mesmo a iluminação. Pela sua pequena dimensão, versatilidade e facilidade de montagem em formatos diferentes nas réguas, é só botar a cabeça para funcionar e usar a criatividade. Foi o que fez Billy May, designer, neste projeto.

     

     

  • Planeje seu Espaço Profissional

    A maioria das pessoas passa cerca de um terço de suas vidas trabalhando e poucas são aquelas que têm consciência do quanto é importante que o ambiente de trabalho possua algumas características que podem ser determinantes para a sua saúde. A configuração do ambiente pode afetar diretamente o bem-estar tanto físico quanto emocional das pessoas, determinando até o seu desempenho profissional. São vários os fatores que influenciam a qualidade do ambiente e eles devem ser levados em consideração no momento de escolher o lugar onde se pretende permanecer por um período tão longo de tempo.

    O planejamento do local de trabalho deve contemplar uma boa iluminação, ambiente arejado, espaço suficiente para que a circulação ocorra sem dificuldades, ausência de odores fortes, baixo nível de ruídos, temperatura agradável, além de condições de segurança. Estes são itens básicos para se começar a criar um ambiente favorável ao bom desempenho no trabalho.

    Também é importante que o mobiliário e os equipamentos atendam adequadamente às necessidades de cada tipo de trabalho e sejam ergonomicamente projetados, oferecendo conforto, de modo a proporcionar uma boa postura e mobilidade ao longo do dia. A beleza visual, por sua vez, ajuda a proporcionar a sensação de bem-estar que se espera sentir num local onde se permanece tantas horas durante o dia. O local de trabalho deve ser pensado como um sistema cujos elementos se inter-relacionam de tal modo a produzir o equilíbrio do todo.

    É preciso atentar, também, para as cores que serão utilizadas porque nosso sistema nervoso reage a elas, afetando diretamente o humor. Escolhe-se a cor mais adequada a cada ambiente em função da resposta que se deseja provocar nas pessoas em termos de comportamento. Não é por acaso que os projetistas das grandes redes de lanchonetes escolhem o amarelo, o laranja e o vermelho. Eles sabem que essas cores são estimulantes e produzem o efeito de ativar a impulsividade. O resultado é que os indivíduos tornam-se mais propensos a reagir compulsivamente ao produto que estiver sendo oferecido ali. Em outras palavras, a comprar.

    Por outro lado, os funcionários que permanecem o dia todo expostos a um ambiente carregado de cores vivas, têm seus centros nervosos continuamente excitados. O resultado é negativo para sua saúde porque provoca irritabilidade, estresse e apatia, além de outras consequências.

    Em vista disso, deve-se optar por tons que tendem à neutralidade, por não interferirem tanto no humor. Tons suaves do lilás, verde, azul, rosa e laranja-claro podem ser usados porque, além de alegres, são aconchegantes. O verde claro tem efeito calmante e é altamente recomendado para ambientes terapêuticos, como hospitais e clínicas. Já o cinza, o preto e o marrom escuros tendem a provocar um efeito depressivo e devem, portanto, ser evitados.

    O branco vai bem com qualquer ambiente e possui a vibração de todas as cores. Ele ilumina e amplia o ambiente, mas, em excesso, tende a produzir efeito desestimulante, entediante. As cores mais fortes e impactantes devem ser reservadas para pequenas áreas ou para os acessórios, complementando a decoração com um pequeno toque de contraste, nunca nas paredes, piso ou teto.

    Quando o conjunto dos elementos com os quais interagimos cotidianamente é adequado, desenvolvemos uma predisposição positiva para trabalhar e isto se reflete na produtividade. O processo que gera essa predisposição, embora inconsciente, é o responsável pela fácil fluidez no desempenho das tarefas no dia-a-dia. Isso ocorre porque, num ambiente favorável, não desperdiçamos nossa energia para destacar dificuldades, reclamando de condições insatisfatórias.

    Situações de baixa interferência externa negativa fazem com que toda a energia disponível seja canalizada para a atividade na qual se está concentrando. Condições favoráveis de trabalho levam o indivíduo a tornar-se o único responsável pelo seu desempenho. Ele não é alimentado com nenhum argumento que justifique uma má performance, de modo que fica desimpedido, livre para dar o melhor de si. Se estiver se sentindo devidamente aparelhado para realizar um bom trabalho, ele buscará em si mesmo as razões de suas falhas ou fracassos, quando – e se – ocorrerem.

    Um bom desempenho no trabalho interessa a ambos, empregado e empregador. A este pelas razões óbvias, relacionadas a lucro; àquele, pelo aumento de sua auto-estima, conseqüência do sentimento de auto-gratificação, além do reconhecimento externo.

    Há, evidentemente, muitos outros fatores que exercem influência importante sobre o sentimento de bem-estar, de satisfação pessoal e, por conseqüência, em produtividade no trabalho e não devem de forma alguma ser desconsiderados. O aspecto físico do ambiente de trabalho, porém, precisa ser elevado à categoria de elemento determinante do humor e pré-disposição. E, embora seja verdade que quase todo mundo prefere trabalhar num lugar bonito e bem decorado, isso só não basta: a adequação dessa estética às necessidades das pessoas que ali permanecerão tem que estar em primeiro lugar.

    A falta de planejamento e o descuido com o ambiente de trabalho podem gerar conseqüências nefastas sobre a vida das pessoas, porque, ao desprazer, se associa diretamente a desmotivação, abrindo um perigoso caminho para o estado depressivo, que hoje é responsável por um número enorme de afastamentos do trabalho.

    Também outras patologias estão diretamente ligadas à falta de planejamento e ao uso inadequado de equipamentos, como é o caso da DORT – Disfunção Osteomolecular Relacionada ao Trabalho, mais popularmente conhecida como LER, cuja principal causa é o esforço repetitivo associado às más condições de trabalho, como postura inadequada, excesso de horas numa mesma posição, fadiga mental e/ou muscular e estresse.

    Artigo elaborado a partir de entrevista concedida pela autora à Revista Espaços Profissionais, Editora Online, que originou a matéria especial intitulada “Motivação: Item Fundamental”. A íntegra da entrevista foi publicada na revista Espaços Profissionais, Ano 2 – n? 6

    Mariuza Pregnolato Tanouye é psicóloga clínica com especialidade em Psicologia Analítica e Terapia Corporal. Escreve crônicas, artigos e trabalhos científicos, ministra palestras e cursos. Atende em seu consultório à Av. Paulista 1159, conj. 1512 e pode ser contatada pelo telefone 11 – 3253 0384. E-mail: mptanouye@hotmail.com
    Fonte – Artigos.com

  • A casa de cada signo

    Se cada signo astrológico possui características próprias porque então não falar da casa de cada signo? Realizamos uma rápida pesquisa e descobrimos uma série de curiosidades sobre como cada Signo cuida e decora seus ambientes.

    Conheça-os:
    Casa de Áries: O elemento fogo, faz com que esta casa seja sempre quente e agitada. A casa dos nativos de Áries terá cores vibrantes, quentes e muita luminosidade. Gosta de ambientes amplos, alegres e confortáveis. A casa tem personalidade do signo: forte, exuberante e despojado. Têm preferência por móveis e peças de ferro e aço.

    Casa de Touro: O elemento terra, faz com que casa de um taurino tenha um jardim com muitas flores e plantas. E, se não tiver um jardim, terá muitas plantas e flores dentro de casa. Seus móveis em sua maioria, serão de madeira, bem práticos e confortáveis. Seu estilo de decoração é conservador, mas com um gosto impecável.

    Casa de Gêmeos: muitas vezes por ter o elemento ar, a casa de um geminiano pode ser muito exótica ou futurista de mais. Mas, em geral ele gosta de ter uma casa ampla e confortável, com vários ambientes para receber e ficar com os amigos. É uma casa muito colorida e alegre, que estará refletindo a personalidade do geminiano. Não estranhe se ele mudar tudo de uma hora para outra.

    Casa de Câncer: O elemento que predomina é água. Este elemento faz com que a casa do canceriano seja aconchegante, segura e feliz. É uma casa montada para a família. Seus ambientes preferidos são: a sala de estar, sala de tv e cozinha. Ou seja, locais onde pode ficar com a família reunida. Gostam de móveis de madeira e tem estilo bem tradicional, mas com muito conforto.

    Casa de Leão: Com o elemento fogo regendo leão, temos mais uma casa quente, alegre e cheio de pessoas morando ou visitando. Associado ao planeta Sol, a casa de um leonino tem ambientes amplos, luminosos, com muito brilho e requinte. Seu bom gosto e sofisticação, farão que sua casa saia nas principais revistas de decoração.

    Casa de Virgem: Virgem está associado ao elemento terra. Isto faz com que sua casa seja prática, confortável e transmita segurança. O virginiano detesta bagunça e desordem. Sua casa terá o máximo de organização, limpeza e ordem. Todos os dias fará uma inspeção na casa. Gosta de móveis no estilo clássico e sóbrio.

    Casa de Libra: Com a combinação do elemento ar e o planeta Vênus regendo libra, teremos uma casa bonita, organizada, limpa e aconchegante. Muitas vezes, teremos uma casa muito simples, mas de muita energia. Seu bom gosto e estilo eclético, fazendo com que a decoração da casa tenha vários estilos combinando em um mesmo ambiente em equilíbrio. É uma casa sempre pronta para receber amigos.

    Casa de Escorpião: O elemento água, faz com que a casa de um escorpião seja sempre romântica, misteriosa e sedutora. Muitas vezes iremos encontrar neste ambientes uma decoração típica no oriente, exótica e com cores fortes. Ao mesmo tempo que é acolhedora é provocante, com cores fortes. O lado espiritual ou místico também poderá prevalecer na decoração de um quarto de estudo, que por vezes fará o papel de um local para meditação.

    Casa do Sagitariano: O elemento fogo só irá inflamar ainda mais a curiosidade e energia casa de um sagitariano. Sua casa terá muita luminosidade, espaço e amplitude. Locais muito pequenos estão fora dos planos de um sagitariano. Sua decoração poderá combinar móveis e objetos simples, com estilos bem arrojados, sem chocar o equilíbrio do ambiente. Será uma casa confortável e prática.

    Casa de Capricórnio: O elemento terra associado com o planeta Saturno fará com que a casa do capricorniano seja eterna. Sua casa será pratica e funcional. Será seu porto seguro, pois geralmente é decorada com objetos e mobília que além da beleza, lhe transmita durabilidade. Muito tradicionalista, sempre encontrará fotos da família e peças antigas. Não será uma casa cheia de enfeites, mas com certeza, muito confortável e aconchegante. Detesta modismo. Mas sempre está a par das últimas tendências.

    Casa de Aquário: Sua casa sempre estará aberta para receber amigos. Seu elemento ar, fará com que sua casa seja muito “descolada”. Nada de móveis e objetos pesados. Pelo contrário. Sua casa será um verdadeiro laboratório de novidades tecnológicas e estilos arrojados. Mas, não irá chocar seus amigos que já conhecem suas manias e gostos extravagantes.

    Casa de Peixes: Sua casa será um oásis de tranqüilidade e paz. Sua casa poderá ser composta por ambientes comuns, sem grandes estilos, mas será o local onde irá relaxar e repor suas energias. Sua decoração será sóbria, com tonalidade de parede e tecidos pastéis e bem claros. Simplicidade e conforto fazem uma dupla de sucesso para a casa do pisciano.

    Lembrem-se, as dicas a cima são bem gerais. Em uma casa muitas pessoas moram, com signos e gostos diferentes. Duvidas e Perguntas de Feng Shui: fvct@uol.com.br

    Franco Guizzetti & Vera Caballero – Consultor e Profº de Feng Shui.
    Professor e Atendimento: Numerologia, Yôga, Tarot, Reiki, Floral
    Tel. Profissional: (11) 287.2786

    sugado: http://www.soarquitetura.com.br

  • Empresa Júnior??? SIM!!!!

    Meu colega do outro blog (www.desig.pop.com.br) Fernando Galdinu postou lá um tópico falando sobre  Empresa Júnior de Design.

    Em meu trabalho de pós coloquei na parte onde versei sobre a Matiz Curricular e Ações para os cursos de Design de Interiores sobre isto também.

    Normalmente quando vemos alguma nformação sobre isto dentro das IES percebemos que o trabalho todo é desenvolvido voltado para alguns poucos cursos na maioria das vezes. É comum vermos por aí EJs de administração, direito, contabilidade, economia entre outros. Mas e de Design? E de Design de Interiores/Ambientes? Poso estar muito enganado, mas nao tenho informação de nenhuma existente no país.

    A EJ é de suma importância na formação acadêmica pois é através dela que o profissional chegará ao mercado com menos falhas que ocorrem pelo simples fato de quando existe uma prática (projetos) normalmente são coisas fictícias. É comum vermos professores pedindo para que os alunos inventem o perfil (briefing) do cliente. Porém, quando este cai no mercado depois de formado, a coisa pega pesado. Isso em qualquer área profissional.

    Lidar com o mecado, com o público, com o cliente é muito complexo e a formação acadêmica não é suficiente para isso. Não sem a presença de uma EJ para completar ou fechar o ciclo.

    Objetivos de uma EJ:
    – Proporcionar ao estudante aplicação prática de conhecimentos teóricos, relativos à área de formação profissional específica;
    – Desenvolver o espírito crítico, analítico e empreendedor do aluno;
    – Intensificar o relacionamento empresa-escola;
    – Facilitar o ingresso de futuros profissionais no mercado, colocando-os em contato direto com o seu mercado de trabalho, além de noções de administração de empresas, finanças, marketing, responsabilidade social etc.
    – Contribuir com a sociedade, através de prestação de serviços, proporcionando ao micro, pequeno e médio empresário especialmente, um trabalho de qualidade a preços acessíveis.

    No caso de Interiores/Ambientes, uma EJ é muitas vezes preferível à um estágio.

    Num estágio normalmente o aluno fica retido em segmentos específicos o que prejudica a plena formação do profissional.

    Já numa EJ, o aluno vai deparar-se com situações e questões reais do mercado e clientes. Ali ele terá de atuar desde a captação ou recebimento do cliente até a entrega o produto/projeto executado assim como ocorrerá na vida não acadêmica posterior à sua formação. Logo, este profisional recém formado (ou egresso como preferem alguns) terá maior facilidade e dinamismo em sua atuação profissional. Muitos erros cometidos por recém formados só ocorrem por este tipo de falha em sua formação.

    É um ponto muito sério e importante a se pensar por parte dos acadêmicos e uma ação emergencial por parte das IES abrindo caminho para a implementação deste tipo de projeto dentro de sua estrutura.

    Se gostou da idéia e desejar aprofundar-se, uma referência nacional em EJ voltada para o Design é o site da Silvia (http://silvialp.com/ej/) que já vem lutando pela implementação deste tipo de projeto nas IES desde o NDesign de 2004 que ocorreu em Santa Maria-RS.

    Faça a sua parte, seja acadêmico, professor ou IES, por um Design sério e respeitado!

     

     

  • A Influência da Iluminação Cênica na Iluminação Arquitetural

    Resumo de palestra no 3º. Seminaluz – 2007

    Por: Valmir Perez

     

    Com o avanço técnico das soluções em iluminação das últimas décadas, pudemos observar uma revolução bastante efetiva no design de iluminação de interiores, exteriores, pública, museológica, de monumentos, etc.

    Essa revolução tem como uma das principais características a busca de elementos estéticos e expressivos da luz cênica. Isso não foi gratuito, pois grande parte das lâmpadas, luminárias e equipamentos hoje utilizados na iluminação arquitetural tiveram seus desenhos inspirados nos equipamentos da iluminação cênica e em suas características ópticas, de movimento, trocas de cores, etc. que sempre possibilitaram um leque bastante variado de aplicações criativas sobre os palcos.

    Desde então, e é claro, podemos supor que se, a performance técnica dessas ferramentas oferece condições amplas de aplicação estética da luz sobre os ambientes, certamente os designers de iluminação, que utilizam essas ferramentas, acabam se tornando artistas e co-criadores das obras arquiteturais. Dessa forma e muito provavelmente, desde essas últimas décadas do século passado e até o presente momento, estamos assistindo ao nascimento de novas formas de expressão artística ligadas á arquitetura e à luz, o que também certamente nos trará abertura para discussões mais amplas sobre essa nova arte.

    Mas por que arte? Por que devemos conceber a iluminação cênica e, consequentemente a iluminação arquitetural, como arte, e seus designers como artistas? Serão verdadeiras essas afirmações apenas porque novas tecnologias estão á disposição desses profissionais, ou outras questões entram no jogo?

    Para responder a essas e outras perguntas, devemos primeiramente tentar definir, mesmo que resumidamente, do que trata a arte. Como se dá sua mecânica, entrando um pouco em sua intimidade.

    Segundo alguns teóricos, a arte pode ser dividida em três aspectos: arte como pensar, arte como conhecer e arte como exprimir. Esses aspectos ou concepções, ora se contrapõe, ora se combinam e aliam-se, ora se excluem mutuamente,

    Sendo assim, podemos entender que é “arte do pensar” de como a luz e suas propriedades influenciam psicologicamente as pessoas através de suas manifestações e processos que se desenvolvem sobre os ambientes e palcos.

    É “arte do conhecer”, pois, desenhistas de iluminação precisam saber claramente o que eles vêem no mundo real e como e porque as luzes se comportam de determinadas formas, suas propriedades físicas, etc.

    É “arte do exprimir”, ou seja, de como esses artistas utilizam as técnicas e conhecimentos, suas ferramentas, etc. para materializarem suas obras, suas idéias e ideais.

    Tudo isso também nos leva a pensar que podemos verdadeiramente denominar as atividades dos designers de iluminação e iluminadores como arte, exatamente porque essas atividades contém aspectos semelhantes a outras manifestações artísticas, como, por exemplo, as da pintura, pois, tanto a arte pictórica como a iluminação necessitam de suportes para que se dêem as suas materializações; realizam-se no espaço, inclusive a iluminação também no universo temporal; solicitam de seus criadores e executores conhecimentos técnicos e estéticos; são realizadas e construídas com o apoio e utilização de ferramentas e acessórios; exigem conhecimento de linguagem expressiva e, por fim ainda, a iluminação tanto pode ser ela mesma a própria obra, como elemento de apoio, participativo e interativo á outras.

    Podemos ainda intuir que os artistas da luz dividem seu espaço e sua criação com outros artistas e meios de expressão em busca de uma obra coerente, harmônica, e são aqueles cujas obras estão ligadas a conceitos criativos não-repetitivos, intencionais, cujas funções são determinadas pelos seus momentos expressivos através da luz, e o design de iluminação, como sendo “a arte ou o trabalho manual de criação visual através da luz e suas propriedades”. Entre essas propriedades, podemos citar o brilho, a intensidade, a direção, o ângulo de incidência, a velocidade, a cor a textura, a forma, o volume, o tipo movimento, a duração, etc.

    Artistas se utilizam dessas propriedades da luz para determinar espaços; evidenciar e ocultar; controlar o resultado visual das formas; modular o tempo; reforçar e criar “climas” emocionais; criar sensações de frio, calor, condições climatológicas, estados mentais, etc. aproximar e distanciar seres, objetos, etc.

    Se então, como afirmamos anteriormente, as ferramentas e instrumentos de iluminação cênica, que possibilitam mais facilmente essas criações, tiveram seus conceitos transferidos para a iluminação arquitetural, fica obviamente claro que as aplicações estéticas também. Essa a influência maior que pode ser observada nos novos projetos. Uma abertura e liberdade maiores de expressão pelos designers de iluminação arquitetural. O que não ficou claro ainda é como isso está funcionando ou pode funcionar, pois, se os iluminadores cênicos possuem métodos de trabalho em suas criações expressivas, provavelmente esses métodos estão começando a ser utilizados pelos designers de iluminação de espaços arquitetônicos e, devem existir então paralelos visíveis e mesmo semelhantes nessas atividades.

    Para facilitar nosso resumido estudo, dividi essas atividades em algumas etapas:

    •         Pesquisa – Levantamento das informações que determinarão as bases do processo criativo.

    •         Criação – É o processo criativo do artista em funcionamento. O desenvolvimento imagético de suas idéias e concepções visuais.

    •         Desenho – Expressão visual técnica e estética dos mecanismos de comunicação.

    •         Execução – A construção material da obra sobre os suportes com a utilização dos meios ferramentais.

    •         Operação – A obra quando expressa através de mecanismos de controle dessas ferramentas dentro de um determinado universo espetacular.

    Na fase da pesquisa:

    Essas pesquisas compreendem os levantamentos no interior do universo das técnicas, ferramentas e condições oferecidas para concretização dos trabalhos, assim como as pesquisas estéticas, visuais e do conjunto dos elementos participantes da obra.

    Na fase da criação:

    Que é o processo criativo em ação, onde se dá a utilização dos elementos da pesquisa na concepção estética da obra, a criação de esboços, onde entra a intuição criativa, as adaptações poéticas da obra para fins harmônicos, a utilização de ferramentas para criação de materiais de comunicação, e isso pode também se dar através softwares de simulação. É também, em muitos casos, a fase dos cálculos e adaptações e a busca pelas ferramentas e suportes ideais para materialização da obra.

    Na fase da execução:

    Nessa fase os designers executam os projetos, mas não as obras, que são executadas por outros profissionais. Esses projetos são mecanismos de comunicação entre as partes envolvidas na execução da obra. É também nessa fase que os designers definem os movimentos das luzes (quarta dimensão), acompanham a execução dos projetos e, em alguns casos, tais como o da iluminação cênica, podem ou não acompanhar as apresentações e suas repetições.

    Para completar nossa análise, devemos compreender que, as atividades desenvolvidas pelos designers de iluminação cênica e os designers de iluminação arquitetural, embora bastante semelhantes, no que diz respeito aos processos, tornam-se muito diferentes e peculiares em aspectos mais objetivos. Para falar sobre isso, vou analisar rapidamente a luz nos espaços arquitetônicos em relação à luz sobre os palcos:

    Na arquitetura: os personagens “são” o próprio público; os pontos de vista são complexos; as cenas cotidianas não seguem roteiros rígidos; os atores saem de cena apenas e quando deixam o “teatro”; a iluminação é operada pelos próprios atores (residências); os equipamentos compõem parte da “atmosfera” e da cenografia; a luz nos palcos, como na arquitetura, deve iluminar, mas ao mesmo tempo contribuir para a valorização das poéticas inseridas no todo da obra; A luz deve contribuir, na arquitetura,  para o conforto ambiental.

    Podemos também concluir que a influência da iluminação cênica na arquitetura surgiu das mudanças culturais profundas as quais vimos passando. De uns tempos para cá, nos tornamos culturalmente mais livres, fomos levados a dar maior importância às imagens em nossas vidas cotidianas, dessa forma, buscamos maior sentido expressivo para nossas vidas. Somos ensinados a comprar estilos de vida e não apenas produtos e vivemos num momento de busca por mudanças de paradigmas na arte, na filosofia, na religião, na ciência, etc.

    Essas coisas, ou o próprio conjunto delas, provavelmente estejam também mudando o olhar das pessoas em relação à luz. Vivemos há um tempo atrás o mundo das máquinas, hoje vivemos o mundo dos robôs, das comunicações. Nesse novo mundo, a mim me parece, as cores, sons, formas, movimentos, etc. são muito mais rápidos, alucinantes, envolventes. Esse envolvimento, que é a essência do teatro, da performance cênica, pulsa agora nas ruas de nossas cidades, em nossas vidas diárias. Talvez por isso mesmo, a luz teatral, cênica, aquela que vem carregada de sentidos, esteja tomando o espaço da luz confortável, mais preocupada com o relaxamento e saúde das pessoas. Questiono muitas vezes se estamos tomando a estrada correta ao transformarmos nossas cidades em parques de diversão. Creio que o melhor, seria o uso equilibrado dessas novas tecnologias, para que as gerações futuras possam olhar para cima e ver as estrelas do céu.

     
    Valmir Perez
    Lighting Designer
    Laboratório de Iluminação
    Unicamp
    www.iar.unicamp.br/lab/luz
    http://valmirperez.blogspot.com/
    http://imprensanaprensa.blogspot.com/

     

  • Design de Interiores: transportes

    Já fazia algum tempo que eu vinha querendo escrever sobre isso mas com a correria do dia a dia sempre acabava deixando pra depois. No entanto, em um debate com o Foster num outro blog o assunto acabou por ficar mais importante e tomar forma.

    Falo sobre áreas de atuação em que o Designer de Interiores/Ambientes pode atuar e que a maioria não faz a menor idéia da existência das mesmas. Interiores de meios de transportes.

    No começo do ano quando estive no litoral de São Paulo conheci uma designer que trabalha exclusivamente com interiores de embarcações. Ela começou a me falar sobre o trabalho e garanto: é encantador ao mesmo tempo que é um desafio dos grandes.

    Deixando de lado a questão financeira envolvida (que é o sonho de qualquer designer) pensemos na parte técnica envolvida. Um iate ou um transatlântico são meios de transporte que necessitam sim de projetos muito específicos especialmente pelas pequenas dimensões dos ambientes. Isso também ocorre com outros segmentos: aviação, carros, ônibus, trens, metrôs, caminhões enfim, muitas possibilidades de atuação.

    Dentro desta área voltada para o transporte, o trabalho do designer de interiores vai ter muita base no desenvolvimento de mobiliário e equipamentos específicos. Ergonomia e acessibilidade serão sempre elementos primordiais neste trabalho. E, claro, não podemos deixar de levar em consideração as outras normas técnicas envolvidas, especialmente as sobre segurança.

    Pensemos em um avião com rotas internacionais. O usuário permanece por horas dentro do mesmo, confinado em um espaço consideravelmente pequeno. Alguns aviões de grandes empresas dispõe de espaços alternativos (salas de estar, bar, etc) para aqueles que desejam. Porém, temos de pensar que existem usuários que por vários motivos irão permanecer a viagem toda em suas poltronas seja por não gostar de voar, seja por ter tomado algum remédio para dormir para que aquela tormenta que é a viagem passe logo. Com tudo isso, temos de pensar na melhor forma de oferecer ao usuário ambientes e equipamentos o mais confortáveis possível.

    Não devemos nos esquecer que existem normas específicas sobre iluminação para interiores em aviões e também que, quando fazemos um projeto deste, temos de pensar também no conforto da tripulação, seja lá na cabine de comando, seja em tudo que diz respeito ao trabalho e bem estar dos comissários de bordo (área de trabalho, equipamentos de trabalho, áreas de descanso, etc).

    Os elementos citados acima devem ser considerados também no caso de projetos para interiores de embarcações, especialmente nas cabines que são espaços bastante reduzidos. Já em outros espaços, bem mais amplos fica mais fácil trabalhar, porém, atenção redobrada nas normas técnicas e de segurança. Lembre-se sempre de onde os usuários estarão no caso de um acidente: no mar. Portanto além de rotas de fuga limpas, devemos pensar na comunicação visual, iluminação de emergência, equipamentos de segurança e mais um monte de coisas. Nunca somente na beleza e conforto.

    Em interiores de transportes terrestres (à excessão dos trens) o trabalho já é bem diferente e resume-se especialmente à concepção de equipamentos que venham a solucionar a falta de espaço interno. Seja num carro ou num caminhão sempre teremos espaços pequenos tendo de ao menos, aparentar ser grande ou maior do que é de fato. Com isso, a ergonomia é uma constante neste tipo de projeto.

    Podem questionar o porque de eu ter colocado os caminhões neste meio: já ha bastante tempo as montadoras vem pensando no conforto e bem estar dos caminhoneiros. Lembrem-se sempre que a maioria deles dormem dentro das cabines, cozinham do lado de fora enfim, vivem um vida dentro e junto de seu caminhão.

    Nos ônibus o trabalho não é diferente e também importante. Lembre-se sempre que existem grupos que fazem longas viagens de ônibus por ser mais barato que de avião. Também existem aqueles ônibus de grupos musicais, teatro e outros que sempre sofrem alterações internas de modo a tornar os ambientes mais agradáveis e compatíveis com as necessidades dos usários. Não posso deixar de citar também o trabalho junto aos motorhome (aquelas “casas ambulantes”) e trailers.

    Também os ônibus urbanos e metropolitanos merecem atenção. No entanto vemos pouquíssimas alterações dentro ds mesmos. O básico e comum a todos seria uma visão como esta:

    São pontos a se pensar: como podemos trabalhar para melhorar este tipo de transporte com o nosso trabalho?

    Ainda na área terrestre temos os interiores automotivos. Os carros estão sofrendo alterações constantes sempre na intenção de melhorar o conforto, a segurança e praticidade para o usuário. Muitas destas alterações são feitas pelos fabricantes porém a maioria está vindo do pessoal que trabalha com tunning. Pra quem ainda não sabe, tunning é aquele trabalho de personalização dos carros tanto externa quanto interna.  O programa Lata Velha do Caldeirão do Huck é um bom exemplo deste trabalho. É o tipo de projeto que vai exigir muito conhecimento técnico do designer seja em equipamentos, em materiais, em estilo e conceito.

    Indo para os trilhos temos: trens e metrôs. Infelizmente aqui no Brasil, não sei se por corporativismos, poucas são as cidades que ainda contam com transporte através de trens seja municipal ou intermunicipal. Lembro-me saudoso de minha infância quando cruzava as paisagens embalado pelo suave balanço dos trilhos. Nos trens temos de pensar que o usuário – à excessão dos trens bala – permanecerá um tempo considerável no transporte. Por isso é comum vermos vagões específicos: vagão restaurante, vagão bar, vagão dormitório, enfim… Já nos trens bala,  temos uma situação parecida com a dos aviões: espaço relativamente pequeno. Mas também pensemos que estas viagens são muito rápidas então, podemos ser menos rudes no trato com espaços. Mas também não podemos nos esquecer de pensar nos que trabalham ali assim como nos avões: pilotos, pessoal de bordo.

    Já nos metrôs encontramos uma situação semelhante à dos ônibus urbanos e metropolitanos: grande quantidade de usuários. Portanto devemos pensar sempre na comodidade e conforto destes. Por isso não podemos deixar de observar questões de ergonomia, acessibilidade e também segurança.

    Bom, se formos analisar bem, mercado de trabalho nesta área é o que não falta.

    Esta é uma área que é deixada de lado na maioria dos cursos de Design de Interiores talvez por desconhecimentos dos próprios alunos, talvez por desconhecimento das próprias IES e talvez porque a maioria dos professores destes cursos vem da área de arquitetura e não do Design. Porém, pelo nome do curso sendo Design de Interiores, todos podem sim exigir que sejam repassadas informações e conteúdos sobre esta área em seus cursos.

    Também vale a pena repensar as Matrizes Curriculares dos cursos existente no sentido de acrescentar ou trabalhar de forma mais aprofundada este segmento dentro dos mesmos.

    Saudações luminosas a todos!!!

     

  • Destruição da Restauração – imagens

    Deixei bem clara a minha visão sobre Restauração e destruição de bem móveis em meu artigo Destruição da Restauração.

    Vira e mexe navegando pela web encontro exemplos claros desse tipo de coisa. Hoje não foi diferente:

    Não posso tirar o mérito da artista que tem como foco de seu trabalho transformar mobilias do século 20 em peças de arte contemporânea. Porém, também não posso deixar de colocar que a cada peça original destruída dessa forma que vejo, sinto uma punhalada no coração.

    Um crime contra a história das pessoas, da cidade, do País. A história das famílias, a história dos fabricantes mesmo que pequenos anônimos.

    Ela bem que poderia trabalhar com cópias não é mesmo?

     

  • Andando pelo teto….

    Que tal fazer suas compras caminhando pelo teto da loja?

    Pois foi exatamete este o conceito do projeto da nova loja Victor & Rolf Boutique, na Itália. O site deles é um show a parte… Belíssimo!!!!

    A interação, inesperada, inusitada e vertiginosa, já começa pela vitrine que provoca no observador um certo desconforto visual e mental pelo fato de algo não estar no seu devido lugar. Até a mente se acostumar com o que está sendo visto vai algo em torno de 5 a 10 segundos.

    Porém, ao entrar na loja é que a coisa fica mais interessante ainda pois tudo lá dentro, pertinente ao projeto, está “de pernas para cima” ou de ponta cabeça. Percebam a aplicação de materiais para piso, no teto, a iluminação aplicada de forma invertida, tudo no seu devido lugar. Você é quem está de ponta cabeça.

    Um belo projeto com excelentes soluções como por exemplo, os bancos locados nos arcos.

    Eu já tinha visto outras intervenções neste estilo, porém limitavam-se a espaços pequenos como vitrines e, ha pouco tempo atrás, a moda de árvores de natal penduradas no teto das casas.

    Inusitado realmente!!!