Programa Habitare disponibiliza publicação que mostra processo de construção de vila ecológica na Amazônia

O Programa de Tecnologia de Habitação (Programa Habitare), da FINEP, disponibilizou em seu portal uma cartilha sobre a construção de uma vila ecológica na Amazônia. O protótipo com oito casas geminadas está na Reserva Florestal Adolpho Ducke, km-26 da AM-010, em Manaus (AM). A edificação apresenta uma alternativa para habitações multifamiliares.

Além dos materiais normalmente empregados, como cimento, areia, barro, madeira e telhas cerâmicas, foi utilizado o bambu como componente de painéis pré-fabricados de paredes, revestidos com barro. A modulação arquitetônica da VilaEco resultou em nove tipos de painéis. Para dar suporte à sustentabilidade da proposta, foi definido um plano de cultivo de bambu.

A vila protótipo busca gestão e economia da água. Foi instalado um sistema simplificado que permite a redução no consumo de água potável com o aproveitamento da chuva, que abunda na região. A construção tem também estação de tratamento de esgoto.

A publicação disponível para download gratuito mostra como foi construída a vila, desde a locação e suas fundações até a implantação do sistema de captação e utilização de águas pluviais. Descreve também como foram produzidos os painéis pré-fabricados de bambu e seus componentes, elaborados no Laboratório de Estruturas de Engenharia, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

“É um sistema construtivo que promove intervenções no meio ambiente de forma responsável”, descrevem os participantes do projeto, executado com apoio financeiro do Programa Habitare.

Mais informações: Marilene G. Sá Ribeiro e Ruy A. Sá Ribeiro

Acesse a publicação: cliquei aqui

Fonte: Assessoria de Imprensa do Programa Habitare

Rua ecológica

Holanda testa pavimentação que absorve os poluentes emitidos pelos carros

por: Luciana Sgarbi

Uma das soluções para a crise ambiental que tanto ameaça o planeta pode estar sob os nossos pés. Pesquisadores e ambientalistas do Japão e da Holanda anunciaram na semana passada a criação da primeira “rua ecológica” capaz de absorver boa parte dos poluentes lançados pelos automóveis na atmosfera. Não é pouca coisa. Estima-se que cerca de 50% da poluição do ar nas grandes cidades tenha sua origem nos carros. Mais: o Instituto Umwelt-und Prognose Heidelberg, um dos mais criteriosos do mundo na área do meio ambiente, calcula que cada veículo lance em média vinte quilos de gás carbônico ao longo de dois dias (o metrô leva um mês para poluir em idêntico patamar). Pois bem, para reverter esse quadro, e falando-se em ruas e automóveis, um significativo sinal verde contra a poluição foi dado pelas autoridades da cidade holandesa de Hengelo. Em algumas de suas vias, grupos de engenheiros começarão ao testar esse novo tipo de pavimentação. Experimentada em laboratório, ela transformou partículas de óxido de nitrogênio (NO2), emitidas pelos automóveis, em nitratos inofensivos à saúde humana, graças a reações químicas envolvendo a ação da luz solar e moléculas de dióxido de titânio. Explica-se: no momento em que os raios solares aquecem o cimento, as moléculas de titânio reagem “sugando” o nitrogênio e esse processo faz com que tal nitrogênio se torne nitrato.

“Nas entranhas do cimento restará apenas o pó dos poluentes, e a chuva limpará isso. Ficaremos um pouco nas mãos da natureza no que diz respeito aos índices pluviométricos, mas isso é melhor do que ficar à mercê da poluição dos carros”, diz o engenheiro-chefe do projeto, Jos Brouwers. O NO2 é um dos principais poluentes liberados pelos motores, juntamente com o óxido de enxofre. Para os países nos quais se concentram altos índices de carros, como por exemplo os EUA e a Alemanha, esse tipo de rua pode não ser a grande solução, mas, certamente, contribuirá para o abrandamento do problema atmosférico. “Estamos em testes, e se der certo poderemos pensar em grandes canteiros de obras para transformar nossas ruas e estradas em purificadores de ar”, diz Brouwers. A Prefeitura de Hengelo está pavimentando trechos de ruas com esse material e deixando outros, intencionalmente, com a pavimentação tradicional. “Medindo e cotejando a qualidade do ar nas duas partes, poderemos mostrar a eficácia desse método”, diz um dos estudos da Universidade de Twente, que se programou para divulgar os primeiros resultados no segundo semestre do ano que vem.

fonte: IstoÉ