2015, o que tenho a oferecer?

Pois bem, estamos chegando ao final de 2014 e garanto a todos que este foi, especialmente para mim, um ano em que aprendi muito e, depois de avaliar algumas atividades, senti a necessidade de reestrutura-las, ajusta-las e propor novas atividades.

SOBRE EVENTOS.

Após levar alguns calotes por parte de organizadores de eventos para os quais fui convidado defini que:

  • PARA EVENTOS ESTUDANTIS E ACADÊMICOS:

Tudo referente à minha participação deve estar organizado com no máximo UM mês de antecedência. Transportes, hospedagem, alimentação devem estar confirmados neste prazo. Já o pró-labore (quando houver), deverá ser pago a mim ANTES do início da atividade.

Sobre o fechamento da agenda de atividades do evento, quando não houver a possibilidade de conhecê-la neste prazo de UM mês antes do evento, quero saber ao menos os meus horários já encaixados na grade para que eu possa organizar a minha agenda e planejar melhor minhas viagens (contatos com prospects, atendimento a clientes e parceiros locais, etc).

Manterei isento do pagamento do pró-labore APENAS alguns eventos como os NDesign, R’s, Eita, e alguns outros que sei que posso confiar na organização dos mesmos.

Isso se deve a dois calotes que recebi de eventos onde acreditei na promessa de ressarcimento e acabei tendo de arcar com todas as despesas de minha participação nos mesmos.

  • PARA EVENTOS PROFISSIONAIS:

Tudo referente à minha participação deve estar organizado com no máximo UM mês de antecedência. Transportes, hospedagem, alimentação devem estar confirmados neste prazo.

O pró-labore, deverá ser pago a mim ANTES do início da atividade. O valor (bem como o suporte) deverá ser negociado e acordado em contrato assinado por ambas as partes.

Sobre o fechamento da agenda de atividades do evento, quando não houver a possibilidade de conhecê-la neste prazo de UM mês antes do evento, quero saber ao menos os meus horários já encaixados na grade para que eu possa organizar a minha agenda e planejar melhor minhas viagens (contatos com prospects, atendimento a clientes e parceiros locais, etc).

Após levar um calote pesado de um evento organizado por um “promoter”, ao mesmo tempo em que o via fazendo festas e mais festas, lançando novos produtos com a sua marca resolvi fechar a porta de vez para os futuros espertinhos (do tipo mau caráter mesmo).

SOBRE ATIVIDADES

Então, o que tenho para oferecer a vocês em 2015?

CONHECIMENTO!!!

Como bem sabem não falo mais (palestras) sobre a regulamentação profissional enquanto o caso de amor bandido entre a dupla conselho/associação não parar. Isso não significa que me nego a participar de mesas redondas sobre o tema, pois se trata de um momento importantíssimo onde podemos, olho no olho e cara a cara, debater sobre o assunto. Sei que isso é impossível de acontecer, pois o outro lado é COVARDE e sempre foge desta possibilidade. Mas caso aconteça, está valendo. É só me chamar!

PALESTRAS

  • N JEITOS DE ATUAR

Palestra, já antiga mas que sempre faz sucesso e abre a mente dos acadêmicos e profissionais, onde exponho as diversas possibilidades de atuação para o Designer de Interiores/Ambientes além daquele “bêabá” (residencial x comercial) imposto pela academia. Um olhar com a amplitude do Design sobre os diversos ambientes utilizados direta ou indiretamente pelos usuários.

  • ANTES DO DESIGNER, VEM O DESIGN

Trata-se de um ponto fraco dentro do Design brasileiro e que busco fazer com que os acadêmicos e profissionais parem e repensem um pouco como andam levando suas vidas profissionais: os guetos. Guetos estes que já são formados ainda na academia quando vemos pouca interação entre professores e alunos de cursos de Design de áreas diferentes como se um nada tivesse a contribuir ou aprender com os outros. Infelizmente é uma prática que é levada para o mercado de trabalho pelos profissionais (não todos), mas que prejudica e muito a união da “classe” assim como mantém, especialmente a nossa área, como marginais ou motivo de piada para alguns que desconhecem o que realmente é DESIGN de Interiores/Ambientes.

  • DESIGN SOCIAL

Porque as academias só nos ensinam a pensar em projetos do tipo “capa de revista”? Onde, quando e como podemos (E DEVEMOS) aplicar o Design de Interiores/Ambientes com foco no social, destinado à população de baixa renda, entidades e grupos de apoio sociais visando à qualidade de vida e bem-estar dos usuários, seja este individual ou coletivo? Sim, há muito que fazer e nosso país necessita de designers com responsabilidade social.

  • DEFESA DA ÁREA COMO DESIGN

Há ainda certa resistência de algumas pessoas de fora de nossa área (docentes, profissionais e os empoleirados em cargos) em perceber a nossa área como integrante da raiz DESIGN. Apresento aqui aspectos e elementos de nossos cursos, formação acadêmica e prática profissional que mostram claramente que a nossa ligação DIRETA é com o DESIGN e não com outra área que insistem em nos amarrar.

  • FORMAÇÃO E VIDA PROFISSIONAL

Uma palestra onde aponto os erros e falhas curriculares dos cursos fazendo um contraponto entre formação e vida profissional e, como estas falhas prejudicam a atuação profissional. Das disciplinas dispensáveis no currículo àquelas indispensáveis e por vezes menosprezadas, faço um passeio pela formação real x ideal em diversos cursos mostrando como alguns cursos já perceberam estas falhas, as corrigiram e hoje oferecem cursos de excelência.

  • LUZ, VISÃO E PERCEPÇÃO

Qual a relação entre a nossa visão e a luz? Como a luz afeta a nossa visão e a nossa percepção dos ambientes? O foco desta palestra é mostrar exatamente estas relações psicológicas e físicas entre a luz e o usuário.

  • LUZ E ERGONOMIA I: FUNÇÕES DA LUZ

Trabalhar com Lighting Design é muito mais que simplesmente “botar uma luzinha aqui e outra acolá”. Existem características e necessidades dos usuários e dos espaços que devem ser levadas em consideração no momento do projetar. E todas estas características e necessidades somente são percebidas após um profundo conhecimento sobre equipamentos de iluminação, sobre como iluminar e, especialmente, através de uma visão multidisciplinar e holística da LUZ.

  • LUZ E ERGONOMIA II: ERGOLIGHTING?

Sim, engana-se quem pensa que iluminar pouco tem a ver com a Ergonomia. Diferente da parte I, nesta palestra mergulho fundo na iluminação através de um enfoque ergonômico que vai desde o briefing até a avaliação pós-ocupação. Luz (seus conceitos, técnicas e equipamentos) x Ergonomia (seus pilares, aspectos e soluções).

  • BRIEFING

Palestra voltada PARA Design de Interiores/Ambientes e Lighting Design onde aponto a diferença entre Briefing (ferramenta do Design) e o programa de necessidades (ferramenta da Arquitetura e Engenharia) que, lamentavelmente vem sendo repassado na academia como se fosse Briefing, quando na verdade não é e deixa muito a desejar. A importância do uso desta ferramenta para pensar e elaborar projetos com a mínima chance de erros e buscando sempre atender as reais necessidades dos usuários. Aponto também nesta palestra a falácia do “realizar sonhos” e o real papel do designer em mostrar aos clientes os erros, inconsistências e impossibilidades destes sonhos, ao mesmo tempo em que propõe soluções para estes problemas o mais próximo possível do desejado. Afinal, todo sonho é um problema a ser resolvido.

WORKSHOPS

  • LIGHTING CONCEPTS I*

Workshop de quatro horas onde, utilizando a luz como ferramenta, levo os participantes a iniciar e turbinar o processo criativo numa gostosa brincadeira entre luz e sombras. Workshop realizado em sala de aulas (laboratório/câmara escura).

  • LIGHTING CONCEPTS II*

Workshop de oito horas com atividades internas (laboratório/câmara escura) e externas (noturno). O uso da luz como ferramenta criativa e de transformação dos espaços.

  • LIGHTING CONCEPTS III*

Workshop de seis horas de duração (ou mais) com duas horas de atividades internas (final de tarde para estudos e planejamento) e o restante realizado através de intervenções urbanas utilizando a luz como ferramenta de transformação e embelezamento urbano.

  • DESIGN SOCIAL I*

Workshop de quatro horas (laboratório de informática) buscando as melhores soluções para o desenvolvimento de projetos voltados às residências de usuários de baixa renda.

  • DESIGN SOCIAL II*

Workshop de oito horas (laboratório de informática) com foco nas instituições filantrópicas e sociais que necessitam de apoio atendendo às necessidades de cada segmento e solucionando os problemas das mesmas através do desenvolvimento de projetos de forma colaborativa.

  • DESIGN SOCIAL III*

Workshop com duração de um final de semana (16 horas ou mais) onde colocamos “a mão na massa” para analisar, pensar e solucionar os problemas de um determinado cliente (residência, instituição, etc) e, através de parcerias com fornecedores, realizar alterações visando a segurança, a funcionalidade, a qualidade e o bem-estar dos usuários.

  • REDESIGN URBANO*

Calma, nada tem a ver com urbanismo afinal, este já está implantado. O foco aqui é, seguindo as ações internacionais onde a liberdade criativa é respeitada, realizar intervenções de DESIGN em espaços urbanos degradados ou que apresentem problemas de mobilidade, usabilidade, estéticos e funcionais.

* Estes workshops não são voltados apenas para lighting designers ou designers de interiores/ambientes e sim, para os designers de todas as áreas. A intenção é a interação e compartilhamento de conhecimentos entre as áreas.

Além destas atividades existem ainda mais duas palestras que são fruto das pesquisas de meus livros e versarão sobre estes temas. Não as divulgo, por hora, para não estragar a surpresa sobre os temas dos mesmos. Assim que publicados liberarei a contratação das mesmas.

Graças à reclusão, que fui forçado no último semestre, tive tempo de voltar meu foco às minhas raízes: as pesquisas. Todo este material das palestras e workshops já estão prontos para uso.

Precisando, é só chamar!

Yes! Nós temos CBO!!!

Uma brincadeira com a música “Yes! Nós temos bananas!”.

Encontrei a nova classificação do CBO (Cadastro Brasileiro de Ocupações) da área de Design de Interiores/Ambientes.

Dentre tudo o que venho defendendo sobre a nossa área, a nossa atuação profissional, muitas agora já constam lá. Copiei alguns trechos para voces:

2629 :: Designer de interiores de nível superior

Participantes da Descrição

Especialistas
Adriana Siqueira Dos Santos Oliveira
Ana Lúcia Rodarte
Carolina Szabó
Daniela Buscaroli
Jéthero Cardoso De Miranda
Marize Malta
Sérgio De Oliveira
Thaís Luz De Oliveira

Instituições
Amide – Assoc. Mineira De Decoradores De Nível Sup
Buscaroli Arq-design E Interiores S/c Ltda.
Carolina Szabó Interiores
Faculdade De Belas Artes De São Paulo
Faculdades Integradas Teresa Dávila
Sérgio De Oliveira Prof. Arquitetura De Decoração Ltda.
Thais Luz – Designe De Interiores
Universidade Federal Do Rio De Janeiro (Ufrj)

Instituição Conveniada Responsável
Fundação de Desenvolvimento da Unicamp – Funcamp

Áreas de Atividade:

A   – ANALISAR PROPOSTA DE TRABALHO
A.1  – Realizar entrevistas com cliente para identificar intenções
A.2  – Identificar os procedimentos e atividades a serem executadas
A.3  – Avaliar limites orçamentários
A.4  – Avaliar prazos
A.5  – Avaliar possibilidades e limites técnicos do espaço a ser trabalhado
A.6  – Elaborar proposta de trabalho
A.7  – Elaborar proposta de honorários
A.8  – Estabelecer cláusulas do contrato de trabalho
B  – CONCEITUAR O PROJETO
B.1  – Realizar entrevistas com o cliente para definir necessidades funcionais e técnicas
B.2  – Realizar levantamento e análise do espaço
B.3  – Pesquisar o tema e o perfil do usuário
B.4  – Pesquisar contexto social e histórico da obra
B.5  – Pesquisar as necessidades específicas das diferentes áreas do espaço a ser planejado
B.6  – Levantar normas e legislação
B.7  – Analisar os dados levantados
B.8  – Diagnosticar problemas
B.9  – Definir programas de necessidades
B.10  – Definir conceito e partido do projeto
B.11  – Planejar espaços
B.12  – Elaborar fluxograma
B.13  – Elaborar organograma
C  – ELABORAR ESTUDO PRELIMINAR
C.1  – Definir ocupações do espaço
C.2  – Elaborar a solução criativa para o espaço
C.3  – Sugerir eventuais modificações ao projeto arquitetônico
C.4  – Definir soluções de conforto ambiental
C.5  – Aplicar conceito ergonômico
C.6  – Pesquisar materiais
C.7  – Representar espaço criado graficamente
C.8  – Apresentar estudo preliminar ao cliente
D  – ELABORAR ANTEPROJETO
D.1  – Adequar as alterações do projeto ao espaço
D.2  – Definir formas, texturas e cores
D.3  – Definir materiais e equipamentos
D.4  – Representar graficamente o espaço redimensionado
D.5  – Elaborar planilha e especificação de materiais e equipamentos
D.6  – Interagir com projetos complementares
D.7  – Apresentar o anteprojeto ao cliente
E  – ELABORAR PROJETO EXECUTIVO
E.1  – Representar graficamente o projeto para execução
E.2  – Projetar a locação de pontos luminitécnicos
E.3  – Locar pontos de lógica
E.4  – Locar pontos de telefonia
E.5  – Locar pontos elétricos
E.6  – Locar pontos de ar condicionado
E.7  – Locar pontos hidráulicos
E.8  – Especificar os materiais e equipamentos a serem utilizados considerando normas de higiene
E.9  – Criar peças especiais
E.10  – Criar móveis considerando ergonomia
E.11  – Adaptar projetos às normas da abnt
E.12  – Estabelecer interfaces gerenciando projetos complementares
E.13  – Elaborar memorial descritivo
E.14  – Orçar projeto
F  – EXECUTAR O PROJETO
F.1  – Elaborar cronograma físico e financeiro
F.2  – Realizar cotação ou concorrência de produtos e serviços
F.3  – Selecionar fornecedores
F.4  – Estabelecer colaboração com outros profissionais (engenheiros, arquitetos, paisagistas)
F.5  – Contratar serviço de mão-de-obra especializada (pintor, eletricista etc)
F.6  – Coordenar as diferentes equipes de trabalho
F.7  – Gerenciar obra ou projeto
G  – ACOMPANHAR A EXECUÇÃO DA OBRA
G.1  – Supervisionar os processos construtivos
G.2  – Supervisionar cronograma
G.3  – Fazer ajustes ao projeto quando necessário
G.4  – Avaliar resultado do projeto junto ao cliente
G.5  – Orientar a execução específica de materiais e serviços
G.6  – Avaliar a pós ocupação do espaço
H  – PESQUISAR PRODUTOS, MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
H.1  – Testar produtos, materiais e equipamentos
H.2  – Participar de grupos de especialistas para avaliar produtos e materiais
H.3  – Contribuir para o desenvolvimento de produtos, materiais e equipamentos
H.4  – Criar espaços ou ambientes utilizando novos produtos
H.5  – Participar do lançamento de novos produtos
H.6  – Adaptar materiais para criação de ambientes
H.7  – Criar soluções para portadores de necessidades especiais
H.8  – Pesquisar materiais que garantam a preservação ambiental
I  – PROMOVER O CONSUMO
I.1  – Criar ambiente favorável ao consumo
I.2  – Criar ambientes temáticos e estéticos
I.3  – Montar espaços que destaquem o produto
I.4  – Destacar atrativos sensoriais na distribuição dos objetos para estimular o consumo
I.5  – Proporcionar atrativos sensoriais no ambiente para promover bem-estar
Z  – DEMONSTRAR COMPETÊNCIAS PESSOAIS
Z.1  – Comunicar-se com diferentes públicos
Z.2  – Demonstrar poder de persuasão
Z.3  – Participar de exposição e mostras
Z.4  – Divulgar trabalhos na mídia
Z.5  – Demonstrar capacidade de aplicção de técnicas de representação gráfica
Z.6  – Demonstrar capacidade de captar os objetivos do cliente
Z.7  – Ser capaz de transmitir informações culturais para o cliente
Z.8  – Ser capaz de atender as necessidades do cliente
Z.9  – Ter formação de nível superior
Z.10  – Demonstar domínio técnico, tecnológico e científico
Z.11  – Exercer liderança
Z.12  – Estar capacitado para promover bem-estar, saúde e segurança
Z.13  – Prestar consultoria na sua área e áreas afins
Z.14  – Ser capaz de ministrar aulas
Z.15  – Ser capaz de realizar pesquisas
Z.16  – Manter-se atualizado à respeito da aplicação de materiais e equipamentos
Z.17  – Manter-se atualizado com as tendências de mercado
Z.18  – Demonstrar capacidade de técnicas de informática
Z.19  – Demonstrar ética profissional

É, como podemos ver agora sim a nossa profissão está começando a ser respeitada e ter a sua atuação delimitada coerentemente. Está completa? Não! Ainda faltam alguns pontos, mas isso já basta para dar um cala boca em muita gente.

Então é isso pessoal, mais uma vitória nossa, de nossa classe, de nossa profissão! Mais um passo rumo à regulamentação profissional.

Bons projetos daqui pra frente e, agora, respaldados por um órgão federal superior a qualquer associação ou conselho.