A fama: origens, mitos e fatos

Carrego uma fama, nas redes sociais, de “odiar os arquitetos”, também de “tê-los como inimigos e rivais mortais e eternos”.

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Fonte: insideyt

Quem me conhece sabe muito bem a dimensão desta MENTIRA!

Portanto, esclareço alguns fatos.

A primeira vez que essa história surgiu, ainda na época do Orkut, saiu dos dedos de uma pessoa, ligada a um determinado grupo, que deturpou tudo o que eu escrevi por pura má fé baseada na sua falta de argumentação. No entanto, destaco que esta mesma pessoa já estava ligada ao processo de regulamentação do Design e que seu discurso era de que não deveríamos afrontar o CREA (na época arquitetos ainda estavam lá dentro e seus representantes sedentos de sangue com a possibilidade de criação do CAU) e as entidades da Arquitetura, pois tinham medo de retaliações e prejuízos. E essa mentira, esta mesma pessoa passou a desseminar pelas comunidades de Arquitetura que fazia parte. Fato é que parte deste grupo se acomodou num discurso “oco” de negociações enquanto o CAU e outras entidades da Arquitetura continuaram destruindo o Design brasileiro dia a dia através de politicagens.

Eu NUNCA ataquei arquitetos(as) gratuitamente. Ataquei sim ALGUNS POUCOS que vieram me atacar. E como todos, tenho o direito de responder à altura quem quer que seja. Ao contrário, ataquei – e ataco sempre que necessário – seus “representantes” (as instituições) que são os verdadeiros responsáveis por todo o dano que o Design brasileiro vem sofrendo nos últimos anos. A maioria dos profissionais nada tem a ver com as ações impostas por estes órgãos bem como rejeitam a maioria delas. Raros são os que conhecem o inteiro teor do relatório da AAI e, se conhecessem, certamente iriam sentir nojo daquilo tudo e repudia-lo publicamente.

Outro detalhe que destaco diz respeito a alguns poucos profissionais de Arquitetura, cegos e encabrespados, que distorcem tudo o que escrevo. Talvez por a carapuça lhes servir direitinho. E estes também atuam nessa vibe de manter esta fama colada à minha imagem.

Também NUNCA ataquei a Arquitetura (área). Ataquei sim movimentos realizados aqui no Brasil (por estes mesmos representantes, entidades e academia) que desvirtuaram a Arquitetura brasileira, distanciando-a da Arquitetura PURA, bem como empurraram a Arquitetura brasileira para a beira de um precipício seja este educacional, profissional ou mercadológico. Foram as ações equivocadas destes que corroeram a Arquitetura brasileira. Foram as ações equivocadas e arrogantes destes que impuseram um “status-cus” na Arquitetura brasileira que a transformou num produto de luxo, para poucos (tanto que a maioria dos profissionais sobrevive de projetos de Decoração, raros fazem Arquitetura) e desprezado até mesmo pelo Estado (administração pública) em suas políticas e ações. E foram estas ações equivocadas que transformaram a Arquitetura brasileira na única comparável à uma colcha de retalhos (bem longe de um patchwork, que é chique) onde nem eles mesmos sabem mais o que um arquiteto faz.

Duvida?

Faça um paralelo (análise) sobre a Arquitetura europeia, japonesa e norte-americana com a brasileira e o que estas vêm produzindo desde a academia com a Arquitetura brasileira e verá o quão contraditória e desfocada é esta área aqui, em terras tupiniquins.

Análise da iluminação… mais do mesmo: erros

Bom, vamos lá analisar mais algumas imagens de projetos.

(E foda-se se são ambientes de pseudas estrelinhas das revistas).

Começando por erros crassos cometidos com o uso das lâmpadas AR111 e 70.

Vocês acreditam realmente que estas plantas (especialmente as orquídeas e bromélias) não irão sentir essa luz e tudo que ela carrega em si (radiação e calor)? Fala sério… Sem contar ainda que o “destaque” pretendido não foi alcançado (prefiro acreditar nisso que na péssima estética projetual) seja por erro de especificação de luminária/lâmpada ou de instalação.

Bah, num ambiente desse, com esse pé direito, apresentar um projeto desse porte carregado de AR111 é de doer heim? Não digam que é por ser uma mostra e que o “conceito” é que manda pois esse erro é cometido repetidas vezes em diversas obras por aí.

Já disse e repito: sim, a luz das ARs é linda e os efeitos alcançados com o uso delas é único. Porém, creio que cliente algum deseja ter o seu inve$$timento destruído ou manchado em pouco tempo por causa de danos provocados por uma iluminação errada. Isso sem contar que o ambiente fica insuportavel, especialmente onde a luz incide diretamente sobre os usuários.

Conseguiram perceber a belezura da luminária sobre a mesa???

DEZ (10) AR111 sobre essa mesa… Talvez não seja uma mesa e sim um fogão ou forno… É só colocar os pratos ainda crus ali em cima, deixar por algumas horas e depois chamar o povo pra sentar-se e comer. Seria isso um conceito sobre a facilidade que a vida atual exige??? Também a família e convidados aproveitam para “pegar um bronze” enquanto se alimentam… Vai saber…

Depois acham ruim quando o cliente liga reclamando que as peças que são expostas estão ficando manchadas, desbotadas ou os tecidos enfraquecidos, queimados, etc… Ah, os manequins também estão “entortando”… Sempre tem um cheiro estranho de queimado dentro da loja, etc etc etc etc etc…

Essa está ÓTEMAAAA!!!!

Descontando a quantidade de reflexos, fico imaginando como estes materiais – especialmente as imagens – estarão daqui a uns 6 meses…

Saindo das ARs, vamos a outros erros também crassos:

Gente do cecéu!!! Quem vai limpar a gordura e sujeira que fatalmente vão emporcalhar estas peças???

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Ai, pelamor!!! Luzinha verdinha na plantinha???

Pior que isso só isso aqui ó:

Pra quê essa mistureba de cores??? Pra que alterar de forma tão estúpida a cor natural das plantas? Pra que essa variedade de cores???

Mas tem gente que ainda consegue fazer pior:

Splash de luz já é ridículo, pior ainda quando usa a mesma luz para iluminar as plantas.

Mas tem quem consiga fazer pior que isso:

O splash numa cor já é ridículo, usando duas então…  Irão dizer que isso é um walwash em uplight?

Noooooooooooooooo!!!! Olhem os refletores no chão. É splash mesmo!!!

Melhor nem escrever mais nada sobre essa foto…

Esse tipo de coisa só contribui para o EMPORCALHAMENTO URBANO!!!.

Olhem isso agora:

Que efeito, digamos, interessante não? (Uma bosta mesmo!)

Que é isso???

Ah, não posso deixar de apontar também as ARs…

“Ah, são peças caras…”

Problema do cliente que escolheu isso por conta própria ou pior: do projetista que especificou isso.

Quer “status-cús” ou gordas RTs, dá nisso…

Por falar em gordas RTs, o que dizer disso:

Aham… montar um projeto chiqueterrérrimo desse é fácil quando os clientes são cheios da grana e querem ambientes pra esfregar na fuça dos “amigos”. E também para o projetista encher os bolsos com poupudas RTs.

Energeticamente ineficiente, ergonomicamente instável, com relação à manutenção é bastante complicado e ao uso volto à velha questão: sentado até que tudo bem (tirando o peso sobre a cabeça das pessoas) mas em pé, são obstáculos visuais para lados opostos da mesa.

Luz direta sobre os travesseiros???

G-Zuiz!!!

Bom, paro este post por aqui… Tem ainda várias fotos que eu poderia colocar neste post mas fica para os próximos ok?

Observem as imagens. Atentem para as críticas que faço e as relacionem com o uso. Imaginem as pessoas usando estes ambientes no dia a dia.

Como bem colocou o Oz Perrenoud nesse ultimo modulo da pós (este exercício que faço tem tudo a ver com este modulo), pensem a iluminação já no inicio do projeto, se possível, iniciem pela luz e o seu uso diário.

JAMAIS deixem a iluminação para o final e muito menos se deixem seduzir pelo “status” de luminárias.

É a luz que tem de ser SENTIDA, PERCEBIDA pelo usuário e não a luminária cara. Deixe o caro, o “status” para mobiliarios, revestimentos, etc.

Só assim estes erros serão eliminados nos projetos.

E claro, muito conhecimento sobre iluminação.

Abraços e até o próximo post!!